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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySex 16 Out 2020, 18:16

Relembrando a primeira mensagem :

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Fukai Himitsu. A qual não possui narrador definido.


Equipe One Piece RPG

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Fukai
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptyTer 10 Nov 2020, 23:21


O dia em Las Camp começa a se tornar movimentado novamente, para Fukai isso é uma visão que o deixa com um leve gosto de nostalgia em sua boca, gosto esse que se confunde com o amargor da fumaça do tabaco provindo do cigarro que o rapaz aceitava do informante que a pouco descobriu seu talento natural, tão aproveito por Gorgon e Fukai, cujo o qual parecia desconhecer.

Os passos do jovem não eram necessariamente apressados o que lhe dava tempo para observar os rostos na multidão, diversos olhares e diversas vidas se encontrando por apenas um momento. Sua passagem pela frente da cafeteria, e seu olhar que se atrasava um pouco na figura curiosa e simpática da atendente, escondia uma promessa de histórias que nunca se concretizaram. Enfim o rapaz chegava no prédio em que tinha partido durante a noite, retornando junto aos raios de sol do amanhecer.

Recepcionado na entrada pela própria Ophelia, Fukai é convidado para seu escritório. O avançar do rapaz pelo orfanato faz com que um pequeno, e raro, sorriso de tranquilidade aparecesse em seus lábios. A alegria daquele lugar era quase contagiante, a calmaria, um ambiente que contrastava com a vida que o rapaz viverá e viveria pelos próximos anos, e por tanto ele não pode deixar de se demorar um pouco em seus passos, observando e sentindo a suavidade do momento.

Ao chegar em fim no escritório de Ophelia, as palavras da gentil senhora resgata Fukai de seus devaneios. Após esperar a resposta dela com sua habitual tranquilidade, Fukai se alegra ao receber resposta positiva para seus dois pedidos, principalmente para o primeiro, pois sua fama excepcional lhe tornava difícil se misturar entre as pessoas e desfrutar dos prédios e arquivos da universidade de Las Camp. Ainda que o segundo não fosse uma certeza, e sim uma promessa, a boa vontade da senhora surpreende mais uma vez Fukai que guarda mais essa bondade em seu coração.

Seus próximos passos o levam, acompanhando Ophelia novamente, em direção a um recluso laboratório no mesmo pátio do orfanato. Ainda que simples e compacto, a visão do local para Fukai é na verdade deslumbrante, tudo é muito mais elaborado do que o pequeno quartinho com alguns vidros estranhos e caixas de madeira com materiais aleatórios que sua antiga mentora tinha. Ainda que contido, no fundo dos olhos de Fukai a mais genuína curiosidade brilhava como chamas abrasadoras.

Ophelia anuncia sua neta, logo uma moça de cabelos azuis chamada Victoria surge, ela parece hospitaleira, mas soa um ar de séria e até certo ponto fria. Fukai não consegue deixar de reparar em sua mente Victoria e a atendente que ele conheceu no dia anterior, as duas eram realmente belas, mas a sensação que passavam era completamente diferente. -Olá, me chamo Fukai. Muito prazer e muito obrigado por antes. Diria o espadachim com um leve aceno de cabeça. Ainda que seu olhar passasse por toda a garota, ele não expressaria nenhum interesse ou mostraria sinais de a estar comparando com outra.

Após ouvir as indagações da jovem, mas antes que ele possa responder, Ophelia anuncia que iria sair para buscar algumas coisas. Fukai então espera a saída da senhora antes de prosseguir. -Na verdade meu interesse é em aprender a tratar envenenamentos… E também a fazer venenos. O tom de voz de Fukai iria de uma suavidade para um frio assassino por um instante ao completar sua frase, por um momento a cena de sua quase morte dançaria em sua mente e ele não poderia evitar de levantar a sua mão até a altura do seu ombro que foi perfurado, um frio emanando de seus olhos.

Fukai então buscaria um lugar para se encostar ou mesmo se sentar e esperar as explicações de Victoria. Seus olhos rubros continuariam atentos a garota, ainda que vez ou outra se desviassem vislumbrados por algum novo detalhe que Fukai ainda não havia notado no laboratório, a curiosidade do jovem duraria pouco antes de sua atenção retornar a jovem em sua frente. Durante todo o momento Fukai estaria disposto a realizar qualquer tarefa que a jovem lhe ordenasse, agindo de forma simples e rápida, seja para entregar algo para ela, misturar frascos ou qualquer outra atividade. A todo o momento Fukai se manteria atento também aos mínimos detalhes de movimento e aos cuidados tomados pela jovem, Sempre que uma ação, por menor que fosse, não tivesse seu sentido descoberta pela mente astuta do mesmo, ele indagaria a sua tutora de cabelos azuis, buscando uma explicação para a finalidade daquela ação ou comportamento.




Narração
-Falas de Fukai.



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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptyQui 12 Nov 2020, 20:46




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Alex Fate

Alex vê naquela situação uma grande oportunidade, mas conseguiria realmente salvar aquela donzela indefesa? A hesitação do homem dura pouco tempo, mas esboça certa frustração por ter de abandonar os seus planos anteriores. De início, o ninja apanha um dos livros caídos e pensa em atirar no careca, mas a distância acaba sendo um empecilho e além disso surgem algumas pessoas curiosas, entrando no caminho de Alex e bloqueando sua linha de disparo.

Sendo assim, Fate decide seguir em frente com outro plano, pegando o corredor ao lado e perseguindo seu alvo a uma velocidade surpreendente. Alex consegue alcançar o brutamontes após correr por metade da biblioteca, sai de um corredor bem no caminho dele e estica a perna, fazendo-o tropeçar e consequentemente cair de cara no chão. - Arrgh! MALDITO SEJA! - O homem grunhe e exclama algumas palavras, levantando-se bem furioso com a pessoa que o derrubou. Ele se vira e depara-se com Alex, que curiosamente pede desculpas pelo ocorrido; o homem não responde e apenas dá de ombros rangendo os dentes, ainda ignora as palavras de desprezo proferidas pelo ninja; mas o careca não dá nem meia dúzia de passos e sente intensas dores nas pernas, conforme algo perfura sua carne. - Ahhhhhh! ISSO DÓI! - Ele grita novamente, desta vez mais pela dor do que pela fúria; Alex é o responsável por isso, o ágil ninja disparou duas kunais certeiras, uma em cada perna do homem, e está igualmente irritado.

Aparentemente a estratégia de levar o oponente à exaustão está sendo um sucesso, ainda agachado ele arranca as kunais das pernas em meio a grunhidos raivosos, praguejando e amaldiçoando Alex. O homem se levanta e volta toda sua atenção para o ninja; desta vez ele não o ignoraria, já que se provou uma irritante ameaça. - Você quer morrer maldito???!!! Eu vou acabar com a sua raça! - Em meio às ameaças, ele fecha os punhos e a cara, claramente aborrecido com tudo aquilo.

Mas toda esta confusão acaba por atrair atenção demais, e logo uma plateia se forma. A briga entre Alex e o careca parece prestes a estourar, quando de repente uma voz bem grave ecoa por toda a biblioteca.

- PARADOS AÍ! NÃO SE MOVAM! -

As ordens são dadas por um marinheiro na casa dos trinta anos, barbudo e com um mosquete em mãos; de cada lado dele há outros três marinheiros com mosquetes, agachados e mirando para frente; os sete marinheiros estão logo atrás do careca, surgiram em uma incrível velocidade, o que mostra ser um lugar bem guarnecido ou talvez seja apenas um acaso do destino.

- TSC! NÃO SE ENTROMETAM! -

O brutamontes se vira para os marinheiros gritando; em meio a toda esta confusão, Alex acaba percebendo tarde demais alguém se espreitando pelas suas costas, e quando menos espera recebe uma forte pancada na nuca. - Peguei um! - Comemora um jovem marinheiro com um bastão em mãos, conforme Alex cai no chão igualzinho uma árvore quando cortada, e perde a consciência...

Fukai

A aparência de Victoria chama a atenção de Fukai, embora este consiga disfarçar muito bem. O jovem se apresenta e espera Ophelia sair do laboratório para dizer exatamente o que deseja aprender. Victoria não se mostra tão surpresa e continua sendo bem direta. - Tudo bem. Eu passei anos estudando sobre toxicologia e química, posso sim te ensinar um pouco do que sei. - Ela se vira e caminha até a mesa com os vários frascos, observando-os.

- A toxicologia é uma ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes das interações de substâncias químicas com organismos; que pode variar desde uma simples irritação nos olhos até à morte! - Victoria começa sua explicação, alternando entre olhar para Fukai e olhar para os produtos químicos. - Agentes tóxicos são entidades químicas capazes de causarem danos a um sistema biológico, alterando sua função ou levando-o à falência. Venenos são substâncias químicas, orgânicas ou a mistura de várias, são provenientes de animais peçonhentos, que utilizam para sua autodefesa e predação. -

A mulher pega um dos frascos cheio de um líquido viscoso na coloração verde, mostrando para Fukai. - Veja só o que acontece quando eu misturo este daqui, com aquele outro ali. - Ela começa a fazer misturas, enquanto vai explicando o porquê de cada ação; além disso explica sobre cada composto ali presente, proferindo nomes bem difíceis. É uma boa professora, suas explicações são ricas em detalhes, mas também acabam sendo extensas e complexas, até um tanto quanto cansativas.

- Você deve entender que... - E assim o tempo vai se passando, segundos que se tornam minutos, e minutos que se tornam horas.

Mas Fukai teve algumas pausas para respirar ar puro no jardim; também comeu alguns biscoitos que Ophelia trouxe; em certos momentos até levou algumas broncas de Victoria, mas no geral conseguiu acompanhar bem as lições. Um conteúdo extenso, mas muito interessante e útil. Fukai ainda teve a chance de praticar, não se limitando apenas à teoria; misturou alguns venenos, tomando todos os cuidados ensinados por Victoria; teve também de testa-los em ratos, que morreram de diferentes formas no processo.

Para aprender sobre a criação de soros, Fukai conheceu os diversos escorpiões que Victoria mantêm presos em seu laboratório. - É preciso apertá-los para extrair o veneno. - Ela mostra todo o processo de extração, depositando o veneno orgânico em potinhos e seguindo com a explicação. - Para produzir o antidoto deste veneno, você irá precisar de um animal forte, um cavalo deve servir; transformará esta substância em um antígeno e irá aplicar pequenas dosagens em um espaço de tempo variável dependendo do veneno e do animal; após alguns dias você irá realizar a sangria, ou seja, retirar o sangue do animal, que já estará carregado de anticorpos... - Ela continua explicando o passo-a-passo, que consiste em diversos processos, como a purificação do sangue, mantendo apenas os anticorpos e removendo os elementos indesejáveis provenientes do animal. É um processo trabalhoso ao que tudo indica, mas Fukai acompanha toda a explicação.

Nota-se que Victoria não é do tipo que se abala quando o assunto são mortes e nem hesita na hora de utilizar pequenos roedores como cobaias. Também não se incomoda com o olhar frio e assassino de Fukai.


Após tantas aulas em um mesmo dia, a mente de Fukai está pesada. Olhando pela janela o jovem percebe que já escureceu, está de noite, passou o dia todo ali estudando. Victoria se espreguiça e vai lavar as mãos em uma pia. - Acho que já foi o suficiente, o restante você irá aprender na prática, cometendo falhas. - Comenta a mulher, abrindo um armário e apanhando algumas apostilas; ela se aproxima de Fukai. - Vá descansar um pouco, leve estas apostilas com você, para se aprofundar mais no assunto com o tempo. - O material de estudo é entregue para o espadachim. - Não precisa me devolver, eu já sei de cabeça todo o conteúdo. -

Ainda antes que Fukai possa deixar o local, Ophelia volta a aparecer e se encaminha até o espadachim. - Como você está querido? Passou o dia todo aqui, deve estar exausto! As crianças vão jantar agora, se quiser pode se juntar a elas. - A idosa apresenta certa preocupação com o bem-estar de Fukai, mas não é o único motivo dela estar ali. - Tenho boas notícias, consegui entrar em contato com o Miaumiau e ele aceitou te ajudar; ele passará a noite toda na Taverna dos Sussurros, fica no menor porto de Las Camp, quando estiver pronto vá encontrá-lo. -

Alex Fate

Alex abre os olhos aos poucos, enquanto que sente uma enorme dor na nuca. Leva alguns segundos até relembrar tudo o que aconteceu, e percebe que não está mais na biblioteca; agora se encontra no que parece ser uma cela escura, está sozinho, deitado em uma cama pouco confortável, há grossas barras de ferro impedindo sua saída.

Mas a estadia de Alex na prisão teria uma curta duração, isso porque instantes após despertar surgem três homens do lado de fora. Um deles é o marinheiro barbudo que comandou a ação na biblioteca.

- Eu não sei quem é você, mas é o seu dia de sorte. - Ao dizer isto, a porta da cela é destrancada. - Venha! -

Dois marinheiros adentram na cela e agarram os braços de Alex, forçando-o a sair. O ninja é levado por aqueles três homens até o pátio do quartel general da marinha, uma construção bem simples e pequena; percebe-se que já está de noite, Alex ficou desacordado boa parte do dia. Enfim largam os braços do ninja e o barbudo devolve seus pertences, dentro de uma pequena mochila.

- Espero que não volte a causar mais confusão na universidade! -

Os marinheiros se afastam, rumando para o interior do quartel. Mas além de Alex, há outras duas pessoas ali no pátio, e o ninja reconhece uma delas; trata-se da mesma jovem que ele salvou na biblioteca, mas agora ela está acompanhada de um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] com vestimentas chiques e cabelo branco, carrega uma espada presa na cintura e mantem uma postura firme. Ele se aproxima, já a jovem fica um pouco mais atrás.

- É um prazer conhece-lo, eu me chamo Edward Cartier, sou um cavaleiro a serviço do rei Thalassa Luko. - Ele parece analisar Alex dos pés à cabeça. - Minha irmã me contou que mais cedo você lutou para salva-la, você tem a minha gratidão. -

O homem olha para a jovem e depois para Alex.

- Você está livre para ir se assim desejar, mas tenho uma proposta que pode ser do seu interesse. - Edward olha bem no fundo dos olhos de Alex, transmitindo confiança em suas palavras. - Eu não conheço o seu potencial em batalha, mas já provou sua coragem e eu certamente preciso de homens valentes para me auxiliar. Eu irei zarpar em breve, estou em uma missão muito importante, mas o crescente número de piratas no West Blue tem sido um enorme problema, talvez você queira ajudar na proteção da minha embarcação... Obviamente você será recompensado pelos seus serviços. -

Ele fica no aguardo de uma resposta, enquanto que a jovem permanece quieta, observando tudo.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySeg 16 Nov 2020, 22:16









|Gentileza gera gentileza|



Novamente, tudo dava certo para Alex. Ele deu tudo de si e conseguiu alcançar o careca com uma certa facilidade. Ver a frustração do brutamontes, pelo menos por um breve momento, fez Fate regozijar, mesmo que brevemente. A sua confiança estava alcançando o que parecia ser o ápice e o seu nariz estava mais empinado que nunca. Seu oponente se mostrou ser mais previsível do que nunca, pois ele seguiu exatamente a linha de ação que Alex imaginava. Alex estava extremamente contente até o careca se virar, pois o mesmo havia o ignorado da forma mais rude o possível não uma, mas duas vezes, o que lhe fez retaliar de prontidão. O ataque sorrateiro fez o brutamontes finalmente prestar atenção em Fate, que mostrava um sorriso quase sádico durante toda a interação. - Eu sou mestre na milenar arte de chutar cu de ótario, mas um gênio como eu não precisa de nada disso pra acabar com você. - Ele disse, entrando em sua postura de batalha e observando atentamente seu oponente. - Cai dentro. - Ele disse, respondendo as ameaças do musculoso.

Ele estava confiante, pois já tinha vantagem pelo dano que havia causado antes, mas algo que ele não havia levado em consideração entrou na mistura: a Marinha. Um berro por parte de um figurão. Surpreso, o rapaz da família Fate se desconcentrou por um momento, mas assim que conseguiu processar tudo, percebeu que aquele ali era seu xeque-mate, e ele não teve que levantar um dedo. O seu sorriso sádico se transformou em um sorriso [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]. Vendo seu oponente ser cercado por armas, tudo que ele pode fazer foi sorrir e acenar para o careca que obviamente estava mais frustrado do que nunca, porém, antes que pudesse dar outra de suas tiradas, ele sentiu uma forte dor em sua nuca, que o fez perder os sentidos.

Inicio do sonho

- E lamber o cotovelo? - Disse uma voz suave de uma criança, por volta dos 7 anos de idade.

-O que quer dizer? - Respondeu um homem, que parecia ser a figura paterna do jovem.

-Você sabe que não deve responder uma pergunta com outra pergunta, pai!- O menino exclamou, advertindo seu progenitor.  

-Perdão. - O homem respondeu e logo em seguida, pigarreou. - Por favor, elabore. -

-Bem, nós não conseguimos lamber os nossos próprios cotovelos, e fomos feitos a imagem e semelhança de deus, certo?

-Sim...?

-Então se existe algo que deus não pode fazer, como ele é onipotente?

-O que? Não, ele com certeza sabe como lamber o cotovelo de alguma forma, só não sabemos como.

-Mas isso é bem egoísta....

-Sim, mas é para um bem maior. Se todos fossem onipotentes, imagina o quão caótico seria.

-Hmmmmm..

-Mas acredito eu que toda onipotência se esconde atrás de conhecimento, e não de capacidade. Tanto como lamber o cotovelo ou como qualquer outro ato considerado impossível ou divino é apenas limitado por ignorância. - O homem se deitou na sacada, perto de seu filho, observando o céu de water seven. - Então até você pode sair e buscar esse conhecimento.

-Mas eu não sei o que faria com isso. O que você faria?

-Ahh... Bem... Eu também não faço ideia..., mas acho que descobriria na hora.

O silencio reinou com essa última frase e os dois apenas observaram o fim da tarde em water seven.

Fim do sonho

Após um longo descanso, Alex abriu suas veredas e se encontrou atrás das grades, uma visão que infelizmente ele já havia se acostumado. Sem perder muito tempo, o jovem já começava a pensar em sua escapatória, invocando seu MacGyver interior, mas foi interrompido por homens da marinha que, surpreendentemente, vieram liberta-lo. - Porra, acho que isso é um tempo recorde. - Ele disse. O marinheiro velho fez uma observação sobre como hoje seria o dia de sorte de Alex, ao que ele respondeu com um simples “Eu sei” e um sorriso.

Ao chegar no pátio, o marine com a patente mais alta deu mais um daqueles que parecia ser um sermão pré-fabricado, o que fez Alex rolar os olhos, deixando aquilo pra lá, já que tinha perdido grande parte de seu dia. Ele reunia as informações que havia juntado em sua empreitada enquanto observava o céu, e quando se tocou que estava perdendo a chance de pegar os mafiosos nas docas, mas antes que pudesse começar a correr para ir atrás deles, ele foi interrompido pela dama que havia salvado mais cedo e um homem que parecia ser seu guarda-costas. O homem se apresentou como o irmão da jovem e cavaleiro a serviço. O homem explicou a sua situação e ofereceu um trabalho, que inicialmente parecia ser uma oferta irrecusável, até que o homem comentou sobre a sua necessidade por pessoas corajosas.

-Ei ei... Escute, claramente foram vocês que me libertaram e por isso eu obviamente estou em dívida, mas eu devo lhes contar a verdade. O que ocorreu na biblioteca não foi coragem, mas sim um surto romântico. Se vocês procuram um braço forte para ajudar ou alguém para incrementar os seus números, eu sinto muito, mas não serei de grande ajuda. Sou um artista, e as vezes um amante. - Ele diria, sorrindo para a bela dama a sua frente. -Mas não um guerreiro. Só que eu ainda posso ajudar do meu jeito, então eu tenho três condições. - Ele daria uma pausa para que pudessem absorver a informação. -A primeira é que faremos as coisas do meu jeito. Tentarei ajudar usando tudo que tenho a minha disposição, mas precisarei que cooperem. A segunda condição é que deem a maior parte da tal recompensa para a Lilith, a dona da loja Sonho Carmesim que fica perto da Universidade. Nós fizemos um trato e eu gostaria de cumprir minha parte o mais cedo o possível. - Ele daria uma pausa, pensando bem sobre a última parte. - A última condição é bem simples: Eu pretendo me tornar um caçador de recompensas, então a custódia de qualquer criminoso que venha ser derrotado e capturado durante a missão será minha. Incluindo artefatos, roupas e até mesmo o dinheiro que eles carregam. - Ele aguardaria uma resposta. Se concordassem pelo menos com o primeiro termo, ele diria. - Certo, só precisamos de um local de encontro antes de partirmos para você me explicar a situação e discutirmos um plano, leve no máximo 3 homens de confiança com você. - Se por algum motivo o homem se negasse a fazer as coisas da maneira de Alex, ele apenas diria. - Certo, então me diga quando iremos partir que eu os encontrarei no porto, tenho que resolver uns assuntos antes.

Ao fim de ambos os casos, ele voltaria para dentro do QG e buscaria pelo barbudo que o prendeu e libertou e passaria a informação sobre as ações dos tais “Clementes” no porto. Em seguida ele sairia em busca do tal laboratório abandonado, na busca de encontrar água oxigenada, um produto químico que ele veio descobrir em uma de suas aventuras disfarçadas, com a especifica função de poder clarear o seu cabelo e ocultar sua identidade. A chance era bem pouca, mas é o máximo que ele conseguiria com o que ele tinha em mãos, visto que aquilo sairia bem mais barato do que embolsar uma peruca.

Estando loiro ou não, ele apenas aguardaria o momento para agir e partiria para o local combinado (ou simplesmente para o porto. Se estivesse no comando, ele diria – Bom, pelo o que eu entendi, os criminosos estão atrás de sua irmã ou daquele livro que ela estava carregando mais cedo, certo? - Se ele confirmasse. Alex seguiria dizendo. - Certo, então eu gostaria de sugerir que vocês usassem disfarces, mais especificamente vocês se disfarçariam de simples mercadores, enquanto eu me passaria por você, Edward, e um de seus homens se passaria por sua irmã. Só precisaria das suas roupas e perucas, que eu cuido do resto. O que acham? - Ele perguntaria a aguardaria a suas respostas.



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Fala/Pensamento

Histórico do minino Fate:
 

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Bejin no ombro:
 


Última edição por gmasterX em Qui 19 Nov 2020, 14:01, editado 3 vez(es)
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Fukai
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySeg 16 Nov 2020, 22:41


O olhar de Fukai já pesava, um latejar tênue, mas continuo se apoderava de sua cabeça que parecia pesar muito mais do que o rapaz poderia se lembrar, ainda que o próprio ato de lembrar nesse momento fizesse sua cabeça pesar ainda mais. Sob suas mãos estariam as apostilas que Victoria o tinha entregue, e enquanto as segurava encararia a figura de Ophelia que adentrava o recinto, lhe mostrando genuína preocupação. Um par de olhar agradecido e um sorriso calmo apareceria nos lábios de Fukai enquanto ele respondia. -Muito obrigado, mas não desejo atrapalhar ainda mais a sua rotina ou das crianças, se você não se importar vou pedir para ficar mais um pouco naquele quarto que você me levou ontem, se não for atrapalhar.

Após ouvir a resposta da senhora sobre a carona que ele desejava para Toroa Island, ele não pode deixar de se curvar levemente em postura de agradecimento antes de voltar a falar. -Só preciso descansar um pouco e irei sair, pode me explicar como ele é? O rapaz também tomaria nota do nome do bar e procuraria em sua mente. -E pode me dizer onde fica a Taverna dos Sussurros? Diria caso não pudesse se lembrar de conhecer essa taverna. Por um momento Fukai hesitaria antes de dizer uma última sentença. -Irei trazer Gorgon de volta. Ao falar isso, abaixaria um pouco sua cabeça, para esconder sua expressão que fugia da habitual calma e serenidade, tomada por um olhar de ódio e um ar de preocupação. Voltaria para o quarto ou iria para algum outro local indicado por Ophelia, evitando se encontrar com as crianças ou interagir muito com elas no caminho. Após chegar no lugar se deitaria em uma cama ou no próprio chão e repassaria pouco a pouco os ensinamentos que recebeu de Victoria, olhando sem interesse real para o teto. Eventualmente sendo vencido pelo cansaço e arrastado para a escuridão dos sonhos.

Dormiria apenas o mínimo do necessário, assim que acordasse já se levantaria e partiria a “Taverna dos Sussurros”, escolheria entre os livros que Victoria tinha, de certa forma, lhe presenteado, o que parecesse mais interessante e útil e o guardaria embaixo de seu braço. Passaria da forma mais silenciosa possível pelo orfanato, se encontrasse Ophelia deixaria apenas um olhar firme e um acenar de cabeça para ela, não tinha mais o que dizer a ela, palavras não poderiam agradecer tudo que ela fez, seu olhar apenas reforçava a promessa que o rapaz tinha feito recentemente. Sairia para a rua de forma atenta, Fukai tinha se envolvido com indivíduos verdadeiramente perigosos nos últimos dois dias e por isso estaria sempre atento a qualquer movimentação suspeita que pudesse entregar uma perseguição ou um ataque sorrateiro.

Se por acaso Fukai identificasse alguém o perseguindo, levantaria o livro de começaria a lê-lo enquanto caminhava, quase como os estudantes mais comuns que se encontravam vez ou outra nas ruas de Las Camp, usaria o livro para encobrir seus olhos que vez ou outra identificariam se a figura que o perseguia sustentava sua perseguição ou tinha desistido. Levaria o perseguidor a um labirinto de vielas e becos, sempre priorizando curvas fechadas e ruas curtas, o que forçaria o perseguidor a se aproximar de Fukai para mantê-lo visível, e em uma virada repentina em um beco, pararia logo após a virada, esperando que seu perseguidor trombasse com sua figura lhe encarando assim que fizesse a virada. -Tem três segundos para me responder: quem é você? Indagaria o rapaz, sua mão esquerda repousando sob o cabo de sua katana. Se o perseguidor desistisse de o perseguir antes de ter a oportunidade de o surpreendê-lo, Fukai retornaria a seu caminho natural, sempre atento a outros sinais de perigo.

Se por outro lado rapaz sofresse um ataque sorrateiro, Fukai se manteria frio e pareceria sempre desatento a ameaça que se aproximava, esperando o momento exato em que o ataque fosse desferido, o que seria o momento de maior perigo, mas também a melhor oportunidade para sacar sua arma em um rápido movimento na vertical de baixo para cima, desembainhando a espada e desferindo o ataque no mesmo movimento, independente de atingir ou não o alvo Fukai então daria três passos rápidos tomando distância de seu oponente antes de indagar. -Quem é você? Pense bem, sua resposta decide se vai ficar vivo. Manteria a guarda erguida enquanto encarava o oponente, com a katana empunhada pelas duas mãos, alinhada à frente do seu corpo.

Ao chegar na “Taverna dos Sussurros” adentraria o ambiente e buscaria pela figura que Ophelia o indicou, ou caso procedimentos especiais fossem necessários para entrar em contato com o individuo conhecida como Miaumiau, Fukai os seguiria como a senhora o tivesse informado. Ao encontrar o indivíduo de nome excepcionalmente curioso, o rapaz o comprimentaria com um comprimento típico de Kano antes de prosseguir. -Miaumiau? Posso me referir assim a você? Ophelia que me mandou.




Narração
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


____________________________________________________

"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySex 20 Nov 2020, 02:24




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Fukai

Fukai declina educadamente a oferta feita por Ophelia, mas agradece e pergunta se poderia descansar ao invés disso; a idosa não parece se incomodar. - Pode sim, mas se mudar de ideia e quiser comer algo, fique à vontade para ir na cozinha. -

Fukai busca saber mais sobre a aparência de Miaumiau, afinal terá de encontra-lo em um local que possivelmente estará lotado.

- Bom... Como posso explicar... - Ela fica pensativa por alguns segundos, mas ainda assim dá uma resposta. - A pessoa que mais se destacar na multidão será ele. -

Embora não seja uma resposta tão direta, é tudo o que ela diz sobre o assunto. Fukai não chega a precisar perguntar sobre a localização da taverna, pois consegue se lembrar de tê-la visto quando passou a madrugada toda perambulando pela cidade; a Taverna dos Sussurros está localizada praticamente no primeiro porto que Fukai visitou, pelo que recorda é uma construção consideravelmente grande e chamativa, mas não chegou a adentra-la. Antes de deixar o laboratório, Fukai ainda profere mais algumas palavras a respeito de Gorgon, hesitando um pouco e desviando o olhar para baixo. - Eu agradeço... De verdade. - Responde Ophelia, com uma voz mais baixa e frágil, tão preocupada quanto Fukai.

Retornando à construção principal do orfanato, Fukai vai até o quarto onde esteve antes e não vê nenhuma criança no caminho, pois todas estão no refeitório, local onde o espadachim não chegou a explorar. Tomado pelo silencio da noite e pelo cansaço, Fukai deita-se em uma das camas, e até tenta pensar um pouco nas coisas que estudou, mas acaba por cair no sono rapidamente.

Alex Fate

Enquanto isto, no pátio do quartel general da marinha, Alex Fate começa a dialogar com Edward Cartier, explicando para ele o que de fato se considera; já a jovem desvia o olhar quando Alex olha para ela, parecendo envergonhada diante de todo aquele discurso. - Três condições? - Edward pergunta, quando Alex dá uma pausa.

O cavaleiro de Briss Kingdom escuta atentamente todas as três condições de Alex, mantendo-se em silencio e pensativo, acompanhando toda a linha de raciocínio do ninja. Quando há uma pausa, ele começa a responder tudo, sem mudar de expressão.

- Quanto a segunda e a terceira condição, eu não vejo problema algum. Mas a primeira é um tanto quanto problemática, não posso prometer que faremos as coisas da sua maneira, mas estarei aberto a sugestões quando você tiver alguma... Você não me aparenta o tipo de pessoa que busca seguir alguém, pelo visto está mais para alguém independente; bom, se quiser o serviço nós podemos fazer da seguinte forma: Você navega no meu navio, me apoia sempre que eu precisar e não atrapalha em nada, também não irei lhe dar ordens; se tiver alguma ideia boa podemos chegar a um acordo, mas essa é a melhor oferta que posso fazer. -

Edward se mantem firme no seu posicionamento, não parece que irá ceder o comando do seu grupo, mas ao menos muda os termos do acordo. Alex pergunta quando o homem irá partir, e recebe uma resposta. - Pretendo partir ainda hoje, meu navio está ancorado no porto à oeste da universidade, você provavelmente me encontrará em alguma taverna próxima ou então no próprio navio. -

O debate se encerra e Alex se direciona para a entrada do quartel; já Edward observa o ninja se afastando, mas logo se vira e vai embora junto de sua irmã.

Adentrando na construção, Alex se vê em um pequeno hall, com paredes e móveis de coloração branca ou azul, há um balcão com uma mulher de óculos e uniforme da marinha verificando alguns papéis, enquanto que conversa com o mesmo marinheiro barbudo que libertou Alex instantes atrás. O ninja se aproxima e comenta sobre o ocorrido no porto, mas o marinheiro não parece surpreso. - Já estamos ciente do ocorrido e investigando, mas aprecio sua preocupação, garoto. - Ele responde com sua voz grave, observando Alex com certa suspeita no olhar, mas retomando sua conversa com a moça de trás do balcão, o assunto parece ter relação com "A casa ideal".

Sem muito mais o que fazer no quartel, Alex se retira e retorna para as ruas de Las Camp, agora com um novo objetivo em mente. Sua caminhada o leva para ruas menos movimentadas e consequentemente para uma região mais silenciosa; chega em uma área em que não há casas e sim algumas pequenas empresas, até que encontra o que busca, um laboratório aparentemente abandonado. Ao redor deste laboratório há um grande espaço vazio, além de uma cerca velha rodeando o terreno, mas nenhuma vigilância. Alex invade o local, a cerca de madeira não é um grande obstáculo e o ninja simplesmente pula, seguindo adiante acaba por adentrar no laboratório; logo de cara percebe que as paredes foram pichadas e as janelas destruídas, o interior está uma bagunça total, móveis destruídos, muita teia de aranha e poeira acumulada, além de alguns corredores com entulhos obstruindo sua passagem.

Apesar do cenário caótico, Alex encontra um cômodo que no passado provavelmente serviu de estoque para tal laboratório; é um cômodo espaçoso, que não foi tão vandalizado quanto o restante da construção e ainda esconde alguns produtos úteis. Há bastantes frascos destruídos e outros intactos, mas o ninja está em busca de algo bem específico, o que torna tudo mais difícil. Mesmo após vasculhar o local, verificando prateleiras e armários cheios, não consegue encontrar a tal da água oxigenada; talvez até tenha visto, mas muitas das garrafas não possuem identificação de seu conteúdo e Alex não possui tanto conhecimento em química para identificar os produtos sem ter nomes expostos.

Alex Fate perdeu um bom tempo para achar o local e verifica-lo por completo, um tempo gasto em vão, já que não encontrou o produto que desejava. Ao sair do laboratório sente que está sendo observado, mas não consegue ver ninguém e pode ser apenas coisa da sua imaginação; e mesmo se dizer algo não receberá resposta.

Ambos

Fukai desperta do seu cochilo, passou-se alguns bons minutos ou talvez algumas poucas horas, pelo menos sente-se um pouco melhor, poderia agora seguir adiante para a Taverna dos Sussurros; leva debaixo do braço um livro chamado "Farmácia: Nível Básico", sendo o maiorzinho dos que recebeu. O orfanato está silencioso, e Fukai consegue sair do local sem chamar nenhuma atenção e nem se deparar com ninguém.

Por já conhecer o caminho, Fukai não encontra dificuldades em chegar no porto, o trajeto foi tranquilo e aparentemente ninguém o seguiu; ainda assim deparou-se com ruas movimentadas, mas ninguém que tivesse relação consigo. Chegando na tal [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], bem no final da cidade e no começo do porto, Fukai percebe que há uma placa na entrada escrita "Taverna dos Sussurros" e o desenho de uma sereia logo ao lado; é uma construção grande e com mais de um andar, que provavelmente serve de hospedaria. O espadachim adentra.

O [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] está cheio de pessoas, provavelmente trabalhadores e mafiosos Las Camp, que estão comendo e bebendo após um longo dia. Mas também há alguns marujos que não são da cidade, estes homens do mar estão em mesas mais afastadas e no canto esquerdo da taverna. Em questão de números, há 10 homens no centro da taverna, estes parecem morar na ilha (todos na imagem); já no canto esquerdo há uma mesa com 4 homens conversando e outras duas mesas cada uma com 2 homens. A taverna é iluminada por lampiões e velas, no canto direito há um grande balcão, atrás está uma mulher que deve ser a atendente.


Há muita conversa paralela no local, e de início ninguém dá muita atenção quando Fukai adentra no estabelecimento. Enquanto o olhar do espadachim percorre a taverna, avista alguém com uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] bem peculiar que talvez o surpreenda, ou talvez não. Trata-se alguém que parece ser um animal humanoide, algum tipo de canino, ele está sentado em uma mesa junto de um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] homem com boas vestimentas e cabelo branco, os dois estão conversando.

Aquele individuo humanoide certamente se destaca na multidão e deve ser a quem Ophelia se referia; por isso Fukai se aproxima dele e faz um cumprimento, puxando assunto para descobrir se ele realmente é a pessoa que busca.

- Você chegou! - O animal humanoide se levanta, balançando bastante a cauda e analisando Fukai com clara curiosidade. - Sim! Eu sou o Miaumiau, Opehlia me contou que você precisa da minha ajuda, mas não precisa se preocupar, você pode contar comigo! - Ele parece muito empolgado e ansioso, tem um modo de falar rápido; em suas vestimentas a cor verde se destaca, no geral parece um pouco mais jovem que Fukai.

- Este é Edward Cartier. - Miaumiau diz apontando para o outro homem que ainda permanece sentado na mesa, bebendo e comendo um bife apetitoso. - Ele irá para Toroa Island, é para lá que você deseja ir não é? Estávamos negociando sobre a carona, mas ele tem algumas condições. -

O homem chamado Edward termina de virar a caneca e depois dá um longo suspiro de satisfação. - A bebida daqui é ótima. - Ele coloca um leve sorriso no rosto, em seguida direciona sua atenção para Fukai. - Saudações, é um prazer conhece-lo, eu sirvo a realeza de Briss Kingdom e estou em uma importante missão; eu não me importo de lhe oferecer uma carona na minha humilde embarcação, mas preciso que esteja de acordo com alguns termos... - O homem lança um olhar mais sério. - Você não deve causar nenhum tipo de alvoroço no meu navio, seja brigar com meus tripulantes ou intervir nas minhas decisões. Se estiver de acordo, então considere-se dentro. -

Neste mesmo momento, uma nova e grande figura adentra na taverna, este é Alex Fate; o ninja teve de andar bastante para chegar ali, mas não está necessariamente tão cansado. Não demora até notar a presença de Edward, que está sentado em uma mesa no canto esquerdo da taverna, rodeado por duas pessoas, um rapaz trajando um kimono adornado e uma espécie de animal canino [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], que talvez seja uma surpresa ao ninja ou talvez não. Além disso há muitas outras pessoas espalhadas pela taverna, o local está cheio.

Alex nota algo de estranho, mais ao centro da taverna há uma mesa com três homens, eles estão olhando na direção da mesa de Edward e cochichando algo; e um deles aparenta especialmente aborrecido, até que bate a mão com força na mesa, levantando-se e chamando a atenção de todos.

- VOCÊ! - Ele grita bem alto, apontando o dedo na direção de Fukai. - EU ME LEMBRO BEM DE VOCÊ!!! SEU MALDITO! VOCÊ E AQUELES INFELIZES DERAM UM GRANDE GOLPE NA MINHA EMPRESA, VOU FAZE-LO PAGAR CARO POR AQUILO! -

Fukai não se recorda daquele homem, mas levando em conta o seu passado, provavelmente é alguém que foi enganado por Xian e pelo restante dos seus antigos companheiros. Os outros homens mais ao centro da taverna começam a se levantar, em solidariedade ao homem que acusa Fukai ou talvez por terem alguma ligação a ele; o clima do ambiente torna-se hostil.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySeg 23 Nov 2020, 16:25









Briga de Bar(?)



A onda de sorte parecia ter acabado com sua última façanha de sair da prisão em um curto espaço de tempo, pois o homem parecia não querer ceder a única condição que Alex fazia questão. Mesmo que ele ainda saísse ganhando com o combinado, ele ainda não confiava 100% na competência daquele homem, visto que tinha acabado de conhece-lo. - Tudo bem, não vejo problemas nisso. - Ele claramente via problemas nisso, mas como um bom ator, ele manteve a compostura e seguiu seu caminho. O maior problema era o próprio Edward, visto que geralmente, os cavaleiros têm uma tendencia a zelarem por honra e dignidade blá blá blá, o que lhe dava uma quase certeza, julgando a natureza do trabalho, que o grupo entraria em um combate direto após serem emboscados ou algo do gênero.

Ao entrar no QG e informar o oficial responsável pela sua prisão sobre as atividades suspeitas no porto, Alex encontrou algo que não era nada novo sob o sol: Agentes da lei procrastinando. Não que eles estivessem negligenciando seus deveres, mas para Alex, que sempre buscou avidamente cumprir quais quer objetivo que o mesmo tivesse adotado, os esforços apresentados ali o deixavam no mínimo desapontado. Por não ter força e nem recursos para cuidar daquilo antes mesmo de partir, o rapaz Fate apenas deixou a situação como estava, mesmo que sua curiosidade o tenha chamado a atenção para a conversa do oficial, e seguiu em busca de seu último objetivo.  

Sua longa caminhada pelas partes desertas de las Camp o levaram até o laboratório, onde o cenário era levemente macabro e causaria medo em qualquer um que fosse pouco confiante, mas mesmo que aquilo o incomodasse um pouco, Alex sabia que poucos gostaria de esbarrar com o rapaz num beco escuro, por conta de sua grande estatura. O laboratório parecia ter se tornado um lixão pela completa falta de consideração que o regente tinha pelo espaço público. -Hmm... Talvez uma mão de tinta, um pouco de massa nas paredes e uns moveis novos já ajudariam bastante esse lugar. - Ele pensou, enquanto observava as ruínas. Após sonda e futucar os escombros do que seria o laboratório, Alex esbarra com uma convenientemente intocada sala de estoque. - Rapaz! Olha só que conveniente! - Ele exclamou, quase que involuntariamente. Ele observou um monte de substancias que poderia ser uteis ou até mesmo vendidas, mas já que ele não tem nenhum conhecimento sobre química e sabe o quão perigoso pode ser o manuseio dessas substancias, Alex decidiu se abster de tentar levar algo possivelmente volátil e perigoso. Na saída, algo ou alguém parecia ter um estranho interesse por Alex, ou pelos produtos químicos que haviam ali. O rapaz apenas observou seus arredores, visto que sua acuidade visual em certos níveis de escuridão o permitia enxergar muito bem, mas mesmo assim não viu nada que fizesse jus ao sentimento incomodo que descia por sua espinha.

Se sentindo levemente derrotado, Alex parte para a taverna, como havia combinado com Edward. Ao entrar no estabelecimento, se deparou com um grupo bem peculiar, pois além do honroso cavaleiro, estava um ser que claramente é um mink, e um rapaz que mais parecia um samurai. - Se essa é nossa tripulação, essa viagem vai ser interessante. - Ele sussurrou. Antes que pudesse pensar sobre qualquer outra coisa, um homem bem ao centro da taverna e seus amigos decidiram começar uma discussão com o menino samurai.  

Pelos seus princípios, Alex dessa vez, não pularia de cabeça nessa confusão para tentar salvar alguém, visto que ele não estava querendo ser um herói mais alguém que sairia ganhando, mas ele precisava ser o centro das atenções, então ele desfilaria pelo estabelecimento, em direção a mesa do cavaleiro grisalho com uma das mãos preparadas para sacar uma kunai caso uma briga estourasse de repente, fazendo questão de passar pelos homens no meio. Se possível, ele aproveitaria a exaltação e distração dos homens e pegaria algo consumível que estivesse sobre a mesa do cavalheiro esquentadinho e esbarraria, propositalmente em um deles, para chamar a atenção do que havia acabado de fazer. Se os homens não estivessem consumindo nada no momento, ele apenas esbarraria da mesma forma, mas dessa vez ele se viraria e diria: - Desculpa – Em seguida, ele resumiria sua caminhada e desta vez ele diria de forma bem audível: - Otário...  

Após passar pela mesa dos senhores, ele iria até o cavaleiro e seu amigo mink, e se conseguisse, ele puxaria uma cadeira e se sentaria bem em frente a eles, dizendo: - Boa noite, rapazes. - Já sentado à mesa, ele observaria a situação desenrolar com cuidado, visto que aquele era um de seus novos companheiros. Caso estourasse uma briga e ele já estivesse sentando a mesa, ele apenas se certificaria de que nenhum dos cavalheiros fosse tentar uma gracinha. Se um deles tentasse se aproveitar da confusão para atacar o samurai por trás, Alex daria longas passadas com suas enormes pernas, puxaria uma kunai em cada mão e tentaria acertar uma estocada em ambas as panturrilhas do oponente em questão, e caso tivesse sucesso, ele fincaria ambas o mais fundo o possível e as torceria, para maximizar o dano. Em seguida, ele diria: - Senhores, acabou a brincadeira. Estão em extrema desvantagem, pois são apenas vocês 3 contra mim. Ah, e eu ainda tenho companhia, então é melhor vocês abaixarem a bola e aproveitarem sua cervejinha ai enquanto podem.

Se em algum momento, um deles avançassem diretamente me direção a Alex, ele usaria sua noção de tempo para analisar o timing do ataque que iria receber, e daria um passo para trás, se fosse possível, buscando um contra-ataque logo em seguida com um arremesso de kunai tentando atingir as pernas ou os pés de seu oponente. Após isso, se tivesse sucesso, dessa vez ele utilizaria da mesma técnica, mas se o golpe fosse muito aberto, ao invés de se afastar, ele se aproximaria, sacaria uma senbon e a fincaria bem no peito de seu oponente, próximo a junta de um de seus ombros. Ele não tinha conhecimento em anatomia, mas seguindo a lógica, ele acredita que um dano à aquela área tinha grandes chances de inutilizar o seu braço. Caso ele fosse agarrado, Alex puxaria uma kunai com sua lâmina apontando para baixo e o atingiria com um golpe, utilizando a base dela, no queixo. Em seguida, sem desperdiçar muito momento, tentaria atingir uma de suas pernas com uma estocada.  

Em geral ele apenas se manteria consideravelmente afastado, tentando se posicionar atrás de mesas e cadeiras. Caso um dos oponentes ficasse parado, ele aproveitaria a oportunidade e lançaria uma kunai contra o ele o mais baixo o possível para não ter riscos de atingir inocentes caso erre. Se não houvesse obstáculos próximos, mas o jovem samurai estivesse por perto, Alex se posicionaria atrás do rapaz, e usando sua cobertura, ele arremessaria kunais contra os oponentes da mesma forma que estava a fazer antes, focando em diminuir ao máximo a mobilidade de seus oponentes e pouco a pouco causar dano a distância.




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Fala/Pensamento

Histórico do minino Fate:
 

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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySeg 23 Nov 2020, 23:35


A resposta de Ophelia torna o peso nos ombros de Fukai ainda maiores, a fragilidade de sua voz dóia como uma lâmina que perfura o coração do rapaz ao encontrar com seus ouvidos. O silêncio de suas palavras deixa uma jura implícita enquanto ele se afasta do laboratório e trilha um caminho de volta para o orfanato, e então para o quarto que ele tinha utilizado na noite passada. Apenas os ruídos tênues de seus passos o acompanhavam, mas em sua cabeça diversas vozes ressoavam: a de Victoria pacientemente lhe ensinando, as do informante que lhe avisava de um futuro perigoso, mas do qual ele não podia fugir, e lá no fundo a de Ophelia que se escondia entre as demais, frágil, mas resoluta. Após chegar no quarto e se deitar as vozes continuam a se misturar em sua mente, dificuldade sua concentração e o repassar de seus estudos. Após um tempo indeterminado, enfim o jovem espadachim mergulha na escuridão do adormecer e permite que sua cabeça e corpo obtenham o descanso merecido.

Fukai desperta calmamente, ainda era noite e isso significava que ele tinha tempo, recolhe entre a pilha de livros que lhe foram presenteados por Victoria qualquer um que parecesse interessante, mas na verdade presta pouca atenção no conteúdo do livro conforme o colhe e guarda em  seu manto. Ao contrário do que o próprio Fukai esperava, a caminhada até a taverna é tranquila, parece que sua figura não tinha sido ligada aos eventos que envolviam os Clemente e Lorenzo. Quando enfim alcança o local, o cheiro forte e salgado do mar invade suas narinas, o jovem não pode deixar de olhar por alguns instantes para a imensidão do mar, o vai e vem da maré e a profundidade que esconde tantos segredos.

Após adentrar a taverna o ruivo dá pouca importância ao próprio ambiente, mas se recorda das palavras de Ophelia e passa a buscar qualquer figura exótica que se destacasse na multidão, o que se mostra uma tarefa ainda mais simples do que o próprio Fukai esperava. Logo a frente um cachorro humanoide se encontrava em uma das mesas, uma clara contradição com seu nome que deveria indicar uma figura felina. Um olhar de estranheza apareceria no rosto de Fukai por um instante, mas ele dissiparia os pensamentos antigos rapidamente, em sua terra, principalmente em uma família tão tradicional quanto a sua, os animais humanoides eram vistos como seres estranhos nas melhores situações, ou selvagens e demônios na maioria. Mas Fukai já tinha vivido muito na sua vida, e os preconceitos do passado a muito tinham sido extintos em seu coração.

O espadachim escutaria então a apresentação dos homens com calma, mantendo o sorriso tranquilo em seu rosto. Sua mão esquerda descansava, como se apenas tivesse procurado um apoio, sob o cabo da Ressentimento, mas sua postura se distanciava completamente de alguma ameaçador. Após acabar de ouvir as exigências do homem que se apresentava como o dono do barco, o rapaz olharia para o mesmo ao falar. -Posso lhe garantir que sou uma pessoa que busca evitar confu… Infelizmente a frase de tom sincero e resoluto de Fukai nunca pode ser completa, morreria em sua garganta ao ser atropelada por um grito revoltoso que insurgiu em outra mesa. Por um momento a própria atuação de Fukai desabaria, e um olhar completamente aborrecido se estamparia em seu rosto, mas isso duraria apenas um momento.

Ao se virar em direção a mesa, o próprio espadachim já teria um semblante e confusão e espanto, olharia para os homens na mesa e então para seus lados, como quem confirmasse que ela era o alvo de tais acusações, e não pudesse se lembrar de ter cometido o tal crime. -O senhor está falando comigo? Diria por fim, o tom de voz de Fukai enfim mostrava sinais de indignação, como se as enfim ele notasse que tais acusações fosse um insulto e mancha a sua honra. -Exijo que o senhor retire imediatamente tais acusações. Como eu poderia mostrar meu rosto em público novamente se fosse realmente o homem que você acusa eu ser ou se aceitasse suas acusações assim? Vamos, retire suas acusações! O tom de voz de Fukai evoluiria de um tom calmo e apenas levemente ofendido, para uma voz estridente conforme as ofensas parecessem inflamar a raiva dentro de si. Em sua cabeça Fukai analisava a situação, os homens em outras mesas também pareciam hostis, provavelmente amigos ou empregados do homem que lhe acusava, um empresário, não era o tipo de alvo de Xian, que preferia jovens moças ou estudantes ingênuos, outra figura, de aparência graciosa, mas com um sorriso provocativo e jeito rebelde que lhe lembrava sempre da diaba que ela era, venho na cabeça de Fukai. “Sora. Só pode ter sido ela. Ela adorava dar golpes em velhotes ferrados e trouxas que nem esse cara...”.

O ruivo esperaria a resposta do homem, se ele continuasse a acusá-lo então continuaria. -Eu estou realmente cansado, algum desgraçado pouco parecido comigo se envolveu em problemas e isso tem me causado mais incômodo do que eu gostaria. Senhor, estou lhe dando outra chance, retire o que falou. Existe um ponto em que a mancha na honra de um homem só pode ser lavada com sangue. Ao terminar a última frase, Fukai desembainharia apenas alguns centímetros de Ressentimento, apenas o suficiente para revelar o luzir frio da lâmina afiada. Se por outro lado o homem hesitasse em continuar suas acusações Fukai apenas diria. -Não temos nenhuma inimizade, pessoas vão e vem em nossa vida, esqueçamos isso meu amigo, espero que um dia encontre seu verdadeiro alvo. E daria um pequeno acenar de cabeça antes de ignorar a presença do homem.

Se os homens decidissem atacar, Fukai apenas ficaria em silêncio, certa coisas são inevitáveis, certos preços devem ser pagos. A lâmina de Ressentimento se revelaria por completo em apenas uma ação, se erguendo sob a cabeça do rapaz que aguardaria o avançar do primeiro homem que demonstrasse hostilidade, com a katana empunhada em duas mãos, exerceria sua força total ao descer a katana em um corte vertical que se seguiria de cortes horizontais que variariam de esquerda para a direita, e então da direita para a esquerda, mudando levemente seu ângulo apenas para aproveitar possíveis aberturas de guarda que se oponente viesse a demonstrar.

Sua tática se manteria em golpes frenéticos e avassaladores na horizontal, mudando apenas o alvo conforme algum deles fosse derrotados pelos seu golpe. Se enfim algum oponente se revelasse mais versado em combate que o esperado e conseguisse evitar continuamente seu ataques, aprendendo seu ritmo e, por consequência, caindo no próprio, Fukai esperaria o momento de menor atenção do oponente para, ao realizar um corte da esquerda para a direita, faria a lâmina se esquivar do próprio oponente e continuaria o giro dela, girando seu corpo sob o próprio eixo e aproveitando do impulso para realizar um corte da esquerda para a direita novamente, que dessa vez realmente teria o intuito de atingir o oponente, quebrando o ritmo anterior do seus golpes e com sorte surpreendendo o oponente.

A postura de Fukai se manteria resoluta a todo o momento, ele não faria questão de esquivar dos ataques, no máximo torceria seu corpo ou daria um ou outro passo para o lado, para evitar que algum golpe atingisse algum lugar crítico do seu corpo ou fosse muito profundo. Ele manteria a atuação de alguém indignado e ofendido conforme continuava a brandir a lâmina em suas mãos.




Narração
Pensamentos
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptyQui 26 Nov 2020, 22:49




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Quando Fukai é acusado de um crime do qual não se recorda, a sua primeira reação é de tentar resolver na base do diálogo, se mostrando bem confuso e até insultado, enquanto alega não ter feito nada daquilo. Ao longo de suas palavras, a paciência parece reduzir gradativamente e as palavras vão se tornando mais afiadas. - Isso mesmo! Você deve ter se enganado! Grrr. - Miaumiau diz para o homem, tentando apoiar Fukai. Pensando naquilo, mentalmente o espadachim levanta a hipótese de Sora ser a verdadeira culpada, trata-se de uma ex-integrante do seu antigo grupo, e talvez tenha razão, mas seja como for o homem se mostra convicto de que Fukai é o culpado.

- Retirar?! Você acha que eu sou algum tipo de tolo?! Tenho certeza de que você é o culpado! Não tem como confundir seu rosto. - Embora ele pare de gritar, a agressividade em seu tom de voz permanece.

Enquanto isto, Alex caminha pela taverna, passando bem no meio de toda aquela confusão e pegando um copo de whisky da mesa do suposto empresário falido, além de esbarrar nele. - Que diabos! Olha por onda anda! - Ele se vira furioso para Alex, teria chingado o ninja, mas acaba relevando por estar mais focado em Fukai, e nem presta atenção no desaparecimento de seu copo. Mas ele escuta bem quando Alex profere "otário" e retribui com um olhar mortal, cerrando os dentes e com as veias parecendo saltar de raiva.

Fukai insiste para que o homem reveja o que está dizendo e até mesmo desembainha alguns centímetros de sua katana; o som provocado pela lâmina traz um certo silencio ao ambiente, todos param de falar e ficam tensos, prontos para agir caso uma luta acabe estourando. Exceto por Alex, que se senta de frente para Edward e saúda o conhecido.

- Você chegou em uma ótima hora. - Ele responde, com um sorriso de pura ironia.

O homem que acusa Fukai olha para a Ressentimento e depois olha nos olhos do espadachim, ele ergue os punhos pronto para o confronto, já Alex se mantém atento mas sem intervir diretamente. De repente surge uma voz feminina agradável aos ouvidos, acompanhada de um som instrumental.


A música vem bem do fundo da taverna, onde está uma mulher encapuzada, tocando um instrumento de corda e cantando. É uma melodia triste e envolvente, que aos poucos vai acalmando os ânimos de todos que estão presentes na taverna. Não é possível ver as feições dela, já que está encapuzada e coberta por um manto negro.

...

Quando ela termina a melodia, um novo silêncio se forma, e o homem que antes estava acusando Fukai, agora parece estar mais calmo.

- Devo ter me enganado... -

É tudo o que ele diz, antes de se virar e ir embora da taverna, engolindo o orgulho. Com ele, os demais nativos deixam o estabelecimento, restando apenas a atendente, os marujos e aquela figura misteriosa mais aos fundos, que até então ninguém havia notado.

Miaumiau que estava arisco, também fica mais calmo. - Ufa, que bom que as coisas se resolveram. - Ele comenta, aliviado.

Edward que se manteve neutro e totalmente calmo, volta sua atenção para Alex e profere algumas palavras.

- Eu ainda não sei o seu nome, artista. - Ele dá um longo gole em uma caneca, terminando de tomar a bebida, antes de dar continuidade. - Já que está aqui, suponho que aceitará o serviço. Acho que é uma boa hora para explicar a situação... - Ele olha para Fukai de relance e começa a falar em alto e bom tom. - Um nobre de Ilusia Kingdom foi capturado por um certo pirata, eu vim para esta ilha investigar o paradeiro dele e já consegui todas as informações que preciso. O alvo está em Toroa Island, eu pretendo realizar o resgate e acabar com quaisquer criminosos que ficarem no meu caminho. Você pode ficar com a recompensa pelas cabeças dos procurados como já acertamos anteriormente, além disso pagarei o equivalente ao seu desempenho, imagino que algo em torno de um milhão de berries seja um valor razoável. -

Após explicar toda a situação, ele se volta para Fukai.

- Irei confiar em você e te levar para Toroa Island, espero não me arrepender depois. - Edward se levanta e bate nas roupas afastando as migalhas de pão. - Eu estou satisfeito, vejo vocês à bordo. Comam e bebam à vontade, será por minha conta. - Enquanto fala, ele vai até o balcão e entrega um saco cheio de berries para a atendente. Em seguida começa a dirigir-se para a saída, mas ainda está atento caso alguém deseje perguntar algo ou impedir sua saída.

Alguns dos marujos se levantam para irem embora também, enquanto outros permanecem bebendo e comendo, todos parecem subordinados de Edward. Miaumiau se mostra disposto a continuar comendo, pois ele se senta próximo de Alex e começa a devorar uma coxa de frango que já estava comendo antes deles chegarem ali, seus dentes aparentam bem afiados.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptyQua 02 Dez 2020, 01:31









Briga de Bar(?)



Alex sentia no fundo de seu ser que havia tomado a decisão certa. Com um copo de uísque na mão, o rapaz se deleitava pelo fato de ter furtado a bebida com tanta facilidade e proferido palavras ao homem que parecia mais ser lenha para aquela situação que se assemelhava a um incêndio florestal. – Acho que tenho jeito pra essas coisas. – Ele pensou, enquanto olhava a situação se desenrolar. O tal do samurai parecia compartilhar o cinismo que Alex, então ele sentiu que talvez o espadachim fosse soltar o verbo e virar a mesa. No fim, ele conseguiu estender mais e mais a discussão até que o clima começou a fica cada vez mais tenso, a ponto de Alex se ver com um sorriso no rosto, aguardando uma briga de bar. Por mais que Alex não fosse um guerreiro, ele ainda se considerava, em certo nível, um agente do caos, e já que brigas de bar e de rua costumam ser extremamente caóticas, aquilo o excitava de certa forma.

De repente de uma forma nada natural, uma musica para, e toda a frustração e tensão que pairavam no ar somem. Parecia até bruxaria, de tão mágico que foi o momento. Alex encarou o grupo partindo com o queixo no chão, além de sentir sua mão coçar pra jogar uma kunai na nuca de um deles para ver se tinha algum efeito, mas tinha outras prioridades no momento. Chateado, ele encarou o mink que demonstrava alivio por ter se livrado da briga, e respondeu: - É pelúcia... Que ótimo...  

Edward, sem enrolar muito, foi direto ao assunto e lançou uma pergunta para Alex. Ele costuma entrar na defensiva quando perguntam seu nome por conta de seu passado e de como se acostumou a fingir ser outra pessoa a maioria do tempo, mas após refletir bem ele simplesmente tomou um gole de sua recém adquirida bebida e responde: - Alex... Alex Fate. Terceiro filho da casa dos Fate. O filho maldito, a ovelha negra, o rei de nada e para os mais íntimos, Bethania. – Ele finalizou, tomando mais um gole de sua bebida em seguida. Sem muito pesar, Edward expos o plano para os homens a mesa. Alex se reclinava sobre a cadeira mostrando frustração pelo plano ser exatamente o que ele esperava, mas assim que Edward comentou sobre a possivel recompensa, Alex caiu da cadeira, se levantando rapidamente e lhe saudando com uma continência. - Senhor! Estou a seu dispor, senhor! - Por passar tanto tempo correndo e se escondendo na sarjeta, qualquer soma de dinheiro pra ele lhe parecia absurda, por isso ele sempre tenta barganhar durante uma compra. Após isso, o cavaleiro se virou para dar o que parecia ser um puxão de orelha no samurai, o que chamou a atenção de Alex para o fato de muita gente demonstrar um certo desdém pelo espadachim. Ele pensou muito sobre perguntar ao nobre cavaleiro sobre isso, mas decidiu se abster, visto que não queria dor de cabeça por se intrometer em assuntos alheios. Então o homem se retirou do estabelecimento, deixando uma quantia considerável de dinheiro no balcão para pagar o consumo do grupo que estava ali, o que para Alex era um sinal verde para encher a cara.

Antes de qualquer coisa, ele se levantaria e caminharia pra perto do samurai. - Se eu fosse você, tomava cuidado. Tem algo de muito estranho acontecendo nessa ilha, então não abaixe a guarda. Você ainda pode ser emboscado pelos bebuns de mais cedo na saída. - Ele sussurraria, se inclinando sobre o ombro do samurai. Com o aviso dado, ele finalmente iria em direção ao balcão. Ele olharia a atendente no fundo de seus olhos, se debruçaria sobre o balcão, e lhe atingira com aquele olhar 43. - Boa noite, poderia me dar a sua bebida mais forte, Álcool puro e uma caixa de fósforos? Juro que não vou brincar com fogo por aqui. - Ele a olharia com um olhar inocente, para dar um contraste a fala. Se ela se negasse a dar os outros itens, ele diria:- Por favor por favorzinho? Prometido de mindinho? Não? - Se após pedir novamente ela continuasse a se negar ou simplesmente não tivesse um dos itens, ele diria: - Tudo bem, obrigado de qualquer forma. - E pegaria o que havia lhe sido entregue. Ele não estava tão inclinado a brigar pelos itens que buscava pois havia algo bem mais importante em mente: a garota misteriosa no fundo do bar.  

Ele caminharia em direção a artista misteriosa e ao chegar em sua mesa, ele puxaria uma cadeira e sentaria de frente a dama, se possível. Sentado à mesa, ele apenas a observaria por um bom tempo, tentando força-la a interagir com o rapaz. Independentemente de sua resposta, Alex diria:- Desculpe... Tem alguma coisa que não me deixa parar de olhar pra você, estou lhe incomodando? - Se ela lhe respondesse que sim ou mostrasse aversão, Alex responderia dizendo:- Então que tal se fizéssemos um trato, você me mostra seu rosto e eu lhe deixo em paz pelo resto da noite. - Se ela concordasse com o trato, Alex cumpriria com sua palavra e se retiraria, indo para a embarcação após lhe desejar uma boa noite. Se ela por acaso dissesse que não estava se sentindo incomodada ou se mostrasse receptiva, Alex sorriria e lhe encararia em silencio novamente, mas dessa vez ele seguiria com uma breve, porém sonora risada. - Perdão... É que eu nunca cheguei a essa parte. Prazer, Benedict Cumberbatch. - Em seguida ele se levantaria. - Bem, eu tenho uma missão importante, então não posso ficar por muito tempo. Que tal sairmos quando voltarmos? Daí eu poderei te conhecer melhor e você poderá me conhecer melhor. - De qualquer forma, no fim, Alex se retiraria do local e usando sua visão avantajada, ele observaria os arredores para ter certeza de que não havia nenhuma ameaça na calada da noite que nem no laboratório e caminharia




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Fala/Pensamento

Histórico do minino Fate:
 

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptySex 04 Dez 2020, 01:54


O momento se aproximava de um clímax, os dedos de Fukai se apertavam na empunhadura da Ressentimento, seu olhar demonstrava cada vez mais desagrado conforme encarava os outros indivíduos que se juntavam ao seu acusador. Xingamentos internos ecoavam na cabeça do rapaz, alguns se dirigiam a sua antiga companheira, e todas as últimas gerações da família dela, a culpando por todo o infortúnio da situação, já outras ofensas tinham como alvo o estranho, que na verdade parecia ser um futuro companheiro em sua jornada, afinal ele se sentou na mesa próxima junto ao homem de cabelos grisalhos,  após ter provocado ainda mais o revoltado senhor que acusava Fukai.

Mas então, quase como um barco que desbrava o mar enfrentando a selvagem maré, uma melodia serena e melancólica se espalhou pelo ambiente. Como a chuva que silencia o crepitar de um incêndio, o aflorar dos ânimos desapareceu, os punhos apertados firmes se soltaram. Um sabor de nostalgia inundou a boca de Fukai enquanto seu olhar voava para longe.

~~~

Num banco se sentava um homem de costas curvadas pelo peso da idade, cabelos grisalhos indicavam o fim de sua longevidade. A sua frente se sentava uma pequena criança de roupas requintadas e um curioso olhar estampado no rosto, vez ou outra afastava o cabelo de tom rubro que insistia em cair de sua testa até seus olhos o incomodando. Os dois estavam em uma praça simples, mas que era bela exatamente por esta simplicidade.

As mãos do senhor se elevaram e bagunçaram os cabelos da criança, um olhar marcado pela catarata olhava para o vazio. -Veja a chuva criança, ela nasce no céu e morre na terra, sua vida é tão curta, ainda mais que a nossa, mas a sua vida é muito maior que a nossa, sabe por que? A chuva luta, se seu destino é cair em um ponto, o ponto que o céu definiu, ela luta, ela muda sua direção, sua trajetória, ela ainda cai, mas não da forma que o céu definiu. Nós por outro lado, o que fazemos? Temos muito mais tempo, mas o que fazemos? Nós curvamos aos céus, aceitamos cair na trajetória que nos foi definida lá no começo.

~~~

Essas palavras ecoavam na mente da criança, e pareciam atravessar o ciclo desgastante do tempo para ecoar nos ouvidos de Fukai, o qual a muito já foi essa criança. a melodia de uma cítara tocada naquela mesma praça a muitos anos se misturava agora com a melodia que preenchia o bar. Quando enfim Fukai retorna de seu devaneio, o punho frouxo da espada se apertaria novamente, quase que como por instinto, um olhar de desconfiança apareceria em seu olhos, e ele não poderia evitar de buscar a visão da artista misteriosa, mesmo que por apenas um momento.

Mas então as indagações de Edward se iniciaram, Fukai o escutaria, ainda que a todo momento sua atenção estivesse diretamente ligada a figura misteriosa que invocava toda essa melancolia que inundou o ambiente. Após o homem acabar de falar, Fukai acenaria como quem concorda e diria. -Eu entendo, não irei causar problemas… E pretendo ajudar no seu objetivo como forma de retribuir sua boa vontade. Adicionaria essa frase no final, com um sorriso sincero e inspirador, mas que assumiria um ar de um pouco envergonhado enquanto continuaria. -Claro, assumindo a possibilidade de pegar uma parte da recompensa sobre a cabeça do criminoso. Quem visse o sorriso do espadachim no momento, pensaria que ele é na verdade completamente desavergonhado. Daria um olhar de relance para o mais recente integrante que se juntou a mesa, presumindo ser ele a sua competição direta para a recompensa. Seu qualquer um dos três adiciona-se alguma observação sob sua frase ou lhe desse algum aviso apenas acenaria para representar seu entendimento, mas permaneceria em silêncio.

Após Edward se levantar e se despedir, Fukai passaria a ignorar a figura de Miaumiau que passava a aproveitar o banquete, e daria ainda menos importância a outra figura, indiferente ao que ele decidisse fazer. Fukai andaria até o bar sem muita pressa e com seu habitual sorriso calmo pediria. -Por gentileza, você teria alguma bebida fabricada em Kano? Poderia me servir duas doses? Se a resposta fosse negativa, Fukai hesitaria um instante antes de dizer. -Bom, nesse caso eu gostaria de pedir por uma sugestão sua do que beber essa noite. E esperaria a pessoa que estivesse lhe atendendo respondesse. Se realmente lhe fosse sugerido algo, ele diria. -Por favor, pode me servir duas doses então. Se por outro lado lhe fosse negada uma sugestão, ele diminuiria seu sorriso ao pedir. -Então me sirva duas doses do que for mais forte, deve servir.

Com seu copo em mão, o próximo destino de Fukai seria a cantora misteriosa, sem nenhum rodeio, o espadachim tinha mantido seu olhar sob a figura a todo o momento, como quem não escondia seu interesse, e agora andaria diretamente em sua direção. Ao chegar, estenderia uma das doses e falaria. -Imagino que beba… De onde venho os mais talentosos artistas são igualmente bons bêbados. Caso o copo não fosse pego, deixaria próximo da artista e buscaria um lugar para se sentar, e então diria. -Meu objetivo não é te conhecer ou te galantear… Poderia pedir apenas que você tocasse mais um pouco?




Narração
Pensamentos
-Falas de Fukai.
-Falas do Velho Senhor.



Histórico:
 


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"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 3 EmptyDom 06 Dez 2020, 20:23




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A interferência da cantora causou reações variadas nas pessoas presentes. Miaumiau por exemplo sentiu-se aliviado; enquanto que Alex Fate ficou frustrado e decepcionado, afinal queria ver sangue; já Fukai resgatou memórias de sua infância, mantendo-se reflexivo por alguns instantes, mas não demorou muito para retomar sua postura defensiva e alerta.

A conversa se desenrolou até que bem; Alex e Edward interagiram um pouco, o ninja não ficou tão empolgado com a missão, já por outro lado se interessou e muito pela recompensa, retirando algumas gargalhadas de Edward com sua reação exagerada. Antes disso se apresentou com seu nome verdadeiro, algo incomum. - Então seja bem-vindo, Bethania. - Edward havia dito em meio a outra gargalhada.

Fukai também se manifestou, mostrando interesse na parte sobre as recompensas por criminosos, lançando algumas palavras na direção do homem grisalho.

- Bom, tente chegar em um acordo com ele. - O homem disse apontando para Alex. - Se não der certo, podemos debater depois sobre isso. Mas acho improvável que sejamos atacados em alto mar, talvez quando eu encontrar o esconderijo desses malditos, mas até lá suponho que já teremos nos separado, afinal você só quer uma carona até a ilha... Agora se você também quiser trabalhar para mim, ai conversa já é outra. -

...

Em dado momento Alex sussurra alguns conselhos bem no ouvido de Fukai, mas o espadachim apenas o ignora, da forma mais fria possível. Com tamanha rejeição, o ninja se encaminha para o balcão; curiosamente Fukai decide fazer o mesmo, e ambos chegam quase que no mesmo instante. Já Edward se retira do estabelecimento.

No balcão, Fukai e Alex fazem seus pedidos quase que simultaneamente; a atendente é uma mulher de longos cabelos negros, grandes olhos cor de amêndoa, seios fartos e está trajando um vestido cheio bem simples. Ela nota o olhar diferenciado de Alex e sorri.

- Boa noite! Vejamos... - Ela dá uma sondada nas bebidas que estão organizadas em prateleiras logo atrás dela e nos barris próximos, em seguida pega uma caneca vazia, se aproximando de um dos barris e enchendo a caneca com uma bebida escura. A mulher coloca esta mesma caneca na frente de Alex e ao lado uma caixa de fósforos, não parece se preocupar com o porquê do ninja pedir aquilo, afinal foi bem paga por Edward. - Aqui está, aproveite. - Ela sorri novamente, mas não perde muito tempo e vai atender Fukai.

- Tenho que ver se há alguma coisa importada no estoque, me dê um minuto. - A mulher diz, dirigindo-se a um outro cômodo; a porta de acesso fica do outro lado do balcão.

Fukai acaba sendo obrigado a esperar pelo retorno da mulher, mas Alex fica livre, sendo o primeiro a ir abordar aquela misteriosa cantora no fundo da taverna. Quando chega perto, nota que ela está avaliando o instrumento que tem em mãos; Alex se senta de frente para ela e fica a observando, mas ela não se manifesta, apenas fica quieta na dela, ainda sem revelar a face. Alex dá alguns goles na bebida que trouxe consigo, o gosto é muito forte, mas já tomou bebidas bem melhores anteriormente.

- Ainda temos alguns destes vinhos de Kano. - A atendente diz para Fukai, logo após retornar ao balcão. - Eu não sei bem como funciona a produção, mas vende muito bem aqui em Las Camp, escutei dizer que tem um gosto doce. -

Ela pega duas taças e serve as doses, em seguida pega um bloco de anotações para registrar as vendas, realizando assim um tipo de controle.

Alex enfim inicia uma conversa com a musicista, ela hesita antes de responder, mas logo agracia o ninja com sua voz agradável aos ouvidos, porém, falando em voz baixa e devagar. - Não está... - Para a surpresa dele, a mulher diz não estar incomodada, embora esteja hesitante por alguma razão desconhecida. Em seguida, Alex se apresenta com um nome falso, diferente de quando conversou com Edward. - Eu... Me chamo Violet Cherith. - Por um breve momento ela levanta o olhar, e mesmo que o ninja não consiga visualizar a face dela tão bem, ainda assim vê de relance olhos vermelhos como sangue, além disso percebe que ela tem cabelos tão negros quanto um céu noturno e a pele clara. - Tudo bem. - É tudo o que ela diz, quando Alex anuncia que precisa partir, mas que em algum momento futuro voltará para procurá-la; não consegue ver, mas os lábios dela moldam um sútil sorriso por toda aquela estranha abordagem, talvez no fundo ela tenha gostado.

De repente, antes que o ninja realmente deixe a mesa, surge Fukai com duas taças em mãos, ele entrega uma para Violet. - Oh... Obrigada... - Apesar de hesitar, ela aceita pegar a taça, provavelmente por educação, já que a primeira coisa que faz é colocar o recipiente em cima da mesa. Conforme Alex se afasta, o espadachim assume a mesa e segue com o que Alex resolveu deixar para depois: Interagir.

Fukai está realmente interessado nas habilidades musicais da cantora, pedindo mais uma canção; ela fica pensativa, e não chega a responder, apenas começa a tocar o instrumento, dedilhando as cordas com tranquilidade, algo que ela não demonstra nenhum pouco quando conversa com alguém.


Enquanto Fukai permanece na taverna escutando aquela bela canção, Alex se retira do estabelecimento com a caneca em mãos e ainda 70% de seu conteúdo; do lado de fora percebe pouca movimentação, não nota nada de suspeito, consegue avistar o porto logo adiante. Há um navio de tamanho mediano ancorado, a bandeira remete ao Reino de Ilusia; além disso há outras duas embarcações bem menores, estas devem operar com menos de sete pessoas. O silencio da noite acaba sendo o único companheiro do ninja, e ele fica livre para decidir seu destino.


Caso opte por encaminhar-se para o navio de Edward, dará de cara com uma rampa e poderá subir ao [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] se assim desejar. No convés não verá o cavaleiro, talvez ele esteja dentro da embarcação, porém, verá dois homens fortes, morenos e sem camisa trazendo alguns caixotes e barris do porto, eles estão enchendo o navio com comida e água. Há três sujeitos vagabundeando na traseira superior do convés, eles estão conversando sobre alguma coisa, Alex não escutará pela distância, os três possuem aparências e vestimentas simplórias. Já próximo da proa, na área superior dianteira, encontra-se a irmã de Edward, ela está olhando para o mar, parece estar apreensiva.

Se Alex resolver descer para o piso inferior, encontrará apenas uma porta que provavelmente dá acesso ao restante das cabines. Mas ao se aproximar, a porta se abrirá sozinha e um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] bem musculoso irá sair; ele tem feições rústicas e traja uma armadura que remete a Kano.

- PARADO AÍ INTRUSO! - Ele gritará. - GAHAHA! É brincadeira, Edward já nos avisou que teremos companhia! -

Sua voz grossa e aparente força lhe confere um ar de imponência, mas soa alguém de temperamento leve. - Precisa de ajuda com algo? -

Este encontro poderá ser evitado se Alex não ir até a porta.


Com o fim da música e os copos sendo esvaziados, alguns dos marujos vão se retirando da taverna, afinal precisam partir. - Você... Gostou? - A cantora pergunta para o espadachim, ela pega a taça e dá um pequeno gole no vinho. Miaumiau repentinamente surge ao lado de Fukai com uma coxa de galinha em mãos, mordiscando e balançando a cauda animadamente. - Que música bonita! Você é amigo dela Fukai? Do que estão conversando? - Ele se intromete no meio da conversa na maior curiosidade, já sentando-se em uma cadeira livre.


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