One Piece RPG
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» Ato 157: Se eu quisesse tua opinião, Eu tirava na Porrada
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Dante Hoje à(s) 03:57

» O Legado Bitencourt Act I
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Ineel Hoje à(s) 03:42

» A inconsistência do Mágico
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor CaraxDD Hoje à(s) 02:59

» Escuridão total sem estrelas
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor CaraxDD Hoje à(s) 02:08

» Hey Ya!
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor GM.Mirutsu Hoje à(s) 00:39

» As mil espadas - As mil aranhas
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Revescream Hoje à(s) 00:24

» The Victory Promise
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Takamoto Lisandro Ontem à(s) 23:13

» Cap. 2 - A New Day
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor ADM.Tonikbelo Ontem à(s) 23:06

» Karatê Cindy
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Oni Ontem à(s) 22:12

» Art. 4 - Rejected by the heavens
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Kenshin Himura Ontem à(s) 21:15

» Al mare!
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Oni Ontem à(s) 20:45

» Livro Um: Graduação
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Jean Fraga Ontem à(s) 20:35

» Arco 4: Segredos enterrados em gelo!
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Kenshin Himura Ontem à(s) 19:36

» [Ficha] Song
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 19:08

» Ficha - Alejandro Martínez
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 19:00

» Alejandro Martínez
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 18:58

» [Ficha] Mika Mizushima (Completa)
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 18:55

» Mika Mizushima
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 18:52

» The One Above All - Ato 2
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor CrowKuro Ontem à(s) 18:02

» Cap.1 Deuses entre nós
Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Emptypor Thomas Torres Ontem à(s) 17:30



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG
Pokémon Adventure RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 Aqueles que vendem a paz!

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 59
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyDom 29 Abr 2018, 13:45

Relembrando a primeira mensagem :

Aqueles que vendem a paz!

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Avlis Silva, Ivar e Enzo G. Gazzoni. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Ibn'La-Ahad
Membro
Membro


Data de inscrição : 08/04/2018

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyDom 13 Maio 2018, 21:58

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
☾ Endzo ☽
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



Eu entrei no estranho laboratório sob a copa da árvore bem convicto de que o Makoto tinha encontrado seu fim, não tinha alternativas para fugir. O meu trabalho tinha sido bem feito afinal. Caminhei pelos interiores admirado, apesar da simplicidade – não era a mansão dos Gazzoni no fim das contas – ainda era aconchegante e um belo esconderijo. Quem sabe eu não me apropriasse do lugar depois de enfiar o cientista atrás das grades? Era melhor do que comprar uma casa ou pagar aluguel.

No fim do cômodo existia uma escadaria que me encheu os olhos, atiçando a curiosidade juvenil sempre muito afiada dentro de mim. Estava pronto para descer, contudo ouvi a voz da minha caça. — Caramba, será que ele não desiste nunca? — Suspirei enjoado da situação e cansado dos esforços intermináveis. Makoto estava praticamente pedindo uma bala na cabeça e eu não queria por dois motivos: não sentia nenhum prazer em tirar vidas sem necessidades e também não estava louco para ganhar cem mil a menos ao custo de uma bala.

Independentemente do que ocorresse eu deveria estar preparado. Se o dia tinha trazido uma lição claramente era não subestimar ninguém. Saindo novamente para a varanda, vi que a minha presa aprontava mais uma das suas. A arma alertara minha presença; eu tinha o braço retesado e um nítido pesar no rosto. — Desculpe, Makoto. Não posso permitir que outra travessura aconteça. — Lamentaria. O peso dos ombros se transferia ao indicador direito; BOOOM. Emitiria o cano de aço.

Primeiro visando seu coração - eu não precisava do meu amplo conhecimento médico pra saber que a região era mortal. Já estava livre da tontura que estava para minha pontaria como correntes estão para as pernas de um corredor. Um tiro. Se ele ousasse se esquivar - ainda fosse capaz de tal feito - então eu esperaria ele apoiar a perna esquerda que tinha uma bala alojada no joelho. Fazendo-o, então teria de lidar com um segundo disparo visando o mesmo lugar de antes. Ter os dedos apontando para cima como ele estava também não ajudavam num movimento rápido. Caso ele desviasse de novo, então eu descarregaria o pente tentando me antecipar em relação as suas ações.

O garotinho não escaparia da minha visão. Ele poderia ter sido uma vítima se eu não estivesse aqui. Daí tive uma luz, um choque de realidade que me mostrara a outra face do negócio: dinheiro não era a maior motivação pra matar alguém e sim a justiça. Bem, se for pra fazer justiça então que seja ganhando muitas berries para isso.

Considerando que Makoto caísse morto eu solicitaria a ajuda do garoto para arrastar o defunto. — Sei que é não é um pedido muito comum, porém pode me ajudar a arrastar esse presunto? — Soltaria um riso fraco tentando parecer bem. A realidade é que não estaria. Matar nunca é divertido para mim. Teria os olhos virados para o horizonte. Tinha acabado de arrancar a vida de um homem.

Seria ótimo ter um ajudante, assim poderia puxar um braço enquanto eu puxava o outro, não obstante não ter um companheiro jamais me impediria de arrastar o morto por aí sozinho, indo até o Quartel General puxando um braço ou uma perna. Voltaria para a cidade cabisbaixo e evitando contato visual. Se fosse parado por marinheiros contaria sobre o ocorrido, deixando bem claro que carregava um procurado, arrancaria o cartaz do bolso e mostraria para a milícia.

Eu tinha um milhão de prioridades que deveriam vir antes, só que não conseguiria focar nelas até sanar essa dúvida martelando na cabeça.

Histórico:
 

Objetivos:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 26
Localização : Las Camp - West Blue

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyDom 13 Maio 2018, 23:47



Aqueles que vendem a paz




Enzo G. Gazzoni
E
Bravheseer Finn



A tensão no lugar era quase palpável, de um lado um procurado pelo governo que temia pela própria vida, do outro um caçador de recompensas que não queria ter de matar o homem que estava na mira de sua arma, mas ao que parecia tudo ali corria para um desfecho nem um pouco agradável aos olhos de todos, principalmente de Bravheseer, afinal este ainda era uma criança, não tinha de presenciar uma cena como a que estava para acontecer. - Desculpe, Makoto. Não posso permitir que outra travessura aconteça. – Disse Enzo, sem tirar sua mira do cientista. Seu tom era de pesar, como se não quisesse realizar tal ato, mas não tinha escolha, e isso deixava o castanho esperançoso, apesar de achar aquela atitude estranha, afinal poucos minutos antes o mesmo se gabava por tê-lo derrotado, e que isso era um trabalho muito fácil.

Sem mais delongas, o Gazzoni apontou sua pistola para o tórax de Makoto, que ficou desesperado no momento, e se pôs a desviar do primeiro projétil que deixou a arma, mas não fora completamente eficiente para realizar a evasiva, visto que seu braço direito fora acertado de raspão. Com ambos os braços feridos e a perna esquerda inutilizável, o cientista desistiu da pouca esperança que ainda tinha, visto que não conseguiria mais desviar dos disparos de Enzo, que tinha certeza de que deveria pôr um fim à vida do fugitivo, já que se não fosse por ele estar ali, o pequeno Finn poderia ter um péssimo destino. E tendo um vislumbre de um futuro brilhante, se vendo um pouco mais altruísta, com uma ideia de justiça em mente, o rapaz teve um novo ânimo para acabar com a vida de Makoto, que não se mexera desde que fora acertado de raspão.

Ainda não muito contente com o ato que realizaria, Enzo apontou sua arma para onde se localizava o coração do cientista e disparou. O projétil deixou a pistola com tanta velocidade que trespassou o tórax do fugitivo, que caiu no chão sem mais se mover, nem a movimentação comum da respiração existia. Bravheseer parecia estar abalado com o que acontecia ali, visto que nada fazia ou falava, por isso o Gazzoni tomou a dianteira. - Sei que é não é um pedido muito comum, porém pode me ajudar a arrastar esse presunto? – A forma da pergunta não foi muito bem elaborada, mas era o suficiente para gerar um entendimento por parte do menor, que não tinha escolha a não ser dar ajuda ao atirador, visto que fora este que salvara sua vida, mesmo que com um ato nada agradável aos olhos de uma criança.

A dupla teve bastante dificuldade em mover o cadáver de Makoto, já que o pequeno tinha pouca força física, e o mais velho estava com ferimentos que o impediam de utilizar toda sua força. E as coisas não pareciam melhorar, ainda mais para Enzo, já que em menos de meio quilômetro caminhado com o corpo em sua posse, ambos foram parados por um homem. O mesmo vestia um terno completo, com sua cor em azul-escuro, um sapato social preto, uma blusa social lilás e uma gravata vermelha, sua expressão parecia ser voltada para o tédio, mas suas sobrancelhas estavam voltadas para uma expressão duvidosa. - Ora, mas o que temos aqui. Dois assassinos. – Disse o mesmo voltando sua face para a expressão tediosa, de forma que assim não se sabia se o mesmo falava sério, estava intimando os dois ou era sarcástico, mas o mesmo logo continuou a falar. - Isso não é nada usual, garotos. Expliquem-se, ou eu terei de chamar os Agentes do Governo. – Disse o homem, esperando uma explicação de ambos, por estarem carregando um cadáver de um homem.




Homem:
 

Considerações:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Brav
Civil
Civil
Brav

Créditos : Zero
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 1010
Data de inscrição : 13/06/2017

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptySeg 14 Maio 2018, 20:06

Eu estava procurando por uma pessoa, mas acabei encontrando duas, apesar de eu não acreditar ser da melhor maneira. Eu estava assustado, meus braços e pernas, frouxos. Eu não conseguia nem mesmo disfarçar, mas realmente, aquela não era a melhor hora.

Enquanto o homem que me ameaçava se aproximava de mim, mais eu me sentia impotente. Meu corpo havia paralisado, e eu sentia que aquele era meu fim, até que outra pessoa interrompe e me salva. Ele estava pronto pra disparar e encerrar a vida do bandido por ali, mas mesmo assim, o delinquente insistia numa troca de insultos desnecessária, o que me apavorava ainda mais, já que ele aparentemente não temia nem mesmo a morte.

Eu tentava entender aquela situação ou pelo menos conseguir absorver alguma informação de alguma forma, mas não deu certo. Com certeza, não deu certo. Meu medo superava minha coragem, me impedindo de me impôr naquele momento, no entanto, sem dúvidas, aquela foi a melhor decisão. Um passo em falso e eu corria o risco de bater as botas também.

Enfim, o fugitivo levava um tiro bem no peito e jazia. Não que eu conseguisse julgar qual dos dois estava certo, mas ver aquilo não me fez bem. Definitivamente, eu não me movia, todo meu corpo congelava e eu deixava escorrer uma lágrima, inconscientemente.

Você... — Engolia à seco as palavras, deixando um pedaço da frase faltando.

O homem que acabara de tirar a vida de outro, mesmo que salvando minha vida, solicitava ajuda pra carregar o cadáver. Eu me prontificava em ajudá-lo, afinal, estava em débito com ele. Conforme caminhávamos, eu virava o rosto pro outro lado pra evitar olhar no rosto do corpo morto. De repente, um homem nos parava na rua, e eu continuava tentando processar a informação de alguns minutos atrás, enquanto ele ameaçava chamar Agentes do Governo pra confiscar aquele defunto da gente e nos fazer responder por aquilo. Por mim, particularmente, ele poderia simplesmente sumir com aquela aberração, mas aquele poderia não ser o pensamento do meu colega no momento.

Inicialmente, tentaria explicar a nós dois, enquanto trataria de não ceder ao peso do corpo pra não acabar caindo:

Senhor... — Esfregaria o rosto na manga da blusa. Prosseguiria, em seguida — Eu acho que tá confundindo a gente. Esse daqui é um bandido, e ele tentou me atacar! E não fui eu quem matou ele!

Independente da resposta dele para minha explicação, imediatamente voltaria a atenção para meu colega e esperaria ele se manifestar.



Histórico - Bravheseer Finn:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ibn'La-Ahad
Membro
Membro
Ibn'La-Ahad

Créditos : Zero
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 10010
Data de inscrição : 08/04/2018

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyTer 15 Maio 2018, 01:50

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
☾ Endzo ☽
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



A única coisa que o baixinho se viu na condição de fazer perante a cena do homicídio foi dizer uma palavra. Estava absolutamente paralisado pelo medo, não o culpo. Teria eu traumatizado a criança para o resto da  sua vida? Nas ruas em que cresci e nas reuniões da Família Gazzoni assassinato sempre era um tema recorrente, contudo nem todos haviam tido a minha criação.

— Poderia ter sido muito pior pra você, acredite. — Tentava confortar o moleque embora não fosse o meu forte consolar remelentos. Apontaria os olhos para o os cortes no meu tórax manchado de sangue e depois olharia em seu rosto como quem diz “isso podia ter sido com você se eu chegasse atrasado”.

Envolvi o menino naquela cilada sem pensar; a dívida que criara comigo pedia que ao menos me ajudasse na tarefa arrastar o cadáver. É claro que por se tratar de uma criança não era lá aquele apoio fenomenal, mas continuava sendo melhor do que puxar o falecido Makoto sozinho. Eu devo admitir: o guri tem colhões por rebocar o morto comigo.

A tarefa não foi fácil e as lembranças borbulhando na mente me fariam ocasionalmente olhar sobre os ombros pra vislumbrar o rombo que abri no peito do cientista. Era bem capaz que a vista me causasse revertério no estômago frágil. Havia feito o correto? Já não estava mais tão certo sobre isso.

Andamos mais um pouco até sermos abordados no meio do trajeto por um estranho de terno que me lembrava dos figurões na máfia. Olhando mais atentamente percebi: era um completo desconhecido. Felizmente não trombei um parente ou associado dos Gazzoni. O estranho não parecia muito empolgado ou disposto, pelo contrário, sua expressão estava muito longe da que uma pessoa comum esboçaria vendo dois pirralhos carregando um defunto. Foi o suficiente para despertar a curiosidade latente que eu possuía.

Isso tornaria um fato óbvio para mim: não era qualquer cara. “Que dia extraordinário. Estou vendo vários homens impressionantes hoje”. Shiro, Makoto e agora um sujeitão desses. Deixaria que um sorrisinho frouxo se alastrasse de orelha a orelha. “Se tiver de lutar com ele já posso me considerar morto. Essas feridas no meu peito e na costela não são de brincadeira”.

O rapaz de mesmo não parecia tão interessado quanto eu e interpretei a postura dele como desdenhosa, é claro que  poderia estar me enganando. Ele abriu a boca pra pedir explicações e vomitar sobre agentes. Era um cachorrinho do governo que pra mim compõe a pior espécie dentre os homens. O menininho me acompanhando não estava muito confortável com a interrogação e logo abriu a boca mostrando seu ponto de vista ao engravatado. Assisti o fedelho com curiosidade, tal um dono que descobriu sobre um truque novo do animal de estimação. “Ele está mesmo falando por nós? Que figura".

Retomei o guarda ao foco da atenção; devia escolher cuidadosamente as minhas palavras. — Eu sou Enzo Gazzoni, muito prazer. — Daria dois tapinhas na calça antes de lhe estender o braço num saudoso aperto de mão. Içaria os ombros num tremendo “dane-se” desde que tivesse o cumprimento recusado. Depois meteria a mão no bolso pra sacar o cartaz como quem tira um Às da manga num jogo de baralho.

— Esse bolo de carne se chama, ou melhor — riria vergonhosamente pigarreando no meio da frase— se chamava Makoto. — Mostraria o cartaz de recompensar com a cara do cientista estampada e colocaria de volta na calça quando o bonitão se desse por satisfeito. Prestar satisfação por estar fazendo um serviço público me deixava mais que desconfortável.

— Se me dá licença tenho que levar esse vale-refeição ao patrão. — Retomaria a árdua tarefa de puxar a carga. Passo por passo estava cada vez mais perto de forrar a carteira com berries.

Reviraria os olhos se fosse interrompido de novo. — Podemos conversar no caminho? Se não percebeu estou meio ocupado. — Então jogaria o papo fora andando mesmo.

"Por que a vida não coloca uma loira com o busto farto e o a camisa apertada na minha frente? Sentaria-me de bom grado pra narrar dramaticamente minha jornada... não posso nem me imaginar fazendo o mesmo com um babaca desses". Juro que não suportava mais tanto cueca aparecendo. Acima de tudo ainda tinha que pensar em um modo de recompensar o esforço do piolhento.

Uma coceira na orelha não parava. Meu cérebro explodiria se não perguntasse. — O que exatamente você procurava na floresta, baixinho? — Mostraria a língua. Essa é a pergunta de cem milhões de berries e eu não dormiria tranquilo até ter uma resposta satisfatória. — Aliás, eu sou Enzo: aquele que vende a paz. — Não tinha me apresentado formalmente e o ranhento merecia a formalidade. Daria o melhor dos meus sorrisos enquanto fechava os olhos e apontava para mim mesmo com o polegar direito. Decidi que "O Homem que Vende a Paz" soaria muito bem quando os boatos sobre meus feitos se encaminhassem aos ouvidos atentos do Don Gazzoni.

Chegando ao Quartel General cumpriria com as formalidades, pegaria a recompensa pelo procurado, conferiria as notas, guardaria e pediria por mais cartazes. Convidaria o garoto para fora do estabelecimento e puxaria um cigarro, oferendo-o um deles. — Fale mais sobre você. Estou curioso.

Histórico:
 

Objetivos:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 26
Localização : Las Camp - West Blue

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyTer 15 Maio 2018, 20:42



Aqueles que vendem a paz




Enzo G. Gazzoni
E
Bravheseer Finn



Após a ordem dada pelo homem, que se vestia como um agente do Governo, Bravheseer, bastante nervoso, dizia que o homem se confundira, e que carregavam um bandido, que aliás não tinha matado. A primeira reação dos que estavam escutando as palavras que saíram da boca do menino fora por parte de Enzo, que ficara curioso com o que fora dito, pois não conseguia acreditar que o Finn dizia por ambos, já que seu depoimento pouco dizia sobre a situação, que claramente não era usual. Primeiramente o Gazzoni se apresentou ao homem, estendendo sua mão, que logo foi recebida em um aperto de mãos, e em seguida continuou com sua explicação, disse que o cadáver se chamava Makoto e que era um procurado, mostrando o cartaz desse inclusive. Perante a mostra do cartaz, o homem de terno percebeu que não havia muito o que fazer, já que a morte de um procurado não era crime algum, ainda mais se o assassino fosse um caçador de recompensas, por isso nada disse quando Enzo pediu licença dizendo que levaria o cadáver até um local onde pudesse entregá-lo.

Depois de despistarem o homem, os dois continuaram caminhando em frente, a direção que os levava para a cidade, embora fosse um pouco distante da loja de armas, onde o acaso parecia ter tido a ideia de fazer atirador e boxeador encontrarem-se. Pouco depois de deixar o suposto agente para trás, Enzo fez uma pergunta para o Finn, onde queria saber o motivo deste entrar na floresta, um local que aparentemente era pouco frequentado pelas pessoas da ilha, o que era compreensível, afinal a floresta era um local mais gelado do que a cidade, isso em um lugar de temperatura amena, já em um lugar onde o inverno prevalecia era maior a diferença, e com essa estranha nevasca, tudo parecia piorar, por isso a chance de se encontrar com alguém na floresta era ínfima. Mas acabou por não ter uma resposta imediata do rapaz, por isso continuou, fazendo uma apresentação de si mesmo, onde dizia seu nome, e que era o homem que vende a paz, tudo fora dito com um sorriso no rosto, já que aquele parecia um nome ótimo para ser chamado quando seus feitos começassem a se destacar.

Ainda sem resposta do mais novo, a dupla ainda carregava o cadáver, procurando o quartel general da ilha, mas não tiveram a oportunidade de fazê-lo, afinal quando saíram da floresta e estavam prestes a entrar na cidade, uma comoção se mantinha um pouco à frente e à esquerda dos dois. - JUSTIÇA! JUSTIÇA! JUSTIÇA! – Gritavam todos ali. Parecia ser sorte e azar, ter aquilo à frente de Enzo e Bravheseer, afinal a gritaria era feita na frente do QG da Marinha, indicando aos mesmos onde se localizava o quartel, mas a comoção impedia que ambos passassem facilmente por ali.




Considerações:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Brav
Civil
Civil
Brav

Créditos : Zero
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 1010
Data de inscrição : 13/06/2017

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyQua 16 Maio 2018, 23:46

Sabe... Eu acho que fui salvo por mais uma vez. Eu havia cometido um erro e acabei precisando da ajuda do homem que a pouco me livrara da morte certa. Eu era realmente grato, mas não conseguia expressar aquela gratidão em palavras. Imagino que extravasar tudo que eu sinto e converter esses sentimentos em palavras não seja meu forte, apesar de parecer, e eu às vezes agir no impulso, mesmo que inconscientemente.

O homem que nos abordara perguntando sobre o corpo morto que carregávamos era bastante intimidador e eu nem mesmo tinha sucesso em meu depoimento, não que ele fosse grande coisa. Eu havia chegado tarde demais na cena do crime, e provavelmente eu também não ganhava muita credibilidade pelo simples fato de ser pequeno e, muitas vezes, incapaz. No entanto, eu me empenharia ao máximo para mudar aquilo, demorasse ou não.

Enfim, eu não deixaria a pergunta do meu companheiro passar em vão, e me prontificaria a responder:

Ah, eu tava procurando por alguém... — Ainda não estava satisfeito. Buscaria na minha cabeça uma resposta que pelo menos correspondesse à pergunta dele. Prosseguiria, meio confuso e com a mão direita no queixo, indicando o meu nítido esforço — Pra falar a verdade, eu não sabia ao certo. Mas agora sei. Parando pra pensar... Isso foi bem conveniente, né? — Terminaria com uma risadinha de fundo, e deixaria que ele tomasse suas próprias conclusões da minha resposta.

Eu continuava a caminhar, mas sempre atento aos detalhes e também às coisas que Enzo dizia. Nome legal, cá entre nós, e soa engraçado dependendo de quem estiver pronunciando. Ele soltava um monte de informações pra mim, e colocava mais algo acompanhando de seu nome: "Aquele que vende a paz". No mínimo, curioso, porém nossa conversa se encerrava por ali.

Chegávamos ao Quartel-General, mas para nossa infelicidade, muitas pessoas bloqueavam nossa entrada e era praticamente impossível de atravessar por ali. Inicialmente, eu voltaria minha atenção para Enzo e sugeriria uma forma para que passássemos por toda aquela gente:

Talvez dando a volta, mas... Dá conta de agachar e passar por eles? — Continuaria a encará-lo e não desviaria a atenção dele pra nada, até que me desse uma resposta e decidisse o que faríamos a seguir.

Caso resolvesse que contornaríamos aquele amontoado de gente e procuraríamos por uma outra maneira de entrar, eu contestaria sua decisão. A princípio, poderia ser uma decisão equivocada, e seria isso que me faria pará-lo:

É melhor passarmos por baixo de todos eles, o problema é como vamos ser discretos com esse... Corpo.

Aguardaria pacientemente a resposta de Enzo, até que chegássemos a um consenso. Eu, apesar de tudo, ainda preferiria atravessar aquela multidão e depositaria minha confiança nele para que adaptasse  isso e tivesse uma ideia para passarmos despercebidos, mesmo com o corpo, mesmo que envolvesse empurrar a todos.

Caso finalmente alcançássemos o Quartel-General e terminássemos tudo por ali, eu aproveitaria o momento para contar mais sobre mim. Afinal, ele já havia contado um pouco sobre ele, e agora era a minha vez:

A propósito, eu tenho onze anos e... — As palavras fugiriam por um instante de mim. Retomaria a frase, logo em seguida — Nasci em Pearl Island, mas é uma ilhazinha bem pequena. Tenho certeza de que não conhece...



Histórico - Bravheseer Finn:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ibn'La-Ahad
Membro
Membro
Ibn'La-Ahad

Créditos : Zero
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 10010
Data de inscrição : 08/04/2018

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyQui 17 Maio 2018, 12:43

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
☾ Endzo ☽
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



O figurão do governo não se empenhou em saber mais e nem ao menos impediu que passássemos por ele. Suspirei aliviado. Ele deveria ter entendido que não arrastávamos um inocente, de qualquer forma ser interrogado enquanto se carrega um defunto nunca é confortável. Tornei meu foco ao garoto.

Eu não entendia muito que o menino queria dizer com aquilo. Ele era bem, vejamos, enigmático. Concentrar-me em criancinhas falando não era meu forte, ainda mais quando tinha dois rasgos no peito e uma costela fraturada... ferido demais pra desvendar charadas. Notei que ele não me disse seu nome e dei de ombros. Não era também lá de grande interesse ficar insistindo em saber o vulgo do novo mascote.

Que criaturinha curiosa eu acabei encontrando, não? Nem nos meus pesadelos mais profundos estaria arrastando um cadáver acompanhado de um remelento. Eu não poderia deixar de esboçar um sorriso leve e jovial, lembrando-me de quando eu era um pirralhinho igual a ele. — É, talvez nosso encontro tenha mesmo sido bem conveniente. Heh. — Diria rindo. Sinceramente eu não sabia o que faria se não fosse ele pra me ajudar a arrastar o cadáver do Makoto.

Falando em cadáver, nós tínhamos um pequeno problema: a multidão que se amontoava na frente do Quartel-General. Podíamos ouvir nitidamente as vozes soando em uníssono e reivindicando justiça. Bem, se eles tivessem uma carteira gorda eu poderia com certeza vender a justiça que tanto pediam. Heh. É pra isso que os caçadores de recompensa existem, não?

Desta vez dirigiria minha atenção ao piolhento, escutando-o atenciosamente e me esforçando para parecer interessado. Nunca fui muito bom lidando com crianças e ao menos hoje queria ser diferente. O começo da jornada é o melhor dia pra reescrever algumas atitudes, não é mesmo? Absorveria suas palavras, mastigaria e responderia recusando sua sugestão:

— Infelizmente não posso me esgueirar entre esses baderneiros, o Makoto deve ter fraturado minha costela e estou evitando fazer muito esforço... tá doendo pra caralho. — Melancolicamente apontaria pra região ferida. — Você pode ir na frente e tentar chamar alguém pra nos ajudar a levar o procurado.

Bem, antes de tudo, interessava-me em solucionar o estranho caso desenrolado. O que essa galera está querendo na frente do Quartel-General? Cutucaria um dos cidadãos. — O que está havendo? — Perguntaria demonstrando certa preocupação. Se visse meus olhos aguçados enxergassem uma brecha eu prosseguiria por ela até o Quartel-General e entregaria o suspeito.

Histórico:
 

Objetivos:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 26
Localização : Las Camp - West Blue

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptySex 18 Maio 2018, 21:11



Aqueles que vendem a paz




Enzo G. Gazzoni
E
Bravheseer Finn



De frente para a multidão revoltada, Bravheseer e Enzo tiveram reações diferentes, o menor deles teve uma ideia para passar pela multidão, mas infelizmente não fora feliz na escolha, afinal seu companheiro estava impossibilitado de passar agachado, já que seus ferimentos eram relativamente sérios. O Gazzoni disse para o Finn ir na frente e tentar encontrar alguém para ajudá-los a carregar o cadáver, entretanto o mais velho foi à frente perguntar para alguma das pessoas o que acontecia no local.

- Estamos protestando para ver se a Marinha faz alguma coisa, muitas pessoas daqui morreram vítimas do Tomi. Aquele maldito serial killer. – Após a respostada dada pela mulher que virara de frente para o atirador, este pôde ver que a mesma trajava uma camisa branca com a estampa de um homem, que aparentava ter 30 anos, mas acima da foto tinha sua data de nascimento e de falecimento. E em seguida a mulher viu que o rapaz trazia um cadáver consigo. - Você também é um assassino? – Perguntou a mulher ficando irritada, com o cenho franzido.

Com a frase dita pela mulher, as outras pessoas escutaram, e se viraram irritadas para Enzo, que não tinha uma reação pronta. As pessoas começavam a ir para cima do rapaz, mas acabaram parando ao escutar um grito. - EI!!! – Com a atenção voltada para o grito, as pessoas viraram-se de costas para o Gazzoni novamente deixando-o livre de um espancamento. - O que está acontecendo aqui? – Perguntou o homem, que se provava ser um Marinheiro, tendo o uniforme da instituição vestido. - Esse cara aqui também é um assassino, nós vamos matá-lo! – Disse a mesma mulher que liderava o grupo que tinha a intenção de bater em Enzo. - Assassino? – Perguntou o marinheiro em voz alta. - Explique isso melhor, rapaz. – Voltou a dizer o marinheiro, andando na direção do Gazzoni, que se mantinha no mesmo lugar, e Bravheseer acabara sendo empurrado pela multidão, mas agora tinha liberdade para se mover, já que as pessoas abriam espaço para o marinheiro passar.

- Me explique por que você está com um cadáver por aqui. – Falou o marinheiro, achando estranho um assassino trazer um cadáver para a porta do QG da Marinha.




Considerações:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ibn'La-Ahad
Membro
Membro
Ibn'La-Ahad

Créditos : Zero
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 10010
Data de inscrição : 08/04/2018

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptySab 19 Maio 2018, 10:01

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
☾ Endzo ☽
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you



Estranho. Esse nome "Tomi"... De repente sentiria o abrupto clarão do entendimento acendendo dentro do meu espírito; Tomi não era ninguém menos do que o serial killer cujo cartaz estava no meu bolso. Então todas aquelas pessoas eram parentes das vítimas dele ou cidadãos assustados. Olhando pra estampa na camisa da mulher perguntei-me qual a relação dela com o cara na foto.

Não obstante descobri o óbvio: as pessoas quando estão de luto não simpatizam com o cara arrastando cadáveres por aí. Droga. Ela lançou as palavras com a rapidez de uma víbora dando o bote e fez soar à multidão... não demorou até que a horda se virasse contra mim.

A reação que eu teria alguns dias atrás – ontem – seria sacar a arma e disparar aos céus, serviria pra lembrar: eu sou o perigo. Pena que eu estava machucado e ainda havia de defender meu vale-relógios fedendo a morte. Puxar um revólver agora era aceitar um convite pro linchamento.

Vamos reanalisar os fatos: muito machucado pra correr, desvantagem numérica, bagagem mais pesada do que eu, mão esquerda ocupada, feridas abertas e um possível faturamento. Ah, eu estava acompanhado, é claro, melhor dizendo: meu parceiro é um pirralho que ainda tem os dentes de leite na boca.

Meu instinto masculino ainda falava mais forte, ver uma viúva em potencial totalmente desolada e se deixando levar pelos sentimentos não era diferente de ver um procurado dormindo bêbado. Presa fácil. Infelizmente a única vontade dela tornada explícita era a de me virar do avesso. Os outros estavam bem bravos inclusive, mas tive minha luz e fui salvo.

Um marinheiro. Oh, porcaria. Sério? Ser salvo por um marinheiro? Que humilhante. Eu JURO que preferia um pirata no lugar. Já disse: esses caras são todos cachorrinhos do governo. Bleeeh. O pior é que agora eu estava numa enrascada, tipo, das grandes mesmo.

Imagina só: eu queria caçar o Tomi em segredo, descobrir um padrão nos assassinatos e criar a situação perfeita pra ele aparecer. Se eu declarasse que era um caçador de recompensas no meio de todo aquele povo, com todos os olhos virados pra mim, então uma armadilha seria praticamente impossível. Essa gente classe média é bem fofoqueira e não tem nada pra fazer depois dos seus expedientes. Quer saber? Dane-se.

— Eu sou Enzo — lembrei-me deu que os Gazzoni não são tão bem quistos e não precisava que esse mutirão melancólico estivesse ciente das minhas origens, por isso omiti meu nome — sou um caçador de recompensas e esse é o cientista Makoto. — Concluiria firmemente, enfiando a mão no bolso e trazendo atona o cartaz com a foto do cadáver.

Agora já estava feito. Anunciar ser um Caçador de Recompensas ante uma manada de enlutecidos pra mim era o mesmo que alimentar esperança no coração deles. Ou não? Daria de ombros. — Se me dão licença preciso entregar esse procurado, tratar os meus ferimentos e pegar a recompensa. Assim terei subterfúgios pra caçar o Tomi que por sinal deveria ter uma recompensa bem maior. Será que pro governo todas essas vidas surrupiadas pelo assassino valem só essa merreca que eles oferecem? — Dispararia com certo tom de desprezo. Seria ótimo pra mim posicionar os civis contra a Marinha e arrecadar uma grana gorda com Tomi.

Abruptamente lembraria da suposta viúva, aproximaria-me com o intuito de beijar sua testa amavelmente, deixando durante todo o tempo uma expressão serena e angelical desenhando meu semblante. — Vou cuidar disso por você. — Sussurraria, contudo num tom mais alto que o normal. Queria que todos escutassem. — POR TODOS VOCÊS! — Finalizaria gritando e erguendo o punho direito num solavanco. Esse era o meu momento. Só precisava agir corretamente.

Voltaria-me ao Marinheiro, se me abrissem o caminho levaria Makoto até o Quartel-General e reivindicaria a recompensa por sua cabeça. Após conferir o valor pediria por um médico que pudesse tratar das minhas feridas. Caso me informassem, iria até ele, contaria sobre o ocorrido e cumpriria os procedimentos pra começar a minha recuperação.

— Ei, moleque. Pode me fazer um favor? Quero que descubra mais sobre esses assassinatos. Vamos tentar encontrar um padrão nas mortes, isso pode ser útil pra gente. — Pediria ao meu novo mascote. Ele parecia ser esperto, provavelmente concluiria essa pequena tarefa.

Histórico:
 

Objetivos:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Brav
Civil
Civil
Brav

Créditos : Zero
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 1010
Data de inscrição : 13/06/2017

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyDom 20 Maio 2018, 13:01

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
☾ Finn ☽
If you want to conquer fear, don’t sit home and think about it. Go out and get busy.



Aquele com certeza não estava sendo um bom dia. Cheio de surpresas, o que fazia com que eu me preenchesse de alegria e empolgação, pois estava prestes a provar o meu valor. Bom, pelo menos era o que eu esperava fazer...

Infelizmente, o que acontecia era justamente o contrário: eu me mostrava inútil, e quem tomava as rédeas da situação era Enzo. Não que eu estivesse deprimido, dava pra entender, afinal ele era mais velho e provavelmente se sentia responsável por mim. Talvez, mais do que devia.

No entanto, eu não podia ficar me colocando pra baixo. Revirava os olhos e procurava por alguma brecha na multidão, até que, por algum motivo, ela se virava para Enzo e avançava contra ele. Conveniente pra mim, mas um problema pra ele.

Estranhamente, meu corpo já não mais se encontrava em êxtase. Resolvia reservar minhas energias não para contemplar o que acontecia ao meu redor, e sim para agir e fazer alguma diferença. Mas o tempo acabava mais rápido do que chegava, afinal estava vindo um marinheiro. De repente, todos se calaram, o que me levava a acreditar que eles estavam mais interessados em escutá-lo do que atacá-lo, tal como quase fizeram com Enzo.

Eu observava atentamente, porém, garantia uma distância de todo aquele monte de gente, mas não desistia de captar uma partezinha da conversa, por menor que fosse. Pouco a pouco, minha curiosidade fazia com que eu fosse puxado para perto de Enzo, e conseguisse absorver um pouco mais de informação, além de matar aquele meu instinto curioso de uma vez.

Assassino? Estavam falando de Enzo? Poxa, aquilo era desconcertante pra mim. Imaginava que ele estava tão decepcionado quanto eu, pois agora a pouco estávamos sendo abordados por um homem que suspeitava de nós dois como criminosos. Eu não soltaria nenhuma palavra desnecessária para que não interrompesse o discurso de Enzo, apenas aplaudiria de fundo, tentando meramente levantar a moral dele.

Acompanharia aquela bagunça até seu desfecho, mas sem cessar os aplausos. Poderia soar meio debochado pra quem visse eu fazendo aquilo, mas minha intenção continuaria a mesma, independente da reação da plateia: acrescentar alguma coisa ao drama de Enzo.

Assim que todos entrassem em um consenso quanto ao discurso dele - no caso, Enzo -, eu não tardaria em me prontificar a ajudá-lo sob quaisquer circunstâncias. Eu talvez estivesse desesperado demais pra provar o meu valor, no entanto, não conseguia ficar parado num lugar só, sem nenhuma aventura e ação. Acho que era isso que me fazia falta antigamente: adrenalina. Eu brincava bastante com meus velhos amigos que em tão pouco tempo se perderam em minhas memórias, mas... Grrr. Lembranças. Isso é um belo pé no saco, apesar de eu gostar de recordá-las.

Ajudaria também a arrastar o corpo do homem morto até o Quartel-General da Marinha, na esperança de que Enzo já tivesse esclarecido não só o dele, mas como NOSSO objetivo por ali. Não éramos foras-da-lei, e meu desejo mais profundo naquele momento seria que todos acreditassem nisso, também.

Tá certo que eu nunca fui bom em negócios, muito menos em diálogos. Eu sentia certo nervosismo dependendo da situação, e justamente por esse motivo que deixaria que Enzo resolvesse tudo por nós dois. Eu cegamente depositaria minha confiança nele, e acompanharia ele para onde quer que fosse, até que ele, repentinamente, me vem com um pedido minimamente curioso: eu estaria encarregado de juntar informações sobre os assassinatos e descobrir o padrão que havia por trás deles, segundo o próprio Enzo.

Inicialmente, assentiria balançando a cabeça, e logo em seguida me despediria dele, pois iria cumprir aquela tarefa o mais rápido possível, mesmo não sabendo o que ele achava e pensava de mim:

Eu vou tentar! Pode contar comigo, huh... — Pausaria imediatamente assim que percebesse que eu não tinha nenhuma outra forma de chamar o Enzo, a não ser seu próprio nome, Enzo. Duuuh... Prosseguiria — Não tem outra forma de eu te chamar? Só pra parecermos mais próximos. — Soltaria uma risadinha espontânea, e aguardaria pacientemente a resposta de Enzo.

Enfim, assim que tivesse a resposta desejada, sairia pelas ruas de Micqueot, mas desta vez tentaria selecionar as pessoas, para pelo menos não sair perguntando pra qualquer um. Eu me esforçaria para buscar nas minhas memórias os rostos de cada um dos presentes no meio daquela comoção, pararia a pessoa em questão e com a abordagem suave de sempre, diria:

Você sabe algo sobre os assassinatos que andam acontecendo? — Faria com que parte da minha alegria sumisse, pois aparentemente ela assustaria a qualquer um em sã consciência, inclusive eu. Seria uma situação delicada, e eu me empenharia o máximo pra manter um semblante tristonho e cabisbaixo, dispensando até mesmo a risadinha com a qual eu já estava tão acostumado.

Passaria o tempo que fosse necessário naquilo até conseguir reunir algumas informações úteis, e imediatamente levaria elas até Enzo, mas primeiramente trataria de cumprir com aquilo no qual fui atarefado.



Histórico - Bravheseer Finn:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Aqueles que vendem a paz! - Página 4 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 26
Localização : Las Camp - West Blue

Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 EmptyDom 20 Maio 2018, 15:37



Aqueles que vendem a paz




Enzo G. Gazzoni
E
Bravheseer Finn



Mesmo com a intervenção do Marinheiro no local, as pessoas olhavam com ódio para Enzo, que ainda segurava o cadáver de Makoto, percebendo enfim que sair por aí arrastando um homem morto consigo não era a melhor estratégia para reaver seu dinheiro, conquistado ao capturar o fugitivo, mas agora não faria mais diferença, somente se o mesmo viesse a capturar outro fugitivo. Para evitar que os problemas piorassem para seu lado, o Gazzoni começou a falar, disse seu nome, mas escondeu seu sobrenome, para evitar novas confusões, como a que acontecera no bar, e em seguida disse que era um caçador de recompensas, sabia que aquilo poderia lhe ser uma dor de cabeça, mas não conseguiria escapar dos problemas sem que dissesse que pertencia à tal grupo.

Com a revelação, um olhar cheio de esperanças surgiu na face de cada uma das pessoas ali, acreditando que o homem que queriam linchar poderia vingar a morte de seus parentes perante o serial killer, Tomi. A reação das pessoas já era esperada pelo atirador, tanto que este não se sentiu surpreso ou sequer comovido com a cena, e para evitar que todos partissem para cima de si com pedidos de vingança, Enzo disse em voz alta que precisava passar para entregar o fugitivo morte que carregava, tratar seus ferimentos e pegar a recompensa do cadáver antes de se preparar para caçar Tomi, fazendo uma crítica ao governo pela recompensa oferecida pela cabeça do mesmo. O Gazzoni não era bobo, sabia que aquilo poderia lhe dar uma dor de cabeça bem desconfortável, mas com os familiares e amigos das vítimas do assassino, poderia ter uma recompensa maior, devido ao apelo das pessoas ali.

O marinheiro corou de vergonha e raiva perante a situação, mas nada podia dizer ali, pois não tinha permissão de seus superiores para fazer o que o caçador dizia, e nem negar o pedido, pois aquilo poderia significar uma perda de apoio da Marinha e do Governo, apenas voltando para a entrada do QG, sendo seguido por Enzo, e posteriormente por Bravheseer, que começou a segui-los quando passaram por si. Para se promover, o jovem médico deixou o cadáver que carregava e se aproximou da mulher que começou todo o tumulto, de imediato segurou o rosto dessa com ambas as mãos e depositou um beijo da testa dessa, deixando-a levemente corada, e disse que cuidaria do assassino por ela, depois um pouco mais alto disse que faria por todos que ali estavam, se sua intenção fosse se promover, tinha tido um grande sucesso, pois todos o olhavam admirados, com exceção do marinheiro, e viram o atirador voltar a pegar o fugitivo morto para continuar seu caminho.

Com a ajuda do Finn, o cadáver logo foi levado para o interior do QG, onde foi entregue para um outro marinheiro, que ficou responsável para levá-lo para o necrotério, sem demora, Enzo requisitou sua recompensa por capturar, agora morto, Makoto. - Certo, tome esse papel. – Disse o marinheiro que andava à frente do caçador, entregando um pequeno papel nas mãos do Gazzoni. - Leve-o depois para o Banco Mundial, onde você vai pegar toda a recompensa pela captura do seu fugitivo. – Depois do pedido da recompensa, o atirador pediu por um médico, e o marinheiro assentiu com a cabeça, voltando a caminhar, por onde levaria o jovem caçador a seu destino. Pouco depois de começar a seguir em direção a um médico, Enzo virou-se para Bravheseer e pediu-lhe que procurasse mais informações sobre os assassinatos, se havia algum padrão nas mortes ou coisas do tipo, o que logo foi confirmado pelo menor, que dizia com um ar levemente inseguro, que logo se transformou em palavras, onde perguntava por outra forma de chamar o mais velho, como se quisesse se sentir mais íntimo do mesmo, mas acabou por não ter uma resposta imediata, já que este não parou de caminhar momento algum, e nem teve a intenção de falar algo.





Enzo G. Gazzoni



Enzo continuou acompanhando o marinheiro, que caminhava tranquilamente, não fazia menção de ir mais rápido nem mais devagar do que já o fazia, virando em alguns corredores mais estreitos e voltando a outros com a largura padrão. Depois de cerca de 10 minutos, o Gazzoni acabou por ver mais a frente, em um corredor sem mais nenhuma outra porta ou janela, uma porta dupla, esta era feita de madeira com um círculo de plástico transparente no meio de cada porta. Assim que passaram pela porta dupla, o atirador pôde ver uma extensa sala, onde havia diversas macas, estas felizmente vazias em sua maioria, no meio da sala havia um corredor, e nas paredes estavam as macas, dez em cada lado, as macas de cada lado eram separadas por uma fina divisória, feita com uma cortina. Das vinte macas, cinco estavam ocupadas, e eram identificadas por uma placa presa em uma cortina que ficava à frente da maca, deixando como se cada maca fosse uma pequena sala, e na placa havia a identificação do paciente, com nome e patente. No final do corredor, havia uma mesa, onde estava um médico analisando alguns papéis, de cada lado da mesa havia uma pessoa, um enfermeiro do lado direito e uma enfermeira do lado esquerdo.

Avançando na direção do médico, iam tanto Enzo quanto o marinheiro, que se adiantou quando chegaram na mesa deste. - Boa tarde, doutor. Eu trouxe um rapaz aqui, ele disse que precisava de alguns tratamentos médicos. Vou deixá-lo com você, estou me retirando. – E com isso, o marinheiro deu as costas para o médico, os enfermeiros e Enzo, que logo se pôs a falar quando o médico perguntou-lhe o que sentia. Em poucas palavras, o Gazzoni lhe disse que tinha enfrentado um fugitivo, e que tinha sofrido alguns ferimentos, dentre estes, os piores eram, um  corte horizontal no tórax e uma costela direita com suspeita de fratura. Com o depoimento feito, o médico olhou para o rapaz de forma avaliativa. - Você parece saber um pouco sobre medicina. Você estudou sobre isso? – Perguntou o médico, mas sem esperar uma resposta direta por parte de seu paciente, disse-lhe. - Deite em uma maca.

Depois que Enzo se deitasse em uma maca de sua escolha, o médico se dirigiu ao mesmo e fez alguns testes para ver se a costela realmente estava fraturada, mas veio a dizer-lhe o diagnóstico pouco depois. - Sua costela não quebrou, mas está trincada, vai precisar de um tempo de repouso. – Disse o mesmo, e em seguida começou a tratá-lo, o que envolveu algumas bandagens, curativos e afins. - Agora descanse um pouco, antes de fazer qualquer coisa. Quando se sentir um pouco melhor, pode me chamar. – Disse o doutor, se retirando do “quarto” de Enzo, e voltando para sua mesa, deixando o atirador deitado, podendo descansar um pouco.





Bravheseer Finn



Depois de aceitar o que Enzo lhe pedira, Bravheseer saiu do QG da Marinha e voltou para as ruas de Micqueot, onde algumas pessoas da manifestação ainda se mantinham olhando para o Quartel, mas dessa vez não havia nenhuma reclamação ou grito exigindo que os soldados fossem atrás de Tomi, o assassino de seus familiares ou amigos, o que provava que o discurso do Gazzoni fora bastante impactante para aquelas pessoas. Talvez fosse por conta do Finn ainda ser uma criança, mas o mesmo não tinha pensado na reação dos parentes dos assassinados quando lhes perguntasse sobre mais detalhes da morte desses, já que estes foram as primeiras pessoas a quem o pequeno boxeador recorrera.

Bravheseer pôs uma expressão tristonha, como se não quisesse perguntar aquilo para aquelas pessoas, mas o semblante demonstrado pelos parentes das vítimas era a raiva. - Vá perguntar a outro. – Disse um homem. - Você não tem ideia de como é doloroso para nós? Porque quer que eu relembre o desespero de ver meu filho morto? – Esbravejou uma senhora, extremamente irritada com a falta de bom senso do menino. - Vá se danar, garoto. Pergunte para quem possa te dizer isso, e não para a família das vítimas. Respeite a nossa dor! – Gritou um outro homem. Com esse último grito, todas as pessoas ali deixaram o local, e o Finn ficou sem outras opções de tirar suas dúvidas, já que as pessoas comuns pouco teriam a lhe acrescentar, talvez devesse perguntar a quem estivesse mais informado sobre o assunto, sem ser as pessoas ligadas às vítimas.




Considerações:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 4 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Aqueles que vendem a paz!
Voltar ao Topo 
Página 4 de 6Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: North Blue :: Budou Island-
Ir para: