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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Sombras do Passado

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MensagemAssunto: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptySex 03 Jan 2020, 23:36

Sombras do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Kylo Ren. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptySab 04 Jan 2020, 19:04







Sombras do Passado

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Suas memórias ecoavam em sua mente como um surdo anseio, uma secreta curiosidade aflita que infindavelmente perseguia-lhe, sempre vindo à tona para assombrá-lo. O deslocar das solas dos pés conduziam a movimentação do mascarado enquanto à aragem oceânica balouçava sua indumentária lúgubre com nuvens rúbeas. O seu plano de vingança era perpetuado em sua mente enquanto o amargo gosto da impotência e fraqueza corroíam o seu âmago, convertendo-se pouco à pouco em rancor e ódio, sentimentos que alicerçavam a sua força de vontade e mantinham-no de pé. O rosto, encoberto por sua máscara-de-guerra mandarina em padrão de espirais, movia-se à procura do horizonte ao passo que os pensamentos longínquos de um passado há muito esquecido continuavam a traí-lo. Seu olho esquerdo vão e em inação ao horizonte, avultava o báratro profundo que corrompia o seu coração combalido pela perda.

- Então é aqui que o mundo ficará de cabeça para baixo.. - Murmurou para ele próprio. Defronte de Geartrópolis, Kylo encontrava-se no lugar perfeito para reivindicar uma parcela de sua vingança proferida há quatro anos atrás.

A autocracia do Governo Mundial há muito já havia se apoderado daquela pequena ínsula do Blues através do monarca de Briss Kingdom, Tooler Shardian. Os artífices do Governo Mundial, Cipher Pool e Marinha também possuíam os seus tentáculos na cidade futurística, demonstrando uma oportunidade única ao alcance de Kylo. Os punhos cerrados em conjunto com os dentes friccionados findavam os pensamentos lôbregos que o atormentavam, resgatando-o de volta para à centralidade de pensamentos brunidos. Inicialmente buscaria por uma loja de armas para que pudesse adquirir uma ninja-tō. Se não a encontrasse através de seu próprio esforço, Kylo buscaria informação através de qualquer comerciante local e, na ausência destes, pedestres comuns.

- Procuro por uma loja de armas, sabe aonde encontro uma? - Indagaria sem imbróglios, forçando a voz para torná-la mais audível em consequência do sutil abafo que a máscara provocava.

Após conquistar uma resposta que fosse desejável ou se encontrasse estabelecimento por si só, encaminharia-se até o lugar designado com serenidade. Uma vez lá, deambularia sua íris carmesim pelos possíveis armamentos visíveis. Mantendo-se rente à bancada, Kylo questionaria o(a) recepcionista a cerca da ninja-tō que procurava.

- Gostaria de adquirir uma ninja-tõ. - Falou para aquele(a) que o atendia.

Kylo não gastaria mais de trinta mil berrys naquela aquisição, pois precisava ainda comprar ou conseguir de alguma forma explosivos. Era algo que maturava desde o percurso que fizera até aquele estabelecimento, observando os inúmeros prédios acinzentados que pintalgavam a composição monótona da cidade. Só se avistava prédios e mais prédios e, dentre todos eles, havia um que destacava-se dos demais, a grandiosíssima Briss Tower. Ela é a representação máxima do luxo e fartura do Governo Mundial e a morada oficial do monarca e nobres da pequena ínsula do Blues. Não havia outro lugar a não ser aquele para Kylo iniciar a sua vingança. Sorriu de leve por detrás da máscara de seu prógono, retornando para o(a) atendente no balcão.

Se a arma estivesse dentro do orçamento desejado Kylo a apanharia, entregando o pagamento de bom grado pelo êxito da compra dentro do planejamento proposto. Caso o preço ultrapassasse o previsto, Kylo se encaminharia para fora da loja de armas, endireitando-se para um outro estabelecimento que encontrasse, à procura do preço ideal.

- Preciso planificar um terreno e só conseguirei através do uso de explosivos, será um trabalho bem difícil.. Sabe onde posso encontrá-los? - Blefou com uma evidente malícia em seu cenho abscôndito antes de retirar-se do estabelecimento. Assim que obtivesse a informação, encaminharia-se até o estabelecimento designado.

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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptyTer 07 Jan 2020, 22:37

NARRAÇÃO 01


  Chuva e mais chuva, o tempo tempestuoso naquela manhã manchava a cidade de um cor cinza e deixava a visão de todos muito mais monocromática do que uma bela vida merecia enxergar. Mas em uma cidade como Geartrópolis nada é desculpa para parar e logo de manhã as lojas já abriam suas portas na esperança de alguém encontrar um bom cliente no dia e quem sabe salvar as finanças do mês, afinal cada dia tinha a sua história.

  Pessoas começavam a circular, mas nitidamente em número bem reduzido, o que era normal em dia de chuva e ver um ou outro comerciante olhando para os céus e bufando em desaprovação não era incomum, mas não podia reclamar muito, a cidade consumia muita água e a chuva era na verdade uma grande benção dos céus para a vida da população local.

  Entretanto uma figura se destacava em meio a multidão, não só pela sua veste, mas principalmente pela sua máscara, dois marinheiros que cruzaram por Ren não pareciam muito satisfeitos com isso e em um mundo cuja uma das principais atividades econômicas é caçar bandidos, andar com máscara era não só suspeito como um grande alvo de confusão.

  - Senhor! - O soldado chamava então a atenção do ninja ainda desarmado. - Por favor tire sua máscara, queremos apenas confirmar sua identidade.

  Embora o marinheiro que falava estava calmo, o segundo estava com a mão na espada, uma arma padrão da marinha que os dois soldados usavam e mantinham em sua bainha. Entretanto não pareciam querer ceder nem um pouco, principalmente o segundo.

  - Se não deve nada a Marinha o senhor pode ficar tranquilo. - Disse o soldado. - Apenas rotina.

Falas escreveu:
Soldado

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Última edição por Bijin em Qui 09 Jan 2020, 21:15, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptyQua 08 Jan 2020, 22:03







Sombras do Passado

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Seu percurso por Geartrópolis era desalentado pelas incômodas gotículas de chuva daquele céu borrascoso. Seu indumento, preso à sua pele por resultância daquela perene bátega, fomentava uma pequena amofinação ao passo que a sensação de perda de calor já se lajeava em seu corpo. Naquele ínterim de tempo em que a água da chuva continuava escorrendo por todo o seu corpo, Kylo observaria aquele céu cinzento e beluíno enquanto às gotículas estalejavam ao se chocarem contra a sua máscara de madeira. Com os pensamentos completamente distantes de Briss Kingdom, Kylo fecharia suas pálpebras, expulsando às gotículas que se infiltravam por detrás de sua máscara com a força da expiração de suas narinas.

O navio mercante digladiava-se para se manter flutuando sobre aquele mar inquietante e indomável ao passo que fortíssimas ondas castigavam o seu casco puído, com a água penetrando todo o interior do navio através de lacônicas brechas na madeira do casco. No epicentro daquela forte tormenta, o céu encontrava-se dominado por relâmpagos índigos que ramificavam-se por todo aquele véu negro banhado pela lua, efetuando um estrépito que parecia estremecer toda aquela pequena embarcação. Enquanto o convés era dominado por uma enorme confusão para conter o avanço da água, havia um pequeno cômodo que se encontrava aquém daquelas forças externas e, consumido pelo ardor da amargura, encontrava-se um garoto cego por vingança.

- Eu prometo destruir o Governo Mundial.. - Murmurou o garoto enquanto deslizava um estilhaço de vidro sobre a sua mão canhota. O sangue escorria em um fluxo estável por seu pulso, aspergindo sobre o edredom que o cobria. Era uma dor pífia comparada àquela que ele viria a sofrer através do caminho que havia escolhido.

A visão abria-se vagarosamente até o momento em que Kylo emergiria de suas memórias, sentindo o bafejo gélido do vento e o o gosto das pequenas gotículas de chuva que escorriam por seus lábios. Suas pupilas se contraíam desacerbadamente quando o mascarado atentou-se com o quê se encontrava em sua frente. Era ele mesmo, mas dez anos mais novo, com um sorriso meigo e a mão estendida à ele. Seus olho eram esperançosos e cheios de vida, contrastando com seus atuais olhos vazios e inemotivos. Permaneceria observando-o por um breve momento, estático e sem reação defronte aquele estrambótico momento.

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- Não. - Sussurrou de maneira apática, caminhando em direção daquela figura de épocas passadas que o atormentava. Não parou até que a atravessasse, desvanecendo-a como uma débil névoa quando sofre a influência de um sopro.  

Esse é o caminho. Findou os frágeis sentimentos que o atormentavam, atentando-se com a díade de marinheiros que o chamavam. Kylo percebeu naquele momento que havia agido com imprudência, esquecendo-se de que a sua aparência chamaria a atenção de terceiros e, consequentemente, da Marinha. Mordiscaria o seu lábio inferior em um notório flagelo por seu descuido, arrancando um filete de sangue que escorreria por seu mento. Em clara desvantagem, o mascarado só visualizava uma opção viável - um recuo estratégico.

- Certo. Sem problemas, soldados. - Atenuaria a situação através de uma tonalidade de voz simpática. Colocando às mãos em sua máscara, Kylo aproximaria-se o máximo possível dos marinheiros através de passos comedidos e cautelosos. E de repente, sem qualquer aviso prévio, Kylo flexionaria a sua rótula esquerda para efetuar um pontapé contra uma poça d'água em direção aos marinheiros. O mascarado visava extrair um recuo natural da díade, uma primeira reação de seus corpos, um movimento involuntário de proteção.

Aproveitando-se disso, Kylo correria em altíssima velocidade para fugir dos marinheiros, utilizando-se de sua exímia aceleração para tal. Deixando a díade para trás, o mascarado adentrava por inúmeras vias e becos farruscos para despistá-los, através de um pique célere e contínuo. Utilizaria da altíssima metropolização de Geartrópolis para ajudá-lo em sua fuga, com inúmeras áreas residenciais e comerciais, aquela era uma cidade gigantesca. Portanto, era fácil perder-se nela. Para ganhar mais velocidade na corrida, Kylo usufruiria de seus dotes acrobáticos, saltando de estrutura em estrutura, de parede de parede, caso a ambientação aonde se encontrasse fosse estreita o suficiente.

Durante o percurso, sua íris carmesim se deambularia à procura de uma estalagem para se esconder e passar à noite, ao passo que perscrutaria qualquer placa ou letreiro que o ajudasse a encontrá-la. Caso a encontrasse, se certificaria de não estar sendo seguido, adentrando somente após a confirmação. Controlaria a sua frequência respiratória após a corrida, nivelando-a até que retornasse para a normalidade, com o intuito de não atrair suspeitas por sua abrupta entrada na estalagem. À procura de alguém que pudesse atendê-lo, Kylo caminharia até a recepção da albergaria.

- Se for possível, preciso de um quarto e de roupas limpas.. - Falou para aquele(a) que o atendia. Se tudo ocorresse bem, Kylo agradeceria, se encaminhando para o quarto que fosse designado. Era um abrigo provisório, já que o mascarado tinha o conhecimento que a notícia de sua procura se espalharia com velocidade. Kylo não estava disposto em cometer o mesmo descuido novamente.

Caso ainda estivesse sendo perseguido, ou não encontrasse a estalagem que procurava, Kylo buscaria refúgio em alguma estrutura que fosse suficientemente alta. Um arcabouço que o protegesse das intempéries daquela tempestade ao passo que os marinheiros não o alcançassem e, consequentemente, o perdessem de vista. Através disso, Kylo permaneceria lá, protegendo-se da chuva até que a mesma se cessasse, secando-se e esperando que a poeira de sua fuga abaixasse.

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Última edição por Kylo Ren em Sab 11 Jan 2020, 03:31, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptyQui 09 Jan 2020, 21:47

NARRAÇÃO 02


  Depois do seu desvaneio do passado, nosso simpático protagonista que buscava algum momento se vingar do malvado Governo Mundial e tudo aquilo que ele representava, estava diante de uma situação que era por ele inesperada, mas extremamente normal em uma forte ilha governamental. De cara o ninja percebia que não poderia andar tranquilamente mascarado em uma cidade onde havia grandes figurões do governo, pois antes mesmo de chegar a 2 quilômetros do seu algo já foi abordado.

  Com palavras bonitas e rebuscadas, nosso herói planeja uma coisa não muito heroica, correr para nunca mais ser visto, pois apesar de não ser nenhum pirata procurado, ou mesmo um pobre revolucionário, Kylo não queria mostrar seu rosto, por isso traçou um plano ardiloso para pegar os defensores da ordem e da justiça de surpresa e sujar a bela camisa branca deles.

  Logo então que chutou a poça da água e os respingos começaram a levantar voo, como se tudo tivesse em câmera lenta, Ren pode observar o soldado que estava recuado desembainhar a espada e em um rápido movimento rebater a água que lhes foi atirada a voltar contra o próprio ninja. Mas a precisão era tanta que a água entrava em usa maior parte justamente no pequeno e único orifício da máscara. Embora a quantidade não fosse grande era o suficientemente volumosa para preencher o espaço entre a máscara e o rosto de Kylo, que ao respirar teve a profunda sensação de afogamento.

  Isso era o que o soldado queria que acontecesse e essa narradora de narrar, mas a realidade é a que todos sabem, simples soldados não poderiam fazer isso, por isso o resultado foi que eles reagiram a manobra protegendo seus olhos da suja água e logo começaram a correr atrás do desarmado mascarado.

  - Desgraçado. - Gritou o soldado que corria atrás do protagonista. -  Você vai pagar o tintureiro seu filho de uma meretriz desviada!!!!

  Embora Ren tenha conseguido abrir uma distância, seu fôlego não era dos melhores (tipo, 1 ponto), mas sua estratégia de correr pelas pequenas ruas acabou dando resultado e acabou que não estava vendo mais os soldados em lugar nenhum. Em uma rápida caminhada achou uma pequena taverna que parecia alugar quartos, pelo menos o símbolo indicava isso.

  O simplório, mas alto e forte taverneiro olhava para Ren, ele não parecia ter muitos amigos e na verdade parecia bem chateado com a entrada do ninja no local, pois ainda era cedo e ele estava limpando todo o local que agora tinha, o chão que brilhava agora possuía uma tinha de água com lama que deixou o homem com cara de poucos amigos.


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  - Diária custa 3000 mil berreis, como estamos cheio cobramos no mínimo 3 diárias. - Disse o taverneiro com uma voz rouca e forte. - Claro que o pagamento deve ser adiantado, você tem direito a um café da manhã. O total fica 10.000 berreis. - Então ele coloca a caneca limpa sobre o balcão antes de terminar a sua fala. - Há uma loja de roupas aqui na frente. Acho que vendem vestidos lá.

Falas escreveu:
Soldado
Taberneiro

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptySab 11 Jan 2020, 03:20







Sombras do Passado

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Ao passo contrário de seu planejamento prévio, Kylo havia de abdicar uma parcela de seu orçamento se quisesse se manter naquela albergaria. Encharcado e com marinheiros à sua procura, não haviam muitas opções favoráveis ao mascarado naquele átimo. Portanto, ainda que com relutância, assentiu para às colocações do taverneiro, entregando-lhe o pagamento extemporaneamente. O baque surdo de gotículas da chuva ao abalroarem-se contra o chão ainda eram audíveis, extraindo um murmúrio de Kylo. Ele, apesar de possuir um caráter fleumático, não estava, afinal, a ver bem a conjuntura em que se encontrava.

- Agradeço. Aonde é o meu quarto? - Indagaria com palavras impassíveis, ríspido e sem rodeios. Caso o taverneiro o designasse até a sua locação ou lhe fosse entregue uma chave com instruções em anexo, Kylo encaminharia-se de antemão até o seu cômodo.

Chegando lá, Kylo trancaria a porta caso estivesse em posse da chave e, concomitantemente, arrastaria uma mobília robusta que estivesse próxima à ele até a porta, alocando-a adjacentemente à ela. Através disso, além de retardar a entrada de visitas indesejáveis em seu cômodo, o ruído provocado pelo arraste da mobília serviria para alertá-lo. Arquejando após a conclusão das medidas cautelares, Kylo endireitaria-se até o banheiro do cômodo em passos custosos por conta da incidência do peso de sua indumentária empapada sobre o seu corpo. Despindo-se, Kylo contorceria sua indumentária sobre a pia, aspergindo às gotículas d'água pelo ralo. Em uma arfada de cansaço, Kylo adotaria um semblante de estafa por detrás de sua máscara, estendendo o seu vestuário úmido sobre a porta do banheiro.

Só havia uma única peça sobre o seu corpo - a sua máscara. Caso houvesse um espelho, Kylo observaria o seu próprio reflexo com parcimônia, perscrutando as nuances de seu corpo já há muito combalido por cicatrizes e marcas de conflitos. Envolveu sua máscara com suas mãos, afastando-a pouco à pouco de seu rosto, de modo que observasse o sua face com pacacidade através do espelho. Suas mãos tremiam enquanto colocava morosamente a máscara de seu prógono sobre o lavatório. O abre e fecha de suas mãos não eram o suficiente para afagar aqueles movimentos oscilatórios e involuntários. Atentou-se com o seu reflexo, escrutinando a porção esquerda de seu rosto sórdida e encarquilhada; uma terrível marca deixada pelo Governo Mundial.

- Tsc.. - O ruído oriundo da fricção de seus dentes e a glabela tensionada denotavam o rancor de Kylo ao relembrar de seu passado. Não por sua aparência sequelada, mas por aquilo mais precioso que lhe havia sido tomado: A vida de seus pais e de seu povo.

Em uma execução rápida, Kylo cerrou sua canhota, chocando-a contra o epicentro do espelho à sua frente. Os estilhaços espatifariam-se no chão ao passo que um fluido vermelho-escuro escorreria por seus dedos e gotejaria sobre o chão do toalete. Os inúmeros fragmentos quebradiços do espelho refletiam o seu rosto de diferentes posições, em imagens disformes e côncavas. Rumorejou uma praga com seus lábios secos, encaminhando-se até a o chuveiro com um ascendente incômodo em sua mão esquerda. O jato d'água quente abstergeu o frio que alojava-se em seu corpo ao passo que toda a sua tensão e mágoa era expurgada conforme a água ardente escorria por seu corpo. O fluxo d'água em direção ao ralo ganharia uma coloração acarminada conforme o seu sangue misturava-se com a água do chuveiro.  

Momentos depois já estava vestindo-se. Seu indumento não estava completamente seco, mas aquele era o único que tinha então o utilizou mesmo assim. Caso houvesse papel higiênico no banheiro utilizaria-o para enfaixar o corte de sua mão, enrolando-o até que ficasse suficientemente satisfatório. - Argh... - Resmungou para ele próprio ao atentar-se com a bagunça em que havia feito no banheiro. Com uma exímia cautela para não cortar-se, Kylo recolheria toda aquela vidraça estilhaçada pelo chão, alocando-a para uma possível lixeira. No entanto, manteve para si um pequeno estilhaço de vidro para defender-se, pois até então se encontrava desarmado.

- Eu vou terminar o que você começou.. - Falou para a máscara confiada à ele por seu pai, Nihilus Ren. A encaixou de volta à seu rosto, observando o seu reflexo naquele espelho irregular e fragmentado. No atual estado em que encontrava-se, o espelho o representava fielmente bem. Kylo era uma pessoa com o espírito quebrado, com feridas passadas que ainda não se fecharam completamente.  

Maquinaria os seus próximos passos em sua mente, acomodando-se na beirada da cama disponível no cômodo. Não poderia se dar o luxo de descansar os olhos, não até que concluísse o seu propósito em Briss Kingdom. Aguardaria até que entardecesse, com equilíbrio e frialdade, completamente entregue à seu desígnio. Uma vez que o sol já desaparecesse do céu, Kylo arrastaria a mobília que colocara adjacente à porta de volta ao espaço em que a havia encontrado. Após destrancar a fechadura, encaminharia-se até a recepção da albergaria em passos serenos, pois não queria atrair atenções indesejáveis.

- Estou procurando uma loja de armas, você conhece alguma? - Indagou ao taverneiro. Caso o homem o dissesse, Kylo endireitaria-se até o estabelecimento que lhe fora indicado. Pelas dimensões físicas da cidade, seria provável que Geartrópolis à noite fosse extremamente bem movimentada e, portanto, Kylo utilizaria-se disso para se misturar na multidão. Na vicissitude de que o taverneiro não lhe fornecesse a informação que pedira, o mascarado procuraria o estabelecimento por si só. Não cometeria o mesmo erro de outrora, dessa vez, Kylo seria extremamente cauteloso. Misturaria-se sempre com o aglomerado de transeuntes por onde passasse, utilizando de sua visão aguçada para identificar possíveis marinheiros e membros do governo à distância.

Caso encontrasse a loja de armas, adentraria no estabelecimento com pacificidade. Aguardaria sua vez de ser atendido, uma vez que houvesse uma fila de clientes à espera na recepção. Assim que fosse o próximo, aproximaria-se com quietude, mantendo-se rente à bancada. Perscrutaria aquele(a) que o atendia, escrutinando o ancenúbio de sua face, à procura de algo em seu rosto que o revelasse aquilo que suas palavras não o dissessem.

- Procuro por uma ninjã-to. - Expressou-se sem enrolações, não querendo alongar-se muito naquele diálogo com o(a) recepcionista. Aquela era uma conversa de aquisição muito simplória de compra e venda, não havia nada além disso para ser explorado.

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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptyTer 14 Jan 2020, 23:45

NARRAÇÃO 03



O protagonista havia percebido que não tinha muitas opções, com a Marinha na sua cola o melhor que poderia fazer era ficar em um local por algum tempo para a notícia abafar e ele poder andar normalmente pela cidade, por isso mesmo relutante acabou de entregar ao nosso amado e simpático taverneiro o valor de 10 mil berreis (que o jogador pode anotar no seu histórico).

- Dois andares para cima. - O taverneiro passava uma chave com uma placa de madeira presa a ela, a placa tinha o número 24. - Qualquer objeto quebrado deve ser pago na saída. Você também pode pedir refeições no seu quarto, que variam de 500 à 2500 dependendo do prato.

Kylo então começou a subir as escadas, os degraus eram muito bons e firmes, assim como todo o acabamento do local, o ninja percebia que a madeira não rangia ao pisar, mesmo se ele colocasse o peso sobre a madeira ela se mantinha firme, a qualidade era realmente alta.

Ren então encontra o seu quarto, usa a chave que funciona perfeitamente e abre a porta. O quarto não era em nada luxuoso, mas tinha um bom padrão de qualidade. No meio dele havia uma cama de casal enorme e diante dela um banco que também era um baú. Nos dois lados da cama havia criado mudo e ambos com luminárias a olho, mas estavam ambas apagadas. Na parede oposta da porta havia uma enorme janela e dava para ver a frente da taverna, Kylo pode ver inclusive um par de marinheiros correndo. De frente à cama havia um pequeno armário embutido, espaço mais do que suficiente para nosso protagonista guardar todos seus pertences (embora só tenha a roupa do corpo) e ainda mais. Entretanto do lado do armário havia uma porta que dava ao banheiro.

Nosso herói então entra e tranca a porta, procura algo para colocar diante da porta e percebe que a única mobília móvel são os criados mudo, então pega os dois com um pouco de esforço e coloca eles na porta, mas era bem evidente que se alguém tivesse força para arrombar a porta esses pequenos móveis não ajudariam muito a travar a passagem, mas daria um segundo a mais para o ninja pensar no que fazer.

Então deixando a porta trancada, com a chave adjacente e com os criados mudos segurando a mesma, Ren se sentiu mais a vontade para ir no banheiro e se livrar da pesada roupa, primeiro torcendo a vestimenta para escorrer a água e depois pendurando a mesma sobre a porta para secar mais rápido.

Cansado e pensando na vida, Kylo ainda sentia viva a dor do que havia acontecido no passado, ainda mais quando tirou sua máscara, quanto mais pensava no que havia mais o controle de seus atos se perdiam, então em ato rápido, inpensado, para aliviar a raiva, fechou a mão esquerda e socou o espelho bem no meio quebrando-o e ferindo a mão. Muito sangue escorria e logo a colocou sob a água do chuveiro. Uma sensação estranha percorria o corpo, um sensação de pressão baixa, dor e a mão canhota levemente dormente.

Após alguns minutos saiu do banho e coloccou sua roupa ainda úmida e então começou a recolher o vidro, a maior parte estava na pia, havia ainda pedaços presos na moldura e uns pouco e menores (e mais perigosos) no chão. Claro que era impossível pegar tudo sem uma boa limpeza, mas estava satisfatório o serviço e os cacos, com exceção de um maior que o protagonista guardou no bolso.

Entretanto ele não encontrou o papel higiênico, pois ele só foi inventado no século 19, Kylo sabia que ou se tomava um banho depois ou tinha que se virar com coisas estranhas como corda, pedras, panos ou alguma coisa mais exótica¹. Por isso não conseguia cobrir sua mão com o pepel que tanto almejava. Além disso o estrago era feio e por intuição Ren sabia que se não fosse devidamente tratado aqueles cortes poderiam infeccionar e virar algo mais sério.

Mas enquanto estava agachado fazendo a limpeza do seu quarto, Kylo percebeu uma pequena fenda na parede do banheiro do seu quarto, aquele pequeno buraco parecia revelar um outro cômodo, mas para ver o que havia ali Ren teria que em alguma hora verificar isso melhor.

Então o ninja coloca a sua máscara e reforçando a sua jura ao seu falecido pai, então voltava ao quarto e sentava na cama que se mostrava muito confortável e convidativa a um bom descanso. Olhando pela janela aberta o desarmado personagem observava que a pesada chuva já passava e dava espaço a um dia ensolarado. O dia foi passando e a fome chegando cada vez mais forte e agora que já estava no fim da tarde finalmente o homem se levanta sentindo todo seu corpo duro e começa o processo de sair. Colocava todos os móveis no lugar e saia do quarto deixando o mesmo aberto.

Chegando na recepção então ele procura o taverneiro perguntando sobre uma loja de armas, mas desta vez a taverna estava mais movimentada e um delicioso cheiro de carne assada dominava o ambiente. Pessoas estavam sentadas na mesa e comiam tranquilamente, a taverna não parecia ser dominada por arruaceiros, mas pessoas de um bom nível pareciam frequentar ali.

- Sim, nessa rua mesmo, descendo dois quarteirões. - Disse o taverneiro. - Mas espere um pouco, chegou um pacote para você. - Ele então se deslocava para outra ponta do balcão e pegava um pacote comprido. - Aqui está! - Passava o pacote para Ren que percebia claramente que havia um ninjã-to dentro dele. - O cara que entregou usava uma máscara branca com detalhes azuis, ele disse que era de Nihilus para você. - Então o homem estava se virando quando se voltou para Ren novamente. - A marinha esteve aqui, perguntando se vi alguém com uma máscara em espiral, com o buraco para apenas um olho... Sorte sua que nunca entrego meus clientes, mas se arrumar confusão aqui dentro serei o primeiro na fila para te matar.



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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptyQui 16 Jan 2020, 18:04







Sombras do Passado

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N-Nahilus? O nome veio à tona como uma miríade de punhaladas contra o seu abdômen, cambaleando passos para trás com o baque da proferição do nome de seu prógono. O seco descia por sua garganta aos sorvos enquanto sua pupila se estreitava até transformar-se em um miúdo borrão negro envolto por sua íris escarlate. Seus lábios entreabertos estavam prestes a questionar o taverneiro ao passo que seu sobrecenho unido à glabela anunciavam a perda de sua têmpera. No entanto, suas indagações eram procrastinadas no momento em que o enigmático pacote lhe foi entregue, surpreendendo-o com a presença de uma ninjã-to esconsa em seu embrulho. O pandemônio de informações desencontradas ofuscavam o seu discernimento da situação, o forçando a obter respostas através do taverneiro.

- Nihilus? Você tem certeza que é esse nome? - Indagaria ao proprietário da estalagem, ávido por explicações que elucidassem os seus pensamentos dispersos. - Máscara branca com adornos azuis.. Você sabe como posso encontrá-lo? - Emendou à sua pergunta inicial durante a interpelação, afunilando a sua voz para transmitir uma maior rispidez. Mordiscaria o seu lábio inferior após atentar-se com as respostas dadas à ele pelo taverneiro, agradecendo-o. O homem, além de ajudá-lo, não o havia entregado à Marinha. Por conseguinte, o estalajadeiro já era observado, ainda que mínimo, com um certo apreço.

Sua mão canhota era envolta por uma dor em constante ascendência por conta de sua impulsividade, arrancando-lhe um custoso resfôlego de seus pulmões. A ferida já havia sido lavada anteriormente, por ora Kylo só precisava de algo para acobertá-la de maneira provisória. Carrancudo, marcharia de volta à seu quarto, dois andares acima da recepção. Seu indumento umbrífero esvoaçava à medida que suas solas movimentavam-se de maneira célere pela escadaria. A qualidade do assoalho somado à aparência dos hóspedes na recepção da albergaria demonstravam à Kylo que aquele era um estabelecimento de alto nível.

Decerto que a fome já se lajeava em seu corpo fomentando um pequeno incômodo - um regougo em seu estômago. No entanto, algo sobrepujava essa vontade lhe dando forças para manter-se de pé. Era o seu ímpeto intransigível em descobrir a exatidão dos fatos que haviam ocorrido. Sua mente esforçava-se para lembrar de alguém mascarado com as características proferidas pelo taverneiro, mas por mais que Kylo se esforçasse, não obtinha sucesso algum. Aquele era um território hostil por onde Kylo nunca havia desbravado. Sua mente pensava pouco, pois estava confusa com os desdobramentos da situação, limitando-se a se reservar para o intento da elucidação daquela mixórdia.

O entardecer tingia a abóbada celeste num belíssimo tom vermelho-alaranjado. Era como se o céu sangrasse junto com aquela terra desolada pela ganância do Governo Mundial. Os gritos de socorro eram abafados pelo crepitar das árvores em chamas, enquanto os zunidos de projéteis alçados pela Marinha eram ensurdecedores ao chocarem-se contra aquelas inúmeras habitações. Esse era o ambiente de Mandalore há quatro anos atrás. Os fios negros de sua cabeleira, agarrados à seu rosto pela exsudação do líquido salino através de sua pele, balançavam enquanto seu corpo era carregado até a costa por seu pai. O clangor de aço contra aço somados às inúmeras vociferações na mata suscitavam a instauração do caos naquela ínsula. Sua visão lobrigava-se ao passo que suas pálpebras pesavam e sua consciência esvaia-se pouco à pouco.

A jangada puída pelas intempéries do tempo era empurrada da margem até a água por sua mãe com um notório esforço. - Sobreviva.. Mil gerações vivem em você agora.. - Rumorejou aquele que o carregava enquanto o debruçava sobre a jangada. A porção esquerda de seu rosto chamejava, advinda do estrago à sua face por implosões próximas orquestradas pelo ataque. A visão enturvava vagarosamente ao passo que seu prógono retirava a sua máscara e confiava à ele a prossecução de seu legado. O rosto de Nihilus era desforme e incerto, era um borrão diáfano que o impedia de reconhecê-lo. Não se recordar do rosto de seu precursor era uma de suas maiores angústias.

A sua visão era completamente consumida pela escuridão. Até que, vagarosamente, suas pálpebras abriam-se e o situavam de volta às escadarias da albergaria. O retrocesso à suas memórias havia durado por um breve átimo, aquilo que havia lhe parecido passar-se por inúmeras horas era, na verdade, apenas um mísero segundo. Se recompôs, enrijecendo seus pés para que não perdesse o seu equilíbrio e amparando-se nas possíveis vigas de apoio das escadarias. O prelúdio de sua história que sempre vinha à tona para atormentá-lo, era uma difícil parte de seu passado que o consumia de dentro para fora. E, se continuasse assim, o consumiria até não sobrar mais nada.   

O nome de Nihilus ressoava em sua cabeça de maneira cada vez mais assídua e constante conforme aproximaria-se de seu quarto. Junto à ele, emergia do profundo báratro de seu âmago o seu anelo de retaliação pelos eventos de quatro anos atrás. Recusava-se em anuir aquela história contada à ele pelo taverneiro, mas ainda assim, em suas mãos estavam a posse de uma ninja-tõ invólucra pela embalagem, cujo o seu real senhorio ainda era um mistério. Com a mandíbula rija e a dentição friccionada, Kylo comprometeu-se consigo mesmo a desvendar aquele imbróglio de uma vez por todas. Não iria permitir de maneira alguma que o nome de seu precursor fosse profanado.

Adentraria de maneira áspera em seu quarto, obstinado em concluir aquilo o mais rápido possível. Encaminharia-se até o banheiro com ligeireza, despedaçando uma porção da toalha com o caco de vidro sob a sua posse. Na longínqua vicissitude em que não houvesse uma toalha disponível no banheiro, Kylo recorreria ao edredom de sua cama. Sob o escrutínio de sua íris carmesim, atentaria-se com possíveis fragmentos de vidro presos à pele de sua canhota, pinçando-os com seus dedos. À vista disso, enovelaria o tecido ao longo de sua mão esquerda, encobrindo-a com afinco, mas de uma maneira em que o sangue ainda fluísse com normalidade.

- Por enquanto, é o suficiente.. - Comentou para ele próprio em um gélido murmúrio. Debruçou o pacote que lhe foi entregue sobre o lavatório, rasgando-o até que a ninjã-to fosse visível. Através do manejo sólido entorno do cabo da mesma, Kylo ergueria-a até a altura de seu rosto com uma exímia perícia, perscrutando o fio da lâmina com sua íris rúbea. Era justo aquilo que ele precisava. Durante o escrutínio de sua shinobigatana, Kylo atentaria-se com uma pequena fresta na parede do toalete, algo que fora passado despercebido por ele. O seu mesófrio tencionado demonstraria a sua dúvida em relação a motivação por detrás da existência daquela fenda. Se o espaço fosse excessivamente estreito, utilizaria-se do cabo de sua ninjã-to para dilatar o seu diâmetro, baqueando-o em sucessivos estrépidos até que o acesso ao cômodo abscôndito se torna-se possível.

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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptySab 18 Jan 2020, 20:31

NARRAÇÃO 04



Não era a toa que nosso protagonista estava confuso, uma mistura de sentimentos que o deixavam atônito e com muitas perguntas, queria saber detalhes, mas para sua infelicidade as câmeras ainda não foram inventadas, então restava apenas questionar a única pessoa que poderia saber algo, o próprio taverneiro.

- Claro que tenho certeza. - Dizia ele com confiança. - Um nome tão peculiar não é difícil de decorar. Além disso o homem me deu um gorda gorjeta pelo favor. Acha que esqueço o que esse tipo de pessoa me pede!? - Ele falava respondendo a primeira pergunta e agora iria dar sua segunda resposta. - Para dizer a verdade nunca vi mascarados por aqui. Você foi o primeiro e o cara da encomenda o segundo.

Subindo as escadas para retornar ao seu quarto, Kylo por um momento quase perde o equilíbrio, por mais que quisesse se concentrar no que deveria fazer, sua mente era atingida por uma sombra do passado, claro que a menção do nome do pai era uma das causas disso. Mas recuperando-se rápido conseguia se manter firme e chegar ao seu cômodo.

Chegando ao quarto logo foi ao banheiro e usando a toalha como retalho fez um curativo improvisado, claro que não foi dos melhores e nem mesmo há garantias sobre a higienização do mesmo ou da ferida, mas sem conhecimento necessário Ren acreditou que aquilo que fez era bom.

Então partiu para a segunda etapa, ali mesmo no banheiro abriu o pacote que havia recebido e envolta de um pano vermelho estava um ninja-tõ, era simples, nada especial, de qualidade boa para o nível que Lylo estava, era uma espada, ele poderia cortar e perfurar, era isso que interessava. Mas do pacote caiu um bilhete e o que estava escrito era um mistério. Se resolvesse ler...

O Bilhete:
 

Mas agora, provavelmente em choque, Kylo daria atenção aquela pequena fresta que estava na parede do banheiro próximo a porta e na direção oposta ao chuveiro. Ao se aproximar para ver o que havia ali ele então toma um susto, pois o que viu não era o que imaginava.

O que tinha no buraco:
 


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MensagemAssunto: Re: Sombras do Passado   Sombras do Passado EmptyTer 21 Jan 2020, 04:31







Sombras do Passado

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A cédula, outrora obducta no embrulho da ninjã-to entregue à ele, estatelava-se contra a superfície do assoalho após o seu conteúdo ser exposto. Os seus lábios eram franzidos ao passo que seu semblante era estreitado até transformar-se em uma expressão lôbrega onusta pela amargura. Ainda que o mascarado fosse detentor de um temperamento fleumático devido a côdea que adquiriu após o extermínio de sua família, apenas o fato da sua história estar sendo subvertida era o suficiente para o fomento de adventícias oscilações em seu cerne. Em síntese, os desdobramentos de seu passado em seu presente consoante ao contexto, possuem a capacidade de afetar a sua idiossincrasia.

- Só mais uma mentira. - Voluteou a cerviz para o bilhete sobre o assoalho, perscrutando-o com sua íris álgida e impassível. Enrijeceu a sola de seu pé esquerdo ao passo que efetuava um fortíssimo pisoteio sobre aquela hermética cédula. Não havia de maneira alguma como aquilo ser possível, alguém estava mexendo com o seu espírito; algo péssimo se essa pessoa cultiva o apreço à vida. A sua mãe e seu pai haviam morrido há quatro anos atrás e essa era uma verdade indubitável à ele. No entanto, se tornava cada vez mais claro à Kylo que havia alguém que possuía informações precisas sobre o seu passado. A sua carranca e punhos rijos refletiam a figura de um homem obstinado em findar esse mistério.

O silêncio apoderou-se da ambientação no momento em que fora revelado para Kylo o que havia por detrás da fresta em sua parede. Conseguia ouvir os batimentos cardíacos saltitando por seu tórax afora, era uma estranha sensação de inquietude, um aflato pesado que o afligia. Sua pupila se afunilaria ao passo que suas veias saltavam à têmpora e, no instante em que ambos se entreolhassem, deslizaria a sua destra por entre a fresta em encontro a garganta daquela figura. Seus dedos árdegos adstringiam-se em sua traqueia e, de corpo firme no assoalho através dos pés enrijecidos, embargaria a passagem de ar por sua glote.

- Quem é você? - Indagou a figura através de uma voz ríspida enquanto a mantinha sob o seu domínio. Não tinha certeza se ela era envolvida com os acontecimentos que o afligiram à pouco, mas certamente cogitou a possibilidade. - Não me faça perder a paciência, me responda. Quem é você e por quanto tempo anda me observando? - Seus dedos seriam ainda mais incisivos sobre a sua traqueia, uma vez que não arrancasse uma resposta desejável em seu primeiro indago. Cingido por uma conduta plácida e um semblante astroso, Kylo demonstrava através do rútilo de seus olhos vazios, que não havia um único resquício de compaixão para com aquele individuo, até então um provável inimigo.

Na possível vicissitude de que a perdesse do alcance de sua destra irascível, efetuaria subitâneos pontapés na fresta da parede com o propósito de forçar uma abertura robusta no diâmetro da fresta. Caso se tornasse possível a sua passagem para aquele cômodo absconso, adentraria de antemão sem pestanejar.

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