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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyQua 2 Maio 2018 - 18:12

Sobre o poder

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Caesar Crassus. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyQua 2 Maio 2018 - 19:29


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         — A doce brisa da liberdade! Aleluia! Creio que não exista prazer como esse, que se esparrama por meu espírito em um gozo quase divino!

         Conforme sua fala avançasse, a altura de sua “aleluia” já deverá estar com os braços abertos e erguidos ao céu, como se estivesse recebendo a graça de seu tão sonhado alvedrio. Não era para menos, não é? Que homem se sujeitaria aos grilhões da determinação histórica, o tal do destino que tanto se agarram as pessoas desesperançosas? Afinal, a maior bênção que se há de receber é o sucesso no acaso. A única possibilidade que podemos esperar é o possível – não existe garantia no futuro. Por isso, agora, seu futuro estará tão somente em suas mãos. Não haverão criaturas vis comandando sua dança com os fios invisíveis do dinheiro e das ações. Será seu próprio comandante, seu próprio capitão. Contudo...

         — Não posso esperar ser o único homem assim, de maneira alguma! Tenho a firme crença de que minha descoberta deverá me fazer voltar à caverna de onde saí, e mostrar aos ignorantes a luz do Sol! Eu serei o guia para o Sol! Eu lhes darei a liberdade! Venham a mim, nobres prisioneiros das sombras! Farei como fez um velhaco gordinho, e mostrarei a vocês a liberdade para além da mera palavra!

         Ora, para tal empresa, é necessário dinheiro. Mas ele abriu mão de toda a fortuna que tinha! E agora? O que fará? É simples, basta vermos sua história, deixar penetrar na alma o discurso do seu desejo, e compreenderemos que...

         — Agora é hora de transformar meus poucos berries em um, dois, cem milhões!

         Seus passos o guiariam sobre o solo rumo ao primeiro sinal de civilização que pudesse encontrar. Seja um vilarejo, uma cidade, uma cabana ou uma fogueira, qualquer coisa que pudesse apontar-lhe um mínimo sinal de vida – mesmo de uma vida que já não mais o seja – será seu norte e, consequentemente, sua parada. Desejaria, é evidente, encontrar algum vilarejo ou alguma cidade, e não tardaria a abordar a primeira pessoa que se lhe apresentasse.

         — Com licença, humilde cidadão! — ou cidadã — Vejo que suas casas são muito bem alinhadas e construídas, que maravilhoso! Mas me intriga como surgiu seu povo, e — daria uma modesta risada — sou novo por essa ilha! Poderia me contar um pouco sobre a história desse lugar?

         Esse discurso seria perfeito para um vilarejo, pois falaria unicamente das moradias, sem tocar em qualquer momento sobre vestes, cultura ou mesmo sobre algum conflito, que eram as chaves de seu interesse. E, ora, Crassus é um homem de negócios! Sua lábia o faz reservar elogios a qualquer coisa que se apareça minimamente funcional ou organizada, excluindo qualquer outra coisa que, salvo mentiras, seriam dignas apenas do esculacho!

         — Com licença, nobre homem — ou mulher, se assim o aparecesse —! Pode me informar sobre a história dessa cidade? Sei que parece repentino que um estranho tome de assalto seu tempo com algo assim, mas sou novo e um grande adorador do passado do nosso mundo! E vejo que são rijas as paredes que se erguem por aqui, então creio que devam ter sobrevivido a alguns bons momentos!

         Para uma cidade, talvez essa fala fosse melhor, exaltando os mármores, já que não sabia se as pessoas seriam tão úteis quanto as paredes imóveis que, mesmo não falando ou movendo, tem mais de uma função além do incômodo.

         Obtendo sucesso em um dos dois caminhos que tentaria seguir, muito provavelmente Caesar também pediria ao seu ouvinte que lhe emprestasse uma caneta e um papel, caso fosse possível, para que tomasse nota de alguns pontos que achasse importante. Caso contrário, buscaria confiar em sua própria memória.

         Em se tratando se um local inabitado, mas com traços de vivência humana, averiguaria. Olharia, cheiraria e tocaria tudo que não lhe parecesse perigoso. Afinal, nossas sensações são a porta de entrada para o nosso conhecimento! Ninguém sabe o gosto da fruta antes de experimentá-la pelo paladar, ou o cheiro das rosas sem passar antes por seu olfato! Caesar seria seu próprio objeto de manuseio do mundo.

         Resta, apenas, saber o que se aprendeu nesses breves momentos...


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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyDom 6 Maio 2018 - 2:50



O incrédulo e efêmero homem, que já curvara as costas em prol da idade e aos problemas ocasionados pela perca de estabilidade nos frágeis ossos, seguia firme segurando aquele pedaço de pau que lhe servia como cajado mal-arranjado, moribundo tanto quanto os trapos que vestia, o velho caminhava havia algum tempo, o passo em que seguia era lento, carregava às costas a brisa dos ventos que uivavam carregando os finos flocos de neve que se despedaçavam em meio ao horizonte, fagulhavam os poucos raios de luz azulados que espaçavam pelos buracos das nuvens acinzentadas que cobriam os céus. Tremulavam as árvores, agora nuas pelo clima de inverno, deixando cair aos poucos as folhas secas que ainda perduravam aos galhos enrugados e quebradiços, naquele mesmo trecho de trilha, composto em grande porcentagem pela vegetação seca e coberta pela fina camada esbranquiçada de neve, se abria uma ramificação que, apesar de claro e objetiva a direção a ser tomada.

O velho bulia ao banjo que carregava alçado ao ombro esquerdo e a cintura, não se prendia a ritmos ou criação de qualquer melodia em suas palhetadas, pelo contrário, o desconexo de seu som com conjunto com elementos que atribuía da natureza, batuques totalmente inesperados e até mesmo assovios que vinham para se juntar ao coro em momentos aleatórios, e assim seguia o velho calvo, com os olhos puxados para protegê-los da forte brisa que agora aumentava. Na boca do velho um pedaço de cana, chupava com calmaria, parecia ter colhido fazia tão pouco tempo que ainda estava no começo, quase vinha a derrubá-la com o susto que levara ao ouvir as palavras do rapaz.

- Ah! Aaaah! – Assustado ia para trás, mas não muito perdurava aquela postura defensiva, com os braços a frente do corpo com palmos abertos, vinha a despojar-se desta ao olhar aquele jovem de cima a baixo, compreendera aos pedidos provenientes e poderia julgá-lo de cunho civilizado, talvez estudioso e curioso em entender a história e grandes feitos antigos da ilha, se bem que falando a grosso modo, aquela não era uma das melhores para fazê-lo, dentre muitas outras cuja história recheada de bravura enalteça aos grandes méritos de seus governantes ou heróis, Centaurea era um lugar onde a Revolução parecia ter sempre sido parte da história, sendo estabelecida lá tão antes quanto a própria compreensão do que se entende por História ou Escrita, ou ao menos era isso que se entendia por parte dos mais ignorantes.

Recobrando a compostura, olhava para o rapaz, curioso e analítico enquanto pensava, o senhor vinha a apresentar naquele momento o que poderia vir a ser sua maior peculiaridade, era cego, as irias esbranquiçadas e o olhar vazio que dava por cima das olheiras roxas, o velho buscava a uma garrafa de madeira que estava à cintura para molhar a garganta com o líquido que abrigava dentro desta, muito provável que fosse saquê dado à fragrância. – História? Gostaria de ouvir a história desse lugar medíocre?! Há! Só pode estar ficando maluco... – O pigarro vinha, o velho também tossia antes de indagar as próximas palavras que viriam a ser estopim para as pesquisas do rapaz. – Certo certo, imaginei que fosse mera piada querer saber disso tão repentinamente, venha, na minha casa há algumas coisas que possam lhe interessar, são livros grossos e pesados que recebi da minha falecida e finada avó, mas como pode ver, nunca irei desfrutar e deleitar das estórias que abrigam nas páginas daquelas “enciclopédias” dada minha condição física. – O senhor, agitado com a ideia, rumava para esquerda onde uma pequena vila, composta por não mais do que 6 casas e, talvez, 15~20 moradores.

A direita, uma ponte, levava a uma antiga torre de vigilância cujos pedregulhos empilhados tinham uma tonalidade muito escura, lá de cima alguns homens pareciam habitar a instalação, analisavam ao rapaz que seguia junto com o velho e, por não cruzar a ponte, permaneciam apenas olhando e não mais do que isso.






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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyQua 9 Maio 2018 - 1:11


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        Ora, um idoso era quem lhe cruzara o caminho! Tão grande coincidência não poderia ser menos que o joguete da vida combinando suas peças em um vívido e grandioso mosaico. Um homem velho e, provavelmente, com uma mente repleta das mais diversas experiências e vivências, talvez desesperado para compartilhá-las em virtude da velhice e a solidão que a acompanha, vindo a topar com um rapaz jovem e curioso, verdadeiramente interessado por ouvir com ouvidos apaixonados tais causos. É claro, o susto que tomou seu possível informante o fez temer em suas bases, mas, como logo se reestabilizou, estava tudo perfeitamente nos conformes.

        Felizmente sua máscara esconderia seu descontentamento. Como aquele velhaco moribundo ousava falar, diante de Crassus, sobre uma “história medíocre”? Que calúnia! Não hão histórias medíocres, inúteis ou quaisquer adjetivo pejorativo que se queira dar a elas! O mais básico e simples objeto carrega em sua criação, em seu desenvolvimento, na própria efemeridade de sua parca vida útil, histórias, sacrifícios e toda a sorte de coisas! Uma vareta pode carregar a história de animais que a usaram como instrumento, depois migrando à pedra e finalmente ao metal! Ou mesmo, pode ter sido a parte fundamental de uma criação ainda maior, que carrega não apenas a sua história mas também a do criador, entrelaçadas em uma única e absoluta vida! Mas logo suas feições relaxariam. Afinal, se vir a dar ouvidos a cada absurdo que ouvirá durante sua jornada, nunca saíra de seu ponto de partida.

        O próprio conceito que adquiria durante o diálogo com aquele senhor se contorcia em diferentes opiniões, alterando-se a cada palavra. É incrível como o tempo da mente é tão diferente do tempo dos fenômenos! Aquele breve instante de diálogo o fez pensar que era apenas um velho caquético, depois um senhor disposto a dividir suas informações, até mesmo sentiu a pena de vê-lo incapaz de usufruir com plenitude de todos os seus bens em decorrência de uma deficiência! Como é frágil a carne que nos aprisiona a alma. Mas também é interessantíssimo ver como ela aguenta e reage através do tempo, enquanto definhamos na finitude, dando liberdade ao espírito voar para sua tão merecida eternidade!

         — Uma enciclopédia? Sobre essa ilha?! O senhor não imagina como seria maravilhoso poder acessar a um acervo tão importante, tanto pelo conteúdo que há nele quanto pela história que tem dentro da família do senhor. Inclusive — diria, comovido — caso deseje, eu ficaria honrado em informar-lhe sobre todas as coisas que meus olhos absorvessem de tais livros!

        É evidente, sua pena pela cegueira daquele velho era única e exclusivamente com relação à leitura. Não sentia pena pela cegueira em si. Não porque fosse insensível e não se importasse com aquele vivente que logo passaria e seria esquecido no fundo de suas memórias, lembrado apenas como “aquele velhote que me emprestou os livros”. Não, de modo algum! Apesar dos pesares, ele era um ser humano, dotado pela natureza de todos os dons e todas as capacidades para adaptar-se e reagir ao ambiente e à própria vida da melhor maneira possível, tornando outros atributos tão eficientes quanto seria a visão caso a tivesse. Por isso não diminuiria sua existência a um mero infeliz desafortunado. Sua vida superando esse obstáculo não mostra mais do que força e capacidade, que nunca devem ser julgadas como inferiores, pois são o que nos fazem ser o que somos.

        Seguiria os passos de seu novo (dependendo do ponto de vista) guia. Eventualmente questionaria a cultura e as origens daquele vilarejo, mas primeiro concentrar-se-ia nos livros e em suas conversações. Contudo, não poderia deixar de reparar na torre de vigilância que se erguia imponente adianta da ponte que não cruzariam. Estando ela em ruínas, haviam duas coisas que interessavam Crassus:

        1 – Sua fascinação o impulsionaria a, depois, querer entender a utilidade, a necessidade e a calamidade que assombravam aquela construção agora ruinosa.

        2 – Havia homens lá em cima. Caso não sejam extremamente hostis, eles podem ser um bom início para seus negócios! Talvez surgir de cara limpa não seja uma boa ideia, mas conforme adquira contatos por dentro da ilha, visitá-los com presentes e boas intenções provavelmente o farão recebê-lo. Principalmente se o presente torná-los tão temíveis quanto já devem ser.

        O amarelado de seus olhos focariam com um desejo quase mórbido por querer contatá-los (claro, evitando ser percebido pelo velhaco). O que os levou até lá? De onde aqueles homens vieram? Quem são? Por que não saem de lá? Caso lhes falte oportunidade, Crassus buscará dar-lhes. Nem que seja necessário dar a eles a força necessária para forçarem suas próprias oportunidades, a ferro e sangue. A morbidez ia emergiria aos poucos, mas logo deveria recompor-se para tratar com o senhor. Saber a história daquele lugar o permitiria saber onde ir, como motivar e, enfim, como manipular.

        Mas, chega de se falar naquelas almas que se prostravam na espera da libertação! Afinal, seu rumo agora era a casa daquele que lhe cruzara. Via que se aproximava de um pequeno complexo de casas. Analisando os transeuntes do vilarejo, se houverem, poderá ter uma noção, ainda que superficial, do nível econômico dos residentes. Evidentemente que não se descontentaria, afinal, quanto mais baixas as classes, maior a chance de aceitarem a libertação do Messias: Caesar Crassus!

        Esperando finalmente chegar à casa do velhote, tentaria analisá-la bem: as condições de suas sustentações, a organização, a limpeza. Conjecturaria que mora sozinho e, sendo cego, talvez vivesse em meio à desorganização. Não seria um problema. O menor detalhe que pudesse lhe servir de elogio seria ótimo. Algum livro sobre a mesa seria uma ótima oportunidade para elogiar-lhe o conteúdo, ou alguma vestimenta para exaltar o estilo dos trajes da região. Quadros, móveis, qualquer detalhe mínimo poderia render-lhe elogios.

        Caso lhe surgisse a oportunidade de folhear algum livro, o faria, apreciando o som das folhas passando, a textura do conhecimento na ponta dos seus dedos, mas sem considerar seu conteúdo neste primeiro momento. O faria apenas como charme, enquanto dirigir-se-ia a seu companheiro de idade avançada:

          — Mas, meu bom homem, me diga! Quais são seus feitos por essa cidade? Mesmo que o senhor fosse um mero transeunte, sem ligação a qualquer estabelecimento ou cargo público, tenho certeza que haverá histórias que apenas o senhor poderá contar!

        Permaneceria ali, aconchegado em meio às folhas pintadas com histórias. Olharia trechos de livros e absorveria seus conhecimentos na medida em que lhe fosse possível, priorizando obras sobre história e guerra. Caso lhe surgisse algum manual que lhe fosse proveitoso, com referência a armas ou artefatos bélicos em geral, também seriam muito de seu agrado.

        Mas apenas o tempo e o desenrolar de sua visita poderiam dizer...

         — Quantos conhecimentos incríveis o senhor possui nessas páginas, meu nobre senhor!


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Sasaki Kojiro
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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyQui 27 Set 2018 - 16:52


I - NARRAÇÃO
Caesar Crassus

Samuel Jivago, 65 anos de idade, é um homem taciturno, de barba por fazer até o pescoço, cabelos grisalhos compridos, puxados para trás de uma testa larga. Baixo e mal-proporcionado, usa óculos negros de aros metálicos para tentar esconder a sua então debilidade, o que lhe dão um ar professoral. Sua imagem se vê desgastada, abatida. A solidão e a falta de atividades vividas faz do homem algo merecedor de pena. Vive na região norte da ilha, próximo a uma das pontes que faz conexão com a eminente floresta de Centaurea. O velho, sem esposa e sem hereditários, viu-se aos dezoito anos de idade, em sonho, arrastando-se por selvas, escalando as saliências de penhascos, perambulando pelos românticos lugares desertos do mundo. Nenhum homem com os impulsos da juventude esquece esses sonhos. O que é peculiar em Samuel é que ele partiu para fazer as coisas com que tinha sonhado, não apenas para umas férias de duas semanas nas terras maravilhosas civilizadas e podadas, mas durante meses e anos no próprio centro da maravilha.

Ele punia deliberadamente o seu corpo, ia além da resistência, testava sua capacidade de esforçar. Entrou deliberadamente em trilhas que gente experimentada o advertiram para não tomar. Agarrou-se a penhascos que mais de uma vez o deixaram pendente entre a borda e escarpa. Do alto das cristas arborizadas das montanhas que subira ele escrevera cartas longas, luxuriantes, entusiasmadas e apaixonantes. Trechos “talhados” em papéis que agora repousam sobre as estantes do seu cômodo. Sua visão foi levada aos 35 anos de idade, recorrente de uma exposição prolongada a uma substância desconhecida proveniente de uma caverna qual laburava para trazer o pão até sua mesa. A fatalidade levou consigo também a visão de 6 dos seus companheiros, onde deles 2 conseguiram recuperar alguma parcela da visão por terem buscado tratamento de imediato, diferente de Samuel, que não se importou pelo infortúnio. O ancião tardou cerca de 8 anos para familiarizar-se com os novos e então necessários instintos, avivando e ampliando a capacidade do tacto, paladar, olfacto e o seu maior e mais utilizado companheiro: audição.

Ao adentrarem no cômodo, uma choupana de madeira cinzenta e palha batida, traria um brilho aos olhos do jovem rapaz que se surpreendia com tamanha sutileza e delicadeza daquele local. Tudo estava em plena ordem. A primeira vista uma mesa central de madeira polida entrava em destaque abrigando um conjunto de 3 cadeiras da mesma qualidade; uma estante vitoriana bem conservada onde aportava uma quantidade significativa de livros e artefatos, todos muito bem ordenados, repousava na parede daquilo que viria a ser uma sala de estar; um pequeno corredor bem iluminado dividia aquilo que viria a ser dois compartimentos, duas habitações, detalhando duas portas fechadas. Na região contrária da sala de estar era encontrado uma cozinha bem arquitetada, abrigando fogão a lenha, uma pia de gesso com um conjunto de refeição a secar e uma grande caixa que poderia servir para conservar alimentos.

— Sinta-se a vontade meu jovem. Irei preparar um chá, acomode-se enquanto isso. — O velho deixando o seu banjo em uma parte específica da parede, se direcionava até o fogão buscando acendê-lo utilizando algumas ferramentas, todas encontradas com bastante facilidade, o que de fato surpreendia quem quer que avista-se aquela cena. O jovem, com educação polida, caminhou em direção a uma das estantes e agarrou um dos livros, de aspecto artesanal, para então sentar-se à mesa. — Este é o meu livro de citações. O escrevi quando ainda podia ver cores além do preto fosco. — Era espantoso a precisão que aquele velho possuía ao saber exatamente quais objetos estavam sendo portados, e de fato acertera o livro. O jovem folheou algumas páginas até deparar-se com uma das várias citações escritas: "Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa em que a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas faltavam sinceridade e verdade e fui-me embora do recinto inóspito, sentindo fome. A hospitalidade era fria como o inverno em seu auge."

— Sabe, meu jovem. A muito não recebemos peregrinos nestas redondezas. Percebo pela sua colocação, que es vivido. Um jovem bem articulado que carrega uma aura de brilhantismo. O que trás, uma pessoa com tamanha capacidade e tanto intelecto, a um lugar remoto como este? — Samuel se aproximava até a mesa carregando em uma das mãos uma bandeja de metal que suportava duas taças de té, e na outra uma chaleira muito bem conservada que fumaçava ao movimentar. Colocou os objetos sobre a mesa e sentou-se na cadeira, onde poderia ficar frente a frente com o jovem rapaz. Sentou-se com as pernas cruzadas, colocou o cotovelo sobre a mesa e o queixo sobre a mão que dava sustento para a sua cabeça, demonstrando interesse na resposta do rapaz mascarado. — Sirva-nos enquanto relata suas intenções.


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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyQui 27 Set 2018 - 18:31


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        Finalmente havia chegado a hora de conhecer a morada de seu interlocutor, e que grata surpresa! Infelizmente a máscara lhe cobria a face, mas nela se projetava toda a alegria que inflamava em seu peito, cuja flama era alimentada com a satisfação que seus olhos apreendiam! Nada é mais delicioso para quem busca compreender a forma do mundo humano do que perceber que seus julgamentos prévios eram equívocos, pois é justamente a verdade esclarecedora quem adverte e corrige. Realmente, e a experiência cotidiana pode nos provar, que além da morte, a única certeza a que podemos dar garantia é a falibilidade de nossas faculdades! Como são frágeis as relações que constroem, afinal, foram elas que realizaram a associação da deficiência visual com a incapacidade de se organizar – ledo engano! A ordem e a fartura de livros e itens tornava toda a humildade da choupana em uma aconchegante casa dos saberes, como se a estante, não bastando o valor de seu modelo, o chamasse; como se os livros enlaçassem a vontade de Caesar e o arrastassem, implorando por serem lidos, e os artefatos por serem compreendidos e a eles conferidos suas legítimas utilidades.

        Respeitosamente, estando agora na casa de seu anfitrião, sentar-se-ia, enquanto, paralelamente a esta ação, retiraria sua cartola, que descansaria sobre seu colo. Finalmente sentiam, seus fios loiros, o ar de Centaurea! Agradeceria, com certeza, à gentileza do senhor de oferecer o chá, e aceitaria, pois uma bebida quente é ótima para acalorar o corpo e a mente (que será a região mais crucial para a possivelmente próspera conversa que haverão de ter). E, uma vez mais, a chama da satisfação era incendiada, não só com a precisão de um cego para movimentar os instrumentos da cozinha, como o discernimento dos livros e seus conteúdos, talvez pelo toque, pela posição, ou qualquer que seja o método – é, no mínimo,

          — Maravilhoso! — Exclamaria Caesar, recebendo de bom grado o volume que seria cuidadosamente movimentado.  — Mas devo tornar público minha satisfação porque, apesar de o senhor ver apenas a cor de que falas, há em mim a certeza, por seus movimentos e discernimento, de que ainda há em sua alma as cores vibrantes de outrora!


        Tinha uma grande crença de que conquistaria aquele senhor. Embora houvesse sinceridade em suas palavras neste momento, seus excessos seriam suas armas. Como o projétil lançado do cano de um revolver abre caminho pela carne até os órgãos vitais, seu intento era lançar suas palavras para rasgarem a solidão e as suspeitas que poderiam ocorrer contra sua pessoa, e assim enxugar cada gota da história de sua vida e de Centaurea. Conhecimento não passa, afinal, de poder. E assim como ele, gera a satisfação de Caesar.


          — Está servido, senhor! Pelo cheiro, deve estar uma delícia, mas receio não conhecer as ervas que o compõem. — Diria, após servir as devidas taças de té.


        Com os dedos trajados com suas luvas brancas, levaria um primeiro gole à abertura de sua máscara, correspondente à boca e que à própria levava. Teceria elogios também ao gosto, dando, em seguida, resposta à questão levantada.  

          — Creio que não me cabem tais elogios, meu bom senhor. — Proferiria, em tom modesto, para dar então suas razões.  — Sou apenas alguém que busca esclarecer a mim e aos outros! Confesso que surgi em boa vida, sobre ouros e sobre gentes, mas a maturidade trouxe à minha mente a discordância que havia entre meu eu enquanto indivíduo e enquanto ator deste mundo. Nunca me atraiu a vida que levava, eis que percebi que não era a minha, mas a de outrem, posta à força. Felizmente consegui superá-la, abandoná-la, e tomei esta ilha como o ponto de partida não só da minha própria vida, mas também da minha missão! Tornei-me livre junto aos escravos que viviam desumanamente em minha terra natal. Minhas intenções, portanto, são tão somente duas: conhecer o mundo, para saber quem são as pessoas, quais são as culturas e, desta síntese, compreender com a maior excelência possível o que elas, dentro de suas histórias, querem e precisam, bem como proporcioná-las as oportunidades para livrarem-se dos grilhões que as prendem à vida que elas próprias não escolheram. Creio que não há uma só pessoa que não possa ter direito sobre sua própria vida.

        Após mais um longo gole, sucederia uma nova questão.

          — Mas, pelo que vejo em uma das citações feitas pelo senhor neste livro que me honra a leitura, vejo que sua visão nunca foi apenas um dos sentidos das sensações, mas também algo mais aguçado, mais interno e espiritual, pois o senhor parece enxergar além da mera aparência das suntuosidades e cordialidades! Se o senhor quiser e não se importar, adoraria ouvir sobre sua vida!


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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptySab 29 Set 2018 - 12:41


II - NARRAÇÃO
Caesar Crassus

Com a mão livre, Samuel levava aquela pequena taça de té a encontro da sua boca carnosa, degustando cada gota daquela bebida enquanto ouvia atentamente o argumento do seu invitado. — Então você vem de um berço de ouro, digamos. — Faria uma pequena pausa intencional para repousar a taça na mesa. — Que pessoa grandiosa. Largaste toda tua riqueza e fugira em meio a vagabundos. Tudo por busca de conhecimento e livramento. Estou de verdade alegre por ter te conhecido, meu jovem. — Samuel fazia outra pausa, dessa vez para tomar um longo trago daquele chá esvaziando todo o conteúdo da taça; imitando talvez os gestos do jovem rapaz. — Perdão pela grosseria pois não nos apresentamos formalmente; me chamo Samuel Jivago. E você meu jovem, como se chama? — O velho levava a mão que até então sustentava a sua cabeça, em direção a mão do jovem rapaz, para estreitá-la. — Se você quer tanto saber sobre a minha história, quem sou eu para negar voz a um ouvido tão curioso. Nasci e sobrevivo nesta ilha. Conheço cada palmo de terra desde o norte, aqui, até o sul, morada do Daichi Carnes, um estabelecimento erguido com os músculos que regem esta ilha. O dono, Daichi, é um velho amigo meu e posso aclarar que fomos fundadores e responsáveis por arar esta terra. Carrego nas costas 65 anos de caminhada, muito bem dedicadas a este local que estás a pisar. Fui arquiteto de todas as casas e choupanas que nos rodeiam. Ergui as 4 pontes que conectam a cidade com a floresta. Todas as torres que você com certeza deve ter colocado os olhos antes de entrarmos, foram levantadas graças a minha genialidade. Mas infelizmente nem tudo é como parece ser. Você poderia estar pensando: “Porque um velho tão importante, com tamanha quantidade de feitos, vive em uma pequena casa como essa, livre de regalias e luxo?”. Te digo, novos ventos sopram nesta ilha. A voz de um pequeno velho cego, que até tempos atrás era considerada lei, hoje, agarrada e melancólica, não é capaz de comandar almas agora selvagens. Tive que ceder toda forma de riqueza em prol de algo maior, no caso, o Exército Revolucionário que foi instalado aqui. Mas sou feliz. Sou feliz em minha comodidade simples. Sou feliz com o meu velho e inseparável banjo. Com meus tragos de chá pelas manhãs e finais de tarde. Sou grato por tudo e não necessito reconhecimento, muito menos fama. Prefiro mil vezes a sinceridade de uma única amizade!

Um ruído ensurdecedor acabava interrompendo aquela conversa agradável, fazendo ambas as almas seguirem o fluxo daquela melodia aguda que se repetia por 7 vezes seguidas. Samuel de imediato levantou-se de sua cadeira, lento, pela falta de “azeite” em suas articulações. Caminhou em direção a algo similar a uma bengala, bem artesanal, e se dirigiu até a porta de entrada. — Esse é o toque do meio dia para coletar os alimentos suministrados. Todos os cidadãos de bem devem comparecer de imediato até a Grande Casa para poder recolher a comida semanal. Você gostaria de me acompanhar nessa caminhada, meu jovem rapaz? Pedro, um rapaz que abrigo em minha casa, é quem sempre me acompanha para poder trazer a comida mas infelizmente hoje ele teve que sair em peregrinação rumo a floresta. Poderei ser o seu guia e aproveito para lhe apresentar alguns locais e pessoas incríveis. — O velho abria a porta tendo uma certa certeza de que o seu ouvinte não recusaria tal convite, dirigindo-se então para fora da choupana.


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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyDom 30 Set 2018 - 23:37


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        Como desejara, seu bom anfitrião afeiçoou-se por sua causa e, ao que parece, também por sua pessoa! Apesar de convidá-lo à sua casa e servi-lo com seu chá, aquele pedido de cumprimento e apresentação seriam, de fato, o primeiro grau de aproximação. O ritual, típico à nossa espécie, de apertar as mãos, às vezes é apenas o hábito, mas, considerando o tempo já passado, assemelha-se mais à elevação da relação de ambos a um estágio onde já conhecem seus nomes e, apesar da maneira rasa, conhecem também suas origens e seus horizontes. Como é magnífica a natureza política da pessoa humana!

         — Me chamo Caesar, meu bom senhor! Caesar Crassus! — responderia não só a apresentação, mas também levaria sua mão de encontro à de seu interlocutor, apertando-a com firmeza, não com força.

        Com seus ouvidos atentos, receberia de boníssimo grado as informações que eram passadas, cuidando para guardá-las na memória com o zelo que seu anfitrião tinha com seus livros e sua comodidade. Seu nome, suas funções e sua importância vital ao organismo vivo que é Centaurea são informações importantíssimas para seu desejo de mapear a cultura local e compilar os conhecimentos adquiridos, posteriormente, em um volume. A própria questão do exército revolucionário é importante. A próxima descoberta seria essa: como surgiram, como foi a aceitação do povo, etc. Mas seria lastimável a um pesquisador adquirir todas suas informações apenas em um bate-papo de minutos! Deve buscar mais, contrastar pontos de vista e informações e, enfim, mostrar ao mundo o próprio mundo!

        O barulho que lhe tomaria de assalto a atenção não tardou a ser esclarecido. Sete toques anunciam, naquele ponto da ilha pelo menos, a ida à Grande Casa para recolher a comida semanal! Apesar de ainda não saber as origens ou o significado, era um rito interessante que mereceria algumas notas! Aprofundar-se-ia sobre isso mais tarde. Agora, participar dos atos e efetuar uma pesquisa de campo parece uma ótima ideia.

         —Mas é claro que o acompanharei! Não deixaria de lado uma conversa frutífera como a que estamos tendo em troca de preguiça e desleixo! Creio que, através das atividades, possamos até mesmo clarear as ideias.

        Erguer-se-ia e o acompanharia, buscando elogios e questões sobre as construções ao redor. Se cruzassem novamente com a torre de vigilância que o chamara a atenção anteriormente, perguntaria sobre a utilidade atual do lugar e se os homens que se prostram por lá têm ligação aos revolucionários. No mais, deixando-se guiar pelo Sr. Jivago, pediria por indicações de ferreiros ou lojas de armamentos, que também são itens de seus intentos. Mas, claro, apenas depois de sugar toda informação do velho Samuel e ter, naquele ponto da ilha, um porto-seguro.


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MensagemAssunto: Re: Sobre o poder   Sobre o poder EmptyQua 3 Out 2018 - 13:12


III - NARRAÇÃO
Caesar Crassus

Samuel passou uma chave prateada por três vezes seguidas na fechadura, garantindo a segurança do seu lar, antes de partir em peregrinação com o seu mais novo confrade. Ambos caminharam entre as 6 casas a passos curtos, o que solicitou tempo de sobra para que o jovem rapaz pudesse deliberar elogios sobre as simples choupanas. Jivago apenas ouvia, aéreo, retribuindo o elogio com um sorriso sem mostrar os dentes despertando as inúmeras rugas presentes em seu rosto pálido. Após alguns minutos a dupla cruzou o caminho que dava até o pé da torre de vigilância. Neste momento Crassus abordou o velho Samuel, educadamente, buscando informações sobre aquela construção tratando de identificar a sua funcionalidade. Jivago parava em meio ao trajeto para voltar a sua face em direção ao topo do monumento de madeira, que media aproximadamente 15 metros de altura, mostrando outra pequena dose da sua impecável noção de espaço. — Essa torre é responsável pela proteção do nosso vilarejo. Bom, isso segundo os comandantes do Exército Revolucionário. Mas creio que essa não seja a real função dessa escolta. — O velho retomava o trajeto vagaroso, inspirando e expirando com lentidão, sempre colocando sua bengala adiante para então efetuar o próximo passo. — Em todas as extremidades da ilha há a presença dessas torres. E cerca das pontes existem até mais de uma. No topo estão jovens, recém ingressados no Exército, outros mais experientes, carregando consigo armamentos rústicos e outros bem modernos. Eles passam dia e noite aí, o que necessita uma troca de pessoal em certos momentos do dia.

Ambos já se distanciavam do pequeno vilarejo e agora entravam em uma trilha lamuriosa rodeada por árvores, pinheiros semi inclinados que pareciam contemplar uns aos outros, plantas de chão com folhagem escura e pouca luminosidade. — Apresento-lhe a famosa Trilha dos Árabes. Fique de olhos bem abertos pois essa é uma passagem um tanto caótica e perturbadora. Ande ao meu lado e nada lhe acontecerá. — A trilha era realmente um desafio. A temperatura lá dentro havia caído cerca de 5 graus. Sua complexidade beirava a extensão de um labirinto. O bater de asas de aves ocorria de segundo em segundo. Bichos rastejavam pelo solo mugrento, talvez fugindo para um local seguro. Por incrível que pareça, aquele velho cego sabia com precisão todos os passos a serem dados dentro daquele local e tal precisão levaram a dupla até a extremidade da trilha, no caso, a saída. Com os pés fora dali, já era possível notar no horizonte, cerca de 150 metros adiante, os traços da monumental Grande Casa. Samuel intensificou o passo obrigando o jovem Crassus a fazer o mesmo para não perder o seu guia de vista. Passado alguns minutos a dupla já pisava sobre os pedregulhos que rodeavam a grande casa. A casa, que na verdade era um templo, foi erguida sobre uma plataforma de três degraus. Oito colunas na fachada da frente e oito na fachada dos fundos, e dezessete em cada lado. Há uma fileira dupla de colunas em cada extremidade. A colunata rodeia uma estrutura interna de alvenaria. Em cada extremidade do edifício a empena termina com um frontão triangular originalmente preenchido com esculturas de membros fundadores do exército revolucionário, líderes de guerra e historiadores famosos. Possui cerca de 40 metros de altura e 60 de diâmetro.

Frente a Grande Casa já era possível notar um aglomerado de pessoas ordenadas em fileiras que pareciam aguardar a distribuição dos alimentos. Sobre a sombra do templo repousavam sujeitos peculiares: uma bela mulher de cabelos vermelhos e curvas voluptuosas sentava-se em uma cadeira de madeira e observava com olhar minucioso as pessoas que chegavam; do lado esquerdo da mulher estava um jovem rapaz, por volta dos seus 15, 16 anos, de pelos loiros e olhos negros como carvão, muito bem trajado e estático que parecia se divertir com a situação que chegava ao ápice; do lado direito da mulher estava um sujeito musculoso que media por volta de 2 metros, sua pele morena destacava o verde dos seus olhos fixos nas pessoas que se aproximavam, seus braços cruzados diante do tórax dava uma maior impressão do seu tamanho; mais atrás era possível notar a presença de uma jovem pálida, de traços delicados e boca avermelhada, seu olhar, coberto por um par de óculos transparentes parecia estar desatento ao desenrolar dos fatos. Essas figuras se erguiam e ficavam em posição ao notarem a chegada de um sujeito que saia de dentro das estruturas da Grande Casa. O rapaz, muito bem parecido com seus raros olhos vermelhos caminhava a passos lentos e desordenados. Em sua mão direita carregava uma espécie de garrafa, talvez de conteúdo alcoólico. Já em sua mão esquerda entrava em destaque a sua inseparável arma: uma espingarda longa de cano duplo revestida com ouro maciço. — Aquele é Mark, líder da tropa local. E aqueles sujeitos próximos a ele são os comandantes do exército! — O velho falava com exatidão o rumo dos responsáveis por aquela intensa e movimentada reunião. — Sejam todos muito bem vindos a coleta semanal. — O sujeito falava em um tom veemente, com uma tonalidade forte o suficiente para amenizar o tumulto das vozes e ganhar a total atenção dos presentes.


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