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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptySeg 21 Maio 2018, 14:46

II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Caçadora de Recompensas Chinatsu. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyTer 22 Maio 2018, 01:13


Chapter II

Memories

Em pleno alto mar, uma embarcação de proporções medianas - um Escuna, mais especificamente - se movimentava contra as fortes vontades tiranas das oscilações de água. Afora já fossem altas horas da madrugada, o céu não escurecia completamente: a todo instante, clarões surgiam no céu, acompanhados do estrondo proveniente de bolas de canhão sendo atiradas. - Merda.. Temos que dar um jeito nessa situação! - proferiu uma garota de estatura abaixo da média, aparentemente uma adolescente, que trajava um longo manto escuro, além de brincos em forma de tubarão, como únicos adornos. Além desses itens, a garota carregava consigo uma ninjaken, enquanto corria de um lado a outro do navio, cessando seus passos quando finalmente alcançou a proa. "Droga, nós estamos cercados! "pensou, furiosa, dando repetidos socos de mão fechada em uma parte de madeira da embarcação. Ao mar, haviam cerca de oito embarcações, todas com bandeiras de piratas elevadas ao mastro, circulando a escuna em que a garota estava. As chances de sair daquela situação com vida variavam de mínimas para nulas.

Tirando a garota, haviam mais três pesso..humanoides na embarcação: dois tritões de coloração azul, além de serem altos e robustos, e um rapaz jovem-adulto de cabelos alaranjados. A expressão de todos era singular, demonstrando a mescla de raiva com medo. - É..Esses malditos venceram. - disse um dos tritões, o que aparentava ser mais jovem, enquanto sorria confiante, de maneira a esconder as incertezas da morte. Simultaneamente, todas as embarcações piratas começaram a atirar na Escuna, alvejando-a. Tudo que se tinha certeza era de que estava acertando o barco, além da indubitabilidade de que os que navegavam naquele batel viriam a morrer.

No momento em que seria atingida por um dos projéteis, eu subitamente acordaria, ofegante. Posicionaria a mão esquerda no peito, torcendo para que meu batimento cardíaco se estabilizasse. - Foi apenas..um sonho ruim. É claro que eu não estava com "eles". Droga..Será que aqueles idiotas estão bem? - sussurraria, levando a mão direita à cabeça. Vagarosamente, eu me levantaria da cama, de maneira vagarosa. Por mais que meu corpo ainda desejasse descansar, a aflição que permeava em minha mente tornavam praticamente impossíveis a possibilidade de voltar a dormir. Eu sequer tinha noções de que horas eram e, assim sendo, optaria por comer aquilo que sempre é capaz de me dar energia. Passo após passos, iria andando até onde minha mochila se encontrava e abriria o zíper dianteiro, tirando de lá uma barra de chocolate semi-aberta. "Espero que ainda esteja bom."diria, dando uma mordida no mesmo chocolate que eu havia comprado em Karate Island. Por mais que os mais velhos digam que comer doce logo após acordar possa ser capaz de fazer um mal absurdo, que culpa eu tinha? Afinal, quem quer viver para sempre, não é mesmo.

Guardaria o chocolate no mesmo lugar de onde retirei o mesmo, colocando-o com suavidade, como se - acredite ou não - eu estivesse colocando um bebê a ninar. - Acho que é melhor eu chamar o Katsuo - diria, logo após que eu vestisse um longo manto escuro (apesar de não colocar o capuz na cabeça), que cobria uma saia preta e botas escuras, além de colocar um par de brincos nas orelhas. - Ei, Katsuo! Onde você está? - gritaria, esperando por uma resposta, enquanto colocaria a mochila nas costas e, é claro, a ninjaken embainhada próxima à cintura. Ter uma audição aguçada é bastante útil nessas ocasiões. Assim que o rapaz desse algum indício de onde se encontrava, eu iria até o mesmo, sem demonstrar estar com pressa. - E..Espero que tenha tido uma noite suficientemente satisfatória de sono. - diria, de maneira um tanto quanto robótica, esticando o palmo direito para o garoto. Torcia para que minhas bochechas não estivessem, como de costume, coradas enquanto eu me encontrasse na presença do garoto.

Feita a saudação diária, eu fitaria Katsuo, lentamente. - Vou procurar um mercado negro. Preciso conseguir umas coisas, além de informações. Você..vem?  - falaria, esperando por uma resposta que eu imaginava ser óbvia. Após isso, eu viraria de costas, indo até a saída do estabelecimento em que me encontrava. Pagaria o dinheiro pela minha estadia, caso assim se mostrasse necessário. Quem diria que, mesmo após ter adquirido uma situação financeira relativamente boa por ter me tornado uma Caçadora de Recompensas, eu não abandonaria os "maus" hábitos de frequentar o "submundo".

Eu não estava tão familiarizada com Baterilla ainda. Em compensação, porém, encontrar pontos em que mercados negros estavam situados era tão fácil quanto tirar doce de criança. Sinceramente, eu não tinha muitas esperanças de ser capaz de ver um símbolo que indicasse a localização de um mercado negro, principalmente por ser distraída.  Andaria vagarosamente pelas ruas, focando minha audição em conversas paralelas que aconteciam, torcendo para que algum dos assuntos cuja privacidade eu tivesse invadido enfim me desse a localização de um ponto de encontro. Além disso, entraria em becos da cidade vez ou outra, para ver se havia alguma atividade ilícita acontecendo. "Nossa, mas isso não é perigoso para uma garotinha?" Sim..Perigoso para quem for mexer comigo. Voltando ao assunto, pode-se dizer que eu permaneceria fazendo isso até que enfim adquirisse as informações que me levassem ao meu objetivo. Tendo tal conhecimento em mente, eu vagarosamente começaria a ir a tal local, esperando realizar um trajeto tranquilo. - Alôôô? - falaria, imprudentemente, caso enfim me aproximasse.
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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyQua 23 Maio 2018, 20:37

Os olhos de Chinatsu se abriam em um novo dia. Uma série de coisas haviam acontecido nos últimos tempos, e tais episódios passavam pela cabeça da garota enquanto ela se lembrava dos companheiros que tão rápido fizera, e tão rápido se desfizera, apesar de agora estar junto de Katsuo.

A jovem ninja ia acordando aos poucos e percebendo o local onde estava: um quarto simples de pousada, apesar de aconchegante. Na cama pequena, que só cabia ela, ela estava enrolada em cobertores que retinham um pouco de calor no frio que estava a ilha naqueles dias e, ao sair, ela sentia um pouco de frio, até colocar sua capa sobre os ombros.

Arrumada, e comido um pedaço de chocolate, ela ia de encontro do companheiro de belas madeixas brancas que estava no quarto ao lado. Assim que ele surgia na porta, ela o cumprimentava com um bater de mãos, apesar dele ter avançado para lhe dar um beijo no rosto, e a situação ter ficado um pouco embaraçosa por um instante. - Bom dia, Chinatsu. - Eram seus dizeres, assim que a via.

Chinatsu revelava suas intenções para o taekwondo, e ele assentia com a cabeça dizendo que acompanharia a mesma. Descendo as escadas, eles passavam pela atendente, uma mulher de uns cinquenta e poucos anos, não muito alta, mas com um porte físico grande. Ela informava da não necessidade de pagar, que a mãe de Katsuo já havia deixado tudo pago, e com isso em mente eles deixavam o local.

Katsuo por um instante parecia deixar sua mão encostar na de Chinatsu, como que numa tentativa de ver se ela aprovaria um andar de mãos dadas, mas fazia isso de um jeito tão sutil que talvez a garota não percebesse. De qualquer forma, eles saiam da estalagem, sentindo o frio que ainda imperava nas ruas de Baterilla. Não era frio como antes, já estava mais quente, mas ainda havia uma certa brisa suave que fazia as pessoas deixarem suas casas agasalhadas.

Alguns passos, um caminho silencioso, e Chinatsu avistava o local que batia com a descrição do que lhe havia sido informado anteriormente. Uma estrutura aparentemente abandonada, anteriormente talvez um estabelecimento comercial de dois andares, mas agora com sua porta coberta por pedaços de madeira pregados. Várias pichações pela parede, um ar mórbido.

Contornado a estrutura, aos lados numa viela, era possível entrar na mesma por um alçapão escondido atrás de um container de lixo. Ela passava, e Katsuo também, fechando então aquela pequena porta que dava para o interior do local.

- Alôôô? - Dizia Chinatsu, diante daquele breu todo que estava ali. Alguns instantes de segundo se passavam, e então o barulho do riscar de um fósforo.

Uma vela era acesa, e estava em mãos de uma figura encapuzada, de quem era possível ver somente o sorriso, que demonstrava verdadeira alegria, mas ainda assim tinha certo ar misterioso. - Chinatsu Akane, filha Bulox e Naiatsu, vinda do Norte. É chegada a hora de cumprir suas obrigações com o clã. Você está pronta?

NO DIA ANTERIOR...


Chinatsu era puxada, junto de Katsuo, por algumas figuras encapuzadas que o faziam em silêncio e no momento que ninguém prestava atenção, com uma furtividade sem igual. Ela era levada para uma viela ali ao lado, e circundados por 4 indivíduos com aqueles capuzes negros, um deles falava. - Chinatsu Akane. Legionem Aeternum. - Ela reconhecia aqueles dizeres, mas bem vagamente. Ela se lembrava de seu pai contado uma história sobre as gerações anteriores de sua família, e como algumas gerações eram chamadas para fazer "trabalhos especiais", algumas vezes para governos, algumas vezes para revolucionários, mas sempre em situações extremamente especiais. Alguns membros da família, e isso incluía o próprio pai de Chinatsu, nunca haviam sido chamados para cumprir uma dessas missões. Mas era certo que se ele fosse chamado, iria. - O clã precisa de você. Caso aceite a missão, compareça neste endereço amanhã de manhã, onde lhe serão passadas maiores informações.

E assim eles deixavam a dupla, com apenas um papel indicando aquele endereço onde estavam agora. A mãe de Katsuo não havia tido contato com eles, mas parecia saber alguma coisa sobre aquilo, visto ter deixado através dos homens um papel para o garoto dizendo para se hospedarem naquela pousada, que ela deixaria tudo pago.

Era muito mistério, mas no seu interior Chinatsu sentia uma certa necessidade de cumprir com aquilo, apesar de não entender totalmente sua relação com o clã. Era como se aquilo já estivesse intrínseco em seu ser.

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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyQui 24 Maio 2018, 03:33


Chapter II

Old ghosts never die

Há quem diga que acontecimentos do passado, por mais dolorosos que sejam, não passam de lembranças ruins, sendo quase impossível tais atos influenciarem em um futuro não tão distante. Em alguns casos particulares, como o meu, escapar de "fantasmas do passado" é algo improvável, principalmente pelo fato de os mesmos continuarem me perseguindo, por mais que eu tente esquecê-los. - Chinatsu Akane, filha de Bulox e Naiatsu, vinda do Norte. É chegada a hora de cumprir suas obrigações com o clã. Você está pronta? - dirigiu-se à mim uma figura misteriosa, cuja única parte do corpo visível eram os lábios, que se contraiam em um sorriso(perturbado, ao meu ver).  

No instante em que as palavras do homem ecoassem em minha mente, eu cerraria fortemente o punho direito, sem saber se deveria sentir raiva pelo passado trazido à tona ou então aflição devido às incertezas do futuro. - "O clã precisa de você. Caso aceite a missão, compareça neste endereço amanhã de manhã.." Bem, aqui estou eu. -
falaria, assentindo, enquanto balançaria a mão esquerda de maneira despreocupada, por mais que eu não pensasse realmente dessa forma. "Não é como se eu tivesse escolha, no fim das contas.. Eu preciso saber o que está acontecendo. Que merda é Legionem Aeternum?! Como eles conhecem a minha família? " pensaria, recordando-me daquilo que havia acontecido em uma viela, no dia anterior. - Vamos, me diga o que eu vou fazer..

Eu escutaria as palavras do homem sem interrompê-lo, apenas pediria para que Katsuo permanecesse ao meu lado, a fim de que eu não só tivesse uma "testemunha ocular" caso uma batalha tivesse início, mas também tivesse apoio nesse confronto. Além disso, por mais que a única iluminação fosse proveniente de uma vela, a todo instante eu olharia tanto para a esquerda quanto para a direita, no intuito de me certificar de que não haviam outros desconhecidos se aproximando, como se eu tentasse de maneira falha dizer para mim mesmo que tudo estava bem. Deve-se levar em conta que, por mais que eu estivesse colaborando com aquele homem, ele não era meu amigo, tampouco um aliado. Não passava de, talvez, um elo capaz de me levar à respostas.

Caso todo o monólogo(afinal, não chegou a ser um "di"álogo, no fim das contas) se desse de maneira tranquila  - e, com isso, eu menciono o fato de sangue não precisar ter sido derramado - eu daria um leve suspiro, podendo este estar ou não associado àquilo que o homem falara. - ...Tsc, tanto faz.. - falaria, caso uma ordem ou ato similar tenha sido feita à mim. Viraria de costas, realizando um rodopio com os pés e, sem hesitar, daria uma última olhadela por cima do ombro direito, para me certificar se o homem ainda permanecia ali ou se sua existência havia se esvaecido. - Eu..Me desculpe por te envolver em toda essa merda, Katsuo. - diria, olhando de relance para o mesmo, caso este ainda estivesse ao meu lado. Me dirigiria vagamente para a saída/entrada do alçapão. Já na rua, eu colocaria o capuz negro de meu manto sobre a minha cabeça, para que fosse mais difícil que pessoas que eu provavelmente viria a encontrar na rua descobrissem a minha identidade. Afinal, andar de capuz em um dia relativamente frio não parece ser o tipo de ação que chama muita atenção.

Tratando de pessoas que estavam completamente dispostas a me sequestrar no meio do dia, podia-se pressupor que "cumprir as minhas obrigações com o clã" era bem algo mais perigoso que ir comprar pão ou talvez realizar um ato altruísta. Eu esperava, no mínimo, ter que realizar algum tipo de assassinato ou infiltração, se não algo mais perigoso. Andaria pela ilha tendo isso em mente, movendo-me a maior parte do tempo olhando para baixo, enquanto procuraria ouvir o máximo possível ao meu redor. Informação é conhecimento, conhecimento é força.

Caso a figura desconhecida tivesse me dado um local exato, eu iria até o mesmo sem desviar de meu caminho. Caso descobrir o lugar fosse minha obrigação(tendo sido dado a mim apenas pontos de referência), eu tentaria me aproximar de pessoas sozinhas, que não estivessem andando em grupos, e que estivessem fora de vista da visão de outros civis, isoladas. Chegaria pelas costas das mesmas e, sem fraquejar, tornaria a sussurrar, para que apenas a pessoa me ouvisse. Espetaria a pessoa com a lâmina da ninjaken - tentando mantê-la ainda coberta com o manto - para demonstrar minha seriedade em relação àquilo. - Não vire de costas, se não algo de ruim irá acontecer, e eu não serei responsável por isso. Sabe onde fica o... - falaria, finalizando com uma referência ao local. - Essa conversa não aconteceu, agora vá. - falaria, realizando o mesmo ato quantas vezes fosse necessário até descobrir aquilo que desejava ou até que algum marinheiro se aproximasse do local. Tendo conseguido as informações, eu iria até o local, caminhando calmamente enquanto me prepararia psicologicamente pelo que viria. Permaneceria um pouco longe do local, mantendo uma distância de no máximo 10 metros. " Mas que merda.."
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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptySab 26 Maio 2018, 16:05

- "O clã precisa de você. Caso aceite a missão, compareça neste endereço amanhã de manhã.." Bem, aqui estou eu. - Era a resposta dada por Chinatsu ao homem encapuzado, movimentando sua mão esquerda de maneira despreocupada enquanto falava. O sorriso no rosto do homem se intensificava.

- Sabia que aceitaria. - Ele respondia. Seu sorriso agora não tinha o ar estranho de antes, demonstrando felicidade genuína, ao que aparentava. Katsuo, atrás de Chinatsu, parecia não ter muita reação quanto ao que estava acontecendo.

- Vamos, me diga o que eu vou fazer... - A ninja voltava a falar, ainda com uma série de questões em sua mente. O homem então retirava o capuz, revelando sua face. Era um indivíduo com seus trinta e poucos anos, cabelos castanhos e uma série de pequenas cicatrizes no rosto, além de marcas de expressão que talvez lhe garantissem uma imagem de alguém um pouco mais velho.

- Antes, permita me apresentar. - Ele virava-se de costas, com a vela em uma das mãos, e acendia um candeeiro com a mesma. A sala era iluminada quase que como um todo, com uma iluminação baixa, e Chinatsu notava vários papeis, mapas e fotos pelas paredes, rabiscados. Era uma sala de 3x3, e só havia uma cadeira e uma mesa num canto, cheias de papeis, além de uma porta que estava fechada. - Sou Goemon. Filho de Hanzo, seu primo de segundo grau. Digamos que eu sou um dos mais envolvidos com a questão do clã nos blues, e fui selecionado para cumprir a missão com vocês. - Ele, colocando a última palavra no plural, direcionava seus olhos para Katsuo, sorrindo, e o garoto ainda parecia um pouco confuso. - Mas vamos direto ao ponto...

- Vocês já ouviram falar de Jean Blanchard? Ele é um nobre muito influente daqui do South Blue, que vem fazendo uma série de escolhas e acordos que podem causar uma reviravolta em nossa atual ordem vigente, o que é muito preocupante... - Sua expressão alegre sumia, dando lugar agora para um verdadeiro semblante sério e compenetrado, mas com um toque de preocupação em seu olhar. - Nossa missão é eliminá-lo. Mas isso não é muito simples, levando em conta a grande influencia que Blanchard tem por aqui. E é neste ponto que vocês entram... - Ele caminhava até uma parede onde havia a foto de uma mansão branca, com detalhes azuis, bonita e bem estruturada. Seu indicador ia de encontro com a imagem, prosseguindo. - Mansão Blanchard. Amanhã a noite haverá o grande baile de debutante de Lucia, filha de Jean, e é a oportunidade que precisamos. Eu entrarei infiltrado no baile, e acabarei gerando uma situação propícia para que vocês invadam o local e executem ele. É claro que o plano é mais complexo do que somente isso, mas amanhã nos encontraremos antes da missão para discutirmos como será feito. Por hora, descansem, se preparem. Seria inclusive interessante se pudessem "passar" próximos a mansão para fazer um breve reconhecimento do local, se não o tiverem visto pessoalmente ainda. - Ele voltava a caminhar em direção ao candeeiro, soprando sua chama e fazendo com que se apagasse, e a luz novamente era só aquela vela nas mãos do homem. - Amanhã, pontualmente as 18 e 30 nos encontraremos em uma casinha azul, no porto pesqueiro abandonado a uma quadra da mansão. Esperarei por vocês. E lembre-se, Chinatsu: Legionem Aeternum. - E a vela se apagava, enquanto a dupla decidia então deixar o local.

Durante a saída, a garota gastava algumas palavras para se desculpar com Katsuo por envolver ele naquela situação, e ele respondia com um sorriso que passava confiança para Chinatsu, olhando-a nos olhos. - Eu estou com você para o que precisar, Chinatsu. - Eram confortante aquelas palavras, aquele olhar. Chinatsu sentia por um instante até uma certa paz.

De qualquer maneira, eles seguiam a caminhada pelas ruas nevadas de Baterilla, buscando encontrar a tal Mansão Blanchard. As ruas não estavam muito movimentadas, o que acabava sendo propício para o tipo de abordagem que Chinatsu, encapuzada, tinha para conseguir informações.

Um homem que passava ali, com uma jaqueta aparentemente grossa e touca, um pouco apressado e aparentemente sentindo um pouco de frio era parado com a ninjaken da garota de madeixas negras encostada em si, de forma oculta. Os dizeres de Chinatsu vinham como ameaça, e ele parecia assustado com aquilo. Katsuo dava cobertura circundando o homem ficando logo ao lado e tentando fazer a situação parecer o mais natural possível. - Blanchard? A-a-algumas quadras da-daqui. S-ssss-sigam re-reto naquela rua até não dar mais e então virem a esquerda no cr-cruzamento... - Ele era liberado, ouvindo que aquela conversa nunca havia ocorrido. Saia a passos mais rápidos, ainda com medo.

A dupla então seguia seu caminho, e com as instruções dadas conseguiam avistar ao longe a mansão. Era uma espaço grande, como na foto, com seus três andares. E, ao que aparentava, comportaria uma grande quantidade de pessoas para uma festa, se fosse necessário. Havia inclusive um pátio interno que talvez pudesse ser usado, mas não tinha como ter certeza. Quais seriam os próximos passos de Chinatsu e Katsuo então?
Goemon:
 

Mansão Blanchard:
 

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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyDom 27 Maio 2018, 03:18


Chapter II

Legionem Aeternum

A postura intimidadora com a qual eu agi diante do homem a fim de conseguir informações foi, simplesmente, efetiva. Francamente, eu não importava se a saúde psicológica do homem havia sido afligida, tampouco se os métodos "não convencionais" utilizados por mim para conseguir algum tipo de informação eram moralmente errados ou não. Tendo os dados em mente, eu esperaria que o homem - que visivelmente estava assustado, principalmente pela maneira apressada em que se afastou - sumisse de minha visão, para que eu finalmente pudesse agir. - Não acho que ele venha a procurar alguma autoridade. Deve estar com medo demais para isso. - diria, dando um leve suspiro. Além disso, também removeria o manto de minha cabeça, para não parecer mais suspeita. Afinal, esse povo abastado costuma ter bastante dinheiro e, paralelamente a isso, seguranças para garantir que sua vida não seja posta em risco. Não acho que valha a pena estragar o plano de assassinato simplesmente pela maneira que eu me vestia não ser tão distinta de uma pessoa que havia acabado de sair de um culto religioso secreto.  

Sem tardar, eu tornaria a andar na direção indicada pelo homem. "Seguir reto depois esquerda, reto depois esquerda.." repetia mentalmente, principalmente para fixar aquela localização em minha mente. Antes de virar no cruzamento, porém, eu pararia de me mover, e pegaria a mochila, segurando-a na frente do corpo. Abriria a parte superior da mesma, movendo o zíper, sem usufruir de tanta delicadeza. " Onde está, onde está? " Começaria a procurar por dentro da mochila até que enfim encontrasse o livro " A História de Baterilla ", que eu previamente havia comprado, quando havia chegado na ilha. Abriria o mesmo, e enfim cruzaria a rua. Eu esperava encontrar algum tipo de informação sobre os Blanchard no livro, apenas acreditando que "conhecer o inimigo" era válido, no fim das contas. Permaneceria andando, até que a mansão fizesse parte do meu campo de visão. - Mas que porr.. - Eu sequer seria capaz de finalizar o palavrão que, por algum motivo, travaria na ponta da minha língua no instante em que eu visse a mansão ou, melhor dizendo, a mansão "me visse". Sem notar, o livro que eu segurava também escorregaria de minhas mãos. - É.. enorme. - falaria, flexionando os joelhos para me agachar, para que pudesse pegar o livro que havia caído.

Para quem havia vivido grande parte da vida na miséria, ficar de fronte à um estabelecimento daquela magnitude era minimamente humilhante. Eu não era capaz de entender como a minha vida na em Karate Island se baseava em pequenos furtos conquanto a de outras pessoas fosse em um "berço de ouro". Não importava, no fim das contas. Por bem ou por mal, esse é o mundo. Ricos e pobres, famintos e fartos, desgraçados e agraciados."Quanto desperdício de espaço.. Duvido que todos os cômodos estejam ocupados. "Minha expressão facial mesclaria desgosto com um pouco de raiva. Contudo, fatores sentimentais não podiam me abalar. O meu primeiro ato de "reconhecimento" do local seria olhar todo o estabelecimento por fora, procurando quaisquer falhas na defesa além de, é claro, procurar se haviam mesmo seguranças. Caso houvessem e, porventura um ou mais deles dirigisse um olhar duvidoso em minha direção, eu agarraria o braço de Katsuo e, com certa amigabilidade inesperada de minha parte, eu começaria a acenar em direção ao mesmo, utilizando a mesma mão que eu segurava o livro. - Olá! Eu e meu na..na..namorado somos turistas! Viemos ver se a bela mansão que os guias falavam era verdade! - berraria, de uma maneira ingênua que não condizia comigo, por mais que minhas bochechas ficassem um pouco coradas por assimilar "Katsuo" a "namorado". As chances disso falhar eram altas, por minhas habilidades tanto de atriz como de lidar com outras pessoas serem baixas.

Almejava, porém, ter a chance de realizar a averiguação do local sem ser interrompida por terceiros. Me aproximaria o máximo possível, me esgueirando pelas imediações da mansão, sem propriamente adentrar no terreno da mesma. Olharia para dentro dos cômodos: no máximo cinco, visto que as chances de minha memória a curto prazo me abandonarem em um momento crucial serem altas e, assim sendo, eu não poderia depender veemente de um "mapa mental". - Droga, como eu vou entrar nessa merda de lugar com uma ninjaken? Espera..Qual o nome daquela unha de gato afiada? Tanto faz..Acho que eu tive uma ideia - diria, me afastando da mansão. Sem falar nada, eu procuraria me afastar, para que eu pudesse contar a Katsuo aquilo que pensara. Entretanto, caso alguém procurasse nos parar, fosse pela nossa saída rápida ou maneira estranha de agir, eu procuraria usufruir da - modéstia à parte - bela aparência que eu possuía. - Perdão, moço(a)! Nós já vamos embora. Achei ter visto um parque lá dentro e por isso me aproximei. - Confesso que se eu tiver que agir dessa maneira novamente eu explodo de raiva.

Afastada da mansão, eu procuraria um lugar vazio - mesmo a movimentação na ilha aparentemente estando pouco movimentada - e pararia lá mesmo, para explicar meus planos a meu aliado. - Eu vou conseguir algum terno ou algo do tipo, e pretendo me passar como uma..urgh, empregada dos Blanchard. Como eu não posso levar minha ninjaken, por chamar muita atenção, vou tentar adquirir uma.. neko-te, se não me engano. Vou conseguir esse item à noite, quando todos estiverem dormindo. - falaria, esperando que Katsuo não me julgasse por estar prestes a cometer atos ilícitos. - Eu sei que você disse que está comigo para o que precisar, mas..se não quiser, eu entendo. - diria, com um sorriso meio tímido no rosto.

Ainda estando de manhã, eu sairia pelas ruas da ilha perguntando de pessoa em pessoa se elas conheciam alguma loja que atendesse meus interesses.- Er.. Com licença, sabe me dizer onde há uma loja que vende armas? E roupas? Ou então uma loja que venda ambos? Ah, e também uma loja que venda fósforos - perguntaria, sem ter que apontar a ninjaken para ninguém dessa vez. - Bem, obrigada. - responderia, independente da resposta me servir ou não. Faria isso até que descobrisse a localização de uma loja de roupas e uma de armas. Entretanto, não cessaria de fazer perguntas caso descobrisse a localização dessas lojas individuais, permaneceria nas ruas até que descobrisse onde havia uma loja que vendia ambas as coisas ou até que alguém me confirmasse que essa loja não existia(Sr. Lemos é uma mentira).

Próximo do horário do Sol se pôr, eu me aproximaria de uma das lojas que vendesse caixas de fósforos, e adentraria na mesma. - Olá. Uma caixa de fósforos, por favor. - diria, amigavelmente, colocando o dinheiro necessário no balcão e pegando a caixa. Feito isso, eu sairia da loja, sem falar mais nada, com a caixa de fósforos em mãos. " Mas Chinatsu, fósfóros com que intuito?" É bem simples, para falar a verdade. Eu iria até as proximidades de uma das lojas que vende os itens que eu desejava, quando o Sol ainda não tivesse se posto, e permaneceria lá, parada, esperando até que fosse de noite. Especificamente, de madrugada. Vale mencionar que a minha ordem de "prioridade" em relação às lojas era a seguinte: caso eu soubesse onde havia uma loja de armas e roupas, iria nela unicamente. Caso não, iria em uma loja de roupas primeiro e depois em uma de armas.

Finalmente sendo madrugada eu iria agir. Assim que a circulação de pessoas fosse praticamente nula - ignorando as pessoas que estavam de vadiagem às altas horas da noite - eu me aproximaria da loja que eu iria pegar itens "emprestados". Caso houvesse um pouco de luz do lado de fora do estabelecimento, eu pediria para Katsuo (estando este comigo) que ficasse de guarda, enquanto eu procuraria arrombar a porta do estabelecimento, apesar de que eu mesma manteria a minha audição de maneira aguçada. Outra possibilidade seria a falta de luz que, com isso, eu acenderia um fósforo e pediria para Katsuo segurar próximo à porta ou qualquer abertura, enquanto eu a arrombava. Me manteria mais atenta que anteriormente, visto que eu não sou capaz de ver no escuro. Assim que eu arrombasse a porta ou durante o processo eu percebesse a aproximação de alguém, eu daria um leve suspiro. - Cuide dessa pessoa, por favor. - diria. As coisas seriam bem mais fáceis sem intromissões.

Estando dentro da loja, eu me moveria vagarosamente, mantendo sempre a audição apurada a fim de perceber (ou não) a presença de terceiros. Caso houvesse alguém, eu sacaria a ninjaken e aceleraria em direção à pessoa. Moveria a lâmina cerca de 160º horizontais. Ou seja, a seguraria pelo cabo porém com a lâmina apontada um pouco para a diagonal, estando quase que virada para mim. Aplicaria um golpe com o cabo da arma onde eu imaginaria ser a cabeça do indivíduo, movendo rapidamente a base da ninjaken contra sua direção. Caso não funcionasse, eu retrocederia com um salto para trás e, mantendo a minha arma apontada para cima e perpendicular à horizontal, eu realizaria um giro com os pés, para adquirir velocidade, cujo fim do movimento culminaria em um corte em diagonal, em que eu finalizaria estando de frente para o mesmo.  

Não havendo qualquer tipo de pessoa na loja (ou caso eu tivesse a desmaiado/matado), eu acenderia um dos fósforos e, andando vagarosamente de um lado a outro da loja, eu procuraria adquirir o item desejado, fosse uma neko-te ou então as roupas (calça e terno pretos e gravata), até mesmo ambas caso assim fosse possível. Se houvesse a necessidade de eu ir em outra loja, eu a faria, e agiria de forma similar à primeira loja.

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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyDom 27 Maio 2018, 12:33

Nem sempre a vida nos dá o que realmente merecemos. Este é o caso de Chinatsu que, ainda uma criança inocente, tinha que cometer pequenos delitos para que pudesse sobreviver, mesmo em sua infância. Talvez casos como este apenas comprovem as teorias de que o subdesenvolvimento aumenta os índices de criminalidade. De qualquer forma, isso era provavelmente em uma ilha diferente de Baterilla, conhecida por sua segurança e baixa incidência de crimes. Possivelmente naquela "capital" do South Blue, sua vida poderia ter sido diferente.

Para alguém que vivera tal realidade de classe com menor poder aquisitivo, contemplar uma construção grande como aquela fazia até mesmo derrubar seu livro. Era majestosa, e esbanjava riqueza em sua construção. Uma obra digna de uma da nobreza tipicamente ostentante.

De qualquer maneira, antes de deixar que o livro escapasse de suas mãos, ela conseguia encontrar alguns dizeres sobre a família Blanchard, e encontrava informações sobre serem uma família extremamente tradicional do South Blue, que inclusive estivera presente na fundação da sociedade civil de Baterilla, antes mesmo da chegada da Marinha no local. O patriarca Gaspar Blanchard I viera com sua mulher e filhos para a ilha, visualizando um local propício para o estabelecimento de sua frota de navios comerciais. De geração em geração, a família Blanchard manteve e aumentou seu patrimônio, adquirindo cada vez mais prestígio, e alguns anos, aquela bela mansão rústica próxima de onde a dupla estava.

Chinatsu, como uma boa gatuna, havia de examinar aquele local para ter algumas informações que talvez lhe ajudassem em sua missão de execução. Se aproximando um pouco da grande entrada do pátio, guardada por dois seguranças com roupas negras e óculos escuros - que não demonstravam muita reação diante da aproximação - viam então uma carruagem puxada por dois cavalos deixar o local e partir pelas ruas da cidade. Não era possível ver quem ela carregava, era fechada, mas provavelmente alguém da família.

A ninja aproveitava para ver se conseguia olhar para dentro dos cômodos, mas era difícil por conta das cortinas de tecidos grossos (porém finos, num outro sentido) que tampavam a visão. A casa não parecia estar muito aberta também, e era difícil saber se isso seria por conta do frio ou por pura discrição da família.

Seguindo, eles notavam que os seguranças olhavam para eles e davam um leve sorriso, acenando positivamente com a cabeça. Chinatsu rapidamente, em resposta, agarrava o braço de Katsuo e afirmava serem turistas, e apesar de suas poucas capacidades de interpretação, o seguranças não pareciam desconfiar. Era como se, imaginemos, eles já estivessem acostumados com situações como aquela.

Apesar disso, para Katsuo, havia sido algo totalmente inesperado, e eles ficava um pouco corado enquanto eles se afastavam do local. - B-bem pensado... - Ele dizia, elogiando a forma que Chinatsu disfarçara, apesar de ainda demonstrar um pouco de vergonha em seus dizeres.

Já a alguns passos de distância, Akane tinha em seus lábios conjecturas sobre como poderia adentrar lá, se lembrando de uma espécie de arma ninja que lembrava as garras de um gato. Ela, junto de Katsuo, se afastava mais ainda, e próximos a um beco, sem movimentação, Chinatsu passava a falar sobre quais seriam seus planos.

O jovem de madeixas brancas assentia com a cabeça enquanto ela falava, não demonstrando reprovação diante de seus atos, mas ainda aparentando um pouco de timidez por conta da situação anterior. Vinham então as palavras de Chinatsu sobre ele não precisar fazer aquilo se não quisesse, e então uma firmeza surgia em seu olhar.

- Chinatsu, para... - Seu tom era tranquilo, e sua mão ia para o lado da cabeça da garota, descendo com suavidade sua palma por seus cabelos. - Eu não te abandonaria num momento que você mais precisa de mim. Eu sei que nem nos conhecemos a pouco tempo mas eu... Eu já me importo com você como se te conhecesse desde sempre. - Suas bochechas ficavam um pouco coradas, e ele desviava o olhar para o lado por um instante, pensativo. Sua outra mão ia para a cabeça de Chinatsu, segurando com carinho, e ele dava um beijo na testa da garota. - Conta comigo. Sempre. - Dizia isso agora olhando-a nos olhos, e aquela mesma sensação de tranquilidade que ele conseguia passar para ela.

Algum tempo passava, a dupla conseguia algumas informações. Durante suas conversas com as poucas pessoas na rua, eles notavam que periodicamente um grupo de três marinheiros, as vezes os mesmo, as vezes outros, passavam por ali. Era como uma ronda rotineira dos oficiais, e eles não pareciam dar tanta atenção para os adolescentes.

Próximos do horário do por-do-sol, eles se direcionavam a uma pequena lojinha "Tem-De-Tudo do Sr. Lemos" ali ao lado. Era uma estrutura pequena, não passava de uma simples vendinha. Contudo, quando adentravam o local, não era Lemos que atendia, e sim uma mulher, com idade próxima a do caricato vendedor, com um coque, e não muito alta. - Ola, bem vindo a Tem-De-Tudo do Sr. Lemos. Meu marido está um pouco resfriado e eu vim cuidar da loja em seu lugar hoje, mas o que precisarem, teremos!

Era comprada uma caixa de fósforo, a qual a mulher pegava atrás do balcão, e com o pagamento de 4.000 berries, 30 fósforos vinham na frágil caixinha. Eles deixavam o local, e o sol já havia quase ido embora, de forma que a brisa suave da noite começava a soprar, diminuindo um pouco mais a temperatura. Finos e quase imperceptíveis flocos de neve caíam do céu, e nesta hora haviam uma movimentação maior de pessoas nas ruas, provavelmente indo para suas casas. Eles ficavam por ali, e Katsuo em certo momento até envolvia Chinatsu por um instante com seu braço, de uma maneira carinhosa, sorrindo para ela.

Chegava então a madrugada, e os marinheiros aos poucos iam acompanhando as pessoas para suas casas. A dupla despistava os que estavam na ronda no instante, e se dirigiam a loja de armas que haviam descoberto anteriormente. Não era exatamente uma loja de armas, mas uma ferraria, que havia sido fechada com o por-do-sol. Inclusive, eles haviam visto o dono saindo e trancando, sendo um homem grande, forte, careca.

Sem movimentações, mesmo que momentaneamente, eles escolhiam o momento certo para fazer a invasão. A iluminação a gás das ruas fazia com que não fosse necessário o uso de fósforos, apenas o Kit de Gazua. Alguns instante demoravam para perceber qual dos instrumentos no kit seria necessário, e Chinatsu percebia com sua audição aguçada a aproximação de indivíduos, mais especificamente marinheiros, com um andar um pouco acelerado.

Katsuo era mandado de encontro com eles, e ela conseguia adentrar o local, não sabendo quanto ele poderia enrolá-los. Um olhar pelas paredes da única sala da ferraria, e encontrava aquela pequena simulação de garra, feita de ferro, perfeita para seus interesses, que era pega. A arma ninja se encaixaria quase que perfeitamente no dedo de Chinatsu.

- Katsuo, o que você está fazendo aqui? - A garota conseguia ouvir do lado de fora uma voz masculina, jovem, conversando com seu companheiro. O oficial parecia conhecer o jovem. Não estava próximos a porta - a qual a propósito ainda não havia sido fechada -, então talvez ainda não tivessem visto que ela estava aberta.

- Eu estava procurando pela... - Ela ouviria a resposta do garoto, se não fosse uma outra voz ali dentro que assustava ela a princípio. Por ser um pouco distraída, ela não notava que alguém havia entrado no local, e agora fechava a porta sem fazer barulho.

- Você não precisa mais roubar para conseguir as coisas, Chinatsu. - Quando ela olhava, ali estava a capitã Hana, com um olhar que não era de desaprovação, mas sim de preocupação. Na verdade, no fundo talvez houvesse alguma desaprovação, mas a preocupação reinava. - Vamos, explique-se, garota.

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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyDom 17 Jun 2018, 18:31


Chapter II

Once a thief, always a thief

Confiar na imprevisibilidade garantida pelo futuro pode, muitas vezes, encerrar o presente. Um simples ato equivocado ou de singular estupidez são capazes de fazer com que indíviduos conheçam a morte precariamente.  - Você não precisa mais roubar para conseguir as coisas, Chinatsu. - No instante em que ouvi tais dizeres, sentiria como se um congelamento estivesse subindo pelo meu corpo, a partir da espinha. Por mais arriscado que meu plano fosse, quais eram as chances de uma capitã da Marinha estar realizando uma ronda noturna? Eu os subestimei, e esse provavelmente..não, esse certamente foi meu erro. Contudo, eu não era capaz de direcionar qualquer ódio ou sentimento parecido à mãe de Katsuo. Ela estava apenas cumprindo o trabalho dela e, queira ou não, abordou de maneira pacífica uma ladra.

A mulher continuou, mantendo um semblante que parecia mesclar preocupação com censura. - Vamos, explique-se, garota. - Eu daria um suspiro, pensativa. Sequer me moveria, temendo que a capitã da Marinha fosse pressupor que eu tentaria atacá-la. No fundo, eu não era capaz de pensar em um motivo plausível para justificar meus atos. Eu havia completamento ignorado os "motivos" - levando em conta que eu possuía mais de 600 mil berries - para roubar e acabei me focando apenas no propósito, que era conseguir uma roupa de empregada e uma neko-te. "Droga..Ela está certa. Eu não preciso mais roubar." Apesar do vigente medo da mulher me atacar, eu me moveria lentamente, até que meu corpo estivesse de frente para ela. Sequer olharia em direção ao rosto de Hana, temendo que a mesma estivesse me fitando de maneira melancólica. Eu deixaria com que o silêncio se alongasse - moderadamente - por mais alguns segundos, se a capitã optasse por não interromper a "voz do silêncio". - Eu.. Não sei o que dizer, e nem explicar.. Talvez essa conduta esteja incorporada a mim. É mais fácil o local que você cresce acabar transformando você do que o contrário acontecer. - Tornaria a olhar para a capitã da Marinha, enquanto ergueria um pouco os braços, de maneira de que a ideia de abraçá-la, mas cessaria o movimento, desviando o olhar para o lado, na esperança de que a mulher não visse a minha expressão facial de decepção. Por mais que eu não me arrependesse completamente de meus atos, era inegável que, pelo menos parte do que eu falava expressava meus sentimentos. - Só peço que não brigue com o Katsuo. Ele não tem culpa disso estar acontecendo.

Assim que eu cessasse minha fala, eu colocaria meus braços à frente do corpo - como se esperasse ser algemada - e, lentamente, me direcionaria até a mulher, até que enfim eu estivesse de frente à Hana. - Então..Vamos? - Eu daria um sorriso de canto de boca, guiando meus olhos carmesim até que estes fossem de encontro aos da mulher. Francamente, eu não acreditava que a mulher realmente fosse realmente me capturar. Todavia, eu imaginava que, ao demonstrar arrependimento, a mulher se sentiria tentada à sentir compaixão da "pessoa" Chinatsu, e não da ladra, principalmente pelo filho dela possuir a mesma idade que eu. Se, por acaso, a capitã da Marinha realmente optasse por me prender, eu não reagiria. - ..Justo. Eu não roubei nada, ao menos. - Dito isso, eu tornaria a segui-la, sem proferir qualquer outra palavra, a não ser em um quartel da Marinha ou caso eu estivesse sendo interrogada. - Vocês sabem o que eu fiz. Não tem mais nada a ser dito. - responderia, secamente, todas as perguntas direcionadas à mim caso a situação chegasse a esse ponto. Considerando que eu não havia roubado nada, e nem demonstrado resistência, minha estadia atrás das grades provavelmente seria passageira ou sequer chegaria a acontecer.

Por outro lado, caso a capitã da Marinha mantivesse uma postura bondosa em relação à mim, permitindo que eu fosse embora, eu sorriria de canto de boca, olhando-a nos olhos. - Prometo que vou me comportar. - diria, me curvando cordialmente para frente, da mesma forma que eu havia cumprimentado Hana quando a conheci. Retornaria à minha postura inicial e, sem falar qualquer outra palavra, pegaria a minha mochila e começaria a vasculhar na mesma. - Se não se incomoda, eu irei deixar o dinheiro sobre o balcão e vou "pegar" a neko-te. Eu não pretendo me dar o incômodo de voltar a essa loja novamente. E o dia amanhã vai ser longo, tenho que caçar mais alguns piratas antes que eu possa reencontrar os outros.  -diria, com certo pesar na voz, pois eu sabia que o "amanhã" seria cheio de surpresas. A ideia de mentir para Hana não aparentava ser certa. Contudo, necessária.

Eu colocaria o dinheiro sobre o balcão, suavemente, e iria em busca de uma neko-te, se a capitã da Marinha não impedisse as minhas ações. Fixaria a arma em forma de unha de gato no dedo indicador, e o mexeria, como se estivesse testando o objeto. - É para o caso de eu precisar "abater" algum criminoso despercebido. Afinal, a minha aparência não é lá de uma caçadora ou algo assim. - falaria, caso Hana optasse por me perguntar por qual motivo eu estaria comprando uma arma, visto que já possuía a ninjaken. - Agora, se a senhora me permite, eu vou embora. Até outra hora, e espero que em circunstâncias diferentes.. - falaria, acenando com a mão direita em direção à mulher, enquanto sairia do estabelecimento.

Antes de deixar completamente o local, porém, eu iria em direção a Katsuo. Ou melhor, o local em que eu ouvi a voz dele pela última vez. - Ei, Katsuo! Onde você está? - A minha voz acabaria saindo um pouco mais..."berrante" do que eu esperava, principalmente pela ausência de som que as altas horas da noite proporcionavam. Sem me importar se estava ou não atrapalhando o momento de descanso de parte da população, eu continuaria agindo dessa forma até que enfim encontrasse o garoto de madeixas brancas. - Não foi uma ideia inteligente. Acho melhor descansarmos. O dia amanhã será longo. - diria, tornando a caminhar pelas ruas escuras de Baterilla.

Por mais complicado que fosse, eu tentaria voltar para a mesma pousada que aparentemente Hana havia deixado paga para que Katsuo e eu pudéssemos descansar. Esses locais - esperava eu - estavam sempre abertos e, assim sendo, eu provavelmente não precisaria arrombar portas para adentrar no estabelecimento.- Ainda está tudo pago ou temos que alugar um quarto? - diria, começando a remexer no dinheiro que me restava se o(a) atendente dissesse que eu teria que alugar um quarto. Optaria pela opção mais barata, nem que eu tivesse que dormir na mesma cama que Katsuo "Mas que isso não chegue a ser necessário, por favor". Estando no quarto, eu desabaria na cama, até que enfim dormisse.

Só acordaria - pelo menos eu pretendo - quando o Sol enfim se mostrasse no céu. Sentaria na cama, ou onde quer que eu estivesse dormindo, e daria um abafado suspiro - Bem, é hoje.. - diria, me levantando. Por ter dormido sem sequer remover as roupas, não havia necessidade de gastar tempo com vestimentas. Procuraria por Katsuo, acenando quando enfim o visse. - Bom dia. Acho que vou em uma loja de roupas. Eu ainda preciso do terno. - Sem dizer mais nada, eu sairia do estabelecimento, e iria em busca de um local de vendas. À priori, eu pensaria no Mercado Negro, mas a qualidade dos itens vendidos lá podem ser..duvidosas. - Espero que realmente tenha de tudo, mesmo.. - diria, indo em direção à loja "Tem de Tudo do Senhor Lemos. Independente da pessoa me atendendo ser a esposa dele ou o próprio homem que dá nome à loja, eu não me alongaria em meus pedidos. - Eu gostaria de um terno feminino, um masculino e de gravatas que combinem. - diria. Eu sequer havia perguntado se Katsuo estava disposto a se vestir dessa maneira, mas o que mais preocupava era se eu teria dinheiro para bancar tudo aquilo. 

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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyDom 17 Jun 2018, 22:50

Chinatsu parou. Refletiu. Por que ela estaria fazendo aquilo? Agora era uma caçadora, realmente não precisava mais roubar. Ela, lentamente, dá passos para a frente, na direção da capitã, que ainda espera uma resposta que não havia vindo. Alguns instantes de silêncio.

E o romper. - Eu.. Não sei o que dizer, e nem explicar.. Talvez essa conduta esteja incorporada a mim. É mais fácil o local que você cresce acabar transformando você do que o contrário acontecer. - Os olhos de Akane encontravam-se com olhos da capitã, e talvez por instinto Chinatsu erguia um pouco os braços como para um abraço, mas conseguindo disfarçar. Hana não parecia dar muita atenção ao ato, queria ouvir o que a ninja tinha para dizer. - [color:3e5d=#red]Só peço que não brigue com o Katsuo. Ele não tem culpa disso estar acontecendo.

- Eu confiei o que eu tenho de mais importante no mundo, meu filho, a vocês, garota. E você o trouxe para uma encrenca como essa...? - Ela REALMENTE parecia decepcionada. Seu olhar tinha peso, mas não talvez por conta de sua força e suas habilidades de luta, mas por suas força e habilidades de mãe. Era um olhar de uma mãe repreendendo uma filha, quase. Foi quando ela notou os braços da garota estendidos para frente, como se esperando algemas em seus pulsos, dizendo para irem. Franziu as sobrancelhas, e deu um leve tapa nas mãos da garota. - Eu vou te dar MAIS UMA chance, Chinatsu. Mas... Por favor... Não me decepcione. - E o olhar agora era de confiança. Uma confiança que ela com certeza não dava depositaria em ninguém depois de tê-la pego em uma situação como aquela. Um sorriso de canto de rosto estampava as feições juvenis de Chinatsu.

- Prometo que vou me comportar. - A ninja se inclinava para frente, em uma reverência a capitã. Ela buscava uma certa quantidade de dinheiro em sua bolsa e, explicando o que faria, fazia com que Hana pensasse por um instante, dando de ombros, e concordando com a cabeça. Eram 30.000 berries deixados, e a Neko-te simplória pega. - Agora, se a senhora me permite, eu vou embora. Até outra hora, e espero que em circunstâncias diferentes...

- Assim espero. Mas saiba... Poderia não ter sido eu a encontrar vocês. Imagine se fosse o capitão Troy. A situação com certeza seria diferente... - Dizendo isso, se voltava de costas. Uma pausa dramática, uma virada de rosto. - Não falhe comigo, Chinatsu. ão falhe com o Katsuo. - E então ela sumia, em um vento, em um piscar de olhos.

As coisas subsequentes eram bem simples. Katsuo voltava, tendo despistado de alguma maneira o marinheiro, e parecia saber que sua mãe havia passado ali, mesmo sem ter visto, e sem ter comentado.

Eles voltaram para a pousada, e cada um foi para seu quarto. Chinatsu tombou, e dormiu feito uma pedra, que nem sonhou. Acordou no outro dia, revigorada, mas com aquele típico sono de depois de acordar. Era cedo ainda, e Katsuo preferiu ficar dormindo enquanto ela fosse na tal loja de roupas.

A tal loja? A "Tem-De-Tudo do Sr. Lemos", com seu típico letreiro, e seu icônico vendedor. - BEM VINDA A TEM-DE-TUDO DO SR. LEMOS! Eu sou o Sr. Lemos, em que posso ajudá-la nesta manhã? - Era incrível como aquele homem conseguia passar tanta alegria mesmo tão cedo. Não é normal ver pessoas tão felizes assim de manhã.

Um terno masculino, outro feminino e gravatas que combinassem foi o pedido. Como sempre, os itens foram tirados de trás das costas do homem, em dois cabides, cada terno com a devida gravata da cor bordô. Parecia até que eram mesmo um conjunto. - São dois ternos, 1.200.000... Mais as gravatas... São 1.300.000 berries, mocinha. - É, talvez roubar não fosse uma opção tão ruim assim.

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MensagemAssunto: Re: II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido   II: Término da inércia. Em busca do que foi perdido EmptyQua 20 Jun 2018, 01:11


Há ainda quem teime em dizer que o crime não é uma atividade conveniente. É claro que, assim como todo trabalho, - esse especialmente, por se tratar de atos ilícitos - possui alguns inconvenientes que podem acabar acontecendo e, portanto, podem colocar todo seu plano por água abaixo. Todavia, se executados com êxito, crimes podem mudar a conta bancária de um indivíduo de maneira absurda, fazendo com que tal pessoa não precise passar pela mesma situação que eu atualmente me encontro: incapaz de comprar um par de ternos e de gravatas. - Você disse.. 1.300.000 berries? - eu falaria, fraquejando um pouco em minha fala. Sinceramente, tampouco me percorreu a ideia de "mendigar" por um preço mais acessível: era algo impossível, visto que eu sequer possuía metade do dinheiro solicitado por Sr. Lemos. "Será que roubar realmente teria sido a melhor opção? Veja onde você está, Chinatsu.." pensaria, apoiando os braços sobre o balcão do homem e, entre meus braços, eu curvaria o corpo, abaixando a cabeça com pesar, pensativa. "Droga.. O que eu devo fazer?" 

" Não falhe comigo, Chinatsu. não falhe com o Katsuo. " A voz da capitã da Marinha ainda permeava em minha mente, quase como um eco. Cumprir minha palavra de não falhar com Hana era mais difícil do que eu imaginava: todos os segredos da minha família estavam, misteriosamente, vindo à tona. Em poucas horas eu provavelmente estarei assassinando um rico de uma família tradicional. Muitas possibilidades me atormentavam, mas nenhuma resposta concreta parecia aparecer. " Por favor..Não me decepcione. " Droga..Pelo menos por enquanto, eu deveria manter a minha palavra. Eu não poderia ser capaz de falhar - pela segunda vez consecutiva - com a mãe de um companheiro de aventuras. - Hmpf, deixe essas roupas reservadas para mim. Em algumas horas eu venho buscar elas com o dinheiro. - Eu sequer esperaria pela resposta do homem. Sairia de seu estabelecimento, de maneira apressada. No fim, acho que Hana estava certa. Afinal, o que é melhor? Nascer bom ou ser capaz de superar seus demônios internos?

Eu - pelo menos ao meu ver - ainda possuía tempo suficiente para adquirir o dinheiro necessário para comprar as peças de vestuário, levando em conta que ainda era relativamente cedo. Eu andaria pelas ruas de Baterilla, sem demonstrar pressa, olhando a tudo a meu redor. " Calma..O tempo está a seu favor.." Eu olharia para todas as paredes à minha volta, buscando encontrar algum Cartaz de Procurado fixado em qualquer tipo de superfície sólida. Caso encontrasse algum, eu iria até o mesmo e, sem me importar se havia qualquer pessoa me observando, arrancaria o cartaz da parede, sem usufruir de qualquer delicadeza durante o ato, é claro. - Acho que estou presenciando um déjà vu. - falaria, com um sorriso de canto de boca surgindo no rosto, à medida que lembranças de meu último - e primeiro - ato como Caçadora de Recompensas surgiriam na minha mente: uma breve discussão com Gallore; Dan e Lan, os gêmeos - que aparentemente estão em outra aventura, enchendo o saco de outras pessoas - imprestáveis que tentaram me assassinar em um beco e, é claro, eu, arrancando os cartazes de Austin Cliff e Jack Buster da mesma maneira que agora: ferozmente. Tendo o cartaz em mãos, eu fixaria a minha atenção nas principais informações, tais como as atrocidades cometidas pelo mesmo, a última vez que o tal indivíduo havia sido visto e onde e, é claro, a recompensa por sua cabeça, seja este estando vivo ou morto.

Todavia, era impossível ignorar o fato de que havia a possibilidade de eu não encontrar cartazes de procurados nas ruas de Baterilla, seja pela ausência dos mesmos ou até, talvez, pelo fato de eu ser distraída. Caso isso ocorresse, eu buscaria abordar as pessoas nas ruas (que provavelmente seriam poucas, principalmente pelo horário). - Tem algum bar por perto, que esteja aberto a essa hora? - indagaria, fitando por completo a pessoa a quem eu dirigiria minha voz. Faria isso até que enfim adquirisse a localização de algum bar, local que eu me dirigiria, caminhando lentamente, bocejando vez ou outra por ainda não ter acordado "definitivamente". - Será que eu posso prender eles se eles venderem bebida para mim? Hm..

Bem, por quê indagar as pessoas sobre a presença de um bar na ilha de Baterilla - mesmo que em um período matutino - não aparentava ser, de todo, insano? É relativamente simples, na verdade: as chances de encontrar cartazes de procurado em tabernas ou botecos era consideravelmente alta, principalmente por estes serem estabelecimentos acessados pelas mais diversas camadas da sociedade: desde o pirata mais sujo até o marinheiro mais honesto (ou vice-versa) tomam uma bebida de vez em quando, o que acaba tornando estes locais propensos para que piratas conheçam seus novos "amigos de trabalhos" e marinheiros/caçadores, por outro lado, suas "caças".  

Estando em frente ao bar, eu colocaria sobre a cabeça o capuz de meu manto. Afinal, seria um incômodo ter que lidar com adultos queixando-se sobre a presença de uma jovem menor de idade em um bar. Seguidamente, eu verificaria se o mesmo se encontrava aberto - minha experiência recente com arrombamentos de portas não foi bem agradável - e, sendo eu capaz de entrar, eu passaria pela porta vagarosamente, para que eu tivesse tempo suficiente de observar todo o local que me cercava. Iria em direção ao balcão, tendo a esperança de encontrar algum funcionário atrás do guichê. - Uma bebida. - diria, sem forçar muito a voz, sequer disfarçando-a. Manteria, porém, o ouvido alerta, para caso o atendente tentasse colocar algo em meu copo e eu - com minha audição aguçada - ouvisse um som de algo estranho caindo em minha bebida. - Então, tem recebido muitos cartazes de procurados recentemente? - indagaria, olhando por cima do copo, assim que minha bebida estivesse no fim (caso tivesse algo estranho na bebida, eu apenas fingiria estar bebendo). Se porventura o atendente negasse a me dar informações, eu removeria o meu capuz e, usufruindo da minha aceleração elevada, sacaria a ninjaken e apontaria para o pescoço deste, deixando a lâmina da minha arma a ponto de encostar em sua goela. - Eu já pedi por bem, mas admito que não me importo de pedir por mal, também. - diria, fitando-o com os meus olhos, que são tão vermelhos quanto um mar de sangue. Eu, de fato, havia prometido à Hana que não iria decepcioná-la, mas intimidar alguém em um bar, uma vez ou outra, não faz mal a ninguém (apenas para quem está sendo ameaçado, talvez). Caso o homem cedesse à minha tentativa de "persuasão", fosse me dando informações ou me entregando cartazes de procurados, eu agiria da forma previamente citada: buscaria conhecer as principais informações sobre o infrator.
 




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