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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #1 - Mágoas do Passado

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

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Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
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Localização : 1ª Rota - Karakui

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MensagemAssunto: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptySex 15 Jun 2018, 16:02

Relembrando a primeira mensagem :

#1 - Mágoas do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 15/06/2017

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyQui 19 Jul 2018, 08:16



Mágoas do Passado

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#Post 15


Blink pareceu feliz em ser escolhido por Hisoka para ser seu acompanhante durante as compras dos materiais, saindo momentaneamente para deixar seu rifle no interior do navio antes de seguir com o professor, afinal seria muito chamativo caminhar pela cidade com uma arma deste porte. Quando retornou, trouxe somente uma pequena pistola que ficaria facilmente cobertada pela sua camisa. Ao contrário do navegador, Hisoka não iria armado, isto é, não levaria o seu chicote. Se por ventura algum imprevisto acontecer, teria de lutar inteiramente com sua briga de rua.

– Certo, vamos lá. – Responderia o rapaz com sua entonação exaurida como de praxe.

No caminho para o centro comercial, Hisoka não poderia deixar de notar a ambientação local. Ele já tinha um certo conhecimento a cerca da beleza intrínseca de Toroa Island, cuja arquitetura é recheada de muitas flores e um aroma fascinante, todavia é a primeira vez que ele pode apreciar o recinto pessoalmente. Sua cabeça e olhos iriam ser movidos quase que constantemente para admirar os quatro cantos da cidade e não perder nenhum detalhe. Tamanho era o entusiasmo que quase pisara num dos tapetes floridos pelo trajeto, situação que seria evitada com um alerta de Blink. Hisoka abriria levemente a boca em espanto e arquearia as sobrancelhas antes de responder o navegador:

– Oh! Obrigado, Blink. Já ouvi falar do quanto esta cidade é severa com quem destrói a decoração. – Falaria em justificativa à preocupação de Blink.

A medida que se aproximaram da área urbana, Blink começou a informar Hisoka a cerca dos principais pontos da cidade. O primeiro deles, chamado Rose Pub, é um estabelecimento que agrega muito talento, não somente do East Blue, como dos demais mares. Além disto, é detentor de um vinho muito bom, segundo Blink, o que despertaria o interesse de Hisoka. Apesar de não ser um alcoólatra, o professor gosta de passar seu tempo degustando uma boa bebida, principalmente em tempos de calmaria e para esquecer as mágoas. Quem sabe não convide os demais membros da tripulação para que possam agraciar o vinho local antes de partirem para Ilusia Kingdom. Por conseguinte, o navegador enfocaria na cachoeira de Toroa, lugar que ele chamou de mágico, pois é capaz de purificar os sentimentos mais malignos e trazer uma paz interior fantástica. Bem, Hisoka realmente está precisando de algo assim, pensaria o arqueólogo.

– Hahaha, bem... Mesmo sendo um professor, meu conhecimento é limitado, então estou sempre buscando aprender mais. Agora, por exemplo, você está me ensinando coisas novas. – Responderia o comentário do atirador do bando. – Além disto, meu saber é mais voltado para os fatos históricos. Nem sempre saberei sobre determinados locais ou até mesmo a cultura do ambiente. Isto é mais apropriado para pessoas que já estão habituadas, como você. – Continuaria a explicação, buscando mover o pescoço para olhar Blink diretamente.

A experiência de Blink no local permitiu que ele levasse Hisoka para uma loja de construção que teria grande parte dos itens citados na lista construída por Gear, com exceção das lentes. Lá, o arqueólogo iria se assustar um pouco com o preço dos materiais, mesmo que ele tenha pedido àqueles de maior qualidade, afinal, Gear havia dito que seria por volta de setenta a oitenta mil berrys. Apesar disto, após refletir um pouco, Hisoka iria acabar pagando o alto preço, pois acredita que sua engenheira conseguirá fazer um equipamento mais rebuscado e completo com utensílios melhores.

– Tudo bem, eu levo. – Diria, entregando ao vendedor a quantia correta em dinheiro. Em seguida, Hisoka deixaria o estabelecimento lotado de sacolas, as quais estavam preenchidas com equipamentos que ele nem ao menos sabia identificar, quem dirá aplicar alguma função. Entretanto, o rapaz confia em Gear e sabe que ela conseguirá agregá-los a um bom produto final.

Antes de seguirem até a loja de lentes, Hisoka e Blink encontraram uma livraria, cujo nome era Lily&Daisy. A entrada do recinto era bem ornamental, repleta de flores brancas com aroma agradável, apesar de Hisoka não ser capaz de reconhecer quais eram. Dentro da casa comercial, os Revolucionários foram atendidos por uma bela moça loira com adornos floridos em sua cabeça. No instante que a viu, o semblante de Hisoka ficaria um pouco abatido, pois a figura da menina remeteu à Sara, a sua vizinha que fora assassinada por Mark em Las Camp. Todavia, iria se recompor com o tempo, principalmente ao perceber o modo como a menina estava envergonhada na presença de Blink. Seja de forma consciente, ou não, o navegador era detentor de uma aparência bem atraente, certamente capaz de derrubar facilmente as meninas. Uma espécie de Fennik ao contrário, exceto pelo fato de Blink não ser um pervertido. No instante que a balconista foi aos fundos para recolher o livro pedido, Hisoka faria um comentário em baixo tom para seu acompanhante, chamando-lhe a atenção com seu cotovelo.

– Parece ter jeito com garotas, ein, Blink. – Sorriria de leve e piscaria para o atirador, repetindo o gesto que ele sempre faz. A garota retornou claramente bem mais atraente para impressionar Blink, tendo em vista que havia ajeitado o cabelo e estava portando uma fragrância mais revigorada. – Viu? – Completaria, novamente sorrindo, comentário este que a jovem provavelmente não entenderia.

Hisoka não poderia deixar de notar a vermelhidão na jovem no instante em que Blink a respondeu, ocultando seu sorriso com o punho direito enquanto seguia o navegador. Assim que saiu do estabelecimento, o professor aprenderia com Blink mais uma curiosidade de Toroa Island. Os perfumes da cidade são muito bons, tal como Kurayami havia acabado de confirmar ao sentir o eflúvio emanar da atendente.

– Quem sabe eu compre um para você continuar a seduzir as garotas por onde passa. – Não perderia a oportunidade de brincar com o rapaz.

Estava há pouquíssimo tempo com Blink, mas já sentia-se muito a vontade em sua presença, provavelmente porque ele é detentor de uma serenidade que transcende e também acalma Hisoka. É provável que a excursão pela cidade não fosse tão boa se não com ele, tendo em vista que aprendeu bastante sobre Toroa Island. Sua paciência em explicar os principais estabelecimentos, características e pontos da ilha foram fundamentais para trazer mais prazer à experiência. Antes de voltar ao navio, entretanto, a dupla teria de comprar o último item restante: a lente para o óculos. O local escolhido por Blink, chamado Óticas Iris, também possuía uma atendente mulher, porém morena. Ela pareceu surpresa com o pedido de Hisoka, indicando que este tipo de material dificilmente era pedido, por isto o estoque nem sempre estava preenchido.

– Bem, um óculos noturno. – Responderia à jovem, buscando auxiliá-la em seu atendimento.

O comentário da garota, entretanto, não foi muito sorvido por Hisoka. Sua falta de conhecimento na área o impedem de criar alguma conclusão a cerca das lentes. Blink parece sofrer do mesmo, tendo em vista que não comentou nada. Sendo assim, ou compraria a lente sugerida, ou voltaria para o navio da mãos abanando. Apesar de caras, o que poderia configurar numa perda de dinheiro, Kurayami poderia não ter outro tempo para vir realizar a compra. Todavia, a atendente cedeu uma espécie de garantia, dado que Hisoka estaria apto a voltar depois para certificar o funcionamento do óculos.

– Entendo... Neste caso, irei levar. – Falaria, efetuando o pagamento para que adquirisse a peça. Fora do estabelecimento, responderia Blink: – É, realmente. Ficou bem mais caro do que Gear havia mencionado. – Suspiraria, coçando sua cabeça em seguida.

Enquanto retornavam para o navio, Hisoka indagou Blink a cerca do motivo que o levou a entrar nos Revolucionários, buscando conhecer mais sobre o seu companheiro. Para sua surpresa, o navegador é um antigo membro da marinha, inclusive bem forte dado que era um capitão, porém viu na organização uma podridão cujo principal motivo são os seus superiores, aqueles que comandam seus membros e delineiam os objetivos, o governo mundial. Durante sua resposta, Blink mostrou um semblante dotado de certo rancor, o qual ainda não havia sido visto por Kurayami. O professor não poderia culpá-lo, afinal, sente o mesmo pela organização torpe que tirou a vida de sua mãe. Para não deixá-lo sentir que somente ele havia revelado algo, Hisoka proferiria:

– Eu passei toda a minha vida escondido. Nunca pude ser nada do que sempre quis ser. Depois do assassinato de minha mãe, me vi sem chão... – Abaixaria a cabeça, demonstrando uma postura taciturna. – Pensei que fosse morrer, até ser acolhido por Yasuhiro. E pensar que o culpei pela morte dela... – Levantaria a cabeça e vislumbraria o céu, um pouco emocionado em sua fala. – Bem, aqui eu quero ser livre, sabe? E também derrubar o governo a partir do conhecimento do século perdido. Quero saber o que de fato aconteceu e o porquê deles tanto quererem esconder isto a ponto de dizimar toda uma população... Pobre povo de Ohara... – Revelaria a sua devoção, tal como o motivo pro detrás de seu objetivo, mas num tom mais baixo, tendo em vista que não queria que ninguém além de Blink ouvisse. – A propósito, você não vai morrer. Ninguém mais vai morrer... – Abaixaria a entonação na última frase, numa alusão ao seu trauma devido a morte de sua mãe.

De volta ao navio, Hisoka iria buscar primordialmente por Gear. Se ela não estivesse na embarcação, iria deixar todas as sacolas com os materiais sobre os barris em que a garota geralmente fica. Se a engenheira se encontrasse, Kurayami iria entregá-los pessoalmente, buscando aproximar-se com serenidade.

– Olá. Aqui estão os materiais. Foram um pouco mais caros que eu pensei, mas deu tudo certo. – Daria as sacolas para Gear, sorrindo de leve para a menina. – Obrigado, novamente. – Ampliaria o sorriso tímido, deixando-a só mais uma vez.

Em seguida, iria mover o pescoço para procurar por Fennik no navio. Caso a pervertida não estivesse na escuna, daria os doces num outro momento, entretanto, se ela estivesse, iria caminhar calmamente em sua direção, retirando o saco de pirulitos da sacola.

– Bem... Isto é por ter me ajudado com acrobacia. Obrigado... – Entregaria o saco de doces para ela com certo rubor nas bochechas. – Não sei se é ao certo dos que gosta, mas enfim... – Explicaria antes de deixá-la.

Por fim, ele teria de esperar novas instruções para que pudesse agir. Por isto, seria um bom momento para descansar, acalmar os ânimos e recuperar as energias, afinal restava pouco para sua primeira missão como Revolucionário. Deste modo, iria deitar sobre o convés do navio, próximo de uma das bordas, para que pudesse ler o livro de lógica que havia acabado de adquirir. Havia muito conhecimento no artefato que certamente seria bem-vindo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyTer 24 Jul 2018, 23:38

As três escolhas


O professor e o navegador mostravam uma boa interação ao conversarem enquanto caminhavam pela cidade de Toroa Island à procura de não só comprar os itens necessários para os óculos de visão noturna, mas também apresentar o local para Hisoka, que pela primeira vez estava visitando uma outra ilha do West Blue. Dentro da ToroaClove, a principal loja de materiais de construção da região, os revolucionários eram surpreendidos pelo preço da compra, que tinha o motivo explicado por serem todos da melhor qualidade disponível, tendo a opção de escolher algo mais barato e inferior, o professor ainda optou por manter o preço alto buscando que Gear conseguisse com isso lhe entregar algo de alto nível.

Faltavam ainda as lentes e Blink disse que levaria Hisoka até o local que poderiam encontrar tal produto, mas antes Kurayami decidiu passar em uma livraria para adquirir um livro que gostaria de começar a ler. Na livraria Lily&Daisy a dupla foi atendida por uma jovem que não tardou a demonstrar sua atração ao alto e charmoso homem ao lado do professor estranho e de inofensiva aparência, este que rapidamente cutucou o atirador para soltar um comentário a respeito do seu sucesso com as garotas baseando-se na maneira que a atendente estava se comportando, porém o rapaz não respondeu nada, na realidade até fingiu que não ouviu. Depois de saírem da livraria com o livro de lógica que Hisoka comprara, Blink comentou sobre os perfumes de Toroa e o professor voltou a tocar no assunto das garotas ao dizer que poderia comprar um desses para o rapaz continuar se dando bem em suas seduções, algo que rapidamente levou o navegador a deixar escapar uma risada, ainda que não fosse a mais sincera delas.

- Não tenho tempo para essas coisas. Isso é algo que combina mais com o estilo do Jovi, haha. - Respondeu ele citando um nome que Hisoka ainda não sabia de quem era.

Por fim, quando chegaram nas óticas da cidade para comprar as lentes que faltavam, os revolucionários eram bem atendidos pela simpática garota de óculos que se dedicou a ajudar o professor na compra de uma lente mais eficiente que aquela listada por Gear, mas como o próprio Blink havia acabado de lhe alertar, o preço com essa compra havia acabado de ficar quase dez vezes maior que aquele proposto pela engenheira inicialmente, fazendo o professor começar a questionar as suas habilidades na pechincha. Depois a atendente pediu para que Hisoka voltasse a loja para uma revisão no trabalho final dos seus óculos, mais uma demonstração de bom profissionalismo da parte dela.

Quando já estavam no caminho de volta para o navio, uma pergunta feita pelo professor acabou gerando um bom assunto a respeito do passado dos dois, que se abriram ali para contar mais sobre suas convicções, seus sentimentos e suas vontades, principalmente para Hisoka, que explicava sua devoção perante o desejo de descobrir a verdade, que ia além de saber a verdade sobre ele, pois se tratava da verdade do mundo e todo o acontecimento que ficou conhecido por poucos como “O Século Perdido”. Levemente comovido pelas palavras do professor, Blink levou a botar uma das mãos no ombro do rapaz e depois da sua piscadela padrão ele veio a mostrar um sorriso.

- Você está no lugar certo, Professor.
- Falou ele com seu tom de voz sereno. - Aqui praticamente todos nós somos movidos por essa vontade de não só descobrir a verdade, mas também de expô-las ao mundo, pois nós precisamos fazer o povo saber quem realmente são as pessoas que elas obedecem cegamente. - Então ele voltava a recolher a sua mão e olhar firme para frente. - Mas sinto lhe dizer que está sendo ingênuo em acreditar que ninguém vai morrer… Somos revolucionários, e não se faz uma revolução sem derramar sangue. - E com essas palavras, ele não precisava se estender mais para deixar sua mensagem. - Até daqui a pouco, professor.

Assim que finalizou sua frase, não demorou até que Blink voltasse a pisar no navio junto com Hisoka, mal dando tempo para o professor refletir a respeito do que o navegador havia acabado de dizer. Os Revolucionários são um exército, exércitos lutam e em lutas como essa sempre haverá a morte para ambos os lados. Até então Kurayami pode ter pensado apenas na parte que lhe convém, a parte boa de ter pessoas o apoiando, ter companheiros com pensamentos semelhantes ao dele, conseguir com facilidade navegar pelos mares conhecendo povos e registros da história que podem lhe trazer conhecimentos que ainda não conseguiu ler em seus diversos livros… Mas ele não poderia se esquecer que o grupo em que estava prestes a entrar se tratava também de um exército, e para conquistar o direito do povo de conhecer a verdade, para derrubar um governo corrupto, para revolucionar o mundo atual, será preciso lutar, guerrear, matar.

Quantos inocentes terão que morrer para que consiga alcançar a verdade de um passado já tão distante? Quanto sangue estará em suas mãos quando estiver folheando as páginas em branco do Século Perdido? E se conseguirem vencer, o peso das vidas perdidas será compensado pelo sucesso? Sem saber quem realmente está por trás de tudo isso, talvez Hisoka nunca fosse realmente capaz de confiar no grupo em que está seguindo.

Independente da reflexão que suas palavras viriam a causar, Blink assim que pisou no navio já se apressou para chegar aos seus aposentos, mal se despedindo do professor, que decidiu procurar primeiro por Gear para já deixar com ela tudo que havia comprado. Ao dizer para ela que havia sido um pouco mais caro que o normal, a garota levantava as lentes dos seus óculos especiais da frente do rosto e olhava para ele com uma expressão confusa, depois checando um pouco melhor os produtos que estava segurando dentro da sacola, ela voltou a olhar para ele com os olhos arregalados.

- Quanto foi que você pagou nisso tudo?! - Exclamou ela com medo de ouvir a resposta sincera que viria a seguir. - MAS VOCÊ TÁ LOUCO? 600.000 berries nisso aqui? AAAAAAAAAAAAAA! Eu vou fazer um óculos, não um avião! Mas tudo bem, se você valoriza tanto assim produtos mais caros, vou fazer o que né? - Depois de dizer isso ela começava a tirar os materiais da sacola e analisar com mais atenção. - Quanta frescura, essas marcas são exatamente a mesma merda, a diferença é realmente só o preço, com todo esse dinheiro eu faria uns dez óculos para você e todos eles fariam exatamente a mesma coisa… Desculpe te dizer, professor, mas certamente lhe passaram a perna! Uh, droga, acho que quebrei meu óculos! - Reclamava ela no final da frase ao tirar o seu “óculos capacete” da cabeça e perceber que uma das peças dele havia se soltado e caído no chão. - Ok, assim que voltarmos eu conserto isso e também começo a montar o seu.

Acho que talvez com essa pequena cena começasse a ficar mais claro para Hisoka o motivo pelo qual a genialidade de Gear falhava na hora que ela tentava construir suas invenções, já que aparentemente ela constrói tudo com peças de baixa qualidade por serem muito mais baratas. Ainda assim, se o professor viesse a perguntar já agora o que ela quis dizer com “quando voltarmos”, a garota responderia enquanto guardava suas coisas dentro de um barril.

- Nós vamos até a Major. E é bom você já se preparar porque ela é pior que rosca emperrada!

Enquanto o professor andava pelo navio procurando por Fennik, ele poderia notar que os outros tripulantes estavam se preparando para partir, pois veria que alguns estavam a tomar banho, ou então já haviam feito e estavam com vestes novas, ou até mesmo já fizeram tudo isso e estavam agora mais relaxados limpando suas armas, como era por exemplo o caso da garota com seu enorme machado, que apesar de estar vestindo um outro vestido, ainda mantinha as mesmas cores que o anterior. Ao ver que Hisoka havia aparecido para falar com ela, Fennik abriu um sorriso, este que se ampliou três vezes mais quando o professor lhe entregou os doces como um presente.

- Kyaaaaaaa! Obrigadaaaaaaa! - Gritou ela deixando seu machado sobre uma caixa e pulando em cima de Kurayami para abraçá-lo, algo que não durou muito tempo, pois ela rapidamente virou sua atenção para o pacote de pirulitos e abriu a embalagem já puxando um para pôr na boca. - São de tutti-frutti, meu sabor preferido!! - Agora saboreando a bala de açúcar posicionada entre seus dentes e sua bochecha, Fennik voltava a abraçar Hisoka, dessa vez menos empolgada e de maneira mais calorosa. - Obrigada de novo, professor! Você é um anjinho!!! - Mas ela terminava seu abraço rapidamente para encará-lo com os olhos semicerrados, pois aparentemente havia percebido alguma coisa suspeita nisso. - Você não está fazendo isso com segundas intenções igual aquele maldito do Furrin, né???? - Perguntava sem voltar a abrir os olhos até que a resposta fosse dada pelo rapaz, que no caso é algo que ele já deve ter dito e a garota não ouviu. - Ahhh, pelo treino, entendi, agradeço por isso, mas não precisava… Acho que alguém como você poderia ter me retribuído de outra forma. Que pena, agora ficará apenas na minha imaginação, kikikiki. - Responderia ela de maneira provocativa, olhando para os olhos do professor enquanto lambia o pirulito que já havia aberto e depois o colocava novamente dentro da boca. Ao final da sua risadinha a garota pegava seu enorme machado e saia dali saltitante, provavelmente já caminhando para onde eles encontrariam a tal Major.

Era difícil dizer que Fennik não fazia isso de propósito, o que pode sempre vir a criar na cabeça de Hisoka dúvidas a respeito das reais intenções da garota, ainda que a primeira frase de Rin a respeito dela pudesse sempre ser um ponto de escape para qualquer pensamento poluído que o professor pudesse vir a ter com a amante de doces. Para a sorte do próprio Hisoka, Fennik ainda não era um pensamento que o perturbava, tanto é que conseguiu parar por um tempo para começar a ler seu livro de lógica, mas acabou tendo que parar a leitura pela metade quando percebeu que poderia ter ficado tempo demais fazendo isso, não se alertando a possibilidade de todos os seus companheiros já terem saído do navio e ido ao encontro da Major, que obviamente ele não sabe onde está… É, talvez ter conseguido atenção suficiente para começar a ler não tenha sido tanta sorte assim.

Quando o professor levantasse de onde estava, ele acabaria por notar que algumas caixas ao redor de onde ele estava poderiam fazê-lo ficar escondido da vista dos demais, consequentemente se ninguém o avistasse ali, iriam acabar crendo que ele já havia saído acompanhado de alguém. Ele poderia procurar pelo navio algum tripulante que ainda não havia partido ou até mesmo rezar para que algum deles volte por algum motivo, nem que seja para procurá-lo, mas será que poderia algo assim acontecer para ajudá-lo? Bem, sim, ainda há sorte para o professor, pois Pepper acabava por sair de uma das portas do navio e se dirigir para o convés.

- Caralho, mas você ainda tá aqui? Bem que eu tava ouvindo uns barulhos estranhos, achei que era algum invasor… Que merda, achei que ia poder bater em alguém. - Dizia ele se aproximando de Hisoka. - Vem logo, estamos atrasados e a vaca da Vicky vai encher a porra do nosso saco, mas tanto faz, o novato é você mesmo, HUAHUAHUAHUA! Isso vai ser divertido.

Dito isso, Pepper caminhava sem a menor pressa para sair do navio transportador de milho, levando Hisoka de volta para a cidade das flores em que estivera há não muito mais do que uma hora atrás. Era engraçado, ou um incômodo, dependendo da personalidade de Kurayami, andar ao lado do cozinheiro pela cidade, pois era muito comum vê-lo xingando pessoas ou tentando comprar brigas que não existem, talvez algumas delas fossem até possíveis de acontecer, então a atitude do professor sobre isso poderia ser a de tentar impedir maiores problemas ou então a de “foda-se” só para ver o que poderia acontecer.

- OLHA O TAMANHO DA CALÇADA, FILHOTE DE BALEIA! É DIFÍCIL PRA VOCÊ PERCEBER QUE EU QUERO ANDAR POR AQUI SEM SER ESBARRADO? - Gritava o ruivo para um homem acima do peso, ainda que não fosse alguém tão gordo assim, Pepper havia começado a xingá-lo por terem acidentalmente esbarrado.

- NÃO GRITA COMIGO, SEU MERDA! EU NÃO SOU A FUDIDA DA SUA MÃE, ABAIXA ESSA SUA VOZ PODRE! - Respondia o homem apontando o dedo na cara do revolucionário que arrumava confusão, consequentemente chamando a atenção de pessoas e quem sabe não iria demorar muito até aparecer algum marinheiro no local.

- VAI FALAR DA MÃE AGORA É? PERA AÍ QUE EU VOU TE DAR UM COPO D’ÁGUA PARA VOCÊ LEVAR PRA TUA MÃE, AQUELA TRITÃ TUBARÃO BALEIA!

- REPETE, SEU FILHO DE UMA MINK CADELA!

E esse era o momento que os dois começariam a sair no soco se até então Hisoka não tivesse se manifestado para impedir de chegar até onde chegou. O interessante da briga acontecer é que o professor acabaria por ver Pepper derrubando o homem praticamente duas vezes maior que ele sem a menor dificuldade, um soco no rosto e um chute eram suficientes para jogar o homem em direção a parede da Óticas Íris, fazendo-o bater na estrutura com violência e em seguida cair sobre as belas flores azuis que ficavam próximas a entrada. Rapidamente as pessoas ao redor abriram a boca para soltar um som de espanto… Baseando-se nas políticas da cidade era bem óbvio o motivo para essa reação em cadeia.

- Ihhh, Professor, deu merda! CORRE! - Gritaria ele correndo para longe dali, e o esperado era que Kurayami fizesse o mesmo.

Independente do cenário que fosse criado ali, o resultado no final seria igual, ou seja, correndo ou andando tranquilamente (se é que ouvir o Pepper xingando o caminho inteiro possa ser considerado tranquilo) a dupla de revolucionários chegaria no esconderijo da Major, que aparentemente se chamava Vicky, a menos que naquele momento Pepper estivesse se referindo a uma outra pessoa. Apesar do assunto das flores não ser algo a se ignorar (caso tenha acontecido), a surpresa de estar entrando naquele esconderijo poderia fazer o professor esquecer o que indiretamente acabou de ter participação.

Eles estavam entrando em um depósito abandonado, por fora parecia ser um lugar escuro, sujo e certamente repleto de pragas como ratos e baratas, mas por dentro era outro mundo, cheio de sofás confortáveis, estantes de livros, tinha uma enorme mesa no centro com várias cadeiras de cada lado, havia até mesmo quartos com camas, sendo que muito provavelmente algum desses era uma ala hospitalar. Já estava começando a escurecer, e a iluminação do ambiente era completamente feita por velas, ainda que Hisoka poderia apostar que era apenas um método para tornar o lugar menos chamativo, pois foi necessária eletricidade para abrir a porta por onde ele e Pepper entraram.

Ainda que a apresentação fosse muito importante, o foco principal ali certamente seriam as pessoas presentes, entre aqueles cinco que Hisoka já conhecia, Rin, Fennik, Gear, Blink e Pepper, havia agora outros três, sendo que por eliminação do gênero ele já conseguia dizer quais deles não eram a Major. Desses três, dois eram homens e um uma mulher, o primeiro homem era loiro, seus cabelos lisos não eram muito curtos, mas também não muito longos, e ele estava sentado de maneira relaxada em um dos sofás. As vestes do loiro consistiam em um casaco jeans, uma camisa simples de cor branca, um óculos escuros sobre a gola e uma calça escura com um sapato de mesma cor, mesmo sentado era fácil dizer que ele era alto, facilmente acima dos 2 metros de altura. Contudo, se o primeiro homem era alto, o segundo era ainda maior, tanto na altura como na largura, ainda que houvesse muita gordura em seu corpo, era impossível subestimar o tamanho de seus braços e dizer que ele não possuía músculos ali. As vestes do segundo homem eram bem mais simples que o primeiro, isso pouco chamava atenção, pois ele estava em pé de braços cruzados e com uma expressão séria, e o que mais chamava atenção nisso era ver que ele estava fazendo isso ao lado da mulher desconhecida, dando a entender que provavelmente era ela a líder desse pequeno grupo de Revolucionários.

- Finalmente chegou, professor Hisoka Kurayami. - Diria ela ao ver que os dois haviam finalmente chegado. - Por um momento achei que tivesse desistido de me conhecer. - Completaria ela ficando de pé e andando na direção do rapaz.

A mulher estava sentada em uma poltrona vermelha que havia no ambiente pouco iluminado, não deixando as características delas serem vistas inicialmente, portanto assim que ela se levantou e avançou com pequenos passos na direção do professor, este foi conseguindo ver melhor quem estava se aproximando. Era possível ouvir o som de suas botas negras a cada pisada que ela dava no chão, assim como o som da espada que balançava em sua cintura, todos estavam completamente em silêncio esperando por esse momento, ansiosos para saber se o novato seria aprovado aos olhos da intimidadora Major, ou melhor, ao olho, pois havia um tapa-olho branco cobrindo parte de sua face, deixando apenas uma de suas íris cor de mel à mostra. Ela jogava sua capa preta para trás fazendo seus longos cabelos castanhos se agitarem junto ao balançar do tecido, uma ação que ela fez para conseguir puxar com facilidade a sua katana e apontar para o pescoço de Hisoka, não perdendo a seriedade em momento algum desde que sua face ficou perfeitamente visível.

- Darei a você três escolhas, Professor… - Disse ela com sua voz firme. - A primeira delas é que você pode agora se ajoelhar e beijar meus pés. A segunda é escolher uma das partes do seu corpo para que eu possa cortar com a minha espada… Muralha, abra a boca. - E ao dizer isso, o homem que estava ao lado dela anteriormente pegava um dos candelabros de vela e levava até a sua boca aberta, mostrando que sua língua já não existia mais. - Como pode ver, aqui existem apenas dois tipos de pessoa, os ratos que se ajoelham para mim e seguem as minhas ordens ou os orgulhosos que preferem dar seu sangue do que o seu orgulho. Por isso há ainda a terceira opção, dê as costas e vá embora de boca calada… Pois não aceitarei mais que se ajoelhe quando sair pela nossa porta.

Até então tudo que disseram sobre a Major parecia estar certo, talvez a verdadeira fosse ainda mais assustadora do que aquela que o professor pudesse ter imaginado, ela que se revelou uma mulher impressionante capaz de fazer até mesmo o tranquilo Hisoka Kurayami suar frio na sua presença. Vicky havia deixado para ele três escolhas, se ajoelhar e beijar seus pés, uma atitude vergonhosa e que fere o orgulho de qualquer um, mas por outro lado a segunda opção fere o seu corpo, tendo até mesmo alguém ali entre eles que já havia perdido uma parte de si, então caso Hisoka seja orgulhoso demais para fazer a primeira, se tiver coragem o bastante pode optar pela segunda, contudo, a terceira mostraria uma atitude clara por parte dele, mas ainda quem sabe, tivesse tempo para fugir de toda essa ideia de se juntar aos revolucionários.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

LOIRO:
 

MURALHA:
 

MAJOR:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyQua 25 Jul 2018, 08:57



Mágoas do Passado

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#Post 16


Enquanto acompanhado por Blink, Hisoka não deixaria de notar o nome desconhecido citado pelo navegador, o qual se chamava Jovi. Provavelmente seria um outro Revolucionário que ele encontraria junto a Major, mas não poderia confirmar, o que deixaria a incógnita no ar. Na volta para o navio, o diálogo acabou tomando outro rumo, o que fomentou o esquecimento de Kurayami e não o permitiu sanar sua dúvida. Apesar disto, conhecer um pouco mais sobre seu atirador, tal como se abrir e desabafar sobre parte de seus sentimentos foi uma dádiva. Blink falava algo pertinente, mas que Hisoka já havia imaginado. Ele não estava sendo ingênuo, somente buscava criar um certo vínculo com seu grupo. É claro que haverá sangue derramado, mas tem de ser daqueles que acabara de conhecer? Talvez não esteja preparado para se despedir dos novos companheiros, mesmo que tenha ciência dos perigos que o Exército e sua causa trazem a segurança de seus participantes.

– Eu sei... – Ratificaria o navegador, desta vez com um semblante taciturno.

De volta ao navio, Hisoka iria reencontrar Gear, o que possibilitou a entrega dos materiais para a construção de seu óculos. No instante que avaliou os materiais, a garota pôde perceber que todos eles eram oriundos de marcas de altíssima qualidade. Entretanto, a engenheira retaliou o professor, indicando que ele havia sido explorado pelas lojas por onde passou. Apesar disto, Kurayami sabia que Gear poderia desempenhar melhor seu projeto com materiais melhores e, por isto, não retrucaria profundamente:

– Bem, você estava ocupada e por isto não pôde ir comigo para escolher os melhores produtos com os melhores preços... Mas enfim. – Suspiraria, dando de ombros em seguida. – Tanto faz, eu recupero o dinheiro depois. Seu talento deve ser ainda mais realçado com bons materiais. – A resposta poderia ter sido seca, mas Hisoka estava um pouco cansado pelas compras. De prontidão para seguir em direção de Fennik, pararia e giraria o pescoço para a engenheira. – Obrigado, mais uma vez. – Após mais um agradecimento, continuaria até Fennik com o saco de pirulitos na mão.

A medida que passeava pelo convés, Hisoka perceberia uma certa movimentação pelo navio. Alguns haviam tomado banho enquanto outros já preparavam-se para sair, o que indicava que tinham algum objetivo em mente. Talvez fosse este o motivo pelo qual Gear havia dito "assim que voltarmos". Seria pertinente se tivesse perguntado à engenheira o destino da tripulação, mas agora era tarde.

Fennik mostrou felicidade com o presente de Hisoka, abrindo um largo sorriso em sua expressão e abraçando-o fortemente em agradecimento. Como de praxe, o professor iria ter a face preenchida com o típico rubor, porém menos marcante desta vez. Aparentemente, já estava se acostumando com o feitio pegajoso e provocativo de Fennik. Felizmente ele havia acertado no sabor, apesar de ter sido pura sorte, ganhando um novo abraço da bárbara. Entretanto, este foi um pouco menos explosivo e mais caloroso. Sem que percebesse, Hisoka acabaria retribuindo o gesto e não somente o receberia apático como no primeiro. Suas mãos seriam movidas até as costas da jovem e a aproximaria de seu corpo sutilmente. Tendo em vista que havia acabado de banhar, poderia sorver seu magnífico aroma, mas a cena logo foi interrompida, pois Fennik iria se afastar, gerando uma expressão constrangida em Kurayami e um desvio no olhar, já que cairia a ficha daquilo que fizera. Após explicar o real motivo por detrás do presente, Fennik novamente provocaria o arqueólogo, indicando certos pensamentos maliciosos.

– Você não muda mesmo... – Apresentaria um sorriso descontraído, mostrando estar um pouco mais relaxado na presença de Fennik, assim como buscando costume com suas provocações.

Ao contrário dos demais, Hisoka seria sequestrado pela sua curiosidade e interesse em aprender, permitindo o tempo passar durante a leitura do livro que acabara de comprar. Assim que percebesse, o convés estava completamente vazio, pois todos já haviam saído. Kurayami não sabia nem o objetivo da saída, quem dirá a localização do destino. Decepcionado, murmuraria enquanto coçaria a nuca, já imaginando os possíveis cenários que poderiam acontecer enquanto caminhava pelo assoalho da escuna. Nem precisaria pensar muito, pois o ruído oriundo da porta que dá acesso ao interior da embarcação o chamaria a atenção. Era Pepper, o único que restara. Hisoka o encararia com a sua típica expressão inerte, sem muitos sentimentos envolvidos, pois o cozinheiro era o único com quem ele ainda não tivera nenhuma interação intensa.

– É, todos saíram e não me chamaram. – Responderia ao rapaz, mas logo interromperia a própria frase. – Aliás, todos não... – Alçaria as sobrancelhas e moveria a íris lateralmente. – Nem pude tomar banho... Enfim, vamos. – Reclamaria da pressa, porém o acontecido era sua culpa, portanto somente consentiria. – Imagino que sim. – Responderia o último comentário de Pepper, o qual se referia ao encontro de Hisoka e a Major. Antes de sair, recolheria o seu chicote e o apoiaria no cós da calça.

Durante o caminho, grande parte das reclamações e xingamentos de Pepper não seriam atentados por Hisoka, que estaria terminando a leitura de seu livro de lógica. Ora ou outra levantaria sua cabeça para que vislumbrasse o caminho e não esbarasse em obstáculos, assim como focaria para não se perder do agressivo cozinheiro. Apesar de todos os seus esforços em ter sossego, uma situação específica acabou tirando-lhe completamente a concentração. Kurayami nem ao menos havia entendido a circunstância, mas aparentemente um grande homem havia esbarrado em Pepper, o que desencadeou uma reação nervosa por parte do rapaz. Hisoka levaria a mão canhota à testa, murmurando para expressar a chateação.

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– Esquece isto, Pepper, se não iremos nos atrasar. – Buscaria afastar ambos ao manter o seu corpo entre os dois. – Você, vá para sua casa e relaxe. – Diria para o grande homem. Em seguida, pegaria Pepper pela camisa e buscaria arrastá-lo à força. – Vamos, pare com isto. – Diria com uma entonação mais desmotivada que o normal, deixando claro que não gostaria de usar da força para confrontar o cozinheiro. Todavia, se ainda assim ele não o seguisse, Hisoka mudaria o tom e o semblante. – Ei! Não podemos chamar atenção aqui, que merda está fazendo!? – Fitaria seus olhos, esperando que o sermão o fizesse mudar de ideia e o seguisse. Se, por ventura, o homem gordo insistisse na briga, Hisoka buscaria abusar de sua menor estatura para encaixar um rápido soco ascendente em seu queixo, o qual poderia ser suficiente para atordoá-lo. Se ele desviasse ou defendesse e buscasse um contra-ataque, Kurayami usaria de sua aceleração e esquiva para evasivar ao lado contrário num salto, almejando puxar o chicote e amarrar o flagelo entre os pés do grandalhão para derrubá-lo ao mover o braço bruscamente para trás. A queda poderia atordoá-lo por tempo suficiente para que Hisoka e Pepper seguissem sem criar muito alarde, retornando o chicote ao cós. Caso tudo desse errado e Pepper derrubasse o homem contra as flores, Hisoka não teria outra opção se não correr, mas reclamando com o ruivo: – Idiota! Precisava mesmo fazer isto!? – Bravejaria irritado, seguindo-o.

Guiado por Pepper, minutos depois ambos chegariam numa espécie de galpão abandonado. A entrada do local era bem escura e tinha um odor desagradável. Hisoka poderia notar os ratos saltitando pelo recinto, assim como baratas caminhando pelas paredes recheadas de rachaduras. Apesar de ter ciência que a base dos Revolucionários não deve ser chamativa, não esperava tão baixo nível. Apesar disto, as expectativas viraram de cabeça para baixo no instante que entrou no verdadeiro espaço, descobrindo que a fachada era uma completa enganação. O espaço interno detinha cômodos mais aconchegantes, dotados de sofás e poltronas. De onde estava, não tinha acesso visual aos quartos, mas poderia imaginar que não estavam em situação muito diferente da "sala". Além dos bens físicos, o professor vislumbraria a presença de seus companheiros, assim como dois membros desconhecidos, aliás, três. Um deles, uma mulher, estava na penumbra e somente seria notada ao falar, cumprimentando Hisoka. Não restaria dúvidas, pelo seu gênero e aspecto, que ela era a tão famosa Major.

– Olá. Major Vicky, correto? – Buscaria chutar seu nome, o qual ele saberia pela fala de Pepper mais cedo. Independentemente de obter resposta ou não, ficaria atento.

A major iria se levantar da poltrona, caminhando lentamente em direção de Hisoka. Fora da penumbra, o professor poderia finalmente vislumbrar sua aparência. Era uma mulher de corpo formoso, com curvas exaltadas e seios medianos, entretanto, a sua principal característica era a falta de um dos olhos, o qual estava coberto com um tapa-olho. A primeira vista, não parecia tão mais velha que Kurayami, talvez um ou dois anos. Apesar do semblante sério e indiferente, detinha uma certa beleza, talvez oriunda principalmente de seu alto cargo.

Direto ao ponto, a Major ameaçou Hisoka com a espada em seu pescoço. Seu olhar profundo era incapaz de ser lido pelo professor e sua expressão era imutável enquanto proferia suas palavras. Apesar da situação, Hisoka iria manter a calma, grandiosa vantagem que engradece sua personalidade. Enquanto muitos estariam tremendo e despejando líquidos de suor neste momento, Kurayami estaria íntegro. É claro que seu coração estaria batendo mais forte e seu estômago repleto de borboletas retratando um certo sentimento de apreensão, porém almejaria manter a sua postura firme perante a Major. A medida que a Revolucionária articulava seus dizeres, a mente de Kurayami trabalhava em buscar encontrar alguma lógica em suas palavras. Era claramente um teste, o qual poderia ser desmembrado com os conhecimentos adquiridos em sua leitura.

Para deixar sua ameaça mais clara e evidente, a Major chamou o homem gordo que a acompanhava, fazendo-o sair do ambiente escuro. Com o auxílio de um candelabro, mostrou a sua boca, iluminando a ausência de sua língua com a luz natural das velas. Hisoka iria franzir o cenho e cerraria os olhos, apresentando um semblante pensativo, porém sem entregar sentimentos frágeis ou forte aflição. Passados poucos segundos, a atmosfera extremamente pesada seria finalmente quebrada no instante que Hisoka moveria os lábios para iniciar sua oratória:

– Bem, receio que não seria muito útil a você sem um de meus braços, tampouco teria sua confiança se fosse um submisso sem dignidade. – Mostraria um breve sorriso no canto do rosto. – É um bom teste. Digo... Realmente consegues fazer uma triagem e segregar os dignos dos corajosos, se é que me entende. – Pegaria o lábio inferior com o polegar e indicador direito, mordendo-o de leve em seguida. – De qualquer forma, peço que não confunda meu objetivo ao aceitar a proposta de vocês. Eu vim para ser um guerreiro, não um mero subordinado, então vamos mudar o foco do jogo. – Com serenidade, Hisoka iria aproximar a lâmina da espada de seu pescoço, retomando a fala em seguida: – Imagino que eu tenha importância para vocês, tendo em vista que se esforçaram para me manter vivo e depois vieram me buscar... Bem, eu escolho a segunda opção. A parte do corpo... Meu pescoço. – Articularia com certa serenidade e confiança em suas palavras, pois estava sentindo-se mais a mando do teste. – Acredito que é a primeira vez que o ônus da decisão não está sobre a pessoa que chamou, correto? Bem, saiba que retribuirei os Revolucionários em mesmo grau de importante ao qual me der. Tens três segundos, Major. – Provocaria a mulher com um sorriso mais aparente, o qual era dotado de certa malícia.

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Era evidente que estaria um pouco nervoso. Apesar de tudo indicar que este pequeno teste já havia acabado, ainda tinha a pequena chance de Hisoka estressar a Major a ponto dela matá-lo sem pensar nas consequências que seria perder a sua brilhante mente. Todavia, suas opções também eram escassas, principalmente pelo pouco tempo para dar a sua resposta. Não poderia fraquejar e demorar muito, pois isto indicaria uma falha em tomada de decisão, sendo assim, lhe restaria abusar de sua perícia lógica para solucioná-lo. De qualquer modo, haviam dois prováveis caminhos: sua vida se encerraria ali ou ele passaria no "teste". Em caso da segunda opção, Kurayami voltaria a apresentar o mesmo sorriso, mas desta vez sem muita perversidade:

– A propósito, uma dica: para ter uma intimidação melhor você tem de mandar uns aleijados para recrutar os novos membros. – Diria com o dedo indicador erguido. – Nenhum deles tem ao menos um arranhão no corpo e eu tenho certeza que também não tem perfis para lamber sua bota. – Abriria a mão, movendo-a horizontalmente em direção de seus companheiros. A sobrancelha erguida indicaria uma obviedade percebida pelo professor.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyDom 29 Jul 2018, 09:20

A primeira missão


AVISO IMPORTANTE:
 

Por conta da leitura do seu livro de lógica, Hisoka era o último a sair do navio, ou melhor, um dos últimos, pois conseguiu ainda ter a sorte de encontrar Pepper na embarcação, sendo ele a sua salvação para conseguir achar o esconderijo dos Revolucionários em Toroa Island. Depois de pegar seu chicote para guardá-lo na cintura, o professor acompanhou o cozinheiro pelas ruas da cidade, sendo que passou boa parte do trajeto terminando de ler o seu livro, algo que poucos conseguiriam fazer com tanta tranquilidade, já que Pepper não conseguia chegar aos trinta passos sem xingar ou reclamar de alguma coisa ou alguém que encontrava pelo caminho. Esse temperamento explosivo do rapaz acabou gerando para a dupla uma pequena confusão quando o cozinheiro apareceu querendo brigar com um homem desconhecidos simplesmente porque eles esbarraram enquanto andavam pela calçada. De maneira sensata, Hisoka veio a tentar acalmar os nervos dos dois, já que seria melhor para ambos os lados que não começassem a se atacar ali.

- Foi esse merdinha que começou ficando todo nervosinho, vai tratar esse temperamento, moleque! - Falou o gordo quando o professor entrou na frente dos dois para mantê-los separados.

- Vai fazer uma dieta, rolha de poço! - Respondia o ruivo mantendo as provocações, mas antes que tudo isso continuasse a se expandir, Hisoka o puxaria pela camisa e o levaria para longe da confusão.

Pepper ainda parecia querer insistir na briga, ainda que o outro homem demonstrasse não ter muito interesse em partir para a violência, porém depois de Hisoka lembrá-lo de que não podiam chamar atenção dessa forma, o cozinheiro engolia toda a sua raiva e prosseguia de volta ao caminho que deveria fazer, batendo forte os pés a cada passo que dava e ainda bufando sua adrenalina pelas ventas, cerrando os punhos para controlar toda sua ira. Era curioso como ambos tinham essa discrepância em suas personalidades, enquanto Kurayami dificilmente perdia o controle de suas emoções e mostrava-se ser na grande parte do tempo uma pessoa calma, Pepper era o extremo contrário, explodindo de raiva com coisas que na maior parte das vezes são ignoradas ou passam despercebidas pelo professor.

Após alguns tiques do ponteiro maior do relógio, a dupla de atrasados finalmente chegava ao local que seria o esconderijo dos Revolucionários da cidade, este que a princípio parecia ser um galpão sujo e abandonado pela estrutura externa, mas logo que veio a ter a visão interna do ambiente, Hisoka rapidamente mudou seus pensamentos a respeito da base secreta. Ele mal teve tempo para explorar os cômodos ou sentar em um dos tantos móveis almofadados que haviam por ali, pois a empoderada major daquele bando ergueu-se de onde estava sentada e avançou em sua direção para lhe dirigir a palavra dando três opções, ainda que não bastasse apenas a sua voz intimidante, a mulher também ergueu sua espada e a apontou para o seu pescoço.

Hisoka já havia notado a presença de seus companheiros conhecidos, mas havia ali também, além da major, outros dois indivíduos, sendo um deles um homem mais estiloso e elegante, enquanto o outro era mais bárbaro e grande. Agora o professor estava diante das opções que deveria escolher, sendo elas ajoelhar-se perante a major e beijar-lhe as botas, oferecer uma parte do corpo para ser mutilada, e a última delas que era desistir de se unir ao grupo e fugir, e por mais calmo que ele pudesse ser, toda essa pressão psicológica acabava fazendo seu coração bater mais rápido, podendo até mesmo sentir partes do seu corpo esquentarem tanto que viria a transpirar em seguida. Não foi difícil para ele notar que isso se tratava de um teste, precisava escolher uma das três opções, certo? Não, errado, pois isso não se tratava do que você iria escolher, mas sim das palavras que iria usar para se negar a fazer qualquer uma das três.

Ele conseguiria chegar a essa conclusão lógica ao notar que nenhum dos seus já conhecidos companheiros tinham características que se encaixam em qualquer uma das três opções, mas também poderia ir além disse apenas analisando as palavras da Major que fora da intimidação não faziam o menor sentido. Revolucionários prezam pela liberdade, então porque ele deveria se curvar dessa maneira a uma desconhecida apenas para ser aceito nessa “sociedade”? Isso também entra em conflito com a ideia de que precisaria se mostrar digno dos ideais revolucionários ferindo de forma desnecessária o seu corpo, então estariam eles dispostos a arriscar perder uma vida apenas no recrutamento de soldados? E a opção de fugir é a que menos faz sentido, já que ter chegado até ali e descoberto tanta coisa a respeito deles praticamente excluía a opção de que poderia sair numa boa pela porta do esconderijo.  

Depois dessa onda de pensamentos, Hisoka acabaria por ficar um pouco mais calmo, consequentemente trazendo-lhe a confiança necessária para se manter firme na hora de fazer o seu discurso a respeito do que pensava sobre as três opções de Izzy. Para o professor, não fazia sentido os Revolucionários quererem agregar somente pessoas submissas ou mutiladas, principalmente ele, que teve um navio com cinco membros do exército visitando a sua cidade apenas para tentar convencê-lo a se unir a causa. Por mais que sua principal utilidade para eles fosse o seu conhecimento e ter o seu corpo ferido não fosse fazer tanta diferença assim, Hisoka mataria a charada no instante em que escolhia o seu pescoço como a região que ele gostaria de “sacrificar”, o que forçaria a Major a perder aquilo que mandou buscar apenas para que o professor pudesse passar por esse seu desafio inicial.

- Você tem coragem, Professor. - Começaria ela dizendo para ele ainda mostrando em seu rosto toda a sua expressão de seriedade. - Mas às vezes tanta coragem pode significar estupidez! - Completaria movendo a sua espada no ar para que avançasse pelo pescoço de Hisoka, o que poderia assustá-lo caso sua confiança se abalasse, mas finaria na lâmina sendo realocada dentro da bainha da superiora, mantendo o corpo do professor intacto. - Boa resposta, Hisoka Kurayami… Poucos conseguem responder dessa maneira com tanta velocidade, fiquei realmente impressionada e ainda não me arrependo nem um pouco de ter aceitado a missão para o West Blue onde deveríamos recrutá-lo. Porém… - Diria ela ainda sem mostrar um sorriso ou alguma outra expressão que simboliza a felicidade por ele ter sido bem sucedido com as suas palavras, a verdade é que é bem possível que ela realmente não esteja feliz, pois quando ela acertava o professor com um chute na barriga, ficaria bem claro para ele e o restante dos presentes que ela havia se irritado com alguma coisa. - “TRÊS SEGUNDOS, MAJOR”???? SOU EU QUE DOU AS ORDENS AQUI, COMECE APRENDENDO ISSO À PARTIR DE HOJE! Grrrr, odeio pessoas convencidas demais, tsc, esperava alguém um pouco mais assustado quando vi que o filho de Keiko havia se tornado um mero professor. - Após suas palavras, Izzy dava meia volta e retornava para caminhar em direção a sua poltrona “protegida” por Muralha. - Desculpe pelo chute, Professor, mas precisava quebrar a sua confiança antes que ela de alguma forma evoluísse para pensamentos como “eu sou mais esperto do que você”... É, talvez você possa ser, mas agora você não passa de um recém-recrutado soldado e deverá obedecer a hierarquia das patentes até que se prove digno para deixar de obedecer e comece a comandar, até esse dia chegar, de nada importará se você é um gênio ou um estúpido, portanto não volte a mostrar esse sorriso convencido pra mim até que consiga me provar de que é merecedor dele. E, ah, já ia me esquecendo, seja bem-vindo ao Exército Revolucionário, Professor. - Assim que disse isso, a Major retirou de um dos bolsos uma espécie de medalha e esticou a mão em direção à Kurayami para que ele se aproximasse para pegar.

Depois desse pancada que ia além do chute que recebeu na boca do estômago, se Hisoka ainda tivesse o interesse de comentar a sua dica com a Major, assim que ele começasse a falar, Rin iria se aproximar dele para “protegê-lo” do que poderia acontecer, já que a reação da Major seria a de erguer uma das sobrancelhas e apertar forte o braço de sua poltrona com uma das mãos. Coincidentemente, a ação de Furry para se aproximar do professor seria a mesma, mesmo que ele chegasse a não dar o seu conselho, que para Izzy poderia soar como uma tentativa atrevida de Hisoka em provocá-la ainda mais.

- Calma, Major, o Professor é um homem muito educado e respeitoso, ele certamente sabe enxergar o lugar dele aqui dentro. - Diria o meio-mink forçando um sorriso para a sua superiora, em seguida iria virar o rosto para Hisoka, mostrando uma expressão um pouco mais desesperada, onde terminaria cochichando para ele: - Eu disse pra você tomar cuidado com ela! Eu não estava brincando quando disse que ela poderia te matar! - Alertaria Furry uma segunda vez, puxando depois o professor pelo braço para levá-lo para mais a fundo do esconderijo.

- Haha, você é mesmo incrível, Professor! Poucas vezes vi alguém além de mim que fosse capaz de deixar a Helena tão irritada. - Diria o homem loiro que ainda não foi lhe foi apresentado. Ele iria levantar do sofá onde estava e se aproximar de Hisoka para estender a mão em um comprimento básico. - Pode me chamar de Sir Jovi, prazer. - Com isso o nome que Blink havia mencionado hoje mais cedo receberia um rosto em sua mente, porém seria questionável o fato dele ter aparentemente chamado a Major Izzy de Helena.

- Professor, esse é o Jovi, o segundo em comando do nosso grupo. Ele é um excelente músico e acredito que você ainda o verá cantando muito por aí, ou melhor, ouvirá, haha. - Explicaria o jovem Cabo levando Hisoka para conhecer o estabelecimento assim que ele terminasse de conversar com o músico, isso se ele viesse a fazer alguma pergunta para Jovi. Um pouco mais distante da sala, Rin falaria baixo para que apenas o Professor pudesse lhe ouvir. - Ele também é o maior mulherengo que você vai conhecer na sua vida, certamente não tem mulher nessa ilha que ele não tenha levado para pelo menos um encontro… Mas ele continua solteiro, o que me deixa orgulhoso da capacidade das mulheres de reconhecer um cafajeste.

Dando sequência às apresentações, talvez Hisoka viesse a perguntar sobre o Muralha ou até mesmo sobre a Izzy, podendo até mesmo fazer perguntas mais específicas, se fosse o caso, Rin separaria o tempo necessário para responder todas as dúvidas do professor. Ainda que não lhe fosse dirigida a pergunta, o meio-mink se adiantaria em começar a falar dos outros dois Revolucionários que Kurayami ainda não fora devidamente apresentado, e nem seria, exceto se ele por vontade própria fosse até lá fazer as honras.

- O Muralha é uma das pessoas mais honradas e dedicadas do exército, ele se uniu a nós recentemente em uma missão aqui no West Blue e acabou criando uma forte ligação com a Major, dedicando-se a protegê-la desde então. Por mais que ele pareça ser um cara sem muitas emoções por causa da sua expressão séria e seu tamanho, ele possui um coração muito bom e nem é preciso ouvir a sua voz para reconhecer isso. Sim, ele realmente não tem língua, uma história um pouco triste, mas fica para outra hora. - Falaria o rapaz a respeito do enorme homem sem língua que ficava ao lado da poltrona de Izzy, e falando nela, Rin preparava para contar mais a respeito dela. - Uma das mulheres mais fortes que já vi, seja na questão de combate, como também de personalidade e perseverança, uma verdadeira guerreira tanto dentro como fora do campo de batalha. Queria poder contar a você todas as nossas histórias, mas acho que é o tipo de coisa que combinaria mais com uma fogueira e marshmallows, hahaha.

Depois dessa pequena conversa em particular que os dois teriam, Rin apresentaria a base secreta deles para Hisoka, que além dos quartos individuais de cada um, também tinha uma cozinha bem arrumada e alguns banheiros não muito espaçosos, mas bons o suficiente. Outra coisa que chamaria atenção seria uma parte do galpão com uma mesa grande acompanhada de algumas cadeiras de escritório e, a cereja do bolo, vários computadores. Talvez o professor não fosse o maior conhecedor de tecnologia do mundo, por isso não seria capaz de identificar os defeitos disso e tudo ainda seria incrível, porém as máquinas que estavam ali não eram as mais avançadas da atualidade, na realidade os monitores eram quadrados e grandes demais, assim como as CPU que davam vida a tudo isso e que estavam ligadas por enormes cabos que seguiam para até um grande gerador.

- Foi montado exclusivamente pela Gear para usarmos em nossas missões, desde então nossas taxas de sucesso em pequenas tarefas aumentaram bastante. É completamente móvel, então só precisamos passar ele pro navio e do navio movemos ele para uma outra base em outra ilha. Enfim, acredito que você conhecerá mais dele em breve.

- Não será em breve, será agora. - Falou a Major ao entrar na cena encarando o professor com o seu único olho descoberto. - O quanto antes sairmos daqui e chegarmos ao Reino de Ilusia melhor. Enviarei algum de vocês para fazer uma visita à casa da Clarice, acredito que já ouviu falar dela, não, Professor? Lá vocês terão que encontrar e trazer para cá uma essência especial de flores que ela guarda em algum lugar de sua casa. - Começava a explicar enquanto os outros membros do bando iam se aproximando e se posicionando pelo ambiente. - Portanto já fica óbvio quem estará obrigatoriamente de fora dessa vez. - Ao dizer isso seu olho passava por Pepper, que fechava a cara e olhava para outro canto. - Alguns dos nossos já são detentores de uma má fama e até mesmo já são de conhecimento geral ter uma ligação criminosa com o Exército Revolucionário, portanto Furry e Professor serão os nossos enviados para a missão.

Se Hisoka apresentasse uma feição clara de dúvida ou simplesmente viesse a perguntar para alguém o motivo dessa dupla ter sido a escolhida, Blink se disponibilizaria a responder, aproximando-se dele e realizando sua típica piscadela antes de começar a explicar.

- Haha, bem, eu sou um ex-marinheiro, se alguém me reconhecer eu acabaria botando tudo a perder. Pepper obviamente não é um indivíduo adequado para esse tipo de trabalho, inclusive aqui em Toroa ele já excedeu a sua cota de confusões, o que acabaria também chamando muita atenção se alguém o reconhecesse, algo semelhante acontece com o Jovi, o que o atrapalharia. Fennik é uma procurada, então ela também é descartada, haha, talvez por essa você não esperava. Excluir o Muralha de uma missão onde não queremos chamar atenção é um motivo bem óbvio, e a Major também está fora de cogitação pela mesma razão que Fennik. Com isso sobram apenas vocês dois e a Gear, mas como ela ficará aqui cuidando da parte dos computadores, é certo dizer que vocês são a dupla perfeita para o caso, aluno e professor, não é?

- Ok, então irei preparar os dois para a missão. - Falaria Gear se ausentando rapidamente do ambiente em questão para aparentemente buscar alguma coisa em um dos cômodos, foi então que ela retornou entregando para os dois rapazes um pequeno objeto circular que Hisoka desconhecia a real função. - Coloque isso dentro do ouvido, irei usá-lo para falar com vocês durante a missão.

Aparentemente a fala dela era direcionada apenas para o professor, já que Rin começou a colocar o objeto no ouvido antes mesmo da garota avisar o que deveria ser feito. Era uma tarefa bem simples e Hisoka não teria muita dificuldade em concluí-la, talvez ficasse um pouco incomodado com o aparelho desconhecido tocando seu corpo, mas logo iria se acostumar. Na sequência ela entregava para os dois o que Kurayami facilmente reconheceria como um Baby DenDen Mushi.

- Esse aparelho em seu ouvido irá reproduzir a minha voz ao invés do DenDen Mushi, portanto poderá me ouvir desde que continue com o molusco por perto. Para entrar em contato comigo, ou com a central, base, tanto faz o que você preferir chamar, terá que usar o Baby DenDen Mushi, pois infelizmente ainda estou trabalhando no projeto que nos dará algo mais prático… O que também inclui uma câmera para que daqui a gente possa acompanhar melhor o que vocês estão fazendo, mas isso já será o suficiente para algo tão simples.

- Recomendo que levem as suas armas, porém terão que deixá-las escondidas em alguma área próxima quando estiverem chegando para que possam fazer a visita à Clarice sem levantar suspeitas. Blink, você acompanhará os dois na missão, mas deverá encontrar um local distante para se posicionar e mantê-los sob proteção da sua mira, portanto, Gear, entregue um fone e um Den Den Mushi para ele também. - Ordenou a Major ainda explicando como seria a formação para essa missão.

- Entendido, Izzy! - Disseram Rin e Blink ao mesmo tempo depois que a Major terminou de lhes passar as instruções, então ambos moveram-se pelo esconderijo para buscar e fazer o que fosse preciso antes de sair do local.

Enquanto se preparavam para sair, algo que levaria mais alguns minutos, Hisoka poderia fazer perguntas tanto para Gear como para Izzy se tivesse alguma dúvida ou pelo menos tivesse um interesse maior em descobrir qual era o objetivo por trás dessa tarefa simples onde aparentemente deveriam roubar uma essência especial da casa da mulher mais conhecida da cidade. Porém, a curiosidade do professor poderia ser intimidada pelo fato de que talvez fosse melhor para o seu trabalho como um soldado revolucionário não saber demais, até porque o próprio Rin não mostrava questionar nada a respeito do que deveria fazer, apesar de que também poderia ser possível que ele já soubesse qual é a importância dessa tal “essência especial”.

Depois de todos os preparativos e diálogos que eram feitos dentro do esconderijo dos Revolucionários tivesse o seu fim, Professor, Furry e Blink partiriam para o lado de fora carregando respectivamente um chicote, uma espada e um rifle, além dos Baby DenDen Mushi nos bolsos e o fone bem especial posicionado no interior de seus ouvidos. Restava agora eles seguirem caminho até a casa de Clarice, algo que Hisoka já pode esperar que Blink e Rin saibam onde é. Algo curioso de se notar, no entanto, é que a noite em Toroa conseguia ser ainda mais bonita que o dia, isso porque a cidade contava com uma eficiente instalação elétrica que abastecia cada uma das residências graças à uma das criações do cientista Charles que comanda o laboratório local. A lua no céu estava em sua fase crescente e as nuvens que se estendiam por ele ocultavam boa parte da vista das estrelas na noite de hoje, uma pena, já que isso apenas atrapalhava a ambientação a se tornar mais bela.

- Todos estão conseguindo me ouvir? - Perguntava a voz de Gear que saia do fone no ouvido dos três.

- Sim. - Respondia Rin e Blink ao mesmo tempo, talvez Hisoka fizesse o mesmo.

- Não consigo ouví-los se não falarem no Den Den Mushi…

- Desculpa por isso, Gear, estou conseguindo te ouvir sim. - Diria Blink puxando o molusco para próximo de sua boca.

- Hahaha, ainda não me acostumei com isso, foi mal. Estou ouvindo tudo certo. - Também responderia Rin.

- Ok, agora Professor e Furry, sigam para o local da missão e deixem as armas com Blink quando ele decidir o lugar que irá se posicionar. - Falaria a voz de Gear caso Hisoka já tenha confirmado estar a ouvindo corretamente.

- Certo, Professor, você tem alguma ideia de como podemos fazer essa visita a “doutora” Clarice? Depois desse tempo se preparando fiquei na esperança que você tivesse alguma ideia melhor do que a minha de como poderíamos fazer, haha. - Perguntaria Furry, já devidamente “camuflado” como um humano normal ao esconder suas orelhas de Mink por debaixo do cabelo.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


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Mágoas do Passado

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#Post 17


Apesar de impulsivo, Pepper não era um rapaz burro. No instante que Hisoka chamou a sua atenção a cerca das prioridades no local, ele aquietou-se e cessou a briga que estava criando com o grande homem. Apesar de ainda ser visível a sua irritação com a situação, Kurayami pôde perceber que Pepper não era incontrolável e que era possível lidar racionalmente com o cozinheiro do bando. Sendo assim, com as circunstâncias sobre controle, eles finalmente puderam conhecer a base secreta dos revolucionários em Toroa Island.

No galpão disfarçado, Hisoka enfim conhecera Izzy, a Major responsável pela célula revolucionária a qual o Professor havia sido recrutado. O primeiro contato entre ambos foi imensamente ríspido, recheado com uma atmosfera dotada de tensão, criando um clima relativamente desagradável, apesar de existir a possibilidade dos demais tripulantes já estarem acostumados com o rito.

Usufruindo de sua lógica e temperamento calmo, Hisoka pôde sanar o teste no qual havia sido posto, apesar de ter pegado um pouco pesado nas palavras. Como resultado, Izzy pressionou o novato ainda mais, indicando que um golpe seria desferido com sua espada contra o pescoço do arqueólogo. Em reflexo nato, seus olhos seriam fechados instantes antes, pois por mais calmo que estivesse há determinados movimentos, como os derivados do sistema nervoso simpático, que são incontroláveis. É óbvio que Hisoka desconhece o cerne da razão, dado que não detém conhecimentos médicos, porém o instinto o dominaria e falaria mais alto neste cenário. Provavelmente o mesmo instinto que o fez agir de maneira tão petulante, feitio este que foge de sua rotina. O clima aflito foi quebrado no momento que Hisoka percebesse que ainda estava vivo, abrindo os olhos pouco a pouco, guiado pelo som da lâmina de sua Major em atrito com sua bainha. Apesar de seu breve elogio, um forte chute seria desferido contra o professor, forte o suficiente para jogá-lo para trás. Sem fôlego, Kurayami buscaria forças para levantar, levando a mão esquerda na altura do estômago.

– Perdão, Major. Grande parte das vezes não sou assim... A situação que me pressionou. – Explicaria, unindo ambas as mãos a frente do tórax e curvando o corpo com leveza em sinal de indulto.

Para sua sorte, Furry iria se intrometer entre seu corpo e o da Major, ratificando os seus dizeres anteriores, confirmando com veemência a real natureza da personalidade de Hisoka, a qual é grande parte das vezes serena e dotada de calmaria.

– Obrigado pelo convite, acredito que poderei ser bem útil. – Diria em sua entonação mais plácida antes de ser carregado por Furry para uma região a parte do galpão.

Após conhecer um pouco da personalidade da Major, a sua decisão de não realizar a ponderação sarcástica sobre sua "dica" parecia mais conveniente, até mesmo para evitar problemas desnecessários em sua admissão no Exército. Hisoka nunca foi orgulhoso a ponto de gerar comentários arrogantes de forma desnecessária. É óbvio que ele tem honra, porém certamente não é um indivíduo insolente.

Um pouco distante dos demais, exceto Furry e o loiro, Hisoka finalmente conheceria este último, que atende pelo nome de Jovi, o mesmo que Blink havia comentado em sua excursão na busca pelos materiais. Educadamente, Hisoka iria retribuir o aperto de mão, respondendo-o:

– É um prazer, Jovi. Como já sabe, sou Hisoka Kurayami, mas pode me chamar de Professor. – Esclareceria seu codinome no Exército.

Pelos dizeres de Furry, o Jovi está numa hierarquia acima do próprio Rin. Por mais que ele seja um cabo, o fato do músico ser o segundo em comando significa que ele provavelmente está a um passo de ser um major. Ao que parece, Hisoka é o mais fraco do grupo atualmente, situação que o mantém em alerta, afinal, deve-se equiparar aos demais o mais rápido possível para que não fique na poeira. De qualquer forma, o comentário posterior do meio-mink arrancou um sorriso breve na expressão de Kurayami, situação que o faria sentir a região golpeada pela Major, obrigando-o a levar a mão canhota até a área mais uma vez:

– A mulher é forte, hahaha... – Comentaria em gozação para criar um clima descontraído. O comentário, inclusive, serviu de ponte para que Furry falasse um pouco mais sobre a Major. De relance, Hisoka iria vislumbrar a mulher, sorvendo o pouco conhecimento que havia adquirido a cerca dela. – Ela é bem jovem, provavelmente mais nova que eu. – Falaria com base na aparência de Izzy.

Enquanto articularia sua fala, Hisoka pensaria a cerca do nome clamado por Jovi. O garanhão havia a chamado de "Helena" em seu parecer, o que faria o professor imaginar que se trata do verdadeiro nome da Major. Apesar disto, não indagaria sobre isto, pois não imagina que é o momento certo. O nome real de um Revolucionário é muito importante e, tratando-se de uma Major, é provável que um mero novato não deva ser informado disto. Por fim, o terceiro Revolucionário da tripulação que Hisoka ainda não havia conhecido também foi denotado por Furry. Trata-se do Muralha, o grandalhão sem língua, o qual foi descrito como um homem de bom coração. Bem, assim como é o caso de Hisoka, as aparências enganam.

Numa breve caminhada, seu companheiro iria apresentar o resto da instalação, atentando aos quartos, banheiros e cozinha, local que Pepper deve frequentar bastante. É provável que o galpão sorva de mais ingredientes que as espigas de milho que ele tanto tem cozinhado. Por fim, Furry mostraria uma mesa recheada de computadores, com seus fios emaranhados e monitores empoeirados. Hisoka conhece bem pouco de tecnologia. Talvez mal saiba usar um celular. Para sua sorte, Gear estava presente para apresentá-lo a estrutura e elucidar suas dúvidas, mas antes a Major iria atentar para a que seria a primeira missão de Hisoka. Para sua dupla, o próprio meio-mink foi escolhido. O professor, usufruindo de sua lógica, poderia refletir a cerca de parte dos motivos que acarretaram nesta escolha. Blink, por exemplo, havia comentado anteriormente que era um ex-marinheiro, então poderia ser reconhecido por Clarice. Pepper está claramente fora de cogitação. Jovi e Muralha, por sua vez, não devem ser muito úteis para missões de espionagem, coleta de informações e semelhantes, pois suas aparências são muito chamativas. Gear obviamente teria de monitorar e empregar o maquinário. Entretanto, ele não sabia o porquê de Fennik ou a própria Major não poderem acompanhá-lo. Não que esteja duvidando da força de Furry, mas o Professor já viu ambas em ação o suficiente para se certificar que são bem fortes.

– Há algum motivo para que Fennik ou a Major não possam me acompanhar? Furry é especialista neste tipo de missão?– Indagaria curioso, obtendo uma resposta que não havia passado pela sua cabeça.

Ambas já possuem uma recompensa pelas suas cabeças e poderiam acabar sendo reconhecidas. A medir pelas suas forças, Hisoka não se assustaria com o comentário, apesar de deter uma certa surpresa de estar acompanhado de procurados pelo governo.

– Entendo. Bem, elas são fortes afinal. – Falaria consentindo com a informação adquirida. Apesar de não saber a quantidade de Berrys sobre a cabeça de suas companheiras, imagina que já devam ser reconhecidas ao menos no West Blue, principalmente Izzy.

Hisoka recolheria o equipamento dado por Gear, buscando ouvir suas instruções e observar Furry inserindo o utensílio em seu ouvido para que pudesse aprender a forma mais prática de acoplá-lo. Caso tivesse alguma dificuldade, pediria auxílio à Gear. Em seguida, seguraria o Baby Den Den Mushi em sua mão esquerda. Era a primeira vez que veria um cara a cara. Apesar de seu projeto ainda estar incompleto, já é bastante prático e certamente ajuda muito nas missões.

– Obrigado, Gear. – Diria independentemente da engenheira fornecê-lo ajuda ou não.

Guardaria o Baby Den Den Mushi num dos bolsos de sua calça, mantendo-o seguro enquanto ouviria os dizeres de sua superior. Iria consentir com sua ordem, recolhendo o seu chicote negro no cós da veste inferior e entregando-o à Blink. Em seguida, acataria com a missão e assentiria junto aos demais:

– Entendido, Major. – Curvaria o corpo levemente em respeito, seguindo com Furry para a saída do esconderijo em seguida.

É óbvio que ainda lhe restavam bastante dúvidas sobre do que se tratava esta missão. Por que eles estão atrás de uma essência especial? Que tipo de interesse os Revolucionários tem neste artefato? Aliás, o mais importante: como é esta essência especial? Para não passar a impressão que estaria contrariando a Major, preferiu não indagá-la, mas ele já pretende tirar esta dúvida com Furry, tendo em vista que possui maior confiança e sente-se mais a vontade com o meio-mink.

Do lado de fora do galpão, Hisoka notaria que ele mal havia percebido o tempo passar, pois já estava de noite. A cidade, que já é dotada de uma beleza exuberante pela manhã, dado sua arquitetura florística, é ainda mais magnífica à noite, pois possui uma engenharia de iluminação bem elaborada. Seu vislumbre, todavia, seria interrompido no instante que a voz de Gear fosse captada pelo equipamento. A jovem estava testando o sinal, esperando uma resposta do trio a partir de seus Den Den Mushis.

– Sim, Gear. – Apesar do retruque, alguns longos segundos de silêncio perduraram pelo ambiente, até o retorno da engenheira tempo depois lembrando os garotos que era necessário falar utilizando o Baby Den Den Mushi. – Oh, sim... Entendido, Gear. – Recolheria o artefato em seu bolso e o utilizaria para que pudesse comentar, guardando-o no mesmo local posteriormente.

Já separados de Blink, Hisoka e Furry seguiriam em direção à casa de Clarice. No meio do caminho, o meio-mink indagaria o professor a cerca de alguma forma de abordagem. Kurayami na verdade não havia pensado nisto, pois havia imaginado que Rin iria ficar encarregado destas logísticas e ele simplesmente o acompanharia, já que é sua primeira missão. Entretanto, já que foi solicitado, o rapaz buscaria pensar um pouco, levando alguns dedos da mão desta ao queixo e fitando o solo. Neste momento, sua perícia de lógica, a qual havia sido adquirida com a leitura do livro, seria solicitada e usufruída pelo Revolucionário.

– Bem, eu posso ser sincero em minha apresentação. Podemos usar do meu antigo posto de professor. Se ela ler o jornal, saberá que estarei falando a verdade. – Diria relembrando do jornal que havia lido na embarcação, o qual noticiava um relato sobre sua saída da faculdade e a procura de um novo professor. – Mas eu preciso de mais informações. Do que se trata esta essência? Qual a aparência dela? Eu terei de distraí-la enquanto você a pega? Teremos de comprá-la? É algo raro? Enfim... Ainda restam muitas lacunas para que eu possa desenvolver algo mais concreto, porém ao menos a nossa interpelação já estaria solucionada. O que acha? – Perguntaria ao meio-mink.

Se ele obtivesse respostas para as suas perguntas e se o plano de abordagem fosse aceito, a dupla poderia seguir em direção da casa de Clarice. Dado que Hisoka não conhece o caminho, ele sempre iria acompanhar Furry por onde o rapaz andasse, evitando perdê-lo de vista ou ter o foco da missão dissipado. Deste modo, assim que chegassem na moradia da doutora, ele tomaria as rédeas e bateria na porta três vezes com o punho fechado. Se não obtivesse resposta, repetiria o gesto até ser atendido.

– Olá, é a doutora Clarice? – Indagaria inicialmente, pois não conhece sua aparência. – Bem, poderia chamá-la, por favor? Sou Hisoka, ex-professor de história de Las Camp. – Diria caso fosse atendido por outra pessoa. – Olá, doutora, podemos ter uma breve conversa? Sou um ex-professor de história de Universidade de Las Camp. Eu estou a caminho de Yakira Town para levar um pouco do meu conhecimento para lá, já que é um vilarejo um pouco precário. Apesar disto, eu conheço pouco de Toroa Island, principalmente a história por detrás das belas flores daqui. Como você é referência no que diz respeito a arquitetura floral da cidade, poderia me tirar algumas dúvidas, por favor? – Esperaria convencê-la com esta argumentação, a qual seria bem firme, dotada de boa eloquência e sem sinais perversos, pois Hisoka usaria e abusaria de seu temperamento calmo, para não esboçar nervosismo, e sua aparência inofensiva para não levantar suspeitas e/ou assustá-la. Se ela negasse, Hisoka não iria imediatamente embora, mas sim esperaria alguma ação de Furry. Se ela aceitasse, iria entrar em sua casa e sentar onde fosse designado, aproveitando para agradecer e apresentar Rin. – Muito obrigado. Este aqui é Finn, meu estagiário. Ele é um rapaz muito disposto a aprender, por isto o escolhi, haha. – Riria de leve para descontrair o clima. – Pois bem, poderia começar falando um pouco sobre a história das flores? De onde vieram e por que decidiu inseri-las aqui? – Esperaria sua resposta. As vezes olharia de relance para Furry a espera de alguma ação. – Quais são as suas flores preferidas e por quê? Quais possuem as melhores essências na sua opinião? – Buscaria obter cada vez mais informações. – Eu sei muito pouco sobre botânica, então não sei reconhecer bem os diferentes tipos de flores, seja por aparência ou aroma. Como você consegue? Haha. Parece até que guarda uma coleção e memoriza todas. – Articularia para que pudesse, quem sabe, acesso ao local onde a essência pode estar guardada.

Se seu plano não fosse aceito por Furry, restava à Hisoka esperar novas ordens do cabo e segui-las da melhor maneira possível.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyTer 31 Jul 2018, 14:30

A Essência de Bronze


Hisoka podia oficialmente se considerar um membro do Exército Revolucionário, não por ter recebido a condecoração, mas sim por ter conseguido sobreviver à Izzy. A Major e líder desse pequeno grupo era dona de uma personalidade forte, que mesmo tornando-a assustadora, também fazia dela uma pessoa capaz de impor seu poder e transparecer confiança para seus subordinados que depositavam na superiora suas vontades como Revolucionários.

O professor ainda sentia um pouco da dor do chute que recebeu de Izzy quando Rin se apressou para lhe “salvar” e começar a apresentar para ele os membros ainda não conhecidos e também o restante do esconderijo localizado nesse galpão abandonado. Não tardou até que a Major surgisse para explicar qual seria a missão deles na noite de hoje, selecionando Furry e Professor para atuarem nela e tendo Blink posicionado em um ponto estratégico da cidade para lhes dar cobertura.

- Aff, que saco, eu queria ir. - Resmungou Fennik quando os nomes para a missão já haviam sido escolhidos. Com a cara emburrada, a garota puxou do bolso das vestes um dos pirulitos dado a ela por Hisoka e levou-o a boca depois de tirá-lo da embalagem.

- Own, não fique assim baby Nancy, pense pelo lado bom, poderemos ficar juntos essa noite e relembrar o nosso passado. - Falou Jovi botando uma de suas mãos sobre o ombro de Fennik e aproximando seu rosto da face dela, permitindo que a garota sem nem mesmo olhar para trás acertasse um soco com as costas de sua mão bem no meio da fuça do loiro.

- Não estou afim, obrigada! - Disse ela em resposta se afastando dele no instante seguinte. - Estou interessada em outra pessoa no momento.

- Não pode ser, quem é o maldito que está tentando roubar a minha Nancy?! - Perguntou cerrando os dentes e os punhos enquanto seus olhos queimavam em uma chama de raiva e do seu nariz escorria sangue.

- Quem disse que é um homem? - Soltou ela passando a língua ao redor do pirulito enquanto sorria pelo canto do rosto.

- Hmmmm, então seria realmente muito interessante, tem certeza que não cabe mais um? - Comentou o loiro em resposta à última frase dela, sendo que agora seus olhos de fogo haviam se tornado algo mais próximo com um par de coração.

- Tsc, pra variar eu estou sendo deixado de fora, não sei nem pra que eu me juntei a essa merda, se tivesse fazendo tudo sozinho já teria começado uma revolução de verdade. - Reclamou Pepper pelo mesmo motivo de Fennik, porém foi um pouco mais exagerado na suas palavras.

- Haha, você já estaria é preso se estivesse sozinho, isso sim. - Respondia Rin dando risada da cara do ruivo que talvez realmente acreditasse em suas próprias palavras.

- Eu diria que ele estaria é morto. - Comentou Gear terminando de arrumar os itens que os “agentes da missão” iriam usar na noite de hoje.

- Ah, vão se fuder! - Xingou o jovem afastando-se irritado da sala onde estavam para sumir na escuridão dos fundos do galpão.

- Faça alguma merda e considere-se um homem morto, ouviu?! - Gritou a Major observando o seu soldado se afastar, talvez já sabendo que ouviria o som de uma porta metálica batendo, sinal de que ele havia saído do esconderijo.

Era curioso e talvez estranho para Hisoka ver como aquele grupo já estava bem entrosado, enquanto ele ainda era o novato que acabou de chegar e conhece tão pouco a respeito da personalidade de cada um, ainda aprendendo a melhor maneira de se comunicar com eles, para que assim pudesse vir a se enturmar de maneira mais adequada. No mesmo grupo nós temos Blink e Rin que são mais tranquilos e bem humorados, e também temos Pepper que se irrita facilmente ou Izzy que chegou a agredi-lo por não gostar da maneira como ele falou com ela, o que só deixa claro que conhecê-los bem era primordial para conseguir se aproximar de cada um, já que a maneira como pode se descontrair com Rin talvez não se encaixe para alguém mais responsável como a Major.

Com todos os preparativos finalizados e a equipe preparada para dar início a missão, Blink, Furry e Professor seguiram caminhando em direção a cidade de Toroa onde precisavam chegar na casa da senhora Clarice, e visto que Hisoka não fazia a menor ideia de onde tal residência se encontrava, ele se deixava guiar pelos dois companheiros veteranos no exército. Falando em não ter a menor ideia de algo, Kurayami também não tinha a menor noção do porque deveriam buscar essa tal essência na casa da floricultora, preferindo não questionar a Major quando estavam no esconderijo para só agora “a sós” com seus companheiros mais próximos ele ter a liberdade para fazer tal pergunta a respeito do item, além de explicar um pouco sobre como achava que seria melhor abordarem a proprietária de tal essência especial.

- Comprar? Haha, nenhum de nós tem 1 milhão de berries disponível para pagar por cada ml dela. - Respondia Furry quando o professor começava a fazer perguntas relacionadas a essência que deveriam buscar, que por sinal poderia ser uma baita surpresa descobrir o valor absurdo de 1 bilhão o litro. - Nós estamos indo lá para roubá-la, e infelizmente no momento não há maneira melhor de se consegui-la sem ser essa. - Completaria o espadachim tocando no assunto que quem sabe no choque inicial deixasse Hisoka um pouco desconfortável já que estava sendo enviado para quebrar a lei. Depois desse esclarecimento, Rin puxou do bolso um pequeno frasco de vidro contendo em seu interior um líquido brilhante em um tom bronzeado. - O que estamos indo buscar é algo parecido com isso aqui na minha mão, que no caso é só uma versão falsa muito semelhante. Esse líquido é produzido através de uma planta rara encontrada na Grand Line e poucas pessoas no mundo são capazes de extrair dela com maestria o composto necessário para criar a Essência de Bronze.

- E adivinha só, Clarice é uma dessas pessoas. - Completou o atirador parando próximo a um beco onde em nele havia uma escada que levava para o topo de um pequeno prédio, não era preciso palavras para que os outros dois entendessem que sua mão estendida significava para entregarem suas armas a ele. - Descobri que ela guardava essa mina de ouro em sua casa quando eu ainda estava trabalhando para a Marinha do Reino de Ilusia, sendo essa também uma das razões para eu ter vindo para cá junto com o fato de ter sido forçado a abandonar minha antiga casa. Enfim, Professor, originalmente essa missão seria feita sozinha por Rin, mas com a sua chegada acredito que ficará ainda mais fácil para vocês terem sucesso. Se acontecer algum problema estarei vigiando vocês daqui e pronto para lhes dar cobertura. - Disse Blink com sua piscada antes de botar as mãos na escada e começar a subi-la. - Sabem para onde correr se precisarem das suas armas.

- Hehe, falando desse jeito ele fez parecer que eu fui treinado durante meses para essa tarefa, mas a verdade é que eles só me deram algumas dicas do que perguntar para conseguir as respostas desejadas, já que todo o resto eles praticamente apostaram no meu charme para tentar convencê-la. Nunca tive muita fé de que iria conseguir alguma coisa assim, mas talvez sua ideia de se passar como professor nos dê uma chance de dizer que estamos fazendo uma pesquisa sobre flores ou algo do tipo, genial, Professor! - Comentou enquanto voltavam a andar pelas ruas de Toroa, afastando-se lentamente do prédio onde Blink havia ficado escondido.

Por mais que alguma de suas perguntas tenha sido respondida, Hisoka poderia vir a ter na sequência mais alguns questionamentos a respeito da tal Essência de Bronze e do motivo pelo qual os Revolucionários pareciam tão interessados nela a ponto de ter roubá-la de uma mulher. Seria o interesse deles apenas no valor comercial do produto? Não sabia a quantidade de essência que Clarice escondia em sua casa, mas 100ml desse líquido já seria suficiente para Hisoka conseguir mais dinheiro do que 1 ano inteiro trabalhando como professor. Adquirir riquezas é sempre bom para qualquer tipo de exército, já que o ouro pode comprar recursos para melhorar a estrutura da organização, mas conseguir isso roubando de uma mulher inocente era realmente a maneira certa de se fazer? Bem, pelo menos até o momento Kurayami enxergava Clarice como uma mulher honesta, mas poderia ele estar errado novamente em seus julgamentos?

- Oh ou… - Soltou o meio-mink ao avistar algo um pouco mais a sua frente e revelar uma expressão preocupada, algo que rapidamente chamaria a atenção de Hisoka para olhar na mesma direção que o parceiro, que puxou o Baby DenDen Mushi do bolso para entrar em contato com a central. - Atenção, temos um problema aqui…

- Sim, Blink acabou de nos avisar, aparentemente aconteceu alguma coisa lá. - Respondeu a voz de Gear no ouvido de Hisoka e Rin ao mesmo tempo.

Só de bater o olho o professor já entenderia qual era o problema que estava acontecendo e que provavelmente iria atrapalhar a missão deles, pois logo adiante, próximo de onde ele podia julgar ser a casa de Clarice, um pequeno grupo de marinheiros estava presente e aquele com as vestes de capitão estava parado conversando com um mulher loira, cuja expressão facial entregava o seu desespero por algo que havia acontecido.

- Estou tentando capturar a frequência dos DenDen Mushi da Marinha local para saber o que aconteceu, fiquem onde estão e não façam nada suspeito. - Disse a voz da engenheira uma segunda vez.

- O capitão Vick está conversando com a Clarice na porta da casa dela… Está um pouco escuro, mesmo com meu sangue Mink eu não consigo ver com clareza a essa distância. - Explicava Rin com alguns detalhes adicionais que deixavam mais claro para Hisoka a cena que acontecia adiante.

- Atenção vocês três, Professor, Blink e Furry, voltem para o esconderijo imediatamente! - Disse uma segunda voz em seus ouvidos, provavelmente dessa vez se tratava de Izzy e não de Gear. - Com a Marinha nas redondezas a imagem de vocês pode ser prejudicada se forem vistos vagando demais aí por perto, recuem agora, iremos adiar a missão!

- Desculpe, Major, mas talvez você esteja errada dessa vez. - Responderia Rin com bastante coragem para negar uma ordem de sua superiora. - Acho que essa pode na verdade ser uma oportunidade perfeita para nos infiltrar e conseguir uma brecha para pegar a Essência.

- Você vai estragar todo nosso plano, idiota, estou mandando recuar! - Voltou a falar a voz, mas agora transparecendo um tom bem mais irritado.

- Esperem, consegui a frequência da Marinha! - Ouviram a voz de Gear dizer. - Pelo que parece a Clarice relatou que a energia da sua casa caiu… Parece que houve uma invasão... Estão dizendo alguma coisa... Merda! Não consigo entender o que eles estão falando! O sinal está horrível! - Logo depois disso o som que saia do fone em seus ouvidos se interrompia em um silêncio contínuo.

- Gear? - Perguntava Rin preocupado com o que poderia estar acontecendo.

- Merda, merda, merda! Alguém chegou primeiro... Roubaram a Essência! - Falou a voz dela em um tom claro de preocupação, o que certamente era preocupante para o andamento da missão deles daqui em diante. - Não pode ser verdade, quais sãos as chances disso acontecer?!

- Ainda não está perdido, não vejam as coisas por esse lado… Major, isso pode ser de fato a oportunidade perfeita para conseguirmos pegá-la! Se a Essência de Bronze foi realmente roubada, basta encontrarmos o ladrão antes da Marinha! - Sugeriu o garoto com uma grande empolgação em sua voz, como se tivesse acabado de fazer o plano perfeito.

- Não imaginei que teria que concordar com você tão cedo, Furry, mas você tem razão, afinal ladrão que rouba ladrão… - Começava a Major a dizer apoiando o plano do seu subordinado.

- Tem 100 anos de festão! - Completou ele entusiasmado.

- É… Quase isso. Agora façam um novo plano e deem um jeito de encontrar o paradeiro dessa Essência de Bronze! Não podemos perdê-la bem debaixo do nosso nariz. Julgando pelo valor que essa coisa tem, é só questão de tempo até ser vendida e começar a navegar pelo oceano. - Disse a voz de Izzy pelo fone, que aparentemente já havia desistido da ideia de fazê-los recuar. - Blink, continue mantendo-os sob a proteção de sua mira, se algo der errado será essencial que esteja preparado para lhes dar cobertura.

Até então tudo continuava da mesma forma de quando eles chegaram ali, Clarice rodeada de um grupo com cinco marinheiros, sendo um deles o capitão Vick que carregava um bastão de ouro nas costas. Ela falava com eles coisas que não daria para a dupla ouvir de onde estavam, mas era possível notar que a casa onde os seis estavam à frente permanecia completamente apagada, sendo que as demais ao redor continuavam com a energia elétrica passando normalmente por elas.

- Diga aí, Professor, sei que vai parecer uma pergunta repetitiva… Mas o que você acha que devemos fazer? - Perguntava o meio-mink para poder ouvir a opinião do mais velho a respeito da decisão que precisavam tomar.


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FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyTer 31 Jul 2018, 18:28



Mágoas do Passado

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#Post 18


Instantes depois que a escala daqueles que iriam para a missão foi anunciada, Fennik demonstrou decepção por não ter sido escolhida, apresentando uma reação que arrancou um sorriso brando de Hisoka no instante que ele virou sua cabeça para observá-la. Não é um comportamento estranho, afinal, os Revolucionários sempre querem ir em todas as missões possíveis. É provável que, com o tempo, Hisoka sinta o mesmo sentimento quando não for escalado para as tarefas. Apesar disto, ele saberá reconhecer que o bando detém especialistas, de forma que algumas atividades serão melhores desempenhadas por uns, e não por outros.

Além disto, tendo em vista que estava com o olhar na bárbara, não pôde deixar de notar a aproximação de Jovi com seu feitio galanteador, deixando escapar alguns nuances do passado de ambos. Por algum motivo, o sorriso no rosto de Hisoka seria dissipado e um sentimento incomum tomaria conta de sua postura. Estaria ele com ciúmes? Fitando o chão, Kurayami acabaria refletindo sobre o que havia acabado de acontecer. Por que ele sentiria este tipo de aflição com alguém que ele havia acabado de conhecer e o provoca maliciosamente sem reais segundas intenções? Como o professor passou sua vida isolado, é de se esperar que determinadas sensações ainda sejam desconhecidas, como uma curta paixão ou até mesmo amor profundo, o que pode despertar ciúmes. É quase como um adolescente iniciando sua puberdade e desbravando a vida, mas no caso de Hisoka, isto começou aos vinte e dois anos, quando ele finalmente saíra da bolha em que vivia. Ele balançaria a cabeça negativamente, buscando afastar estes pensamentos. Paixão por Fennik? Nhah, ela é só uma sádica pervertida que brinca com os sentimentos alheios, ponderaria Kurayami. Era momento de focar na missão.

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Em seguida, sua mente seria ocupada com outra cena inusitada. Tal como Fennik, Pepper também demonstrou frustração ao não ser escalado para a tarefa. Hisoka notaria o quão engraçado é a forma como o resto da tripulação lida com ele. Isto é, mesmo sendo um rapaz explosivo, os demais ainda assim tiram sarro em sua frente. Aproveitando o gancho, o Professor lembraria e citaria o acontecimento antes deles chegarem no esconderijo:

– É, imagino que se eu não tivesse lhe tirado daquela confusão você estaria em maus lençóis agora. – Diria ao cozinheiro, o que provavelmente despertaria alguma dúvida por parte dos demais, pois não estavam juntos no instante do ocorrido. Caso alguém perguntasse, ele sanaria a questão: – Ah, sim. No meio do caminho um gordo esbarrou em Pepper e aparentemente ele não aquietaria antes de desmembrar o coitado. – Gargalharia de leve no fim da frase.

Hisoka ainda sentia-se bem indigente naquele ambiente, principalmente após as interações entre os Revolucionários veteranos. Todos parecem conhecer muito bem uns aos outros, de forma a saberem lidar perfeitamente com as particularidades de cada um. Levará tempo até Kurayami chegar neste nível, mas ele não pode ficar para trás, caso contrário, continuará sendo um lobo solitário, tal como tem sido nos últimos vinte e dois anos, afinal ele não tomou a decisão de se juntar ao Exército Revolucionário para continuar com sua vida patife.

Tempos depois, Hisoka seguia junto à Rin e Blink em direção da residência de Clarice. No caminho, o professor decidiu saber um pouco mais a cerca do objetivo da missão, afinal, ele somente sabia que deveria pegar uma essência especial, mas não tinha a menor ideia de sua aparência ou do porquê de terem de pegá-la. Para sua surpresa, as informações que Furry repassavam, apesar da naturalidade apresentada pelo meio-mink, não eram esperadas pelo arqueólogo. Roubar? Bem, isto lembrava os tempos em que Hisoka passava fome na rua e tinha de furtar para que pudesse se manter vivo, porém desde então ele nunca mais havia feito algo como isto.

– Roubar... Entendo... – Sussurraria, fitando o chão enquanto continuava a caminhada. Apesar do nó na garganta, não era o momento para discussões, pois o sucesso da missão dependia de calma e organização. As divergências de índoles podem e devem serem resolvidas depois.

No instante que Rin retirasse o produto de seu bolso, Hisoka iria vislumbrar a beleza da essência. Era um líquido cintilante em tom ébano. Durante sua caminhada, iria envergar o corpo para analisar de perto a amostra que era uma mera falsificação, apesar de ainda magnífica.

– Bem, ao menos a aparência já me ajuda. Os motivos eu pergunto depois. – Alertaria, indicando que as dúvidas ainda não haviam cessado. Posteriormente, focaria nas informações cedidas por Blink adquiridas em seu tempo de marinheiro, retirando o chicote pacificador e entregando-o quando solicitado. – Entendo. Confio em você, Blink. – Depositaria convicção nas habilidades do navegador, mesmo que nunca as tenha visto pessoalmente.

Continuando a caminhada, desta vez em dupla, Furry pareceu demonstrar interesse no plano cedido por Hisoka, no qual ele iria se passar por um professor ainda em atividade. Os dados corroboram para que a estratégia ocorra bem, afinal, ele era conhecido em Las Camp e teve seu nome estampado nos jornais locais. Apesar disto, imprevistos acontecem. No momento que chegaram na quadra da casa de Clarice, Furry interceptou o trajeto e pediu informações para Gear. Diretamente em seu ouvido, ouviria a linda voz da engenheira que confirmava o que Hisoka estaria vendo em sua frente. Um grupo de marinheiros junto a um homem e uma mulher, os quais futuramente Kurayami saberia que se tratavam de Vick e Clarice. Ele manteria-se em silêncio durante a discussão entre Rin e Izzy, apesar de concordar com o meio-mink. O cheque-mate foi dado na segunda argumentação do garoto, após o conhecimento da essência ter sido roubada vir à tona.

– Nada bom... – Ponderaria em baixo tom, buscando encontrar uma solução para o problema antes mesmo de Furry pedir. No momento que Rin direcionasse a palavra para Hisoka, parte de seu plano já haveria sido reformulado ao usufruir de sua lógica. Com o baby Den Den Mushi próximo da boca, alvitraria a todos: – Bem, eu diria que estamos de dez a quinze minutos atrasados, que deve ter sido o tempo levado para a marinha chegar ao local desde o roubo. Apesar disto, o fato de Clarice ainda estar desesperada e a luz ainda estar apagada indicam que não se passou muito mais que isto desde o atentado. Ou seja... Procurar nas redondezas pode ser inútil, pois o culpado já deve estar distante, porém, nem tão distante a ponto de já ter saído de Toroa Island. – Faria uma curta pausa para respirar, fitando diretamente Furry em seguida. – Precisamos interceptá-lo nas saídas de Toroa Island. Você conhece pontos comerciais importantes aqui ou empresas renomadas? Poderíamos ficar de tocaia nestes estabelecimentos ou navios com os letreiros das empresas prontos para dar o bote, mas a depender da quantidade, precisaríamos de mais pessoas. Como o foco da missão mudou de espionagem para reconquista, creio que não seria uma má opção recrutar os demais revolucionários. O que acha? – Finalizaria, esperando alguma resposta de Rin.

Independente da resposta de Furry, Hisoka acabaria dependendo do meio-mink, pois não conhece os pontos estratégicos de venda da ilha, ao contrário de Rin. Sendo assim, mesmo que ele aceitasse o seu plano, sua atenção seria resumida em segui-lo e/ou continuar a respeitar suas ordens. No caminho, ele questionaria o cabo:

– Devemos recuperar nossas armas logo com Blink? Afinal, vamos nos distanciar... Ou ele vai nos seguir? – Após a obtenção da resposta, recuperaria seu chicote se fosse o caso de uma resposta positiva. Se não, somente continuaria a seguir Rin e/ou corresponder com suas ordens.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyQua 01 Ago 2018, 11:49

Murderous Ricin


Poderia ser um pouco frustrante para Hisoka que mal haviam começado a sua primeira missão e já estava diante de um grande problema, a casa de Clarice aparentemente havia sido invadida e a tal Essência de Bronze que deveria pegar havia sido roubada. Gear não conseguiu passar para a dupla de revolucionários todas as informações a respeito do incidente, porém eles sabiam que o breu na residência da jovem botânica era devido a uma queda de energia ocorrida apenas naquele local, um sinal evidente de que alguém havia cortado a eletricidade da casa para facilitar a invasão.

Como o roubo havia sido feito não era algo que o professor se preocupava no momento, já que o mais importante agora seria saber para onde o líquido bronzeado havia sido levado, pois se o ladrão tivesse a intenção de vendê-lo, não iria demorar muito para que ele procurar alguém que estivesse disposto a pagar tão caro. De acordo com a lógica de Hisoka, o objeto não estaria muito distante, já que eles deveriam estar não muito mais do que quinze minutos atrasados, por isso sua sugestão de realizar um cerco pela ilha poderia ser boa para conseguir capturar a pessoa com a essência a tempo.

- É possível que a essa altura a Marinha já esteja cercando os pontos de fuga da ilha… Nenhum navio sairá dos portos sem que eles saibam o que está sendo transportado. - Dizia a voz de Gear através dos fones. - A menos que ele esteja indo para um ponto secreto de Toroa onde seja possível esconder um navio ou simplesmente um barco para conseguir ter acesso ao mar, dificilmente ele sairá daqui hoje.

- De qualquer maneira seria bom seguirmos com a ideia do Professor na noite de hoje, vamos nos posicionar nos quatro cantos do litoral de Toroa e investigar qualquer movimento suspeito, nem que seja preciso invadir navios que estejam zarpando sem a autorização da Marinha. - Comentou a voz de Izzy na sequência. - Furry e Professor, vocês continuarão a investigação pela cidade, busquem suas armas com Blink, pois talvez serão necessárias. Tsc, cadê o maldito do Pepper? Precisamos dele para verificar o litoral.

- Talvez tenha sido ele mesmo que roubou a Essência… - Comentou Rin pelo seu DenDen Mushi. - Ele saiu irritado do esconderijo reclamando por não ter sido selecionado para a missão e reclamando outras coisas sobre sua capacidade de fazer sozinho. Conhecendo ele não acharia estranho se tivesse no impulso decidido invadir a casa da Clarice para roubar a Essência de Bronze.

- É, mas me parece um plano muito bem bolado para o Pepper. Ele teria entrado pela porta da frente sem se importar com as consequências, diferente do caso onde a energia foi cortada e o invasor entrou na casa já preparado para realizar o roubo. - Respondeu Gear pelo outro lado da linha.

- De qualquer forma, enquanto ele permanece desaparecido serei eu a fazer a parte dele, portanto Gear será a única a lhes passar instruções a partir de agora, portanto quero que respeitem a decisão dela como se fosse a minha… Até mesmo você, Furry. Entendido? - Falou a Major dando para Gear o direito de dar os comandos da missão de hoje para Rin e Hisoka. - Blink, deixe as armas dos dois em um local escondido perto de onde se viram pela última vez e siga imediatamente para o leste. Fennik cuidará das saídas ao sul, eu das do oeste e Jovi rondará pela região norte. Se precisarem avançar para tais regiões, já sabem quem irão encontrar.

- Entendido, Major! - Respondeu Rin já sinalizando para Hisoka para que voltassem pelo caminho de onde vieram para irem buscar suas armas, já que aparentemente não tinham o interesse de se aproximar de Clarice ou dos marinheiros para que não fosse gerada nenhuma suspeita em cima deles.

Mesmo o trajeto de volta ao pequeno prédio onde Blink havia ficado sendo relativamente curto, quando os dois chegaram lá o atirador já havia partido, sinal que de fato ele obedeceu imediatamente a ordem de Izzy de seguir para o leste, deixando a arma dos dois escondidas entre os lixos do beco. Rin pegava a sua espada do chão e a primeira coisa que fazia era levá-la para próximo do nariz para saber se havia ficado algum mau odor sobre ela, e a julgar pela careta que ele fez em seguida é possível que tenha. Para a sorte de Hisoka seu chicote permanecia como antes, sem nenhum cheiro ou sujeira que viesse lhe incomodar.

- Gear, acho que eu tenho um palpite. - Comentou o meio-mink pelo DenDen Mushi aguardando na sequência a voz de Gear lhe dando a permissão para continuar falando. - O roubo foi feito depois que o ladrão cortou a energia da casa da Clarice, certo? Mas como ele fez para andar pela casa escura e encontrar a Essência escondida? Ele precisava enxergar, não é? Agora me responde quem de Toroa que nós conhecemos é capaz não só de cometer esse crime como também de enxergar perfeitamente no breu? - Perguntou ele com um sorriso convencido no rosto, sinal de que estava confiante de sua investigação.

- O Pelo Enferrujado… - Respondia a voz da garota pelo fone.

- Exato! Só pode ter sido o maldito do Jeff! - Então, Rin iria olhar para Hisoka, provavelmente perdido nessa situação, e explicar para ele sobre a tal pessoa mesmo se ele não perguntasse nada a respeito dela. - Jeff “Pelo Enferrujado” é um Mink que vive aqui em Toroa e já causou vários problemas para a Marinha local sempre envolvido em diversos tipos de roubo e contrabando.

- Esse me parece o tipo de produto que alguém como o Pelo Enferrujado não teria conhecimento, mas você está certo, no momento ele parece ser o nosso principal suspeito... Acho que você sabe muito bem onde procurá-lo. - Disse a voz de Gear dando a permissão para que Rin fosse atrás desse tal Mink.

- Haha, ótimo! Espero que você tenha um estômago forte para bebidas, Professor, pois nós iremos fazer uma visitinha ao Murderous Ricin. - E depois de dizer isso ele apontou para frente, sim, para frente, pois o letreiro que indicava onde ficava o tal local estava aceso do outro lado da rua, também em um beco como o que eles estavam. - O Ricin é um bar barra pesada aqui de Toroa, não é muito bem frequentado e a própria Marinha evita se aproximar para acabar não gerando confusões desnecessárias. Por conta disso acaba sendo o ponto para criminosos no geral se encontrarem quando estão pela cidade… Você queria saber um ponto comercial importante? Para os bandidos esse é o principal deles.

Hisoka já havia ouvido falar de um outro bar de Toroa, o Rose Pub, mas ao contrário deste o Murderours Ricin não é o tipo de ambiente para receber talentos musicais do mundo todo, exceto se esses talentos forem criminosos procurados. Quando os dois começaram a atravessar a rua noturna para se dirigir até a outra ruela, o letreiro da taberna já começava a ficar mais detalhado, pintado em uma tinta vermelha provavelmente para simular sangue, as letras já estavam bem desgastadas e a madeira onde havia sido escrito já tinha diversos arranhões e cortes que tornavam a imagem do local ainda mais ameaçadora. A essa altura talvez Kurayami não tivesse muita vontade de conhecer o lugar e até mesmo estivesse sugerindo para Rin ideias melhores de locais que poderiam visitar, mas suas palavras entrariam por um ouvido do menino e sairiam pelo outro.

- Haha, relaxa, Professor, esse lugar nem é tão assustador assim, você vai gostar. - Disse ele ignorando qualquer palavra de Hisoka e abrindo a porta para o bar, adentrando-o em seguida.

Abrir aquela porta significava também abrir todos os clichês de uma taberna repleta de homens barbados com aparência suja e cara de criminoso, sendo que se fosse tirado agora uma foto de cada um deles para ser colocada em um cartaz de procurado, ninguém julgaria estranho encontrar uma recompensa por eles. Mas tirando o preconceito da visão inicial que se poderia ter no local, observando com mais atenção poderia ver que algumas pessoas ali dentro não eram tão ameaçadoras assim, alguns até mesmo se pareciam com “pais de família” ou alguma pessoa comum que estava ali apenas para beber uma bebida barata e afogar suas mágoas. A verdade é que o ambiente em si era bastante animado, a maioria das pessoas ali estava gargalhando ou cantando com seus copos completamente cheios e o organismo já no limite da quantidade de álcool que estava processando.

- Fala WonWon! Só dois milhões pela sua cabeça? Achei pouco hein, haha. - Disse o pequeno Rin para um homem quatro vezes maior que ele que estava sentado em uma enorme cadeira no canto do bar. Ao ver o garoto, o homem de barba escura sorriu e levou a sua mão até o menor para que eles fizessem um high five.

- Wowo, você viu nos jornais, né? Porra, esperava pelo menos um cinco milhão, dá vontade até de ir lá na Marinha reclamar, wowowo! - Respondeu o homem amedrontador com um jeito simpática.

- Mas então, viu o Pelo Enferrujado por aqui hoje? Tô precisando falar com ele. - Perguntou o revolucionário para o pirata, que olhou para os lados dentro do bar aparentemente a procura de alguma coisa.

- Cheguei tem pouco tempo, mas acho que vi ele por ali... Oh, olha ele lá. - Apontou o grandalhão para a região mais próxima do balcão e do bartender, que por sinal também era um Mink.

- Opa, valeu WonWon, até. - Agradeceu o meio-mink afastando-se dali para seguir em direção ao local indicado. - Vem comigo, Professor.

A estrutura e a ambientação do Ricin era bem simples, composto por apenas um andar, as paredes eram de pedra, o chão era cimentado e bastante sujo com muito resíduos de terra, não haviam janelas no local e era possível ver algumas pessoas fumando por ali, o que acabava criando uma cortina de fumaça e o cheiro de fumo no ambiente, que se não fosse pela lareira que havia em uma das paredes criando uma saída de ar, o lugar seria muito difícil para respirar. Toda a taberna era composta por mesas e cadeiras onde as pessoas de diversos tamanhos se sentavam, sendo que as mesas em si podiam ser redondas, retangulares, quadradas, pequenas ou grandes, não tendo qualquer padrão para elas.

No fundo oposto à entrada havia um enorme balcão com diversas bebidas guardadas atrás dele, tendo ali apenas duas pessoas cuidando da entrega das bebidas para todos os clientes, sendo eles o bartender Mink cavalo e a garçonete de aparência pouco “menininha”, com cabelos curtos e negros assim como boa parte da sua maquiagem, haviam tatuagens por todo o corpo, piercings no rosto e uma bandana negra de caveiras cobrindo a parte superior da sua cabeça. Enquanto a garota entregava bebidas que eram pedidas pela casa, o mink cuidava da produção de alguns drinks mais complexos, ou mesmo quando eram simples como apenas colocar o chopp dentro da caneca.

Não foi difícil para Hisoka identificar quem seria o tal Jeff “Pelo Enferrujado” já que o nome pelo qual o chamavam era bem característico na cor da sua pelagem avermelhada, ele que por sinal era um Mink de panda vermelho e carregava as características comuns do animal, incluindo as mais chamativas pelo rosto que eram as listras negras que desciam por seus olhos. Falando em seus olhos, Pelo Enferrujado tinha uma cicatriz que atravessava seu olho esquerdo, aparentemente tirando a sua visão dele, já que ele parecia ter se tornado um orbe perolado, enquanto o direito permanecia com a cor escura de sua íris.

- Traz mais um aí pra mim, Bojohn! - Disse Jeff terminando de “matar” a sua bebida e colocando o copo de volta para o balcão.

- Mais um? Já são quinze, quero ver como você vai conseguir pagar isso tudo hoje! - Respondeu o bartender pegando o copo do outro Mink para voltar a enchê-lo.

- Pode deixar que eu dou um jeito, hukihukihuki. - Falou em seguida soltando uma risada esquisita no final.

- Eae Jeffão, quinze copos já? Maior que a dúvida de como você vai pagar é como você ainda tá de pé, haha. - Disse Rin se aproximando do Mink e sentando em um dos bancos fixos na frente do balcão.

- Aqui tem sangue bom, rapaz, não é igual você que é a mistura de dois, hukihukihuki! - Provocou o homem-panda ainda rindo da sua forma estranha, talvez fosse consequência por estar bêbado. Rin aparentemente não se importou com o que ele disse.

- Mas fala aí, conseguiu alguma coisa recentemente pra conseguir pagar isso tudo? - Perguntou tentando puxar a conversa para o assunto que ele queria. Bojohn colocou de novo o corpo dele cheio em cima da mesa e olhou para Rin esperando que ele fizesse o seu pedido. - Opa, Bojohn, não quero parecer um bêbado juvenil na frente do meu amigo professor aqui, então traz só pra ele um Mata-Cavalo. - É provavelmente que Hisoka negue a oferta por motivos óbvios, afinal o desgraçado do bartender iria lhe entregar um drink com um nome muito sugestivo, principalmente quando se olha o tipo de Mink que ele é, porém Rin seguiria insistindo para que a bebida fosse feita. - Não ouve ele não Bojohn, eu que vou pagar, então pode trazer!

- Então esse cara ai é professor? Ensina o que? - Perguntou Jeff olhando de maneira suspeita para Kurayami enquanto levava o seu copo até a boca e dava algumas pequenas goladas, praticamente não esvaziando em nada o conteúdo. - Enfim, garoto, tô em falta nessa área aí, já tem um tempo que eu tô tentando achar um trabalho bom pra fazer, até porque não dá mais pra ficar vivendo só de bijuteriazinha.

- Haha, fala sério, você, o grande Pelo Enferrujado, quer me dizer que não fez nenhuma grande conquista recentemente? - Perguntava ele continuando a pressioná-lo. Nesse momento o drink Mata-Cavalo de Hisoka era colocado no balcão para ele beber.

- Tô falando que não tenho, se quiser me dar algo pra fazer eu faço, porra! Sei muito bem que você e seus amiguinhos vivem por aí fazendo merda. - Respondia o Mink de maneira um pouco mais agressiva.

À primeira vista o drink de Hisoka nem parecia algo tão assustador assim, tratava-se de uma bebida avermelhada com muito gelo dentro de um copo largo e circular, apesar do cheiro forte de álcool ele também poderia sentir o aroma de frutas vermelhas, o que de certa forma poderia ser um atrativo positivo, porém o nome que a bebida possuía ainda era curioso, principalmente porque ela não tinha esse nome à toa. Se por algum momento realmente passasse pela cabeça do professor ingerir o conteúdo do copo, então ele teria uma surpresa, ou melhor, uma resposta, pois um simples gole era suficiente para fazer seu tubo digestivo queimar como se estivesse bebendo fogo ao invés de um líquido, mesmo com a quantidade de gelo que havia no copo isso era pouco amenizado e o gosto das frutas vermelhas quase apagado pela força contida no álcool… Até alguns segundos depois, quando o sabor da bebida se espalhava pela sua língua e trazia uma certa doçura peculiar que rapidamente lhe fazia esquecer aquela queimação inicial, que por sinal nem mesmo voltaria a aparecer se ele tivesse a coragem de dar um segundo gole, sinal de que aparentemente ele era alguém que gostava de saborear esse tipo de drink.

- Ahh, para, eu sei o que você fez, acredito que você esteja com medo de me falar por conta do valor da coisa, mas fique sabendo que vai ser melhor pra você se colaborar, pois nós podemos recompensá-lo. - Diria em voz um pouco mais baixa ao se aproximar de Jeff e dizer tais palavras.

- Que merda você tá falando, hein? - Perguntou Pelo Enferrujado dando mais uma goladinha de seu copo, aparentemente ele não conseguia beber aquilo tão depressa. - Tem certeza que não foi você que bebeu demais?

- Chega desse papinho, ok?! - Soltava o meio-mink com uma voz firme e séria ao se levantar do banco onde estava sentado e dar mais alguns passos na direção de Jeff para encará-lo de perto. - Me dê a merda do frasco roubado agora ou eu faço a sua cara voltar a ser simétrica.

- Ow, tá maluco, desgraçado?! - Respondeu o Mink caolho empurrando o revolucionário para trás com uma de suas mãos. Tal ato chamava um pouco da atenção das pessoas ao redor, até porque brigas são quase uma atração para esse tipo de lugar. - Já falei que eu não sei que merda é essa que você tá falando, mas se for só uma desculpa pra você arrumar uma briga então vem, não tenho medo de pirralho não!

- Grrr, Professor, espero que você não se importe em ficar mais um pouquinho… Mas acho que eu não vou demorar. - Ao dizer tal frase, Rin levava sua mão direita até o cabo de sua espada e se preparava para sacá-la, fazendo-a exceto se fosse impedido por Hisoka de começar uma briga no Ricin, já que aparentemente Bojohn continuava tranquilamente o seu trabalho de lavar e enxugar uns copos com um paninho branco.    


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyQui 02 Ago 2018, 02:03



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#Post 19


A Major Izzy pareceu corroborar com o plano inicial anunciado por Hisoka, o qual envolvia a vigila dos prováveis pontos de fuga do ladrão. Durante o curto diálogo, foi levantada a suspeita de Pepper ser o verdadeiro culpado do roubo da essência especial. Apesar disto, Kurayami duvidada bastante, pois o pouco tempo que havia passado com o cozinheiro o fez pensar que, apesar do ruivo ser estressado, é um rapaz dotado de racionalidade. Ele certamente não colocaria a organização em risco simplesmente por motivos de birra ou algo do gênero.

– Entendido, Major. – Diria em unissono com os demais, entretanto, continuaria pouco depois: – Tomem cuidado e avisem caso encontrem algo ou estejam em perigo. – Não sabia ao certo a motivação por detrás da mensagem dotada de preocupação, mas sentia-se no dever de proteger os demais companheiros, provavelmente devido o seu trauma profundo.

Voltaria a guardar o Baby Den Den Mushi no bolso da calça, seguindo junto à Rin em direção do local onde haviam se separado de Blink, pois suas armas estariam lá. No caminho, Furry ponderou a cerca de um homem já conhecido na região junto com Gear. Aliás, pelo seu epíteto e capacidade de visão noturna, parece ser um mink, tal como Rin. Tendo em vista que Hisoka não o conhecia, preferiu não opinar em nada, esperando os dizeres de seu superior para que pudesse prosseguir, mas não sem antes recuperar os seus armamentos. Ao contrário do cabo, o professor teve sorte de seu chicote não ter sido preenchido pelo odor de chorume e resíduos do lixão. Como de praxe, o chicote pacificador seria acoplado no cós de sua calça, região de fácil acesso para ser sacado pela mão destra caso necessite.

Minutos depois, a dupla estava próxima de um estabelecimento com um grande letreiro que nomeava o local como "Murderous Ricin". Após uma breve explicação por parte de Furry a cerca do recinto, ele o seguiria para que pudesse adentrar no lugar, atentando para o forte cheiro predominante, o qual seria uma mistura de álcool, mofo e suor masculino. Grande parte do ambiente era dominado por homens, os quais estavam sujos e em maltrapilhos, contrariando qualquer aura de algum espaço em que Hisoka já esteve. Dos poucos bares que frequentou em sua vida, nunca havia visto ou vivenciado algo parecido.

– Entendo, então nossa pista está aqui? – Indagaria seu companheiro antes de entrar.

Dali em diante, Hisoka manteria-se calado em grande parte do tempo, somente observando as interações de Furry com os demais do estabelecimento. A forma como ele dialogava indicava que já era bem conhecido pela região, provavelmente até mesmo a sua ligação com o Exército Revolucionário, mas preferiu não questioná-lo sobre naquele momento, pois seu foco estava em encontrar o paradeiro do ladrão. Em poucos minutos, após falar com um indivíduo conhecido como "WonWon", o meio-mink obteve a ciência de onde estava o tão falado "Pelo Enferrujado". Antes de seguir seu companheiro, Hisoka faria uma breve pergunta para o tal WonWon:

– Poderia me informar há quanto tempo está aqui aproximadamente? – Tendo em vista que ele havia dito que chegara há pouco e Jeff já estava no estabelecimento, esta informação poderia ser importante no futuro. – Obrigado. – Agradeceria caso ele consentisse em respondê-lo. – Ei, qual é. Quero evitar que eu e meu companheiro percamos nosso tempo aqui. Faça isso por ele, ao menos. – Persistiria caso ele se negasse a responder na primeira tentativa. Se ainda assim ele não dissesse nada, Hisoka iria esbaforir profundamente e seguir Furry.

Durante sua caminhada com Furry até o principal suspeito até então, Hisoka balançaria a mão a frente de seu nariz, buscando afastar as fumarolas oriundas dos cigarros. Como nunca fumou, o cheiro forte acaba por incomodá-lo bastante. Apesar disto, não deixaria de notar o atendimento do bar, o qual era mantido por uma dupla de um mink cavalo e uma garota jovem, dotada de tatuagens e piercings que embelezavam sua aparência. Ora ou outra trocaria olhares com os demais presentes no estabelecimento, porém desviaria o olhar com rapidez, pois não seria interessante ser mal interpretado.

Alguns passos magros depois, a atenção de Hisoka seria acolhida por uma voz ébria que ecoaria no ambiente, oriunda de um mink com aparência de panda. A cor de sua pelagem não traria dúvidas de que o epíteto "Pelo Enferrujado" pertencia a ele. Entretanto, mesmo focado em sua imagem e reconhecimento, Kurayami não deixaria de notar o comentário deferido pelo barman, indicando que a próxima dose seria a décima quinta. Apesar de parecer um mero alerta raso, era dotado de informações que poderiam ser úteis na investigação. Rin pareceu ter notado, pois questionou o mink sobre isto, porém preferiu levar para um lado monetário, tendo em vista que ele deveria ter uma grande quantia de dinheiro para conseguir arcar com todas as bebidas. De olhos cerrados, Hisoka sorveria parte do diálogo, até sua fala ser demandada por Furry, que queria presenteá-lo com um copo de whisky cujo nome era "Mata-Cavalo". Kurayami nunca havia ouvido falar numa bebida com esta alcunha, mas mesmo se conhecesse, não estava a fim de beber naquele momento, dado que isto poderia confiscar sua atenção na missão.

– Não, estou bem. – Gesticularia negativamente com a palma da mão a frente do quadril, entretanto, ainda assim Furry insistiu, ganhando um beiço franzido por parte de Hisoka.

Com a mente em atividade, Hisoka iria ignorar a pergunta feita por Jeff, girando o corpo e apoiando os cotovelos no balcão. Enquanto ouviria de ricochete a conversa entre Furry e o mink esquentar gradativamente, o professor iria chamar a atenção do barman a medida que ele produzia seu drink.

– Ei, ei. Bojohn, correto? – Cumprimentaria-o. – Há quanto tempo o mink está aqui? – Moveria a cabeça de leve, "apontando" para Jeff. – Fala aí, cara, o clima não tá legal ali. Brigas não são interessantes para você, pois sempre haverá perda de material. Tenho certeza que não quer arcar com o prejuízo. – Insistiria caso ele não quisesse passar a informação. Se tivesse sorte, o comentário viria a tona no instante que Furry e Jeff elevassem o tom. – Agradeço. – Diria em agradecimento, efetuando uma piscadela com o olho esquerdo. Concomitantemente, recolheria o copo com o "Mata-Cavalo" sobre o balcão, novamente girando o corpo, mas desta vez apoiando-o com o quadril para que seu ventre ficasse em direção de Rin. Se Bojohn não revelasse nada, ele faria os movimentos, mas sem pegar o copo. Suas ações a partir dali iriam depender das informações obtidas a partir de WonWon e Bojohn.

Desde o momento em que Gear havia dito que a essência especial não era o tipo de produto que Pelo Enferrujado detinha conhecimento, Hisoka já começaria a duvidar que ele era o suspeito errado, porém seriam necessárias outras informações para assimilá-las com sua lógica e confirmar essa reflexão. Estes dados seriam obtidos em Murderous Ricin, primeiramente com WonWon e posteriormente com Bojohn. Se ao menos um deles revelasse que Jeff está no bar há mais de vinte minutos, não haveria motivo para duvidar do mink, pois isto indicaria que ele estava no estabelecimento ao mesmo tempo que o crime estava sendo efetuado, logo ele poderia ser descartado como arguido. Neste caso, Hisoka iria apoiar a palma de sua mão esquerda no tórax de Rin e o alertaria:

– Relaxa, Furry, ele não é nosso suspeito, vamos embora. – Passaria a mensagem com convicção ao vislumbrar seus olhos diretamente. Se o meio-mink demonstrasse teimosia, Hisoka apertaria o olhar e franziria o cenho. – Confie em mim. Lhe explico lá fora, venha. – Acalmaria a pressão em seu tórax para alimentar sua confiança, convidando-o ao mover os dedos da mão esquerda. Enquanto isto, levaria o drink com a mão direita, entregando-o assim que estivessem prestes a cruzar a saída do bar.

Todavia, se Hisoka não obtivesse nenhuma informação, seja de WonWon ou Bojohn, ou até mesmo as informações não colidissem, isto é, houvesse alguma indicação que um deles estivesse mentindo para acobertar Jeff, Hisoka não iria interromper o conflito entre seu companheiro e o mink. Ao invés, contemplaria um gole da substância ao levar o copo em direção de sua boca. O líquido iria ser deglutido, aquecendo todo o início de seu trato digestório. Em primeira instância, seu esôfago iria parecer estar em chamas, mas a sensação logo seria revertida em algidez. Hisoka balançaria a cabeça de um lado para o outro, buscando reverter os sentidos, e retornaria o copo para o balcão, esperando até que houvesse alguma resolução do conflito. Dado que o adversário de Furry estaria alcoolizado, combinado com a força de um cabo do Exército Revolucionário, as chances de derrota por parte do meio-mink eram praticamente nulas. Todavia, se por ventura algo ocorresse errado, Hisoka iria desarmar o seu chicote com a mão destra e amarrá-lo contra o pescoço de Jeff, buscando enforcá-lo e tirá-lo a consciência ao impedir a oxigenação de seu cérebro. Se o panda resistisse, o professor moveria o braço bruscamente para jogar seu crânio contra a bancada, também almejando desacordá-lo. Em contrapartida, se Jeff o atacasse, ele usufruiria de sua aceleração, temperamento calmo e luta de rua para efetuar esquivas, fitando nas direções contrárias aos ataques do oponente para que, assim que tivesse uma chance, retornar a tentar atordoá-lo com as estratégias anteriores.

Se a primeira opção fosse seguida, Hisoka e Furry estariam do lado de fora do estabelecimento, promovendo um cenário no qual o professor poderia explicar ao seu companheiro o porquê de pará-lo naquele instante. Além disto, já apresentaria uma outra forma de tentar resolver o problema e encontrar o paradeiro do ladrão. Apesar de já apresentar sinais de cansaço em sua expressão, pois haviam feito tudo isto por nada, buscaria animar Rin com a nova informação:

– Pois bem, o WowWow e/ou Bojohn me confirmaram que o Pelo Enferrujado estava ali há pelo menos vinte minutos. O cara já estava na décima quinta dose, isto faz sentido. Significa que ele estava bebendo enquanto o crime estava acontecendo... Definitivamente não foi ele. – Giraria as mãos a frente do tórax em sinal descontente. – Sei que ele parecia ter acabado de conseguir uma boa grana para comprar tudo aquilo de bebida, mas provavelmente só estava passando um calote no dono do bar. – Indicaria uma explicação plausível, dando de ombros. – Entretanto, não tenho só más notícias. Como você havia dito, num local escuro, o ladrão teria de ter algum mecanismo para conseguir enxergar no escuro, correto? A menos que tenha em mente um outro Mink ou que ele tenha usado uma simples lanterna, eu acredito que possa ter uma solução para este problema. – Arquearia as sobrancelhas, promovendo um pequeno momento de suspense que seria quebrado com o prosseguir de sua explicação. – Lembra que eu sai com Blink para comprar os materiais para meu óculos de visão noturna? Pois é, nós passamos numa loja de lentes e a atendente havia dito que tinha vendido uma lente de visão noturna recentemente! E se o último comprador for o nosso ladrão? Pode parecer que eu esteja pensando longe demais, mas é a melhor informação que tenho no momento. Você tem algo melhor? – Perguntaria antes que findassem o próximo objetivo da missão. Caso Furry achasse bobagem, Hisoka esperaria novas ordens e o seguiria. Se ele consentisse, Hisoka recolheria o seu Baby Den Den Mushi e comunicaria aos demais: – Pelo Enferrujado não é nosso suspeito, mas nós iremos investigar na Óticas Iris para que possamos ter informações de um provável comprador de lentes de visão noturna. Um indivíduo havia comprado uma pouco antes de eu comprar a minha. – Explicaria o cerne de sua reflexão, voltando a guardar o utensílio em seu bolso pouco depois. – Venha, eu sei o caminho. – Diria para Furry, tomando as rédeas da missão pela primeira vez, pois ele já visitou o local anteriormente com Blink, então saberia sua localização.

Apressaria os passos para que pudesse chegar nas Óticas Íris o mais rápido possível, pois cada segundo perdido poderia significar metros de distância do ladrão. Deste modo, assim que chegassem no estabelecimento, iria adentrar caso ele estivesse aberto, caminhando até a recepção. Esperava encontrar a mesma menina que o atendeu junto à Blink hoje mais cedo, a garota morena de sardas, óculos e cabelo preso em rabo de cavalo, pois isto facilitaria a comunicação. Apesar disto, se não fosse a mesma pessoa, ainda assim seria firme em seu dialeto:

– Olá! Hoje mais cedo eu comprei umas lentes da Red Lens aqui, porém estou com um pouco de dificuldade com alguma coisas... – Coçaria sua barba, levando os olhos ao canto superior direito. – Eu na verdade queria um outro tipo de lente... – Caso ele se lembrasse o nome sozinho, o mencionaria para ajudar a atendente. Se fosse a mesma atendente, ele nem ao menos precisaria se lembrar, pois ela já saberia de qual se tratava. Caso fosse uma atendente diferente e não se recordasse por conta própria, diria: – Não estou conseguindo lembrar o nome... Era uma que vocês não tem mais no estoque... Quais lentes noturnas vocês tem mesmo? – Assim que ela listasse os nomes, ele diria a que fosse mais familiar além da Red Lens. – Oh, essa mesmo! – Exclamaria com uma expressão um pouco animada. – Pois bem, você poderia me passar o nome do último cara que comprou ela? Eu realmente gostaria de tirar umas dúvidas. Apesar de não serem as mesmas lentes, vai que foi ele mesmo quem fez ou tem um nome pra me indicar, não é mesmo? – Gesticularia com a palma da mão direita descontraidamente. – Por favor, eu investi muito dinheiro nisto! Não quero perder tudo assim... – Buscaria convencê-la caso ela não aceitasse dizer o nome do comprador. – Muito obrigado! – Agradeceria com um sorriso brando caso obtivesse a informação, saindo do estabelecimento em seguida. Do lado de fora, pegaria mais uma vez o Baby Den Den Mushi e diria com firmeza o nome do cliente. – É este o nome do nosso mais provável suspeito. Consegue obter algo sobre ele, Gear? – Questionaria, ficando de prontidão para novas ordens.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyQui 02 Ago 2018, 07:17

Run to the Hills!


Rin suspeitava que um conhecido Mink habitante de Toroa, Jeff “Pelo Enferrujado” era o ladrão que havia roubado a Essência de Bronze da casa de Clarice, mas no instante que Gear disse que ele não tinha o perfil do tipo de pessoa que saberia sobre tal existência, Hisoka já começou a cogitar a possibilidade de que seu parceiro estaria errado, ainda que preferisse naquele momento seguir com o plano do meio-mink, afinal 1% de chance ainda era 1% de chance e eles não podiam descartá-la sem verificar.

O lugar mais provável de se encontrar o panda-vermelho era em um perigoso bar da cidade, o Murderous Ricin, nome bastante sugestivo para o tipo de pessoa que frequentava tal ambiente. Assim que adentraram a taberna, o professor tinha um certo choque, já que era um lugar bastante diferente daqueles que já chegou a frequentar em Las Camp, tanto é que nem sabe dizer se existe algo parecido na sua antiga ilha, ainda que seja bem provável que tenha, já que até mesmo o “paraíso” possui esse tipo de lugar.

Mesmo bastante jovem e com uma aparência pouco amedrontadora se comparada aos demais frequentadores, Furry parecia se dar bem com essas pessoas, como era possível ver ao mal entrar no bar e já cumprimentar um enorme homem como se fossem de certa forma íntimos. Hisoka não conhecia muito do passado de Rin, mas era curioso observar que ele tinha esse tipo de contato com pessoas criminosas e ainda era uma pessoa cogitada para fazer uma missão onde precisava ter contato com uma pessoa influente da cidade. Seria o meio-mink apenas um bom detentor de uma aparência inofensiva ou ele realmente é bom em esconder seus rastros naquilo que faz?

- Acho que há uns dez minutos. - Respondeu o grandalhão a respeito da pergunta de Hisoka, mas aparentemente ele não se importava com a pergunta, não dando para ele mais atenção do que isso.

A intenção do professor naquele lugar era unicamente a de acompanhar Rin e auxiliá-lo no que fosse preciso para a investigação, por isso ele até evitava olhar demais para as pessoas sentadas no bar para que não pudesse chamar atenção e provocar um mal entendido. De qualquer forma, ele apenas observaria seu parceiro agir, esperando próximo ao balcão e enquanto era também obrigado a aguentar o mau cheiro provocado pelos cigarros que eram acesos no interior fechado do ambiente.

Mesmo ele negando a oferta, Rin acabava pedindo para que o barman, Bojohn, fizesse um drink especial para Hisoka, o tal do “Mata-Cavalo”, e como o próprio espadachim se propôs a pagar, o professor nada pode fazer para impedir que o bartender fizesse o seu trabalho. Ao menos enquanto o Mink estava a produzir a bebida mencionada, Kurayami pôde lhe fazer uma pergunta que ajudaria na sua conclusão de que talvez Jeff não fosse a pessoa que eles estavam procurando, não só pelo preconceito da fala de Gear, mas também o tempo em que o roubo ocorreu que poderia entrar em conflito com o tempo que o Pelo Enferrujado estava no bar.

- Já tem umas quatro horas que esse desgraçado tá bebendo aqui, da última vez que ele fez isso o maldito não teve dinheiro pra pagar tudo… Estou apenas esperando para ver o que teremos que fazer para forçá-lo a dar um jeito de pagar. - Respondeu o barman logo de cara quando Hisoka lhe fez a pergunta. Assim que ele terminou de falar colocou o copo de bebida na frente do professor e caminhou até a pia onde começaria a lavar alguns copos.

A essa altura, o professor já tinha as informações necessárias para tirar suas conclusões, o que acabava coincidindo com o momento em que o clima entre os dois descendentes de mink esquentava ao ponto de que estavam prestes a começar uma briga, inclusive levando alguns olhares a se direcionarem neles. Contudo, antes que Furry viesse a sacar a sua espada, Hisoka intervia levando a palma de sua mão ao peito do parceiro em um sinal de que ele deveria parar o que estava fazendo, dizendo palavras na sequência para esclarecer seu pensamento.

- Não temos outra opção, Professor… Tenho certeza que ele está mentindo. - Respondeu o garoto com uma voz rosnada, algo incomum em humanos e que seria levemente cômico se a situação não fosse bastante tensa. Porém, o meio-mink cedeu sua emoção as palavras do mais velho, mesmo no momento estando em uma patente mais alta, abdicou da decisão de começar uma briga e se retirou junto com Hisoka para fora do bar, ainda que durante o caminho permanecesse encarando Pelo Enferrujado com um olhar sério, só para não deixar de parecer uma pessoa forte e ficar com a imagem de "arregão".

- Maluco! É nisso que dá ter o sangue misturado, a pessoa não pensa direito. Tsc! - Provocou Jeff de maneira inútil, pois Rin não se abalava com as palavras que eram ditas.

Antes de partir, Rin tirava uma nota de berrie do bolso e colocava sobre o balcão para pagar pelo Mata-Cavalo, este que independente de Hisoka ter dado um gole ou não, o adolescente terminaria por virar o conteúdo do copo de uma única vez, nem ao menos fazendo uma cara feia por consequência do efeito forte da bebida. Já do lado de fora o professor viria a dizer tudo que pensava a respeito desse caso, começando pelo motivo que tornava Jeff inocente, pois como o homem-cavalo Bojohn havia lhe dito, o mink já estava no bar há muitas horas, o que tornava impossível ter sido ele a roubar a essência, tanto é que a velocidade em que ele tomava um único copo se fosse feita uma matemática básica para multiplicar por quinze era bem possível que o resultado chegasse próximo do tempo em que foi dito que ele estava na taberna.

Dando sequência ao seu pensamento, Hisoka também veio a explicar o que ele realmente acha que aconteceu, indo bem a fundo em sua explicação ao mencionar algo que vivenciou mais cedo com Blink quando estava fazendo as compras de suas lentes para o óculos de visão noturna que pediu para Gear construir para ele. E é exatamente esse objeto que matava a charada que Rin criou quando cogitou que teria sido um mink a roubar em um ambiente escuro, sendo que o mesmo trabalho poderia ser feito por alguém utilizando um desses óculos especiais.

- Uau, Professor, como você conseguiu pensar nisso? Será que não é você o nosso ladrão? Haha.  - Brincou o meio-mink que também estava bastante impressionado com a linha de pensamento do mais velho.- Se o ladrão tivesse usado uma lanterna é possível que a Clarice tivesse percebido o que estava acontecendo, mas como ela não viu nada, é mais provável que tenha sido um mink ou simplesmente o uso de um óculos de visão noturna… - Depois dessa conclusão de pensamentos que levavam os dois a decisão de ir até a ótica da cidade, Hisoka pegaria seu Baby DenDen Mushi para comunicar a Gear a mudança de planos.

- Hmmmm, imaginei que ele não seria capaz disso da mesma forma que acho que o Pepper também não é. Não sei ao certo se esse tipo de comércio ainda está aberto a essa hora da noite, mas caso não esteja tentarei procurar pelo meu computador um possível registro de onde a vendedora da loja mora. - Comentava Gear passando a sua voz através dos fones, algo que ela já vem fazendo durante todo o decorrer da missão.

De fato o estabelecimento já estava fechado como Gear sugeriu que poderia estar, mas para a sorte dos dois revolucionários, Hisoka já havia conhecido a garota que trabalhava na loja e conseguiu vê-la caminhando por essa rua, provavelmente havia acabado de terminar o seu turno de trabalho e estava voltando para casa. Visto que o professor não a deixaria se afastar dessa maneira, quando ele viesse a se aproximar dela, a jovem de cabelos negros ajeitaria o seu óculos com a ponta do dedo e sorriria para ele ao reconhecê-lo.

- Olá, você é o cliente de hoje mais cedo! Já veio trazer o óculos para eu dar uma olhada? - Perguntou ela antes de Hisoka começar a explicar o seu motivo ali, ou melhor, mentir, pois não era exatamente verdade aquilo que ele estava se pondo a falar. - Ah sim, você não gostou das Red Lens? A outra lente que você estava procurando era a da marca Blackout, mas foi vendida como eu tinha te dito… - Então quando o professor pediu o nome da pessoa que fez a compra da lente, a pequena atendente fez uma cara pensativa, logo depois dando uma risada sem graça passando a mão na cabeça. - Desculpa eu não sei o nome dele, haha, sou meio que nova aqui, então não conheço as pessoas daqui… - Rin optava por não fazer perguntas para não parecer muito suspeito outra pessoa estar interessada no caso, mas Hisoka poderia ainda tentar perguntar se havia alguma característica marcante no comprador que pudesse ter chamado atenção e fosse possível identificá-lo depois. - Hmmm, se não me engano ele carregava um bastão dourado, é, aquilo me chamou tanta atenção que nem consigo me lembrar de outras coisas, até porque já faz um tempinho que essa compra foi feita.

- Bastão dourado? - Repetiu o meio-mink erguendo as sobrancelhas como se tivesse pensado em algo ao ouvir a garota falar disso,

- De qualquer forma, ainda fica a proposta para você me trazer o resultado final para que eu dê uma verificada, haha. - Diria a garota antes de Hisoka agradecê-la pelas respostas e eles se despedirem deixando os revolucionários novamente a sós.

- Só tem uma pessoa em Toroa que anda por aí com um bastão de ouro… - Começaria a dizer, sendo que se Hisoka não fosse capaz de completar o pensamento por falta de conhecimento local ou por não se recordar do homem que viu conversando há pouco com Clarice, Rin terminaria a frase dando o novo nome do principal suspeito deles no momento: - O atual capitão do QG de Toroa, Vick.

- O QUÊ?! - Exclamava Gear do outro lado da linha no momento que Hisoka passava o nome para ela pelo Den Den Mushi. - Se estiverem certos sobre isso, é perigoso demais para vocês tentarem se aproximar de um capitão… Vocês não são fortes o bastante para conseguir detê-lo.

- Não somos, mas podemos tentar continuar a investigação, sempre há outros meios de se obter sucesso em missões onde o alvo é mais forte do que nós. - Respondia Rin em seu próprio pequeno caracol. - Se estamos falando do capitão Vick, há um lugar chave da cidade onde podemos encontrá-lo. - Ao dizer isso, Furry olhava para a cachoeira ao fundo do cenário noturno, o que Hisoka poderia entender como o próprio terreno, ou o QG da Marinha que era construído na mesma montanha e também seria um lugar óbvio a se pensar que um capitão poderia ser encontrado… Mas invadir um quartel não seria algo absurdo demais? - Ele sempre toca flauta no topo da montanha, talvez se subirmos até lá vamos conseguir encontrar alguma coisa, ou até mesmo um possível esconderijo dele.

- Não sei se seria tão simples assim, Furry, se esqueceu que estamos falando do capitão do QG? Todos os navios que entram e saem da ilha recebem a autorização dele, então pense no quão fácil seria para ele contrabandear alguma coisa. - Explicava Gear pensando logo de cara na pior das hipóteses. - Talvez a essa altura Essência de Bronze já esteja dentro de um navio que a própria Marinha autorizou sair daqui… Espere um instante, passarei as informações para a Major e retornarei para lhes passar as ordens dela.

- Foda-se, não tenho paciência para isso. - Xingava o rapaz tirando o fone de dentro do seu ouvido e jogando dentro do bolso junto com o Baby Den Den Mushi. - Tire isso do ouvido, Professor, nós vamos subir a montanha. Precisamos encontrar o capitão Vick e tentar a sorte de conseguir alguma pista de onde ele pode ter escondido isso… Mesmo que ele venha a ter roubado isso por dinheiro, ninguém com a visibilidade dele conseguiria transportar tanto dinheiro por aí sem chamar atenção, ele precisa de tempo e também de um lugar escondido para fazer essa troca.

Depois das suas palavras, Rin nem chegava a perguntar a opinião de Hisoka, já partindo em direção ao rio que se seguido levaria eles até a montanha onde o mesmo tinha sua nascente. Se fosse para obedecer a hierarquia dentro do exército, Kurayami era meio que obrigado a obedecer as ordens do Cabo Furry, ainda mais quando no momento não havia uma ordem maior que o impedisse de fazer… Ainda assim estava totalmente no direito de recusar tirar o fone e continuar mantendo contato com Gear, que passaria para eles as ordens de Izzy, o problema é, se a ordem da Major for para eles recuarem, Hisoka poderia controlar a sua vontade de agir e obedecer? Sabendo dessa possibilidade, seria mais fácil para o professor tirar o fone de forma antecipada assim como Rin?

Seja lá o que fizerem com o fone de Gear, Hisoka acabaria por seguir seu parceiro no caminho até a montanha onde tinham a esperança de encontrar o capitão Vick, principal suspeito deles no momento para ter sido o ladrão da Essência de Bronze, o que de certa forma faz bastante sentido, já que o próprio Blink disse que teve contato com a informação quando trabalhava para a Marinha, Vick poderia ter chegado a essa descoberta da mesma maneira, sendo agora o capitão do QG de Toroa o mesmo poderia ter ido ainda mais além após uma conversa com Clarice já ter até mesmo descoberto onde ela guardava a valiosa essência, facilitando ainda mais a velocidade em que poderia executar o roubo com o apoio das lentes de visão noturna. Tudo se juntava de maneira tão perfeita que tanto Rin como Hisoka não conseguiam mais pensar em outra pessoa que fosse mais suspeita que ele.

- Pepper?!!! - Exclamou Rin ao ver um corpo sendo arrastado pela correnteza do rio, ao julgar pela cor vermelha dos cabelos e as vestes mais escuras, Hisoka também chegaria a essa conclusão quando avistasse a pessoa. - Professor!!! - Bradou de uma maneira que daria para entender que era para o chicoteador agir usando de suas habilidades com o EDC para tentar agarrar alguma parte do corpo do homem que estava sendo levado pela água.

Com sorte, Hisoka seria capaz de acertar seu movimento com o chicote e agarrar aquilo que estava mirando, dando a chance para Rin agir rapidamente e puxar para fora da água o corpo ruivo que estava dentro do rio. De fato a pessoa ali se tratava de Pepper, e julgando pelos hematomas que ele tinha pelo corpo e principalmente em seu rosto agora roxo e inchado, era bem possível que alguém tivesse lhe dado uma bela surra, caso contrário todos esses ferimentos teriam sido causados unicamente pelas pedras que tivesse batido enquanto era arrastado pela água, o que de certa forma era possível, mas conhecendo o cozinheiro a primeira opção era ainda mais provável. Assim que foi tirado da água, Pepper começou a engasgar e vomitar água, nem mesmo precisando de respiração boca-a-boca ou demais primeiros socorros.

- Argh! Argh! O desgra...çado do capi...tão… - Tentou o ruivo dizer, mas estava engasgado com a quantidade de água que engoliu, além das dores que estava sentindo, então acabava sendo difícil para ele falar o que queria. - Ele roubou a Essência!

- Sim, nós sabemos… Foi ele que te fez isso então? - Perguntou o Cabo Furry para o cozinheiro ainda se recuperando de quase ter sido afogado, mas as dores da surra que havia tomado certamente eram o maior problema aqui.

- Eu estava apenas rela...xando na cachoeira, quando ouvi ele se aproximando, não foi difícil ver que ele estava com a Essência, tanto é que parecia se vangloriar com a conquista e falava com alguém pelo… Argh… Den Den Mushi. - Após a explicação, não era preciso muito mais palavras de Pepper para que fosse fácil a compreensão do que ocorreu em seguida, mesmo assim o cozinheiro se esforçou para dizer mais umas palavras. - Furry… Não se trata apenas de um frasco da Essência de Bronze… A desgraçada tinha uma garrafa inteira!

- Uma garrafa? Tipo litros?! - Perguntou incrédulo com o que havia ouvido e o ruivo apenas confirmou com a cabeça, o que rapidamente fez a expressão de surpresa do meio-mink ser trocada por um sorriso, o mesmo que também surgia no rosto inchado de Pepper. - Quanto será que isso dá?

- Não sei… Mais do que o suficiente, com certeza. - Respondeu ele antes de fazer uma careta devido a dor que sentiu em alguma parte do corpo.

- Ok, teremos que deixá-lo aqui… Tente se recuperar até onde der e volte a subir a montanha para nos encontrar, sei que umas pancadinhas dessa não vão te parar por muito tempo. - Comentou Rin levando o companheiro até o apoio de uma árvore que tinha próximo ao rio, que nessa parte onde eles estavam já não estava mais tão próximo assim da cidade e estavam cercados por uma vegetação mais verde.

- O maldito tem uma cabana próximo da cachoeira, vocês devem encontrá-lo lá, certamente ele ainda está esperando por alguém… - Explicava o cozinheiro dando as instruções finais para a dupla do que eles deveriam procurar na montanha para encontrar o capitão Vick, e mais importante ainda, os litros da Essência de Bronze que ele havia roubado.

- Ouviu, não é, Professor? Acho que já temos um bom lugar para procurar, hehe.

Falando um pouco mais da montanha, ela não era muito grande, na realidade era difícil dizer que poderia ser considerada uma montanha ao invés de uma colina muito grande, de qualquer forma, não demorava mais do que trinta minutos para andarem até o topo dela, talvez esse tempo poderia ser um pouco mais longo dependendo da velocidade em que você anda ou se vier a ter algum tipo de azar pelo caminho que atrase a subida. O terreno ao redor da cachoeira é bastante úmido e lamacento, o que pode vir a ser perigoso de se andar muito próximo da água, por outro lado o restante do solo era mais firme, tanto é que há a presença de árvores pelo caminho. Porém, isso tudo não é tão importante, já que existe uma estrada feita pela própria Marinha para que seja possível escalar a montanha sem ter que passar por essa área mais perigosa, o único problema é que não seria bom para eles serem vistos subindo a montanha a essa hora da noite, até porque dar a desculpa de que estavam indo tomar banho no riacho não seria tão bem aceita por marinheiros que os avistassem caminhando pela estrada local.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 4 EmptyQui 02 Ago 2018, 18:25



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#Post 20


Ao que parece, a sorte estava do seu lado, pois ambos os informantes lhe cediam o suficiente para que Hisoka pudesse afirmar que Pelo Enferrujado não era o suspeito correto. Apesar de Furry relutar inicialmente, uma breve insistência por parte de Kurayami foi o suficiente para que o meio-mink deixasse o conflito de lado, seguindo para fora do estabelecimento junto ao arqueólogo, mas não sem antes ingerir o produto comprado por inteiro sem pestanejar. Rin parecia acostumado com este tipo de bebida, tendo em vista que não forneceu um único incômodo ao consumi-la rapidamente. Segundos depois, Hisoka explicou sua linha de pensamento, ganhando a confiança de Rin sem dificuldades, tal como uma adição de sua parte que tirava as chances do ladrão ter usado uma lanterna.

– É, tem razão. Nossa principal chance é a loja de lentes então. – Ratificaria, ouvindo o que Gear tinha a dizer em seguida.

Confirmando as suspeitas da engenheira da tripulação, o comércio já havia fechado, pois já estava um pouco tarde. Apesar disto, Hisoka reconheceu a atendente enquanto ela estava saindo do local, provavelmente dirigindo-se em direção de sua casa. Kurayami apertaria os passos para que pudesse alcançá-la, mas não de forma brusca, afinal, não gostaria de assustá-la. Assim, quando estivesse perto o suficiente, tocaria seu ombro com serenidade, chamando-lhe a atenção:

– Hey, lembra de mim? – Após ser reconhecido, explicaria a situação para a menina, mas infelizmente ela não se lembrava do nome do inquilino requisitado. – Oh... Bem, algo que se lembre na aparência dele ao menos? Cabelo, vestimentas...? – Obstinaria na tentativa de arrancar alguma informação, felizmente com sucesso, pois a jovem revelou que o cliente portava um bastão de ouro. – Bastão dourado... Algo assim me é familiar... – Levaria a mão ao queixo, fitando o chão enquanto buscava resgatar em suas memórias onde havia visto algo do gênero. Sua atenção foi pescada de leve no instante que a menina se despediu. – Oh sim, claro. – Sorriria de leve em resposta ao convite da atendente, afastando-se junto à Furry, dirigindo seu foco completo ao meio-mink em seguida.

O relato lhe trazia lampejos de memórias na mente, mas a curta duração do instante em que havia observado o objeto lhe impedia de resgatá-los com facilidade. Foi preciso uma centelha por parte de Furry para que Hisoka iluminasse o seu hipocampo. Com os olhos mais abertos que o normal, o arqueólogo socaria a palma da mão com o punho destro, bem levemente, somente para demonstrar o insight que tivera:

– Claro, o capitão. – Falaria junto à Furry no instante que lembrasse da cena em que estavam próximos a casa de Clarice. A botânica estava acompanhada de um marinheiro com um bastão de ouro. – É irônico como algo assim não me surpreende. Essa marinha, tsc. – Diria com aversão, afinal, nutre sentimentos bem repugnantes para com a organização e o governo.

O cenário que viria a seguir, entretanto, poderia colocar em cheque o sucesso da missão. Gear e Furry entraram em uma pequena discussão. Aos poucos Hisoka poderia notar um certo orgulho por parte de Rin, o qual foi demonstrado com Izzy, posteriormente com Jeff e agora com a engenheira. Ele não sabe dizer se isto é resultado de sua recente promoção a cabo ou se é nata do feitio do meio-mink. De qualquer forma, seria preciso conversar um pouco sobre isto com ele, afinal, tudo poderia ir por água abaixo. Para seu azar, entretanto, Rin saiu em disparada assim que se livrou dos equipamentos, restando a Hisoka a única opção de segui-lo. Ao contrário de seu companheiro, Hisoka manteria o fone em seu ouvido e, consequentemente, o contato com Gear. Em seguida, buscaria acompanhá-lo lado a lado para que pudesse alertá-lo sobre algumas coisas:

– Ei, Rin, precisa manter a calma. Lembra do que falou para mim? As chances de sucesso em missões aumentaram depois de vocês começarem a trabalhar em equipe com a Gear. – Almejaria lembrá-lo de uma informação que ele mesmo havia dito mais cedo para o professor. – Tente se acalmar e recomeçar. Coloca a comunicação de volta e vamos falar com os ou- Droga... – O foco do diálogo seria interrompido no instante que Furry gritou o nome de Pepper.

No meio do caminho, o corpo flutuante de um ruivo sendo levado pela correnteza ganharia a atenção da dupla. Sem pensar duas vezes, Hisoka iria sacar o seu chicote negro com a mão destra, buscando apanhar a vítima pelo seu tronco, enrolando o flagelo da arma sobre a região e puxando-o em direção à margem. Furry iria ajudar a retirá-lo do rio, trazendo-o para a região seca, permitindo que eles identificassem que ele realmente tratava-se de Pepper. Em meio a engasgos e golfos aguados, o cozinheiro envolto de hematomas confirmaria a principal teoria dos Revolucionários, assim como a quantidade de essência roubada.

– Que bom que está tudo bem, companheiro. – Atenuaria a situação, um pouco mais despreocupado com as circunstâncias em que Pepper estava. Posteriormente, pegaria o Baby Den Den Mushi mais uma vez e articularia com os demais. – Pepper está ferido. Ele não teve culpa desta vez, mas ao menos confirmou que Vick é o nosso ladrão. Ele está numa cabana próxima da cachoeira neste exato momento. Duvido muito que eu e Furry consigamos enfrentá-lo, mesmo que ele esteja sozinho. – Ponderaria após observar o estado de Pepper, que é um dos mais fortes em combate no bando. – Um combate direto seria impossível. Mesmo que ganhássemos, o quartel da marinha é logo aqui perto. Dois minutos lutando contra Vick e já estaríamos cercados. – Diria ao erguer a cabeça e analisar a estrutura do local, atentando para o QG dentre a região montanhosa. – O que eu faço, Gear... – Diria inconscientemente em tom suplicante, pressionando o Baby Den Den Mushi contra sua testa enquanto espremia os olhos e o semblante em busca de encontrar uma solução. – Pergunte para Blink onde nós atracamos. Rápido, por favor. – Morderia o lábio inferior em apreensão, esperando uma resposta. – A cidade é rodeada por uma vegetação, correto? Podemos usá-la para fugir e despistá-los, correndo em diagonal, mas seria preciso que Blink deixe nossa escuna a postos. Poderia pedir isto a ele? Depois ele nos diz para onde correr. Eu e Furry iremos subir a montanha agora. – Desligaria o Baby Den Den Mushi, guardando-o novamente no bolso da calça. – Vamos lá, Rin. – Diria ao seu companheiro, esperando que ele fosse na frente para mostrar o melhor caminho, exceto o que envolvesse a rota próxima ao QG. Se ele escolhesse este, alertaria-o: – Por aqui não. Fica muito perto deles. Poderíamos ser descobertos antes mesmo de chegar ao Vick. – Explicaria, voltando a segui-lo por outro caminho. – Chegando lá, nós iremos nos esconder e esperar o momento certo... Quando ele for entregar a garrafa para sabe se lá quem. Este será o instante em que eu irei pegá-la com meu chicote. Depois correremos em direção da rota que Blink nos der, ok? – Revelaria seu plano para o meio-mink. Se ele não concordasse, deixaria que ele falasse o seu e seguiria.

Após a longa escalada, Hisoka manteria cautela ao máximo, evitando fazer barulho e chamar atenção. Buscaria alguns obstáculos para se manter acobertado, como troncos, pedregulhos ou algo do tipo. Deste modo ficaria longe da visão de Vick. De tocaia, caso o seu plano tivesse sido aceito, iria esperar até o convidado do capitão se apresentar. Sempre que pudesse, isto é, Vick não estivesse olhando, almejaria aproximação junto de Furry. Com seu indicador, apontaria abaixo de seu olho e em direção da orelha, indicando que seu companheiro usasse seus sentidos apurados para captar algo útil. Passo a passo, a distância perfeita para Hisoka seria de três metros e meio, pois este é o alcance máximo de seu chicote. Combinando com o comprimento de seu braço, seria mais que o suficiente para capturar a garrafa de essência assim que tivesse chance. Portanto, usufruindo de seu temperamento calmo, não permitiria que sua ansiedade tomasse conta, tampouco o nervosismo que poderia fazer seus membros tremerem. Confiança era a base desta operação ser bem sucedida, tal como o timing certo para efetuar o bote. Com sua cabeça, acenaria de leve ao companheiro e, no instante que a garrafa estivesse fora da visão de Vick ou sendo repassada dele para o inquilino, ele moveria a mão bruscamente, almejando um movimento com o pulso para o flagelo se enrolar ao objeto. O braço seria puxado em sua direção para que o artefato viesse junto, o qual seria pego com a mão esquerda e entregue ao meio-mink. Em caso de sucesso, Hisoka não pensaria duas vezes antes de correr em direção da rota informada por Blink na tentativa de despistar Vick e os marinheiros na vegetação. Se ele errasse seu bote ou algo não saísse como o esperado, esperaria novas ordens de Furry.

Histórico:
 

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Objetivos:
 

OFF:
 


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