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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Violet

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MensagemAssunto: Violet   Violet EmptyQua 14 Ago 2019, 00:57

Violet

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Violet. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptyQui 15 Ago 2019, 17:47



As luzes se apagavam totalmente no salão, de repente os aplausos do ato anterior cessaram e o silêncio ansioso tomava seu lugar. Todo mundo sabia o que viria a seguir, estamos há quase 2 meses com o mesmo roteiro, mas ainda assim o clima era de tensão. A Vó sussurrava meu nome nas caixas de som, e um jogo rápido de luzes me revelava no centro. A música começava com pequenas notas agudas, e eu começava a me movimentar. A intenção era ocupar o espaço físico e o espaço mental de quem me entregava e confiava sua atenção. As luzes, o tom, até o cheiro parecia mudar. Muitas vezes ouvi de admiradores que parecia que eu tocava a música com o balanço do meu corpo, como se fosse mágica. A música se desenvolvia, e eu junto, o ritmo seguia de acordo com o frio que vinha com o cair da noite, e eu me movimentava para nos aquecer. A cada grave eu mergulhava em um olhar diferente, e me dedicava a ele como se estivéssemos a sós... até o próximo olhar. A Vó sempre me disse para encarar no fundo dos olhos de cada um que estivesse ali, a intensidade era a melhor forma de me fazer presente naquela pessoa, e assim ela iria voltar. E eu fazia, satisfazendo minha própria luxuria. A música acaba, e as luzes apagam novamente. O público sempre leva 1 ou 2 segundos para se situar, as vezes eu percebo que algumas pessoas parecem esquecer da própria respiração, e então o salão é novamente recheado com aplausos, assobios e os demais elogios.

A luz acende.

O público não costumava lançar coisas para nós, a Vó inclusive pedia para que qualquer presente, flores ou cartas fossem entregues somente no final, na saída. Mas lá estava, nos meus pés descalços como se eu mesma tivesse deixado cair, um envelope um pouco amarelado. Envelhecido? O peguei ao fazer minha reverência de agradecimento. Como que tinha ido parar ali? “Para Leah” escrito a mão. Alguém mais viu?


As ideias ainda estavam meio confusas em minha mente ao acordar, trezentos e oitenta pensamentos antes mesmo de abrir os olhos. Ontem guardara o envelope nos meus lençóis torcendo para que ninguém perguntasse por ele. Não era para mim, ou era? Teria que ser.

A primeira coisa que faria era procurar o envelope onde o havia deixado. Se achasse, leria seu conteúdo, observaria cada detalhe tanto da letra quanto do papel e suas bordas, cheiro, cor. Se não achasse, procuraria em todos os cantos, e fecharia os olhos por alguns segundos para viajar até a noite anterior e refazer todo meu caminho até aquele momento.



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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptyQui 24 Out 2019, 23:39




Dois mil oitocentos e quarenta e dois dias. O tempo havia passado desde que a escuridão havia virado minha principal companheira. Quando você é cego, ela sempre estará ali, inevitável. O que muda é o fato de que ela passa a ser o palco onde diversos protagonistas e seus coadjuvantes tomam forma na minha cabeça, era assim que minha viagem até Toroa havia se desenrolado. O barulho das ondas e o cheiro da água salgada misturavam-se com as conversas em tons mais altos que o necessário dentro do barco e para uma pessoa nas minhas condições, era comum que eu fosse tomado pela atenção em algumas delas, inclusive, era um hábito que eu possuía, imaginar mais sobre a pessoa ouvindo apenas aquela passagem que ela deixava escapar para ouvidos mais… sensíveis.

Eu esperava que o homem de voz grave pudesse juntar o dinheiro que precisava para o presente de sua filha, suas passadas eram fortes como sua respiração, certamente era um homem que havia passado por muita coisa nessa vida. O casal que iria passar férias em Toroa, Vanessa e Leona, eu quase podia sentir o amor delas pelo ar tocando a minha pele, acho que elas deveriam logo contar para suas famílias sobre a sua sexualidade, arrancar o curativo de uma vez pode ser libertador. O homem que ficava cantando histórias sobre piratas e marinheiros possuía uma voz incrível, eu poderia lhe dar alguns trocados caso tivesse o suficiente e antes que eu pudesse perceber, a viagem havia acabado.

Sempre seria um problema me localizar em um lugar completamente novo, mesmo assim a minha teimosia era tremenda, tanto que me fazia dar alguns passos a esmo e eu já não sabia onde estava e mal poderia imaginar que tempo se mostrava sobre a minha cabeça, provavelmente precisaria de ajuda e de que forma eu encontraria o exército revolucionário que o velho Marcos tanto havia me contado.


“Ah que merda, tanta coisa pra pensar...”

A primeira coisa que eu faria, seria tentar me localizar “Em que parte da ilha estou?”, manteria meus olhos abertos, por mais estranho que tal coisa pode parecer, havia um sentido. Pessoas costumam perceber quando você é cego e lhe oferecem ajuda, esperava que de alguma forma isso acontecesse, para isso, seguiria em linha reta, com um braço esticado a minha frente, evitando bater em alguém ou em algo, caso eu atingisse um humano, falaria:
— Me desculpe, sim? Tenha um bom dia.
Caso alguém oferecesse ajuda, em minha mente teriam duas coisas, a primeira:
— Muito obrigado, você poderia me ajudar a encontrar uma loja onde eu pudesse comprar um lápis, caneta, qualquercoisaparaescrever e um papelão, papel, qualquercoisaondeeupossaescrever? Ou então, algum lugar que me venda uma plaquinha personalizada?

O meu objetivo era usar o que Marcos havia me ensinado até então, com as minhas habilidades atuais eu estava confiante que poderia consertar quase tudo, assim eu talvez ganhasse alguns trocados e chamasse a atenção de um recrutador do exército, o velho havia me dito que eles estão sempre por aí, dispostos a recrutar quem tenha coração e possa ser útil ao movimento.

Caso ninguém oferecesse ajuda, eu diria coisas ao alto como:
— Alguém poderia me dar uma informação? — nunca seria vergonha pedir ajuda quando necessário.

Se mesmo assim eu não obtivesse informações, eu tatearia as construções, até encontrar uma placa para então tentar lê-la com meu tato, podendo assim tentar me localizar.

Independente do que acontecesse, eu manteria meus ouvidos abertos, afinal, haviam coisas no ar que me interessavam, como informações sobre a revolução, coisas que só eu poderia ouvir, tem sempre alguém dizendo algo que não deveria quando acha que não está sendo observado.





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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptySab 26 Out 2019, 22:25

— N A R R A Ç Ã O —

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Em uma das casas do lado leste da ilha de Toroa Paradise, Violet acordava ansiosa. Durante a sua apresentação no dia anterior, jogaram uma carta para si — Ou melhor, para sua mãe! —, mas ela não viu quem arremessou o objeto aos seus pés. Também era desconhecido o conteúdo da carta, pois ainda não tinha lido.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Próxima de si, Gaia dormia profundamente, enquanto que as outras mulheres estavam nos outros três quartos da residência. Podia ver pelas brechas da pequena janela que ainda era cedo, bem cedo, com o céu começando a clarear naquele momento. Mesmo com a parca luz, não demorou a encontrar o envelope próximo de seu travesseiro e o abriu avidamente.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O envelope era simples, sem detalhes além do 'Para Leah' escrito no verso. Dentro havia uma chave e uma carta. A carta, no entanto, discrepava do seu invólucro: Um pedaço de papel mal cortado, amassado, amarelado e com algumas frases rabiscadas. Era possível notar que a letra era a mesma, mas provavelmente escrita de uma forma mais apressada, tornando-se quase um garrancho. Um garrancho legível, ao menos!

"Não sabia que tinha voltado, boa surpresa!

Encontre-me amanhã à noite, no armazém, você sabe qual. Tenho notícias."

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]E era isso! Enquanto Gaia estava em seu sétimo sono, a ruiva sentia-se completamente desperta com a chave em uma mão, a carta na outra, e um enigma para resolver em sua mente.

- x -

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Pouco depois da breve leitura da jovem, um navio de médio porte atracou no porto ao sul da ilha. Das várias pessoas que desembarcavam, um se destacava facilmente na multidão: Um negro com quase dois metros de altura vestindo uma roupa estranha e com os olhos, esbranquiçados da cegueira, arregalados era uma visão e tanto! desculpa

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Sentindo o calor do sol em suas costas, o espadachim estimou que era aproximadamente 7 horas da manhã. Após escorregar na prancha de desembarque e não cair por pura sorte, Jamal não demorou a ouvir uma voz atenciosa próxima de si, embora um traço de incerteza pudesse ser notado por trás do carisma do homem.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Eh… O-Olá, senhor! Prec-Quer alguma ajuda? — Sentiu uma mão firme em seu cotovelo e desceu a outra metade da prancha sem problemas. Podia sentir uma leve brisa adocicada tentando sobrepujar o odor salgado do mar. Mas se era o perfume do homem ou algum canteiro de rosas próximo, Jamal não soube dizer.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Indagou ao desconhecido sobre uma loja que atendesse seu desejo e, enquanto esperava pela resposta, focou sua atenção nas vozes ao redor. Além dos gritos dos marujos e das ondas quebrando por ali, as vozes se resumiam a pessoas dando 'boas-vindas', se despedindo ou conversando futilidades. Nada de útil até aquele momento.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Hm… Olha, no centro da cidade há algumas lojinhas que vendem canetas, cadernos, enfim! Posso te levar lá, se quiser, mas duvido que alguma esteja aberta no momento. São... — Um leve e rápido movimento do outro e Jamal pôde ouvir um click constante quase inaudível. Outro leve movimento e o som se foi. — Sete e três! Eles só vão abrir lá para as oito horas. Aliás, o senhor veio só? Mesmo... Que tal um desjejum? Conheço uma boa padaria próxima. Sou Alfred, por sinal, prazer em conhecê-lo! — Mais um movimento rápido e o click havia voltado.

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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptyQua 30 Out 2019, 23:48



Há 23 anos eu fui deixada aqui por minha mãe, será que tem 23 anos que a pessoa dessa carta não a encontra também? Ou ela sumiu apenas para mim?

Se minha cabeça estava confusa antes imagina agora. Chave... armazém... notícias? Ansiedade, esperança, raiva, esses sentimentos pareciam estar dando cambalhotas e dançando ciranda na minha barriga enquanto segurava aquela carta. Minha vontade era enfiar a cara no travesseiro e gritar por 13 segundos corridos, mas Gaia estava apagada ao meu lado. Porra! Eu precisava saber quem era o dono ou dona dessa péssima letra. Guardaria a carta dentro da fronha do meu travesseiro e ficaria de pé.

A Vó nunca vai me falar sobre esse armazém, isso se ela souber né... Andaria de um lado para o outro no quarto enquanto arrumava os pensamentos. Talvez Gaia saiba? Pelo jeito que dorme deve acordar só semana que vem... Pararia um segundo, feito estátua, para escutar se alguém mais havia acordado na casa, afinal o dia já estava clareando e a Vó sempre acordou mais cedo que o sol. Só fazendo mágica pra arrumar qualquer informação sobre minha mãe.. . Olharia a chave bem de perto, procurando algum detalhe que pudesse me dizer alguma coisa sobre o armazém, algum número ou sigla. Fecharia mão com chave, e vou ter que dar um jeito de fazer, guardaria em meu bolso.

Caso eu escutasse algum barulho na casa, iria até ele falar com quem estivesse acordado, não escutando nada, seguiria para a cozinha, na esperança de que qualquer pessoa que tivesse levantado acordasse faminta como eu geralmente acordava. Encontrando alguém no recinto, logo diria: — Bom dia, bom dia...já passou o café? —  perguntaria apenas para puxar conversa, meu estômago já estava cheio... de emoções. — Hmmm... ontem a noite ouvi um povo falando sobre um armazém e tal... você ouviu?Uau muito discreta, nossa... pensaria tentando não parecer ansiosa. Não esperaria a pessoa responder e continuaria — Você conhece alguém que tem um? Já foi em um sei lá... — perguntaria fingindo não dar muita importância enrolando as pontas dos cabelos com o dedo, me apoiando na parede, observaria a pessoa visando perceber suas reações. Se a resposta fosse positiva continuaria —Ah... sei, e é por aqui? Onde é? Minha mãe já foi lá?

Se não tivesse ninguém acordado pela casa ou na cozinha, ou se não conseguisse a informação com quem estivesse lá, voltaria ao quarto. Olharia para Gaia... Você e minha mãe eram da mesma idade, talvez você seja minha melhor chance, não dá pra ficar esperando minha melhor chance acordar sozinha né... Me abaixaria perto dela e a cutucaria gentilmente com cuidado — Gaia... Gaia... acorda rapidinho? — sussurraria enquanto balançava seu braço — Preciso falar com você é muito vida ou morte...
Se ela já estivesse acordada ou se eu percebesse algum sinal de consciência nela após tentar acordá-la, perguntaria — Você conhece alguém que tenha um armazém? Alguém que minha mãe também conhecesse talvez... — se a resposta fosse positiva, continuaria — Onde fica esse lugar? Você pode me dizer ou me levar lá? Eu prometo que faço o que você quiser depois, ein — se a resposta fosse negativa, tentaria uma última vez — Tem certeza? É muito importante pra mim...

Caso ninguém me ajudasse em casa, depois de tomar café, iria para rua buscar algum comerciante ou comércio aberto onde eu pudesse conseguir alguma informação — Oi oi, bom dia. Você sabe se tem algum armazém por aqui? Aberto ou fechado... — se a pessoa fosse algum conhecido meu e da família, ainda perguntaria — Você lembra da Leah, minha mãe né... então sabe se ela ia em algum lugar assim por aqui, não sei...?

Caso eu conseguisse alguma localização certa de alguém, ou se na chave tivesse alguma sugestão de lugar, eu passaria o dia com a Vó ajudando ela no que fosse necessário, extremamente ansiosa e dispersa pensando no que poderia acontecer a noite. E então ao escurecer iria até o local.



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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptySab 02 Nov 2019, 23:49




Eu me sentia bem-vindo em Toroa. O sol quente em minhas costas era como um afago divino, me dando boas vindas, o cheiro das rosas completava o dia na minha cabeça e ele estava lindo! Se bem que… será que era mesmo o cheiro das rosas ou do homem que acabara de me ajudar? De qualquer forma, se aquilo fosse um perfume, eu já teria a certeza que por ali morava um excelente Químico! Bom o suficiente para confundir o meu nariz. As conversas no entorno não era mais que o normal, trabalhadores, donos e donas de casa, crianças acordadas mais cedo do que deveriam… Toroa era uma ilha viva! O homem que havia se disposto a me ajudar também era deveras simpático, além do seu possível perfume, o que chamou-me a atenção foi o barulho de um relógio! Será que aquele era um relógio de bolso? Ou melhor! Os novos relógios de pulso que o velho Marcos havia comentado sobre, eu não sabia, mas aquilo me animava, me animava tanto ao ponto de me atrever a chutar a versão daquele dispositivo contador de horas!

“Bem, pelo barulho deve ser um Hox-9000, não não, o Hox arranharia mais, talvez um Lewis X9, não! Já sei!”

— Por acaso o seu verificador de horas é um Nova Davis terceira edição? Me perdoe a intromissão, não pude me conter… — a verdade é que não importaria a resposta, tentar adivinhar este tipo de coisa era uma das coisas que mais me davam prazer — Eu agradeço muito a sua ajuda, prazer, meu nome é Jamal! — diria estendendo minha mão afim de cumprimentá-lo na esperança de ser retribuído — Sim, vim só, eu e toda a sorte que a vida pôde me oferecer! Uma padaria?! Olha, confesso que não tenho muito dinheiro, inclusive, vir para Toroa é algo que eu espere que me dê uns trocados! Hahahaha! — não, não era que eu esperava. Meu objetivo era encontrar alguém do exército, mas eu sabia que jogar isso aos sete ventos apenas me traria problemas — Mas se você achar que não será muito caro, eu topo!

Assim, eu iria acompanhá-lo até o local que ele me levasse, no caminho ou durante as minhas falas, eu daria algumas respirações fundas, a fim de descobrir se aquele cheiro doce era das rosas ou realmente daquele homem, é sempre bom ter qualquer tipo de informação. Eu não sei se teria dinheiro para comprar o que precisasse, por tanto, diria ao Alfred:
— Olha, eu gostaria de te pagar este café da manhã como forma de retribuição, mas, como te disse, estou meio quebrado de grana… Hahahaha! — era sempre melhor uma risada do que uma cara triste — Inclusive, eu preciso de lápis e papel para fazer uma placa e começar a vender meus serviços, se você conhecer alguém que precise que algo mecânico seja consertado, é só me chamar! Eu conserto tudo que tenha uma engenhoca para funcionar, tudo! — provavelmente eu não conseguiria consertar realmente tudo, mas a propaganda é a alma do negócio — E você Alfred? O que você faz aqui em Toroa?

Deixaria a brecha para a conversa fluir. Se a conversa não desenvolvesse para algo proveitoso ou se qualquer outro tipo de imprevisto acontecesse, eu apenas esperaria até a hora mencionado pelo homem que estava me ajudando, indo com ele até lá na hora almejada.









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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptyDom 03 Nov 2019, 14:02

— N A R R A Ç Ã O —

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Infelizmente para Violet, a chave era a mais simples possível, sem letras, números ou qualquer detalhe que lhe indicasse a porta aberta por ela. A única particularidade era que a chave era velha, muito velha, com ferrugem cobrindo boa parte do metal.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Atentando-se a sua audição, confirmou que alguém já estava acordada, provavelmente preparando o café na cozinha. Fechou a porta atrás de si e seguiu pelo corredor estreito, passando pela porta fechada do quarto das irmãs Baron — Ouvindo um leve sussurro entre as duas, mas sem compreender uma única palavra. — e pela porta aberta do quarto da Vó, sem ninguém lá dentro. O quarto da sua avó era organizado e limpo, com a cama tão bem feita que era como se ninguém sequer houvesse dormido ali. Enquanto que a sua cama e a de Gaia, por sua vez, só era feita uma vez por mês, e olhe lá. Já do quarto de Joy e Úrsula, no fim do corredor, a ruiva só ouviu silêncio.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Bom dia, dorminhoca. — Brincou, apesar da garota ser a primeira a chegar à cozinha. — Sente-se, estou terminando de fazer o café. — E não era apenas o cheiro de café que sentia, mas também o de pão e o de bolo de ovos. O primeiro ela deveria ter comprado na padaria próxima, mas será que já havia feito bolo aquela hora?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Hmmm... ontem a noite ouvi um povo falando sobre um armazém e tal... você ouviu? — A idosa estava de costas, mas foi possível notar que ela parou de mover as mãos na mesma hora, mantendo a chaleira suspensa enquanto a outra mão segurava um coador ainda seco. — Você conhece alguém que tem um? Já foi em um sei lá... — Com um longo suspiro, a mulher voltou a ativa, colocando o café no coador enquanto o aroma se intensificava e preenchia a cozinha.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Esperava estar errada sobre a carta... — Disse ao colocar uma xícara de café em frente a jovem e, ao ver sua expressão de surpresa, concluiu: — Eu posso ser velha, mas não burra! Quem lhe ensinou a ser esperta, menina? A pegar um extra daqueles mais afortunados? — Sua voz subiu com a reprimenda, mas ela logo respirou fundo para se acalmar. Cortando uma generosa fatia do bolo e a colocando em um pirex, deixou ao lado da xícara.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Olhe, minha filha, sua mãe mudou depois que… Depois que a chamaram. Eu não sei onde eles se encontravam e nem quero saber. E você deveria fazer o mesmo! — Era bem claro que aquela era a sua palavra final, então a ruiva comeu em silêncio e voltou ao seu quarto, passando pelas irmãs que lhe deram um bom dia sem resposta. — O que aconteceu com ela? — Uma das irmãs perguntou a idosa, mas Violet não chegou a ouvir a resposta.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]De volta ao seu quarto, resolveu tentar sua sorte com Gaia, mas também não obteve sucesso. Com uma série de gemidos e resmungos, a única palavra discernível foi um não, enquanto a mulher se virava e voltava a dormir. Sem mais nenhuma ideia do que fazer em casa, passou novamente pela cozinha, com as três mulheres a olhando desconfiadas, e foi para a rua.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ainda era bem cedo e o movimento nas ruas era parco. Algumas padarias já estavam abertas, mas as demais lojas deveriam abrir nos próximos minutos. Por sorte, o centro comercial da cidade ficava a uns 10 minutos da casa/teatro, aproximadamente o tempo que faltava para o início de mais um dia de trabalho para os cidadãos de Toroa.

- x -

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O homem gargalhava com o interesse de Jamal pelo aparelho em seu pulso, embora não demorasse a demonstrar surpresa em sua fala. — C-como você vi—? Cof-cof. Não importa! Na verdade, eu ganhei de presente ontem. Não entendo muito sobre isso! Hehehe... — A deficiência do negro quase gigante parecia incomodar o outro homem mais do que o normal. Ou melhor, ele se incomodava sempre que citava algo relacionado ao problema, como se tivesse medo de magoar o turista. — Não se preocupe, a padaria é de um conhecido, ele nos dará um desconto!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto caminhavam lentamente pelo cais de madeira e, em seguida, por ruas de pedra e cascalho, Jamal focou em seu olfato para determinar a fonte do odor adocicado. O cheiro mudava conforme andavam, dando a entender que passavam por flores distintas e que havia uma quantidade absurda delas. No entanto, havia uma fragrância constante de rosas que parecia sempre estar à sua frente, vindo em sua direção com a brisa suave. Podia confirmar, portanto, que este odor de rosas era proveniente do tal Alfred, enquanto que os demais eram das flores ao redor.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Alfred! Bem vindo! — Seu guia se adiantava e abraçava o dono da voz masculina, grossa e firme, com um leve sotaque desconhecido. — Manoel! Como vai? Trouxe um cliente hoje e queremos um desjejum completo! Jamal, Manoel. Manoel, Jamal! — Os dois esperavam pela aproximação do negro e o padeiro logo dizia: — Qualquer amigo do Alfred é bem vindo a minha padaria! — Silêncio se seguia por alguns instantes, com Alfred tossindo discretamente e o padeiro lutando para achar suas próximas palavras. — Eh… Bem... Bem vindo! Venham, sentem-se.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Seu guia o levava até uma mesa e o ajudava a sentar, ajeitando a sua cadeira, e sentava-se logo depois à sua frente. O padeiro desaparecia dos arredores, provavelmente voltando à cozinha. Enquanto esperavam pela comida, era possível para Jamal sentir o cheiro de pão, bolo, biscoitos e diversas outras guloseimas. Se as comidas eram boas, ele saberia em breve. Mas que eram cheirosas, isso ele poderia atestar com veemência.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Falando sobre seus objetivos e suas habilidades, o espadachim ouviu uma interjeição de surpresa vindo do outro. Uma surpresa que detinha uma pitada de admiração. — Que legal! Assim que sairmos daqui e você comprar essa… placa? Eu posso lhe apresentar algumas pessoas. Ferreiros, mecânicos… Algum deve querer o seu serviço! — Querendo manter a conversa fluindo, o negro perguntou sobre a carreira do outro concomitantemente à chegada da refeição de ambos.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto alguém colocava café, leite, pães e algumas fatias de bolo sobre a mesa, o outro respondeu com a voz transbordando orgulho: — O que eu faço? Ora, eu sou o mais novo Sargento de Toroa Island! HAHAHAHA! — Mesmo Jamal sendo cego, era possível ver o peito do marinheiro estufado de orgulho. — Quer café com ou sem leite?

Legendas:
  • Vó, Gaia, Úrsula, Joy e irmãs Baron.
  • Alfred
  • Civil

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptySeg 18 Nov 2019, 19:41



É incrível como aparentemente depois de uma certa idade parece que você ganha uma mágica habilidade de ser uma confeitaria. O cheiro daquele bolo... Acho que entrou na minha alma. Se não fosse pela Vó gritando comigo, estaria hipnotizada até agora. Tudo bem, eu já esperava que não me dissesse nada... Não esperava que já soubesse de tudo que se passava pela minha cabeça, inclusive sobre a carta, mas... E como assim “a chamaram”, “eles” chamaram minha mãe para um armazém e depois disso ela nunca mais foi a mesma? Como assim!!! Nesse mundo, é realmente justo falar isso para alguém e simplesmente não continuar a história? Devia ser crime. Se antes minha chance de descobrir o lugar em casa era de menos de 1%, agora na rua parecia ser menos de 0,000001%, e não precisava ser boa em matemática para entender isso. Porque não sou.

Ainda tenho algumas muitas horas até a noite... Talvez ir ao centro seja a melhor opção que eu tenho agora, não que eu tenha muitas né...

Em direção ao centro, andaria calmamente olhando para os estabelecimentos da rua, tentando perceber se a minha chave poderia abrir algum dos lugares que estivessem fechados. Talvez, se eu não descobrir nada, eu passe o resto do dia enfiando a chave em todos os buracos de fechaduras que eu ver pela frente, talvez seja uma ideia infeliz? Talvez, mas o que seria uma chave sem fechadura senão ideia infeliz, não é mesmo...

Ao chegar, procuraria um comércio que parecia vender doces e balas. Me dirigiria ao atendente: — Olá, bom dia! Tudo bem? É... você tem chiclete de morango por aí? — colocaria a mão no bolso procurando alguns trocados. Caso ele tivesse, se fossem chicletes avulsos compraria uns 5, se fosse um pacotinho compraria apenas 1. — Muito obrigada! Outra pergunta, se não for incomodar, você por um acaso conhece essa chave? — Pegaria a chave do bolso e mostraria em minha mão para a pessoa — Sabe de algum armazém que as pessoas frequentam, que isso pode abrir? — tentaria manter o tom casual, como se não fosse nada demais, e sorriria ao terminar de falar.

Se a pessoa não soubesse me responder, apenas acenaria e sorriria em agradecimento e sairia da loja. Procuraria um lugar que pudesse sentar ou me encostar, por alguns minutos. Se a compra do chiclete fosse bem-sucedida, esse seria o momento em que abriria e mascaria uma goma. Aproveitaria esse tempo para olhar as pessoas que passavam por ali, observaria bem seus rostos e movimentos a fim de despertar na memória alguma lembrança daquela noite e do momento que a carta foi entregue a mim. A minha mãe, no caso.  

Se ao menos eu lembrasse do rosto, do corpo, das roupas do infeliz que me trouxe esse problema... Apertaria a chave em meu bolso.

Reconhecendo alguém, iria diretamente a pessoa: — Oi, tudo bem? De onde é isso aqui, você sabe? — falaria mostrando a chave. Sentiria a necessidade de ser direta, porque a resposta poderia estar próxima.

Não reconhecendo ninguém, observaria o movimento até sentir um pingo de frustração, e me dirigiria a próxima loja. Então é isso, de loja em loja...
Bom dia, beleza? — Perguntaria ao vendedor/a do lugar em que entrei, esperaria a resposta com um sorriso em rosto — Que bom, por um acaso você conhece algum armazém por aí que combine com essa chave velha aqui? — Mostraria a chave em minhas mãos para a pessoa.

Caso a resposta fosse positiva, diria: — Sério? Não acredito. Muito obrigada!! Você me salvou um dia de caminhada desnecessário pelo centro! E onde seria esse lugar, pode anotar pra mim? Obrigada mesmo.

Caso a resposta fosse negativa: — Ah sim, será que outra pessoa aqui conhece? — Se me apontassem alguém, iria até essa pessoa e perguntaria mesma coisa sobre a chave, se não: — Obrigada então, até mais, bom trabalho! — Sairia da loja e repetiria as mesmas perguntas no próximo comércio até que conseguisse a informação sobre o local, ou alguma informação que eu julgasse importante.
Se conseguisse o endereço de alguma forma, pediria para que a pessoa escrevesse para mim em um papel.


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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptyTer 26 Nov 2019, 13:46




Era interessante. Alfred utilizava em seu pulso uma das mais belas invenções humanas, o relógio. Tão perfeita já fosse, conseguiram compactá-la, colocando ao alcance de uma dobrada de cotovelo e uma batida de olho. Que revolucionário havia sido o relógio, esta que era a ferramenta suprema para o controle do bem irrecuperável, o tempo. Dividir as horas, os minutos, os segundos… pra quê? Para nos deixar mais produtivos, ora bolas. Afinal, a exploração do trabalhador base era o que ditava o mundo. Novos arreios? Ótimo!

Mesmo assim, Alfred não entendia o que havia ali. Era importante que ele soubesse? O espadachim mais habilidoso precisa bater ferro e temperar sua lâmina? Certamente não. Alfred não precisava saber como aquilo funcionava, precisava saber que funcionava e estava correto! Mas, ao se limitar, você estende a sua dependência a outra pessoa. O espadachim mais habilidoso, precisa ao menos, saber afiar sua espada.

— É um belíssimo presente Alfred! — o incomodo do homem já era notório àquela altura — A vida me tirou a visão meu amigo, mas me deu tremendas outras coisas, como por exemplo, meus ouvidos me ajudaram a adivinhar o modelo de seu relógio, o ranger dessas engrenagens é único!

O cheiro denunciava que chegávamos a um local que oferecia comidas. O odor fresco de pão recém-saído da fornada era o que me trazia a familiaridade, lembrava-me do tempo de criança em minha ilha natal quando as coisas ainda eram boas. Pão era a comida base do povo de lá, feito com o trigo mais puro que colhíamos logo que as espigas começavam a dobrar pelos campos. Entretanto, em meio ao cheiro puro do pão, sentia ares mais adocicados misturados com aquele sensação tão familiar, “Um pão… doce?!” poderia ser, pensei.

— Muito prazer Manoel, obrigado por me receber por aqui! — diria olhando na direção da voz nova que me cumprimentava, em seguida, sentaria a mesa, na espera de desfrutar do merecido café da manhã.

— Olha Alfred, a placa seria justamente para que eu tentasse arrumar um emprego! Já que você conhece pessoas que possam me oferecer um, eu gostaria de ir direto até elas! O que acha? — diria, tentando achar a comida que poderia estar em minha frente, mas perguntaria caso julgasse necessário — Poderia me passar o pão e a manteiga Alfred? Obrigado. — e então tomaria um pouco de café, novamente caso precisasse — Alfred, poderia colocar o bule de café e a xícara ao meu alcance? Obrigado! — seguiria nessa, até acabarmos e, quando acabássemos, tiraria do meu bolso os trocados que fossem necessários, usaria meu tato para contar mentalmente o valor, provavelmente minha genialidade ajudaria nisso — Tome seu Manoel, estava delicioso — diria, caso ocorresse tudo bem.

O que me causara espanto, era a última resposta de Alfred durante nossa conversa, Sargento. Entretanto, o marinheiro havia mostrado-se uma boa pessoa até então. Era compreensível, que dentro daquele mecanismo do governo mundial que escravizava toda a população, existissem pessoa inocentes que apenas galgavam uma vida melhor, dentro de um conceito deturpado de justiça que era pregado em nossos tempos.

Por fim, caso Alfred me levasse mesmo a um local propício, eu tentaria memorizar aonde ficava a padaria de Manoel utilizando elementos auditivos e olfativos do entorno, tudo bem que o cheiro de pão, provavelmente, seria sempre a melhor ajuda, mas sempre era bom acumular mais informações.

Ao chegar ao local, me apresentaria disposto a mostrar minhas habilidade.
— Prazer, meu chamo Jamal e eu consigo consertar TUDO! Desde que você a ponha em minhas mãos, hahahaha! — Era sempre bom deixar o clima mais a meno com a minha deficiência.

Caso houvesse um tipo de desafio, ou teste, eu tentaria ao máximo, usando minha genialidade e perícias adquiridas, consertar ou construir o objeto em questão, provaria meu valor!











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MensagemAssunto: Re: Violet   Violet EmptyQui 28 Nov 2019, 19:39

— N A R R A Ç Ã O —

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Otimista, a ruiva preferiu focar nas horas que teria até o escurecer do que a persistência da chave em permanecer misteriosa. Andando pelos caminhos de pedra da cidade, era possível sentir a suave fragrância das flores pelo caminho. O sol estava alto e quente, mas um vento suave mantinha o calor à distância.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Chegando ao centro, era possível ver praticamente todos os comércios já abertos, com alguns funcionários varrendo as calçadas enquanto outros organizavam as vitrines. Os olhos da ruiva, no entanto, passavam direto pelos mostruários dos diversos produtos expostos e seguiam em busca das portas. Mais especificamente, por suas fechaduras e se a sua chave encaixaria ali ou não.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Adentrando uma loja bem colorida e cheirando a tutti frutti, Violet trocou 10 mil dos seus trocados por uma caixa de chiclete de morango. A senhora baixinha e de cabelos brancos que a atendeu ouviu sua pergunta atenciosamente, respondendo: — Algum armazém que as pessoas frequentam… Não, querida, sinto muito!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Saindo da loja, Violet foi até um banco de madeira próximo ao lago no centro da cidade. O som da corrente de água que vinha do topo das montanhas era suave e acolhedor e o banco de madeira havia sido habilmente esculpido, com um encosto de folhas e braços com diversas flores, começando com uma flor madura (fechada) e indo até a última, completamente desabrochada.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto a ruiva mascava seu chiclete e observava os transeuntes, Jamal comia seu desjejum com o sargento. O homenzarrão, apesar de cego, já havia comido centenas, senão milhares de vezes, e pôde passar por aquele processo novamente sem dificuldade. Com mãos habilidosas, cautela e bons sentidos, o negro conseguia encontrar os objetos e as comidas com facilidade. Apenas em um momento este tentou pegar a chaleira de forma errada, quase segurando o metal e se queimando no processo, mas sentiu o calor no último momento e reajustou sua mão, servindo-se sem problema.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Após alguns minutos de silêncio do marinheiro, Jamal pôde escutar um suspiro bem fundo antes de voltar a ouvir sua voz. — Lhe devo um pedido de desculpas pela minha ignorância, Jamal! O julguei precocemente e desde então você apenas me mostrou como eu estava errado. Você parece ter um tato incrível e tenho certeza de que conseguirá algo facilmente. Talvez você até trabalhe para Charles algum dia! — O marine gargalhou brevemente, esquecendo que o turista provavelmente não conheceria o nome e, portanto, não entenderia a piada.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Terminaram o desjejum e o marine pediu a conta, pagando metade. Após se despedirem do padeiro, com mais um abraço por parte do marinheiro, a dupla voltou a andar pelas ruas da cidade, com o cheiro de pão e bolo sendo gradativamente substituído pelo odor das flores. — Eu sei o lugar perfeito para você trabalhar. Uns dez minutinhos de caminhada leve e chegaremos lá!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto isso, a frustração tomava de conta da jovem Violet e esta se levantava, indo até a loja mais próxima. Um sino soava acima da sua cabeça ao abrir a porta e uma cabeça surgia atrás de um balcão, lá no fim da loja. — Mas já? Q-quer dizer… Bom dia! — Um homem na casa dos trinta e cinco anos, de corpo comum e com covas profundas no couro cabeludo, soltava suas ferramentas e vinha em sua direção.

A garota não reconheceu muito além da lupa que o homem usava, mas ele parecia consertar algo bem pequeno. — Desculpe, não estou acostumado a ter clientes tão cedo… Ah, eu já a vi uma vez naquele… lugar na periferia da cidade. Foi um ótimo espetáculo! Mas enfim, em que posso ajudá-la? — Indagou, ajeitando os óculos redondos e de armação fina em seu rosto.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Pegando a chave, o homem voltou ao seu balcão, pegando a lupa e analisando cada detalhe. Se quisesse, Violet poderia observar a loja do homem enquanto esperava, vendo diversas prateleiras preenchidas principalmente com antiguidades. Desde itens velhos e aparentemente sem valor algum, até algumas esculturas e quadros que realmente chamavam atenção. Também era possível notar como tudo estava bem limpo e cuidado, mesmo a seção dos itens que pareciam lixo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Uma chave simples… Com exceção das ranhuras em sua extremidade. — Dizia o homem, dando a volta no balcão e se sentando para ficar mais à vontade. Aproximou tanto a chave e a lupa do seu rosto que faltou pouco para o objeto tocar seu olho. — Normalmente uma chave tem umas oito elevações e vales, esses dentes em sua ponta. — Mostrou a ruiva, deduzindo que ela era uma leiga no assunto. — Mas essa tem dezesseis! — Exclamou, voltando a quase enfiar a chave nos seus olhos.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Após mais alguns minutos de ponderação, o homem devolveu a chave a mulher e foi até uma prateleira próxima, com diversos livros e pergaminhos. — Vejamos... — Voltou com um mapa da ilha, abrindo-o sobre o balcão, e colocou uma folha branca, mas transparente, por cima do mapa antigo. — Você disse que essa chave é de um armazém e eu já estive em vários para coletar alguns dos meus itens. Sendo assim, focando apenas nos armazéns e excluindo aqueles que já fui... — Dizia, marcando a folha em branco com círculos, traços, cruzes… Por fim, sobrou três armazéns: Dois na periferia da cidade, à sudeste, e outro próximo ao laboratório do cientista Charles.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Eu apostaria nesses aqui. Se essa chave não abrir nenhuma porta nesses armazéns, provavelmente abra alguma no QG. Mas algo me diz que essa sua chave não veio de lá... — O homem dava um meio sorriso antes de continuar. — Quando você não tiver mais nenhum uso para essa chave, lembre-se de mim! Pago 25 mil berries por ela, o dobro se me disser qual porta ela abre. — E, antes que a garota saísse da loja, completou: — Pago 200 mil se me vender agora! — Suas mãos haviam voltado para o pequeno objeto e as ferramentas delicadas à sua frente, mas seus olhos não saíram da garota.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto a ruiva pensava sobre as propostas — Ou não! —, Jamal ouvia seu guia parar e falar: — Horst, lhe trouxe um ajudante! — O cego já sabia a léguas para onde iam devido ao som ritmado de ferro contra ferro e do cheiro de carvão, o acréscimo de calor repentino apenas confirmava a sua teoria. O tinir do aço continuava, sem resposta audível do ferreiro. O marine, enquanto isso, parecia mais uma vez desconfortável e se apressava a explicar a situação para o turista: — E-ele está ocupado, mas já já nos responde. — Completando pouco depois: — Ele é um cara legal, juro!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Quase dois minutos depois, a batida cessou e um forte chiado foi ouvido, com o aço em brasa sendo colocado num balde d'água. — Hum? Alfred! Que bom vê-lo! Como está o relógio? — Os dois se abraçavam e o marine retrucava: — Trabalhando sem parar, como você! — Os dois riam e o ferreiro se aproximava de Jamal. Era possível sentir o odor de suor e sal.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Aprendiz, hã? E quase tão alto quanto eu! Prazer, Jamal, vejamos se você é mesmo bom! — O ferreiro se afastava alguns passos e batia em algo, pelo som produzido, provavelmente uma mesa ou bancada feita de madeira. — Preciso consertar isso, mas estou sem tempo, como pode ver! Então mãos à obra! — O ferreiro continuava a se afastar e pegava o aço batido novamente, com a temperatura do ambiente aumentando consideravelmente. Não demorou até o tinir constante recomeçar.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]E eu devo ir. Tenho rondas à fazer, criminosos à prender. HAHAHA! Boa sorte, Jamal, e até breve! — E, com isso, o sargento se afastava, deixando Jamal à sós com aquele ferreiro que nem se deu ao trabalho de explicar ao novato o que ele teria de fazer.

Legendas:
  • Vó, Gaia, Úrsula, Joy e irmãs Baron.
  • Alfred
  • Horst
  • Civil

Histórico:
 

Chiclete de Morango:
 

OFF:
 

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