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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap 4: O Silêncio dos Inocentes

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptyTer 24 Nov 2020, 17:50

Relembrando a primeira mensagem :

Cap 4: O Silêncio dos Inocentes

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Duncan Dellumiere. A qual não possui narrador definido.


Equipe One Piece RPG

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AutorMensagem
Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptyTer 29 Dez 2020, 18:14



Com toda a habilidade que desenvolvi ao longo de meu treinamento, fiz os disparos com a maior precisão e os vi acertando, um após o outro. Apenas para enfurecer ainda mais o lanceiro. Meus tiros haviam sido bons e eu tinha certeza que o havia atingido. Mas por que parecia que os últimos dois foram parcialmente bloqueados? E por que a pele dele enegrecera? Podia perceber que ambos tinham alguma relação, mas não conseguia sequer pensar. E nem poderia. Estava a segundos de perder a cabeça, literalmente. Era então que ele parava e eu via Duncan próximo a mim.


E muito embora sentisse que poderia ser salva, meu espírito estava derrotado. Eu não tinha mais forças para lutar e nem dardos para isso. Jogava minha besta no chão, ficando completamente desarmada. E então tudo mudava na velocidade de uma flecha. Literalmente.



~ Senpai!? ~



No momento em que vi uma seta cravada em Duncan foi o momento em que, como um estalo, percebi que mesmo que eu morresse, não podia deixar que outros assim o fizessem. Não deixaria que esse lanceiro ou a atiradora adversários tirassem mais nenhuma vida.


Apesar da nova determinação, minha capacidade de atuação e de raciocínio rápidos faziam com que eu mantivesse o semblante de derrota. Face chorosa, levava minhas mãos nas minhas pernas, me reclinando pra frente, como se eu estivesse literalmente desabando. O início do discurso do major serviria, então, idealmente para meu propósito. Com o canto do olho estaria atenta às reações do inimigo e, assim que o visse distraído, possivelmente durante as falas de Duncan ou após, sacaria a pistola escondida pela minha bota. O movimento, embora ligeiro, seria discreto, pra não atrair atenção. Em uma sincronia quase que automática fazia o disparo mirando um de seus três pontos vulneráveis no tronco, resultado de quem já planejara o próximo passo e mentalizara a cena, conforme havia aprendido. O raciocínio por trás disso era tão instintivo quanto incerto.



~ Não adianta a pele dele estar mais resistente se eu atacar onde não há pele, certo?



Pensara comigo mesma. Um disparo praticamente à queima-roupa, vindo de quem ele não imaginaria o ataque e ainda em um ponto frágil. Minha maior esperança era a surpresa, mas agora que essa arma fora perdida, apenas levantaria-me o mais rápido possível, recuando com o movimento e comandando os outros atiradores.



— VOCÊS OUVIRAM O MAJOR! A ARQUEIRA É NOSSA!



Minhas palavras voltariam a soar com intensidade, tentando não demonstrar o medo que estava de ter perdido minha força de comando após a quebra do meu espírito. Esperava, no entanto, que a simulação de que tudo não se passara de uma tentativa de enganar o lanceiro fizesse com que o respeito do pessoal se mantivesse. Agora, independente de termos conseguido finalizar ou não o alvo inicial, precisávamos dar a cobertura para Duncan.



— NÃO DEIXEM ELA TER UMA VIDA FÁCIL! ELA NÃO PODE TER TEMPO PARA MIRAR! E MANTENHAM-SE NA MAIOR DISTÂNCIA QUE PUDEREM! 



Eu conhecia muito bem o estrago que um arco podia causar. E, se por um lado eu não tinha como superar a distância do arco para poder disparar com minha pistola, por outro eu tinha minha agilidade e minha aceleração para ajudarem. Assim, começaria a correr, velocidade máxima, buscando desviar minha trajetória o mínimo possível, na direção da arqueira, tentando cobrir a distância. Tão logo chegasse num ponto onde meus disparos poderiam acertá-la, começaria a fazê-los, recarregando minha arma se assim fosse necessário enquanto mantinha o movimento.


Caso observasse estar sendo o alvo em algum momento, começaria a alterar um pouco minha trajetória, tornando difícil a mira dela. Eu seria a isca, contando com minha retaguarda de atiradores para não deixá-la com tempo suficiente para mirar em mim. Mas, se o fizesse, que ficasse vulnerável a ser atingida à distância. Aquela era minha oponente, e eu não cairia tão facilmente. Não uma segunda vez.





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PepePepi
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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptyQui 31 Dez 2020, 04:04


Narração
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Amanheceu


Duncan e Yumi
Duncan começava a discursar sobre Naomi ter que se levantar e tals. Mas aquela mulher igual outras era mais falsa do que nota de três reais, apesar de realmente estar meio lenta perto do que estava a pouco. O pico de adrenalina havia passado.

Fazendo seu movimento e logo em seguida se levantando, deu um tiro onde seus dardos haviam acertado a barriga do lanceiro. Ele claramente sentia aquele disparo. Difícil dizer se pela localização ou pela surpresa, pois Naomi percebia que a barriga dele não estava escura no momento que pressionou o gatilho.

Por sentir aquilo, o homem foi em Yumi mesmo sabendo de Duncan logo ao lado para reagir. Foi puro instinto, a ponta da lança descendo em arco na direção de Naomi. Aquilo desencadeou uma sequência de golpes certeiros. Ele conseguiu cortar a panturrilha da revolucionária que não conseguia se distanciar com velocidade o suficiente graças ao tamanho da lança de Diarmuid. Dellumiere não perdia a chance e acertava o ombro esquerdo do pirata, pois este desviava do golpe certeiro que seria em seu peito você não falou um alvo específico onde atacaria :wut:. Como se focou no lanceiro e Yumi ainda estava gritando as ordens para os outros atiradores, Duncan simplesmente sentiu novamente a sua pele sendo penetrada pela ponta da flecha. Esse tiro foi bem mais perigoso, a pressão havia aumentado, claramente ela havia diminuído ainda mais a distância e assim a precisão havia melhorado, a flecha estava encravada no trapézio de Duncan em seu lado direito, o que era meio estranho, sentindo que por pouco não foi em seu pescoço, o Eclipse só pôde ordenar/gritar para que alguém cuidasse da “vagabunda”.

Naomi sentindo que sua perna estava sangrando um pouco e principalmente, sentindo o seu corpo pesando pela descida do pico de adrenalina. Yumi começava a olhar para o a confusão procurando pela arqueira, vários homens já estavam no chão, era difícil saber onde ela estava já que a revolucionária nem mesmo havia visto ou prestado atenção o suficiente na menina anteriormente para identificá-la com facilidade. Foi quando outro disparo dos canhões chamou sua atenção. Novamente, diversas pessoas de ambos os lados foram atingidas, uma nuvem de poeira subiu, mas Naomi tinha uma noção clara pelo campo de batalha quem foi o alvo principal daquela vez, a capitã pirata que fora com ela.

Duncan e Diarmuid se encaravam enquanto o lanceiro inimigo voltava a falar mais um pouco. – Vamos deixar as meninas lutando enquanto eu te mato então? – Ele claramente estava mais machucado do que o revolucionário. Foi quando uma flecha acertou Duncan novamente, desta vez o tiro fora na perna direita dele e Yumi finalmente entendeu por que não havia encontrada a arqueira. Ela havia ido para o lado, saindo do campo de batalha por completo.

Campo e Batalha:
 

Duncan e Diarmuid começaram a trocar “golpes”, claramente o revolucionário não estava tentando com todas as forças. Percebia no começo que por causa da mão o pirata estava mais fraco do que deveria ser, mas no decorrer da batalha percebeu que isso não seria o suficiente. Diarmuid começava a usá-la mais e provavelmente “engolia o choro”.

Assim, focando-se em sua defesa e em contra-ataques acabava por sentir na pele pequenos cortes serem feitos sempre de forma superficial. Sem entender como, percebia que a ponta da lança de seu adversário estava sempre enegrecida e que ela parecia muito mais poderosa que o resto da lança do pirata. Como se o corpo da arma não suportasse o peso dos próprios golpes. Em um momento de descuido de seu adversário, Duncan conseguiu paralisar a lança por um instante tentando enfiar sua segunda lança no pescoço do pirata, viu este pulando para trás sem soltar sua arma meio presa por Dellumiere. O movimento fez com que a lança de Diarmuid quase quebrasse, ou melhor, para Duncan o natural seria que ela quebrasse, só que de alguma forma a resistência da ponta da lança era acima do normal.

Ferimentos no campo de batalha:
 


Ganhos Não divididos da aventura anterior:
 

Ferimentos no navio revo:
 


Legenda:
 


Histórico:
 

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Akuma Nikaido
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Akuma Nikaido

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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptyQui 31 Dez 2020, 12:14



Sorria satisfeita ao ver meu disparo pegando o lanceiro em cheio. Era difícil dizer como ele ainda conseguia estar de pé, mas dava para ver que ele claramente não era alguém normal. E sua fúria liberada com a dor fazia com que ignorasse Duncan para tentar me atacar. Sentia a pressão que ele exercia em luta e não conseguia ser ágil o bastante para escapar completamente. Ele me atacava em minha panturrilha, dificultando cada vez mais que eu conseguisse correr ou escapar.


Apesar dos golpes não serem graves, ele cumprira bem seu papel como distrator, permitindo que não conseguíssemos atrapalhar a arqueira, resultando em novo disparo em Duncan. E enquanto procurava por ela para poder fazer algo, via novos disparos dos canhões adversários, acertando o local onde nossos reforços se encontravam. E, nesse intervalo, um novo tiro atingia Duncan, agora me permitindo localizar perfeitamente a oponente.



— ATIRADORES, DEEM SUPORTE PARA NOSSA LINHA DE FRENTE! GUERREIROS, NEUTRALIZEM OS CANHÕES! DEIXEM A ATIRADORA COMIGO!



Gritava minhas ordens, tentando estabelecer minhas prioridades no momento. Da mesma forma como Duncan ficara responsável por parar o lanceiro, eu deveria parar a arqueira, ao menos por tempo suficiente para que o major não precisasse se preocupar com ela e pudesse se concentrar em sua batalha.


O problema era como conseguir parar a menina, já que minha agilidade agora estava claramente diminuída e seria mais difícil cobrir a distância até ela, uma vez que um arco possuía uma distância de disparo muito maior que uma pistola. Além disso, enquanto os canhões fossem uma ameaça, eles eram muito mais perigosos para nós, como grupo, do que a atiradora sozinha. Assim eu não podia pedir por ajuda do resto, precisando que eles focassem em neutralizar essas armas logo.



— Atingir o senpai foi moleza, sem ele estar te focando, mas agora vamos ver como se sai comigo, princesinha?



Zombava dela, tentando atrair sua atenção. Mantinha-me parada, com minha arma abaixada, braço parado ao lado de meu corpo, enquanto focava no ambiente que nos cercava. Se eu não podia atingi-la por hora, bastava não deixá-la nos atingir de volta. E a distância grande que nos separava dava tempo de visualizar a trajetória da flecha disparada. E assim buscaria fazê-lo, levantando minha arma e atirando no ponto futuro dela, a fim de interceptá-la. O faria repetidas vezes, desviando-me se fosse necessário, mas gastando o mínimo de energia para isso, focando apenas em atirar nos projéteis adversários quantas vezes fosse necessário, recarregando minha arma sempre que preciso e, sempre que pudesse, buscando me aproximar de alguns dos atiradores que usasse armas de longo alcance já caídos ou incapazes de lutar.



— Esse é o melhor que pode fazer!?



Perguntaria, independente de quem obtivesse sucesso no duelo até o momento. Meu objetivo era provocá-la, distraí-la e não permitir que ela se focasse nos outros alvos. Se obtivesse sucesso em obter uma arma de longo alcance, começaria a revidar sempre que ela estivesse recarregando sua própria arma, tornando um confronto onde ambas poderíamos ameaçar a vida da outra, em vez de ficar um duelo de ataque contra defesa. Estávamos em um momento crucial da luta, onde o número de corpos adversários superava em muito o de aliados e finalmente os números em combate começavam a se igualar. Acreditava que muito em breve poderíamos começar a parte mais difícil: ajudar os feridos e tentar impedir que a quantia de mortos aumentasse.





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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptyQui 31 Dez 2020, 14:30


O Eclipse

We are Revolution






Até eu me assustava quando Yumi efetuava um disparo surpresa contra Diarmuid “Por quê eu nunca fiquei sabendo que ela tinha um revólver?” Questionava a mim mesmo enquanto apreciava a visão do inimigo sendo atingido em cheio. Provavelmente furioso pelo estrago feito, o lanceiro atacava Yumi e me dava uma abertura para atingi-lo por mais que acabasse não conseguindo proteger a garota. Depois daquilo, imaginava que seu braço esquerdo ficaria inutilizado. Era então que outro disparo vinha.

Por pouco não acertava o pescoço. Se a garota havia errado o alvo acidentalmente ou de propósito, pouco importava. Cada tiro recebido só servia para me deixar mais enfurecido “...” Sentia novamente a fúria tentando acordar dentro de mim. Estava mais uma vez encarando o lanceiro, aquela luta era perigosa a tal ponto que eu sequer prestava atenção no local onde o novo tiro de canhão havia atingido. Quando Diarmuid parecia finalmente querer se concentrar, só em mim, outro tiro me atingia, desta vez na perna.

- Irônico você dizer isso enquanto nós dois mais tomamos tiros do que trocamos golpes até agora - Dizia enquanto encarava o lanceiro, com as duas lanças ainda em mãos. Logo uma troca de golpes começava e, de certa forma, parecia que nós dois estávamos nos estudando. No processo eu acabava sofrendo alguns cortes superficiais, mas conseguia perceber que tinha algo estranho na lança daquele sujeito, algo além da aparência exótica da arma. A ponta da arma de alguma forma parecia diferente do resto. Seria algum metal especial? Ou talvez o poder de uma daquelas akuma no mi?

Era, por fim, o momento de colocar meu plano de contra ataque em ação. Em um movimento repentino eu prendia a lança do adversário e tentava atacá-lo em um ponto letal, apenas para ver este pulando para trás e saindo ileso com uma esquiva. Para piorar, sua lança parecia intacta mesmo que eu tivesse certeza que qualquer arma comum se quebraria em um movimento como aquele.

Respirava fundo. Sabia que precisava continuar controlando a fúria ali e estava disposto a fazer isso o máximo possível. Um sorriso desafiador surgia em meu rosto enquanto eu olhava para Diarmuid. Se tivesse tempo, usaria uma de minhas lanças para cortar o corpo da flecha que havia atingido minha perna. Atrás de mim ouvia Yumi dar ordens para os outros atiradores e assumir a responsabilidade de cuidar daquela atiradora irritante - Parece que minha amiga aceitou o desafio de impedir a sua atiradora. Vamos poder deixá-las lutando como disse, Diarmuid - Continuava sorrindo - Mas não sei se vai ser uma luta divertida. Você quase não deu conta da Yumi… Acho que no fim das contas você não é tão bom assim. Na verdade, você não passa de um fracassado - Sorria, agora em tom provocativo - Quero dizer, que tipo de pirata em fim de carreira fica sendo mandado de volta para o Farol por seu capitão?

A intenção era realmente provocá-lo o máximo possível. Isso poderia me divertir, ajudando a controlar a fúria, mas não era nem de longe o objetivo principal. Eu queria realmente tirá-lo do sério. Fazer com que me atacasse. Em nossa troca de golpes eu havia percebido que ele era muito bom. Bom demais para que pudesse acertá-lo se eu tomasse a iniciativa do ataque. Provocado, ele estaria mais suscetível a erros em seu próprio ataque e eu estaria mais do que disposto a me aproveitar desses erros. Além disso, com raiva ele provavelmente colocaria mais força nos movimentos e isso era uma péssima ideia. O sujeito tinha machucados bem sérios na mão direita e no ombro esquerdo, além daquele último tiro que havia tomado. Quanto sangue ainda tinha no corpo dele? Quanto mais bruscos fossem os movimentos, mais do seu sangue cairia no chão.

A minha função ali era, portanto, sobreviver. Não entenda errado, é mais difícil do que parece. Precisaria me focar nos ataque de Diarmuid, que provavelmente atacaria com mais ferocidade. Precisaria ficar entre ele e Yumi, por não confiar que um pirata como ele honraria uma luta justa de um contra um e, por fim, precisaria me manter atento ao posicionamento da arqueira, por também não acreditar que ela abriria mão de uma chance de me atingir. Por mais que confiasse plenamente nas capacidades de Yumi na luta contra aquela mulher, sabia que se ignorasse totalmente a inimiga eu estaria apenas dificultando o trabalho da atiradora aliada. Eram, então, três pessoas nas quais eu deveria prestar atenção a todo o tempo. Não tinha como ser uma tarefa fácil.

A concentração agora era total. Mesmo assim, manteria um sorriso em meu rosto a todo momento a fim de continuar provocando Diarmuid. Focaria em bloquear todos os ataques do lanceiro com uma lança, e bloquear possíveis projéteis que viessem em minha direção com a outra (qual lança usaria para cada função dependeria do meu posicionamento no momento. Usaria sempre a que estivesse mais próxima e mais disponível). Para isso, sempre tentaria acertar o cabo da arma do lanceiro para desviar sua trajetória e impedir que me atingisse. Para a arqueira, usaria a lâmina da minha arma para bloquear os projéteis, se possível tentando lançá-los na direção de Diarmuid.

Minha movimentação se limitaria em uma área pequena para que não precisasse me preocupar com mais inimigos e nem deixasse Yumi muito exposta ao lanceiro, além de me manter em uma área onde eu pudesse contar com a ajuda da garota contra os disparos da arqueira. Me moveria então dentro dos limites de um quadrado imaginário, dentro do qual eu poderia me mover para qualquer direção desde que continuasse entre Diarmuid e Yumi, tentando ainda me manter atento ao posicionamento da arqueira. Manteria minha movimentação constante, rápida e sem um padrão, tentando ser o mais imprevisível possível. Isso era para que a arqueira tivesse sua mira dificultada e, além disso, para que Diarmuid tivesse que se movimentar mais e, por consequência, tivesse a chance de sangrar mais.

Quadrado imaginário:
 

A verdade é que eu estava gostando daquele desafio. Por mais que fossem inimigos desprezíveis, a oportunidade de ter uma luta como aquela era rara e isso fazia com que o sorriso em meu rosto não fosse assim tão falso. Poderia apenas bloquear e me mover durante todo o tempo caso fosse necessário mas, caso a abertura gerada por minha provocação e meus bloqueios consecutivos finalmente viesse com um ataque no qual Diarmuid tivesse baixado a guarda demais e deixado sua defesa muito aberta, eu finalmente contra-atacaria.

Usaria uma das lanças (a que estivesse mais próxima) para rebater o ataque o ataque de Diarmuid com toda a força para a lateral superior (diagonal pra cima do lado no qual ele atacou), afastando-o de mim e fazendo com que sua defesa ficasse totalmente aberta. Seria então que faria o ataque. Me aproveitaria da brecha criada para atacar de baixo. O ataque seria uma estocada devastadora de baixo para cima mirando sua barriga, onde não tinham ossos defendendo. O ângulo que pretendia atingir como o ataque era como se a lança entrasse pelo umbigo do adversário para chegar em seu coração. Minha lança estaria em direções totalmente opostas a do pirata, o que tornaria o bloqueio bem difícil.

Eu, entretanto, não pararia por aí. Com o sorriso aumentando em meu rosto e tendo conseguido atingi-lo ou não, continuaria a ir para cima depois de trazer minha arma de volta para perto de mim. Haviam ainda ainda dois fatores que meu adversário não havia levado em conta. Estávamos em uma praia, e ele estava lutando contra um trapaceiro. Faria uma finta fingindo preparar mais uma estocada que, desta vez, mirava seu pescoço. Isso, como dito antes, era apenas uma finta. Queria atrair todas a sua atenção para aquele golpe mas, durante o movimento ofensivo, usaria de toda a minha força para chutar a areia da praia em sua direção. Esperava que isso levantasse uma nuvem bem grande que areia que atingisse os olhos do inimigo que, muito concentrado no meu ataque, não teria tempo de reagir aquilo.

Continuaria a finta mesmo após atingir o adversário com a areia. Ele já havia visto a lança indo naquela direção afinal de contas e pretendia defendê-la. Esperava que realmente a defendesse. Durante esse tempo, levaria a outra lança em uma estocada como a anterior, que mirava do umbigo até o coração do sujeito. Caso acertasse o ataque, perfuraria o máximo possível passando por órgãos internos ou o que quer que fosse. Obviamente, se ele por alguma razão conseguisse prever o ataque de baixo e fosse defendê-lo, acabaria sendo atingido pelo de cima. Por fim, se me aproximasse o suficiente por estar “perfurando-lhe o máximo possível”, terminaria com uma forte cabeçada contra seu nariz para que assim pudesse comprar tempo para me afastar novamente, que é o que eu faria ao fim de todos os ataques.



Post: XX ~ Rename: O Eclipse ~ Location: Calm Belt

Notes: •Ganhos:

•Perdas:

Legenda: Falas
"Pensamentos"

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Historico (Geral):
 

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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptySex 01 Jan 2021, 17:32


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Duncan e Yumi
Duncan fazia uma piada com Diarmuid e esse respondia com um sorriso maníaco de sangue e um cuspe na direção do pé do revolucionário. Provavelmente sangrava graças aos tiros na barriga de Yumi.

Dellumiere tentava irritá-lo, mas quando acabava de falar via o homem negando com a cabeça e com um sorriso vermelho confiante. Não que o homem estivesse mais calmo, mas aquela provocação estava longe de ter sido efetiva. – Contra aquela pirralha de merda eu ainda estava sentindo os efeitos daquele maldito da doença que lutou comigo. citei a uns posts que ele estava muito vermelho contra o homem doença Ele cuspia um pouco mais de sangue na direção de onde estava o corpo de Mai, apesar deste em si estar bem longe. – Vocês revos são tão fracos! Incompetentes! Mesmo com vários disparando contra mim não conseguiram me matar fraco! – Agora sim ele parecia “sair” da raiva, estava migrando para um estado mais de êxtase por assim falar.

Neste novo “estado”, o homem não só se preparava para avançar, como ele entrava no jogo de Duncan, com o seu próprio tom confiante, que era tão amarrotado de confiança que era incrível perder para o claro desprezo que possuía contra Duncan e seu grupo. A mistura de desprezo e confiança em sua voz eram inigualáveis. – Como se sente sabendo que não dá conta nem de um homem dopado por um akumado e que já levou diversos tiros? – Perguntava o lanceiro, mas então o sorriso mudava de desprezo para algo mais genuíno. – Não... para isso preciso te parabenizar. As flechas de Euryale com certeza doem mais que os tiros desses revolucionários patéticos. – E realmente, Duncan pensava em quanto seu adversário havia sangrado, mas ele só não conseguia ver quanto sangue ele havia perdido porque a maioria foram em pontos mais das costas. Naomi, essa sim via o quanto o major já havia sangrado.

Por isso a jovem revolucionária sabia que precisava se focar em impedir que seu superior fosse ainda mais alvejado. Ela já havia mandado os atiradores cuidarem dos canhões, mas quando eles começaram a avançar na direção, ouviu de algum deles a frase “aquela não é a baixinha comandante?” como ninguém conseguiu confirmar, eles seguiram para tentarem impedir os canhões. Naomi agora precisava focar na arqueira e já começava a chamar a atenção dela. Só que a realidade era tão simples, a menina estava cagando e andando para Yumi, assim a revolucionária via que a pirata mirava a sua próxima flecha em Duncan. A primeira flecha era disparada, claramente para acertar o Eclipse.

Naomi sabia que precisava parar aquele disparo e começava a mandar diversos disparos com sua pistola para atingir a flecha. O Eclipse não sabia o que fazia sua companheira atirar tantas vezes, e não podia se dar a folga de olhar, pois Diarmuid estava atacando-o com peso. Duncan entendia melhor porque o homem falava que os efeitos do homem doença estavam passando. Apesar da selvageria dos ataques do lanceiro, cada golpe ficava mais forte e mais preciso em comparação com o anterior, como se ele atacasse meramente por instinto nos locais mais inconvenientes para se bloquear. Não estava lhe sobrando tempo efetivo para realizar um possível contra ataque. Nessa confusão onde Dellumiere conseguia somente bloquear os golpes inimigos, ouviu muito bem o barulho de uma flecha quebrando bem perto dele.

Yumi não podia perder somente parando possíveis disparos da menina, pois ela já estava armando a próxima flecha. Porém, a única arma de longo alcance nas redondezas era do homem que Diarmuid havia matado, afinal, a besta havia acabado os dardos e nenhum outro atirador havia morrido naquela região. Por isso Naomi acabou entrando na área que Duncan queria manter mais isolada para a proteção dela enquanto ela mesma o protegia.

Quem viu aquilo principalmente foi Diarmuid, por acontecer de frente para ele, enquanto acontecia mais as costas de Duncan. Não que o revolucionário não ouvisse e até conseguisse reparar com o canto do olho a revolucionária chegando, mas ele não podia desviar sua atenção do lanceiro.

Foi então que uma série de eventos ocorreu em sequência. O primeiro foi o ataque mais amplo do pirata que fez Dellumiere sentir sua lança curvando-se como não pensava ser possível, mas conseguia forçar a lança para a lateral. O alvo era óbvio, a barriga, talvez esse tenha sido o erro principal, pois aquele ponto já era o alvo tão comum que Eclipse viu a pele de seu adversário sendo tingida de preta. A sua lança fincava na pele e ele sentia o estrago, mas a pele dele parecia dura como rocha e o estrago era longe de ser o que ele queria apesar de ele sentir que ela havia o danificado com um poderio formidável.

O movimento seguinte veio do próprio Duncan, que bateu na areia para subi-la, e isto mais o atrapalhou do que o ajudou. Pois a arqueira havia disparado seu arco mais uma vez e a própria nuvem de poeira impedia Naomi de ver com exatidão onde estava a flecha para atirar nesta, seus disparos da pistola não conseguiam interceptar a flecha. Assim, quando Dellumiere estava para acertar mais uma vez Diarmuid, sentiu o disparo acertando em seu braço, quase no pulso, e a sua lança direita caindo no chão. A flecha atravessando seu braço pulsava e seu corpo sentia aquilo mais do que as outras.

Yumi, percebendo que não podia deixar aquilo mais, ia diretamente até o rifle e gritava para a arqueira para chamar a atenção dela. Podendo inclusive atirar já que a menina ainda estava mirando seu próximo disparo. O tiro foi certeiro, claramente não a matara, mas era o suficiente para ela parar de ignorar Yumi. A pirata inimiga aos poucos tentava se recompor, mas o tiro havia machucado a menina.

Com o disparo em seu braço direito e com sua lança caída. O que Duncan vira fora a lança de seu adversário atingindo-o com tudo pelo lado direito, em sua perna para ser mais específico, ele fincava a lança na coxa do Eclipse que só conseguia ir de joelho para o chão. Foi quando reparou que o golpe não fora lá grande coisas comparadas com o que ele bloqueava mais cedo. Seu golpe na barriga do lanceiro havia cobrado caro, ele estava bem mais fraco, apesar de sua perna estar chorando.

O golpe final desceria em Dellumiere daqui a pouco se o próprio Diarmuid não tivesse visto que sua amiga havia sofrido um disparo, assim o próprio lanceiro inimigo dividia a atenção e olhava para Naomi. – CARALHO! – Gritou ele meio apressado chutando areia nos olhos de Duncan. O revolucionário só ouvia no momento para onde o pirata estava se movendo, claramente na direção de Yumi querendo impedir que a revolucionária atirasse novamente em sua colega.  

Nesse momento, sem entender muito bem como, Duncan conseguia ter uma noção de como Diarmuid e todos a sua volta estavam se movendo, mesmo estando com seus olhos cheios de areia.

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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptySex 01 Jan 2021, 18:41



A cada novo segundo que a luta se arrastava, mais parecia que minha energia ia acabar a qualquer momento. Precisava de usar de toda minha força de vontade para manter-me o mais alerta possível e, no começo, o máximo que conseguia era usar meus próprios projéteis para impedir os da arqueira de atingirem Duncan. Isso por si já era um grande feito, mas não permitiria que acabássemos com aquela disputa e eu precisava de neutralizá-la logo. Além disso, preocupava-me com o estado do major, que continuava a sangrar mais e mais pelas flechadas recebidas.



~ Vamos, Yumi! O senpai está contando com você!



Mesmo sem a possibilidade de usar minha arma preferida, o rifle era mais do que o bastante para que eu pudesse contra-atacar. Para pegá-lo, no entanto, precisava fazer um movimento ousado e me colocar em risco de receber um ataque do lanceiro.


Aquilo, entretanto, não importava para mim. Confiava em Duncan o bastante para me proteger a retaguarda, assim como ele fazia comigo. Talvez ainda não tivéssemos tanto tempo de nos conhecer, mas havíamos estado em missões o suficiente para ao menos confiarmos mutuamente um no outro e saber como poderíamos ajudar. Ver uma nova flecha trespassando o corpo de Duncan somente fervilhava minha raiva ainda mais, disparando contra a moça e não deixando-a concentrar mais. E então chegávamos ao clímax de toda aquela luta.



— NÃO NO MEU TURNO, PRINCESINHA!



Gritava, fazendo pontaria e buscando atirar nela antes que ela tivesse tempo de se recompor e mirar em Duncan novamente. Eu mais sentia do que via o lanceiro vindo em minha direção, para tentar me parar. Se eu tentasse correr dele, perderia a melhor oportunidade para neutralizar a arqueira. E sabendo disso, colocava-me completamente vulnerável. Por nenhum momento sequer minha fé no major se abalava. Tinha certeza que, se alguém podia me salvar, era ele.



— Acho que acabamos por aqui, senpai! Descanse! Vou terminar de ajudar quem precisa!



Diria, caso visse que ambos os adversários estavam derrotados. Com seus líderes derrotados e M-4 e nossa companhia neutralizando os canhões, logo logo tudo estaria encerrado, eu esperava. Mas os pequenos impasses que ainda restassem poderiam ser acelerados com minha ajuda. E assim o faria.


Entretanto, caso o combate não terminasse ainda e um dos dois ou mesmo os dois adversários ainda estivessem de pé, praguejaria enquanto tentaria atirar em quem estivesse mais vulnerável, já desesperada por encerrar aquela luta. Nem mesmo um caminhão de adrenalina poderia sustentar tanto estresse por tanto tempo assim.





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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptySex 01 Jan 2021, 20:18


O Eclipse

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As palavras de Diarmuid, embora pesadas, não me atingiam tanto quanto poderiam. Eu havia começado aquele jogo, e não seria eu a perder nele. No máximo, suas palavras me davam mais vontade de provar o meu valor e o de meus companheiros ao derrotar aqueles piratas sem tirar o sorriso do meu rosto - Revolucionários patéticos? - Respondia a ele - Do que está falando Diarmuid? Viu quantos dos seus eu já matei? - Concluía antes de recomeçarmos o embate.

Logo os ataque começavam. Mais fortes, rápidos e selvagens, eu sentia que já estava fazendo muito só por conseguir defendê-los enquanto Yumi efetuava alguns disparos sabe-se lá aonde. Por mais que eu não soubesse no que a garota mirava, o som de uma flecha quebrando ali por perto fazia com que confiasse ainda mais na habilidade e na cobertura que a garota estava me dando.

Enquanto a troca de golpes, ou melhor, o embate de ataque contra defesa acontecia, Yumi se aproximava de nós perigosamente. Diarmuid confirmava meu medo de que ele não honraria uma luta um contra um e logo tentava atacar a pequena, me dando uma abertura perfeita para atacá-lo de volta com toda a força. Era tão que eu percebia algo muito estranho. A pele do sujeito mudava de cor, quase como se ganhasse uma casca negra que a revestia “Que porra é essa?” Fosse um poder de akuma no mi ou qualquer outra coisa, fato é que eu nunca havia visto nada igual. O impacto da lança com aquela pele revestida fazia com que eu sentisse que a minha arma poderia até ceder antes de sua pele.

Por sorte, ou não, minha força acabava prevalecendo por mais que não com total eficácia. Em um instante de puro júbilo, eu conseguia sentir o meu ataque atingindo aquele homem com bastante força. Estava, por fim, pronto para acabar com aquilo. Com um movimento injusto eu levantava a poeira para atrapalhar a visão do adversário e me preparava para atacar  “Acabou...” Pensava pouco antes do ataque atingir o adversário. Era nesse momento que as coisas começavam a dar muito errado. A lição que fica? Nunca cantem vitória antes do cadáver do inimigo estar estirado no chão.

Em meio a toda a poeira, via uma flecha surgir com velocidade e atravessar com tudo o meu pulso. Nem todo o ímpeto e força do mundo fariam com que eu conseguisse continuar a segurar a lança naquele estado, fazendo com que imediatamente ela fosse para o chão e toda a minha estratégia fosse voltada contra mim. Sentia a dor ardente em meu pulso e, por um segundo, sentia a fúria ardente quebrando suas correntes dentro de mim. Estava perto do limite depois de tantos ferimentos.

Ouvia Yumi disparar com o rifle do aliado morto, mas não tinha tempo para ver se acertou o alvo. Aproveitando-se da brecha criada por sua aliada, Diarmuid atacava minha perna fazendo com que o grunhido de dor devido a flechada se misturasse com esse. Sem que eu pudesse controlar, estava de joelhos. O golpe não havia sido tão forte. Com ou sem pele reforçada, aquilo só me dava a certeza de que o estado do inimigo também não era bom. Infelizmente, entretanto, era melhor que o meu pelo simples fato de ele estar de pé e eu não.

O golpe final vinha, eu tinha certeza disso. Era também experiente em combate o bastante para saber que as chances não estavam a meu favor. Se fosse para morrer, entretanto, seria como vinha vivendo. Uma lança na mão e uma praga entre os dentes. Não desistiria de modo algum, até que minha última gota de sangue fosse derramada. Para o meu estranhamento, entretanto, não via uma expressão vitoriosa em seu olha, mas sim uma que parecia até um pouco assustada. Suas palavras confirmavam isso.

Ao mesmo tempo em que eu entendia que Yumi havia acertado sua companheira, areia era jogada em meus olhos quando o lanceiro usava minha própria estratégia contra mim. Na minha cabeça não haviam dúvidas de que ele iria na direção da minha atiradora. Mas será que eu conseguiria ajudar? Naquele instante não só minha perna, como todo o meu corpo, gritava de dor. Mal conseguia me levantar e a areia restringia minha visão. Impotente mas sem desistir, tentava pensar em uma forma de salvar minha companheira. Era então que algo que eu não sabia explicar acontecia.

Eu… Eu sei como ele se move?” Pensava um pouco confuso, mas sabia que não podia perder tempo buscando explicações. Com medo de não me levantar a tempo e com a fúria crescendo se misturando a adrenalina do momento, eu fazia algo inesperado. Apertando a lança com a mão esquerda, eu erguia o braço furioso. Tinha uma noção de como era a movimentação de Diarmuid e isso tinha que ser o suficiente. Com o adversário ainda de costas, eu arremessava a lança em sua direção usando toda a minha força para que a rota do arremesso não fosse afetada. Queria atravessá-lo e acabar logo com isso “Morra logo desgraçado! MORRE! MORRE CACETE! Por favor...

Jogar a arma no adversário nunca foi uma ideia da qual fui muito adepto, mas já havia visto outros lanceiros fazerem. Inclusive lembrava de ter ouvido uma história ou outra de marinheiros sendo derrotados por isso em meio a guerras enquanto treinava em minha adolescência. E em último caso, ainda tinha a lança que caiu quando fui atingido pela flecha e tentaria pegá-la tateando o chão para encontrar assim que não estivesse mais com a anterior.

Não sabia muito mais o que poderia fazer sem enxergar, mas tentaria me colocar de pé usando a segunda lança caso percebesse que Diarmuid não havia sido derrotado. Manteria a lança no chão para me sustentar de pé, mas a usaria para bloqueios colocando a lâmina a frente do ataque caso fosse necessário, sempre usando a mão esquerda. Se a luta acabasse, diria em tom irônico e sem muitas forças restantes:

- Dando as costas para o adversário… Amador! - Um sorriso vitorioso surgia em meu rosto.




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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptySab 02 Jan 2021, 12:12


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Duncan e Yumi
Mesmo cego Duncan conseguia ter uma boa noção de como seu adversário estava se movendo. Não sabia como isso era possível, mas não iria reclamar. Já Yumi confiava naquele moribundo para defendê-la do possível golpe que o lanceiro queria executar nela.

Para a sorte de Duncan, apesar de ser um zero a esquerda completo em pontaria, aquela noção nova de como seu adversário estava se movendo junto do simples fato do homem não esperar golpe algum fizeram o movimento dele o ideal para ser acertado. Assim a lança que jogou acabou acertando as costas do lanceiro atravessando-o na altura do peito.

Apesar de usar toda a sua força, o que Duncan sentia após ouvir a lança acertando o lanceiro é que este continuou a se mover. Só que ao contrário do que Yumi poderia imaginar, este não tentava acertá-la mais após ser acertado, simplesmente se jogando na frente do tiro de Naomi, que acertava o olho dele. – Não... – Falava ele caindo no chão, o homem ainda respirava, mas era só uma questão de tempo para ele morrer.

Yumi via que a arqueira olhava aquela cena chorando, ela largava o arco e começava a andar trôpega na direção do lanceiro. A luta entre seus aliados e os piratas continuava, apesar de aos poucos os piratas que notavam a queda do lanceiro desistirem, onde eram mortos mesmo ao se renderem. No navio percebia que M-4 havia parado os canhões e via seus atiradores atirando em diversos piratas.

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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptySab 02 Jan 2021, 19:27



Pela primeira vez eu sentia todo o impacto de uma luta armada sobre mim. Não é que não houvesse lutado antes, ou simplesmente atacado e talvez até mesmo matado outras pessoas anteriormente. Mas nunca passara por um campo de batalha tão sangrento e tão violento como este. Até aquele momento, estava preocupada em defender nossas vidas, em não permitir que aquele grupo de escravistas tomasse a vida de vários e a liberdade de tantos outros. Entretanto, a partir do momento em que via o lanceiro se jogar na minha frente, recebendo o impacto direto do tiro, tentando salvar a companheira, senti como uma rachadura aparecendo em minha alma.


O sangue tingia meu corpo, espalhando-se por sobre mim e deixando uma mancha da qual eu não poderia recuperar-me. Quase que automaticamente, a adversária soltava sua arma e corria em nossa direção, em uma clara tentativa de alcançar seu companheiro. A atrocidade continuava e mesmo piratas já rendidos ainda assim estavam sendo executados. O suor misturava-se com as lágrimas e com o sangue em meu rosto, criando uma massa disforme que escorria e pingava no solo à minha frente.



— PAREM JÁ COM ESSA MATANÇA SEM SENTIDO! POUPEM AQUELES QUE SE RENDEREM!



Gritava, meio ordenando, meio implorando. Podíamos ter sido inimigos até agora, mas oponentes ou não, eu não desejava a morte de ninguém, exceto a de Mai, o que já fora concretizado. Largava eu mesma minha arma, apoiando-me à frente e tentando virar o corpo do adversário. Podia perceber que, apesar de muita dificuldade, ele ainda respirava e estava vivo. E faria o que pudesse para tentar salvá-lo.


Utilizando meus conhecimentos adquiridos em primeiros socorros, tentaria inicialmente parar os sangramentos ativos, tentando minimizar os danos já enormes em cima dele. A bem da verdade é que eu sabia que muito provavelmente o homem já estava condenado à morte, mas minha parte emocional jamais me perdoaria se eu ao menos não tentasse salvá-lo. Conseguindo ou não, assim que a arqueira chegasse próxima o bastante, diria a ela:



— Eu... eu não queria... Me desculpe!!



Tentaria ao menos mantê-lo vivo por tempo o suficiente para que pudessem se despedir um do outro. Se conseguisse salvá-lo, melhor ainda, mas se não, uma vez que terminassem de se despedir, sinalizaria à menina que era hora de deixá-lo partir e então correria até Duncan. Ele também precisava urgente de atendimento, mesmo que não fosse tão grave quanto o inimigo.



— Perdão pela demora, senpai! Vamos já olhar esses seus ferimentos. QUEM ESTIVER SEM NADA PARA FAZER VÁ AJUDANDO A ORGANIZAR OS FERIDOS POR GRAVIDADE! ATENDEREI A TODOS! AQUELES QUE SOUBEREM ALGO SOBRE PRIMEIROS SOCORROS, FAVOR AJUDAR!



Começaria a avaliar o major, buscando pelos ferimentos mais sérios e tentando impedir a progressão natural deles, partindo para os de menor gravidade até estabilizá-lo. E assim o faria com todos os outros que fossem necessários, sempre seguindo uma mesma sequência padronizada, mudando apenas a resposta aos danos, de acordo com a situação de cada um.


Caso, entretanto, minhas súplicas/ordens não fossem ouvidas, tentaria recorrer à autoridade de M-4 para o auxílio. Eu não ligava se não concordassem comigo ou se achassem que deveríamos salvar somente nossos aliados. Mas não estava disposta a deixar ninguém morrer porque eu não possuía o pulso para liderar nossos esforços naquele momento.



— PAREM DE ATACÁ-LOS! POUPEM-NOS!! POR FAVOR! PAREM!



Gritaria, suplicando, tentando convencer nossos aliados que nossos inimigos já não eram mais oponentes. Não me importava que fossem desarmados, rendidos, até mesmo amarrados, mas não queria ver um tratamento desumano com nenhum deles. Quando fosse possível, tentaria me dirigir a todos e explicar meu ponto de vista sobre o que estava acontecendo. Mas no momento a prioridade máxima era não deixar mais mortes ocorrerem em vão.





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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptySab 02 Jan 2021, 20:41


O Eclipse

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Segundos após a lança ser arremessada, apesar de ainda não enxergar, eu tinha certeza que meu ataque havia acertado o alvo. Ao contrário do que eu esperava, entretanto, algum ímpeto de força de vontade fazia com que o inimigo continuasse a se mover e, por isso mesmo, eu sentia seu movimento parar logo após o segundo disparo de Yumi ser realizado. Não era muito difícil imaginar o que aconteceu ali, apesar de não ser a reação que eu imaginava daquele tipo de gente.

A próxima coisa que sentia, enquanto tentava usar minha mão mais saudável para ajudar a limpar a areia dos olhos, era a arqueira se aproximando do local onde a movimentação de Diarmuid tinha parado. Por mais que meu ímpeto inicial fosse de encontrar a outra lança para também tentar acertar a mulher, o estranhamento gerado pela situação de ela estar se aproximando de Yumi me impedia. Eu precisava ver o que estava acontecendo.

Os gritos subsequentes de Yumi apenas faziam com que eu quisesse me aproximar da garota. Por isso, respeitando meus ferimentos e os limites do meu corpo, procuraria pela minha outra lança no chão e então a usaria como apoio para caminhar até o local onde a atiradora estava.

Suas palavras, na verdade, me irritavam um pouco. Ela mais uma vez falava de poupar os inimigos e até mesmo queria tratar dos ferimentos de Diarmuid, chegando ao absurdo de pedir desculpas - Não peça desculpas Yumi. Você sabe bem que quando aponta uma arma, está apostando sua vida. Além do mais, o desgraçado do Diarmuid já estava morto quando o atingi com minha lança. Não foi o seu disparo que causou a morte dele - Dizia sem expressar muitas emoções, mas logo olhava de cima para baixo em direção a arqueira inimiga - No máximo eu diria que o seu ataque deu a ele a possibilidade de salvar uma vida ao invés de tirá-las, ao menos uma vez - Tentava ser mais doce em meu tom, para confortar a garota, por mais que não conseguisse esconder em minha voz o desprezo que tinha por cada um de nossos inimigos.

Tomava cuidado, por fim, com qualquer tentativa da arqueira de vingar o seu… Seja lá o que esses dois forem um do outro. Caso ela começasse a se mover em minha direção ou na de Yumi, tentando atacar, eu simplesmente responderia com uma estocada mirando o coração e dizendo de forma fria - Vá junto com ele então. Talvez na eternidade vocês consigam a redenção que não alcançaram em vida - Depois de falar isso, tiraria a lança de seu peito e deixaria que caísse para morte ao lado de seu aliado.

Em todo caso, por mais que quisesse matar cada um daqueles homens, eu ainda me lembrava da dívida que tinha com Yumi que nos últimos dias havia me salvado mais de uma vez e de mais de uma maneira. Por isso mesmo, decidia honrar o seu desejo e reforçava seus gritos usando as forças que me restavam - Todos os escravistas que se renderem devem ser poupados! Aqueles que tentarem fugir ou atacar, que sejam abatidos como animais - Bradava usando de toda a força dos meus pulmões, além do carisma e de um tom de liderança e ameaça. Esperava que isso fosse o suficiente para amedrontar os adversários e fazer com que se rendessem.

Depois do fim ou não das lutas, eu simplesmente me entregaria aos tratamentos de Yumi, dizendo a garota - Vou ser sincero Yumi, se dependesse de mim cada um desses malditos seriam massacrados. Mas você já se provou mais do que digna de um voto de confiança - Dizia a garota em um misto de descontente e amigável - Apesar disso, saiba que se ficarem livres eles simplesmente vão arrumar outro escravista para servir e continuarão privando as pessoas de suas liberdades. Você pode conversar com M-4 sobre o que fazer com eles e eu não irei interferir. Só saiba das consequências do caminho que você quer trilhar e tome a decisão que prejudique menos pessoas. Os escravos presos dentro do navio são a prova do que pode acontecer se você escolher mal. - Depois dessas palavras eu simplesmente ficaria quieto, sem esboçar muita reação, enquanto esperava para ver o que a garota pretendia fazer. Apesar disso, manteria a minha lança por perto.



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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 3 EmptyDom 03 Jan 2021, 04:27


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Duncan e Yumi
A vida é tão bela, Naomi concordava com isso completamente, bom, ou pelo menos agora concordava, pois até ver o sacrífico do pirata estava para matar sem nenhum problema. Quando percebeu o que estava para fazer e o que havia acontecido, o arrependimento batia com força na menina, que começava a gritar para o povo parar com aquela matança. Alguns até pareciam aceitar, afinal, ficar matando gente que se rendeu precisava de um quê de crueldade. Já outros, principalmente os piratas aliados, continuavam a matar sem nenhum problema.

Por isso a luta continuava, com menos ímpeto, basicamente os escravistas protegendo a própria vida. Duncan, meio sem acreditar no que havia ouvido provavelmente, passava os dedos da mão que não estava encharcada com o próprio sangue para assim enxergar a sua volta. Conseguia ver o que imaginava, Naomi tentava estabilizar o lanceiro inimigo enquanto a maldita arqueira vinha tropeçando sozinha até ele. Com certa dificuldade, Duncan fazia o possível, usando até mesmo a sua lança como apoio, para se levantar. Mancando também ia em direção a Yumi.

Quando chegou, viu que a garota tentava em vão parar o sangramento, mas a lança do Eclipse ali simplesmente garantia que a vida daquele lanceiro acabara. Via ela se desculpando com a arqueira que finalmente chegava, mas a menina claramente estava ouvindo as falas de Naomi por um ouvido enquanto saía pelo outro. Chorando, a arqueira abraçava o homem caído enquanto Duncan sem nenhuma piedade dava lição de moral em Yumi, falando para que ela não pedisse desculpas. Apesar disso, ele também dava a ordem para que não atacassem quem se rendeu, reparou que, no entanto, continuavam atacando, afinal, por que os novos aliados dele precisavam obedecê-lo?

Foi quando outro disparo do canhão foi ouvido, mas o alvo desta vez foi a água, todos olharam para o navio e viram M-4 em pé no convés. – Não ouviram? Parem com essa matança. – A voz dela era firme e forte e bem, o canhão era uma ameaça convincente o suficiente. Após ela falar aquilo, ela pulava do convés para o nível do chão. Andando na direção do povo e vendo que todos estavam se rendendo.

Durante essa comoção, o lanceiro havia morrido, e a arqueira só continuava a chorar abraçada a ele. Naomi então queria tratar Duncan enquanto ele continuava a falar sobre como ela pensava e o que faria agora já que eles não simplesmente deixariam de ser escravistas.

Os ferimentos de Duncan eram sérios. Ele havia perdido muito sangue principalmente por causa das diversas flechas em seu corpo. Ela só conseguia diminuir o sangramento, mas ele precisava de um tratamento mais efetivo depois, que passavam um pouco da capacidade atual da pequena Naomi. Por isso, essa partia pelo campo de batalha curando todo mundo enquanto Duncan simplesmente via M-4 chegando e olhando para o estado dele, para o lanceiro morto e para a arqueira que chorava abraçada a ele.

– Não imagino que você tenha mandado poupar os inimigos. Não sei se eu pouparia também nessas circunstâncias... – Comentou ela deixando claro que aquela ordem partiu de ter visto os dois gritando aquilo e não dela mesma. – Mas digamos que é interessante poupar. – Comentou novamente. – Afinal, a gente está contra o governo e eles amam executar piratas em praças públicas. Ou seja, pessoas que eles discordam e consideram “errado” acabam sendo mortos, não sei se adianta muito só fazermos os mesmos que eles já que somos revolucionários. – Concluiu ela tentando sorrir, e ela conseguia tranquilamente, pois Duncan reparava que além de alguns arranhões, a comandante basicamente não havia se machucado. A força da tampinha continuava um mistério. – Algum plano para te levar para o nosso novo navio sem você morrer? – Perguntava ela quase como uma piada olhando para a grande embarcação que estava ali parada. Duncan poderia responder, mas não demorou muito depois disso para simplesmente cair no sono, pois dormir bem é algo que ele não fazia havia muito tempo.

Já Yumi, ia estabilizando como dava os aliados e os adversários. O número de corpos ali era alto, passava dos sessenta homens e mulheres mortos no total. Os feridos passavam dos sessenta também e alguns ela simplesmente teve que aceitar que não seria seus primeiros socorros que salvaria. Sua falta de conhecimento ali cobrava o preço e a sua perna também, pois cada passada doía um pouco e a atrasava para tentar curar outro.

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