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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 X - A vontade de um Rei

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MensagemAssunto: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyTer 29 Dez 2020, 16:23

X - A vontade de um Rei

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Karyo Shen. A qual não possui narrador definido.


Equipe One Piece RPG

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Kekzy
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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyTer 29 Dez 2020, 23:27








Orgulho era uma palavra pequena para definir. Se tivesse olhos, eles brilhariam e se possuísse coração, ele palpitaria acelerado, ecoando pelo meu corpo. Clap! Clap! Clap! Minhas palmas eram as mais altas; disso eu fazia questão. "Kyo Chiba..." - olhava o meu pupilo subindo as escadas, com glória e honra, a fim de receber sua primeira promoção. Quando o conheci, dois valentões estavam a agredi-lo, coagindo-o a fazer coisas que não queria¹. Naquela ocasião, falei:

Citação :
Forte. Você se tornará forte. Sob a minha guarda, crescerá forte. O suficiente para proteger quem ama. O bastante para prosperar independentemente do ambiente. Porém, antes disso... tem que aprender a se defender. Farei de você um esplêndido marinheiro.

Trecho retirado do post 23 da aventura [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].



Hoje, escutava o ressoar de minhas palavras. Não; eu as sentia. Ryo tinha muito a aprender, mas pela dedicação que havia demonstrado nos últimos tempos, sabia que seu futuro seria brilhante. Se me faltava força para proteger quem amava, também lhe faltaria, mas nenhum valentão poderia perturba-lo mais. Pelo contrário, com a força que havia conquistado, conseguiria ajudar não só a si, mas a outros. E esse era o dever de um marinheiro.


E, seguindo os seus deveres, Katherine e Calros também se demonstraram exemplares e conquistaram suas promoções. Não podia julgar Lazo por sua recusa; pelo contrário, compreendia-o da cabeça aos pés, pois também havia feito o mesmo em Lvneel, quando Elena Eisenberg, a Tenente corrupta, tentou me promover para Sargento, quando eu mal pude proteger o atual Tenente Gunter de suas perversidades². Silverstone, por sua vez, havia provado o seu valor quando diversos marinheiros nos traíram, ela se manteve fiel, desempenhando um papel fundamental em nossa guerra.


Ainda, apesar de não ter sido promovido e ter levado um justo e razoável carão, o Tenente Laith também teve grande mérito na batalha que se desenvolveu do lado de fora. O atual Capitão - antes Tenente - Gunter, meu fiel amigo, também trazia orgulho para estes ossos decrépitos. E eu devia responder na mesma altura. Olhando para a multidão de marinheiros reunidos, em cima do palanque, tive certeza. "Esse é o meu caminho" - e eu não iria me perder dele. Carregava uma dívida incontável com os marinheiros e marinheiras ali presentes, fossem superiores, fossem subordinados. Compartilhávamos o mesmo fardo e o anseio por paz de dezenas, centenas, que se foram.


É uma honra para mim. Mais que uma honra, é a minha vontade! De criar um mundo melhor, de romper os nossos limites para nos livrarmos do mal, de alcançar mais que Utopia; almejo o mundo! Um mundo próspero em que não precisemos mais sacrificar nossa carne e sangue! Um mundo onde os sonhos dos jovens possam florescer - olharia lá para baixo, em direção ao recém promovido Sargento Kyo Chiba, após discursar. "Kyo?" - a dúvida surgiu no fundo de minha mente. Não era a primeira vez que o chamavam daquela forma, ainda que houvesse conhecido de outra. Teria entendido errado?


Enfim, desci o palanque, com uma sensação estranha, mas sabendo que havia cumprido o meu dever. Não perfeitamente, mas agora Utopia era um local um pouco mais seguro. E assim também era o nosso Quartel General, que não passou impune às intemperes do caos que assolou a ilha. Muito havia acontecido recentemente; e muito ainda estava para acontecer. E era por isso que precisava me preparar o máximo possível para a próxima tempestade. E o cheiro forte de maresia que ela trazia... esse mesmo eu podia sentir.


[...]

O(s) dia(s) subsequente(s) também foram agitados. A "visita" inesperada de Treszê me deu uma oportunidade inusitada de conhecer novas personalidades e trouxeram algumas reflexões, sentimentos e angústias; em especial, a última conversa com o gigante Groomer.³ Minhas preocupações estariam evidentes ao andar pelos corredores, muitas vezes levando a mão à cabeça, inconscientemente; e nos longos períodos em que me mantinha absorto em meio a conversas. Eu precisava ficar mais forte; precisava entender o que estava acontecendo comigo. Era isso que me guiava a tomar a insana decisão — Vice-Almirante Kurt! Peço que considere me auxiliar nos treinos. Eu... - diria, meio sem fôlego, prestando continência, após diligenciar para estar ao seu encontro e ser recebido — Eu preciso ficar mais forte. Preciso conter, controlar, algo que está dentro de mim. E não vejo ninguém mais apropriado que o senhor para isso. Lute comigo! Eu desejo ver o mar que nos separa com meus próprios olhos. Me guie! Me ensine, por favor. Será um honra tê-lo como mentor - emendaria, de punhos fechados, crânio erguido e com a voz a expressar o meu estado de espírito inquieto e insaciável por cumprir o meu voto; o meu dever.






¹ Conheci o NPC em um cemitério de Utopia. Deixo aqui a impressão do NPC, tanto do Ryo/Kyo, quando nos conhecemos. Consta na ficha. Linkei o post em que começam as interações com os referidos NPCs, segue o [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] Foi um postzão, lê ai!

Citação :
Kyo: Um garoto assustado que tem medo de tudo. Encontrou-o no cemitério, sendo bullynado por dois valentões. Karyo o salvou deles, mas fez o garoto Ryu desmaiar de medo no processo. Após, levou-o ao QG, onde prometeu treiná-lo para que pudesse se proteger e seguir seus sonhos. Atualmente está se esforçando para na marinha, apesar de ser um pouco rebelde. Kyo, na verdade, é uma garota, mas Karyo não sabe disso, ainda!

² Fatos da aventura [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].

³ Foram essas três interações: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]; [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]; [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].








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EdC: Justiça Dupla [Inicial]; Boxeador [Inicial].

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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptySeg 04 Jan 2021, 13:30




Narração 01
Dizem que um herói nasce a partir do desejo de injustiça, de se sentir impotente frente aos male do mundo, do sacrifício altruísta de um ser perante os sofredores. Esses princípios pareciam bem presos aos agora capitão Kayro Shen, presos nos arranhões em seus ossos. Tendo sido reconhecido por vários no dia de sua promoção, agora o esqueleto gozava de prestígio dentre os marinheiros de Utopia, reconheciam-no como um verdadeiro herói de guerra e não por menos, seu sacrifício tinha sido admirável. Na verdade, não era o kanji de Justiça que abraçava seu corpo, seu espirito que abraçava aqueles ideogramas.

Kayro, por sua vez, percebia que precisava evoluir, havia muita injustiça para combater no mundo, algumas mais forte que ele, e ele sabia, enquanto houvesse luz, também haveria escuridão. Por isso, ficar parado em um luxo que ele não poderia jamais ter. Sendo assim, acabava indo em direção da antiga sala da capitã Knott, agora sala do Vice-almirante Kurt. Batia na porta e adentrava, fazendo uma continência. Na sala, encontrava-se a capitã Knott, a qual o superior pedia gentilmente para que o procurasse depois e a mesma saia da sala, dando um leve aceno com a cabeça para o recém capitão.

- Então, no que posso ajudar o nosso mais novo capitão ? Dizia o homem de cabelos brancos com um sorriso no rosto e um tom receptivo. Ele ouvia os pedidos emocionados do capitão e acabava por dar algumas gargalhadas genuínas, apoiando sua mão na mesa e sentava rapidamente na cadeira, procurando apoio. - HAHAH, se você estivesse no meu lugar, também estaria assim. Ele se contorcia um pouco com o humor e depois se recompunha, levantando-se mais uma vez. - É a primeira vez que um esqueleto me pede para treiná-lo, ou então para lutar, chega a ser hilário pensar nisso. HAHAHA.

O homem então ajeitava mais suas roupas e passava a mão pela bancada, pegando um maço de cigarros. - Se importa ? Dizia colocando um na boca, tendo a resposta do subalterno acendia-o ou não e logo continuava a falar. - Mas entendi sua preocupação, fico feliz em perceber que só está no começo do caminho! Porém, vamos por partes, sobre o seu "algo" dentro de você, o seu nome é Haoshoku. Pelo que li no relatório sem dúvidas é ele. Chamado também como o Poder dos Reis, ou Haki do Conquistador, ele é capaz de manifestar a sua vontade sobre as pessoas e bom, pode causar o efeito que fez, sua manifestação é rara nas pessoas e dizem que apenas os verdadeiros líderes possuem ele adormecido. Não é atoa que ele apareceu em você.

O superior fazia uma pausa e voltava a se sentar, fazendo um sinal para que Shen fizesse o mesmo na outra cadeira. - Entretanto, eu não possuo esse poder e não saberia como treiná-lo devidamente. É como se eu ensinasse um peixe a nadar no oceano sem saber como sequer é ter uma barbatana. Entende ? Dizia ele calmamente enquanto olhava nas cavidades oculares do capitão. - Ainda assim, sobre ficar forte, acho que posso ajudá-lo nisso, há ainda muitas habilidades latentes em você, capitão Shen. Diga-me, para você, o que é ser forte ?





Legenda escreveu:
Vice-Almirante Kurt Storm

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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptySeg 04 Jan 2021, 14:49








Kurt Storm estava à minha frente, com seus longos e rebeldes cabelos brancos e jeito despojado. Se não fosse o uniforme da marinha e meu conhecimento prévio, eu chutaria que era um fanfarrão, caso o avistasse no meio da rua. Porém, ele era o nosso Vice-Almirante, responsável pela jurisdição não só de Etioha, mas de Utopia e territórios adjacentes. A Capitã Katt não havia conseguido proteger a capital, razão pela qual seu comando foi revogado. Quanto a mim, hoje Capitão... conseguiria proteger ao menos o QG-18?


Eu sabia a resposta, e era por isso que estava aqui — Nem um pouco - respondia — Sequer tenho pulmões para zelar - emendaria. Ironicamente podia sentir o cheiro de um cigarro, mas não era afetado por ele. Talvez pudesse acrescentar isso à minha lista de vantagens em ser um esqueleto; mas não gostava de ser visto dessa forma — Peço que me enxergue como um marinheiro, e apenas isso. Não era diferente de qualquer um algum tempo atrás - repreenderia o Vice-Almirante, com toda a educação.


Superado o inconveniente, Kurt prosseguia, adentrando o que realmente interessava — Haoshoku... - repetiria em tom baixo, após sua fala — Esse poder... parece grande demais para conseguir controlá-lo agora - observava. Não podia deixar de lembrar que o Okama e o próprio Ishisaki possuíam tal Haki —Dois dos nossos últimos oponentes tinham esse poder, mas conseguiam controlá-lo. Eu não consigo. Meus próprios aliados perderam a consciência quando isso estourou... prefiro evitar utilizá-lo até aprender a controlá-lo - se o Vice-Almirante não podia me ajudar a controlar tal poder, restava-me apenas esperar por outra oportunidade e mantê-lo sob controle até lá. Podia ser um grande recurso, mas se mal utilizado, poderia comprometer toda uma batalha. Era o meu maior receio.


Para além do mais, as palavras do Vice-Almirante ressoavam em meu crânio oco. "Apenas os verdadeiros líderes possuem ele adormecido. Não é atoa que ele apareceu em você" - repetia a frase, junto de seu questionamento. "O que é ser forte?" - estendia as minhas mãos à frente, na altura do tronco, focando meu olhar sobre elas. Foi com os braços estendidos dessa forma que Amanda esfriou enquanto a segurava. As memórias voltavam a me atormentar. "Um verdadeiro líder..." - meus dedos tremiam, à medida que tentava fechar os meus punhos — Ser forte é a capacidade de proteger - fechava-os — Proteger aquilo que é importante para si - rememorava as minhas duas foices que se cruzavam sob o túmulo de minha companheira¹; um dia eu deixaria Utopia e não mais poderia estar ali para protegê-lo — Me mostre esse caminho, pois eu preciso proteger muito mais do que estará ao alcance de minha visão! - exclamaria, dando um passo a frente, com o espírito inflamado. E, assim, seguiria as suas instruções para que pudéssemos começar o treinamento, se minha resposta o agradasse o suficiente! 





¹ Na aventura passada, no enterro da NPC Amanda Rech, eu deixei duas das minhas antigas foices sobre o túmulo dela, para que soubessem que quem mexesse com aquele túmulo iria se ver com um esqueleto ceifador que esteve em Utopia. Isso porque noutra oportunidade, em aventuras passadas, me foram apresentados saqueadores de túmulos.








~ Histórico ~




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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyTer 05 Jan 2021, 11:30




Narração 02
Kurt ouvia as respostas do capitão enquanto deixava a fumaça subir, batia uma vez no cigarro, as cinzas caiam sobre o recipiente e ele se ajeitava na cadeira, pousando o tabaco sobre o apoio. - Poder para proteger tudo que é importante, é ? O homem ponderava por um momento a resposta, fechando seus olhos e imaginando um futuro dessa forma. No fim, deixava apenas o mesmo sorriso de sempre na boca, mas seu olhar ia em direção ao subalterno, como se fossem além da sua forma esquelética, a íris vibrante dele parecia espelhar-se na alma do outro. - Para mim, ser forte é ser capaz de vencer uma guerra sem precisar derrubar uma gota de sangue.

O olhar profundo e sério dele carregavam memórias, tragédias, pensamentos longínquos do que aquele homem sequer teria visto. O típico olhar daquele que vê o oceano pela primeira vez e entende seu lugar no mundo. Os olhos de uma figura temida pela própria morte, pois não a teme, mas a respeita. Os olhos de alguém que tem o vazio e o tudo ao mesmo tempo. Existe uma grande sabedoria naquelas palavras, provavelmente já regadas de tristeza outrora.

- De toda forma, não é como se fosse impossível treinar o seu Haki do Rei, eu penso que ele deve ser algo como um instinto, quando você precisar ele vai responder e ai começará a entendê-lo melhor. Falava enquanto começava a se levantar.  - Acho que posso lhe mostrar outras coisas enquanto isso.

O homem fazia um sinal para que o acompanhasse, seguiam pelos corredores e os marine no caminho esgueiravam-se nas paredes para permitir passagem enquanto alguns até atrapalhavam-se na hora de bater continência, o que gerava algumas risadas por parte de Kurt, dispensando em seguida as formalidades. Por fim, chegavam até a área de treino, onde o superior pegava uma espada de madeira. - O Haki do Armamento, também conhecido como Busoushoku. Com certeza você deve ter visto na sua última batalha essa habilidade, sendo usada por ambos os lados. Mas antes, me diga, o que você acha que corta de verdade? A lâmina ou o espadachim ?

O grisalho ia até um objeto de ferro que tinha lá usado para treinos, um cilindro usado para levantamento. Ele então batia com a espada de madeira contra o objeto, produzindo um barulho oco e esperava a resposta do Capitão. - Vou te mostrar todo o potencial do Haki. Rapidamente o  homem tomava sua postura de combate, as pernas afastavam-se um pouco, a espada ia até a cintura e a mão oposta a empunhadura simulava a bainha. Fechava os olhos, ouvia-se o som tênue da respiração e de repente a espada era sacada. Shen podia ver por um instante a espada de madeira tornar-se negra como um metal e depois voltar ao normal.

Por fim, o vice-almirante apenas olhava para a espada, percebendo que ela estava levemente rachada. - Hmmm, acho que estou enferrujando um pouco. Então, dava as costas para o ferro, a princípio, parecia que nada havia ocorrido, mas passava-se um segundo e o esqueleto começaria a ouvir um som de metal sendo arranhado e por meio de suas cavidades oculares visualizaria metade daquele cilindro deslizando sobre a outra metade, como se tivesse sido cortado por algo tão forte como aço. A outra metade caia sobre o chão fazendo um barulho espalhafatoso, o que provocava os olhares curiosos de outros marinheiros.

- Então, pronto pra começar ? Perguntava o mentor  


Legenda escreveu:
Vice-Almirante Kurt Storm

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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyTer 05 Jan 2021, 13:03








"Parar uma guerra sem derramar uma gota de sangue...". Havia alguém tão forte assim nesse mar ou esse era apenas um ideal, um desejo? — Se você tiver força, poderá proteger esse ideal - comentava, olhando para meu próprio punho. Entendia as palavras do Vice-Almirante. Esta mão já havia se manchado de sangue; já havia assassinado¹. Uma única vez, mas era o suficiente para devanear. Se na época eu fosse forte, não precisaria ter recorrido a tal método. Matar não havia sido uma demonstração de poder; havia sido uma demonstração de fraqueza, um recurso de desespero.


Se me sentia mal por tê-lo matado? [...] Em minha conversa com Groomer² havia perquirido tal sentimento e, se me sentia mal por agora, era por minha própria resposta. Quando perfurei o peito do tritão - que já havia matado dezenas, que não pude salvar - com sua própria faca, tudo que senti foi alívio. Já estava em meu último suspiro e meus companheiros estavam atrás de mim, já sem condições de lutar. Se tivesse sido mais clemente, talvez eles não estivessem mais vivos hoje. Meu único arrependimento era... egoístico. Não queria matar. Mesmo hoje evitaria a todo custo. Por mim piedade da minha alma, não da dele.


Assim, tanto eu quanto o Vice-Almirante nos dirigimos à sala de treinamento, ambos com a mente carregada com um pouco do fardo que carregávamos; ele, muito mais que eu, tinha certeza. Estava ansioso para ver o que o homem podia fazer — Que pergunta... - me dava a refletir. Era mais complicada que parecia, muito mais para mim, que falava por dois lados — Como ferreiro, não posso negar o meu trabalho. Uma boa arma é sempre de grande ajuda - dizia, complementando em seguida — Mas, como praticante - tocava o cabo da minha foice, em minhas costas — O portador da arma que é a peça essencial... então, eu diria que é uma mistura dos dois, com a devida proporção à qualidade de cada um - concluía.


Após minha fala, Kurt entrava em ação. "O que ele pretende fazer com uma arma de madeira?" - me indagava. "Ele não vai ficar parado..." - tardei para me dar conta, mas a verdade era que ele já havia se movido. Um movimento rápido demais para acompanhar; e eu sequer piscava — Isso é... - pronuncie, boquiaberto. Quando escutei o barulho metálico, conhecedor do combate e da forja, já sabia o que havia ocorrido. "Esse som cirúrgico..." - o pensamento foi o tempo da parte superior do objeto deslizar e produzir um baque estridente no chão, que me despertou — Com uma espada de madeira... um corte tão limpo - me daria o luxo de me aproximar e tocar o objeto cortado, analisando-o mais de perto — Eu poderia cortar metal com metal, não tenho dúvida, mas o corte seria algo mais bruto - comentaria — A habilidade do Vice-Almirante é invejável - me levantaria novamente — Será uma honra aprender sob sua mentoria - juntaria as mãos em um sinal de respeito, pronto para começar o treinamento.


Início - Treinamento de Haki


Se aquele era o poder do dito Busoshoku, eu precisava aprendê-lo. Era como o Vice-Almirante havia dito, eu já havia visto aquilo antes. Mesmo em minha luta contra o Ishisaki, ele havia balbuciado algo sobre essa habilidade. Talvez, no calor do momento, eu havia a utilizado inconscientemente? Daria sentido às suas palavras e reação incrédula. "Se é assim..." - estava extremamente determinado a aprender a dominar tal habilidade, razão pela qual passaria o tempo necessário com o Vice-Almirante, na sala de treinamento, dia após dia, até que começasse a sentir tal poder fluir pelos meus ossos. Mostraria que tinha talento para sucedê-lo futuramente; pois, a cada passo dado na hierarquia da marinha, estava mais próximo de cumprir o meu objetivo. "Um sonho..." - lembrava da época distante em que sonhava com isso. Hoje, tão mais perto, já não tratava mais como um mero sonho, e sim um objetivo que estava ali, apenas esperando que eu estendesse a mão.


Final - Treinamento de Haki


Fossem horas ou dias, quando ganhasse a sua aprovação - dominar o Haki do Armamento - daria os devidos cumprimentos e anunciaria — Estou pronto para o próximo passo. Na minha última batalha, o meu inimigo utilizou um dos rokushikis, o Tekkai, bem como a Capitã Katt utilizou o geppou. Se puder me instruir em algum desses dois, este marinheiro estará mais perto de estar satisfeito! - exclamaria, começando o treinamento do Rokushiki, nos mesmos termos e determinação apresentados outrora.  





¹ Foi na aventura [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], quando matei o pirata que me matou, ao mesmo tempo.

² Qualquer coisa os posts dessa conversa estão linkados no primeiro post.








~ Histórico ~




Nome do Player: Karyo Shen
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Vantagens: Liderança; Adaptador; Voz Encantadora; Ambidestro.
Desvantagens Código da Honestidade; Código dos Heróis.
Perícias: Forja; Intimidação; Engenharia; Mecânica; Interrogatório e Arrombamento.
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Ganhos: Haki do Armamento - Treinado
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Última edição por Kekzy em Qua 06 Jan 2021, 13:59, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyQua 06 Jan 2021, 13:31




Narração 03

Início do treinamento do Haki do Armamento

Kurt assistia a resposta positivo de seu novo aluno e sorria com satisfação, pelo jeito sua felicidade estava inclusive em ensinar as próximas gerações de marinheiros. - Certo ! Começaremos por isso aqui. Dizia ele pegando um dos objetos cilíndricos caídos e colocando-o sobre uma mesa de apoio deixada por ali. O grisalho batia a ponta dos dedos contra o aparato e olhava para o capitão. - O seu haki ainda é um bebê então não espere gigantes feitos, entretanto acho que você já consegue imbuir seu punho com ele.

Demonstrando, o homem deixava seu punho lentamente ser coberto por uma espécie de aura negra, lembrando muito o aço escovado, e então batia contra o metal, produzindo um som agudo, como se estivesse riscando o material de treino. - A princípio vai parecer confuso, mas acredito que você já deva ter sentido a energia correndo por seu corpo, essa aura, o desafio é concentrá-la em um lugar, seu punho no caso. Talvez sua mão fique doendo por alguns dias, mas conseguirá, tenho certeza.

Ele caminhava para trás do subalterno, dando-o pequenos tapinhas no ombro, indicando que fosse para frente. Era obvio o que deveria ser feito. O capitão a principio estranhava, se preparava e quando atingia seus ossos contra o metal: dor. Kurt, ao ver a cena, começava a dar algumas risadas imaginando que seria assim. - Bom, melhor que esperava ! Agora, vamos trabalhar bem essa energia.

- Uma vez estive no Arquipélago Wushu, no South Blue, lá eles são bons com esse tipo de prática espiritual. Nem tudo no mundo é visível Capitão Shen, lembre-se disso. O vice-almirante então pegava sua espada e afastava-se alguns metros, e de forma lenta, gradual, começava a fazer alguns passos, como uma dança, suas mãos e pés pareciam flutuar calmamente.

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Até que ele explodia em uma espécie de passos mais agitados, fortes, como se seu corpo clamasse pela batalha, aquela forma de algum jeito remetia ao fogo das fornalhas enfrentadas pelo ferreiro.

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- Esse será seu treino nos próximos dias, repita meus passos, observe, sinta, aprenda. De fato, conforme instruído pelos superior assim foram os dias seguintes para Kayro Shen. Acordava, dançava, respirava, e mesmo que alguns marinheiros estranhassem essa prática ela começava a surgir efeito no capitão. Havia algo dentro de si borbulhando, ele podia sentir. Uma energia, uma vontade, o que quer que fosse, aquilo começava a agitar-se e parecia aflorar a cada vez que dançava.

Depois de 10 dias, chegava a hora de tentar novamente. Mestre e discípulo se colocavam na prova de fogo e mais uma vez Shen deveria enfrentar o metal e raspá-lo. Porém algo estava diferente, o capitão sentia aquela energia dentro de si fluir, parecia que estava em contato com si mesmo mais do que nunca, fechava os olhos que não tinha e avançava contra o objeto. Surpreendentemente, aos poucos sua mão ia sendo coberta por aquela aparência negra e no fim, ouvia-se o som do metal contra o metal já tão bem conhecido.

Após o contato, a aura se desfazia, mas ela tinha acontecido. - Ainda é jovem, imprecisa, fraca. Mas tem o potencial de se tornar uma poderosa lâmina. Você conseguiu entender o que quis dizer com nem tudo podemos ver? Bom, agora que você conhece a sensação, seu treinamento está terminado. O resto aos poucos vai aflorando, principalmente em combate.

Fim do treinamento do Haki do Armamento

Quando ambos estavam prestes a sair, Kurt ouvia o pedido por parte do oficial e virava-se, um pouco pensativo. - Hmmm, para o seu caso, acho melhor o Tekkai. Seus ossos são fortes, mas ainda são ossos, um reforço cairia bem. E se você conseguiu o Haki, isso vai ser moleza. Iniciamos amanhã !

Início do treinamento do Tekkai

No outro dia, no mesmo lugar, mestre e discípulo encontravam-se mais uma vez. - Bom, você já sabe a sensação do Haki nela, relembre-se dela, é parecida, mas ao invés de só usar e energia, foque-se mais em enrijecer todo o seu corpo..quer dizer...seus ossos. Dizia ele com um sorriso brincalhão. - Quero que pratique apenas isso, e volte a praticar aquele ritual também.

Assim se sucedia, até que dias depois desse evento, Kayro estava pronto. Kurt decidia testá-lo usando a espada de madeira, o objeto era simples, o corpo deveria estar rígido o suficiente para quebrar a arma. Confiante, o mentor se preparava e logo avançava. Quando atingia, Kayro sentia uma pressão, seus ossos faziam um leve estalido ,como se estivessem se contraindo de alguma forma, e então a madeira partia-se, deixando no ar os pedaços de madeira, o sorriso do mestre e a surpresa do aprendiz.

Fim do treinamento do Tekkai

- Nada mal! Você aprende rápido! Dizia o vice-almirante enquanto varria com o pé os destroços da espada.

Então, adentrava no recinto outro marinheiro, um soldado provavelmente, que de forma nervosa e tímida fazia uma continência e aproximava-se do maior superior ali. - Vi-vice almirante! A Capitã Knott retornou da sua missão, ela quer falar com o senhor !

O treino tinha levado toda a tarde e a noite parecia arrastar-se em breve, ouvindo isso, o quase Almirante apenas acenava para o mais novo na hierarquia. - Obrigado! Capitão, aproveite para descansar, tem a noite de folga dos seus deveres. Amanhã cedo me encontre em minha sala! Assim, Kurt retirava-se do ambiente, acompanhado do soldado, deixando seu aprendiz sozinho na sala de treino.




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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyQua 06 Jan 2021, 16:14








A intensidade do treino havia me deixado exausto. Poderia parecer pouco, já que não estava correndo pela ilha, lutando ou fazendo qualquer exercício visualmente cansativo. Eu mesmo não esperava que canalizar aquela energia chamada Busoshoku fosse tão difícil. Porém, fazia todo sentido, já que extraía ela do meu próprio corpo. Era como o Vice-Almirante havia dito: "Nem tudo no mundo é visível Capitão Shen, lembre-se disso". Deitado, me recuperando para o próximo dia, pensava: "Você fala isso para quem um dia foi apenas uma alma invisível" - abria a boca, simulando um sorriso, que logo adormecia.



[...]


Enquanto Kurt recebia o relatório de um soldado, olhava vislumbrado para os meus próprios ossos. Nunca imaginei que eles pudessem ficar tão rígidos. Era excitante pensar nas possibilidades que aquilo me dava. Ver os fragmentos de madeira quebrarem me levavam a uma experiência em que sentia enxergá-los em câmera lenta, quase que adejando no ar. Com todas essas novas habilidades, será que conseguiria vencer Ishisaki sem recorrer a meios criativos e externos?


"Não acho que possa tirar folga" - pensava, em resposta ao Vice-Almirante. De quebra, escutando o relatório do soldado, o sentimento crescia. "Não quando a Capitã ainda está se esforçando em campo" - suspirava. A última luta havia sido dura e não tinha conversado com Katt ainda. Tinha certeza que seu coração havia sido abalado na oportunidade e eu não havia conseguido cumprir a minha promessa com ela¹. "Não faça mais promessas que não pode cumprir. Há coisas que não consigo mudar" - suspirava, mais uma vez, com certa amargura.


Sem tempo a desperdiçar! Com o Vice-Almirante deixando o recinto, continuaria na sala de treinamento. Sentia a necessidade de ficar ainda mais forte. Precisava expandir as minhas possibilidades. Dessa forma, deixando a foice de lado, ficaria de mãos nuas e começaria a socar o ar diligentemente, atentando-me às posições. Se um dia chegasse ao ponto de não poder usar a minha arma, queria estar preparado para lutar e proteger, mesmo que apenas com as minhas mãos. Procuraria até mesmo um instrutor, ainda que de patente inferior; o que importava era a maestria naquele estilo de combate. Necessitava aprender as formas, as estratégias, o sentimento e a percepção de lutar daquela maneira. E assim seguiria, até cansar do treino, quando repousaria minhas costas na parede e... dormiria.


No outro dia, acordaria desnorteado, olhando para os lados, um tanto confuso, até lembrar da ordem do Vice-Almirante, momento em que levantaria, tomaria alguns cuidados estéticos e passaria rapidamente no refeitório, pegando algo para comer, seguindo para a sala de meu superior — Capitão Karyo Shen se apresentando! - bateria continência, com o ânimo revigorado — Que problema esta ilha tem no dia de hoje? - indagaria, pronto para resolver a bronca, ou seja lá porque o Vice-Almirante havia me chamado. O que importava era: eu estava doido para voltar à ativa.






¹ Eu havia prometido que traria Ishisaki de volta para a Capitã Katt, algo assim, pois acreditava que ainda restava um pouco do homem que ela conhecia nele. E, de certa forma, tinha, ja que ele "se sacrificou" para que seus companheiros fugissem, mas ele estava comprometido demais com o lado inimigo.

² Eu já tenho o EdC Boxeador, por conta da mudança em Adaptador. Acabou que a mudança bagunçou um pouco as coisas para mim, por isso essa parte, para explicar o que já consta na ficha, em razão da mudança na vantagem.








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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyQui 07 Jan 2021, 11:20




Narração 04






Não desejando ficar atrás para com seu dever e seu mentor, Kayro não se dava por vencido, continuava a treinar o quanto podia, pedia, inclusive, para algum soldado bom em boxing lhe ensinar, e achava um homem já de meia idade que se oferecia para tal, vendo a oportunidade única de acertar alguns golpes em um superior. O treinamento acontecia até a meia noite, mas Kayro conseguia tirar bom proveito dele, aprendia a se defender, dar alguns golpes, conseguia refinar um pouco mais seu novo estilo de luta, por mais estranho que fosse observar um esqueleto lutando com luva de boxe.

Enfim, pela exaustão dos treinos sentia uma leve dor nas juntas ósseas, nada grave, ainda assim era presente. Resolvia, então, descansar e logo colocava-se na cama e adormecia.

Sua consciência aos poucos ia despertando, que horas seriam? 3-4 da manha ? A falta de referências deixava isso impreciso. Entretanto, ainda não era manhã. Desde sua promoção para capitão, o QG tinha reservado um quarto exclusivo para ele, já que não podiam o agraciar com uma sala própria. Desse modo, sequer podia perguntar para alguém que horas eram. Mais importante, por que acordara nesse horário? A dor dos treinos ainda era presente, leves pontadas nas juntas em movimentos mais amplos.

Eis que então algo no mínimo inusitado acontecia, do rodapé da porta começava a aparecer uma leve fumaça, mais próxima de uma neblina, que ia tornando-se mais densa no quarto. A escuridão ali presente parecia tornar-se mais forte, o quarto parecia isolar-se do corredor, do quartel, do mundo, da luz. Seus ossos, então, começavam a tremer, não só pelo frio e estranheza, mas algo parecia fazer-lhes tremer. E do lado denso daquela neblina no quarto surgia uma sombra, inicialmente desfigurada, mas aos poucos ia aumentando, até tomar a forma de...esqueleto?

- Hola cabron !

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- Mi nombre es Adamastor Diego Matogrosso, meus fãs, e inclusive tu puedes me llamar de ADM.

Ele falava indo em direção do capitão e batendo levemente a ponta da cabeça do violão contra os ossos do ombro do outro.

- Eu sei, tu deve estar todo confundido. Pero no se preocupe, vou te explicar tudo, com la musica !

Nisso, o homem começava a agitar seu violão e começava a tocar e cantar.

- Olha lá quem vem virando a esquina..

Notas musicais começavam a aparecer na frente de Shen, como ilusões e desfazer-se como fumaça e então seu corpo esquelético, quase que involuntariamente, começava a se mover no ritmo da canção.



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MensagemAssunto: Re: X - A vontade de um Rei   X - A vontade de um Rei EmptyQui 07 Jan 2021, 15:23





O pior de não ter pálpebras se revela ao momento de dormir. Consciente ou sonhando, é difícil dizer enquanto estou deitado. Só tenho uma resposta, de fato, quando sinto o mundo ao meu redor. O último treino havia deixado uma leve dor em minhas juntas, o que me ajudava a definir o que era real ou não. Se ainda sentia aquela sensação, era porque estava acordado. Apesar que...


O ambiente a minha volta começava a ficar mais carregado. Não só isso, mas começava a sentir algo estranho vindo de dentro de minhas costelas. Minha mão alcançava o lugar, mas só havia vento ali. Não, como Kurt havia dito, eu não podia ver e nem sentir fisicamente, mas estava ali. Ainda era parte de mim. E o meu corpo começava a responder aquela sensação. Meus ossos trêmulos pareciam me alertar de algo. E ao levantar o meu tronco, ainda na cama, visualizava uma estranha neblina tomar o quarto. "De presente de promoção, me deram um aposento amaldiçoado..." - joguei minhas pernas em direção ao chão, me levantando imediatamente. Se era uma ameaça, eu iria enfrentá-la! Fosse espírito ou humano!


"Cabron?" - minha face podia ser inexpressiva, mas se poderia dizer que meu olho contorceria nesse momento. À minha frente, presenciei o momento em que a névoa tomou forma. Os ossos brancos, a cavidade no nariz e nos olhos... não tinha dúvidas que estava diante de um semelhante, um homem esqueleto! Levantei a guarda, ainda que aquela sensação me dissesse que não havia o que temer. Era um sentimento de familiaridade? — Adamastor... - repeti, em tom baixo — Eu realmente tenho algumas perguntas... - complementei, enquanto meu olhar acompanhava as flutuantes notas musicais.


Não muito antes, o Vice-Almirante Kurt havia me treinado em uma espécie de ritual, que se expressava em uma prática muito semelhante à dança. "Por meio desses rituais, é possível encontrar uma força interna, antes oculta" - era o que havia aprendido naquela lição. E não era isso que o ADM estava me propondo? Se copiasse os seus passos, tal como havia copiado e aprendido com Kurt, ele me revelaria os seus segredos. "Lá vamos nós!" - e naquele curto espaço, mas suficiente, adentrei o ritual. A energia familiar que Adamastor passava, aliado ao seu perfil esquelético, não me deixava dúvidas que compartilhávamos o mesmo destino: éramos ambos usuários da Yomi Yomi no Mi. E desejando saber mais sobre meus poderes, não podia negar essa proposta!


Aserehe ra de re! - esticava os dois braços para frente — De hebe tu de hebere seibiunouba mahabi!" - e colocava-os na cintura, seguindo com breves e repetitivos movimentos horizontais à altura do tronco. "A névoa à minha frente está se dissipando!" - observava. — An de bugui an de buididipi!" - apontava para os lados externos com o polegas, na altura do ombro, seguindo com o movimento que espantava as maldições para longe! "Essa deve ser a intenção de tal linguagem ancestral!" - exclamava mentalmente, atônito; afinal, Diego, o personagem da canção, estava possuído. Era a história de um homem antes, com sua alma pura, e depois de comer a Akuma no Mi, possuído pelo ritmo do diabo! Tudo estava na interpretação da letra e dos gestos! Um ritual para espantar os males da Fruta do Diabo!


E a noite ritualesca parecia estar apenas começando!















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