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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante

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ADM.Senshi
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MensagemAssunto: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptyTer 2 Jun - 13:12

Relembrando a primeira mensagem :

Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Azura V. Pendragon, Duncan Dellumiere, Garfield Henryford e Naomi Yumi. A qual não possui narrador definido.


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Andando muito tempo por aí
Percebo que não tenho muito onde ir
E todos os caminhos percorridos
São páginas velhas viradas de um livro já lido.

(Jimmy & Rats)

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AutorMensagem
Sagashi
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySab 22 Ago - 1:25


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Era atingido algumas vezes pela lança de Duncan, o homem ainda se fazia enfurecido, mesmo que fosse perceptível sua melhora de humor com o passar do tempo. Ao levar o golpe da lança, bradaria: — Pare, irmão! Você não é assim! RESISTA! — E colocaria a mão no local do ferimento, a partir daí, sentindo a dor latente e pulsante do corpo junto com os ferimentos. — Acho que não vai dar… não… — A dor era imensa, tamanha que não conseguia articular minhas falas com coerência e boa sonoridade. Voltaria a me deitar, dessa vez de bruços, a fim de resistir à dor o máximo possível. Não aguentava mais gritar, me espernear — sentia meu espírito anestesiando minhas sensações e minha visão falhando aos poucos. Era o início de um possível desmaio.

Antes de finalmente descansar, ouviria as palavras de meu irmão, Eclipse: — Garfield… — Me esforçaria ao máximo para pelo menos olhar para os seus olhos. — Não espero que me perdoe por isso… Mas o prisioneiro poderá viver desde que você cuide dele — Sorriria ao ouvir isso. Em resposta, diria, em um sussurro: — Você voltou, irmão… — Então, colocaria a cabeça para descansar, com os olhos e boca fechados, lábios sorrindo, coração aquecido e corpo extremamente dolorido.

Abriria os braços e as pernas como um anjo-de-neve, a fim de amenizar as dores do meu corpo em uma posição mais relaxada. Se possível, puxaria o pano da calça do prisioneiro que havia acabado de salvar. ”Siga o caminho do Sol, meu camarada…” Novamente, de canto, ouviria: — Yumi, por ter ajudado no resgate de Snowflake e Katie eu te promovo à Cabo do exército revolucionário. Sua primeira missão como tal é salvar Lenora. Todos nós estaremos à sua disposição total! — Pensaria, quanto à isso: ”Queria conhecer essa nova companheira. Será que é um homem, uma mulher? Alto, baixo? Careca, forte, cabeludo, fraco? Vai saber… só espero que não use armas de fogo…” Ainda estava com o sorriso no rosto. ”... não é, Lenora? Parece que as armas corpo-a-corpo marcaram mais um ponto. Hahah…” Lágrimas então escorreriam pelo meu rosto, ao cogitar a possibilidade de perda da minha parceira querida. Para todos os efeitos, minhas próximas ações seriam simplesmente permanecer deitado, descansando, até que algum de meus companheiros me ajudasse com as dores. Minha última e honrosa ação seria não reclamar da dor descomunal que sentia.

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— Dá meus 10kk de recompensa pf.
— Me tira desse farol.
— Deixa eu forjar uma paradinha mec.

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PepePepi
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PepePepi

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySab 22 Ago - 2:20


Narração
Sensação térmica: Frio
Chovendo
Localização: Farol
À noite




Duncan e Garfield e Naomi
A situação era tão maluca que ao ouvir a fala do pirata, tudo que Duncan havia pensado até então ficava em segundo plano. Nada mais ali realmente importava. Culpando-se por ter desistido de Lenora antes do tempo o Eclipse liberava Garfield para cuidar do homem que pedira misericórdia como ele quisesse. Esse simplesmente puxou o prisioneiro e deitou-se no chão para descansar. Seu corpo estava absurdamente doloroso. E o homem ficou ali sentado ao lado de Henryford pensando se fugir seria uma boa ideia ou um simples suicídio.

Enquanto isso Naomi estava desesperada desejando que Lenora ficasse viva, isso provavelmente determinaria se a pequena Yumi subiria escadas para chegar ao céu e manter-se-ia em paz consigo mesma, ou se choraria e desceria na estrada para o inferno culpando-se pela falta de habilidade. Em suas primeiras tentativas de reanimar a médica caída logo percebia que não estava realizando o movimento de forma correta. Enquanto isso, o próprio prisioneiro com Garfield parecia torcer muito para que a médica ficasse viva, pois ele sentia no fundo de seu coração que se ela morresse, provavelmente outro acabaria batendo as botas também.

Duncan ignorava Melissa e saía em direção a Lenora, esse mero ato de se virar e sair de perto fez com que a loira caísse no chão de joelhos. Agora as lágrimas escorriam de seu rosto de forma mais constante, ela parecia estar morrendo de medo de Duncan e um alívio imediato tomava conta do corpo dela naquele instante. Apesar disso, a jovem ainda possuía uma mentalidade de escrava e por isso o Eclipse acabava ouvindo da moça meras palavras. – Lá dentro não t... – Mas ela não terminou de falar, pois o pirata que havia entrado na tenda acabava falando lá de dentro. – Temos alguns livros de medicina aqui dentro. – Falava ele colocando a cabeça para fora da tenda. – Vou procurar o kit antes, mas já levo os livros. – Falava ele e Melissa balançava a cabeça negativamente para ele. Porém só Garfield, o prisioneiro e o próprio pirata viam ela fazendo aquilo.

No meio disso tudo, Naomi pedia para o próprio homem que havia acabado de informar sobre os livros para medir o pulso de Lenora. A menina estava tão concentrada que não havia notado que o pirata havia a muito se distanciado por ordem de Duncan que parecia implorar para que a médica ficasse viva. Como Dellumiere estava quase implorando para a mulher ficar viva, quem realizara o pedido de Yumi fora Snowflake. Eclipse parecia quase cantar para ela uma música diferente das ritmadas que a pequena precisava.



O coelho tentava medir o pulso dela e falava. – Está... fraco... mas está indo com a sua ajuda... – Falava ele com um pouco de temor, se a pequena parasse acabariam vendo a morte de Lenora de qualquer forma. Duncan, Snowflake e Naomi viam uma pessoa inesperada se juntando ali quase que de forma arrastada. – Não... Não tem kit médico... – Informava Melissa tossindo entre a primeira parte da fala e a segunda. Naquele momento o pequeno Zhac também chegava e olhava a cena, ele parecia quase chorar por pensar também que havia gritado que a médica estava morta e ter desistido tão fácil.

Claramente Melissa queria parecer uma boa escrava para Duncan, inclusive, as lágrimas ainda estavam no rosto dela, mas ele sentia também entre todo o cheiro de sangue que havia em sua roupa por ela ter ido se arrastando quase até ali, o que a sujara, além do leve cheiro de xixi vindo dela. – Tem um maníaco com uma akuma... tudo que... envolve produtos médicos é raro por aqui hoje em dia... mas temos livros. – Informava ela entre algumas tossidas, torcendo para que a notícia alegrasse o grupo de alguma forma. A informação em si fazia muito sentido, eles queriam descobrir o que ela tinha, mas mesmo se descobrissem não tinham como tratar. Provavelmente qualquer remédio a curaria, mas na falta deles, talvez alguma médica soubesse algum tratamento diferenciado. – Infelizmente ela está falando a verdade. – Falava o pirata explorador de barracas que surgia nas costas dela jogando alguns livros ao lado de Melissa e próximos a cabeça de Lenora.

Os livros eram claramente de medicina. Mas teve um que ele não jogou no chão, que era um simples: “Primeiros socorros para idiotas”. O primeiro a reagir a isso fora Snowflake. – Katie está falando para cortar a garganta dela. – Falava o mink torcendo para o pirata entender o que estava ocorrendo. E se havia uma coisa que Handsome havia provado até aquele momento é que ele era mais esperto que a maioria.

Ele jogou o manual para idiotas do lado de Yumi que continuava fazendo o movimento para o coração de Lenora bater. – Vamos ter que fazer isso com ela assim... Naomi, troque comigo. – Falava Snowflake. – Não vou servir para esse tipo de serviço, mas posso fazer isso... Imagino. – Falava ele querendo assumir o posto de fazer a massagem.

– Acho bom você ir limpando a ponta da sua lança... – Falava o pirata se agachando e olhando para Duncan. – E é bom manter a mão firme... E vamos ter que improvisar algumas coisas imagino. No pior caso pelo que vi no livro, você pode ter que cortar a garganta dela... – Falava ele olhando meio desgostoso para a médica pensando qual era a chance disso tudo dar certo. –  Lá dentro tem um kit de costura... – Falava Melissa ainda querendo ser útil. – Podemos costurar se tiver que cortar... – Falava ela com medo de usar aquela palavra, imaginando que isso poderia irritar Duncan. – Bom, tem vários panos também, alguns úmidos. – Falava o pirata e Melissa apontava para a própria testa.

Os outros livros de medicina ali serviam de tudo um pouco. Havia livros de diagnose, mero dois livros para cirurgia, o manual para idiotas de primeiros socorros, um livro sobre venenos e um livro sobre remédios em si.

Enquanto isso, Garfield encarava o teto. O prisioneiro do lado dele o encarava. Ambos sem fazer nada.

off:
 


Legenda:
 


Histórico:
 

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Akuma Nikaido
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Akuma Nikaido

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptyDom 23 Ago - 16:35



A cada novo segundo que passava, meu cansaço aumentava exponencialmente. O próprio esforço de manter o coração dela batendo já era grande, principalmente por eu não ter técnica adequada, mas o cansaço mental pela tensão e estresse tornavam tudo ainda mais pesado. Eu suava, mas podia sentir pelo menos que estava progredindo. Snowflake confirmava que algum pulso chegava, então o resultado ainda não estava decidido. Iria ressuscitá-la.


~ Início do aprendizado ~


Snowflake me substituía bem a tempo para que eu fizesse a próxima parte: garantir uma via aérea. Katie estava fraca e mal poderia me dar instruções, mas as poucas palavras dela eram o suficiente para que eu entendesse: precisava cortar a garganta dela para permitir a passagem de ar. E bastava uma olhada rápida para o pescoço de Lenora para entender o porquê. A explosão do colar deixara a região em carne viva e edemaciada. Isso devia estar fechando a garganta dela e impedindo que o ar chegasse a seus pulmões. Dessa forma sua parada cardíaca era em decorrência de uma parada respiratória. Se conseguíssemos fazer com que o ar chegasse, ela sobreviveria.


— Katie-senpai! Alguma dica?


Sentia minhas mãos tremerem e, assim, sabia que se tentasse fazer o procedimento nesse instante, eu apenas a mataria. Enquanto tentava recuperar a firmeza em meus braços, retirava um de meus dardos e ia desacoplando o tubo oco de madeira da ponta metálica. Segurar diretamente na ponta faria com que minha precisão aumentasse. Nesses poucos segundos, a médica soltava apenas três palavras: traqueo, não crico... em um esforço hercúleo, a via conseguir levantar a mão direita e apontar o centro da base do pescoço. Conseguia entender que ela me dava uma noção da altura do corte, mas não sabia o que suas palavras significavam.


— Traqueo, não crico...


Wiley havia me jogado o livro e, naquele momento, eu precisava achar instruções mais precisas. No índice, na parte de via aérea, havia dois procedimentos escritos. Cricotireoidostomia de urgência e traqueostomia percutânea. Dessa forma era fácil entender o que aquelas palavras significavam. Abria rapidamente na página e via as figuras com as instruções para serem seguidas.


Palpava o pescoço de Lenora, procurando sentir o ponto entre os anéis da traqueia. A região inchada encontrava-se mais em cima, de modo que não havia distorção significativa da anatomia para me atrapalhar. Totalmente concentrada em encontrar o ponto correto, minhas mãos paravam finalmente de tremer e, sentindo a região mais mole entre duas mais duras, finalmente criava a coragem para fazer o corte.


— ALGUÉM SE PREPARE PARA DAR O PONTO!


Dizia, enquanto iniciava o corte em linha horizontal. Sentia a pele queimada ceder, passando em seguida pela gordura e músculo, chegando em uma fina membrana. Ampliava o corte apenas para criar o diâmetro suficiente para colocar o tubo de madeira dentro. Tão logo fazia isso, sentia o ar quente saindo dele, enquanto o sangue da médica continuava a empapar minhas mãos.


Lenora não abria os olhos, mas achava que tinha sentido o ar entrando e saindo pelo tubo.



~ Interrpução do aprendizado ~


Segurando o tubo ainda, de maneira a prendê-lo no lugar, ficava aguardando pela ajuda. Precisava dar um ponto em cada lado do tubo, garantindo sua fixação na pele da médica, impedindo que se deslocasse lá dentro ou que saísse de posição. Mas essa parte era algo que eu não possuía condições de fazer nesse instante. Esperava que alguém o tivesse.



Objetivos:
 

Citação :

Contagem

Posts: 15
Ganhos: Perícia primeiros socorros?
Perdas: -
Relações: M-4: em construção
Morgana: em construção
Azura: em construção
Duncan: em construção
Garfield: em construção
Wiley: em construção

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Última edição por Akuma Nikaido em Seg 24 Ago - 20:20, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptyDom 23 Ago - 19:44


O Eclipse

We are Revolution!






Uma das poucas coisas que percebia antes de me focar totalmente no salvamento de Lenora era que Melissa desabava no chão em prantos no momento em que eu começava a lhe dar as costas. Por mais que tivesse sofrido uma completa lavagem cerebral na mão dos Vermyllions, algo no interior da mulher ainda a mantinha humana e fazia com que temesse por sua vida. Sua tentativa de mentira desesperada, entretanto, mostrava que essa parte ainda humana estava distante em sua alma, lutando por um lugar.

Mais coisas aconteciam e, surpreendentemente, a loira parecia finalmente perceber que seus mestres estavam mortos. Apesar disso eu via em seu olhar voltado para mim após cada afirmação que ela não havia se libertado das amarras, apenas estava mudando seu proprietário. Ela tinha medo, mais ainda, estava aterrorizada e isso era visível. Medo o suficiente para que eu pudesse ter confiança em suas palavras por saber que seria muito difícil bolar qualquer mentira em um estado como aquele. O pirata confirmando suas palavras apenas me fazia acreditar ainda mais na veracidade de tudo aquilo.

O primeiro sinal positivo por fim vinha quando o mink confirmava a pulsação de Lenora. Apesar disso, a notícia que o pirata dava sobre a próxima etapa não era muito animadora “Cortar a garganta?” Pensava assustado, olhando para a ponta de minha lança totalmente encharcada de sangue. Como eu poderia fazer algo assim? Desde Dawn Island minhas lanças sempre haviam sido usadas para tirar vidas, nunca salvá-las.

Me mantinha firme, apesar deste pensamento assustador. Era nesse momento que as palavras de Melissa vinham mais uma vez a fim de contribuir - Onde está o Kit de costura? Eu vou pegar! - Questionava Melissa com certa determinação. Sabia que se a assustasse demais poderia causar algum problema, então por isso mesmo tentava manter um tom menos agressivo na voz - Perfeito. Fique aí descansando e ajude no que for necessário! - Dizia antes de me voltar para o tonatta - Zhac, vigie o prisioneiro! - Após a ordem eu guardaria as lanças nas costas e partiria em busca do Kit na direção apontada por Melissa, sabendo que talvez precisaria cortar a garganta de minha amiga assim que retornasse. Pegaria também o máximo possível de panos secos e úmidos caso o pirata ainda não o tivesse feito. Caso tivesse alguma dificuldade, sairia da barraca e ordenaria para que o pirata me ajudasse na procura.

Tendo encontrado os objetos necessários, eu os levaria de volta e deixaria perto de Yumi. Sentia um certo alívio junto com a apreensão de ver que a própria garota iria fazer o corte necessário. Mas quem iria costurar? Nesse momento uma memória antiga e muito conveniente me vinha à cabeça. Havia conhecido Garfield na casa de disfarces do quartel de Conomi Island. Será que ele seria a pessoa certa para o trabalho? Mesmo que fosse, estava em condições de fazê-lo?

- Alguém aqui sabe costurar? Garfield? Tá acordado? - Questionaria a todos, mas sem muita esperança na resposta. Me lembrava então de um outro fator. Havia conhecido Melissa na mansão dos Vermyllion, médicos. A moça, por sua vez, os ajudava como se fosse um deles. Talvez soubesse alguma coisa? - Pode ajudar Melissa? - Questionaria a moça com um olhar amigável. Era estranho ter que confiar algo assim a ela, mas se fosse o necessário para salvar a vida de Lenora, era uma aposta que eu estava disposto a fazer.

Caso a moça realmente pudesse ajudar eu não me afastaria muito, para garantir que não tentasse alguma coisa, mas ainda assim manteria espaço o suficiente para não pressioná-la. Era então que percebia o que a garota queria dizer quando apontou para a própria testa após falarmos dos panos úmidos. Ela estava, de fato, bem doente. Caso fosse necessário eu a ajudaria usando os panos da forma que me orientasse, sem saber muito bem como nada daquilo funcionava. O mesmo valia para qualquer um de meus amigos, sob os quais eu me manteria sempre as ordens naquele momento.



Post: XX ~ Rename: O Eclipse ~ Location: Calm Belt

Notes: •Ganhos:

•Perdas:

Legenda: Falas
"Pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars


Historico (Geral):
 


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Em homenagem aos que se foram::
 
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Sagashi
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Sagashi

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySeg 24 Ago - 17:01


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Resistia às dores de pouco em pouco, respirando fundo e amolecendo o corpo, aceitando meu destino talvez até de morte do corpo físico. A sensação de queimação me incomodava, dava-me até a impressão de que o calor não me fazia bem. Descansava um pouco, momentaneamente, conversaria até um pouco com meu mais novo companheiro. — Nome. — Diria para ele, de maneira curta e grossa, por não ter condições físicas de desenrolar uma introdução. Esperaria uma resposta, até que ouvisse algo que de longe me deixaria incrédulo. — Alguém aqui sabe costurar? Garfield? Tá acordado? — A expressão leve de dor sumiria, não pela dor passar, mas pela sensação de decepção, como um filho adolescente precisando levar o lixo para fora contra sua vontade. Com as sobrancelhas baixas e juntas em uma expressão de perturbado, diria: — Morrendo... — Por alguma razão, ao dizê-lo, sentia uma sensação de comicidade no ar, me aliviando o stress das mortes e me recuperando a memória de que consegui salvar pelo menos um deles. Ainda dolorido no auge, forçaria um sorriso no rosto e tentaria erguer meu tronco.

”Ufff… um… dois… três… e…!” Grunhiria e me poria sentado, olhando para meu redor e começando a respirar mais relaxado, por mais que as queimaduras me trouxessem dores latentes. — Indo. Preparem-se. — Diria de forma monossilábica. Colocaria a mão no ombro do meu novo companheiro que a essa altura já saberia o nome e olharia nos seus olhos, com minha feição semi-morta. — Deite-se. Descanse no meu lugar! — Forçaria um sorriso por mais que não o sentisse. Então, iria engatinhando em direção ao meus companheiros e possivelmente veria a terrível cena de Lenora com um tubo no pescoço: meus instintos protetivos se acionariam por aí. — O QUE É ISSO?! — Me viraria para M-8 e seguraria seu colarinho com as mãos. — M-8, a Lenora não é brinquedo! Pare de enfiar coisas no seu corpo! — Soltaria-a e vislumbraria Lenora. — Quê faço eu agora, para tirar essa coisa daí…?! — Tentaria não mostrar pânico e transbordar confiança, mesmo provavelmente deixando transparecer no rosto. — Quer saber? Vou deixar isso no pescoço dela. Se eu tirar, ela sangra até morrer. Já me aconteceu uma vez. — Caso alguém discordasse dos meus métodos, alegando que o tubo seria para ela respirar, diria: — Enlouqueceu?! Humanos respiram pelo nariz, não pelo pescoço! Preste atenção!

Me viraria para o Eclipse. — Você tem linha e agulha curvada? — Esperaria que ele me entregasse a linha e a agulha curvada. Um pouco trêmulo, pegaria a linha, colocaria na agulha e faria o primeiro furo no pescoço de Lenora. ”Ó, Sol, me perdoe por estar maculando o corpo da minha companheira!” Pensaria, então, daria mais uma fincada. Na terceira fincada com a agulha, abandonaria momentaneamente o serviço, respirando e olhando para cima. — Colegas, nada é muito duro para mim, porém, este serviço me faz querer abandonar tudo... — Colocaria um olhar de medo no rosto, respiraria fundo e voltaria a executar a costura. Chegando no tubo, respiraria e diria novamente: — É duro, mas estamos conseguindo. Vou costurar o tubo junto. — Então, faria dois nós com a linha na parte norte do tubo; em seguida, dois nós no leste; dois nós no sul; dois nós no oeste, enfim, costurando o que mais estivesse aberto no seu pescoço, puxando com certa firmeza e removendo o excesso da linha com os próprios dentes. Caso meu rosto se sujasse de sangue, lágrimas começariam a se formar nos meus olhos. — Lenora…!— Respiraria fundo e sugaria as lágrimas de volta, se possível. Se em algum momento a linha estourasse antes da hora ou as passadas não fossem o suficiente, pediria mais linha para o Eclipse, ou uma agulha nova, no pior dos casos. Se minhas mãos escorregassem, retiraria rapidamente a agulha de seu pescoço e taparia o ferimento com as mãos, no instinto de parar o sangramento — costuraria essa parte também.

No melhor dos casos, o pescoço estaria costurado, o excesso de linha removido e a agulha retirada. Puxaria a linha para fechar por completo o ferimento e sorriria aliviado. — Está pronto. — Começaria a rir, tal riso seria atropelado por soluços amedrontados. — L-Lenora v-vai ficar b-bem…! E-Está pronto! — Expiraria ar, aliviado, deixaria algumas lágrimas correrem pelo rosto e as limparia com a manga. — L-Lenora vai ficar bem, i-irmão! — Sorriria para o Eclipse. Diminuiria o sorriso no passo em que tiraria as mãos de Lenora, cairia no chão de costas e continuaria olhando para ele. — P-Posso desmaiar, Eclipse? O S-Sol me permitiria? P-Pergunte à ele… M-8… Snowflake… Zhac… Katie... — Faria uma recapitulação rápida da contagem dos vivos e me sentiria melhor. Faria sinal de “venha aqui” para meu novo escudeiro e enfim, cessaria minha movimentação. Deixaria qualquer resto para meus aliados, meu corpo já estava no limite.

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySeg 24 Ago - 22:30


Narração
Sensação térmica: Frio
Chovendo
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À noite




Duncan e Garfield e Naomi
A situação que só melhorava com aquela confusão maluca. Garfield olhava para o seu novo colega e perguntava o nome. O pirata agora prisioneiro acabava olhando para ele e respondendo. – David Puerta. – Respondia o homem e pela primeira vez Henryford observava melhor esse homem ao seu lado.

Enquanto Garfield observava o homem, Duncan se levantava para ir até a barraca pegar o kit de costura. – Numa malinha minha... – Falava ela apontando para a barraca. O Eclipse se dirigia para a barraca e a primeira coisa que sentia de diferente quando entrava era o tanto que o local estava quente perto do lado de fora. Claramente havia mais de uma bacia de água ali, uma com água quente, propositalmente para esquentar o ambiente, enquanto outra onde havia alguns panos que foram colocados. Não foi difícil de achar a “malinha” a qual Melissa comentara. Havia também uma mochila do capitão, onde vira dinheiro, mas isso podia ficar para depois, afinal, nem mesmo o pirata havia pegado o dinheiro ainda, urgências vinham em primeiro lugar. Ao abrir a malinha da moça percebeu que havia alguns itens lá que eram diferentes do imaginado. O primeiro era um frasco de um líquido que Dellumiere lembrava claramente pelo leve cheiro ser o afrodisíaco que havia na mansão dos Vermillyon. O segundo era um par de algemas. E havia o kit de costura.

Enquanto o major procurava pelo kit de costura, a pequena Naomi tremia um pouco preocupada de que não conseguiria realizar o procedimento. O livro estava ali e aos poucos ela entendia o que havia acontecido e o que precisava ser feito. Isso tudo dava coragem para a pequena aos poucos ir se acostumando com a ideia do que precisaria fazer. Usando a ponta do virote conseguia cortar a garganta da médica e usando a haste de madeira já chamava por alguém para dar os pontos na garganta dela.

Duncan saía da cabana e ao ouvir isso via que Yumi já havia feito o que ele tanto temia que teria que fazer. Mas ele mesmo não sabia costurar e Melissa estava doente. Olhou para seu amigo deitado no chão e o chamou. Se havia alguém que teria que fazer isso era Garfield, mesmo machucado. Henryford fazia uma piada... que talvez não fosse a melhor já que a própria Lenora estava morrendo e Katie não estava lá muito bem também. O pernas longas se arrastava indo até a médica mandando que David se deitasse também. O pirata prisioneiro sem pensar muito acabou se deitando naquele chão sujo que havia sangue para todos os lados.

Quando chegava até Lenora, forças brotavam em Garfield. Ele se levantava e puxava Naomi pelo colarinho, fazendo ela soltar tudo que estava fazendo na garganta da médica para o desespero de todos ali. O mais rápido foi o pirata, que rapidamente segurou a haste na posição que Yumi estava. – Puta que pariu. Vocês realmente têm problemas! – Soltou ele realmente surpreso e até mesmo um pouco preocupado. Com aquele grito Henryford começou a se tocar que talvez não fosse algo errado o tubo no pescoço da médica e aceitou costurar sim.

Duncan naquele momento já estava meio desconfiado da capacidade de seu amigo de realizar a tarefa e por isso pedia ajuda a Melissa. A mulher olhava meio surpresa para ele, porém não demorava para concordar com a cabeça. Talvez por ter estado na cabana, mas Dellumiere percebia que o rosto dela estava vermelho, no claro estado febril. Ela parecia preparada para dar os pontos se fosse necessário.

Garfield pedia pela agulha e pela linha. E aos poucos ia realizando o procedimento. Sangue ali já era algo constante. E nem só isso, tudo ali estava num modo tão desesperado, que só quando o pernas longas terminou e parecia comemorar que havia terminado que Zhac parecia pensar em um detalhe importante e comentar. – Não era uma boa termos limpado a garganta dela e as mãos dele antes? – A pergunta do anão era bem pertinente. Não só ambos foram explodidos, como Henryford havia se jogado no chão e deitado naquele local cheio de sangue e poeira antes de ir costurar a garganta dela.

Apesar dessa preocupação. Isso podia ficar para depois, pois Naomi e todos eles percebiam que Lenora estava sim respirando. – Bom... e agora? – Perguntava o pirata. – Vamos esperar aqui até ela melhorar um pouco? Vamos tentar ir embora? Precisamos dar um jeito nos dois. – Falava ele apontando para Katie e para o próprio Garfield. – E o que vamos fazer com os outros dois. – Falava o coelho um pouco mais agressivo, claramente falando sobre Melissa e David.


Legenda:
 


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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptyQui 27 Ago - 18:39


O Eclipse

We are Revolution!






Por mais que Garfield quase tivesse botado tudo a perder com sua inocência, a operação realizada por Yumi acabava por aparentemente dar certo e, pela primeira vez em algum tempo, sentia um certo alívio em meu coração. Não o suficiente, ainda não, Lenora ainda estava em estado grave assim como Katie e Garfield não pareciam muito bem, mas ao menos nesse momento eu acreditava mais do nunca na possibilidade de não perder nenhum dos três ali.

- Pode descansar Garfield. Você fez bem - Dizia ao pernas longas tanto para agradecê-lo, quanto também para que ele tivesse menos chances de fazer alguma outra besteira como a que quase estragou tudo agora a pouco. O comentário de Zhac, entretanto, era um pouco mais preocupante - Err... - Eu não sabia realmente o que responder, então preferia ficar calado e esperar que tudo aquilo acabasse da melhor forma possível.

Era então que o pirata voltava a falar, perguntando o curso de ação. Snowflake, por sua vez, também parecia preocupado com algumas pessoas, mas eram diferentes daquelas apontadas pelo integrante temporário de nosso grupo. Em todo caso, eu sabia que as respostas a essas perguntas cabiam a mim - Sei que é pedir muito, mas pode checar o estado de Garfield e Katie, Yumi? Com isso ainda podemos dar um tempo para garantir que está tudo certo com o tratamento de Lenora - Dizia voltando-me para a garota que eu mesmo havia promovido à Cabo do exército momentos antes - E muito obrigado, de verdade... - Dizia em um tom sincero para a garota. Eu a devia mais do que ela poderia imaginar.

Era então que voltava a uma expressão séria, olhando para os dois prisioneiros e por fim respondendo ao mink - Levaremos o loiro para M-4 como prisioneiro. Provavelmente tem informações úteis sobre os últimos escravos vendidos pelo grupo. Mas iremos revistar este lugar também. Além do dinheiro e materiais úteis, podemos encontrar informações, talvez um livro de registro. Levaremos tudo conosco quando sairmos. - Terminava essa primeira parte do assunto e então olhava para a mulher. Apesar de não demonstrar em meu olhar, sentia um pouco de pena pela vida que havia tido. Vinha pensando no que fazer com ela desde o momento que vi sua real natureza, quando pediu por uma morte rápida. Aos poucos, chegava a uma decisão.

- Quanto a você... - Dizia olhando seriamente para Melissa, e então me voltava para todo o grupo ali - Preciso que todos vocês confiem no que estou para fazer… - Dizia esperando compreensão e também que não fosse interrompido - Olhava novamente para Melissa, mas chamava pelo tonatta - Zhac! - Dizia mais em um tom de ordem, e então olhava para onde meu companheiro estava - Disse que sabe operar aqueles den den mushis, não é? Preciso que faça isso para mim. Temos uma reunião marcada com aqueles desgraçados! - Dizia ao anão mostrando uma determinação de ferro em minha voz - As ordens não acabariam por aí.

- Snowflake, vigie a saída, não queremos o prisioneiro correndo. Você, pirata... - Fazia uma pequena pausa, esperando pela resposta - Saqueie o lugar. Levaremos tudo que tiver valor. Creio que precisaremos de materiais para consertar o navio também, assim como livros de registro. Separe tudo e daremos um jeito de carregar depois. Se conseguir pensar nisso, seria ótimo. - Começava a caminhar não na direção das câmeras, mas onde estava o capitão. Queria passar uma mensagem bem clara.

Ao me aproximar do cadáver, sacaria a lança e ergueria seu pescoço puxando pelos cabelos, era então que separaria a cabeça do corpo usando a lâmina da lança. Pouco importava se me sujaria mais de sangue. Ao fim, a cabeça seria cravada na ponta da lança - Fique perto do den den mushi Melissa, não tente fugir - Dizia em um tom extremamente frio para a garota, e então caminharia até me posicionar à frente do prisioneiro de Garfield - Não quer acabar como seu chefe, não é? - Perguntaria em um tom sádico - Garfield não pode te proteger agora - Mantinha o tom de ameaça e esperava que ele o comprasse - Me diga, como podemos ter certeza que os nobres desgraçados estão nos ouvindo? Você vai ajudar o Zhac com as câmeras e se fizer alguma gracinha, acaba assim depois de ser explodido por um desses colares. Acredite, não haverão médicos para você! - Não havia espaço para erros em meu plano, não queria perder aquela oportunidade.

Tiraria e guardaria a peruca e as lentes de contato. Acompanharia o prisioneiro e Zhac, ajudando no que fosse necessário para o total sucesso no uso daqueles equipamentos, não me importava muito com o tempo que isso demorasse mas apressaria o prisioneiro caso percebesse que este estava tentando me enrolar. Por fim iria para frente das câmeras, mais uma ordem era dada - Pode ligar! - Esperaria que os primeiros compradores aparecessem, sabendo que provavelmente estariam esperando o retorno da ligação como prometido pelo mercador de escravos.

- Boa noite senhores! Peço desculpas por deixar-lhes esperando! - Dizia com toda a entonação de um verdadeiro Showman - Infelizmente o leiloeiro, como podem ver - Diria olhando para a cabeça presa em minha lança e fingindo uma claramente falsa preocupação - Teve uma pequena dor de cabeça! - Fingiria agora preocupação enquanto prenderia a lança ao chão, para que a cabeça ficasse em exposição durante todo o show. Era então que apresentaria uma solução que salvaria o dia daqueles homens:

- Mas não se preocupem, nem tudo está perdido! Com vocês... - Exibia agora no rosto um sorriso macabro e claramente agressivo - O show do Eclipse! - Encarnava totalmente o papel. Aquele seria o dia em que eu deixaria cada um daqueles desgraçados saber que a hora deles estava chegando - E nossa convidada da noite, o brinquedinho favorito dos Vermyllion! Pode entrar Melissa!

Era a deixa que eu esperava que a mulher entendesse e simplesmente fosse para o meu lado. Ainda assim, gesticulava para que ela se aproximasse e a puxaria a força caso não o fizesse - Vocês a conhecem. Uma escrava dessa família nojenta que pra ter uma vida um pouquinho melhor, se tornou uma pessoa tão parecida com eles próprios. Ajudando-os com as mercadorias e enganando pobres coitados por aí - Sorria de forma sádica - Ah, e como é bela... - Passaria a mão livre sobre sua face, como em uma carícia.

- O que é ela então? Uma vítima? Uma inimiga? O que eu sei é que ela se tornou tão podre quanto qualquer um de vocês, e precisa pagar por isso. - O sorriso sádico permanecia em meu rosto, e já tinha algum tempo que eu tinha meus planos em mente. A verdade é que Melissa lembrava um tanto a como eu fui um dia, como eu era quando estava do lado de lá. Após uma infância na pobreza, estava maravilhado com a vida dos nobres e por muito tempo ignorei muitas injustiças e fiz muitas coisas das quais não me orgulho.

Com aquela mulher não era diferente. Uma vida de escrava e de repente vê a oportunidade de melhorar, ainda que um pouco, e tudo o que precisa fazer é entregar outras pessoas para esta vida. Não só isso, eu me lembrava muito bem do estado em que os escravos saíam da casa dos Vermyllion, como aqueles que resgatamos, era uma lavagem cerebral que fazia com que agissem como se só conhecessem aquela vida e nada mais. Ainda assim, suas mãos estavam sujas com o sangue daqueles que ela enganou e traiu. Ela não merecia um simples perdão.

- Como podem ver pelas minhas roupas, eu matei todos os outros homens que estavam por aqui. Todos! Essa pobre coitada seria apenas mais uma para a conta, mas ela nos deu algumas informações valiosas para ficar viva - Dizia com um sorriso em meu rosto, mas desta vez era um blefe que teria sua justificativa dada mais para frente. Por fim, puxava de meu bolso o controle do colar - Mas ela não pode ficar sem uma punição? Pode? E por ironia, tenho aqui o controle dos colares que vocês usam para controlar e punir os escravos. Que ela mesma já usou para isso! - Passava o dedo de forma ameaçadora pelo botão que explodiria aquele colar. Por alguns segundos, pensava se não devia simplesmente apertá-lo e dar um fim a tudo aquilo.

- Infelizmente, eu sei que vocês iriam gostar disso. Iriam gostar de ver um revolucionário destruir o brinquedinho de vocês, sabem que podem facilmente achar um novo. Sabem que ela é descartável. Ela mesma sabe disso… Morrer seria uma punição branda demais para ela - Sorria de forma ameaçadora, levando o dedo uma última vez ao botão da explosão - Sua verdadeira punição... - Descia o dedo para o botão que soltava o colar, e o apertava repentinamente - É a liberdade! - Soltava por fim o controle - Para irritar vocês, eu a liberto! Ela não morrerá com um brinquedo. Sua punição, é uma vida livre. Livre para sentir remorso e se lembrar do que fez, da dor que causou aos outros. Das vidas e famílias que destruiu e do monstro que se tornou. Ela agora é responsável pelas próprias escolhas e terá que tomar as rédeas de sua própria vida e seus próprios erros. Acredite em mim, Melissa, é muito mais doloroso do que a morte. - Dizia de forma séria, talvez pela primeira vez em toda aquela transmissão. O sorriso do showman sádico não demorava para voltar:

- Esse foi o Show do Eclipse de hoje. Não se preocupem, logo nos veremos novamente. Irei atrás de cada um de vocês e, tenham certeza, vão desejar ter acabado como o meu querido pai em Dawn Island, ou como os Vermyllion de Logue Town. Deviam ver a cara do velho Joseph quando arranquei sua orelha com uma mordida, pouco antes de matarmos os seus queridos filhinhos imbecis! - Fazia uma pequena pausa, para que absorvessem a ameaça, era hora de terminar o show - Boa noite! - Dizia dando a deixa para que Zhac desligasse os den den mushis.

Esperava algum tempo, queria ver a reação de Melissa a tudo aquilo - Não se engane, eu falei sério. Você deverá viver sabendo de tudo o que fez e de todo o mal que causou, algo bem pior que a morte. Além disso, cuidei para que seus antigos mestres achassem que você os traiu para continuar viva. A saída fácil de simplesmente voltar para eles não é mais uma opção para você a menos que queira receber um destino ainda pior. Viverá tendo que lidar com o que fez. Se vai conseguir viver normalmente, lutar para superar o seu passado e se redimir ou mesmo tentar voltar para uma vida de escravidão, você decide. Apesar disso, saiba que se eu te ver do outro lado da luta de novo, terá uma morte lenta e dolorosa! - Fazia uma pequena pausa enquanto olhava para todos os meus companheiros, principalmente passando meu olhar por Snowflake que parecia ter tanta raiva. Voltava então a olhar para a loira - Eu não te matarei hoje, mas não irei impedir caso um de meus companheiros ache que isso deva ser feito - Dizia em alto e bom tom para que todos pudessem ouvir - Todos aqueles nobres viram quando você se tornou livre, e jamais poderão contestar essa condição.

Eu a havia libertado na frente de todos. Esperava que o simbolismo dessa ação servisse para ajudá-la a abraçar sua liberdade, esperava que fosse o suficiente para trazer-lhe de volta daquela lavagem cerebral que fazia com que fosse sempre submissa a um mestre. Apesar disso, o que realmente aconteceria a ela cabia apenas a ela mesma decidir. Teria que pela primeira vez na vida arcar com o peso de suas próprias decisões.

Levar a liberdade para o mundo é parte importante do que me fez entrar para o exército revolucionário e, além disso, o pilar central da Asas da Liberdade. Lidar com esta, entretanto, é muito mais difícil do que parece e eu vinha descobrindo isso cada vez mais desde que deixei Dawn Island. Saber que as suas escolhas tem consequências que nem sempre são boas faz com que a ideia de seguir ordens de maneira cega e deixar a decisão para outras pessoas pareça uma proposta tentadora. Quantas vidas já tirei? A quantos inocentes já fiz mal? Quantas mães perderam seus filhos? Quantas crianças ficaram órfãs e quantas viúvas foram deixadas aos prantos por minhas decisões? Quantas pessoas ainda acabariam assim por minha causa?

Ser livre é ter que carregar consigo cada um destes fardos, e conseguir seguir em frente um dia após o outro. Os bons líderes nos ajudam a lidar com estes fardos e, muitas vezes, nos ajudam a carregá-los. Para salvar meus companheiros eu havia tirado várias vidas em poucos segundos, e o faria novamente. Um líder carrega um fardo maior para que aqueles que acreditam nele possam ficar mais leves, e ele aguenta. Mas além disso, o contrário também é verdade. Havia percebido isso quando Yumi não desistiu de Lenora. Por mais que não saiba, naquele momento a garota também havia me salvado. Havia me ajudado a carregar um fardo muito maior do que eu poderia carregar e por isso, eu era grato. Não só ela, todos os meus companheiros estavam ali durante todo o tempo, esse era o verdadeiro significado de uma equipe, uma família.

Quando pensei que Lenora havia morrido por causa de uma de minhas escolhas eu me senti perdido, sozinho, culpado e incapaz. Este também é um dos preços da liberdade, tomar más decisões que podem afetar não só a você como aqueles ao seu redor. Saber que a novata não havia desistido foi o que me trouxe de volta, dividir esse fardo com ela foi o que me fez aguentar todo o seu peso. Não se trata de carregar o seu fardo ou de todos sozinho, mas de carregá-los em conjunto. A verdadeira função de um líder é guiar os seus companheiros nesta tarefa. Eu me tornaria mais forte por eles. Melissa, por sua vez, teria a dura missão de carregar o seu fardo sozinha, ao menos até encontrar uma família com quem dividi-lo.

Por fim, daria as costas para a mulher e partiria para o encontro do pirata. Esperava que aquela altura ele já tivesse coletado algumas coisas - Handsome! - Diria caso já soubesse seu nome - O que encontrou? Algum registro ou informação? Um navio escravista vinha buscar os prisioneiros hoje. Deve ser grande, talvez possamos roubá-lo. Precisamos mesmo de um navio maior. - Questionaria prestando atenção. Pretendia dar um tempo para que Melissa tomasse as suas próprias decisões e ignorá-la era o melhor a se fazer.


Post: XX ~ Rename: O Eclipse ~ Location: Calm Belt

Notes: •Ganhos:

•Perdas:

Legenda: Falas
"Pensamentos"

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Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 >

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySab 29 Ago - 15:10


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— Pode descansar Garfield. Você fez bem — Desmontaria ao ouvir isso, caindo no chão com os braços abertos e arfando. Faria sinal com os dedos para que o prisioneiro se aproximasse, e, assim que estivesse perto, passaria as mãos sujas nas suas bochechas e apertaria suavemente seu maxilar, gentilmente. — Minhas mãos… têm… propriedades… curativas…! — Me esforçaria para sorrir. — O Sol! O Sol é nosso verdadeiro salvador…! — Apontaria então para Duncan, sinalizando para que meu companheiro fosse até ele e me deixasse em paz depois da lição de moral.

Deitado ainda, esperaria que M-8 começasse a passar as mãos em mim, ou me olhasse para uma análise profunda. — Diz-me, doutora, tá muito feio? — Não faria questão de olhar para ela ou para meus ferimentos, apenas descansaria a mente. — Quer saber uma curiosidade? — Descontração era o melhor a se fazer para esquecer a dor e aliviar a alma. — Aguento três desses colares aí. Só não sei se aguento mais porque acabaram o estoque de colares quando me puseram. Hahahaha!! Ai! Ai! Isso dói…! — Rangeria os dentes de dor. Depois de sentir a dor e suavizar o rosto, prosseguiria. — Doutora, você já perdeu alguém que ama? — Franziria a testa e esperaria pacientemente pela resposta. Independente dela, continuaria: — Não acho que eu tenha perdido alguém que eu amo. Olho para o Eclipse e vejo um rapaz amargurado, que conheceu pessoas que o amassem e se apoiou nelas; vejo, em M-4, a determinação de uma irmã que quer o melhor para as outras irmãs que ama; vejo, em Azura, os restos de ideais passados que vieram à tona em forma de objetivos a se cumprir. — Olharia para algum ponto no horizonte. — A única pessoa que perdi fora Creg. Jurei cumprir seu ideal, entretanto, ele não era nenhum familiar meu. Me pergunto como deve doer perder um pai, uma mãe, uma irmã, um irmão. Dói mais que um amigo?

Tentaria olhar para M-8. — Por que o peito dói, M-8? Se não leva flechadas, tiros, facadas, como pode o peito doer com a perda de um amigo? Nossos amigos de alguma forma fazem parte do nosso peito? — Franziria a testa novamente, em expressão triste. — Aqueles amargurados, que não têm companheiros, família ou vínculos, tem o peito vazio? Como pode alguém estar vazio por dentro e não estar morto? Digo, há muito sangue no peito, não? — Levantaria os braços e, com dores, colocaria as mãos atrás da cabeça, para servir de apoio. — Preciso de um banho. Costumo pensar melhor nessas coisas quando estou sob constante água torrencial. — Esperaria os devidos tratamentos no corpo, sem me movimentar mais.

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Facilitando a vida do narrador:
 
Objetivos escreveu:

— Dá meus 10kk de recompensa pf.
— Me tira desse farol.
— Deixa eu forjar uma paradinha mec.

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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySab 29 Ago - 19:22



Garfield não era a pessoa mais sutil ou esperta do grupo, mas dentro de suas próprias limitações, fazia bem o serviço. E, falando em limitações, eu mesma reconhecia as minhas. Zhac mostrava preocupações bastante válidas, mas um tanto quanto atrasadas. Agora já havíamos feito o procedimento. Preocuparíamos com o resto conforme fosse aparecendo.



— Bom, talvez o calor por si só tenha matado os germes? Podemos ver isso depois, espero... Precisamos agora socorrer Katie e depois o grandão aqui!



Eu realmente não sabia direito como responder às falas de Duncan, pois parecia que eu estava fazendo um grande favor ou algo do tipo. Eu só não conseguia ficar parada vendo pessoas queridas morrendo. Não novamente.



— Não por isso, Duncan-senpai. Todos aqui somos amigos... Vamos fazer nosso melhor por eles.



A partir daí, começava a me concentrar em socorrer Katie. A médica podia estar em um estado melhor que Lenora, mas não tanto assim.


~ Início do aprendizado ~


Abria o livro me jogado anteriormente por Wiley e começava a folheá-lo rápido, procurando os trechos de leitura que pudessem me ajudar com Katie. Após poucos minutos totalmente alheia ao que acontecia ao meu redor, tinha os principais pontos determinados. Deveria seguir uma ordem X-ABCDE para melhorar meu atendimento ao trauma. X era de exsanguinação, isto é, se a pessoa estava perdendo sangue. Se sim, esse era o primeiro passo: parar o sangramento. Por sorte, encontrar onde a médica sangrava não seria algo difícil, estava na cara.


— Katie-senpai! Preste atenção em mim. Devo tirar o caco de vidro no seu olho? Só balance a cabeça fazendo sim ou não!


Ia pegando os panos secos que Wiley trouxera anteriormente, pedindo para trazê-los caso não estivessem perto o bastante. Os cortes no rosto da médica eram facilmente resolvidos, colocando um pouco de pressão e amarrando os panos nos locais. Mas a parte do olho era algo que me deixava mais apreensiva. Por sorte, Katie não havia desmaiado e a via balançando levemente o rosto de lado. Obviamente ela não achava que era uma boa ideia alguém inexperiente como eu mexer no olho dela. Ótimo, eu também concordava com isso. Assim, apenas amarrava um outro pano por cima do olho, criando uma leve pressão no local. Forte o bastante para ajudar a estancar o sangramento, fraca o suficiente para não fazer o caco preso afundar ainda mais.


— Bom, o A é de ar, e se ela consegue falar, então tá chegando ar ao pulmão... O B é de breathing, e ela claramente está respirando. Agora então é o C...


Olhava novamente para Katie, observando o quão pálida ela se encontrava. Levava minhas mãos a seus punhos, procurando sentir sua pulsação. A partir disso eu poderia estimar o quanto de sangue ela havia perdido e se demandava mais algum tratamento urgente ou se apenas ter parado o sangramento no momento já era o bastante. A médica tinha seus batimentos acelerados, mas não em excesso. Isso mostrava uma perda moderada de sangue, e, juntamente com o fato dela estar ainda consciente, mas bastante fraca, mostrava que havíamos socorrido a tempo, mas não podíamos perder muito mais dele.




~ Fim do aprendizado ~



— Pessoal, vamos todos nos preparar para transportar Katie e Lenora! Achem formas de deixá-las em macas, precisamos nos mover depressa, mas sem mexê-las muito. Snowflake e Duncan levam Lenora, Wiley e eu levamos Katie. Zhac, faça nossos novos companheiros carregarem o que vamos levar. Não se esqueçam da madeira! Garfield, gomen, mas você ainda não pode descansar. Consegue andar mais um pouco? Logo mais poderemos te ajudar melhor!


Havia batido o olho rapidamente em Garfield, mas via que ele estava fora de perigo imediato e, assim, podia esperar um pouco mais para seus primeiros socorros. Quanto às suas perguntas, sinalizava que responderia enquanto caminhássemos, a fim de tentar economizar tempo. Logo começava a auxiliar nos preparativos. Por sorte eu havia prestado bastante atenção nos caminhos feitos, tanto quando seguimos Morgana quanto agora. Se eu não estivesse enganada, acreditava que conseguia chegar ao acampamento do grupo dela, onde deveríamos encontrar o médico do grupo e poderíamos ter uma ajuda melhor. Eu havia pensado sobre as limitações de Garfield ainda há pouco e, bem, seria tolice não reconhecer as minhas. Eu podia ter estabilizado o estado das duas, mas estava longe de podê-las salvá-las sozinha.



Objetivos:
 

Citação :

Contagem

Posts: 16
Ganhos: Perícia primeiros socorros?
Perdas: -
Relações: M-4: em construção
Morgana: em construção
Azura: em construção
Duncan: em construção
Garfield: em construção
Wiley: em construção

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySeg 31 Ago - 1:51


Narração
Sensação térmica: Frio
Chovendo
Localização: Farol
À noite




Duncan e Garfield e Naomi
A paz reinava por um instante enquanto todos absorviam que Lenora provavelmente ficaria viva por mais um tempo. Havia outras preocupações igual o pequeno Zhac acabara se lembrando de forma tardia, mas em geral todos podiam respirar de forma mais controlada ali naquele instante.

A primeira coisa que alguém fez foi Duncan, agradecendo Garfield e principalmente Yumi, informando algumas coisas e descobrindo que o nome do pirata era Wiley Handsome Drake. Todos pareciam aos poucos realmente se organizarem para seguirem suas ordens. Naomi ia tratar Katie, enquanto Henryford tratava o prisioneiro como quase um animal de estimação, chamando-o para ficar ao seu lado e tocando em seu rosto... talvez fosse uma boa para os revolucionários ficarem de olhos no pernas longas. Mas a realidade é que a maioria ali não parecia muito preocupado com o que ele faria com o loiro.

Dellumiere então preparava-se mentalmente e fisicamente para um espetáculo que iria fazer. Não só arrancava a cabeça do capitão, como fazia uma pergunta para a loira que estava com ele. A resposta vinha sem palavras, ela mostrava um pequeno local no den den mushi câmera que demonstraria que estava ligada. Zhac obedecia a ordem e se preparava para ligar o den den mushi enquanto Melissa era tratada como a escrava que era, sendo ordenada a ficar onde devia e a seguir as ordens. Handsome e Snowflake começavam a vasculhar o acampamento, mas o pirata ficava aliviado ao ouvir pedidos de “M-8”, podendo assim não seguir estritamente as palavras de Duncan.

Apesar da sujeira, toda que havia em seu corpo graças a cabeça decepada que havia pegado, o Eclipse acabava por retirar a lente e a peruca, seus olhos se incomodavam por causa da sujeira e assim eles ficavam vermelhos. O homem parecia realmente um demônio e ajudava muito em tudo que estava por vir. Zhac ligava o den den mushi e era perceptível olhando de frente e mais perto agora que realmente parecia que o objeto estava transmitindo alguma coisa.

Enquanto se apresentava, chamava por Melissa, a jovem até estava indo até ele, mas como estava doente demoraria mais do que Duncan desejava. Por isso sem piedade Dellumiere a puxava e continuava o seu discurso. Passava a mão na face dela, sujando-a de sangue em sua bochecha, enquanto falava que a jovem precisava pagar por aquilo sentiu que as lágrimas começavam a escorrer dos olhos dela e iam limpando um pouco do sangue da bochecha dela.

Talvez ao perceber todo aquele sangue no rosto da jovem que o Eclipse havia finalmente se tocado de quanto sangue havia em toda a região. Principalmente após ter decepado a cabeça do capitão pirata. E por isso o major revolucionário começava a se gabar de ter matado todos aqueles homens e a simplesmente torturar psicologicamente Melissa. Ela simplesmente continuava chorando. O pedido que havia feito antes de ter uma morte rápida já havia sido negado, onde Duncan ainda decidiu frisar que não haveria médicos para tratar nem mesmo Puerta.

A situação mudou quando Duncan na verdade a libertava. Ao falar aquilo via a mesma situação que vira mais cedo. A jovem simplesmente caía no chão de joelhos, o rosto manchado pelas lágrimas e pelo sangue. Havia acabado de provavelmente torturá-la, mas o sorriso sádico não saía de seu rosto, pois ele precisava se despedir do seu público.

Após se despedir, começou a falar para Melissa que ela ficar viva era bem pior que morrer. Enquanto isso Garfield fazia perguntas para Naomi, mas essa estava quase que ignorando, indicando que seria bom começarem a andar para que fossem até um médico de verdade o mais cedo possível.

Naquele momento, antes de receber o relatório que havia requisitado de Handsome sobre o que havia por ali e antes de começarem a andar como Yumi queria, todos começavam a ouvir um toque. Um simples toque de um den den mushi tocando. Quando se viravam para ver percebiam que vinha do corpo do capitão decapitado. Zhac foi o primeiro a ir até ele e retirava de um bolso do capitão um mini den den mushi. Ia até a mesa do lado do den den mushi câmera e o atendia.

A voz que ecoava de lá era masculina e forte. – Ótimo... Vocês demoraram. Já estava com medo de que vocês revolucionários foram burros o suficiente de partirem sem simplesmente checarem o corpo desse inútil. – Falou a voz do outro lado, mas Handsome sinalizou que ainda não havia acabado de checar todas as coisas já que ficou um tempo pegando itens para Yumi. Pelo tom e pela do homem do outro lado era óbvio que ele sabia que era com Duncan que ele conversava. – O Eclipse... quem diria não é? Fiquei sabendo de você após o massacre em Loguetown.

Ele dava uma pausa bem pequena, difícil de falar se queria ouvir algo ou não, pois ele realmente era impaciente quanto a isso. – Eu sou Big Bang Kid. Um mero pirata que gosta disso que você acabou de libertar. – Falava ele e não era difícil de imaginar que ele se referia a Melissa. – Um dos meus homens está para chegar ao farol para pegar mais produtos. Infelizmente imagino que vocês simplesmente liberaram todos os produtos que haviam por aí. – Apesar de ele dar outra pausa, a respiração alta dele do outro lado da linha demonstrava que ele estava com raiva ao falar aquilo.

– Sabe eu odeio ter prejuízo por causa da incompetência dos outros. Então estou aqui para propor um trato. Onde eu estou existe um grupo de revolucionários. Afinal vocês adoram se juntar onde tem escravos, igual ratos e baratas vão atrás de lixo. Seria uma pena se algo acontecesse com eles, não seria? – A raiva que estava no começo da fala passava para um tom claro de que o homem do outro lado estava sorrindo. – Prenda novamente aquela garota e todos os outros que você libertou que eu não farei nenhum mal aos revolucionários de Alabasta. – Afirmava o pirata do outro lado da linha.


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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 8 EmptySeg 31 Ago - 17:03


O Eclipse

We are Revolution!






O show havia acabado e, em prantos, Melissa mais uma vez estava ajoelhada no chão. Não sabia se por medo, trauma, choque, alegria ou mesmo pelo efeito de minhas palavras, mas fato é que aquilo com certeza havia mexido com a garota. Talvez sentisse agora a mesma sensação que eu tive quando percebi como minha antiga vida fazia mal as pessoas, quando decidi buscar redenção pelos meus erros do passado. Agora, entretanto, não importava o que eu achava. Apenas ela poderia decidir o próprio futuro, assim como apenas ela poderia lidar com seus demônios naquele momento.

Deixando a mulher em sua reflexão, eu seguia com as próximas ordens. Era muito importante que Handsome me desse um relatório do que foi encontrado ali para que eu pudesse pensar no próximo plano de ação. Antes que ele pudesse fazê-lo, entretanto, mais uma peça se movia no tabuleiro e um den den mushi começava a tocar dentro de um dos bolsos do capitão. Antes que eu pudesse pedir, zhac se prontificou a pegar e atender o pequeno caracol após levá-lo para mais perto de mim.

A voz masculina saída dali se identificava como um pirata, Big Bang Kid, e falava de uma forma autoritária que não deixava espaço para respostas. Um claro sinal de alguém que pensava estar no controle da situação, ainda que a raiva em sua voz fosse bem evidente em alguns momentos. O sujeito se referia a Melissa, uma ex escrava, como “isso”, e esse simples fato já me fazia sentir um asco gigantesco daquele sujeito.

Seu tom finalmente mudava quando ele tentava negociar. Falava dos revolucionários de Alabasta e negociava suas vidas como se tivesse total controle da situação. Aquele tipo de gente adorava negociar a vida dos outros e isso me deixava cada vez mais irritado. Ao fim de sua fala, ouvindo suas exigências, eu tomava o den den mushi de Zhac e o erguia até a altura de minha boca.

- Big Bang Kid... - Dizia sem me identificar, tinha plena certeza de que ele sabia com quem estava falando. Diferente dele, entretanto, minha atuação era boa o suficiente para que eu soubesse como falar naquela situação sem deixar transparecer a minha raiva, e seria isso que eu faria - Nome forte. Diz aí, tá tentando compensar alguma coisa? - Deixava escapar uma risada no final, deixando evidente o tom de escárnio em minha voz - Ouça bem, piratinha, o exército revolucionário JAMAIS irá negociar a liberdade de alguém, não importa a sua proposta. Tenho certeza que meus colegas em Alabasta concordam com isso. - O tom detsa vez era bem sério, mas logo voltava para um mais descontraído - Minha contra proposta é: Mate os seus mestres em Alabasta, liberte todos os escravos e posso poupar a sua vida. Do contrário... - Fazia uma breve pausa, antes de voltar a falar - Enfia o den den mushi no seu cú e espere até eu arrancar a sua cabeça! - Desligaria o den den mushi logo que terminava de falar.

Após desligar, eu finalmente olhava para meu grupo. Esperava que todos compreendessem que uma negociação como aquela estava fora de questão - Anotem o nome, Big Bang Kid. Vamos buscar informações sobre ele assim que possível. Cada vez mais o destino aponta para destronarmos os desgraçados em Alabasta - Dizia ao grupo e então, eu devolvia o den den mushi para Zhac - Se achar que este material tem alguma utilidade, podemos levar. Se não, é melhor destruir tudo - Me voltava então ao pirata, Handsome, esperando seu relatório. Caso ainda não tivesse terminado a exploração eu mesmo o ajudaria para agilizar o processo. Revistando corpos, mochilas e barracas que ele ainda não tivesse revistado.

Iria também para a barraca de Melissa, de onde puxaria uma toalha molhada para me limpar do excesso de sangue nas roupas e no corpo, podendo inclusive me trocar caso achasse alguma vestimenta masculina do meu tamanho. Ao fim de tudo, pegaria o máximo de saque possível e desmontaria uma das barracas que não tivesse totalmente ensanguentada, amarrando o pano de forma que ela parecesse uma grande sacola. Se possível, também pegaria uma mochila para mim e depois para cada um de meus companheiros, enchendo-as o máximo possível.

- Você, prisioneiro, também vai carregar! - Ordenava em tom autoritário para o loiro, antes de voltar a falar com o grupo - De resto, façamos como Yumi disse. Mas podemos usar aquela mesa e eu carrego Lenora e Katie sozinho. Só vou precisar que vocês olhem o caminho por mim - Em todo caso, no fim daria prioridade a carregarmos o máximo de saque possível mantendo meus companheiros feridos em uma posição agradável, sem esquecer meus disfarces largados no chão. Não me importaria com Melissa, as decisões do que fazer a partir dali seriam totalmente dela.

Pegaria Katie com cuidado assim que Yumi desse o aval, pediria ajuda para carregá-la com delicadeza caso fosse necessário. Colocaria a loira cuidadosamente sobre a maior mesa, claro, após tirar o que estivesse em cima dela antes sequer de ir buscar a loira. Depois disso, repetiria o mesmo processo cuidadosamente com Lenora, pedindo pela ajuda do mink coelho antes mesmo de tentar erguê-la. Também a posicionaria com cuidado na mesa, de modo que tentasse não afetar sua operação. Em seguida, iria desfazer duas das tendas restantes e usaria seus panos para amarrar com força as duas médicas a mesa de modo que não as machucasse mais mas também não as deixasse cair. Por fim, diria a Yumi - Creio que estamos prontos para ir. Você estava com M-4, está tudo bem lá? Ela deu alguma ordem mais específica? - Questionaria e então, daria ordens para que alguém cumprisse os pedidos de M-4 caso estes existissem. Se fosse possível, pediria que o mink coelho me ajudasse a carregar a mesa com mais cuidado, se não, eu mesmo iria para baixo dela e a ergueria, segurando firme com as duas mãos. Tomaria cuidado a todo momento para não esbarrar as médicas em algum lugar.

- Quem tiver mais certeza do caminho de volta, lidere. Confesso que não me lembro muito bem - Pediria ao grupo e então seguiria para o lado de fora, esperando que chegássemos novamente ao navio sem maiores problemas. Ainda assim, ordenaria que se mantivessem atentos aos arredores após sair da caverna tentando perceber a presença de inimigos ou a chegada do navio “comercial” anunciado por Kid. Talvez pudesse ser a nossa chance de sair dali em um navio maior, visto que o nosso estava lotado.



Post: XX ~ Rename: O Eclipse ~ Location: Calm Belt

Notes: •Ganhos:

•Perdas:

Legenda: Falas
"Pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars


Historico (Geral):
 



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