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Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap. 2 - The Enemy Within

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MensagemAssunto: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySex 06 Mar 2020, 14:46

Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 2 - The Enemy Within

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Elise Von Bernstein. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySab 04 Abr 2020, 17:56

The Enemy Within


E finalmente consegui, estava frente a frente com a major, sozinha, confesso que não esperava que o ar ficasse tão pesado quando esse encontro acontecesse. Sentia-me intimidada com a aura poderosa da major, apesar do conteúdo leve da conversa, ficar a sós num espaço não muito grande era desconfortável, ainda que coubessem umas três ou até mais pessoas por ali. Eu não estava muito interessada nas origens da minha atual célula, mas a forma que Evangeline articulava as palavras era realmente encantadora. É como se o espírito revolucionário fosse uma herança de sangue dela. “Herança... Acho nisso aí eu não dei sorte alguma.” Que ironia, pois o meu caso era justo o contrário, se dependesse do líquido rubro que carregava nas veias, eu seria uma típica nobre: mesquinha e nojenta. Bem, talvez um dos meus ancestrais fosse uma pessoa descente, e no meio de toda a podridão da linhagem, eu tenha herdado a sua vontade de lutar pelo bem, pela liberdade. Ou talvez não. “Que se foda, eu posso ser a primeira pessoa descente da família Von Bernstein, não preciso de nenhum parente de bom coração, pra isso não.

Foi então que major continuou a falar, dando destaque agora aos seus subordinados, em especial os dois trapalhões com quem tive mais contato. Confesso que me surpreendi, jamais esperava que Hector fosse um valentão, ele parecia ser apenas um bobalhão, e pelo jeito que falava dos revolucionários, achava que era alguém com uma mente bem fechada, focado no bem maior, mas no final das contas, antes ele ligava era para o dinheiro. A maior surpresa foi com Takeo, jamais cogitaria que um pervertido como ele poderia ser um veterinário, quero dizer, se ele realmente cuida dos animais, isso só pode significar que ele não era penas um tarado com más intenções, e se importava, sim com os outros. Pelo menos com os animais. Minha resposta as novas informações foi involuntária: Percebi meu cenho franzir, estava muito constrangida de ter passado dos limites com os dois. “Deveria pedir desculpas? Eles me irritaram demais...” Aquele não era nem o lugar e muito menos o momento oportuno para amargurar arrependimentos, tinha certeza que, com o tempo, o nosso relacionamento melhoraria. E se meu orgulho não deixasse com que me desculpasse através de palavras, ainda podia demonstrar o arrependimento por meio das minhas ações. “Eu... Serei a melhor cabo que vocês dois conhecerão. Podem ter certeza disso.” E a major encerrava sua história. As próximas palavras que ela disse me fizeram levar o maior baque da minha vida.

Senti um rápido calafrio cruzar a espinha quando os sensuais lábios de Evangeline soltaram aquelas palavras. Ela sabia que meu interesse repentino na célula não era verdadeiro. Cocei a cabeça sem jeito, sorri com o canto da boca e deixei os ares de um riso desajeitado saírem pelas narinas. – Heh. – Era difícil manter contato visual com ela, especialmente nesses breves segundos de tensão. – Sou mesmo uma péssima mentirosa... – Os dedos continuavam a emaranhar os cabelos, com o ritmo aumentando em simultâneo a ansiedade. Não havia mais como fazer rodeios, o momento que me preparava desde que pus os pés na embarcação havia chegado. Precisava enfrentar minha fobia social para tornar-me uma revolucionária mais forte. – Sabe Major, você é... Uma pessoa muito bonita. – Mas eu ainda engasgava com algumas palavras. – Uma... Mulher muito bonita. – O nervosismo faria-me ajeitar o colarinho do uniforme diversas vezes, assim como olhar cada canto da sala, menos os olhos deslumbrantes de Evangeline. – Desde que entrei na revolução, inimigos, e até alguns aliados, sempre fizeram comentários... Positivos sobre minha aparência. Eu sei que não sou muita coisa, mas se tanta gente me elogia por causa disso. – A partir daquele ponto, o coração já estaria bem acelerado, e o rosto tingido pela tonalidade da vergonha, mesmo com as dificuldades, tentaria fitar a major por um breve momento.

– Eu quero usar disso ao meu favor, a favor da revolução. Por ser uma mulher.... Bonita, você deve saber sobre esse tipo de coisa. Pode... Me ensinar? – Não tinha expectativa nenhuma de que ela me ajudaria. De certo poderia acabar intepretando meu pedido como um flerte, ou achá-lo uma afronta ou simplesmente invasivo. O que me deixava um pouco aliviada foi ter os culhões de enfrentar meus medos mais profundos e fazer um pedido tão ousado. Ela podia argumentar que não poderia me ensinar por estar conduzindo o navio e, independente da desculpa que desse, se a resposta fosse negativa, prestaria um sinal de respeito a minha superior e me despediria. – Tudo bem, desculpa por qualquer coisa. – E sairia dali de forma ligeira. Meio perdida por causa da rejeição com a major, simplesmente fitaria o mar do lado de fora do convés, escorada nos limites do barco. “Não fique triste Elise, pelo menos você teve coragem de enfrentar o seu inimigo interior, o maior de seus medos. Essa maldita insegurança.” A investida ao menos terminou com uma efêmera piscadela de felicidade.

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Última edição por King em Sab 04 Abr 2020, 18:15, editado 1 vez(es) (Razão : desbugando o code)
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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptyTer 07 Abr 2020, 01:09




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Os elogios de Diana eram sinceros fazendo com que a major ficasse na defensiva. – Ah! Obrigada, não esperava por isso. – Foi repetindo o mesmo elogio com um grande espaço no ar que a capitã da embarcação pensou no pior, seria uma daquelas situações chamadas de confissões? Ela não estava preparada, nunca teve muito tempo para o amor e mesmo tendo estes tipos de pensamentos os tinha guardado para comandar os homens com excelência e dignidade. – Sim, mas você também é bonita! – Retrucava nervosa, ela sempre foi boa para um bate-papo, mas o romantismo a deixava tímida instantaneamente, talvez fosse o único tema que fizesse a mesma engasgar ao invés de falar como sempre. – Você realmente é bonita, essas pessoas que a elogiam realmente sabem o que dizem. – Complementava o comentário da garota abacate que juntava força para realmente falar seu objetivo, pareciam estar pensando em direções opostas.

A major não esperava uma declaração, imagina de uma outra mulher, seu coração apertava e ao desabafar de Diana que tudo foi explicado. – Aaaah! ... Era isso! Hahaha. – Ela ria sem graça com suas bochechas rosadas, não parecia ser a líder de uma célula revolucionaria naquele momento, ela tinha cometido um mal-entendido. – Sim, sim.. Posso ajudar, bem.. Não. É que sedução.. Não é meu forte sabe, eu sei que somos mulheres, ambas bonitas, cheias de charme. – Ela tentava voltar a sua forma padrão e esquecer seus devaneios, pensou em negar por não ter experiência no ramo, mas parecia uma mulher fraca? Foi o que pensou, decidiu seguir pelo caminho que achava mais correto. – Não sou uma expert, porém conheço alguém que pode ajudar nesse tipo de coisa e talvez vocês pudessem fazerem as pazes.

A dedução era óbvia. – Takeo pode ser duro as vezes, mas é porque cresceu sem pais, mas nas missões sempre foi um galanteador, não há melhor professor do que ele, eu reconheço. – Dizia determinada a tirar o seu da reta. – Não se desculpe, não foi um incomodo. Também queria saber mais sobre a cabo que estava sobre minha tutela, eu agradeço. – Sorria de forma confiante, não estava mais atônita com toda a situação.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySex 10 Abr 2020, 07:10

Karma, Sweet Karma


Talvez aquele mal entendido tivesse ido longe demais. Pelas caras e bocas que a major fazia, era como se ela se preparasse para uma declaração de amor ou algo do gênero. Bem, não nego que ela possui bons dotes, mas não era pra isso que estava ali. Depois de muito esforço, conseguia dizer minhas verdadeiras intenções, senti que o clima ficava bem mais amistoso depois dessa revelação, não era lá muito experiente na vida amorosa, mas a major quase perdia a compostura com a conversa. "Vai ver ela queria era isso mesmo." No final das contas, não recebi a resposta que esperava, apesar de estar satisfeita com minha coragem. Na verdade, o que ela disse chegou a me assustar um pouco, deixando as pupilas arregaladas. De todas as pessoas possíveis naquela célula, era justo Takeo quem tinha conhecimentos sobre sedução. “Que irônico, pois nenhum dos avanços dele funcionou em mim.” Não que eu possa botar toda a culpa no revolucionário, digamos que eu não aprecie muito a fruta que ele tem a oferecer. Respirei fundo, olhei uma última vez nos olhos da minha superior e reuni forças para encerrar aquela conversa. – Oh, tudo bem. Vejamos no que isso vai dar. – Eu não sabia o por quê, mas depois que nos duas passamos por essa situação embaraçosa, a sensação de alívio era maravilhosa, quase como se um enorme peso soltasse das minhas costas. Uma pequena intimidade foi criada entre nós, e isso certamente me deixaria mais a vontade perto dela, quiça interagir com ela mais vezes.

O próximo passo era achar Takeo. Não que fosse uma tarefa árdua, encontrar com qualquer um dos meus colegas num barco tão pequeno era bem fácil, sendo sincera, a verdadeira dificuldade seria ter a cara de pau para pedir ajuda com uma pessoa que fui tão rude. “Não foi sem motivo né? Céus, espero que ele não venha com mais investidas pra cima de mim.” Baseado no assunto que teríamos, já era certo que o pior aconteceria. Eu precisava me preparar, se eu acabasse perdendo a paciência com Takeo de novo, a célula poderia pensar que tenho algum problema pessoal com ele. “O que não é verdade, puta merda, só quero que ninguém encha meu saco.” Andaria meio sem rumo pelo convés, até que encontrasse um ponto para me escorar e fitar o oceano. – Eu... Vou conseguir. – Não poderia deixar que toda a vergonha que passei até o presente momento fosse em vão. Do meu monótono no convés a conversa íntima com a major, nenhuma dessas dificuldades seriam desperdiçadas por um momento de fraqueza. Se é preciso me humilhar para alcançar meus objetivos, estava pronta para ir até o fim. “É... Não diria exatamente pronta.” Respirei fundo mais uma vez, dei um murro na beirada do navio onde estava e seguiria a procura do Ero-Sensei.

– Ei, viu o ruivo por aqui? – Seria a pergunta feita caso eu encontrasse qualquer outro revolucionário antes do meu alvo, não era uma probabilidade muito grande disso acontecer, talvez nem fosse necessário; pelo tamanho da embarcação, seria bem fácil de encontra-lo. De qualquer jeito, pediria auxílio para a primeira figura que encontrasse. Quando encontrasse com o pervertido, com o coração a mil, puxaria assunto com ele, primeiro chamando sua atenção de forma discreta, com algumas cutucadas no ombro. – Ei. – Mais uma pausa seria dada, eu ainda me recusava a acreditar que aquela cena era real, pedindo ajuda para o garoto, pervertido, que destratei. Havia realmente chegado no fim do poço. – Peço desculpas pelo o que te falei antes, acho que começamos com o pé esquerdo. – Seria firme com o rapaz, não podia perder o pouco de respeito que ele tinha comigo. – Preciso da sua ajuda... – Essa era a parte mais difícil, impossível não desviar o olhar daquele figurão tarado. – Me ensine a cortejar mulheres... Q-QUERO DIZER, me ensine a cortejar as pessoas... Sim, é isso aí. – O nervosismo deixava a fala apressada, até o vocabulário saia alterado. Se eu usasse algum termo mais informal do que “cortejar”, a vergonha seria tanta que eu pularia do barco sem pensar duas vezes. Restava aguardar a resposta do ruivo, não que houvessem outras opções.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptyDom 12 Abr 2020, 12:56




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Perguntando sobre o ruivo, Isaac fazia questão de ajudar a moça. – [color=#cc3300]Foi para dentro do navio, a essa hora deve estar chorando. – Falava com um semblante sério apontando seu polegar para atrás de si indicando a direção certa da cabine do navio, entrando observava que o tamanho não era de se surpreender, o corredor era estreito e possuía apenas quatro portas, uma no final sendo o banheiro, duas na parede esquerda e uma na direita. A primeira porta da direita estava aberta e foi ao passar por ela que notou o ruivo sentado na beira de uma cama beliche, com ambos os pés no chão, ele observava um papel, parecia mais uma foto. Tinha a mão sobre a testa escondendo sua feição, se aproximando, a cabo cutucava o ombro do rapaz que calmamente levantava sua cabeça olhando nos olhos da moça.

Na foto, estava ele um tanto mais jovem e ao seu lado uma garota que se tornou borrada graças a rapidez que o mesmo guardou o item em seu bolso. – Procurando seu quarto? É a porta depois desse, a chave está com a major. – Explicou, porém não era isto que Elise queria naquele momento, ele inclinava a cabeça em confusão esperando alguma resposta. Ela repetia a mesma fala que alguns minutos atrás a enfureceu, Takeo ainda tinha esta memoria fresca em sua mente, retirou os óculos por um segundo o limpando com o tecido de sua roupa que ia até o pulso, ele tinha uma expressão bem mais séria do que o normal, não a olhava de forma sutil e seu tom de voz era seco e direto. – Certo, gostaria de cortejar as pessoas. – Ele levantava-se da sua cama e se aproximava dela a passos lentos ficando de frente com a mesma, ela notava que Liencei era bem alto, tinha cerca de 15 centímetros a mais do que Elise, não perguntava os motivos e nem queria entender.

Seduzir vai além de aparência, você não precisa ser bonito para saber utilizar do jogo da sedução. – Ele explicava ainda encarando a mulher em seus olhos, não possuía medo nem rancor, tratava a cabo como deveria tratar seus superiores, mas assumia uma postura bem mais robótica. Não queria parecer frio nem ser chamado de tarado, essas nuances entre características distintas permeavam sobra seu ser. – Está preparada?

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Última edição por Takamoto Lisandro em Sab 18 Abr 2020, 21:19, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptyQui 16 Abr 2020, 15:28

Karma, Sweet Karma


O revolucionário de outrora me guiava pela embarcação dando uma pista sutil sobre o paradeiro do ruivo. Não me lembrava qual era a patente do tal Isaac, mas o jeito debochado que ele usava para falar de Takeo me fazia desconfiar de que não era um mero revolucionário, talvez um cabo como eu? O que importava é que o deboche que ele fazia me incomodava. É claro, como uma cabo eu esperava o mínimo de respeito dos meus subordinados, mas humilhações não eram, de forma alguma, necessárias. “Se você é forte, não deveria usar disso para tirar proveito dos outros.” Foi uma frase que um dos mendigos de Shells me contou quando ainda era uma pequenina criança. Não era exatamente um modelo de moralidade, mas eu também não tinha apreço nenhum pela injustiça. Até por que o destino não tinha sido muito gentil comigo.

Foi questão de poucos segundos para encontrar o ruivo, reforço mais uma vez a pequenez do navio, que facilitou bastante a descoberta de seu paradeiro. Ele parecia se lamentar de alguma coisa, segurava uma foto em uma de suas mãos e a outra tampava seu rosto. “Até parece contigo Elise, essa cara de derrota...” Quando notou minha presença, arrumou sua postura e assumiu que eu procurava pelo meu quarto. “É, de certa forma sim, uma pena que não encontrei no momento certo.” Céus, se eu tivesse me esforçado um pouco mais e não deixasse a preguiça tomar conta de mim, ele não teria me visto conversando sozinha, e o momento atual não seria tão desconfortável. “Fazer o que né? Agora tenho que lidar com as consequências." Papo vai, papo vem, e acabei revelando minhas intenções para o revolucionário, que estava muito mais sério e disciplinado do que nas nossas últimas interações, cheguei a ficar um pouco satisfeita, parecia que Takeo havia aprendido a lição. “Mas eu errei, fui dura demais...” Acabei pedindo desculpas, ele não parecia se importar muito, mas espero que possa entender o mal-entendido que aconteceu. Talvez em outro momento eu até explicasse melhor por que aquela confusão começou, mas por agora, meu foco estaria em aprender a arte da sedução.

Aprendizado de Perícia: Sedução


Takeo deixava bem claro que aquilo não era brincadeira. Quando se tratava de sedução, o revolucionário ficava bem sério. Não sabia como reagir, seria isso uma atitude esperada de um pervertido? Ele com certeza vê as cantadas e flertes que faz com um valor especial, aposto até que isso tem relação com a moça que vi na foto dele. Enfim, ficar divagando sobre isso não é importante. Meu professor ressaltava que a sedução não era algo simples, o fato de possuir beleza era praticamente indiferente. O comentário me chocava, já que eu acreditava firmemente que seduzir estava relacionado com os dotes físicos, afinal, o principal motivo de estar ali naquele momento era por causa dos comentários que faziam em relação a minha aparência. “Inclusive por conta dos seus elogios... Takeo.”

Bem, eu não tinha outra escolha se não seguir os ensinamentos do revolucionário. Mesmo que eu ousasse questionar suas lições, seria por picuinha, afinal eu não tinha muita experiência no assunto. Fecharia os olhos, respiraria fundo e daria uma resposta ao homem. – Sim, estou. – Sendo o mais direta possível. Me manteria ali o tempo que fosse necessário para aprender a arte da sedução. Seguiria os comandos de Takeo à risca, com exceção daqueles que eu julgasse íntimos demais ou alguma tentativa de se aproveitar de mim. Terminada nossa interação, fitaria o ruivo por um breve momento para dizer as seguintes palavras. – Obrigado, eu realmente sou grata por isso. – E sairia dali, mantendo a postura formal esperada de um cabo do exército revolucionário. A partir do momento que estivesse liberada, voltaria a circular meio sem rumo pelo navio.


Fim do Aprendizado


Não havia muito mais para fazer em alto mar. “Cacete, essa viagem tá demorando.” Na verdade, o tamanho do tempo em que estávamos viajando era até meio estranho. Quando era mais nova, jurava que as viagens entre as ilhas dos quatro oceanos eram mais rápidas. Essa viagem para Baterilla parecia demorar uma eternidade. “Pelo menos dessa vez o barco não vai afundar, ser atacado por piratas, ou qualquer maluquice do gênero. Mas será que dá pra acelerar, Major?”Se a falta de infortúnios era um alívio, a velocidade em que dirigíamos para Baterilla era frustrante. Os meus comentários realmente deixaram a major extasiada, era a única explicação para a nossa navegadora demorar tanto para alcançar a nova ilha. Se por ventura eu encontrasse o amigo do ruivo, aquele sem sobrancelhas, buscaria me escorar em alguma superfície próxima, puxando assunto com ele, mas sem manter contato visual. – E aí. – Não acreditava que estava fazendo aquilo, conversando com aquele fanático pela tal célula Seasons que me tratara como louca e desinformada. Em parte ele estava certo, eu realmente desconhecia muito sobre o mundo, maldito seja o circense que me escravizou. Já estava me preparando para a possível enxurrada de informações que o homem de cabelo esquisito diria. “Aqui se faz, aqui se paga.” Apesar das minhas melhores intenções, eu realmente era um zero à esquerda quando se trata de comunicação. – Tudo bem?

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySab 18 Abr 2020, 21:57




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Os ensinamentos de Takeo eram práticos e fáceis de entender fazendo com a garota absorvesse todo o conhecimento e enfim terminava sua aula, foi um pouco sufocante ter que oferecer o máximo de sedução sem fisgar a senhorita a sua frente. Takeo sentava-se na cama abanando sua camisa se ventilando enquanto a cabo agradecia e saia do recinto com talvez uma nova arma. Olhava para o horizonte e não podia deixar de observar a ilha, um grande farol podia ser visto, estavam quase ancorados, a major deixava que Hector finalizasse a navegação em seu leme enquanto a moça passava por Elise lhe dando uma piscadela após um meio sorriso. – Deu tudo certo, certo? – Entrava na mesma cabine, a garota não estava vermelha e não parecia tão tensa quanto antes deixando crer que o papo com Liencei não foi tão ruim assim.

Rumou para a beira da embarcação observando Marley ancorado no parapeito do barco observando a ilha com prazer. A chegada da cabo foi brusca e quase fez com que o prateado caísse do barco dando um pulo pra frente. – Aohaaauh! – Ele colocava forças em seus braços o jogando de volta. – Cabo! – Ele batia continência, para Elise, o rapaz era estranho, para Marley, Elise estava prestes a mata-lo. – Hahaha! Levei um baita susto! Está tudo bem sim, porque não estaria?! Hahaha! Estamos prestes a ancorar, opa deixe eu ajudar com a ancora, hahah! Escutei até o Hector me chamar hahah. – Saia de fininho de modo robótico, andava até seu posto esperando pela ordem.

Tudo fluía perfeitamente, Takeo aparecia com uma jaqueta negra ao lado de Evangeline com seu longo cabelo amarrado em formato de rabo de cavalo e com óculos fino. – Antes de desembarcar, minhas ordens são serem discretos na ilha. Iremos nos estabelecer na pequena base em Bosque La Vie, Hector e Isaac sabem onde fica. – Andava até o convés sendo seguida por Liencei que estava mais sério do que o costume. – Tenho um pequeno contratempo e não irei junto com vocês, mas depois os encontro. Levarei Takeo comigo. – O ruivo era o primeiro a descer da embarcação, a major era parada com o súbito avanço de Hector. – Irei também.

Mexendo seu dedo de um lado para o outro. – Tchi, tchi, tchi.. Não, gosto de sua companhia, mas preciso que você fique encarregado de levar todos em segurança. É uma ordem. – Hector colocava a mão em seu peito inclinando-se. – Sim, senhora. – E abria a passagem. – Aproveitem a praia! – Gritava a major, enquanto abraçava o braço de Takeo caminhando para longe. Na costa, existia uma bela praia com barraquinhas praieiras com palha no teto com pontes de madeiras as conectando. – Hum.. Devemos ir. – Falava sem expressão, deixando Marley terminar os preparativos do navio, Isaac o parava por o momento segurando seu braço. – Não seja sem graça, vamos passear um pouco.

Hector nem mesmo mudava a expressão. – Devemos ir, foi uma ordem. – Sem graça como sempre, porém o companheiro sabia iludir o frio eterno do rapaz. – Tenho que comprar um equipamento sabe, na última missão perdi meu chicote, você sabe disso! Essa ilha tem muitos turistas, se misturar é uma tarefa fácil até mesmo pro senhor frio. – Encarando Isaac por um momento, Hector suspirava rumando sua mão para a testa. – Certo, esperarei aqui durante trinta minutos, não mais e nem menos. – Sendo assim Isaac sorria olhando para Marley, ambos estavam em sintonia, ainda era manhã para tarde e havia várias moças e senhores na praia ganhando seu bronze, seria uma ótima ideia tirar a palidez de Elise.

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Última edição por Takamoto Lisandro em Seg 04 Maio 2020, 13:19, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptyTer 28 Abr 2020, 16:23

Ocean Breeze, Dazzling Sun


Passar todo aquele tempo sendo instruída por Takeo não fora tão ruim quanto pensava. Talvez seja fruto da minha imaginação fértil, mas senti que o revolucionário realmente se conteve durante o aprendizado que, uma vez terminado, me permitia sair daquele quarto. O ruivo abanava a camisa como se desejasse os desejos reprimidos se esvaírem no ar, confirmando minhas suspeitas. “Essa atitude dele... Já foi pior. Tá melhorando” Aquele ato me causava certa repulsa, mas preferi deixar que passasse despercebido, afinal, ele já me tratou de forma pior. Dessa vez ele estava pelo menos tentando se conter, então não posso negar o esforço do homem. "Quem dera esse mundo fosse preto e branco. Tudo seria tão mais fácil..." Depois da longa travessia pelo oceano, finalmente avistava terra firme. De certa forma, era um alívio, barcos não eram bem a minha praia. Enxergando a situação por outro ângulo, fiquei um pouco receosa, pois eu não fazia ideia do que esperar quando desse o primeiro passo na nova ilha.  Provavelmente já havia estado em Baterilla antes, mas a situação era bem diferente. Uma circense que não podia deixar o palco do espetáculo, sequer ciente das forças que movimentam o mundo pelas sombras. “Eu era... Mais feliz? Não, não, de jeito nenhum! Mas inocente sim, sem dúvidas.” E falando em inocência, mas em um contexto diferente, a major passava por mim, perguntando sobre o treino. Respondi com um sorriso abobado, a minha ficha demorou alguns segundos para cair, aquele comentário dela não era outra coisa se não um flerte. Se fosse a mesma Elise de alguns dias atrás, ficaria sem jeito, mas depois do tempo com Takeo e o embaraço com ela, me sentia muito mais a vontade com o comentário. – Ótimo. Você devia experimentar também. – Com o tom um pouco provocativo respondi a ruiva e continuei passear pela embarcação.

O pouco que restava da viagem foi bem tranquilo. Tentei interagir com o amigo do ruivo, seria Marley o nome dele? Não tinha certeza. Mas se havia algo nítido no semblante do rapaz, era o medo de mim. Algumas poucas palavras foram suficientes para fazer o grisalho quase borrar nas calças e arranjar uma desculpa esfarrapada para se afastar. Suspirei fundo, com algumas veias bem salteadas. Nunca consegui lidar bem com a frustração, e dessa vez não seria diferente. “Vai ser um pouco mais difícil do que pensei.” Ainda teria que me esforçar mais para ganhar a confiança do sem-sobrancelhas, só não tinha cabeça para resolver isso agora. Finalmente chegávamos na costa e Evangeline começava a nos instruir sobre o que fazer. Ela teria que resolver alguns problemas junto a Takeo, enquanto o restante deveria seguir em frente até o nosso esconderijo. “Céus... Justo as pessoas que tive mais contato...” A situação não me agradava nem um pouco, mas não deixei o descontentamento aparecer. Os dois revolucionários que menos interagi estavam comigo, por minha sorte, eles não pareciam tão extrovertidos quanto a dupla de ruivos.

Sem pestanejar, começava a seguir o fiel – E frio – subordinado da major. O outro revolucionário que estava conosco parou, pediu para que ficássemos mais um pouco pela praia antes de seguir para o esconderijo. “Puta merda.” Não que eu não gostasse de praias, elas tinham sim, um charme que cativava a minha atenção. Em especial essa de Baterilla, das poucas praias que me lembrava, o horizonte que eu via era simplesmente deslumbrante. O que me incomodava eram dois problemas: O calor e as pessoas. Apesar de não notar o excesso do segundo, o primeiro realmente me incomodava. “Essas roupas não vão dar certo por aqui, eu preciso comprar algo diferente.” Bem, foi nesse momento que eu tive a sensação de um estalo dentro da minha mente, sensação essa que muitos chamam de epifania. “T-talvez seja o momento certo para comprar roupas...seduzentes. MAS NADA PROVOCATIVO demais, mostrar uma curva ou outra, e que não me faça assar nesse calor. Não quero chamar a atenção, mas se continuar num ambiente tão quente vestida assim, vou começar a suar, e o cheiro, a umidade, tudo isso só vai chamar ainda mais...” O coração gelou. Eu poderia usar a roupa mais provocativa que existisse, mas nada chamaria tanta atenção quanto alguém suando e cheirando mal. Além disso, depois do que aconteceu em Briss, não era má ideia mudar um pouco a aparência. “Atenção...”

Aproveitaria a deixa do revolucionário entusiasmado para me manifestar também. – Eu também vou. Tô precisando fazer umas compras. – Seria a partir daí que eu acompanharia o revolucionário, passeando por aquelas tendas até encontrar o que uma que parecesse mais sofisticada. Aproximaria do vendedor, perguntando sobre aquilo que tinha interesse. – Preciso de uma mochila e... – Era meio difícil de descrever o pedido, mas faria o possível para detalhar a [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] que queria. – Umas roupas... Boas para esse clima. Sabe... se elas forem um pouco, bem, hahaha. – Soltava uma risada, não de ternura, e sim de desespero. Recusava a acreditar que diria aquilo. – C-Chamativas, sabe? Seria ótimo. – Se por ventura aquelas tendas na praia, eu recorreria ao meu colega para guiar-me naquela ilha. – Acho que você ouviu meu pedido. Sabe aonde posso encontrar o que procuro nessa ilha? – E seguiria para o local, somente se não conseguisse resolver meu pedido por ali. Com sucesso nas compras, o traje seria guardado na mochila e o último pedido sendo colocado nas costas. "Sem chance de me trocar na praia e com gente ao meu redor." Voltaria para o ponto que Hector combinara de nos esperar. – Vamos? – Mal podia esperar para conhecer a minha mais nova moradia.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySeg 04 Maio 2020, 18:46




The Enemy Within
Dei mole




A moça não parecia abatida pela pausa dada em sua missão, restrita apenas para fazer algumas compras, Elise aproveitava a ilha com uma cultura mais litorânea e um clima mais quente e excitante, queria se misturar aos demais comprando uma roupa comum já que era normal ver mulheres com roupas mais curtas e homens sem camisa por ai, ainda mais se estivessem priorizando o pegar um bronze na praia. – Pode e pá senhorita! Fique a vontade, a barraca é toda sua. – Falava o balconista ao avistar a mulher pálida entrar em sua tenda/loja, Marley havia despistado a cabo no momento que a atenção da mulher foi puxada pelo que ela julgou ser a veste perfeita. Tons esverdeados assim como as esmeraldas em seus olhos, a mochila passou a ser parte do conjunto quando a revolucionaria anunciou o pedido, o balconista procurou a mochila que mais combinasse com ela. – DES-LU-BRAN-TÊ! – Disse o balconista soltando seu coque e jogando seus longos cabelos negros para o alto em uma espécie de comemoração própria, havia encontrado uma mochila que manteria o estilo das peças escolhidas pela nossa gatuna. – Serão apenas 20 mil berries. – Dizia colocando dois dedos em seus lábios e depois os jogando na direção da espadachim, um beijo voador

Marley quase batia de frente com Elise, sempre foi um homem meio descuidado e quase teve um treco ao confronta-la tão perto. – Ah! É! Estava te procurando! – Uma mentira não tão óbvia, ele estava a evitando, agora não podia continuar com seu plano e sua expressão mudou completamente ficando séria, ele poderia começar a falar novamente dos Seasons, mas o assunto era outro. – Eu não queria deixar você desconfortável! Peço desculpas diretamente cabo, não fique brava com o Takeo, ele só queria limpar minha barra. – Aquilo se tratava de um pedido formal de perdão efetuado por um homem que não podia deixar seu coração carregar magoas ou medo. O sem-sobrancelhas havia criado uma grande confusão assim como Elise criou uma, agora ambos estavam em uma situação um tanto quanto inconveniente. –Eu não queria deixar você em choque ou ouvir você falando sozinha, vou obra do acaso, nem ouvir muito sabe, não me mate por favor.

Ele inclinou sua coluna e reverenciou a moça abaixando sua cabeça e olhando diretamente para os pés de Elise, não sabia qual a reposta que teria e muito menos se sairia vivo dali já que ouviu disparos na região oeste perto de onde haviam desembarcado, Hector ainda deveria estar lá.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySab 09 Maio 2020, 12:42

Don't Push Yourself


E eu conseguia achar tudo que procurava naquela praia. Sinceramente, não esperava dar tanta sorte assim, mas as minhas novas vestimentas casavam muito bem com a minha aparência, ainda que eu as achasse um pouco... Extravagantes. Não seria fácil usá-las no dia a dia, ainda mais perto de outros revolucionários, mas esse era um desafio que estava disposta a enfrentar. “Além do mais... Esse calor é insuportável! É melhor alguns tarados me olhando do que ficar encharcada de suor.” Olhando por outros olhos, eu não só consegui minhas vestes como também uma mochila. Seria de grande serventia para organizar meus pertences e ficar mais organizada enquanto perambulo pelas mais variadas ilhas nessa carreira como revolucionária. “Falando na revolução... Pra variar, eu não sei quanto tempo ficarei nessa ilha.” Sendo franca, a vida como uma revolucionária tinha suas semelhanças com as minhas vivências no circo. Eu simplesmente não parava em um lugar só, como também sempre havia algo a ser feito, mas, diferente do circo, não só eu dispunha de uma liberdade muito maior, assim como trabalhava por uma causa nobre. “Liberdade.” E isso diminuía meu estresse, não há ponto de abandonar minha ranzinza, mas sim suportar os eventuais maus bocados que aparecem. E falando em maus bocados...

– Hmm? – Ao sair da barraca, encontrei justo Marley, o amigo de Takeo, sem sobrancelhas. Levei um susto, dando uma leve passada para trás como uma reação, e o revolucionário parecia se assustar também. Ele dava uma desculpa esdrúxula para justificar o nosso encontro aleatório. “Não precisa fazer isso.... Acidentes acontecem com todo mundo.” E eu não conseguia deixar de notar que, quando o assunto é mentir, ele era tão habilidoso quanto eu. – Estava? – Retruquei sua fala com o semblante firme. E foi a partir daí que o homem perdia toda sua compostura: Começara a implorar por meu perdão, revelava que ele era o motivo da confusão entre mim e o ruivo, e chegava a suplicar pela própria vida. “Então... Foi você quem ouviu tudo.” É, era difícil de engolir que o homem que sequer possuía sobrancelhas, que se assusta com a própria sombra, havia sido o pivô daquilo tudo. O pior de tudo era o jeito que ele me reverenciava no final de seu perdão, aquilo me deixava sem jeito, novamente, por instinto, me afastei do subordinado e levei as mãos abertas a minha frente, como se tentasse apaziguar a situação. – N-Não precisa fazer isso. – O olhar perdido nos arredores, averiguando se nenhum estranho via aquela cena. Era como se Marley tivesse surtado ao me ver. “Ele não bate com a descrição da Major... Não dá pra imaginar um cara desses sendo um valentão.” Já estava cheia desse assunto, as desavenças que tive com o ruivo foram apagadas quando aceitei seus ensinamentos, ainda na embarcação revolucionária. Marley reviver esse assunto, e de uma maneira tão espalhafatosa, ainda mais em público, me fazia torcer o nariz.

Respirei fundo, estufei o peito e respondi ao pedido de desculpas do grisalho – Primeiro, um revolucionário não deve temer a morte. – Irônico ouvir isso saindo da minha boca, já que temi pela minha vida durante a luta contra Goulart. – Segundo, se recomponha. Não vou matar você. – Esperava que o homem, já todo amedrontado, não questionasse meus comandos. Aguardaria que ele saísse daquela pose e continuaria. – As minhas desavenças com Takeo já foram resolvidas, independente de quem causou o mal entendido. Não precisa se preocupar, não guardo rancor contra você. – Encerrava. Se aquilo não conseguisse acalmar o coração de Marley, eu não sabia o que mais poderia ser dito para tranquiliza-lo. E para finalizar de vez o assunto, estenderia a mão destra para um aperto. – Esse assunto morre aqui. Entendeu? – A verdade é que todo o show que Marley fez esvaía ainda mais minha paciência, e eu não tinha vontade alguma de sequer encostar nele, mas eu precisava me conter, afinal, éramos uma equipe agora. Precisamos pelo menos conseguir cooperar um com o outro, caso contrário, eu deveria ter ficado na célula de Briss Kingdom.

Para a minha surpresa, enquanto tínhamos uma conversa não tão amigável quanto eu gostaria, ouvi alguns barulhos estranhos na direção de onde vimos. “Parecem... Tiros?” Hector disse que nos esperaria por lá, então esse barulho não era um bom sinal. “Não é possível... Um ataque? Mal chegamos na ilha!” E antes de qualquer ação, minha cabeça já imaginava milhares de possibilidades para o estrondo que ouvi. De qualquer jeito, como um dos revolucionários deveria estar perto da confusão, não podíamos ficar parados. – Você ouviu? Vamos! – Um simples aviso seria dado para Marley, em seguida partiria em direção ao som estrondoso, esperando que o revolucionário acompanhasse meu movimento.  

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptyTer 12 Maio 2020, 19:10




The Enemy Within
Se fuder




Está morto e enterrado. – Marley podia olhar a cabo nos olhos sem temer por sua vida, o assunto e a confusão foram destruídos e dispersos no infinito vácuo pelos dois integrantes da célula. O momento de fraternidade foi massacrado por um disparo da mesma direção ao qual tinham vindo e sem esperar Elise já ordenava o grandalhão para acompanha-la na busca por reconhecimento, Hector poderia estar correndo perigo. Disparavam de forma mais coesa sem chamar muita atenção, passado as passadas, podiam ver Hector, sua feição era neutra como sempre para surpresa dos dois, ele estava cercado.. Cercado de ciganos, eram seis mulheres calientes que rodeavam o coração frio do revolucionário, uma delas possuía uma arma em sua mão, porém não tão comum, parecia ser bem alegórica para ser uma pistola de verdade.

Mais um disparo, um rojão avermelhado subia aos céus de forma linda e explodia produzindo pequenas fagulhas que desapareciam após brilharem intensamente. – Vamos comigo gracinha. – Dizia a maior das mulheres segurando delicadamente o queixo do cabo observando suas feições, morena com cabelos cacheados e intensos olhos violetas. – Han?! – Marley expressava surpresa, não era uma questão de vida ou morte, apenas alguns habitantes da ilha fazendo algazarra, todas as garotas trajavam roupas curtas com saias com brilhantes. – Não se mexe nem mesmo com o barulho ein. – Falava a atiradora do grupo, seus olhos se encontravam com Elise e Marley, podia notar que o homem não estava muito feliz mesmo estando ao redor de beldades.

A dupla se aproximava e as mulheres notavam a presença de ambos. – Quem são eles? Seus amigos, belezinha? – O cabo não parecia bem, fechava seus olhos ficando ali parado sem se mover ou dizer uma palavra. – Adoro um mudinho. – Comentava uma das integrantes do grupo, passando para a parte que interessa, Marley fez o contato. – Tudo bem Hector? – O prateado levantou as pálpebras afirmou balançando sua cabeça. – Parece que são mais turistas, vieram de que ilha ou blue? Baterilla é o lugar certo para visitar! – Disse a líder. – Sejam bem-vindos!

Seus movimentos eram elegantes e suaves como uma dançarina, sua postura empenhava tanto respeito quanto empatia. – Meninas! Dispersar! Vejo vocês mais tarde. – As garotas riam e se dispersavam não antes de assediarem Hector passando suas mãos pelo seu corpo. – Sortudo. – Comentava Marley cruzando os braços. – Do que se trata isto? – Direcionava seu olhar frio a mulher. – Quis ser a primeira a ver as caras novas, fiquei ansiosa. – Explicou. – Sou Romana. Una cable.

Pera! – Marley se indignava. – Uma cablé? – Toda a situação ainda devia ser explicada. – Isso não é arriscado demais, o disparo chamou atenção. – Relatou Hector, não fazia sentido alertar as pessoas. – Erro de Cherley, ela é do tipo esquentadinha, peço desculpas. – Dava para ver pela cara do cabo que ele ainda estava desconfiando da moça, afinal de contas, não sabia que existiria uma babá para recebe-los. – Não iria fazer contato de imediato, vocês só deveriam me contatar depois, mas você parecia tão só. – Hector levou os dedos até seus olhos e voltando a fitar a moça. – Tão problemática como a major havia dito.

Marley e Elise quase não entendiam nada, mas pelo dialogo podiam saber que Romana era também uma revolucionaria. – Vamos indo. – Instigava ao primeiro passo. – Não, ainda falta um de nós. – Marley já estava até acompanhando a moça. – Ih! É verdade! – O tempo avançou e Isaac finalmente deu o ar de sua graça, ele não havia comprado nada, mas suas roupas pareciam desarrumadas e desgastadas, seu sorriso ia de uma ponta a outra, Hector não disparou uma palavra ao homem, apenas disse. – Reunidos. Vamos.

Quem é essa? – Perguntou o careca. – Romana, uma amiga do Hector. – Virou o prateado não rebateu ou comentou nada, continuou seguindo seu caminho enquanto a moça disparava alguns flertes para ele. Elise estava ao lado de Marley e ouvia claramente a conversa entre Isaac e Marley. – Foi ótimo. – Comentou Isaac. – Eu queria ter ido, mas te perdi de vista, acabei me perdendo. – Esclareceu o grandalhão. – Na próxima folga, te levo lá. – Era uma promessa.

Enquanto andava, algumas pessoas cumprimentavam Romana, a sua pessoa era conhecida na ilha ou pelo menos por aquelas redondezas, se afastavam mais do mar e seguiam em direção a grande mata que existia na ilha, o tal esconderijo dos revolucionários estava localizado por essa floresta, caminhavam e andavam, Romana tomava liderança enquanto Hector parecia relutante na hora de liderar a trilha, eram voltas e voltas, parecia um tipo de labirinto, quando chegavam lá não sabiam por onde tinham vindo ou decorado o caminho, parecia que até mesmo a moça havia trilhado durante a jornada para despistar ou causar confusão tirando a precisão do caminho certo.

Uma praia deserta, uma praia secreta, o som da maresia é aconchegante relaxando os visitantes depois de serem surpreendidos algumas vezes pelas jaguatiricas que passaram perto durante o percurso até a praia. – Não estamos tão longe. – Falou a moça, podia ser visto ao longe uma casa feita de palha e sem delongas, chegavam ao destino. – Romana! – Gritava um velho. – Quem te ordenou a sair do seu posto? EIN?! – Era um senhor barrigudo, possuía uma boina e usava bermuda com estampas de estrelas do mar. – Ah! Senhor Rerold, desculpa. É que os novatos tiveram problemas. – Ela saia do meio da porta e mostrava os novos revolucionários na ilha. – Uma boa tarde, sou Hector, estaremos aos seus cuidados. – Ele se curvava humildemente. – Tô dando uma boa olhada aqui.. Mas cadê a Evangeline?

Ela foi concluir alguns objetivos pessoais. – Explicou o líder substituto, sentado em sua cadeira velha de balanço o velho coçou seu queixo. – Romana, você que veio com eles deve pelo menos mostra o lugar, eu vou é ficar sentado. O chefe ta esperando lá. – Ele em sua cadeira de balanço pegou sua bengala e balançando algumas vezes fincou o pau no chão e rodopiou com força, seus braços eram grossos e suas veias saltavam, parecia que ele estava acionando algum mecanismo. – O velho ta caduco, vamo pra onde? – Quase não conseguiu fechar sua boca quando seu queixo caiu ao observar uma abertura no chão abrindo, escadas a frente em um caminho subterrâneo. – Podem ir.

Descendo de fato, iam de encontro com mais alguns soldados que recebiam Romana com um sorriso. – Oie rapazes. – Todos se alegravam com o sorriso da moça, o subterrâneo era aberto intercalado com salas, o seu interior era em um formato de cruz. Não era grande, era uma base secreta refinada para se trabalhar. – Podem ficar a vontade, o chefe só receberá Eva, até depois Hector. – Mandava um beijinho antes de sumir da vista da célula que ficava sem o que fazer apenas observando as pessoas fitando eles rapidamente e seguindo com seus trabalhos.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 2 EmptySeg 01 Jun 2020, 17:53

Colors are the smiles of Nature


Sendo sincera, quando escutei o estrondo partindo da direção em que um dos membros da minha célula estava, a última coisa que imaginei... Foi com a que me deparei ao chegar até Hector. Haviam seis mulheres com digamos, bons dotes, rodeando o revolucionário. Uma delas carregava uma pistola e realizava um disparo, era nítido que aquilo se tratava de alguma situação festiva ou algo semelhante, o rojão explodia nos céus, produzindo um som semelhante ao que ouvi quando estava falando com Marley, só que mais alto, obviamente, por conta da proximidade. Um misto de decepção e vergonha tomaram conta de mim. “E pensar que eu me apressei por causa... Disso!” Cerrei os punhos discretamente, não conseguia esconder minha decepção, mas almejava, ao menos, não atrair a atenção das seis mulheres a minha frente. Toda aquela cena era vergonhosa, céus, e eu pensava que a minha desavença com o ruivo e cabeludo fora problemática. “Não te conheço direito, Hector, mas você ganhou meu respeito depois dessa.” O homem era simplesmente inabalável. Nenhuma das provocações sugestivas, tanto da atiradora quanto de suas companheiras, provocava uma mínima reação no semblante do revolucionário. Nesse curto passagem de tempo, senti um pouco de inveja dele. Se estivesse naquela algazarra, tentaria fugir o quanto antes, enfiar o rosto na terra e fingir que estava sozinha. Pensando bem, não seria só o rosto, e sim o corpo todo por debaixo do solo. O tipo de cena digna de um pesadelo.

E as fortes emoções não paravam por ali. Com a revelação de que a atiradora era uma revolucionária, a minha reação foi a mesma de Hector. “Ela não vê problema em sair dando tiros pelos ares? Uma revolucionária não deve agir assim! Sem um pingo de responsabilidade...” resumindo, estava bem indignada, mas, diferente de Hector, contive a minha revolta no plano das ideias. Caso contrário, a cablé – Seja lá o que isso signifique – ouviria poucas e boas de mim. E quando se trata de praguejar, eu garanto, sou uma especialista. Apesar das minhas diferenças com a revolucionária desinibida, não deixei de cumprimenta-la: Um aceno tímido, para passar quase despercebida pela sua presença agitada. Depois disso tudo, Romana aparentemente nos levaria até a base revolucionária de Baterilla, mas tivemos que esperar um certo colega que havia desaparecido. “Puta merda... Onde aquele careca se meteu?” Cada segundo passado próxima de Romana era angustiante. Só de cogitar ela se jogando para cima de mim me fazia suar frio. “Aparece logo... Seu desgraçado.” E finalmente o careca resolveu dar o ar da graça. De todos os colegas da nova célula, talvez ele fosse o que menos chamou a atenção, até mesmo o estático Hector tinha uma presença mais marcante. Ainda assim, eu me lembrava muito bem de que ele não estava tão maltrapilho quando o conheci. Não carregava nada consigo, mas tinha um sorriso que ia de orelha a orelha. Uma possiblidade estalava em minha mente. “Não é possível, ele... foi atrás... disso.” Pelo bem da minha sanidade, resolvi apagar o ímpeto de curiosidade que surgiu. Franzi o cenho e decidi me afastar um pouco dele.

Continuamos a caminhar pela ilha, rumo a base revolucionária. Achava engraçado como as bases revolucionárias eram, sempre, muito bem escondidas em todas as ilhas em que não éramos bem vindos. Toda a trilha maluca que percorremos fizera meu semblante transparecer um leve sorriso, lembrava das minhas trapalhadas em Shells Town e das trapalhadas que cometia para sobreviver. Mas nem tudo eram flores, enquanto avançamos para o interior de Baterilla, eu infelizmente consegui espiar um pouco mais da conversa do careca com Marley, e, se me restava alguma dúvida sobre o teor libidinoso dela, agora tinha certeza de como o careca aproveitou a estadia na praia. Tamanha era a vergonha que, por um momento, levei a mão destra ao rosto, como se estivesse camuflando-me. “Se eles não se sentem incomodados falando dessas... Coisas, eu fico.” Não tardou para chegarmos até a base, e a recepção era parecida com a de Briss. Um velho rabugento, uma entrada secreta, e todos os rituais esperados ao encontrar um membro da revolução. “Consigo perceber um padrão.” Acompanhei Hector em seu cumprimento ao velho revolucionário e, pelo o que foi dito, não havia muito o que fazer enquanto Evangeline não retornasse. Entramos na base e a tal Cable confirmava isso. Enquanto a líder da célula não chegar, fomos deixados a nossa sorte.

“Merda.” E eu odiava situações assim. Navegando naquele mar de gente, num lugar novo, pequeno e sozinha. Se bem que não estava sozinha, pelo menos não fisicamente, mas poderia dizer que me sentia a vontade com os outros membros da célula? Os que eu possuía algum nível de intimidade estavam sumidos. A dúvida que martelava minha consciência – E talvez de todos os outros parados ali – Era a conexão de Romana com Hector. Então, apesar de não me sentir nem um pouco amigável, optaria por puxar assunto e, quem sabe, tomar as rédeas da situação. – O que diabos é uma cablé? – Para quem a minha pergunta estava direcionada, era bem óbvio, ainda que não fizesse nenhum tipo de contato fora a minha fala. – E como você conheceu essa tal de Romana, Hector? – Dessa vez faria questão de me virar em direção ao sóbrio revolucionário, inclusive, fitando-o. A falta de sociabilidade dele, ao invés de intimidar, servia como uma mão na roda. Talvez ele fosse o mais parecido comigo, em toda a célula. Minha intuição também dizia que, de algum modo, ao descobri o que é uma cablé, eu teria ainda mais certeza das indecências de Isaac. “Se bem que eu não sei se quero saber desse tipo de coisa.”

Mas eu não pretendia parar por ali, permanecer imóvel naquela agitada, ainda que pequena, base revolucionária me deixaria constrangida. Pior do que estar entre esses desconhecidos, é parecer perdida no meio da multidão. Nesse caso, sim, os holofotes estariam todos direcionados para mim. Então eu começaria a andar, não negarei que estava um pouco desnorteada por não conhecer nada daquele lugar, mas, de forma geral, passearia pela base, aonde eu tivesse acesso. Não me importaria se algum dos membros da minha equipe optasse por me seguir, todavia, não seria simpática o suficiente para começar uma conversa. Antes, quando não passava de uma guerreira ordinária, minha única preocupação eram meus aposentos e o salário que ganharia. Mas agora, sabendo das ameaças do governo e sendo uma cabo, as minhas preocupações se expandiram. Era natural entender como uma base revolucionária funcionava e não pensar apenas nas partes que me afetam. “Se bem que, quanto mais eu subir na hierarquia, mais partes vão me afetar então... Não! Independente disso, tenho de estar atenta a tudo.” É claro que, durante a “missão de exploração” eu não estava preparada para uma conversa, se alguém tentasse interagir comigo, seria pega desprevenida. Eu torcia para que Evangeline chegasse logo, pois não estava nem um pouco afim de conhecer mais Romanas num dia só.

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