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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

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Localização : 1ª Rota - Karakui

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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 26/02/2018

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptyTer 12 Fev 2019, 11:48

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Destinos. A muito tempo havia pensado sobre como a vida e como as deusas do destino brincam conosco. Tecendo fio por fio da linha da vida, cruzavam olhares, mãos e palavras entre outros tecidos, marcando uns ao outros permanentemente. Mesmo que nossos olhos não vissem ou nosso coração senti-se, os fios do destino jamais se arrebentariam até nosso último suspiro de vida. E assim, traçado como deveria de ser o meu e o de Sam, nos encontramos corpo a corpo de maneira especial. Um beijo suave entre dois inimigos, duas pessoas que jamais estariam destinadas uma a outra, mas que por ocorrência das deusas, haviam se entregue, que pelo menos por um instante um ao outro.

Nossos olhos se encontraram em um sentimento estranho, uma mistura de angústia com preocupação crescia dentro de mim. Eu não tinha outra escolha melhor… Pelo meu bem, por todos ali e por Sam eu estava certa que impedi-lo era o melhor a ser feito. Minhas mãos em seu peito logo se afastaram, deixando sobre o tecido de sua camisa um sútil carinho. Meu rosto todo estava corado e o gesto carinhoso de Sam sobre meu rosto me deixou mais sem graça ainda. Tinha certeza agora, por mesmo que fosse um pouco, ele me queria, mas seu coração parecia tão confuso quanto o meu. ‘’Como poderíamos levar algo adiante? Somos inimigos mas ao mesmo tempo como podemos nos sentir tão...Bem?

Me afastei dizendo que o beijo era para ‘’dar sorte’’, uma desculpa esfarrapada, mas que ao certo parecia ter convencido o rapaz. Enquanto eu andava, ele me perguntou se aquele seria nosso primeiro encontro… O mesmo que ele havia pedido a um tempo atrás, se eu poderia sair com ele… Bem, digamos que eu havia ‘’avançado’’ um pouco mais do que o normal por conta das atitudes que tomei, mas não me arrependia ao todo… Embora o meu primeiro e desejado beijo devesse ser com alguém que eu amasse, mas infelizmente, ninguém preenchia a vaga a não ser talvez…

- Quem sabe… - Respondi sem olhar para trás. talvez fosse melhor assim, se nunca mais nos vissemos e a última lembrança que eu teria de Sam eram seus maravilhosos olhos azuis que me fizeram mergulhar em um oceano de novas sensações através de meu corpo todo. Comecei a caminhar lentamente e quando percebi, estava correndo. Minha mão direita sobre minha boca, tapando os indícios de um choro enquanto as lágrimas em meu rosto começavam a se formar. Eu estava distraída o suficiente para perceber, mas aos poucos que meus passos avançavam, comecei a ver o corredor inundado em sangue.

Meus olhos se arregalaram e logo pude ver a figura de Fennik caída em meio aquele sangue. Minha reação de choque me fez correr diretamente até a garota, precisava checar se ela estava viva. Pegando em seu pulso, senti que seu coração ainda batia, estava fraco, mas ainda estava viva. Não demorou muito para do meio dos escombros Gear aparecer. - Ela está viva, mas o coração está fraco… Perdeu muito sangue. - Eu estava ajoelhada ao lado de Fennik e Gear logo pediu minha ajuda para levá-la a enfermaria. Só sei que, na tentativa de me levantar e ajudar a carregar a garota, minhas pernas travaram e logo ficou tudo escuro.

Caí em um profundo sono, o remédio havia finalmente feito efeito. Abri meus olhos e me encontrei em um profundo oceano iluminado pela luz do sol e recheado com corais e mais lindos peixes. Nele estava Mirana ao meu lado, ela sorria para mim e nos abraçamos e rimos juntas até um enorme vortex levar ela e Klaus que havia entrado na água também, para longe de mim. Aos poucos comecei a voltar para a superfície, sentindo as ondas geladas quebrarem em meu rosto até que meus olhos se abriram e me encontrei com o rosto molhado.

Meus olhos ainda estavam embaçados e na tentativa de tirar a água do rosto, percebi que minhas mãos não saíam do lugar, eu estava amarrada. Começaria a me sacudir tentando me soltar, mas isso fora em vão. aos poucos minha visão ficava mais clara e pude ver Gear encostada em um balcão, me encarando com o rosto fechado. Próxima ela estava Nocha, que repetiu as palavras anteriores: ‘’não confie demais nas pessoas.’’ meus olhos zonzos encararam a garota, eu estava confusa. Como assim? Elas eram agentes também? - O que…? - Perguntei enquanto minhas forças voltavam e a sonolência diminuía aos poucos. Gear foi logo diretamente fazendo perguntas a respeito de como cheguei ali, de onde eu tinha vindo e onde estava meu barco. Arqueei minha sobrancelha direita em uma expressão de dúvida e surpresa. - Como assim? Eu era da tripulação de Daario junto com Klaus e Lara. Ele me deixou com Helena… - Após as minhas palavras, perceberia que assim como eu havia acordado… Sam poderia ter feito o mesmo. - HEY, por quanto tempo eu dormi? - Perguntaria as duas de maneira firme mas receosa. - Fennik.. Ela está bem? - Se ambas as perguntas não fossem respondidas, insistiria nelas e ouviria Nocha comentar a respeito em meu beijo em Sam. Nessa hora, ligaria os pontos. Eles acham que eu era um deles… Por isso me amarraram e estavam dispostos a me torturar.

Meu rosto ruborizou ao lembrar do beijo que eu e Sam tivemos. E pensar que Nocha nos viu me fez ficar mais sem graça ainda. Infelizmente ela havia me vigiado, talvez por temer minha segurança com o rapaz, mas para a surpresa dela eu havia feito algo diferente, eu entendia a suspeita dela sobre mim até porque, não é normal inimigos se beijarem em meio ao campo de batalha.. Mas não era esse pensamento que eu tinha.  - E-Eu não beijei ele por querer, eu precisava fazer isso. - Soltando um suspiro continuaria.  - Eu usei um sonífero nele e a maneira mais efetiva de fazer isso foi através do beijo naquele momento… - Se a garota questionasse o porquê de eu não lutar ao invés de fazer aquilo, responderia com um sorriso melancólico no rosto:  - Ele é forte demais… Um soco dele me fez voar alguns metros, eu tenho certeza que ele seria forte demais para nós duas e… Se eu pudesse preservar Nocha de uma luta para enfrentar outros adversários, melhor seria. Uma estratégia simples. - Eu como não era uma lutadora tão boa, apenas poderia preservar os que lutavam e isso inclui deixar fora de combate.

- Ele estava infiltrado, disfarçado de prisioneiro e… De algum modo… Pude sentir que ele carregava algum sentimento a mais por mim… - Meus olhos brilhantes se voltariam a Gear, encararia a garota de maneira confiante.  - Se eu acordei, ele provavelmente deve estar acordando também! É perigoso demais deixá-lo solto.. Agora tenho certeza que ele vai querer me matar pelo o que eu fiz… - Abaixei minha cabeça novamente. Se ambas não mostrassem convencidas o suficiente, diria:  - Pergunte a Helena a Klaus a Lara e o Hisoka… Eu não sou covarde, mas eu sei lutar de maneiras superiores a força bruta! Uma mente precisa é mais forte que músculos torneados! Eu sou uma pacifista, eu não estou em meio a guerra para derramar sangue, estou aqui para impedir que ele escorra!- Diria confiante. Esperava que Gear entendesse a respeito da minha estratégia de eliminar um inimigo em potencial usando pouca força e sem ferir ninguém. Como uma boa pacifista, essa era a melhor estratégia que eu havia encontrado. Se nenhuma de minhas palavras surtisse efeito em ambas, aguentaria as consequências de meus bons atos em uma tortura.

-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

PRISONER
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...

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Hisoka
Revolucionário
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Hisoka

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptyQua 13 Fev 2019, 06:06



Destinos Cruzados

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#Post 17


O fragor agudo de seu chicote reverberou em meio ao caos novamente, desta vez aliado a um estampido oriundo do disparo efetuado por Blink. Tudo pareceu muito sincronizado, como se lutassem juntos há anos, mas a verdade é que Hisoka apenas dera seu máximo para derrotar o oponente. Ele sequer chegou a notar a investida de seu companheiro navegador, elevando as pálpebras ao perceber que seu golpe havia atingido o adversário em cheio, suficiente para fazê-lo ruir ao chão em trambeco. A emoção já alimentava suas veias e o grito de vitória já entalava a garganta, quando uma explosão carmínea tomou conta do convés. A súbita expressão de surpresa seria sucedida pelo estreitar das sobrancelhas e o afunilamento dos olhos em resposta à luz intensa. Por sorte, distava o suficiente para não ser imediatamente afetado pelo ataque indômito do agente. Logo que notasse o avanço das detonações, saltaria em recuo para trás, saltitando quantas vezes fossem necessárias para manter-se seguro. O som ambiente bochornoso estava quase que completamente conquistado pelo intenso escarcéu das implosões.

– Que poder... – Ponderaria com o antebraço sobre o rosto, suportando os ventos às lufadas que nutava suas vestes e cabelo, provocando um ardor em seu ferimento que seria expressado pelos dentes cerrados em dor. Aquele agente não parava de surpreender, fazendo Hisoka imaginar o abismo entre suas habilidades.

O ímpeto do fulgor minguou quando o foco do adversário passou a ser o obstinado Golias que, usando o corpo como um irrefreável escudo, rechaçou à investida inimiga. Hisoka via a cena admirado, embora preocupado com o estado dos braços de seu companheiro que sequer podia gritar em decorrência da língua mutilada. Era notável a agonia em seu semblante, mesmo que não cedesse em virtude da pertinácia valentia. Após agarrá-lo, Montanha descontou toda a cólera acumulada, praticamente desfigurando o rosto do agente com dois socos árdegos. Prestes a finalizá-lo com o terceiro, no entanto, foi subitamente atingido por um corte invisível aos olhos do professor. Confuso, tatearia o ambiente de ponta a ponta com suas íris, voluteando o pescoço junto ao tronco para obter uma maior amplitude de vista, até uma voz álgida ecoar pelo pavimento superior da embarcação, enfim possibilitando o foco do Revolucionário. Droga... Mais um...? Atinaria com os olhos semicerrados, fixando os dedos no suporte de seu chicote. Todo aquele trabalho para derrotar um único agente para outro surgir. Eram como ratos num esgoto.

O sangue nas vestes do novo inimigo chamaria a atenção de Hisoka, pois indicava que ele havia lutado contra alguém. Embora pudesse pertencer a qualquer refugiado, o fato de estarem impregnados em sua roupa e em tamanha quantidade fariam o lógico professor deduzir que ele entrara num combate com um dos Revolucionários, pois se fosse contra um mero escravo, não teria se sujado tanto, já que não ofereceria resistência. Helena pareceu inferir o mesmo, pois o solicitou que fosse resgatar eventuais feridos. Assim que ouviu, o pensamento que sucedeu viria muito rapidamente em sua mente, ao ponto de fazê-lo ter um sobressalto de olhos arregalados.

– Cris!? – Numa última inspeção, observaria os arredores apressadamente, confirmando a falta da pequena Crisbella naquele combate. – Droga... – Olharia para o chão decepcionado e aflito. Seus lábios titubeariam e as palavras de Klaus, então, retomariam em sua consciência junto a uma gota de suor que manaria pela têmpora. Ele havia prometido protegê-la. Por que não consigo cumprir minhas promessas? Ergueria a cabeça e fitaria o oponente com olhos desesperançosos, lobrigando o sangue em sua roupa ao passo que a figura de Cris ferida assolaria seus pensamentos.

Tudo aconteceria muito velozmente dali em diante. Sua perna esquerda já havia iniciado o movimento para dar meia-volta e procurar Crisbella quando o agente, um átimo antes sob a mira de seus olhos, sumiu, tal como fizera o outro na luta anterior. Quando as íris acompanharam sua movimentação já era tarde; Blink cambaleava para trás com uma lâmina atravessada em seu abdômen. Hisoka congelou, incrédulo com o massacre que sua tripulação estava sofrendo para tão poucos inimigos. Eles pareciam anos-luz afrente em termos de poder.

O corpo trôpego de seu navegador fotografado pelas suas retinas, então, foi subitamente encoberto pelo agente que havia delimitado seu novo alvo. Mais uma vez tudo ocorrera muito rapidamente. Os dedos cerravam o cabo do chicote e estavam prontos para se moverem quando Helena irrompeu em sua vista, defendendo-o da investida adversária. O abalroamento provocou uma onda de choque que quase o desestabilizou, obrigando-o a tentar escudar o corpo com o antebraço. O brado da comandante foi perfeitamente audível e ainda que sua ordem fosse clara, Hisoka permanecia imoto. Ele não queria fugir; queria lutar. Não suportava mais ser taxado como alguém que estava ali apenas para cumprir uma função erudita. Não era mais um mero professor de universidade. Era um soldado. Um guerreiro do Exército Revolucionário.

– Tsc! – A perna esquerda retornaria o movimento do giro anterior e os pulmões sorveriam o oxigênio crestado. A ferida em seu tórax abrasaria intensamente, mas ele tentaria conter a dor de maxilar entesado.

Um vulto umbroso cortaria ao lado do homem e Helena, aproveitando que a espadachim estava segurando-o naquele instante. Os olhos havana de Hisoka afixariam no agente cambaleante, expressando um instinto sicário até então nunca visto em sua feição. Ele não podia desperdiçar aquela chance por nada, principalmente depois do que acontecera com Blink. Não haveria outra oportunidade. Se ele não fosse morto ali, enquanto ainda possivelmente desnorteado pelos golpes de montanha, iria escapar. Não será em vão, Golias... Shott...

O historiador abusaria de sua aceleração para tentar cruzar a distância entre ele e o agente no menor intervalo de tempo possível. Assim, próximo do adversário, apoiaria o pé direito no chão para sua última passada, torneando o músculo inferior antes de uma explosão de adrenalina para um repentino deslocamento. No ar, lançaria seu corpo contra o oponente, mirando na região de seu crânio anteriormente afetada pelo chicote, imaginando a fragilidade da área. De braço direito flexionado, seu cotovelo estaria apontado para o escopo, completamente de prontidão na busca por alvejá-lo com toda sua força.

– Yokusei no Wani!! – Clamaria se atingisse o inimigo, de modo que o impacto tivesse a representação da mordida de um crocodilo em seu crânio.

Não hesitaria nas hipóteses de errá-lo ou não atestar a morte do adversário, rotacionando o calcanhar de forma a virar o corpo no próprio eixo. Os olhos procurariam pelo agente antes de saltar e girar o corpo acrobaticamente em pleno ar, buscando atingir a sua garganta num chute descendente e esmagá-la com a força na eventualidade dele já estar no chão. Caso não, desbobinaria o seu chicote e o derrubaria ao enrolar o flagelo em suas pernas e bruscamente puxar o braço que sustentava a arma para trás, para que pudesse finalizá-lo com o pontapé.

Se o oponente tentasse intimidá-lo com a sua habilidade explosiva, Hisoka continuaria a sua investida ainda assim, disposto a ferir o seu braço em prol do êxito de sua técnica. Por outro lado, na eventualidade de haver necessidade de defesa, por quem quer que seja o agressor, ele arremessaria o corpo ao solo num rolamento para ataques altos e saltaria numa cambalhota para ataques rasteiros, assim como desviaria com passos ágeis nas direções contrárias aos demais assaltos. Embora vise a esquiva como prioridade, não pestanejaria em efetuar bloqueios se estritamente necessário, buscando as regiões mais rijas de seu corpo para isso. Destarte, os cotovelos interceptariam investidas na altura do busto e os joelhos na altura das pernas. Se chegasse a ser agarrado por trás, cabecearia o adversário e pisaria em seu joelho para que fosse solto.

Independentemente do inimigo ser morto ou fugir, Hisoka retornaria a sua atenção para Blink. Em meio a arquejadas, o professor caminharia em direção do atirador com o ímpeto diminuto, uma vez que o efeito da adrenalina em suas veias pudesse ter se esvaído. Seu tórax voltaria a incomodá-lo fortemente, afetando a sua taxa respiratória e prejudicando determinados movimentos, essencialmente do torso. Tentaria aguentar alguns minutos a mais, pois precisava salvar a vida de seu companheiro.

– Blink!? Venha! Vou levá-lo à enfermaria! – Se agacharia com o joelho esquerdo apoiado no chão ao se aproximar. Não esperava uma resposta diretamente, apenas queria mantê-lo acordado por, pelo menos, parte do trajeto. Em seguida, sustentaria seu corpo ao passar seu braço pelo pescoço. – Vamos! – Inflaria as narinas para captar ar, bruscamente almejando erguer o tronco para, consequentemente, alçá-lo também. Manteria seu braço em sua nuca através de seu pulso, que agarraria com veemência. Com passos pesados, então, carregaria-o até a ala médica. Sua feição completamente crispada transmitiria não somente o esforço mediante a força aplicada, mas também o sofrimento em sentir a pele ferida de sua caixa torácica sendo rasgada a cada segundo transcorrido.

Caso alcançasse a enfermaria junto de seu companheiro, Hisoka tentaria colocá-lo sobre uma cama, sendo cauteloso em não prejudicar o seu ferimento. Recuperaria um mínimo do fôlego antes de explicar a situação se houvesse alguma enfermeira no recinto ou solicitar por alguma, ainda que gritar causasse-lhe um forte incômodo na lesão.

– Alguém! Por favor! Uma enfermeira! – Vociferaria apreensivo na entrada da ala médica, apoiando a mão destra no batente da porta, ao passo que o pescoço alternaria entre a esquerda e a direita do corredor no anseio de encontrar algum indivíduo. – Ele foi atingido na barriga por um objeto cortante! Rápido, por favor! – Se já houvesse alguém no local, esclareceria com um semblante preocupado e entonação apressada, expressando a necessidade de agilidade no atendimento. – Você viu a Crisbella? Sabe se ela está bem?– Indagaria com um ar esperançoso na expectativa que a pessoa soubesse o paradeiro da amiga.

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySab 16 Fev 2019, 03:30



Negociação





Sam



Depois de beijar Crisbella, Sam andou pelo navio em direção ao porão onde já sabia que a princesa estava sendo mantida, porém, pouco antes de começar a descer as escadas para a porta do porão, a visão dele deu uma leve embaçada e seu corpo fraquejou, começando a ser afetado pelos efeitos do sonífero que Cris havia lhe feito ingerir ao dar-lhe aquele beijo. Apoiando-se na parede, o agente chegou a ficar de joelhos no chão, balançando a cabeça com frequência para tentar lutar contra o sono, ainda confuso sem saber o que estava acontecendo.

- Mas o que é isso? Parece até que… Oh não, desgraçada, então aquele beijo foi… - Pensou o homem entendendo rápido o motivo pelo qual estava sofrendo com esses efeitos estranhos. - Não, eu não vou ser apagado dessa maneira ridícula… Desculpe desapontá-la, Cris, mas um homem incrível como eu não caí por coisas assim. - Foi então que ele começou a se concentrar e respirar fundo, uma aura dourada começou a emanar do seu corpo e ele se ergueu novamente dando um grito motivador. - AWESOME SUNSHINE! - E com a ajuda da sua aura dourada, Sam se jogou contra a porta do porão, acertando-a com um soco que iria arremessá-la longe.

Com a destruição da porta, o porão era aberto e aqueles que estavam lá dentro eram revelados, Sir Jovi e a princesa, apenas. Sam passou os olhos rapidamente pelo local e abria um sorriso no final, julgando que a situação não poderia ser melhor para ele, havia apenas um inimigo protegendo Marin, que ainda estava acorrentada como todas as outras vezes que foi mostrada. Ele encarou Jovi por um instante e socou seus punhos brilhantes um no outro, sentindo a adrenalina da sua técnica lhe deixar empolgado para lutar.

- Sam! - Exclamou Thalassa Marin com os olhos praticamente brilhando de felicidade ao ver o seu resgate entrando pela porta.

- Jamais poderia deixar minha princesa ser levada de mim assim… Quando eu te tirar daqui você estará me devendo o nosso encontro. - Falou o agente sorrindo e piscando para a princesa.

- ………. Você pode bater nele por mim? - Disse Marin olhando enquanto olhava para Jovi.

- OW! EU VIM PRA TE SALVAR, VOCÊ TEM QUE TORCER POR MIM! - Berrou Sam incrédulo com o tamanho do fora que havia tomado nesse momento.

- Hahaha, pelo visto você não leva muito jeito com as mulheres… Posso te dar umas dicas se você quiser. - Provocou Jovi sem demonstrar a menor preocupação com relação ao inimigo que iria enfrentar.

- Grrr, cala a bo… Ei, você é aquele músico desgraçado que beijou a princesa! Então é por isso que isso tá acontecendo? SEU MALDITO PERVERTIDO! - Aparentemente ele havia reconhecido Sir Jovi, lembrando daquele show que ele deu em Ilusia e Marin se ofereceu para beijá-lo… Foi assim que todo esse plano do músico revolucionário começou.

- Sequestrar mulheres para conseguir prazer? Não, eu não preciso disso para ter sucesso com elas, já você eu tenho minhas dúvidas… - Disse o astro de maneira provocativa outra vez. Era nítido que estava dando certo, pois nesse momento só era possível ver a raiva estampada no rosto de Sam.

- VOCÊ É UM HOMEM MORTO! - Gritou o agente enfurecido antes de avançar com velocidade para cima de Jovi e dar início a batalha de boxeadores.




Hisoka



A chegada do novo agente ao campo de batalha começou de maneira intensa com toda a sua demonstração de poder para cima do grupo revolucionário. Dono de uma incrível velocidade Kou conseguiu lidar com Shott, Golias e Helena com uma certa facilidade, inclusive deixou o navegador fora de combate depois de perfurá-lo com sua lâmina arremessada. Helena já havia dado a ordem para Hisoka sair dali e ajudar a parte interna do navio, eles não sabiam quantos inimigos haviam invadido a embarcação e muito menos quantos tripulantes poderiam estar feridos precisando de ajuda.

Mesmo depois de ouvir as palavras da comandante, o professor não se moveu imediatamente, ele estava um pouco abalado por conta da tensão do momento, seu orgulho gritava para ele lutar contra os causadores desse caos, enquanto as palavras de sua superior soavam como um pedido para ele fugir, pois não seria capaz de lidar com isso… Ainda era fraco demais. O arqueólogo até poderia tentar se intrometer na batalha para ajudar a comandante, porém seus olhos mal eram capazes de acompanhar a movimentação rápida de Kou e Helena, talvez o historiador fosse mais atrapalhar do que contribuir se tentasse participar da luta, então ele realmente ainda era fraco demais para estar ali?

Hisoka decidiu ali que não iria fugir, não iria desrespeitar o pedido de sua capitã, mas também não iria sair dali sem antes parar o adversário em fuga. Tom, o atirador de fogos-de-artifício, estava aproveitando a cobertura do seu aliado para escapar do campo de batalha e se recuperar dos ferimentos sofridos na sua batalha contra quatro revolucionários. O ferimento no peito do arqueólogo ardia a cada respiração que fazia, mas ao mesmo tempo isso também servia para manter sempre na sua mente a pessoa que havia lhe causado ele, e o desgraçado estava fugindo nesse exato momento.

Fazendo uso do seu talento em iniciar um deslocamento, o professor partiu com velocidade para cima de Tom, tentando diminuir suas distâncias para então atacá-lo com uma poderosa cotovelada na região craniana. Apesar de ter sido bem rápido, os passos de Hisoka ao correr pelo chão de madeira do navio não eram silenciosos, seu adversário estava atento a possíveis aproximações e por conta disso percebeu a tempo de conseguir reagir com uma esquiva ativando sua habilidade nos pés e se impulsionando para o alto, inclusive desviou em seguida do flagelo do professor, mostrando sua capacidade e agilidade em se movimentar pelo ar, ainda que boa parte dessa movimentação estivesse um pouco torta, talvez por conta dos ferimentos que estavam deixando-o levemente tonto.

- Posso estar ferido, revo, mas ainda sou melhor que você! - Disse quando ainda estava no alto, então apontou uma das mãos para Hisoka e da palma dela começou a ser disparado uma grande quantidade de rajadas explosivas, quase como se fosse uma metralhadora.

O revolucionário não teria problemas para desviar disso com suas esquivas, porém não fazia parte do plano de Tom acertá-lo com isso, era apenas uma distração para no instante que colocasse os pés no chão pudesse usar o Soru e avançar com extrema velocidade na direção do professor e acertá-lo na boca do estômago com um soco explosivo. O golpe não teria a força necessária para jogá-lo muito longe, mas seria suficiente para deixá-lo atordoado com a dor do impacto, o problema no entanto é que Hisoka teria sido jogado propositalmente para uma região próxima da borda do Paradise Star, deixando-o meio que cercado e com poucas rotas de fuga.

Com seu inimigo ainda se recuperando do ataque anterior, Tom tinha o tempo necessário para preparar sua próxima técnica, abrindo os braços para os lados e depois unindo as mãos abertas a sua frente para começar a acumular a energia vermelha que seria disparada no seu ataque.

Spoiler:
 

- Sinta toda a fúria da minha tempestade… DRAGON EXPLOSION! - Gritou ele soltando o poder de suas mãos para avançar na direção de Hisoka assumindo a forma de um dragão de energia vermelha e explosiva.

Spoiler:
 

O dragão de Tom era grande e incrivelmente poderoso, ser atingido por isso significaria receber uma grande quantidade de queimaduras, no caso de Hisoka que está com poucos ferimentos ser engolido por esse ataque talvez não resultaria na sua morte, mas alguém mais debilitado como Blink certamente teria problemas para sobreviver. O avanço do dragão furioso saía explodindo tudo que estava pelo caminho, o que inclui o chão do convés, deixando em seu rastro uma enorme abertura para o andar debaixo. Com poucas opções para onde fugir, o professor precisaria pensar bem numa maneira de lidar com a técnica suprema do seu inimigo, principalmente porque ele não sabe se correr para longe irá funcionar… Afinal, quem lhe garante que esse dragão não irá persegui-lo?




Blink



Independente do que fosse acontecer com o arqueólogo, sendo atingido ou não pelo dragão, Tom não estaria livre para relaxar, pois logo depois da execução da sua última técnica, Blink recarregou seu rifle e mirou na cabeça do agente pronto para executá-lo com um disparo… O problema está justamente no fato de que antes de atirar, o navegador precisou recarregar a sua arma, alertando o perigo aos ouvidos apurados de Tom que se virou rapidamente na direção de Shott e fez o uso do Soru para dar um soco explosivo no rifle do revolucionário e assim fazê-lo cair no mar, afundando na água.

Depois de desarmar adversário, o agente agarrou Blink pelo pescoço e disparou propositalmente em cima do ferimento aberto dele (que por sinal ele já havia removido a lâmina dali), porém não foi um disparo explosivo qualquer, a rajada de calor durou pelo menos três segundos antes de causar uma explosão que iria arremessar o navegador no chão. Shott havia sentido tanta dor com esse ataque que gritou em agonia, não conseguindo revidar nem mesmo com socos e chutes por conta do delírio provocado pelo seu sofrimento, mesmo assim Blink continuou consciente, inclusive depois da explosão que o levou ao chão.

- Desgraçado, se recusa a morrer só para me dar mais trabalho. - Reclamou Tom enquanto dava alguns passos bambos na direção do inimigo no chão. Sua mão esquerda foi de encontro a um dos ferimentos em sua cabeça ensanguentada, era visível que ele não estava tão bem assim, seus olhos estavam involuntariamente dando piscadas pesadas em intervalos curtos de tempo, provavelmente por conta da latejação provocada pela dor. - Tsc, parece até que a minha cabeça vai explodir.

- Hey, espere… Antes de me matar não gostaria de ouvir o significado por trás do meu codinome Blink? - Perguntou o revolucionário com a voz rouca devido ao seu grito anterior e também por conta do seu atual estado de fraqueza, tanto é que ainda parecia se contorcer no chão deitado em seu braço direito.

- Eu quero que se foda você e seu nome, apenas morra. - Respondeu o agente à pergunta estúpida de Shott que obviamente não teria uma resposta diferente dessa. Tom então apontou sua mão direita na direção do rosto de Blink, estava pronto para disparar, mas sua dor de cabeça latejante lhe faria hesitar por um breve segundo onde ele involuntariamente fecharia os olhos. O disparo aconteceu.

Sangue e outras coisas mais nojentas caíram sobre o chão (a parte que ainda resta) do convés por conta do buraco que foi aberto em sua cabeça, mas não a de Blink, a de Tom. O navegador ainda estava deitado no chão, mas com seu braço direito erguido para frente com uma pistola sendo segurada pela sua mão. A fumaça ainda estava saindo do cano da arma por conta do disparo quando o corpo do agente tombou para trás, caindo na direção oposta da de onde estava o corpo ensanguentado e queimado do revolucionário. Em um piscar de olhos, Blink havia sacado a sua arma e realizado o disparo que venceu a batalha.

- Otário, talvez você teria ficado mais esperto se soubesse o porquê... - Falou Shott para o corpo morto de seu inimigo antes do seu braço despencar e sua consciência se perder.

É, pelo visto Tom estava certo quando disse que sua cabeça iria explodir…




Cris



Acordar dentro da oficina de Gear era no mínimo estranho, principalmente porque Cris se viu acorrentada a uma cadeira, incapaz de mover os pés ou as mãos por conta disso. A última coisa que ela se lembra é de ter perdido a consciência enquanto tentava ajudar Fennik e agora estava ali sem saber o porquê. Não demorou até que as meninas começassem a interrogá-la, o que rapidamente fez a ruiva entender o que estava acontecendo, um grande mal entendido por conta do seu beijo em Sam. Nocha havia visto a cena e interpretado da maneira errada, principalmente porque as últimas falas da garota para o agente pareciam de alguma forma mostrar uma intimidade entre eles.

- Ela pode estar mentindo, se fazendo passar por um personagem… Conheço um bom ator quando vejo um. - Comentou Nocha depois que Cris explicou todos os motivos de ter feito o que fez. - Cheguei a ouvir ela desejando boa sorte para ele… Boa sorte para que? Para matar mais inocentes!?

- Silêncio! Preciso pensar. - Cortou Gear para que Nocha parasse um momento de falar e continuasse a acusar Cris. A engenheira olhou bem para a ruiva e mostrou uma expressão pensativa, dando as costas para ela e indo na direção de um painel onde haviam algumas luvas depositadas.

Ela deixou o alicate que estava segurando em cima de uma mesa, prendeu o cabelo e ficou observando a sua variedade de armas, todas luvas especiais melhoradas com ajuda tecnológica, tendo um aspecto robótico e tamanhos variados. Cris poderia se perguntar o que ela pretendia fazer com aquelas coisas, será que iria realmente torturá-la com alguma delas? Gear parecia bastante pensativa para escolher qual iria pegar, chegou a passar a mão por cima de um par de luvas vermelhas, ignorou as azuis, mas no fim acabou optando pelo maior e mais chamativo par de manoplas que havia ali. Apesar do tamanho, a garota não demonstrou dificuldade em manejar as armas, tirando-as do painel e colocando-as no chão onde enfiou os braços dentro delas ao mesmo tempo. Foi possível ouvir alguns sons mecânicos de que as luvas estavam se ajustando ao seu braço para ficarem firmes nos seus membros.

Spoiler:
 

- Eu realmente não tenho tempo para perder com você, parte de mim até acredita no que você está dizendo, você desmaiou sem ter nenhum ferimento grave e não parece estar sofrendo algum tipo de anemia, porém não tenho como garantir que tudo isso não passa de uma grande cena muito bem ensaiada. - Falou Gear enquanto olhava para os seus punhos gigantes, fazendo alguns ajustes manuais de pressão e tudo mais. Aquelas coisas eram tão grandes que possuíam até alguns manômetros, mas talvez Cris estivesse mais familiarizada em vê-los como algo parecido com um relógio. - Por isso você continuará presa aqui até que isso acabe… Então é bom me desejar sorte para conseguir voltar para cá, mas você não precisa me beijar para fazer isso, né? - Apesar de ter parecido uma piada ou um comentário engraçado, não havia muito desse humor no tom de voz de Gear, aparentemente ela comprou a fala de Nocha sobre a ruiva ter desejado sorte ao inimigo e isso não lhe agradou muito. A engenheira começou a caminhar em direção a porta de saída, ignorando quaisquer comentários de Cris, não importa o quão apelativo pudesse ser, o que inclui chorar ou espernear implorando para não deixá-la ali. - Você é uma pacifista, certo? Então seu lugar não é nessa confusão, você estando do nosso lado ou não, deixá-la presa aqui é o mais seguro para você… Tenho certeza que Helena concordaria comigo. Não sei se já te disseram isso, garota, mas se quer continuar nesse navio precisará aprender a derramar sangue… Ou então morrerá quando for o seu a ser derramado. - Dada as suas palavras finais, Gear olhou para Nocha antes de abrir a porta para sair dali. - Você fica aqui, mantenha-a viva, dê água, comida e tudo mais que ela quiser, tem uma geladeira e um banheiro nos fundos.

- Ok, pode deixar, vou cuidar bem da beijoqueira aqui. - Respondeu Nocha fazendo um joinha com a mão e depois cruzando os braços para encarar Cris com seriedade.

- E outra coisa, você tem razão, uma mente brilhante se bem usada é capaz sim de vencer a força bruta dos músculos… Mas não desse jeito inocente que você está pensando. - Disse ela mostrando suas luvas gigantes, o que provavelmente já mostraria para Cris o que ela estava querendo dizer. - Pergunte ao Professor o que aconteceu com o povo dele e então entenderá que ter só sabedoria não lhe torna capaz de vencer essa guerra.




Gear



Assim que saiu do seu quarto, Gear se apressou e começou a correr pelos corredores, seu objetivo era procurar o inimigo que havia derrotado ela e Fennik minutos atrás, inclusive deixando sua amiga em um estado crítico na enfermaria do navio por conta do seu ferimento. Mesmo com um par de manoplas tão grandes, a engenheira não parecia perder velocidade ou demonstrar dificuldade em carregá-las, talvez fosse por conta do material usado na sua construção ou quem sabe Gear tenha realmente a força necessária para carregar esse peso sem problema algum, de qualquer forma tanto faz.

Apesar de estar procurando por uma pessoa em específico, a revolucionária não iria ignorar aqueles que estivessem precisando de ajuda em seu caminho ou a aparição de algum outro tipo de inimigo, e foi exatamente isso que aconteceu. Perto do banheiro desse andar do navio, um homem vestindo uma armadura negra com um enorme par de chifres estava segurando um pequeno garoto de cabelos brancos levemente azulados contra a parede, este garoto nós já conhecemos como Stille, um dos refugiados.

- Hey, garoto, eu só quero saber para que direção fica o porão, será que dá para você me ajudar a te ajudar? - Dizia o homem para o garoto que estava claramente apavorado com a presença do homem de armadura.

Spoiler:
 

Stille parecia estar se recusando a ajudar o inimigo a achar o porão, pois ele obviamente já sabia como chegar ao local. Gear ao ver a cena não pensou duas vezes, ativando um mecanismo de pressão no seu punho direito e correndo com velocidade na direção do agressor para lhe atacar com um poderoso soco direto na cabeça. A pancada do seu punho gigante liberou uma rajada de ar que se misturou com a força do impacto e automaticamente fez o homem ser arremessado para longe do garoto, que ainda assustado caiu de bunda no chão e permaneceu tremendo sem saber o que fazer.

- Saia daqui, garoto, corra e encontre um lugar para se esconder… VAI! - Disse Gear aumentando o tom de voz no final da frase para que Stille tomasse um choque com o susto e reagisse obedecendo o que ela pediu para ele fazer. Funcionou, pois ele se levantou e saiu correndo para longe dos dois.

- O-obrigado! - Agradeceu a ela de maneira um pouco gaga antes de sair correndo.

- Que mão grande você tem aí… Foi você que fez? - Perguntou o inimigo levantando do chão sem demonstrar ter sido afetado pela força do golpe dela.

- Sim, eu que fiz… E essa armadura, foi você que fez? - Respondeu Gear também fazendo uma pergunta fingindo estar interessada.

- Foi, mas ainda não fiz muitos testes para saber se está, funcionando bem, quer me ajudar nisso? - Perguntou ele novamente, com seu tom de voz e uma expressão que pareciam indicar que ele estava muito cansado, mesmo que seu corpo não indicasse muito isso. - Desde que cheguei aqui estou perdido e morrendo de tédio.

- Uma briga para ver quem é o melhor criador… Me parece interessante. - Respondeu ela aceitando a proposta de testar a armadura dele em uma batalha… Mesmo que isso fosse acontecer de qualquer jeito. Ela então sorriu e socou os próprios punhos fazendo uma rajada de ar ser liberada por conta da dispersão da pressão.

- Ahhhhh, quanto a isso eu não tenho a menor dúvida de que o melhor sou eu… - Ao fim da sua frase, a armadura dele começou a liberar raios de cor esverdeada e estes foram da ponta do seu chifre até a palma da sua mão, onde ele socou o ar e liberou contra Gear essa descarga elétrica.

A engenheira desviou do ataque pulando para o lado e depois se impulsionou na direção do adversário para partir para cima dele em uma luta corpo-a-corpo onde vencerá aquele que souber fazer melhor uso de sua criação.




Cris



Depois de dar aquele conselho para Cris, Gear se retirou da oficina, deixando a ruiva e a refugiada sozinhas no local. A presença de Nocha poderia ser um pouco intimidadora para Crisbella, principalmente porque ela não parecia estar muito amigável com essa situação, algo realmente a fazia acreditar que Cris poderia ser uma inimiga, mesmo que algumas horas atrás as duas estavam se dando super bem e inclusive ela já havia lhe salvado duas vezes. Diante desses pensamentos sobre quem era um intruso ou não, a ruiva poderia se lembrar das suspeitas que tinham sobre Nocha e o fato dela ter ido para o quarto quatro sem ser enviada por Fennik, agora talvez fosse uma boa hora para questioná-la sobre isso.

- Hum? Eu perguntei pro cozinheiro onde eu poderia dormir e ele me respondeu de maneira grosseira: “sei lá, vai pro quarto quatro, tanto faz”. Mas boa tentativa de tentar me colocar como a inimiga, não vai funcionar enquanto você está presa e só estamos nós duas aqui! - Explicaria ela caso perguntado, assim tirando as dúvidas de Cris sobre o assunto.

Isso faria sentido já que ela conhece um pouco da personalidade de Pepper, havia chances de ser verdade, mas sem a informação da lista de Fennik ela nunca conseguiria confirmar que Nocha era de fato uma das refugiadas resgatadas. De qualquer forma, Nocha obedeceria as ordens de Gear e daria para Cris água ou comida se ela pedisse, sendo que nesse caso comida significava algumas frutas, pois era tudo que tinha na geladeira da mecânica. Ainda assim ela não iria libertar a ruiva das correntes de forma alguma, mesmo que ela dissesse que precisa muito ir ao banheiro.

- Não sei nem onde estão as chaves desses cadeados, não vou correr o risco de tirar você daí e você querer bancar a espertinha. Vai ficar presa aí até que a engenheira volt… - Algo havia atingido a cabeça da mulher levando-a a cair no chão, inconsciente. Com a queda de Nocha, Cris poderia visualizar a pessoa que havia a atacado com uma barra de ferro… Era Lara!

- Isso é por hoje mais cedo… - Respondeu ela soltando a barra no chão e indo até onde Cris estava presa para ver o que poderia fazer para tentar libertá-la. Notando os cadeados, não havia outra opção a não ser quebrar as correntes, por isso ela olhou rapidamente pela oficina e então correu em direção ao painel de manoplas personalizadas para pegar o alicate que a engenheira havia deixado ali, retornando até a cadeira da ruiva e usar a ferramenta para arrebentar as correntes de ferro. Durante o processo de libertação, Lara olharia diretamente nos seus olhos verdes e diria: - Cris, ouça com atenção o que eu tenho para te dizer… Ou você entra nessa batalha usando seus punhos, ou todos a bordo desse navio irão morrer!


OFF HISOKA:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySeg 18 Fev 2019, 00:36



Destinos Cruzados

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#Post 18


Seu corpo moveu-se quase que inconscientemente, ignorando a dor que vertia de seu tórax e assolava o seu alento. O sangue ressecado desprendeu do lanho ao ser rechaçado pelo zéfiro à lufadas no avanço impetuoso. O vulto umbroso, então, singrou o campo de batalha junto aos dois frisos carmesins dos olhos algozes que miravam sua vítima com intenso vigor. O homem que tão pouco tivera a paciência exaurida, finalmente estava entregue à ambição do instinto vingativo.

A investida irrefreável, no entanto, foi obstada pelos reflexos e habilidades desumanas do oponente, que, mesmo em estado deplorável, desviou da técnica do professor e de seu ataque postemo com o chicote em pleno ar. De lá, o agente não limitou seu combate à defesa, promovendo uma saraivada de fogos de artifício similar a de antes, porém sem os vetores incoercíveis. Célere e atento, o arqueólogo conseguiu evasivar, entretanto, não esperava que se tratassem apenas de uma distração.

– Drog- – Mal teve tempo de interjecionar. As pálpebras sobressaltariam ao perceber a súbita aproximação do oponente com sua técnica de velocidade e, antes que pudesse ter quaisquer reações defensivas, sentiu um forte choque em seu estômago.

Sua visão enegreceria ao passo que as papilas gustativas seriam subjugadas pelo saibo de sangue e bile. Então, tão velozmente quanto fora atingido no abdômen, experienciou o súbito baque em suas costas. Seu corpo titubearia por completo e os olhos, que fitavam o assoalho do convés, gradualmente reaviriam a plena função. A audição sufocada o faria se desvincular do combate por um breve momento. Talvez tivesse desmaiado por alguns segundos. De qualquer forma, quando os cristalinos refocassem o agente alguns metros a sua frente, as pupilas coarctariam em detrimento do fulgor ofuscante. Não pode ser... Podia jurar que estava sonhando, mas um imenso dragão explosivo verdadeiramente abscindia o convés do Paradise Star, carregando, por todo seu trajeto, um rastro de destruição.

O semblante, outrora sulcado em decorrência da dor, agora repousava inerte, insinuando o estado espavorido em meio ao caos. Há pouco tempo, havia refletido sobre o abismo de poder existente entre ele e seus oponentes. Agora, começava a ponderar se esse abismo detinha um fundo realmente visível e alcançável. Sua mente clamava por uma ação, mas o corpo debilitado não parecia corresponder. Independentemente dos comandos enviados pelo cérebro, apenas algumas poucas falanges dos dedos respondiam, tiritando debalde. O fragor das explosões fomentava cada vez mais junto ao crepitar da madeira ruindo pela devastação.

– Argh... – Os dentes cerrados, eivados pelo líquido rúbeo e golfo, estampavam a feição valetudinária, denotando o perfeito contraste entre a inconsciência entorpecida e a consciência relutante.

Num breve instante, as íris desfocariam do animal explosivo e seriam guiadas ao corpo quase padecido de Blink que, não importando o quanto estivesse ferido, continuava de pé, lutando com destemor. A imagem de Golias, então, ascenderia em sua memória, resistindo bravamente com os braços incendiados na batalha contra o agente. Não. Ele não podia se dar por vencido. Não depois do sangue de seus companheiros tingirem o convés da embarcação. Podia não ter derrotado o oponente com seu primeiro golpe, mas a luta ainda não havia chegado ao fim. Nada disso poderia ser em vão.

Um arrepio percorreria sua espinha como num elã repleto de energia e motivação. Os músculos faciais entesariam e as sobrancelhas aglutinariam sobre os olhos resolutos. As veias e miócitos de seus braços sobressaltariam sob a pele sórdida numa mistura de suor e pulverulência. A mente lógica, agora um pouco mais calma, ruminaria nas diferentes possibilidades de garantir sua seguridade no cenário intricado. Por cima do ombro, vislumbraria o que parecia ser um pântano alagadiço abaixo da embarcação, porém tão escuro que aparentava ter perigos recônditos. Se jogar ali não poderia ser a melhor das opções. Por outro lado, talvez não fosse capaz de se esquivar como fizera antes devido o atual estado físico em cacos. Além do mais, o dragão afigura poder desviar seu curso, mostrando a necessidade de um deslocamento brusco e com uma rápida mudança de direção por parte de Hisoka para sair ileso.

Neste momento de pressão, os dedos cerrariam o corpo de seu chicote ao passo que a vista vasculharia o convés do navio na busca por um suporte. Podia ser qualquer um, como um mastro, uma porta ou um esteio de corda. Apenas deveria ser um utensílio fixo e resistente o suficiente para aguentar seu peso. Por isso, faria questão de escolher aquele em melhor estado se dispusesse de mais de uma alternativa. Assim, balançaria o antebraço ao lado do corpo e o esticaria na direção do alvo, buscando fazer com que o flagelo bobinasse ao seu redor. Logo depois, o agarraria veementemente com ambas as mãos e, num impulso com as solas dos pés contra a lateral da embarcação, puxaria seu próprio corpo de forma a lançá-lo na direção da escora. Se o dragão o perseguisse, ele teria de fazer uma curva muito brusca e longa, o que provavelmente o faria perder energia, contingentemente facilitando uma esquiva comum para Hisoka com o auxílio de sua aceleração. Todavia, na estranha eventualidade dele continuar com força total, usufruiria da mesma estratégia com seu chicote, procurando outro alvo para içar.

– Por pouco... – Diria em arquejos se estivesse a salvo. Aquele combate estava exigindo além do limite de seu corpo e de sua mente.

Enquanto Hisoka estava ocupado em evitar que o gigantesco dragão explosivo o atingisse, Blink continuava a confrontar o adversário, mesmo que estivesse numa situação lamentável com o ferimento no tronco. Quando o arqueólogo tivesse a chance de voltar a notar o agente, perceberia o companheiro navegador caído no chão e o inimigo de pé, aparentemente prestes a abatê-lo com um golpe luminoso de sua mão. Por outro lado, o Revolucionário estava desarmado, o que preocupava o historiador.

– Não! – Seu grito aflito seria abafado por um estampido. Inconscientemente, Hisoka fecharia os olhos, como se buscasse evitar a observação da morte do companheiro. Um baque surdo, no entanto, o faria abri-los. Blink continuava caído, mas com uma arma apontada para o local que antes o agente estava. – E-Ele conseguiu... – Sussurraria ao vislumbrar o cadáver do adversário, cujo sangue manava em excesso do que restou de sua cabeça.

Poderia ser a configuração do início dos momentos de glória da tripulação, senão pelo agudo clamor de sua comandante que irrompeu o convés. Com todo o desespero repassado em sua voz, Hisoka não tardaria a volutear o pescoço e vislumbrar a execrável cena. O mastodôntico corpo de Golias, enfim, havia desabado no assoalho, desta vez permanentemente. Seria a primeira vez que o historiador veria o psicológico de Helena ruir. Podia sentir o remorso em suas palavras e captar a dor em seu rosto em resposta à bárbara índole do adversário. Seu semblante, sempre tão álgido, agora externava todo seu ódio e sofrimento.

– Montanha... – Seu lábio inferior sobressairia na feição tristonha junto ao entesamento dos sulco nasolabiais. Então, pronunciaria dolorosamente e em entonação alquebrada o nome do amigo falecido.

Embora Golias fosse o Revolucionário que Hisoka menos mantivesse contato, ainda era um companheiro. Não podia deixar de sentir o tórax apertado e a garganta exígua segurando o grito e pranto. No entanto, tão quanto a tristeza o assolava, a desforra começava a instaurar seu domínio, correndo pouco a pouco o puro coração do professor. Não havia dúvidas que aquela batalha seria um marco para toda sua vida, modulando o novo tipo de indivíduo que seria o historiador dali em diante.

– Venha, Blink... – Pigarrearia e diria apressadamente ao se aproximar do companheiro, apoiando o joelho esquerdo no chão e curvando o tronco para buscar colocá-lo em seu ombro.

No fundo, a voz de Helena extravasava cada vez mais sua cólera para com o assassino. De algum modo, Hisoka conseguiria sentir uma crescente aura intimidadora oriunda de sua comandante. Mesmo que não fossem inimigos, ele experienciaria uma pressão contra seu corpo nunca sentida antes. Então, supostamente saindo com o navegador sustentado em sua escápula, ouviria uma explosão de enorme magnitude, junto a escombros de madeira rechaçados em todas as direções. Se necessário, cobriria o corpo do companheiro usando as próprias costas como escudo. Por cima do ombro, então, lobrigaria um rastro de destruição com Izzy em seu prelúdio. O adversário, por sua vez, nem ao menos estava mais no convés.

– Não poderei fazer nada nisto... – Balançaria a cabeça negativamente em frustração com o rumo para o qual a batalha estava sendo direcionada. Com sua força atual, não somente atrapalharia Helena, como também colocaria a própria vida em risco. Sabendo disso, limitaria-se em aligeirar os passos para alcançar a enfermaria o quanto antes.

Na hipótese de conseguir chegar na enfermaria a salvo, Hisoka diminuiria os passos a medida que se apropinquasse de uma cama vazia. Miraria na que estivesse mais próxima para amenizar seus esforços e, nela, tentaria colocar o navegador com cautela de modo a não agravar o seu ferimento. Buscaria, também, não acentuar as suas próprias lesões, mesmo que precisasse de um pouco mais de zelo. Em seguida, volutearia o pescoço em busca de alguma enfermeira, convocando-a se encontrasse:

– Por favor... Ele precisa de ajuda. Foi ferido no abdômen. – Ainda que não falasse alto e nem atropelasse as palavras, havia certa apreensão em sua voz, insinuando a seriedade da situação em que estava Blink. – Vou procurar por alguém, espere aqui. – Se estivessem a sós, direcionaria o olhar para o amigo com certa serenidade, buscando deixá-lo mais relaxado. Almejaria passar confiança em sua voz, para que ele não se sentisse num completo desfortúnio quando ficasse sozinho.

Fora da enfermaria, Hisoka começaria a caminhar pelos corredores da embarcação em busca de algum conhecido, principalmente da ala médica. Como ele não dispõe de nenhum conhecimento médico, é obrigado a precisar do auxílio de peritos na área e, levando em conta o ferimento de Blink, deveria ser alguém bastante habilidoso. Os olhos estariam atentos, não apenas porque realçaria a visão para encontrar uma pessoa que pudesse o ajudar, mas também porque reconhecia os perigos de andarilhar pela embarcação na atual circunstância de invasão. Não sabia quantos inimigos tinham, então poderia ser alvo de algum ataque a qualquer momento. Por isso, de mente focada, agiria rapidamente se necessário, sempre buscando uma esquiva e abrir distância do eventual adversário, saltando ou rolando na direção contrária à investida. Por outro lado, se fosse agarrado, pela frente ou por trás, não pestanejaria antes de almejar atingir o escopo com uma dupla cotovelada no tronco ou um golpe com o crânio para que fosse solto.

– Ei, tem um ferido na enfermaria, ajude-o! – Alertaria com olhos suplicantes se encontrasse uma pessoa confiável.

Aquele guerra, entretanto, ainda estava longe de acabar. Pensando nisso, Hisoka não retornaria à enfermaria mesmo se achasse um profissional, já que ainda há companheiros que precisam de sua ajuda e, claro, Crisbella. Ele pensou erroneamente que havia deixado-a segura com Helena, mas ela não estava no convés quando ele estivera lá. Havia um pouco de alívio ao pensar nisso, pois dois dos Revolucionários foram gravemente feridos pelos agentes naquele local, mas o seu paradeiro desconhecido ainda era motivo para preocupação.

Como não sabe exatamente onde Cris está, o arqueólogo ponderaria logicamente em começar a busca pelo porão do navio, já que ela tinha conhecimento da princesa e, num momento como este, poderia pensar em protegê-la. Ao menos se eu não achá-la, impedirei que os agentes peguem Thalassa. Não farei uma viagem em vão. Inferiria determinado junto aos passos acelerados em direção do interior do Paradise Star.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySeg 18 Fev 2019, 13:29

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



- Boa sorte para mim e para o remédio funcionar! - Disse de maneira raivosa enquanto estava presa a aquelas correntes. Nocha não era o tipo mais inteligente, porém eu entendia sua desconfiança quanto a minha pessoa, o problema era que sua voz debochada realmente me tirava do sério. Comecei a observar Gear, sua manopla era realmente muito interessante, olhando ao meu redor, pude ver que eu estava em sua oficina. pedaços metálicos espalhados, ferramentas que eu nunca vi na minha vida estavam dispostos de maneira um tanto… Desorganizada, aparentemente a última explosão que aconteceu no navio havia derrubado vários objetos da engenheira sobre o chão. O silêncio tomou conta da sala enquanto Gear pensava no que faria comigo. Eu comecei a ficar impaciente e quando abri a boca para falar algo, Gear continuou sua explicação a respeito do que iria fazer. De maneira debochada, olhei para ela e dei de ombros. - Infelizmente garotas não são o meu forte. - Comentei ironicamente.

Em seguida Nocha ficou encarregada de cuidar de mim. O que era uma palhaçada, eu não precisava de ajuda nenhuma, mas como eu estava amarrada, beber água e comer algo não era possível estando presa. A voz debochada de Nocha me deixou mais irritada do que eu já estava. Toda aquela situação estava me tirando do sério até que Gear comentou a respeito da história do Professor, imediatamente Hisoka veio em minha mente. Mas o que ela queria com isso afinal? Eu não conseguia ligar os pontos direito, até porque eu mal sabia da história do meu companheiro revolucionário.

Gear saiu da sala em seguida, me deixando a sós com Nocha. Eu não estava com fome, nem sede, apenas um tantico sonolenta. Não tinha o que ser feito, o jeito era esperar a boa vontade de algum aliado conhecido me tirar dali, seja Jovi, Helena ou mesmo o Professor. Meu tempo ali dentro me fazia abaixar a cabeça. Meditar sempre foi algo que Mirana incentivava, especialmente para ocasiões como aquela. Eu estava com raiva, zangada pelas minhas falhas e pelos ideais deturpados dos revolucionários… Mas afinal, por que isso acontecia?
Fechando meu olhos, de cabeça baixa, comecei a refletir em como uma coisa tão simples havia gerado tanto desencontro. Matar uma pessoa parecia algo simples e fácil para muitos dentro daquela embarcação. A maioria não se importava com o sangue em suas mãos, não se importavam com a vida de ninguém. Embora eu não quisesse ter esse sangue em minhas mãos… Ele estava em minhas roupas, em minha cabeça, escorrendo pelo meu rosto. A face de Daario veio a minha mente, seus olhos sem vida… Eu poderia ter evitado aquilo? Eu podia fazer algo…? Talvez, mas eu sentia que mesmo se eu tentasse evitar uma tragédia, as teias do destino não se mudariam… Mas quem sabe eu não pudesse alonga-lás só um pouco mais?

Minha falta de fé era compreensível, mas a mesma fé que me guiava em meus ideais, me engolia, me consumia e junto a ela, pessoas inocentes ao meu redor. Não era justo que para que eu vivesse bem, outros teriam de abdicar suas vidas… Nada nesse mundo era justo e isso me entristecia. Se o mundo era desorganizado, torto, não era eu que poderia mudá-lo? Não… Um tijolo reto em uma parede torta só tendia a sofrer mais pressão até se quebrar e levar consigo a estrutura abaixo. Eu precisava fazer algo mais efetivo e isso implicava em lutar… Suspirei baixinho ao pensar em que teria de fazer. Eu era contra a violência, não sentia prazer ou gosto por machucar os outros e vê-los. Precisava construir uma parede nova, reta e igualada… Mas infelizmente, sua base seria feita sobre os destroços da antiga, de sua poeira, seria levantada. O que os revolucionários queriam era o fim do Governo para a Instauração de seu Próprio Governo… Meu maior medo era o quanto da poeira velha iria se agarrar aos novos tijolos erguidos...O quão corrompidos seríamos no final de nossas jornadas…

Senti raiva, frustração… Eu teria que ir contra tudo o que eu queria para mim mesma por algo maior. Pela primeira vez, percebi o quanto eu era ingênua e infantil por querer mudar o mundo sozinha… Talvez eu pudesse ajudá-lo a ser melhor apenas, do meu jeito, mas mesmo que eu precisasse lutar… Faria a minha maneira. Eu não iria ter poeira na fundação de minha base, pelo contrário, usaria dela para plantar novas flores de esperança e de mudança, mesmo que ela tivesse espinhos...

Ergui a cabeça, fazendo meus olhos percorre a sala até que encontrassem algo interessante, focaria naquilo até que derrepente o corpo de Nocha tombou no chão. Meus olhos espantados se direcionaram a Lara, a garota havia acertado Nocha em cheio com uma barra de ferro. - VOCÊ TA DOIDA? Pode ter machucado ela! E bem feio! - Gritei para Lara de maneira agressiva. Embora sua intenção de me soltar me agradasse, atingir Nocha assim na cabeça não era algo bom, eu estava sob suspeita e Lara era tão suspeita quanto eu, se nós duas nos uníssemos assim, com certeza eu seria vista como uma inimiga. A garota de cabelos verdes logo soltou-me das correntes e minha reação imediata foi de empurrá-la.

As palavras de Lara fizeram eu me sentir com mais raiva ainda. Como ela ousava deixar tudo isso a meu cargo? Justo ela que mais tinha me causado problemas em toda nossa viagem. Encarando a garota, logo me voltei a Nocha. Mediria seu pulso e daria uns leves tapinhas em seu rosto para ver se ela acordava.- O que pensa que está fazendo Lara? Agora eles vão achar que eu sou uma inimiga de verdade! - Disse em um tom ríspido para a garota. Me concentraria em ajudar Nocha, deixando-a em cima de uma cama ou mesa, ou até mesmo no chão se fosse limpo. Analisando o trauma da barra de ferro. Infelizmente eu não tinha conhecimento para tal. - Você vai levá-la para a enfermaria, ela precisa de cuidados médicos - Diria caso Nocha não acordasse. - Ninguém mais vai morrer, estou cansada de mortes, estou cansada de fugir, de ser tratada como um cão e de ver todos ao meu redor me menosprezando pelos meus ideais. Estou farta disso tudo! Vocês esperam que eu resolva os problemas do mundo todo e acham que eu tenho que fazer do jeito que vocês querem não é? Que seja então! Tudo eu, eu eu eu nessa casa, porra. Você VAI levar ela para a enfermaria e se eu ouvir um NÃO eu juro por todos os reis do mar que o Sr. Bigodes vai ser tatuado na sua testa! - Apontei meu dedo indicador direito para a face de Lara, apontando para sua testa.

Talvez eles nunca tenham me visto tão brava antes, o problema de ser sentimental é que tudo acaba virando um extremo, da tristeza a felicidade e a raiva. Eu sentia demais, todas as emoções corriam em minha pele quando eu era sincera comigo mesmo. Me aproximaria da mesa de Gear, procurando uma manopla para mim. Se eu achasse alguma que parecesse ‘’usável’’, pegaria a mesma e colocaria em minhas mãos. - Vou atrás de Gear, leve Nocha para a enfermaria. - Diria saindo da sala e virando na mesma direção que Gear havia ido no corredor. Ela era a única que sabia como lutar com aquelas luvas, precisava dela. Se eu não conseguisse algo para usar, pegaria o mesmo caminho, lutar junto a Gear seria menos arriscado que sozinha.

Meus passos seriam rápidos em uma semi corrida enquanto eu procurava a garota. Se eu a avistasse, correria em sua direção pouco antes de eu notar a figura com a armadura negra. Aliado…? Não, pela postura de Gear, não era. Me colocaria ao lado dela, levando as mãos para frente em uma posição defensiva. - Eu explico depois! Vim te ajudar! - Diria para ela. Se o rapaz de armadura nos atacasse, defenderia sua investida com a lateral direita de meu corpo, levando a perna para cima, protegendo minha região abdominal com a coxa. Se eu tivesse uma abertura, usaria a mão esquerda em um potente soco da qual o alvo era o rosto do garoto, mesmo que eu não acertasse, tentaria agarrar seu elmo, puxando-o com força para retirá-lo.

Se eu não encontrasse Gear, continuaria correndo até mais a fundo do navio. Sabia que Sam já estaria acordado a aquela hora, precisava encontrá-lo e evitar que o mesmo pusesse as mãos na princesa Tenryuu.

-x-

Off:
 

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

War
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySeg 18 Fev 2019, 17:39



O nevoeiro





Klaus



Os dois espadachins trocavam golpes de espada, o revolucionário ainda lutava segurando sua arma com as duas mãos, enquanto o agente fazia sua parte usando apenas a mão direita para empunhar a lâmina energizada com uma aura azulada. Apesar de ambos estarem com um ferimento no peito, Klaus estava claramente sendo pressionado nesse confronto, todos os seus ataques eram facilmente bloqueados ou desviados, enquanto o mesmo apresentava dificuldades em fazer o mesmo, sempre dando alguns passos para trás depois de defender um corte do oponente. Quando um dos ataques do invasor foi forte demais, o impacto do choque de espadas fez o jovem Klaus ser arremessado para longe, incluindo perdendo o equilíbrio e rolando no chão, precisando ser rápido na hora de levantar e ajustar sua postura.

- Por que você luta por eles? Por que defende o Governo Mundial? - Perguntou Klaus ofegante por causa da batalha. - Você realmente acha que eles estão certos nessa guerra?

- Me diga você primeiro… Por que você defende o Exército Revolucionário? - Deu ele em resposta entregando ao jovem de cabelos brancos mais uma pergunta.

- O mundo atual é dirigido por nobres, mas quem realmente puxa essa carroça são os pobres, os escravos. Lutar pelo Governo Mundial significa lutar pela injustiça, apoiar a corrupção, apoiar a miséria. Eu vivi os dois lados da moeda, fui do luxo à escravidão, ninguém aqui é melhor do que eu pra dizer como esse sistema funciona… Eu luto ao lado dos Revolucionários não porque eu apoio a guerra que está por vir, mas sim, porque eu apoio a liberdade, por isso você e qualquer outro que são inimigos da liberdade, também são inimigos da minha espada!

- Bonitas palavras, garoto, mas agora me diga… Em que momento eu falei que estou lutando em nome do Governo Mundial? - Respondeu o espadachim com uma pergunta que fazia seu oponente ficar bastante confuso.

- Se vocês não estão aqui por causa deles... Então para quem vocês trabalham? - Perguntou erguendo sua espada diagonalmente na altura do rosto.

- Desculpe, sem tempo para mais perguntas… Soru! - Disse ele anunciando a técnica de velocidade que iria fazê-lo se mover até Klaus em um piscar de olhos.

Já atento a uma investida rápida, o espadachim revolucionário moveu sua espada para frente do corpo de maneira a sua lâmina entrar no caminho da lâmina inimiga e realizar o bloqueio. O choque entre as duas armas criou uma enorme faísca, mas além disso também fez a energia azulada da espada do invasor se propagar ao redor deles… Porém a maneira que ela se espalhou não foi inofensiva, visto que essa atravessou o corpo de Klaus como uma lâmina e levou o rosto do garoto a estampar um mix de dor e surpresa. A mão do revolucionário começou a tremer depois de ser atingido pela lâmina de energia, seu corpo não estava sangrando, mas mesmo assim ele caiu de joelhos e largou a espada que segurava com ambas as mãos.

- Co-como? - Gaguejou sem entender o que havia acontecido com seu corpo para estar doendo tanto, mas não saber de onde estava vindo essa dor.

- Chamou a sua técnica anterior de Phantom Blade, não foi? ...Isto sim, é uma lâmina fantasma, novato. - Falou o espadachim olhando para o corpo de Klaus que ainda estava agonizando silenciosamente por conta do dano sofrido. Se não havia sangue, como ele poderia estar ferido? O que aquela aura azul realmente havia feito. - Por ter escolhido me enfrentar com honra, pouparei seu sofrimento e libertarei seu espírito… Você luta pela liberdade, mas enquanto sua alma estiver presa nesse mundo, jamais saberá o que realmente é ser livre. Sinto muito, garoto, mas seus sonhos acabam aqui.

E ao brandir sua espada, o corte azul daria fim à vida do revolucionário.




Crisbella



Ser injustamente acorrentada a uma cadeira por conta de um mal entendido deixava Crisbella bastante irritada, principalmente porque as duas mulheres responsáveis por isso falavam com ela de uma maneira debochada, não dando a devida confiança as suas palavras, sendo que Gear ainda menosprezava seu ideal pacifista antes de se retirar da oficina levando com ela uma de suas manoplas personalizadas. Enquanto Nocha parecia tagarelar com ela assuntos que pouco importavam, a ruiva aproveitava o momento de desconforto para refletir, meditar e organizar a própria mente para que esta não fugisse do seu próprio controle.

Cris conseguia sentir o cheiro de todo aquele sangue que sujava seu corpo, o que acabava por ativar pensamentos a respeito dessa guerra que havia entrado ao se juntar ao Exército Revolucionário… A maneira deles de lidar com os problemas era realmente correta? Quem estava certo nisso tudo, os Revolucionários? O Governo Mundial? Ou ela? Talvez fosse egocentrismo demais da sua parte acreditar que sua maneira de pensar é a certa, mas se tantos os Revolucionários quanto o Governo matam uns aos outros, o que é que os torna diferentes? Em uma guerra pouco importa qual lado está com a razão, pois no final sempre será o lado vencedor o dono da verdade.

O Governo Mundial está certo? Não, não está, mas quantas milhares de pessoas terão que morrer para que os Revolucionários imponham o novo sistema? E como saber se o novo governo será melhor ou pior que o atual? Crisbella está nesse navio atualmente à comando de Helena, mas quem dá as ordens a sua comandante? Como ela pode ter certeza de que está seguindo a pessoa certa? Talvez essa dúvida já tenha passado pela cabeça de todos os seus parceiros revolucionários, porém mesmo com essa dúvida eles continuaram a bordo seguindo um líder desconhecido, pois por mais que seus objetivos pessoais sejam diferentes, no fim todos os revolucionários estão sendo motivados por um desejo em comum…

Esse momento de reflexão foi importante para Cris ficar ainda mais decidida sobre suas vontades como uma revolucionária, ainda estava frustrada e com raiva, porém isso lhe dava ainda mais motivação para fazer isso do seu próprio jeito. Ela era ainda uma mera soldado nesse grande exército, ninguém iria ouvi-la ou respeitá-la enquanto estivesse em uma patente onde sua voz é tão fraca… Cris sabe que não poderá causar impacto no mundo sozinha, ela precisa dos revolucionários, mas para que eles a respeitem e aceitem sua ideologia como algo a ser seguido, primeiro ela terá que começar a crescer dentro da organização, e daí sim sua voz começará a ser ouvida.

Não havia dito uma palavra sequer para Nocha até então, mas a refugiada continuava a falar com ela sabe-se lá o que, parando o falatório apenas quando Lara surgiu no aposento acertando-a na cabeça com uma barra de ferro, atitude esta que Crisbella desaprovou por completo, visto que apenas ajudaria a reforçar a ideia de que ela é uma espiã inimiga. Mesmo com as palavras de desaprovação da revolucionária, Lara seguiu com o que veio fazer ali e com ajuda de um alicate quebrava as correntes que prendiam a ruiva e aproveitava para dizer a ela o motivo pelo qual estava ali… Cris precisava participar da batalha, ou então todos iriam morrer.

Havia um leve trauma na cabeça de Nocha, mas o ferimento visto por olhos leigos em medicina parecia não ser grave, a ferida não sangrava de forma preocupante, mas seu conhecimento em primeiros-socorros lhe diriam o que fazer nessa situação para evitar que ocorra um coágulo sanguíneo no cérebro da refugiada, o que aí sim seria um problema. Levá-la até uma cama seria trabalhoso demais, portanto seria mais rápido e fácil pegar um travesseiro e usá-lo para apoiar o rosto de Nocha enquanto suas mãos fariam o trabalho correto no machucado dela, porém a ruiva tinha ciência de que não era dever dela cuidar disso, sequer tinha os instrumentos necessários, a enfermaria era o lugar ideal para levá-la. Foi nesse momento que ela explodiu seus sentimentos e liberou suas frustrações em forma de palavras para cima de Lara, que ouviu tudo com uma expressão bem serena, parecia já decidida sobre suas decisões e tudo que foi dito por Cris não a abalaram em nada.

- A enfermaria está fora de cogitação… Depois que garota de cabelos rosas chegou lá trazendo aquela tal de Fennik, suas ordens foram bem claras para as enfermeiras. Ninguém mais receberá tratamento enquanto o ferimento daquela mulher não for tratado. - Após responder isso, Lara se afastou de Cris por alguns segundos e retornou trazendo nas mãos uma bolsa branca com uma cruz vermelha estampada. A garota então jogou a bolsa no colo da ruiva. - Há mais de uma maneira de você interpretar o que eu falei… Suas mãos são a chave para a sobrevivência de todos. - A revolucionária poderia ficar confusa a partir daqui, Lara havia chegado para ajudá-la e novamente estava agindo de um jeito esquisito, só que dessa vez sua esquisitice era um pouco diferente, já que ela mostrava-se bem consciente do que estava falando. Se abrisse a bolsa, Crisbella encontraria um kit de primeiros-socorros bastante completo, ataduras, gaze, esparadrapos, linhas, agulhas, anestésicos, antibióticos e outros remédios a mais. - Não deixe suas frustrações afetarem suas ações, Cris, faça o que você quer fazer, mas também faça o que precisa ser feito… Escolhas erradas já derramaram muito sangue inocente hoje, então não deixe que a sua raiva aumente ainda mais esse número.

Depois de ouvir tudo isso de Lara, Cris poderia acabar ficando um pouco mais calma, mas mesmo que não ficasse e sua raiva apenas crescesse por algum motivo, isso não mudaria o fato de que ela iria até o painel de Gear olhar as manoplas que ela tinha a disposição. Assim que chegasse na mesa, a ruiva poderia notar alguns papeis em cima dela com anotações a respeito das armas a sua frente, eram três no geral e os rascunhos desenhados não se pareciam muito com as luvas que estava vendo, sinal de que provavelmente ainda estavam em fase de teste.

Spoiler:
 

A primeira que viu se chamava Hot Plasma, e de acordo com as anotações no papel dela era uma luva capaz de produzir calor; a segunda se chamava Blue Shooter e seus desenhos indicavam a capacidade de disparar pequenos feixes de energia azul, provavelmente eletricidade; por fim a terceira e última manopla tinha Shocker escrito em seu projeto e era um pouco mais confuso de se entender a funcionalidade, porém se estivesse entendendo direito, a palma da mão dela tinha a capacidade de absorver impactos e converter em energia elétrica. Por mais que no papel todas as três armas parecessem incríveis e belas, os protótipos no painel não tinham a mesma aparência, o que poderia significar não terem ainda todas as funções disponíveis como Gear queria que tivessem… Mas de qualquer forma, Cris nunca saberia se não as testasse.

- Esse navio precisa mais de você do que você precisa deles… Faça a diferença, Crisbella. - Diria Lara depois que a manopla já tivesse sido escolhida pela ruiva.

Se a revolucionária insistisse na ideia de levar Nocha para a enfermaria, Lara iria repetir o que disse sobre o local estar fechado à mando de Gear para que Fennik tivesse prioridade no tratamento de seu ferimento, portanto nenhuma das duas iria sair carregando a refugiada inconsciente, pois aqui ainda é o lugar mais seguro para ela ficar. Lara estaria disposta a ouvir outros pedidos feitos por Cris, mas se ela iria obedecê-los ou não depende muito do que for falado. De qualquer forma, a ruiva estaria livre para sair a hora que quisesse, chutando o caminho que acreditava que iria encontrar Gear, pois lutar ao lado da criadora das manoplas que está carregando era o melhor jeito de aprender a usá-las.

Não seria difícil encontrar a engenheira por conta do som de eletricidade que ecoava pelos corredores do navio, bastaria segui-los e Crisbella chegaria até a revolucionária, ainda que não tivesse certeza de que seguir esse som a levaria até Gear. Ao se aproximar da batalha, Cris chegaria a tempo de ver a mecânica ser atingida por um soco no estômago e depois uma joelhada no rosto que a faria cambalear para trás. Seu adversário ainda era o homem de cabelos negros vestindo uma armadura escura com grandes chifres e capaz de produzir eletricidade, esta que por sinal ele usou para reforçar seus ataques anteriores.

- Ainda tenho muito a mostrar, não caia agora, ok? ELECTRO HORN! - Anunciou o inimigo proferindo o nome de sua técnica que consistia em levar sua eletricidade dos chifres até o  punho e dispará-la com um soco no ar fazendo a energia elétrica assumir a forma similar de um chifre.

Vendo a cena acontecer, a ruiva conseguiria agir a tempo de tirar Gear de perigo, explicando que havia chegado ali para ajudá-la, ainda que de início a revolucionária se mostrasse um pouco atordoada com a situação. Já não havia sinais do efeito do sonífero no corpo de Crisbella, portanto ela estaria outra vez disposta e agora mais do que nunca com a adrenalina fervendo em seu corpo. A nova ainda não sabia como seria a melhor maneira de usar as manoplas que pegou na oficina, mas poderia fazer qualquer pergunta que desejasse se achasse que não conseguiria usá-las do jeito correto.

- Como você... Ah, agora, tanto faz, só espero mesmo que esteja do nosso lado... pois esse cara aí é dureza. - Falou Gear se recuperando dos danos sofridos e limpando o sangue do nariz com parte do braço seco. Cris poderia reparar que enquanto a revolucionária estava cheia de hematomas pelo corpo, o agente não tinha sequer um arranhão.

- Isso torna as coisas mais interessantes, quanto mais pessoas, mais divertido… Já estava achando um pouco chato essa batalha. - Comentou o agente ao ver a chegada de mais uma pessoa, então sem pensar duas vezes disparou mais um Electro Horn, mas agora mirando em Crisbella. - Vamos ver do que você é capaz, mocinha, me mostre seu talento!




Hisoka



A força dos invasores era grande demais, Hisoka perceberia isso da pior maneira ao tentar Tom e mesmo assim ser dominado no combate contra o inimigo cheio de ferimentos. Se o nível dos agentes estava tão acima do deles, como conseguiriam vencer essa batalha? Como conseguiriam proteger o navio? Estavam eles apenas atrasando o inevitável? Estavam todos fadados a morrer hoje? Depois de ser atingido por Tom e ser jogado atordoado para a borda do Paradise Star, o invasor preparava para disparar um poderoso ataque contra o professor, um dragão de energia explosiva que avançava na direção do revolucionário destruindo toda a madeira do convés por onde passava, quase como se estivesse devorando o navio em seu caminho.

Tão próximo da lateral, Hisoka sabia que se jogar nas águas seria o jeito mais simples de sair dessa, porém mesmo assim ele não o fez, preferindo com auxílio da sua calma usar seu chicote para agarrar uma estrutura próxima e com isso se impulsionar para outra direção. Olhando rápido ao seu redor, o arqueólogo não teria muito tempo para pensar, avistou o pequeno mastro que dava auxílio a uma das bandeiras menores da embarcação e atirou o flagelo na direção dele para que se enrolasse na madeira. Com o chicote firme, bastava o historiador se puxar em direção ao mastro e usar desse impulso para desviar do Dragon Explosion de Tom, porém seu plano despencou junto com a estrutura que havia depositado sua confiança…

O dragão veio destruindo o chão por onde passava, por isso quando puxou o chicote para se impulsionar na direção do mastro, a madeira que o sustentava se rachou por conta do convés ao redor estar bastante debilitado, portanto, sem o apoio do mastro para conseguir se puxar, Hisoka não conseguiu sair da rota do ataque de Tom e foi engolido pelo dragão explosivo. As explosões da boca do réptil alado queimaram instantaneamente todo o seu corpo enquanto era empurrado para trás por conta do impacto e da força da habilidade. A sensação de ser atingido por isso seria semelhante a ser golpeado várias vezes pelos socos explosivos de Tom, só que com a diferença de que era por todo seu corpo.

TEXTÃO SOBRE ESSA “PUNIÇÃO”:
 

O calor intenso e a sensação de ardência seriam aliviados no momento que Hisoka afundasse nas águas negras de Berlinque, havia sido jogado para fora do navio e o prazer provocado pela baixa temperatura daquela água fariam o professor sentir-se indo do inferno ao céu. Não sabia exatamente se estava caindo no mar ou em um rio, conseguia sentir o sal da água, mas ao mesmo tempo não era tão forte, junto com o sabor salgado, Hisoka também notaria um amargo que vinha justamente da podridão do pântano. Infelizmente o professor não era capaz de respirar debaixo d’água, então ele precisaria lutar contra suas dores e nadar de volta para a superfície, podendo inclusive usar as luzes geradas pela explosão do dragão de fogos-de-artifício para se guiar na direção correta, já que a noite ajudava em muito a escurecer as águas onde estava afundando.

Quando colocasse a cabeça para fora da água e pudesse voltar a respirar, Hisoka poderia tomar um susto com o fato de que Kou havia sido jogado para fora do navio ao atravessar a madeira do mesmo. A batalha dele com Helena havia se intensificado e o agente quase foi jogado na água, só não aconteceu porque de alguma maneira ele conseguia dar chutes no ar como se tivesse pulando em plataformas invisíveis, foi desse jeito que ele voltou para o Paradise Star e continuou a trocar golpes com a comandante.

Diferente de Kou, o professor não tinha essa habilidade de pular no ar, então sua única maneira de voltar para o navio seria com a ajuda de alguém jogando uma corda/escada ou escalando. Blink já havia ancorado ali, portanto poderia usar a âncora de corda, bastava nadar até onde a corrente dela estava, porém Hisoka também podia usar seu chicote para escalar, no fim não faria muita diferença, uma ora ou outra o historiador conseguiria subir de volta para o convés.

Por ter caído na água, ele não conseguiria ver a vitória do seu companheiro revolucionário para cima de Tom, porém conseguiria ver o cadáver do agente caído no chão após o headshot, entretanto, o estado físico de Blink estava tão grave que seria difícil dizer se ele realmente conseguiu a vitória ou esse duelo em breve acabaria se tornando um empate. A batalha entre Kou e Helena continuaria intensa, o que chamaria a atenção do arqueólogo para o corpo caído de Golias com a garganta ensanguentada… Não seria preciso muito conhecimento médico para saber que o quase-gigante estava morto. A primeira baixa do grupo desde que se juntou ao exército, quanto tempo iria demorar até que presenciasse a segunda? Se não fizer algo para ajudar Shott, isso acontecerá mais rápido do que ele imagina.

O navegador estava inconsciente quando Hisoka chegou para carregá-lo, o que acabaria tornando a tarefa difícil para o arqueólogo que acabou de ter o seu corpo completamente queimado, seria até possível fazer um esforço para carregar o companheiro, mas iria doer bastante… Olhando com mais atenção o ferimento de Blink, o professor poderia notar que a queimadura provocada por Tom em cima do ferimento de Shott acabou de alguma maneira cauterizando a ferida criada por Kou, o sangramento havia diminuído bastante, porém ainda não significava que o navegador estava fora de perigo, principalmente enquanto estivesse caído entre aqueles dois monstros lutando.

Fazendo um esforço para tirar o companheiro dali, Hisoka iria carregá-lo até um pouco mais da entrada da parte interna do navio quando ouviria o atirador gemendo de dor por estar recobrando a consciência. - Me deixe aqui, professor, não perca seu tempo se esforçando comigo. - Diria ele apontando para o canto do corredor onde queria que o arqueólogo o deixasse. A voz dele estava fraca e era evidente que estava precisando de ajuda urgentemente, ouvir o que ele estava pedindo era praticamente aceitar deixá-lo morrer. - Com certeza há muitas outras pessoas feridas neste momento, inocentes que precisam de ajuda muito mais do que eu… São eles que precisam ser salvos, professor, é para isso que nós lutamos. - Mesmo que Hisoka aceite ou recuse a proposta de Shott, o atirador falaria a mesma coisa em seguida. - Por favor, siga em frente, Hisoka… A comandante ordenou que você proteja o navio, e não que você salve o Blink.

Seja qual for o diálogo que suceder este, quando Hisoka voltar a caminhar pelo corredor, esteja levando o corpo de Blink com ele ou não, o professor iria conseguir notar a presença de uma névoa dentro do navio. Com buracos por toda a parte e estacionados em uma ilha da Grand Line durante a noite, imaginar a possibilidade da embarcação adentrar um nevoeiro não era tão difícil, porém a intuição do arqueólogo lhe dizia que talvez não fosse algo tão natural assim que estava acontecendo aqui. Se pensasse em recuar por conta disso, Hisoka seria surpreendido com a visão de que o nevoeiro já havia coberto por completo todo o caminho de onde veio.

- Professor? - Ouviria seus ouvidos a voz de um conhecido lhe chamar, deduzindo rápido se tratar de Pepper, e os cabelos vermelhos do cozinheiro surgindo no meio da névoa logo lhe deram essa resposta. - Merda, não era pra você ter entrado aqui… - Chegando ainda mais perto dele poderia notar o corpo ensanguentado do rapaz, porém não eram ferimentos muito grandes, e sim vários menores por todo o corpo.

- Kufufufu… - Riu uma voz no meio da névoa, Hisoka não sabia de onde vinha, e pela reação de Pepper ele também não fazia ideia. - Que maravilhoso, mais ratos revolucionários entrando na minha ratoeira.

- Desgraçado, pare de se esconder e me enfrente como um homem! - Gritou Shizuo para o nevoeiro. - Professor, fique esperto, o maldito pod…

Antes de completar sua fala, o vulto de um homem surgiu pelas costas do ruivo, ele carregava um tridente em sua mão e tentou perfurar o cozinheiro com isso, porém já atento a esses ataques, Pepper se virou a tempo e atingiu o vulto com um chute, porém este se desfez junto a fumaça do nevoeiro. Foi quase que simultaneamente com isso que outro vulto apareceu, agora atrás de Hisoka, pegando-o de surpresa para cravar a ponta do tridente em suas costas. A parte detrás do seu corpo não estava tão queimada quanto a da frente, porém isso não mudaria muito a dor que viria a sentir por conta da perfuração. Depois de acertar o professor, o homem recuou para dentro da névoa, desaparecendo outra vez, algo que faria Hisoka ligar rápido os pontos… Esse era o jeito desse cara lutar, por isso Shizuo estava cheio de ferimentos, mas nenhum deles realmente sério. Um estilo covarde, irritante e problemático de enfrentar.

- Ele faz isso o tempo todo, esse sádico desgraçado vai brincar com a gente até que não nossos corpos não aguentem mais… Precisamos pensar numa maneira de atingi-lo. - Explicou Shizuo olhando para os lados com bastante atenção.

- Kufufu, seus corpos não aguentarem mais? Não, não é com seus corpos que eu quero brincar… Em breve estarão implorando para que eu os mate. - Comentou ele de onde quer que esteja se escondendo.

Comparado a dor das queimaduras por todo seu corpo, ser perfurado pelo tridente não foi nada demais, o professor conseguiria resistir bem a isso pelo simples motivo de que a dor maior estava sobrepujando a menor, porém se continuasse a ser espetado dessa forma, acabaria sangrando demais, o que poderia levá-lo a ter problemas por perda de sangue, algo que Shizuo em breve poderia acabar enfrentando. O cozinheiro parecia estar a bastante tempo nesse combate, mas até agora não demonstrou ter tido qualquer sucesso em acertar o inimigo, ok, ele estava fazendo isso sozinho, mas mesmo com a chegada de Hisoka, havia alguma maneira de conseguirem ter sucesso nessa batalha contra um inimigo que não podem ver?




Klaus



Depois que o invasor agitou a sua espada contra o corpo de Klaus, ouviu-se um estampido metálico, uma faísca foi produzida e uma corrente de ar foi produzida pelo impacto das duas lâminas que se chocaram. Alguém havia surgido diante do jovem de cabelos brancos, com a cor de cabelo oposta, o novo espadachim em cena era um rosto já conhecido, o meio-mink, Rin. O major encarava o seu adversário com um certo teor de raiva em seus olhos, sua cauda de gato estava agitada e os pelos de suas orelhas negras arrepiados, pois foi graças a sua audição apurada pelo sangue felino que conseguiu encontrar essa batalha e chegar a tempo de salvar Klaus. Sem perder tempo, Rin moveu sua espada uma segunda vez e atacou o inimigo com um corte, forçando-o a realizar uma defesa rápida por conta da velocidade do corte, fazendo com que o impacto do bloqueio acabasse empurrando o agente para longe dos dois revolucionários.

- Deveria ter me deixado finalizá-lo… Deixá-lo desse jeito só o fará sofrer por mais tempo. - Comentou o invasor após ser afastado por Rin.

- Não será você que vai decidir o destino da vida dele… Se ele não aguentar o sofrimento e quiser desistir, então eu mesmo irei brandir a espada contra ele se for este o seu desejo. - Assim que Rin disse isso, o corpo de Klaus caiu por completo no chão, permanecendo deitado com as mãos na região do peito onde a lâmina de energia havia atravessado sem causar ferimentos visíveis. Segurando firme a espada, o meio-mink olhou para o inimigo e perguntou: - Quem é você?

- Pode me chamar de Rai, o fantasma da chuva… Mas provavelmente você nunca ouviu sobre mim antes. - Respondeu Rai preparando sua espada para o combate.

- Não tenho curiosidade sobre você… Apenas gosto de saber o nome daqueles que irei matar. - E então Rin avançou com a espada erguida.

Enquanto a batalha de espadas tinha continuidade com a chegada de Rin, Klaus permanecia caído, sofrendo por conta de uma dor fantasma que não sabia como seria capaz de tratar, não sabia se sequer teria como um dia ela parar... Quanto tempo mais ele continuaria sofrendo? Por quanto tempo mais ele iria aguentar?


HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySex 22 Fev 2019, 04:39



Destinos Cruzados

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#Post 19


O desespero foi estampado na face do professor quando o flagelo outrora estirado sucumbiu junto à enorme viga de madeira. O fragor da estrutura em estralos, que ruía em meio ao caos gerado pelo poder destrutivo da técnica inimiga, marcou a audição de Hisoka pouco antes do escarcéu das explosões dos fogos de artifício. Ele, então, sentiu uma exorbitante pressão contra seu corpo, sucedida por uma forte sensação de queimação por toda sua derme. A dor durou pouco, todavia, uma vez que foi subjugada em sequência por um súbito arrefecimento. De braços e pernas abertas, despencava vagarosamente num ambiente escuro, imergindo sem resistência. Os ruídos, antes tão claros no calor da batalha, agora eram ouvidos bochornosamente, dominados pela alta densidade pantanosa.

Então... É isso... Estou morto...? As palavras confusas reverberavam na mente inconsciente numa análise da circunstância hermética. Toda aquela gama de sensações havia sido muito insólita, já que passara do sofrimento inclemente à dormência silenciosa. Chegou a acreditar que estava numa espécie de nirvana espiritual, no entanto, a pressão nos pulmões abrasados e o refluxo involuntário da glote o fariam despertar do torpor. Os olhos abririam em sobressalto, vislumbrando um clarão sobre a superfície da água umbrosa por trás do véu de bolhas formados pela folgo coato. O saibo salso captado pelos beiços feridos, então, forneceriam a dica necessária para que o lógico Revolucionário inferisse que havia caído no charco. Logo seus braços e pernas relutariam contra o incômodo pungente na tentativa de erguê-lo do corpo d'água. Assim que a cabeça emergiu, o maxilar descerraria repentinamente, franqueando a boca para sorver o virtuoso oxigênio atmosférico num único fôlego intenso.

– Arg... Arg... – Arfaria incessantemente na expectativa de recuperar o alento regular. As madeixas negras molhadas caíam sobre seu rosto, fomentando a construção de uma aparência nada deslumbrante junto à pele tórrida em carmesim. O zéfiro em contato com sua derme lesionada aliado ao conteúdo salobro da água faziam-lhe cerrar os dentes pela dor agoniante. Entretanto, Hisoka sabia que não podia se render, pois seus companheiros ainda precisavam de sua ajuda, Blink principalmente.

Estava pronto para dar o primeiro passo no solo pantanoso quando um véu de água jorrou ao seu lado concomitantemente a uma zoada aguda. Os olhos semicerrados flanqueados pelo cenho franzido tentavam identificar o motivo do alarido, contudo, a noite trazia uma caligem lúgubre, de forma que apenas reconheceu a silhueta quando ela saltitou em pleno ar. Que sorte. Ponderou, engolindo em seco ao estremar o agente de outrora. Era realmente sortudo. Em sua situação atual, não traria nenhum tipo de resistência para um ataque adversário. Talvez não tenha sido notado pelo intenso foco do homem em sua batalha contra Helena ou, quem sabe, apenas tenha sido friamente ignorado. Independentemente do motivo, somente tinha agradecimentos à ventura.

Para voltar ao convés, utilizaria seu chicote para agarrar um suporte na superfície do navio e escalá-lo com os pés ou usufruiria da corda da âncora da embarcação. Seus passos eram bastante cambaleantes e nada ágeis, ao contrário do que costumam ser em cenários de combate. Com toda a dor que aflige seu corpo, é completamente incapaz de usar os músculos devidamente para desfrutar de sua aceleração. Por sorte, o inimigo que o atingiu já estava morto quando retornou ao piso superior do Paradise Star, aparentemente derrotado por Blink que estava a frente do cadáver.

– D-Droga... Blink... – De tronco vertido e mão esquerda flexionada sobre o abdômen, Hisoka titubearia em direção do navegador, buscando apoiar a mão oposta na lateral da embarcação para não perder o equilíbrio. – Arg... Consegue m-me ouvir? – Perguntaria com a fase crispada, praticamente congelada em detrimento da pele queimada repleta de suor, sangue, sujeira e resto de musgos.

A falta de resposta traria a obviedade da letargia do companheiro, momento este em que Hisoka suspiraria, voluteando o pescoço por cima do ombro para vislumbrar Helena em combate. Não havia, nem de longe, motivos para que ele continuasse ali. Com todo o poder emanado pela técnica de ambos os duelistas, é certo que o Revolucionário somente atrapalharia a sua comandante. Sua morte seria tão veloz que sequer traria esforços ao oponente ou, até mesmo, seria usado como refém, afundando a balança da vitória para o agente.

– Tenho que te tirar daqui... – Sabia que o companheiro não estava ouvindo, mas ainda assim murmuraria, provavelmente num estímulo a ele mesmo. Entretanto, o simples fato de agachar seu corpo o faria urrar de dor, fechando os olhos e mostrando os dentes ao céu. Sequer conseguia tocar no navegador sem que a pele à mostra o causasse arrepios na espinha e tormento. – Arg... Não consigo... – Abaixaria a cabeça frustrado, tensionando os orbiculares com imensa decepção. Perdi todas as batalhas e não sou nem ao menos capaz de salvar meu companheiro...

Uma pontada em seu peito e o aperto na garganta, naquele instante, incomodavam-no mais que a dor das queimaduras. O sentimento de incompetência tornou a assolá-lo mais uma vez, tal como acontecera em Las Camp e Ilusia Kingdom. De alguma forma, ele sempre parece destinado a ser salvo pelos colegas Revolucionários. Nunca aparenta ser forte o suficiente para lidar sozinho com os inimigos e reverter a situação. Os adversários são sempre tão mais poderosos e ele eternamente fadado a ser uma pedra no caminho dos demais tripulantes, os verdadeiros responsáveis por lidar com os imbróglios. A diferença, desta vez, é que nem mesmo os tão prestigiosos companheiros estão sendo aptos a controlar o grupo de inimigos. Antes Hisoka sempre pensava que, independentemente do que acontecesse, eles triunfariam, contudo, hoje esta sensação já havia exaurido de sua mente há um tempo.

O breve momento de ruminação o permitiria cogitar numa forma de transportar Blink sem machucar seu corpo. Para isso, ele enrolaria o flagelo de seu chicote no tornozelo do companheiro e faria um nó, levando o corpo da vergasta até o seu ombro, onde seguraria o porta-mão da arma com os dedos cerrados veementemente. Embora a sua escápula escaldasse com o atrito do material, provavelmente se trataria de um incômodo admissível quando comparado com a labuta em conduzi-lo em suas costas. Quando chegasse próximo da porta da embarcação, Hisoka notaria os gemidos do navegador que acordou com dor. Blink implorava para que o arqueólogo o deixasse à deriva e prestes a morrer, possibilidade esta que, claro, ele ignorou, continuando os passos morosos pelo navio.

– Cale... Cale a boca... – Alentaria praticamente a cada palavra, expressando a árdua fadiga em transportá-lo em seu estado atual. De maxilar cerrado, sequer mexeria os olhos resolutos ao local designado por Blink, mantendo a caminhada estafante inflexivelmente.

Num dado momento, sua visão começou a ofuscar, ainda que seus cristalinos estivessem em perfeito desempenho. Pouco a pouco, o fundo do corredor tornou-se soturno, até que fosse completamente preenchido pela escuridão, como se não tivesse fim. Girando o pescoço, notaria que um nevoeiro cabalístico havia tomado conta do recinto, desorientando-o inteiramente no espaço. A ponta de seu pé abalroaria contra a parede do hall pouco antes de uma voz familiar chamar seu nome. Então, as madeixas rubras cortaram a bruma, revelando Pepper com uma postura nada corriqueira, afinal, ao contrário de seu feitio explosivo, o cozinheiro denotava bastante apreensão, facilmente estranhada pelo historiador e repassada a ele assim que foi alertado que não deveria estar ali.

– Ué, por q- – Cessaria o comentário assim que uma risada ecoasse pelo corredor sibilino. Era como se ela viesse de todas as direções, penetrando seus ouvidos desfocadamente. Ao contrário do chamado de Pepper há alguns segundos, Hisoka não conseguia captar a localização do adversário com precisão. Destarte, deduzindo o perigo iminente, ele deixaria Blink encostado na parede e libertaria o seu chicote para um eventual combate.

Podia sentir a respiração mais pesada e o coração mais acelerado pelo nervosismo. Os olhos dançavam pelo local em vão, captando apenas a nébula caliginosa e, por mais que rodopiasse os calcanhares pelo solo, não conseguia interceptar a verdadeira posição do oponente. Então, bruscamente, uma silhueta surgiu atrás do cozinheiro que, embora tenha sido rápido em seu contra-ataque, atingiu somente o ar, carregando a névoa que esvoaçava junto ao movimento de sua perna. Hisoka esperava que o inimigo fosse promover uma pausa antes do próximo ataque, entretanto, ponderou erroneamente. Sentiu meramente a presença hostil em seu flanco, segundos antes de ter a lombar fisgada por uma perfuração do tridente adversário.

– Argh! – Crispou os músculos faciais em dor ao sofrer o ataque, imediatamente levando a mão até a área, porém já era tarde. Ganhou apenas os dedos cobertos do rubro líquido viscoso que vertia da lesão. – Arg... Os adversários... Lá de fora. Eles, eles... Meio que conseguem sumir repentinamente, sabe? Talvez uma técnica atrelada à velocidade ou algo do gênero. Todos mostraram isso, então é provável que esse tenha também. – Buscou repassar a informação com pressa, ainda que atropelasse algumas palavras no caminho, o que não retratava a sua calma natural que refletia até em sua comunicação. Não tinha tempo para desperdiçar, pois a qualquer instante poderia ser alvo de mais um golpe. – Então ele não deve ser feito de névoa ou algo do tipo. Apenas deve desaparecer repentinamente e reaparecer, o que faz aparentar que estamos lutando contra um fantasma, mas não é verdade... Ele está aqui. Fique de costas comigo. – Firmaria suas costas contra a de Shizuo, de modo que cada um cuidasse da frente do outro. Com sua lógica, Hisoka saberia que essa seria a melhor forma de lutar contra o oponente, porque bastaria que um cobrisse a falha no ângulo de visão do companheiro e vice-versa.

Enquanto estivesse de guarda com o cozinheiro, Hisoka manteria sempre os olhos focados na névoa, mesmo que ela turvasse sua visão. Com seu temperamento calmo e lógica, o rapaz buscaria limpar a mente para focar nas nuances do nevoeiro, afinal, se ele estivesse certo e o oponente realmente estivesse ali fisicamente, ele deixaria rastros na bruma, ainda que sutis. Além disso, ela certamente deveria ter uma origem, afinal, não faz parte da embarcação naturalmente. Para que ela tenha se mantido desde que Shizuo iniciou o combate, tem de estar sendo constantemente reabastecida. É deduzível, de forma lógica, que o alicerce da cerração deixe encalço de emissão, pois é mais denso nessa região antes de se espalhar pelo recinto, quando vai perdendo força pouco a pouco.

Na hipótese de encontrar um desses traços, Hisoka não hesitaria antes de desbobinar o seu chicote e, após um movimento em laço sobre a cabeça, tentar arremessar a ponta da vergasta contra o rastro. Se ele não fosse atingido e mudasse de local, o professor teria a informação que a fonte da fumaça é o próprio oponente, e não algo físico como um utensílio ou equipamento, a menos que seja ele quem o carregue. De qualquer modo, poderiam usar destes vestígios na névoa para prever sua movimentação e, até mesmo, atacá-lo.

– Ei, preste atenção nos rastros deixados no nevoeiro. Parece ser ele. – Se estivesse certo em sua ilação, sussurraria no ouvido do cozinheiro ao inclinar levemente o pescoço para alcançar sua orelha com seus lábios. Agora seu tom seria mais fleumático, já que a análise retomaria seu estado de plenitude.

Por outro lado, ainda que não fosse capaz de encontrar pistas alguma na névoa, o adversário, sendo um ser material, esvoaçaria o nevoeiro com suas movimentações, permitindo que fosse localizado por, ao menos, um segundo. Vigilante, Hisoka usufruiria deste dado para que pudesse ter uma chance de investida, mesmo que não visse o inimigo diretamente. Assim, quando ele surgisse de novo, provavelmente depois um ataque, o arqueólogo rotacionaria o ombro junto ao pulso para lançar o flagelo como num projétil contra o local em que a sombra se dispersasse pela última vez. Ele já esperaria, evidentemente, que o inimigo desviasse, porém era esta justamente a sua intenção, pois no átimo que a bruma tremulasse novamente, em decorrência da nova manifestação do oponente, Hisoka levaria a lateral da mão oposta contra a vergasta ainda entesada, almejando provocar uma repentina mudança na direção do ataque ao pressioná-la peritamente, reconfigurando-a para o lugar mais recente que a névoa esboçasse alguma agitação, buscando pegá-lo de surpresa, preferencialmente em sua cabeça se conseguisse mirá-la.

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– Ali! – Se tivesse sucesso em seu ataque, inclinaria o mento para apontar para o espaço em que o adversário fosse atingido, rapidamente noticiando Pippos para que ele sucedesse com um assalto na abertura criada.

Por outro lado, haveria sempre a hipótese do oponente vir a atacá-lo na penumbra. Para isso, Hisoka sempre manteria o foco nos prováveis vestígios deixados no nevoeiro na tentativa de prever uma arremetida inimiga, o que o certificaria certa vantagem numa eventual evasiva. Para estocadas na altura de seu tronco e pelve, o professor empurraria o corpo para trás, levando Pippos consigo para que o tridente acertasse apenas o vento. Contra perfurações na altura da cabeça, a moveria lateralmente na direção oposta. Faria o mesmo para agressões rasas, na altura das pernas, abrindo-as se possível ou deslocando num salto para o lado contrário, tentando sempre guiar o cozinheiro junto, expectando que ele corresponda a movimentação.

Na eventualidade de ser incapaz de prever qualquer deslocamento e for obrigado a bloquear, teria de proteger as regiões letais com o uso dos cotovelos e dos joelhos, mesmo que isso ocasionasse lesões nessas áreas, que são mais rígidas e resistentes que as demais, portanto as sacrificaria até que pudesse por em prática seu plano ofensivo. Contudo, as esquivas sempre seriam o sustentáculo de sua base defensiva.

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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySex 22 Fev 2019, 09:45

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Aos poucos sentia meu coração se acalmar… Não era justo eu gritar com Lara daquela maneira, mas mesmo assim eu o havia feito. Uma pontada de arrependimento passou em meu coração. Ela era apenas alguém em meio a aquela confusão, não era justo eu descontar minhas frustrações pessoais e meus julgamentos em cima dela. Seu rosto e seu corpo exibiam para mim uma figura inabalável, não importo o que eu havia dito, ela se manteve a mesma, firme e objetiva. Eu não conseguia ser assim, quer dizer, não conseguia ser assim sempre, somente coisas muito específicas sugam a capacidade de minha pessoa de ser tão sentimental.

A enfermaria estava interditada por conta de Fennik. Lembro-me de ter visto muito sangue espalhado pelo chão quando a encontrei, talvez seus ferimentos tenham sido bem graves. Estendendo minha mão direita, peguei a bolsa que me era oferecida  e ao ver o kit de primeiros socorros ali dentro, tive certeza de que ela não estava ali para me prejudicar e sim me dando a chance de ajudar outras pessoas naquele navio. Sim, ela tinha razão, embora eu não gostasse de lutar e evitasse ao máximo o confronto, ajudar as pessoas era uma boa opção para mim… Infelizmente eu não era uma médica ou enfermeira, apenas uma artista, mas nada me impedia de estudar um pouco mais sobre o corpo humano no futuro e como lidar com ferimentos mais graves e doenças.

As últimas palavras de Lara me fizeram abaixar a cabeça. Ela estava certa e só eu não pude ver o quanto eu me deixava levar pelo meu coração instável. Precisava trabalhar melhor nisso… Não podia contar com os outros sempre embora a ajuda de todos sempre fosse bem-vinda… Talvez, se eu soubesse lutar no dia em que levaram Mirana… Talvez ela nunca teria de passar por todo o sofrimento que eu acreditava que ela sofria. Se eu tivesse sido forte naquela noite… Meu mundo, as pessoas ao meu redor, minha vida teria sido bem diferente do que era agora. - Vou tentar… Desculpa. - Disse com a voz baixa enquanto apertava a alça da bolsa de maneira firme juntamente aos meus lábios.

Com o kit em mãos, fui até Nocha, enfaixaria sua cabeça para evitar que o sangue coagulase e prejudicasse seu estado clínico. Encontrei um travesseiro ali na oficina, que foi o suficiente para no momento apoiar a cabeça da refugiada. a enfermaria estava lotada, então eu não tinha opção se não deixá-la ali aos cuidados de Lara. O que era uma pena, ambas pareciam aptas ao combate, mas infelizmente, aqueles agentes poderiam ser casca grossa demais para ex refugiadas saberem lidar. Uma coisa era brigar entre elas, outra era enfrentar um homem como Sam e… Nem mesmo eu sabia ao certo se era capaz de enfrentá-lo e vencer.

Eu tinha um meio de ajudar as pessoas, agora faltava apenas algo para defender a minha vida. Indo ao balcão de Gear, encontrei três tipos de manoplas ali… Todos tinham cara de protótipos. Haviam algumas anotações sobre as mesmas por ali, peguei as três folhas, uma sobre cada manopla e comecei a ler rapidamente. Todas pareciam muito interessantes e úteis. Parei para refletir. A primeira opção, Hot Plasma, parecia boa, mas não sei se em um navio ela seria a mais adequada, afinal eu não conseguiria controlá-la tão bem por não ser uma tecnologia estranha a mia. A segunda, Blue Shooter era bem útil, eletricidade podia ajudar bastante na hora de se deixar um inimigo fora de combate, a ultima chamada Shocker era a mais bonita de todas as manoplas. Seu estilo único me chamou a atenção, mas sua funcionalidade me pareceu ambíguo demais, que tipo de impacto ela absorvia? Levei a mão aos meus fios avermelhados e comecei a enrolá-los enquanto pensava qual das três eu iria levar comigo.

Após pensar, levei em consideração que a Shocker seria a melhor escolha para mim, mesmo que sua habilidade ainda fosse um pouco ambígua, se eu encontrasse Gear poderia ter uma explicação melhor do que ela fazia. Peguei a manopla da estande e logo coloquei amas em minhas mãos, guardando a minha velha soqueira na mochila de primeiros socorros. Eu tinha uma nova missão, enquanto ajustava o tamanho do laço entre os dedos, Lara veio falar comigo novamente. Ela não estava totalmente certa sobre o que dizia, eu precisava dos revolucionários também, era quase uma.. Troca de favores, eles me ajudariam a encontrar Mirana e eu a libertar as pessoas, embora eu o fizesse isso não pelos revolucionários, mas sim porque era o certo a se fazer.  - Certo! - Disse de maneira confiante enquanto erguia a mão direita em punho a frente de meu corpo. Após fazê-lo, saí do local com pressa, virando no corredor que eu acreditava ser o que Gear havia tomado.

Enquanto eu corria, ouvi um alto barulho de eletricidade vindo de um dos corredores. Apressei meus passos e logo em seguida vi Gear a minha frente levando um bruto soco em seu estômago e cambaleando para trás. Avistei a figura alta e estranha que vestia uma armadura negra com enormes chifres em seu elmo. Senti dentro de mim que aquele era um dos agente que Sam cítara para mim… Que eles não seriam piedosos comigo como ele mesmo havia sido… Bem, a aquela altura eu duvidava que até mesmo Sam tentaria me poupar depois de eu ter dado um beijo de ‘’boa noite Cinderella’’ nele. O rapaz dos chifres logo concentrou uma grande quantidade de energia sobre os cornos e com um disparo, um feixe de luz em formato de chifre foi na direção de Gear.

Felizmente meus pés rápidos e habilidosos não me deixaram na mão. Pulei em cima da garota para salvá-la, levando nós duas ao chão. Bati a bunda na madeira do navio e logo olhei para Gear. Ela parecia bem levando em conta toda a situação. Alguns hematomas de pancada eram visíveis em seu corpo, mas não aparentava ossos quebrados ou traumatismos graves… Por outro lado, nosso real inimigo agora, estava intacto.

Maldita armadura, precisava dar um jeito nela.  - Oooh, parece ser mesmo… Gear, explicação rápida, como ativo isso aqui. - Mostraria que as manoplas estavam em minhas mãos para a mulher e se ela dissesse como funcionava a ativação de seu poder, observaria por um instante antes de voltar a encarar o rapaz. Ele logo começou um breve discursinho de vilão, blá blá blá, vai ser divertido te socar, blá blá. Arqueei a sobrancelha direita em sinal de reprovação pelas palavras dele. - Vamos ver do que você é capaz, seu corno. - Soltei um pequeno sorrisinho meigo enquanto esperava pelo ataque.

Se Gear tivesse dito como ativar a manopla, levaria a mesma para frente de meu corpo, utilizando o gatilho de ativação para absorver o impacto causado pelo ataque elétrico. Tentaria manter meus pés firmes sobre o chão, acionando a arma para absorver o ataque do inimigo. Caso ela não me dissesse como, tentaria desviar do ataque, levando meu corpo em um salto com rolamento para a direita, me aproximando um pouco mais da onde meu inimigo estava. Em uma abertura, avançaria sobre ele, mantendo o corpo meio abaixado para forçá-lo a olhar para baixo se quisesse me atacar. Levando as manoplas para frente do meu corpo, tentaria mirar na cabeça do rapaz, precisava tirar aquele elmo de sua face, remover suas chances cometer mais ataque a minha pessoa.

Enganaria ele fazendo-o pensar que eu acertaria seu rosto com um soco com a mão direita enquanto levaria minha perna esquerda para cima, tentando usá-la para acertar a lateral de seu corpo em uma das partes acolchoadas da armadura se elas estivessem ali, a dobra da cintura ou abaixo do ombro, se não, miraria o queixo do rapaz enquanto a canhota se voltaria ao elmo, agarrando a ponta de seu chifre.

Caso meus ataque falhassem e o inimigo me imobiliza se, espereniaria e tentaria usar minha cabeça para acertar seu rosto, especialmente o nariz antes de usar toda a força de meu corpo para sair de suas mãos. Esperava que Gear



-x-


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War
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptySeg 25 Fev 2019, 17:13



Depressão





Crisbella



Com o kit de primeiros socorros e a Shocker fazendo parte do seu inventário, Crisbella saiu pelos corredores a procura de Gear, algo que ela não teria dificuldade de encontrar por conta dos sons de eletricidade que o oponente dela estava produzindo ao atacar. Assim que avistou a engenheira, Cris percebeu que o inimigo dela era capaz de produzir eletricidade através da sua armadura negra, tanto é que ele atirou contra Gear um ataque elétrico. Correndo na direção da revolucionária, Crisbella se jogou em cima dela para tirá-la da direção do Electro Horn, levando ambas a caírem no chão, porém a salvas. De início Gear pareceu confusa com a chegada da ruiva, mas logo cedeu a possibilidade de estarem do mesmo lado, ouvindo o que Cris tinha a perguntar sobre a arma que pegou na oficina dela.

- Não saia pegando as minhas coisas assim! Tsc, mas agora que já pegou… Primeiro você precisa ligá-las aqui. - Então a engenheira apertou um botão em cada uma das manoplas que Crisbella estava usando, fazendo-as ativarem algumas luzes e sons pela sua estrutura. - A palma da sua mão absorve impactos e pode liberá-los depois, mas tome cuidado, o coice da Shocker ainda não está agradável...

Depois da breve explicação, a dupla, ou melhor, Crisbella, viria a ser atacada por mais um Electro Horn do inimigo. O disparo de eletricidade avançaria com velocidade na direção da garota que usaria as manoplas recém adquiridas para tentar fazer o bloqueio e absorção do ataque adversário. Mantendo os pés firmes no chão e apontando a palma da mão para o chifre elétrico, Cris sentiria o impacto do golpe quando este se chocou com a Shocker, empurrando-a um pouco para trás enquanto a energia elétrica era absorvida para o núcleo da manopla. Era incrível a sensação de que praticamente neutralizou uma habilidade inimiga sem sofrer danos e isso poderia trazer uma confiança a mais para a ruiva realizar seu próximo movimento.

Por mais que a finta da garota tivesse sido bem executada e o seu chute tivesse de fato atingido uma parte livre da armadura do sujeito, a sensação que ela teria é de que ainda estava chutando uma região tão dura quanto o metal da armadura dele. Quando tentou agarrar o chifre do elmo do inimigo em seguida, a mão de Crisbella foi agarrada pelo engenheiro e seu punho esquerdo se energizou com eletricidade, pronto para acertar na garota um soco de cima para baixo. Porém, sem saber exatamente como fez isso, a luva de Cris explodiu uma rajada de eletricidade que acabou desestabilizando a postura do cavaleiro elétrico, empurrando ambos para direções opostas. Esse talvez fosse o tal coice que Gear havia mencionado, e o fato dele não ser agradável era por conta da dor que a pressão desse disparo provocou na mão que realizou a descarga.

- WOW! INCRÍVEL! - Exclamou o engenheiro surpreso com a capacidade mostrada pela manopla criada por Gear.

Falando em Gear, a mecânica agiu depressa momentos depois dessa abertura criada por Cris. Usando de uma artimanha das suas manoplas gigantes, a engenheira atirou seu punho contra o inimigo armadurado, agarrando-o pela cabeça. Havia uma corrente ligando o punho ao restante da manopla de Gear, portanto depois de segurar o oponente, a corrente foi recolhida fazendo com que o corpo dos dois se aproximasse com velocidade, permitindo que com a outra mão a revolucionária aplicasse um poderoso soco que iria esmagar o agente contra o chão. A onda de impacto deste ataque era tão grande que dispersou vapor de sua luva e ainda criou uma rajada de ar que se espalhou por todo o corredor, porém foi o fato de que a estrutura do navio se quebrou jogando o inimigo para o andar de baixo que tornou a cena realmente impressionante.

- Não comemore ainda, duvido que ele tenha sido derrotado apenas com isso. Sua mão está bem? - Perguntou Gear para a ruiva que nesse momento estaria com a mão dolorida por conta do coice da Shocker ao descarregar a energia acumulada. - Não sabia que funcionava com eletricidade, mas era de se imagin…

KABOOOM!

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- Mas eu posso ser ainda mais incrível! - Gritou a voz do oponente no andar de baixo.

O estrondo provocado pelo flash de luz que desceu pelas costas de Gear fora tão alto e repentino que era impossível para qualquer um não tomar um baita susto com o ocorrido, sem contar a dor de cabeça provocada pelo som da trovoada… Sim, um raio havia caído dentro do Paradise Star, destruindo parte da estrutura por onde passou para poder chegar até o corpo do agente que havia sido jogado para o andar debaixo. Por conta dessa destruição, o chão que sustentava Gear e Crisbella acabou se partindo também, fazendo-as cair para a parte inferior sem ter tempo para correr para uma estrutura segura. Ainda atordoadas por conta do barulho e da luz de um raio caindo tão próximo delas, nenhuma das duas sentiria muito a queda, podendo voltar a se levantar logo em seguida.

- Merda… - Xingou a engenheira ao olhar para o inimigo e ver como estava o seu estado de poder atual. A armadura negra dele estava completamente energizada, soltando faíscas por todo seu corpo quase como se fosse uma aura que o circulava, porém era evidente que a maior concentração de eletricidade estava em seu par de chifres. - Hey, Kiss, precisamos lidar com aquele elmo dele, eu posso distraí-lo, tente removê-lo, ou se conseguir, destruí-los também seria uma boa.

Naquele momento, Cris talvez nem perceberia o apelido que havia sido atribuído a ela, mas mesmo que percebesse ela não teria tempo de questionar a engenheira por ter sido chamada desse jeito - por motivos óbvios, - pois Gear já havia corrido na direção do oponente para tentar atacá-lo com seu par de punhos gigantes, mas ela sequer conseguiu erguê-los contra o adversário que levantou uma das pernas e disparou uma rajada de eletricidade junto com um chute que viria a empurrar a engenheira para longe dele no instante seguinte.

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Com a companheira caída no chão e atordoada por conta da eletricidade que adormecia seu corpo, Cris sabia que Gear seria um alvo fácil para o ataque seguinte do inimigo, que apontou a mão para ela e começou a carregar o que seria um poderoso disparo de energia. Diante dessa situação, Crisbella sabia que teria duas opções de como reagir, se movimentar para salvar Gear e garantir que a aliada não seja gravemente ferida, ou, confiar que a engenheira era capaz de se livrar desse ataque sozinha e aproveitar a chance para atacar o inimigo de alguma forma. Uma decisão que precisava ser tomada em questão de segundos, pois como muitos sabem, a velocidade de um raio é incompreensível à mente humana.




Hisoka



Mesmo com queimaduras por todo o corpo e com o companheiro implorando para ser deixado para trás, Hisoka não ouviu as palavras de Shott e o carregou mesmo assim para a parte interna do navio, onde estaria livre dos perigos da batalha de Helena e Kou, podendo ser levado para a enfermaria onde era o lugar que precisava estar. O corpo do arqueólogo ardia por estar carregando Blink, mas deixar o navegador para trás poderia significar a morte dele, e isso era inadmissível para o cabo revolucionário.

Quando alcançou os corredores que levariam à enfermaria, o historiador percebeu uma névoa suspeita rondando o local, ele na mesma hora soube que isso não era algo natural, portanto deixou Shott encostado em uma parede, puxou seu chicote e caminhou para dentro do nevoeiro onde viria logo depois a encontrar Pepper. Poucas palavras do cozinheiro já foram suficiente para Hisoka compreender o que estava acontecendo, inclusive sendo atingido pelo tridente do inimigo que se escondia dentro da névoa.

- Isso soa patético, lutar desse jeito… Tsc. - Resmungou Shizuo assim que encostou suas costas nas costas de Hisoka.

- Kufufufu, compara meu poder com um simples Soru? - Falou a voz da névoa dando risada para a teoria do professor. - Seria o paraíso para vocês se fosse apenas isso… Mas hoje vocês conhecerão o inferno.

Enquanto o adversário falava isso, Hisoka permanecia atento a névoa, tentava localizar a origem da voz dentro do nevoeiro e possíveis vultos se movimentando por ela, abusando do seu temperamento calmo e lógica para conseguir enxergar alguma coisa que pudesse lhe dar uma vantagem nessa batalha, porém não importava o quanto olhasse para ela, o professor não encontrava um ponto de origem para saber se esse nevoeiro estava sendo criado pelo inimigo ou se estava vindo do mar por causas naturais. A essa altura, Hisoka mal sabia dizer em que parte do Paradise Star ele estava, as paredes não estavam mais tão facilmente visíveis e muito menos o início e o fim do corredor, isso inclui o próprio Blink, que já não conseguia ver onde havia o deixado.

Encontrar o inimigo era a chave para a vitória, e o arqueólogo sabia que uma hora ele acabaria fazendo isso, mesmo que por um breve segundo, pois já viu acontecendo uma vez… Quando ele ataca ele se revela, então a essa seria a estratégia mais simples para se fazer caso nada fosse avistado dentro do nevoeiro, porém como iria conseguir vê-lo, se até agora não viu sequer um sinal de movimento dentro da névoa? O inimigo ainda estaria ali? O que ele está esperando para começar a lutar? Que tipo de guerreiro ele é? No momento, tudo que o professor podia fazer era esperar e no primeiro sinal de movimentação inimiga, quando um vulto avançou na sua direção, Hisoka gritou para Pepper para alertá-lo do perigo, usando seu chicote no mesmo instante para golpear a sombra que viu avançar até ele.

O estalo provocado pelo flagelo junto à sensação de impacto davam a certeza para o professor de que ele havia atingido alguma coisa, a névoa entre ele e o corpo atingido foi aos poucos se dissipando para lhe dar a visão do que havia acertado… Então para sua surpresa, o arqueólogo veria o corpo de sua mãe caído no chão, Mina Kurayami foi quem havia atingido. Era exatamente como naquela noite, o corte de cabelo, as roupas que ela estava usando, a posição em que ela estava, o sangue que escorria pelo seu ferimento.

- Isso é culpa sua. - Disse a voz dela enquanto seu rosto pálido se virou para encará-lo com o sangue escorrendo pela boca. - Isso jamais teria me acontecido se naquela noite eu não tivesse ficado na cidade para protegê-lo… Eu sabia que iria acontecer. Você nem deveria ter nascido... Sua existência foi um erro!

Por maior que fosse o seu trauma lhe trazendo esse enorme peso para sua consciência, Hisoka talvez ainda conseguisse lidar com a situação por conta do seu temperamento calmo e também com a sua lógica, afinal ele sabia que aquilo não podia ser real, tinha que ser um truque do inimigo, talvez uma droga contida na névoa ou simplesmente uma habilidade das tais Akuma no Mi… Já não é a primeira vez que se depara com um desses inimigos usando técnicas do fruto do diabo, seria de fato interessante se o professor buscasse saber mais sobre o assunto agora que está em águas da Grand Line.

Por mais que sua consciência pudesse alertá-lo de que era tudo mentira e não passava de um truque, convencer seus sentidos de que aquilo não era real não seria uma tarefa tão simples assim, a essa altura seu corpo já estava reagindo de maneira intensa, seu coração já estava acelerado e sua respiração ofegante, era difícil até para o professor continuar com toda a sua calma diante de uma cena como essa, mas ela ainda iria piorar… Outra área do nevoeiro iria se dissipar para revelar Milla, a enfermeira estava se apoiando nas paredes do corredor para conseguir andar em direção a Hisoka, sua barriga sangrava com sua mão esquerda tentando diminuir o sangramento. Caso o arqueólogo estivesse de olhos fechados nesse momento, ao menos a voz dela iria de alguma forma forçá-lo a olhar para ela.

- Hisoka… Me ajude… - Pedia ela para que o revolucionário a ajudasse. Ele não saberia nesse momento se a garota era real ou não, então provavelmente ele não poderia deixá-la sangrando daquele jeito sem fazer nada. Sendo questionada ou não pelo professor para saber quem teria a ferido desse jeito, Milla iria explicar de qualquer forma. - Foi você… Você que me deixou assim. Você é o culpado por isso! - Disse a enfermeira para o arqueólogo assim que este se aproximasse dela… Ou mesmo se não se aproximasse, quem sabe o mesmo ficasse com um pé atrás duvidasse do que estava vendo e ouvindo, de qualquer forma a cena e a frase de Milla seriam ditas mesmo que o professor ficasse parado. - O ferimento infeccionou, não tem ninguém para me ajudar… Eu não vou sobreviver, Hisoka… VEJA O QUE VOCÊ FEZ COMIGO!

Era real? Não, não podia ser real… Mas ele podia ter certeza de que estava vendo Milla ali, ouvindo sua voz e até mesmo se fosse em sua direção para ajudá-la poderia sentir seu corpo, seu cheiro, então como poderia provar para si de que tudo isso era falso? Como poderia acabar com esse terror psicológico que parece que não vai acabar? Foi pouco depois disso que Crisbella apareceu correndo e gritando pelo seu nome no corredor, trazia com ela uma caixa, a mesma caixa que outrora carregou em seu interior a cabeça de Daario. A ruiva estava chorando ao se aproximar do professor, entregando para ele o objeto cubóide para que o mesmo fosse aberto. Obviamente havia a opção de Hisoka recusar receber o presente ao qual lhe trazia más lembranças, porém não teria a necessidade dele segurar a caixa, caso rejeitasse fazer tal ação a própria Cris a abriria para ele ver seu conteúdo.

- Olhe Hisoka, olhe o que você fez… - Disse ela momentos antes de revelar o que havia escondido no baú… Não era a cabeça de Daario dessa vez, mas talvez fosse ainda pior e mais bizarro, pois ali dentro estava a cabeça da própria Crisbella cujo os cabelos ruivos se misturavam com a poça de sangue que havia ali dentro. Os olhos verdes dela estavam lacrimejando quando se curvaram para encarar o professor, mesmo estando longe do seu corpo a boca da garota começou a se mexer para falar: - Por que você me deixou sozinha, Hisoka? Você me abandonou e olha o que fizeram comigo! POR QUE, HISOKA? POR QUÊ?!

Quando a tensão do momento lhe fizesse desviar o olhar da cabeça de Crisbella e voltasse a olhar para o corpo dela, notaria que este agora estava decapitado, o sangue jorrava pela abertura de seu pescoço e o corpo caía no chão fazendo a cabeça da garota rolar pelo chão ainda repetindo aos berros aquelas palavras ao professor. Não importava o que fizesse não conseguiria fazer a voz de Cris sumir da sua cabeça, depois seria a vez de Milla começar a lhe fazer a mesma pergunta, por fim sua mãe. Se o arqueólogo olhasse para suas mãos seria capaz de ver o sangue escorrer entre seus dedos queimados, mas esse sangue não era seu, era delas...

Quando a espada atravessou seu peito, Hisoka sentiria o alívio por um momento, as vozes ficariam mais baixas e ele poderia se distrair com a pessoa que havia surgido para lhe golpear, era Klaus. Ele estava furioso e era possível notar isso em seu olhar, descontando sua fúria no historiador, o espadachim empurrou o corpo do professor contra a parede, cravando-o ali junto com a espada como um caçador de vampiros golpeia um vampiro em seu caixão com uma estaca de madeira.

- Eu disse que lhe mataria se algo acontecesse a ela, seu verme! Eu confiei em você para protegê-la! É tão difícil assim para você proteger as pessoas ao seu redor?! - Gritou ele para Hisoka que a essa altura precisaria estar se esforçando ao máximo para continuar mantendo a sanidade da sua mente, pois por mais forte que seja a sua cabeça, o nível de tortura psicológica havia chegado tão longe que era difícil superar isso mesmo sabendo que era tudo mentira.

- Não, ele não é capaz… Ele é fraco. - Disse Katherine assim que apareceu no ambiente, parando ao lado de Klaus para observar o professor perfurado contra a parede. Ela o fitava com seus olhos rosados, desprezando-o. - Você é uma vergonha para o nosso navio… HAHAHAHA! E pensar que você um dia você me beijou, achou mesmo que conseguiria algo comigo? Um nada como você jamais teria algo comigo. Você me dá nojo, professor. - Então ela puxou o machado das costas e apontou sua lâmina para o pescoço de Hisoka. - Você sequer faz diferença aqui dentro, já percebeu, não é? Ninguém realmente se importa com você… Ninguém realmente precisa de você… Sempre recebendo trabalhos medíocres, sempre deixado de lado. Ninguém confia no seu potencial, professor, pois você é completamente descartável. Seria mais fácil se você morresse logo… Me peça para matá-lo e eu acabo com sua vida medíocre em um instante.

A maneira como as palavras de Fennik poderiam afetar a mente do professor seria o que iria definir os próximos acontecimentos. Hisoka poderia se entregar por completo ao ataque psicológico que estava sofrendo, assumir a culpa, assumir a inferioridade e então pedir pela sua própria morte, ou quem sabe não… Era importante nesse momento o revolucionário se lembrar de que não estava sozinho nessa batalha, Pepper também estava passando pela mesma situação e bastaria olhar para o lado para ver o cozinheiro ajoelhado no chão com as mãos tampando os ouvidos, os olhos fechados e o corpo tremendo em estado de choque… Para o orgulhoso Shizuo que há pouco estava reclamando por estar tendo dificuldades em vencer um inimigo, estar sofrendo desse jeito só podia ser algo muito pesado sendo mostrado na cabeça do rapaz.

- Me perdoe, Shirin, foi minha culpa… Foi tudo minha culpa… Eu que deveria estar lá… O erro foi meu, você não merecia pagar por isso… Sim, é injusto ser eu a continuar aqui. - Dizia ele com algumas lágrimas se formando em seus olhos com as pupilas dilatadas. - Por favor, eu não quero mais isso, faça isso parar! Eu te imploro, suma com isso! FAÇA ISSO PARAR! - Gritou o ruivo começando a chorar como uma criança, mal conseguindo manter o tronco ereto. Com a cabeça quase tocando o chão, pareceu que o rapaz estava se ajoelhando para alguém que não estava ali. - Por favor, Shirin... - Então o ruivo ergueu seu corpo novamente, ainda havia lágrimas escorrendo do seu rosto enquanto ele olhava para o vazio na névoa e abria os braços. - ACABE COM ISSO, ME MATE, EU TE IMPLORO, EU NÃO MEREÇO ESTAR AQUI…

E assim como pediu que acontecesse, o corpo do cozinheiro foi perfurado e erguido do chão enquanto seu sangue era cuspido pela sua boca. O homem do tridente estava diante dele com um sorriso largo na face, observando Pepper que tinha as lágrimas ainda frescas escorrendo por suas bochechas. Não era o rosto da tal Shirin que Shizuo veria antes de morrer, mas sim o de seu inimigo, sorrindo de forma sádica para ele… Ele estava certo quando disse que em breve os dois estariam implorando para serem mortos.

O próximo era Hisoka.

Spoiler:
 


HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptyTer 05 Mar 2019, 06:37



Destinos Cruzados

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#Post 20


Hisoka sentiu os miócitos de seu antebraço vibrarem no instante que o flagelo atingiu seu apogeu, dando-lhe a impressão que havia acertado algo em meio à névoa. Os olhos sob as pálpebras anchas em decorrência da sensação, entretanto, notaram um corpo feminino caído no chão. Tratava-se do único conteúdo bem notório no interior da bruma, o que permitiu um foco privilegiado por parte de sua visão. Ele não teve dúvidas quando lobrigou as vestes, a posição e, principalmente, a voz daquela vítima. Aspirou profundamente antes do fôlego travar num comando inconsciente da glote, ao passo que os olhos arregalaram excelsos. As íris carmesins trêmulas no centro da córnea repleta de vasculares e os lábios titubeantes transmitiam toda sua insegurança, a qual culminou numa queda em decorrência dos músculos abalados.

– M-Mãe... – De joelhos, a voz alquebrada exauriu às mínguas, quase inaudível. Não pode ser verdade. Não pode. Sabia disso. Sua mãe morrera há quinze anos, assassinada por um marinheiro chamado Yasuo. Não fazia o menor sentido que estivesse ali. Ele realmente sabia disso, mas o cunho das palavras de sua falecida apertavam-lhe o coração de tamanha forma que a culpa afligia-lhe de modo real. – E-Eu sei... D-Desculpe... – As lágrimas verteram pela face pregueada, carregando com elas a agonia e responsabilidade que guardava pela morte de sua mãe.

No entanto, teve pouco tempo para pensar sobre, pois bastou uma piscadela para vislumbrar outra figura rompendo o nevoeiro. Os olhos se ergueram para fitar a apropinquação de Milla, que cambaleava arduamente, arrastando-se na parede do corredor em detrimento de um ferimento violento no abdômen, aparentemente idêntico ao que sofrera em Ilusia Kindgom. Ainda de patelas no assoalho, Hisoka não sentia firmeza suficiente nas pernas para se erguer, como se elas tivessem sido roubadas naquele instante, talvez pela mente enternecida ter fomentado as queimaduras que continuavam a atormentá-lo. Mesmo assim, a preocupação com o estado da enfermeira o faria engatinhar de braços trêmulos até sua direção. Ao contrário de Keiko, Milla realmente estava naquela embarcação e poderia estar ferida de verdade.

– E-Estou indo... E-Estou- – O queixo combaliu e a face desassossegada de outrora mudou, denotando a surpresa com a maneira com a qual Milla proferiu.

Domado cada vez mais pela lógica e pelo seu temperamento calmo, Hisoka atinaria que Milla nunca colocaria a culpa de um determinado acontecimento em alguém senão nela mesma, isso porque a garota é extremamente tímida e insegura. Além disso, ela já havia conversado com o professor antes e informado-lhe que não o responsabilizava pelo ocorrido em Ilusia.

Os olhos semicerrados pareciam agrupar confiança pouco a pouco, ao passo que o historiador começaria a perceber que tudo aquilo era apenas uma estratégia do oponente para desestabilizá-lo. Mesmo assim, tudo aparentava ser tão real que, embora sua mente estivesse sendo posta no devido lugar, seu corpo não conseguia entrar em harmonia. Ainda sentia o coração acelerado e apertado em tristeza, o corpo suado e os membros bambos.

– Droga... Esse covarde... – A testa rorejada pelo líquido salino liberou outra gota que escorreu pela maçã do rosto, relutando no queixo antes de estilar no solo. De dentes à mostra, escoraria as costas na parede mais próxima e tentaria usá-la de apoio para erguer o corpo, firmando seu peso nas pernas atormentadas.

Como se já não bastasse a figura de Milla e sua mãe, Crisbella também irrompeu a bruma, abrindo um baú similar aquele que detinha a cabeça de Daario, contudo, agora era o crânio decepado da própria ruiva quem estava lá. Num suspiro, Hisoka fechou os olhos e engoliu em seco. Estava aflito com tudo aquilo e queria sair dali o mais rápido possível. Finalmente havia entendido o que seu adversário quis dizer ao mencionar que eles implorariam pela morte em breve. Nem mesmo os ferimentos da batalha de outrora com o inimigo explosivo doeram tanto quanto a sua mente em cacos. Um coração despedaçado realmente é capaz de derrubar o mais forte dos homens.

– A-Argh... V-Vocês do governo... São como cães. Cães da pior raça. Sujos. Desprezíveis. – Em meio a arquejos, falaria de cabeça erguida e olhos lacrados, como quem quisesse evitar as outras possíveis cenas que poderiam estar por vir. Embora não soubesse exatamente onde estava sem oponente, tinha certeza que ele estava ouvindo-o. – Matam inocentes e sentem júbilo nisto... Tsc... Como conseguem colocar a cabeça no travesseiro todas as noites sabendo que estão protegendo criminosos? Vocês protegem corruptos, corporativistas, escravagistas... – As vozes inquietas não paravam de lhe afortunar, sobressaindo os seus próprios comentários para o oponente. Vinham de todas as direções, causando-lhe uma intensa dor de cabeça, até que, repentinamente, sentiu um toque álgido atravessar seu peito. Abriu os olhos em sobressalto, notando Klaus em sua frente, perfurando o seu tórax contra a parede com a sua espada. Sangue não manava da ferida, nem de sua boca, o que indicava se tratar da ilusão, contudo, o incômodo ainda era verdadeiro. Aliás, nem tão incômodo assim. Naquele momento, parecia que atendia a sua súplica, para agonizar toda aquela dor de uma vez. – E-Eu sei... Tem sido tão difícil... – Abaixou a cabeça e fitou o chão de olhos ainda marejados em detrimento do pranto de antes. Lembrou-se das pessoas que jurou proteger e que falhara: sua mãe, Milla, Blink e, agora, Cris... – Não... Eu ainda... Ainda posso. – Engoliu em seco, cerrando os dedos da mão canhota ao passo que alçou o mento, agora com os olhos direcionados para Fennik.

A bárbara fazia escárnio do professor, palavras que carregavam uma notória verdade em sua cerne. Até então o Revolucionário tem ficado em segundo plano na tripulação, sempre como uma pedra no sapato dos demais membros do Exército. Foi chamado para fazer parte do alicerce estratégico e sequer conseguiu desvendar o mistério de um cubo desprezível. Fora isso, sempre tem fracassado em seus combates e nos plácitos que ergueu. Tem sido uma vergonha, como dito por Fennik. Não a toa, ele balançava a cabeça positivamente, de olhar vago e lábio inferior entre os dentes.

– É... Seria mais fácil morrer... Quem sabe, nem ao menos ter nascido... – Sua respiração estaria mais amena, denotando sanidade em suas colocações. Então, com um suspiro, retiraria o corpo da parede e balançaria o braço a frente do corpo em horizontal, buscando desfazer o falso Klaus em névoa. – Mas eu estou aqui. E tenho uma missão para cumprir... – Aglutinou as sobrancelhas em meio a glabela crispada, referindo-se a sua incessante busca pelas nuances do século perdido, conhecimento este que ele jurou adquirir após o acontecimento com sua mãe. Sentia-se em débito com o povo de Ohara, como se tivesse a incumbência de continuar aquilo que começaram. – Aliás... Duas... – Presenciar toda a crueldade e atrocidade praticada por esses agentes do inescrupuloso governo mundial certamente não passaria em branco. Todos esses acontecimentos em Berlinque tem sido e serão um linde notável na vida do Revolucionário. Esse rancor aglutinado, comutado em ódio sempre que vê um desses agentes. Certamente não passará em branco. Ele tem de ser extinto da face da terra. Não havia dúvidas que ruminava sobre o governo.

O alto plangor de Pepper veio a intervir o silêncio em meio a bruma. O cozinheiro estava ajoelhado e em prantos, ao que parece mutilando a ele mesmo em decorrência de um acontecimento de seu passado. Hisoka conseguiu enxergar a si naquele estado, pois ele estava daquela forma há minutos atrás, quando vira sua mãe. A diferença, aparentemente, seria que o arqueólogo conseguiu se agarrar ao seu temperamento calmo e devoção para manter a sanidade. Infelizmente seu companheiro não teve a mesma base para firmar o psicológico.

– Calme, Pepper, eu- – Com os primeiros passos dados em direção do amigo e o braço esquerdo estirado, Hisoka cessou atônito ao ver o corpo do ruivo empalado pelo tridente inimigo. A feição inerte não tardou a expressar seu furor, majoritariamente ao vislumbrar o sorriso ufano estampado no rosto do sicário pétreo. – Desgraçado! – Brandou o arqueólogo, movimentando o braço outrora entesado para a lateral de seu corpo bruscamente. Não pestanejaria logo em seguida, voluteando o corpo no próprio eixo para enviar a ponta do flagelo contra o crânio do oponente numa brusca ação do antebraço destro. Dado o giro, a arrematada teria a velocidade e a potência engrandecidas. – Vai se arrepender por isso! – Havia raiva em sua voz, comportamento bem atípico do Revolucionário. Todavia, após tantos companheiros mortos e de modo tão sádico, não havia formas de segurar os instintos. Por isso, continuaria enquanto visualizasse o inimigo em meio à névoa. Recuaria o braço direito e o rotacionaria ao lado do tronco antes de uma cortada na vertical contra o ombro inimigo, sucedendo-a por outra contra suas costelas, agora na horizontal.

Sua maior dificuldade, além dos ferimentos que carregava no corpo, estava naquele nevoeiro. Pelas informações adquiridas nos últimos minutos, ele não parece ter uma fonte, já que não foi capaz de captar nenhuma nuance em sua estrutura volátil. As únicas deformações que ocorrem na bruma são quando o oponente aparece e ataca; nada além. E se for uma ilusão, como todo o resto? A ponderação ecoaria na caixa pensante, ainda muito vago, mas certamente relevante. Como eu a desativo? Completaria o pensamento, desta vez referindo-se a uma solução à provável miragem.

Agora com a gnose que os entes queridos não passam de meras ilusões, essencialmente após o que aconteceu com Pepper, Hisoka não se deixaria levar mais pelo psicológico. Por isso, sempre que uma dessas visões tornasse a aparecer, ele não hesitaria em rechaça-las com sua vergasta, golpeando-as na altura do tronco horizontalmente, esperando que desaparecessem. Enquanto isso, os olhos estariam atentos nos arredores, tanto a espera de mais uma aparição do adversário, como também na busca por algum pormenor que lhe cedesse uma dica de como acabar com a bruma.

Ao sentir a aproximação do adversário ou notá-lo com os olhos focados, Hisoka buscaria esquivar de seu golpe com um passo ágil para o lado contrário, imediatamente levando ambas as mãos na direção de seu pulso. Enquanto a mão direita seguraria o cabo de seu chicote, a esquerda enrolaria o flagelo em seu carpo, o que evitaria que ele desvanecesse novamente. Então, firmaria a perna esquerda no chão como apoio e chutaria o joelho mais próximo do agente com a planta do pé livre, rapidamente encadeando um último golpe, no qual flexionaria a perna sinistra e saltaria, alçando-a para uma joelhada no queixo do adversário, posteriormente aterrissando seguramente antes de recuar num salto.

– São habilidades estranhas estas que possuem... – Recuperando o fôlego, deixaria a voz ecoar pelo corredor enevoado, fazendo referência à bruma deste inimigo e a capacidade de explosões do anterior. Esses talentos nunca antes vistos os colocam não somente um passo a frente, mas dezenas, trazendo a tona batalhas muito mais árduas do que o convencional para o arqueólogo.

Na eventualidade de sua esquiva falhar, Hisoka buscaria inserir o seu cotovelo ou joelho entre o tridente e o seu corpo na expectativa de bloquear uma região vital, evidentemente este para ataques rasos e aquele para ataques altos. Ainda assim, não aceitaria o talho sem cobrança, pois concomitantemente agarraria o cabo da arma tripla com a mão livre e volutearia fugazmente o corpo junto a um soco direto na traqueia inimiga, buscando preenchê-la com os nós dos dedos raivosos. Não se entregaria a derrota à esmo de modo algum, principalmente depois dos agentes adicionarem mais uma baixa em sua tripulação.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 6 EmptyQui 07 Mar 2019, 20:58

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Gear não havia ficado muito contente com o fato que eu havia mexido em suas coisas e pego uma arma protótipo da qual eu não entendia quase nada. Não a culpava, até porque não era o certo sair por aí bisbilhotando em armas e objetos alheios, porém a situação era crítica, deixar uma arma como aquela parada em cima de uma prateleira era um desperdício. Consegui salvar a mulher de um tiro direto daquele rapaz com a armadura negra, levando nós duas ao chão. A mulher logo me explicou como usar a arma, ligando-a, pude sentir a mesma vibrar levemente e acender várias luzes enquanto eu abria e fechava a minha mão, sentindo a arma sobre meus dedos.

Era interessante, nunca havia usado uma manopla antes, eu achava a maioria delas muito chamativas demais, mas protegem melhor a mão que qualquer outra coisa. Meu primeiro ataque surtiu o efeito desejado, mas acabei me arrependendo de dar um chute no rapaz, afinal, até a parte mais ‘’maleável’’ da armadura era dura, o que fez eu sentir um pouco de dor na perna. A manopla se mostrava muito útil, sugando o primeiro ataque do agente e retornando-o em uma rajada elétrica poderosa. O coice da arma era grande, senti minhas mãos formigarem e doerem por conta da eletricidade ali, talvez tivesse de ser melhor ajustada para não me ferir… O coice da arma fez com que eu e o agente recuassemos, mas não por muito tempo. Gear logo puxo-o com a sua arma e o jogou para o piso inferior. Arregalei os olhos em surpresa enquanto via o poder que a engenheira tinha em suas mãos, ela era mais forte do que aparentava ser, fiquei mais tranquila por ter alguém como ela ao meu lado.

Pobre navio…A madeira rachada e quebrada para todo o canto me fazia sentir pena do que um dia fora a imponente e perfeita embarcação. Consertar aquele barco não seria uma tarefa fácil… Isso se ele resistisse mais alguns minutos em alto mar sem afundar, pois no ritmo em que as explosões aconteciam, não demoraria para vermos a água entrando. Gear logo se aproximou de mim, perguntando como minha mão estava enquanto eu comemorava a derrota de nosso inimigo com pequenos pulinhos animados. - Ahh eu estou bem… Está formigando, é uma sensação estranha mas não é dolorida...Bem, ainda não é. - Disse com um sorriso tímido enquanto Gear logo começava a refletir sobre em voz alta, porém sua voz fora cortada quando do nada um estrondoso raio caiu sobre nós. Senti como se estivesse voando por um milésimo de segundo antes de minhas costas baterem sobre o piso inferior do navio. Meus ouvidos zuniam muito e minha vista havia ficado embasada por um curto período de tempo. Eu estava bem, consegui me levantar sem muito esforço apesar do susto grande. Olhei para os lados e encontrei Gear também se levantando. O rapaz da armadura negra estava à nossa frente, desta vez, seu traje emitia algumas faíscas elétricas saindo de seu corpo. Olharia a minha volta para tentar identificar a onde no navio nós estávamos, precisava ter cautela para não quebrar o casco e fazer com que a água entrasse para ali dentro… Embora molhar meu adversário não fosse má ideia, não podia arriscar a afundar o navio.

Em um movimento rápido, Gear foi em direção ao garoto, que com um chute elétrico a derrubou vários metros para trás.- GEAR! - Gritei enquanto o corpo da garota caia sobre o chão de madeira, não demorou muito para o nosso adversário apontar seus dedos para a engenheira. Um pouco de luz se formava em sua manopla e eu senti um arrepio percorrer toda a minha espinha e eriçar os pêlos do meu braço. Eu não tinha tempo de pensar em algo lógico ou mesmo estratégico, meus movimentos seriam de reflexo, levaria a manopla para frente de meu corpo, tentando em um pulo chegar próxima a Gear e salvá-la do disparo do rapaz. Se eu conseguisse tal feito, logo me voltaria a absorver aquele raio e atirar contra meu inimigo. Não miraria em nenhum lugar em específico do corpo dele, apenas teria uma reação instantânea.

Se eu conseguisse meu feito, olharia para ele e daria um sorriso. - Ha, aparentemente esse brinquedo ai não é páreo para minhas mãos, chifrudinho. - Diria de maneira irônica, tentando chamar a atenção dele para mim para que Gear não fosse atacada.  Se eu falhasse em defender minha aliada, procuraria ir em direção a seu corpo e saber se ela estava bem antes de me voltar ao rapaz. - Desgraçado! - Diria com raiva enquanto ajustava as manoplas em minhas mãos.  - Não vou deixar você se safar dessa! - Meus dentes cerrados assim como os olhos traziam a expressão de raiva em minha face.

Sem pensar duas vezes, olharia em ambos os lados de meu corpo, procurando algum objeto para arremessar nele. Se achasse algo leve o suficiente, pegaria o mesmo e lançaria na direção do cornudo, mirando sua face. Independente de eu conseguir o objeto ou não, avançaria para cima dele, com as mãos voltadas para frente caso ele resolvesse atacar. Tentaria desviar de mais algum raio que ele pudesse formar, atirando meu corpo sobre o chão do navio em uma tentativa de cambalhota para frente, se o local tivesse barris ou mesmo caixas as quais eu poderia me esconder e conseguir cobertura, faria um caminho mais seguro até ficar próxima do rapaz, utilizando o que o navio tinha para me proteger de seus raios. Se eu conseguisse cobertura, tentaria me aproximar dele por trás, miraria seus chifres, tentaria agarrar os mesmos com um salto direto a sua face, Trançaria minhas pernas em volta de seu peitoral enquanto minhas mãos tentavam arrancar o elmo, estaria quase que montada em um touro mecânico.




-x-


Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

War
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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