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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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AutorMensagem
ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 7 EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Relembrando a primeira mensagem :

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Thorv
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 7 EmptySab 02 Mar 2019, 00:39

O jovem de Felin parecia ignorar os pontos brilhantes vistos pelo caminho e tampouco reconhecia algo que há poucos momentos observara.

A estranha atitude do tenente John em nem ao menos começar uma perseguição em alto mar revelava ser uma armadilha e sua comunicação no dendenmushin também. Pois do outro lado da linha estava o encapuzado de verde. Claramente descrições a respeito do navio que fugira haviam sido passadas e era questão de tempo até que a perseguição fosse concluida.

Encapuzado Verde- Por ordem do tenente John, Henri e Edmure,vocês têm permissão de dizer oi para o capeta!! BEM VINDOS À  GRAND LINE!! FOGOOOO!

E com os pontos prateados se mostrando como canhões, tiros eram disparados contra o navio.

Tobias e seu estagiário ficavam boquiabertos. Já Pierre, impedia que Henri subisse no mastro porque ficava temeroso e curioso a respeito das intenções do rapaz para consigo, e lhe dizia

Pierre - Eu sei seu ponto fraco! Ouvi de Cirila! Não voltarei pra Chate Kingdom! ,  e então ele fazia menção de ir até a borda do navio, com o espantalho em mãos para se atirar no mar.

As balas de canhão atingiam a embarcação com ferocidade, originando fogo e muita fumaça.

Cirila - irmão... o azar ainda nos persegue! O que faremos?? , perguntava a moça, abraçando ainda mais forte seu espantalho.

A aventura dos blues parecia chegar ao fim no mesmo passo que a da Grand line se iniciava, e logo de cara uma sabia decisão era exigida da dupla de piratas.

Obs: tudo que coloco na aventura tem uma motivo.. acho que deu para perceber =) tento deixar a aventura um pouco enigmática..  para conectar alguns pontos e tentar deixa la imprevisível..  foi um prazer narra-los! So mais  um e mando para avaliação
Vlw flw
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Kenway
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Kenway

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 7 EmptyDom 03 Mar 2019, 16:17



À Deriva
Henri de Félin

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O clímax da nossa travessia demonstrava-me como o sujeito oriundo de Chatte Kingdom era mesmo um crápula insolente. Gostava enormemente do cesto da gávea e estar lá em situações libertadoras como essa era agradável. Além disso, o fator estratégico também contava. Assim como aquele lugar tinha o seu farol para iluminar os mares e dar o contexto deles à quem quer que estivesse por detrás dos pés da Reverse, os meus olhos eram faróis para a tripulação. Raramente eles falhavam; raramente eu  falhava, mas desta vez houve uma exceção, e na minha perspectiva era tudo culpa de Pierre. Não fosse pelo fato de ter continuado no convés, eu teria abocanhado o horizonte com meus olhos e identificado a ameaça ao nosso redor. Entretanto, as ações do homem me impediram de agir e entorpeceram-me os sentidos.

A situação naquela altura já não era das melhores. Os canhões já batiam em nossa porta e os seus estrondos me soavam ensurdecedores. O cheiro da fumaça também era horripilante, e tudo em que pude pensar foi que eu preferia o da maresia. Antes um que me remetesse a peixes do que a morte. Pierre e a sua ousadia também não ajudavam, mas eu era o mestre e era ele o cão, então não deixaria que o sujeito me enervasse. Eu escolhi manter a calma, agir por baixo dos panos e encontrar uma saída para o cenário desafortunado em que estávamos. Não era a hora adequada para dar o bote como uma víbora, pois eu concluí que o navegador não era o meu inimigo. Dando atenção de maneira adequada às suas palavras, eu tive a conclusão de que o que o guiava naquela empreitada de loucura não era a insolência em si mas, na verdade, o medo.

Pierre! — Bradaria o nome do sujeito conforme eu me levantasse e o encontrasse com os olhos. Os dedos da destra e da canhota se estreitariam por debaixo da minha neko-te, e é claro que a priori o meu instinto era atacar, mas não depois da conclusão que havia tido. — Sim, você sabe de uma fraqueza minha. Mas o diabo não é mais fraco por seu ponto fraco ser a cruz. É?! — Seguiria, dando alguns passos em sua direção. — Se você pensa que conhece Henri de Félin, está enganado. — Afirmaria com convicção e o encarando olho no olho, para que o homem entendesse que as palavras não deviam entrar numa orelha e sair por outra. E então seria a hora de acalmar-lhe os nervos e sanar seu medo. O medo de voltar para o maldito reino de onde ele provavelmente havia escapado, como eu  fiz; o medo de enfrentar os seus fantasmas e as consequências das suas ações. O medo do passado. — Eu também cansei de ser mais um lacaio de Chatte! Traí o reino e dei minhas costas àqueles inúteis, e fique sabendo que eu nunca voltarei! — Vociferaria em um tom tão grave quanto conseguisse. Não piscaria os olhos ou alteraria as minhas feições, e havia muito tempo desde a última vez que a minha expressão estampava a verdade. Não era algo que estava habituado a fazer, mas precisava. — Então volte logo ao leme e nos tire daqui, cãozinho medroso! As minhas patas não te levarão de volta para Chatte Kingdom, mas pular e abandonar o barco te dará passagem para um lugar ainda pior. O inferno! — Concluiria, mais como um aviso que com uma ameaça. Eu sabia que tínhamos o bastante em comum para que o homem entendesse.

Assumindo que estivesse certo e, ao apaziguar seus medos, Pierre voltasse a si, restava enfrentar a insistente ameaça do tenente. A estratégia não era meu forte, mas aos olhos predadores que eu tinha era óbvia a conclusão. Atrás de nós estava a montanha, e à frente os holofotes e a Grand Line. Os predadores não recuam quando estão encurralados; nem havia aonde recuar. Era a hora de mostrar as garras e dar aos malditos um pouco do próprio veneno, e estava certo de que o incursor de pedra também pensaria o mesmo. — Edmure! — Caminharia até onde estivesse homem e o chamaria pelo nome. — Adiante? — O questionaria numa indagação que esperava ser praticamente retórica. Não precisava dar detalhes e nem ele a mim, naquele ponto o espirito livre de que partilhávamos já nos sincronizava. Um sorriso estamparia os meus lábios e o habitual olhar voraz de gato voltaria ao rosto.

Por fim percorreria um trajeto lateral até uma das amuradas do navio. O canto escolhido seria aquele de onde a voz do encapuzado havia vindo. — DAR OI PARA O DIABO?! EU DAREI OI QUANDO ISSO TUDO ACABAR E AINDA ESTIVERMOS DE PÉ! — Gritaria a sentença na beirada da embarcação, encarando o sujeito audacioso que nem mesmo tinha a coragem de mostrar seu rosto. Estavam todos enganados ao meu respeito, todos eles, e esse homem não era uma exceção. A presunção da sua parte era assumir que eu temia o diabo. — PODEM VIR, CÃES SARNENTOS! EU NÃO TEMO O DIABO, ELE É A MINHA PRESA! — Concluiria com o sangue quente me correndo às veias e a voz já falha por tanto forçá-la. Em seguida, me agacharia atrás das amuradas e agarraria novamente as cordas para absorver possíveis impactos e resistir. Se alguma das ordens do incursor de pedra estivesse ao meu alcance, eu a acataria o mais rápido possível, para então retornar ao meu "covil" até o momento oportuno para lhes dar o bote e o gosto amargo de minhas garras.

Off:
 
Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 

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Wing
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 7 EmptyDom 03 Mar 2019, 16:46



Edmure de Rivia

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Escamagris é um labirinto sinuoso de que eu saí sem me dar conta. Passam-se os dias e numa quinzena a pele enrijece, calcifica e estala ao toque. Começa na ponta das mãos bem como na dos pés, subindo ao nó inicial dos dedos e, eventualmente, aos nós seguintes. Até que um dedal do teu corpo esteja tomado e se torne em pedra. Em diante consome-te, e a escamosidade se espalha pele acima, até ruir e abrir alas para as rupturas que mais lembram cal. Ao fim desta dita quinzena tu é rocha; mas nunca os olhos. Neles mantêm-se, à parte da cova enegrecida em que se tornam as bolsas do olho, a vida que escamagris se nega a levar. Tenente John, em contraparte, não partilhava da perversidade que a doença carregava. O desgraçado não havia hesitado em nos sepultar, e nesta altura ainda era o nosso nêmesis. Quando o brado dos canhões me retumbaram na orelha e vi o fogo crepitante a dançar e lambiscar o casco do navio, o marinheiro e sua frota deram o toque final na obra feita por escamagris: meus olhos se tornaram pedra. Ralhei comigo mesmo; dentes rangendo como lixas sobre o mármore, e eu praguejando contra deus e o mundo. Os saltimbancos eram tão estúpidos a ponto de encararem esta travessia como a um festim? E como é que os navios se escaparam da vista de Henri? Esta desgraça de embarcação ao menos era uma canhoneira? Não importava. Mordisquei-me a língua como se estapeasse a própria cara. — Aceita a tua realidade e faz uso do poder de que dispõe. — E o de que eu não dispusesse, usurparia. Este é Edmure de Rivia.

Minha vista correria através das cortinas esfumaçadas que se alevantaram no disparo dos canhões. Entorpecidos no horizonte e ainda estatelados, os olhos nus buscavam por Cirilla. Tobias e o pederasta, e também o tal Pierre, eram todos parte de um bando de homens feitos. Que brandissem as armas, elevassem escudos e lutassem pela vida à sua conta; em contraparte eu não nutria a mesma confiança nos dotes da minha irmã. O seu manejo do revólver não decepciona, e isto reconheceria. Mas não trazia um no coldre. Era uma dama com pele de framboesa e culhões de avelã. — Ciri! — Eu clamaria por seu nome em um tom ardente como as chamas que se acresciam ao nosso redor. Quando ao alcance da ratinha, cercearia o seu pulso com a destra e a chacoalharia vigorosamente. — Tu segue à minha cola e arqueia tua coluna. — Soergueria a canhota à procura do escudo nas dorsais, e seguiria aninhando a garota sob a asa em que eu tornaria o sovaco, por debaixo deste mesmo braço. — Te mantém sob o meu flanco esquerdo, às minhas costas, e por detrás da égide! — Até então o tempo me corria célere, no compasso que dava a guerra. Mas quando Ciri estivesse à segurança, retrucaria sua indagação. — O que faremos, meninota?! — Sentença cortada ao meio e o beiço negro reluzindo em saliva. — Empalaremos o tenente sobre os seus canhões, do rabo à goela; e uma vez que o fizermos, eu tratarei de acender o pavio. — Não havia porque me censurar defronte a ela. Cirilla sabe da minha verdade, e aquela era a dos mares.

Eram notáveis os papéis de Henri e do colega como peças-chave desta algazarra, levando em conta os dilemas de que eles tratavam nas margens do cisne. Precisaríamos do homem de volta ao leme cedo ou tarde, mas já não era mais da minha conta. Munia a língua do homem-gato em confiança e que fizesse-a valer. Havia mais do que tratar. E era mesmo aquele o nosso destino? A queda d'água nos trouxera de encontro à morte? A vista cairia às minhas costas, ao pé da montanha, uma última vez. Reafirmaria à minha alma relutante de que avante era o único caminho a se fazer, e à semelhança eu retrucaria o gracejo de Félin, uma vez que me abordasse. — Adiante. —  Sem fazer uso de floreios ou me prolongar, só a verdade nua e crua que o pederasta antecipara. Olhos dançando entre os meus tripulantes, e a cabeça trabalhando em prol de uma conclusão; estava feita. Eu domaria aqueles rapazes e os tornaria em homens, a serviço do poder. Ou morreriam no processo.

CERTO! — Tão retumbante quanto os canhões, meu brado correria da popa à proa. Sola da bota mordendo o assoalho e o som oco do impacto pescando atenção. — Costurem as vossas matracas e desatem os ouvidos. — Saliva me escapando em perdigotos conforme gritasse, e eventualmente engoliria em seco. Eu torceria os meus lábios num sorriso de certo calibre, mas te enganas se tomá-lo por outro qualquer. O que estaria estampado no semblante de alvinegro uma vez que Tobias e os camaradas me encarassem, era em verdade uma meia-lua cor de piche ancorada onde antes estava a matraca. Não haveria ali feição de um pedinte ou de um homem louco; tampouco a de um déspota ou de um general em sua última empreitada. O que teriam é um trago da melhor risota que eu pudesse planejar. Era um riso de vitória. — Eu lhes direi o que outrora disse a um companheiro. — Não precisávamos de Ahab àquela altura. Tinha couraça de gigante, sim; mas minha vontade era de ferro.  — Não há homem no mundo que conheça do poder melhor que eu. — Serpentearia a vista de um rosto ao outro, estudando as suas feições, ruindo as catedrais que projetavam sobre as cabeças no anseio de deixar seus medos porta afora, e entorpecendo as suas almas no vislumbre de uma sobrevida. — Sigam as minhas diretrizes e vocês verão o sol se pôr. — Era importante me manter falante. O falatório era um aparato do poder, e o poder em si é, em boa medida, gerado por seus aparatos. Realizava que a Quimera, afinal, era o mesmo. Não era sonho ou misticismo; não era fé ou criação divina; era um aparato do poder como todos os outros. Bem como o Tenente John e a marinha tinham os seus, a Quimera era o nosso. Era o meu. Era a estampa do poder que eu conquistasse, e o holofote que o destacaria em mar aberto. — É bem cortês da parte deles que nos deem fogo. — Auferiria uma vez que digerissem o que havia dito até então. — Nós trataremos de retribuir. — Aposto alto que o faríamos.

Eu trataria de dispôr meu tabuleiro e as peças à mesa. — Pierre! — E pelos deuses, que o homem-gato tivesse tirado o maldito da sua insânia. — Toma o leme novamente e não te borra as botas! Estarei ao teu flanco e tratarei da tua vida, ao menos até que cheguemos ao nosso destino! — Se eu tivesse de tomá-lo pelo braço e trazê-lo a força, o faria; mas o recurso inicial seria a voz. O poder desce melhor por nossa garganta quando adoçado pela cortesia. Então os olhos correriam através do cisne como cães selvagens à procura de uma presa. Eu queria Tobias. — Tu! Chega de algazarra, de espantalhos, bonecas infláveis e dos teus gracejos. Eu te quero nas velas! Tu e o teu estagiário, tratem de içá-las de forma que deem ao navio a maior propulsão possível! — Julgava que a ventania que tomava forma às nossas costas, no choque da queda das águas escoadas montanha abaixo, ainda era severa o bastante para nos propiciar uma investida. Julgo também que não te enganas mais nesta altura. Abraçaríamos a morte para escaparmos das suas garras; manejaríamos o fogo que se erguia sobre o casco ao nosso favor. Abalroaríamos os cafajestes, e a carranca na proa do nosso cisne alvejaria o encouraçado marinheiro. — Henri. — Minha orquestra estava prestes a findar. — Tu te protege por detrás das amuradas e prepara-te para atacar. O mesmo serve a todos vocês! Da altura em que o tenente os descobriu em diante, vocês estão sob a nossa bandeira aos olhos da marinha. Que a vida tenha ensinado a pegarem em armas, ou haverão de aprender na marra! Saquem espadas e pistolas, e lutaremos nossa escapatória uma vez que nos chocarmos com os seus canhões! — Sentenças de ferro e de fogo, conquista e vitória, de glória e poder. Sentenças pesadas tal qual o chamado de um corno de guerra na orelha de hostes navais.

Pisaria tantas vezes quanto o necessário para que corresse à esquerda de Pierre. Cirilla e ele me flanqueariam: a meninota à minha esquerda, sob a asa pré-estabelecida, e o marujo adjacente ao meu ombro destro. O braço mais próximo ao navegador faria menção de levantar, e quando as mãos de Leblanc alcançassem o leme eu de fato o ergueria. O cotovelo dobrado à altura da orelha, indicador e médio estreitados enquanto os demais se escondiam na palma da mão. Então o braço se estenderia para que eu lançasse ambos os dedos no horizonte, perpétuos como setas projetando-se de uma balestra. — AVANTE! —  Estava dada a ordem e batido o malhete; a sentença que eu trazia era a guerra. Soergueria o escudo à linha do peito e tomaria a dianteira, deixando Pierre e Ciri sob a proteção das minhas costas, e a minha integridade por detrás da égide. Que ela transpusesse as afrontas e os disparos com que alvejassem-nos no meio do caminho: receberia-os com a parte externa do escudo, e que o impacto absorvido me corresse do antebraço às pernas, caindo por terra na sola dos pés. Quando estivéssemos a beira de abalroá-los, eu correria às paredes do navio com Cirilla na minha cola e aliviaria o provável choque ao projetar o meu escudo defronte ao ombro vulnerável. Mas até lá havia um hiato. Um em que eu buscaria o meu mais valoroso aparato. Com a destra livre, uma vez que desse o sinal, resgataria de dentro do sobretudo a minha bandeira; o manto da Quimera. Sobre o tecido onde a meninota havia pintado as três cabeças, eu deixaria um beijo negro. — Corre comigo, minha Quimera. —  Eu vestiria o casaco novamente e a aninharia nos bolsos internos...


" Valsa comigo em batalha e te prometo:
não estarás mais

À Deriva."




Thorv:
 

Feedback da Aventura/Avaliador:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 7 EmptySab 09 Mar 2019, 22:16

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FAROL



Como ordenado, Pierre a contragosto movia o barco para se chocar com o Farol, o vento zumbia pelas velas e logo pegava velocidade, os marinheiros pareciam não acreditar naquilo que estava acontecendo – Recuar!! – gritava o homem de capuz verde, todos os 12 marinheiros deixavam os canhões e recuavam alguns metros, olhavam incrédulos para a embarcação que se chocava contra a borda do farol.

O barulho de madeira se partindo era alto e agoniante, era como se o barco gritasse por ajuda, mas a investida tinha dado certo, todos os canhões foram levados para o mar. Com o pacto, todos caiam no convés, Pierre arregalava os olhos como se aquilo fosse a coisa mais louco que já tivesse feito.

Os marinheiros colocam as mãos na cabeça, os mais medrosos pareciam querer fugir, mas o encapuzado olhava para eles – Vida ou Morte! Lembre-se que se não matarmos eles aqui, o Tenente nos mata – não foi encorajador, mas foi o bastante, os homens paravam e olhavam uns para os outros, e sacavam suas armas que eram padrão, espadas comuns – Avançar! – os doze marinheiros corriam em direção ao barco, que pelo impacto ficou enganchado na bora do Farol, toda a parte de baixo havia sido prejudica e entrava agua.

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..."ele montava, um grande lobo branco."

Se Edmure e os demais pulassem da borda, já cairiam em terra firme, os Marinheiros estavam há 40 metros, todos com espadas em mãos. Contudo, alguns metros acima dos penhascos, aparecia um rapaz, devia ter seus 19 anos, usava uma roupa preta comum, seu cabelo era preto, seu corpo magro, o que chamava atenção era o que ele montava, um grande lobo branco.



[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
Wing

Perdas:
● N/A

Ganhos:

  • Bandeira da Quimera - Ok
  • 1 Espantalho  Ok
  • Perícia Intimidação - Ok
  • Vantagem Liderança - (1/3) A vantagem foi bem explorada na minha opinião, principalmente pela naturalidade com que ela foi sendo abordada. Só elogios quanto a maestria que teve para lidar com a ideia, de alguém que estava ainda começando a ser líder, mantenha o bom treino da vantagem, logo mais poderá adquirir ela. Lembre apenas de nas próximas abordar problemáticas e casos mais variados (Além dos já usados aqui) pois isso sempre aumenta as chances da progressão ser mais rápida.
  • Peso Extra: 5kg Ok - não vejo problemas em aumentar um pouco de peso comendo e trabalhando de pedreiro.
  • Recompensa: +3.900.000
  • Kit Medicinal:
     
    Ok
  • Kit de Criação Medicinal:
     
    Ok
  • NPC Acompanhante - Cirilla de Rivia:
     
    Ok


Relação de Personagens:
● Ele faz. Ok

EXP: 9 XP
EDC: 9 XP

Localização: Farol Ok




Kenway

Perdas:
● N/A

Ganhos:

  • Perícia Disfarce Ok
  • Recompensa: + 3.600.000
  • 1 espantalho Ok
  • NPC Acompanhante - Pierre Leblanc:
     
    Ok


Relação de Personagens:
● Ele faz. Ok


EXP: 8 XP
EDC: 8 XP

Localização: Farol Ok

Quantidade de posts do(s) Narrador(es): 10 posts (Thorv) 5 (Raiden) e 5 (Gerard)


Feedback Narrador:
 

Feedback Players:
 

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