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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Escuridão total sem estrelas

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MensagemAssunto: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySab 09 Maio 2020, 18:04

Escuridão total sem estrelas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Kenzö Tenma. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySab 09 Maio 2020, 22:59




Escuridão total sem estrelas

Primeiros passos



- Onde é que eu vim parar? – Bradava o rapaz se perguntando sua localização. Era uma droga ele não conseguir identificar que está depois de sair de casa. Apenas andou, andou e andou pensando no futuro, sonhou tão alto que nem se deu conta de onde estava. Ele também continuava sem saber onde estava, afinal, já havia saído do distrito de onde morava. Saiu com os dizeres de que “iria conseguir um emprego na marinha” e “já sou bem grandinho, vou conseguir me defender”. Tenma esperava aquele dia chegar com certa expectativa, já fazia alguns dias que ele saiu do serviço de jardinagem e de assistente médico que o ajudaram a juntar um dinheiro considerável, porém, ainda nada lhe significava em um mundo em que haviam pessoas das quais suas cabeças valiam muito mais do que ele tinha. – Eu não consigo quase nada com isso... – Sussurrou com um sorriso sem graça exposto no rosto.

Ele caminharia então pelas ruas, becos ou avenidas que lhe era exposta a sua frente. Porém, não apenas andar, afinal, se perderia mais uma vez, mas também, após tentar avaliar o horário do dia e condição climática, ele também procuraria ganhar um pouco mais de dinheiro. Isso era importante, afinal, não saberia quanto tempo duraria com aquele pouco que tinha. Ele teria fome, frio e também sono, então, precisava de mais dinheiro, e rápido. – Tenho que conseguir um emprego... – O rapaz, após tentar imaginar e refazer seus passos, trataria de procurar algum estabelecimento que estivesse fazendo contratos temporários com pagamentos não tão baixos assim. Ele precisava de dinheiro, mas não trabalharia por moedas. Ele tentaria procurar alguma opção que se encaixasse em suas habilidades, talvez algo relacionado a plantas ou tratamento médico. – Quem sabe se... – Pensou alto.

Caminhar pelas ruas das quais não tem o menor conhecimento era um grande problema, logo, tentaria perguntar a algum transeunte a respeito de sua localização e se tal pessoa teria alguma informação relacionada ao que procurava. Talvez um: - Saberia me informar onde posso encontrar uma agência de empregos? – Diria, ou também. – Poderia me informar as direções do bairro comercial? – Também colocaria entre uma de suas opções. – Olá! Saberia me informar onde fica algum consultório médico por aqui? – Eram questões interessantes que lhe renderiam uma boa informação, porém, dependendo de resposta ele teria que tomar mais alguns cuidados, afinal, sem ter a menor ideia de onde estava ou até mesmo as direções e localizações dos locais procurados ele poderia receber facilmente uma informação falsa ou adulterada. Nem todas as pessoas eram tão bem intencionadas assim, então, estaria atento a entonação da voz, a variação e também a forma falada seria crucial, tentaria distinguir se de fato a pessoa que estava falando demonstrava sinceridade e honestidade ou apenas era alguém querendo sair de esperto com malandragem. Seria difícil, mas não impossível.

O cego também se atentaria totalmente ao local a sua volta, tomaria atenção das fontes sonoras de onde estava. Ouviria atentamente se havia pessoas falando, algum tipo de aglomeração ou um local pouco transitado, prestaria atenção de havia algum tipo de música ou conjunto musical, estaria também ouvindo os sons dos objetos a sua volta, talvez portas e janelas abrindo ou fechando, alguém batendo em alguma coisa com algo. Enfim, tentaria distinguir, pelo som, como era o local onde estava.

Tendo tais informações, ou a falta delas, ele tomaria algumas ações. Caso conseguisse as direções para os locais designados o rapaz trataria de se direcionar para lá, com total atenção a sua volta, ouvindo detalhes sobre as pessoas, objetos e principalmente o ambiente em questão. Caso não conseguisse apenas continuaria andando para algum local que seria identificado como “cheio” pela quantidade de vozes e sons do ambiente. Não só isso como também trataria de identificar, a sua volta, que tipo de pessoas estavam perto, tomaria cuidado em não ser cercado por bandidos de rua que lhe causariam mal, ou até pessoas mal intencionadas tentando se aproveitar de sua deficiência, isso era o que não faltava e ele já estava bem escaldado com tal.

Tenma, com cautela, caminharia nas direções das opções buscadas, ou o bairro comercia ou o escritório médico. Chegando lá trataria de se apresentar bem e perguntar por alguma vaga de emprego temporário. – Olá! Procuro algum emprego temporário que você, ou alguém que o senhor/senhora conheça, possa me oferecer! – Diria com total respeito e simpatia. Era notável a atenção ao ambiente, afinal, era importante tentar identificar com o que ele trabalharia por aquele tempo. Se atentaria a ouvir no local algum ruído, barulho, som ou voz. Identificaria de que se tratava aquele comércio. No caso do consultório também era importante categorizar a área, logo, com bastante atenção, tentaria identificar a lotação e se o ambiente era profissional ou amador, faria isso por ouvir os profissionais e se havia de fato o silêncio necessário para a realização das atividades.

Sua mente estava repleta de pensamentos positivos que lhe davam a motivação necessária para procurar, encontrar e realizar tais serviços. Ele também estava motivado a dar de tudo para realizar seus sonhos. Era desde criança que sua mente brilhava ao pensar em se alistar e virar um grande e poderoso marinheiro! – Heh. Isso vai ser interessante... – Bradava com um sorriso bobo no rosto.

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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySex 15 Maio 2020, 15:55





Kenzo Tenma

Manhã



O calor do sol se fazia pouco presente no céu, dando àquela manhã um frescor agradável, capaz de facilitar bastante o humor das pessoas que caminhavam por entre as ruas ainda pouco movimentadas do Reino de Goa. Tenma era uma dessas pessoas, mas que, diferente das demais, possuía diversas dificuldades para se locomover dada a sua condição física. Não enxergar o que estava ao seu redor era algo que se mostrava um obstáculo praticamente intransponível para a grande maioria das pessoas. Felizmente, Tenma era alguém que tinha desenvolvido uma boa audição por conta disso, e que já tinha se habituado a se locomover através dela, claro que, no entanto, dentro dos limites sensoriais humanos.

Seu andar era devagar e cauteloso, afinal, saíra sozinho pelas ruas e não queria se acidentar nos obstáculos que vez ou outra surgiam e que não eram detectáveis por sua audição. Caixotes e postes de luz estavam entre os obstáculos mais comuns pelas ruas, e que vez ou outra entravam no caminho de Tenma, mas por conta de sua cautela e experiência para andar com a sua deficiência, conseguia evitar acidentes com o seu tato e desviar.
Ainda com pouco tempo na rua, abordava o primeiro civil, questionando-o a respeito de uma agência de empregos. - Olha... - Era um homem de voz fanha, mas Tenma era capaz de ouví-la falhar por um momento, quase como se o homem tivesse se engasgado com a própria saliva, ponderando como poderia explicar aquilo a um cego. - Ouvi dizer que o Centro da Cidade tem algumas agências que tão pegando gente... Meu primo passou por lá esses dias e conseguiu um emprego de panfleteiro por lá mesmo. - Aos poucos a voz do homem se tornava mais à vontade, percebendo que talvez não estivesse falando com alguém completamente alheio. - Parece que pagam até bem, visse?

Nos poucos instantes que se passou a fala e que Tenma conseguiu as indicações cuidadosas por parte do civil, ele conseguiu se direcionar pelas poucas ruas que o separavam do Centro da Cidade, que, pelo o que conhecia da ilha, era também sede do centro comercial. O caminho até lá não tinha novas dificuldades para o homem, visto que a cidade era bem limpa, mesmo se tratando da Baixa Cidade, então obstáculos perigosos como latinhas, garrafas e todo o tipo de animal urbano simplesmente não existiam pelas ruas daquele Reino.

Em frente e com um pouco de caminhada, Tenma conseguia identificar uma intensificação nas vozes e nas conversas paralelas por onde passava, e toda a origem daquilo parecia vir do mesmo lugar, indicando que realmente tinha então um Centro por ali, e que pouco a pouco chegava em seu meio, cercando-se das vozes.
Podia ouvir tábuas de madeira sendo posicionadas aqui e ali, assim como tendas e outras estruturas de madeiras, que percebia sendo arrastadas de um lado pelo outro. Era cedo quando saíra de casa, então Tenma poderia imaginar que os comerciantes ainda estavam preparando as suas vendas para o dia que se iniciava.

Conforme caminhava, ouvia as vozes de pessoas que chamavam a clientela para os seus estabelecimentos, outros que ofereciam seus produtos para possíveis consumidores pelas ruas, além de todo o tipo de conversa paralela entre as pessoas nas ruas, que aparentava começar a adquirir uma movimentação ainda maior com o passar dos minutos. No meio daqueles sons por todo o lado, até mesmo conseguia ouvir algumas explosões abafadas vindas de algum canto, provavelmente fruto de algum trabalho fracassado?

- Opa, parc-... - O homem abordado por Tenma reagia rapidamente a sua pergunta com relação a um emprego temporário. -...ceiro...! Então, haha... Eu até que tenho uma vaga na minha loja... Mas sei lá, viu? Eu queria alguém pra cuidar do balcão de vendas, é uma loja de armas e tal... Eu não sei bem se tu conseguiria, saca? - O homem parecia meio desconfiado, mas certamente poderia ceder com um pouco de insistência.

Caso Tenma decidisse deixar de lado aquela oportunidade, o homem apenas se despediria de forma bem desleixada, voltando para um colega ao seu lado e rindo um pouco. Um baque viria logo na sequência conforme o rapaz avançasse para a próxima tentativa. Aparentemente algum tipo de grupo apressado passava ao seu lado carregando algo pesado, descuidadamente esbarrando no rapaz e derrubando-o. - Sai do meio, caralho! - Um deles bradava, mas era imediatamente advertido por seu colega, que cochichava algumas coisas que já não podiam ser ouvidas por nosso protagonista.

- Eita macho, levante daí home. - Uma voz feminina surgia bem ao seu lado, de certa forma se destacando em meio ao resto das vozes a sua volta. Era uma voz bem madura, mas que ainda possuía uma leveza característica. - Tu tás precisando de ajuda, macho? - Questionava, tocando-lhe com sua mão quente no braço destro de Tenma, meio que indicando que estava disposta a lhe ajudar a se erguer.




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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySex 15 Maio 2020, 21:06




Escuridão total sem estrelas

Primeiros passos



Tenma teria muitas possibilidades para exercer, mesmo tempo objetivos bem sólidos em mente a médio e longo prazo. Ele também já imaginava o quão difícil seria caminhar naquelas ruas, antes desconhecidas, sem nenhum tipo de auxílio tátil para que localizar, apelas pelo som e com pequenos passos não chegaria a lugar algum, apenas estaria atrapalhando a passagem de outros, principalmente dos comerciantes que poderiam transitar por ali com alguma mercadoria. “Droga, estou sendo um estorvo...”, pensou com certo tipo de receio. Ele continuava caminhando após a orientação do rapaz ao qual se dirigiu a ele para informar que teria sim uma agência de empregos no centro da cidade. Era notável sua troca na intensidade de voz ao tentar informar sobre a agência de empregos. Ele conseguia perceber isso, porém o rapaz, com algum tipo de dificuldade na fala, ainda conseguia evitar as diferenças entre eles e informava com grande sucesso a informação que enchia os ouvidos do cego. Um breve agradecimento era suficiente para demonstrar sua satisfação. – Muito obrigado. – Respondeu com sua voz pacífica de sempre.

Ainda antes de chegar ao local orientado ele foi interceptado mais uma vez por um rapaz, que também com o mesmo modo de mudar de voz ao identificar a deficiência de Tenma, conseguiu sugerir uma certa oportunidade de vaga de emprego. Não era muito difícil imaginar ele exercendo aquilo que ele descreveu. – Uma loja de armas? – Sussurraria ao ouvir a proposta, mas ainda assim demonstrou uma grande gratidão com a sua expressão facial. – Eu quero sim! Por favor, agradeceria muito por esta oportunidade! – Responderia com entusiasmo.

As ruas começavam a ficar mais lotadas. Ele conseguiria ouvir com mais facilidade mais passos, vozes e objetos. Poderia ser também mais fácil para ele se localizar pela proximidade das vozes e barulhos, isso era crucial para sua localização, porém, como qualquer ser humano, aquilo não seria de forma perfeita. Suas mãos ainda precisavam se apoiar em algo, em especial corrimões ou coisas parecidas. Ele precisava ficar se recostando sobre paredes e bancadas para tentar saber se estava no meio da rua ou não.

Após tentar confirmar sua aceitação a respeito daquela oferta de emprego ele ouviu um forte som próximo, e era um som familiar o qual ele já ouviu várias vezes, especialmente quando criança. Tenma ouvia alguém cair e logo em seguida uma grande voz ecoar, ao menos em sua mente, desrespeitando aquele que derrubou. O quadro mental pelo barulho e pela voz em era de que alguém havia esbarrado nele e o derrubado, ainda o insultou por estar em seu caminho. Isso era nojento aos olhos de Tenma, completamente imoral e bem sujo da parte de qualquer um. Que ser humano merecia ser tratado daquela forma? Nenhum! Ainda que suas expressões não conseguissem demonstrar o que sentia ele ainda tentaria, de uma forma completamente vã, encontrar quem fez aquela idiotice. Se levantar e se limpar era suas primeiras ações, além de tentar olhar na direção da voz. – Desculpe! – Responderia com um certo tom de desdém. – Tsc...

Uma voz feminina parecia próximo a si, era reconfortante saber que alguém poderia lhe ajudar e certamente ele responderia a ela com um tom de agradecimento. – Muito obrigado, mas eu estou bem. – Diria com um sorriso no rosto. – Aliás, não querendo tomar muito de sua paciência eu queria saber onde fica uma loja de armas por aqui! – Diria, porém, ao perceber a situação ao qual se meteu, logo tentaria se explicar para não gerar nenhum mal entendido. – Não é o que está pensando! Haha. Apenas consegui uma oferta de emprego de um rapaz muito gentil e queria saber onde fica... – Continuaria. – Devem haver muitas na verdade..., mas eu lembro que... na verdade ele estava aqui agora! – Afirmaria com certeza.

A resposta da pessoa seria importante, afinal, ele queria muito aquela vaga que lhe foi dada em suas mãos com tanta coincidência. Talvez aquele rapaz poderia estar por perto, mas ainda assim ele importante procura-lo, ele não o encontraria tão fácil. Caso ainda estivesse por ali e a mulher o conseguisse dar uma resposta afirmativa sobre o ter encontrado ele diria. – Eu quero a vaga, por favor! Sei que posso parecer mais um problema do que uma solução, mas eu te garanto que posso ser um bom empregado! – Responderia com um sorriso bem confiante. Porém, caso tanto o rapaz não estivesse ali como também a moça não conseguisse o encontra-lo pelas proximidades apenas agradeceria e tentaria pegar a direção do centro, ao qual havia sido orientado sobre uma agência de empregos. – Obrigado! – Responderia a ela e seguiria seu caminho.

Se encontrasse o rapaz ele proferiria as palavras já imaginadas, como um agradecimento pela vaga e confirmação de suas capacidades de administrar aquela oferta de emprego, caso encontrasse a agência teria algumas opções sobre o que falar, porém, o mais padrão seria: – Bom dia! Aqui é a agência de empregos? – Com uma voz dúbia. – Se for eu estou me candidatando a uma vaga de emprego, caso não me desculpe! – Sorriria de forma gentil.

Ele ainda não havia se acostumado totalmente a andar em locais desconhecidos tranquilamente, eram muitas coisas a se pensar e a fazer, porém com o tempo Tenma já estaria mais apto a tal.


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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySab 16 Maio 2020, 19:43





Kenzo Tenma

Manhã



Tenma se apressava para pôr-se de pé novamente, não realmente necessitando da ajuda da moça que lhe oferecera. Houve um silêncio por parte dela naquele único momento, e então uma risada sem graça. - Tu deve tá falando do meu cumpade? Oxe, meu bom, venha comigo, venha! - Ela dava uns tapinhas firmes nas costas de Tenma, que podia sentir um peso de suas mãos.

- Eu também não sei pra onde que foi o cabrunco, tava aqui hora dessas o home...! - Ela seguia falando enquanto guiava o caminho por entre a massa de pessoas que frequentava o centro comercial naquele horário. Por alguns segundos o silêncio se instaurava, e então ela voltava a puxar assunto como quem soubesse que um cego precisava daquilo para se guiar. - Ele é novo no serviço, sabe? Rapaz doidin doidin, uma hora tá aqui, outra hora tá aculá, mas sempre chama clientela nova pro estabelecimento! - Ela parecia demonstrar um certo orgulho do rapaz com quem Tenma tinha falado antes na rua, e ao que tudo indicava, se tratava de um funcionário da loja de armas chefiada pela mulher. - Meu nome é Rósemeri, visse? - Dizia ela, um pouco mais baixo quando pareciam adentrar em algum local mais silencioso, tendo como único barulho o som de metal sendo batido ao fundo. Ela fechava a porta de madeira atrás de Tenma tão logo o rapaz entrasse, e Tenma era capaz de ouvir o barulho do sininho chacoalhar no topo do vão de entrada.

- É aqui, visse? - Ela indicava uma área em frente, onde ficava um balcão de madeira com diversas revistas e jornais. Nas laterais da loja, Tenma poderia sentir vitrines, onde ele poderia imaginar que estavam as armas dispostas para visualização da clientela. - Estão todas tabeladas com o devido preço. Só se certificar de quem ninguém saia sem pagar. Tó aqui. - Ela entregava ao homem uma bengala de madeira. - Pra tu se locomoveres sem topar nas coisa. Ah, e não estranhe o som lá de trás, visse? É meu tio, o véi tá forjando mais arma pra nossa loja.

Ela se silenciava por um momento, e puxava uma cadeira detrás do balcão para que Tenma pudesse se sentar. Logo na sequência, ela pegava uma das pranchetas de papéis do balcão e começava a anotar algumas coisas, ficando bem mais silenciosa e perdida nos seus próprios pensamentos. - Três horas... Vinte mil, o que tu achaste? - Ela quebrava o silêncio novamente.





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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySab 16 Maio 2020, 21:55




Escuridão total sem estrelas

Primeiros passos



Com a proposta aceita era muito mais alegre da parte de Tenma que ele pudesse agradecer a ela pela oportunidade. Seria um ótimo primeiro passo começar com um emprego bom e honesto. Ele também se prontificaria a não só agradecer como se esforçar em valer a pena a confiança que a mulher lhe depositou. – Muito obrigado. – Diria com aquele semblante bem agradecido e um sorriso bobo. Pois então ele a seguiria pelas ruas, becos ou avenidas da cidade até enfim chegar à loja. O cego tentaria, pela audição ou pelo tato, quando possível, identificar alguns pontos de referência para que pudesse traçar um caminho de volta. Ou pelo menos para se localizar na cidade. Não só aproveitaria pela direção a qual a mulher lhe dava pela sua voz como também se guiaria por corrimões e paredes, quando possível. Ele as tocaria bem devagar, para ter certeza que não estivesse encostando em algo errado, como uma pessoa ou alguma mercadoria, e em seguida firmaria seu toque.

Imaginaria ele que o caminho não seria tão longo, talvez por se tratar de ser um comércio e aquele rapaz anunciou ali ele poderia imaginar que o estabelecimento estava próximo. Porém aquilo não era de grande relevância, afinal, não adiantaria de nada saber se o destino era perto ou longe sem ter a mínima ideia do trajeto traçado. Enfim, era apenas um luxo que a falta de visão permitia a mente criar. - ... – Murmuraria em silêncio ao ouvir atentamente os dizeres da mulher e tentaria concordar com um “entendo” ou “sim/não”, mas apenas não tentaria puxar conversas desnecessárias. Aquele momento seria perfeito para o rapaz avaliar o tempo, tentaria sentir a brisa e a direção dela, quem sabe tentaria também saber se estava frio ou calor. Era importante, pois ele não sabia quanto tempo estaria na ilha ou o que poderia esperar nos próximos dias.

A chegada na loja de armas fora bem impactante. O primeiro som que ouviu fora badaladas de ferro ao fundo com um tilintar de um possível sino sobre sua cabeça. Ele conseguia ilustrar ali que poderia ser um corredor amplo repleto de acessórios nas paredes laterais. Sua primeira ação após o balcão ser apresentado seria tateá-lo bem, tentaria encontrar o que fosse necessário para identifica-lo com certeza. Tentaria sentir os limites e bordas, sua composição e principalmente o que estava sobre ele. Imaginaria que teria uma caixa registradora e alguns papeis de nota, porém encontrou jornais e revistas, ao qual também revistou de uma forma bem inusitada. Colocando levemente erguido a frente de seu rosto como se fosse ler. – Heh. – Sorria em seu interior. Também tentaria identificar a localização das armas distribuídas pela loja. – Posso tentar ver a loja? – Diria com um tom bem sugestivo. Caso positivo ele sairia tateando levemente as paredes e bancadas distribuídas pela loja, caso houvesse, e também as vitrines e vitrais. Logo após voltaria para onde estava, seguindo sempre a o som das batidas sólidas de ferro, pelo que entendia.

Ao receber a bengala ele a pegaria e sentiria sua largura e tamanho, além de ver sua composição. Isso era bem importante pois já teve más experiencias com bastões, varas e bengalas anteriormente. – Tsc... – Reclamaria ao ter de usar aquilo para se localizar. – Sabe... pode parecer inusitado, mas... – Daria uma pausa considerando suas próximas palavras. – Li uma vez que havia um homem que usava a bainha da katana para andar. Hahah – Sorriria sem pensar. – Pode parecer bobo, mas eu queria tentar. – Continuaria. – Que tal se essas três horas valessem uma espada com uma bainha e cabo assim? – Sugeriu. Não esperaria muito da resposta, mas ainda assim seria interessante. Caso positivo pela mulher ele aceitaria, caso negativo apenas agradeceria, sorriria de forma desajeitava e daria início a seu trabalho.

Seu ofício poderia ser bem simples, porém era importante pois muitos poderiam tentar lhe enganar. – Os preços das armas? – Perguntaria. Também tentaria gravar bem a localização que fez do local ao tatear as paredes, vitrines e bancadas. Além de que também tentaria dar total atenção a qualquer cliente que ali entrasse. – Bom dia! Como posso ajudá-lo? – Diria de forma bem formal e respeitosa para qualquer um que entrasse, e identificaria a entrada pelo sino sobre a porta. Também acompanharia o cliente ao lado ao tentar ajuda-lo a encontrar o item procurado. Seria bem formal e respeitoso, porém aproveitaria ali para desenvolver ainda mais sua audição e identificação. Pelo tom e modulação da voz o cego tentaria distinguir a idade, gênero e, se possível, intenção. Isso serviria para entender se estaria sofrendo um golpe ou não, notando estas intenções, se possível, agiria para realizar uma boa venda ou também defender os itens de seu local de trabalho. Tentaria chamar pela Rosemeri ou até mesmo encostaria sobre o ombro da pessoa para alerta-lo sobre a péssima atitude.

O dia seguiria, como esperava Tenma, de forma calma. Não queria passar nenhum tipo de problema logo no seu primeiro dia na ilha, e pior, no seu primeiro dia de trabalho. Sua mente poderia vaguear imaginando um futuro aceitável e bem honrado que ele buscaria, além de também imaginar sua utilidade para aqueles que realmente precisavam.

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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySeg 18 Maio 2020, 12:15

Kenzo Tenma

Manhã



O cego começava a sua inspeção pela loja, tateando as áreas das vitrines e descobrindo, com indicação de Rosemeri, onde ficava cada tipo de armamento. Ao lado direito da perspectiva do balcão, tinha armas de fogo, arcos, bastões, lanças, estilingues e itens lançáveis, como os que eram utilizados por ninjas e afins, estando todos nessa respectiva ordem de proximidade para com o balcão. Já ao lado esquerdo, era possível encontrar as adagas, punhais, sais, tonfas, soqueiras, espadas, machados, martelos e foices, em espaços muito mais apertados. O preço de cada uma das armas variava com relação a sua importância. Rosemeri indicava que armas mais simples possuíam os preços de trinta mil berries, e eram basicamente as que estavam dispostas pelas vitrines. - As armas mióres tão lá atrás, visse? Tu tens que encomendar do tio se num tiver no estoque.

Num geral, até que não parecia ser assim tão difícil cuidar daquela loja de armas para um cego, no entanto, Tenma tinha percebido que a vitrine não era trancada de forma alguma, tendo fácil acesso ao deslizar lateralmente o vidro.
- Olhe só, home, tu sabes fazer negócio, visse? Eu aceito te dar esse pagamento se tu fizer tudo certin. - Ela voltava a escrever algumas coisas no bloco de anotações dela, e Tenma podia perceber isso através do som que o grafite fazia ao arrastar-se pelo papel.

Por fim, tudo voltava a ficar tranquilo por alguns instantes, até que o sininho da porta se movia, indicando que alguém tinha entrado. Tenma rapidamente se prostava para ajudar o cliente, que era um homem meio indeciso e calado, gaguejando bastante. - O-opa... Eu queria uma tonfa simples... - Ele dizia em primeira instância, enquanto corria seus olhos pelo ambiente até que encontrava a tonfa que queria. Nem sequer percebia que Tenma era cego, apenas seguia até a vitrine com tonfas, retirava uma delas. - Quanto custa? - E retirava uma quantidade de notas do bolso, entregando a Tenma assim que ele indicasse o valor.

Após a saída do primeiro cliente, era a vez de Rosemeri. A mulher se levantava e dirigia-se à porta. - Olha, vou tê que resolvê algumas coisa lá no porto, visse? Parece que nosso carregamento tá bloqueado pela marinha por lá e tal, quissá que teve alguma irregularidade. Já volto já, num se aperrenhe. - Ela deixava a loja, fechando a porta de madeira atrás dela e deixando um silêncio para trás, que só era quebrado vez ou outra através das batidas do metal em um cômodo atrás do balcão, que tinha o seu acesso por uma porta.

Alguns minutos se passavam sem muita movimentação, até que o sino voltava a tilintar. - Opa, meu bom, tu veio pra cá mesmo, né? - O outro funcionário, que tinha falado com Tenma anteriormente na rua, entrava no estabelecimento. O cheiro que adentrava junto dele era de um forte aroma de pólvora, e ele parecia mexer em algumas coisas dentre os papéis que estavam ali por cima do balcão. - Ó, qualquer coisa eu tô lá fora entregando os panfleto, tá certo? - Ele dizia isso, e então se direcionava a porta, parando por algum tempo no meio do caminho. Após qualquer possível resposta de Tenma, ele ainda permanecia no mesmo lugar por um minuto inteiro antes de finalmente sair da loja sem dizer mais nada. O cheiro de pólvora, no entanto, permanecia mesmo após a sua saída.




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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySeg 18 Maio 2020, 19:18




Escuridão total sem estrelas

Primeiros passos



O dia parecia correr até bem. O tempo calmo, clientes que não só eram dos que olham, mas também dos que compram e também aquela proposta de uma arma especial a ele. De fato, o sorriso que Tenma estamparia em seu rosto não serviria apenas de enfeite. Ele continuava a seus afazeres. Estaria atento a qualquer movimentação iminente, em especial próxima a porta da loja, se fosse possível ouvir algum som diferente por ela, em especial passos de corrida ou algum tipo de impacto. Era notável isso, afinal, ele precisaria honrar aquela confiança em que Rosemeri lhe concedeu.

Por alguns segundos sua mente vagueava pelo passado, se lembrava quando ainda mais jovem trabalhava com sua mãe no ramo da floricultura. – Ramo da floricultura... – Sorriu ao perceber a piada não intencional. Ele se lembrava de como os clientes daquela pequena e humilde vila em que eles moravam eram gentis e bondosos. Ele deixava escorrer uma lágrima lembrando de sua mãe. – Sempre quis ver seu rosto... – Sussurrou. Porém olhos marejados não ganhariam clientes, ou seja, hora de por a mão na massa.

Para se acostumar um pouco mais com o local de trabalho, agora principalmente por ter uma útil extensão de sua mão para lhe guiar, o cego andaria novamente pelo estabelecimento reconhecendo a tato cada item ali exposto. Tentaria decorar e gravar, novamente, a localização de cada um especificamente assim também como seu preço. – Trinta mil por estes simples e os melhores estão ao fundo. – Pensaria alto enquanto tateava as vitrines e estantes. – Porta de correr... isso pode ser um problema. – O rapaz tentaria correr a porta de vidro da vitrine algumas vezes para memorizar seu barulho. Continuando seu trabalho ele estaria preparado para atender os clientes que ali entrariam. – Bom dia, o que procura, senhor/senhora? – Diria a qualquer um que entrasse de modo bondoso e, com atenção, o redirecionaria ao item procurado informando seu preço e alguns aspectos e curiosidades interessantes sobre o mesmo.

Porém, naquela manhã, um cheiro diferente dos que sentiu voltava depois de um bom tempo. Pólvora! Não só este cheiro como também a voz de alguém que já lhe havia dirigido a palavra. – A sim, você! – Diria com um tom desconfiado. – Aceitei sim esta proposta, obrigado pela ajuda! – Exclamaria na direção da voz conhecida. Era notável o cheiro, porém, ainda que não fosse de sua conta, ele tentaria desvendar isso que estava lhe dando dúvidas. “Pólvora em uma loja de armas? Ela não mencionou nenhum explosivo e tenho quase certeza de que as pistolas e revólveres estão descarregados...” pensaria. – Brincando com fogo? – Perguntaria de um modo sugestivo, além disso também tentaria de aproximar da voz em questão. – Lembro desse cheiro e me vem uma história de infância... é engraçada até. Heh – Continuaria ao tentar se aproximar e perceber se algo estaria próxima a aquela pessoa. A bengala a sua mão serviria para localizar sua posição, porém tentaria enfatizar os movimentos horizontais levemente para identificar algum obstáculo diferente do que ali já estava.

Sua mente poderia lhe enganar, mas era importante pensar que malfeitores estavam a solta em qualquer lugar, já não bastasse esse imprevisto para com a mercadoria no porto e agora isso. “Não está cheirando bem...” e o cego nem mesmo se referia a pólvora. Infelizmente desconfiar daquela pessoa era algo necessário, afinal não lhe entrava na mente aquele cheiro ali. – Tsc... – Resmungaria com aquilo lhe dando dúvidas e provavelmente problemas.

A figura em questão poderia muito bem sair sem responder nada, o que daria a oportunidade de Tenma investigar aquela cena. Ele caminharia com a bengala atenta a sua volta a qualquer coisa, e em especial barulho, que lhe chamasse atenção. Balançaria ela horizontalmente de forma sutil, para não danificar nenhuma vitrine ou balcão, e tentaria descobrir se havia ali algum item que não estava, caso positivo, o tatearia para ver de que se tratava. Se fosse algo diferente do normal para aquele estabelecimento ele tentaria ouvir a voz do rapaz ao lado de fora da loja. Caso não houvesse nada, apenas um cheiro forte e impregnado de pólvora, tentaria ele varrer o estabelecimento, talvez alguma sujeira ou pó havia caído do rapaz quando ele foi na loja. - ... – Tenma não queria nenhum problema naquele momento.

Outra coisa que o rapaz tentaria perceber era o ambiente, compararia com quando ele adentrou a loja e estava recebendo as orientações de Rosemeri com agora, tentaria ouvir o barulho ao fundo de metal sendo batido, assim como o barulho da rua. Além de, é claro, tentar “ver” a loja mais uma vez se haveria alguma coisa fora do comum.

- ... – Respiraria fundo, pelo menos tentaria com aquele cheiro, e continuaria a trabalhar após solucionar aquela situação.

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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySeg 18 Maio 2020, 21:59





Kenzo Tenma

Manhã



- Ah, dá pra perceber, hah? - O homem sorria sem jeito ao ouvir a pergunta de Tenma a respeito de seu cheiro de pólvora, mas não parecia estar respondendo muito bem quanto aos seus afazeres. De qualquer maneira, assim que ele saía, Tenma se adiantava até a porta da loja e tentava ouvir sua voz ao lado de fora, não tendo sucesso nisso e apenas voltando ao resto do cômodo, onde examinava com cuidado por entre o piso para ver se encontrava algo fora do comum.

Ao que tudo indicava, não tinha nenhum novo objeto naquela sala. Tenma então resolvia trocar a sua bengala por uma vassoura que encontrava logo ao canto, varrendo o cômodo e levantando um pouco de poeira. Juntamente da poeira, era possível sentir novamente o cheiro de pólvora, que agora parecia subir conforme ele varria o chão. Não era muita pólvora, no entanto, apenas um montinho em um dos cantos próximos da vitrine de armas de fogo. Tenma também resolvia abrir as vitrines, fechando-as novamente para que reconhecesse o seu som, tendo algum sucesso nisso.

Nesse meio tempo, um novo cliente surgia. Dessa vez parecia ser uma senhora com um ar de elegância e que trajava pesadas roupas de pele chique. - Bom dia, meu caro. - Ela adentrava o ambiente e se dirigia a vitrine de armas de fogo, e depois parecia passar algum tempo olhando o entorno daquela vitrine. - Vou querer esse arco. - Ela abria a vitrine, removia um dos arcos de madeira dali e também comprava uma aljava de flechas, que também estava ali na mesma vitrine. Ela já lhe entregava o dinheiro por tudo aquilo, e parecia já conhecer um pouco. - Pode deixar o troco de gorjeta, tá? - Ela dava um total de 60 mil berries, mas Tenma não conseguia contar aquilo no momento, tendo apenas de acreditar na palavra da senhora.

Em sua saída da loja, o funcionário de antes retornava mais uma vez, poucos minutos depois. Seus passos pareciam mais pesados como se estivesse carregando algo. Ele se pronunciava ao entrar. - Opa, sabe me dizer se o véio tá lá atrás? - Ele perguntava isso e então começava a mexer em algumas coisas pelas vitrines, fazendo alguns barulhos. - Deu uma bronca com o carregamento lá e tal. Tô trazendo algumas peças já pra repôr o estoque da loja. - Alguns minutos depois ele saía, carregando novamente algo pesado consigo.




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MensagemAssunto: Re: Escuridão total sem estrelas   Escuridão total sem estrelas EmptySeg 18 Maio 2020, 22:42




Escuridão total sem estrelas

Primeiros passos



- ... – O cego respirava fundo. Que dia estranho, esperava ele acabar logo aquelas três horas e ir logo comer alguma coisa, ele começava a sentir fome, além de que era bom tomar um café da manhã reforçado para seu alistamento. Enfim, não sendo um momento tão apropriado para pensar demais, logo após dar uma varrida na loja, ele decidiu então aguardar novos clientes, próximo ao balcão. Aguardaria ali, de pé mesmo, aquele bendito sino tocar referenciando alguma pessoa entrando na loja. – Imagino como deve ser esta loja... será que é bem clara? Será que dá pra ver a rua pelos vitrais? Heh. – Conversava sozinho imaginando o invisível.

Tenma se sentia bem entediado depois de um tempo. “Nada pra fazer, apenas esperar alguém com dinheiro aqui para lhe vender uma arma para fazer sabe se lá o que.” Pensou. “Quem sabe uma boa alma aparece aqui.” Felizmente seu pensamento parece ter sido ouvido por alguma entidade leitora de mentes. “Que bom!”, porém nada daquilo era como ele imaginava. O cliente parecia conhecer bem a loja, afinal, chegou já retirando e pagando um arco e aljava, esperava ele. – T-ta bom... – Balbuciou sem certeza ao ouvir aquela voz feminina deixar a loja. “Que estranho...” Guardaria o dinheiro em alguma gaveta ou caixa registradora que ali estaria.

Novamente o marasmo continuava, ele coçava a cabeça, cantarolava alguma música de infância, estalava os dedos das mãos... nada de diferente além daquele paradeiro. Felizmente o silêncio atormentador era cortado pela mesma voz do rapaz de antes, o que lhe propôs o emprego. – Você novamente... – Sorriu. – Na verdade posso ver pra você. – Responderia se dirigindo para trás do balcão, batendo a bengala no chão para não esbarrar em nada, porém, antes de adentrar a porta que ali estaria ele perguntou. – Mas como é o nome dele? E o seu? – Indagaria, que de certa forma era óbvio para chamar pela pessoa que aquele rapaz se referia. Após a identificação, caso fosse feita, ele sim chamaria. – Ô fulano, sicrano está te chamando. Está aí? – Exclamaria sem gritar, porém, em um volume considerável. Em seguida retornaria ao balcão enquanto tentava identificar o que o rapaz fazia abrindo a vitrine. Era de fato interessante saber o que ele estava fazendo, afinal, suas desconfianças não paravam, infelizmente. – A pólvora tem a ver com isso? – Perguntou novamente. – Não quero me intrometer nem nada, apenas quero ajudar. – Sorriu ao final da frase de forma sugestiva.

Não lhe eram dadas muitas escolhas, após a saída do rapaz Tenma iria em direção a vitrine para checar se estava tudo certo, afinal, era seu trabalho. Olharia ao lado direito, primeiramente, onde a mulher de voz refinada comprou o arco, ele tatearia as prateleiras e estantes para reconhecer se estava tudo conforme viu da última vez. Em seguida ele seguiria para o lado esquerdo, tatearia para ver se estava também tudo nos conformes, porém algo lhe vinha a mente. Da última vez que olhava por ali ele percebeu que naquele lado as armas estavam bem mais próximas, uma possível falta de espaço, do que o normal. Seria interessante estabelecer estes fatores, pois, ele poderia estar fazendo algo muito feio. A voz de seu pai vinha a sua mente, como se estivesse ao seu lado. “Roubar é muito feio, Tenma!” O cego continuaria checando a loja após a saída do rapaz, porém, ainda estaria atento a clientes que poderiam adentrar o estabelecimento, o costumeiro – Bom dia, o que procura? – E o cordial atendimento seriam característicos. Não obstante ele também estaria atento se a presença da pessoa que estava nos fundos da loja também seria perceptível, ora, caso se ele não estivesse ali onde estaria? E pior, o que faria um cego sozinho naquela loja? “Tsc... faltam quantas horas ainda?”, pensou com ansiedade e com o estômago roncando.

Tenma decidia se acalmar um pouco, não era natural aquilo acontecer. Tentava se lembrar de momentos calmos, em especial seu antigo trabalho. – Por que eu parei de trabalhar lá mesmo? – Refletia em baixo som. – A sim... por isso... – Sussurrou se respondendo.

Era importante não deixar exponenciais oportunidades lhe escapar, logo, caso o rapaz retornasse à loja, o que imaginaria Tenma que não demoraria muito, o cego perguntaria: - Como anda lá? Queria poder ajudar... – Diria de forma bem interesseira, além de demonstrar mais atenção aos sons que o rapaz emitiria. Estaria ele com passos pesados, como os últimos que ele deu ao sair da loja? Estaria ele ofegante ou algo do tipo? Estaria também acompanhado, ainda que se esta companhia estivesse do lado de fora da loja? Eram questões consideravelmente importantes.

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Última edição por K1NG em Qua 20 Maio 2020, 18:57, editado 2 vez(es)
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