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 O Caminho para Casa - Parte I

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MensagemAssunto: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptySab 04 Maio 2019, 11:07

O Caminho para Casa - Parte I

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Mugen Hoshi. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptyDom 05 Maio 2019, 04:20

001
O Caminho para Casa
Parte I
Post #1

Desde que eu havia chegado em Dawn Island, essa seria a primeira vez que eu iria sair da toca e dar as caras na cidade. Havia chegado ali de forma clandestina, vinha fugido de meu antigo lar e tentaria melhor sorte no, tradicionalmente mais pacato Blue entre os 4, o East.

Naquele momento eu já não me sentia mais eu mesmo, sentia que era como folha ao vento, e apenas poderia assistir de longe enquanto meu corpo bailava solto pelos céus e dançava conforme a musica que a vida insistia em tocar. Eu era um mero espectador de meu próprio destino, observando à tudo de mãos atadas com um balde de pipocas no colo e sensação de impotência na mente. À partir dali eu tinha me decidido que precisava tomar as rédeas, assumir pela primeira vez um papel que nunca fora meu, eu queria pela primeira vez poder trovar grandes façanhas e entoar odes à minha própria figura.

A primeira decisão que eu precisava tomar era a de qual caminho seguir, pois eu sabia que não poderia simplesmente continuar praticando pequenos furtos e sobrevivendo como uma ratazana afugentada. Qualquer resquício de dignidade que eu ainda pudesse recuperar em mim, eu faria o meu melhorar para resgatá-lo. Antigamente eu já havia sido associado à pirataria e, por conta disso quase já houvera perdido minha cabeça, em Wano, minha má-fama me precedia onde quer que eu fosse. Esse era um tipo de atenção que eu não precisava mais, eu tinha quer ser livre e começar trilhando meus passos, no mínimo sem ninguém em meu encalço. Ser um marinho era praticamente impossível para mim. Mesmo que a politica isolacionista de Wano tornasse meus crimes anteriores praticamente invisíveis ao mundo externo, eu tinha certeza que meus delitos lá ou aqui já eram de conhecimento do Governo e Marinha, mesmo que eu fosse meramente um peixe pequeno. Eu pensava que minha única solução para continuar livre e viver a vida com o destino que eu mesmo traçaria era se eventualmente eu conseguisse me tornar um caçador de recompensas. Isso me libertaria de qualquer dever com um possível alistamento, seja com a marinha, governo ou até mesmo com o exercito revolucionário. Meus objetivos nada tinham a ver com servidão à uma causa; eu tinha minha própria causa e a ela eu era totalmente fiel, seguiria aquilo com retidão e não poderia deixar outras distrações me atrapalharem no percurso - É, acho que é isso... - Eu matutava sozinho, escorado em uma parede enquanto mascava o fino caule de uma planta.

Pelo menos agora eu já havia decidido o primeiro passo em minha iniciada jornada. Meu segundo e decisivo passo era chegar até alguma taverna e assuntar com os citadinos onde eu poderia arrumar uma arma e onde poderia encontrar algum fora da lei. A tarefa não era fácil, mas eu tinha que tentar. Precisava ser homogêneo com aquele lugarejo, me misturar, ser mais um.

Assim eu me desencostava de onde estava prostrado, e partia em caminhada para onde podia escutar maior concentração de vozes e passadas, provavelmente ali, passaria desapercebido e talvez pudesse coletar as informações que precisava o mais rápido possível.

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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptySeg 06 Maio 2019, 18:28

Narração - Post 1


Era um belo fim de tarde em Dawn Island. O céu aparecia em uma mistura de cores mesclando um dourado passando para o alaranjado, se desfazendo em um roxo intrigante e diferente. De onde Mugen estava, no leste da cidade de Porto Branco, era possível ainda ver o palácio se misturando naquele pôr do sol. O dia ia chegando ao fim e a cidade estava numa movimentação e burburinho de conversas de pessoas seguindo o caminho de volta para suas casas. A cidade ia crescendo no tamanho de suas residências e construções a medida que se aproximavam do palácio, evidenciando o sistema de segregação naquele lugar de Dawn Island. O jovem podia se considerar com sorte por ter conseguido se esgueirar para a parte de dentro da muralha.

O rapaz sabia por onde precisava começar seu caminho de não subserviência, então começou a se movimentar para isso. Mugen, com suas habilidades adquiridas em seus tempos de gatuno simples - tempos esses que o jovem queria deixar para trás – conseguia aos poucos identificar uns marcadores para alguns detalhes específicos. Acompanhava alguns símbolos marcados em paredes em um momento, seguia um pouco uma mulher alta com uma cicatriz marcante no rosto e umas tatuagens ainda mais evidentes... Ele se misturava tranquilamente sem esforço na multidão, ouvindo alguma coisa aqui, percebendo outra ali. Depois de algum pouco tempo se esgueirando pelas multidões, observando pessoas com marcas que o chamavam atenção ou o interessavam, se encontrava diante da entrada de algo se assemelhava bastante a um bar. Tinha paredes de tijolinho, um grande portal que abrigava uma porta de saloon e, aparentemente nenhuma janela. Um candeeiro acima da porta encerrava a fachada simples daquele lugar.

As portas do local pareciam não pararem em momento algum, com pessoas entrando e saindo, empurrando as portas de saloon, que iam e antes que pudesses parar, eram solicitadas novamente. Não havia nenhum tipo de indicação do que era aquele lugar. Nenhuma fachada com um nome engraçadinho. Algo ali era diferente. Talvez pelo fato da feição e vestimentas das pessoas que se observava ali destoarem do tom da cidade. Talvez porque parado frente a entrada, um homem branco, muito alto e muito careca, observava os indivíduos que entravam acenando com a cabeça, permitindo (ou não) a entrada. Usava óculos escuros e um terno muito tensionado, mostrando que era muito forte fisicamente e não era alguém a ser desafiado de forma leviana. Mugen pode notar a cabeça dele lentamente se deslocar de modo a aparentar estar olhando diretamente para ele.

- O que você quer? – disse o homem numa voz aguda, que simplesmente não batia com sua aparência – esse lugar não é para garotinhos assustados – complementou, com o que só podia ser descrito como a voz de um garotinho assustado.

- Esse é aquele moleque ladrãozinho de carteiras, Fino – disse uma linda mulher que caminhava por perto, indo em direção a entrar naquele lugar. Seus cabelos muito pretos e encaracolados faziam uma dança enquanto ela desfilava rumo a porta do lugar – Meu trampo é saber o quem é quem das pessoas por aí. Não precisa ficar empolgado por alguém saber quem é você. Até por que essa sua fama não é grandes coisas ali dentro. Você quer entrar, é? Eu posso te ajudar e você fica me devendo um favor, que tal? - falou, olhando o jovem atentamente com seus penetrantes olhos azuis.


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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptySeg 06 Maio 2019, 20:49

001
O Caminho para Casa
Parte I
Post #2

O véu negro da noite, cravejado com o intenso lume das estrelas estava prestes a estender-se por sobre a cidadela. Eu olhava o poente do sol, imaginando se aquela chona realmente traria consigo o fulgor das estrelas, para meu júbilo. Embora eu fosse praticamente um arauto da escuridade, ainda havia parte de mim que regozijava-se ao ver um clarão em meio à penumbra.

Há muito, eu houvera aprendido - não por vontade, mas por necessidade - a andar abscôndito e isso me assegurava a capacidade de andar sem ser notado por ali, ao menos por hora. Era o suficiente até o momento. Enquanto me esgueirava pelas sombras que as construções faziam uma à outra, minha mão direita deslizou levemente por sobre um tipo de rasto que sobressaia do restante do relevo daquela taipa em que eu me encostara. Algo sútil, passaria facilmente desapercebido à olhos distraídos ou despretensiosos, não era meu caso. - Mas que merda é isso aqui... - Eu me perguntava ao ter um vislumbre total da marca ali exposta - Parece que é algum tipo de marcação... mas que diabos - Ao terminar de checar a primeira evidência, eu logo levantava minha face, ainda oculta na escuridão e notava que haviam outras mais adiante. Eu tinha motivos parar crer que eram algum tipo de coordenada para se chegar à um lugar mais reservado, sigiloso.

Enquanto programava meu próximo movimento, passara diante de meus olhos uma linda mulher, que ostentava em seu harmonioso semblante a marca sinuosa gilvaz. Sua pele era marcada também por ostensivas tatuagens - Olha só mas que belezinha essa gata... - O sorriso lascivo tomava meu rosto - É uma gata selvagem com certeza! - Eu acreditava firmemente que deveria seguir no encalço daquela esguia mulher. Meus olhos praticados enxergavam mais do que se podia ver... Não, mais do que isso, eu sentia meu sangue ferver só de olhar praquela mulher - mesmo não sabendo se eram apenas meus instintos predatórios me traindo mais uma vez por conta de uma fêmea - eu a segui sem pestanejar. Ao passo em que progredíamos em "nosso" caminhar - eu claro, furtivamente - notava que haviam outros ostentando marcas, sinais, escaras que me roubavam um pouco o foco que mantinha na mulher. E antes que pudesse notar eu estava de frente com uma construção sem faixada, sem identificação, sem boas-vindas. Naquele momento eu mesmo não sabia dizer onde me encontrava e o que se escondia por trás daquelas portas saloon. O local não me parecia nada amistoso e tampouco parecia convidativo a adentrar... Era meu tipo de lugar. Naquele luar, o movimento era grande e a agitação em que transeuntes entravam e deixavam o lugar me faziam pensar que ali era o lugar que originalmente eu estivera procurando. No que demonstrava-se ser a entrada estava prostrado ali um homem caucasiano, alto e calvo guardando aquele posto, provavelmente era ele quem permitia ou negava a entrada de novos "fregueses". Eu seguia parado no lugar onde estava, já não tinha certeza se estava escondido ou se fora notado, pois tamanha fora minha perplexidade com o recinto que me tirara até mesmo o prumo. A cabeça careca do segurança do local volvia lentamente em minha direção e seus lábios suntuosos começavam uma pequena prosa com minha pessoa.

- O que você quer? - Assim que as primeiras palavras deixavam sua boca, meu espanto não poderia ser maior, e isso era traduzido fielmente em minha feição abismada. - esse lugar não é para garotinhos assustados – Era bizarro e ridículo pensar que um cara daquele tamanho tinha a voz de um garotinho manhoso. - Mas que merda... - Pensava calado.

Antes que eu pudesse rebater, ou mesmo me aproximar para iniciar uma conversa, uma bela mulher tomou a frente e saiu falando por mim. - Esse é aquele moleque ladrãozinho de carteiras, Fino – Seus escuros cabelos cacheados esvoaçavam enquanto ela rumava à entrada do local - Meu trampo é saber o quem é quem das pessoas por aí. Não precisa ficar empolgado por alguém saber quem é você. Até por que essa sua fama não é grandes coisas ali dentro. Você quer entrar, é? Eu posso te ajudar e você fica me devendo um favor, que tal? - Com ela propondo isto, eu achava que tinha uma boa chance de adentrar ao sítio sem me indispor com ninguém, ainda mais sendo uma proponente tão sensual quanto aquela. Eu chegava próximo a mulher e levava minha mão de encontro a sua, erguendo-a próximo ao meu rosto, trazendo-a mais para próximo - Olha gata... eu adoro garotas selvagens como você, mas que tipo de coisa você vai querer comigo? Uma noite quente de amor?! Eu posso te dar isso! - Mais uma vez o lado libidinoso de meu ser me punha em situação duvidosa, já que eu não sabia quem era aquela mulher e quais eram suas reais intenções comigo. Por quê sabia meu nome? Por quê sabia o que fazia? Por quê me convidara para entrar? Eu ainda não tinha nenhuma dessas respostas, por isso aceitar aquele convite era o que me restava a fazer. - Vamos gracinha, entre primeiro - Segurava a banda esquerda da porta do saloon gentilmente para que a garota pudesse entrar - Quando chegarmos lá dentro você pode me pagar um saquê - Ria ao penetrar as portas do lugar.


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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptyTer 07 Maio 2019, 11:54


Narração - Post 2


O jovem Mugen se entendia como um homem sedutor e carismático. Irresistível para mulheres e qualquer uma seria sortuda em poder dispor de sua companhia e tempo. Infelizmente, aquilo não era verdade sempre, pra qualquer mulher, pra qualquer pessoa. Atos devem ser refletidos pois suas consequências podem ser horrendas em algum momento mais definidor. Talvez o rapaz devesse ter pensado em mais alternativas, em como agiria se fosse negado ou o que faria uma vez que tivesse entrado naquele lugar.

Ao tentar se aproximar daquela mulher, com suas mãozinhas leves tentando tocá-la, dizendo coisas que seriam estranhos para conhecidos e ainda mais para desconhecidos, ele recebeu a mão dela de uma forma um pouco menos receptiva do que esperava. A moça segurou a mão dele pelo dedão e num movimento acrobático plástico, girou o braço do gatuno, derrubando-o no chão de bruços, com a mesma mão que tentou tocá-la virada nas costas dele. Segurando sua mão nas costas, colocou seu joelho em sua coluna e aproximou um pouco sua cabeça da dele.

- Era esse tipo de selvageria que você queria, querido? – disse num tom ameaçador e calmo – Não ponha os carros na frente dos bois, okay?
- Aaain, não faz issoo! Ele é gatinho! – pode-se ouvir numa voz fina e extravagante saindo do segurança Fino.
- Eu vou te dar uma colher de chá dessa vez – continuou a moça, tirando o joelho das costas do rapaz e o ajudando a se levantar -  Mas na próxima, esteja preparado para ser conhecido como o gatuno cotoco – se direcionou ao forte segurança e lhe afirmou - Fino, estamos entrando!

Ao se direcionar para o lado de dentro do bar, quando estava prestes a passar pelas belas emadeiradas portas de saloon, sentiu uma grande mão dando uma tapinha carinhoso em seu traseiro. Ao olhar assustado, veria que aquele alto homem careca o olhava sedutoramente, mandando uma piscadela. Mugen ouviu um sussurro: “Sou selvagem também”. Momento constrangedor (ou não) passado, o espadachim se encontrava em um pequeno corredor que aparentemente dava para um grande hall. Um grande salão circular de cerca de 30 metros de diâmetro. O teto tinha forma de uma meia esfera construída em treliças de madeira escura envolvidas por um domo de vidro. Um candelabro de aço ficava pendurado na forma das arestas de uma pirâmide de base quadrada apontava para o centro. Abaixo desse objeto, numa bancada circular, tal qual uma recepção de hotel, ficava com um homem negro de feição amigável sentado, com terno e carecas semelhantes ao Fino. As paredes eram pintadas em um tom de preto escuro combinando com um chão de carpete vinho e a iluminação era feita através de candelabros tais quais os da entrada posicionados por grande parte do hall. Haviam inúmeras mesas espalhadas pelo salão com pessoas simplesmente conversando, outras negociando alguma coisa, algumas simplesmente observando a movimentação.

- Bem-vindo ao Continental! Aqui você pode encontrar praticamente tudo que pode precisar. Pelo preço certo. Informação? Trabalho? Armas? A pessoa certa pode te fornecer – disse a mulher, enquanto caminhava para o centro do lugar – Se tiver de bom humor, o recepcionista Winston pode te ajudar. Ou você pode sair perguntando por ai, sei lá.. – continuou, apontando com o polegar para o homem sentado – Depois que terminar de olhar o lugar, me procure. Cuidado com as gracinhas. As pessoas aqui não costumam ser tão calmas quanto eu. Se te conforta, o Fino parece ter gostado de você.

O jovem espadachim deveria decidir o que fazer uma vez ali dentro. Buscaria alguém para lhe vender alguma arma? Iria direto para onde a moça sem nome estivesse sentada? Procuraria calor nos fortes braços do segurança Fino? As oportunidades se faziam ali para ele. Para onde ir?


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Última edição por Lebroc em Qui 09 Maio 2019, 19:51, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptyTer 07 Maio 2019, 16:40

001
O Caminho para Casa
Parte I
Post #3

Minha atitude sempre libidinosa me deixava mais uma vez em maus lençóis, já que meu galante "chega-mais" não houvera obtido o resultado que eu imaginava como desfecho praquela situação. Então agora, ao invés de estar de cara colada com uma formosa mulher, eu me via rendido de cara no solo - Era esse tipo de selvageria que você queria, querido? - Debochava a estonteante donzela, enquanto por cima de mim, colocava seu - surpreendentemente - pesado joelho. - Não ponha os carros na frente dos bois, okay? - Eu não estava em posição para retrucar ou mesmo para reagir, embora eu quisesse muito me deitar com aquela mulher alguma hora, meu objetivo principal era entrar no recinto e descobrir o que ali se passava. Afim de não causar outra confusão repentina por ali, apenas me levantei, bati nas vestes tirando a poeira e segui para dentro, porém não antes de ser apalpado pelo estranho segurança do local - Sou selvagem também - Sussurrava ele próximo à mim. Meu rosto não poderia assumir feição diferente daquela que tomava, olhos arregalados, nariz e boca torcidos, traduzindo enorme ojeriza pelo acontecido - Era só o que me faltava, uma bicha... - Pensava comigo, sem olhar novamente para a retaguarda e dar de cara novamente com o maricas.

Fui seguindo a dama, curioso e atento a tudo que se passava ao redor, olhando cuidadosamente os detalhes e chegando a ficar até um pouco para trás em alguns momentos em que me distraía com os objetos pitorescos do lugar. Ao chegar no que parecia ser o Hall do recinto, era notável que ali não era um lugar de visitação aberta, pois muitos ali pareciam negociar coisas enquanto sentados à belos aparadores. - Bem-vindo ao Continental! Aqui você pode encontrar praticamente tudo que pode precisar. Pelo preço certo. Informação? Trabalho? Armas? A pessoa certa pode te fornecer - Pelo visto, minha intuição não havia me traído - de novo - ali realmente parecia ser uma espécie de casa de negociações, popularmente conhecido por todos como "mercado negro". Bom, disso eu ainda não tinha certeza, precisaria sair por aí coletando informações. A dama que ali me deixara, indicava o que poderia ser um caminho à começar procurando, apontando um homem nomeado por ela própria de Winston -  Depois que terminar de olhar o lugar, me procure. Cuidado com as gracinhas. As pessoas aqui não costumam ser tão calmas quanto eu. Se te conforta, o Fino parece ter gostado de você. - Novamente eu era advertido sobre o quão mal poderia pegar se minha natureza impudica sobrepujasse meu bom-senso; sendo lembrado também do primeiro episódio nojento pelo qual havia passado com o tal Fino. - Não se preocupe gracinha... Nada vai acontecer, fique calma. - Eu deixava a moça tomar seu rumo e tomava o meu, sabendo que teria de voltar à ela de qualquer forma assim que finalizasse.

Me aproximava calmamente, com um sorriso amistoso estampado e me reclinava sobre o balcão - Você é o Winston, né? Olha, uma garota que eu nem ao menos sei o nome, disse que talvez você pudesse me ajudar! - Não estava esperando que a simpatia fosse seu forte, eu sabia que não podia parar por ali e deixar ser ignorado pelo recepcionista, eu tinha que força-lo um pouco mais - Sabe... Você me parece um cara velho de casa... Um dinossauro - Ria de maneira forçada, para tentar quebrar o gelo - Eu realmente preciso de ajuda agora, sou novo por aqui e estou precisando de armas novas e dinheiro... Talvez algumas informações também! Você sabe quem pode me ajudar? - Contara a ele um pouco de minha história triste, e lançava por fim, minha questão. Não sabia se seria ajudado ou se arrumaria problemas ali, no entanto, eu tinha que fazer algo.



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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptyQui 09 Maio 2019, 19:50

Narração - Post 3


O homem levantou seu rosto de uma forma soberba, lançando um olhar de quem sente superioridade em relação à pessoa com quem está falando. Encarou o rapaz olhando de cima para baixo, estudando-o. Seguiu isso dando um olhar confuso para a mulher de cabelos vermelhos que o tinha levado até ali. Essa sequência de observação não deve ter tomado mais do que 3 segundos, até o homem dizer:

- Dinossauro... - enquanto balançava a cabeça negativamente. Inspirou profundamente de olhos fechados e continuou - A Scarlet te deixou entrar, certo? Entenda que esse lugar, por mais receptivo que seja, pode te trazer mais problemas do que tentar invadir o palácio, o que não deve estar além dos planos da Scarlet. Eu recomendaria que agisse com o decoro necessário.

Assim que terminava a frase, Fino passava saltitante e serelepe, seguindo seu caminho para o banheiro. Disse ao recepcionista - Pega leve com ele, Wiwi!

O homem sentado em sua confortavel cadeira, cercado pela bancada, inspirou profundamente mais uma vez, recolheu alguns pápeis em sua frente e os bateu na mesa, organizando-os. Pegou seu óculos e colocou na ponta do nariz para ajudar sua leitura.

- Eu vou te dar uma colher de chá por que eu devo uma para o Fino e ele parece ter tomado gosto por você. Vou considerar minha dívida com ele paga. Armas.. Armas... - disse enquanto olhava suas folhas - Mesa quatro, Lou. É um homem gordo, com bigode grosso castanho. Veio hoje usando terno marrom e um chapéu coco de mau gosto. Mesa quatro à minha direita perto da parede. Pergunte se o chapéu dele está a venda. Se precisa de dinheiro, acho que deverá voltar a falar com a Scarlet. E quanto as informações, jovem, volte daqui uns 10 anos, quando merecer.

O homem fez um gesto para que o jovem se retirasse e fosse fazer o que escolhesse fazer ali. Fino estava passando por ali de volta para a entrada e sussurrou para Mugen: "De nada, gatinho!".



Obs:
 

Histórico Mugen:
 

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Última edição por Lebroc em Sex 10 Maio 2019, 17:57, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptySex 10 Maio 2019, 17:07

001
O Caminho para Casa
Parte I
Post #4

Já tinha percebido que ambientação por ali não seria fácil e eu teria que me adequar do jeito que eu pudesse. Ser cortês não era bem o meu estilo, eu fazia mais o tipo... arruaceiro. Enfim, mesmo que não fosse da melhor forma eu tinha conseguido informações de que precisava naquele momento e agora bastava chegar até a mesa 4 para confrontar o sujeito sobre qual Winstor houvera me falado. lá estava ele trajando 1 bela beca de tons acastanhados e um chapéu em tons coco sobre o qual houveram me descrito. Seu imponente bigodão era tão castanho quanto suas vestes, dando à vista seu péssimo gosto para roupas. cheguei cautelosamente perto coloquei cuidadosamente a mão sobre a mesa e olhando firmemente nos olhos me dirigi ao senhor – Boa noite cavalheiro, gostaria de comprar um... chapéu... Por acaso este não estaria a venda? - aquele certamente era um código, um tipo de artimanha para que contrabandistas pudessem proteger de possíveis agentes da lei; esse não era o meu caso, eu só queria armas mesmo. Antes que o homem pudesse me responder eu, olhava para ambos os lados, para ter certeza de que não havia mais ninguém interessado naquele assunto que estávamos prestes a iniciar. Após me certificar disso, sentava-me à sua frente – Desculpe o meu mal jeito, mas creio que nenhum de nós tem muito tempo a perder aqui... Já me falaram que se eu precisar de armas... você é o cara certo. – Dava uma pequena pausa dramática, para que Lou pudesse se posicionar e pudesse fazer qualquer adendo à discussão – Enfim, eu sou um espadachim, ou pelo menos serei assim que tiver uma espada afiada em mãos. Você tem o tipo de lâmina que eu busco? – Continuava.

Eu ainda não sabia ao certo se o tinha agradado ou se o tinha feito sentir o contrário, não sabia se me venderia a espada ou se me enxotaria como um cão à mingua, o certo mesmo era que eu precisava continuar ali, precisava de minha principal ferramenta de trabalho para poder continuar com meu plano inicial. – Olha, eu sei você deve ser um homem influente por aqui e já deve ter prestado muitos favores para estes por aqui... Sabe, não tenho tanto dinheiro para dispor de uma boa lâmina como essas que vendem lá fora, confio que você me consiga um preço diferenciado... algo mais abaixo do que geralmente encontramos nas lojas de armas por ai. -  Tentava induzi-lo com minha lábia, que era uma de minhas “boas” qualidades – Tenho certeza que você gostaria de ver uma de suas lâminas em mãos confiáveis... As minhas com certeza são ótimas segurando uma katana – ria timidamente buscando quebrar o ar sério daquela prosa.

Se a negociação fosse concretizada, eu certamente estaria um passo mais próximo de realizar meus objetivos, e me levantaria em direção à Scarlet, que continuava sentada à uma das mesas à minha espera. Se fosse necessário, ficaria mais um tempo tentando tourear Lou, enquanto não o fizesse vender uma espada para mim – abaixo de seu preço original – não descansaria.

Com Scarlet eu já não precisava de tanta cerimônia, visto que nosso primeiro encontro já fora bastante íntimo, por assim dizer. Se tudo corresse bem na aquisição de uma nova espada, perguntaria a ela onde poderia encontrar um procurado, com a cabeça a prêmio. Eu precisava do dinheiro para continuar prosseguindo com minha estória, e por tabela me tornar um caçador de recompensas certificado pelo governo e com passe livre para matar. Era tudo que eu precisava... Por hora.


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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptySeg 13 Maio 2019, 14:27


Narração - Post 4


- Ooooohohohoho você gosta do meu chapéu, rapaz! - dizia Lou, com seu vibrante bigode se mexendo de um lado para o outro enquanto ria e batia a mão na mesa, mexendo o corpo para frente e para trás - Minha esposa falou para não sair com ele hoje, mas aqui estamos nós, dois aficionados em belos chapéus nos encontrando - continuara, tirando o chapéu da cabeça para analisá-lo. Esse ato revelou no topo de sua cabeça um único tufo castanho, que não devia ter mais de 100 finos cabelos cuidadosamente penteados com uma camada de gel os direcionado para cima.

- Eu gosto de você, garoto! E nós, adoradores de chapéus, temos que ajudar uns aos outros - Lou levava uma mão ao queixo, de forma pensativa, seguida por uma análise rápida do jovem que estava diante a ele - Pelo que percebo, você não vai conseguir pagar pelo meu estoque de qualidade mas tenho certeza que tenho algo para você - com um movimento sutíl, o senhorzinho chamou um rapaz, que apareceu prontamente. Sussurrou algo em seu ouvido e o garoto saiu apressado para algum lugar.

- Você é novo aqui? Parece que a juventude dessa cidade vai mudando a cada dia que passa, sabe? Semana passada mesmo um grupo veio aqui tentar causar comoção e hoje cedo vi as carinhas deles em posteres de procurados... Tsc tsc tsc

O rapaz que havia saido, já voltava ofegante, com uma katana simples em mãos, entregando de forma reverenciosa e educada a seu empregador. Lou a tomou de suas mãos e a desembainhou, analisando rapidamente seu corte. O movimento do senhor mostrava que ele certamente tinha alguma experiência com o equipamento. Era uma espada comum, com cabo preto e branco e um guarda mão oval simples. A lâmina da espada parecia levemente suja de sangue.

- Essa aqui é a pedida pra você, rapaz. Ela veio a minha posse recentemente e, porque você é um fã de chapéus coco, vou te deixar levar por B$21000, que tal? Eu estaria perdendo dinheiro aqui, ahn? -  o senhor recolocava a espada na bainha e a entregava para Mugen - Mas devo alertá-lo, sendo um jovem novo na cidade e com cheiro da inexperiência, que algumas espadas podem, ou não, ter sido usadas em alguma atitude ilicita pela cidade, digamos assim... Seria melhor que você não fosse pego com ela e se fosse, pelo seu próprio bem mesmo, ahn, não se lembrasse como entrou em contato com essa arma - o homem encerrava, bem no momento que sua bebida chegava -  Agora se você me dá licença, é hora da minha parte preferida do dia.

Ao buscar por Scarlet, a encontrou sentada de forma espalhafatosa à uma mesa próxima a parede, de onde era possível ver a maior parte do salão do Continental. Ela parecia esperar ansiosamente por alguém e duas cervejas se encontravam em frente a ela na mesa. Antes que o jovem Mugen pudesse dizer algo, ela começava a falar.

- Eu tenho um trabalho que poderia usar alguém com dedos leves. Uma certa pessoa na cidade andou incomodando as pessoas completamente erradas. Essas pessoas erradas descobriram uma certa quantia em arte e dinheiro em posse desse alguém. Querem livrá-lo desses itens. Isso é tudo que você precisa saber nesse momento - a moça olhava atentamente ao modo que Mugen se portava e sua nova katana - Se você quer brincar de caçador de recompensas, acho melhor ir buscar algum marinheiro ou governante, sei lá. Eu diria que metade das pessoas aqui é procurada com recompensa e mais da metade das pessoas aqui sozinhos conseguiriam te vencer com facilidade. E é bom torcer para não te mandarem atrás de mim ou de alguém perigoso de verdade. Nosso trabalho aqui não é tentar levar os nossos. Agora me diz? Quer participar?


Histórico Mugen:
 

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Narração
- Fala
"Pensamento"


Última edição por Lebroc em Ter 14 Maio 2019, 18:09, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Caminho para Casa - Parte I   O Caminho para Casa - Parte I EmptyTer 14 Maio 2019, 12:48

001
O Caminho para Casa
Parte I
Post #5

Assim que colocara minhas mãos naquela espada, notava alguns resquícios de sangue ainda impregnados em seu fio, deixando-me com a indubitável sensação de que essa fora anteriormente empunhada por outro mestre, recentemente até. Bem, mas eu não tinha como reclamar, afinal de contas aqui não era uma bomboniere, e se eu a estava conseguindo abaixo do valor, com certeza não era apenas por cortesia de Lou.
Eu passava lentamente meus olhos por cima de toda a extensão do fio daquela minha mais nova aquisição, compenetrado a cada detalhe que, em seu aço havia se marcado. De fato, não era uma lâmina acima da média, eu a poderia ter adquirido facilmente em qualquer bazar por aí... Porém não por esta bagatela, o que me enchia os olhos seguramente.

Ao me vender aquela mercadoria, o velho Lou também me dava algumas advertências sobre seu “produto”, coisa que não me impressionava tanto tendo em vista de onde eu conseguira aquela mercadoria, e por hora era tudo o que eu precisava saber. Um distinto garçom chegava à mesa deixando com Lou a bebida que havia pedido momentos atrás; era minha deixa para sair. Agradei-o inclinando levemente a cabeça para frente, em um gesto respeitoso e me retirei aos poucos. Já estava com minha ferramenta de trabalho em mãos, precisava então encontrar om Scarlet, visto que ainda tinha dívidas com a mesma e prometera saná-las em breve.

A moçoila estava à mesa, como antes, sentada com pompa em um canto de onde poderia ter vislumbre de praticamente todos os pontos do salão do Continental, de forma que observava o local todo enquanto parecia expectar por algo de forma inquietante... tanto que me fizera apressar o passo e me dirigir a ela o quanto antes. Dei o ar de minha graça lepidamente e antes mesmo que pudesse adoçar o bico para falar, a ruiva tomava a frente da parla e sem vacilar encetava -  Eu tenho um trabalho que poderia usar alguém com dedos leves. Uma certa pessoa na cidade andou incomodando as pessoas completamente erradas. Essas pessoas erradas descobriram uma certa quantia em arte e dinheiro em posse desse alguém. Querem livrá-lo desses itens. Isso é tudo que você precisa saber nesse momento – Falando, Scarlet me desafiava com seu olhar penetrante e sem hesitação - Se você quer brincar de caçador de recompensas, acho melhor ir buscar algum marinheiro ou governante, sei lá. Eu diria que metade das pessoas aqui é procurada com recompensa e mais da metade das pessoas aqui sozinhos conseguiriam te vencer com facilidade. E é bom torcer para não te mandarem atrás de mim ou de alguém perigoso de verdade. Nosso trabalho aqui não é tentar levar os nossos. Agora me diz? Quer participar? - Antes mesmo de escutar todo o relato, o sorriso malicioso já tomava meu semblante, e da mesma forma atrevida, eu me permitia responder - Não me entenda mal, eu não ligo pro tipo de trabalho que eu vá fazer... E infelizmente ainda tenho essa dívida com você benzinho! É claro que isso atrasa todo meu plano, mas fazer o quê?! Eu tô dentro gracinha... É só me dar o sinal e as instruções! - Já me sentia confiante, e agora que tinha uma espada para empunhar, meu entusiasmo se renovava completamente, eu parecia ganhar novo fôlego e minha atitude remetia a isso. De certo que eu ainda tinha outros objetivos por aquela cidade, mas talvez fosse interessante executar esse serviço, sabendo que havia dinheiro envolvido então, era muito mais tentador. Eu me levantava e apanhando minha katana, colocando-a em uma faixa presa ao dorso, própria para carregar espadas e me aviava para esperar que a dama também levantasse para dar sequência ao plano. Pela primeira vez em dias, eu me via empolgado novamente com alguma coisa... Será que teria um pouco de ação, finalmente.


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