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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: Al mare!   Al mare! EmptyQua 23 Maio 2018, 16:20

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil John Knudarr. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyQua 23 Maio 2018, 23:54

Pisar em Malkiham Island definitivamente foi o maior arrependimento da minha vida. Após a morte de meu pai, esta parecia até uma boa ideia, mas desde a adaptação até o presente momento, tudo o que pude contemplar foram os piores anos da vida da minha mãe e uma paixão que só serviu para me prender a ilusões durante um tempo.

As oportunidades escorriam entre meus dedos e se perdiam no tempo que passava diante de meus olhos. Meu corpo já não tinha vontade de fazer nada que não envolvesse deitar na cama, estudar medicina ou praticar alguns golpes de Bojutsu com armas que de nada me serviam. Precisava mudar a minha rotina e talvez este fosse o momento, afinal, as lembranças que aquele lugar me trazia não me permitiriam seguir em frente tão cedo.

Minha mãe dizia que a Grand Line era um lugar magnífico, onde as pessoas mais fortes do mundo habitavam... Os Yonkou, o alto comando da Marinha... A real diversão começa por lá. Tentaria me animar com a ideia de conhecer o mundo. Ir para a Grand Line significava entrar em contato com possibilidades inimagináveis. Talvez fosse bom ter tal bravo mar como objetivo, o problema é que isso não era tão simples.

Se quisesse sair da pacata ilha precisaria de um barco, alguém capaz de pilotá-lo, pessoas fortes ao meu lado e, principalmente, um bastão que eu pudesse usar para lutar. Como os outros objetivos pareciam distantes de minha realidade, adquirir uma boa arma seria meu primeiro.

— O bastão perfeito precisa ser leve e perfeitamente cilíndrico e isso não é algo que se encontre em qualquer lugar. Deve ter por aqui alguma loga que venda um por um bom preço. Diria pra mim mesmo, antes de me levantar e começar a andar pelas ruas, procurando alguma loja de armas.

— Olá, pode me dizer onde eu encontro uma loja de armas por aqui? Perguntaria da forma mais amistosa possível, em busca de obter alguma informação significativa que pudesse me levar ao tão desejado local. Ignoraria as eventuais respostas rudes e apenas repetiria a pergunta para outra pessoa.

Caso recebesse instruções e conseguisse chegar a loja de armas, pediria por um bastão bom e pelo qual eu pudesse pagar.

Caso não conseguisse encontrar alguém capaz de me indicar uma loja, tentaria encontrar o caminho sozinho, seguindo por entre as ruas com cuidado para não me perder.


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyQui 24 Maio 2018, 01:23



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O jovem John Knudarr, um homem quase adulto de uma história triste e uma ilha da qual não gostava, seu tempo parecia soar distante em meio aos pensamentos que repercutiam em sua cabeça. O homem gostaria de ir para a Grand Line e fazia uma lista da qual deveria seguir se quisesse prosseguir para realizar esse sonho, começando pelo mais básico de todos se quisesse sobreviver em alto-mar, uma arma. Desconhecendo um pouco da própria ilha da qual vivia, prosseguiu em direção a algum dos cidadãos que andavam por uma das ruas daquela pacífica ilha do North Blue devido aos caçadores da região que asseguravam que nenhum pirata ou revolucionário conhecido causasse alguma confusão.

- Ela fica para aquela direção. – Dizia uma senhora de cabelos grisalhos e rosto enrugado apontando com o seu dedo indicador. John prosseguia na direção apontada, não demorando muito para encontrar uma das lojas de armas, uma grande vidraça exibia as armas e armaduras das quais o estabelecimento havia estando em exposição e não demorava para o lutador de bojutsu adentrar a mesma pedindo um bom bastão e que fosse capaz de pagar. - Este deve servir. – Um bastão de um metro e meio de comprimento, quase tão alto quanto Knudarr, mas que serviria mais do que o seu propósito, mesmo que fosse usado apenas para ameaçar vendo que brigas eram desnecessárias diante dos olhos do jovem. - Está custando trinta mil berries.(30.000) – Era um homem de cabelos pretos e regata, fortes músculos e portava uma pistola no coldre de sua cintura, tinha uma barba rasteira e sorria bastante vendo o interessado na arma de madeira do qual via nas mãos do vendedor.

Havia neve pelas ruas e o clima estava mais frio que o de costume, por sorte, os agasalhos que Knudarr vestia o aqueciam da terrível neve que caia pelas ruas, o céu estava cinza e passava um clima mais triste a todos, o vento soava forte do lado de fora do estabelecimento e não haviam tantas pessoas pelas ruas devido ao clima feio que estava realizando, mas era de costume naquela ilha que estava quase todo o tempo em um clima mais de inverno.


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyQui 24 Maio 2018, 13:01

Observar a calma predominante na ilha era um prato cheio para uma alma vazia como a minha. Os caçadores que a regiam, tinham o respeito e a confiança da população, pois asseguravam diariamente que nenhum pirata ou revolucionário poderia causar problemas no local sem serem rapidamente derrotados e levados a julgamento.

Pouco a pouco, fui tomando confiança para me aproximar e perguntar sobre a loja que buscava e, ao avistar uma senhora na rua, decidi começar com ela. Uma aposta certeira, diria.

- Ela fica para aquela direção. Dizia a senhora, apontando-me o caminho que deveria seguir e saindo ao perceber que eu havia entendido suas instruções, sem sequer me dar a chance de agradecê-la.

Seguiria então pelo caminho apontado por ela, até que encontrasse a fachada de uma loja. Sua vidraça exibia armamentos dos mais variados e algumas armaduras entre eles. Não tinha erro, aquele definitivamente era o lugar que eu procurava.

— Por acaso teria algum bastão no estoque? Estou precisando de uma arma, mas não tenho muito dinheiro comigo. — Tiraria do bolso o pouco dinheiro que eu tinha e o ficaria segurando em minhas mãos, enquanto o dono da loja se ausentava momentaneamente, para voltar logo em seguida.

- Este deve servir. Falava ele, trazendo um bastão simples feito de madeira, com cerca de um metro e meio de comprimento, talvez apenas um pouco melhor do que o bastão usado em meus treinos, quando este ainda estava bom. - Está custando trinta mil berries.

— É perfeito! — Exclamaria com um grande sorriso no rosto, enquanto testava o peso do bastão na minha mão, alternando entre movê-lo de cima pra baixo e ensaiar alguns golpes. Diferente de boa parte dos lutadores deste estilo, que chegam a utilizar bastões que ultrapassam minha altura, eu preferia bastões relativamente pequenos, que me permitissem utilizar golpes mais simples e precisos. — Era exatamente o que eu procurava.

Após pagar o homem, iria para as ruas novamente, onde encontraria chãos embranquecidos pela neve Isso já estava assim antes? Como eu pude simplesmente não notar Pensaria comigo antes de prosseguir. O clima frio era perfeito para que as pessoas se aproximassem mais umas das outras e também permitia que os casais mais tímidos terem uma desculpa para se grudar.

Talvez a solidão me deixasse triste, se não conseguisse apenas me sentir vazio. Relacionamentos pareciam meras ilusões, frutos de uma crença abobalhada de que há uma pessoa no mundo capaz de te fazer feliz, mesmo após todos os momentos ruins anteriores... Eu arriscaria até dizer que estava feliz por não ser uma dessas pessoas, apesar de não me sentir bem comigo mesmo.

— Deixe de pensar nas coisas dessa forma, você está onde deveria estar e isso já é o suficiente. — Diria pra mim mesmo, ao levantar meu rosto e respirar fundo. — Talvez o que eu precise mesmo seja um emprego pra manter minha mente ocupada e me fazer ganhar algum dinheiro.

Assim sendo, caminharia pelas ruas para novamente procurar alguém capaz de me dar um norte. Dessa vez, procuraria um lugar onde poderia trabalhar por um curto período de tempo, apenas para algum dinheiro antes de retomar a ideia de ir ao mar e conhecer o mundo.

— Poderia me indicar um lugar onde precisam de funcionários? — Perguntaria para quem estivesse passando. De início, procuraria um trabalho simples, talvez algo que me permitisse trabalhar como Médico emergencial.

Infelizmente, não tinha conhecimento o suficiente para lidar com animais, então não procuraria o Zoológico da cidade de início, apesar de encarar como uma boa oportunidade de amplificar minhas habilidades e aprender algo capaz de me tornar um médico ainda melhor no futuro. Tentar um trabalho lá seria minha segunda opção.

Caso nenhuma das opções me rendesse um trabalho, procuraria algo em que eu pudesse usar minhas capacidades de luta, desde ajudar a prender alguém com recompensa até me tornar segurança de um estabelecimento. Lutar não era nunca meu objetivo e talvez encontrasse dificuldades para este último, pois minha aparência não sugeria alguém formidável em combates e capaz de afugentar inimigos, mas como última opção seria algo que eu estaria disposto a tentar.

Caso não conseguisse nenhum trabalho da forma convencional, andaria pelas ruas procurando um cartaz de procurado ou algo que me indicasse um criminoso que pudesse ser levado aos caçadores e me render algum dinheiro.

O fato de ainda não ter feito nada errado me permitiria ter liberdade total para escolher o caminho que eu queria seguir, sem me importar muito com impedimentos, bastava tentar me concentrar naquilo que eu fizesse fazer e tenho certeza que tudo iria bem.

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyQui 24 Maio 2018, 23:59



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John testava melhor o seu bastão e tinha achado um de tamanho perfeito para comprar, desembolsava de seus bolsos o valor pedido pelo vendedor que abria um grande sorriso ganancioso ao ter aquela quantidade de berries em suas mãos. - Volte sempre! – Gritava quando o jovem decidia sair de sua loja. Parado em frente a mesma, Knudarr começava a refletir mais sobre o clima de neve da cidade, era realmente um ótimo tempo para os casais mais tímidos e aqueles que haviam cobertas para se esquentar em um dia de preguiça e cama. O moreno sentia se um pouco vazio por não ter uma companhia do qual poderia aproveitar aquele dia, mas sabia que estava ali por uma razão e que deveria agradecer por isso.

Tendo a ideia de que precisava trabalhar em mente, prosseguia pelas ruas e vendo a primeira pessoa que passava ao seu lado, perguntava para mesmo algum lugar que estivesse necessitando de funcionários. - Eu fiquei sabendo que o hospital da região está precisando de novos auxiliares, está tendo muitos machucados e doentes nesse tempo louco. É para lá. – O senhor de aproximadamente quarenta anos, barba longa e cabelos pretos lhe dava um sorriso seguindo o seu caminho adiante após apontar para a direção que deveria ser tomada e o jovem seguia o caminho.

Não demorava para que ele chegasse a algumas tendas das quais vários homens de jalecos brancos, alguns com manchas de sangues e equipamentos médicos passavam parecendo tratar de pacientes. Homens armados faziam a guarda daquela área e um deles olhava John se aproximar, ele portava uma espada em sua mão e uma pistola em sua cintura. - O que venho fazer aqui, cidadão? – Ele usava uma bandana vermelha em sua cabeça e toda uma roupa camuflada de diversos tons de verde. Seu cenho fechado e uma postura de quem estava pronto para o combate.


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptySab 26 Maio 2018, 17:18

Apesar do clima frio, as pessoas não estavam presas em suas casas e, graças a isso, não era exatamente raro ver alguém passando na rua. Assim sendo, prontamente me aproximei de um senhor que aparentava ter cerca de 40 anos e perguntei se poderia me ajudar. - Eu fiquei sabendo que o hospital da região está precisando de novos auxiliares, está tendo muitos machucados e doentes nesse tempo louco. É para lá. – Dizia ele enquanto apontava para a direção onde eu deveria seguir. Esse parece ser o meu dia de sorte, tudo tem corrido bem e agora eu finalmente tenho chances de exercer a medicina. Talvez eu devesse me animar um pouco. Pensaria comigo mesmo, antes de agradecê-lo e observá-lo dar um breve sorriso antes de partir.

Após isso, colocaria as mãos em meus bolsos e seguiria meu caminho até o hospital, observando ao máximo tudo o que fosse possível. – Olá, senhor... Não, não. Muito formal – Me Interromperia - Olá, eu vim aqui ajudar a cuidar dos pacientes... Droga, assim também não. – Tentaria buscar as palavras certas, enquanto me acalmava novamente. A possibilidade de trabalhar em um hospital me era muito animadora, pois me daria a oportunidade de entrar em contato com diferentes histórias e absorver mais conhecimento para quando finalmente fosse para o mar. Estar nervoso era normal, me faltava apenas entender isso.

Ao chegar ao local, me deparava com diversas tendas, onde homens de jaleco branco passavam de um lado para o outro, tendo suas roupas manchadas de sangue ou segurando algo necessário para realizar um tratamento. Essa é a estrutura em que eles trabalham? Isso não é bom nem mesmo para um campo de guerra. Vai ser um desafio maior do que eu pensava. Dando um breve suspiro, me aproximaria mais da área, até ser parado por um guarda que questionava a razão da minha visita àquele lugar.

— Eu sou Médico, estava procurando trabalho pela região e ouvi dizer que vocês precisam de ajuda por aqui. — Aguardaria pacientemente a resposta do homem. Caso a entrada me fosse negada, pediria para ter a possibilidade de falar com o responsável pelo lugar, diante dele me apresentaria, destacando minha habilidade em primeiros socorros e o conhecimento sobre os diferentes venenos e seus eventos. Se o trabalho me fosse negado, insistiria destacando que toda a ajuda parecia necessária e que não cobraria muito pelos meus serviços. Caso a negativa fosse mantida, seguiria pelas ruas procurando outro lugar em que pudesse trabalhar, mesmo que atendendo algum paciente em sua casa. Se permitissem meu ingresso como Médico, seguiria em direção ao meu primeiro paciente e o observaria atentamente, logo em seguida dizendo. — Olá, como posso ajudar?

Ao identificar o problema do paciente, tentaria ajudá-lo conforme meus conhecimentos. Em caso de fraturas, utilizaria algum pano ou atadura para imobilizar o local apontado pelo paciente como a causa da dor e o pediria para evitar movimentar aquela parte de seu corpo; se o problema fosse uma torção, imobilizaria o local apontado pelo paciente e colocaria um pouco de gelo, na região até que suas dores diminuíssem, sugerindo que repousasse aquela parte de seu corpo antes de liberá-lo; se o paciente estivesse em estado de choque, o manteria deitado, cobrindo com algum pano capaz de mantê-lo quente e o observaria procurando alguma fratura, a qual trataria conforme sua necessidade. Em caso de vômito, rapidamente o colocaria de lado ainda deitado e limparia seu rosto rapidamente, buscando logo em seguida alguma possibilidade de envenenamento, o dando o tratamento devido; se o problema fosse uma queimadura, molharia um pano e depositaria sobre a área da lesão; em caso de algo que necessitasse uma cirurgia urgente ou atendimento de outro médico, pediria por ajuda e levaria o paciente até alguém capaz de tratá-lo. Independente do problema, sempre buscaria conversar com os pacientes para mantê-los distraídos e ajudá-los a ignorar a dor de seus problemas e de alguns dos tratamentos. Em caso de desmaio, manteria o paciente deitado e usaria algum cobertor ou pano improvisado para mantê-lo aquecido e aguardaria que ele acordasse para que fosse possível identificar o problema, o tratando conforme anteriormente citado.

Continuaria trabalhando no local até que não houvessem mais pacientes para cuidar. Quando me dirigiria até o responsável pela área e diria. – Vocês tem feito um belo trabalho aqui, fico feliz em poder ajudá-los de alguma forma. Espero poder retornar algum dia. – Sorriria cordialmente, aguardando a realização do meu pagamento. A medicina era a única coisa que trazia uma paz real para a minha alma, ver pessoas desiludidas sorrirem quase me fazia acreditar novamente em um mundo melhor... Infelizmente, este mundo não tinha sido capaz sequer de me dar mais um dia com minha mãe, que era justamente quem tinha me ensinado a  ficar feliz por isso. — Droga. — Diria, deixando escorrer uma lágrima do meu rosto, enquanto me afastaria rapidamente sem que ninguém visse.

– Espera, eu tenho que tentar fazer aquilo. Retornaria rapidamente e andaria em direção aos médicos. — Alguém aqui tem tempo para me ajudar a aprender a fazer cirurgias? Acho que isso pode acabar sendo útil no futuro e eu me senti um peso por não ser capaz de fazer isso agora. Sorriria, aguardando alguma resposta positiva. O ânimo se misturava com um pouco de temor pelas respostas negativas que poderia receber, mas estaria disposto a aprender o mais rápido possível, assegurando que não gastaria muito do tempo livre de quem me ajudasse.

Caso me deparasse com uma resposta negativa, seguiria meu caminho para fora dali, onde buscaria um restaurante para me alimentar e manter meu corpo saudável para continuar as minhas aventuras. Chegando lá, pediria por um prato barato e que aparentasse ser de preparação rápida, sentando-me para comê-lo.

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyDom 27 Maio 2018, 12:12



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John parecia estar bem empolgado em poder exercer a sua medicina chegando a praticar durante o caminho como ofereceria a ajuda, algumas pessoas que ouviam isso chegavam a rir, mas nada que abalava os sentimentos do jovem. Ele estava um pouco decepcionado com o que via ao chegar naquelas tendas, não era um ambiente muito bom, mas era os melhores que eles tinham por ali no momento, a ilha não era das melhores e mais ricas e diversas vezes deveriam apelar para tendas como aquelas buscando tratar de pessoas que sofreram em alguma batalha ou tem alguma doença de atenção especial.

Ao ter sido questionado pelo guarda, calmamente como sempre, Knudarr lhe respondia e o mesmo assentia a cabeça, um guarda próximo direcionava até um outro médico, este parecia ter um jaleco maior e com mais broches, escrito em um pano azul com letras brancas envolta de seu antebraço estava escrito “Chefe”. Dali era possível ouvir o médico de cabelos brancos, uma barba mal feita e olhos azuis, sua pele enrugada denunciava a sua idade de aproximadamente sessenta anos. - Toda ajuda é bem-vinda! – Ele parecia estar ocupado no momento para se apresentar ao novo médico que se ingressava dentro daquele ambiente e direcionava até uma das tendas. Quanto a John, o guarda mais próximo dele apontava com o dedo indicador para uma tenda à direita. - Deve seguir para aquela direção, estão os pacientes com menos problemas. – Tendo em vista a tenda verde da qual se dirigia, um dos homens o parava por um momento lhe dando um jaleco branco. - Precisa disso para te identificarem como médico, caso contrário, pensarão que é um paciente.

Dentro da tenda era claro, haviam as macas espalhadas e o pequeno armário de medicamentos, das oito camas que haviam do lado de dentro, seis estavam ocupadas com apenas um médico para atendê-las, alguns gritavam de dor em suas fraturas, outros pareciam estar mais calmos. - Finalmente alguém para me ajudar! – Falava o médico que estava do lado de dentro, ele era bem jovem parecendo ter a mesma idade de John, ele estava enfaixando a perna quebrada de um dos pacientes. - Cuide daquele, ele teve uma queimadura! – O homem apontava para o paciente que estava gritando, uma criança com uma queimadura em seu peito. Assim que John se aproximava e perguntava como poderia ajudar, a criança gritava. - Você que deveria saber! – Era comum que eles fossem grossos enquanto sentissem a dor, mas Knudarr não se abalava por isso, molhando um pano para que colocasse sobre a queimadura, a água estava bem gelada devido ao clima e a dor continuava, mas parecia ir melhorando aos poucos com o garoto diminuindo a sua dor.

Tendo realizado aquele pequeno tratamento, ele se movia para uma mulher que havia torcido o seu pé, o salto parecia ter quebrado e gerou uma lesão mínima, com bandagens, John enrolava aquela área de uma maneira que imobilizasse e colocando uma bolsa de gelo para melhorar a dor naquela área e foi dessa maneira que ambos os médicos presentes naquela tenda foram cuidando de seus pacientes, um por um, passando medicamentos, pomadas e tudo mais o que poderiam fazer para que os cuidados fossem os melhores possíveis. O médico chefe entrava na tenda vendo o ótimo trabalho de ambos jovens. - Vocês conseguiram estabilizar a área, estão de parabéns. – Ele retirava de seu bolso uma certa quantia monetária e pagava a ambos o valor de vinte mil berries. - Espero que possa voltar para trabalharmos novamente, temos feito tendas por todo o blue. – Assim que John começava a sair, seus pensamentos voltavam a sua mãe, os pacientes estavam mais felizes do que antes e tudo isso lhe fazia uma lágrima escorrer do rosto, mas algo lhe lembrava de uma coisa que desejava aprender. - Me chamo November, estou precisando de uma mão na cirurgia e você pode me ser útil e o seu nome? – Dizia o médico chefe se oferecendo para ajudar o garoto.


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptySeg 28 Maio 2018, 21:49

O meu ingresso foi aceito com prontidão, sendo direcionado até um homem que usava um jaleco repleto de broches broches, com um pano azul com letras brancas em seu antebraço, onde poderia encontrar a palavra “Chefe”. Enquanto me aproximava, ouvi o homem de barba mal feita e pele enrugada gritar - Toda ajuda é bem-vinda! – Ele provavelmente tinha assuntos urgentes para resolver e não poderia me atender da forma convencional. Aquele lugar parecia precário e os médicos deviam viver sob exposição a estresse contínuo. Provavelmente seria um teste para meu temperamento.

- Finalmente alguém para me ajudar! – Exclamava animosamente o único médico dentro de uma tenda que possuía 8 leitos e 6 pacientes. Provavelmente já havia desistido de retornar para sua casa ainda naquele dia. Antes que tivesse a oportunidade de me apresentar, o homem me indicava aquele que seria meu primeiro paciente. Era uma criança, a qual possuía uma queimadura em seu peito. - Você que deveria saber! - Respondia a criança. É normal que pacientes respondam dessa forma antes de serem tratados. Tentar aguentar a dor contínua dava a eles mais estresse que o habitual, fazendo com que ajam de maneiras quase que irreconhecíveis. Seu caso era fácil de tratar, assim como o dos outros pacientes. Não seria um trabalho muito complicado, apesar do elevado número de pacientes. Felizmente, a medicina era meu único prazer.


- Vocês conseguiram estabilizar a área, estão de parabéns. – Dizia o Chefe da área, antes mesmo que eu fosse capaz de perceber que já não tinha mais trabalho pra fazer. Não sabia ao certo quanto tempo havia passado, mas meu corpo aparentava estar ainda mais leve do que antes do momento que eu entrei ali. O idoso tirava de seus bolsos o dinheiro que seria usado para nos pagar. Nos dando igualmente uma pequena quantidade e afirmando que gostaria de nos ter trabalhando ali novamente.

Ao manifestar meu desejo de aprender a realizar cirurgias, o Médico Chefe se oferecia para me ajudar, afirmando que estava precisando de alguém para ajudá-lo com isso. Meu ânimo novamente alcançava o topo. Estava prestes a aprender algo capaz de elevar meu nível como médico e isso me deixava um passo mais perto de poder curar qualquer coisa. Sabia que um longo caminho ainda me esperava antes de ser capaz disso, mas um bom início não poderia ser dispensado. — Eu me chamo John Knudarr. Já podemos começar? — Daria um breve sorriso para não parecer muito rude, enquanto aguardava que o homem me conduzisse até onde poderia aprender o necessário para realizar cirurgias.


Aprendizado da Perícia: Cirurgia

- A situação já está controlada nas áreas de menor risco, mas não podemos relaxar aqui. Cirurgias tomam bastante tempo e cada minuto perdido pode custar uma vida, garoto, lembre-se bem disso e certifique-se de não ter me feito comemorar a companhia em vão. - November dizia, com uma feição séria, enquanto me conduzia até uma tenda na extremidade da área onde estávamos. Com certeza isso me tranquiliza muito. Pensaria, acompanhando o homem grisalho até o local indicado. No caminho, era capaz de observar um pouco melhor o local onde estávamos. Eu havia cuidado de um número considerável de pacientes em um ambiente que estava longe do aceitável para os seus problemas de menor complexidade. Um descuido e uma infecção poderia acabar se espalhando ou, dependendo do clima lá fora, os pacientes poderiam até desenvolver uma gripe ou pneumonia. Tais pensamentos não me ocorreram durante os atendimentos, mas agora percebo que um único erro poderia ter colocado o trabalho de todos aqueles homens em risco. Eu preciso me acalmar, uma vez saindo para os mares, terei que tratar de todos os tipos de problema nos piores ambientes possíveis. Eu estou no melhor lugar para desenvolver minhas habilidades  - Minhas mãos ainda tremiam um pouco, mas àquela altura, já era capaz de controlar minha respiração e usá-la para passar para mim mesmo uma falsa sensação de segurança.

- Chegamos. Está preparado? - November dizia com uma postura serena, entrando na tenda e caminhando até os nossos pacientes. Ele provavelmente já havia notado a minha tensão, mas uma parte de mim preferia acreditar que ele confiava em minhas habilidades. À nossa frente, estavam oito leitos, com uma mesa parcialmente coberta ao lado de cada um deles e uma pequena pia branca logo na entrada. Seis daqueles leitos já estavam desocupados, e nos dois leitos ocupados, podiam ser vistos dois jovens. O primeiro, de longos cabelos pretos, estava deitado sem camisa e com sangue sobre a sua barriga, ele contava com uma perfuração na altura do tórax, próximo a sua costela. Aquela região do seu corpo já mostrava um pequeno inchaço. Era de se imaginar que fosse um ferimento de combate. Seus urros de dor certamente seriam capazes de fazer até o mais frio dos piratas se quebrantar em um ato de empatia, mas nem se comparavam ao desespero do jovem no leito do fim do corredor. O outro jovem, com um moicano prateado e camisa avermelhada, tinha um pequeno buraco em sua coxa direita. Ele tinha seus braços e pernas amarradas naquele leito improvisado e se debatia, enquanto gritava palavras que certamente não fariam sentido em nenhuma língua. November me explicava que aquilo em sua perna era um ferimento de bala e que esta ainda estaria alojada na perna daquele jovem. O que o preocupava, no entanto, era a orelha esquerda do rapaz, que se encontrava parcialmente coberta por um saco de gelo, sujo de sangue. Na parte não coberta pelo saco de gelo, era possível ver que a parte externa da orelha estava sem a hélice. Aquilo parecia ser efeito de uma mordida.

A cena me fazia congelar por um instante. Estava habituado com cuidados médicos, mas aquilo ainda me causava algum choque. - T-todos que che-chegam até aqui estão neste estado? - Meu corpo trêmulo me envergonhava tanto quanto a minha gagueira, mas apesar disso, eu já era incapaz de manter uma aparência calma. - Você ainda não viu nada, rapaz. Basta saber que há uma razão muito boa para esta tenda estar tão afastada daquela onde você trabalhou pela primeira vez. - Ele colocava a mão sobre meus ombros, adotando um tom muito mais paternal do que suas palavras faziam parecer. Ele claramente gostava de cuidar de cada um dos seus pacientes e eu sentia o dever de estar no meu melhor para conseguir acompanhá-lo. - Estamos em uma ilha de caçadores, as batalhas aqui são quase tão brutais quanto a de piratas que se enfrentam no meio do oceano. Esses rapazes fazem de tudo para não topar com um caçador pelo caminho e vão até as últimas consequências quando enfrentam algum deles. Ninguém quer ter o azar de ser derrotado por um desses caras e depois entregue a Marinha. - Ele fazia uma breve pausa em seu monólogo, enquanto se dirigia até a pia, onde começava a lavar as suas mãos cuidadosamente, continuando: - Aquela orelha ali, no entanto, é novidade. Nunca ouvi de um caçador que tivesse tanto gosto por seu trabalho. - November olhava pra mim com um sorriso amistoso, provavelmente esperando que seu comentário me fizesse desligar da tensão de estar naquele lugar. Ele claramente tinha muita experiência em aliviar a tensão em situações como aquela e perto dele, eu quase não era capaz de me concentrar nos gritos de dor a nossa volta. Sem perder mais tempo, ele fazia um pequeno gesto com a cabeça, pedindo para que eu novamente o acompanhasse, enquanto caminhava na direção de seu primeiro paciente, colocando as luvas em suas mãos e se colocando a frente da tábua ao lado do leito daquele rapaz.

- Garoto, é crucial que você tenha em mente três coisas, enquanto estiver aqui: A primeira é que você já devia ter lavado as suas mãos logo depois que eu me afastei daquela pia. - Dizia, com um tom severo, me dirigindo um olhar de reprovação. - A segunda coisa é que você nunca pode perder a calma diante dos seus pacientes. Você pode ser a última chance dessas pessoas viverem, mostre a elas que tiveram muita sorte por isso. A terceira coisa é: observe atentamente cada movimento meu e internalize o máximo possível de conhecimento. A prática leva a perfeição, mas o conhecimento teórico apropriado te dará as bases para uma boa prática. - Enquanto eu me dirigia até a pia, podia ver o Doutor retirar o pano que cobria a tábua e revelando uma quantidade substancial de itens médicos. November analisava cuidadosamente um por um e organizava a mesa como um Chef organiza um prato antes de servi-lo. Ao retornar, via o Doutor pegar a anestesia e se voltar para o jovem de cabelos negros, que a esta altura já cessava seus gritos e apenas olhava para ao seu salvador com confiança.

- A primeira coisa que você tem que fazer é aplicar a anestesia no seu paciente. Se você não tiver nada para isso, não tem problema nocautear o coitado. HAHAHAHA! -Ele não se continha com o olhar assustado no rosto do rapaz, antes que a anestesia fosse aplicada. - Existe uma grande chance da parte final ser uma brincadeira. - O Doutor limpava a sua gargante e retomava a seriedade. - Uma vez anestesiado, o paciente deve ser analisado de forma minuciosa, principalmente ao redor da sua ferida. É crucial entender perfeitamente as necessidades do paciente. No caso dele, precisamos descobrir se há alguma inflamação perto de sua ferida ou se a lesão internamente é mais grave do que externamente. - November pegava um pedaço de algodão e, depositando álcool sobre ele, começava a limpar os arredores da grande ferida nas costelas do rapaz. Parecendo aliviado, jogava o algodão fora e trazia uma pequena bandeja, a qual colocava perto da extremidade da tábua.
- AAAAH! DESGRAÇADOS! VOCÊS VÃO ME DEIXAR MORRER AQUI! - Gritava o rapaz moicano, cortando nossa concentração. November adotava uma postura um pouco menos amistosa e me pedia para buscar um dos seus assistentes, o qual deveria distrair o paciente em espera e fazer algumas anotações sobre o quadro dele. Tendo concluído isto, voltava para o meu posto e via um November extremamente concentrado, introduzindo na área aberta do abdômen do jovem um pequeno instrumento de metal, com sua mão esquerda, enquanto sua mão direita carregava uma pinça, que era usada para retirar pequenos pedaços de ferro de dentro do corpo do paciente. Após a retirada de três pequenos pedaços de ferro, o Cirurgião semicerrava os olhos, deixando o rosto a poucos centímetros da ferida e, por fim, retirava um pequeno pedaço de ferro, de cerca de três centímetros e o colocava na bandeja junto aos outros.
- O problema desse rapaz era relativamente simples: Foi atacado por alguém e viu um objeto cortante se quebrar em seu corpo. Ou ele fez algum movimento inesperado ou seu oponente usava uma arma acabada. Como você pode ver, eu acabei de tirar a ponta e todos os outros pedaços que estavam nele. O corpo dele ainda vai inchar um pouco, então mexer agora não é o ideal. Vamos isolar a área e esperar ele acordar antes de decidir os próximos procedimentos. - November parava de falar e começava a enfaixar o abdômen do seu paciente, enquanto chamava o seu assistente, estendendo a bandeja com os pequenos pedaços de metal, que a esta altura já imaginávamos ser de alguma faca ou adaga. Com seu assistente assumindo o comando da tábua e começando a higienização dos  itens utilizados por November, ele caminhava até o outro leito, onde a orelha parcialmente comida do rapaz estava agora completamente visível. A postura dele estava mais contida, mas pelo seu olhar éramos capazes de perceber que ele não confiava em nenhum de nós e que o fato de ele estar amarrado não era só para sua própria segurança, mas também para a nossa.
- Calminha rapaz, por favor, não queremos que a sua situação piore. Estou aqui pra te ajudar, você só vai ter que relaxar um pouco. - Dizia November, em resposta aos movimentos do jovem que começavam a surgir novamente. - VOCÊ VAI ME ENTREGAR A ELES, EU TENHO CERTEZA! - O rapaz reunia suas forças para pronunciar palavras assustadas em nossa língua, certamente tinha algum trauma guardado no meio daquilo. November não vacilava nem por um instante, olhava-o com alguma rigidez, enquanto encarava a sua mesa e a ajeitava para a realização da nova operação. O paciente já parecia ofegante, cansado de lutar contra seu estado. Seus olhos, porém, continuavam vivos como o de um guerreiro. - Você vai ter que confiar em mim. Eu sou sua única chance aqui. Se eu fosse te entregar para quem quer que seja, não me daria ao trabalho de gastar tempo e esforço tratando do seu problema. Agora feche os olhos e espere. Quando eu acabar, você estará bem melhor.

November aplicava a anestesia em um paciente muito mais calmo do que antes. Seu semblante estava completamente concentrado no paciente, o qual era submetido a limpeza do ferimento em sua perna. Em sua mão, November colocava instrumentos semelhantes aos outrora usados. - Você viu o instrumento que eu usei antes? É um afastador de Adson, ele é usado para expor melhor o interior do paciente, afastando os tecidos. - O cirurgião mostrava o objeto para mim, antes de introduzi-lo brevemente na coxa do jovem e, após movê-lo por uns instantes, retirá-lo. - E isso daqui é uma pinça, mas imagino que você já tenha visto uma na vida. Com um movimento simples, November retirava a bala da coxa do jovem com a pinça e voltava seus esforços para a orelha do rapaz. A mordida, já limpa e menos inchada, agora parecia um pouco mais banal do que antes. November dava um suspiro aliviado, antes de começar a fazer uma pequena costura, deixando alguns poucos pontos para não causar mais preocupações. Tendo terminado isto, o cirurgião olhava novamente para o paciente e fazia a sutura em sua coxa, deixava os equipamentos utilizados na mesa, retirava as suas luvas e limpava o suor de sua testa.
- Conseguiu ver bem, garoto? Fique aqui por um instante, vou preparar as coisas para o seu primeiro teste. - November se ausentava, junto com seu assistente e me deixava com os pacientes. Sentava-me e observava o jovens ainda anestesiados, esperando o momento onde eu concluiria minha melhora como médico e daria um passo adiante nos meus objetivos. Após alguns instantes, notava o ressurgimento de November e seu assistente. O cirurgião carregava uma pasta, com alguns papéis e lápis dentro e seu assistente levava um boneco de pano pouco maior do que uma faca de cozinha. November e seu assistente me conduziam a um leito vazio, onde colocavam dois papéis com o desenho da anatomia humana. Em cada papel, November fazia uma pequena marcação com um 'x' entre o fígado e o baço do paciente, na região do pâncreas. - Este paciente tomou um tiro e a bala ainda está alojada em seu corpo. Você tem que garantir a retirada da bala sem que nenhum órgão em volta seja afetado. Qualquer erro e você pode causar no paciente um quadro ainda pior do que o inicial. Você só tem duas chances aqui.
November me dava a possibilidade de utilizar a mesa ao meu lado, indicando que entender os instrumentos era essencial antes de começar a fazer as marcações. Enquanto eu ensaiava o uso do bisturi, seu assistente depositava um lápis ao lado de cada folha. Em um primeiro momento, me via errando a força, em outro, fazendo cortes muito amplos. Percebíamos que aquilo não estava ajudando muito e, recebendo as últimas dicas, me debruçava sobre a primeira folha e começava a pensar no que fazer. Com o lápis em punho, desenhava um pequeno corte vertical que atravessava o 'x', indicando com uma pequena seta na extremidade mais baixa do corte, onde o afastador seria introduzido. Colocando meu corpo de lado, indicava a entrada da pinça no topo da minha linha e, cobria o 'x' e minha linha com um desenho em zigue-zague, indicando a realização da sutura. Tendo feito isto, me movia para o segundo desenho, onde repetia os movimentos anteriores, desenhando uma pequena linha vertical sobre a ferida, com a inserção do afastador na parte baixa da linha e a pinça na parte mais alta. Para a realização da sutura, no entanto, me aproximava um pouco mais da folha, fazendo movimentos mais tranquilos e pausados. Terminado meu turno, olhava para os meu juízes, cujas feições deixavam claro que eu tinha reprovado.

- No primeiro caso, sua sutura foi desleixada e invadiu o baço do paciente. Se seu plano era furá-lo com uma agulha por dentro, você foi bem sucedido. Era mais fácil ter se aproveitado da anestesia e retirado logo o seu baço por inteiro, talvez assim você ganhasse algum dinheiro por aí. - Meu rosto ardia de vergonha e eu não conseguia mais encarar os médicos. Minha humilhação, no entanto, não havia terminado. - No segundo caso, você fez movimentos automatizados. Eu entendo que seja entediante pensar em fazer as coisas desse jeito, mas você tem que lembrar que cada cirurgia é uma cirurgia crucial. Mesmo um caco de vidro no pé de uma pessoa pode causar sérios problemas se retirado da maneira errada. De qualquer forma, sua sutura melhorou aqui. Nos dois casos, você fez um corte muito amplo, não tem necessidade disso tudo. Você precisa pegar o melhor dali e juntar com o melhor daqui se quiser fazer isso direito. - November adotava uma postura um pouco mais paternal ao perceber minha vergonha e limpando a garganta, concluía. - Olha, garoto, eu não quero te desmotivar aqui. Você só precisa refazer com mais cuidado. Você é um Médico, tem que saber disso se quiser ter sucesso nisso. Eu já estou te dando uma colher de chá aqui em não trabalhar com nenhuma remoção parcial dos órgãos.

Em uma grande demonstração de confiança, November retirava mais um papel de sua pasta e desenhava um pequeno 'x' entre o fígado e o baço do paciente, no topo do pâncreas. Depositando o desenho à minha frente, ele me olhava sem dizer nenhuma palavra, esperando que eu agarrasse a minha última chance e fizesse direito desta vez. Entendendo o recado, me colocava mais uma vez sobre o desenho, mas dessa vez, manejando o lápis com cuidado, fazia uma pequena linha vertical no meio do 'x', marcando o uso do bisturi e indicando que tentaria me aproveitar da abertura que já existia na lesão do paciente para evitar qualquer dano acidental. Tendo feito isto, indicava com o lápis a introdução do afastador na parte inferior da minha linha e a do pinça na superior, como antes. Concluindo isto, começava a desenhar linhas em zigue-zague de uma a outra ponta do x, fazendo uma pequena linha de cada vez e respirando brevemente antes de desenhar uma outra. Tendo coberto o 'x' parcialmente, afastava-me do desenho e questionava o resultado. November dava um breve sorriso e sem responder, coletava o desenho e o lápis, levando-os para longe de mim e retornando com o pequeno boneco de pano.
- Seu segundo teste é com este boneco. Você precisa executar aqueles procedimentos nele. Uma pequena pedra foi colocada dentro para ajudar a tornar tudo mais real. Não se preocupe com o material cirúrgico. Ele será substituído assim que você terminar. - Concluía, me olhando com atenção. O boneco tinha um furo, por onde eu provavelmente seria capaz de introduzir meu dedo indicador, na região de seu abdômen. Definitivamente, foi muito bem pensado. Olhando com atenção para o boneco, pegava o bisturi e fazia um pequeno corte vertical de cerca de dois centímetros para cima do centro do buraco, antes de ser interrompido por November, que dizia. - Você está tomando cuidado com o tamanho, mas não com a força aplicada. É bom saber que você entendeu o fator precisão, mas a força que você usa ainda pode colocar tudo a perder. Todo tipo de trauma tem que ser evitado aqui, principalmente os que não somos capazes de perceber e resolver na mesma hora. - Eu acenava com a cabeça e retomava meus esforços, aproximando o bisturi com cuidado e fazendo um corte de tamanho semelhante ao outro, mas desta vez para baixo do buraco. Tendo feito isto, pegava o afastador com a minha mão esquerda e colocava uma pinça na minha mão direita, ajoelhando- me à esquerda do boneco. Sendo capaz de ver o interior do boneco, percebia que ali não tinha pano ou algodão, mas algumas bolinhas de papel, simbolizando os órgãos, e entre as bolas de papel, uma pequena pedra. A condução do boneco por November e seu assistente já haviam bagunçado bastante seu interior, mas a intenção aqui era magnífica.
Introduzindo o afastador no boneco, utilizava-o para delimitar as áreas possíveis de ação e, tendo encontrado um pequeno espaço, retirava o afastador de seu interior e introduzia a pinça, pegando a pequena pedra e começando a remoção daquele corpinho minúsculo. A pinça, porém, batia na pele da barriga do boneco e a pedra caía novamente dentro do pequeno boneco. -Meus parabéns, você matou ele. - Dizia um November um pouco mais impaciente, enquanto eu me afastava do boneco de pano, incomodando-o ainda mais. - Agora é isso, vai deixar o paciente anestesiado, aberto e com um novo problema? Para sua sorte, ainda não é um homem vivo, garoto. Você ainda pode consertar isso. - As palavras de November perfuravam meu orgulho como uma flecha muito bem atirada. Eu havia errado aqui, mas isso me ensinava o valor do cuidado. Eu só precisava recomeçar. Retomando minha posição anterior, introduzia novamente o afastador no boneco, buscando identificar algum espaço, o menor possível, que me permitisse retirar aquela pedra sem que a pinça tocasse uma das bolinhas de papel.

Concluindo isto, introduzia novamente a pinça com cuidado, pegando a pedra e retirando-a meticulosamente. Feito isto, colocava a pedrinha na bandeja e pegava os equipamentos para a sutura. Desta vez, a mão de November segurava a minha com firmeza, parando meus movimentos. - Olha, esses equipamentos aí já eram, mas a sutura é pra ser usada em pessoas vivas. Tome uma linha e agulha, costure como uma pessoa normal. - Pegando a linha e a agulha que November retirava dos bolsos, começava a fazer uma costura em zigue-zague, passando cada pedaço da linha de forma cuidadosa e buscando ao máximo não me permitir tremer. Concluindo o trabalho, via November levar o boneco e me pedir para esperar até que algum paciente de verdade aparecesse.

Os itens da minha mesa eram substituídos e os pacientes anteriormente atendidos, eram liberados, mas nada de novo acontecia por ali. Meu corpo tremia, enquanto eu estava sentado em uma cadeira pensando no que teria que fazer. Minha mente estava hesitante, eu estava a um passo de mostrar que evoluí como médico, mas temia não estar pronto para algo tão grande. Nunca comece de cima. Pensava comigo mesmo, enquanto encarava minhas punhos fechados sobreos meus joelhos. - Está querendo desistir, garoto? Se sim, essa é sua última chance. - A voz de November cortava minha introspecção. Quando eu erguia os meus olhos, notava um homem de cerca de vinte anos, no segundo leito do lado esquerdo da tenda. Finalmente era a minha hora de brilhar. - Já anestesiamos este aqui. Não foi difícil, ele mesmo estava pedindo pela anestesia, para ser sincero. - Novamente, podia sentir aqui um certo tom bem-humorado. November dava um breve sorriso, antes de explicar a situação. - Ele tomou um tiro no braço esquerdo, a bala ainda está alojada em seu braço. Cirurgia relativamente simples, você deve ser capaz de fazer com o que aprendeu até agora.

Caminhando até o leito, retirava a cobertura da mesa e começava a organizá-la, colocando a bandeja na extremidade mais próxima ao leito, depositava o bisturi ao lado dela, depois o afastador, a pinça, um pedaço de algodão, gaze e álcool. Tomava todos os cuidados com meu próprio corpo, utilizando uma touca, luvas de plástico e uma máscara branca. Com todo o cuidado, retirava um pequeno pedaço de álcool e depositava sobre uma pequena bola de algodão, a qual eu utilizava para, com movimentos circulares, fazer a limpeza ao redor da ferida do rapaz. Concluindo isto, pegava o bisturi, com um  um movimento leve, fazia um pequeno corte vertical, abrindo mais a ferida do rapaz, visando permitir a retirada da bala sem nenhum problema. Concluindo isto, utilizava o afastador em minha mão esquerda para fazer a leitura interna do paciente, analisando cada ponto com cuidado e buscando a perfeita indicação do seu estado, assim como uma rota segura para a retirada da bala. Utilizando o afastador para conseguir uma área limpa para a remoção, introduzia a pinça com minha mão direita, de forma cuidadosa, e conduzia,com movimentos que eram compartilhados por todo o meu corpo, a pinça até a 'captura' da bala, a qual era removida cuidadosamente, antes que removesse o afastador de dentro do homem. Colocando a bala com cuidado na bandeja, dava um suspiro aliviado, depositando meus itens sobre a mesa e pegando os equipamentos para a realização da sutura. Colocava o fio de sutura na agulha cirúrgica, agora em minha mão esquerda, e segurava uma pinça anatômica em minha mão direita. Buscando me concentrar ao máximo no meu paciente, introduzia com cuidado a agulha em seu corpo e iniciava o movimento em zigue-zague, puxando a linha cuidadosamente com a pinça, antes de seguir para a próxima direção. Fechando bem o ferimento, depositava a pinça sobre a mesa e cortava o excesso de linha com a tesoura, virando-me para o November e perguntando se poderia considerar aquilo um sucesso.

- Você foi bem, garoto, meus parabéns. Lembre-se bem do que aprendeu aqui. De hoje em diante, você tem uma capacidade ainda maior de salvar vidas. Não jogue isso fora.



~Fim do Aprendizado~




Provavelmente havia gasto um bom tempo com aquele aprendizado. November era um professor esforçado e, apesar de meu temperamento calmo e conhecimento com relação a anatomia humana, o aprendizado teria sido muito mais complicado do que eu jamais seria capaz de imaginar. — Obrigado por ter gasto seu tempo me ajudando e, por favor, me perdoe por ter dado tanto trabalho. — Daria um último sorriso, antes de me despedir do homem e retornar para as ruas. Mãe, pode me ver agora? Aprendi algo novo. Em breve vou ser tão bom quanto você já foi Retiraria do meu rosto os óculos que um dia recebi dela e os limparia, enquanto me lembraria dos bons momentos que tivemos juntos, respirando fundo antes de colocá-los em meu rosto novamente.

Ao sair do local, procuraria por alguma restaurante onde pudesse distrair minha cabeça. Apesar de ter sido divertido, o salário ganho não havia sido tão bom e eu não tinha muito dinheiro comigo, então precisava analisar outras possibilidades de ganhar algum dinheiro. Para isso, andaria pelas ruas até encontrar um restaurante que me chamasse a atenção. Não estaria muito disposto a perturbar as pessoas da rua novamente, então apenas caminharia com cuidado até que encontrasse. — Olá, pode me mostrar o menu? — Escolheria um prato barato e que não contasse com a inclusão de nenhum tipo de inseto. Pegaria minha comida e me sentaria em algum lugar próximo a rua, onde prestaria atenção nas conversas próximas a mim.

Me manteria no local por algum tempo e esperaria ouvir alguém falar alguma coisa que soasse como uma boa oportunidade de roubo, desde empresas precisando de seguranças até alguma pessoa rica que faria qualquer coisa para recuperar seu animal de estimação. Normalmente não me interessaria tanto em fazer algo assim, mas precisava continuar me sentindo vivo e um pouco de adrenalina talvez me mantivesse animado e se pudesse ganhar algum dinheiro com isso, não veria razão para rejeitar a oportunidade.

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Última edição por John Knudarr em Qua 22 Abr 2020, 20:57, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyTer 29 Maio 2018, 23:17



Al Mare!



November parecia interessado no garoto e ambos iam até a sala de cirurgia, passando diversas horas realizando o aprendizado, quando o garoto saia, percebia que já era quase noite com o céu começando a escurecer mais do que o cinzento de antes. A neve estava forte no chão e o clima cada vez mais frio, as roupas que Knudarr vestiam eram boas, mas ainda não eram suficiente para aquecê-lo totalmente. O jovem estava emocionado por ter aprendido e desejava se tornar melhor que um dia sua mãe foi, sempre sentindo uma leve tristeza ao lembrá-la devido a sua falta.

John queria distrair a sua mente e nada melhor do que encontrar um bom lugar com uma comida quente e um ambiente relaxante. Encontrando um bom restaurante por ali, adentrava o mesmo e pedia para olhar o menu do estabelecimento, se sentando perto de uma das janelas do local, escolhia um pedido decente e que fosse barato e esperando por sua comida. O preço do mesmo era de dez mil berries e era trazido um bom macarrão a bolonhesa para o jovem. O ambiente era bem rústico com uma grande lareira trazendo calor a todo o ambiente, pessoas conversavam de vários lados e os garçons atendendo a todo mundo, uma porta de metal separava a cozinha das mesas e o cheiro agradável se estendia por tudo.

Em sua mesa atrás, conseguia ouvir dois homens conversando e bebendo uma cerveja. - Fiquei sabendo de um velho rico não muito longe daqui. – Eles cochichavam, mas não era baixo o suficiente para que Knudarr não conseguisse escutar. - Você acha que dá para efetuar o roubo? – O outro homem parecia bem curioso a respeito. - Ele é um velho marinheiro, mas não deve apresentar problemas, apenas devemos achar uma boa oportunidade e rendê-lo. – Parecia que o roubo estava sendo planejado naquele momento. - E onde fica a casa? – Após um gole de sua cerveja, ele respondia. - Perto do Zoológico, uma casa vermelha com três árvores fazendo o formato de um triângulo, seu portão é preto e seu muro deve ter quase dois metros. – Eles riam para disfarçar o que estavam tramando e batiam a sua bebida na mesa.

John que havia escutado tudo, tinha uma dúvida em sua cabeça. Podia tentar convencer aos dois ladrões a se juntar e fazer o esquema todo junto, poderia dedurar ambos para algum caçador do clã ou tentar efetuar o roubo sozinho. Levaria a ele pensar em como poderia conseguir alguma grana, cobrando pela informação ou conseguindo através do roubo.


Considerações:
 

Dicas:
 


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! EmptyQua 30 Maio 2018, 21:48

-Mas porque isso Jack? Porque não um emprego honesto? Viemos até aqui para uma vida nova!
-Sim Annie, mas não há vida com o salário que oferecem! É a mesma coisa que ser roubado!
-Então oque você fará? Vai roubar é isso? É apenas isso que sabe fazer não é?
-Cale-se mulher! Sabes muito bem que nunca tive escolha!
-Eu sei meu amor mas agora você tem escolha, não precisa mais fazer isso. Mas se é isso que desejas, vou voltar para Micqueot!
-A escolha de trabalhar como um escravo e não ter dinheiro nem para satisfazer minha fome? Faça oque quiser mulher! Já lhe disse para onde eu vou! Se quiser venha comigo, se não quiser, volte de onde veio que uma vida miserável a aguarda! E de miséria já estou farto!


Despertaria de um pesadelo, aquele a qual me atormentava desde que minha esposa me largou, nem me embebedar nas tavernas daquela ilha tirava aqueles pensamentos de minha cabeça. Talvez porque ela tinha razão, mas não, com certeza não, já passei muito tempo em meio a pobreza que nem mesmo um emprego com salário descente iria me satisfazer. Aquela foi a primeira mulher que eu amei, na verdade foi a única, então isso explicaria o motivo na qual aquele "pesadelo" me perturbava. -Maldita seja mulher! Saia de minha cabeça! -Diria dando leves tapas em minha testa.

Seria hora de esquecer aquilo tudo, deixar tudo para traz e ir em busca de um novo começo e o objetivo principal era encontrar meios de deixar aquela maldita ilha. Ilha que foi meu primeiro passo rumo a Grand Line e foi também minha primeira decepção. Sabia que para deixar aquela ilha me seria necessário no mínimo um barco e alguém que saiba navega-lo, pois nunca havia feito isso, mas a raiva daquele local era tanto que apenas um barco que iria rumo ao nada já me faria feliz. Mas antes de tudo iria em busca de me armar. Duas adagas me seriam ideais, mas era bem possível que não teria dinheiro para tanto, então teria que usar de minha lábia para convencer o vendedor a me fazer um bom preço ou roubar, duas coisas que eu passei minha vida inteira fazendo.

Com meu capuz em minha cabeça caminharia pelas ruas em busca de loja de armas, ficaria de olho também caso encontrasse algum delinquente distraído que possuísse uma adaga na qual um roubo seria fácil. E caso encostrasse uma possível vítima, tentaria usar de minha furtividade, me aproximaria bem devagar por suas costas, como se minha presença não existisse e em um movimento leve com minha mão direita tentaria desarma-lo, puxaria sua adaga com apenas dois dedos, o mais sutil possível, na tentativa de que ele nem percebesse oque aconteceu. Poderia de fato funcionar sem mais problemas, mas como a muito tempo estava nessa ramo, sabia também que a vítima poderia perceber tal furto, e se esse fosse o caso, tentaria escapar da enrascada com meu carisma e daria um grande sorriso para ele -Você deixou isso cair! Tome mais cuidado -Esticaria a mão direita entregando-lhe a adaga.

Obtendo ou não sucesso ainda estaria caminhando na procura de uma loja, a essa altura talvez com uma adaga já em mãos, mas estaria em busca de duas, já que meu combate seria mais efetivo assim. Encontrando uma loja, não perderia tempo e adentraria na mesma. Caso minha tentativa de furto anterior fosse um sucesso apenas iria até o vendedor e lhe pediria uma adaga simples -Olá meu senhor(a), tudo bem? Estou procurando uma adaga! A mais barata que tiver por favor, não estou esbanjando dinheiro!- Diria sendo o mais carismático possível e rindo de mim mesmo.

E caso minha tentativa de roubo anteriormente não fosse um sucesso, abordaria o vendedor de outra forma, na tentativa de barganhar um valor na qual me fosse possível comprar duas adagas e não apenas uma. Sabia que muitos daquela ilha admiravam os caçadores de recompensa e deviam muito a eles, já que praticamente supriam as necessidades do povo. -Olá meu senhor! Não vou mentir para você que caçar piratas está difícil ultimamente, principalmente de mãos vazias! Eu estava querendo um par de adagas! Metade do preço nas duas já me seria fantástico! Estou caçando um cachorro grande dessa vez! E o preço por sua cabeça não é nada mal, passo aqui mais tarde para lhe pagar o resto e uma bebida também. Hahaha! -Diria usando de minha lábia e boa aparência para tentar convencer o mercador. De fato já havia feito muitas barganhar como aquelas e com a experiência necessária sabia também que nem todas dão certo e se esse fosse o caso tentaria uma última cartada -Ta bom meu senhor, vou lhe dizer a verdade! Estou querendo impressionar o Ferry Kurt pegando esse pirata que ele persegue a muito tempo, mas não tenho dinheiro suficiente para comprar essas adagas, e como esse pirata é perigoso eu não conseguirei sem elas! Lhe prometo que voltarei e pagarei o dobro por elas! Afinal dinheiro não me faltará após eu capturar esse infeliz! Oque me diz? -Diria falando bem baixo em seu ouvido.

Talvez aquele homem não fosse facilmente manipulado por minhas palavras, mas isso foi oque fiz durante boa parte de minha vida e esperava apreensivo pela resposta do vendedor. Caso minha barganha obtivesse sucesso, retiraria de meu bolso o valor combinado, 2 por 1 e agradeceria o vendedor -Não irá se arrepender meu amigo! E não feches suas portas cedo, pois eu ei de voltar!- Diria me retirando da loja.

E se por um acaso não fosse o suficiente para convencer o mesmo, com um olhar de raiva e decepção que estaria quase a engolir o vendedor, pegaria as moedas com minha mão direita e bateria ao balcão -Aqui está! -Pegaria a adaga com raiva e sairia do local.

Estando ou não com 2 adagas em posse, caminharia pelas ruas com o capuz tampando boa parte de meu rosto. Já possivelmente armado, dessa vez procuraria algo maior, um roubo que me renderia dinheiro o suficiente para sair daquela ilha, ou alguma recompensa que me renderia alguns bons Berries. Meu olhar só seria desviado caso alguém me chamasse a atenção.


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