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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Relembrando a primeira mensagem :

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Raiden Fuji
Narrador
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptyQua 16 Jan 2019, 22:56










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Ilusia Kingdom - Mansão dos de Rivia
Horário: 07:00





Depois de se despedir de sua irmão ao final do banquete presenteado a si e seu companheiro, Edmure desceu para buscar Henri, que ainda se empanturrava com o vinho, que fora em grande quantidade, da mesma forma que o sobrara, já que a família de Rivia estava chocada com os modos e os assuntos debatidos entre os dois piratas, suficiente para deixar qualquer riquinho em choque tá em shock. Cada um com duas garrafas de vinho consigo, seguiram para fora da mansão que um dia poderia ser herdada pelo filho mais velho da família, ao saírem da casa, o de Félin seguiu seu capitão, que tinha destino certo, que era no centro do espaço externo do casarão, onde havia um vinhedo de tamanho extremo se comparado aos outros, o que poderia surpreender a alguns, mais não a ambos, Edmure por estar acostumado com a paisagem, e de Henri não se tinha um motivo certo, talvez fosse por estar levemente embriagado, nada que afetasse seus sentidos.

Quando ambos estavam acomodados, o de Rivia sentado com as costas apoiadas no imenso tronco da uveira que ali havia, Henri estava em um galho bastante robusto, já que se não o fosse dificilmente aguentaria o peso de um humano, mas com ambos nos lugares que gostariam, começaram a conversar, embora o mais novo estivesse um bocado cansado, já que bocejava ocasionalmente. Como uma conversa entre os dois sem palavras, que somente os mesmos conseguiam entender o que se dizia, começaram a rir subitamente, riam bastante alto na noite já escura, era bem provável que a família, que enojada fora se deitar, que residia na mansão que serviria de repouso para ambos, após uma jornada dificultosa no mar.

Quando pararam de rir, um bocado ofegantes pela alta risada, começaram a conversar de fato, o primeiro a se pronunciar fora Edmure, que repetia de forma debochada a comparação feita por Henri, que voltara a rir por tal motivo, ainda em um tom debochado, perguntara se vira a surpresa dos pais do de Rivia, sendo que o de Félin respondeu que só viu ao fim do banquete, mas ajeitando-se de forma a olhar melhor para o outro, o mais novo disse ainda rindo. - Derrotados por peru e mirrrrtilo. Dá pra imaginar? – Depois disso dito, o mesmo recebeu um agradecimento de seu capitão, que odiava sua família, com poucas exceções, o homem de pedra também dizia que o nome de Rivia uma fez também fora um tigre maltêz, coma a piada de seu companheiro dizia, mas o tom de Edmure era quase de escárnio. - Mas não. Preferem uma vida de almofadinhas neste fim de mundo à glória que outrora o século perdido os reservara. – O acontecimento parecia trazer ressentimento ao mesmo, mas logo Henri tomou a fez e começou a falar de si.

O homem gato disse que tinha origem caipira, o que parecia ser inesperado para alguém tão.. único, e talvez por isso o mesmo parecia entender seu companheiro, que de fato odiava sua família com todas as forças que tinha, e querendo se livrar de algo que parecia atormentar-lhe disse. - Me tornei um soldado e só lidava com bêbados em bares naquela joça. Eu sabia que eu era melhor que aquilo. – No momento algo surgiu que quebrou completamente o clima que tinha no ar, que falavam sobre coisas que odiavam e os motivos para tal, quem dissera, de forma surpreendente fora Edmure, que perguntou a Henri se já ouvira falar sobre a Grand Line, mas o próprio logo desconversou dizendo para esquecer, o que também ajudou o mais jovem, que não tinha mais forças para discutir algo, o que era compreensível, depois do dia de corno que tiveram, então o de Félin deixou para lá o assunto que era algo bastante fantasioso que chegara a seus ouvidos.

Sabendo que era o momento para tal, Edmure levantou-se de seu lugar e disse a Henri para dormir, já que faria o mesmo, pois tinham mais o que fazer no dia seguinte, que provavelmente se despediriam da ilha, o homem gato disse para o dono da casa ir na frente, mas a forma como falar fora incompreensível para o de Rivia, que ignorou e foi em direção à casa, onde o colchão de sua cama lhe esperava, enquanto que o de Félin acabou por adormecer na própria árvore, onde estava, por sorte o mesmo deixara a outra garrafa de vinho que trouxera no solo, o que evitou de quebrá-las, da mesma forma que as de Edmure estavam.




Com o amanhecer, ambos teriam de acordar, Edmure fora acordado por sua irmã, que logo o convidou para tomar o café da manhã, já Henri não teve tanta sorte, pois acordara em uma posição estranha, que lhe daria uma leve dor nas costas por parte da manhã, e para melhorar, quem lhe acordou foi a forte luz do sol diretamente nos olhos. De qualquer forma, ambos já estavam acordados, e de certo tinham seus planos para seguir o dia que se iniciava.

Ferimentos:
 

Legenda:
 

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Wing
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptyQui 17 Jan 2019, 23:46



À Deriva
Edmure de Rivia

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O sono tomou-me e me vi a sonhar. Sonhei com banquetes; peru e mirtilo. Sonhei com mulheres e todos os seios que um dia eu toquei. Sonhei com Cirilla, meus pais, um casebre remoto e uma ilhota no mar. Com o vinho, a espada, a guerra e outras virtudes. Sonhei com poder. E disto tudo é que surgiu uma figura navegando sobre os mares. Não havia à sua sombra a quem chamar de tripulante, pois seu navio era si mesmo. Tinha o corpo e a cabeça de um leão, e no cangote a de um bode. Às suas costas, o rabo que abanava era uma serpente. E do ilhéu em que ancoramos o nosso casebre eu a vi andar sobre as águas, hora pensei que eram parte dos seus pés. Gritei em súplica por atenção e três dos seus olhos retrucaram. Tomou os ares através dum salto e pousou na ilhota, obliterando tudo para além de mim. Quando a areia abaixou e através da gola eu a varri dos meus sobrolhos, abri a vista e também o peito para encarar ao monstro, mas não havia no meu coldre espada e na alça das dorsais eu senti falta do escudo.

Eu dei-me conta de que lá no fundo conhecia o seu nome, e verbalizá-lo é que seria a minha arma, mas minha língua retorceu-se quando ousei tentar. — Qui... — Ela rugiu e o seu bafo quente atingiu-me como um vendaval. Ao fundo a serpente ria e o bode me encarava com desdém. — Que gana é essa por lutar? — Disseram os três, suas vozes conexas como as de um coro; o bode era o eco do leão e a serpente o seu. — Somos você e não seu inimigo. — Suas cabeças recuaram à imagem de uma fera a preparar-se para o bote, e então saltaram sobre mim. Em meio àquele mundaréu de destroços mantive-me ileso, e o bicho tomou outra vez o trajeto de que lhe tirei. — Quimera. — Só então foi que a voz respondeu-me ao comando, quando era tarde demais. Vi a Quimera escalar o que outrora os livros me apontaram como a Red Line, e sobre os mares as suas pegadas como uma trilha a ser seguida.

Quando Cirilla acordou-me eu me ergui num sobressalto. Não esperava espantá-la ou fazer pouco de sua cortesia, eu empolguei-me com os sonhos e a realidade pareceu mais vívida. Me pus de pé como um homem mais sábio que na noite anterior, pois só um tolo não se atentaria à um sinal daqueles. Seja fruto dos deuses, do destino ou de mim mesmo, as entrelinhas eram as mesmas: já era a hora de partir e conquistar a terra, os mares e o poder, como fizera a Quimera. — É dia, garota? — Questionaria com a resposta já em mente e no intento de quebrar ao gelo. À par de todo o desconforto que por hora a ressaca me traria, eu tornaria a descer pelas escadas da mansão rumo à cozinha, quando Cirilla também o fizesse. Uma centena de noitadas dedicadas só à bebedeira me anestesiaram e sabia que em não muito eu voltaria ao meu eu. — Ah, que belo dia. — Eu quebraria o silêncio em cinidez enquanto a destra se lançasse ao sobretudo que deixei à mesa. O vestiria de forma que o couro me envolvesse os ombros, bem como a gola ao pescoço. Me voltaria à porta pela qual minha cabeça se estreitaria para que pusesse os olhos sobre o jardim. — HENRI?! — E um berro seria dado em seu nome, na esperança de que o pederasta me acompanhasse numa última refeição.

Fosse ou não à companhia de Félin, eu beberia mais do vinho ou qualquer outra porcaria que Elsa dispusesse à mesa. O que queria era líquido para varrer além da goela os farelos de uma ou outra fatia do pão torrado que esperava encontrar. O banharia em manteiga e mastigaria até me dar por satisfeito, porém com classe e sutileza, em contraponto ao que fiz com o peru. Outra evidência de que a carência de cortesia não era ato de um selvagem, como apontara meu irmão, mas a vendeta de um homem ressentido. Quando Cirilla e o homem-gato estivessem fartos, eu deixaria o meu assento e seguiria por lançar os olhos sobre eles. — Ciri... — Ao topo da carranca alvinegra, a sobrancelha esquerda se arrebitaria num sinal de intriga. — ... tu ainda pinta, pequena? — E em conseguinte agiria em acordo ao que dissesse a meninota, a abordando se o retruque fosse positivo. — Então preciso que com os teus dotes tu me faça um último favor. — O meu olhar abordaria, desta vez, ao homem-gato. — Nos acompanhe para fora deste inferno, de Félin. Para nós dois é quase dada a hora de partir. — Com a promessa de que nossa estadia no vinhedo tinha vida curta se cumprindo, eu sairia da mansão com o pederasta e Cirilla à minha cola.

E para que seguisse ao rastro da Quimera que os sonhos me trouxeram, eu haveria de repor as nossas provisões. O maldito naufrágio não tomara apenas Brice e o titã, mas também toda nossa carga e o saque arrancado dos soldados. Lembrei de Henri em sua agonia a carregar nas costas uma faca; lembrei também de que era médico. Quem sabe fosse-me devido exercer do ofício hora ou outra, para manter lustrosos meus peões. Eu marcharia até o centro da cidade através das rotas que ainda púbere eu conheci. Daria vez aos becos e ruelas que, pelo maior intervalo de tempo possível, nos afastasse da peçonha marinheira Ilusia adentro. Quando estivéssemos nestas alturas, abordaria Ciri em busca do conhecimento duma residente. — Cirilla, me faça o favor e guie-nos até um armazém. — E no cangote da moçoila eu seguiria, até que lá estivesse. Empório adentro, abordaria à recepção: — O que preciso é de um conjunto de itens médicos. — Vez pleiteado a destra correria à um dos bolsos no interior do sobretudo, abocanhando o maço de dinheiro que lá estava. Era o bom senso quem reinava na peleja dos negócios, e disto sabia. Talvez se mãe me encarregasse das finanças e não de cursar a medicina, eu estaria em outra vida. O meu bom senso e o empirismo alembravam-me de que o valor morava à casa dos vinte e cinco mil; eu bateria a palma da mão sobre o balcão e por debaixo dela deixaria o dobro. — E a garota quer um metro de tecido negro, tinta a rodo e um pincel. — Quando entregues as mercadorias me daria ao encargo do estoque médico, e todo o resto deixaria aos cuidados de Cirilla.

Pela ruela que viemos é que ao fim do dia eu voltaria. Todo o trajeto em sentido inverso e a contramão nos levaria ao vinhedo. Eu guiaria a dupla até o arvoredo em que Henri e eu havíamos farreado, sob a sombra da árvore anciã. Os ombros se estreitariam e eu cruzaria os braços, me acomodando com as costas contra o tronco e um dos pés como apoio nesta mesma linha, enquanto outro estivesse rente ao chão. — Foi uma noite e tanto, não? — Estudaria suas feições, desabrochando entre os lábios um sorriso cor de chumbo. — E tive um sonho, de Félin. — Hora alternante, o meu olhar agora cairia sobre o homem-gato. — Uma quimera foi quem me abordou... — Quando o rapaz se questionasse, abateria a curiosidade com satisfação. — ... ela mostrou-me o caminho à Grand Line; ao poder. Uma Quimera de ambos corpo e cabeça de leão, uma carranca de caprino no cangote e o rabo à imagem duma serpente. — E o silêncio reinaria para que o pederasta mastigasse tudo o que ouviu. — Há criatura que nos represente mais que esta, homem-gato? Aberrações em um só corpo e agrupadas sem razão, seja isto dádiva ou maldição. — Daria um passo predisposto a levar a sombra a engolir a silhueta de Félin. — Que tu me diz? Hastearemos esta praga em nossa bandeira?! — O ferro tomaria minha voz e em tom provocativo lhe questionaria, pois os instintos me diziam que o pederasta era digno de navegar sobre esta marca. Se estivesse certo e sua réplica me reiterasse, recorreria à Cirilla: — É para isto a tinta e o pincel, e este é o último favor. — Esperaria até que a moçoila os trouxesse à mão. — Quero que tu dê vida à Quimera. — E nesta brisa que trouxera o arvoredo eu esperava assistir Ciri enquanto desse a fera à luz.


Raiden:
 

Avaliador:
 

Histórico:
 

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Última edição por Wing em Sex 08 Fev 2019, 04:17, editado 2 vez(es) (Razão : Correção ortográfica.)
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Kenway
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySab 19 Jan 2019, 21:30



À Deriva
Henri de Félin
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A luz do sol me despertava tal qual um tapa na cara faria, me pegava de surpresa e portanto me assustava um tanto e era bem incômodo. Olharia para os arredores, tateando o “chão” onde estava deitado apenas para recobrar que havia dormido pendurado numa árvore do vinhedo dos de Rivia. Enfim sentiria fisgar nas costas uma dor por ter dormido de mal jeito, como se não bastasse a cabeça latejando devido a ressaca. Desceria com cuidado do galho atentando-me para não me prejudicar na queda ou cair sobre as garrafas de vinho.

Levaria a destra até a cabeça enquanto tentava encontrar o equilíbrio. Usaria da mesma mão para proteger os olhos do sol conforme caminhava em direção ao casarão, quando escutasse o berro de Edmure, apenas acenaria com a canhota em resposta enquanto seguia com meu ritmo lento. Puxaria uma cadeira próximo a Ed — Bom dia — diria a todos os presentes em um tom meio desanimado conforme caçava algo para beber, leite ou suco, nada alcoólico de preferência, se avistasse frutas, não comeria nada e apenas beberia por ora, deixando para agarrar um fruto quando se levantasse, do contrário, degustaria o que tivesse posto, mas sem me empanturrar.

Aceitava de bom grado o convite para sair daquele local, já era hora mesmo e eu tinha meus planos para aquele dia, queria ter certeza se estavam nos procurando, afinal eu havia deixado um recado para os marinheiros e o próprio John disse que foi conferir informações no QG e, considerando o cartaz de Edmure, já devem estar nos caçando a essa altura. — Vão até o armazém vocês. Preciso ir ao porto conferir se estão nos procurando já… não disse antes mas eu deixei um recado para o nosso amigo John. Sem contar o cartaz — diria a ambos de forma descontraída conforme abotoava o uniforme e o ajeitava onde estivesse amarrotado, além de ao fim de tudo molhar a palma da minha mão e passar nos cabelos para ajeitá-lo. — Encontro vocês depois ~nya — despediria do casal e seguiria meu próprio curso.

Usufruria o máximo que pudesse dos dotes que tinha para rastreio, minha visão aguçada, alpinismo e acrobacia a fim de não ser detectado. Não era um mestre dos disfarces ou um espião furtivo ainda, portanto tinha que me manter nas sombras e em caminhos não muito usados, como becos e ruelas, sempre atento aos cidadãos das ruas para caso identificasse algum marinheiro. Também manteria os olhos atentos a cartazes pendurados e caçadores de recompensa e, quando estivesse próximo do porto, pegaria um ponto estratégico, isto é, qualquer terreno elevado que me mantivesse longe da vista de todos, que funcionaria tal qual um cesto da gávea e, dali, tentaria retirar o máximo de informações possível.

Durante o trajeto, sempre que virasse uma rua ou escalasse um local, certificar-me-ia que não estava sendo perseguido e, se estivesse, despistaria tomando um padrão confuso de ruas, como direita, direita, esquerda, direita, e por aí vai para despistar e enfim escalar um local para fugir da vista. Se possível, identificaria o sujeito e o emboscaria, saltando em cima do mesmo e rendendo-o caso estivesse sozinho. — Diga o que quer de mim antes que te degole — diria se fosse o caso de capturar o salafrário. Independente de sua resposta, o desarmaria e escoltaria para meu próximo destino.

Mesmo não tendo encontrado alguma pista ou sido perseguido, retornaria ao vinhedo para encontrar-me com Cirila e Edmure. E poria meus ouvidos de pé para tudo que o carrancudo tivesse a falar. Ele dizia algo sobre… sonhos? Não esperava algo místico vindo de um homem como ele, confesso que me pegou de surpresa e não teria como esconder o espanto. Corpo de leão, uma segunda cabeça de bode e uma serpente no lugar da cauda. Uma aberração e tanto, eu diria. — De… de fato. Uma besta incomparável, adaptável a qualquer ocasião. — levava a mão ao queixo, coçando-o levemente enquanto tentava visualizar a imagem da fera — E capaz de fazer tremer qualquer homem na Terra — finalizei logo antes de ouvir sua sugestão sobre ter em nossa bandeira, a imagem de tamanha criatura representada, empolguei, os olhos se afiaram e os dentes mostraram-se em um sorriso vasto — Não há oponente nessa imensidão azul capaz de conter a Quimera — foi tudo que pude responder.


segunda página????????????:
 
Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 




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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySex 08 Fev 2019, 02:17










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Ilusia Kingdom - Mansão dos de Rivia
Horário: 19:00





O estranho sonho de Edmure era interrompido com a chegada de sua irmã, que adentrando no quarto em que estava hospedado acabava por acordá-lo. E como se a sorte estivesse do seu lado, um simples, inocente e talvez ingênuo gesto fazia com que o rapaz obtivesse informações a respeito do que acontecia nos arredores de sua mansão. Após colocar os olhos sobre o jardim ele avistava uma grande movimentação, a ausência de uma visão mais aguçada permitia que o pirata apenas enxergasse uma enorme quantidade de pontinhos brancos. No entanto, isso não era motivos de preocupação para Henri, que ao ouvir o grito de seu companheiro, acordava, e ao olhar ao redor, estando em uma posição mais elevada, conseguia identificar a movimentação de marinheiros como se patrulhassem as ruas. Será que aquilo era algo que acontecia com frequência na ilha?

Enfim eles se encontravam na cozinha para tomar café da manhã, uma vez que a família de Edmure recebia café no quarto e por isso a mesa não estava posta como outrora no jantar da noite anteiror. E lá encontravam Elsa.

Edmure pedia para que sua irmã o guiasse até o armazém, mas rapidamente ela relutava e dizia:

Cirilla- Não é porque nossa família perdeu o poder de antigamente que não temos provisões em nossa casa! Papai mandou construir um mini armazém no fundo do jardim, lá eu guardo meus utensílios de pintura, embora faça tempo que eu não pinte nada.. senti sua falta, irmão! Não quero ficar longe de você..., e assim a moça abaixava os olhos, como se quisesse esconder a tristeza que vinha a tona ao exibir seus sentimentos de saudades, Acho que devam existir itens médicos também.. para caso dos funcionários se machucarem..., ela então mudava de assunto.

Nesse instante, Henri proferia suas vontades de se separar da dupla para que pudesse garantir a segurança dos piratas. E assim seguia seu rumo, pelo menos era o que pensava em fazer. Só tinha tempo de se virar para eles e perceber que seguiam para os fundos da mansão.


Henri
Antes mesmo que o jovem pudesse sair de casa, ao lado de seu pé ele notava uma espécie de bombom, e quando o cheiro atingia suas narinas percebia que o bombom não era do tipo que pessoas normais comeriam, pelo contrário, tratava-se de um pequeno pedaço de merda.

Não demorava muito para que Elsa gritasse.

Elsa - De novo não, Rufus!, e como se invocasse o ser, não tardava para que sua identidade se revelasse. Mas antes que pudesse fazê-lo, a caseira deixava a cozinha e se dirigia para o quarto em que Edmure dormira para que pudesse arrumá-lo.

Rufus:
 

A criatura ficaria encarando Henri por uma hora. Até que Elsa retornasse para buscá-lo e colocá-lo em seu cômodo. Diante dessa situação e do estado do rapaz, seu plano de obter informações na ilha não seriam postos em prática e não restando outra opção ele se dirigiria para onde Edmure estava.




Após coletar os itens pretendidos pelo jovem de Rivia, o grupo se reunia em um vinhedo localizado no jardim da mansão. Edmure pedia para que Cirilla pintasse e assim ela o fazia. Seu trabalho logo se revelava como a vontade do rapaz em utilizá-lo para a bandeira de seu bando e parecendo concordar com a ideia, Henri  reconhecia a imponência da criatura representada.

Tudo tinha para ser um pacífico fim de tarde se não fosse a aparição de Elsa, com uma bandeja contendo três copos de suco de laranja e sanduiches de queijo em igual quantidade.

Elsa - Servirei todos os de Rivia para que fiquem satisfeitos!

Nesse mesmo instante, berros começavam a ecoar do casarão e facilmente podiam ser reconhecidos como sendo dos pais da família Rivia.

Mãe - Não queremos o nome de nossa família suja! Sempre fomos fiéis ao governo!

Pai - Sempre!

Tais gritos podiam ou não ter sido algo para alarmar Edmure, apenas o conhecimento que tinha de sua família poderia responder tal questão. Elsa, deixando a bandeja cair, proferia mais alguams palavras.

Elsa - Não sei se foi uma boa ideia você ter vindo para cá, mestre Edmure! Você conhece a ilha, existe uma loja de armas, empresa de mineração, QG da marinha! Desculpe pelo que vou dizer, mas é fácil reconhecê-lo... sua aparência é única! Não subestime a marinha! Eles podem estar mais próximos de você do que pode imaginar! Podemos sair pelos fundos!

Cirilla apenas observava a tudo que acontecia com espanto, e tampando a boca com as mãos, esperava por algum comentário do irmão, assim como planos de onde ir caso optassem por deixar a casa. O próximo passo deveria ser bem definido, e rápido.

Estaria o pior esperando pela dupla? Seria coincidência a aparição e sugestão de Elsa? Os pais de Edmure estavam tentando alertá-lo de algo ou seria apenas algum problema que a família estava passando?

Legenda:
 

Bem vindos:
 

____________________________________________________

Legenda

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySex 08 Fev 2019, 10:40



À Deriva
Edmure de Rivia

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Senti Cirilla relutante e optei por atender a sua súplica. A meninota parecia abatida e talvez o tempo lhe tivesse feito mal. Quando se leva a vida entre os de Rivia, ser corroído e buscar uma passagem para fora deste junco era o usual; seria isto ou eutanásia. Eu resguardei minhas palavras e me limitei a segredar o que pensava à cabeça. Minha matraca era uma arma e àquela altura eu a munia em desgraça e maldizer; julguei que Ciri pouco o merecia. Rolei os olhos contra o dito armazém e o meu cenho se franziu. — Um armazém à sombra do jardim? — Soava tão conveniente quanto embarcar-me num navio e esperar que retornasse médico. Os desgraçados poderiam abrir mão da glória eterna e do renome, mas a conduta de almofadinha a que eram inerentes? Esta os seguiria até a morte e em conseguinte aos confins do inferno. Eu reuni e trouxe ao meu alcance tudo do que pudéssemos tirar proveito, se tratando dos medicinais. Distribuí os recipientes e as pequenas caixas entre o mar de bolsos que eu trazia à parte interna do casaco, e o que soou-me como absurdo carregar daquela forma, aninhei dentro do primeiro estojo que eu pude alcançar.

Para além do tempo que a tarefa me tomara, também roubou-me a atenção. Não senti falta de Félin até que veio ao armazém e inundou-nos no seu cor-de-rosa pederasta que trazia desde o quepe aos tornozelos. Eu não notara até a noite anterior, mas o sabia agora: nem mesmo os olhos escapavam. — Que cara é essa, homem-gato? — Me parecia abatido, e o intervalo em que estava ausente não fora dos curtos. — Viste um fantasma? — Dei procedência com o menor dos compromissos e arqueei ambos os lábios no esboço de uma risota. E então a obra de Cirilla estava pronta. Pus os meus olhos sobre o esboço da Quimera e senti uma vertente de poder me percorrer dos calcanhares à cabeça. Era como se soubesse que seria aquela a bandeira hasteada a contrabordo pelos mares enquanto eu angariasse o meu poder. — Tu vê, Henri? É uma réplica perfeita, é a Quimera que falei. — Pus o bocado de pano pintado junto dos medicinais, sobretudo adentro. Segui por estudar suas três cabeças e, para além da gratidão, senti orgulho do feito de Ciri; trouxe meu sonho à realidade.

No que restou da parcela tranquila da tarde, escoei suco de laranja goela abaixo e na correnteza também foi-se o dito sanduíche. Não fora lá dos mais apetitosos. Em contraponto ainda sentia as sementes de mirtilo nas ranhuras entre os dentes e algo a arranhar-me as entranhas; talvez um osso de peru. Agradeci a velha Elsa com uma piscadela e deixei que a algazarra casarão adentro me roubasse a atenção. Ao fim da última mordida os almofadinhas já balbuciavam sobre o nome e o anseio de sujá-lo. — Já o sujaram, seus patifes. — Cabeça adentro a sentença me soara como um berro, mas em verdade eu a sussurrei. Não dei-me conta da tramoia que os coitados nos armaram e àquela altura a preocupação era varrer os farelos de pão para além dos meus dedos. Só tomei nota do desastre com o alarme da velhota. — Seja direta, Elsa. Se dizes mesmo o que eu penso então tu me verá cortar a goela desses desgraçados. — Eu o diria no entrefalas. E de fato o faria, não fosse a clareza com que Elsa terminou o seu discurso, anunciando a aproximação marinheira. Senti o ódio inflamar no peito e esgueirei a destra até a espada.

Estava Ciri envolvida nesta falcatrua? A meninota me queria na mansão por mera cortesia ou havia conspirado às minhas costas com os demais? Talvez tivesse finalmente se cansado do rumo mundano que tomara o irmão e já queria seu pescoço. Mas julgaria-a pelo histórico, e não brandindo um malhete de furor. Até então havia tido seu apoio e a tomaria como inocente. E se soubesse do contrário, esmagaria sua traqueia com as mãos, por mais custosa que mesmo a ideia de fazê-lo fosse. Eu socaria o assoalho do armazém com os meus calcanhares no intento de me pôr em pé. Quando o fizesse, manobraria os olhos através do cômodo buscando a saída que Elsa mencionara. — Cirilla, quando deixarmos a mansão tu nos aponta o caminho mais arisco até o porto. E vem comigo, meninota, os desgraçados não mais a terão. — Ordenaria ao som do tom mais grave que encontrasse em meu acervo. Tê-la ao lado nos seria valoroso fosse a verdade o que fosse. Se estivesse a apoiar-nos, sei que faria seu melhor para levar a mim e o homem-gato até o ponto indicado. E do contrário eu estaria ao seu cangote para agir de acordo. — E tu, de Félin, toma o caminho dado por Cirilla e nos guia pelas sombras com teus dotes de gatuno. — Eu seguiria em voz trovejante. Era estranho dar-lhes diretriz naqueles moldes, e ao mesmo passo me aprazerava, pois o comando era uma vertente do poder. — Elsa, não tens porque te por em risco. Fica por cá e hora ou outra nos veremos novamente. Se despede dela, Ciri. — A anciã já não nos era competente. Na escapada a idade era um empecilho, e se como os outros estivesse a agir pelo rancor então mantê-la no vinhedo parecia-me benesse.

Um tilintar anunciaria o saque da espada e eu seguiria Elsa até a saída que a velhota indicasse. Lá tomaríamos rumos distintos como eu propus, e à companhia de Henri e Cirilla eu rastejaria até o porto pela rota que a menina apontasse. Àquela altura sacaria o escudo com a canhota, deixando a alça nas dorsais a se bambolear enquanto eu troteasse. Elevaria o aço à linha do meu ombro esquerdo como prevenção, e se o pior acontecesse e encontrássemos soldados eu os varreria do caminho ao lançar o peso de ambos ombros através da superfície do escudo em um empurrão. Não o seria necessário se, do contrário, o pederasta conseguisse nos manter às sombras. É em prol disto eu seguiria à sua cola e me ateria à retaguarda para que ele liderasse nas horas de discrição. E nestes moldes marcharíamos até que a área portuária estivesse à nossa volta, ou contrapontos nos barrassem de antemão. 


Objetivos e Cirilla:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySex 08 Fev 2019, 10:41



À Deriva
Henri de Félin
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A visão turva logo pela manhã podia estar me enganando, mas eu podia jurar que avistei uma movimentação considerável da Marinha nas ruas da ilha, era capaz de Ed e eu sermos os culpados por isso, uma vez que não havia notado esse aglomerado de marinheiros no caminho para a mansão no dia anterior. Todavia, não dei muita atenção para isso a princípio, juntei-me aos de Rivia para o café antes de partir para os objetivos que havia traçado em mente e, foi quando eu estava no portão, que encarei o primeiro empecilho.

Era mal cheiroso, com certeza carregava um odor bem mais forte que algo daquele tamanho deveria. Me questionava o responsável pelo “pacote” entregue ao vinhedo. Talvez fosse um gato, se eu tivesse sorte, quem sabe não um guaxinim ou um coelho. Bem, tanto fazia o animal, contanto que não fosse um… todo o otimismo se foi quando avistei a criatura. A vil besta que se instalava ali, próxima dos meus pés. A bola de pelo e carne composta por pura maldade e ódio que me encarava com um rosto inocente só para me enganar. A expressão que fazia o cão parecer algum tipo de animal com retardo não passava de um truque para que eu achasse que era inofensivo, eu sei disso, sei que naquela boquinha se escondem fileiras de presas afiadas prontas para rasgar-me a carne e que suas patinhas pequenas não são um empecilho para que ele me alcance em segundos se eu tentasse correr.

Senti o vento gelado correr a espinha, os pelos eriçaram-se, a pupila se contraiu como se eu estivsse pronto para a caça, a pele se tornou tão alva como a neve, mais pálida que o normal. Por instinto, daria um passo abrupto para trás e soltaria um som ameaçador, uma espécie de grito meio rouco que vem do fundo da garganta, em seguida, me veria catatônico por alguns segundos, encarando o demônio em quatro patas que me olhava de volta como se quisesse devorar minh’alma. Nem sequer dei atenção à Elsa, que aparentava ter dominado a besta sabe Deus como. O clima de tensão continuou por bastante tempo, sem eu nem sequer saber as horas exatas, mas parecia uma eternidade comigo ali, congelado e sem ação, apenas pensando nas possíveis manobras que poderia fazer para evitar contato com o temeroso Rufus. Todo movimento que eu fazia era tremer, com medo, até que enfim fui me soltando aos poucos. Seguiria para o armazém onde os irmãos de Rivia se encontravam.

Cheguei à porta da construção com as pernas bambas como se tivesse o próprio Edmure sobre meus ombros e com a pele tão branca quanto as telas de Cirila, algumas gotas de suor ainda escorriam-me o rosto, deixando a expressão assustada e de boca seca um tanto quanto brilhosa graças ao líquido salgado. Pigarrearia. — ...Olá. Não deu para eu ir, infelizmente. — “fiquei com medo do Rufus”, quase complementei, mas não podia. Seria humilhante demais admitir que Henri de Félin fora resumido a um gatinho assustado diante de um cão do tamanho do próprio pé. — Havia movimentação da Marinha — complementei, bem mais crível, mesmo que ainda fosse um pouco humilhante. Quando notasse a presença de Elsa no armazém, engoliria seco, torcia para a moça não dizer nada sobre mais cedo.

A servente estava certa. Tínhamos que sair dali o quanto antes, não importando as pendências ou desavenças, era questão de tempo até os pais e irmãos covardes de Ed nos entregarem ou a Marinha bater à porta da mansão. — Estamos ficando sem tempo. Não somos mais bem vindos nos Blues — complementei a frase da mulher, dessa vez com o tom calmo e seduzente de sempre, não tinha mais meu coração prestes a saltar da boca ou as pernas prestes a cederem, eu era eu mesmo mais uma vez. Esperava que Edmure concordasse e, se o fizesse, seguiria seus planos.
Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 




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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySex 08 Fev 2019, 14:10










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Ilusia Kingdom - Mansão dos de Rivia
Horário: 19:00





O desconforto com a situação que se passava era notável por parte de ambos os piratas. E concordando com o que era dito pela caseira, decidiam por rumar para o porto com o objetivo de deixar a ilha o quanto antes, mas optando por deixar Elsa para trás. Pelo menos era o que pensavam.

O caminho tomado pelo trio parecia ter sido agraciado pelos deuses, uma vez que a falta de expectativa ou preparo da marinha parecia ser notada pela ausência de marinheiros no decorrer do trajeto. Tudo parecia tranquilo, tranquilo até demais.

Não tardava para que chegassem ao porto. E estando próximos o suficiente para que pudessem ver ao fundo alguns navios, ambos não percebiam a ausência de Cirilla. Nesse momento um papel poderia ser percebido no bolso do casaco do de Revi, e nele estaria escrito:

Citação :
Cirilla- 'Irmão, encontro com vocês no porto! Acho que vai ficar feliz! Ass: Cirilla'

Quando finalmente estavam próximos o suficiente do porto a ponto de notarem o chão de madeira que compunha o cais, notavam uma estranha aglomeração de pessoas. E antes que pudessem tomar qualquer decisão, se viam cercados por marinheiros que em sincronia acendiam tochas e portavam pistolas/espadas. No total, o círculo seria composto por cerca de dez marinheiros, além de uma dupla postada um pouco à frente, sendo um deles alguém já conhecido pelos piratas, seu salvador: Tenente John.

Tnt John- Quem diria que os náufragos de fato optariam por se entregarem tão facilmente para a marinha, ou melhor, piratas! Sua aparência realmente me chamou atenção, jovem de Rivia! Digamos que quando eu recebi os novos cartazes de procurados acabei me assustando um pouco... mas não ia prendê-los durante o resgate sem antes verificar minha intuição!

Sinceramente.. não esperava que seria tão fácil emboscá-los! Pensei que se lembraria do que existe nessa ilha... em específico que o QG da marinha se encontra de frente para o porto.. Enfim, foi um desprazer revê-los! Faça seu trabalho, Sargento Tom!
, e assim o rapaz se viraria e andaria em direção ao quartel.

Ao seu lado uma figura intitulada como Tom começaria a dizer, e se olhassem com atenção perceberiam que a mesma portava soqueiras de metal.

Sgt Tom- Vocês não estão em situação de negociação! Se entregarão por bem ou por mal? Estou a fim de surrar piratas! Se optarem pelo jeito fácil, larguem seus pertences no chão!, e assim aguardaria pelas respostas dos dois.

Caso se virasse para trás, Edmure seria capaz de ver a velha Elsa um pouco ao fundo, parada, observando tudo que acontecia.

Legenda:
 


Tenente John:
 

Sgt Tom:
 

Dica:
 

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Legenda

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySab 09 Fev 2019, 15:40



À Deriva
Edmure de Rivia

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Nós nos unimos e marchamos rente ao nosso destino. Como ordenei, Elsa se ateve aos circundantes do vinhedo e segui com meus mais novos tripulantes. Tanto rolaram os meus olhos na neurose de um provável empecilho que a náusea me afligiu, mas o trajeto até o porto se desenrolou como o cão que ladra e não morde. O aroma de videira já dera sua vez para o de carvalho, peixe fresco e alecrim provindo das especiarias portuárias quando as vozes de incerteza me tomaram a cabeça. Por que é que nada havia sobreposto o nosso caminho em um momento chave como este? Teria Ciri se atrelado à promessa e nos guiado à imagem de um maestro à sua orquestra? Ou fora um ato do acaso? — CIRILLA?! — Dei vida a um brado gutural no nome dela quando tomei nota da sua falta; naquele ponto era tarde demais. Bamboleando os olhos leste a oeste o que julguei beirar uma centena de vezes, vi de relance o papiro que se arrebitava tímido em um dos bolsos. — Mas que porra é esta? Por que é que o teu abandono nos traria algum tipo de prazer? Tu não fizeste isso, Ciri. Tu não fizeste. — Eu estreitei a destra e amassei aquela nota dos infernos. Senti o pescoço da menina tomar forma nonde antes era só papel. Não fora ato do acaso e lá no fundo eu sabia, pois não há sorte para os desafortunados.

Mesmo com o desvencilho de Cirilla ainda tínhamos sossego ao nosso lado, e nisto foi que eu tentei de forma vã me confortar. Embarcaria sem dar olhos para trás e estes cafundós nos estariam às costas, mas a presença marinheira escreveu o fim de tudo isso. Senti as veias se sobressaindo sob a pele salpicada em suor. Nem mesmo a aorta fora exceção e, pelos deuses, como ela pulsava. Tornei a vista num farol, torci o pescoço e averiguei o inferno pelo qual passávamos. O que beirava uma dúzia de soldados não nos era o maior dos males; também não era o próprio tenente ou o brutamontes sob o seu comando. Era o punhal de falsa lealdade que Elsa carregava, se esgueirando fraca e sarnenta à nossa sombra enquanto assistia aos corolários do que ela e os de Rivia aprontaram. — Sua velha biltre e suja. — Afrontaria a desgraçada com ardor na voz e descrença nos olhos. — Vou esmagar estes teus seios murchos e servi-los a um cavalo. — E por detrás de cada ruptura com que Escamagris marcou-me a cara uma nervura, vaso sanguíneo ou qualquer outra merda envolvida às entranhas deste rosto incrédulo destacaria a carranca de pedra. — E quando ele digerir teu corpo asqueroso eu levarei todo o esterco que cagares para a tua cova. — Devia recorrer ao coldre e trazê-la o fim por meio da adaga? Não, pontaria nunca foi-me o forte. Seria só por isto e nada além que a rameira não encontraria o seu último suspiro.

Gladius descansaria na bainha para que eu desatasse o cinturão das armas e o deixasse a mercê da gravidade. A destra correria ao interior do meu casaco, sem movimentos bruscos mas célere o bastante para evitar embromações. — Nós nos rendemos. — Não o faria nem aqui e nem no purgatório, ainda que a linha entre as duas conjunturas fosse tênue. E bem sabia que o de Félin enxergaria por detrás desta mentira. Nesta altura o meu norte não seria Elsa, mas John e seus soldados. Na canhota o escudo desceria à linha da cintura, ainda em punho, e só então a mão adjacente cessaria o seu mistério, trazendo à luz o pano cor de breu. Desdobraria e ataria o negro em torno do pescoço. É a parte adornada, nonde Cirilla esboçara as três cabeças, que eu deixaria descendente dos meus ombros ao quadril. — Nossas armas são suas para que as confisque. Estou cansado de lutar. — Conforme as mãos se elevassem num trejeito de submissão, eu teceria no meu rosto uma careta de coitado.

Eu esperava que a montanha ambulante do tenente nominasse um dos peões para nos desarmar, e é por este que começaria. — Se me permite, Sargento Tom. — O chamaria pelo nome com certa soberba e como se me fosse íntimo.  — Há uma falha no teu raciocínio. — E seguiria venenoso enquanto viessem abordar aos cães rendidos. Só com a dita aproximação é que eu tornaria a falar; quando um deles estivesse ao meu cangote. E nesta altura o os olhos vis se estreitariam, e eu cerraria os meus lábios num sorriso tão soturno quanto a noite a penetrar Ilusia Kingdom. Com toda a força e a brutalidade que o ombro da canhota me pudesse providenciar, eu desceria a extremidade inferior do escudo contra a nuca ou o topo da cabeça do infeliz mais próximo. — Nós não estamos presos com você... — Um chute aos moldes espartanos na linha do peito me afastaria do soldado, se o tivesse atordoado. Eu dobraria os joelhos e o braço livre saltaria ao cinturão, sacando Gladius tão veloz quanto me fosse imaginável. — ... vós é que estão presos conosco. — Estava farto do que me afligira até então. Das ladainhas e da mesquinhez com que me hospedaram nesta porra de cidade. Do mundaréu de traições. Mas a espada era outra coisa. Ela era parte do meu braço e a guerra era inerente à persona em que me tornei.

Arquearia o tronco, estreitaria e os ombros e assentaria a superfície do escudo fronte ao meu peito com a canhota a sustentá-lo. Toda a força dos quadris e da parcela superior das pernas verteria às panturrilhas e, em conseguinte, aos calcanhares, para que eu disparasse de encontro ao Sargento Tom varrendo tudo que me fosse entrave com a força de ambos ombros aplicada através da face côncava do escudo; um maquinista e o seu trem ambos ladeira abaixo. Se o pederasta não pudesse impedir-lhes e um ataque escapasse às minhas costas ou ao flanco, eu giraria em torno do meu próprio eixo e esticaria o braço do escudo de forma a chocá-lo contra a ameaça. E então tornaria a correr. Quando estivesse ao alcance do sargento, todo o impulso que canalizei por intermédio do disparo se converteria em um empurrão contra o flanco que estivesse mais exposto. Julgava que a rigidez da minha estrutura estivesse além da média, mas o coroa pareceu-me um saco de carne cujo conteúdo eram ossos de titânio e massa magra. É bem por isto que o aço da égide estaria entre os meus ombros e o seu tronco quando executasse o encontrão, com a parte interna do escudo a amortecer-me o impacto e a externa a torná-lo mais severo para Tom.

Então nós trocaríamos olhares. O de coitado que há pouco eu esbocei para fisgá-los havia morrido. Em seu lugar, olhos convictos nasciam para engolir o seu semblante quando estivéssemos cara a cara. Procederia no encontro de forças para que a distância entre nossas silhuetas fosse a menor que eu pudesse manter. Os braços eram fortes e extensos como todo o corpo, desta forma julguei que um recuo se faria necessário da parte do brutamontes para que qualquer ataque se canalizasse. Recuo este que eu impediria, seguindo à sua cola conforme o coroa se movimentasse afim de cobrir nosso intervalo. Em contraparte Gladius era curta e a lâmina anã tinha um terço da de uma espada bastarda, o que tornava o manejo corpo-a-corpo mais viável. Por meio dela — ou da adaga presa na cintura se a espada me escapasse — eu dispararia uma saraivada de estocadas contra o corpo exposto do Sargento Tom. Golpes estreitos que eu repetiria uma ou duas dezenas de vezes, alternando o alvo entre a parte inferior do bucho, o centro do peito e hora ou outra mesmo os seus ovos. Seriam feitos com brutalidade. Pouca ou nenhuma cadência entre si, para ocupá-lo e impedir que ele partisse para a ofensiva. E se o fizesse, então o escudo estaria predisposto a barrar qualquer afronta feita contra mim, adaptando o seu ângulo de acordo com os padrões do ataque. Conforme eu o alvejasse, daria um ou outro passo em torno do seu eixo, de forma a inverter as nossas posições e obrigá-lo a dar as costas para Henri e os demais soldados. Eu tornaria aquela besta em meu escudo, e às minhas costas esvoaçaria como capa a nossa bandeira; a Quimera.
 


Observações:
 

Histórico:
 

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Última edição por Wing em Dom 10 Fev 2019, 01:59, editado 3 vez(es) (Razão : Correção ortográfica.)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySab 09 Fev 2019, 23:44



À Deriva
Henri de Félin
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A calmaria da mansão já ia tarde conforme partíamos dali para o porto. Contudo, o trajeto se mantivera tão pacífico quanto a estadia no vinhedo, uma paz até um tanto quanto inquietante, mas não o suficiente para que eu notasse o que acontecia, confiava em Cirilla e Elsa. Não que fosse normal eu depositar qualquer tipo de fé cega em seres humanos ordinários, pelo contrário, normalmente só finjo abaixar a guarda para aproveitar de sua utilidade enquanto posso. Com eles era diferente, pois Edmure havia demonstrado ser ímpar, ele era verdadeiramente eficiente e tinha uma paixão equiparável a minha, por mais que com um requinte bem maior que a alegria desvairada e caótica que eu buscava em combate e aventuras. E, por conta dessa camaradagem inocente, que deixei a guarda baixa provavelmente pela primeira vez na vida e isso me custou mais do que eu desejava. Meus olhos afiados não conseguiram enxergar a arapuca que nos aguardava, em verdade, nem sequer tentaram enxergar qualquer coisa além do óbvio.

Senti o sangue fervilhar, a ponto de meu corpo parecer estar em erupção tal qual um vulcão ativo. As veias saltaram a medida que a tensão aumentava, se tornando cada vez mais visiveis. Os olhos se tornaram afiados como os de um predador e, em minha face, ao contrário do que se esperava, um sorriso sutil surgia. Não era raiva que eu sentia e tampouco era pânico. Mas sim uma mistura estranha de empolgação, êxtase e desespero. O fato de estarmos emboscados indicavam morte iminente e, obviamente, extremo perigo. Senti as pernas bambearem, ansiosas pelo avanço iminentes, as mãos tremilicaram conforme queriam degolar os marinheiros e derepente via a calça se tornando mais apertava conforme os infinitos cenários se projetavam em minha mente. Estava nas nuvens a essa altura, mas não podia, eu precisava conter todo aquele instinto assassino logo.

Respirei fundo e, aos poucos, recobrei a lógica a contar novamente o número de guardas e encarar Edmure. Aparentemente ele estava um tanto quanto possesso com o acontecimento. O coração que quase saltava para fora do corpo se acalmaria aos poucos conforme eu me concentrasse. Moveria os braços lentamente, catando uma neko-te com cada, elevando-as lentamente. Posicionaria o polegar na parte exterior e os quatro dedos restantes na parte interna como se fosse vesti-las ali mesmo. Fitei o bigodudo, os olhos sedentos fixaram-se nos deles. Nada disse. Nada precisava dizer. Bastava esperar que eles fossem burros ou confiantes o suficiente para vir recolher as armas. Conhecendo o tipo de homem que Ed era, o tipo de pessoa que ele mostrou ser, não se renderia assim tão fácil. E ai de mim se estivesse errado, pois eu não pretendia me entregar enquanto pudesse me manter de pé.

Quando o sarnento obediente desse seus passos em minha direção e chegasse próximo o suficiente, mostraria a verdadeira face, o sorriso tímido se tornaria psicótico e exageradamente amostra. As mãos deslizariam luva a dentro conforme eu daria um passo com a perna direita para a frente, dando espaço para o braço destro vir em forma ascendente no rosto ou pescoço do alvo. A esquerda, com menos maestria, miraria o torso e, aproveitando o golpe, empurraria com força o corpo para afastá-lo de mim.

A partir dali que eu enfim entraria na minha zona de conforto em combate: a agilidade. Tinha um mapa traçado; organizaria meus alvos pelo estilo de combate, o foco principal seriam os que tivessem armas pesadas e robustas como machados e martelos, logo em seguida a prioridade seria dos que obtivessem armas leves como as minhas ou adagas. Evitaria, se possível, os espadachins e lanceiros, cujas armas me colocam em desvantagem óbvia. Eu bem que poderia alvejar Tom diretamente. Mas eu não o enxergava como um desafio. Ele era nada mais nada menos que uma massa de músculos, lento e nem um pouco ameaçador para alguém com meus dotes. Talvez Edmure visse diversão em desafiar o brutamontes, eu me entretia mais ao domar múltiplos alvos de uma vez, coisa que eu dúvido o cinzento ser capaz.

Por mais que me doa admitir, não sou invencível e, portanto, possuo em mente as manobras de defesa adequadas para a situação. Há uma única chave essencial para minhas táticas darem certo: movimento. Isto é, em todo o momento, enquanto investisse, manteria uma certa imprevisibilidade tal qual uma cobra que se serpenteia por entre sua presa. Investidas em zigue-zague, blefes em forma de fintas e um jogo de corpo que hora se jogaria para esquerda e hora para direita, além de me abaixar por vezes, tudo isso se combinaria para evitar os mais variados golpes, desde diagonais, horizontais e verticais à estocadas e agarramentos. Também utilizaria, quando possível, de saltos. Saltos esses que utilizaria o próprio corpo do adversário como sustento, tomando impulso nesse para investir no próximo como uma puma sedenta por sangue.
Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 




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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptyDom 10 Fev 2019, 22:53










- Ato II: À Deriva -
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Localização: Ilusia Kingdom - Porto/QG
Horário: 21:00





Não tardava para que o tenente entrasse no quartel da marinha e sumisse de vista. Era evidente a confiança que ele tinha em seu subordinado na tarefa de realizar a prisão de dois aspirantes à piratas, uma vez que suas recompensas ainda eram baixas.

Edmure procurava em quem colocar a culpa de suas ações e agora parecia que a desconfiança em relação à sua irmã e à caseira imperavam em seu coração. Estariam elas do lado dos marines? Ou não? A questão é que os eventos apontavam para tal situação e a menos que o contrário se revelasse, nada faria sua opinião mudar. Tal sentimento parecia reinar em Henri também, e preparado para o inevitável ele estava.

As ofensas desferidas contra a velha não à afetavam e sem respondê-las ela apenas caminhava para longe da vista do de Rivia.

Ficando quieto, de Félin dava voz para que de Rivia conversasse com o sargento encarregado de prendê-los. Como se fosse se entregar, Edmure tentava ludibriar o sargento e quando um dos dez soldados que os estavam cercando se aproximava para pegar seus pertences, o pirata mudava de ideia e com maestria o golpeava com seu escudo na nuca, fazendo com que o mesmo fosse ao chão, perdendo a consciência.

Nesse instante a investida contra o sargento se iniciava. E correndo em sua direção ele almejava acertá-lo.

Enquanto isso, Henri parecia entender que a morte rondava sua pessoa e ciente do perigo indicava possuir um pouco mais de cautela que o companheiro. No entanto, a cautela rapidamente dava lugar à insanidade e assim optava por juntar-se ao combate.

Quando o segundo soldado se aproximava do rapaz, ao mesmo tempo que o primeiro de Edmure, Henri colocava suas luvas e desferia um golpe com a mão direita, que sob a penumbra era incapaz de bloquear com sua espada e atingido se juntava ao outro soldado no chão, inconsciente. Talvez a situação em que estavam favorecessem o jovem capaz de ver com mais facilidade que os demais presentes em decorrência da luminosidade do local, mas os números ainda eram maiores e poderiam fazer diferença.

Ainda restavam oito soldados ao redor da dupla, todos com pistolas de um lado da cintura e espada do outro.

E ao passo que Edmure visava o sargento, Henri optava por abordar os soldados e correndo em zigue-zague conseguia se aproximar de um o suficiente para ferí-lo e utilizar de seu corpo para saltar para o próximo.

A agilidade do rapaz parecia impressionar o sargento que calmamente observava a situação e erguendo um dos braços dizia:

Sgt Tom- Fogo!

Nesse momento três soldados disparavam contra Edmure, que sabiamente conseguia se virar para o ataque e portar seu escudo de modo a protegê-lo. No entanto, deixava as costas expostas para quem estava se aproximando, o sargento. E aproveitando-se da vulnerabilidade do rapaz, acertava em cheio um soco na região de seu fígado de modo que na hora Edmure ficasse postado de joelhos no chão, deixando seu escudo cair.

Do outro lado do combate, não muito longe dali, os quatro soldados restantes (porque mais um deles já havia sido abatido) apontavam as armas para Henri, que mesmo sendo rápido ainda se encontrava no ar, e disparando contra o jovem conseguiam acertá-lo na coxa direita, dando início à um sangramento no mesmo.

Sgt Tom- Há uma falha no raciocínio dos dois! Me subestimar foi um erro... ainda mais estando cercado por soldados, mesmo que novatos, portando armas de fogo! Saltos altos apenas anulam a agilidade do combatente.. talvez se os dois viessem lutar contra mim.. talvez a luta fosse equilibrada.. derrotar o líder sempre atinge a moral da tropa! Sua lábia ainda não é capaz de me atingir.. não abusem da sorte! Repito, se entregarão por bem ou por mal?

E assim a pergunta era feita mais uma vez aos dois.  No local o sargento estava próximo de Edmure, tendo dois soldados à sua direita e um à sua esquerda. Há pouco mais de dois metros do jovem, estava Henri, também caído no chão, com dois soldados à sua esquerda e dois à direita. Mais uma vez a dupla seria capaz de interagir com o sargento.

Não muito longe dali, três pessoas vestidas de branco se aproximavam e diziam.

Levaremos os soldados feridos para a enfermaria, Sargento!, e tendo o aval do superior, já se tratavam de arrastá-los e limpar o campo de combate.

Henri, portando visão na penumbra, seria capaz de perceber que os três não estavam com o uniforme da marinha, mas apenas com roupas brancas, embora se comportassem como se estivessem.

Legenda:
 


Tenente John:
 

Sgt Tom:
 

Off:
 

Localização:
 

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Legenda

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 4 EmptySeg 11 Fev 2019, 19:15



À Deriva
Edmure de Rivia

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Dei os primeiros passos nesta valsa de batalha com Sargento Tom, e as três cabeças assistindo na bandeira que eu tornei em manto. Já há algum tempo não sentia os fervores que trazia a guerra; desde o embate em que desfiguramos o primeiro dos tenentes, nos circundantes de Yakira Town. Beirava o cômico dar conta de que fora a pilhagem feita aos cafundós o que agora nos trazia esta onda de desgraça. Tornei-me um com a face do escudo e as mãos involucras abocanharam ao cabo da espada. Sangue fervendo e os ares cortados num filete à forma de minha silhueta. Pouco adiantou. Ilusia Kingdom girava aos meus entornos quando os olhos se estatelaram para fora de suas caves. E pelos deuses, dói-me ao orgulho ilustrar a expressão que a porrada de Tom me fisgou. O homenzarrão fora covarde e com o auxílio dos seus chamarizes atacou-me às costas; eu também o faria. Salubridade escorreu-me da testa às pestanas enquanto os pulmões se enchiam como sanfonas, ocos às custas do punho de Tom. Caí sobre os joelhos e as mãos amorteceram. De canto, vi a égide encontrar-se com o calçadão. Silêncio sepulcral.

O desgraçado ainda insistia nos seus moldes de um bom samaritano. Sua abordagem complacente me doía mais que a porrada à boca do estômago. Ele nos tinha como cães numa coleira. Mantive as mãos na linha da cintura, uma vazia e a destra abraçando Gladius como pai e filho. Saltei os olhos do peito aos joelhos, procurando a morte. Ouvi disparos, mas a vista dizia que nenhum chegou a mim. Sem sangue rubro no couro. Torci o pescoço com os lábios me amordaçando a língua, à procura de Henri. Se os projéteis não me eram devidos, então dele seriam. Eu engoli em seco e assentei os olhos sobre a coxa lacerada do rapaz; estava em maus bocados. Era o inferno na terra e eu bem sabia, mas o sargento só me levaria se o fosse em um saco preto. Não era a hora. Só morreria quando o poder me vertesse nas veias e um estreitar de dedos fosse o bastante para esmagar tipinhos como este coroa, mas não sabia quanto a de Félin. Era o leão e ele a serpente. O pederasta optaria por retroceder? Ou a ambição lhe era adágio tanto quanto a minha? Esperava que sim.

Minha faceta voltaria ao encontro com os joelhos do saco de carne ambulante. Era cinzenta a carranca de pedra, talvez a luz soturna pincelada pela noite no cenário a ofuscasse. Mas o branco dos olhos abarcava ódio e este último iria destacar. — Sargento Tom. — Seu nome me escaparia entre os dentes, tão rouco quanto o possível e pronunciado célere. Eu o queria apequenar. — Tu não encontra noite fácil conosco por perto. Da nossa parte não há rendição. — Ascenderia o semblante em vertical. Meu nariz que antes lhe topava às botas, agora se empinaria rente ao queixo do patife. — Ilusia Kingdom é um chiqueiro de suínos como tu e os teus soldados. Mas é cidade grande. — O ombro esquerdo elevaria a canhota, lento e vagaroso como um guindaste. De lá os dedos saltariam para apontar o canto de onde nós viemos. — Tu é bem vindo ao meu vinhedo. Temos cavalos que te facilitem a locomoção. — Ainda os tínhamos? As éguas e os garanhões que eu e Ciri escovávamos na infância. Não o sabia e também não era mais conveniente. A língua dançaria nas paredes da bochecha e no céu da boca, e eu pigarreando. — A tua mãe que venha junto e se renda a eles. — E o negro dos lábios se desgrudaria para que eu cuspisse em sua cara. Saliva cor de piche e quente como o sangue. Estreitaria a boca sepultando as feições de cachorrinho através de um arreganho que teci em deboche.

Correria a canhota ao escudo. Quando os dedos calejados o alcançassem, se enlaçariam no entorno da alça metálica. Outra vez eu o tomaria em punho e na extremidade adjacente Gladius voaria, ascendendo em diagonal enquanto lacerasse as canelas do sargento. Em paralelo os calcanhares cantariam na calçada e com destreza eu daria meia volta. O que estivesse antes à direita (S2/S3) agora eu faria facejar o lado externo do escudo, e o soldado solitário (S1) me estaria ao alcance da espada na destra uma vez que o giro se concretizasse. Traria a lâmina ascendente ao seu encontro, engatando outro golpe dos velozes: ao fim da elevação do gume, a sua face lateral avançaria diagonalmente no intento de rasgar o peito do infeliz. Sem um dedal de hesitação, eu deixaria a linha de alcance vertical de Tom ao me lançar sobre o soldado recém alvejado. Abalaria sua postura e tomaria o seu lugar. Em punho a égide iria sobrepor disparos que alvejassem-me ao flanco esquerdo e às costas, bem como afrontas que o brutamontes Tom canalizasse em sentido horizontal. Não haveriam mais soldados cerceando-me a oeste e a sul, e beberia um trago da vitória no sorriso ardente que esboçasse.

Os ombros se arqueariam e eu os estreitaria por detrás do escudo. Outra vez a postura de avanço que adotei na investida de há pouco. Junto do topo da cabeça os olhos é que escapariam no eixo superior do escudo, e mirariam o toureiro Tom. O touro iniciaria outra debandada. Passadas bem cadenciadas como se anunciassem com demora o avanço por vir. Conforme eu marchasse, o intervalo entre uma passada e outra abarcaria uma distância maior, e em contraponto as executaria com menos delongas. Não me toma por tolo, porém. Eu bem sabia que o coroa era astuto e um estratagema que a priori havia sido falho pouco impacto faria. Não esperava que a guarda se elevasse, mas que a carta em sua manga fosse um contra-ataque. E quando ele o fizesse a face externa do escudo encararia esguia o peso de montanha dos seus punhos. Uma vez que amortecesse o impacto, deslizaria a superfície da minha égide através da sua mão. Evitaria o encontro de forças e escaparia à lateral do braço com que me atacasse, correndo às costas do homenzarrão e alvejando-as num talho diagonal e descendente com que abriria uma fenda nos seus calcanhares. Se elevasse sua guarda nonde em verdade eu esperava um ataque, faria o mesmo, executando um desvio e seguindo na ofensiva aos calcanhares. Sargento Tom se prostraria como outrora fez Aquiles, e ao seu flanco eu avançaria fronte os dois soldados.

O que ainda me restasse de vigor, aplicaria no ombro esquerdo. A força verteria dele até a porção superior do braço. Escorreria ao antebraço e através de um soco em que usaria a égide como manopla ela transbordaria na canhota. O alvo seria o primeiro chamariz (S2). Que o escudo lhe partisse a fuça ao meio, quebrando dentes e a estrutura do nariz, enquanto a destra avançasse em um corte retilíneo e limpo contra a parte inferior do bucho, nonde eu julgava estar a aorta. Daquele ponto em diante que abraçasse o tinhoso; seria só questão de tempo. E que até lá me fosse útil. Recuaria o tronco outra vez para tornar a avançar com o peso do corpo contra o seu peito. A gravidade que agisse e levasse o moribundo em um encontrão contra o colega às suas costas, debilitando-lhe a visão e a mobilidade. Avançaria por detrás desta cortina de carne, sangue e vértebras, ao flanco esquerdo do outro soldado (S3). Escudo a postos na linha do peito para que os disparos, a espada e os esforços incansáveis do sargento encontrassem com o aço. E na destra a pequena avançando sorrateira. Sedenta pelo sangue, Gladius o tomaria numa estocada em desfavor da lateral do abdome deste último capacho. Outra porrada através do escudo lhe alvejaria a mão de batalha. Uma vez desarmado, as estocadas se reprisariam até que sumisse o brilho dos olhos.
 


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