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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #1 - Mágoas do Passado

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 65
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

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MensagemAssunto: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptySex 15 Jun 2018, 16:02

Relembrando a primeira mensagem :

#1 - Mágoas do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

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AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 15/06/2017

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyTer 10 Jul 2018, 06:06



Mágoas do Passado

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#Post 10


Infelizmente Rin não tinha conhecimento a cerca do paradeiro do assassino da madrugada, tampouco seria capaz de lhe ajudar diretamente em sua captura. Hisoka já imaginava este cenário, tendo em vista que possivelmente os revolucionários tenham vindo à Las Camp com outros interesses e não poderiam desviar seus focos. Apesar disto, Furry entregou-lhe um equipamento especial chamado de "Den Den Shobato", um aparato feito por um cientista dentre os revolucionários. Ainda é um protótipo e, como grande parte das invenções, seu verdadeiro potencial passa distante do objetivo de sua criação. Ainda que o sinal de sua comunicação seja horrível, o apetrecho é eficaz na captação de ondas de Den Den Mushi's, interceptando-as e permitindo que seu proprietário ouça conversas alheias. Bem, grande parte das vezes será preciso uma espécie de dom divino para reconhecer as frases, pois o equipamento corta o diálogo em demasia, mas certamente será útil.

– Obrigado, Furry. – Agradeceria o jovem após observar o objeto em ação, assim como as instruções para sua utilização cedidas por Rin. Hisoka associaria a voz feminina no outro lado da chamada com a "superior" que Rin mencionou na conversa anterior. Kurayami provavelmente a conheceria em breve.

Com o equipamento em sua mão direita, Hisoka testaria os botões previamente, buscando replicar aquilo que Rin havia lhe ensinado para certificar que havia aprendido. Viraria a mão em 180º, vislumbrando o aparato em sua frente e costa, inspecionando-o num ato de curiosidade. Enquanto isto, ouviria Furry, que havia mencionado a possibilidade do professor receber mensagens dos Revolucionários, então deveria manter-se atento, tal como poderia iniciar diálogos sem preocupações, dado que o aparelho não é captado por Den Den Mushi Whites. Hisoka exibiria uma expressão levemente confusa, já que nunca havia ouvido o termo, porém acharia impertinente interromper o garoto, deixando-o seguir adiante.

– Tudo bem, Furry, sem problemas. – Buscaria tranquilizá-lo do peso de não poder acompanhá-lo, isso se ele estivesse sentindo algum. – Obrigado novamente. – Giraria a maçaneta de sua porta e permitiria a sua passagem ao esgueirar o corpo. Após Rin sumir de sua visão, fecharia a entrada e retornaria aos seus afazeres.

Algumas horas depois, Hisoka já havia terminado seu treinamento e trajava sua vestimenta padrão, mantendo o foco tanto na televisão quanto no equipamento que ganhara de Furry. Sua expressão era determinada, mas sentiria um certo frio na barriga pela ansiedade. Apesar da confiança que Rin depositou em Kurayami antes de sair, ele não têm informações a cerca do nível de habilidade do assassino da madrugada e, de certa forma, poderia estar indo em direção a uma missão suicida. Balançaria a cabeça em negação para expulsar os pensamentos pessimistas e retornaria o foco para os meios de comunicação. Bastaram alguns pacientes minutos para que o ruído de interferência fosse captado pela sua audição; era o Pigeon, quase inaudível como de praxe. Hisoka aproximaria o equipamento em sua orelha esquerda na tentativa de melhorar suas chances de sucesso no entendimento da mensagem. Enquanto se esforçava na tarefa, já sairia de sua residência em debandada, acelerando em meio as ruelas de Las Camp.

– Oeste... Ouvi perfeitamente... – Buscaria analisar as informações uma a uma para construir seu destino. Seria algo semelhante com seu experiente tracejado ao investigar mensagens criptografadas, uma de suas perícias, a qual certamente seria extremamente útil neste momento. – Então ele está em algum lugar do oeste. – Mudaria o curso de seu trajeto, desviando o corpo para a região oeste de Las Camp. Dedicaria em manter sua presença nas surdinas, tendo em vista que não gostaria de criar alarde. Apesar do horário, é provável que algumas pessoas ainda estejam caminhando pelas ruas. – Lanch- te? Droga de equipamento... – Resmungaria enquanto forçaria a mente a trabalhar na tentativa de gerar uma palavra. As pálpebras seriam forçadas e as veias na têmpora salteariam com o esforço, até o momento que uma luz iluminaria seu caminho. – Lanche... Lanchonete? Seria isto? Mas não consegui entender o nome... P- sma? Lanchonete Plasma? – Chutaria algum nome convencional, porém nunca havia ouvido falar de nenhum estabelecimento com este título.

O sibilo do vento era forte em seus ouvidos devido sua rápida movimentação, a qual não cessaria mesmo sem ter descoberto o nome da lanchonete. Não poderia perder tempo em tentar descobrir o lugar, pois a vítima já poderia estar em apuros. Sendo assim, continuaria a mover-se em direção ao oeste a medida que suas íris dançariam em busca de associar os outdoor's e letreiros com a "palavra" ouvida: P- sma. A angústia já estava começando a lhe consumir, porque a cada segundo que passava parecia que o assassino estava cada vez mais escorregando de suas mãos. Hisoka não conseguiria lidar com mais um sentimento de culpa. Os dentes estariam cerrados e a mente conturbada quando os olhos fitariam o nome "Lanchonete Prisma" num estabelecimento. O cérebro trabalharia rapidamente e confirmaria que o nome bate com a mensagem captada pelo Pigeon. Apesar do sentimento de dúvida que apertava-lhe o peito, já que poderia ser uma outra lanchonete, Hisoka teria de depender da sorte, pois sair dali poderia significar perder o assassino da madrugada. Ele não conhece a região, a qual é uma área mais nobre, então a possibilidade de não encontrar outro estabelecimento que batesse na descrição era baixa. Era arriscar ali ou nada.

– Tem de ser aqui... – Murmuraria em tom preocupado enquanto recuperaria o fôlego vagarosamente, porque seu coração estaria a mil e a respiração elétrica pela corrida.

Uma gota de suor escorreria pela sua bochecha no instante que Hisoka reconhecesse a voz de Marianne. Estaria na espreita, evitando ser visto ao máximo, seja atrás de um beco ou dum canteiro. Eventualmente teria inúmeras opções de esconderijo na região e não hesitaria em usá-las. Sua vestimenta negra o ajudaria a se camuflar na escuridão noturna. De relance, avistaria a sua aluna acompanhada de um garoto, provavelmente num encontro. Por algum motivo, não conseguia deixar aquilo de lado, mesmo sentindo-se um "stalker". Havia um sentimento intrínseco, quase como um sexto sentido, que o impediria de sair, possivelmente a sua proximidade com a jovem, algo semelhante com o que tinha com Sara. Hisoka seria incapaz de se perdoar caso uma pessoa próxima novamente fosse vítima do assassino.

De tocaia, Hisoka teria de presenciar algumas cenas um pouco desagradáveis. Enquanto os jovens trocavam saliva intensamente, Kurayami já estaria pensando onde aquilo chegaria e em como estaria a sua índole caso ele espiasse a sua aluna em seus momentos mais íntimos. Estava prestes a desistir, na verdade. Aceitar que havia errado a lanchonete e que provavelmente o nome correto era "Plasma" ou algo do gênero, mas uma cena chamaria-lhe a atenção. Em meio as ocasiões calientes, o rapaz subitamente decidiu ir ao banheiro. Bem, Hisoka não era um profissional do sexo, tampouco tinha alguma experiência, mas ir urinar quase na hora 'h'? Simplesmente não parecia certo. A situação ficou ainda pior no instante que o garoto havia sumido por longos trinta segundos e não estava acompanhado de nenhum ruído da urina caindo, tampouco do cheiro típico de ureia. Estava escolhendo o local perfeito no beco? Dificuldades em abrir o zíper da calça? O menino foi a primeira vítima do assassino e Marianne seria a próxima? Inúmeras possibilidades passariam pela cabeça de Hisoka, o inquieto professor com instinto protetor. De toda forma, ele finalmente perceberia que aquilo realmente não estava nada certo.

Seu corpo iria agir sem pensar no instante que observaria a silhueta do garoto no beco escuro. Num movimento fugaz, lançaria o flagelo de seu chicote negro contra o punho do agressor e, para sua surpresa, uma espada seria lançada em pleno ar; o metal da lâmina cintilaria em contato com a luz lunar antes de cair no chão acimentado, provocando o típico ruído agudo. Seguiria sua ação num avanço em direção do suspeito, a qual seria vislumbrada como um vulto enegrecido por Marianne, acertando-lhe uma poderosa cotovelada a sua boca do estômago. Um movimento típico de Hisoka que ele insiste em repetir, dado que sabe a potência por detrás do golpe. Apesar do impacto, ele ainda parecia consciente, sendo assim, Kurayami buscaria desferir um forte soco em sua face no intuito de desacordá-lo até a chegada da marinha. Se o adversário conseguisse uma defesa ou esquiva, Hisoka iria insistir, aproveitando-se do fato dele estar desnorteado, almejando pressionar suas costelas com seu joelho para causar-lhe dor e tirar seu foco para que pudesse golpear-lhe a cabeça lateralmente com o cotovelo esquerdo. Em caso de sucesso, iria amarrá-lo com seu chicote, procurando imobilizar os braços rente ao corpo.

– Marianne, está tud- – Viraria para a sua aluna e buscaria saber de seu estado, mas seria interrompido por um grito da jovem.

Claro... Por um breve momento, havia agido por puro reflexo no intuito de proteger a sua estudante e esqueceria completamente que a sua aparência estava retratada de forma idêntica a do assassino da madrugada devido o seu confronto contra o marinheiro há algumas noites atrás. Um erro que poderia custar-lhe muito e, sabendo disto, Hisoka tentaria manter sua calma, tal como é de seu feitio. Sua primeira ação seria retirar o cachecol que esconde seu rosto, dedicando-se a revelar a sua face para Marianne.

– Sou eu, Hisoka, seu professor. – Diria com serenidade para confortá-la. – Vim lhe ajudar. Desculpe assustá-la, porém tudo indica que este rapaz é o assassino da madrugada e você seria a próxima vítima. – Suspiraria e recuperaria o fôlego na espera que a sua aluna confiasse em suas palavras. Se não fosse o suficiente, evidenciaria uma outra informação. – Lembra do dia que eu faltei? E no outro dia estava com o ombro quebrado? Foi porque tenho andado à noite em busca dele. – Viraria o rosto e encararia o criminoso, atentando a sua consciência para que certificasse se ainda estaria desacordado.

Era provável que o grito da garota trouxesse alarde à situação, possivelmente trazendo curiosos que iriam averiguar o cenário e as circunstâncias em que Marianne se encontraria. Em caso de já ter convencido a sua aluna, eventualmente o contexto estaria a seu favor, dado que a menina confiaria em Kurayami e não demonstraria medo de sua presença. Todavia, havia a chance de Marianne não acreditar em suas palavras e encarar Hisoka como um inimigo que atordoou seu namoradinho. Este seria um cenário horrível, mas um em que o professor iria se esforçar para manter a mente trabalhando em busca de estratégias a medida que sua serenidade dominasse seu semblante, buscando passar tranquilidade aos moradores em conluio com sua aparência inofensiva, ao menos o suficiente para que eles não voassem furiosos em sua direção, o que obrigaria-o a saltar em recuo, apesar do foco em manter os dedos apertados no cabo de seu chicote para não perder o assassino.

– Calmem, calmem. Já disse que o assassino é este rapaz e eu posso provar! – Brandaria determinado, apontando com a mão livre para a espada no solo. – Lembrem-se que nos noticiários as vítimas haviam sido mortas por uma espada, não por um chicote! Eu sou um chicoteador, não um espadachim. – Argumentaria demonstrando firmeza, abusando de sua forte eloquência como professor e de seu temperamento calmo. – Não se deixem enganar. O causador de todas as mortes é este patético rapaz. – Apontaria para o verdadeiro criminoso.

A grande verdade é que o principal objetivo de Hisoka não era convencê-los, mas ganhar tempo. É óbvio que com os moradores do seu lado a situação seria facilmente amenizada, entretanto, se na pior das hipóteses eles não estivessem convencidos, mesmo com toda a argumentação e embasamento de Kurayami, o tempo ganhado provavelmente seria o suficiente para a chegada dos marinheiros, os quais já estariam a caminho pelo alerta captado pelo Pigeon. Ele deve ter sido o primeiro a aparecer pela sua alta velocidade dada sua aceleração. Sendo assim, Hisoka usaria mais uma informação para que as circunstâncias estivessem a seu favor, porque com a chegada da marinha, possivelmente os moradores iriam acalmar os ânimos e deixariam que eles resolvessem o contratempo. Desta forma, no instante que os marinheiros surgissem no local, Hisoka iria suspirar em alívio e novamente buscaria elucidar a adversidade:

– Aqui está o assassino da noite. Eu o capturei. – Apontaria com a palma da mão aberta para o rapaz. – Como sabem, ele é um espadachim. Aquela é a espada dele. – Moveria a mesma mão em direção da arma do meliante. – Estava prestes a atacar a minha aluna, Marianne, então o deti. – Voltaria seu olhar para a jovem, buscando continuar passando tranquilidade.

Bem, as vezes, entretanto, as coisas simplesmente podem sair completamente do controle. Mesmo a sua aparência inofensiva, temperamento calmo e argumentos poderiam não ser o suficiente para convencer Marianne, os moradores e a própria marinha. Hisoka estaria inteiramente cercado e teria de fazer uma importante decisão: viver, o que implicaria em soltar o criminoso, ou ser capturado e, quem sabe, ter a sorte de mostrar a verdade à marinha. Ele cerraria o punho esquerdo e, num rápido movimento, tentaria jogar o corpo do assassino em direção dos marinheiros, focando naqueles que poderiam ter armas de fogo, de modo a ter um "escudo humano". Guardaria o chicote no cós da calça e correria em direção do mesmo beco que o rapaz havia entrado para supostamente urinar, porque provavelmente era o mais próximo de Kurayami naquele instante. Em meio a escuridão, pegaria o Pigeon com a mão esquerda e, assim como havia aprendido com Rin, ligaria o aparelho no primeiro botão e pressionaria o segundo para pedir por ajuda:

– Aqui é o Hisoka! Estou sendo perseguido neste exato momento na região oeste de Las Camp, alguém poderia me ajudar!? – Diria rapidamente, rezando para que a interferência no sinal não impedisse que a sua mensagem fosse repassada coerentemente. – Repito, aqui é o Hisoka! Alguém poderia me ajudar? Estou na região oeste de Las Camp cercado por marinheiros! – Por via das dúvidas, transmitiria mais uma vez, independentemente de alguém ter solicitado ou não.

Enquanto solicitaria por auxílio, não pararia de se movimentar, abusando de sua aceleração para despistar os marinheiros o mais rápido possível. Esperaria algum comunicado no Pigeon, o qual tentaria decifrar com a sua criptografia para chegar numa informação mais próxima da realidade. Se fosse dada alguma instrução, Hisoka iria segui-la veementemente, seja ir a um determinado local ou fazer determinada ação. Se ninguém respondesse, lidaria com a situação por conta própria, ganhando tempo até alguém dizer algo. Se fosse encurralado, teria de cessar a corrida e focar nos adversários, inicialmente almejando contá-los e quais eventuais estilos de luta usam. Se houvesse algum atirador dentre os inimigos, buscaria usar seu chicote para pegar algum espadachim ou lutador pelo tronco, jogando-o na linha de tiro para que ganhasse tempo suficiente para voltar a fugir.

– Droga! Já disse que o assassino não sou eu! Estão sendo burros! – Não desistiria de argumentar e retrucaria mesmo em perseguição.

Se não houvessem atiradores, Hisoka não fugiria, pois sabe que suas chances de vitória em combate corpo a corpo são bem superiores. Deste modo, esperaria que os oponentes tivessem a iniciativa, almejando abusar de sua alta esquiva e aceleração para fazer fintas com seu corpo nas áreas contrárias aos golpes, alimentando as chances de sucesso com seu temperamento calmo, característica que o permitiria analisar friamente a movimentação dos inimigos e evitaria deslocamentos precipitados por parte de Hisoka. Por conseguinte, assim que tivesse a primeira oportunidade, a qual seria quando o combatente estivesse em estado de desequilíbrio, acionaria o pulso direito com precisão para amarrar o pescoço do primeiro inimigo com o chicote, deslocando a mão direita rapidamente para baixo na tentativa de colidir seu crânio contra o chão. Após, continuaria o foco em esquivar das investidas dos demais oponentes enquanto chutaria o desacordado contra o próximo que o atacasse na tentativa de derrubar ambos.

– Que persistentes... – Cerraria os olhos nos adversários restantes, assim como vislumbraria ao seu redor para certificar que não estaria sendo flanqueado. Se estivesse, iria girar o corpo rapidamente buscando uma rápida cotovelada contra o meliante. Se ele esquivasse, Hisoka ergueria seu joelho de encontro a sua face enquanto já planejaria o próximo ataque contra os oponentes a sua frente.

Hisoka buscaria utilizar de seu longo chicote para amarrar dois inimigos de uma única vez, unindo seu corpos um contra o outro, imobilizando-os antes de tentar saltar com ambos os pés em suas faces, almejando derrubá-los e acometer suas cabeças contra o chão. Logo após, voltaria a correr pelas ruelas escuras a espera da comunicação por parte dos Revolucionários com os quais tentou contato.

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#1 - Mágoas do Passado - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQua 11 Jul 2018, 04:26

A descoberta do verdadeiro assassino


Um convite para se unir ao grupo revolucionário, porém tudo que deixam para ajudá-lo em seus objetivos finais em Las Camp é um protótipo de aparelho que mal funciona, mas ainda assim com um pouco de esforço, Hisoka foi capaz de decifrar algumas letras que faltavam para completar algumas palavras da mensagem que ouviu sair do Pigeon. O lugar que ele precisava ir era a Lanchonete Prisma, na zona oeste da cidade, um ambiente bastante frequentado pelos jovens da ilha, inclusive foi lá que ele avistou uma das suas melhores alunas, Marianne, saindo do local acompanhada de um rapaz que não conhecia o nome, mas sabia que era um estudante da Universidade de Las Camp. Sentindo que deveria acompanhar o trajeto da garota pelas ruas, mesmo que isso fosse o comportamento de um stalker, o professor vigilante acabou depois de alguns pensamentos chegando a conclusão de que talvez, havia ali encontrando o seu principal suspeito, e com um movimento rápido de seu chicote acabou desarmando o jovem que havia pegado uma espada escondida e estava prestes a perfurar Marianne.

Após o grito da garota que tinha todo o direito de se assustar com a cena, Hisoka precisou pensar rápido a respeito do que fazer para amenizar a confusão que acabou de gerar. Por mais que aquele garoto tivesse a arma do crime em mãos e Kurayami tinha certeza que viu ali uma intenção assassina, como ele poderia provar para os demais que ele era o culpado? Ele não chegou a ferir Marianne e nem mesmo havia se entregado através das palavras, muito pelo contrário, ele sequer reagiu quando o professor se apressou a amarrá-lo com o chicote. Estaria Hisoka realmente prendendo o assassino da madrugada ou era apenas uma coincidência? Até porque se ele parasse para pensar, a mensagem que captou pelo Den Den Shobato dizia sobre um indivíduo suspeito pelas redondezas, mas esse jovem franzino à sua frente não parecia uma pessoa suspeita, na verdade aparentava ser tão inocente quanto o professor, ou melhor, mais inocente que o professor, pois vale lembrar que ele está vestido da maneira como a Marinha acredita ser o visual do assassino.

- Por favor, não nos mate! Por favor, nos machuque! Por favor! - Implorava ela derramando lágrimas enquanto Hisoka lidava com o garoto para imobilizá-lo.

- Quem é você, desgraçado, me deixe em paz! - Falou o garoto de maneira agressiva, mas sem fazer muito esforço para se libertar. Inclusive nesse momento seu supercílio estaria aberto, liberando sangue em seu rosto por consequência da cotovelada que recebeu do professor, mas como podemos ver ele se manteve consciente. - Marianne, fuja! Esse cara é o assassino, ele vai querer nos matar!

- Mark, se eu te deixar aqui você vai morrer! - Respondeu ela com as pernas tremendo e a feição facial toda deformada graças ao seu choro, mas antes que ela pudesse realmente aceitar a ideia de fugir, sua expressão de desespero se transformou rapidamente em uma de espanto, com olhos e boca bem abertos, acontecendo no mesmo momento que Hisoka retirava o seu cachecol e se revelava. - Pro-professor?

- Mentiroso! Esse cara é louco! Maluco! Olhe para a foto do cartaz do assassino, é ele! É ele! - Gritou o menino agora revelado que se chama Mark. - Ele quer te levar para uma armadilha, Marianne! Não acredite nas mentiras dele!

- Mas o professor Kurayami não pode ser o assassino, não, não, isso é impossível, não tem como… - Diria ela extremamente confusa e atordoada com o que estava acontecendo, afinal convivera com o Hisoka durante anos estudando na ULC e sabia que alguém como ele não tinha o perfil de um assassino, por mais que as vezes as aparências enganam, até porque também não era capaz de imaginá-lo atuando como um vigilante, e aparentemente ele estava se revelado como um.

- Eu achei essa espada no beco, idiota, eu estava mijando! - Explicou Mark quando Hisoka tocou no assunto referente a arma do assassino ser uma espada e não um chicote. - Quem garante que não foi você que colocou essa espada lá esperando que alguém achasse para poder incriminar? BOA TENTATIVA, ASSASSINO!

Por mais firme e confiante que Hisoka estivesse a respeito da identidade do assassino, os argumentos de defesa dele eram sólidos, como se estivesse agarrando um usuário de Akuma no Mi do tipo Logia, mas ele se esvai entre seus dedos todas as vezes que tenta segurá-lo. Marianne olhava para ele esperando uma contra-resposta, uma justificativa que comprovasse que Mark estava errado, mas o professor se manteve em silêncio, como ele poderia explicar? Como ele poderia provar com suas palavras que viu a intenção assassina daquele garoto? Ou melhor, será mesmo que ele viu isso ou foi apenas uma criação da sua mente querendo acreditar que havia finalmente encontrado o culpado? Ele sabia que não estava louco para viver uma dupla personalidade onde atua como um assassino sem se dar conta do que está fazendo, então certamente para o professor, ele próprio não era um suspeito. Mas se Mark fosse realmente inocente, o assassino da madrugada ainda estaria ao redor? Poderia ele estar escondido em algum canto escuro observando-os e esperando a hora certa para aparecer e atacá-los? O que caralhos estava acontecendo? Se Hisoka não era louco, talvez agora estivesse começando a ficar… Calma, a calma era a principal aliada do professor em momentos difíceis, e graças a ela, nesse momento ele conseguiu não perder a cabeça.

Ter chegado primeiro foi uma vantagem boa para o vigilante com o suspeito capturado, este que se mantinha tão confiante de sua segurança que sequer tentava se esforçar para sair dali, então se for mesmo o culpado, estaria ele tentando criar uma guerra de lábia? É certamente um tipo incomum de combate para Hisoka, mas se o professor se mantiver confiante em sua intuição, não precisava temer, desde que não falhasse nos seus argumentos teria total capacidade de se mostrar inocente. Depois de alguns minutos, o tempo de vantagem adquirido por Kurayami iria desaparecer e os marinheiros o alcançariam como assim era para ser, chegando ao local onde iriam se deparar com um rapaz amarrado por um chicote, uma espada japonesa caída no chão, uma jovem completamente confusa, e o professor de história da ULC vestido de forma suspeita com as vestes do assassino da madrugada.

- Parados todos vocês, ninguém se mexe! - Ordenou um marinheiro que Hisoka rapidamente reconheceria por ser o Sargento Ryan. - Finalmente nos reencontramos, assassino! - Diria ele apontando sua pistola para Hisoka, mas certamente faria mais efeito na abordagem dele se ao invés de estar apontando uma arma estivesse mostrando seus punhos destrutivos.

De todos os marinheiros que atuam em Las Camp, Ryan era certamente o único que Hisoka não gostaria de encontrar nesse momento. Mesmo que tenha sido completamente sem querer, o sargento havia visto o professor na cena do crime e ambos até mesmo trocaram golpes, apenas essa segunda parte já é suficiente para incriminá-lo mesmo fora do crime de assassinato. Porém, acima do seu desgosto em ver Ryan, havia também o alívio em ver outro marinheiro junto com a meia dúzia que havia chegado no local, pensou que nunca mais iria voltar a ter que assumir isso, mas naquele momento a presença de Yasuhiro foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O homem que havia lhe tirado das ruas, lhe dado uma casa, uma oportunidade de estudo e de trabalho, seu mentor, e por muito tempo quase o pai que nunca teve… Com ele ali, Hisoka sabia que não iria ser considerado culpado.

- Ryan, abaixe a arma! Está apontando ela para o meu protegido! - Ordenou Yasuhiro para o seu subordinado, logo depois indo na direção do professor para vê-lo mais de perto. Ainda assim o semblante do capitão se mantinha sério, afinal Kurayami continuava vestido como fora descrito o assassino da madrugada. - Pode me explicar o que diabos está acontecendo aqui, Hisoka?

Era uma pergunta até que simples de se responder, algo que o professor foi bastante direto em dar a sua resposta culpando Mark como o verdadeiro assassino. A princípio Yasuhiro ergueu uma das sobrancelhas quando ouviu Hisoka explicar a situação, até porque era estranho para ele ver aquele garoto estudioso se transformando em um vigilante que captura criminosos com um chicote. Em seguida, o capitão caminhou em direção a katana caída no chão e a empunhou dando uma breve analisada na sua estrutura.

- Ele está mentindo, armou tudo para jogar a culpa em cima de mim! Eu encontrei essa espada quando estava mijando nesse beco, logo depois ele apareceu já me atacando e me amarrando! - Se apressou Mark a dar a sua versão da situação, inclusive era certamente o único dos três ali a estar ferido.

- Capitão, tenho total certeza de que esse que chamou pelo nome de Hisoka é o assassino que encontrei algumas noites atrás. É a mesma vestimenta e o mesmo chicote. - Disse Ryan alertando seu superior sobre quem ele acreditava ser o assassino.

- De fato, as evidências apontam para que Hisoka seja a pessoa que encontrou naquela noite, mas além de tê-lo visto próximo ao corpo da vítima, quais evidências apontam para que tenha sido ele a cometer aquele assassinato? - Dito isso, Yasuhiro segurava a katana pela parte sem fio e virava a parte da mão para Kurayami. - Segure-a, rapaz. Não, com a direita. - Não querendo desobedecer as ordens de um capitão da Marinha, Hisoka provavelmente obedeceria, inclusive faria isso com a mão mencionada pelo marinheiro. Logo depois, quando ele já estivesse com a espada em sua mão destra, Yasuhiro puxaria da cintura a sua pequena ninjaken. - Hisoka Kurayami, você foi acusado de ser o assassino da madrugada, e a minha sentença para você é a morte!

Mas o quê? Aquilo certamente era uma surpresa, principalmente porque nem deu tempo de piscar e ver Yasuhiro à sua frente projetando um corte com a sua espadinha ninja que se chocava contra a katana em sua mão fazendo com que a força aplicada pelo capitão jogasse a lâmina da espada de Hisoka ser jogada para o lado abrindo totalmente a sua guarda. No instante seguinte ele viu através dos olhos de Yasuhiro a sua seriedade, ele não parecia estar brincando, certamente iria matá-lo ali, então o que fazer? Soltar o chicote de Mark e talvez permitir que seu suspeito escapasse, mas pelo menos teria a chance de se defender a altura, ou usar a katana em sua mão direita para tentar fazer alguma coisa? Na velocidade que tudo estava acontecendo, Hisoka não teve muito tempo para pensar nisso, era como se estivesse sendo forçado a lutar como um espadachim, caso contrário ele iria morrer. Quando tentou movimentar a espada para se defender de um possível ataque, meio que já era tarde demais para o jovem professor de história, pois Yasuhiro havia movimentado sua espada exatamente pela direção que sua katana estava posicionada anteriormente, mas que caralhos? Por que simplesmente não deixou a espada lá então? Foi tudo muito intenso, aconteceu muito rápido, e quando teve a certeza de que a ninjaken do capitão iria entrar cortando o seu pescoço, a lâmina parou milímetros antes da conclusão. Podia ver no rosto de Yasuhiro toda aquela seriedade, encarava o assassino de sua mãe olho no olho, e naquele momento sabia que tinha total condição de ter sido morto por ele, ok, não foi uma batalha justa, mas não muda o fato de que essa brincadeira mexeria com suas emoções muitas vezes controladas por conta da sua tranquilidade.

- Nem o pior dos espadachins que já conheci em toda minha vida trabalha tão mal com uma espada. - Falou Yasuhiro recolhendo sua ninjaken para guardá-la novamente na pequena bainha em sua cintura. - Por mais que isso não seja uma prova concreta para inocentá-lo, Hisoka Kurayami de fato não é um espadachim.

A atitude do capitão fazia muito mais sentido agora, toda essa cena foi apenas para mostrar aos demais marinheiros sua verdade sobre não ser um espadachim, e seja lá como Yasuhiro fez aquilo, ele conseguiu convencer todos, incluindo o próprio Hisoka, que estava atacando com a real intenção de matá-lo.

- Não ser um espadachim não o impede de matar mulheres com uma espada, é apenas uma forma de finalizá-las, como ele faz para capturá-las pode ser através do chicote. - Insistiu Ryan em tentar tirar a inocência de Hisoka, percebe-se que nesse momento ele era o único marinheiro disposto a isso. - Porque ele estaria vagando pelas ruas noturnas se não fosse com as más intenções de cometer um crime?

- Hisoka desde pequeno foi um garoto bastante dedicado, amante do conhecimento e sempre disposto a ter novas experiências, diante de tantos assassinatos que a Marinha não estava sendo capaz de parar, não me surpreende que ele tenha criado essa ideia de tentar resolver as coisas por ele mesmo. - Explicou Yasuhiro olhando agora para Mark ainda amarrado pelo chicote pacificador de Hisoka. - Já você, o que estava fazendo aqui a essa hora da noite?

- E-estávamos em um encontro. - Respondeu Marianne por ele.

- Entendi. Faz bastante sentido dois jovens se aventurarem à noite por essas ruas mal iluminadas mesmo quando a Marinha alertou a cidade para tomar cuidado já que há um assassino a solta na cidade. - Respondeu o capitão de certa forma ironizando a burrice dos dois, ou pelo menos a de Marianne, a respeito do local onde eles haviam se enfiado. - Acredito que depois de virem para essa área isolada da cidade o rapazinho aqui pediu para você esperá-lo enquanto ele ia mijar nesse beco escuro, certo? - Perguntou ele novamente, sendo que essa os dois apenas respondiam com a cabeça. Pegando a sua lanterna na cintura, Yasuhiro entrava no tal beco e começava a verificar o ambiente. - Foi então que enquanto estava fazendo suas necessidade, sujando nossa rua pública com sua urina, você acabou encontrando essa katana, certo?

- Exato, mas ela certamente estava lá só porque esse psicopata armou tudo isso para mim! - Confirmou Mark não perdendo a chance de voltar a culpar Hisoka.

- Hmmm, mas então, moça, poderia me dizer quem teve a ideia inicial de parar aqui? - Perguntou Yasuhiro bastante calmo enquanto fazia sua investigação.

- E-ele… - Respondeu ela ainda gaguejando em suas palavras.

- É realmente um azar muito grande entrar no beco onde o assassino escondeu uma espada e ficou sabe-se lá quanto tempo esperando até alguém a encontrar. - Disse olhando para Mark, que engoliu em seco.

- Mas eu sou inocente!

- Não, você não é. Soldados, prendam-o! Levaremos ele para o QG. - Ordenou o capitão para seus soldados rapidamente irem até Mark tirá-lo das amarras de Hisoka e prendê-lo com algemas.

- VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO! DESGRAÇADOS, EU SOU INOCENTE! VOCÊS NÃO PODEM ME ACUSAR DESSA FORMA! - Gritou ele desesperado se debatendo para não ser algemado, mas mesmo assim eram três marinheiros fazendo isso. - Marianne! Por favor, diga que sou inocente, por favor!

- Mark, eu não posso… Eu realmente não sei… - Respondeu a garota levando a mão a boca e derramando mais lágrimas.

- SUA PUTA DESGRAÇADA SORTUDA DO CARALHO! VOCÊ NÃO PODE SAIR DESSA ASSIM! PROFESSORZINHO STALKER NOJENTO! - Gritou ele perdendo completamente a calma que estava mostrando ter até o momento… Por que esse desespero todo se é um inocente?

- Isso me soou estranho… Seriam as palavras de um assassino? Uau, seria muita sorte, afinal eu só estava te levando pro QG por ter urinado em nossas ruas. - E ao final dessa frase, Yasuhiro abriu um sorriso convencido no rosto, pois sabia que com essa jogada ele havia vencido.

Os berros de Mark precisavam ser abafados pelos marinheiros que estavam carregando-o para o QG para não acordar mais a vizinhança, isso se havia alguém nesse momento que ainda estivesse dormindo, afinal sabe como são as pessoas, né? Enfim, se Yasuhiro havia conseguido capturar o verdadeiro assassino, tudo isso só aconteceu porque ele apostou sua jogada no cavalo certo, pois se por algum motivo ele estivesse errado e Hisoka realmente fosse o criminoso, a empatia do capitão pelo professor teria o feito cometer um grandessíssimo erro profissional. Tamanha era essa confiança que Yasuhiro ainda se aproximou do rapaz e deu-lhe uns tapinhas no ombro.

- Deixe-o comigo, Ryan, pode voltar ao trabalho, daqui cuidaria eu. - Dada essa ordem, Ryan apenas batia a continência para o seu superior e se retirava da rua deixando-os sozinhos. - Venha comigo, Hisoka, tenho algumas coisas para falar com você, mas não acho que esse seja o ambiente apropriado. - Ainda que tivesse um grande chance nesse momento do professor inventar uma desculpa para recusar, ela não funcionaria. - Não, eu insisto. Não aceito não como resposta dessa vez. Ou vai ir contra as palavras do prefeito da cidade, capitão do QG e o diretor da universidade que paga o seu salário?

Por mais que todos os títulos de autoridade de Yasuhiro um dia pudessem ter significado algo, agora para Hisoka, a um pé de se tornar um revolucionário, eles já não importavam nem um pouco, ainda assim, seria melhor para sua reputação se não saísse da ilha com a imagem manchada, portanto o mais inteligente a se fazer era seguir Yasuhiro até onde ele queria levá-lo, mesmo que fosse um grande incômodo ter a sua presença. Era inevitável para Kurayami os pensamentos que viriam na sua cabeça dando-lhe ideias de como poderia matar Yasuhiro e fugir para o navio de Rin, mas a batalha recente que teve com o capitão, se é que podia chamar isso de batalha, ainda que fosse falsa havia deixado bem claro para Hisoka o quão alto era o nível de força daquele homem… Será mesmo que com seu treinamento atual seria capaz de vencê-lo?

Não demorou muito para que o professor perceber que estavam indo para a mansão de Yasuhiro, já havia alguns anos que o rapaz não adentrava tal residência, e o clima nostálgico já começava a se instalar apenas de entrar no quintal e ver ao seu redor as mesmas estátuas e anões de jardim que decoravam o ambiente junto com as flores que a essa altura certamente já foram alteradas. Pisando no interior da casa o sentimento seria um pouco maior, havia mudado ali dentro muito pouco, talvez com exceção de algumas decorações novas como quadros e pinturas, mas no geral até os móveis pareciam estar no mesmo lugar.

- Sente-se. - Sugeriu ele apontando para uma das poltronas diante de uma mesinha onde haviam alguns porta-retratos e enfeites básicos de Las Camp. - Aceita um vinho? - Ofereceu o prefeito para o professor, se ele aceitasse receberia uma taça, se recusasse, Yasuhiro retornaria apenas com a sua.

A essa altura, Hisoka já estaria se perguntando o que esse cara queria falar com ele para ter lhe trazido até a própria casa, inclusive muitas ideias viriam passar pela sua mente, desde possíveis promoções até mesmo conversas a respeito dessa mudança repentina no seu estilo de vida, mas na verdade nada que fosse falado teria importância, afinal ele era o assassino de sua mãe. Quando Yasuhiro sentou em uma poltrona não muito distante daquela onde Hisoka estava, o homem levou a taça até a boca para degustar de um gole e em seguida deu algumas gargalhadas.

- Hahaha, inacreditável vê-lo vestido dessa maneira, por acaso estava planejando se tornar algum tipo de vigilante? - Perguntou mesmo que não fosse esperado ouvir uma resposta. - Poderia ter ingressado na Marinha, seria uma saída mais segura e menos criminosa. Mas enfim, não é sobre isso que gostaria de falar, a verdade é que o trouxe aqui para falar sobre outro assunto… - Então ele tomava mais um gole do seu vinho. - Eu desejo largar a diretoria da universidade, e você talvez não saiba, mas sempre o vi como um ótimo sucessor para o cargo. Ok, você ainda não seria o diretor, Nia faria esse papel por enquanto, mas obviamente a posição de vice-diretor estaria aberta, consequentemente seria apenas questão de alguns anos até que o cargo de diretor chegasse em você. - Contou Yasuhiro, mas se isso seria uma surpresa para Hisoka aí é com ele, mas ainda que fosse uma surpresa, teria algum peso depois da escolha que fez mais cedo? - Não sei ao certo o que se passa pela sua cabeça ultimamente, mas talvez esse desejo de querer sair pelas ruas capturando criminosos seja um indício de que você se sairia bem na Marinha… Sei que ser professor, vice-diretor e marinheiro ao mesmo tempo pode ser uma tarefa complicada, mas olhe o meu exemplo, não é? Hahaha. - E então tomava mais um gole de sua taça.

Em um mesmo dia, Hisoka havia sido chamado para se juntar a duas organizações diferentes, inclusive estava recebendo uma promoção para se tornar vice-diretor da ULC, algo que ele não podia negar poder ter sido um desejo alguma vez na sua vida. Contudo, algo ali naquela sala chamava mais a atenção do professor do que as propostas de Yasuhiro, e isso era o porta-retrato na mesinha à frente, onde ali como o nome sugere continha um retrato, nesse caso o de Yasuhiro, mas junto dele havia uma segunda pessoa, alguém que ele jamais havia visto em Las Camp.

Mesmo que a qualidade da fotografia entregue que fora tirada há anos, o físico mais jovem de Yasuhiro também entregava essa ideia de que provavelmente era referente há uns 20 anos no passado, pois o prefeito nela aparentava estar no auge dos seus vinte anos, ainda tinha uma cara de adolescente, enquanto ao lado dele o sujeito ao lado dele parecia ainda ser mais novo que ele, tanto é que era um pouco menor. Enquanto na foto Yasuhiro mostrava um sorriso largo, algo até que raro nos dias atuais, aquele que o acompanhava tinha uma feição mais séria, inclusive os dois eram bastante parecidos em suas características físicas, cabelos escorridos de cor escura e olhos claros. Mas porque isso teria chamado tanto a atenção de Kurayami? A resposta é simples, não era porque Yasuhiro estava aparecendo ali mais jovem ou porque havia um desconhecido junto dele, mas sim porque ambos os homens da foto tinham em suas mãos kunais ninja, todas as duas idênticas àquelas que viu no escritório do diretor. Nem precisaria que Hisoka perguntasse quem era a pessoa no retrato para que obtivesse a resposta.

- Esse é o meu irmão mais novo, Yasuo… Acho que nunca lhe falei sobre ele. - Disse Yasuhiro ao perceber que Hisoka estava muito vidrado naquela foto. - Mas já faz um bom tempo que não vejo ele… Hmmm, 15 anos talvez? É, acho que já faz esse tempo desde que ele partiu de Las Camp. - Com isso o homem terminava de dar a sua última golada de vinho ainda restante em sua taça de cristal. - O desgraçado era um gênio, mais do que eu. Tivemos o mesmo treinamento, o mesmo mestre, mas mesmo assim ele era melhor do que em tudo que fazia, talvez seja por isso que eu me dediquei a aprender tantas coisas, pois sabia que nunca seria capaz de superá-lo se fizéssemos a mesma coisa. Enfim, logo no início de nosso alistamento na Marinha ele conseguiu completar uma missão que lhe trouxe muitos méritos, já nem me lembro qual era, faz tanto tempo… Mas o maldito era realmente sortudo, lembro até hoje de termos brigado após esse incidente, não aceitei muito bem aquilo que ele havia feito, mas minha memória parece ter preferido ignorar esse momento ruim. Depois disso ele seguiu caminho para o mar, nem sei se ele continua trabalhando para a Marinha, até porque eu provavelmente já teria ouvido falar dele se surgisse algum talentoso marinheiro subindo rapidamente de patente. Em quinze anos eu não duvido que ele teria alcançado o posto de almirante, hahaha! - Depois de todo esse assunto que fazia o capitão se lembrar de seu passado e até mesmo de seu irmão, ele voltaria a olhar para Hisoka, este que nesse momento poderia estar completamente chocado, talvez estivesse tendo algum choque, mais um no dia de hoje para falar a verdade… - O que foi rapaz, está com dor de barriga?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

YASUHIRO ATUAL:
 

JOVEM YASUO:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQua 11 Jul 2018, 09:10



Mágoas do Passado

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#Post 11


A situação de Hisoka estava indo de mal a pior. O assassino era detentor de uma lábia tão convincente que o próprio Kurayami estava começando a duvidar de suas ações e pensar que havia pego o cara errado. Bem, não era de se esperar menos de um criminoso que conseguiu convencer tantas garotas até então. Felizmente Marianne estava a salvo, ao menos por enquanto. Os olhos do professor estariam cerrados e o cenho franzido, demonstrando dúvida com a forte argumentação do verdadeiro culpado. Hisoka iria cair por terra completamente no instante que Ryan, o mesmo sargento que ele enfrentou há algumas noites, apareceu no lugar. Sério, logo ele? Pensaria o vigilante. Utilizando as mesmas vestes e o mesmo chicote, nem mesmo o disfarce de seu cachecol faria Ryan pensar que Hisoka não era o mesmo com quem ele havia lutado. Os dedos de Kurayami não mais apertavam o cabo de seu chicote com a mesma veemência, pois o rapaz estava prestes a desistir do assassino e partir para um plano B, porém a presença daquele que ele menos queria ajuda apareceu para pôr a situação sobre controle. Hisoka engoliria seco ao vislumbrar a face de Yasuhiro a sua frente, o qual deixou Ryan completamente impotente com sua ordem. A situação poderia ficar ainda pior? Refletiria o professor em meio a angústia que o consumia.

Após Hisoka realizar sua explicação, o assassino mantinha a forte lábia e Ryan permanecia cético de que Hisoka era o verdadeiro culpado. Inteligente, Yasuhiro pensou rapidamente numa maneira de resolver o cenário ao ordenar que Kurayami segurasse uma espada com sua mão direita. Dada que aquele era seu mais provável álibi, Hisoka não pensaria duas vezes antes de passar o cabo do chicote para a mão canhota para que tivesse a mão destra livre. Ao certo, ele nunca havia empunhado uma espada antes, de modo que viria a se surpreender com o peso do objeto, o qual tem um completo contraste com seu suave chicote. O artefato seria puxado pela gravidade, mas Hisoka tentaria mantê-lo após esboçar uma expressão surpresa.

– Nossa... – Murmuraria em baixo tom, referindo-se a massa da arma. – O que faço ago- – Levantaria o olhar que outrora estava focado na lâmina, porém mal tivera tempo de pensar. Yasuhiro desembainhou uma ninjaken, uma espada de pequeno porte, avançando rapidamente contra Hisoka após intimá-lo como culpado. O jovem suspiraria incrédulo, buscando lutar contra a falta de coordenação motora ao empunhar a arma para defender-se, mas em vão. Antes que pudesse ao menos piscar, vislumbraria o brilho do gume da ninjaken rente ao seu pescoço. Seu pomo-de-adão seria deslocado em reflexo a pouca saliva que seria ingerida em apreensão. – O-O que... – Balbuciaria em hesitação.

Havia evitado, até então, fitar o rosto de Yasuhiro, tal como tem feito desde o descobrimento de seu possível envolvimento com o assassinato de sua mãe. Todavia, sua expressão ríspida seria perfeitamente capitada, a qual fora capaz de arrancar um arrepio na espinha de Hisoka. Foi este o semblante que sua madre viu em seus últimos segundos de vida? A atmosfera tensa logo seria desfeita após um comentário sarcástico por parte do capitão, que facilmente poderia constatar o quão ruim Kurayami era como espadachim. Ryan, todavia, perdurava axiomático em acusar Hisoka, provavelmente sendo acometido pela lábia de Mark. De qualquer forma, realmente ainda não era o suficiente para inocentar o professor completamente, sendo assim, Yasuhiro passou a interrogar o outro suspeito. Bem, mesmo a lábia não conserva-se infindavelmente. Uma boa sacada do diretor da universidade foi o suficiente para tirar Mark do sério, fazendo-o retrucar num tom claramente diferenciado, usufruindo de palavras hostis contra Marianne. A histeria do garoto seria o perfeito álibi.

– Parece que acabou... – Concluiria sozinho. Estava prestes a voltar para casa, enrolando o chicote e guardando-o no cós do cinto, quando os passos de Yasuhiro tornaram-se mais próximos. Um convite inusitado pegou Hisoka de surpresa e era óbvio que seria negado inicialmente. – Já está tarde, é melhor eu ir... – Diria desviando o olhar, mas o capitão insistiu. – ... Ok... Mas não demorarei. – Alertaria o professor, praticamente sendo obrigado a consentir.

O ambiente trazia-lhe muitos sentimentos nostálgicos. Pouco havia mudado na mansão que passara alguns anos de sua vida. Os artefatos, decorações... Tudo em seu devido lugar, tal como havia conhecido. Apesar de tudo, as lembranças eram carregadas por um sentimento de culpa. Um forte aperto no peito obrigaria Hisoka a levar os dedos em direção à camiseta, apertando-a na busca de suprimir a tensão. Tensão esta que somente aumentaria, principalmente quando estavam sós e próximos um do outro em suas devidas poltronas. O jovem negaria o vinho ao balançar a cabeça negativamente, já contando os segundos para retornar a sua residência e contactar os Revolucionários. A inquietação que a aura pesada trazia era tremenda, de modo a fazer Kurayami suar frio. Os pés estariam agitados, trepidando as pontas contra o solo em ansiedade. Seria este o momento em que Yasuhiro revelaria que sempre soube quem era Hisoka e que aceitou sua custódia pelo sentimento de culpa por ter matado sua mãe? Ele nem saberia como iria agir. Sentia-se impotente, principalmente após ver sua habilidade com a espada há pouco. Um combate direto seria impossível, ao menos por enquanto. Ainda é um mero vigilante noturno e nada mais que isto. Está deveras distante do nível de um capitão da marinha, mesmo que fora de seu auge. Para sua surpresa, entretanto, o assunto foi outro. Era um convite; mais um aliás. Hisoka estaria tão convicto de sua resposta negativa que havia parado de prestar atenção no meio da explicação. Os olhos se perderiam nos retratos a sua frente até vislumbrarem uma foto. Sua qualidade estava um pouco ruim, indicando se tratar de uma fotografia bem antiga. Eram duas pessoas, sendo uma delas Yasuhiro, trajando um largo sorriso, como de praxe em seu antigo feitio. Ao seu lado, um indivíduo mais jovem, mas que compartilhava características bem semelhantes com as do capitão. Não somente o fato de Hisoka nunca ter visto o rapaz em Las Camp, como também as armas que ele carregava o deixaram atônito. Seria um semblante bem próximo do que tivera quando foi na sala de Yasuhiro há algumas semanas, afinal, eram as mesmas kunais. A imagem de sua mãe falecida lampejaria em sua mente, com um enfoque no instrumento que a matou. O estado de transe seria cortado quando o diretor chamasse sua atenção, contando-lhe a história por detrás daquele homem, mas ele somente parecia piorar a situação. Hisoka seria acometido com uma forte sensação nauseante, seus pelos iriam eriçar e a cabeça latejaria.

– Argh... – Expressaria o desconforto, levando o pulso até a têmpora esquerda.

Seu mundo novamente daria voltas, refletido numa repentina tontura sentida pelo professor. Há semanas atrás, o homem que havia lhe acolhido era o principal suspeito de ter matado sua mãe, o que fez Hisoka sentir um forte desejo de vingança, mas hoje ele vê que pode estar completamente equivocado. Assim como fora com Furry, ele está repleto de perguntas, a grande diferença é que desta vez infelizmente não poderá fazê-las. Indagar Yasuhiro diretamente a cerca de sua mãe, como se ele a conhecia, ou algo do gênero, poderia levantar suspeitas de seu parentesco e gerar resultados indesejáveis. Naquele instante, tudo que ele precisaria era tempo para se recompor:

– P-Pode me trazer um copo d'água...? – Falaria com certa dificuldade, expressando o incômodo em sua face.

Se Yasuhiro correspondesse com seu pedido, Hisoka iria usar o tempo para esbaforir em suas mãos rente a boca e buscar controlar a respiração. Ainda incrédulo, precisava de muitas respostas, mas este não é o momento certo para obtê-las. Talvez perguntas distantes sobre seu irmão, porém nada além disto. Não poderia arriscar ser relacionado com sua mãe de forma alguma. Deste modo, assim que o diretor retornasse com a água, iria deglutir rapidamente o líquido, soltando um sorriso amarelo no final.

– Pois bem, voltando... Acho que toda esta situação com o assassino me deixou com dor de cabeça. – Criaria uma desculpa para sua recaída. – Terei de negar seu convite, desculpe. – Com o olhar cabisbaixo, revelaria: – Eu estou partindo para Yakira Town. Estou deixando a faculdade. Iria lhe revelar isto amanhã, na verdade. Lá é uma cidade bem abandonada e, por isto, seus moradores são bem pobres e humildes. Vou levar um pouco do meu conhecimento para lá. – Abusaria de sua perícia em história para contextualizar sua saída. Não é mentira que ele irá sair de Las Camp, somente omitiu o verdadeiro destino. – A marinha definitivamente não é um lugar para mim, de qualquer forma. – Diria com certo receio, pois temia estar revelando demais, mas logo cortaria qualquer tentativa de retruque de Yasuhiro ao se levantar. – Bem, se era isto eu vou indo... Já está bem tarde. Amanhã sairei bem cedo, não posso perder a viagem. Avise meus alunos, por favor. – Deixaria o copo sobre a mesa, mais uma vez fitando o retrato de relance, principalmente na figura de Yasuo. Mesmo se Yasuhiro insistisse em sua permanência, Hisoka iria sacudir a cabeça negativamente, assim como as mãos. – Realmente não posso, diretor. – Retrucaria num tom mais firme.

Por um pequeno breve momento, a tensão que sentia ao ficar próximo de Yasuhiro havia diminuído levemente. Saber que ele poderia estar errado a cerca de quem foi o verdadeiro assassino de sua mãe provavelmente é a razão disto. Entretanto, sua mente está bem recheada de dúvidas, as quais ele buscará tirar assim que encontrar com os Revolucionários. Desta forma, iria se despedir do diretor com um aperto de mão, almejando retornar para a sua residência em seguida. Lá, pegaria o Pigeon, tentando entrar em contato com alguém do Exército:

– Olá, Hisoka aqui. Gostaria de informar ao Rin que sairei amanhã às oito horas da manhã. Estarei no porto. – Diria e esperaria alguma resposta. Se alguém pedisse para repetir devido a interferência, o faria sem problemas. Se outras instruções forem dadas, as memorizaria e seguiria sem relutar.

Em sua cama após um bom banho e a ingestão do último analgésico para buscar sanar as dores de cabeça, Hisoka postaria as costas de ambas as mãos sobre a testa, mantendo-se pensativo até pegar no sono. Sua vida tem dado bastante piruetas ultimamente, mas talvez tenham uma boa razão por detrás. Quem sabe ele não poderá ser um grande influenciador e mudar o mundo, orgulhando sua mãe.

No dia seguinte, Hisoka estaria pronto para sair de casa cerca de dez minutos adiantado. Se encontrasse uma mochila em sua residência, colocaria nela algumas roupas reservas, seu chicote e os livros que considera mais importantes. Por conseguinte, fecharia sua casa e caminharia em direção do porto de Las Camp - ou do ponto de encontro falado se for o caso -, local onde tentaria localizar Rin. Se encontrasse, andaria calmamente em sua direção e esperaria as devidas orientações. Se ele o levasse até os demais Revolucionários, Hisoka iria cumprimentá-los:

– Olá a todos. – Falaria um pouco sonolento, pois não dormiu muito.

Se ficassem a sós, contaria um pouco sobre o que aconteceu no dia anterior. Seu semblante ainda era bastante pensativo, carregando as reflexões que tivera na sua conversa com Yasuhiro, assim como em sua cama antes de adormecer. Teria bastante tempo para dialogar com Rin durante a viagem, por isto não perguntaria nada sobre naquele instante, preferindo falar sobre o assassino da madrugada:

– Eu capturei ele, você soube? O assassino. – Revelaria com certo orgulho, pois foi sua primeira grande ação. – Bem, foi um pouco difícil, mas deu tudo certo. A propósito, Rin, eu estava pensando em melhorar meu estilo de combate. Você sabe algo sobre saltos, acrobacias ou algo do tipo? – Indagaria assim que Rin terminasse sua resposta, carregando o objetivo de Rin auxiliá-lo com a perícia acrobacia caso ele pudesse. Se ele dissesse que não, voltaria a perguntar: – E alguém no Exército que vai conosco na viagem sabe? – Insistiria, pois sentia que era algo importante para fomentar suas habilidades de luta.

Histórico:
 

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Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQui 12 Jul 2018, 02:45

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Graças a Yasuhiro, Hisoka conseguiu não ser culpado pelos assassinatos que ocorriam em Las Camp, prendendo dessa forma Mark como o principal suspeito. Nada mais do que a obrigação dele, não é? Portanto o professor não precisava agradecer por algo do tipo, na verdade queria nem mesmo continuar naquele ambiente, apressando-se em tentar fugir do convite do prefeito que insistia em levá-lo com ele para terem uma conversa, algo que Kurayami queria a todo custo evitar, mas não poderia ir contra as palavras do homem mais poderoso de Las Camp.

A cabeça do professor já estava totalmente perturbada com todo esse assunto de assassino da madrugada, revolucionários e a história não contada do seu passado, por isso a última coisa que queria era bater um papo com aquele que causou a principal mudança na sua vida, o assassino de sua mãe. Logo quando começou a adentrar a já conhecida residência de Yasuhiro, Hisoka foi suprimido por uma tensão que vinha acompanhada de um terrível e pesada energia que circulava o professor de uma maneira que era estranho o capitão ainda não ter notado, afinal já tem um tempo que o rapaz não vinha tratando seu mentor com o devido respeito e consideração.

Por um bom tempo, Yasuhiro foi o único a falar, enquanto tomava vinho de sua taça ele contava os planos que tinha para Hisoka e até mesmo explicava uma parte de seu passado, dizendo sobre um irmão que agora não tem mais contato, por isso que até então Hisoka nunca havia ouvido falar dele, nem mesmo visto uma foto. A surpresa certamente não era essa, tanto faz descobrir sobre os familiares de Yasuhiro, o que realmente checava o professor de história era ver que esse irmão, Yasuo, tinha em mãos a mesma arma que viu fincada no corpo sem vida de sua mãe, e a mesma arma que também vira pendurada no escritório de Yasuhiro… Se foram treinados pelo mesmo mestre, poderiam muito bem os dois usarem o mesmo tipo de arma, certo? E o pior, aparentemente esse tal de Yasuo após ter sucesso em uma missão importante recebeu uma grande promoção que o levou para fora da ilha, exatos quinze anos atrás, exata época que houve o assassinato de sua mãe… Poderia ter julgado errado ao acreditar que fora Yasuhiro o autor da morte dela? Poderia no fim, a pessoa que lhe tirou das ruas e lhe deu uma vida digna, ser ainda alguém que ele poderia respeitar e agradecer?

Mais uma vez Hisoka seria atingido por flechas de informações, e elas eram tão intensas que causavam até dores em seu peito e em sua cabeça. Era um mix de sentimentos tão grandes que dessa vez o prefeito não pode deixar de não notar, havia de fato algo estranho com o jovem professor e preocupado com o rapaz, Yasuhiro levantou-se para tentar ver se havia algo de errado com ele, afinal ele também era médico. Aparentemente Hisoka estava bem, mas pedia por gentileza que lhe desse um copo d’água, portanto o diretor se apressou em buscar o que foi solicitado, dando nas mãos de Kurayami um copo de vidro cheio do líquido gelado.

- De fato é uma dor de cabeça e tanto, ainda estou impressionado em vê-lo tentando capturar um assassino. Inclusive isso me lembrou de algo. - Diria ele se afastando da sala para ir até uma outra parte da sua casa, mas ainda era possível ouvir de lá o que o professor estava dizendo. - Wow, e você só me conta isso na véspera? Ehh, crianças crescem rápido mesmo, até parece que foi ontem que te tirei das ruas, e agora aqui está você, dizendo que irá para outra cidade para poder ajudar a população com seu conhecimento. Realmente impressionante, um grande exemplo de humildade, rapaz. - Comentou Yasuhiro em resposta ao que Hisoka havia acabado de inventar e depois deu uns tapinhas no ombro dele. - Estou surpreso em ver que você também possui o talento para ser além de estudioso, um guerreiro. Me faz lembrar a mim na sua idade. Não poderei tê-lo no meu QG aparentemente, mas ainda assim não posso deixar de recompensá-lo pelo serviço prestado. - Então Yasuhiro revelava para o mais novo o que havia ido buscar, e no caso se tratava de uma grande sacola de berries. - 1.000.000 berries por ter ajudado na captura do Assassino da Madrugada, seu nome estará nos jornais recebendo parte dos créditos se assim preferir. Tem ainda outros 500.000 aí dentro, bem, considere isso o seu salário do mês e o dinheiro da rescisão… Pois você está demitido! Haha, boa sorte na nova cidade, acho que esse dinheiro vai te ajudar a começar de novo. - Na hora de se despedir, Yasuhiro daria um abraço em Hisoka e em seguida olharia para ele com os olhos marejados e diria com a voz levemente emocionada: - Fico orgulhoso em ver que você conseguiu chegar até aqui e agora está indo atrás do seu próprio futuro… Jamais me arrependerei de tê-lo tirado das ruas, meu pequeno garoto.

Após essa pequena demonstração de afeto por parte do prefeito, o professor e o diretor se despediam, talvez no que seria a última vez em que iriam se ver, para então retornar para sua casa, carregando consigo agora uma boa quantia em dinheiro que até o fazia ficar mais atento a respeito de quem estaria andando ao seu redor para não ser atacado em uma tentativa de assalto. Durante o trajeto Hisoka se adiantaria a usar o Pigeon para entrar em contato com os revolucionários e avisar que estará no porto às oito da manhã, ainda assim, a essa hora da madrugada, não o deixava surpreso ver que não obtinha nenhuma resposta, ao menos torcia para que fosse capaz de encontrá-los no horário desejado depois que acordasse.

Já em casa não teria mistérios por parte do professor que tomaria um banho, tomaria seu último analgésico, a essa altura mais útil para sua cabeça do que os hematomas no abdômen, e por fim se prestaria a deitar na cama e tentar dormir, onde quem sabe com bons sonhos viesse a acordar no dia seguinte com uma energia renovada. De fato seu sonho começaria bem, estaria junto com sua mãe em um cenário feliz, como costumava se lembrar, mas rapidamente o ambiente se transformaria em algo escuro, sua mãe estaria no chão e o vermelho passaria a dominar os arredores, ao fundo, apenas o rosto de um homem, não o de Yasuhiro, mas o de seu irmão, Yasuo.

Após acordar desse pesadelo horrível, seria bom Hisoka tomar mais um banho, pois encontraria não só a sua cama encharcada, como também o restante do seu corpo completamente suado. No fim das contas ele não levaria muito tempo para arrumar as coisas que precisaria levar colocando em sua mochila, sendo elas algumas peças de roupa, seus livros mais importantes e claro, seu chicote. Ele poderia ainda antes de sair preparar uma refeição, e se achasse melhor poderia até mesmo levar para o navio as sacolas com seus alimentos que seriam deixados para trás, ainda se preferir, o professor poderia fazer um gesto de caridade e doar o restante de sua comida para crianças necessitadas que habitam uma zona mais pobre da cidade, coincidentemente em uma região próxima do porto, local para onde estava indo encontrar o navio de Rin.

- Muito obrigado, senhor! - Agradeceria uma das crianças caso viesse a receber os alimentos de Hisoka. Era visível o quanto ela estava com fome, pois já começaria a comer ali mesmo aquilo que já estivesse pronto para isso.

Ainda pelo caminho poderia surgir a possibilidade de Kurayami gastar parte do seu dinheiro recebido comprando mais algumas coisas que fossem necessárias em sua viagem, se for o caso, ele apenas teria que sair um pouco mais cedo para continuar mantendo os dez minutos de antecedência do seu horário programado das oito horas.

- Hey, professor! - Gritaria a voz de seu antigo aluno Finn ao avistá-lo andando próximo do porto de Las Camp. - Desculpe não termos lhe respondido antes, parece que nosso Pigeon teve um probleminha, acho que é melhor deixarmos eles para a Gear consertar.

Isso explicaria o motivo pelo qual todas as demais tentativas do professor de se comunicar com os revolucionários através do protótipo de aparelho terem sido mal sucedidas, mas agora isso já não importa, uma vez que está caminhando para embarcar no navio de Rin e o restante dos revolucionários. Não era preciso muitas explicações para que Hisoka entendesse que o navio deles estava disfarçado como um navio transportador de carga, nesse caso aparentemente era milho, pois a bandeira que eles carregavam era a de uma espiga de milho, assim como a vela maior tinha estampado um milho gigante.

- Bem vindo ao Show do Milhão, o nosso navio. - Falaria Rin assim que ambos já estivessem a bordo da embarcação em questão, que por sinal não era muito grande, se Hisoka tivesse conhecimento sobre barcos saberia que essa é uma escuna básica. Assim que subiram, o navio já começaria a zarpar sem perder tempo em sair de Las Camp, portanto Hisoka poderia dizer que pela primeira vez estaria vendo a imagem dessa ilha se distanciando aos poucos.

O interior do navio era composto basicamente por muitas caixas, estas que Kurayami se tivesse que apostar a vida no que continha ele chutaria milho, mas vindo de revolucionários fora da lei poderia na verdade conter qualquer coisa. Além das caixas e barris o professor também iria encontrar alguns tripulantes, a maioria deles bem característicos e chamativos com relação um ao outro. Ao todo, contando com Rin, eram cinco pessoas, fazendo de Hisoka o sexto tripulante a embarcar, rapidamente o mais novo ficaria entre Hisoka e o restante dos membros a bordo para fazer as apresentações.

- Gente, esse é o professor, Hisoka Kurayami, mas acho que recusa-se maiores apresentações, nós é que somos os desconhecidos aqui, não é? Haha. - Começaria ele apresentando Kurayami, mas de fato ele estava certo, afinal para eles a vida do professor não era um grande mistério, algo que ele já não poderia dizer a respeito deles.

Primeiro vamos apresentar o visual dos membros dessa tripulação, algo como a primeira impressão de Hisoka a respeito deles. Os novos personagens podem ser divididos em dois homens e duas mulheres, começando a apresentação pelas mulheres temos primeiro uma jovem de cabelos levemente cheios em um tom de rosa, mas mesmo a cor de seu cabelo não era mais chamativo que o estranho óculos capacete que ela carregava sobre ele. Destaca-se também ao seu macacão jeans no momento solto na parte superior, mas obviamente havia ainda por baixo uma peça de roupa, no caso uma blusa de cor vermelha, caso contrário ela estaria totalmente despida; as luvas e as ferramentas presas em sua cintura através de um cinto já dariam a Hisoka a ideia de quem era essa jovem.

- Essa é a Gear, nossa mecânica e a criadora dos Den Den Shobato, aquele Pigeon que deixei com você, apesar da mente brilhante para criações, ainda não conseguiu fazer sequer uma invenção que atendesse as expectativas.

- Olá, professor Kurayami, estava muito ansiosa para conhecê-lo! Tenho certeza que você possui um vasto conhecimento sobre história, quem sabe possa até me dizer melhor sobre as grandes invenções da humanidade. - Disse ela se apresentando de maneira empolgada enquanto agitava a mão de Hisoka em um cumprimento. Provavelmente seria o momento ideal para ele devolver o Pigeon para a sua criadora verificar e fazer uns ajustes.

A segunda garota era um pouco mais charmosa que a Gear, tendo a sua beleza feminina bem mais chamativa, ainda que no que se diz respeito ao desenvolvimento dos seios ela saía perdendo. Ela possuía olhos que se destacavam por terem uma coloração rosada, além de longos e sedosos cabelos escuros que eram balançados de forma gentil pelo vento; suas vestes eram um vestidinho preto, contendo grandes detalhes em vermelho, principalmente na parte da saia plissada, e uma parte do tecido frontal do busto na cor branca. Mesmo a garota trajando uma roupa de certa forma elegante, o grande adereço em sua cabeça que lembravam de certa forma as orelhas grandes de um animal; disputando com isso, talvez o enorme machado roxo de cabo longo encostado logo atrás do barril onde ela estava apoiada também fosse igualmente chamativo.

- Essa aqui é a Fennik, não se deixe enganar pelo rostinho bonito, ela é um monstro em combate… E cuidado, homens são as vítimas preferidas dela.

- Não acredite no Furry, professor, ele é um mentiroso que gosta de me fazer de má. - Falou a garota começando a chorar levando as mãos ao rosto. - Sempre sou apresentada como a maluca perigosa enquanto o Pepper é quem arruma briga com todo mundo, não aguento mais isso! Seu monstro! - Então Rin sem demonstrar qualquer feição de empatia pelo choro da menina tirou do bolso um pacotinho de doces e entregou para a garota, que abriu um sorriso no rosto como se nunca tivesse começado a chorar. - Oba, doces! Por isso que eu te amo, Furin! - Agradeceu ela abraçando-o com força, mas o garoto continuou com o seu poker face.

Agora entrando na apresentação dos homens temos o primeiro deles um alto rapaz com curtos cabelos castanhos, olhos de mesma cor e alguns brincos na orelha esquerda, não havia muito na aparência dele a se destacar, pois ele não se distanciava muito de um típico personagem popular entre as garotas. Ainda que seu visual físico não fosse algo destacável entre os demais personagens, a arma que ele carregava presa em suas costas era, nesse caso um rifle de precisão, o que já indicava o estilo de combate utilizado pelo rapaz. Era engraçado notar que enquanto as meninas trajavam vestes sem nenhum decote, este tinha por baixo de seu casaco uma camisa com uma enorme gola V que ia quase até o final de seu peito, inclusive mostrava parte de uma tatuagem na parte direita deste.

- Nosso atirador e também o navegador desse navio, esse é o Blink, com ele no leme você não precisa temer nenhum tempo ruim, pode confiar.

- Prazer em conhecê-lo, Hisoka Kurayami, tenho certeza de que iremos nos dar muito bem daqui para frente. - Falou o rapaz de maneira educada, dando uma leve piscada com o olho esquerdo para o professor enquanto sorria com a mesma suavidade contida em sua voz.  

Por fim temos o último dos homens a bordo, um rapaz com uma energia um pouco mais agressiva, tinha cabelos bagunçados de cor vermelha, cor que se repetia em sua camisa e em alguns detalhes do restante de suas vestes escuras. Ele não se vestia como um verdadeiro badboy, mas era talvez a expressão de raiva em seu rosto que trazia para ele essa cara de poucos amigos. Não havia muito destaque no restante do rapaz, nem mesmo uma arma ou algo do tipo, então talvez ele fosse uma pessoa que lutava com as mãos, o que não era algo descartável se julgar pelas aparências.

- E aqui temos o Pepper, nosso cozinheiro e maior encrenqueiro do navio, sinta-se seguro por estar do mesmo lado que ele em uma briga, pois é mais provável ele entrar nelas do que você… Julgando pelo que sei apostaria nele como o seu oposto, haha. E ah, não se preocupe com a comida dele, não tem nada a ver com o seu apelido.

- Tsc… A única coisa que a gente faz nesse navio é milho, até parece que eu sou algum tipo de mágico para criar comida apimentada com essa merda de ingrediente. Na próxima vez que vocês que me botarem em um navio que só tem milho eu vou enfiar essas espigas no…

- E eu sou Furry, ou Rin, como já me apresentei pra você, mas também gostei do Finn, fique a vontade. Sou o responsável pela embarcação, uma vez que sou a maior patente aqui, um Cabo! Como já deve ter percebido todos os nomes que mencionei são apelidos, codinomes, pois aqui na nossa divisão temos esse costume de não usar muito nossos nomes reais para que não dificulte o sucesso de algumas de nossas missões. Inclusive… - Dizendo isso o garoto começava a mexer nas suas orelhas e no seu traseiro, revelando que por debaixo de seus cabelos escuros havia um par de orelhas pontudas e peludinhas, incluindo uma cauda que começava a se agitar atrás dele logo em seguida. - Odeio esconder isso, mas é melhor para manter minha identidade… Desvantagens de se ter uma mãe Mink. Enfim, agora que você é um de nós precisamos escolher um nome pra você também, algo que combine com o que você é, seja sua história ou sua aparência, hum… Que tal Chicote? Não, horrível, nossa, parece você vai ser um dos difíceis de decidir, hein, professor… - Comentou ele talvez sem perceber que havia dado uma boa sugestão, ainda assim, apenas Hisoka seria capaz de decidir perfeitamente qual seria o melhor nome para ele usar, ainda que não importasse muito a opinião dele se o restante do grupo chegasse a uma conclusão que seria melhor chamá-lo de Pancake. - Ótimo nome! Está decidido, vai ser esse mesmo! - Concluiria ele após a sugestão dada pelo próprio Kurayami.

- Ele é um fracote inútil, hihi, mas eu posso te ajudar nisso. - Respondeu Fennik assim que Hisoka perguntou a Rin se ele sabia algo ou conhecia alguém que soubesse melhor sobre acrobacias. - Quer aprender comigo, professor? - Perguntou ela mordendo com uma cara sexy um dos doces que Rin havia lhe dado. A frase logo a pouco dita por Rin retornaria a sua mente durante esse momento, “Cuidado, homens são as vítimas preferidas dela”, por que será que ele havia dito isso?

- Pode ficar a vontade, ok? Tem um quarto vago para você na parte interna do navio, pode se aventurar em conhecer o interior, apesar de que não é muito grande… Tirando os banheiros temos apenas a cozinha e outros três quartos. As caixas dessa área acabam trazendo a impressão que o interior é mais espaçoso, talvez se sinta mais relaxado se passar a viagem dentro do seu quarto. Bem, a viagem até Toroa não irá durar mais do que oito horas, com sorte chegamos até antes disso, aproveite o tempo para fazer o que quiser… Tirando o Pepper todos estarão dispostos a conversar com você sobre o que estiver afim. - Explicaria o capitão Furry, já que podemos chamá-lo assim dentro desse navio onde ele é a maior patente… O que por sinal era até um pouco engraçado de se pensar, já que há poucos dias atrás quando conhecera ele, era Hisoka a estar em uma posição superior.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

YASUHIRO ATUAL:
 

JOVEM YASUO:
 


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Mágoas do Passado

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#Post 12


Yasuhiro pareceu entender a decisão de Hisoka, mesmo que o professor tenha omitido grande parte das informações a cerca de sua saída. Além do mais, o congratulou pela captura do assassino da noite, cedendo-o a quantia de um milhão de Berrys pelo auxílio que prestou à Las Camp. Entretanto, assim que conferiu as cédulas, Kurayami perceberia que havia quinhentos mil Berrys a mais. O acréscimo foi justificado por Yasuhiro como fazendo parte de seu salário remanescente e da rescisão, pois estava demitido. No fundo, Hisoka havia entendido que fora uma ajuda direta do marinheiro para ajudá-lo em sua jornada. Sua mente, entretanto, estava bastante confusa naquele instante, já que tudo apontava para Yasuo ser o verdadeiro culpado da morte de sua mãe, e não Yasuhiro. A foto, o semblante, a arma, a data... Literalmente todas as peças encaixavam e permitiam a dedução que o irmão do capitão era o assassino. Enquanto sua cabeça trabalhava a mil, Yasuhiro surpreendeu Hisoka ao abraçá-lo, dedicando-lhe palavras bem profundas em razão de sua saída. Impossível, pensaria o professor. Este homem nunca seria capaz de sujar suas mãos com o sangue de uma inocente. Impossível. Com os olhos recheados de líquido salino, Hisoka retribuiria o afeto ao apertar o homem contra seu corpo, aconchegando seus braços em suas costas. Com o queixo encostado em seu ombro, ele diria em tom alquebrado:

– M-Me desculpe, sensei... – Provavelmente as palavras seriam entendidas por Yasuhiro como um indulto pela sua ida, mas a intenção de Hisoka era outra. Ele estava pedindo perdão por ter acusado o homem que o acolheu e permitiu ter a vida que sua mãe sempre quis. – Iremos nos reencontrar. – Caminhando de costas, falaria antes de voltar a sua casa, retornando a posição comum em seguida.

Em seu lar, Hisoka iria colocar a quantia em dinheiro que ganhou numa gaveta, já imaginando o que poderia comprar com tanto capital. Não demoraria a cair no sono, pois estava bem cansado pelo dia trabalhoso e cansativo que tivera. Passado algum tempo, o rapaz vislumbraria um sonho, aliás, pesadelo. Acompanhado de sua mãe, estava num ambiente quieto, dotado de alegria e boas virtudes. Entretanto, subitamente o cenário seria preenchido por uma tenebrosa escuridão e no instante que Hisoka fitasse sua mãe, ela estaria na mesma posição em que ele havia a visto pela última vez, com uma kunai fincada no peito. Seu sangue espalhou-se pelo local, cobrindo o recinto de rubro até revelar a face de Yasuo em seu âmago. O professor acordaria saltando de sua cama, com as pupilas dilatadas e o corpo encharcado de suor.

– Argh... Argh... Argh... – Arfaria enquanto levaria a mão esquerda à cabeça, girando o corpo para levar os pés ao chão. – Vou encontrá-lo... – Diria num tom ríspido referindo-se a Yasuo. As mechas negras de seu cabelo vertendo entre seus dedos e decaindo sobre sua face tornariam a cena relativamente tenebrosa.

Ao observar pelas venezianas da janela de seu quarto, perceberia que o sol já havia dado as caras. Apesar de não ter recebido quaisquer mensagens do Exército Revolucionário ao contatá-los na noite do dia anterior, Hisoka sabe que eles estão no porto da cidade, pois estão para desatracar e sair. Não gostaria de se atrasar tanto, por mais que não tivesse nenhum horário marcado, sendo assim, trataria de banhar novamente e vestir roupas convencionais. Buscaria por uma camisa branca comum, estilo colegial, cobrindo-a com um colete preto. A calça negra seria presa por um cinto de couro e um par de sapatos sociais calçariam os pés. Suas madeixas seriam penteadas para trás, presas por um grampo num rabo de cavalo, exceto por algumas mechas finas que iriam decair sobre o rosto. Por fim, adotaria um cachecol azul sobre o pescoço. Em seguida, caminharia até sua cozinha, separando os alimentos que eventualmente sobrariam em sacolas, as quais deixaria em cima do balcão. Enquanto isto, iria comer sua última refeição em seu lar, saboreando-a com calma.

– Talvez eu sinta falta daqui, mas isto é o certo a se fazer. – Refletiria em baixo tom, movendo o pescoço para vislumbrar sua casa num ultimato.

Com o término de sua ceia, Hisoka iria recolher as sacolas com os alimentos com a mão esquerda e caminharia até o seu quarto, onde pegaria os um milhão e quinhentos mil berrys que havia deixado numa gaveta antes de adormecer. Colocaria as cédulas espalhadas nos diferentes bolsos de sua calça e trataria de organizar os demais pertencentes se tivesse uma mochila, acomodando roupas, Pigeon e seu chicote antes de alçar a bolsa nas costas. Se não encontrasse, levaria somente o chicote no cós da calça e o Pigeon no bolso, andando até a entrada da residência em seguida. Suspiraria e apagaria a luz, selando a porta ao rotacionar a chave na fechadura. Era dado o aval para o início de uma nova jornada.

No caminho para o porto de Las Camp, Hisoka observaria uma mudança na ambientação das ruas pelas quais estava passando, pois estava adentrando numa área mais carente da cidade. Deste modo, antes de seguir viagem, encostaria num local e chamaria a atenção de algumas crianças, buscando presenteá-las com as sacolas de alimento que havia recolhido antes de sair de sua casa. Um dos pequeninos agradeceria, devorando a comida em poucos instantes tamanha era sua fome. Hisoka iria afagar-lhe o topo da cabeça com a mão direita antes de partir em definitivo.

No ancoradouro, o típico tragor da maresia preencheria suas narinas enquanto os ventos do litoral iriam balançar suas mechas, mesmo que presas. O rapaz não sentia este gosto salino provido da água do mar há tempos, dado que geralmente só mantinha contato com a faculdade e logo retornava a sua casa diariamente. Ao longe, Hisoka reconheceria a voz de Rin que estava o chamando, desculpando-se pela falta de comunicação, atribuindo culpa ao Pigeon e revelando o que possivelmente se tratava do nome de uma das tripulantes, Gear.

– Sem problemas. – Falaria em entonação serena, tranquilizando-o, afinal já haviam se encontrado.

Rin levaria Hisoka diretamente para uma embarcação de pequeno porte, a qual era semelhante a um barco de cargas. Sua flâmula gladiaria contra o vento da costa, ostentando uma espiga de milho, tal como a vela principal. A bordo do convés do navio, Furry apresentaria-o como "O Show do Milhão", arrancando um sorriso tímido na face de Hisoka, o qual ele buscou esconder com o punho direito. Oh, há quanto tempo não sorria? Seus olhos iriam caminhar pela escuna, observando uma série de caixotes que simulariam o disfarce dos Revolucionários, assim como os demais tripulantes que seriam seus companheiros dali em diante. Eram cinco pessoas, três garotos e duas garotas, cada um com suas peculiaridades. Enquanto todos eram desconhecidos aos olhos de Kurayami, eles certamente detinham muita ciência de sua vida, sendo assim, Rin os apresentaria um a um.

A primeira a ser apresentada detinha um nome já ouvido por Hisoka, Gear, e aliando esta informação a sua aparência, ele poderia deduzir que se tratava da engenheira da tripulação, ou ao menos ela tentava ser uma. Apesar do aspecto pouco feminino, tendo em vista sua vestimenta, principalmente o capacete inusitado, era uma jovem com um brilho intrínseco que cativou Kurayami rapidamente em provável razão de seu conhecimento. Não era uma ciência semelhante a do professor de história, mas era uma erudição bem interessante, voltada essencialmente ao florescer da criatividade e das ideias. Além do mais, ainda que detivesse roupas de um mecânico, detinha feições sutis e doces, transbordando inocência, especialmente ao sorrir.

– Olá, Gear. – Mostraria um sorriso enquanto retribuiria o aperto de mãos. – Sem dúvidas. Poderemos trocar muita informação. – Responderia, tratando de vasculhar sua mochila em seguida - ou o bolso caso não tivesse uma -, recolhendo o Pigeon. – Aqui está. Apesar de não estar funcionando agora, ele me foi muito útil ontem. – Devolveria a invenção para Gear, buscando animá-la quanto a sua criação, referindo-se ao fato do aparato ter lhe cedido a localização do assassino que aterrorizava Las Camp.

Por conseguinte, Rin apresentaria a última garota da tripulação, a qual detinha uma beleza estonteante, não somente pelos seus aspectos físicos, mas pelo modo de se vestir. Em completo contraste com sua aparência, ela carregava um grande machado púrpura, indicando seu estilo de combate. Um fato bem irônico, principalmente ao mostrar uma personalidade bem infantil em sua interação com Rin. Seu ex-aluno, entretanto, deixou claro que Hisoka não deveria deixar-se enganar pelo seu perfil, porque era uma poderosa máquina de combate. A primeira vista, ambos parecem ter uma relação bem próxima, pois Furry sabe lidar muito bem com a menina, provocando uma situação que rendeu uma expressão única por parte do professor.

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Em seguida, foi iniciada a apresentação dos rapazes do bando, iniciando por Blink, um jovem de bela aparência e vestes dotadas de muito estilo. Em suas costas, um grande rifle de assalto podia ser visto, indicando que ele era um atirador. Apesar do aspecto esnobe, Blink mostrou-se um garoto extremamente educado, piscando e sorrindo ao cumprimentar Hisoka. O professor iria responder com um leve aceno efetuado com sua cabeça, de cima para baixo:

– Iremos sim. – Diria movendo os lábios num sorriso.

Após, os olhos seriam voltados para o membro mais excêntrico do grupo. Pepper não somente era um rapaz com um aspecto explosivo, como também era recheado com uma aura agressiva. Em primeira instância, Hisoka poderia jurar que a qualquer momento ele poderia atacá-lo sem justificativas. Tê-lo ao seu lado em missões de espionagem deve ser uma situação desafiadora, mas certamente ele deve ser dotado de um grande poder de batalha, o que o torna perfeito para cenários de combate. Desconcertado, Kurayami iria levar a mão até a nuca, coçando a região enquanto fecharia os olhos e abriria a boca a medida que Pepper reclamava do fato de não conseguir fazer boas receitas somente com milho.

Por fim, Rin mostraria que ainda era repleto de surpresas. Após uma breve explicação a cerca dos codinomes usados no grupo, ele revelaria uma cauda e um par de pavilhões auditivos avantajados, evidenciando que ele não é um humano, mas sim um Mink. Hisoka conheceria os Minks devido uma ilha pertencente ao West Blue e próxima de Las Camp chamada Kyanon Island, que é regida por uma Mink com feitio ditador. Enfim, conhecimento agregado a partir de suas leituras em dados históricos, principalmente de seu próprio Blue.

– Oh, um Mink! Você vem de Kyanon Island? – Indagaria curioso. Hisoka balançaria a cabeça positivamente independentemente da resposta do jovem.

Logo depois, Rin mostrou a necessidade de Hisoka ter um codinome no grupo, assim como os demais. Kurayami levaria a mão ao queixo, mantendo um semblante pensativo. Imaginaria que seria difícil a escolha de um apelido, mas mal esperava que ele subitamente surgiria num lampejo em sua mente após a última palavra dita pelo Mink. Aliás, não somente ele, porém todos na embarcação já o chamam convenientemente por "professor".

– Que tal... Professor? – Daria de ombros enquanto carregaria uma expressão descontraída.

O codinome pareceu ter sido bem aceito na tripulação. Por sorte, eles não precisariam se acostumar a chamá-lo assim, pois já o estavam desde que chegou. Em seguida, Hisoka iria pedir auxílio de Rin com o aprendizado da perícia acrobacia, porque ele vê uma grande importância neste conhecimento nos futuros combates que virão, dado que é uma competência que se adequa ao seu estilo e o permitirá movimentações bem mais elaboradas. Todavia, para sua surpresa, era Fennik quem tomava as rédeas da conversa, argumentando que Rin não sabia sobre acrobacia. Entretanto, sua abordagem acabaria por deixar Hisoka envergonhado. Suas bochechas ficariam rubras e seu olhar seria desviado, assim como adotaria uma postura mais defensiva ao ver a garota provocá-lo com seu comportamento sexy. Hisoka nunca teve nenhum tipo de relacionamento, de modo que essas experiências são estritamente novas para ele, certamente o deixando de guarda baixa. Para tornar a situação ainda pior, o professor lembrou da frase dita por Rin, causando dúvida em sua resposta:

– Errr... Bem... – Titubearia envergonhado, relutando para manter o olhar fixo na garota. Apesar de tudo, Hisoka sabia que este conhecimento era realmente importante e, se para obtê-lo era preciso aprender com Fennik, ele deveria fazê-lo. – Ok, seja minha professora... – Falaria, mas imediatamente seria consumido pela vergonha, de forma que não somente suas bochechas ficariam rubras, como toda a face, pois havia percebido o sentido duplo por detrás da resposta.

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I N Í C I O   D O   A P R E N D I Z A D O   D E   P E R Í C I A   A C R O B A C I A

Fennik iria fechar os punhos a frente do corpo e levantar a cabeça, apresentando um sorriso orgulhoso em seu semblante:

– Isso! Venha, professor! Vou lhe mostrar o quão sou boa! – Animada, a garota pegaria na mão de Hisoka e o arrastaria até uma das bordas do convés.

Sem resistir, Hisoka permitiu ser levado até o local designado por Fennik. Ao que parece, seu rosto tingindo de rubro será imperante durante todo o treinamento, desta vez despertado pelo macio toque da mão da jovem ao carregá-lo. Lá, ela faria um alongamento improvisado, tensionando os braços e pernas. Num curto salto, iria lançar seu corpo em pleno ar, aterrissando com ambos os pés, um a frente do outro, no curto espaço da borda do convés. Mesmo não sendo ele quem estava se equilibrando, Hisoka apresentaria certa apreensão, pois havia um risco claro da garota cair no mar. Todavia, mesmo com o balanço da embarcação, Fennik caminhava, passo a passo, sem cambalear. Ora ou outra levantava os braços para manter o equilíbrio, mas continuava o percurso em direção da proa do navio. Os demais tripulantes tratariam a situação com imensa tranquilidade, transpassando a confiança que detinham na jovem que realmente sabia o que estava fazendo.

– Yupi! Está vendo como é fácil? Não é nada mais que uma questão de equilíbrio, coordenação motora e confiança. – Ela iria parar a caminhada, virando-se para Hisoka, mantendo os pés lateralmente um ao outro. Suas vestes dançavam com a força do vento, o qual carregava o fragor de seu perfume diretamente para o nariz de Kurayami, que desta vez mantém uma postura mais séria, bem mais característica de sua personalidade. Ele estava atento aos ensinamentos da garota, memorizando as informações a medida que busca associá-las. – É preciso uma união perfeita entre esses três fundamentos. Uma completa harmonia. Se lhe faltar equilíbrio, de nada adiantará ter coordenação motora ou confiança. Assim como de nada adiantará ter equilíbrio e confiança se não domina seu corpo e, claro, se não dominar sua mente, de nada adiantará o equilíbrio e a coordenação. Entendeu? – Ela saltaria em passos semelhantes a ballet, as vezes mantendo-se com as pontas dos pés naquele finíssimo espaço da borda do navio. Giraria, rodopiaria e até manteria os olhos fechados. – Por que você não tenta? Este será seu primeiro desafio! – Segurando seu vestido contra o corpo, ela saltaria de volta ao convés, evitando que a veste levantasse pela força do vento.

Apesar de sua desconfiança, uma hora Hisoka teria de praticar os seus conhecimentos. De nada adiantará o conteúdo teórico, pois num combate ele precisará exercer os movimentos na realidade. Deste modo, pigarrearia duas vezes para limpar sua garganta e, assim como a garota fizera, iria aquecer seu corpo, principalmente as pernas. Enquanto exercia o alongamento, fitaria o mar abaixo, atentando a sua intensa movimentação que não permitia ao barco um segundo de quietude. Sem chances, ele certaria iria cair, pensaria o professor. Ele suspiraria, buscando um pouco de tempo para reunir as energias necessárias. Fecharia os olhos, tornando a mente límpida enquanto permitiria que a brisa da maresia invadisse seu corpo. Entretanto, o instante foi subitamente interrompido quando um forte impacto atingiu suas costas. Tamanha foi a força que seu corpo quase foi jogado contra o mar, pois estava encostado na borda da escuna.

– Maso-! – Balbuciaria completamente confuso, virando-se para entender o que havia acontecido.
– Seja homem, maldito! Que merda de frescura é esta!? – Brandaria Fennik com uma expressão completamente diferente daquela que Hisoka havia conhecido. Seu punho destro estava fechado a frente do rosto, indicando que ela havia socado o professor. – Vamos! Se não eu mesma te jogo neste mar! – Ordenaria estressada, indicando uma súbita alteração de personalidade.
– Ok, ok! – Com as palmas das mãos, Hisoka gesticularia pedindo paciência.

Com o auxílio dos antebraços, Hisoka iria começar a subir até a borda, inicialmente mantendo o corpo deitado sobre a região. Estaria completamente trêmulo, principalmente ao observar o mar logo abaixo. O impacto da água salina contra o casco do navio jorrava algumas gotículas contra sua face. Inteiramente travado, Kurayami se via numa situação patética, pois era incapaz de se mexer. Sentia que iria cair no instante que tirasse uma das mãos de apoio. O medo inclusive fazia parecer que o navio estava balançando mais que o normal.

– Tsc, idiota! Segure minha mão! – Virando o rosto cuja expressão exibia impaciência, Fennik cederia a sua mão esquerda para Hisoka. – Vamos, vamos! Rápido! Por acaso vamos chegar em Toroa e você vai continuar nessa posição deplorável!?– Apressaria, apertando a mão esquerda do professor.

Com a mão da garota, Hisoka sentia-se bem mais seguro, ganhando um pouco de coragem para começar a manter o corpo ereto. Iria retirar a mão direita do navio e alçaria vagarosamente o tronco, cambaleando de um lado para o outro, mas sempre que pendesse para o lado do mar, Fennik o puxava para o lado do navio, mostrando bastante força. Seus joelhos trambecavam, roçando um no outro atrapalhados em saber qual perna iria na frente primeiro. Concentrado, Hisoka tentaria lembrar das palavras de Fennik, nas quais ela havia alertado que era preciso não somente dominar seu corpo, como sua mente. Parando para pensar melhor, Kurayami detém uma ótima coordenação motora e um bom equilíbrio, tendo em vista a sua experiência em combate. Até então, grande parte de sua dificuldade e o que tem lhe impedido é a sua falta de confiança. Está tão determinado e cético que irá cair que mal consegue se erguer.

– Dê o primeiro passo ao menos! – Esbravejaria Fennik, forçando Hisoka com sua mão a ir para a frente.

Almejando acalmar seus ânimos e controlar os seus pensamentos, Hisoka começaria a dar o primeiro passo com o pé direito. Enquanto a mão esquerda estava sendo segura por Fennik, o braço direito seria erguido para tentar dar equilíbrio a sua movimentação. Outro passo seria dado, desta vez com o pé oposto, de modo que Hisoka finalmente ganharia algum ritmo em seus deslocamentos. Sem que percebesse, Fennik cada vez mais soltaria sua mão, desentrelaçando os dedos até que suas unhas escapassem da palma da mão do professor. Assim que notou, Hisoka travaria novamente, cambaleando bastante para ambos os lados, de foma a quase cair, porém dedicaria-se a manter o equilíbrio com os braços. A esta altura, esta situação lhe encheu de confiança, a qual seria suficiente para dar os últimos passos até alcançar a proa do navio, onde saltaria de volta ao convés. Seus batimentos cardíacos estariam intensamente acelerados e a respiração pesada, porém mostraria um sorriso, alegando orgulho em sua expressão.

– Acha que acabou!? – Fennik interromperia o pequeno momento de alegria. – Ser um acrobata não significa só saber andar em superfícies finas. Significa, também, ser flexível em combate, sempre capaz de surpreender o adversário! Fique aí parado e abra as pernas. – A garota iria se posicionar frontalmente a Hisoka, distando-se cerca de cinco metros.
– Abrir... As pernas...? – Gaguejaria em timidez, pois não tinha qualquer noção do que estaria por vir, mas consentiria com o pedido de Fennik, deixando um espaço entre seus dois membros inferiores.

Fennik iria correr em direção de Hisoka, como num ataque frontal, porém ao chegar próximo do rapaz saltaria por cima de sua cabeça numa pirueta fugaz. Com a boca entreaberta, o professor vislumbrou a luz do sol ser ofuscada pela garota que passou bem próxima de sua face, trazendo novamente o seu aroma de encontro ao olfato de Kurayami. A movimentação da menina não cessaria, porque assim que tocasse o chão, ela efetuaria uma cambalhota inversa por debaixo das pernas de Hisoka, reaparecendo em sua frente após se erguer. A proximidade entre ambos embaraçaria o professor, deixando suas bochechas coradas mais uma vez. A esta distância, mesmo a quente respiração de Fennik era captada pela pele do historiador.

– E então, professor? Pelo menos desta vez você não corre o risco de ser deixado para trás no mar. – Assim como quando o convidou, Fennik faria uma expressão sexy, recolhendo um dos bombons de Rin, mas desta vez finalizaria com um sorrisinho sarcástico.
– Alguma dica para fazer? – Indagaria Hisoka em busca de algum macete.
– Nha. – Ela chuparia um dos pirulitos, produzindo um estalo com sua boca. – Tente deixar seu corpo fluir. Sem rigidez aqui. – Falaria referente ao fato de não precisar manter o corpo firme como no exercício anterior.

Hisoka nunca havia realizado uma cambalhota em pleno ar, talvez com o auxílio das mãos para apoiar o corpo no solo, mas não fora assim que Fennik fez. O professor buscaria seguir as dicas da garota, por mais que tenham sido relativamente rasas. Para ela não ter revelado muito, é porque confia que Kurayami será capaz de fazê-lo só por observá-la, seja devida sua capacidade de associar informações ou simplesmente para ver até onde o historiador chega sozinho. Desta forma, ele faria a primeira tentativa, saltando e jogando o corpo no ar, buscando curvar a coluna num giro, mas não conseguiu completar a volta, caindo com o tórax no convés, gerando um baque surdo.

– Urg! – Hisoka gemeria com a dor.
– Não, não, queridinho. Deixa o corpo fluir, já disse. Eu vi seus músculos todos tensionados daqui! – Alertaria Fennik, ganhando um aceno de Hisoka com sua cabeça.

Foram precisos mais algumas tentativas, claro, mas a cada vez que Hisoka repetia a ação, seu giro era mais completo, de modo que, com o tempo, ele precisava usar as mãos antes de cair no chão, pois poderia ter o risco de quebrar seu pescoço com o impacto. Tal como Fennik advertiu, Kurayami retirava a tensão sobre seus músculos, somente forçando-os para tirar o corpo do chão. Enquanto no ar, focaria em permitir leveza aos seus movimentos para que possa girar com suavidade. Em minutos, Hisoka já estaria caindo de costas no convés e as vezes até quase conseguia aterrissar com os pés, mas era em desequilíbrio, fazendo-o cair com a bunda. Enquanto passava a língua em seu pirulito, degustando o sabor adocicado da guloseima, Hisoka manteria-se insistente até conseguir o primeiro giro completo em sua cambalhota. O pouso não foi perfeito, em meio a desequilíbrio, porém ele não caiu. Um pouco mais de experiência e ele poderia efetuar o movimento em batalha e, tal como era seu objetivo, adequar seu estilo com o novo aprendizado.

– Finalmente! – Diria após efetuar mais alguns giros completos. Seu corpo estaria um pouco suado, por mais que o alto-mar ventasse bastante. – Obrigado, Fennik! – Diria com a respiração ofegante, apoiando as mãos nos joelhos para recuperar o fôlego.
– De nada, professor! – Apresentaria um sorriso meigo, fechando os olhos e realçando as maçãs do rosto.

F I M   D O   A P R E N D I Z A D O   D E   P E R Í C I A   A C R O B A C I A

Após interagir bastante com Fennik durante a aquisição das capacidades acrobáticas, Hisoka iria caminhar em direção de Gear, buscando sentar-se ao seu lado. Seu feitio estava mais próximo da normalidade, carregando as pálpebras pesadas num semblante mais cansado, principalmente após os exercícios que fizera. Com a cabeça baixa entre os joelhos, Hisoka indagaria a garota:

– Há quanto tempo está com os Revolucionários? – Sua entonação denotava quietude, sem pressioná-la a responder. Se obtivesse uma resposta, continuaria: – O que a motivou a entrar? – Levantaria a cabeça, fitando-a. Colocaria as mechas que decaiam sobre a face atrás da orelha. Assim que ela o respondesse, ele tomaria a iniciativa de falar. – Sabe, faz muito tempo que não me sinto bem assim. Assim que cheguei aqui, eu sorri. Eu nem lembrava a última vez que havia sorrido... É a primeira vez desde a morte da minha mãe que eu sinto que tenho companheiros. – Voltaria seu olhar para o céu, assumindo uma postura pensativa. – Algo me diz que ainda irei sorrir bastante com vocês. – Retornaria a cabeça para a posição normal, cravando o olhar no centro do navio. Seus lábios formariam um sorriso sincero, apesar de tímido.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyTer 17 Jul 2018, 18:41

Mundo quebrado, Mente quebrada


Abandonar o seu passado e deixar de lado toda a sua vida atual era algo que Hisoka Kurayami já havia decidido fazer, por isso ele não hesitou, por isso ele não se despediu, por isso ele não olhou para trás, mas como ele poderia fazer tudo isso, se no fundo sempre fosse como se Las Camp não fosse seu verdadeiro lar? Havia ainda muito sobre a história do mundo e sobre a sua história para ele descobrir, ficar parado trabalhando como professor em uma universidade seria como se manter preso, incapaz de alcançar seus objetivos, seus sonhos. Las Camp é a sua segurança, mas o mar é a sua liberdade; ser um professor significa dar respostas sobre a história, mas ser um revolucionário significa conseguir respostas sobre a história; ficar é se acomodar, se estagnar, enquanto ir é evoluir, é descobrir, é mudar, é revolucionar. Portanto ele foi.

Antes de seguir junto de Rin no navio dos revolucionários, Hisoka arrumou sua mala, fez sua primeira refeição, juntou aquilo que sobraria de comida na sua casa, doou para uma criança carente e só depois disso veio a encontrar com o jovem apelidado de Furry, subiu então no navio dele, o “Show do Milhão”, nome este devido ao disfarce de ser uma embarcação transportadora de milho, produto que a bordo tem de sobra. No navio ele veio a conhecer Gear, a engenheira desse pequeno bando, Fennik, uma bela jovem cujo a função ali parecia se resumir ao combate, Blink, o educado navegador atirador, e por fim Pepper, o cozinheiro de personalidade forte. Além de conhecer um pouco sobre seus futuros companheiros de viagem, Hisoka acabava por descobrir mais sobre a origem de Rin quando ele revelava ter orelhas e cauda de animal, fazendo o professor rapidamente o associar a Kyanon Island.

- Na verdade eu sou um “meio-Mink”, minha mãe fugiu de Kyanon Island quando era mais nova por não concordar muito com o sistema da ilha, em Yakira ela conheceu meu pai e foi lá que eu nasci… Existem alguns pontos a mais nessa história, mas certamente o sangue revolucionário de meus pais é aquilo que eu mais herdei deles. - Explicou Rin assim que Hisoka perguntou sobre sua ilha natal. - E me surpreende você ter deduzido isso tão rápido, haha, seu conhecimento é realmente incrível, professor!

Logo depois dessa pequena conversa, seu ex-aluno passava a explicar para ele a importância de ter um codinome dentro do bando, por conta disso Hisoka sugeriu que lhe chamassem de professor, um nome pelo qual ele já estava bastante familiarizado e sem dúvida nenhuma combinava com ele. O restante do grupo também parecia concordar em chamá-lo dessa maneira, portanto Kurayami pode seguir para seus assuntos mais importantes do dia como pedir ajuda a Rin para lhe auxiliar em um treinamento de Acrobacia, tal perícia que o meio-Mink não era capaz de ensinar e por isso deixou nas mãos da bela Fennik fazer esse papel de tutora.

Apesar da pressão inicial que a garota provocava no professor deixando-o envergonhado com sua maneira provocativa de agir, Hisoka aceitava a ajuda dela no treinamento e se deixava guiar pelas dicas e conselhos da revolucionária. Levava algum tempo até o professor começar a pegar o jeito na realização de acrobacias, sua treinadora lhe dava boas instruções, mas seriam elas realmente suficientes para fazer Hisoka aprender sobre essa arte? Bem, apenas o tempo poderá nos dizer, o que importa é que no momento Kurayami terminava o treino sentindo-se satisfeito e confiante de que agora poderia executar boas acrobacias, além de ter criado uma intimidade maior com a garota usuária do estilo de luta bárbaro.

- Você aprendeu muito bem! Estou realmente impressionada com a sua capacidade, mas fique sabendo que acrobacias não são as únicas coisas que eu sei fazer bem. - Diria ela se aproximando dele e então colocando a mão sobre seu peito, olhando-o nos olhos em seguida. - Estarei ansiosa para descobrir o que você é capaz de me ensinar... Professor. - Terminaria ela dizendo baixinho e de uma forma mais lenta, então daria uma risadinha e sairia dali saltitante para o interior do navio.

Apesar do tempo que havia se passado treinando com Fennik, ainda estava longe da chegada hora onde Hisoka, depois de mais de duas décadas, botaria os pés em uma outra ilha. Por conta desse tempo que precisava esperar ali dentro sem muito o que fazer, o professor optou por continuar a interagir com as pessoas do navio, sendo que dessa vez faria isso com Gear. A mecânica estava sentada no chão do convés, apoiando as costas em uma caixa de madeira e tinha ao redor dela uma variedade de peças e ferramentas que ela estava utilizando para consertar sua criação que Hisoka já conhecia, o Den Den Shobato. A garota estava tão focada em seu trabalho que só foi perceber a presença do professor quando o mesmo começou a dirigir perguntas para ela.

- Oh, oi… Não estou aqui tem muito tempo, acredito que não muito mais do que um mês. Na realidade todo esse bando é composto por novatos, com exceção do Furry que é um pouco mais antigo no exército. - Respondeu ela depois de ter a surpresa inicial da presença de Hisoka ali onde ela estava. Ainda que ela não parasse de fazer o que estava fazendo, seu foco se mantinha distribuído em responder o professor e consertar a sua criação. - Minha motivação para mudar o mundo é antiga, tão antiga quanto as minhas mais velhas memórias… É como o meu pai sempre me dizia: esse mundo está quebrado, e nós precisamos consertá-lo. - Assim que Hisoka continuou a falar e acabou entrando no assunto sobre ter voltado a sorrir e a sensação de ter companheiros, pela primeira vez Gear parava de fazer o que estava fazendo e olhava para o professor, abrindo um sorriso em seguida. - Tenho certeza que você fez a escolha certa, Professor… Esse aqui sempre foi o seu lugar.

Ainda depois dessa conversa, quando Hisoka voltasse a andar pelo navio, ele acabaria por encontrar Pepper sentado em um barril lendo o simplório jornal local de Las Camp, e uma vez que o cozinheiro não estava mais visualizando a primeira página, o professor pode avistar a manchete principal contando sobre a captura do Assassino da Madrugada. Sem pedir para Pepper, Hisoka nunca conseguiria ler de maneira adequada aquela notícia, porém se viesse a fazer o pedido para o rapaz, o professor não seria muito bem respondido.

- Fica com essa merda toda logo, só tem notícia chata nesse caralho de lugar. - Xingaria ele bastante estressado, talvez muito por culpa do tédio que ele estivesse no momento, mas no final acabaria por jogar o jornal em cima de Hisoka e se retirar no lugar.

De forma resumida, a notícia sobre o Assassino da Madrugada contava o trabalho árduo da Marinha local em capturar o criminoso, mas graças a uma grande ajuda do professor universitário Hisoka Kurayami, que até chegou a ser acusado como suspeito, o capitão Yasuhiro foi capaz de capturar o verdadeiro culpado, Mark Davinson. A notícia também conta mais sobre os motivos de um jovem universitário como Mark atuar como um assassino, e nos é revelado através do texto que o rapaz sofre de um distúrbio de dupla personalidade que se agravou durante a sua vida após alguns traumas familiares e fez com que a sua mente acreditasse que mulheres promíscuas merecem ser punidas, criando assim a personalidade do assassino que foi ficando cada vez mais dominante na medida em que Mark se mostrou capaz de seduzir mulheres com facilidade. Atualmente Davinson encontra-se preso em Las Camp e permanecerá sobre custódia durante bons anos, uma vez que o médico e chefe do QG, Yasuhiro, assume que dificilmente uma mente como a de Mark poderá vir a ser recuperar.


HISTÓRICO:
 

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQua 18 Jul 2018, 04:28



Mágoas do Passado

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#Post 13


Após descobrir um pouco mais sobre a origem de Rin, o jovem fez questão de retificar Hisoka e alertá-lo que ele não é um mink puro, mas sim um meio-mink, dado que detém traços humanos em seu DNA oriundos de seu pai. Isto aconteceu porque sua mãe não concordava com a política de Kyanon Island e desertou do local, rumando à Yakira Town, cidade onde conheceu o marido. Além disto, aparentemente ambos tinham bastante sangue revolucionário, apesar de seus feitos ainda serem uma incógnita para o professor que preferiu não insistir, somente acenando positivamente com sua cabeça.

– Obrigado, Furry. – Sorriria para o jovem em retribuição ao seu elogio.

O treinamento da perícia Acrobacia foi bem árduo e recheado de surpresas, como a exposição da personalidade mais forte de Fennik. Apesar de ter conhecido um pouco mais a garota e ter aumentado sua intimidade com a jovem, Hisoka ainda tinha diversas dúvidas a cerca de seu feitio. O modo como agia com o professor era provocativo, mas Kurayami tem ciência que isto pode fazer parte de sua índole sedutora, a qual deve ser bastante abusada pelo grupo para adquirirem informações. Apesar disto, a pouca experiência que Hisoka tem nestas situações o incapacitavam de agir de outra forma se não com nervosismo e constrangimento. Sabia que, na melhor das hipóteses, Fennik só estava brincando com seus sentimentos, porém continuaria a desviar o olhar e ter o rosto preenchido por vermelhidão a medida que a moça se aproximava, atingindo o ápice do rubor ao tocar-lhe o peito e seduzi-lo com as frases maliciosas.

– I-Idiota... – Retrucaria em baixo tom, mantendo a timidez apresentada na face corada, apesar de não mais desviar o olhar da jovem.

No instante que Fennik se afastasse, Hisoka iria suspirar e voltar a face pro convés do navio, mantendo os olhos fechados em alívio. Ele realmente precisa começar a lidar com sua timidez e parar de travar quando esta garota o provocar, principalmente porque imagina que ela irá continuar. Este tipo de pessoa parece ter um incentivo maior em seduzir os mais constrangidos e acanhados, pois deve tornar a experiência mais satisfatória.

Em seguida, seria o momento de falar com Gear. Hisoka sente-se muito mais a vontade na presença dela, pois ela não é rodeada por uma atmosfera tensamente sedutora, tampouco provoca-o diretamente, apesar de ser detentora de um charme intrínseco e peculiar que cativa o professor. Kurayami, entretanto, parece ter aparecido num má momento, tendo em vista que a engenheira da tripulação estava concentrada em resolver o problema do Pigeon. Por isto, a jovem acabou não percebendo a presença de Hisoka por alguns minutos, tamanho era o seu foco. Ao passo que a esperava notá-lo, Kurayami acabaria por se perder em observar a menina no trabalho, mostrando um semblante atônito e de olhar perdido, apesar de fascinado, enquanto admirava-a exercendo a sua função com bastante afinco. Assim que obtivesse uma resposta, alcearia as sobrancelhas e balançaria a cabeça buscando sair do transe.

– Entendo... – Ao contrário do que imaginava, com exceção de Rin, todos na tripulação são bem recentes, situação esta que apazigua Hisoka, pois o faz se sentir mais nivelado em relação aos demais. – É uma boa frase. Tem um significado inerente bem marcante e profundo. – A frase dita por Gear, a qual tem como autor seu pai, faria Hisoka refletir com a visão perdida no céu azul. Alguns segundos depois, cravaria seus olhos nos da jovem e falaria enquanto revelaria um tímido sorriso: –  Prometo que iremos consertá-lo juntos. – Sua promessa poderia parecer repentina, tal como ambígua, afinal juntos significaria com toda a tripulação ou juntos significaria somente eles dois? Nem mesmo o inconsciente de Kurayami teria a resposta para esta pergunta por enquanto, porém não poderia voltar atrás com o que já fora dito; aliás, nem o faria se pudesse.

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Apesar da curta conversa, Hisoka sentiria que estava incomodando a jovem desde o inicio. Ele imagina o quanto deve ser trabalhoso a meticulosa atividade que a garota está fazendo, de modo que ele deve estar tirando sua concentração. Apesar de ter outras coisas para comentar, ele preferiria deixá-la terminar por hora e dialogar depois.

– B-Bem, estou lhe incomodando... Desculpa lhe atrapalhar. Vou deixar que termine aí e voltarei depois. – Levaria a mão a nuca e curvaria levemente o corpo durante o pedido de desculpas.

Após a despedida momentânea com Gear, Hisoka iria voltar a caminhar pelo convés. Os passos lentos o permitiriam vislumbrar os arredores sem dificuldades, captando as informações contidas com os olhos atentos. Pepper estava num barril lendo um periférico de Las Camp e, assim que virou a página, Kurayami não poderia deixar de notar, na estampa principal, um noticiário sobre o assassino da madrugada. Sua visão não era aguçada a ponto de conseguir realizar a leitura de longe, sendo assim, sua única opção seria pedir o jornal para o ranzinza Pepper. Andaria em sua direção, levaria a mão destra na altura da orelha e solicitaria a gazeta com certa relutância:

– Err... P-Pepper, correto? Poderia me emprestar o jornal? Há uma notícia nele que me parece importante. – Ele não parece ser do tipo que se importaria, por isto Hisoka não perderia tempo explicando do que se tratava.

Mesmo conhecendo a personalidade explosiva do cozinheiro da tripulação, Hisoka iria se surpreender com sua atitude, a qual superou suas expectativas, afinal, ele havia tentando uma abordagem mais cautelosa justamente para evitar isto. De qualquer forma, não havia nada que pudesse fazer, além de expressar um semblante aturdido. Hisoka buscaria apanhar o jornal antes que ele caísse no chão após ter sido jogado contra seu corpo por Pepper. Se não conseguisse, iria agachar e pegá-lo no convés, organizando as páginas do periódico.

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Seguraria os papéis com ambas as mãos em frente ao tórax, vislumbrando a notícia que estampava a primeira página com as íris baixas. Ela relatava que Hisoka havia auxiliado na prisão do assassino da madrugada, assim como os motivos que o levaram a cometer os delitos. Ele era patologicamente diagnosticado com transtorno dissociativo de identidade, o que explica o momento peculiar antes de sua captura, no qual ele acreditava veementemente que não era o assassino, contrariando Hisoka que havia imaginado que se tratava de uma poderosa lábia. De qualquer forma, nenhuma doença poderia perdoá-lo de seus atos e redimi-lo pelas vidas que tirou. Aproveitando que detinha o jornal completo em mãos, Hisoka iria ler as demais notícias. Apesar da gazeta trazer somente relatos de Las Camp, seria interessante ter ciência de como está sua cidade dese o dia em que partiu. Assim que finalizasse a leitura, retornaria o ramo de papéis sobre o barril em que Pepper estava sentado. Em seguida, olharia Gear por cima do ombro, atentando se ela já havia terminado seu trabalho. Se não, iria em direção de Finn e sentaria ao seu lado, espaçando as pernas no convés enquanto apoiaria os cotovelos nos respectivos joelhos.

– Hey, Furry. – Cumprimentaria-o, chamando sua atenção. – O que faremos em Toroa Island? Algum tipo de missão? – Indagaria curioso, pois somente sabia o destino da viagem até então, mas não o objetivo do grupo no local.

Se Rin cedesse alguma explicação, Hisoka iria manter o foco, evitando perder detalhes, pois poderia ser uma tarefa muito importante. Balançaria a cabeça positivamente em alguns intervalos para mostrar que estava a par da situação, indicando consentimento e entendimento para seu superior. Assim que ele terminasse, tal como se não tivesse nada a dizer, Hisoka iria levantar e novamente vislumbraria a figura de Gear para saber se já havia finalizado seu projeto. Caso a garota ainda estivesse ocupada, Hisoka iria descer em direção do interior do navio e descansaria em seu quarto até o fim da viagem. Se ela estivesse livre, Kurayami retiraria o grampo de seu cabelo, deixando as mechas livres, e voltaria a se aproximar da garota.

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– Desculpa incomodar de novo, Gear. – Levaria a mão em direção da nuca, abrindo um sorriso amigável no rosto. – Eu queria saber se você pode desenvolver um projeto para mim e por quanto seria. – Exibiria o motivo da nova conversa. Se ela consentisse, continuaria: – Eu tenho pensado em algo para me dar mais identidade, além da vestimenta e de meu cachecol, que futuramente eu quero transformar numa arma a propósito. Enfim, além disto, algo que também me ajude em combate. Antes de ser um Revolucionário e vir com vocês, eu pensava em ser um vigilante noturno, então estive procurando por um óculos que me permitisse enxergar no escuro. Como você é engenheira, estive pensando se você não poderia desenvolver um para mim... Eu posso custear os materiais e a mão de obra. – Desviaria o olhar, relaxando as mãos nos bolsos da calça. Em caso de Gear aceitar a proposta, desenvolveria mais a explicação, voltando a fitá-la diretamente. – Tem um papel e um lápis? – Indagaria, realizando o movimento da escrita em pleno ar com a mão destra. Dada que ela é engenheira, deve ter os simples materiais em algum lugar para fazer seus projetos. Se não tivesse os utensílios, elucidaria em palavras. Se ela o cedesse, apoiaria o pedaço de papel num barril e começaria a fazer o desenho. Não era um artista, porém criaria algo legível ao menos. – Como não agirei somente a noite, seria interessante se não fosse um óculos de visão noturna permanente, mas sim algo ativável, sabe? Se não pode acabar me atrapalhando no horário diurno. – Esclareceria enquanto rabiscaria o papel com a ponta de grafite do lápis. – Seria algo neste estilo. Um óculos de metal, resistente e na cor amarela. Teria essas colunas entre as lentes, enfim... Poderia fazer? – Perguntaria finalmente. Se a resposta fosse negativa, esboçaria uma expressão cabisbaixa, mas entenderia. Em caso de resposta positiva, iria mostrar um sorriso com os olhos quase fechados. – Quanto custaria? – Questionaria para saber se o seu dinheiro atual poderia bancar o projeto ou se precisaria conseguir mais. Caso superasse 800 mil de Berrys, articularia: – Entendo. Vou precisar de um pouco mais então. – Se não fosse o caso, agradeceria e entregaria a quantia: – Muito obrigado, Gear! Tenho certeza que ficará muito bom, já estou ansioso. – Iria encorajá-la, devolvendo-lhe os utensílios em seguida caso tivesse acesso a eles anteriormente. Se por algum motivo Hisoka não precisasse pagá-la, seja por ela desejar dar-lhe de presente ou já ter os materiais, sua reação seria ainda mais animada. – Nossa, sério!? Você é um anjo, Gear! Muito obrigado! Tenho certeza que ficará muito bom, já estou ansioso. – Alargaria os lábios num grande sorriso sincero.

Finalizaria mais uma interação com Gear e, em caso de ainda não ter se comunicado com Furry, falaria com o meio-mink indagando-o com o diálogo anterior.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQua 18 Jul 2018, 08:53

Welcome to Toroa Island


Ainda lendo o jornal local de Las Camp, Hisoka poderia encontrar ainda uma notícia interessante sobre a universidade estar procurando alguém para preencher a vaga de professor de história que costumava ser sua, de certa forma isso não seria uma surpresa para ele, principalmente depois de ter avisado Yasuhiro com uma antecedência. Falando no capitão, Hisoka podia ainda ler mais detalhes sobre a universidade ao ler a notícia que dizia sobre a decisão de Yasuhiro em abandonar o seu posto de diretor da universidade para se focar unicamente no seu cargo como capitão do QG e o responsável pela segurança de Las Camp. “Após o incidente do Assassino da Madrugada me senti pouco eficiente como capitão responsável pela Marinha de Las Camp, por isso decidi abdicar do cargo de diretor para poder fornecer aos nossos marinheiros um líder mais competente e consequentemente uma cidade mais protegida”, alegou ele ao jornal local. A vice-diretora Nia assumirá o cargo chefe já no início da próxima semana, deixando assim o seu antigo cargo ainda em aberto.

Ainda em um assunto que está relacionado a Yasuhiro (difícil quando ele faz de tudo na cidade), Hisoka poderia notar que talvez a decisão do capitão de abandonar o cargo de diretor da ULC não seja unicamente pelos motivos que ele mencionou, pois olhando a área do jornal referente a política da cidade, o professor veria que um homem de nome Kishimoto estava se candidatando as eleições para prefeito de Las Camp, e de acordo com as próprias palavras dele, um homem com diversas funções em uma cidade nunca será mais eficiente do que aquele que se dedica a apenas uma, por isso ele seria o candidato a apresentar as melhores propostas. Agora que está partindo da ilha, Hisoka não viria a descobrir tão facilmente que fim teria essa história, muito menos poderá participar dessa democracia que irá eleger o futuro representante de Las Camp, mas certamente era algo interessante para se ficar pensando daqui para frente.

Outras notícias no jornal não eram muito interessantes para o professor, assim como Pepper havia dado a entender momentos antes de lhe entregar o jornal, porém, se houvesse algum interesse em Hisoka na área dos esportes ele poderia ler sobre a vitória surpreendente dos Las Sabers em cima dos West Coyotes na final da Copa West Blue de Futebol por 3 a 0. Os coiotes vinham como favoritos fazendo uma boa campanha durante todo o campeonato, mas foram goleados pelos garotos dourados de Las Camp que jogaram em casa no início da última noite com uma performance que foi eleita pelos especialistas como a melhor do time durante todo o evento esportivo. Ainda que não fosse do interesse de Hisoka saber sobre esportes, ele poderia acabar lembrando de alguns colegas da faculdade que ingressaram no time do Las Sabers e que jogam até hoje pelo time, sendo assim era satisfatório ver que alguns de seus conhecidos colegas da faculdade alcançaram uma conquista tão grande.

Deixando o jornal de lado, Kurayami seguiria pelo navio para conversar um pouco mais com os demais tripulantes, inclusive tinha um grande interesse com Gear para pedir a ela um certo favor, mas o professor optou por não fazer isso anteriormente quando estava falando com ela, visto que naquele momento sentiu como se sua presença estivesse sendo um incômodo para a garota que estava tão dedicada nas melhorias de seus equipamentos. Antes de retornar ao lugar onde Gear estava trabalhando, Hisoka passaria por Rin e o chamaria para fazer uma pergunta referente ao objetivo deles na ilha de Toroa.

- Iremos nos encontrar com o restante do nosso grupo, precisamos te apresentar para nossa superior… Digamos que você ainda não é “oficialmente” um membro do exército. É meio que necessário a aprovação dela, porque é preciso maiores certezas de que não estamos sendo burros e recrutando a pessoa errada. Mas não se preocupe, caso você realmente não seja o Hisoka Kurayami que o exército precisa o máximo que vai acontecer é termos que te matar, haha. - Explicaria ele dando um tom irônico, mas ao mesmo tempo assustador, para as suas últimas palavras. Ao terminar sua última frase ele colocaria uma das mãos no ombro de Hisoka e segundos depois começaria a rir de maneira mais natural, porém ele mesmo cortaria sua risada para completar em seguida com uma voz bastante séria. - Ok, posso estar exagerando… Mas é sério, não dê a parecer ser a pessoa errada na frente dela. Enfim, estaremos lá em algumas horas, recomendaria que você descansasse para poder ter energia suficiente para encarar a primeira missão da Major.

Após ter explicado para Hisoka o que lhe havia sido perguntado, Rin se retirava do local deixando o professor a decisão do que fazer, e visto que a engenheira continuava ocupada cuidando do seu Den Den Shobato, restou para o rapaz ir até o seu quarto onde iria ficar descansando durante as horinhas que ainda faltavam até chegarem em Toroa. Depois de um breve cochilo ou talvez apenas um bom tempo refletindo enquanto olhava para o teto, nem mesmo foi preciso alguém descer até o seu quarto para que Hisoka soubesse que estavam chegando, o barulho de um porto era algo facilmente reconhecível. Retornando novamente para o convés, o professor teve a sorte de encontrar Gear “disponível” para uma conversa, por isso aproveitou a oportunidade para pedir a ele que lhe fizesse o seu óculos de visão noturna.

- Hummm, um óculos de visão noturna que também pode ser um óculos escuros durante o dia. Não sei quanto a segunda parte, mas certamente um óculos de visão noturna eu consigo fazer… Com os materiais certos, algo que no momento eu não tenho. - Responderia ela assim que ouvisse melhor os detalhes sobre o tão desejado óculos de visão noturna de Hisoka. Ela olhava atentamente para o modelo que o professor desenhou, muito mal por sinal, mas ela suficiente para a engenheira mecânica entender como deveria ser. - Ok, acho que eu consigo fazer algo parecido, talvez um primeiro modelo não seja tão perfeito e bonito, mas certamente eu consigo. - Com isso ela pegava de volta o caderno e o lápis que ela mesma entregou para Hisoka momentos antes fazer o desenho do óculos, mas ao invés de desenhar alguma coisa ela começava a escrever uma lista de materiais, ao finalizar ela arrancava a folha e a entregava para o professor. - Aqui tem tudo que eu irei precisar para construir o seu óculos. Pelos meus cálculos acredito que ficará em torno de 50.000 a 70.000 berries, vai depender de onde você vai conseguir arrumar tudo isso, mas certamente é possível encontrar todos eles com os comerciantes de Toroa… Se eu fosse com você poderia conseguir os melhores preços e os materiais de melhor qualidade, mas eu realmente não terei esse tempo livre para lhe ajudar no momento.

Após toda essa explicação dada, Gear deixaria na mão de Hisoka a lista com os materiais que ela precisaria para construir o óculos de visão noturna e na sequência, assim que o navio atracasse no porto, a engenheira sairia às pressas de volta à terra firme, parando apenas por um instante se fosse necessário responder mais alguma dúvida de Hisoka, mas talvez outros tripulantes pudessem fazer isso por ela, como por exemplo perguntar a localização das lojas que vendem tais materiais, até porque o professor está visitando a ilha pela primeira vez e não faz ideia de como é a cidade em que estão.

Mesmo com esse sentimento de estar completamente perdido a respeito da sua localização, era inegável para Hisoka o quão magnífico é olhar para uma cidade nova e perceber que terá ali a chance de conhecer um ambiente completamente diferente daquilo que estava acostumado. Uma cultura diferente, uma comida diferente, uma estrutura urbana diferente, até mesmo o comportamento das pessoas podia ser diferente da maneira como ele conhece, e ainda que pudesse saber muito sobre essas diferenças através dos livros de história, nesse caso a experiência vivida é a única coisa que realmente importa. Logo à diante dele havia uma enorme placa na entrada do porto dizendo “Welcome to Toroa Island” e cabia ao professor decidir o que fazer primeira nessa nova cidade.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQua 18 Jul 2018, 11:53



Mágoas do Passado

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#Post 14


Os olhos de Hisoka dançariam lateralmente pelas páginas do periódico a medida que captaria algumas notícias importantes, principalmente a cerca de Yasuhiro. Confirmando as informações que ele havia dado na íntegra para Kurayami, ele não mais será o diretor da Universidade, pois gostaria de ter mais participação ativa como capitão da marinha, tendo em vista que a cidade tem estado bem violenta nos últimos tempos. Além disto, aparentemente surgiu uma certa rivalidade política com um candidato à prefeito chamado Kishimoto. Provavelmente Hisoka somente conseguiria saber os nuances e o fim desta história quando retornasse para Las Camp. Tal como Pepper criticou, as demais notícias realmente estavam enfadonhas, de modo que Hisoka desistiria da leitura antes mesmo de chegar a parte de esportes.

Conversando com Rin, o garoto revelaria algumas informações sobre o objetivo da tripulação em Toroa Island, atentando ao fato que Hisoka ainda não é um Revolucionário oficial, informação esta que o professor já imaginava. Entretanto, no fim do diálogo acabou lançando uma frase em tom sarcástico. Mesmo seu sorriso não convenceu Kurayami de que se tratava somente de uma brincadeira, arrancando um semblante atônito e confuso de Hisoka que engoliria a seco. Sem palavras, levantaria e iria em direção ao seu quarto para descansar, seguindo assim o conselho de Furry antes de sua primeira missão.

Horas depois, Hisoka levantaria atordoado. Seus ouvidos estavam recheados de ruídos, os quais aumentariam a medida que subia os degraus até o convés. Sem dificuldades, o professor perceberia que se tratava da intensa movimentação portuária, seja de diálogo entre humanos, caixotes jogados em navios ou de embarcações atracando. Seus olhos demorariam um certo tempo para se acostumarem com a luz do sol, tendo em vista que as pupilas estavam dilatadas pelo quarto escuro que acabara de sair. Sendo assim, as pálpebras estariam semi-cerradas e o antebraço canhoto a frente da testa na expectativa de bloquear parte da luminosidade. Com dificuldade, vislumbraria Gear desocupada, uma situação rara aparentemente, e aproveitaria o espaço para pedir seu óculos.

– Na verdade é somente um óculos de visão noturna. De dia ele somente estaria desativado e seria um óculos comum. – Retificaria a garota para evitar problemas futuros.

Após escutar com atenção os dizeres de sua companheira, Hisoka iria recolher o papel cortado, o qual detinha uma lista de materiais que ele deveria comprar em Toroa Island. A excursão também seria interessante para conhecer o local, mas precisaria levar alguém. Infelizmente Gear está indisponível, porque provavelmente se ocupará com outros afazeres. Kurayami franziria os lábios em resposta, indicando certo desapontamento por não poder ter a sua companhia.

– Entendo, tudo bem. Irei ver a disponibilidade dos demais. – Avisaria, permitindo que a apressada Gear continuasse suas tarefas.

Com o papel em sua mão direita, Hisoka iria rotacionar o pescoço pelo convés do navio, observando os companheiros que poderia solicitar que o acompanhasse. Pepper? Sem chances. Rin? Bem, Hisoka já conhece bastante o garoto e, particularmente após a última conversa não deseja encontrar com ele no momento. Fennik? Oh, deus, não. Os olhos iriam cessar ao visualizar Blink, o atirador e navegador do grupo. Na verdade, ele pouco falou com o rapaz desde que chegou, diferentemente dos demais, o que indica que provavelmente ele aceitaria ser sua companhia:

– Blink? – Chamaria sua atenção, aproximando-se. – Eu não conheço esta cidade, você poderia me acompanhar no centro comercial? Eu preciso encontrar estes itens. – Mostraria a lista para o navegador. Caso ele aceitasse, Hisoka iria desembarcar do "Show do Milhão" e pisaria em solo 'Toroano' pela primeira vez.

Se o pedido de Hisoka fosse negado, ele abaixaria a cabeça em tristeza e caminharia cabisbaixo em direção de Fennik. Próximo da garota, diria em voz baixa e tímida:

– Fennik... Poderia... Me acompanhar... ? – Indagaria mantendo a cabeça abaixada, mas levantando a mão canhota para mostrar a lista à bela jovem. – Eu... Compro doce... – Buscaria chantageá-la para que aceitasse a proposta.

Conhecendo a menina, as chances de ter o pedido negado seriam baixas. Entretanto, se por ventura ela não pudesse, Kurayami teria de ir sozinho, pois tinha certeza que Pepper não o acompanharia e não gostaria de se encontrar com Rin por hora.

Fora da embarcação, acompanhado ou não, Hisoka buscaria memorizar o local ao analisar alguns pontos de referências característicos e fáceis de serem notados para que ao menos soubesse voltar ao porto caso se perdesse. Seu conhecimento em história permitiria ao professor ter algumas informações sobre a localidade, como o fato da região ser uma ilha bem turística, o que pode indicar um comércio interessante. Além disto, algumas figuras importantes devem ser destacadas, como Vick, o misterioso capitão do quartel general e Clarice, uma inteligente botânica que conserva a arquitetura florística de grande parte da cidade.

– Bem, vamos começar pelos itens cujas lojas devem ficar próximas nesta lista. Quais você sugere? – Daria sua lista ao seu acompanhante para que ele tomasse as rédeas da situação e o seguiria.

Caso Hisoka realmente não tivesse a companhia de ninguém, o jeito seria perguntar para um nativo. Aproximaria com serenidade e o mostraria a lista, perguntando sobre os dois primeiros itens. Se não obtivesse resposta com o primeiro, continuaria a procura até alguém saber as coordenadas:

– Onde posso encontrar uma loja que contenha isto? – Assim que obtivesse a resposta, assimilaria as instruções para que pudesse achar o estabelecimento.

Caso encontrasse o estabelecimento designado, seja com um companheiro ou sozinho com a ajuda dos nativos locais, Hisoka iria até a bancada da loja e perguntaria:

– Olá, gostaria de saber se você tem alguns destes itens. – Mostraria a lista no papel. Caso a resposta fosse positiva, continuaria: – Queria o que possui a melhor qualidade, tudo bem? – Entregaria, desta forma, a quantia necessária para obtê-lo. Em caso de resposta negativa, ou ao término da compra caso estivesse só, aproveitaria para pedir instruções para os demais itens: – E onde posso conseguir estes outros? – Questionaria em tom amigável.

Deste modo, Hisoka continuaria seguindo as instruções adquiridas e repetiria as mesmas perguntas pelos estabelecimentos que passava. Enquanto passearia pelas ruas locais, estaria atento em encontrar alguma biblioteca ou livraria, de modo que interromperia momentaneamente a caça pelos itens da lista para que adentrasse na loja de livros. Seu objetivo era o aprendizado da perícia lógica, a última peça do quebra-cabeças para que seja um Arqueólogo de ofício. Tendo em vista que todos da tripulação possuem seus devidos ofícios, é necessário que Kurayami também detenha um para que não fique atrás de seus companheiros.

– Olá, gostaria de um livro de lógica, por favor. – Ele efetuaria o pagamento caso o estabelecimento provesse o objeto. – Ah, um pacote de pirulitos também, por favor. – Caso já estivesse acompanhado de Fennik, iria entregá-la assim que pagasse, tal como prometido. Se não, somente o levaria junto das demais compras. – Aqui está. – Falaria se estivesse com a pervertida.

Se, por ventura, Hisoka não encontrasse o recinto enquanto caminhava a procura dos itens da loja, iria finalizar todas as compras inicialmente para que indagasse seu companheiro ou, caso estivesse sozinho, o comerciante em que comprou o último material:

– Onde há uma livraria ou biblioteca aqui? – Assim que obtivesse a resposta, caminharia até o objetivo e faria a pergunta anterior.

Em caso de sucesso, Hisoka estaria com todos os materiais em mãos, assim como seu livro de lógica e o saco de pirulitos. Desta forma, seria o momento de retornar para o navio, seja a partir dos pontos de referência que havia gravado anteriormente ou com o auxílio de seu acompanhante. Aliás, se tivesse um companheiro, questionaria-o enquanto voltassem para a embarcação. Como ele já sabe o tempo médio de entrada dos tripulantes, não indagaria-o sobre, mas sim quanto ao motivo:

– O que o(a) levou a entrar no Exército Revolucionário? – Fitaria os olhos do acompanhante, demonstrando serenidade e paciência enquanto continuaria a caminhar até o navio.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQui 19 Jul 2018, 04:34

A cidade das flores


Depois de receber a lista de Gear com os materiais necessários para produção do seu óculos especial de visão noturna, estes que Hisoka explicava de maneira bem detalhada como ele gostaria que fosse para que não houvesse nenhuma confusão por parte da engenheira, o professor precisaria agora decidir quem ele iria chamar para acompanhá-lo nessas compras. Ainda que ele pudesse optar por fazer tudo sozinho, seria apenas uma demonstração boba de orgulho que não lhe traria nenhuma vantagem, pelo contrário, apenas iria dificultar a tarefa simples de ir até a cidade comprar os itens da lista.

Com as opções que ele tinha para chamar, Hisoka foi usando o critério de aproximação para fazer as eliminações, sendo que Blink, o único que ele não interagiu direito, acabava sendo a sua escolha final. O professor era aquele que se aproximava primeiro e chamava a atenção do rapaz para lhe perguntar se seria possível para o navegador acompanhá-lo pela cidade para fazer as compras dos materiais listados no papel que mostrou para ele em seguida. Após o convite, Blink olharia para Hisoka e sorriria dando uma piscadinha com o olho direito, aparentemente feliz por ter sido chamado pelo professor para tal atividade.

- Fico feliz que tenha escolhido a mim para esse papel, não vejo problema nenhum em acompanhá-lo nessa tour por Toroa. - Disse o navegador retirando a alça que segurava o rifle em seu pescoço. - Não é muito legal um civil que deseja passar despercebido andar pela cidade com uma arma dessas, espere um segundo, irei guardá-la. - Falaria o rapaz de maneira suave, retirando-se dali por um instante, não demorando muito até que ele retornasse com apenas uma pistola simples na mão, essa que ele guardava na parte de trás da sua calça e escondia com a camisa. - Pronto, acho que agora podemos ir, certo?

Sua primeira visita a uma terra desconhecida se oficializou no momento que o professor pôs os pés no solo de Toroa e sentiu o aroma das flores que cercam a cidade principal penetrarem por suas narinas. Como falar de Toroa sem falar de seus tapetes floridos? Ou de sua cachoeira um pouco mais distante do porto, que dizem ser capaz de acalmar até o mais inquieto coração. O design das casas é uma verdadeira obra de arte, por mais que o arquiteto inicial não tenha vindo a ter um nome tão conhecido, o trabalho dele para a beleza da cidade foi ainda mais bem feito do que o de Clarice, aquela que trouxe as flores para a ilha de Toroa, um lugar que se tornou tão belo que passou a ser chamado de paraíso por aqueles que visitam.

- Acredito que o mais caro serão essas lentes, provavelmente o único material dessa lista que não conseguiremos na ToroaClove. - Disse o rapaz analisando mais uma vez a lista de materiais que Gear havia deixado para Hisoka. - Não fica muito longe daqui, acredito que iremos fazer isso muito rápido. E ei, cuidado onde pisa. - Disse alertando-o claramente a respeito das flores que a cidade tanto cultivava.

Blink acabaria assim se tornando o guia turístico do professor na cidade, não só guiando-o para a loja que deveria comprar os materiais desejados, como também mostrando para ele alguns outros comércios interessantes por onde passavam, dando algumas opiniões pessoais sobre aqueles que mais lhe interessava, como por exemplo o Rose Pub. E por falar em rosas, Hisoka não poderia deixar de ficar encantado com a variedade de flores que encontraria pelo caminho, algo que atuava até mesmo como uma espécie de atrativo, sendo que as lojas que tinham as flores mais bonitas em sua entrada eram aquelas que receberiam mais clientes, algo que também parecia se repetir nas residências, que provavelmente disputavam indiretamente para ver quem teria o quintal florido mais bonito.

- Não sei se você é interessado em músicas, mas o West Blue é o berço de muitos dos melhores músicos do mundo, inclusive aqui no Rose Pub é bem frequente a apresentação desses músicos em seu início de carreira. Atualmente o lugar já tem recebido mais visibilidade e até mesmo músicos de outros Blues são convidados para se apresentar aqui. É um ótimo lugar para se passar o tempo e beber um bom vinho, inclusive não são apenas flores que Toroa sabe plantar bem, o vinho daqui é fantástico! Não é melhor do que o de Micqueot, mas não está muito longe na qualidade, posso lhe garantir que não vai se arrepender se quiser comprar uma garrafa daqui a pouco. Haha, olha só, estou lhe contando coisas que você provavelmente já sabe, afinal é você o professor. - Falava Blink com toda a sua suavidade e elegância enquanto eles andavam pela cidade em direção a ToroaClove. Independente da resposta de Hisoka para isso, Blink continuaria falando mais algumas curiosidades sobre Toroa. - Sabe o que é interessante? Dizem que a cachoeira daqui é um lugar realmente incrível, beirando a ser quase algo mágico. Por mais que as flores e toda a decoração da cidade sejam por si só relaxantes, o som daquelas águas, a temperatura e a clareza delas são além de inspiradoras, como também purificadoras. Por ser apenas um grande efeito psicológico, mas desde que começamos a usar Toroa como uma base temporária eu nunca mais senti sentimentos ruins se apoderando de meu corpo, e qualquer indício de que isso poderia estar acontecendo um banho na cachoeira ou simplesmente me aproximar dela já era suficiente… É realmente incrível, inclusive existem diversas pinturas belíssimas da cachoeira de Toroa à venda pelos sete mares, como eu disse antes, ela traz uma energia inspiradora para artistas no geral, e talvez seja esse o grande segredo do West Blue para os músicos talentosos, haha.

Assim que chegaram na loja com a entrada repleta de cravos de cores vermelha, rosa e branco, a dupla estava diante da ToroaClove, uma grande, porém simples, loja de material de construções. Após atravessarem o arco de entrada, Professor e Blink seguiram em direção ao atendente da loja, um senhor gordinho, careca e com um bigode grisalho, o que não era preciso para descobrir que ele já tinha uma idade avançada. Hisoka entregou para ele a lista com os materiais desejados e ele rapidamente se prontificou a buscá-los para o jovem cliente, retornando de tempo em tempo para mostrar a ele a qualidade do produto que estava sendo vendido, mas no fim, após alguns minutos já estariam em uma sacola tudo que estava na lista, com exceção daquilo que Blink já havia mencionado antes, as lentes.

- São 500.000 berries. - Disse o vendedor da loja esperando que lhe pagassem corretamente o valor mencionado.

- Wow, um pouco caro, não acha? - Alertou Blink espantado com o valor, estendendo sua mão por baixo do balcão para que Hisoka não começasse a tirar o dinheiro ainda.

- Na verdade é o preço ideal já que o rapaz pediu que todos os produtos fossem da melhor qualidade… Se quiserem eu posso reajustar os produtos para marcas um pouco mais barata e teríamos um corte no valor de pelo menos 50%. O que você prefere? - Explicaria o senhor deixando a opção de escolha para o professor decidir o que iria preferir comprar, se fossem realmente os produtos de melhor qualidade ele poderia optar pelo maior valor, se quisesse uma redução do preço as marcas seriam trocadas, sendo que uma redução de 90% desse valor também era válida, mas teriam produtos de marcas não muito boas. Por mais que Gear fosse ótima naquilo que faz, produtos de boa qualidade com certeza valorizam o seu trabalho.

Após a compra, Hisoka sairia da ToroaClove carregando uma sacola cheia de materiais variados, sendo eles algumas placas de titanium, plástico polipropileno, tinta (da cor desejada, mas acredito que amarela) e itens de um circuito elétrico, o que inclui a fiação, capacitores, resistores, bateria e outros produtos relacionados que Hisoka não seria capaz de entender como funcionavam juntos. De fato restava com isso apenas a lente, mas como era também do interesse do professor passar em uma livraria para adquirir um livro de lógica, Blink lhe levou até a livraria Lily&Daisy, cujas flores na entrada eram uma mistura de lírios do vale a margaridas, ambos de cor branca. Na livraria eles foram atendidos por uma bela e jovem garota loira com uma tiara de flores na cabeça, aparentemente a moça se mostrava nervosa com a presença deles ali, e não era difícil para Hisoka perceber pelos olhares dela que isso era por causa de Blink… Digamos que às vezes dar aula para adolescentes durante tanto tempo tenha lhe dado algumas vantagens inúteis.

- Um livro de lógica? Uhh, esses são bem caros, mas temos um que eu indico como o melhor da atualidade, espere só um momentinho. - Disse saindo do balcão onde estava para procurar o livro de lógica para Hisoka. Ela demorava um pouco mais do que deveria, mas era muito evidente que no seu retorno ela estava com o cabelo muito mais arrumado e aparentemente também estava… Usando um forte perfume que antes ela não estava exalando… - Aqui está, senhor, são 500.000 berries. - Responderia ela sem nem notar a quantidade que estava sendo paga, pois já estava olhando para Blink assim que entregou o livro para Hisoka. - O senhor também gostaria de alguma coisa? Posso procurar para você.

- Não, obrigado, talvez volte aqui uma outra hora. - Respondeu ele dando a sua piscadela de sempre e se retirando da loja antes mesmo de Hisoka, que até poderia reparar na garota ficando vermelha e levando as mãos ao rosto. Já do lado de fora da livraria, Blink manteria seu comportamento natural e olharia para o professor para trazer mais uma curiosidade sobre Toroa. - Aqui também existem perfumes muito bons, também vale a pena você experimentar se for do seu interesse.

Por fim restava a dupla comprar o item que faltava, as lentes do óculos, por isso em Toroa apenas a Óticas Iris poderiam lhes fornecer esse tipo de produto. Quando se aproximaram da loja, apesar da grande variedade de óculos ser algo chamativo por si só, as flores azuis e roxas localizadas na entrada do estabelecimento eram uma das mais bonitas pelas quais eles já haviam passado hoje, talvez porque as cores diferentes acabem trazendo esse efeito. A atendente dessa loja era uma uma garota na mesma faixa etária dos dois, tinha cabelos negros presos em um rabo de cavalo, sardas no rosto e usava um óculos de grau. Assim que foi apresentada ao produto que Hisoka desejava comprar ela fazia uma expressão de espanto e pegava o papel para saber se não estava tendo algum tipo de engano.

- Moço, peço mil desculpas, mas nós não vamos ter essas lentes aqui… Vendemos a última recentemente e nós não abastecemos o estoque dela ainda, não é uma lente que costuma sair com frequência. Qual é a sua intenção com essas lentes? Talvez eu possa ajudá-lo a encontrar uma parecida. - Perguntaria ela para o seu cliente, então assim que Hisoka lhe desse a resposta ela levaria a mão ao queixo e responderia com velocidade. - Hummm, óculos de visão noturna não necessariamente precisam ser feitos com esse tipo de lente, na realidade é um produto até antiquado para os dias atuais, já que podemos usar lentes mais avançadas que permitem a compactação do óculos, caso contrário acabaria sendo necessário quase que um capacete para que obtivesse o efeito desejado. - Explicaria ela praticamente dizendo que o projeto de Gear não era tão bem montado para ter um erro como esse. - Apesar de serem um pouco mais caras, essas lentes da Red Lens darão para você a função desejada… Se colocada dentro de todos os processos adequados, já que ela sozinha não é capaz de ver no escuro. São 100.000 berries.

- Não era para isso tudo isso ter saído por 70.000? Você vai acabar multiplicando o valor da compra por dez… - Alertaria Blink caso Hisoka tivesse chegado a pagar o valor máximo na compra inicial, caso contrário ele apenas continuaria calado esperando a decisão do professor.

- Não se preocupe, apesar do nome da marca elas não são vermelhas… A menos que você queira o modelo vermelho, haha. - Diria ela de maneira simpática na hora de entregar o produto e receber o dinheiro. - Obrigado pela compra e pode trazer o óculos aqui quando ele estiver pronto, ficarei feliz em verificar para você se ele está funcionando corretamente e não lhe trará problemas de saúde.

Independente de Hisoka ter conseguido fazer a compra de todos os produtos da lista ou não, agora só restaria para ele voltar para o navio com aquilo que ele tivesse em mãos, pois ao menos o livro de lógica ele havia conseguido comprar. Não sabia se encontraria Gear assim que retornasse, ou até mesmo se o restante dos tripulantes ainda estavam por lá ou já foram se encontrar com o restante dos revolucionários que estão na ilha, mas pelo menos tinha Blink com ele para lhe levar ao lugar certo se fosse o caso.

Era estranho pensar que o valor estipulado por Gear daria no máximo 70.000 e o valor da compra que Hisoka fez hoje pode ter chegado à 600.000 berries, isso sem contar o seu livro de lógica e o saco de pirulitos que compraria pelo caminho enquanto retornava para o navio, totalizando assim um valor máximo de 1.100.500,e deixaria no inventário do professor apenas 419.500 berries, talvez um valor mais do que suficiente para fazer uma visita ao Rose Pub, ou comprar um maravilhoso vinho de Toroa ou ainda um dos bons perfumes da cidade, restaria para ele pedir a Blink que o levasse até esses locais antes de voltarem para o navio. Ainda que não viesse a fazer esse pedido, Hisoka deixava para o seu acompanhante a mesma pergunta que já havia feito para Gear sobre os motivos dele para entrar no Exército Revolucionário, então ao ouvir a pergunta, Blink sorriu.

- Por incrível que pareça eu não tinha a intenção de me juntar, talvez seja surpreendente para você, mas antigamente eu era um marinheiro, cheguei a subir até a patente de capitão, porém acabei sendo expulso da Marinha após algumas desavenças com o Governo Mundial e um conflito muito grande de ideais… Mesmo que muitos dentro da Marinha não sejam más pessoas, eles obedecem a uma organização podre, são meros cachorros que fazem tudo que o dono mandam, muitas vezes sem nem questionar se o que estão fazendo é o certo. Muitos dentro da Marinha carregam a visão de que irão mudar o sistema por dentro, e até mesmo se esforçam para não irem contra a justiça que acreditam, não os considero pessoas erradas, porém eu não sou capaz de seguí-los por esse mesmo caminho, pois eu precisava seguir meu próprio caminho, fazer a coisa certa ao lado de pessoas que pensam igual a mim. É por isso que eu me juntei aos Revolucionários, e é por isso que eu pretendo continuar aqui até conseguir trazer ao mundo a verdadeira justiça que ele merece… Ou pelo menos morrerei tentando para que consigam por mim.

Dada tais palavras, o clima entre os dois poderia mudar um pouco, não por terem tocado em um assunto pesado, mas sim porque era algo que poderia mexer com seus sentimentos, talvez uma identificação. Pela primeira vez desde que começou a conversar com Blink, Hisoka veria ali um tom mais sério, ainda que fosse uma pessoa tranquila, seu semblante sereno havia mudado um pouco ao tocar nesse assunto tão sério que diz respeito aos seus ideais para um futuro melhor. Após mais uma aproximação com o Exército Revolucionário, será que em algum momento o antigo professor universitário sentirá que cometeu um erro ao sair de casa?


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 3 EmptyQui 19 Jul 2018, 08:16



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#Post 15


Blink pareceu feliz em ser escolhido por Hisoka para ser seu acompanhante durante as compras dos materiais, saindo momentaneamente para deixar seu rifle no interior do navio antes de seguir com o professor, afinal seria muito chamativo caminhar pela cidade com uma arma deste porte. Quando retornou, trouxe somente uma pequena pistola que ficaria facilmente cobertada pela sua camisa. Ao contrário do navegador, Hisoka não iria armado, isto é, não levaria o seu chicote. Se por ventura algum imprevisto acontecer, teria de lutar inteiramente com sua briga de rua.

– Certo, vamos lá. – Responderia o rapaz com sua entonação exaurida como de praxe.

No caminho para o centro comercial, Hisoka não poderia deixar de notar a ambientação local. Ele já tinha um certo conhecimento a cerca da beleza intrínseca de Toroa Island, cuja arquitetura é recheada de muitas flores e um aroma fascinante, todavia é a primeira vez que ele pode apreciar o recinto pessoalmente. Sua cabeça e olhos iriam ser movidos quase que constantemente para admirar os quatro cantos da cidade e não perder nenhum detalhe. Tamanho era o entusiasmo que quase pisara num dos tapetes floridos pelo trajeto, situação que seria evitada com um alerta de Blink. Hisoka abriria levemente a boca em espanto e arquearia as sobrancelhas antes de responder o navegador:

– Oh! Obrigado, Blink. Já ouvi falar do quanto esta cidade é severa com quem destrói a decoração. – Falaria em justificativa à preocupação de Blink.

A medida que se aproximaram da área urbana, Blink começou a informar Hisoka a cerca dos principais pontos da cidade. O primeiro deles, chamado Rose Pub, é um estabelecimento que agrega muito talento, não somente do East Blue, como dos demais mares. Além disto, é detentor de um vinho muito bom, segundo Blink, o que despertaria o interesse de Hisoka. Apesar de não ser um alcoólatra, o professor gosta de passar seu tempo degustando uma boa bebida, principalmente em tempos de calmaria e para esquecer as mágoas. Quem sabe não convide os demais membros da tripulação para que possam agraciar o vinho local antes de partirem para Ilusia Kingdom. Por conseguinte, o navegador enfocaria na cachoeira de Toroa, lugar que ele chamou de mágico, pois é capaz de purificar os sentimentos mais malignos e trazer uma paz interior fantástica. Bem, Hisoka realmente está precisando de algo assim, pensaria o arqueólogo.

– Hahaha, bem... Mesmo sendo um professor, meu conhecimento é limitado, então estou sempre buscando aprender mais. Agora, por exemplo, você está me ensinando coisas novas. – Responderia o comentário do atirador do bando. – Além disto, meu saber é mais voltado para os fatos históricos. Nem sempre saberei sobre determinados locais ou até mesmo a cultura do ambiente. Isto é mais apropriado para pessoas que já estão habituadas, como você. – Continuaria a explicação, buscando mover o pescoço para olhar Blink diretamente.

A experiência de Blink no local permitiu que ele levasse Hisoka para uma loja de construção que teria grande parte dos itens citados na lista construída por Gear, com exceção das lentes. Lá, o arqueólogo iria se assustar um pouco com o preço dos materiais, mesmo que ele tenha pedido àqueles de maior qualidade, afinal, Gear havia dito que seria por volta de setenta a oitenta mil berrys. Apesar disto, após refletir um pouco, Hisoka iria acabar pagando o alto preço, pois acredita que sua engenheira conseguirá fazer um equipamento mais rebuscado e completo com utensílios melhores.

– Tudo bem, eu levo. – Diria, entregando ao vendedor a quantia correta em dinheiro. Em seguida, Hisoka deixaria o estabelecimento lotado de sacolas, as quais estavam preenchidas com equipamentos que ele nem ao menos sabia identificar, quem dirá aplicar alguma função. Entretanto, o rapaz confia em Gear e sabe que ela conseguirá agregá-los a um bom produto final.

Antes de seguirem até a loja de lentes, Hisoka e Blink encontraram uma livraria, cujo nome era Lily&Daisy. A entrada do recinto era bem ornamental, repleta de flores brancas com aroma agradável, apesar de Hisoka não ser capaz de reconhecer quais eram. Dentro da casa comercial, os Revolucionários foram atendidos por uma bela moça loira com adornos floridos em sua cabeça. No instante que a viu, o semblante de Hisoka ficaria um pouco abatido, pois a figura da menina remeteu à Sara, a sua vizinha que fora assassinada por Mark em Las Camp. Todavia, iria se recompor com o tempo, principalmente ao perceber o modo como a menina estava envergonhada na presença de Blink. Seja de forma consciente, ou não, o navegador era detentor de uma aparência bem atraente, certamente capaz de derrubar facilmente as meninas. Uma espécie de Fennik ao contrário, exceto pelo fato de Blink não ser um pervertido. No instante que a balconista foi aos fundos para recolher o livro pedido, Hisoka faria um comentário em baixo tom para seu acompanhante, chamando-lhe a atenção com seu cotovelo.

– Parece ter jeito com garotas, ein, Blink. – Sorriria de leve e piscaria para o atirador, repetindo o gesto que ele sempre faz. A garota retornou claramente bem mais atraente para impressionar Blink, tendo em vista que havia ajeitado o cabelo e estava portando uma fragrância mais revigorada. – Viu? – Completaria, novamente sorrindo, comentário este que a jovem provavelmente não entenderia.

Hisoka não poderia deixar de notar a vermelhidão na jovem no instante em que Blink a respondeu, ocultando seu sorriso com o punho direito enquanto seguia o navegador. Assim que saiu do estabelecimento, o professor aprenderia com Blink mais uma curiosidade de Toroa Island. Os perfumes da cidade são muito bons, tal como Kurayami havia acabado de confirmar ao sentir o eflúvio emanar da atendente.

– Quem sabe eu compre um para você continuar a seduzir as garotas por onde passa. – Não perderia a oportunidade de brincar com o rapaz.

Estava há pouquíssimo tempo com Blink, mas já sentia-se muito a vontade em sua presença, provavelmente porque ele é detentor de uma serenidade que transcende e também acalma Hisoka. É provável que a excursão pela cidade não fosse tão boa se não com ele, tendo em vista que aprendeu bastante sobre Toroa Island. Sua paciência em explicar os principais estabelecimentos, características e pontos da ilha foram fundamentais para trazer mais prazer à experiência. Antes de voltar ao navio, entretanto, a dupla teria de comprar o último item restante: a lente para o óculos. O local escolhido por Blink, chamado Óticas Iris, também possuía uma atendente mulher, porém morena. Ela pareceu surpresa com o pedido de Hisoka, indicando que este tipo de material dificilmente era pedido, por isto o estoque nem sempre estava preenchido.

– Bem, um óculos noturno. – Responderia à jovem, buscando auxiliá-la em seu atendimento.

O comentário da garota, entretanto, não foi muito sorvido por Hisoka. Sua falta de conhecimento na área o impedem de criar alguma conclusão a cerca das lentes. Blink parece sofrer do mesmo, tendo em vista que não comentou nada. Sendo assim, ou compraria a lente sugerida, ou voltaria para o navio da mãos abanando. Apesar de caras, o que poderia configurar numa perda de dinheiro, Kurayami poderia não ter outro tempo para vir realizar a compra. Todavia, a atendente cedeu uma espécie de garantia, dado que Hisoka estaria apto a voltar depois para certificar o funcionamento do óculos.

– Entendo... Neste caso, irei levar. – Falaria, efetuando o pagamento para que adquirisse a peça. Fora do estabelecimento, responderia Blink: – É, realmente. Ficou bem mais caro do que Gear havia mencionado. – Suspiraria, coçando sua cabeça em seguida.

Enquanto retornavam para o navio, Hisoka indagou Blink a cerca do motivo que o levou a entrar nos Revolucionários, buscando conhecer mais sobre o seu companheiro. Para sua surpresa, o navegador é um antigo membro da marinha, inclusive bem forte dado que era um capitão, porém viu na organização uma podridão cujo principal motivo são os seus superiores, aqueles que comandam seus membros e delineiam os objetivos, o governo mundial. Durante sua resposta, Blink mostrou um semblante dotado de certo rancor, o qual ainda não havia sido visto por Kurayami. O professor não poderia culpá-lo, afinal, sente o mesmo pela organização torpe que tirou a vida de sua mãe. Para não deixá-lo sentir que somente ele havia revelado algo, Hisoka proferiria:

– Eu passei toda a minha vida escondido. Nunca pude ser nada do que sempre quis ser. Depois do assassinato de minha mãe, me vi sem chão... – Abaixaria a cabeça, demonstrando uma postura taciturna. – Pensei que fosse morrer, até ser acolhido por Yasuhiro. E pensar que o culpei pela morte dela... – Levantaria a cabeça e vislumbraria o céu, um pouco emocionado em sua fala. – Bem, aqui eu quero ser livre, sabe? E também derrubar o governo a partir do conhecimento do século perdido. Quero saber o que de fato aconteceu e o porquê deles tanto quererem esconder isto a ponto de dizimar toda uma população... Pobre povo de Ohara... – Revelaria a sua devoção, tal como o motivo pro detrás de seu objetivo, mas num tom mais baixo, tendo em vista que não queria que ninguém além de Blink ouvisse. – A propósito, você não vai morrer. Ninguém mais vai morrer... – Abaixaria a entonação na última frase, numa alusão ao seu trauma devido a morte de sua mãe.

De volta ao navio, Hisoka iria buscar primordialmente por Gear. Se ela não estivesse na embarcação, iria deixar todas as sacolas com os materiais sobre os barris em que a garota geralmente fica. Se a engenheira se encontrasse, Kurayami iria entregá-los pessoalmente, buscando aproximar-se com serenidade.

– Olá. Aqui estão os materiais. Foram um pouco mais caros que eu pensei, mas deu tudo certo. – Daria as sacolas para Gear, sorrindo de leve para a menina. – Obrigado, novamente. – Ampliaria o sorriso tímido, deixando-a só mais uma vez.

Em seguida, iria mover o pescoço para procurar por Fennik no navio. Caso a pervertida não estivesse na escuna, daria os doces num outro momento, entretanto, se ela estivesse, iria caminhar calmamente em sua direção, retirando o saco de pirulitos da sacola.

– Bem... Isto é por ter me ajudado com acrobacia. Obrigado... – Entregaria o saco de doces para ela com certo rubor nas bochechas. – Não sei se é ao certo dos que gosta, mas enfim... – Explicaria antes de deixá-la.

Por fim, ele teria de esperar novas instruções para que pudesse agir. Por isto, seria um bom momento para descansar, acalmar os ânimos e recuperar as energias, afinal restava pouco para sua primeira missão como Revolucionário. Deste modo, iria deitar sobre o convés do navio, próximo de uma das bordas, para que pudesse ler o livro de lógica que havia acabado de adquirir. Havia muito conhecimento no artefato que certamente seria bem-vindo.

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