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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 As mil espadas - As mil gaivotas

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ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

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MensagemAssunto: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyTer 05 Jun 2018, 14:35

Relembrando a primeira mensagem :

As mil espadas - As mil gaivotas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Julian D'Capri. A qual não possui narrador definido.


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jonyorlando
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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptySex 15 Jun 2018, 16:39

A conversa com o Doutor haveria me esclarecido muitas coisas, apesar de sua idade, que julgaria como de um homem novo, e de ser um veterinário ele sabia de coisas muito importantes e sua serenidade na hora de operar o pequeno gatuno era simplesmente invejável, nunca me imaginaria fazendo tal serviço. Ao que a senhora Fifi revelaria que faria uma sopa um pequeno sorriso se abriria no canto de meu rosto, graças às lembranças de quando minha mãe cozinhava para nós, lembranças essas que guardo com emoção já que fazem parte de mim, parte de minha pessoa, e apesar de minha mente pedir o contrário vou permanecer com essa chama de emoções, ao ver o médico ir embora isso me traria uma grande felicidade já que ele já não mais corria riscos de ser atacado, mas ainda não poderia pedir um pouco da sopa da senhora Fifi, minha investigação não teria terminado, o meu próximo passo seria falar com as crianças, já que elas poderiam ter visto algo, infelizmente minha infância não foi lá essas coisas então ao pegar na bola já não saberia como fazer uma embaixadinha, felizmente as crianças não ficaram assustadas com minha aproximação e até deram algumas risadas após minha falha crítica com a bola, isso pelo menos tirou a sensação de intimação criada pelo simbolismo que carregava, isso fez-me perguntar: Será que em alguns lugares a marinha é tão temida assim? De uma forma que o medo é tão extremo que as pessoas preferem se esconder do que nos comprimentar, não queria trazer essa imagem de medo e sim uma imagem boa, de esperança, ajuda e paz.

Pelo menos minhas perguntas foram respondidas, mesmo que os garotos apenas dessem uma resposta isso não me magoaria apenas me deixaria com uma pulga atrás da orelha, mas não era algo que poderia mudar apenas aceitar. Aquilo seria o máximo que conseguiria por ali, com um pequeno sorriso devolveria a bola para os garotos e falaria:
- Desculpem por não jogar bem, por agora agradeço e tenho que me retirar, tomem cuidado. - Enquanto terminaria minha fala faria uma referência para os garotos como um sinal de agradecimento.
Antes que pudesse me retirar do local para pôr em prática meu plano secundário, ouço um barulho estrondoso, um único, um claro som de disparo, minha primeira reação seria ficar de costas para os garotos, tentando usar meu corpo de escudo, ao que perceberia que o tiro não foi em nossa direção falaria ao garotos em um tom calmo, mas claro:
- Vão para suas casas e fiquem longe das janelas. - Assim que terminasse a frase sacaria uma de minhas espadas e correria na direção de origem do som.
Em minha mente algo gritava, não dei ouvido a isso, mas a sensação não desapareceu, muito menos diminuiu, minha adrenalina começou a ser aplicada em minha corrente sanguínea e minhas pernas começaram a se mover com mais vigor, a velocidade em que andaria aumentaria rapidamente e antes que percebesse já estaria na frente da casa da senhora Fifi, tarde demais, mesmo com minha velocidade máxima já era tarde, o que veria seria um dos gatos já nas mãos daquele homem de vestes negras, sua arma prateada chamaria minha atenção naquele primeiro instante, aquelas vestes destoantes do resto do cenário eram algo impossível de não se notar, a pelagem do gato antes alaranjada estava agora ensanguentada, tão encharcado daquele pigmento vital que pingava no chão, via a vida daquele gato se esvair no primeiro momento, não havia nada para se fazer, o tiro já estava dado, mas o atirador estava ali, depois que o pegasse poderia finalmente descansar e esperar o barco da tarde, então era só o que precisava, tinha um trabalho pra fazer e ele seria feito.

Com um forte impulso de minhas pernas moveria-me na direção daquele ser, não direcionaria nenhuma palavra contra ele, afinal de contas não precisaria de provas ou alguma espécie de mandato para o pegar, ele havia sido flagrado eram provas suficientes, juntamente ao avanço surgiria também a preocupação, deveria tomar cuidado para que a arma não fosse usada contra mim, mesmo que o atirador seja ruim numa luta nunca posso subestimar o inimigo, ainda mais quando estou diminuindo a área dele para erro, já que minha aproximação para o uso de espadas tem essa desvantagem, o principal fator que estaria atento seria para minha esquiva, deveria prestar atenção onde ele miraria para poder esquivar daquela posição, continuaria priorizando minha esquiva até que estivesse perto o suficiente para usar minhas espadas, uma vez que já estivesse próximo do criminoso tentaria o golpear com a parte de trás de minha espada, visando acertar o ombro, costas ou as costelas, na tentativa de que ele largasse a arma, se por um acaso meu golpe fosse falho, moveria-me o mais rápido possível para suas costas, usando de um rolamento e em seguida tentaria acertar suas costelas do lado oposto (ainda com a parte de trás da espada), caso mais uma vez não obtivesse êxito em acertar meu oponente miraria agora em suas pernas, tentando acertar canelas ou até os joelhos, para tentar prejudicar sua movimentação, se assim conseguisse passaria para o ponto de imobilização, e tentaria usar de minha velocidade contra a do inimigo, avançando contra ele e tentando-o desarmar, golpeando sua mão, braço, peito, costelas, abdômen, ou até a arma, caso se mostrasse necessário usaria uma segunda espada para me ajudar a desarmar o criminoso de vestes negras, uma vez que ele estivesse desarmado tentaria o jogar contra o chão e usando minhas espadas prenderia seus braços, perfurando as mangas de sua roupa e fincando as espadas no chão, e sacando minha terceira espada a encostaria contra a nuca do suspeito o avisando:
- Melhor não se mover tanto, a loucura pode fazer pessoas perderem a cabeça…
Se visse que ele estava mal imobilizado colocaria meu pé em suas costas, o forçando a ficar deitado.
- Por que está fazendo isso? Atirar em gatos já é uma evolução da fobia, sabe que está contra as leis, não sabe? Preciso dizer que você está sendo preso?
Se o criminoso não me respondesse nada, tentaria o nocautear (faria isso mesmo que ele já me tivesse dito tudo que queria), tomaria a arma do mesmo e obviamente a guardaria, guardaria minhas espadas, levantaria o criminoso e o levaria até o QG, antes de fazer isso faria novamente o toque na porta da senhora Fifi, e me despediria dela.
- Chame o doutor Trevor, ele deve ver seu outro gato baleado, estou levando o criminoso, infelizmente não posso a ajudar agora, voltarei depois para ter notícias.
E com isso iria para o QG entregar o criminoso e sua arma, bem como a bala que o doutor Trevor havia me entregado após a retirar de Niniko.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyDom 17 Jun 2018, 13:44

O HOMEM DE PRETO


Depois de deixar a casa da Sra. Fifi para investigar um pouco melhor a vizinhança e fazer perguntas aos seus moradores, Julian preferia fazer isso começando pelas crianças que estavam a poucos metros jogando bola, só que mesmo tentando se enturmar chamando a atenção delas ao mostrar como não se deve jogar futebol, o marinheiro não conseguiu ser carismático o bastante para fazer com que elas lhe respondessem qualquer uma de suas perguntas, mesmo a mais simples delas… Por quê? Aquela mudança no comportamento das crianças lhe deixava com uma pulga atrás da orelha, pois vê-las sempre respondendo  “não sabemos de nada” era quase como aceitar que elas já tivessem essa resposta pronta para usar sempre que fossem questionadas por alguém. Por mais estranho e suspeito que as crianças estivessem sendo, Julian não teria muito tempo para pensar a respeito, pois logo em seguida quando estourou aquele alto som ao qual ele tinha certeza de que se tratava de um disparo de arma de fogo, o marinheiro não poderia agir de outra maneira senão indo em direção ao local onde este tivera origem.

Depois de pedir para as crianças irem para um lugar seguro, Julian retirou da sua bainha infinita uma de suas espadas e sacou junto com ela uma adrenalina que jamais imaginou sentir em uma missão onde deveria interceptar um assassino de gatos. Estaria isso sendo motivado por razão a estar fazendo a sua primeira missão como marineiro? Seria essa adrenalina um reflexo do seu instinto de batalha como espadachim? Ou seria ainda mais além, como se houvesse algo dentro dele desejando que isso fosse muito mais do que pensa que é?

Tamanha era a sua vontade de chegar ao encontro do criminoso que nem mesmo percebeu a velocidade que se moveu até o terreno da Sra. Fifi, onde lá se deparou com o homem de vestes negras e um gato ensanguentado. Com toda essa adrenalina e ansiedade acumulada no interior de seu corpo lhe revirando o estômago, a cena que apresentava ser algo simples como o assassinato de um gato, para Julian, no calor do momento, aquilo não era diferente de um crime hediondo, pois seu trabalho é prender criminosos independente de quem eles fizeram ou sejam… Depois de capturá-los, o julgamento caberá a outros.

Julian sabia que era a hora de agir, havia encontrado aquele que a sua missão dizia para encontrar, por isso sem dizer uma única palavra, o marinheiro avançou em direção ao misterioso homem de preto, atento a um possível disparo que pudesse ser realizado e com a espada firme em sua mão, Julian faria seu primeiro movimento utilizando a parte de trás da sua espada mirando acertar o ombro do seu adversário, que estranhamente não havia sequer saído do lugar desde que o marinheiro aparecera, e seu primeiro movimento ali era uma esquiva, esta muito bem executada para desviar do golpe de Julian ao mesmo tempo que se movia para frente. O espadachim tentaria uma segunda vez golpear o criminoso, agora mirando acertá-lo nas costas depois de se posicionar para isso com a ajuda de um rolamento, mas como da outra, o homem conseguiu desviar mostrando-se habilidoso nesse quesito, ainda da terceira vez também foi capaz de evitar o ataque que viria em direção as suas pernas.

Todos os movimentos do homem de preto eram usados sem largar o gato de sua mão esquerda e a pistola da mão direita, aparentemente ele não mostrava a intenção de revidar e atirar contra o marinheiro, movendo-se aos poucos em direção a rua enquanto ia se esquivando. No fim, quando percebeu que não estava conseguindo acertar o ágil adversário, Julian pensou em avançar em uma tentativa de imobilização, foi durante essa ação que o homem ergueu a sua arma pela primeira vez e mirou-a em direção a testa do marinheiro, movimento que seria capaz de deixar o espadachim em um estado de alerta, visto que estava atento para se movimentar em defesa a possíveis disparos, esse “susto” que Julian tomaria ali já seria suficiente para criar o segundo necessário… Mas não era para realizar um disparo, o mais estranho aconteceria na cena a seguir, onde as crianças que antes estavam jogando bola na rua, corriam em direção aos dois adultos e começavam a girar ao redor do marinheiro.

Sem entender o que estava acontecendo, Julian olhou para o homem de chapéu e óculos escuros e viu no rosto dele um leve sorriso, o sorriso de alguém vitorioso. Ele abaixou a sua pistola e deu as costas para o marinheiro e as crianças que começavam a jogar futebol ao redor dele, começando a correr na direção oposta deles e assim começar a se afastar, ele estava fugindo. Por mais confuso que aquilo fosse, o resultado era claro, o comportamento estranho das crianças de começar a girar e jogar bola ao redor do marinheiro estava impedindo-o de avançar contra o assassino de gatos, elas estavam servindo como uma barreira corporal, um bloqueio, e ali Julian se via na obrigação de aceitar ou até mesmo agredir um dos menores para conseguir abrir caminho, caso contrário, deixaria o seu criminoso escapar, justo agora que estava tão perto…

Independente do que o marinheiro escolheria nesse dilema moral, ele mais uma vez seria surpreendido, pois poucos segundos depois das crianças terem começado a girar ao redor dele e o homem de preto a correr, um dos garotos ali havia se afastado do círculo e parado de “jogar”, ele tinha uma aparência familiar, só que o mais bizarro que isso era que ele apontava para Julian uma pistola prateada… A mão dele tremia, mas mesmo assim o que o espadachim duvidava que fosse acontecer, acontecia, era tudo muito rápido, o som, o impacto, a dor em seu peito, aquele garoto havia atirado contra um marinheiro, havia atirado contra Julian!

Mais perdido que cego em tiroteio, Julian começaria ali a tentar ligar os pontos do que estava acontecendo, mas a dor de ter sido atingido começava a mexer com a sua cabeça, com os seus sentidos, pensar ia ficando difícil e se manter de pé também, sua visão ia se embaçando e a sua espada era a primeira que caía no chão. Talvez ele ainda fosse capaz de resistir ali a aquele disparo, seu corpo era um pouco mais resistente que o de um humano comum… É, talvez Julian resistiria a um disparo, mas quando o garoto disparava pela segunda vez, atingindo-lhe no abdome, aí era demais até para ele resistir.

Então era isso? Julian D’Capri morreria sendo baleado por uma criança? De todos os fins que se imaginou tendo, esse com certeza era um que não passava pela cabeça do espadachim. Estaria a morte se aproximando para buscá-lo? Poderia ele ter alguma chance de sobreviver? Se tivesse algum anjo da guarda, essa era a hora para ele aparecer. Só que de todos os pensamentos que pudesse ter ali, um deles se destacava, pois era este o motivo pelo qual se distraiu e se deixou ser atingido pela primeira vez, o garoto de rosto familiar que havia atirado nele, Julian já o conhecia… Era o mesmo que havia entregado aquela carta para Asuna hoje mais cedo.

“Loiras ainda são minhas favoritas, sabia?”

Com esse pensamento em sua cabeça, antes de perder a consciência, Julian poderia ser perguntar… Estariam esses mistérios conectados?


HISTÓRICO:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

SRA.FIFI:
 

DR.TREVOR:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyDom 17 Jun 2018, 22:49

Não era possível, isso não estava acontecendo, perdi, eu perdi...
A frustração que sentia ao não conseguir acertar o homem era imensa, não servia para nada isso? O esforço e minha determinação não serviram de nada? A cada desvio me sentia mais inútil, de nada adiantou meu treino com meu mestre? O que estava acontecendo ali? Que tipo de pessoa era aquela? Sua movimentação era tão bem executada, seus passos extremamente calculados, ele sabia o que fazer, como fazer e quando fazer, talvez soubesse meus movimentos, ele conseguia ler ler meus movimentos?
Que frustração...
Nada adiantou, o homem era inalvejável e inatingível, o quão forte aquele homem era? O quanto ele sabia? O que ele sabia? Como ele sabia?
Não podia aceitar ser derrotado tão fácil, minha missão estava ali, era só conseguir ir para cima novamente, mas para que exatamente? Somente para gastar energia? Para ser feito de bobo? Será que eu conseguiria capturar aquele homem? Será que isso já estava escrito? Esse evento iria acontecer de qualquer jeito? Quem escreveu isso? Por que? Pra que? O que mais me estressaria era o fato de ter que reportar minha falha, só precisava fazer um serviço, um simples serviço, será que sou tão incompetente assim? É isso que dá se importar tanto, de nada adianta, assim como minha missão, não havia outro jeito disso acabar, era assim.
Ao ver os garotos correndo ao meu redor já não estava entendendo nada, ainda mais com o sorriso do homem, pela forma que eles agiam, será que estavam em transe? Ou será que eu é quem estava em transe? O homem devia estar tirando sarro de mim, não teria como continuar, eram crianças, como vou fazer mal a uma criança inocente? Nada fizeram contra mim, não haveria o porquê revidar esse era o final mesmo não gostando aceitaria, nada mais podia ser feito, falhei e falhei com algo tão simples que chega a ser idiota, um assassino de gatos, devia ter ficado no meu lugar cuidando de mim e relaxando vim só arranjar problemas, daria meia volta e seguiria novamente para o QG, minha cama e eu teríamos assuntos a tratar.

- O que estão fazendo aqui? Não pedi para se esconderem? - Já falaria desapontado. - Nem mesmo posso proteger os outros.
Que sono, seria a frase que viria a minha cabeça, nada mais belo que um lugar para deitar dormir e descansar, esse dia belo pede um bom descanso, Asuna deveria estar resolvendo o problemas dela, pra que ajudar? Por alguns segundos percebi que os garotos não paravam de girar, um círculo perfeito em minha volta, eu queria sair, mas eles não paravam até que eu ouvi um “click”, minha atenção se distanciava daquele círculo de jogatina e se transferiria para um garoto olhando para mim e em sua mão trêmula uma pistola prateada, uma igual a do homem, como aquilo era possível? Era real? Não podia? O que eu poderia fazer era falar com o garoto, sua aparência era familiar, ao abrir minha boca um clarão veio em minha direção, minha visão acendeu e apagou deixando-me tonto e desnorteado, um barulho “BANG!” fez meus ouvidos se desligarem, ligando-os novamente com um barulho constante e irritante, como o canto de uma cigarra, minhas pernas cambaleavam, trêmulas sacudiram, mas logo ambas voltaram a sua firmeza, apesar disso uma dor aguda vinha de meu peito era algo indescritível, a sensação de ter algo queimando em sua pele era pouco perto disso, era como se uma espada tivesse penetrado meu peito e a mesma estivesse quente e fosse tão fina quanto uma rapieira, minha espada caia no chão e o barulho do metal ressoava pela minha cabeça como um eco, eu havia sido baleado, esse era o motivo da dor, ao olhar para o local dolorido lá estava o buraco, um pequeno e circular buraco, que fazia-me sangrar e sentir aquela dor lancinante, era o fim? Havia um buraco em meu peito, incrédulo, mais uma vez encarei o garoto e mais uma vez o barulho ensurdecedor “BANG!” meu corpo que tinha se estabilizado agora desmoronava, um colapso total, mais um tiro, mais um buraco e mais dor em meu corpo, dessa vez em meu abdômen, estava a cair e o chão seria minha última cama, era isso? Baleado por uma criança? Apenas uma coisa vinha em minha mente, como iria continuar daqui pra frente? Era possível continuar?

“Loiras ainda são minhas favoritas, sabia?”
Por que essa frase aparecia agora? Asuna? O garoto, o que estava com a pistola prateada, fui baleado não por essa investigação, mas por outra coisa, fora para fazer algo com Asuna? Eu sabia de algo que ninguém mais sabia ou poderia vir a saber? Acho que iria continuar sem uma resposta, mesmo com meu corpo batendo violentamente contra o chão agravando ainda mais minha dor não teria desmaiado, ainda teria forças, para olhar aquele garoto uma última vez, apesar de meu esforço ter sido feito de nada adiantou, era o garoto, mas e agora? Alguém ia me ouvir? Não importa, nada mais importa, meus olhos se fecharam e meu único pensamento foi… “É isso”.
Na escuridão de minha imaginação não surgia nada, apenas incertezas, essas que não seriam respondidas de forma alguma, pelo menos não precisaria pensar em me desculpar, não precisaria mais me preocupar com nada, essa era a sensação de morrer? De novo e mais uma vez estava ali, na imensidão do nada, sempre em uma situação difícil isso acontece, não tem problema, alguma hora me acostumo… Me acostumo?


Não há nada para reclamar, nada para se arrepender
Nada? Nada
Nadar para longe, com meus pensamentos
Fugindo da realidade e do sofrimento
Como um monge eremita dos picos antigos
Um gorila albino da montanha gelada
Um arco quebrado, sem flechas, sem nada
Uma queda
Como a pedra que mergulha
Como a cegonha que voa
Ferreiro que sua, o ferro que forja
Fera ferida, que ruge, que rosna
É isso, estirado no chão, num dia simplório
A calmaria é dada, felicidade frisada
Preparação para velório
Folclore colore, da alma engole
Pecado que mancha, da virtude a dança
A dança da morte, que nada recusa
Foice a alma, fica o corpo
Para tudo que fique, o verso final
Não adianta resistir a dança fatal, subitamente levanta a poeira
Mas quando abaixar…
Nada… Nada?
A canção te engole, te leva pro mar


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyTer 19 Jun 2018, 19:17

A SALA BRANCA


Toda aquela sala branca parecia o paraíso que Julian tanto deseja, e ao vagar por esse nada, ele teve a paz de espírito que o espadachim almeja, quieta, pacífica, serena, tranquila, mas um momento ainda cedo, pois ainda não é a hora dele de adquiri-la. Sugado para o chão pensou que fosse cair, mas foram apenas os seus olhos que vieram a se abrir, foi então olhou para os lados para tentar se achar, já que precisa ser um hospital o lugar onde ele deveria estar, mas tudo que encontrou foi o quarto de um ambiente familiar. Ele sentiria as dores em seu tronco e poderia tentar levantar, mas ainda estava meio zonzo, foi logo quando mais adiante a Sra. Fifi veio direto ao seu encontro.

- Você já está bem agora?
- Perguntou idosa com uma tigela na mão. - Pois ainda tenho minha sopa de abóbora.

Mesmo se ele não aceitasse, a senhora botaria a tigela em cima de seu colo, pois seu corpo estava deitado em uma enorme cama, provavelmente a mesma onde a idosa e seus quase vinte gatos dormem. Mais forte que o cheiro felino era a dor que ardia pela sua superfície, poderia olhar para os ferimentos em seu peito e barriga, assim percebendo que alguém tratou os ferimentos que ali havia.

- Foi o Dr. Trevor que veio ao seu resgate. - Responderia se perguntasse a ela. - Ele ainda estava por perto atendendo um vizinho. - Continuou a dizer enquanto se afastava para abrir a janela. - Então considere-se um marinheiro de sorte, jovenzinho.

De fato havia um pouco de sorte por parte dele naquele momento, visto que poderia não ser capaz de sobreviver se não tivesse recebido o devido tratamento. Todas as dúvidas com relação ao atirador de gatos e a criança que contra ele disparou ainda pairavam pela sua cabeça, e por isso ele sabia que se quisesse as respostas era certo que ele não poderia ficar deitado esperando que seus ferimentos melhorem, se ele quer consegui-las, então faça com que aconteça.

Comendo a sopa da Sra. Fifi ou não, ainda que fosse bom que ele comesse para repor parte de suas energias, Julian já tinha todo o necessário poder partir para o QG, pois aparentemente o Dr. Trevor já não estava mais ali para ele agradecer. A idosa parecia desolada pelo que havia acontecido, não pelo marinheiro ferido, mas sim pelo seu gato desaparecido. Não havia no momento nada que Julian pudesse fazer, mas poderia buscar a justiça que ela tanto queria, principalmente agora que poderia até mesmo ter um motivo pessoal para resolver, por isso ele precisava encontrar o criminoso e o prender.

- Aquele maldito levou o Gururu, o mais gentil e carinhoso dos meus gatos. - Lamentou a velhinha indo acariciar um dos seus mascotes que chorava por atenção. - Não sei até quando poderei ficar lidando com esses gastos, comprar tantos remédios às vezes sai caro. Eu peço apenas esse favor a você, jovem marinheiro, faça esse monstro parar de nos fazer sofrer.

Recolhendo a bainha com todas as suas espadas ainda ali e caminhando para sair da casa da Sra. Fifi, o espadachim só precisaria resistir às dores que poderia vir a sentir, pois seus ferimentos estavam tratados, mas ainda não estavam curados. O marinheiro poderia perceber ao olhar para o sol que algumas horas já haviam se passado desde que adormecera e depois logo veria que as crianças que antes brincavam de bola naquela rua já não estavam mais por lá. Julian agora precisava correr se quisesse resolver essa investigação a tempo de conseguir chegar ao porto e entrar no navio para Karate Island antes dele zarpar.

O marinheiro poderia tentar procurar alguma das crianças pela vizinhança caso quisesse lhes forçar de alguma forma a responder suas perguntas dessa vez, mas mesmo que muito ele tentasse não conseguiria encontrá-las por lugar nenhum, nem mesmo conseguiria pistas através dos pais delas a respeito de onde esses garotos poderiam estar. Restando poucas opções a partir disso, ele poderia ainda dar uma volta pela cidade para tentar achar Asuna, o que era atirar-se em uma palheiro para procurar uma agulha, ele perderia muito tempo tentando encontrá-la se assim fizesse, mas nada o impedia naquele momento de tentar.

Outra opção seria a ida até o QG, onde lá poderia pegar a bala que Trevor retirou do gato Niniko e entregá-la para uma avaliação que pode revelar o tipo de arma que realizou aquele disparo, ainda que a essa altura já pudesse ter suas suspeitas de qual arma poderia ter feito.Ou então se Julian decidisse passar o relatório para o Capitão Troy a respeito do que havia acontecido em sua simples missão de parar um sujeito que estava assassinando os gatos de uma senhora idosa, o capitão do QG apenas lhe daria um parceiro para realizar o trabalho em equipe.

- Soldado D’Capri, esse é o soldado Landini, assim como você ele foi recrutado recentemente e a procura de uma primeira missão. - Diria o capitão com toda a sua maneira fria de dizer. - Trabalhem juntos para prender o responsável por trazer o sofrimento a uma de nossas cidadãs. Estão dispensados.

- Olá, Julian, pode me chamar de Jeremy. - Falaria Landini como uma forma de apresentação e cumprimentar o espadachim com um aperto de mãos. - Então, me diga o que você já sabe sobre esse caso. - Pediria o soldado que havia acabado de se tornar o seu mais novo parceiro, o que poderia fazer D’Capri se lembrar de Asuna e todo o mistério a respeito do seu sumiço… Será que ela ainda está bem? - Enquanto fala, venha comigo para o arsenal de armas, ainda não peguei as minhas. - Diria ele antes de começar a andar pelos corredores em direção ao local mencionado.

Jeremy era um cara de aparência jovem, magro, com cabelos negros e olhos azuis, não era muito alto, mas se destacava pela sua aura confiante, mesmo que ainda fosse dentro da marinha, um mero recém recrutado soldado. Assim que chegassem ao depósito de armas do QG, Jeremy pediria a permissão do responsável pelo arsenal para ficar com a posse de duas pistolas básicas, depois de pegá-las, o rapaz assinaria o papel para comprovar que havia retirado as armas dali e voltaria a dar atenção ao seu parceiro.

- Seria possível fazermos uma armadilha ao redor da casa da Sra. Fifi na tentativa de esperar o suspeito voltar para mais um ataque? - Iria sugerir Jeremy, porém caberia a Julian decidir se a essa altura do desenvolvimento dos fatos, esse era um bom plano ou não… Poderia haver então alguma outra coisa que pudesse ser feita para chegarem a quem estavam procurando?


HISTÓRICO:
 

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CAPITÃO TROY:
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyQua 20 Jun 2018, 21:57


Minha alegria de ter um descanso pleno acabou tão rápida quanto começou, fui forçado quase que em questão de segundos a voltar para o plano terreno, minhas preocupações logo voltariam a minha cabeça, afinal de contas se estou vivo já é um problema e uma preocupação, mortos não tem isso… Sortudos.
Infelizmente meu azar deve ser muito grande, além de ser baleado por uma criança descubro também que há um psicopata assassino de gatos atrás de minha companheira, e se não estiver atrás dela estaria atrás de mim, ou seja, mais azar, enquanto brigaria comigo por me lembrar de todos os acontecimentos de agora pouco minha indagação sobre ter estado em uma espécie de transe voltaria, não acreditaria que tudo aquilo fosse real, devia ser um transe, as únicas pessoas que deveriam ser reais eram o homem e a criança, mas e se a criança fosse também parte do transe? Já não saberia como encarar o ocorrido, de qualquer forma minha missão falhou brutalmente e esse cheiro de gato ainda me sufocaria, era um cheiro forte, não ao ponto de me sufocar literalmente, mas ele me dava uma certa náusea e dores de cabeça, se a senhora Fifi não tivesse aberto a janela eu teria desmaiado uma segunda vez, que belo dia para se estar vivo não? E tudo que queria era tomar um milk-shake e pegar uma missão, quão grande meu azar pode ser? Minha motivação estava baixa, não tem nem por onde começar, não existe como pegar aquele homem,  ele me derrotou tão facilmente que chegou a ser humilhante, não conseguia nem pensar em como lutar contra aquela pessoa, como o abordar ou que movimentação usar, ele era tão ágil que talvez nada que usasse contra ele funcionaria, nem deveria conseguir o atingir, era frustrante se ver diante daquela situação... Era isso, meus planos acabaram, em minha mente não teria como avançar contra aquele homem sem levar um tiro ou gastar todas as energias golpeando o nada, talvez em meu estado atual não há chance de bater de frente contra aquele homem.
Enquanto que ficaria em estado introspectivo pensando sobre a situação que me encontraria, a senhora Fifi aproveitando-se da situação me serviu um pouco de sopa de abóbora, comida essa que devoraria virando a tigela em minha boca quase que engolindo toda sopa instantaneamente, como se fosse suco, estava morrendo de fome e graças aquela tigela poderia me manter de pé o resto do dia, ao ouvir a voz da senhora Fifi ser direcionada a mim prestaria atenção a sua fala.
- Sim senhora Fifi, estou bem, obrigado pela sopa, estava deliciosa. - Não que entendesse de culinária, mas talvez a senhorita Fifi tenha deixado a sopa salgada demais, ainda sim estava gostosa, como poderia reclamar disso ela já estava fazendo muito me abrigando e oferecendo conforto.
As dores em meu peito e abdômen me alertariam sobre os meus ferimentos, ao senti-las direcionaria meu olhar para meu corpo, coisa que nem tinha notado antes devido a minha reclamação interna, com uma rápida análise de meu corpo veria que o mesmo foi totalmente tratado, alguém me ajudou, e essa pessoa sabia muito bem o que fazer, logo veio em minha cabeça “Não foi a senhora Fifi”, ela nem sabe primeiros socorros, não teria como ela ter tratado de mim assim tão bem.
“Foi o Dr. Trevor que veio ao seu resgate. Ele ainda estava por perto atendendo um vizinho.” - Falava a senhora Fifi.
Agora entenderia, com isso todas as peças se encaixariam, eu realmente deveria agradecer a ele, me salvou duas vezes, uma me ajudando com a investigação e outra com meus ferimentos, talvez fosse um pouco da minha sorte que estaria restando.
- Não sabia que ele tratava animais de grande porte. - Falaria isso apenas para mim, mas achando graça de minha piada.
Um veterinário que trata também de pessoas, incrível, jamais pensaria em encontrar uma pessoa versada em tantas áreas da medicina, mas agora não era hora de para pensar sobre os feitos e formações do doutor Trevor, era hora de me levantar e seguir para o QG encarar minha derrota, mesmo que não quisesse eu deveria, um homem estaria assassinando gatos e talvez quisesse se profissionalizar em matar pessoas, de qualquer forma aquele não seria mais um problema meu, provavelmente o capitão Trevor passaria tal tarefa a outra pessoa mais qualificada, já que agora eram missões diferentes, se isso viesse a acontecer poderia ir para o QG e descansar, deitar numa cama e dormir, mas antes que tirasse qualquer conclusão deveria chegar no QG, ficar criando expectativas é ruim, melhor só seguir com a vida.
Aquelas dores já não seriam nada, apesar de querer mostrar essa pose as dores eram fortes, dificultariam levemente meu andar, até que viesse a me acostumar com elas, mas não me renderia a vontade delas, já me rendi a vontade de muitas coisas, estou cansado disso, não quero ter que me render a essas amarras corporais, apesar da preguiça ser uma grande demonstração de rendição, dessa forma levantaria-me da cama recolhendo minhas espadas junto de minha bainha infinita enquanto a senhora Fifi falaria de fundo.
“Eu peço apenas esse favor a você, jovem marinheiro, faça esse monstro parar de nos fazer sofrer.”
Ouvindo tais palavra meu corpo pararia, podia sentir a tristeza e a dor de senhora Fifi, aquele homem não estava só tirando sua paz, mas também seu dinheiro e seus queridos gatos, quando se salva uma pessoa deve ser salvo também seu coração, salvar a sua felicidade, mostrar para a pessoa que ela está segura, não estaria fazendo isso, falhei em trazer a paz a ela, a única coisa que trouxe foi mais tristeza e mais peso para seu frágil coração… Mas...
- Mas não deixarei assim senhora Fifi, vou fazer tudo que puder para trazer Gururu de volta, assim como trarei sua paz, eu juro. - Enquanto terminaria de falar guardaria minhas katanas ao mesmo tempo, para fazer uma cena boa e trazer confiança a senhora Fifi.
Ao final de minha épica cena (em minha cabeça foi bem legal e inspiradora) acabei me arrependendo de minhas palavras, tinha agora que fazer tudo que havia dito já que infelizmente dei minha palavra a senhora Fifi, ou seja, vou ter que cumprir, isso até renderia-me uma moral extra, mas a imagem de uma cama extremamente fofinha e confortável faria-me chorar por dentro.
- Por que? Minha querida cama… Vou encontrá-la e descansarei tanto que entrarei em coma durante 6 meses… - Falaria chorando internamente. - MAS!!! Antes vou resolver esse problema e trarei paz e justiça a todos os inocentes. - Diria com uma voz mais confiante. - Quanto tempo mais de azar vou ter? Que tristeza… - Diria cabisbaixo.
Todas essas falas ocorreriam enquanto caminhava pela rua da casa da senhora Fifi.

Sairia daquela casa o mais rápido possível, tentando ao máximo evitar cair ou desmaiar, moveria-me na direção do QG da marinha com honra e de cabeça erguida, tentando mostrar que está tudo bem, mesmo que não estivesse, deveria encarar o QG com honra, o mesmo em que saí hoje de manhã com a missão de prender um assassino de gatos, agora voltaria para lá imediatamente e encararia o capitão, assumindo minha incompetência, nem tentaria encontrar os garotos, ainda estaria em dúvida se eles faziam parte de algum tipo de transe ou não, até terminar esse caso julgo aquele acontecimento como alucinação. Ao chegar no QG a primeira coisa que faria seria ir até o capitão falar de minha falha, não precisaria de nenhuma análise balística para saber que a pistola prateada usada no disparo era a culpada de meus ferimentos, isso tomaria tempo dos marinheiros, tempo esse que eles podiam usar para fazer algo mais produtivo, relataria todos os acontecimentos ocorridos até agora ao capitão Troy.
- Sou eu novamente, Julian D’Capri senhor. - Faria uma pose de sentido. - Vim aqui o relatar o ocorrido em minha missão, que infelizmente resultou em falha, sinto muito, o suspeito acabou fugindo e disparou contra mim, não pude ver as feições do criminoso, me perdoe pela falha senhor, tanto investigativa quanto exercendo minha função. - Falaria com uma reverência no final.
Apesar de tudo que falei o capitão nem mesmo parecia ter dado atenção ao meu relato, no final das contas, era só um assassino de gatos, também não daria atenção a um relatório de uma missão dessas, e essa falta de atenção dele só me faria sentir cada vez mais impotente, sentiria ainda mais culpa pela minha falha, mesmo assim o capitão Troy acabou me apresentando a um outro marinheiro e nos dispensou logo em seguida sem chance de falarmos qualquer coisa, ou seja, o problema ainda era meu, meu parceiro era um jovem marinheiro igual a mim, estava a procura de sua primeira missão ele era chamado Landini, primeiro nome Jeremy, pelo menos foi isso que ele falou para mim ao cumprimentar-me.
- Julian, prazer Jeremy. - Falaria apertando a mão de meu novo companheiro.
Apesar de ser um novo parceiro não sentia uma confiança tão grande, não poderia confiar nele logo de primeira, Jeremy podia ser qualquer coisa, ele até mesmo podia ser o homem que lutou contra mim hoje ou um comparsa do mesmo, de acordo com meu azar e com tudo que está acontecendo ultimamente não descartaria essa possibilidade, graças a essa desconfiança manteria minha guarda alta perto dele o tempo todo, pode parecer paranóia, mas não dá pra confiar mais em nada, desacredito que tudo que aconteceu foi por acaso, o próprio capitão Troy poderia ser o homem! Não posso mais confiar em nada, mas também não posso sair acusando todo mundo, e enquanto a Asuna, ela se vira, tenho certeza que ela deve estar no QG da praia, melhor não a envolver nisso, e que ela tenha resolvido seu problema, é coisa dela, pra que me mover? Ela deve estar bem, me preocuparei com isso depois que terminar esse problema de assassinatos gatunescos, é melhor me concentrar em um trabalho de cada vez se não a paranoia vai me corromper por completo.
Enquanto andávamos até o dormitório Jeremy pediu para que o atualizasse sobre as informações que eu dispunha.
- Fui até a casa da senhora Fifi, a dona das vítimas, falei com ela e com um veterinário que estava encarregado dos cuidados dos animais, não consegui muitas informações claro, assim que estava prestes a interrogar a vizinhança mais um gato foi baleado, ao voltar para o local o suspeito estava lá usando vestes negras e com o gato ensanguentado nas mãos, quando tentei o acertar ele desviou, nunca enfrentei alguém tão rápido em toda minha vida, no final uma criança com a mesma arma que ele usava apareceu e atirou contra mim, e cá estamos, eu derrotado e sem ideias do que fazer.
“Seria possível fazermos uma armadilha ao redor da casa da Sra. Fifi na tentativa de esperar o suspeito voltar para mais um ataque?” - Sugeriu Jeremy.

A sugestão de Jeremy até seria boa, mas 14 ataques? Aquele homem estava ganhando o que com aquilo? Atenção? O que ele queria? No que aquilo o ajudaria? Queria ele notoriedade? Aumentar ou conseguir uma recompensa? Nada fazia sentido, o que ele fazia era premeditado, ou quer atrair alguém, ou quer provocar alguém… Gostaria muito de saber o que fazer, mesmo com Jeremy exibindo toda aquela aura corajosa, animadora e confiante isso não me ajudaria em nada, era mais como uma luz irritante de uma luminária quando estou querendo dormir, não me inspiraria pela sua presença, sei que poderia parecer chato, mas não é minha praia ficar tão animado com algo, posso ficar animado, mas não ao ponto de demonstrar tanto, de qualquer forma eu quero dormir, deveria resolver isso o mais rápido possível, mas minha derrota anterior só me faria querer desistir da ideia.
- Sei que posso parecer chato Landini, mas sinceramente… Não tenho tanta animação para encontrar esse cara, ele nem reagiu… Eu não era mais que uma mosca… E a senhora Fifi disse que já havia sofrido 12 ataques, com o de hoje são 13, não sei o que ele quer, não sei como ele é, não consegui nada… - Após falar isso apenas ficaria mais uma vez perdido em meus pensamentos, se ele tentasse me falar algo encorajador ou animador, responderia antes que ele começasse a falar. - Desculpa, realmente não quero ser o rabugento da história, mas esse papo não vai me motivar em nada, só queria ter algo… - No exato momento pararia e coçaria meu queixo. - O homem levou um gato, será que dá pra seguir algum rastro?
Se Jeremy respondesse positivamente até me animaria mais, mas se caso respondesse em modo negativo então continuaria na mesma, já não estaria com tanta disposição, mas prometi, prometi pra alguém e se minha palavra foi dada ela vai ser cumprida, sacando minha espada não totalmente, mas o suficiente para ver sua lâmina encararia meu reflexo no ferro e com um olhar de desgosto embainharia minha espada e ajeitaria a bainha infinita em minha cintura.
- Vamos, prometi para aquela senhora isso, vou pegar aquele cara. - Caso Landini demorasse para me seguir eu gritaria. - Vamos Landini! Tu estragou a cena da minha cabeça.
Ao andarmos pelas ruas pediria:
- Explique-me como faremos tal plano, quero saber cada detalhe, não vou ser derrotado mais de três vezes, esse é meu lema, três vezes, já foi uma, não quero uma segunda, mas se for na terceira eu desisto.
Não iria querer perder, atentamente ouviria o plano de Landini e o prepararia em minha cabeça tentando visualizar a sua totalidade, obedeceria o plano de Jeremy e esperaria até a hora certa para agir, enquanto nada aconteceria encostaria-me em uma parede para descansar um pouco e esperar para botar o plano em ação.
Dessa vez não posso deixar ele ganhar, não posso perder, não posso quebrar minha promessa, compensarei meu erro, e não é possível que eu caia no mesmo truque duas vezes, esse transe não vai me pegar de novo, me recuso a ser pego.


OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyQui 21 Jun 2018, 17:18

PRESENTE DE MAU GOSTO


Asuna

A primeira cena  não começava com Julian e Jeremy, mas sim com a jovem loira que até então manteve-se desaparecida, Asuna. A hora do dia era incerta, mas com certeza se passava algum tempo depois dela ter sumido e deixado Julian para trás. A marinheira encontrava-se dentro de uma enorme casa, porém não era a residência de ninguém em especial, pois ali habitavam mais de dez pessoas e todas elas não tinham sequer parentesco de sangue, isso porque o local nada mais era do que uma casa de repouso onde dezenas de idosos e idosas já incapazes de agirem por conta própria eram tratados por enfermeiros e enfermeiras qualificados.

Contudo uma das residentes dessa casa de repouso não era uma idosa, na realidade ela era bastante jovem se comparado aos demais e certamente ainda não havia nem passado dos trinta anos de idade. Essa mulher era loira, tinha olhos verdes e ainda era muito bonita, mesmo que seu estado fizesse-a ficar muito magra, isso devido ao estado vegetativo em que ela se encontrava, incapaz de dizer uma palavra ou realizar qualquer ação que não fossem aquelas involuntárias do corpo humano.

Assim que chegou para o encontro dela, Asuna sorriu e a abraçou, esta que estava sentada em uma cadeira de rodas tendo uma sacola de soro erguida próxima a ela injetando o líquido para o seu organismo através de uma veia em seu braço. Por mais caloroso e emocionante fosse o abraço dado pela mais jovem, não houve sequer uma reação facial por parte da outra. A marinheira antes de se sentar na poltrona onde a cadeira de rodas havia sido colocada ao lado, verificou se o soro estava sendo devidamente colocado na paciente, fazendo também outras breves checagens pelo corpo dela para averiguar se sua saúde estava em dia.

- Bom dia, Mina. - Disse sorridente enquanto se sentava. - Eu sou sua irmã, sabia? - Completou ela fazendo com que a boca da mulher na cadeira de rodas se erguesse levemente para o canto esquerdo, como se estivesse prestes a sorrir, mas era algo que não durava mais do que alguns segundos. - Queria saber se você estava bem… - Falou abaixando um pouco a cabeça se mostrando apreensiva. - Onee-chan, acho que ele voltou.

Por um tempo, Asuna ficaria ali conversando com aquela que acabou de revelar ser a sua irmã, mesmo que apenas ela estivesse falando e muito provavelmente a mais velha sequer era capaz de entender o que lhe estava sendo dito. A conversa, ou melhor, monólogo, só era interrompido porque uma das enfermeiras do local ia ao encontro de Asuna lhe entregar uma grande caixa embrulhada em papel de presente.

- Srta. Urameshi, acabaram de me pedir para entregar isso para você. - Disse a enfermeira de forma educada e sorridente.

- Oh, para mim? Hmmm, obrigada. - Agradeceu pegando a caixa ainda que estivesse achando o presente algo muito suspeito. - A pessoa disse quem era ou é algum tipo de admirador secreto? - Perguntou ela antes de abri-la.

- Não, foi uma criança que entregou e disse que era para dar Asuna Urameshi. - Respondeu a moça pensativa a respeito se poderia estar esquecendo alguma coisa.

- Hm, ok, obrigada, pelo visto tenho alguém tentando me conquistar, sabia? Haha. - Disse tentando forçar uma risada para não deixar a enfermeira preocupada, pois na verdade ela já tinha certeza sobre quem lhe enviou isso.

Depois que a enfermeira foi embora, Asuna começou a rasgar o embrulho da caixa para conseguir acessar o conteúdo dela, e assim que visualizou o que estava ali dentro, a loira mostrou-se espantada, arregalando os olhos e abrindo a boca não acreditando no que estava vendo… O presente que havia recebido era nada menos do que um gato, um gato morto! Ele estava petrificado dentro da caixa com a boca entreaberta, olhos semicerrados e com a pelagem alaranjada manchada de sangue, aparentemente havia sido baleado na cabeça, o que resultou na sua morte.

Completamente estupefata com a situação, Asuna fechou novamente a caixa e se levantou tentando da melhor maneira possível não chamar atenção pelo que havia recebido. Por isso virou-se para sua irmã, deu-lhe um beijo na bochecha e tentando sorrir para a mais velha, disse: eu sou sua irmã, sabia?

Apressando-se para sair do local onde estava, a marinheira levou consigo embaixo de um dos braços a caixa que continha o felino assassinado. Ela não fazia ideia de quanto tempo passou junto de sua irmã, até mesmo se esquecera de que precisava encontrar Julian para fazerem a primeira missão como marinheiros, isto se ele já não tivesse ido fazer isso sem ela. Talvez se seguisse correndo para o QG conseguiria ainda encontrar o seu parceiro, pois era exatamente para lá que ela pretendia levar a caixa ameaçadora que havia recebido, ou pelo menos era o que ela iria fazer, se não fosse forçada a parar no caminho devido a aparição de alguém.

- Você! - Exclamou ela tentando levar a mão direita para o coldre em sua cintura que segurava o seu revólver, mas aparentemente a outra pessoa foi mais veloz, e após o som do disparo, Asuna caiu em direção ao chão.

Julian e Jeremy

Depois de passar o seu relatório para o Capitão Troy e ser apresentado ao seu novo parceiro, Jeremy, Julian se questionava se ainda teria disposição para encarar essa missão depois de ter perdido de forma tão vergonhosa. O homem de preto havia humilhado o marinheiro de uma maneira que qualquer outro usuário de espadas em seu lugar sentiria o mesmo, afinal, que tipo de espadachim não consegue acertar sequer um mísero golpe?

Mas como o próprio havia se lembrado, ele havia feito uma promessa para Sra. Fifi de que iria dar fim ao problema dela, e era usando isso como motivação que Julian decidiu não desistir do seu trabalho como marinheiro, da sua missão.

- Procurar um gato morto? Como você quer que a gente ache isso, sentindo cheiro de carniça? Haha. Acho que o ideal seria esperarmos até ele voltar para atacar de novo… Isso se é que ele vai voltar, né? Afinal já tivemos o ataque do 13º dia, ainda que seja estranho apenas dessa vez ele resolver levar o gato baleado, e por debaixo da luz do dia… Hmmm, pera aí. - Diria Landini de forma a fazê-los tentar pensar a respeito e achar alguma possível coerência para isso, pois pela primeira vez ele havia ido contra o seu modus operandi… Seria então o homem de preto o verdadeiro atirador de gatos? - Isso é estranho... Apenas alguns dos gatos dela morreram, certo? - Perguntaria para Julian para que ele lhe respondesse o que sabia sobre a ida até a casa da Sra. Fifi, porém ele também tinha em mãos o relatório que a própria já havia feito e dado para a Marinha. - Quantos disparos você ouviu esse homem fazer antes de encontrá-lo com o gato nas mãos? - Perguntaria antes de continuar a pensar. - Um disparo e uma morte certeira… Se ele tivesse a intenção de matar todos os gatos feridos anteriormente, teria feito isso com apenas um disparo, e sabemos que houveram gatos que foram atingidos mais de uma vez, alguns tiros de raspão, outros letais e outros não. Ele poderia estar fazendo isso apenas para assustar a dona dos gatos, mas a troco de que? O que ele ganharia com isso? - Então ainda sem concluir o seu pensamento, Jeremy estalou os dedos e sorriu de forma convencida. - Você disse que uma criança atirou em você, certo? Com isso temos dois atiradores na cena do crime, portanto, com base no que você viu os dois fazerem, qual você acha que teria mais chances de atirar em um gato e errar? - Tivesse Julian dado a sua resposta ou não, Landini continuaria sua linha de raciocínio que parecia estar correndo a mil km/h. - A criança! Você disse que eles tinham o mesmo modelo de arma, e praticamente atirou em você para dar a chance do homem escapar, então poderia de alguma forma ele estar manipulando as crianças daquela região? Ele deve ter entregado uma arma a elas e deixado com que praticassem em gatos antes de começarem a atirar em humanos, os gatos nada mais eram do que um alvo móvel. - Ao dizer isso, Jeremy simulou atirar no ar usando as próprias mãos, depois voltou a fazer uma expressão pensativo. - Só que por mais que eu tenha chegado a essa conclusão, que não é 100% de certa, ainda me pergunto o porquê do homem de preto ter agido a luz do dia… Existe a possibilidade dele ter feito de propósito, de algum modo ele sabia que você estava lá, ele queria te provocar, chamar a sua atenção. Mas isso também não explica ele ter levado o gato baleado embora, pra onde e pra que ele levou esse maldito gato? E outra, indo até mais além, qual seria o intuito dele em trabalhar com crianças? Cometer os crimes por ele? Ou seria uma forma de ter olhos em todos os cantos da cidade? Afinal quem suspeitaria de uma criança inocente, não é mesmo?

Impressionante era a palavra que Julian poderia dar para o que Jeremy acabou de fazer, em poucos minutos o marinheiro foi praticamente sozinho encontrando as respostas para as perguntas sobre esse mistério que o espadachim até então não havia conseguido entender. Seria o soldado Landini algum tipo de gênio ou ele só seria capaz de responder todas essas perguntas porque fazia parte de todo esse esquema? Se considerar que ele carrega na cintura duas pistolas da marinha, significa que ele é um atirador, mas então porque ele precisou pegar armas novas ao invés de usar aquelas que ele provavelmente já tinha? Era cedo demais para acusar o seu novo parceiro, principalmente depois que ele lhe deu tantas informações, a princípio talvez fosse melhor seguir com o plano dele… Isso é, ainda seguirão o mesmo plano de esperar nas redondezas da casa da Sra. Fifi?

Talvez um pouco mais empolgado com o que Jeremy esclareceu para ele, Julian se apressava para sair dali e chamava o parceiro para ir com ele.

- Não sei… Sinto que pode ter algo que estamos deixando passar, ou que talvez você não tenha me contado. - Responderia o outro marinheiro pensativo a respeito de como poderiam montar um plano para capturar o tal homem. - E mesmo assim sinto que a menos que alguma outra coisa aconteça, não vamos conseguir avançar com isso…

E quase como uma resposta divina, logo depois do que Jeremy havia acabado de dizer, uma equipe de paramédicos passou correndo na parte de frente do QG trazendo junto com eles uma jovem mulher de cabelos loiros com as pontas avermelhadas… Julian nem precisava ver o rosto para saber que se tratava de ninguém menos do que Asuna! E visto que eles estavam levando-a para o hospital que ficava logo ali ao lado, era óbvio que ela não estava bem.

Enquanto o espadachim poderia vir a se mostrar preocupado com a companheira que desde o início da manhã estava sumida, Jeremy acabaria por não esboçar nenhuma reação que não fosse a da curiosidade, afinal ele nem mesmo sabia quem era aquela garota. Se Julian decidisse por seguir os médicos até o hospital ao lado do QG, onde Asuna seria levada diretamente para a sala de operações, então Jeremy acabaria por seguí-lo também já que agora eram parceiros nessa missão.

- Hey, Julian, quem é essa? Você a conhece?

- Você tem que ficar do lado de fora! Se conhece ela me diga o nome para que possamos registrá-la no atendimento. - Diria o médico responsável caso Julian tentasse adentrar a sala de cirurgia. - Eu acredito, mas mesmo assim você precisa esperar. - Falaria caso ele explicasse dizendo algo como “ela é minha amiga”.

Sem nem ao menos saber o que aconteceu com Asuna, se seu ferimento era grave e se seria capaz de sobreviver, Julian passaria pelos minutos mais longos da sua vida enquanto estivesse esperando os médicos retornarem a sala de espera ao fim da operação e de preferência trazendo bons resultados. Durante esse tempo, se Julian achasse apropriado, ele poderia explicar para Jeremy quem era Asuna e também o que viu acontecer com ela mais cedo, com a criança que entregou a carta para ela, o que estava escrito nela e também por esta ser a mesma que viria a lhe atirar logo depois.

- Então isso tudo pode estar estranhamente ligado a Asuna... Se a criança que deu a carta para ela for mesmo uma criança manipulada pelo homem de preto e por isso ela também atirou em você, então teria Asuna chegado a conhecer a identidade desse homem de preto? Poderia ela nos dizer quem é? - Diria ele caso estivessem falando sobre esse assunto.

- Hey, soldados! - Falaria uma voz pouco antes que algum dos dois saísse do hospital para ir até o laboratório de análises do QG. Era uma funcionária do hospital, talvez uma enfermeira ou uma médica em treinamento, mas o interessante é que ela trazia para eles uma caixa com embrulho de presente que aparentemente já havia sido aberta, quando olhassem no interior dela poderiam ver um gato morto, mas não qualquer gato, era o mesmo que Julian viu o homem de preto atirar e carregar em uma das mãos… Era o Gururu! - Isso foi encontrado junto com ela, não sei ao certo o que pode significar, mas é certo que deve ser entregue a vocês.

- Uou, isso é o que eu tô pensando que é? - Indagou ele perplexo com o que estava vendo ali. - Isso é realmente bizarro, mas não poderemos analisar isso aqui dentro do hospital, vamos sair, Julian! - Pediu o companheiro que estava mais do que certo, afinal não era correto manusear um gato morto dentro dos corredores de um hospital.

Caso Julian se recusasse a sair do hospital sem antes saber se Asuna ficaria bem, então ele deixaria nas mãos de Jeremy ir para o lado de fora analisar o cadáver do gato para ver se conseguir descobrir alguma coisa, de qualquer forma, indo ou não com o soldado Landini, o mesmo acabaria por conseguir encontrar algo peculiar dentro da boca do gato, levando este para Julian onde quer que ele estivesse.

“Lá onde nós três costumávamos ficar, te espero no nosso lugar.”

Essa era a frase que estava escrita no pedaço de papel que Jeremy havia encontrado dentro da boca do falecido Gururu, este que por sinal ficaria bem guardado para que Julian o devolvesse para a Sra. Fifi como havia prometido (mesmo que agora ele já esteja morto). A frase certamente era uma mensagem para Asuna ir em encontro com aquele que estava lhe perturbando dessa maneira, o que de certa forma era estranho, afinal se o pensamento deles estiver correto, teria sido ele a atirar nela, então porque teria feito isso antes dela chegar até o local indicado?

- Isso é estranho, aqui menciona sobre uma terceira pessoa… Mas quem seria essa terceira pessoa? - Perguntou Jeremy pensando a respeito do caso, talvez nesse momento ele por não conhecer Asuna o suficiente seria incapaz de concluir com perfeição o que aquela carta poderia estar querendo dizer.

- Senhores marinheiros. - Falaria o médico ao fim da cirurgia, retornando para a sala de espera onde daria a notícia para eles e consequentemente interrompendo a conversa sobre a investigação que pudessem estar tendo. - A operação foi um sucesso, o projétil que a atingiu não acertou nenhuma área vital, portanto foi uma cirurgia tranquila e ela conseguirá se recuperar rápido. Ela ainda está adormecida por conta das anestesias e não deve acordar por agora, porém acredito que vocês como parte do trabalho de vocês ficariam felizes em receber isso. - Então ele mostrava o projétil que havia retirado do corpo de Asuna, entregando-o na mão de Julian. - Talvez possa ser útil para pegar o culpado que fez isso.

- Obrigado, doutor. - Agradeceria Jeremy a respeito do atendimento e da ajuda que estava dando para a investigação. - Temos que levar isso para a análise, mesmo que seja quase certo que já sabemos o autor disso… Pelo menos eu acho. - Então ele se virou novamente para Julian e de uma maneira bastante direta perguntou. - Tem alguma ideia do que podemos fazer? Pois tirando levar o projétil para o QG, não faço ideia de qual seja o lugar que essa mensagem está falando.

Com tanta informação passando pela sua cabeça sobre os acontecimento nesse seu primeiro dia como marinheiro, o que Julian iria decidir fazer a final de contas?

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyQui 21 Jun 2018, 22:15


Meu parceiro Landini e eu estávamos discutindo a um bom tempo, não poderia colocar todas as cartas na mesa, ele poderia estar querendo receber alguma informação crucial para sua missão, alguma palavra especial, talvez só quisesse brincar comigo, para ver o quão longe consigo ir, mas como saber disso? Ele era culpado? Minha paranóia estava se elevando ao máximo, não conseguia acreditar que todos poderiam ser suspeitos, era um estresse mental gigante duvidar de todo mundo, mas infelizmente depois do que passei essa era uma forma de tentar me precaver, afinal meu azar nunca está satisfeito.
“Isso é estranho... Apenas alguns dos gatos dela morreram, certo?” Perguntou Jeremy durante seu raciocínio rápido, ele parecia querer ligar pontos, mesmo podendo fazer parte de tudo aquilo ele ainda era meu parceiro, deveria seguir com o jogo dele, não poderia simplesmente sacar minhas espadas e fatiá-lo ali sem alguma prova, isso não me faria melhor que um pirata, então agiria em conjunto com ele, mas sempre iria com um pé atrás, prestando atenção ao seus passos, todos são culpados até que as gaivotas levantem vôo.
- Sim, alguns foram atingidos mais de uma vez, alguns em áreas vitais, outros não e alguns até mesmo levaram tiros de raspão. - Responderia lembrando das palavras de doutor Trevor.
“Quantos disparos você ouviu esse homem fazer antes de encontrá-lo com o gato nas mãos?”
- Um, mas ele atirou a queima roupa, segurou o gato e então disparou, pelo menos foi essa cena que vi, já que quando cheguei o gato já estava sangrando em suas mãos. - Ao responder sua pergunta Jeremy ficou silencioso e pareceu pensar em algo durante alguns segundos.
“Com isso temos dois atiradores na cena do crime, portanto, com base no que você viu os dois fazerem, qual você acha que teria mais chances de atirar em um gato e errar?”
- Com certeza a criança, até quando a mesma atirou contra mim suas mãos estavam trêmulas, parecia nunca ter atirado contra pessoas. - Falaria surpreso já que nem havia pensado nessa possibilidade, era como se esse ponto nem fizesse uma ligação completa, mesmo tendo todas essas informações nem teria parado para as analisar como Landini.
Durante nosso tempo de conversa meu parceiro simplesmente conseguiu ligar todos os pontos que tínhamos à nossa disposição, tanto no relatório da senhora Fifi, quanto no meu a ele, era incrível ver Jeremy conseguindo pensar em tudo ao mesmo tempo e montar uma teia imaginária em sua mente, cada vez que ele abria a boca um novo caminho se mostrava ligando os acontecimentos, era como ler um livro, as imagens de todos os ocorridos brotavam em minha mente como se estivessem em um quadro e iam se organizando, como de fossem partes do mesmo quebra-cabeças. Gostaria de ter esse raciocínio de Landini, o mesmo era um gênio seu intelecto estava muito além de minha compreensão, era como se o novo Sherlock Holmes estivesse ao meu lado… Isso significaria que eu era o Watson? Para mim não faz diferença alguma, tenho que resolver esse problema de alguma forma, e mesmo estando desconfiado de Jeremy tinha que admitir que jamais veria estas coincidências as quais ele apontou, mas será que ele as descobriu ou só as falou para mim? Já que ele pode ser o autor do crime ou até um cúmplice, mesmo que ele tenha pego outras armas isso não diminuiria minhas suspeitas, ele podia estar querendo disfarçar, já que eu sei que arma o suspeito usa, seria burrice mostrar sua arma verdadeira para mim, mas sem provas não dá para acusar ninguém.
No mesmo momento em que nós (Jeremy) terminávamos nossas suspeitas sobre as motivações do suspeito, Landini começava a suspeitar de ter-lhe faltado com alguma informação sobre o caso, e ele estaria certo, não abriria o jogo totalmente, ele provavelmente queria saber de Asuna, para poder fazer algo a respeito dela, ele devia querer saber disso, mas não contaria nada, como poderia falar dela? Estaria a entregando nas mãos de seu perseguidor, e isso eu não faria com…
- Asuna… - Falaria no mesmo momento em que olharia para frente só para ver algo que não gostaria.

Algo havia chamado minha atenção e esse algo era familiar, a cena que não queria ver estava acontecendo, aquele perfume, aqueles cabelos, aquele corpo, aquele sangue… Tudo aquilo pertenceria apenas a uma pessoa, minha companheira, a mulher que veio comigo de Karate Island, a garota que me obrigou a não falar senhorita quando fosse chamá-la, era Asuna, seu corpo passou por mim em questão de segundos, mas quando a reconheci meu corpo agiu por conta própria, ele começou a andar sozinho, meus passos aumentavam de velocidade a cada continuação, a única coisa que via era a equipe levando minha companheira e mesmo que a cena tenha durado milésimos, em minha mente foram horas, o tempo ficou mais devagar, tudo começou a se mover mais lentamente, minha visão estava focada naquele momento, todas as piores opções passavam pela minha cabeça, mas não queria prestar atenção a nenhuma delas, meus pensamentos haviam dominado tanto minha cabeça que todos os meus movimentos estariam sendo involuntários, e só voltei a realidade quando ouvi a voz de Landini.
“Hey, Julian, quem é essa? Você a conhece?” A fala de Jeremy batia em minha cabeça como um tiro de revólver, um raio de realidade atingia meu corpo e minha mente livrava-se de todos os pensamentos daquela forma, mesmo talvez não sabendo, Jeremy havia me tirado daquele transe profundo, fazendo com que minha sanidade voltasse a dominar meu corpo, no mesmo momento viraria para o mesmo e responderia:
- É minha amiga.
Ao me dar conta de onde estava notaria que havia quase conseguido invadir a sala de cirurgia, atrapalhando ainda mais o processo dos médicos, um doutor estava a minha frente e devia ter me perguntado alguma coisa, pois o homem me encarava como se esperasse uma resposta.
- Desculpe-me doutor, o nome dela é Asuna. - Falaria me afastando da porta e deixando os médicos cuidarem de minha amiga.
Depois daquela cena um tanto quanto vergonhosa o médico dizia-me para esperar, não sabia como minha amiga estava, não sabia o que havia acontecido, não sabia o que estava acontecendo nem como estava acontecendo, tudo isso em metade de um dia? Será que foi mais um ataque do homem negro? Fazer dois ataques a luz do dia significaria que ele não liga se for notado, ele não tem medo de fazer afronta a marinha, o que ele quer com isso? O que ele ganha com isso? Teria que esperar, não importa, o que tenho que fazer é esperar, queria saber se Asuna estava bem, gostaria de saber o que aconteceu com ela para ficar assim, mesmo que em minha cabeça o homem negro fosse o culpado ainda não poderia sair acusando a torto e a direita, pelo menos poderia ter uma única certeza, Landini não era o homem de vestes negras, mas isso ainda não tiraria a possibilidade de ele ser um cúmplice, mas para poder conseguir ajuda deveria parar com essa paranoia, precisava aceitar ajuda, e o que tinha ali era Jeremy.
- Vou lhe contar tudo, Asuna é minha companheira, vim com ela de Karate Island e nos conhecemos a pouco tempo, mas temos muito em comum e isso nos fez amigos, hoje pela manhã Asuna recebeu uma carta do mesmo garoto que me baleou, ele disse que alguém o tinha mandado, ao abrir a carta ela deixou o meu lado e disse que tinha que resolver algo, e esse algo eu não sei o que pode ter sido, na carta dizia “Loiras são minhas favoritas, sabia?” a expressão final “sabia?” é algo comum de Asuna, quase 90% de suas frases acabam com essa expressão e o homem que escreveu a carta devia saber disso, o que não entendo é, pra que? - Terminaria a frase sentando no chão ou em uma cadeira, minha mente estava uma bagunça, ele fez tanto em tão pouco tempo que chega a ser macabro seu jeito de trabalhar.
“Então teria Asuna chegado a conhecer a identidade desse homem de preto? Poderia ela nos dizer quem é?”
- Provavelmente é alguém que a conhece, mas no estado atual dela não vamos conseguir nada… Desculpe Jeremy, estou atrasando sua mente brilhante… - Falaria em um tom de tristeza enquanto estaria pensativo sobre o estado de Asuna, mas antes que pudesse entrar em um estado introspectivo novamente uma voz chamaria minha atenção, no mesmo momento em que a ouviria meu rosto iria se virar na direção da voz e lá meus olhos encontrariam uma espécie de enfermeira com uma caixa em mãos, caixa essa que chamaria minha atenção por aparentar ser um presente e ainda mais por aparentar já ter sido aberto, a mulher acabou dizendo que este era de Asuna, com uma curvatura de cabeça pegaria a caixa.
- Agradeço senhorita. - Falaria a mulher antes de abrir a caixa.
Um presente para Asuna, isso não seria bom, todo os presentes que ela vem recebido  neste dia foram horríveis, e isso só se confirmou quando abri a caixa, dentro dela vi seu conteúdo, e aquilo era só mais um recado, Gururu, o pobre gato da senhora Fifi, seu corpo era o presente, Jeremy como uma pessoa sensata pediu para que nos retirássemos do local, ele estava certo e só o seguiria, mas eu havia sido mais uma vez derrotado, perdi o gato da senhora Fifi, mesmo que não fosse, era como perder um refém, deixei uma pessoa morrer por minha incompetência, agora teria que o entregar para sua dona e vê-la me encarar com desgosto.
- Estou atrás de você… - Falaria seguindo meu parceiro.
Quanto a Asuna, isso já não está em minha jurisdição, não posso fazer nada por ela.

“Lá onde nós três costumávamos estar, te espero no nosso lugar.”
Essa era a frase que estava contida em um papel dentro da boca do gato, infelizmente tanto eu quanto Landini não sabíamos quem seria essa terceira pessoa a qual era mencionada, na verdade não tínhamos pista alguma sobre ninguém, a única coisa que poderia dizer era que o local em que eles costumam se encontrar deveria ser em Centaurea Island, Asuna mencionou vir de lá, mas não saberia ao certo o que dizer ou fazer, ainda mais considerando uma terceira pessoa. Logo após terminar minha linha de pensamento o doutor apareceria dizendo que Asuna ficaria bem, isso me dava uma alegria a mais no coração, mas não mudava o fato de eu ter que achar o culpado por isso, portanto ao pegar a bala em minha mão faria uma reverência ao doutor em forma de agradecimento.
- Obrigado doutor, continuaremos nossa investigação. - Falaria enquanto me retiraria junto de Jeremy para fora do hospital.
“Tem alguma ideia do que podemos fazer? Pois tirando levar o projétil para o QG, não faço ideia de qual seja o lugar que essa mensagem está falando.”
Pegando o outro projétil que estava em meu bolso (entregue a mim pelo doutor Trevor) tentaria comparar os dois, mostrando para Landini, se fossem parecidos então falaria:
- Não precisamos mais de uma análise.
Caso os projéteis fossem diferente guardaria ambos em meu bolso.
- Seria bom os levar para análise, mas já sabemos de quem estamos atrás, só não quem ele é.
Depois de uns segundos em silêncio falaria durante nossa caminhada.
- Asuna é de Centaurea Island, acha que teremos que ir pra lá? Ela também já me disse que seus pais morreram, mas não sei se ela tem qualquer outro tipo de parente, seria melhor procurar por algum parente primeiro? - Perguntaria esperando a resposta de Landini, a qual seguiria, mas se caso ele perguntasse de mim responderia. - Prefiro procurar o parente primeiro, é mais fácil e mais perto.
Se aceitássemos procurar o parente então deveríamos nos dirigir até o QG, uma vez neste deveríamos ir até o capitão Troy pedir permissão para olhar os arquivos, ou então pedir que ele nos desse algum arquivo sobre a família Urameshi, ou até pedir a outra pessoa do QG que nos levasse aos arquivos, se conseguíssemos deter posse de algum arquivo envolvendo o sobrenome Urameshi deveríamos ler tudo o que pudéssemos até descobrir algum nome ou evento, se por ventura viessemos a encontrar alguma identidade deveríamos anotar tudo referente ao nome para então procurar a pessoa, se viessemos a encontrar um evento, deveríamos também anotar tudo referente a esse para então procurar os locais ou algo do gênero, se Jeremy quisesse poderia entregar as balas para ele ir as analisar enquanto eu leria os arquivos, se viesse a encontrar um evento ou uma pessoa muito específica manteria uma atenção mais especial a esse fato, e então ao encontrar Landini novamente explicaria o que encontrei na pesquisa e poderíamos começar a pesquisa de campo, mesmo se eu visse o pôr do sol se aproximar não me abalaria, tenho um trabalho para fazer primeiro, outro dia poderia ir, seguiria com meus trabalhos para conseguir encontrar o suspeito que estávamos procurando.

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptySeg 25 Jun 2018, 23:16

SANTERILLA


“Lá onde nós três costumávamos ficar, te espero no nosso lugar.”

E era por causa dessa frase que Julian e Jeremy começavam a pensar nas possibilidades a respeito do seu significado. Com o médico trazendo a notícia de que Asuna ficaria bem, os dois marinheiros poderiam voltar a se concentrar na investigação, principalmente depois que o projétil retirado da jovem loira era entregue a eles. Julian ao olhar bem o novo projétil poderia tentar se lembrar se ele era parecido com aquele que o Dr. Trevor havia retirado de Niniko e que no momento já se encontrava sobre a análise do QG, e por mais que pudesse estar errado por não ser um especialista, o objeto em sua mão parecia bastante com o que vira anteriormente.

- Pode ser que seja de uma das duas armas que já conhecemos, é difícil saber qual já que ambas eram do mesmo modelo… Mas duvido que descobrir isso agora iria nos ajudar em alguma coisa, talvez seja exatamente para nos fazer perder tempo tentando saber se foi ou não a mesma arma que atirou. - Responderia Jeremy a respeito do projétil que havia atingido o corpo de Asuna, e mais uma vez o pensamento do marinheiro sobre os detalhes da investigação se mostravam surpreendentes.

Enquanto continuavam a caminhar para fora do hospital, Jeremy ouviria atentamente o que Julian dizia a respeito da origem da sua companheira hospitalizada, além da sugestão que ele tinha sobre procurarem por algum parente dela.

- Não, acho que o lugar que a mensagem se refere fica por aqui em Baterilla mesmo… Por mais que ela tenha vindo de Centaurea, não sabemos se ela passou todos os anos de sua vida lá, certamente deve haver uma parte oculta na história que ela te contou. - E então ao dizer isso, Jeremy mostrava uma expressão de alguém que estava pescando e acabou de fisgar alguma coisa em seu anzol, por isso antes de colocarem o pé para fora do hospital, o marinheiro ia até a recepção do local e com seu emblema da marinha mostrava sua autoridade. - Boa tarde, como um soldado da marinha em uma investigação gostaria que você me fornecesse uma informação vital para nosso trabalho. - Diria ele de forma educada, mas que ao mesmo tempo mostrava que a recepcionista seria obrigada a lhe entregar aquilo que ele pediria. - Recentemente uma marinheira de cabelos loiros veio para cá após ter sido baleada, poderia me dizer em que área da cidade ela foi encontrada antes de ser trazida para cá?

- Mas é claro, só um momentinho enquanto procuro nos registros. - Responderia a moça detrás do balcão que logo começaria a olhar nos papéis pela ficha referente à marinheira. - Asuna, certo? Hmmm, de acordo com nosso registro ela foi encontrada ferida na rua Santerilla e resgatada pela nossa equipe lá mesmo.

- Ok, obrigado pela informação, tenha uma boa tarde. - Agradeceu o marinheiro logo em seguida se retirando e acenando para que seu parceiro viesse junto com ele. Mesmo tendo suas origens na ilha, talvez Julian não fosse capaz de lembrar o nome de todas as ruas que há na cidade, mas não faria diferença, pois Jeremy iria continuar a falar em seguida. - Se não me engano há uma casa de repouso na Santerilla, inclusive acho que tem até o mesmo nome da rua… Estaria Asuna saindo de lá depois que foi baleada? Seria um bom lugar para se visitar um parente.

Se Julian concordasse com a ideia de irem até lá, visto que não tinham muitas outras opções, já que se não fosse isso teriam que ir até o QG (que não está tão longe) procurar por informações de Asuna que poderiam nem mesmo estar registradas na ficha de marinheira dela. O caminho até a rua Santerilla era relativamente longo, levaria alguns minutos andando, minutos esses que ambos passariam quase que em silêncio, sendo que para Julian cada segundo que perdia nessa missão era um tempo que poderia resultar na perda do navio que iria lhe levar até Karate Island.

Chegando na rua mencionada pela recepcionista do hospital, a dupla rapidamente acharia o local na calçada que estava manchado de sangue, onde certamente teria sido ali que Asuna caíra depois de ser atingida pelo disparo da arma de fogo. Olhando alguns metros a frente, Jeremy apontaria para o parceiro o lugar onde como suspeitava, havia uma casa de repouso para pessoas incapacitadas. Chegando lá, bastaria para eles mostrar a identificação e perguntar a respeito de Asuna Urameshi para receberem as informações desejadas.

- Oh sim, a Asuna-san esteve aqui mais cedo visitando a sua irmã, infelizmente não vimos quem foi que atirou nela, mas graças a Deus conseguimos ouvir o disparo e pedir ajuda a tempo. Está tudo bem com ela? - Diria a mulher no balcão de recepção do local, aparentemente ela se mostrava bastante preocupada com a saúde de Asuna, algo que mostrava uma intimidade mínima, mesmo a de alguém que a vê apenas em algumas visitas.

- Poderia nos levar até a irmã dela? Se não for muito incômodo, é claro. - Perguntaria Jeremy em seu tom educado, por mais que às vezes a sua aparência um pouco mais rebelde passasse uma impressão completamente diferente.

- Hmm, posso, mas vocês não vão conseguir ter uma conversa com a Srta. Mina, caso seja essa a intenção de vocês…

E depois que uma enfermeira local levasse a dupla até onde estava Mina Urameshi, a irmã de Asuna, eles entenderiam o porquê que ela não seria capaz de ajudá-los nessa investigação, pois ela estava em estado vegetativo, sentada em uma cadeira de rodas sendo alimentada por vias indiretas e certamente incapaz de falar ou reagir a qualquer palavra que lhe fosse dirigida.

- Olá, Urameshi-san, meu nome é Jeremy Landini, sou um soldado da marinha, prazer. - E após fazer essa apresentação, o rapaz seguraria a mão da mulher a sua frente e terminaria o cumprimento, com isso ele concluiria que de fato não havia qualquer sinal de resposta daquela que um dia poderia ter sido uma mulher cheia de energia. Se Julian até esse momento não tivesse perguntado, então Jeremy faria: - Sabe nos dizer como foi que isso aconteceu? Como ela ficou assim?

- Bem, a Urameshi-san já está aqui há cerca de dez anos, pelo que sabemos o seu estado atual é consequência de um disparo por arma de fogo que a atingiu na cabeça… Os médicos na cirurgia conseguiram salvar a sua vida, mas nem mesmo eles foram capazes de evitar que ela ficasse assim. - Explicou a enfermeira em um tom tristonho.

Aquela era sem dúvida uma história triste para a jovem Asuna que já sabemos ter perdido os pais devido uma doença grave, e agora tinha que lidar também com a sua irmã nesse estado que nem mesmo o mais poderoso dos remédios era capaz de curar… Mas junto com a história de Mina, vinha também algumas perguntas interessantes, pois novamente a arma de fogo aparecia como a protagonista da cena do crime, então teria essa história do passado alguma relação com o que eles estão investigando no presente?

- Seria a irmã dela a terceira pessoa mencionada na mensagem? - Soltaria Jeremy completando o pensamento que Julian já poderia estar tendo no momento.

Se Jeremy estivesse certo e de fato Asuna, Mina e o misterioso homem de preto costumavam antigamente frequentar um mesmo lugar, descobrir onde ele fica é a chave para conseguirem avançar nessa investigação e dar de vez um fim a ela… Mas com ambas as irmãs incapacitadas de lhes dar a resposta, o que faria Julian e Jeremy descobrir para onde deveriam ir?


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyTer 26 Jun 2018, 16:41


Tudo até agora tem sido um saco, ao invés de estar dormindo, descansando, relaxando ou sei lá, qualquer outra coisa que não fosse isso já seria bom, investigações não são meu forte e com isso meus neurônios estão fritando para montar um raciocínio lógico e contínuo, tudo graças a esse mistério do homem de vestes negras, mesmo eu sendo calmo isso não deixa de ser um saco, não me importo se perder esse barco para Karate Island, quer dizer, me importar eu me importo, mas não vai mudar muita coisa se for hoje ou amanhã, já tem um monte de marinheiros por lá, eles vão cuidar de tudo, só quero saber como é que os outros estão, quem sabe até conhecer Perseu, mas isso é algo para pensar outra hora, por agora o mistério do homem que roubava gatos é o mais importante e é nele que devo me concentrar, a cada segundo minha mente borbulhava em ideias, montando linhas de raciocínio as quais eu decidia se descartava ou mantia, estava tão entretido em meu trabalho que nem mesmo teria dado atenção a Landini, não por falta de educação, mas por concentração mental, enquanto que estava perdido em minha cabeça meu corpo seguiria na função automática, seguindo Jeremy sem falar nada, talvez tenha dito algum “Humrum”, feito algum gesto ou até mesmo balançado a cabeça, porque quando voltei ao plano corporal e assumi controle de meu corpo ambos estávamos na frente de uma casa de repouso chamada “Santerilla”. Percebendo que não estávamos mais no hospital olharia em volta procurando me situar de alguma forma, não tinha ideia de como havia ido parar ali.
- Odeio quando isso acontece… - Falaria para mim, me referindo a quando entro no estado automático.
Logo após minha bronca comigo mesmo iria até a porta da casa de repouso passaria por esta e seguiria diretamente para a recepção e falaria para a pessoa que me atendesse:
- Olá e boa tarde, me chamo Julian D’Capri e como podes ver sou um marinheiro, sinto muito o incômodo, mas estou no meio de uma investigação. - Falaria já mostrando minha identificação. - Sabem me dizer se Asuna Urameshi, a garota que foi baleada aqui na frente, esteve neste recinto? - Falaria no tom mais sereno que poderia, para passar calma para a pessoa que estaria a minha frente.
“... Asuna-san esteve aqui mais cedo visitando a sua irmã… Está tudo bem com ela?”
- Sim ela já está em repouso na cama confortável de um hospital. - Falaria tentando trazer um tom descontraído em minha voz.
“Poderia nos levar até a irmã dela?” Falou Jeremy de uma maneira educada, que infelizmente recebeu uma má notícia, assim como eu.
“... Mas vocês não vão conseguir ter uma conversa com a Srta. Mina, caso seja essa a intenção de vocês...”
Jeremy deveria ser bastante inteligente para saber o que viria, porque eu já sabia e se eu já sabia, ele também deveria saber, ele é o Sherlock. Ao chegarmos no quarto onde estaria a irmã de Asuna minhas conclusões estariam sanadas, não conseguia imaginar uma situação melhor que essa, a irmã de Asuna estava em estado vegetativo, provavelmente não conseguia nem mesmo fazer qualquer tipo de gesto, era triste ver uma pessoa naquele estado, ainda mais para mim, sou um médico e entenderia aquela situação, mas não era algo que gostaria de ver, quero poder evitar isso e algum dia posso conseguir, posso achar uma cura para todos os enfermos, todas as dores, tudo… Infelizmente esse dia não será hoje e era isso que me entristecia mais.
- O que aconteceu para ela ficar assim? Sabe o motivo? - Perguntaria tentando ser o mais cuidadoso possível.
“... Urameshi-san já está aqui há cerca de dez anos, pelo que sabemos o seu estado atual é consequência de um disparo por arma de fogo que a atingiu na cabeça...”

Mais uma vez a arma de fogo, há dez anos atrás… Isso significa que Asuna conhece o suspeito do crime a dez anos ou seja, quando se conheceram eles deviam ser crianças, como uma amizade infantil pode se transformar nisso de repente?
“Lá onde nós três costumávamos ficar, te espero no nosso lugar.”
A frase surgiria como mágica em minha cabeça e traria um brilho em minha mente, é claro, a irmã de Asuna poderia ser a terceira pessoa, esse lugar… Que lugar é esse? Uma criança e um homem com a mesma arma, ambos entregam bilhetes, mas que lugar é esse? Para quem era o bilhete? Asuna foi baleada antes que pudesse ler o bilhete, isso quer dizer que ela não sabe dessa parte do encontro, a única explicação é que o suspeito não deve saber que Mina está nesse estado e deve estar querendo a encontrar, mas se ele sabe da situação atual dela, como ele espera que ela vá até ele?
São tantas perguntas e tão poucas respostas que nem sei o que fazer, e estaria tão concentrada nelas que nem mesmo ouviria se alguém falasse comigo, a única coisa que sei é que ele levou um gato da senhora Fifi e essa é a única localização que tenho em minha cabeça, tirando isso não há mais nada que consiga pensar, mas se estou aqui precisaria tentar tudo que posso, com essa frase em minha cabeça me ajoelharia, colocando os dois joelhos no chão e sentando sobre minhas canelas, faria isso logo na frente da senhorita Mina, para que pudesse a olhar diretamente.
- Senhorita Mina, boa tarde, meu nome é Julian D’Capri, sou um marinheiro e estou no meio de uma investigação, poderia tomar um pouco de seu tempo? - Falaria calmamente e com um curto sorriso, olhando para Mina, para ver se conseguiria achar algum gesto, espasmo ou algo que pudesse me indicar uma resposta, verificaria se os aparelhos que medem os sinais vitais estariam ligados, se estivessem continuaria minha fala, se não estivesse viraria para a cuidadora e diria.
- Poderia por favor os ligar para mim?
Uma vez que todos os aparelhos estivessem ligados continuaria.
- Caso possa fazer algo poderia me sinalizar? Pode mexer as pálpebras? Se sim poderia por favor piscar uma vez para sim e duas para não? Se não puder fazer nenhum dos dois não tem problema algum, consegue mexer os olhos? Se sim poderia gentilmente mover seus olhos para direita e para esquerda? Com a esquerda significando não e a direita sim?
Ao terminar minha fala esperaria para tentar ter qualquer tipo de resposta, caso não obtivesse nenhuma resposta daria um sorriso.
- Não há problema se não puder ok? Posso continuar a falar?
Mais uma vez daria uma pausa de alguns segundos para então poder continuar a falar.
- Certo, senhorita Mina, como não deve saber. - Soltaria um pequeno riso. - Estou investigando uma série de crimes que vem acontecendo, pobres gatinhos têm sido atacados, mas infelizmente acertaram uma bem grande, o nome dela é Asuna, sua irmã, ela foi baleada aqui na frente, mas está bem, pelo menos está dormindo e logo logo vou ter que a levar para um restaurante para ela esvaziar minha carteira. - Mais uma vez eu soltaria um riso e um pequeno sorriso se abriria em minha face. - Sou um amigo dela e a conheci durante uma viagem para cá… E gostaria de lhe pedir perdão, deveria estar com sua irmã a protegendo, mas fui resolver outros assuntos, a senhorita Asuna é uma ótima pessoa… Mas falhei… A senhorita Mina poderia me perdoar? - Falaria abaixando minha cabeça e tentando achar alguma resposta no rosto de Mina, não faria diferença se achasse ou não, pois de qualquer forma ainda me sentiria um pouco culpado.
- Como deve imaginar senhorita não vim aqui falar disso, a pessoa que baleou sua irmã fugiu, e apesar de termos algumas pistas não temos o suficiente para achar a pessoa, e está acreditamos ser conhecida de vocês, o suspeito usa vestes negras e uma arma prateada. - Nesse mesmo momento olharia para o monitor de batimentos cardíacos, se ele estivesse com o valor muito alto saberia o que isso significaria, isso significaria que ela conhecia a pessoa, e que essa pessoa era o mesmo criminoso que a deixou naquele estado, se o monitor estivesse apitando, rapidamente seguraria a mão de Mina com carinho, para mostrar para ela que eu estava ali, mas caso ele não estivesse apitando apenas seguiria com as perguntas.
- Não se preocupe senhorita Mina, vamos encontrar esse homem, mas há uma coisa que falta no quebra cabeças, um lugar, o suspeito escreveu uma carta que falava sobre um lugar o qual vocês três costumavam se encontrar, e queria pedir sua ajuda… Posso? - Novamente esperaria alguma espécie de resposta de Mina, continuando a falar após alguns segundos.
- Esse lugar especial era um local aberto? - Esperaria uma resposta, se fosse negativa obviamente o lugar seria um local fechado, e não teria como me localizar perante isso então procuraria só me despedir, caso fosse positiva continuaria. - Esse local, tinha árvores e grama?
Se fosse uma resposta negativa perguntaria.
- É uma praça?
Se fosse uma resposta positiva perguntaria.
- É um parque?
Esperaria ela me responder, caso fosse uma resposta negativa para as duas perguntaria.
- Conhece ou se lembra de uma senhora chamada Fifi? - Se a resposta fosse positiva perguntaria. - Esse local especial, é lá perto? - Se fosse uma resposta positiva já ficaria feliz e beijaria a mão de senhorita Mina e mesmo que fosse uma resposta negativa já ficaria feliz por ter conseguido ajuda, de toda forma, mas se por um acaso não tivesse recebido resposta alguma só pularia logo para minha despedida.
- Prometo que pegarei essa pessoa não se preocupe, só descanse, obrigado por sua ajuda, já fez muito por mim, estou indo agora, ok? - Perguntaria já me despedindo ainda dando espaço para Mina “falar” algo.
Assim que me levantasse encararia Jeremy e dirigiria a ele um pequeno sorriso.
- Temos trabalho a fazer Landini.

Com todas as respostas que haveria conseguido talvez já estivesse no fim, talvez pudesse finalmente encontrar o suspeito, mesmo que Landini para mim ainda parecesse suspeito não poderia o tratar com diferença, minha guarda nunca estaria baixa perto dele, estaria duvidando de tudo, só porque ele é um marinheiro não significa que ele é totalmente bom ou que ele não pode ser um traidor, de qualquer forma só estaria confiando em Jeremy assim que capturasse o suspeito de vestes negras, se não tivesse conseguido nenhuma resposta com Mina não haveria problema, apenas me direcionaria para uma das enfermeiras
- Há algum livro de registros que pode nos indicar de onde ela veio ou onde ocorreu o acidente com ela? - Se por um acaso não houvesse alguma forma de conseguir aquele tipo de informação naquele lugar então viraria para Jeremy. - Vamos para o QG talvez lá possamos conseguir algo sobre isso.
Ao que seguiríamos para o QG estaria cada vez mais nervoso ao mesmo tempo que queria encontrar o homem vestido de preto também tinha receio de o encontrar, pois não sabia se tudo ia acontecer novamente como antes, se dessa vez iria conseguir atingir o suspeito, não adiantaria ficar remoendo esse tipo de coisa, deveria me concentrar no agora, e agora deveria ir encontrar informações sobre onde poderia ser o local que estaria procurando, ao chegar no QG me dirigiria a alguém que pudesse me mostrar os arquivos de crimes e acontecimentos falando.
- Olá sou Julian D’Capri e gostaria de verificar os registros, poderia me levar ou me indicar como chego lá? - Perguntaria tentando ser o mais educado possível.
Caso a pessoa me levasse até os arquivos procuraria todas as informações possíveis envolvendo o sobrenome Urameshi a dez anos atrás, na tentativa de achar o acontecimento com Mina e achar o local onde aquilo aconteceu, se conseguisse achar essa informação seguiria imediatamente para o local indicado, se soubesse, caso não, perguntaria a Jeremy.
- Achei o local, só não sei onde fica, você sabe? - Falaria indicando o local do acontecimento.
Se ele soubesse onde aquilo ficava sem perder tempo falaria.
- Então estamos parados aqui pra que? - Falaria enquanto levantaria logo em seguida pronto para seguir Landini.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptyQui 28 Jun 2018, 20:39

A PRAIA DO FAROL


A visita da dupla de marinheiros a Mina Urameshi não era tão esclarecedora quanto eles pensaram que seriam, isso porque ela está em um estado vegetativo ocasionado por um disparo que atingiu a sua cabeça 10 anos atrás. Em uma tentativa de conseguir mais informações, Julian pedia a enfermeira responsável por cuidar de Mina que lhe ajudasse colocando na jovem mulher aparelhos que medem sinais vitais, e a enfermeira de bom grado, também sem querer ir contra a investigação da marinha, forneceu a ele o aparelho que foi pedido, ligando-o em Mina como assim deve ser feito.

Depois que o aparelho estava ligado, Julian dava início a sua sessão de perguntas, enquanto Jeremy permanecia de braços cruzados apenas observando a cena sempre muito atento a qualquer sinal que ele pudesse detectar em uma vista mais de fora que seu parceiro talvez pudesse deixar passar. Acontece que independente das palavras usadas pelo marinheiro ou que pergunta ele fizesse, Mina não reagia de forma alguma que não fosse por ações involuntárias do seu corpo como piscar e respirar.

- Não está funcionando… - Disse Landini depois que Julian entrou na parte das perguntas que envolviam o possível local que a mensagem se referia. - Desista, Julian, ela não é capaz de nos entender.

Então o marinheiro colocou a mão no ombro do seu parceiro para que ele desistisse de continuar esperando que houvesse alguma reação da irmã mais velha de Asuna, pois aparentemente isso não iria acontecer, e as enfermeiras do local já sabiam muito bem disso. Entretanto, quando os aparelhos já estavam sendo desligados e retirados de perto de Mina, pouco depois de Julian dizer as palavras heróicas que prometiam capturar “esse” homem, aconteceu algo que deixou até mesmo as enfermeiras do local boquiabertas, uma solitária lágrima começou a escorrer por cada um dos olhos de Mina, ainda que em seu rosto não houvesse estampado nenhuma outra reação ou emoção.

- Isso é inacreditável! Ela está chorando? - Disse a enfermeira da jovem loira, incrédula.

- Poderia ser alguma reação a um corpo intruso em seus olhos? - Perguntou Jeremy também achando muito surpreendente o que havia acontecido.

- Poderia, mas nos dois olhos ao mesmo tempo? Isso nunca aconteceu antes. - Explicou a enfermeira indo enxugar as lágrimas de Mina e também verificar se não havia nada incomodando seus olhos.

E não havia, de fato aquela cena não poderia ser explicada a não ser pela simples ideia de que aquela jovem mulher havia derramado lágrimas, uma reação humana fortemente ligada aos sentimentos e emoções… Mina Urameshi um dia certamente foi uma bela e alegre mulher assim como sua irmã é, mas devido um trágico acontecimento acabou perdendo tudo que marcava a sua personalidade, a sua essência, a sua alma. O corpo de Mina certamente estava vivo, mas estaria ela ainda vivendo ali dentro? Talvez as lágrimas que escorriam de seus olhos sem nenhuma explicação fossem um reflexo de que em algum lugar dentro dessa prisão de carne a essência de Mina ainda existia, mesmo que a ciência não fosse capaz de explicar, mesmo que a ciência não fosse capaz de a salvar.

Inimaginável deve ser o sofrimento de Mina vivendo por dez anos dessa maneira… Por que fazê-la continuar assim? Por que não dar a alma dela o descanso que merece? A medicina atual não vê saída para casos como esse, é irreversível. Diferente de uma doença cuja cura pode ser estudada e criada, ou um ferimento em sua pele que se bem tratado pouco tempo depois irá se fechar, os danos cerebrais são irreversíveis e não há médico no mundo capaz de tirar alguém de um coma ou de um estado vegetativo. Então quem poderia salvar Mina Urameshi, Deus? Talvez sim, talvez esperar por um milagre seja a única alternativa que Asuna vê para sua irmã, talvez seja isso que ela espera que aconteça... Mas se não for o poder de Deus, qual poder poderia salvá-la, o de um demônio?

O que importa é que no momento de nada os dois médicos iniciantes, Asuna e Julian, poderiam fazer para mudar o estado Mina Urameshi, pois não conhecem cura para esse tipo de problema, mas o mar é vasto, não é? E nele certamente há segredos que eles ainda não conhecem, que o mundo ainda não conhece, por isso ainda deve existir a esperança de que exista algo capaz de curar tudo, capaz de salvar Mina.

Por mais que Julian não tivesse conseguido tirar nenhuma informação através da Urameshi mais velha, ainda não era o fim da investigação, pois havia uma forma de conseguir uma pista de onde poderia ser o local mencionado na mensagem, por isso o espadachim foi até uma das enfermeiras e perguntou se havia registros de onde Mina foi encontrada baleada, de onde teria sido o local do seu acidente.

- De acordo com o que a irmã dela conta, tudo ocorreu em uma das praias da ilha, aquela da região sudoeste que é pouco habitada por conta das pedras e o mar mais agressivo. - Responderia a enfermeira que teria tal informação através da ficha da paciente.

- A praia do farol? - Perguntou Jeremy com a mão no queixo tentando visualizar a possível praia no sudoeste da ilha.

- Isso, a praia do farol! - Diria ela para afirmar a pergunta do marinheiro.

Acontece que nesse momento algo atingiria a cabeça de Julian tão rápido quanto o tiro que havia recebido mais cedo, só que dessa vez o que o acertou foi uma lembrança sua de algo que havia conversado mais cedo com a própria Asuna, algo que ouviu ela dizer, e tal frase voltou para sua mente sendo reproduzida até mesmo com a voz dela:

“Quando eu era pequena eu adorava passar o dia na praia com a minha irmã…”

É isso! Só pode ser isso, o lugar que a mensagem se refere é uma praia, a mesma praia onde Mina foi baleada, a praia onde elas costumavam ir, uma praia pouco visitada portanto deserta o suficiente para um criminoso se esconder, a praia do farol! A resposta viria com tanta força até Julian que o marinheiro poderia ser até mesmo bombardeado com aquele velho sentimento de adrenalina que havia sentido mais cedo, o sentimento de que poderia estar chegando até o culpado, o sentimento de estar no caminho certo!

- Ok, nós temos que ir até essa praia, obrigado pela ajuda, até mais! - Diria Jeremy se despedindo das enfermeiras e saindo junto com seu parceiro de missão até o local que haviam lhe indicado, a praia do farol.

O agora sol já muito mais fraco do que antes estivera, aproximando-se cada vez mais do seu fim ao tardar do dia, diferente das outras vezes que caminharam pela ilha de forma tranquila, dessa vez a dupla faria o percurso um pouco mais rápido, para não dizer que estavam correndo. Não levou muito tempo até os dois marinheiros entrassem nos caminhos necessários para chegar a tal praia, era quase como uma aventura precisando subir alguns pedregulhos, passar por pequenas matas e por fim descer por um caminho íngreme cujo fim se dava na areia.

Ali estavam os dois, na praia do farol, este que encontrava-se logo a frente, inativo como de costume, mas aparentemente não havia ninguém ali na areia junto com eles, o que acabaria por fazê-los pensar o óbvio, afinal só há mais um lugar ali que poderiam ir. Quando começasse a seguir em direção ao farol no final da praia, que por sua vez não tinha uma extensão maior do que uns 200 metros, a dupla seria interceptada pela aparição de um grupo de pessoas um tanto quanto peculiar… Pois era composto unicamente por crianças.

- Mas que porra é essa… - Diria Jeremy soltando o palavrão que indicava sua surpresa com o ocorrido.

Cada uma das crianças carregava com ela um pedaço de madeira ou de ferro velho, algo que indicava um comportamento hostil por parte delas, cuja as mais velhas não deveriam ter mais de onze anos e as mais novas menos de seis. Todas vestiam roupas rasgadas e sujas, alguns tinham até mesmo machucados pelo corpo, sinal claro de que não eram crianças muito bem tratadas, alvos fáceis para manipulação de alguém que sabe quais palavras usar, quais palavras elas querem ouvir. Eram cerca de oito crianças e elas iam cercando Julian e Jeremy cada uma por um lado, e alguns dos rostos se Julian tivesse uma boa memória acabaria reconhecendo como aquelas crianças que jogavam bola na rua da Sra. Fifi. O problema dessa situação era bastante claro, afinal eles sabiam que não teriam dificuldade em vencer crianças… Mas teriam eles coragem de ferí-las?

- Julian, deixa isso comigo… - Diria o atirador sacando as suas pistolas do coldre em sua cintura. Se o parceiro dele tentasse intervir com alguma fala ou ação que fosse referente a não ferir as crianças, então Jeremy responderia da seguinte maneira: - Pode ter certeza que elas vão ter preferido tomar um tiro.

Jeremy daria sequência a sua fala mudando sua expressão facial por completo, mostrando uma feição muito mais agressiva do que a que ele às vezes pode aparentar ter. Seus olhos eram o ponto chave para tornar seu rosto algo assustador, pois eram olhos que transmitiam um instinto sanguinário, uma vontade de matar, e para torná-lo ainda pior, Jeremy abriu um sorriso maléfico no rosto e encarou a criança a sua frente, virando a cabeça aos poucos para olhar para algumas outras.

- Hey, crianças, vocês podem vir aqui me bater, não irei atirar em vocês. - Disse ele soltando as pistolas no chão como prova do que estava dizendo, porém manteve sua expressão intimidadora assustadoramente bizarra, algo que para Julian era digno de um psicopata de filme de terror. - Mas lembrem-se que depois que me baterem vai chegar a minha vez, podem me bater até me matar, eu voltarei mesmo assim e irei assombrar a vida de cada um de vocês… Só que eu não ficarei satisfeito em apenas torturá-los, farei o mesmo com seus pais, avós, amigos, e se conseguirem sobreviver a mim irei aparecer para torturar também os seus filhos. - No momento em que ele começou a dizer tais coisas, as crianças pararam de avançar na direção deles e ficaram paralisadas. - Venham! Não parem! Me batam, me matem! Quero que vejam como eu farei a vida de vocês se tornar um inferno! Nunca mais saberão o que é ser feliz, pois irei tirar de vocês tudo que chamam de felicidade! VENHAM, DESGRAÇADOS! - Gritou ele no final fazendo algumas crianças tomarem um susto e soltarem o objeto que estavam segurando, algumas mais novas começaram a ter os olhos marejados e chorar. - Na realidade, eu mudei de ideia, matarei vocês agora, não posso confiar em crianças malvadas como vocês…

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- Não, senhor, por favor, ele disse que ia nos ajudar se fizéssemos isso, por favor não nos mate! - Implorou uma das crianças mais velhas também começando a ter os olhos cheios de lágrimas.

- NÃO, IREI MATÁ-LOS POR SEREM CRIANÇAS MÁS, POIS É ISSO QUE EU FAÇO COM DESGRAÇADOS QUE NÃO RESPEITAM AS LEIS! - Então ele abaixou para pegar as suas armas de volta, e nesse momento todas as crianças começaram a gritar e correr na direção oposta, voltando para o caminho que levava para fora da praia. - EU SINTO CHEIRO DE CRIANÇA MALVADA, IREI CAÇAR CADA UM DE VOCÊS PELO CHEIRO, MALDITOS! - E então realizou um disparo para o céu que fazia o choro das crianças ecoar pela praia e até mesmo uma delas cair no chão e precisar ser arrastada por uma outra. Ao fim, quando todas as crianças já haviam saído dali, Jeremy começava a gargalhar, achando a situação extremamente engraçada. - Hilário, não? HAHAHAHAHAHAHA! Você viu a cara delas implorando como se eu fosse realmente matá-las?

Aquela face intimidadora de Jeremy já não existia mais, ainda que naquele momento pudesse ter sido até um pouco assustador para o próprio Julian ver o parceiro agir daquela maneira… E talvez ficasse ainda pior quando o mesmo rapidamente parou de rir e apontou a arma para a cabeça do espadachim, fazendo-o provavelmente tomar o susto com a possível ameaça. Se a reação ofensiva de Jeremy não fosse suficiente para assustar Julian, então o disparo que viria a seguir seria, o que poderia confirmar suas suspeitas de que de fato Jeremy não era alguém confiável, certo? Não, errado. O disparo não atingiu Julian, mas sim o próprio Jeremy a sua frente, que rapidamente levou a mão na barriga e caiu de costas na areia. Aquilo que o atingiu havia vindo de outra direção, e olhando para lá o espadachim logo veria quem havia realizado o disparo… Aquele garoto que atirou contra ele mais cedo, o garoto que entregou a carta para Asuna!

- Filho da puta, eu vou te matar, desgraçado! - Xingou Jeremy com a voz trêmula devido a dor do projétil quente que perfurou a sua carne, então ele mirou a arma em direção a criança, mas ao invés de atirar, ele largou o dedo do gatilho e encostou a cabeça na areia, deixando o braço acompanhar o movimento.

Diante de Julian estava o criador das cicatrizes que ainda doem em seu corpo, o garoto que havia tentado lhe matar, ou pelo menos poderia ter conseguido, mesmo que talvez não fosse a intenção dele. Diferente da primeira vez que viu ele atirar segurando a arma com as duas mãos e de forma trêmula, agora o garoto estava sério, parecia segurar a arma com bastante confiança e não mostrava-se arrependido do que estava fazendo ali, muito menos assustado com as ameaças adultas a sua frente. Seja qual for o motivo pelo qual aquele garoto apareceu ali para lhes desafiar, seja qual for o motivo para ele aparentemente estar obedecendo as ordens do homem de preto, cabia a Julian resolver a situação, ele já havia atirado uma vez contra ele, agora atirou contra Jeremy e nada impede de que talvez também tenha sido ele que atirou na Asuna… Mas enfrentar uma criança? Que tipo de espadachim machuca uma criança? Que tipo de marinheiro machuca uma criança? Que tipo de homem machuca uma criança? O que Julian enfrentaria ali não era uma criança armada, mas sim um grande dilema moral.

HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

SRA.FIFI:
 

DR.TREVOR:
 

JEREMY:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 2 EmptySex 29 Jun 2018, 15:46


Ao que íamos nos distanciando de Mina um aperto em meu coração ganhava mais força, não literalmente como se fosse um sintoma, mas era um sentimento, uma tristeza tomava conta de meu corpo, Mina, uma jovem tão bela quanto uma rosa ou uma tulipa está desabrochando em minha frente, seu cérebro foi tão afetado que nem mesmo uma reação podia expor? A nossa medicina não estava nesse nível, nem mesmo perto, mas… Eu não quero ver isso nunca mais, não há nada que possa dar um fim a isso? Um fim ao sofrimento dela, um fim ao sofrimento global, doenças se espalham cada vez mais rápido e ninguém consegue fazer nada? Ninguém tem conhecimento ou poder para impedir que isso continue? Eu não quero um mundo assim, quero tornar esse mundo um bom lugar, onde ninguém precise chorar por fome ou por falta de amor, que ninguém precise dizer adeus antes da hora, gostaria de ter um poder para curar tudo isso enquanto também pudesse defender as pessoas para que isso não viesse a acontecer novamente, torço para que algum dia alcance esse patamar, a única coisa que posso fazer no momento é sorrir e conversar, mais nada…
Ao que ouvisse  sobre as lágrimas de Mina um sorriso apareceria em meu rosto, mas não o mostraria e sim guardaria comigo, de costas para a irmã de Asuna e para a situação caminharia para fora do quarto sem olhar para trás.
- Captei a mensagem, senhorita Mina…
Mina podia ter perdido muitas coisas, mas havia alguma coisa ali que ainda podia fazer por ela, ainda podia salvar seu coração, tirar aquelas preocupações que a afligiam, talvez até a deixar mais tranquila com isso, mesmo assim queria poder fazer mais, apesar de saber que não podia, eu queria, mas querer nem sempre é o suficiente e essa foi a primeira coisa que aprendi em minha profissão, e em um assunto como esse, que tange minha especialização, eu já deveria estar ciente disso, por isso deveria agora me concentrar no agora, não mais além. Ao que a enfermeira e Jeremy conversavam minha mente trabalhava enquanto os ouvia, mas todo meu redor ficou preto assim que ouvi a enfermeira confirmando com Jeremy uma localização, a qual havia estado pela manhã, a qual podia olhar, onde começou tudo aquilo…
“A praia do farol” Falaram em forma de eco as vozes de ambos, a de Jeremy e da enfermeira, latejando em minha cabeça as vozes iam e vinham, batiam contra as paredes de meu crânio e faziam meus olhos procurarem um lugar que não existia, um vazio, onde pudessem se perder, ao mesmo tempo que falavam, minha mente mergulhava em um rio de lembranças e como se um peixe puxasse a linha do anzol, uma frase transitava pela minha cabeça, vindo a tona assim que um silêncio surreal tomou conta de tudo.

“Quando eu era pequena eu adorava passar o dia na praia com a minha irmã…”
Essa frase, como não havia me lembrado? Algo tão importante, que foi dito a mim com tanto carinho, palavras que ditavam um momento de alegria… E deixei passar, como pude não prestar atenção em algo tão belo? Era como esquecer de receitar um remédio a um paciente, verdadeiramente sentia-me mal por não ter visto isso antes, não ter lembrado antes, a voz de Asuna falava mansamente e assim que a frase acabava outra vez a voz dela surgia, e mais outra vez, criando um looping, trazendo a mim uma epifania forçada, apesar de perceber que aquilo não era uma epifania, mas sim minha mente ligando os fatos, era como se por alguns segundos eu tivesse virado Jeremy, minha mente havia ligado todos os pontos da investigação, não perderia nenhum segundo a mais ali, ao sentir a adrenalina descer pela corrente sanguínea minhas pernas moveriam-se por conta própria dando início a uma corrida e a linha de chegada era a praia do farol, atrás de mim viria Landini, que estaria mais a trás graças a minha saída repentina da casa de recuperação, nem mesmo teria notado que estava me guiando pelas ruas sozinho, apenas estava seguindo meus instintos, tanto era minha concentração em chegar na praia que nem teria percebido o sol já chegando perto do mar, simbolizando a aproximação do por-do-sol, assim que chegasse na praia não perderia nenhum segundo, mesmo vendo os pedregulhos ou a mata não me renderia a isso, os escalaria e os cortaria, passaria por cima deles até que meus pés tocassem na areia, como não havia mais ninguém ao redor só poderia fazer mais uma coisa, ir até o farol, não mais correria visto que minhas pernas não aguentariam correr o tempo todo, afinal de contas não sou nenhum atleta, assim que Jeremy se juntasse a mim começaria então a andar ao seu lado para chegarmos logo ao farol. Antes que pudéssemos chegar ao fim de nosso percurso mais um obstáculo aparecia em nosso caminho, não uma montanha, nem mesmo mais uma caixa com um gato morto e uma mensagem, ou uma pedra que estaria no meio do caminho, dessa vez era algo realmente físico, um grupo de vândalos, pessoas preparadas para nos matar, era um grupo feito de… Crianças, a cada segundo me perguntava se estava em outro transe e a cada passo das crianças eu ficava mais incrédulo no que estava vendo, o que poderia fazer? A minha única reação a aquele grupo de mini-punks era piscar e me perguntar se ainda estava baleado e desmaiado no meio de uma rua, assim que elas começassem a nos cercar veria seus rostos e após alguns poucos segundos lembraria dos garotos que vi mais cedo, os que estavam a jogar bola durante minha visita a senhora Fifi e reconheceria cada um deles naquele grupo, infelizmente não havia mais nada que pudesse fazer, conversa não iria adiantar mais, então já estaria me preparando para sacar minha katana, ação essa que foi impedida por meu parceiro.
“Julian, deixa isso comigo…” Jeremy falava em um tom calmo, talvez mais calmo que o normal, não discutiria com ele, não queria bater em crianças se ele fosse fazer isso por mim já estaria de bom tamanho, e apesar de ainda não confiar 100% em Landini eu estava com preguiça, menos um trabalho pra mim.
Após a frase abriria minha mão, largando o cabo de uma de minhas katanas, deixando-a cair novamente na bainha infinita e abrindo minha boca para um bocejo.
- À vontade… - Diria ao final do bocejo enquanto massagearia meu olho direito com meu dedo indicador.
Assim que Jeremy havia começado a falar fiquei na minha, na verdade estava pensando em sentar-me na areia, estava um pouco cansado, devia ser algo relacionado a minha preguiça costumeira, estava em uma missão, depois descanso, enquanto pensava nisso nem havia percebido que Jeremy estava começando a apavorar as crianças, ao me dar conta disso e das falas psicopatas de Jeremy eu acharia graça, por algum motivo a vontade de rir veio a tona, não sabia explicar o porquê, talvez pela cara das crianças, talvez pela cara de Landini, não sei, mas tinha que deixar o clima assustador tomar conta do ambiente, por conta disso engoli meu riso e apenas continuei com uma expressão neutra em meu rosto, a mais neutra que podia fazer.
Reação:
 
Logo depois da encenação de Jeremy ele começou a gargalhar enquanto todas as crianças corriam para longe, chorando e gritando, uma cena que era verdadeiramente engraçada, mas estava bocejando na hora então não podia sorrir, estava mais concentrado em mim, o momento de bocejo é sagrado, é como espirrar, se não espirrar fica aquela sensação ruim, a mesma coisa vale para meu bocejo, mas assim que minha boca fechou olhei em volta para ter certeza que não havia mais nenhuma criança nos cercando e assim que constatei que não havia mais ninguém segurando um pedaço de madeira ou um cano olhei para meu parceiro e levantei meu polegar, mostrando para ele minha aprovação no método de afugentar inimigos, iria continuar andando se não fosse pela movimentação de Landini, que levantou sua pistola contra mim, numa reação totalmente defensiva pulei para o lado, ouvindo um disparo logo em seguida, era ele? Landini finalmente mostrou-me a prova que precisava, sabia que não podia confiar nele, no momento em que meus pés encontraram o solo novamente, já estava com a mão no cabo de minha katana e preparando-me para uma investida contra Jeremy, mas minha movimentação foi interrompida assim que o vi cair de costas no chão com sua mão pressionando sua barriga, ele havia sido baleado?!

Ao olhar em volta meus olhos encontravam a imagem do atirador, o garoto, o mesmo que havia atirado contra mim, o mesmo que entregou a carta a Asuna, era ele, aquele garoto, mas havia algo diferente, agora ele estava confiante? Suas mãos não tremiam mais, ele queria atirar, sabia como e tinha como, a expressão em meu rosto continuava a mesma, aquela expressão fria de batalha, ele podia ser uma criança, mas estava com uma arma em mãos, naquele momento ele era meu inimigo.
- Sabe, a principal regra que uso é: Nem eu. Eu te bati? Não, nem eu, estamos quites. Você me bateu? Sim, então agora é minha vez. - Ao mesmo tempo que estaria falando sacaria uma de minhas katanas. - Desculpa, mas não uso pistolas, será que dois cortes valem?
Assim que terminasse minha fala avançaria contra o garoto já segurando minha espada, correria na direção do mesmo não de qualquer forma, mas sim prestando atenção na arma do garoto, para poder ter chance de desviar dos disparos que fossem feitos em minha direção ou quem sabe até defendê-los, poderia ser na pura sorte? Poderia, mas ainda estaria valendo, apesar de achar que meu azar está sempre por perto vai que dessa vez dá certo. Quando estivesse perto o suficiente do garoto golpearia a areia no chão com um corte horizontal, para fazer que a mesma saltasse e fosse para cima do garoto, visando conseguir uma abertura, dessa forma uma vez que a areia tivesse bloqueado sua visão logo em seguida tentaria golpear o garoto, mas não com o gume de minha espada, tentaria o golpear com a parte de trás ou até com o cabo da espada, visaria acertar sua nuca, para conseguir a acertar tentaria realizar um rolamento para parar de frente para suas costas e dessa forma ter uma visão mais clara de onde queria acertar, se não conseguisse atacar sua nuca tentaria, com golpes verticais e de cima para baixo, acertar seu ombro ou até o braço que estaria com a pistola, para tentar desarmar o garoto ou então fazê-lo ficar inconsciente, caso minha movimentação não estivesse boa o suficiente, ao golpear a areia saltaria para cima do garoto e tentaria com um golpe de cima para baixo acertar sua cabeça ou seus ombros, se ele conseguisse esquivar de meu ataque com um rolamento ou saltando para trás ele daria de encontro com minha espada, que teria tomado o cuidado de fincar no chão enquanto estava levantando areia, e apesar de estar me preocupando bastante com a luta contra o garoto manteria minha guarda alta, pois ainda teria a chance de Landini se mostrar um traidor e tentar me atacar pelas costas, pode soar um pouco paranoico, mas não duvido mais de nada, acredito que até mesmo esse garoto pode se transformar no homem de vestes negras a qualquer segundo, mostrando que eu estaria num transe, até posso acabar descobrindo que o doutor Trevor é o homem de vestes negras, isso sim seria muito impressionante, é fantastico o que uma missão investigativa pode fazer com alguém.
Se não conseguisse golpear o garoto ou até mesmo levasse um tiro, não me preocuparia tanto em recuar, pelo contrário, iria avançar com ainda mais velocidade para cima do garoto, tentaria golpear a areia a todo momento, para dificultar sua visão, que por sua vez poderia dificultar sua mira, o que não iria querer era cair inconsciente outra vez ao chão, se viesse a levar um tiro e cair no chão logo em seguida golpearia a areia enquanto rolaria para o lado, para tentar escapar de um segundo tiro.


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Ferimentos:
 

Objetivos:
 
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