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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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Nolan
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MensagemAssunto: [Livro] Crônicas do Cristal da Vida   [Livro] Crônicas do Cristal da Vida EmptySab 07 Dez 2019, 21:20

Prólogo




Corria embrenhando-me cada vez mais numa floresta cujo nome eu não conhecia. Meus perseguidores, dois deles, estavam no meu encalço a algumas horas, cada vez mais próximos de mim. Inesperadamente, sinto meus longos cabelos rubros se enroscarem num tipo de arbusto espinhento e meu coração palpitar de maneira exagerada. Puxo uma faca escondida em uma fenda de minhas grossas braçadeiras e corto-o sem hesitar e continuo minha fuga enquanto uma lágrima descia pelo meu rosto, minha mãe adorava aquele cabelo. O vento frio da noite fazia meus olhos lacrimejarem enquanto eu tentava enxergar o caminho à minha frente. Ao olhar para trás, espanto-me ao conseguir identificar suas silhuetas, mesmo com a fraca luz do luar e isso me faz apertar o passo. Sinto galhos finos e pontiagudos acertarem meu corpo enquanto corro, sentindo também o arder de cada nova ferida sendo aberta. Aperto os lábios, resisto a dor e continuo a aumentar o ritmo, seria o meu fim se eu fosse pega ali.

Nas minhas costas, uma bainha simples de couro balançava com o meu bem mais precioso e o real alvo dos meus perseguidores. Uma espada de uma incalculável raridade, adquirida apenas ao pagar um preço inimaginável. Tal objeto era a única ligação que eu tinha de meu passado, quando eu tinha casa, família, conforto, segurança. Fazia cerca de cinco dias que não sabia o significado dessas palavras, os mesmos cinco dias que possuía a espada.

No meio de minha corrida, percebo que mais na frente, a densa mata se abria numa grande clareira. Mesmo com a luz da lua cheia banhando o lugar, ainda consigo tropeçar no fino córrego de água lamacenta e turva que atravessava-a de ponta a ponta. Vendo-me no chão, percebo que qualquer mínima chance de fugir tinha se esvaído com aquela queda, não restando outra opção além de lutar pela minha vida. Quando me recuperei da queda, vejo que ambos os perseguidores já haviam rompido a linha das árvores e estavam, tanto quanto eu, naquele lugar descampado. O primeiro a falar, que foi também o primeiro a se por mais próximo de mim, balbuciava raivosamente, cuspindo cada palavra com um puro desdém.

— Você nos deu trabalho sua coelhinha ligeira... — Era visível a irritação em sua voz. Ele era corpulento, uma cabeça maior do que eu e estava vestido  com roupas de couro fervido, o que fez ele sair praticamente ileso da floresta, ao contrário de mim. Seu rosto era bruto e seu queixo quadrado, possuía cabelos curtos e um vasto bigode, ambos tão negros quanto fios de cabelo podiam ser.

O segundo era o completo oposto dele. Era jovem e devia ter a minha idade, cabelos castanhos desgrenhados que chegavam um pouco acima de suas sobrancelhas e uma cicatriz que desfigurava um lado inteiro de seu rosto. De feições ferozes, não parecia estar nem um pouco satisfeito com toda aquela correria. Diferente do grandalhão, o garoto da minha idade parecia estar numa situação tão ruim quanto a minha por ter passado correndo pela floresta, ou talvez até pior. Ele mancava a cada passada e se eu não estivesse enganada, estava com um olho roxo.

— Por que não me deixam em paz!? — Gritei a plenos pulmões, na esperança de alguém me ajudar, mesmo sabendo que não havia ninguém naquela floresta além de nós três. Essa reação desesperada causou gargalhadas ao bigodudo, mas não ao jovem que o acompanhava, ele ainda continuava com o seu rosto tenso e com um olhar amedrontado, tal qual um cão maltratado.

— Só viemos pela espada nas suas costas, entregue-a e talvez você não se machuque… muito. — As suas palavras não me despertavam nenhuma confiança. Saco a espada, segurando-a com as duas mãos. A lâmina possuía uns setenta centímetros, mas era leve como uma pena. Mesmo assim, meus braços cansados mal aguentavam o seu peso, fazendo-a tremer visivelmente em minhas mãos.

— Se quer tanto ela, por quê não vem buscar então? — Grito a eles, balançando a espada para que vissem.

— Hahahahaha! — recebo uma desdenhosa gargalhada em troca. — Garota burra, era melhor ter dado ela sem resistir, não poderá dizer que eu não avisei depois que eu terminar com você.

O grandão parecia do tipo que usava as próprias mãos, enquanto o mais novo tinha uma balestra novinha em folha em seus ombros. Talvez fosse para o caso de eu tentar fugir, mas receio que isso era impossível, mesmo se eu quisesse. Já não possuía em mim o vigor de antes, tornando a opção da corrida completamente inviável. Cansado de esperar, ele vem bufando em minha direção, até que algo o forçou a parar. Urrando de dor, meu perseguidor se dá conta de que um toco pontiagudo transpassava completamente seu pé, mesmo que ele tivesse a certeza de que não havia nada ali momentos antes. Era como se ele tivesse crescido com o intuito de feri-lo.

— O que você fez, sua desgraçada? — Ao olhar para mim, ele percebe que eu estava arfando mais do que o normal e um dos meus joelhos havia cedido, tocando no chão como forma de apoio para aparar minha queda. Eu suava frio. Para mim, utilizar esses poderes sugavam muita energia e eu ainda não sabia controlá-los muito bem. Conseguir furar o pé dele foi um golpe de sorte que eu teria que agradecer à Ak’luh se eu me safasse dessa. Mesmo assim, não era o que eu pretendia a princípio, mas era pedir demais acabar com ele em um único movimento.

Aproveitando essa chance, corri na sua direção, as duas mãos pressionando o cabo da espada com força. Aconteceu tudo muito rápido. Meu primeiro golpe foi em seu pescoço, mas ele, que em outro momento eu acabaria descobrindo que se chamava Ruffos das Mãos de Ferro, já esperava que eu tentasse finalizá-lo e mesmo com a dor, se esquivou facilmente do meu ataque antes de me jogar para o chão com um soco. Com a visão turva, vi ele se aproximando enquanto mancava. BAM! Dessa vez um chute na minha barriga que me jogou de costas no chão. Perco o ar. A espada escorrega de minhas mãos para a grama e eu não consigo fazer nada para alcançá-la. Sinto medo e estou com dificuldade de respirar, talvez duas ou três costelas foram quebradas com aquela botada. “Papai…” Lágrimas brotavam dos meus olhos. Não consigo dizer se é por conta da dor, do medo de morrer, ou das memórias do passado que não paravam de vir em minha mente. Nunca pensei que era verdade quando falavam que a vida da gente passava em nossa cabeça quando estávamos prestes a morrer.

— Seu... — Agora um chute na boca, não sinto nenhum dente quebrar, mas sinto o gosto de sangue. Completamente desnorteada, não vejo mais nenhuma chance de salvação. Quando a cabeça para de girar, vejo-o recuperar a minha espada do chão e prendê-la em sua cintura. O homem vira para o mais novo e dá um ordem, é… parece que essas vão ser as últimas palavras que ouvirei com vida:

— Mate-a! — Vejo ele levantar a balestra devagar e apontar em minha direção. Prendo a respiração e fecho os olhos a espera do fim. Escuto o estalo da corda e algo pesado caindo no chão. Só depois de alguns segundos eu me atrevo a abrir os olhos e para a minha surpresa, era o grandalhão que jazia morto no chão, um dardo cravada em seu coração. E essa foi a última coisa que vi antes de perder a consciência.

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