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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Relembrando a primeira mensagem :

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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Wing
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyQua 02 Jan 2019, 20:10



À Deriva
Edmure de Rivia

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O tempo me era moeda tão valorosa quanto qualquer outra, mas naquele ponto o que queria era vê-lo passar. Que escorressem as areias da ampulheta e eu abrisse mão de alguns punhados desta dita moeda, em troca de nossa chegada à Ilusia. Eu me mantive de olhos presos no horizonte e a render-me à brisa dos mares, na esperança de que ela varresse o ensopado d'água para além do couro e das madeixas. Gladius e a égide já repousavam em seus coldre e alça, respectivos à cintura e a dorsal, e a adaga eu mantive a serpentear-me os dedos da canhota. A espera era menos pesada assim. Quando o horizonte preencheu-se em algo mais que o próprio mar e o solavanco retirou-me da inércia, foi que senti um aperto ao peito e o bucho a embrulhar-se em ansiedade. Toquei ao gume da adaga com os lábios, acariciando-a com um beijo, e descansei-a em seu coldre avizinhado ao da espada; em conseguinte eu me rendi ao fluxo dos tripulantes e fui-me embora da embarcação, deixando Henri a quaisquer que fossem os seus afazeres.

E a despeito do que havia me afligido quando a sombra de Ilusia veio ao alcance de minha vista, eu me atrelei à compostura e marchei deque abaixo, de queixo alto e ombros tesos como pedra. O reconforto eram os prazeres que a ilhota me viria a oferecer: dos seios quentes de uma dama ao vinho tinto que nascia no vinhedo e terminava nas latrinas de uma ou outra das tavernas. Tempos de guerra e a rigidez do mar aberto me afastaram dos caprichos do cotidiano, e a curto prazo mesmo os vagabundos serviriam. Mas o embrulho que senti navio adentro deu-se ao ar da graça outra vez, e eu jurei que haviam tripas me escalando das paredes do intestino à boca do estômago. — Cirilla? — Eu deixaria que os lábios cor de chumbo tremulassem à imagem duma bandeira; uma fajuta e carente de convicção. Não foram as alegorias de Ilusia que me agoniaram quando dei-me conta de que lá estava, mas o iminente reencontro com os de Rivia e, entre estes últimos, a jovem Ciri.

Cirilla era, neste mundo, o pouco à que eu me daria ao trabalho de agradar. A meninota, entre os de Rivia, estava ao norte, beirando as rotas que a levavam ao trajeto que anos antes escolhi cruzar: o de uma ovelha negra. Eu via nela a beleza que Escamagris tomou de mim, e Ciri pouco se importara com os rumos que tomei ou a desgraça que me afligiu. Quando os deuses me tornaram a pele em rocha e a conclusão fora de que este infortúnio era a consequência duma vida de mundanidade, o dedo dela não estava entre os que apontaram. — Tu não devia estar aqui. — Eu tocaria os seus cabelos com a palma entreaberta, lhes afagando por não mais que um instante e com tanta rigidez quanto a aplicada na sentença. — Eu não a quero neste mundo. — E o contato dos meus lábios com os dentes formariam na carranca, vez que a carne fosse abocanhada, a expressão que mais se assemelhava à um abismo; um em que eu lançaria todas as pendências para com Cirilla, pois em diante nosso tempo era escasso e sem prudência o destino era cruel.

Eu rolaria os meus olhos outra vez até o convés, os repousando uma vez que encontrassem a silhueta do homem-gato. Abanaria a mão direita contra os ares, articulando um sinal que carregava o mais evidente dos recados: venha. Quando o garoto estivesse ao nosso encalço e ao alcance de uma braçada, repousaria o antebraço sobre um de seus ombros, lhe encarando com meus ares de soberba.  — Este é Henri de Félin, um... companheiro. — Sussurraria em um tom devidamente comedido, para que a voz não escapasse para além de nossa roda. E a procedência eu daria em mesmos moldes: — E tu, Ciri, tu o conhecerá quando o tempo estiver ao nosso favor. — Introduzido o pederasta, me voltaria à um dilema em que eu era o meu próprio alicerce. Eu buscaria peito adentro a coragem necessária para pôr-me, como em outras vezes antes, sob os cuidados de Cirilla. E me feria ao orgulho sujeitá-la a um desencontro como este, mas do abrigo é que viria a procedência de nossa jornada. — Nos leve ao bendito vinhedo. — E não havia àquela altura outro abrigo que senão o lar.


Cirilla:
 

Histórico:
 


Última edição por Wing em Qui 21 Fev 2019, 16:43, editado 7 vez(es) (Razão : EDIÇÃO - CORES)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyQui 03 Jan 2019, 21:49










- Ato II: À Deriva -
Clima: 16ºC
Localização: Ilusia Kingdom - Vinhedos de Rivia
Horário: 19:40





Enquanto desciam do navio da Marinha, Henri ficou para trás, queria deixar uma mensagem no mastro para os que tripulantes e o Tenente, que ajudaram-no mesmo com o líder dali suspeitando de si e de Edmure, que seguira em frente, aparentemente ignorando o que seu companheiro faria, para ter a doce e bela surpresa de ver sua estimada irmã no próprio porto. O moreno ficou surpreso com a chegada de Cirilla, que sorria por ver seu adorado irmão depois de um bom tempo afastado, o que de fato trazia uma felicidade a seu rosto, o que provavelmente seria percebido pelo mais velho, que se preocupava com sua irmã, pois não queria que a mesma seguisse pelo mesmo caminho que o fizera.

Enquanto o capitão da dupla falava com sua parente, de Félin saíra do navio, após deixar sua marca de agradecimento, e ia na direção do de Rivia, que conversava com alguém que lhe era estranho, mas logo fora percebido pelo espadachim, que procurava por si com os olhos, e vendo que estava atrás de si, resolveu apresentar sua irmã para o companheiro, que sendo educado somente disse que era um prazer conhecê-la, para a morena, que olhava de uma forma meio que curiosa para o ninja, mas logo depois voltou a olhar para Edmure, que lhe dizia que poderia conhecê-lo quando tivessem mais tempo, o que ficava subentendido que ambos queriam sair dali rápido, mas a morena esperou por um pedido do irmão, que não tardou a vir, mas também não fora da forma mais educada, mais seu fascínio pelo mesmo a fez ignorar isso, e logo sorrir para o mesmo. - Claro irmão, vamos lá?

Em seguida, Cirilla começou a caminhar, fazendo os piratas a seguirem, caminhavam sem muita pressa, já que se o fizessem, chamariam a atenção, pois não se sabia o motivo, havia uma quantidade imensa de marinheiros nas ruas, talvez fosse um problema que não tinha relação alguma com os dois náufragos, mas os mesmos não tinham como saber disso, e somado ao fato de serem procurados pela instituição, não deveriam dar brechas para serem investigados. A morena não tinha conhecimento da recompensa por seu irmão, mas sabia que os marinheiros os atrapalhariam, portanto virava em pequenas ruas, becos, ruelas e vielas para evitar terem o caminho impedidos pelos homens de farda.

Um bom tempo depois acabaram por chegar ao destino que desejavam, a ao vinhedo dos de Rivia, que era um lugar com uma boa quantidade de marinheiros e guardas, pois pelo fato do vinhedo render uma boa quantia de dinheiro, poderia ser alvo de bandidos e piratas, portanto a segurança ali de certo era importante, da mesma forma que o era com a Kurama Factory, uma importante fábrica para a ilha. Depois de passarem facilmente pelos guardas, o que era graças a Cirilla, que todos a conheciam, ficou fácil de passarem despercebidos, e depois de passarem por todos, viram mais pessoas da família de Edmure, dessa vez eram seus pais e um de seus irmãos, que olhavam para o pirata sem expressão no rosto, mas, no fundo, estavam surpresos pela presença do mesmo ali, pois imaginavam que jamais voltariam a vê-lo.

Ferimentos:
 

Legenda:
 


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Última edição por Raiden Fuji em Qua 16 Jan 2019, 22:59, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptySab 05 Jan 2019, 18:14



À Deriva
Edmure de Rivia

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E à companhia de Cirilla eu me pus a manobrar pelas ruelas de Ilusia. Ainda que cabisbaixo e acompanhado pela discrição, deixei que os olhos trabalhassem no intento de reconhecer os arredores; dos seus portões de entrada, ainda em solo portuário, ao centro da cidade, o reino ainda parecia à altura de qualquer outra pocilga afiliada ao West Blue. Não foi difícil, todavia, visualizar a podridão que invadira à Ilusia no intervalo em que a deixei: virei os olhos e neguei-me a encará-los, os marinheiros em excesso, quando avistei-os em dezenas a infestarem como ratos cada canto da cidade. — "Eu nunca mais porei um pé nesta latrina, e desta vez farei valer." — O que queria estava além, e deste ilhéu à que o destino me trouxera eu tomaria nada além duma jangada rumo aos mares competentes à minha ambição.

Em mão contrária estava Ciri, sobre a qual lancei meus olhos uma vez que a desgraça instaurada Ilusia adentro pareceu demais. Ainda vestia seu corpete negro e amarrava ao topo da cabeça as madeixas, através da rosa negra que, ainda pequena, eu a dei. Uma fraqueza comparável ao calcanhar de aquiles; fora por isto que a deixei. Mas não houvera muito tempo em que se dedicar à ela, pois a vontade virou pó assim que a vista recaiu sobre o vinhedo, tão infestado pelas pragas veste-farda quanto todo o resto de Ilusia Kingdom. No encalço de Cirilla, deixei meu queixo rente ao chão e os cabelos ocultaram-me a carranca enquanto eu seguia à sua sombra. Foi só então, livre da guarda, que dei-me ao luxo de ascender o rosto e contemplar minhas origens. — Ainda é o mesmo. — Agraciei aos meus pulmões com uma lufada do aroma das uveiras, pintando em mente a imagem de um banho em vinho tinto, mas o sorriso que escapara à um dos cantos dos meus lábios foi-se embora ao topar com os demais.

É claro que aqui estariam, não?! — Eu lançaria a peçonha aos ouvidos do meu velho e dos demais, abrindo os braços em um ato de cinismo e andejando à passos largos ao encalço do que outrora eu vi como família. — Que cara é esta, desgraçados? — Procederia, ainda amargo e de semblante fechado à sete chaves. — Em, irmão? Tu viste um fantasma?! — E nesta última sentença eu tornaria a amargura em cinidez, arreganhando aos meus dentes e deixando que dos lábios cor de chumbo escapasse uma gargalhada. — Eu... — Cortaria as palavras em sua nascente, levando o diálogo à um intervalo. "Odeio a todos por ruírem nosso nome nobre em troca duma vida de capacho nesta merda de vinhedo..."... voltei ao lar pelas mãos do destino e..."... e por deixarem que esta desgraça me afligisse ainda jovem..."... espero que recebam-me tão bem quanto Cirilla o fez."... remediando-a com o desprezo e a culpa que lançaram sobre mim." E estas sentenças reprimidas doer-me-iam muito além de qualquer outra das lorotas sujeitadas ao Tenente John; pois eram nelas que estava a verdade. Mas a verdade, àquela altura, se tornaria em empecilho ao abrigo necessário; eu usaria os desgraçados novamente e que danassem-se os que o vissem como uma desonra.

Eu giraria os calcanhares e uma vez que ao lado oposto do meu eixo, apontaria um dos braços ascendidos à figura do homem-gato. — Este é Henri. — Quando notassem-no à nossa cola, procederia: — Um pederasta de primeira classe e o único dos homens, além de mim, à que o mar não levara em nossa cruzada. — Ainda munido do sorriso cínico que estampei fronte aos dentes, eu voltaria a encarar a outra parte dos de Rivia, pensando em quão inusitado a presença do titã e de d'Argent faria deste encontro dos infernos; isto se os mares lhes tivessem sido complacentes, ou mesmo a dupla possuísse mais poder. — Não ficaremos para além de uma noite, não é? — Eu buscaria a aprovação de Henri, lhe dando a deixa em que devia se apresentar. — E estou certo de que por um período tão curto de tempo, estarão de malas prontas para receber-nos. Afinal... — Os olhos correriam em um eixo horizontal, de uma extremidade do terreno à outra, e com soberba é que daria procedência. — ... este vinhedo é meu também. — E o primogênito pleitearia por sua herança.

Pois bem. Elsa ainda está por estas bandas? — Questionaria, me referindo à caseira responsável pelos funcionários do vinhedo. — Que ela arranje um jantar enquanto nos banhamos. Já há um tempo desde a última das refeições; eu posso ouvir minha goela rogando por carne e vinho. — Em conseguinte e na ausência de empecilhos, eu seguiria casarão adentro. Como outras vezes antes deixaria que o barro das botas marcasse o carpete da entrada enquanto eu marchasse ao meu quarto. Lá, me desfaria do couro e da malha antes de dispor um dos lavabos ao uso de Henri, e é noutro que eu imergiria banheira adentro, até que a doença fosse o único dos males a infestar-me a pele, ou tivéssemos notícias do dito jantar.


Sobre a formatação do post e do terceiro parágrafo:
 

Histórico:
 

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Última edição por Wing em Sab 05 Jan 2019, 20:25, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptySab 05 Jan 2019, 20:13



À Deriva
Henri de Félin
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Edmure havia citado sua família vez ou outra, mas não me recordo dele dizer algo muito a fundo a respeito, a simpatia que tinha com sua irmã era admirável a ponto de despertar minha curiosidade, só conseguia imaginar o homem destratando seus entes queridos, como um filho bastardo que não guarda qualquer arrependimento de ter virado as costas para própria casa.

Voltando minha atenção para a ilha, percebi que ela tinha algo de peculiar, possuía um reino independente, tal qual Chatte Kingdom, a única diferença era que os regentes eram patéticos e covardes, se encostando no Governo e dependendo de marinheiros para fazer a proteção dos cidadãos. A essa altura eu já estava começando a considerar que Ahab e Edmure eram os únicos homens do West Blue que tinham bolas além de mim. De qualquer forma, por mais que os dedos coçassem para rasgar a garganta de todos aqueles fardados idiotas, me poria à sombra de Ed de forma a evitar chamar atenção, ficar na surdina uma vez ou outra não faria mal a ninguém.

E mesmo que o cuidado da anfitriã fosse admirável, não abaixaria a guarda em momento algum, mantendo meus sentidos a flor da pele e sempre atento aos arredores e nossa retaguarda conforme prosseguíamos para garantir que não havia nenhum marinheiro ou caçador nos seguindo. Escapamos das garras do Tenente John com louvor, mas a sorte não costuma sorrir para os malfeitores por muito tempo e devíamos nos preparar para as adversidades. E tenho convicção que não havia ninguém melhor para detectar intrusos do que eu mesmo.

Quando finalmente chegamos ao vinhedo tudo que pude fazer era sorrir diante de toda aquela apresentação arrogante e afrontosa. ”Mais apropriado que a simpatia apresentada a Cirilla, com certeza.”. Era o que pensava, enquanto contemplava a acidez e ignorância que nossa chegada havia gerado no local.

Durante maior parte da fala do meu companheiro só permaneci quieto, com olhos tão afiados quanto facas recaindo sobre os demais membros da família, analisando-os, julgando-os por adotarem um estilo de vida tão pacatos quando eram claramente aptos a fazerem o oposto, patético. E quando enfim Ed me dava lugar de fala, respondi, da forma mais educada que eu pude, afinal, era um mero convidado ali — Sim, um dia parece adequado… não é do meu feitio conviver muito tempo com ratos ~nya — fitaria mais uma vez e abruptamente os enólogos, de forma a simular surpresa de minha parte, como se tivesse deixado escapar sem querer o comentário de há pouco.

Introdução feita, deixaria que o homem continuasse a conduzir toda a situação. Quanto mais rápido saísse dali, melhor, tanto pelo fato de ser mais um ambiente pacato quanto pela possibilidade de já estarmos sendo rastreados a mando de John a essa altura.


Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 




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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyDom 06 Jan 2019, 23:53










- Ato II: À Deriva -
Clima: 18ºC
Localização: à caminho de Ilusia Kingdom
Horário: 17:00





Durante o caminho do porto até o vinhedo da família de Edmure, o próprio e Henri, mantiveram-se de forma discreta, cada com seus motivos, sendo que, o mais se segurava era o mais novo entre ambos, já que o ninja julgava os regentes da ilha como covardes por depender de outrem para proteger a ilha e os cidadãos, o que de fato fez com que o rapaz admirasse cada vez mais seu ex-companheiro gigante e o atual capitão, que andava junto consigo. Quando chegaram ao vinhedo dos de Rivia, o primogênito da família abriu um sorriso ao encontrar uma parte dela como se o esperasse, seus pais e um de seus irmãos estavam ali, aproveitando-se do inesperado encontro, o capitão pirata aproveitou para galar algumas coisas que gostaria. Zombou um bocado da “cara de tacho” de seus pais e irmão, e tentou dar-lhes um motivo pelo qual voltara a sua terra natal, depois de tanto tempo longe, mas, ao mesmo tempo, em sua mente, seus pensamentos contrariavam suas palavras, já que nutria um ódio por sua família, e eram muitos motivos, entre eles culparem-no e o desprezarem após ser contagiado pela Escamagris, e também ter jogado o nome da família e toda sua glória no lixo por merrecas.

Entendendo a situação que estava ali, a matriarca da família de Edmure, que rangia os dentes a cada  palavra proferida pelo mesmo, finalmente se pronunciou. - Ah, mas é claro. Quando acabou a fantasia logo correu de volta pra cá, não é? – Disse a mesma com um sorriso cínico. - Não se engane, só deixarei que fique porque a merda que fez veio até aqui. – Disse a mesma, e o pai do mesmo concordou. - É isso mesmo, aqui está “filhinho” – Disse com desdém, mostrando em suas mãos o cartaz de seu filho, enquanto que o irmão ria sem pudor, o que fez surgir uma carranca em Cirilla, que logo o fez parar.

Em seguida o espadachim resolveu apresentar seu companheiro Henri para seus parentes, que até o momento estava em completo silêncio. A forma como Edmure o apresentara não fora das mais comuns, e isso fez com quê seus parentes levantassem uma sobrancelha, estranhando a forma como fora feita, e também disse que ficariam somente uma noite, que rapidamente fora comprovado pelo de Félin, que não tinha muitos interesses em manter-se na casa da família de seu capitão, e de sobra acabara por dizer algo que estava entalado em sua garganta, somando com o que vira na ilha, com tantos marinheiros ali, o que deixou os familiares de seu capitão ofendidos, mas não falaram ou se opuseram à fala do mesmo.

Depois de saber que Elsa estava buscando por algumas coisas que lhe fora pedida pelo pai, Edmure e Henri foram convidados a entrar, mesmo que a face dos três à frente dos piratas não fossem muito convidativas. Assim que entraram, ambos foram direto ao quarto do primogênito dos de Rivia, onde disponibilizou um lavabo ao ninja, enquanto que o mais velho entre ambos foi-se para uma banheira, para se livrar de todas as impurezas, o que fora repetido pelo de Félin em seguida. Quando ambos finalmente terminaram o primeiro banho que tiveram desde o inesperado acontecimento do naufrágio a caminho de Ilusia, foram chamados por uma serviçal, que lhes disse que o jantar estava servido. Quando chegaram ao salão de jantar, viram Cirilla abraçada com uma mulher, que para Edmure não seria difícil de perceber que era [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], e esta, ao ver o pirata se surpreendeu, já que jamais imaginara fazê-lo, não depois de sua doença ser diagnosticada e o mesmo começar a ser hostilizado por sua própria família. - Jovem mestre. – Disse a mesma, fazendo uma reverência, como quem se apresentasse. - Bem-vindo de volta ao lar. – Disse a mesma com um pequeno sorriso em sua face, e às costas da mesma um belo banquete podia ser visto por ambos os piratas, sendo que o mesmo continha diversas comidas, sendo que poderiam comer de tudo, e o restante da família de Rivia estava lá, só esperavam os dois para começarem a comer.



Ferimentos:
 

Legenda:
 


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Última edição por Raiden Fuji em Qua 16 Jan 2019, 22:58, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptySeg 07 Jan 2019, 18:26



À Deriva
Edmure de Rivia

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Tratei do banho como um batizado; àquela altura as impurezas que a batalha e o naufrágio haviam lançado sobre mim já deslizavam ao encontro da banheira. Eu pus a bucha em contato com as unhas e as livrei do sangue que, mesmo já seco, ainda fedia à fraqueza marinheira. Quantos teriam sido? Os miseráveis que nós dizimamos junto à Aigle e o titã. Não era à mim que cabia a resposta, e à esta altura pareciam contos de um bom tempo atrás. O que intrigou-me ainda lavabo adentro fora mesmo o cartaz à que mãe me apontara; minha cruzada por poder desabrochou e trouxe-nos os seus primeiros frutos. Nenhum, porém, tão valoroso quanto ver o rosto dela se tornar em pedra ao dar-me nota de minha notoriedade. — Hilário. — Sorri de canto e relinchei; aquela noite estava só por começar. Uma vez seco, eu trouxe a malha ao tronco e às pernas, levando o couro entreaberto do meu sobretudo a repousar sobre um dos ombros. Calcei as botas e atendi ao chamado de quem quer que fosse a santa a trazer-nos boas notícias, seguindo o aroma de peru e vinho tinto escadaria abaixo.

Elsa. — Eu sussurrei quando a vi a engolir a silhueta de Cirilla, e a maneira como a velha me abordara conquistou-me a simpatia. Pus os meus dentes à mostra e deixei que a mulher deleitasse sua vista nas cores de chumbo; até aonde as garras da memória alcançavam, minha saliva era motivo de agonia à anciã, ainda que não partilhasse do desprezo que munia os demais. E foi por isto que a retruquei à altura: — É bom saber que ainda não mataram-na, estes estabanados. — Levei a palma rochosa de encontro ao seu ombro, e desviei de seu caminho uma vez que os dizeres se esgotaram. Por conseguinte eu lançaria os meus olhos sobre Henri e Cirilla, para tornar o riso entregue à Elsa em um arreganho de ares vis. — Sentem o cheiro? — Pleitearia à dupla, dispondo a destra aos ares num trejeito horizontal que apontasse-lhes a mesa. — Venham comigo... — E lhes daria a visão das minhas costas, executando a primeira das passadas que me levariam de encontro à mãe e o pai. — ... é hora do jantar. — Só então arremataria, trazendo à luz em minha carranca a mais cínica das expressões que esbocei num longo tempo.

O que havia de mais curioso nos moldes de Elsa era o padrão que a velhota aplicava aos seus banquetes, desde o dia em que vi-me como gente: quando tratavam-se de ocasiões inusuais, o que trazia-nos era peru, assado e posto cuidadosamente no centro da mesa. Os arredores do coitado ela floreava com todas as frutas que se há de imaginar; das mais comuns às que apetecem os almofadinhas mas enojam ao bom gosto de um homem são, como os cachos de mirtilo. Eu esperava que outra vez fosse este o caso, pois buscaria um punhado desta dita fruta pouco antes de assentar-me numa das extremidades da mesa à nós posta. Enquanto os outros deleitassem-se em qualquer que fosse a entrada preparada pela velha, eu lançaria boca adentro o primeiro dos mirtilos. — "Entõm", Henri... — Daria voz enquanto triturasse a fruta através dos dentes, sem mesmo dar-me ao trabalho de juntar os lábios. — Tu viste o meu cartaz? — Procederia sem rodeios e numa questão quase retórica, pois o silêncio àquela altura era indesejável. — Diga à ela o quão galante estou na foto. — E neste ponto alternaria as olhadelas entre o homem-gato e mãe, para fisgar da anfitriã todo o transtorno através dum riso que enunciava o meu orgulho.

Quando o intervalo se estendesse o bastante e os de Rivia dessem voz aos seus burburinhos, eu procederia, à esta altura entrando no último terço do punhado de mirtilo. Traria os olhos de volta à de Félin e usaria o homem gato como um pretexto para a cinidez. — Eu imagino se tens um também, meu caro de Félin... — E lançaria ambas as pernas já entrelaçadas sobre a borda da mesa adjacente ao meu assento; eu deixaria os meus pés a estabanarem-se nos ares, e as panturrilhas é que apoiaria sobre a extremidade em questão. — ... considerando o que aprontamos lá nas cercanias de Yakira. — Outro mirtilo abocanhado e uma breve pausa; se não houvesse equívoco nas minhas contas, de todo o cacho restaria apenas um. — Ah, o maldito tenente e seu olho esbugalhado. Admirável, o trabalho do titã. — E este último mirtilo eu esmagaria de matraca entreaberta através dos meus molares, numa alusão ao que fizera Ahab com os glóbulos do homem. Eu deixaria o caldo da fruta escorrer goela abaixo e, quanto à casca, a cuspiria sobre o meu prato.

Que se danassem os que achassem que era o bastante. Hora que o cacho da maldita fruta fosse tudo o que restasse, separaria minhas panturrilhas do contato com o banquete para pôr-me em pé; feita a entrada, era devido aproveitar do prato principal. — Eu odeio mirtilo. — Caminharia de encontro ao centro do jantar, me esgueirando entre os assentos de quaisquer que fossem os miseráveis a ocuparem este ponto com os seus traseiros. — Veja bem, homem-gato... — Já com o peito arqueado sobre a mesa, esticaria ambos os braços no intento de levar-lhes ao alcance do peru. — ... tu não deve saber, mas... — E de mãos nuas eu agarraria a carne, pairando esta à altura do meu peito antes que desse procedência: — ... o peru preparado por Elsa é o melhor que há de encontrares nestes mares. —  Eu voltaria ao meu assento, contendo o riso que à esta altura parecia arranhar-me às paredes da goela em sua investida por sair. Traria a carne ainda íntegra ao meu prato, a repousando sobre a casca de mirtilo e alvejando ambos Cirilla e de Félin com um olhar dos desvairados. Entre estes dois, dividiria ambas cochas e asas do peru; agraciaria a meninota e o pederasta com uma unidade destas partes lhes servida ao prato, e quanto ao resto do peru, devoraria na voracidade de um cão faminto. O prazer daquele instante não morava em carne ou vinho, mas em encarar-lhes as caras de tacho uma vez que aflorasse nelas o assombro.


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyTer 08 Jan 2019, 22:18



À Deriva
Henri de Félin
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Quando se trata de banho, costumo ser tímido, trato a prática como algo desagradável porém essencial uma vez que de volta em Chatte o clima frio não incentivava o ato de molhar-se. Mas àquela altura era inevitável, o suor há muito escorria e até o cheiro de sangue estaria presente para narizes mais apurados tal qual o meu. Deslizava a bucha pela pele delicada e pálida, dando uma atenção especial aos braços impregnados com o odor forte do líquido carmesim, aproveitava também para lavar a ferida de outrora com certo esforço. Os cabelos, lavei como de costume; molhava o antebraço e o esfregava no topo do cabeça em um movimento que começava da nuca e ia até a testa, tal qual um felino faria ao se lamber. Terminado o banho, secar-me-ia, organizaria meus pertences e vestir-me-ia novamente, saindo enfim do cômodo.

Seguiria Edmure como um bom convidado, ainda que achasse uma afronta o enfermo perguntar se eu, de todas as pessoas, sentia o cheiro da refeição. Eu sou um predador, um caçador nato e meus sentidos apurados são a prova viva disso. Se para os demais o cheiro era forte e presente, para mim seria algo quase físico, como se o aroma por si só tomasse forma e pessoalmente me provocasse, me convidasse à mesa do jantar atiçando minhas narinas e gerando em mim um desejo insaciável pela carne posta a mesa. Puxaria um assento adjacente ao de Edmure, caso algum serviçal não o fizesse, e sentaria diante do banquete, inclinando de leve meu pescoço na direção do que estivesse posto sobre a mesa, farejando repetidamente em especial as carnes que ali estivessem, com as mãos apertando forte a madeira, tentando resistir a tentação de saltar sobre a comida como um gato ladrão.

Os meus bons modos obviamente já não se viam presentes, uma vez que meu respeito por aqueles presentes era quase nulo, salvo poucas exceções como Ed e Cirila. Justamente por isso trataria da situação como se apenas eu e o casal estivessem presentes, nem sequer olhando nos olhos dos demais enquanto falassem, e não tendo consideração alguma pela vez de fala, interrompendo-os se fosse necessário quando fosse responder as perguntas do pirata ou fosse falar por vontade própria. E a melhor parte é que eu sei que eles não fariam nada. Se eu estivesse certo, e sempre estou, aqueles eram do tipo de pessoa que prezava pela classe, eles tratariam seus convidados com o máximo respeito e, em meio a uma afronta feita por eles, pediriam desculpas. Famílias como aquelas eu conhecia bem, são passivos, educados, covardes. E ai de mim se estivesse errado.

Quando Edmure chamou-me eu nem sabia como reagir, sua pele cinzenta e rachada lhe conferia um aspecto morto e para alguns certamente repugnante, muito embora eu apenas via como algo que o tornava mais intimidador que um humano comum, não era algo bonito de se ver. Elogiar-lhe pela sua aparência seria o mesmo que admitir que um sphynx é belo, mas o que eu não faria para ver os de Rivia se coçarem? Acho que não muito. — Tão elegante e imponente quanto um tigre maltês. — respondi em alto e bom tom, com convicção enquanto recostava a palma sobre seu ombro caso alcançasse mas logo a tirava, estampava em meu rosto um sorriso quase sincero no rosto. — E certamente mais intimidador que qualquer um dos preguiçosos sentados a mesa. — disse, um pouco mais baixo, porém claro o suficiente para que ouvissem a provocação que fora concluída seguida de uma risada breve, debochada e quase imperceptível.

E conforme Edmure atuava como se tivesse um roteiro planejado em sua mente eu apenas contracenava com a figura peculiar e abusada que àquela altura era puro escárnio com os progenitores e irmãos.E quando o capitão recobrasse os momentos em Yakira, escancaria o um sorriso, de olhos arregalados e eufóricos. — E ainda dúvida?! Claro que tenho. Assassinos de mulheres e de marinheiros não são esquecidos tão facilmente… — responderia — Ao contrário de vinicultores. — daria o ponto final a resposta, olhando sempre para Ed, Cirila ou para o meu prato durante as falas, mas nunca para os outros de Rivia.

E quando eu achei que a cena havia acabado o rapaz me surpreende com algo ainda mais caricato e exagerado. E o que poderia eu fazer diante de tal ato senão aceitar o presente? Abocanharia a coxa com ferocidade, com toda a selvageria que herdei dos meus parentes fazendeiros, e beberia do vinho ou outra bebida que ali estivesse, me esbanjando e deixando escorrer o líquido após eu degustar a carne. — E já que tocou no assunto, estou certo que seremos ainda mais notáveis na Grand Line, se os poucos boatos que ouvi sobre ela forem reais. — dizia enquanto gesticulava com o próprio osso da ave apontando para o meu companheiro.


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyQui 10 Jan 2019, 00:27










- Ato II: À Deriva -
Clima: 18ºC
Localização: à caminho de Ilusia Kingdom
Horário: 21:40





De que ambos estavam com seus banhos tomados, cada um com formas diferentes de se banhar e pensamentos enquanto o faziam, tinham de volta as roupas que usavam antes do banho, já que provavelmente não queriam usar as roupas que foram pagas pela família de Edmure e parecia que ambos sentiam nojo e asco da maioria dos que vivam em na casa só escapando Cirilla e Elsa, sendo a segunda somente por parte do primogênito da família. Já no térreo da mansão, Edmure viera a encontrar a mulher, que se assemelhava a uma governanta, e por ser muito bem tratado por ela, o que não parecia ser natural ao pirata, já que pelo que lembrava-se a mesma não o tratava bem como sua irmã, apesar de também não o ter julgado e tratado com desprezo, como o restante de sua família fizera. O moreno disse que gostara do fato de não terem-na matado, não era uma verdade irrefutável, mas ao mesmo tampo não era mentira, pois não sentia simpatia suficiente pela velhota para sentir alívio em vê-la viva, mas também não a odiava como a seus parentes.

Em seguida o mesmo convidou sua irmã e seu parceiro a irem ao salão onde o banquete seria servido, Henri por vez sentiu-se subestimado por seu companheiro perguntar-lhe se sentira o cheiro da comida, já que com seu olfato aguçado a comida parecia estar grudada em seu rosto, pois o cheiro era extremamente forte para si. Ignorando o acontecido, os três foram para o local onde o banquete seria servido, e lá, os pais do de Rivia já estavam sentado, da mesma forma que seus outros irmãos, dos quais somente Cirilla faltava, e todos ali olhavam com desaprovação para os três, incluindo a caçula da família, pois fora-lhe ditas diversas vezes que nunca mais deveria manter contato com Edmure e quaisquer pessoas que estivessem com o mesmo. - Ciri, minha filha, o que eu já tinha te dito de andar e falar com “isso”? – Perguntou a matriarca da família, sua voz parecia doce, mas a expressão que havia em seu rosto era de uma pessoa ensandecida, já que estava extremamente irritada com a presença de seu primogênito, ainda mais da caçula estar com ele. - Cale a boca! – Gritou a morena, estava irritada com a forma que continuavam a tratar seu querido irmão. - Ele é uma pessoa, não isso. E não vou deixar meu irmão, se vocês não gostam, tudo bem, mas eu não vou fazer! – Encarou seus familiares com ódio no olhar, e meio assustados com isso, ignoraram o assunto.

Achando os clássicos mirtilos que devoravam o banquete que Elsa costumava fazer, Edmure pegou-os e começou a começo enquanto jogava conversa fora com Henri, sobre vários assuntos, pareciam que tinham o objetivo de assustarem a insignificante família de vinhos. Primeiro o de Rivia comentou sobre o cartaz que fora lhe mostrado mais cedo, dizendo que se sentia bonito no mesmo, e pedira ao de Félin para confirmar, e acabara por fazer uma comparação usual, mas que trouxera um leve pânico para os patriarcas. Depois conversaram sobre a possibilidade do mais novo também ter um cartaz para si, por conta do que fizeram em Yakira, e em seguida a resposta de Henri traumatizara todos que estavam ali, menos seu próprio companheiro, Cirilla e Elsa, que não estava presente. - E ainda dúvida?! Claro que tenho. Assassinos de mulheres e de marinheiros não são esquecidos tão facilmente… Ao contrário de vinicultores. – Com isso, era fácil de se ver o pânico rondando a face dos parentes de Edmure, e dos empregados da mesma forma. - Elsa!! Traga a comida! – Esbravejou o patriarca dos de Rivia, sua mão em momento algum parara de tremer desde que a conversa entre os piratas começara. - Se tudo isso for verdade, vamos ter muitos problemas se eles não saírem logo daqui. – Era o pensamento geral dos moradores da mansão, menos a caçula e a governanta.

Antes do baquete chegar, Henri acabou por falar depois de seu companheiro comentar sobre um tenente que fora derrotado por Ahab, o titã que não tinham mais notícias. O ninja disse que teriam ainda mais notoriedade quando fossem para a Grand Line, se os boatos sobre tal lugar fossem verdadeiros. Pouco depois, o prato principal chegou à mesa, e todos iriam começar a comer, depois do comentário de Edmure que odiava mirtilos, mas o próprio fez outro comentário, que fez com que muitos começassem a rir, menos os parentes do mesmo, que não dariam o gosto ao mesmo. - Veja bem, homem-gato.. tu não deve saber, mas... o peru preparado por Elsa é o melhor que há de encontrares nestes mares. Ato II: À Deriva - Página 3 344152600 – Alguns servos puseram a mão na boca e riram discretamente, mas Cirilla e Elsa riram abertamente da forma que o pirata falara. Após o momento de descontração, Edmure alcançou o Peru com as mãos nuas, o que deixou a boa parte dos presentes chocados, o primogênito de uma família antiga que sempre prezou os bons modos fazendo tal coisa, era algo inimaginável, além de que a cara que seus familiares eram um colírio para os olhos do de Rivia.

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Assim que se passou o incidente, todos começaram a comer, embora os irmãos e os pais de Edmure tenham ficado chocados com a atitude do mesmo. - Parece que você enfim tornou-se um selvagem, não é mesmo, irmão? – Disse um rapaz que estava ao lado do patriarca da família. Ao fim do banquete, Cirlla olhou para o irmão e começou a puxá-lo até a direção de seu quarto, que ficava ao lado do seu. - Até amanhã irmão. – Disse a mesma sorrindo e indo para seu quarto, deixando Edmure olhando para a porta do mesmo, enquanto que Henri ainda estava no salão do banquete, encerrando seu jantar finalmente.

Ferimentos:
 

Legenda:
 


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Última edição por Raiden Fuji em Qua 16 Jan 2019, 22:57, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyQui 10 Jan 2019, 19:10



À Deriva
Edmure de Rivia

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Servi o escárnio como prato principal, já que o peru à esta altura navegava em um mar de vinho bucho adentro. Naquela noite Elsa ganhara mais de mil razões para orgulhar-se, pois o banquete com que nos provera havia sido bem aproveitado. Mas este orgulho, em contraparte, desvaneceu-se da faceta dos meus pais; e pelos deuses, como eu queria rir. Não fosse a gana por manter a compostura e pô-los aos meus pés, eu lançaria esta mansão aos ares através dum turbilhão de gargalhadas. Os seus destroços cairiam sobre os campos do vinhedo, levando embora as uveiras e banhando Ilusia Kingdom em ondas de vinho, enquanto ao fundo eu urrasse em prazer. — E o que há, irmão? — O indaguei vez que, ao fim deste festejo memorável, fora a selvageria à que o homem abordou. Meus olhos recaíram sobre o semblante que julguei estupefato e, fronte à troca de olhares que esperava, eu os muni em cinidez. — Não nos tornamos todos? — Dei procedência ao falatório, mas desta vez com amargor na voz e aversão nos olhos. Já há algum tempo eu não lhes dava do próprio veneno, cortando ao meio a petulância que consigo carregavam; senti-me poderoso e supliquei por mais.

Na contramão do que eu desejava, nem bem a noite terminara e os infelizes pareceram fartos do que, em verdade, fiz com lucidez. — Mas já é dada a hora de partirem aos seus ninhos?! — Os questionei num último esforço, de peito aberto e esparramando ambos os braços à imagem do bom filho que anseia por não mais que um abraço. — Não vão querer nem mesmo uma fatia fresca de peru? — E concluí em paralelo ao descender dos braços que levou a destra a apontar para os restos que deixei prato adentro; não mais que ossos e o cacho de mirtilo. Segui Cirilla à porta de seu quarto e despedi-me, pela noite, através duma carícia aos seus cabelos; um pouco mais do negro e ficariam tão escuros quanto os meus. — Tu durma bem também, ô meninota. — Quando cruzou porta adentro, lancei os olhos sobre o cômodo intentado a recobrar sua imagem. Imaginei de que era feito o mundo da garota, tinta ou ferro, e o que fizera ao longo deste tempo em que eu estive fora.

Estava grogue e encarar às portas desta espelunca era evidência o bastante. Julguei ser hora de pôr-me à cama, mas algo ainda parecia preso dentro de mim. Eu desceria as escadas como noutras vezes antes, buscando Henri na sala de estar. — Venha comigo, gato de botas... — Trocando o couro pelo vinho, eu deixaria o meu sobretudo a descansar sobre a quina da mesa, e com a destra abocanharia outra das garrafas que Elsa dispôs à mesa. Nossas ações levaram o banquete à um fim precoce, então supus que mais vinho selado não seria coisa rara de se encontrar. — ... nós precisamos conversar. — Concluiria com austeridade e sem mesmo olhar-lhe aos olhos. O meu caminho se faria da porta de entrada em diante, de onde eu rumaria aos campos de uva alternando entre um trago e uma passada. No centro do vinhedo é que ficava a maior das uveiras: uma aberração da natureza que ostentava à Ilusia o tronco com circunferência equivalente às pernas dum gigante; só lá é que eu repousaria, à sombra destes mesmos cachos aromatizados pela fruta que a gigante carregava, e à companhia de Félin.

Quando ao alcance da árvore anciã, descansaria meu traseiro sobre o gramado e lançaria as costas contra o tronco; eu esperava cobrir-lhe, em sua amplitude absurda, não mais que uma mísera parte. E todo o resto estaria à disposição do pederasta. — Henri. — Alternaria o encontro dos olhos entre o rapazola e o espaço ao meu flanco. — Não te acanha e senta, rapaz. — Vez que o fizesse, eu moveria a minha carranca até então a facejar o horizonte em direção à sua cara, e cada músculo do rosto eu manteria teso; se me encarasse àquela altura, o que veria era um homem carecendo de expressões. Hora ou outra o silêncio a preencher esta troca de olhares se faria em inconforto, e é aí que o quebraria. — Ah... — A priori uma única sílaba, nos moldes de alguém à beira de um espirro; mas havia neste caso espirro algum, o que havia era uma cachoeira. — AHAHAHA HA HA HAHAHA HAHA! — Eu abriria as comportas da represa que até então selei a sete chaves, e deixaria que meu riso consumisse aos campos soturnos do vinhedo. Todo o vinho com que havia carregado a boca no último trago se esvairia entre dentes através de um esguicho, e as gotículas restantes que escorressem da beira do queixo à gola.

Ah... Ah... — Recobraria os ares quando me desse por farto, lutando contra a respiração pesada e o coração a esgoelar-se peito adentro. — Uma porra dum tigre maltês, de Félin? — Ascenderia o meu queixo e inalaria tanto ar quanto pudesse, sentindo o azedo goela abaixo como se prestes a vomitar. — Tão elegante e imponente quanto um tigre maltês. — Eu seguiria por arremedar o que dissera Henri, replicando na voz os tons afeminados que ele parecia ter. — Tu viste a cara deles? — Inundaria os seus olhos com um riso cor de chumbo. — Diz-me que não e eu te mato aqui mesmo. — E o deboche é que estaria de mãos dadas à esta sentença. — Tu foste impagável, homem-gato. Impagável. — De fato fora, o pederasta, e ai do homem que dissesse o contrário. Quem sabe fosse mais que uma ferramenta; quem sabe fosse além do que me foram Aigle e o titã; quem sabe fosse um companheiro e uma fonte de prazer.

Por esta vez, eu te agradeço, de Félin. — Prazer como o que me propiciara ainda há pouco. — Pois tu fez bem. — E é ali que a vividez daria adeus à minha voz. — Eu odeio estes desgraçados desde a sola dos meus pés até as tripas do meu bucho. Vê? — Preservaria o silêncio, avaliando as feições do pederasta e tratando de seu rosto como um mapa que meus olhos perscrutavam. — de Rivia. — E o quebraria novamente, banhando o tom em um mar de pesares, como se o nome pouco me importasse. — Esta porra de nome nos tinha valia, uma vez. Isto sim era um tigre maltês. — Por mais que mencionasse a piadela do homem-gato, não haveria agora humor algum a atrelar-se à fala. — Mas não. Preferem uma vida de almofadinhas neste fim de mundo à glória que outrora o século perdido os reservara. — E outra vítima do vinho não se dava conta até o ponto em que estivesse a divagar; a história que este nome carregava estava além donde alcançava o meu conhecimento. Mas não havia nesta terra justificativa ao abandono do poder, e por mim mesmo é que eu repararia o erro destes desgraçados. — Tu já ouviste falar da Grand Line? — Eu seguiria sem muito pensar. Era atípico de minha parte, mas a bebida àquela altura me amansava e, pelos deuses, não houve nada de normal naquele dia. — Não, esqueça. — Eu cortaria a réplica do homem-gato ao meio, ainda incerto quanto ao tópico cernido. — Não trataremos de trabalho nesta noite de prazer. — Pressionaria a palma da canhota contra o gramado e a terra, me elevando e dando espaço para que os calcanhares a seguissem neste molde.

Quando em pé, daria as costas ao pederasta e, por intermédio de passadas curtas, iniciaria uma caminhada rumo à porta da mansão. Meio caminho andado, eu cessaria os passos e a destra se abriria; que a garrafa já meio-vazia se despedaçasse no concreto e eu seguisse por dizer em tom exacerbado: — Tu vá dormir. — Retomaria as pernadas. — Por melhor que isto tudo há de ter sido, é o amanhã que nos espera. — E casarão adentro o que esperava-me era o colchão de pluma, para onde iria em busca do descanso. Que se danasse a roupa suja, o vinho seco e todo o resto; repousaria com a leveza de uma pena sobre a cama até que o sono dispusesse-se a me abraçar.


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptySex 11 Jan 2019, 22:09



À Deriva
Henri de Félin
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O melhor banquete que já tive o prazer de desfrutar, sem dúvida. Não pela comida posta a mesa, mas pelas impagáveis reações que presenciei ali, cada uma mais apetitosa que a anterior, o patriarca tremia na base enquanto o restante tentava demonstrar alguma compostura diante do grande teatro proporcionado por Edmure e eu. Terminada a refeição, tomaria em mãos uma das garrafas do néctar avermelhado, prosseguindo para dar uma melhor explorada na residência. Analisando os quadros, caçando possíveis fotografias ou evidências de uma vida passada de Ed naquela casa, enfim, buscando qualquer coisa que fosse interessante o bastante para chamar a atenção enquanto hora ou outra levava a garrafa aos lábios para saciar a sede.

A essa altura já sentia a alteração proporcionada pelo vinho, estava pouco bêbado mas ainda tinha total controle sobre meus sentidos quando ouvi me chamarem, obviamente era o homem de pedra, só podia ser ele. Seguiria sem pestanejar, apenas desabotoando a farda um pouco para refrescar um pouco uma vez que o álcool já começava a me fazer sentir mais aquecido do que o desejado, deixando amostra a camisa branca que ficava por debaixo do uniforme. Acariciaria os cabelos uma única vez antes de sair do casarão, mesmo entorpecido o quepe me fazia falta. Tentava entender o que o homem queria conversar comigo, provavelmente seria pela cena de agora há pouco, mas ele claramente estava tão alterado ou até mais do que eu, impossível prever como reagiria.

Vendo o pirata repousar-se sobre a árvore em todo seu louvor me convidando a sentar, não tive escolhe senão aceitar seu convite, mas não queria me encostar ao tronco robusto como Edmure. Tomaria um pouco de distância enquanto levaria a garrafa aos lábios mais uma vez, dando bons goles, deixando o líquido escorrer pelos cantos da boca enquanto deixava a garrafa quase vazia de lado por hora. Tomaria impulso e escalaria o tronco, alcançando o galho mais robusto que pudesse alcançar, grosso o suficiente para me acomodar, estava sonolento. Bocejaria e espreguiçar-me-ia enquanto esperava o rapaz iniciar a conversa. Seria pego de surpresa no entanto pelas gargalhadas, que fariam-me saltar por um instante até que finalmente por impulso me fizessem juntar-me ao bobo-alegre. — NYAHAHAHAHAHAHAHAHA — urrava boca a fora, olhos lacrimejavam enquanto visualizavam a cena do jantar mais uma vez. Poria a mão sobre a barriga enquanto risse descontroladamente e em meio a euforia quase despencaria do galho, mas rapidamente e por muita sorte agarraria a madeira firmemente e retornaria a repousar sobre a mesma.

E quando escutasse o termo “tigre maltês” novamente seria obrigado a fazer um tremendo esforço para não sofrer uma queda de vez, tentaria ao máximo conter a risada que desesperadamente tentava fugir. — Vi a cara deles só ao fim do jantar. Impagável de fato. — responderia, agora levantando do conchego para me ver sentado no braço da árvore que me sustentava, a fim de encarar o de Rivia nos olhos — Derrotados por peru e mirrrrtilo. Dá pra imaginar? — complementei uma última vez, deixando os risos escaparem, mas dessa vez maneira menos espalhafatosa. A medida que o conhecia mais fácil enxergar aquele guerreiro como um companheiro, como meu capitão. Seu valor e carisma de certo compensavam a vantagem que Arab tinha em tamanho.

Deixando toda a graça um pouco de lado, o assunto agora se tornava amargo, um murmúrio do homem de dentes azeviche. E eu não o interrompia com fala alguma por hora, apenas mantia meu ouvido em pé e concordava sonoramente com “uhum” a cada fala do homem enquanto mantia meus braços cruzados e pernas penduradas abaixo do galho. Quando por fim ele terminasse de falar sobre sua família eu daria minha porção sobre o meu passado — Eu te entendo perfeitamente. Pode ser inesperado, mas minha origem é nos campos. Cresci plantando batatas, o sangue que corre em minhas veias é de um caipira. — pus pra fora meus próprios demônios, desabafando sobre minha insatisfação para com Chatte — Me tornei um soldado e só lidava com bêbados em bares naquela joça. Eu sabia que eu era melhor que aquilo. — quando me dei conta estava bem mais tagarela do que jamais fui, mas pararia por ali. Bocejaria mais uma vez, emitindo o som similar ao de um miado durante o ato. Quando ouvi “Grand Line” confesso que tive vontade de abordar o tópico, tudo que ouvi até então eram boatos fantasiosos, mas não tinha mais forças para discutir assunto algum.

Repousaria a cabeça sobre os braços, deitado na cama suspensa improvisada, deixando uma das pernas penduradas e balançando conforme assistiria Edmure rumar em direção a casa, convidando-me a fazer o mesmo. De olhos entreabertos responderia — Vainafrentequeeujátoindo — a fala na minha cabeça teria soado perfeitamente normal, mas em verdade sairia apressada e atropelada enquanto eu mesmo estava quase inconsciente, batalhando para me manter acordado. Cedo ou tarde cederia ali mesmo, dormindo no topo da árvore.


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Raiden Fuji
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 3 EmptyQua 16 Jan 2019, 22:56










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Ilusia Kingdom - Mansão dos de Rivia
Horário: 07:00





Depois de se despedir de sua irmão ao final do banquete presenteado a si e seu companheiro, Edmure desceu para buscar Henri, que ainda se empanturrava com o vinho, que fora em grande quantidade, da mesma forma que o sobrara, já que a família de Rivia estava chocada com os modos e os assuntos debatidos entre os dois piratas, suficiente para deixar qualquer riquinho em choque tá em shock. Cada um com duas garrafas de vinho consigo, seguiram para fora da mansão que um dia poderia ser herdada pelo filho mais velho da família, ao saírem da casa, o de Félin seguiu seu capitão, que tinha destino certo, que era no centro do espaço externo do casarão, onde havia um vinhedo de tamanho extremo se comparado aos outros, o que poderia surpreender a alguns, mais não a ambos, Edmure por estar acostumado com a paisagem, e de Henri não se tinha um motivo certo, talvez fosse por estar levemente embriagado, nada que afetasse seus sentidos.

Quando ambos estavam acomodados, o de Rivia sentado com as costas apoiadas no imenso tronco da uveira que ali havia, Henri estava em um galho bastante robusto, já que se não o fosse dificilmente aguentaria o peso de um humano, mas com ambos nos lugares que gostariam, começaram a conversar, embora o mais novo estivesse um bocado cansado, já que bocejava ocasionalmente. Como uma conversa entre os dois sem palavras, que somente os mesmos conseguiam entender o que se dizia, começaram a rir subitamente, riam bastante alto na noite já escura, era bem provável que a família, que enojada fora se deitar, que residia na mansão que serviria de repouso para ambos, após uma jornada dificultosa no mar.

Quando pararam de rir, um bocado ofegantes pela alta risada, começaram a conversar de fato, o primeiro a se pronunciar fora Edmure, que repetia de forma debochada a comparação feita por Henri, que voltara a rir por tal motivo, ainda em um tom debochado, perguntara se vira a surpresa dos pais do de Rivia, sendo que o de Félin respondeu que só viu ao fim do banquete, mas ajeitando-se de forma a olhar melhor para o outro, o mais novo disse ainda rindo. - Derrotados por peru e mirrrrtilo. Dá pra imaginar? – Depois disso dito, o mesmo recebeu um agradecimento de seu capitão, que odiava sua família, com poucas exceções, o homem de pedra também dizia que o nome de Rivia uma fez também fora um tigre maltêz, coma a piada de seu companheiro dizia, mas o tom de Edmure era quase de escárnio. - Mas não. Preferem uma vida de almofadinhas neste fim de mundo à glória que outrora o século perdido os reservara. – O acontecimento parecia trazer ressentimento ao mesmo, mas logo Henri tomou a fez e começou a falar de si.

O homem gato disse que tinha origem caipira, o que parecia ser inesperado para alguém tão.. único, e talvez por isso o mesmo parecia entender seu companheiro, que de fato odiava sua família com todas as forças que tinha, e querendo se livrar de algo que parecia atormentar-lhe disse. - Me tornei um soldado e só lidava com bêbados em bares naquela joça. Eu sabia que eu era melhor que aquilo. – No momento algo surgiu que quebrou completamente o clima que tinha no ar, que falavam sobre coisas que odiavam e os motivos para tal, quem dissera, de forma surpreendente fora Edmure, que perguntou a Henri se já ouvira falar sobre a Grand Line, mas o próprio logo desconversou dizendo para esquecer, o que também ajudou o mais jovem, que não tinha mais forças para discutir algo, o que era compreensível, depois do dia de corno que tiveram, então o de Félin deixou para lá o assunto que era algo bastante fantasioso que chegara a seus ouvidos.

Sabendo que era o momento para tal, Edmure levantou-se de seu lugar e disse a Henri para dormir, já que faria o mesmo, pois tinham mais o que fazer no dia seguinte, que provavelmente se despediriam da ilha, o homem gato disse para o dono da casa ir na frente, mas a forma como falar fora incompreensível para o de Rivia, que ignorou e foi em direção à casa, onde o colchão de sua cama lhe esperava, enquanto que o de Félin acabou por adormecer na própria árvore, onde estava, por sorte o mesmo deixara a outra garrafa de vinho que trouxera no solo, o que evitou de quebrá-las, da mesma forma que as de Edmure estavam.




Com o amanhecer, ambos teriam de acordar, Edmure fora acordado por sua irmã, que logo o convidou para tomar o café da manhã, já Henri não teve tanta sorte, pois acordara em uma posição estranha, que lhe daria uma leve dor nas costas por parte da manhã, e para melhorar, quem lhe acordou foi a forte luz do sol diretamente nos olhos. De qualquer forma, ambos já estavam acordados, e de certo tinham seus planos para seguir o dia que se iniciava.

Ferimentos:
 

Legenda:
 


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