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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Tchau North Blue

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MensagemAssunto: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptyQua 26 Set 2018, 16:06

Relembrando a primeira mensagem :

Tchau North Blue

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Calros Lazo. A qual não possui narrador definido.


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PepePepi
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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySab 20 Out 2018, 20:01



Bombas e uma caixa
Tudo estava indo bem, a bebida era por conta da casa, pude me sentar tranquilo e fazer as perguntas que queria. Não imaginava que o clima fosse mudar por causa disso, pensava que seria algo tranquilo, principalmente quando ele até mesmo respondeu que Marcela seria promovida para tenente e ele provavelmente para capitão sendo ainda chefe dela... de qualquer forma, o tenente acabou me explicando que nosso objetivo havia mudado por causa de alguns piratas denominados Os Números, eles são 11 pessoas que não são totalmente conhecidas, iríamos tentar prender utilizando um deles, o número 2, de provável isca, claro que precisaríamos primeiro tentar prender ele primeiro. Todas as três moças que ali estavam acabaram por mostrar cicatrizes que tais piratas fizeram, o que só mostrava que não era algo tão "pequeno" quanto foi a minha primeira missão. O número dois estava por perto e quem sabe capturando-o não conseguiríamos utilizá-lo para prender todos os outros. Mas tudo aquilo estava bem vago. "voltou para os blues por algum motivo" deixava aquela dúvida sobre o que estariam planejando.

Infelizmente não tive tempo algum para pensar nisso, alguns objetos estranhos chegaram voando e caíram por perto. Antes que eu pudesse pensar em fazer qualquer coisa, todos esses objetos começaram a explodir. Uma confusão se armou. Vi o tenente Elrick mobilizando atiradores para irem atrás de quem quer que tivesse feito isso, mas as pessoas já haviam ido embora e deixado uma simples caixa com uma nota. Só conseguia pensar no começo em como eu era inútil, não consegui distinguir os objetos a tempo por não enxergar bem no escuro... e mesmo se eu conseguisse não conseguiria chegar a tempo das bombas para fazer algo, era muito lento. Lento demais, quando cheguei na saída do quartel general, simplesmente vi o povo debandando. Ao ouvir a pergunta do tenente, responderia. - Sim senhor, estou bem. Alguém está ferido? - Perguntaria no geral, não só para as três, como também olharia a minha volta por pessoas machucadas, correria até a mais próxima e a analisaria como me foi ensinado. Tentaria parar qualquer sangramento. Tentaria estancar sangramentos, analisaria se estão respirando com facilidade, se haveria alguma chance de ossos quebrados, caso existisse, tentaria procurar em volta por suportes para fixar de forma precária o membro quebrado. Precisava ainda me atentar ao que quer houvesse na caixa.

Quando percebesse que não haveria ninguém sangrando mais, iria até o local com a caixa e a carta. Primeiro leria a carta. Mais um grupo criminoso e esse veio realmente do nada, Os Julgadores, ok, teria que guardar esse nome, eles já haviam realizados mais crimes de acordo com o que eles mesmos falaram. Como não havia alarde sobre o conteúdo da caixa, fiquei mais calmo por um instante, mas ouvi o que o tenente havia dito, sobre acharem Marcela. Me aproximaria com cuidado da caixa e então olharia o seu conteúdo. Ao olhar para o conteúdo, meu cérebro pararia de pensar em tudo por um instante que se estenderia por um tempo que nem saberia dizer ou contar. O rosto tão familiar dentro da caixa, sabia que era de Marcela, uma mulher que conhecera no dia anterior, mas ao mesmo tempo não conseguia não pensar em minha mãe. Não chegaria a chorar, acho que meu cérebro processava que era uma desconhecida por mais que sofresse com aquilo. No pouco que conheci de Marcela, ela foi gentil e eu cheguei a gostar dela, mas não consegui criar um laço muito profundo para sofrer mais que o normal, sofria mais pela lembrança de minha mãe que pela pessoa que morreu no ato realizado. Não havia chegado a ver o corpo de minha mãe, então aquilo ali parecia algo mais próximo possível de um enterro que eu poderia imaginar depois. Mas será que era ela mesmo? Provavelmente, Elrick teria reconhecido se não fosse, ou talvez ele tenha ficado mais abalado do que o normal e não viu direito. Será que não havia alguma marca diferente na cabeça que denunciava que não era a marinheira? Meus pensamentos seriam interrompidos pela pergunta realizada pelo tenente. - Quero investigar as duas cenas do crime. - Diria rápido e claro para a pergunta dele. - Tudo bem que vamos partir amanhã, então acho que irei hoje mesmo se o senhor permitir. - Mas em seguida o mesmo falava para eu passar em sua sala depois. Então no momento, se houvesse feridos, me atentaria a ajudá-los a irem até o centro médico até que só restasse eu no local. Em uma das idas, pegaria um par de luvas de cirurgia. Caso não houvesse nenhum ferido, iria até o centro e pegaria um par de luvas. - Caso precise cuidar de alguém muito distante daqui, melhor do que tateá-los com as mãos nuas. - Diria de desculpa para o médico se ele perguntasse porque estaria pegando um par de luvas.

Assim, livre no local, iria até a cabeça de Marcela novamente, será que não havia nenhuma pista sobre não ser ela? Sentindo-me meio nauseado, retiraria minhas luvas de combate e vestiria as luvas médicas. Pegaria a cabeça e a analisaria. Primeiro tentaria procurar por marcas que deixariam claras que não era Marcela, talvez alguém tentou assustar a marinha mostrando que podiam matar sargentos com facilidade. Alguma cirurgia plástica talvez. Analisaria até a consistência da pele para talvez ver se ela estava morta a muito tempo, se estivesse provavelmente não era Marcela que até ontem estava comigo e com Elrick. Se não visse nenhum sinal disso tudo, ou se visse também, analisaria a parte onde o pescoço estaria, para verificar se a cabeça foi separada do corpo por uma lâmina ou por alguma outra coisa, foi arrancada? Foi cortada? Foi com machadadas? Era possível chutar minimamente o que os malucos que fizeram aquilo haviam utilizado?

Depois de tudo isso, guardando a cabeça na caixa novamente, iria tampar a caixa e a pegaria para levar comigo para o tenente Elrick. Ao chegar em sua sala, colocaria a caixa no chão e falaria bem baixo. - Acho que não era certo deixar a cabeça lá e pronto... - E depois contaria o que consegui analisar, se era ou não Marcela pelo que havia visto mais detalhadamente e qual item ou método havia sido utilizado para cortar a cabeça fora. Por fim, diria ao tenente. - Tenente, sei que temos que partir para a grand line amanhã por causa dos números, e agora também por causa dos julgadores. - Daria uma pausa. - Os números as três já conhecem um pouco, mas esse outro inimigo... - Diria olhando para a caixa. - Esse inimigo é totalmente novo. Precisamos analisar as cenas do crime hoje para podermos partir amanhã com algum tipo de informação que não seja proveniente deles. - Daria uma pausa, respiraria fundo e esperaria ele falar. Se ele não mandasse eu ir até os locais investigar, ou me mandasse simplesmente dormir por causa da viagem do dia seguinte, eu não aguentaria e diria ainda calmo. - Não da para ficar aqui parado, temos que ir lá analisar. Vou acabar indo mesmo sem permissão, mas por isso peço que pelo menos chame isso de missão e me deixe ir descobrir mais sobre esses malucos. - Se ele já tivesse me passado a missão, iria então agradecer. - Obrigado senhor, estou indo agora se não tiver mais nada para me contar. - E ouviria novamente o que quer que ele tivesse a falar. Realizaria todas essas ações independente de haver ou não outras pessoas na sala, pois não acharia certo ficar parado com tal situação urgente, o quartel general havia sido atacado, ficar parado era simplesmente aceitar a situação.



Para o avaliador escreveu:
A partir deste post começaram tentativas de pegar a vantagem Visão na Penumbra e Aceleração com o tempo. a frequência disso vai depender de quantas coisas o over vai explodir, porque no primeiro post já veio até a cabeça da npc acompanhante que havia criado Norio

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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySeg 22 Out 2018, 00:04

Quando Calros chegava na saída do quartel, respondia o tenente, jogando uma pergunta geral, mas parecia que ninguém estava ferido, apenas com alguns arranhões da queda, mas era nada demais para que fosse tratado. O marinheiro então ia até Elrick, que estava com a caixa e lia a carta que alguém daquele grupo havia deixado e após ler e escutar o que o tenente havia dito, o rapaz ia até a caixa e quando via a cabeça de Marcela, ele parava, o cérebro dele congelava e ele parecia ficar num estado de “choque”. Calros se lembrava do pouco tempo que ele havia conhecido ela e, segundo o rapaz, Marcela era gentil e começava a gostar dela só que, não conseguia criar um laço com a mesma, pois ela se parecia com a mãe do jovem marinheiro e agora, estava morta, mas só ele não enxergava isso. Calros desejava investigar as cenas de crime que haviam sido comentadas na carta, Elrick olhava para ele e o respondia com um: “Ok, Ok”. O marinheiro então pegava um par de luvas, o médico nem questionava e então, o boxeador iria até a cabeça da Marcela, que estava na caixa. Calros ainda estava incrédulo que aquela fosse a Sargento que havia conhecido no dia anterior e para não contaminar aquilo. Já de volta, trocava suas luvas de combate por aquelas luvas médicas.

Primeiro, Calros procurava por marcas que pudessem provar que não era a Marcela e que fosse alguma obra de algum criminoso mostrando que poderia facilmente matar um sargento. O marinheiro ainda analisando a cabeça, podia perceber que ela havia sido morta não fazia muito, no máximo, uma hora e meia e na lateral da cabeça, podia ver uma marca roxa, como se alguém tivesse dado um soco forte pra caramba contra a Marcela. Também podia notar que a cabeça havia sido separado por uma lâmina, uma arma branca. Após analisar tudo, colocava de volta a cabeça de volta na caixa e com ela tampada, ia até a sala de Elrick, ainda com a caixa em mãos e quando entrava na sala, colocava a caixa no chão e falava em um tom baixo com Elrick. [Elrick] – Por isso deixei isso em suas mãos. Retrucava o tenente, futuro capitão. O marinheiro então escutava o relatório de Calros sobre o que havia encontrado, o tenente olhava para o marinheiro e falava. [Elrick] – Então, podemos assumir que ela foi cercada por duas pessoas que atacaram ela ou então, uma única pessoa.. Calros então começava a falar com o tenente, ele começava a falar sobre investigar as cenas de crime que os Julgadores haviam feito, o tenente suspirava e então, respondia para o soldado: - Ok, pode ir, mas você estará sozinho nessa investigação das cenas de crime, no máximo, posso te alocar com mais um soldado novato, pois preciso dos outros protegendo o QG.

Elrick então se levantava e ia até a porta, mas antes, pegava o eternal e dizia para Calros. – Iremos para a segunda rota da Grand Line. E então, abria a porta e ia até o centro, Calros podia ver para onde ele olhava e então, uma pessoa vinha na direção de Elrick, assim que ele chamava alguém. A pessoa tinha uma aparência meio que afeminada, andava esquisito, saltitando até Elrick, onde tropeçava e caia no chão. Podia ver o tenente colocando a mão no rosto e maneando a cabeça de forma negativa. O tenente também apontava para a sala e aquele soldado se levantava, limpando a calça, esta pessoa vestia o uniforme da marinha tradicional, uma calça e uma camisa de manga longa. Elrick e essa pessoa iam na direção da sala e lá dentro, fechava a porta. [Elrick] – Calros, Yumi, Yumi este é Calros. Vocês vão investigar duas cenas de crime, que vão contar como uma única missão. Não dava para distinguir Yumi de seu gênero, não sabia se era homem ou mulher. [Yumi] – Prazer em conhece-lo, Calros. Parece que essa vai ser minha primeira missão, estou animado. Sua voz era fina, mesmo dizendo estar animado, ainda era um X da questão o gênero. Yumi dava pulinhos enquanto batia palmas e sorria. [Elrick] – Agora vão e tomem cuidado. Yumi então começava a sair da sala e ia até a porta do QG, Calros podia perceber em suas costas, uma espada na bainha.

~Algum lugar~


[???] – Quer que eu vá ver se alguém foi ver os locais, Lewmax?

Questionava alguém, a voz era reconhecida pelos leitores, era o mesmo das iniciativas do começo. [Lewmax] – Vai e leva Ohito com você. O homem então olhava para o sujeito e sorria para o mesmo, que não retribuía e saia primeiro.

~1h32 minutos atrás~


Marcela caminhava pela ilha, fazendo uma espécie de varredura, passava por ali, por aqui e por fim, dois minutos depois, estava na parte da floresta, a caminho do QG, quando escutava um barulho de galhos se quebrando, a sargento logo tratava de se virar para o lado daquele som, com as mãos prontas para puxar suas armas e perguntava: [Marcela] – Quem está aí? Ela escutava outro quebrar de galho, de outro lado e ela se virava para onde o novo som vinha. Ela via uma silhueta de alguém de longe, que erguia as mãos como se estivesse se rendendo. [???] – Sou Hendre, sou novo na ilha. Ela baixava a guarda e então, tudo ficava preto.

~QG~


[Yumi] – Vamos, Calros! Yumi estava pulando na porta do QG, esperando pelo soldado, parecia mais uma criança do que um soldado, estava animado para a sua primeira missão. O que Calros faria?



Legenda:
 

Yumi:
 

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- Fala
* Pensamento
- Fala da Plateia

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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySeg 22 Out 2018, 17:26



Bem, partiu investigar
Não havia muitas coisas ali para serem ditas, não achei prova alguma de que a cabeça não era de Marcela infelizmente, não era nenhum perito naquilo para ter certeza que acharia algo, mas a esperança diminuiu. Pelo jeito da pele ou por causa da temperatura e cheiro, pude deduzir que a cabeça havia sido decepada a pouco tempo por uma lâmina e ainda vi que a mesma foi acertada em cheio por um soco. Ok... havia uma pessoa que era boa não só socando como com lâminas, ou obviamente, o mais provável, eram duas pessoas que atacaram. Sabendo que foi um grupo que mandou as bombas no quartel general, não havia muito o que fazer além de se preocupar com andar na rua de uma forma mais geral. Aceitando isso, fui até o tenente e após uma conversa, ele aceitou me mandar na missão de investigação, me achou um ajudante e ainda me disse que iríamos para a segunda rota da grand line, seja lá o que isso significasse.

O(a) homem/mulher, bom, Yumi, ia me ajudar a investigar as cenas do crime, uma pessoa particular, espadachim. Ao ver a pessoa pulando de animação na entrada do quartel general, iria fazer um sinal com a mão para ela abaixar o tom. - Yumi, temos indicações de que uma sargento foi pega no meio da rua sozinha e morta, não podemos chamar a atenção mais do que o comum. Então vamos tentar não sair pulando de animação por aí, ok? - Tinha esperança de que a criança me ouvisse. Iria começar a andar com cuidado na rua, tentando prestar atenção em tudo que estivesse por ali, me acostumar um pouco com a escuridão da rua para conseguir aos poucos ir enxergando melhor mesmo na escuridão. Não iria deixar Yumi muito longe e nem confiar muito nele, talvez Marcela havia caído facilmente por confiar em alguém de uniforme da marinha... só confiaria em Elrick no momento, qualquer outro seria meio suspeito, apesar do próprio Elrick ter indicado esta pessoa para trabalhar comigo... claramente estou afetado por ter visto a cabeça, preciso relaxar um pouco e retirar todas essas dúvidas de minha mente. Mesmo assim, é bom ficar de olho em Yumi, principalmente para ter certeza que não está fazendo nada que chame muita atenção.

Iria caminhar em um passo meio lento na direção da cena do crime que era mais próxima, nasci e cresci em Micqueot, não deveria ser muito difícil de achar o local, mas se não conhecesse, perguntaria para Yumi. - Você sabe como chegar no endereço que estava escrito na nota?- Se ele soubesse iriamos então até o local. Se ele não soubesse, iria infelizmente voltar para o quartel general e perguntar para a secretaria como chegava em ambos os endereços.

No caminho para o local mais próximo trocaria de luvas de novo e colocaria minhas luvas de batalha, não podia ser louco de ir sem elas. Tentaria me afugentar das luzes um pouco, queria me acostumar a enxergar na escuridão pelo menos um pouco, não saberia como estavam os locais do crime e qualquer coisa que conseguisse ver a mais, sem chamar a atenção com algum tipo de fonte luminosa, seria bom. São dois locais, a noite ia ser longa e eu ainda estava um pouco em choque por tudo que acontecera nos últimos momentos, aproveitaria a calma antes de chegar para afastar as cenas que tive que viver com a cabeça, não estava na minha lista de desejos ter que analisar uma cabeça decepada de uma pessoa parecida com a minha mãe. Em qualquer momento que Yumi fizesse muito barulho, iria pedir. - Yumi, por favor, observe a situação em que estamos, não é hora de fazer barulho ou ficar brincando.

Ao chegar no primeiro local não iria entrar de primeira, iria primeiro observar tudo que pudesse ao  redor do local, iluminação, construções em volta, se havia algum tipo de barulho estranho vindo do local ou de construções a sua volta. Estou tratando de pessoas loucas que atacam outras sem motivo aparente e que tacam bombas no quartel general, qualquer cuidado seria pouco. Iria olhar a volta por qualquer vulto estranho, talvez algum acumulo no chão de algo que foi revirado ali a pouco tempo. Sussurraria para Yumi. - Fique atento a armadilhas, eles chamaram a nossa atenção para esse local específico, então é possível que isso tudo seja uma armadilha para pegar a gente desprevenido por termos vindo aqui. - Daria uma pausa e depois falaria uma outra hipótese rápida. - Ou nos querem bem para espalharmos a notícia do grupo maluco que fez os crimes... daqui a pouco vamos descobrir o que esse grupo quer... - Se não visse nada, iria então avançar aos poucos para o local e abriria a porta para observar o que havia do lado de dentro. Existindo algum sinal estranho no chão próxima a construção ou no teto da construção, pararia de uma distância que julgaria segura de observar e tentaria descobrir o que era. Daria uma volta pelo local para descobrir se havia uma forma mais eficiente de entrar ou sair de lá de dentro.

Caso o caminho estivesse completamente livre e pudesse entrar sem preocupações maiores, independente de qualquer cena grotesca que visse dentro do local, iria me atentar primeiro para algum tipo de armadilha. Fios para me derrubar, buracos no chão camuflados, não daria chance aos malucos de me pegarem igual fizeram com Marcela.


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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySab 27 Out 2018, 19:52



A noite normalmente silenciosa de Micqueot havia sido abalada pelo barulho de explosões que vinham do QG. Alguns cidadãos curiosos saíam de suas casas, mas logo eram ordenados a retornarem a suas residências. Logo o comunicado do Quartel de que naquela noite qualquer pessoa encontrada nas ruas seria considerada como suspeita e tratada de tal forma fazia com que uma cortina de apreensão cobrisse a ilha.

Claro que isso não era destinado aos marinheiros. Vários vagavam pelas ruas procurando pelos atacantes, e apesar de não encontra-los, alguns criminosos desafortunados no entanto foram pegos de surpresa e capturados. Em um beco escuro, escondido entre caixotes e sombras, dois homens olhavam atentamente para dois marinheiros que chegavam em frente a uma clinica comercial.

Os dois marinheiros em questão eram Calros e Yumi, esse que surpreendentemente havia mudado completamente a partir do momento em que saíram do QG. Calado, observador, quase melancólico. Até mesmo quando Calros falava com ele, apenas acenava em resposta. Seus passos eram inaudíveis e havia uma certa incongruência para aqueles que o olhassem, algo difícil de explicar.

Não havia sido difícil para a dupla achar os endereços escritos no bilhete, e o segundo deles estando mais perto os levara até ali. Era uma rua comercial com diversas lojas já fechadas devido ao horário, e por mais que estivessem atentos e vissem o beco a alguns metros mais à frente no lado oposto da rua, nenhum dos marinheiros conseguiu perceber que estavam sendo observados. As ruas silenciosas não traíam os dois sujeitos que não se moviam.

A porta da clínica estava fechada com um sinal de “Fechado” pendurado, mas um girar na maçaneta mostraria que o local não estava trancado. À primeira vista nada de errado podia ser encontrado, estava tudo escuro, mas um interruptor acenderia luzes, algo que não era tão comum na ilha de Micqueot, apenas aqueles de uma classe mais elevada teriam acesso a isso. Já de luzes acesas uma espécie de pequena, mas luxuosa recepção com um balcão bem ornamentado e uma cadeira, alguns papeis como prontuários estavam presentes, canetas e um Livro onde a capa anunciava “Anatomia Humana”.

Passando por uma porta aberta, eles adentravam em um corredor com outras três portas. A primeira um consultório amplo, com duas macas, cadeiras ornamentadas, uma grande mesa, mais livros em uma estante, todos sobre medicina, e um armarinho vazio com as portas abertas que parecia ser onde remédios normalmente seriam colocados, assim como outros objetos. Nas paredes diversas fotos e diplomas. Edward Edgin, medico cirurgião, formado primeiro em sua turma na universidade de Las Camp, filho de Edgar Edgin um Capitão aposentado da marinha e de Lurges La Borgia, uma mulher que diziam ser descendente dos próprios Dragões Celestiais. Todos esses dados estavam expostos ali nos quadros de uma forma ou outra.

Na segunda porta havia um banheiro chique e cheiroso, e por fim na terceira porta uma cozinha mais simples que os outros cômodos e não tão grande. Ali seria necessário acender alguma vela ou lampião para iluminar o ambiente, mas mesmo assim nada de demais seria visto. Tudo parecia apontar para um médico que vinha de uma classe alta, e apesar de estar enfrentando dificuldades financeiras buscava mostrar uma certa abastança ainda.

Acima da pia havia uma janela, e para além dela estava escuro, mas era no meio da escuridão do pequeno quintal ali presente que uma cena horrível podia ser encontrada. Erguido por um tipo de objeto, um homem contorcido estava morto, pelas fotos poderia ser reconhecido como o Dr. Edward e no chão a sua frente uma palavra havia sido escrita. “ORGULHO”

Imagem:
 

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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptyDom 28 Out 2018, 01:33



Credo...
Yumi se comportou muito bem, não esperava isso dele ao ver como ele era no quartel, gostei da mudança, focou no problema quando precisou. A pessoa mudara completamente após começarmos a andar na rua. Achamos o endereço sem problema, algo bom pelo menos depois daquela bagunça. O primeiro local do crime que iríamos investigar era uma clínica médica, por um breve momento pensei em meu amigo Asmar, sabia que não era a clínica dele ali, mas o medo por talvez os alvos serem médicos acabou por surgir.

Como não consegui ver nenhum sinal de perigo nas proximidades do local, acabei indo até a porta da clínica que abriu sem problemas quando girei a maçaneta. Era uma clínica com luz elétrica, já era bem diferente da maioria dos locais da ilha, fui andando de olho em tudo que eu podia. Era um consultório bem normal até então, vi livros de medicina - não posso falar que não fiquei tentado a lê-los -, o consultório em si onde haviam macas, descobri o nome do médico dono da clínica, Edward Edgin. Apesar de descobrir que ele tinha família, me perguntava se eles estariam em Micqueot, teria que mandar noticiar a família se acabasse por encontrar o corpo do mesmo, torcia para não encontrar, mas sentia que acabaria encontrando, eles queriam atenção, só isso explicaria bombas no quartel general e a cabeça na caixa... balançaria a cabeça para tirar aquele pensamento de novo, acho que era inevitável que acabasse vendo tal cena novamente surgindo em meus pensamentos por um tempo.

Por fim, cheguei em um cômodo que não possuía iluminação. Já sabia que coisa boa não seria, mas entrei no comodo e tentei ver mesmo no escuro. Estava atento a tudo ali tentando enxergar no escuro novamente. Obviamente, não podia me dar ao luxo de estragar a missão porque queria melhorar a minha visão, então aproveitaria que estava na cozinha e tentaria achar um fósforo ou uma lamparina para procurar qualquer coisa diferente que poderia passar desapercebida na escuridão do local. Caso Yumi encontrasse algo, parabenizaria-o. - Muito bem Yumi. - E olharia o que quer que fosse, levaria o objeto para um local mais iluminado se pudesse para pegar mais detalhes.

Em algum momento em toda a procura, acabei vendo um "vulto" pela janela da cozinha. E do lado de fora da clínica acabei por ver a vítima. Me aproximaria com cuidado, subindo na pia e pulando a janela para o lado e fora. Olharia os arredores antes de pular para fora, se houvesse algum local com armadilhas seria aqui fora, perto de onde gastaria a maior quantidade de tempo. Pulando me aproximaria. Confirmaria que a vítima era o médico e veria escrito ORGULHO no chão. Ok. Que situação feia, primeiro tinha que refletir sobre aquilo tudo. Era um médico que foi "julgado" pelo grupo e morto por isso. - Bem... teremos que isolar o local... - Comentaria para mim mesmo sabendo que Yumi ouviria. Procuraria no objeto alguma marca, talvez o grupo quisesse ser identificado de alguma forma. Não sei se seria melhor deixar o corpo daquela forma ou retirar para procurar por pistas, então preferiria não mexer. Voltaria para dentro da casa e procuraria uma vela se já não tivesse encontrado quando estava na cozinha, para iluminar melhor o local ali em volta do crime. A verdade é que eu esperava encontrar nada ali, Marcela havia uma nota por causa da vontade deles de se mostrarem, mas quem sabe isso não era uma cadeia de notas. Entraria na casa, indo até o consultório e pegaria uma luva de cirurgia, voltaria para fora e colocando-a por cima da minha luva de batalha, não era das melhores ideias, mas não me sentia seguro ali igual me sentia no quartel general. Procuraria por uma nota em suas roupas e veria quão frio o corpo está, não tinha muito conhecimento médico para ser exato no tempo de sua morte, então me restava deduzir pela temperatura. Talvez o crime foi mais ou menos no mesmo horário que o crime cometido contra Marcela. Algo que acabaria então me atentando é entender como ele morreu exatamente... a posição era tão absurda que não fazia sentido para mim. Iria aproveitar que vi um livro de Anatomia Humana do lado de dentro e o pegaria, talvez o tivessem utilizado para colocarem o cadáver naquela posição. Quem sabe assim não deduziria se ele foi colocado lá e morto, foi morto e colocado? Colocaram ele lá e o torturaram enquanto estava lá até ele morrer? Se fosse essa última opção, como que ninguém teria visto ou ouvido isso enquanto ocorria? Olharia se a boca dele estava tampada por algo. Morreu por perda de sangue? Havia alguma coisa que indicava como ele morreu, alguma marca de queimadura? De agulha? Talvez veneno ou alguma coisa foi injetada nele. Havia ossos expostos, mas obviamente ele não teria morrido disso... Ou será que havia alguma infecção entrado por ali e o matado? Então teria sido um crime que ocorrera a muito mais tempo que Marcela. E porque esse era tão diferente do estado de Marcela? Ela teve a cabeça cortada e ele ficou naquela situação? Bem, não sabia o que haviam feito com o corpo dela, talvez ela também tivesse sido tort... pensar naquilo novamente me fez tremer por um tempo ao imaginar minha mãe em tal situação, mas acabaria voltando ao normal focando no que estava a minha frente. Precisava parar aquilo o mais rápido que eu pudesse.

Após a procura, iria me afastar um pouco e respirar fundo. Sabia que existiam pessoas ruins no mundo, lutei com muitos piratas em alto mar para saber disso, mas nunca pensei que veria uma demonstração desse nível na minha cidade natal. Que mundo maluco. - Yumi, se você não encontrou nada mais também, que tal irmos? - Eu já tinha pensado um pouco sobre terem colocado o termo orgulho ali, mas precisava de mais informação para falar com certeza alguma coisa, talvez até perguntar algumas coisas de Marcela para Elrick, não a conhecia o suficiente para saber se tinha relação com o que eu imaginava. Iria então sair do local e partir em direção ao outro esconderijo.

Caso em qualquer momento eu percebesse qualquer tipo de armadilha do lado de fora, iria tentar pegar algum utensílio da cozinha e tacaria na armadilha para ver se a ativava. Se não visse nada, acabaria por aceitar que o grupo deles só estava tentando chamar atenção e ficaria mais relaxado com o tempo.


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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptyDom 28 Out 2018, 02:30



Assim que os dois marinheiros entravam na clínica, um dos dois homens sem nem mesmo se virar para o outro sussurrava tranquilamente. – Assim como esperado encontraram ele primeiro. Vamos contar até cinquenta após acenderem as luzes e agiremos. –

---

Calros e Yumi não tinham muitos problemas em entrar na clinica, após olharem a recepção logo seguiam para o consultório. – Parece que roubaram os remédios, mas não se importaram em levar livros. – Dizia o rapaz andrógeno. Em seguida verificavam o banheiro e finalmente alcançavam a cozinha escura.

Novamente sem muitos problemas a dupla não encontrava desafios em encontrar uma lamparina e fósforos, com Yumi rapidamente utilizando os objetos para iluminar o ambiente, e se nada demais poderia ser visto no local, pela janela acima da pia eles conseguiam ver um vulto grande.

Ao ver as ações de Calros, subindo na pia e pulando pela janela, Yumi abria a boca pensando em algo, mas em seguida dava de ombros, se dirigindo para a porta fechada que aparentava dar para o quintal. Girando a maçaneta, a porta se abriu e os dois marinheiros voltaram a ficar no mesmo ambiente.

- Voc... – Começava a dizer o jovem com sua vozinha fina, mas as palavras morriam em sua garganta quando via a imagem a sua frente. Se de dentro da cozinha a lamparina não conseguira iluminar o suficiente, agora que estavam do lado de fora, estava claro o que o vulto era.

O quintal não era muito grande, mas era cercado de muros altos e estaria vazio não fosse a presença de um corpo retorcido em meio a uma espécie de roda erguida. Era um objeto de tortura, e aparentemente o homem devia ter sofrido muito antes de morrer.


- Bem... teremos que isolar o local... – Dizia Calros com o que para outras pessoas poderia demonstrar uma certa apatia e frieza difíceis de se encontrar, mas a verdade é que Yumi nem mesmo o ouvia. Com o corpo tremendo levemente e olhos arregalados, ele dava um passo à frente como se estivesse facinado.

- Como puderam... tão... lin... – O rapaz sussurrava e sua voz fina fazia com que fosse difícil para Calros compreender toda frase, ainda mais quando estava tão focado em ver se tinha alguma marca no objeto que prendia o cadáver, mas tirando o “ORGULHO” escrito no chão, nada podia ser visto.

Com mais dúvidas do que respostas em sua mente, Calros retornava para dentro da clínica visando pegar um par de luvas, e ao se aproximar do consultório podia ouvir um barulho de porta se fechando vindo da recepção. Ali no corredor, um cheiro estranho podia ser sentido vindo do mesmo local, e dois barulhos como de uma garrafa se quebrando podiam ser ouvidos vindo do teto. Se olhasse com atenção para o chão, veria um caminho como se feito por agua derramada que vinha da recepção até metade do corredor.

---

Se afastando pelas sombras da rua, um dos dois homens olhava para trás vendo o trabalho que tinham feito. No teto chamas já começavam a se espalhar, e descer pelas paredes. Em breve encontrariam o acelerante despejado na recepção do local, onde a porta havia sido trancada por eles com a chave que pegaram quando mataram o médico. Se perguntando se os marinheiros que entraram ali conseguiriam sair com vida, ele voltava sua atenção para frente e sumia nas sombras da cidade.

---

É incrível a velocidade com que o fogo se espalha quando encontra as condições certas, e poucos segundos haviam passado entre o momento em que Calros ouvira o barulho de garrafas quebrando, e o momento em que fumaça começara a vir da recepção e nublar o corredor.




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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptyDom 28 Out 2018, 19:50



Fogo
Tudo foi muito mais simples do que eu imaginava na clínica, não tinha nenhum tipo de armadilha. O corpo totalmente grotesco de se ver não possuía nenhuma mensagem nele ou próximo, percebi que Yumi reagia de forma bem pesada a situação do corpo. Realmente era uma visão grotesca, me senti até estranho por estar exposto a uma cena tão pesada e não ter me espantado tanto, era grotesco, mas eu acho que já esperava algo do tipo. Talvez o meu foco era tamanho que conseguia me manter calmo naquela situação, talvez fosse simplesmente natural para mim ficar calmo desta forma independente da situação.

Graças a falta de armadilhas eu me permiti relaxar um pouco, mas não deveria, pois minhas suspeitas estavam certas no final das contas. Era uma armadilha. Não da forma que eu havia pensado, eles haviam esperado alguém aparecer para depois atacar. Enquanto ia buscar as luvas vi que um incêndio começara. Agora precisava agir rápido. - Yumi! FOGO! - Gritaria para que ouvisse e se atentasse a essa fato, como a rua estava totalmente silenciosa provavelmente não teria problema para me ouvir. Precisava agir rápido naquele momento.

Primeiro de tudo iria até o hall para ver a altura que o fogo estava, se ele estivesse simplesmente pegando ainda, naquele momento onde tem mais fumaça do que fogo realmente. Neste caso iria até o consultório e procuraria por um jaleco. Encontrando um iria para a cozinha e abriria a torneira da pia para molhar o mesmo e voltaria até o hall para apagar o fogo abafando-o com o jaleco molhado. No caso de não achar um jaleco, pegaria panelas na cozinha e as encheria utilizando tanto da pia da cozinha como do chuveiro do banheiro para ir mais rápido caso percebesse que a pia da cozinha demoraria demais.

Caso o fogo estivesse baixo, mas eu percebesse que não daria para apagá-lo com facilidade, olharia em minha volta e começaria a pegar os livros de medicina que eram de pertences de Edward, acho que ele não se importaria de salvar pelo menos o conhecimento que ele acumulou para salvar pessoas no futuro. - Yumi, se molhe no banheiro para não queimar tão fácil, vamos sair daqui antes que o fogo aumente. - Falaria enquanto pegava os livros de medicina que podia. Depois iria até o banheiro e molharia a parte da cintura para baixo do meu corpo para que não pegasse fogo tão fácil quando eu pulasse para passar pelo mesmo. A porta estava fechada, provavelmente a trancaram, mas pegando fogo não deveria ser tão difícil de quebrá-la. - Yumi, eu sou maior, deixe-me tentar arrombar a porta primeiro. - E dito isso, olharia de forma rente para a porta e pegando todo o impulso que pudesse tentaria pular a maior distância que conseguisse e acertar a porta com o meu lado esquerdo do corpo.

Caso o fogo já estivesse alto e eu percebesse que não havia nenhuma forma de passar por lá, iria primeiro de tudo, pegar os livros com o mesmo pensamento que teria no segundo caso. Enquanto estivesse no consultório, pensaria no outro plano, pegaria uma das macas e a levaria para o quintal. O muro era alto, mas eu também era e agora teria um apoio que me deixaria ainda mais alto. Apoiaria a maca na quina da parede do quintal e provavelmente a mesma teria algum tipo de suporte para não se mexer. Travaria ela naquele lugar. Se ela não tivesse, procuraria no quintal qualquer objeto grande, seja uma pedra ou algo do tipo para tentar prender a maca no canto do quintal. - Yumi, vêm aqui. Você primeiro. - Diria, eu conseguia me imaginar subindo a parede sozinho com o apoio da maca, mas não conseguia imaginar Yumi fazendo o mesmo. - Vêm, vou te dar pezinho para subir. - Falaria juntando as mãos para impulsionar Yumi o mais alto que eu pudesse. Se tudo desse certo estaria seguro e eu poderia me focar em me utilizar a quina das paredes, minha altura e talvez até alguma acrobacia para tentar subir o muro e pular para a construção ao lado onde julgasse ser mais seguro, buscando ir por cima do muro até a rua caso fosse possível, se não fosse possível, tentaria pular na rua do outro lado do quarteirão, caso nem isso fosse possível acabaria então por pular em alguma das construções ao lado.

Se fosse perceptível que a maca não aguentaria o nosso peso combinado, iria falar. - Yumi, espera um pouco. A maca não vai aguentar nós dois e você não alcançaria lá em cima sem ajuda. - Então subiria a parede da mesma forma que comentei anteriormente, após isso, iria então colocar metade do meu corpo para um lado da parede e a outra metade do lado do quintal do doutor Edward. - Vamos, tente alcançar a minha mão agora. - Diria esticando o meu braço para baixo o máximo que pudesse e mostraria minha mão para que Yumi segurasse.

Se não fosse perceptível que a maca fosse quebrar e assim a mesma acabasse quebrando com o peso de nós dois em cima dela. Iria então reclamar por um instante do azar ao mesmo tempo que já olhava Yumi para procurar por algum tipo machucado. Nada sério acontecendo, iria então até o consultório e pegaria a outra maca que existia. E tentaria executar então plano acima, onde subiria primeiro e depois tentaria chamar Yumi.

Se a maca não aguentasse nem mesmo eu sozinho, iria ficar um pouco nervoso com o fato de um consultório com luz elétrica possuir macas de tão baixa qualidade e então teria que apelar para o único outro objeto ali que claramente aguentava algum peso. A maldita roda de tortura, fazer Yumi subir naquilo para pular a parede provavelmente seria o maior desafio naquele momento. - Yumi, você precisa ser forte, suba na roda e tente pular para o outro lado. - Falaria já fazendo o pezinho para que Yumi pudesse pular. Caso não aceitasse o plano, eu respiraria fundo. - E você tem alguma ideia? Ou prefere ficar aqui do lado de fora esperando o fogo apagar milagrosamente sozinho?

Caso conseguisse apagar o fogo, iria simplesmente tentar então depois abrir a porta e caso a mesma estivesse trancada, iria aos poucos tentar derrubar a porta forçando-a. Nesse caso, após estar mais calmo com o fogo apagado. Iria então voltar e pensar por um instante, Edward já estava morto. Sussurraria bem baixo. - Quão errado seria? - Falaria olhando para o livro de Anatomia Humana. Mas balançaria a cabeça negativamente, claramente eu estava ficando louco por pensar naquilo sequer por um instante. - Yumi, vamos para o outro endereço então?

Nos casos dois e três - este indo para a rua-, quando o fogo ainda estivesse vivo, caso conseguisse escapar, ileso ou não, iria bater nas portas das construções a volta enquanto gritava. - Incêndio! - E assim continuaria por um tempo, atento a minha volta para ver se via alguém suspeito que poderia ter feito aquilo tudo. Ainda precisaríamos controlar o fogo. Talvez algum vizinho por ali tivesse algo para controlar o fogo.

Caso conseguisse escapar, mas não pela rua, iria então tentar entrar na construção se ela estivesse destrancada, poderia ser ruim ou perigoso é claro, caso estivesse destrancada, iria tentar passar direto pela construção para ir para a rua direto. Neste caso, estaria atento a qualquer ataque possível de algum morador, onde sempre me esquivaria tentando pular para longe dele e falando. - CALMA! - Diria primeiro e então deixaria meus braços estendidos para cima. - Sou marinheiro, não temos tempo a perder aqui, precisamos apagar o fogo do consultório do doutor Edward.

Se a porta estivesse trancada bateria na porta do fundo, por mais que soubesse que era uma situação inusitada para quem quer que estivesse lá dentro. Se alguém abrisse a porta me ameaçando, levantaria os braços. - Desculpa. Sou da marinha e estava investigando a casa ao lado, doutor Edward foi assassinado e alguém acabou de tacar fogo na casa. Precisamos tentar apagar o fogo. - Diria tentando mostrar minha insígnia da marinha. Se a pessoa aceitasse, iria então para a rua com Yumi e olharia para o consultório pegando fogo. - Precisamos tentar isolar o fogo nesta casa. - Diria olhando para as casas ao lado.

- Existe alguma fonte de água aqui perto? - Perguntaria para algum morador da rua se houvesse algum ali. Não havendo fonte de água olharia em minha volta se algum local possuía terra fofa que seria fácil de cavar mesmo com a mão. - Precisamos de um balde ou uma panela. - Diria. - Vamos tentar sufocar o fogo com a terra.


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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySex 02 Nov 2018, 22:19



Ao perceber o que estava acontecendo a primeira ação de Calros era gritar para seu companheiro de forma a alerta-lo para em seguida ir verificar quão grave era o fogo. Felizmente não parecia ser tão alto, e sem pensar duas vezes o marinheiro entrava no consultório procurando por um jaleco, que após alguns segundos conseguiu avistar, pegando-o e correndo até a cozinha para molha-lo na pia. Uanto tempo havia passado ao todo? Nem mesmo um minuto.

No entanto ao retornar para a recepção, aquele pequeno espaço de tempo havia sido o suficiente para que o fogo encontrasse algum tipo de acelerante, o líquido que havia sido jogado pelos atacantes anteriormente. Percebendo que não mais seria possível utilizar o jaleco para apagar o fogaréu que se formava, descendo pelo teto, se espalhando pelas paredes e pelo chão. Não seria possível passar por ali sem se queimarem e correr riscos altos.

Assim, retornando ao consultório, Calros pegava não apenas cinco livros (Diagnose, Toxicologia, Botânica, Farmácia, Cirurgia) que faziam parte de uma coleção de seis, mas tambem uma maca que empurrava com urgência pelo corredor até a cozinha e finalmente o quintal.

Uma vez lá o que lhe esperava era uma cena certamente inesperada. Yumi naquele curto espaço de tempo havia conseguido tirar de alguma forma o corpo do objeto de tortura e coloca-lo no chão. No olhar do jovem havia um pesar quase palpável, uma tristeza sem tamanho. Vendo o ruivo voltando de dentro da casa, ele olhava para o mesmo dizendo com sua voz fina. – Parece que foi morto com um tiro no coração há umas quatro horas atrás, durante o horário em que o comercio ainda estava aberto. Talvez alguém tenha visto algo. O resto foi feito post mortis, como se tivessem montado uma cena para nós. U... ena. – A frase final do garoto era sussurrada de forma que mais uma vez Calros não conseguia entender direito, mas naquele momento isso talvez não importasse. Havia um prédio em chamas atrás de si.

Após ajeitar a maca contra o muro de trás, o ex pescador oferecia para ajudar Yumi fazendo um pezinho, o que deixava o garoto com um olhar de surpreendido, mas após acenar brevemente, o rapaz dava uma leve corridinha, um salto, e mal encostava nas mãos de Calros antes de subir ainda mais alto e aterrissar no topo do muro, leve como se fosse uma pena.

Em seguida era a vez do próprio ruivo de subir para o muro, ironicamente aparentando um pouco mais de dificuldade, mas uma vez lá em cima se equilibrava tão bem quanto Yumi. Sem muitas delongas ambos saltavam para rua atrás do muro, sendo avistados imediatamente por um grupo com cinco marinheiros que patrulhavam a área.

- PARADOS AÍ MESMO!! – Gritava um dos homens enquanto o grupo se aproximava correndo apontando armas de fogo para Calros e Yumi, ao verem os uniformes de marinheiro que vestiam no entanto, baixavam a arma aliviados.

Infelizmente era nesse momento que o fogo parecia pegar força, pois um clarão forte vinha de trás do muro, assim como o barulho de madeira estalando e da construção começando a ruir. Vendo e ouvindo aquilo, os marinheiros primeiro pareciam espantados e depois desconfiados. As armas anteriormente baixadas eram erguidas mais uma vez, e olhos semicerrados encaravam os dois suspeitos.

- Sou marinheiro, não temos tempo a perder aqui, precisamos apagar o fogo do consultório do doutor Edward. – Dizia Calros erguendo os braços, enquanto Yumi imitava  gesto acenando com a cabeça de forma repetida, enquanto sorrateiramente ia para trás do ruivo.

- E quem pode dizer que não foram vocês a atearem fogo no local hein? –
Dizia um homem loiro de forma inquisitiva.

- Digam seus nomes, patentes, e sob o comando de quem estão! AGORA! – Dizia o outro dando um passo à frente com a espingarda apontada para os dois de forma ameaçadora.

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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySex 02 Nov 2018, 23:51



Pelo amor de Deus tem fogo logo ali...
Muita coisa aconteceu muito rápido. O fogo que eu havia visto e que estava baixo, rapidamente aumentou ao ponto de consumir o livro de Anatomia Humana, desculpe Edward não consegui salvar nem mesmo a sua coleção completa, e por isso acabei correndo com uma maca e os poucos livros que consegui salvar da coleção do médico. Ao chegar do lado de fora acabei me esbarrando com Yumi que já havia descido o corpo do médico e analisado como o mesmo havia morrido. Como conseguiu fazer isso tão rápido, sendo que estava em choque a pouco tempo, me foi uma dúvida muito pertinente no momento, mas que teria que descobrir depois. Pelo menos a informação já foi muito útil de qualquer forma. Eles estavam realmente querendo atenção, a morte rápida prova que aquela roda era mais uma mensagem para a gente que algo punitivo para a pobre vítima. Infelizmente não podia pensar naquilo naquele momento, Yumi conseguindo sair do transe que estava, acabou me obedecendo e em um instante estava sobre a parede. Com certa dificuldade por causa dos livros me vi pulando também o muro.

Ao chegar ao chão não tive nem muito tempo de pensar. Um grito alto e claro me fez parar. Era um grupo de marinheiros e eles não acreditaram em mim no primeiro momento, bom, era entendível, eu estava com livros roubados em minha mão de uma casa que acabou de pegar fogo. A pergunta do loiro foi boa e certeira, enquanto a próxima só pioraria a condição ao lembrar que o tenente Elrick citara Yumi como soldado novato. - Eu sou Calros Lazo, patente soldado da marinha a comando do Tenente Elrick. Est... - Não saberia dizer se era 'este' ou 'esta', então comendo o final da palavra como se tivesse mordido a língua sem querer continuaria. - É Yumi. Mesma patente que a minha e também esta nesta missão comigo sob as ordens do tenente Elrick. - Falaria e em seguida continuaria. -O tenente nos mandou em uma missão para investigar duas cenas do crime que estão envolvidas com o grupo que fez o atentado ao quartel general hoje. Este era o primeiro, mas eles estavam nos esperando e atearam fogo ao local quando chegamos.- A minha mente começava a se amontoar de ideias, estávamos perdendo tempo com isso sendo que o fogo estava aumentando mais e mais. - Eu sei que estamos em uma situação estranha aqui. Mas que tal nos concentrarmos em apagar esse fogo. Um de vocês pode ir para o quartel general perguntar sobre a gente pro tenente enquanto nos concentramos em apagar o fogo. - Sugeriria. Caso a ideia fosse bem aceita, iria então andando com calma na direção da entrada do consultório para ver a situação. Tem alguma fonte de água por aqui perto para podermos apagar o fogo? - Perguntaria para ninguém em específico, uma pergunta jogada no ar torcendo para o melhor. Tentaria ajudar, com água ou com terra, ou qualquer outro item que ali usassem para apagar o fogo. Antes de tentar ajudar, colocaria os livros do outro lado da rua, infelizmente no chão, mas bastaria enquanto o fogo se mantivesse controlado. Caso conseguíssemos apagar o fogo e eles já não duvidassem mais de nós, iria então partir na direção do segundo endereço.

Se eles não aceitassem a sugestão, ou duvidassem da veracidade de sermos marinheiros. Arfando uma vez indagaria. - Ok, vamos para o quartel general provar que somos marinheiros, ou nos prender, mas o que farão com o fogo? Deixarão que simplesmente queime tudo por aqui? - Talvez eles sugerissem algo interessante, mas caso quisessem me levar para o quartel general, eu aceitaria. Onde iria sem reclamar, iria ou na frente mesmo, ou do lado ou até mesmo entre eles se achassem necessário. Chegando lá, quando chamassem o tenente Elrick para aceitarem que eu sou um marinheiro e o tenente confirmasse, acabaria falando para o mesmo. - Tenente, pode cuidar disso aqui por favor? - Falaria entregando os cinco livros. - Infelizmente foi a única coisa que salvei da vítima... - Caso com isso ele perguntasse sobre a vítima, responderia: - Bem, ele era um médico, chamado Edward, foi morto por um tiro no coração de acordo com Yumi. Depois disso os tais julgadores... - iria diminuir o ritmo da fala ao falar o nome do grupo lembrando do que fizeram com o corpo, qual seria o melhor termo para descrever tal atrocidade? - Eles mexeram... com o corpo e o colocaram numa roda, não sei como descrever. - Diria desistindo de explicar o que era aquela coisa. Se ele falasse para continuar ou perguntasse sobre algo mais. - Estava escrito ORGULHO no chão, até gostaria de te perguntar mais sobre Marcela, seria bom eu saber do outro local primeiro antes de perguntar, mas você saberia me dizer se ela era orgulhosa? Não havia me parecido ontem... - E após a resposta, eu lembraria de um detalhe se Yumi já não tivesse falado de qualquer forma. - Yumi disse também que a morte de Edward ocorreu a tarde e que talvez tenha testemunhas. Acho que teriam alertado a marinha já... mas nunca se sabe. - Caso aquilo fosse tudo, agradeceria pela ajuda do tenente e iria então partir para o segundo endereço chamando por Yumi.

Caso ao invés de aceitar a sugestão, eles simplesmente falassem que estávamos liberados para seguir a missão por reconhecerem o nome de Elrick e que eles cuidariam do fogo, aceitaria que eles eram marinheiros mesmo, duvido que os terroristas fossem procurar dados dos marinheiros que estavam atacando. Agradeceria e sairia em direção ao segundo endereço. - Yumi vamos! Temos mais um lugar para investigar ainda. - Chamaria o ser humano tão curioso que me acompanhava nesta missão. No meio do caminho, não aguentaria e acabaria perguntando. -Como que você conseguiu retirar o corpo lá de cima tão rápido e analisar o corpo tão bem? - Ouviria a resposta atentamente, se o indivíduo respondesse é claro. Yumi havia ficado quieto antes, não saberia dizer o que se passava na cabeça deste ser. Se ele me respondesse, acabaria soltando um: -Interessante... - E seguiria meu caminho pensando que agora não podíamos cometer os mesmos erros que havia cometido antes.

Se algum deles indagasse sobre eu estar com livros de medicina, eu responderia. - Eu vi esses livros lá, só esperando para pegar fogo e achei que seria errado deixar o conhecimento só pegar fogo... - Torcendo para que aceitassem, era a verdade, claro que tinha interesse em aprender o que havia nos livros, mas isso não importava no meu ponto de vista já que acabariam pegando fogo.

Em algum momento de todo aquele falatório e ações, uma ideia bem pequena surgiria em minha cabeça. Marcela morreu... e eu já tinha pensado na hipótese daquilo ser por causa de alguém fingindo ser marinheiro. Era uma ideia bem pequena, minúscula, porque eles reagiram muito naturalmente ao uniforme que eu e Yumi usávamos. Mas ainda era algo para se pensar. Ficaria atento a todos os movimentos deles. Até mesmo Yumi parecia ter algum segredo para conseguir retirar o corpo tão fácil, mas foi tão útil ao mesmo tempo.

Em qualquer caso, se eu conseguisse ir para o segundo endereço. Iria vasculhar de forma real, sem chegar escondido no local. Olharia bem todos os becos por perto, não me importaria de fazer barulho, mesmo se algum civil acabasse por acordar, infelizmente era óbvio que ali havia acontecido um crime também, precisava me certificar que estava mais seguro desta vez. Iria parar na frente do endereço e observar bem a construção, a construção a sua esquerda e a sua direita. As construções logo a frente e daria uma volta no quarteirão para observar as costas da construção. Independente de achar alguém ou não, procuraria um bom local para esconder os livros caso ainda estivesse com eles. Caso finalmente conseguisse aceitar mentalmente que estava tudo ok, perguntaria ainda para Yumi. - Quer checar algo antes de entrarmos? - Se a resposta fosse negativa, respiraria fundo e então viraria a maçaneta. Se ela abrisse, iria olhar tudo, sempre atento a armadilhas e a lâmpadas ou velas. O escuro na missão não tinha ajudado até agora, não dava para brincar mais com isso.


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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptyDom 04 Nov 2018, 17:03


A medida que Calros explicava a situação os marinheiros pareciam começar a se acalmar, mais uma vez as armas se abaixavam aos poucos, mas o marinheiro que tinha demandado as informações e parecia ser o líder daquele grupo ainda tinha os olhos semicerrados como se ainda estivesse em dúvida, o que deixava os outros sem saber como proceder.

- Ok, vamos para o quartel general provar que somos marinheiros, ou nos prender, mas o que farão com o fogo? Deixarão que simplesmente queime tudo por aqui? -

Era essa pergunta do ruivo que fazia com que o homem tomasse uma decisão e começasse a agir. – Tiesto, Alok, levem esses dois de volta ao QG e confirmem sua história. Avicii, Harris, vocês venham comigo impedir que esse fogo se espalhe mais ainda e ver a melhor forma de apaga-lo. –

- Sim senhor! – Gritavam em conjunto os quatro que recebiam suas ordens, prosseguindo para obedece-las.

Sem mostrar resistência, tanto Calros e Yumi seguiam em silencio com os outros dois marinheiros que não aparentavam estar muito preocupados mais e conversavam entre si. – É uma pena que o capitão Stuart não esteja na ilha e tenha deixado a tenente no comando. Duvido que esses piratas teriam toda essa ousadia se ele estivesse aqui, hunf. – Dizia o homem loiro que se chamava Alok.

- Falando assim parece até que está culpando a Tenente Pollyanna, quer uma surra é? Não sabe que ela é uma deusa imaculada cuja única culpa é ter capturado meu coração? – Respondendo com um olhar de incomodo e depois enfatuado, Tiesto que tinha uma cicatriz em seu maxilar parecia prestes a partir para agressão física.

- Pfffff, e seria você a me dar essa surra ou seu competidor, o próprio capitão? – Segurando o riso Alok não deixava por menos, e era de tal forma, discutindo sem parar que percorriam o caminho até chegarem em frente ao QG, e era nesse momento que Yumi, sempre calado e taciturno, mudava completamente.

- TEEEEEEEEENNEEEEEEEEEEEENNNTEEEEEEEEEEEE!!! – Gritava o garoto enquanto saía correndo QG adentro, deixando os dois “guardas” boquiabertos e sem reação por um instante, antes de se olharem e correrem atrás dele.

Calros por sua vez ao adentrar o edifício via o Yumi pulando em volta do Tenente Elrick, gesticulando os braços e contando algo como se fosse a história mais incrível do mundo. O Tenente parecia ter um sorriso sem graça no rosto enquanto ouvia tudo, mas nada fazia para interromper o rapaz. Enquanto isso Tiesto e Alok olhavam com espanto, obviamente pensando no que dizer. Parecia obvio que aquele Yumi era próximo ao tenente.

- Calros meu rapaz, aí está você. Yumi estava me contando sobre o que encontraram em um dos locais indicados. – Dizia Elrick com um tom de voz amigavel ao ver o ex-pescador.

- Tenente, pode cuidar disso aqui por favor? Infelizmente foi a única coisa que salvei da vítima...

- Certo. E quais são suas impressões da cena do crime? – Perguntava o Tenente enquanto pegava os livros entregues por Calros.

A medida que o relato prosseguia o Tenente acenava vez ou outra, gesticulando para Calros prosseguir. Olhando em seguida para os dois marinheiros que estavam esperando sua vez de falar, ele indicava que podiam começar.

- Nós os encontramos pulando o muro de trás do local, com livros nas mãos na hora que o incêndio estava pegando força. Apesar das vestes precisávamos confirmar o que diziam senhor. O sargento Guetta nos ordenou para traze-los até aqui e ficou com os outros para lidar com o incêndio.

Alok parecia nervoso enquanto fazia seu relato, mas no fundo sabia que não havia feito nada errado, e por isso não precisava se preocupar. E estava certo. Deixando alguns segundos transcorrerem enquanto pensava, para então suspirar de leve e dar suas ordens.

- Siigh, vocês dois podem retornar e auxiliar o sargento a lidar com o fogo. Enviarei mais quatro homens com vocês. De lá se dirijam para a rua das Almondegas, 133, onde outro incêndio ocorreu mais cedo apesar de já ter sido apagado pelos moradores, procurem saber se alguém viu algo em ambos locais.

- Sim senhor! – Respondiam a dupla fazendo continência e indo embora.

- Calros, Yumi. Devem ter reconhecido o endereço que falei como sendo o segundo a ser investigado. Enquanto vocês saíram recebemos notícias que um comerciante chamado Marco foi morto queimado lá, e o único vestígio deixado para trás foi a palavra GANANCIA. –

Dando mais uma pausa enquanto seu semblante ficava claramente tristonho, ele prosseguia com a parte final. – Além disso encontramos o restante do corpo da Cabo Marcela nas matas, ele está no necrotério. Ao lado do corpo a palavra GULA estava escrita. Yumi, quero que vá lá e examine o corpo, veja o que pode descobrir. Se quiser ir junto pode ir Calros. Enquanto isso colocarei esses livros na enfermaria do navio para consulta. Partiremos as seis da manhã.

Passando novas ordens o Tenente dava as costas e começava a se afastar.

- Como que você conseguiu retirar o corpo lá de cima tão rápido e analisar o corpo tão bem? – Perguntava o ruivo para Yumi que parecia hiperativo, andando de um lado para o outro e rindo com os olhos arregalados quem saberia o porquê.

- Porque sou um médico legista ué. Estou acostumado a lidar com corpos. E você, porque prefere pular janelas ao invés de usar a porta?? – Perguntava o garoto aproximando o rosto de forma quase invasiva, estando realmente curioso ao se lembrar das ações do companheiro na cozinha da clínica.

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PepePepi
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MensagemAssunto: Re: Tchau North Blue   Tchau North Blue - Página 2 EmptySeg 05 Nov 2018, 00:52



Não, obrigado
Eles por pouco não acreditaram completamente em minha pessoa, graças a isso, fomos obrigados a ir com dois dos cinco até o quartel general da marinha. No caminho eles conversaram sobre a tenente Pollyanna e sobre o amor que um deles sentia por ela e que o capitão também sentia. Já havia ouvido esses nomes, mas não me importava tanto com isso para falar a verdade. Quando chegamos no quartel general a primeira pessoa a reagir foi Yumi que pulou no tenente e começou a conversar com ele como se fossem... não sei... parentes? A proximidade era parecida com de parentes mesmo e isso me fez excluir qualquer dúvida que eu mesmo tinha de Yumi. O tenente conversou comigo e com os outros marinheiros e tudo foi esclarecido. Não só isso, ficamos sabendo que o segundo endereço havia sido incendiado também e o morto do local possuía a palavra GANANCIA escrita por perto. Para completar, acharam o corpo de Marcela e a palavra GULA estava escrita junto de seu corpo.

Ouvindo o que o tenente havia me falado, eu logo sacudi a cabeça negativamente. - Não, obrigado... - Aquilo ia contra meus princípios de ajudar, eu ficaria ali parado? Não, mas não queria ir ver o corpo de Marcela. - Sei que não a conhecia a tanto tempo quanto o senhor e por isso você deve estar sofrendo muito mais do que eu.- Dando uma pausa e me lembrando do que tive que fazer mais cedo, acabaria falando de forma mais triste. - Mas Marcela era igual a minha mãe quando eu era pequeno, analisar a sua cabeça foi o suficiente por hoje... - Diria já relembrando a cena onde segurava a cabeça em minhas mãos e procurava por qualquer sinal de que não fosse ela e quem sabe pela minha cara ou pelo meu tom o tenente percebesse que já estava bom de ver qualquer coisa relacionada a ela naquele momento. Respirando fundo, perceberia que Elrick falou algo estranho. - Tenente, por que o senhor disse Cabo Marcela? E não sargento? Ou quem sabe só Marcela? - Indaguei principalmente por causa do termo, nunca havia ouvido falar de algo do tipo.

Enquanto isso, em minha cabeça tudo ia se juntando, ORGULHO, GANANCIA e GULA, três dos sete pecados capitais. O grupo se denominava como Os Julgadores, não tinha nem dúvidas mais de que eles tinham algum sistema maluco de julgar pessoas e mata-las por algum dos pecados, mas aquilo me soava não só absurdo como estranho, porque Marcela não parecia de forma alguma exagerar no termo de GULA. Após o tenente responder sobre a pergunta de Cabo, iria então perguntar. - Você consegue imaginar por que colocaram GULA junto do corpo de Marcela? Ela não parecia ser gulosa. - E então ouvindo a resposta dele, me curvaria em agradecimento podendo ver ele se afastando perguntaria para Yumi que me respondeu ser um médico legista. Pela primeira vez tinha uma indicação de que era um homem e não uma "médica". E ouvindo a pergunta dele não consegui deixar de sorrir. - Bem, eu estava tenso pela situação como um todo. Eu vi o corpo do homem pela janela e eu imaginava que poderia ter armadilha por todas as partes. A porta da cozinha com o quintal era o melhor lugar para por uma, então eu decidi passar pela janela. - Respondi da forma menos estranha que conseguira, eu estava achando ele estranho, mas não havia pensado em nenhum momento o que ele estava pensando de mim. - Por favor, depois me informe o que você descobriu. - Diria para Yumi.

Não ir com Yumi iria me fazer bem por um tempo, mas não me permitiria ficar parado sabendo que havia recusado ir ver o corpo. Iria para o centro médico e perguntaria para o médico no local. - Olá. Vocês possuem algum tapa-olho sobrando por aqui? - Não conseguia imaginar outro local para ter, pessoas que perdessem o olho poderiam procurar por aqui ou já recebiam aqui quando eram tratadas no momento que perdiam o olho. Se não houvesse, perguntaria. - E máscara para boca? - Essa com certeza teriam, dado que até para cirurgias utilizariam. Podendo pegar uma, eu a colocaria no meu olho esquerdo, pretendia ficar revezando. Não me importaria muito com o que o povo falasse de mim naquele momento, eu precisava acostumar meus olhos a verem no escuro. - Muito obrigado. - Diria para o médico quer ele pudesse ou não me dar a máscara ou o tapa-olho.

Sairia do centro médico e iria para a sala de treino da marinha. Se tivesse algum responsável por lá, perguntaria. - Posso pegar pesos para minhas pernas? - Se ele perguntasse o porquê de fazer isso, responderia. - Quero treinar minha aceleração e acho que colocar pesos nas pernas é uma boa forma de fortalecê-las aos poucos. - Se o responsável me passasse os pesos, até perguntaria já agradecendo. - E o(a) senhor(a) saberia algum método de me ajudar nesse treinamento? Estou pensando em fazer piques de corrida, mas não sei se isso seria rápido o suficiente. - Com as dicas, ou não, agradeceria como agradeceria ao médico e então sairia do local. Caso não houvesse ninguém por ali, simplesmente iria embora, pegar sem a permissão me pareceria errado.

Feito isso tudo, voltaria para o meu quarto, guardaria tudo, sairia para tomar um banho e então iria para a cama dormir, descansar depois daquele dia intenso para partir pela manhã na melhor situação possível.


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