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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Timbre Mudo

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MensagemAssunto: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptySab 25 Jan 2020, 21:32

Timbre Mudo

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Cindy Vallar. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptySab 25 Jan 2020, 23:10

''Grito Sinestésico''
 


Acometida por lembranças da corda em chamas consumindo o ar de seus pulmões e ao mesmo tempo a sufocando com o aperto do pescoço, Cindy lembraria de como se sentiu naquele momento. A princípio, aquela era a primeira vez que ela sentia algo daquela forma. Já havia se machucado de diversas formas em seus treinamentos para ser Amazona, mas ser trucidada por chamas e engarguelada ao mesmo tempo era uma mescla de sentimentos que ativava uma dor indescritível. Digo; é possível explicar uma dor aguda. É possível também explicar uma dor causada por impacto. Mas aquela junção de sentimentos desbloqueavam nela experiências neurais insólitas. E novidade haveria de ser a palavra que guiava a vida da jovem: Pela primeira vez experimentara o passeio com o elefante para além das fronteiras, pela primeira vez havia sentido o pescoço apertar crepitante, pela primeira vez provara não ter voz e muito menos com quem falar e agora o inédito era conhecer o Reino de Briss Kingdom.

O mapa do mundo se abria diante dela como seus próprios mapas neurais; diversos gostos e experiências se revelavam e as possibilidades eram igualmente assustadoras e excitantes. Queria ter como falar mas principalmente ter o que falar. Queria as respostas mas, a princípio, queria as perguntas. E então uma resposta de cada vez. Descobrir todas as suas formas de falar mas, acima de tudo, ter sobre o que falar. Uma escala infinita indefinida e espectral de gostos, sons, texturas cores e cheiros prontos para estimular seu corpo. E uma vontade insaciável de reverberar todas as suas experiências de volta para o mundo através do seu timbre mudo.

Com as pontas dos dedos encostaria em seu pescoço sentindo as cicatrizes. Aquilo agora era passado. Ergueria a cabeça e caminharia pelas ruas do reino de Briss Kingdom ouvindo as conversas nos arredores, tentando descobrir o máximo possível sobre a ilha e seu funcionamento. Caminharia com suas passadas leves de turistas mas sem abrir mão da firmeza de amazona em seu andejar. Manteria-se atenta a possíveis ataques e com uma expressão séria para evitar aproximações indesejadas. Durante a sua volta inicial para conhecer a cidade, não teria intenção de fazer amizades, apenas de lembrar-se de suas rotas e teria como prioridade encontrar um local em que estivessem armas à disposição. Caso encontra-se este local, o adentraria e apontaria para um par de tonfas, solicitando elas. Não pagaria por elas, apenas sairia da loja. Recente no mundo estrangeiro, durante toda a sua vida havia recebido armas de graça e não estaria acostumada com a ideia de dinheiro ou de ter de pagar por elas.

Se você bate nas cordas de um violão, sua melodia ecoa no ar. Os tambores vão dos mais agudos aos mais graves. Cada voz possui uma qualidade específica também. A força e o ritmo também modulam sons. Cindy começa sua jornada para descobrir que som ela faz. De timbre mudo, vagar por novas realidades abre as cortinas pro seu grito sinestésico.

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''.....''

- Cindy Vallar  

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptySeg 27 Jan 2020, 04:06



Horário: Manhã, por volta das 9:30
Dia: Quarta-Feira
Estação: Verão


“Primeira vez” era a expressão que definia o começo da aventura de Cindy. A garota sempre teve um desejo por aventura que foi alimentado a cada dia que passava em seu treinamento e agora, livre de todas as amarras que antes possuía, o mundo era recheados de infinitas oportunidades e aventuras para a garota que teria como única missão correr atrás destas.

Infelizmente, entretanto, ela estava em Briss Kingdom. Neste reino, oportunidade não é uma palavra que vale para todos, e logo a garota perceberia como o mundo real podia ser cruel, e bem diferente do reino em que vivia. O lugar em que ela estava era um bom exemplo disso. Latem com certeza não era a paisagem mais exibida nos cartões postais de Briss Kingdom e, ainda assim, era provavelmente onde a maior parte da população habitava.

O sol havia recém chegado no céu e, aos poucos, buscava seu lugar ali. O mesmo podia-se dizer de Cindy, a recém chegada na ilha que agora, sem rumo, buscava seu lugar no mundo. Andar por aqueles morros não era nada fácil, a precariedade das casas e estabelecimentos mostravam para os bons entendedores que a vida ali também não era nada fácil para os próprios moradores. Ainda assim, o lugar era movimentado.

Não mais que de repente um grupo de crianças vinham correndo e rindo umas com as outras. Por fim, quando chegavam bem perto, a [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] trombava em Cindy com bastante força. Logo após o acidente ele encarava a garota por alguns segundos, com uma expressão de poucos amigos. Talvez pessoas com a aparência e as roupas que a mulher vestia não fossem comuns naquela região- Sai da frente moça! - Ele bradava zangado pouco antes de voltar a correr com as outras crianças.

No fim, a garota apenas deixava para lá toda aquela situação. Não era nisso que estava interessada afinal de contas. Após mais algum tempo caminhando por morros, becos e vielas, ela encontrava a loja de armas que tanto buscava, isso era claro tanto pela placa que exibia uma espingarda como logotipo quanto pelos dizeres na entrada “Loja de armas. Não me roube, tenho armas aqui!”. A amazona talvez não soubesse o significado do que estava escrito ali.

- Uma cliente! Mas ocê num é daqui não né? O Zezin pode achar ruim de te vender ferro na área dele - Dizia um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]. A aparência da garota parecia entregar muito - Ah, que se dane! Bem vinda a loja de armas do velho McDonald! Tem de tudo aqui, é só escolher! - Ele agora parecia muito mais receptivo que em sua primeira fala. Infelizmente, entretanto, não se podia dizer o mesmo das armas. Tudo ali parecia não ser de uma qualidade muito boa, algumas coisas inclusive pareciam já ter passado em mais de uma mão antes de chegar àquela loja. Por sorte, Cindy acabava encontrando o par de tonfas que buscava, e este era um razoavelmente novo.

- Ei, volta aqui sua sala… Sal… Sua miserávi! Sua ladrazinha duma figa! - Gritava o homem ao ver que a mulher deixava a loja sem pagar ou sequer dar uma satisfação. A audição aguçada da amazona a permitia perceber que ele tirava alguma coisa grande debaixo do balcão, seguido de alguns “Clicks”. Antes que pudesse pensar em uma reação, entretanto, trombava com um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]. Apesar disso, ele transmitia uma aura bem intimidadora, e o par de soqueiras que usava provavelmente era muito pesado.

- Tem que ter muita coragem para roubar um dos homens do Lil’Zeph garota. Mesmo que seja o doido McDonald - Seu tom era bem zombateiro. Ele não parecia ter medo de Cindy, mesmo percebendo que ela estava armada e de pé. Os passos atrás eram rápidos, e logo o vendedor se aproximava furioso, até ver o homem a frente de Cindy - Eita! É… Eu ia pegar ela senhor! Mas tudo bem, é! Ela é toda sua! - Aquele velho maluco estava demonstrando medo? Difícil saber. Fato é que ele dava uns passos para trás e mal ficava fora da loja. A garota precisaria dar uma explicação… Ou será que tinha algum tipo de plano maluco para sair dessa situação?

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptySeg 27 Jan 2020, 16:31

''Os olhos de Cindy falam: nada de diplomacia.''
 




Latem parecia a descrição que os generais a davam de terras devastadas pelas guerras após um ataque de Zomana. Por mais que Cindy tentasse fazer uma expressão séria e de poucos amigos, era impossível não se deixar levar pelas novidades contidas na paisagem nova. Observava com curiosidade de uma turista, incapaz de disfarçar seus sentimentos.

- Sai da frente moça! - Uma pancada forte atingia a amazona, que encarava a criança de volta com raiva por puro reflexo. Seus reflexos não funcionaram, tamanhas eram as distrações que se espalhavam ao redor dela. A criança foi embora enquanto Vallar ajeitava a postura e tirava a poeira das roupas com as duas mãos, com movimentos verticais e técnicos. De cima para baixo. Seguiu seu caminho de punhos cerrados e um passo de cada vez, como se marchasse.

Viu a placa de uma loja de armas e a adentrou. Franziu o cenho ao ler o conteúdo da placa. Em sua cultura seria absurdo roubar uma loja de armas, quando se pode roubar uma loja de comida. Ninguém em Zomana pagava por armas e sequer entrava em sua cabeça que a placa se referia a roubar as armas da loja.

- Uma cliente! Mas ocê num é daqui não né? O Zezin pode achar ruim de te vender ferro na área dele. - Sem saber muito o que responder, Cindy apenas deu um aceno e moveu os lábios em um sorriso sem graça sem mostrar os dentes. Quem seria aquele Zezin? Ela sequer queria comprar ferro... Não era ferreira. - Ah, que se dane! Bem vinda a loja de armas do velho McDonald! Tem de tudo aqui, é só escolher! - Livre para escolher, foi exatamente isto o que a garota fez. Escolheu.

Com passos envergonhados e virando os olhos de um lado para o outro por estar sendo observada, a garota ajeitou a postura e tentou inutilmente se manter com a expressão séria para esconder o constrangimento. Pegou um par de tonfas e caminhou em direção à saída da loja.

- Ei, volta aqui sua sala… Sal… Sua miserávi! Sua ladrazinha duma figa! - Em um susto ficou nas pontas dos pés e ergueu os dois ombros. Ladra? Mas ela havia apenas pego as tonfas... Voltou o peso das pontas dos pés para os calcanhares. O som metálico dos cliques a colocavam em guarda. Foi então que entendeu que, talvez, diante de uma cultura nova, armas pudessem ser consideradas passíveis de roubo... Mas já parecia ser tarde.

Ao se esbarrar em um novo transeunte, a guerreira ficaria vermelha com as acusações.

- Tem que ter muita coragem para roubar um dos homens do Lil’Zeph garota. Mesmo que seja o doido McDonald - A aura intimidante do rapaz a faria não mais fingir sua expressão séria, mas realmente transparecê-la de dentro de si. Com olhos como os de uma fera acuada, ela encararia o homem de volta.

- Eita! É… Eu ia pegar ela senhor! Mas tudo bem, é! Ela é toda sua!

A garota giraria apenas a cintura e o pescoço mantendo os pés colados no chão, encarando o senhor. Quando se virasse de volta para o pugilista, já se viraria com uma expressão de desprezo; as sobrancelhas arqueadas e os olhos levemente apertados, demonstrando sua falta de paciência. Não tinha saco para provar que não estava roubando um par de tonfas imundas e desgastadas. Em seus tempos literalmente áureos de legionária ela já tinha tido em mãos um par de tonfas de ouro pelas quais não havia pago nada. Não haveria de roubar lixo.

A garota se viraria para o senhor e andaria até o balcão da loja. Encarando o homem, pegaria o par de armas e o colocaria em cima da mesa com um baque estridente. Não se importaria em pedir desculpas nem mesmo com o olhar. Ao contrário, buscaria sua carteira e procuraria cinco mil berries para colocar na bancada, como forma de estabelecer seu orgulho e subjugar o homem.

Caso percebesse que fora roubada pela criança que se esbarrou nela anteriormente, sua expressão séria se quebraria em seus olhos apertados em raiva; o pensamento distante já imaginando ir atrás da criança. Caso ainda tivesse cinco mil berries que sobraram do possível roubo, os poria na mesa. Caso não tivesse, não colocaria nada na mesa.

Em todo caso, se viraria de volta para o primeiro homem em sua tentativa de sair da loja. Para deixar bem claro que devolvera o produto por ter sido intimidada por ele ou algo do gênero, Cindy encararia o homem em sua saída, semicerrando o olhar para ele em seu caminho para sair da loja.

Caso a qualquer momento fosse atacada, Cindy buscaria usar o máximo de sua acrobacia misturada com sua aceleração para dar uma investida em forma de rolamento para longe do ataque, atentando-se para não se chocar com nenhum outro objeto ao seu redor. Repetiria isto quantas vezes fosse necessário.

Caso percebesse que as esquivas seriam insuficientes, buscaria utilizar objetos como mesas ou cadeiras ou com formatos similares a bastões ao seu redor como forma de utilizar suas habilidades de aceleração para bloquear os ataques. Em ataques de curta distância, não focaria a arma atacante, mas o membro utilizado para atacar, fechando o seu bloqueio neste para redirecionar o ataque para outra direção, de forma a impedir o dano de se aproximar dela. Em caso de ataques a longa-distância, utilizaria a arma de forma a impedir o ataque e logo após arremessaria a própria arma contra o atacante. Repetiria quantas vezes fosse necessário.

Caso conseguisse obter uma forma de sair da loja, com ou sem luta, iria atrás do ladrão (caso tivesse sido roubada) ou de seguir caminhando (desta vez com mais atenção, independentemente de ter sido roubada ou não) em direção de uma nova loja de armas.

Caso alguém falasse algo com ela, a fim de manter um diálogo ou uma proposta, não necessariamente sairia da loja.

Independentemente do que ocorresse, Cindy sabia que não poderia sair da situação com uma simples conversa.



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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptySeg 27 Jan 2020, 18:52



Horário: Manhã
Dia: Quarta-Feira


Quando Cindy percebeu que talvez não devesse sair pegando armas sem pagar por elas no resto do mundo, percebeu também que aquela altura já era tarde demais para pagar. Ela esbarrava com um novo sujeito, e as acusações feitas por ele não a deixavam nada feliz. Apesar da cara de poucos amigos em seu rosto, ela sabia que uma luta ali contra tantas pessoas seria simples suicídio. Talvez por isso tomava a atitude a seguir.

Ia até o balcão sem se preocupar pedir desculpas ou licença, ainda que sequer pudesse de fato fazer algo assim. O desprezo por aquelas pessoas era nítido em seu olhar, e isso poderia servir para irritar alguns deles. Enquanto ela pegava o seu dinheiro na carteira, que estava todo ali, as frias manoplas do jovem tocavam suas mãos, guardando novamente os cinco mil berries.

O toque repentino servia para assustá-la, com certeza, mas logo era possível perceber que não viria seguido de um ataque - Ninguém aqui precisa da sua esmola - Dizia ele expressando um certo rancor em sua fala, mas também um certo orgulho. Soltava a mão da jovem e chamava alguém - Vergil! - A audição aguçada de Cindy permitia que ela percebesse que alguém havia dado um pulo de susto do lado de fora da loja, e vinha correndo agora.

- Pro seu bem, vai ter que sair da nossa área - Ele olhava bem sério para ela, até que a porta da frente se abria e um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] da idade da amazona entrava às pressas - Faaaala Beneth! - Era sorridente e parecia bem mais confiante do que seus passos apressados indicavam, mas logo seu tom mudava para o de quem tentava consertar alguma besteira - Digo… Senhor! - Ele parecia não ser muito bom com essas formalidades, e o outro jovem parecia não gostar muito disso também - Tsc - Tinha certo desprezo no tom, mas também achava um pouco de graça da situação - Que senhor o quê! Já te disse que temos quase a mesma idade moleque. Só Beneth já tá ótimo! Não é assim que funciona a hierarquia aqui

- Aaahh… É… É que… - Ele parecia um pouco envergonhado por ter levado bronca, mas logo era interrompido - Deixa pra lá, logo logo tu esquece essas besteiras de senhor! - Ele dava de ombros. Por fim, ficava entre Cindy e o recém chegado para dizer - Quero que você escolte ela pra fora da nossa área. Não tire os olhos dela, sabe como é - Só agora o garoto parecia ter realmente reparado na presença de Cindy naquele local. Não se sabe se pelas roupas exóticas ou pela beleza da garota, mas por alguns instantes ele demonstrava uma feição bem acuada - Aproveita e conta pra ela as coisas da ilha. Tá na cara que é recém chegada e não tem muita noção de como as coisas funcionam - Depois de dizer isso, ele andava calmamente até a porta deixando os três ali sozinhos. Antes de sair, dizia - [b]Bom, eu vou indo. Espero não que não tenhamos outro mal entendido garota - Olhava bem para a estrangeira antes de sair e bater a porta.

- Se quiser mesmo as tonfas, são cinquenta mil berries - O velho parecia mais fazer uma insinuação que uma oferta de fato. Após alguns segundos de silêncio, o tal Vergil dizia para a garota - Bom, sou Vergil Hawkins! Prazer! Você deu sorte que foi o Beneth que te achou, ele é firmeza! - Ao fim de sua fala, ele estendia sua mão para que garota apertasse. Estaria disposto a andar ao lado de Cindy caso ela começasse a caminhar, afinal era sua obrigação - Eieiei! Qual o seu nome? - Ele logo questinaria, parecia na verdade um pouco empolgado por estar junto daquela garota.

- Aqui é Latem! Você sabe disso né? O que mais posso te dizer? Hummm… - Colocava a mão no queixo e olhava para o céu como se estivesse pensando em algo - Bom, você está área do Lil’Zeph. Ele é um dos donos da cidade! - Sua voz era sempre empolgada, e nem mesmo o silêncio ensurdecedor de Cindy parecia vencer isso - Hmm… Eu ficaria longe de Gerartrópolis, é a cidade bonitona. Todo mundo é muito metido lá e o pessoal não parece gostar muito da gente. E também não vá na Boca do Carrot. Aqueles caras são uns babacas - Será que toda essa falação estaria incomodando Cindy? Bom, ao menos ela ainda não havia dito nada. É como se diz, quem cala concente.

- Tem também o ferro velho e a RicaSucata. Lá é de boa de ir. O Kelvin é muito gente boa e ajuda a gente que vive nessa parte da ilha!


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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptySeg 27 Jan 2020, 22:30

''Os olhos de Cindy falam: nada de diplomacia.''
 




Não era sobre desprezo ao próximo ou qualquer sentimento de superioridade, e muito menos por medo de uma briga que a guerreira inata havia devolvido as armas. Era simplesmente para resguardar seu próprio orgulho. Não entenda errado: Se fizesse parte de algum desafio designado a ela por ela própria roubar aquelas armas, a esta altura ela já estaria enfrentando Beneth. E pouco importaria se ela venceria ou perderia, qual dos dois era mais forte. Era tudo uma questão de seguir sua auto-disciplina. Muito mais resistência que abrigava seus valores do quê ofensiva contra o pobre homem. - Ninguém aqui precisa da sua esmola - Olhou para ele com um olho mais aberto do que o outro; uma expressão de impaciência. Mais uma vez fora mal interpretada. - Vergil! - Olhou na direção de onde vinha Virgil, acompanhando-o com o som enquanto este não entrava em seu raio de visão. - Pro seu bem, vai ter que sair da nossa área

Franzindo bem os lábios e cerrando os olhos ao mesmo tempo, a garota lançou o pescoço para trás, desenhando em sua feição uma mensagem clara de ''você não manda em mim.''. Dando de ombros, a jovem não se importaria com as ordens. Afinal de contas, já era sua ideia sair da loja de qualquer forma. Não queria armas desgastadas. Como ex-legionária tinha noção de como a qualidade das armas pode definir situações de vida ou morte.

Após acompanhar uma conversa sem sentido sobre ser ou não chamado de senhor entre Virgil e Beneth, a garota não pôde conter um riso discreto pelo nariz. Era a primeira vez que via alguém acima na hierarquia exigir que não fosse tratado pelo título correto. O mundo fora de Zomana realmente possuía diversas surpresas. Aparentemente Virgil seria encarregado de apresentá-la à ilha e ser seu guarda-costas. Era uma expressão de cordialidade interessante por parte dos habitantes de Briss. - Bom, eu vou indo. Espero não que não tenhamos outro mal entendido garota

Olharia de volta para Beth com uma expressão serena. Sabia valorizar gestos de cortesia. Não se esqueceria daquilo.

- Se quiser mesmo as tonfas, são cinquenta mil berries - A garota se viraria para o senhor e acenaria negativamente com a cabeça, fazendo uma reverência. Seria sua forma de demonstrar que não o dera esmolas como forma de ofendê-lo, mas de se protegê-la. Seria muito mais fácil ser serena agora que seu orgulho não estaria mais em jogo.

Mas as tonfas realmente eram lixo em sua concepção... Então sairia da loja sem levar nada.

- Bom, sou Vergil Hawkins! Prazer! Você deu sorte que foi o Beneth que te achou, ele é firmeza! - O rapaz dizia. Voltando sua atenção para ele, a jovem estenderia sua mão apertando a mão dele de volta. Levantaria os lábios colados em um quase sorriso, demonstrando simpatia a seu jeito. - Eieiei! Qual o seu nome? - E agora seria uma situação difícil.

Cindy abaixaria a gola de sua camisa esticando o pescoço para o lado, revelando as marcas que a corda havia deixado em sua garganta. Então ajeitaria novamente a camisa e faria um sinal negativo com o polegar, em sua forma de tentar explicar que não podia falar.

Ouviria atentamente o rapaz enquanto acompanharia o caminhar dele pelas ruas de Latem, ouvindo com respeito a tudo o que ele tinha a dizer, respondendo com o olhar mais simpático que possuía. Se focaria em não se afastar dele e não se perder. Após ouvir ele falar bastante, pararia e faria um gesto para ele: como que pegando um bastão imaginário com as duas mãos no ar, ela faria os movimentos da arma. Então, em um gesto de dúvida levantando as duas mãos com as palmas viradas para cima na altura dos ombros e levantando o lábio inferior em uma expressão de dúvida, sugestionaria estar querendo saber onde comprar bastões. Se deixaria levar por ele para a loja indicada, onde escolheria um bastão que seu dinheiro permitisse e pagaria o preço por este, dispondo-o sobre as costas caso possuísse alguma espécie de corda para prendê-lo.

Então, se deixaria ser levada para ele pra onde quer que fosse. Caso preciso, seguraria as mãos de seu guia turístico para não se afastar, ouvindo atentamente a tudo que ele tinha a dizer.

Em seu coração não possuiria nenhuma urgência de sair da área de Lil'Zeph. Se a questão fosse perigo, ela já era treinada. Se a questão fosse respeitar regras, apenas ela fazia as próprias regras. Conhecer a cidade estava sendo interessante, mas as fronteiras formadas pelas linhas do horizonte que engaiolavam a ilha eram tediosas, e ela bem sabia que em breve seu coração ansiaria por desafios.



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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptyTer 28 Jan 2020, 18:50



Horário: Manhã
Dia: Quarta-Feira


A tensão da situação ficava para trás aos poucos, neste momento Cindy até mesmo já conseguia ser mais cordial e evitar que mais mal entendidos acontecessem. Sua reverência ao negar a compra das tonfas parecia esfriar totalmente a situação e, mais do que isso, claramente surpreendia aos dois homens que ainda estavam na loja. Provavelmente não estavam acostumados com algo assim - Ocê é mei estrainha garota. Gosto docê. Quarquer coisa é só falá - Por alguma razão o senhor havia gostado daquilo, isso podia ser facilmente percebido pelo sorriso em seu rosto e pelo fato de ele guardar embaixo do balcão a espingarda que havia pego momentos antes.

A amazona era bem receptiva com o garoto que disparava a falar. Este parecia bem empolgado, e sorria com o aperto de mão retribuído. A apresentação era feita, e então um problema surgia quando o nome de Cindy era questionado. Mostrar o machucado e fazer aqueles gestos parecia ser o suficiente para que ele entendesse - Ah… Me desculpa… - Ele dizia meio sem jeito, olhando para baixo.

De qualquer forma o acanhamento parecia não demorar para passar e logo Vergil já estava falando novamente. Ele contava para Cindy sobre a ilha em que estavam e a garota parecia prestar bastante atenção, o que só deixava o garoto confortável para falar ainda mais. Depois de muito falatório a amazona por fim achava uma brecha se expressar em meio a toda aquela conversa.

- Hmm… Você quer jogar baseball? Não sei se isso vai ser fácil por aqui - Ele havia chegado a essa conclusão depois de ver as mimicas da garota, mas não parecia muito certo desta conclusão - Não deve ser isso… - Ele colocava a mão no queixo - Espera aí, eu tenho certeza que vou adivinhar... - Sua expressão pensativa poderia ser até um pouco cômica, talvez não demorasse para que uma fumaça começasse a sair de seus ouvidos devido a sobrecarga de raciocínio.

- Ah, já sei! Você quer um bastão! - Ele parecia ter bastante certeza em suas palavras, mas logo era tomado pela dúvida novamente - Não é? Você queria Tonfas na loja do doido… Acho que faz sentido que use um bastão também - Por fim, ficava envergonhado novamente - Me desculpe… Ainda preciso me acostumar com isso - Ele dizia meio sem jeito.

Tendo a confirmação da garota ele começaria a andar, fazendo um gesto para que ela o seguisse - Bom, já que precisamos sair da área do Zeph eu acho que o ideal é o ferro velho ou a RicaSucata, mas não sei se o Kelvin vai ter um bastão pra vender… Normalmente ele trabalha mais com tecnologia - Novamente ele estava pensativo, mas desta vez mostrava ainda certa alegria em seu tom.

Eles caminhavam por algum tempo, houveram alguns instantes de silêncio durante a caminhada, mas na maior parte do tempo Vergil estava explicando alguma coisa - Bom, vamos para o ferro velho de Latem - Ele dizia - Mas não se preocupe. Já ouviu falar que o lixo de um é o tesouro de outro? Às vezes as pessoas descartam umas coisas muito boas simplesmente porque não vão usar mais. Tem muita gente lá que passa o dia no ferro velho pegando essas coisas pra vender depois. Com sorte, te compraremos um bastão por lá - Parecia bem contente por ter a oportunidade de explicar algo para alguém. Repentinamente, entretanto, ficava um pouco envergonhado:

- Me desculpe, é o melhor que podemos conseguir. As coisas boas mesmo só ficam em Geartrópolis, mas eles não são muito receptivos com gente como eu lá. Aí não conseguiria te guiar… - Parecia bem triste, não se sabia ao certo se era pela ideia de se separar de Cindy ou por não ser bem recebido na cidade. Em todo caso, eles logo chegavam no ferro velho e não era difícil para que a amazona entedesse o porque desse nome.

- Seja bem vinda a nossa mina de ouro - Ele dizia estendendo a mão na direção do local, como se o apresentasse para garota. Fato é que estava cheio de pessoas de todas as idades, mas todas pareciam bem pobres. Algumas brincavam, conversavam e se divertiam, outras procuravam itens entre a sucata e por fim tinham também aqueles que pareciam não estar bem intencionados no local - Só vamos rápido com isso, aqui é meio perigoso… - Ele dizia em voz baixa para que apenas a garota pudesse ouvir.

As possibilidades agora se ampliavam. De onde estava Cindy podia ver diversos potenciais vendedores de bastão que com certeza iriam negociar com ela, e muitos de fato carregavam exemplares de boa qualidade consigo. No fim das contas, se quisesse ela conseguiria comprar um bom bastão por 30 mil berries. Ao mesmo tempo ela poderia também tentar economizar e, portanto, procurar um bastão usável em meio às pilhas de sucata. Nessa última opção, entretanto, deveria manter em mente que talvez demorasse mais e isso acabasse tendo consequências em um lugar como aquele. Ela ainda poderia fazer outras coisas, é claro, talvez procurar algum outro item naquele local? Em todo caso, a escolha agora era apenas dela.

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptyTer 28 Jan 2020, 21:44

''Valores.''
 




- Ah… Me desculpa… - Foi inevitável o sorriso de lisonja e estranhamento que surgiu no rosto da garota. Sempre durona, a menina acabara de amadurecer. Aquela fora a primeira vez que pediram desculpas para ela. Uma sensação florescia dentro dela; do tipo que ela nunca havia sentido antes. Treinada para ser dura como pedra, e no máximo cordial como uma fera que libera a presa por conveniência, nunca imaginara que poderia ter um jardim como aquele dentro de si. Afinal de contas, não era de todo árida. Os dois continuaram caminhando, e ela o ouvia enquanto reparava na cidade. Realmente, não tinha nada a ver com Zomana. Embora a vida em Zomana não fosse nada fácil, principalmente para guerreiras, a forma como aquela cidade se organizava lhe parecia muito pior.

Após voltar para si, procurou uma brecha no monólogo de Virgil e gesticulou para conseguir o bastão.

- Hmm… Você quer jogar baseball? Não sei se isso vai ser fácil por aqui - Fez uma cara confusa. Pensou em perguntar o que era baseball, mas não queria perder mais tempo com outra mímica. - Não deve ser isso… - Acenaria positivamente com a cabeça com uma expressão que dizia ''obviamente...'' - Espera aí, eu tenho certeza que vou adivinhar... - Acenou com uma expressão confiante, incentivando-o a continuar. - Ah, já sei! Você quer um bastão! - De súbito gesticulou positivamente, com movimentos rápidos com a cabeça. O rapaz havia acertado. - Não é? Você queria Tonfas na loja do doido… Acho que faz sentido que use um bastão também. Me desculpe… Ainda preciso me acostumar com isso Com um movimento leve e diagonal com a mão, que ia desde a altura do ombro até a cintura, lançando a mão e a desmunhecando, a garota transmitiria a mensagem ''Não tem problema... Não liga pra isso...''

Se havia interpretado bem o rapaz nos momentos seguintes, ele não queria se aproximar dela, e por isso recomendou o lixão para continuar o encontro. Ela também não iria querer separar-se dele por enquanto, e por isso o seguiria.

- Bom, já que precisamos sair da área do Zeph eu acho que o ideal é o ferro velho ou a RicaSucata, mas não sei se o Kelvin vai ter um bastão pra vender… Normalmente ele trabalha mais com tecnologia - Ela realmente não se importaria com a urgência em sair da área de Zeph, mas a ideia de conhecer as tecnologias da ilha nova a intrigavam. Sem paciência para transparecer isto, a legionária seguiria Virgil para RicaSucata. - Bom, vamos para o ferro velho de Latem. Mas não se preocupe. Já ouviu falar que o lixo de um é o tesouro de outro? Às vezes as pessoas descartam umas coisas muito boas simplesmente porque não vão usar mais. Tem muita gente lá que passa o dia no ferro velho pegando essas coisas pra vender depois. Com sorte, te compraremos um bastão por lá - Bom, aquilo realmente traria para ela um pensamento novo.

O lixo de um, afinal, era de fato o tesouro de outro. Ela sentia falta de sua terra natal e das tragédias que ocorreram nela. Mas a diapasão das possibilidades ressonando em suas riquezas de conceito a faziam perceber que era, de certa forma, abençoada por ter saído da ilha. Em Briss Kingdom haviam senhores que preferiam não ser chamados pelo pronome independentemente da hierarquia, como Beth. Haviam vendedores que atirariam nela por tonfas que lhe pareciam lixo. Pessoas que pediam desculpas apenas pela gentileza, longe das formalidades rígidas da estrutura militar. E aquele mundo em que imergia como num aquário a refinava seus ideais. Nunca queria parar de conhecer ilhas. A excitação crescente cresceria dentro dela. Infelizmente não teria como comunicar aquilo para Virgil através de palavras.

- Me desculpe, é o melhor que podemos conseguir. As coisas boas mesmo só ficam em Geartrópolis, mas eles não são muito receptivos com gente como eu lá. Aí não conseguiria te guiar… - Se angustiaria com a limitação dos gestos, embora soubesse que talvez palavras não comunicassem o quanto ele estaria errado por se sentir envergonhado. Mas uma das vantagens de ser muda era justamente ser uma garota de atitudes. Prometeu para si mesma que iria levar Virgil para Geatrópolis. Afinal, não poderia deixar de conhecer esta parte da cidade também.

- Seja bem vinda a nossa mina de ouro - Cindy adentraria a tal mina de ouro e daria uma volta de 360 graus em torno de si mesma, observando toda a extensão e tentando capturar o estilo de vida daquelas pessoas. A pobreza delas era evidente, e a cidade ser os restos da outra cidade era realmente injusto. Isto colocava em xeque mais um ideal da garota: afinal, não seria isto que faria se tivesse completado seu treinamento em Zomana? Saqueando territórios inimigos e os impondo suas próprias regras negociais injustas? Enquanto refletia, Virgil prosseguia com suas formas cuidadosas - Só vamos rápido com isso, aqui é meio perigoso…

Mais uma noção divergente entre os dois.

E desta vez era a noção de perigo.

Caminharia com uma confiança só possuída por aqueles que se garantem muito no combate na direção daquele que lhe parecesse vender bastões metálicos de boa qualidade. Um sorriso orgulhoso que beirava a arrogância se apossaria dela. Apontando para o bastão, declararia sua intenção de tê-lo ao vendedor. Ouviria o valor e o entregaria exatamente. Seguraria o bastão com o punho fechado disposto atrás nas suas costas, sendo segurado por uma mão virada para cima na altura da cintura de forma que o bastão repousaria na parte de trás de seus ombros conforme andasse. Como um gesto de participar da cultura local, procuraria por tonfas em meio ao lixo. Talvez uma caneta e um pequeno caderno. Caso encontrasse, se agacharia e pegaria com a mão livre, guardando as canetas nos bolsos e as tonfas presas em seu cinto, sem nunca soltar o bastão na outra mão.

Tentaria encontrar o par que achasse melhor, e não se apressaria caso alguém a encarasse. No fundo, a jovem estaria atrás de problemas com os encrenqueiros. Certo. Então Briss Kingdom possui uma cultura diferente. Desculpas, valores, gentileza, flores, lixo. Mas será que tais valores eram suficientes para criar bons guerreiros? Talvez fosse o momento de pôr aquilo em xeque.

Se faria de distraída enquanto procurava por objeto novos, enquanto sondaria seus inimigos com sua audição aguçada, a fim de detectar movimentos que pudessem soar agressivos ou nocivos contra ela. Caso os detectasse, se faria de distraída e esperaria até a aproximação deles.

No momento em que julgasse ideal, usaria sua aceleração e acrobacia para vencê-lo com o elemento surpresa.

Caso o oponente tentasse confrontá-la com um ataque a curta distância pelas costas, utilizaria sua aceleração e audição aguçada para se virar em cento e oitenta graus e usar a própria velocidade do movimento junto ao seu bloqueio para amparar o golpe com as duas mãos segurando quase nas pontas do bastão e utilizando o meio do mesmo para segurar o ataque. Sem perder tempo, deslizaria uma das mãos para a ponta segurando a própria arma com força quando ela chegasse ao seu destino e com a outra direcionaria o bastão com toda a força na direção do pescoço do adversário, em um movimento que ainda estaria usando a força do giro e do bloqueio para modular o ataque do oponente na direção em que o bastão caía ao mesmo tempo que o amparava, a fim de tornar a inércia ainda mais potente em seu ataque diagonal de cima para baixo, arremessando o adversário no chão.

Caso o ataque fosse pela frente, buscaria bloquear o ataque amparando-o com o seu bastão. Caso fosse horizontal disporia seu ferro na vertical e o seguraria com as duas mãos quase nas pontas, bloqueando o ataque utilizando a parte mais central de seu ferro; as duas pernas firmes no chão como aprendera na academia. Caso o ataque fosse na diagonal ou na vertical, faria uma força oposta na direção do ataque ainda segurando a arma nas pontas de forma a bloqueá-lo. Deixaria as pernas firmes e colocaria todo o peso do seu corpo na defesa. Repetiria isto quantas vezes fosse necessário e, assim que encontrasse uma brecha, poria em prática seu plano de surpreender o adversário: Utilizaria sua acrobacia para dar uma cambalhota por cima do mesmo, sem nunca abaixar a guarda de seu bastão e pronta para defender qualquer possível ataque. Assim que pousasse, buscaria acertar a nuca dele com o bastão em um movimento diagonal de cima pra baixo a fim de lançá-lo no chão.

Na situação de ser um ataque a longa ou média distância, utilizaria de sua audição aguçada para esperar até momentos antes do lançamento ou disparo do que quer que fosse e daria o salto mortal mais alto que conseguisse a fim de assustar o oponente e aproximar-se. Uma vez próxima, utilizaria as estratégias do ataque pela frente.

Se em alguma hipótese houvesse mais de um oponente, seja atacando-a de frente ou de costas, buscaria se esforçar ao máximo para revezar entre estes enquanto utilizaria os bloqueios descritos nos parágrafos acima a fim de atacá-los caso encontrasse brechas exatamente como nos parágrafos acima.

A legionária estava sedenta por um desafio já havia algum tempo. Finalmente poderia apresentar sua cultura para Virgil sem usar muitas palavras.



objetivos escreveu:

[ ] Conseguir um robozin
[ ] Perícia Mecânica
[ ] Perícia Engenharia Mecânica
[ ] Perícia Arrombamento
[ ] Me divertir

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''.....''

- Cindy Vallar  

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptyQui 30 Jan 2020, 17:56



Horário: Manhã
Dia: Quarta-Feira
Tempo: Quente


Era no mínimo divertido de se ver o modo como os dois jovens estavam se dando bem. Uma garota muda com um rapaz um tanto trabalhador, parecia até um tanto conveniente para deixar uma trama mais dinâmica, talvez por isso mesmo os dois davam tão certo. Para Cindy, a experiência de caminhar por aquela cidade ao lado de Vergil continuava repleta de “primeiras vezes” e por isso mesmo o mundo exterior não parava de surpreender a garota.

Como uma pessoa recém saída da caverna, a garota tinha suas opiniões e concepções de mundo contestadas e mudadas a cada novo evento, a cada novo ensinamento trazido por Vergil. Será que o jovem sequer sabia que estava afetando tanto assim sua nova amiga? Com toda a certeza ele ficaria feliz com isso, e talvez ela estivesse servindo para ajudá-lo com seus próprios dilemas também.

Ao chegar ao Ferro-Velho, tendo mais uma concepção de mundo posta a prova, Cindy decidia que compraria um bastão. Mais do que isso, naquele lugar ela decidia que iria mostrar toda a sua coragem e também fazer com que seu amigo entendesse um pouco de sua própria cultura, de sua criação como guerreira. Algo bem conflitante que ela vinha notando até aqui era que diferente de si, o garoto tinha muitos medos, muitas correntes invisíveis que o mantinham preso em sua própria mente. Talvez uma das intenções da garota fosse também livrá-los destas correntes.

Sem medo e com um caminhar firme e confiante, ela ia até um senhor que carregava consigo não só um belo bastão de metal, como também algumas outras armas de tipos variados. A quanto tempo ele estaria coletando aqueles itens para ter tantos? Era difícil dizer, mas era possível saber que ele não era o único ali com tantos itens assim. Sem demora ela ouvia o preço do bastão e pagava por ele, aparentemente o vendedor não era muito de falar também.

O passo a seguir era propositalmente para chamar atenção, era hora de mostrar sua cultura para Vergil enquanto aproveitava para sentir um pouco da cultura local. Por isso mesmo ela se debruçava sobre algumas pilhas de ferro velho procurando por alguns itens. Não teve dificuldades para achar um caderno meio gasto e uma caneta com alguma tinta restando, o problema mesmo veio na busca pelas tonfas. Era praticamente impossível encontrar uma arma decente ali, provavelmente isso se devia ao fato de que as pessoas já estavam pegando os itens de qualidade desde muito mais cedo. Vale lembrar que naquele momento ainda não devia ser muito mais que dez da manhã. Se quisesse um item de qualidade naquelas pilhas, sabe-se lá que horas teria que chegar para buscar.

Quando ela já estava para desistir da busca algo acontecia. Sua audição aguçada conseguia detectar quando alguém disparava para correr em sua direção e, apesar de se virar pronta para bloquear qualquer ataque, não era isso que vinha - Cuidado! - Gritava Vergil que estava um pouco distante, mas já era tarde demais. Ela só tinha tempo pra sentir uma mão bem leve entrando em seu bolso e roubando o dinheiro que lhe restava pouco antes de continuar correndo.

Olhando para o lado em que a pessoa havia corrido ela só tinha tempo para ver uma figura baixinha de pele negra e cabelos brancos - Deu mole moça! - Era tudo o que ele gritava de forma zombateira antes de se misturar a outras crianças que também começaram a correr - Ei, espera aí! - Vergil gritava sem muito resultado. Deste modo, vendo as crianças se afastarem rapidamente, ele olhava para Cindy e questionava - E aí? Vamos atrás deles?

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo EmptyQui 30 Jan 2020, 17:56



Horário: Manhã
Dia: Quarta-Feira
Tempo: Quente


Era no mínimo divertido de se ver o modo como os dois jovens estavam se dando bem. Uma garota muda com um rapaz um tanto trabalhador, parecia até um tanto conveniente para deixar uma trama mais dinâmica, talvez por isso mesmo os dois davam tão certo. Para Cindy, a experiência de caminhar por aquela cidade ao lado de Vergil continuava repleta de “primeiras vezes” e por isso mesmo o mundo exterior não parava de surpreender a garota.

Como uma pessoa recém saída da caverna, a garota tinha suas opiniões e concepções de mundo contestadas e mudadas a cada novo evento, a cada novo ensinamento trazido por Vergil. Será que o jovem sequer sabia que estava afetando tanto assim sua nova amiga? Com toda a certeza ele ficaria feliz com isso, e talvez ela estivesse servindo para ajudá-lo com seus próprios dilemas também.

Ao chegar ao Ferro-Velho, tendo mais uma concepção de mundo posta a prova, Cindy decidia que compraria um bastão. Mais do que isso, naquele lugar ela decidia que iria mostrar toda a sua coragem e também fazer com que seu amigo entendesse um pouco de sua própria cultura, de sua criação como guerreira. Algo bem conflitante que ela vinha notando até aqui era que diferente de si, o garoto tinha muitos medos, muitas correntes invisíveis que o mantinham preso em sua própria mente. Talvez uma das intenções da garota fosse também livrá-los destas correntes.

Sem medo e com um caminhar firme e confiante, ela ia até um senhor que carregava consigo não só um belo bastão de metal, como também algumas outras armas de tipos variados. A quanto tempo ele estaria coletando aqueles itens para ter tantos? Era difícil dizer, mas era possível saber que ele não era o único ali com tantos itens assim. Sem demora ela ouvia o preço do bastão e pagava por ele, aparentemente o vendedor não era muito de falar também.

O passo a seguir era propositalmente para chamar atenção, era hora de mostrar sua cultura para Vergil enquanto aproveitava para sentir um pouco da cultura local. Por isso mesmo ela se debruçava sobre algumas pilhas de ferro velho procurando por alguns itens. Não teve dificuldades para achar um caderno meio gasto e uma caneta com alguma tinta restando, o problema mesmo veio na busca pelas tonfas. Era praticamente impossível encontrar uma arma decente ali, provavelmente isso se devia ao fato de que as pessoas já estavam pegando os itens de qualidade desde muito mais cedo. Vale lembrar que naquele momento ainda não devia ser muito mais que dez da manhã. Se quisesse um item de qualidade naquelas pilhas, sabe-se lá que horas teria que chegar para buscar.

Quando ela já estava para desistir da busca algo acontecia. Sua audição aguçada conseguia detectar quando alguém disparava para correr em sua direção e, apesar de se virar pronta para bloquear qualquer ataque, não era isso que vinha - Cuidado! - Gritava Vergil que estava um pouco distante, mas já era tarde demais. Ela só tinha tempo pra sentir uma mão bem leve entrando em seu bolso e roubando o dinheiro que lhe restava pouco antes de continuar correndo.

Olhando para o lado em que a pessoa havia corrido ela só tinha tempo para ver uma figura baixinha de pele negra e cabelos brancos - Deu mole moça! - Era tudo o que ele gritava de forma zombateira antes de se misturar a outras crianças que também começaram a correr - Ei, espera aí! - Vergil gritava sem muito resultado. Deste modo, vendo as crianças se afastarem rapidamente, ele olhava para Cindy e questionava - E aí? Vamos atrás deles?

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