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 O Espadachim Carmesim

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MensagemAssunto: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptySex 13 Abr 2018, 01:03

O Espadachim Carmesim

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Zed. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptySex 13 Abr 2018, 13:27





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 1 - O alvorecer de uma nova jornada



“Eu nunca irei perdoá-la sem que seja com a morte...”
Disse a voz de Zed.

“ENTÃO ACABE LOGO COM ISSO E ME MATE!”
E seus olhos abriram-se.

A dor em sua cabeça era tamanha que no mesmo instante que abriu os olhos ele levou a mão ao rosto. Quando moveu o braço sentiu o corpo arder por um instante em um incômodo de dor, olhou para baixo para ver o próprio peito, foi o instante em que sua vista embaçou e seu corpo pesou para o lado perdendo parcialmente o equilíbrio. Estava completamente desnorteado, não sabia onde estava e sua vista turva não lhe dava nenhuma dica para ter uma resposta. Era para eu estar morto, pensou Zed levando a mão esquerda ao peito e sentindo as ataduras por cima de seus ferimentos.

A maioria das pessoas ao acordar depois de um ferimento se sentiria feliz por ainda estar respirando, mas com Zed esse não era o caso. Ele fechou o punho direito e agrediu a própria perna com violência, estava sentindo-se ultrajado, medíocre, um ser cuja existência deveria já estar finada, sentimentos estes que não estavam ali por ter quase morrido, mas sim por ainda sentir a vida palpitar em seu peito. Sua morte havia sido roubada.

- Desejo dos deuses uma ova… - Emitiu Zed sem vontade de levantar de onde quer que estivesse ou de saber onde realmente estava.

Ingênuos são aqueles que acreditam na onipresença, onisciência e onipotência dos deuses, a verdade é que eles só querem existir para aqueles que oram para eles. A voz humana não pode alcançar o plano divino com pouca fé, às vezes um deus consegue ouvir o pedido de um sem fé e ajudá-lo, por aqui isso é frequentemente chamado de sorte. Dois a cada dez humanos identificam um milagre, mas apenas um desses dois compreende o poder da fé. A vida e a morte são uma dádiva divina entregue à Terra, e apenas o que há aqui pode controlar esse destino.

Quando rezamos aos deuses para nos livrar de uma doença mortal, eles não são capazes de nos curar com um remédio divino, mas podem nos dar a força necessária para tentar resistir ao ocorrido, se seremos forte o bastante para aguentar, não cabe mais a eles ajudar. Quanto maior é a sua fé, maior é a benção que você receberá. Os deuses olham apenas para aqueles que eles podem ouvir, ajudam apenas aqueles que eles podem ouvir e punem apenas aqueles que eles já conseguiam ouvir. Eles estão cagando se você acredita ou não neles e se segue ou não as suas regras, pois eles não existirão para você, se você não acreditar. Há algumas exceções de deuses que escolheram humanos sem fé para proteger, mas não se sabe os reais motivos para eles fazerem isso, quem sabe não seja apenas tédio.

Os deuses outrora já foram os criadores de tudo, ergueram montanhas, pintaram o céu, moldaram as luas, pingaram as ilhas nos mares, mas hoje isso não acontece mais, teria a descrença dos humanos os enfraquecido? Zed não saberia responder, talvez não enquanto estivesse vivo, mas de uma coisa ele tinha certeza, os deuses não lhe deram essas ataduras. Não foi a sua fé ou a sua resistência que lhe salvaram, foram mãos humanas que lhe curaram… Foram as mãos dela.

Depois de tudo que fez, ela ainda foi capaz de lhe insultar dessa maneira ao impedir sua entrada para o céu, ao negar que os deuses decidam se ele deveria ou não continuar a sua devoção na terra… Além dela ter tirado-a da terra, também lhe tirou a chance de vê-la no céu. Era inacreditável o quanto seu sentimento de ódio continuava a crescer por essa mulher cujo sentimento deveria ser justamente o oposto.

Zed precisava partir dali, precisava agora seguir com a vida que ainda tinha, precisava honrar sua permanência na terra e por isso precisava se erguer de onde estivesse e caminhar pelo cenário onde que estivesse. Caso o ambiente ainda fosse próximo de algum lugar familiar ou até mesmo de onde havia perdido a consciência, o garoto não perderia tempo em correr até onde viu o corpo de Callie pela última vez, mas conhecendo bem a pessoa que a assassinou, Zed sabia que dificilmente encontraria qualquer vestígio daquela cena trágica que agora assombra suas memórias.“Não era, Zed, não era”, ouviu a voz dela dizer em sua cabeça centenas de vezes.

Logo após essa análise do ambiente em que estava, o adolescente partiria para o único local da cidade onde poderia de alguma forma chegar até essa mulher, esta que ele alimenta a cada segundo o desejo de matar. Então, Zed seguiria até o porto, Zed seguiria até sua mãe…



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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptySex 13 Abr 2018, 18:40


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Através do fogo e das chamas: O primeiro passo

 

O despertar de Zed havia sido confuso, uma vez que a morte havia pairado tão próxima dele de modo ao qual ele achou que se juntaria aos deuses que moviam a sua fé, talvez estivesse tão conformado com a idéia de morrer que ser privado disso o tenha feito ficar perdido, frustrado e por mais devoto que fosse não demorou para que ele concluísse que alguém havia o salvado, seus ferimentos estavam tratados de forma tão bem feita que sequer poderia pensar que um médico qualquer poderia ter cuidado dele, levando sua mente novamente ao mesmo ponto, fazendo-o inclusive divagar sobre a própria fé.

Conforme o sentimento de raiva pudesse dar lugar ao espaço para que ele pudesse enxergar melhor onde estava, naquele momento Zed poderia ver que estava em um ambiente que era extremamente familiar a ele, estava deitado sobre uma cama ao qual estava acostumado ou pelo menos estava se acostumando a dormir em um quarto ao qual poderia ser facilmente reconhecido a ele.Se houve alguma dúvida no momento em seu coração ou em sua mente se havia sido salvo por algum desconhecido ou pela pessoa ao qual pensou que deveria tê-lo matado, essa dúvida seria sanada nesse momento e isso poderia levar o rapaz a ficar ainda mais irritado ou a sentir qualquer outro tipo de emoção que a ele fosse mais coerente no momento.Caso olhasse para o lado de fora antes que pudesse deixar o seu local atual, poderia ver que estava nevando, um cenário completamente incomum ao clima da ilha, mas para alguém que havia voltado a vida, o que poderia ser dado como senso comum? Quando caminhou até a porta, o rapaz poderia ter visto sobre a maçaneta um agasalho, ao qual poderia ajudar muito a passar pelo frio que fazia na ilha naquele momento, em especial por ele não parecer ter se preocupado anteriormente em vestir algo por cima de suas ataduras, caso o rapaz pudesse levar o nariz a roupa, talvez pudesse ainda sentir um cheiro familiar.


Fosse ele prudente de pegar o agasalho ou não, suas memórias o fariam procurar por sua amada, antes de tudo, porém tudo que ele pôde encontrar ao abrir a porta foi um vento frio que bateria contra o seu rosto de forma intensa. Não havia um sinal de Caille, assim como ele suspeitou, seu corpo não estaria a sua porta, assim como também não havia sequer um fio de seu cabelo e se houve algum rastro, a neve havia o coberto por completo. Carregando dentro de seu peito um sentimento extremamente negativo, este iria se dirigir ao porto, se havia algo que talvez ele tivesse muita experiência seria em achar tais lugares, visto que em sua própria história parecia passar um tempo muito maior em uma embarcação do que na terra firme. A vingança parecia o seu caminho, por mais que a dúvida lhe permeasse sobre as ultimas palavras de sua amada, elas poderiam ter sido a chave para libertá-lo ou para sempre aprisioná-lo nesse caminho. Zed estava só e a forma como ele andava, espairecia a sua raiva, de modo que muitas pessoas sequer ousaram cruzar seu caminho. Shells town era um lugar pacífico, em especial pela grande força de segurança que era o Qg da marinha local. Conforme fosse andando, o loiro poderia sentir que emocionalmente estava muito mais ferido do que fisicamente, uma vez que mesmo que ainda estivesse com seus curativos, seus ferimentos pareciam muito bem fechados o que talvez o fizesse ter dúvidas sobre quanto tempo passou dormindo e isso talvez o fizesse pensar ainda mais o quanto era improvável que sua mãe ainda pudesse estar ao porto nesse momento. O horário ainda estava por volta das 6 horas da manhã e em especial devido ao clima frio as ruas pareciam menos movimentadas do que o normal para esse horário, alguns comércios pareciam começar a abrir e alguns sequer haviam fechado, como era o caso de um Bar ao qual o rapaz passaria em frente que pelo barulho elevado poderia tê-lo chamado a atenção. Caso o rapaz tivesse parado para entender melhor o que havia ali acontecido, poderia ver as costas de um homem alto, com aproximadamente dois metros de altura, pele morena e cabelos completamente azulados,trajando um uniforme e um boné da marinha, da posição em que estava, Zed não seria capaz de ver o seu rosto em um primeiro momento, mas poderia ver ao chão três homens de igual estatura com os corpos torneados a um ponto que tornavam claro a qualquer um que pudesse ver que eles não eram fracos. Naquele momento o marinheiro começou a recolher os corpos que estavam ao chão como se fossem sacos de batata, com uma facilidade aterradora. Esta era  uma demonstração de poder deveras impressionante e talvez Zed se sentisse compelido a buscar mais sobre o local de origem do rapaz que parecia tão forte.Antes que pudesse sair do bar o homem havia parado para falar algo ao dono do estabelecimento.

???- Desculpe pela demora, eu estou nessa ilha a pouco tempo, tenho certeza que talvez se outro  marinheiro residente da ilha estivesse aqui, teria feito seu serviço sem tanta bagunça. Pode mandar a conta do prejuízo para o QG, que eu Sargento Ao irei arcar com os custos.

Imagem do sargento:
 
A voz do homem soaria gentil, ainda que passasse a todo momento uma sensação de poder, algo que Zed naquele momento poderia impressionar-se ou intimidar-se, por mais que a segunda opção não parecesse ser possível ao rapaz de temperamento explosivo. O Marinheiro, passaria próximo de Zed, com a intenção de ir ao QG, sendo possível para que seu rosto fosse mais visível. dado o imprevisto, como reagiria o rapaz? Seria o poder a resposta para que ele pudesse ter evitado o que aconteceu? Seria isso que ele deveria buscar? Apenas Zed saberia responder a essa pergunta.Talvez não encontrasse vestígios do navio de sua mãe no porto mas, um bom lugar para procurar talvez fosse o Qg da marinha, uma decisão que talvez pudesse não só ajudá-lo a achar um caminho, como também poderia lhe trazer memórias sobre sua amada ao qual era dita como uma agente do governo.








Histórico:
 

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptyTer 17 Abr 2018, 20:37





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 2 - Por que me deixaram viver?




Quando se deu conta de que estava dentro da sua residência temporária de Shells Town, Zed rosnou cerrando os punhos uma segunda vez, não havia mais dúvidas de que teria sido sua mãe a te curar, ou melhor, sabendo que ela não tinha nenhuma perícia médica, era mais provável que tivesse pedido a ajuda de outro médico da tripulação para fazer o trabalho, já que uma de suas tripulantes capazes de fazer esse serviço havia sido morta pela própria momentos antes. Lembrar de toda aquela cena só fazia o garoto sentir ainda mais raiva, mesmo que o sentimento principal que deveria ser fosse o de luto.

Ao levantar-se da cama e olhar pela janela, deparou-se com um cenário nevado, mas neve em Shells Town? Se perguntou o adolescente tendo certeza de que não estava sob efeito de alguma alucinação, o que logo levou a pensar em uma segunda pergunta: por quanto tempo ele havia dormido? Teria ele ficado inconsciente o suficiente para que tivesse mudado a estação do ano? O ferimento que recebeu no peito não deveria ser suficiente para deixá-lo desacordado por tanto tempo, mal tinha fé de que ele sozinho fosse capaz de matá-lo… Então o que diabos aconteceu? Talvez nunca fosse saber, e também não tinha qualquer interesse em descobrir.

Ainda intrigado com a neve que caía dos céus, Zed tentava lembrar se esse tipo de clima era comum em Shells Town baseando-se na posição da ilha no mapa do East Blue que já havia visto no passado, e se sua memória não estivesse errada era bem improvável que neve caísse sobre a cidade em qualquer época do ano. Seria então essa neve uma alteração climática causada pelos humanos por estarem destruindo a natureza com poluição e todo avanço da tecnologia? Zed riu da sua própria imaginação ao lembrar que havia lido algo parecido uma vez em um artigo científico no jornal, parecia até piada. Não conseguindo explicar com a ciência o porquê da neve cair onde não deveria estar caindo, o garoto sabia bem o motivo para isso acontecer, Amaterasu não estava satisfeita e o clima frio era sua forma de demonstrar seu sentimento ao negar aquecer Shells Town como deveria fazer.

Tendo Amaterasu como a deusa mais próxima a ele dentre todos os outros, era de se imaginar que ela ficaria chateada se por algum motivo parasse de ouvir a voz de Zed, visto que o garoto quase morreu pelas mãos de outro devoto, sua própria mãe, a deusa do sol tinha todo direito de ficar sentida com a situação e Zed acreditava que era esse o real motivo para o frio que atingia a ilha. Ainda que a neve fosse obra dos deuses, o agasalho pendurado sobre a maçaneta da porta era algo feito por mãos humanas, e sabia que isso havia sido deixado ali para ele.

- Só pode estar de brincadeira… - Comentou o garoto ao pegar o agasalho e sentir o cheiro familiar vindo dele. Em uma relação maternal comum aquilo seria algo a trazer conforto, mas já sabemos que essa não é uma relação comum.

Ao apertar o agasalho com raiva, Zed desejou ter consigo algo para conseguir tacar fogo nessa merda, mas a verdade é que ele não tinha nada com ele além de suas roupas básicas e agora esse casaco vermelho que sabia bem quem era a antiga dona. Isso lhe fez ter um breve flashback de quando foi até o navio de sua mãe buscar suas coisas para fugir com Callie, mas ao ver o estado crítico em que a garota se encontrava ele soltou tudo que carregava no chão e correu na direção dela, ou seja, naquele momento quando não voltou para buscar suas coisas, perdera tudo que tinha.

Mesmo que seu orgulho o fizesse querer recusar usar aquele casaco, sua mente racional sabia que sair dali de dentro nesse frio sem estar usando isso lhe traria problemas de saúde graves, e agora morrer já não fazia mais parte de seu interesse… Não antes de conseguir justiça. Após agasalhar-se e colocar a mão na maçaneta, Zed teve uma rápida visão do que encontraria ao abrir aquela porta, imaginou o corpo morto de Callie ali em frente da casa, a neve que caía do céu congelara parte dele retardando a decomposição, mas tornando-o ainda mais pálido e azulado. Respirou fundo, fechou os olhos e girou a maçaneta, sentindo a corrente de ar gélida adentrar o recinto e arrepiar cada pelo de seu corpo, mesmo aqueles mais bem agasalhados. Quando abriu os olhos tudo que viu adiante foi neve, era de fato o que esperava encontrar conhecendo a forma como sua mãe agia após um assassinato, mas no fundo ele queria que o corpo dela ainda estivesse ali esperando por ele, para que assim pudesse dar um fim merecido a ela… O fim pelo fogo. Ele deu alguns passos para fora de casa e olhou para o céu, deixando a neve cair sobre seu corpo.

Spoiler:
 

- Por que me deixaram viver? - Perguntou aos deuses em um tom de voz tranquilo, sabia que não precisava gritar para que eles o ouvissem. - Por que não me levaram dando-me alguma complicação pelo ferimento como uma infecção? Já vi pessoas morrerem por menos… - Falou ele em meio ao frio de -10ºC, ainda queria saber qual era seu propósito em continuar aqui. - O que vocês querem de mim? Droga! - E dessa vez ele chutou parte da neve ao redor, alterando a voz para algo um pouco mais agressivo. - Eu perdi tudo, TUDO, e mesmo assim vocês insistem em me manter aqui, o que eu fiz de errado? O que eu fiz para merecer essa punição?

Naquele instante Zed caiu de joelhos sobre a neve e levou as mãos geladas até o rosto, ele estava chorando, havia agora se dado conta de que não tinha mais nada, perdera suas coisas, perdera sua espada, perdera seu amor, mas acima de tudo, perdera também a sua mãe. Podemos recuperar roupas, conseguir uma nova arma, ou até se apaixonar de novo, mas será que podemos ter uma nova mãe? Para um garoto de apenas dezessete anos essa não era uma pergunta que ele conseguiria responder por agora, ainda há coisas demais que ele não sabe responder, ainda há coisas demais para que ele possa aprender… E talvez todas essas dúvidas, sejam a resposta dos deuses para sua primeira pergunta.

- Isso só pode ser o meu inferno… - Falou em voz baixa voltando a ficar de pé e colocando as mãos dentro do bolso para aquecê-las.

Quando começou a tremer, Zed acabou lembrando o motivo para odiar tanto o frio, ele realmente precisava botar fogo em alguma coisa, caso contrário acabaria morrendo congelado… E dessa vez nem era uma desculpa para o seu impulso piromaníaco. Se não conseguisse encontrar o navio de Akamio no porto, já sabia o que faria em seguida… Ele ainda não havia conseguido botar fogo em uma casa.

Depois de andar um pouco até chegar ao centro da cidade, Zed reparou no pouco movimento das ruas para o horário das seis, talvez fosse o clima frio. Observou bem pelo caminho os comércios que a cidade possuía, em breve iria precisar entrar em algum deles para conseguir comprar seus itens inflamáveis e principalmente sua espada, só Izanagi sabe o quão desconfortável ele estava se sentindo ao andar por aí sem a sua principal arma de combate. No meio do seu trajeto até o porto, acabou se deparando com um bar que lhe chamava a atenção pela confusão que parecia estar acontecendo, ou melhor, já havia acontecido, pois aparentemente um homem que reconhecia ser um marinheiro estava carregando para fora três caras desacordados. Mas onde estava o restante da tropa de marinheiros, aquele cara havia derrotado os três sozinho? Eles tinham um porte físico avantajado e não pareciam serem fracos para perder para um único marinheiro. O espadachim “desespadado” sentiu um certo calor interior começar a se formar ao reconhecer a possível força daquele maldito.

“Sargento Ao” ouviu ele dizer antes de se retirar carregando os três corpos como se fossem sacos de batata, apesar dele ter lhe chamado a atenção, Zed não iria parar por motivo nenhum antes de chegar no porto, mesmo aquele nome não saindo da sua cabeça durante o restante do percurso.

Nem mesmo Zed imaginava que sua reação seria essa ao chegar no porto e não encontrar nenhum vestígio do navio de Akamio, ele riu, riu pois sabia que os deuses não lhe dariam isso de forma tão fácil assim. Já era de se esperar que teria que se esforçar bem mais se quisesse reencontrá-la, e talvez esse também fosse o desejo dela, o que levou ele a dar risada da sua desgraça, afinal, se nem o Governo Mundial conseguiu encontrá-la até agora, como ele, um mero civil, conseguiria? Ele não tem dinheiro, não tem um barco, não tem nem ideia de por onde começar a procurar, o que era frustrante, pois nunca teve interesse em perguntar sobre os planos futuros de sua mãe.

A vontade de Zed de explodir alguma coisa apenas aumentou, o frio dessa ilha desgraçada apenas aumentava sua vontade de queimar algo, e ver que muitos estavam até evitando chegar perto dele era um alívio, pois temia o que poderia fazer se alguém da cidade o irritasse vindo lhe dar algum bom dia ou puxar qualquer assunto idiota sobre o tempo. Agora ele precisava pensar de maneira inteligente como poderia conseguir tudo que queria da maneira mais fácil possível, roupas mais adequadas para o frio, uma espada nova, um navio para viajar e principalmente dinheiro, pois além de estar com fome suficiente para comer um Rei dos Mares sozinho, também precisava dessa merda pra comprar seu kit de maluco do fogo… E em Shells Town só havia um emprego que daria a ele oportunidade de abusar de todos esses recursos.

- Lembro de ter visto essa desgraça por aqui. - Disse ele enquanto andava o caminho de volta lutando para não mostrar que estava tremendo de frio e também se recusando a perguntar para os outros onde ficava o local que ele procurava. Se tudo desse certo e ele conseguisse chegar lá, Zed não perderia tempo em adentrar o ambiente com um sorriso convencido no rosto, para assim tentar parecer ser alguém forte. Ao chegar na recepção, deu um batidão no balcão para chamar a atenção da pessoa que estaria ali para lhe receber e então pronunciou: - Eu vim me alistar nessa merda de marinha.




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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptyTer 17 Abr 2018, 22:35


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Através do fogo e das chamas: O segundo passo

 

Dentre todos os inconvenientes que se apresentaram a Zed naquele momento a temperatura pareceu ser a mais incomoda dentre todas as coisas, sua dúvida de fato sobre o fato de nevar ou não em Shells Town era totalmente válida, uma vez que o clima predominante na ilha era o verão. Levando sua própria fé como base para guiá-lo para explicar tal evento estranho, pensou na fúria da deusa do sol em relação ao combate que ele havia tido com alguém que também era devoto a mesma fé, tivesse fundamento ou não, para o rapaz aquilo havia se apresentado como uma possibilidade real.E as suas frustrações não se limitariam apenas ao clima, que ele pôde observar, mas também pelo ato que havia sido feito de deixar-lhe um agasalho, se fosse uma relação normal
entre mãe e filho, talvez aquilo pudesse lhe trazer boas memórias, mas envolto no profundo sentimento ruim que carregava, a vontade de tacar fogo tanto no agasalho, quanto no lugar o consumiu, nesse instante ele poderia perceber que não havia nada disponível para que ele pudesse realizar o seu objetivo dentro daquela casa, era um lar temporário e se fazia desnecessário que fogões ou moveis além de uma cama para dormir fossem instalados, o espaço vazio que havia na casa era grande  o que talvez fosse conveniente para treinos no passado.

A temperatura estava mais gélida do que as chamas da fúria de Zed, que naquele momento pareceu querer manter seu casaco perto de si, para que pudesse deixar aquele local e a sua preocupação, mesmo conhecendo que se tratava de sua mãe, por um momento o fez temer encontrar o corpo de sua amada a frente e como um ser humano, não poderia haver a ele naquele momento agonia maior, mas felizmente nada do tipo poderia ser encontrado por ele e por todo o seu caminho, a sua existência parecia dolorosa para ele aquele momento, se o seu corpo estava intacto seria o seu coração aquele que estava o mais machucado, os fatos trágicos de como sua vida havia corrido e como tudo para ele parecia tão recente, não era fácil para que ele lidasse e lembrando-se do motivo de odiar tanto  o frio, havia colocado um objetivo a sua frente, o de queimar sua casa, fosse para saciar sua própria compulsão, ou para que pudesse dar ao inferno de seu passado, uma visão digna do próprio.

Diante da cena do bar, o rapaz se mostrou curioso, ao ver a demonstração da força do homem a sua frente, havia o lembrado do quanto ele se sentiu nu ao se encontrar sem a sua espada, o que era um espadachim sem uma afinal? Certamente não uma ameaça.Porém a força por mais que pudesse chamar a sua atenção, não era o suficiente para lhe desviar de seu caminho.

O rapaz de temperamento explosivo, seguiria até o porto e ali nada conseguiu encontrar que pudesse faze-lo sequer ter alguma pista de que sua mãe algum dia já esteve ali. A movimentação era intensa e havia muitos navios comerciais, sendo alguns com o simbolo do governo hasteados, outros com o simbolo da marinha em si e havia até mesmo embarcações menores e mais simplórias, diferente da cidade o porto estava bem agitado, o frio não poderia fazer com que o trabalho deixasse de ser feito e o local provavelmente estava cheio demais para o mal humor do rapaz. Não tinha recursos e sequer a experiência que mesmo agentes do governo talvez não tivessem, visto que a sua mãe não era alguém fácil de rastrear, sua situação de fato não lhe ajudaria em nada para que ele pudesse dar seguimento para esse objetivo, pelo menos não sem que tivesse amparo de algo ou de alguma organização. E o caminho mais fácil logo se mostraria em sua cabeça, se havia um lugar que poderia conseguir os recursos a experiência e tudo aquilo que lhe faltava sem dúvidas essa era a marinha, um local que era bem conhecido por todos que eram moradores de Shells town. No entanto, sua decisão de evitar as pessoas teria a consequência de ele ter se seguir um caminho muito mais longo do que se perguntasse diretamente a alguém, fazendo com que quando ele chegasse ao portão do Qg com seus ossos quase congelando devido a temperatura.

A primeira visão que ele teve do QG dava a impressão que estava em outro lugar os portões de madeira estavam bem abertos e não haviam muitos guardas ali na entrada, o arco que se formava acima do portão tinha uma estrutura arquitetônica que se destacava aos olhos e as grandes muralhas que ali haviam certamente passavam a ideia do poder que a marinha tinha sobre aquela ilha, sendo inclusive talvez o principal motivo para que Zed tivesse chegado ao lado de sua mãe nesse local, como um exemplo de paz a cidade raramente tinha grandes acontecimentos negativos que não fossem rapidamente reprimidos e controlados, sendo bem comum que a população se sinta bem segura no local. Quando adentrou o local o rapaz pôde notar uma diferença grande na temperatura que havia no local, para que os ventos o faziam encarar, o chão era de madeira e o rapaz acabava por levar neve para dentro do local, sendo o único motivo do local não estar impecável sendo o próprio garoto. A sua frente havia um balcão que aparentava ser bem sólido e ele poderia ver dois corredores, caso olhasse para os lados, o local era bem iluminado e seria fácil para que ali se sentisse em um ambiente bem melhor, visto que odiava o frio. Atrás do balcão, havia uma garota de cabelos de coloração marrom e olhos azulados, com um grande sorriso e alguns papeis em sua mão, ela trajava um uniforme da marinha padrão de soldado mas pelas curvas de seu corpo e pelo formato delicado de seu rosto a fariam ser realmente bela o que talvez fosse o principal motivo para que ela fosse o primeiro rosto que se poderia ver ao entrar no local.

Mesmo em frente a atitude agressiva do rapaz, em momento algum ela deixaria de olha-lo nos olhos, conforme ele havia se aproximado e até mesmo dito palavras que talvez pudessem fazer com que alguém mais sensível naquele momento reagisse da mesma forma, retribuindo o sorriso do rapaz a moça abriu um ainda maior, ao filtrar aquilo que desejou ouvir.
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-Realmente hoje é um dia de sorte, apesar da neve vou poder ajudar a mostrar o caminho para um novo marinheiro?Bom, vou te explicar direitinho como vai ser ok? Primeiro, você vai preencher essa ficha, com seu nome com seu estilo de combate se você tiver algum  e essa parte médica para que saibamos se você tem algum tipo de problema de saúde... E essa é a parte chata do assunto. Eu vou te fazer uma pergunta, assim que você terminar de preencher e a partir dela iremos prosseguir.

A garota se manteria bem atenta a movimentação do rapaz com os olhos,  ao entregar-lhe uma ficha e uma pena, já contendo tinta o suficiente para que ele pudesse escrever. Zed poderia notar quando pegasse os itens que a garota tinha uma luva branca a cobrir suas mãos e uma katana de boa qualidade, com alguns detalhes dourados em seu cabo. A garota não recuaria frente a possíveis comportamentos negativos da parte de Zed e isso talvez fosse algo que o fizesse se sentir mais parte do lugar do que fora dele, ou algo do tipo a garota parecia bem observadora e talvez isso fosse um ponto positivo para que ela assumisse a sua função, assim que ela terminasse de ler as informações dadas pelo rapaz ela aproximaria o seu rosto de Zed, de forma bem incomoda, o olhando nos olhos, no limite que o balcão permitia o seu corpo se aproximar, mas não havia contato. Seria possível para que a respiração dela fosse sentida em seu rosto, assim como o contrário também era possível

- Qual o motivo de você querer entrar na marinha?


Devido a proximidade,era possível sentir até mesmo o hálito da garota falando com ele, era de um frescor mentolado que era agradável as narinas, e tirando a proximidade que poderia deixa-lo sem jeito não havia outro fator externo que poderia incomoda-lo como mal odor da parte dela. Quando ouvisse a sua resposta, a garota recuaria e colocaria a mão no queixo, o olhando de baixo para cima de forma analítica, não havia maldade em seu olhar. Então a expresão séria de seu rosto deu lugar a uma expressão amigável novamente

-Bom recruta Zed, entendi o motivo de você procurar se juntar a organização, pra falar a verdade isso não faz nem mesmo parte do protocolo, só queria saber mesmo o motivo de você ter vindo carregando o mundo do peso nas costas, quando entrou haha. Bom... Eu sou a oficial Hana e vou cuidar do seu processo de admissão, como hoje deve ser um dia tranquilo é bom que logo cedo possamos resolver isso, certo? Bom, primeiro me responda você já tomou café da manhã? Não quero ver você caindo no meio do treinamento.


A garota esperaria a resposta do rapaz e se fosse positiva, ela abriria uma espécie de marmita que tinha atrás do balcão, onde havia pedaços de morangos cortados em formato de estrela,assim como outras frutas e até mesmo um biscoitinho em formato de coelho, claramente algo feito caseiro, não havia como aquilo ter sido comprado, era algo que por mais que não fosse muito, se podia comer com os olhos, e no momento que Zed experimentasse, poderia sentir-se até mesmo estasiado com o sabor que teria, caso aceitasse dividir com ela o conteudo.
Imagem:
 

Tivesse o rapaz aceito ou não dividir com a garota a refeição, ela acabaria ali comendo, sem se importar com a presença do rapaz, para só assim se levantar e  pegar duas vassouras, entregando uma a Zed, com um sorriso no rosto.

- Bom, esse é a primeira fase de três do seu recrutamento, você vai ajudar na limpeza e vai limpar a sujeira que o senhorito fez ao entrar, eu vou ajudar você em parte do trabalho, mas o pesado vai ser contigo. Você é um espadachim, certo? Me deixou curiosa, nas partes seguintes teremos um treinamento que talvez você ache mais digno onde conseguirei a você uma boa espada que te agrade haha. Bom, com isso dito vamos em frente.

A garota mostrava naquele momento ao garoto um charme singular, não apenas em sua aparência, mas em seu jeito extrovertido e envolvente, a garota certamente era bem carismatica e pouco ligava se o menino fosse amaldiçoa-la ou reclamar do trabalho, de fato era uma das etapas para entrar na marinha, o serviço braçal.







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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptyQua 18 Abr 2018, 21:49





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1



Capítulo 3 - Explode e Queima Tudo





Um minuto a mais do lado de fora procurando o QG da Marinha e provavelmente Zed teria desmaiado por hipotermia. Antes mesmo de atravessar os portões ele já havia sentido o poder que esse estabelecimento passava para a cidade, qualquer bandido pensaria duas vezes antes de cometer um crime nas ruas de Shells Town e qualquer pirata novato que fosse inteligente o bastante evitaria atracar seu navio nas redondezas.

Assim que adentrou o QG trazendo consigo quase metade da neve da cidade, ele bateu na mesa de recepção e falou com os dentes rangendo para a marinheira a sua frente que desejava ingressar no programa da Marinha, mesmo que fosse óbvio que estava sentindo frio, ele fazia de tudo para demonstrar estar perfeitamente bem, afinal para um amante do fogo admitir isso era o mesmo que admitir a derrota. Hana era o nome dela, cabelos castanhos, rosto bonito, mas acima de tudo o que mais chamou a atenção do garoto foi a espada que ela carregava na cintura. A única espadachim que conhecera era também o melhor espadachim que já vira, então para ele havia ali uma grande expectativa sobre a capacidade de Hana, isto logo o fez lembrar do sargento do bar, não sabia qual era a patente da garota, mas se fosse tão poderosa quanto este outro marinheiro, Zed ficaria ansioso para vê-la lutar.
Ao explicar e passar para Zed o formulário que ele precisava preencher para dar início a sua inscrição, o garoto observou-o por um instante com a pena na mão antes de começar a passar a tinta sobre o papel.

“Nome”, essa era fácil, Zed… Mas Zed do que? Pois é, boa pergunta, apesar de já ter questionado sua mãe diversas vezes a respeito do seu sobrenome, ela sempre fugiu do assunto como se evitasse dar a ele qualquer ligação a aquele que seria o seu pai, enquanto da parte dela, de acordo com a própria, era melhor que não tivessem um nome em comum. Quando a pena tocou o papel para que começasse a escrever o seu difícil e longo nome, Zed pensou se haveria algum problema em inventar um sobrenome qualquer para preencher esse vazio, afinal depois que acordara do que deveria ter sido a sua morte, era como se tivesse começado uma nova vida, por isso tinha o direito de se dar um novo nome, este já muito bem pensado e assinado na folha como: Explode-E-Queima-Tudo Zed.

Muito satisfeito com seu novo nome, o Sr.Explode-E-Queima-Tudo continuou a preencher o formulário de alistamento passando para seu estilo de combate que fez questão de escrever como “uso uma espada G.p.C e luto sendo abençoado pelos deuses, se tudo der certo ainda meto fogo no que estiver no caminho”.

Por fim, na última parte, quando precisou escrever sobre sua saúde, Zed respondeu de forma simples: “sou absolutamente normal”.

E assim devolveu o formulário para a marinheira.

- Pode fazer a pergunta final agora… - Disse ele de forma serena logo em seguida.

Nesse instante a jovem marinheira puxou o papel pelo balcão e assim que terminou de lê-lo aproximou seu corpo sobre a recepção para posicionar seu rosto bem em frente ao dele, reação esta que para Zed era um tanto quanto incomum, visto que poucas foram as pessoas que conhecera que lhe olharam tão facilmente nos olhos. Ele podia sentir a respiração dela abafar seu rosto frio naquele instante, sentiu o aroma de menta que extravasava de suas narinas atingir as suas de forma suave e refrescante, mesmo que já estivesse refrescado o suficiente com esse clima. Zed por um instante poderia até ficar um pouco corado devido ao desconforto da situação, mas não deixou isso transparecer pois instantes depois da garota se aproximar ele já recuou dando um passo para trás e erguendo uma das sobrancelhas em uma reação de “que caralhos essa garota tá fazendo, é doida?”

Quando a marinheira perguntou seus motivos para entrar na marinha, uma pergunta bastante simples simples, mas que para Zed não era algo tão fácil de responder, principalmente quando os demais recrutas que chegam ao local já devem ter textos cheios de histórias de superação e sonhos, enquanto para ele era puro interesse momentâneo, nada além da exploração dos recursos que a Marinha poderia lhe oferecer… Não restava outra opção para ele que não fosse mentir, talvez assim pudesse ter mais chances de adentrar no programa, e com sorte a marinheira a sua frente seria ingênua o bastante para acreditar, ou ele um mentiroso bom o bastante para isso.

- Tenho o sonho de deixar todos os cidadãos do mundo sentindo-se seguro, livrar os mares das ameaças que crescem a cada dia, serei eu aquele que irá dar fim a Grande Era dos Piratas! - Inventou ele no momento de maneira tão extrema que chegava até parecer ridículo, ninguém além dele sabia o quanto estava se esforçando para não rir do que havia acabado de dizer, principalmente quando lembrava que talvez outros idiotas já haviam dito isso e de maneira séria. Não satisfeito com a lorota, Zed botou uma mão no peito e juntou os pés em uma posição de juramento. - Junto da Marinha e dos deuses eu serei capaz trazer a paz mundial em cada um dos oito mares!

Talvez tenha dado certo, talvez não, a verdade é que não importava, pois Hana logo em seguida admitiu que tal pergunta só havia sido feito por pura curiosidade dela a respeito dele, algo logo ignorado por Zed no momento em que a marinheira lhe oferecera uma marmita café-da-manhã que nem sequer pensou em duas vezes em aceitar ou em reparar no que havia dentro, somente jogou tudo na boca e devorou aquilo em questão de segundos. A fome do garoto era gigantesca, tão grande quanto as muralhas deste QG, mas mesmo comendo com rapidez, não era ignorável o sabor maravilhoso que conseguia sentir penetrar cada uma de suas papilas gustativas.

- Puta que pariu isso tava muito gostoso! - Exclamou ao devorar a refeição sozinho de maneira tão rápida que chegava até a ser assustador. Ao olhar novamente para Hana acabou se tocando de que talvez ela ofereceu a comida dela de forma educada para que pudessem dividí-la, e não para que comece tudo sozinho. - Ow… Errr, me desculpe, eu estava com muita fome, acho que acabei entendendo errado… - Pediu ele desculpas de forma bastante educada ao perceber que havia feito merda, rezou para que Izanami lhe protegesse naquele momento de uma possível ira da marinheira. De qualquer forma, sentiu-se um pouco culpado por ter comido toda a comida dela, não sabia se ela estaria com tanta fome quanto ele, portanto tentaria de alguma forma ainda hoje devolver esse lanche para ela, nem que para isso tenha que bater em outro marinheiro e pegar a comida dele.

Quando finalmente Hana decidiu dar início aos processos de recrutamento, Zed sentiu a empolgação queimar dentro dele uma outra vez, era algo que lhe fazia se sentir vivo, algo que dizia para ele que não, ele não estava em algum tipo de inferno ou algo do tipo. Se ainda houvesse neve sobre ele ou suas vestes, essas derreteram sobre o corpo quente do garoto e escorreram pelo restante dele… Mas o balde de água fria que era descobrir que o primeiro trabalho de recrutamento era uma tarefa doméstica tirava todo o tesão que conseguiu acumular para começar a atear fogo em alguma coisa. Ao menos ela mencionou algo a respeito de ganhar uma espada se fosse digno o bastante, mesmo que não soubesse quais eram os seus critérios para decidir isso, já era uma motivação a mais para conseguir limpar o local.

Não tinha para onde correr, já havia sido botado nesse tipo de treinamento antes pela sua mãe e sabia qual era a real intenção dele, por isso fez exatamente o que havia sido pedido e de maneira exemplar, pois a vassoura em sua mão agiu como se fosse a sua espada e os movimentos que usou para limpar o salão eram tão bons que o faziam sentir saudades de poder usar uma arma de verdade. Quando percebeu o que estava fazendo, girando a vassoura ao redor do corpo e fazendo acrobacias com ela só para limpar o chão, ou talvez para tentar impressionar a garota que o observava, Zed parou de se exaltar e terminou o pouco serviço que restava como uma pessoa normal.

- Ok, espero que isso seja tudo que preciso fazer… Qual é o próximo passo, marinheira?

Mas por um instante ele não conseguia acreditar que havia feito isso, com a vassoura e o pano ainda na mão o rapaz colocou a testa sobre o cabo do objeto resmungou alguma coisa, sentiu a frustração de ter escolhido isso de maneira tão imprudente e sem pensar direito no que estava fazendo. Ele estava completamente arrependido… Com certeza Explode-E-Queima-Tudo-Depois-De-Cortar era um sobrenome bem melhor, e ele não conseguia aceitar que havia cometido um erro tão bobo.




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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptyQui 19 Abr 2018, 17:42


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Através do fogo e das chamas: O terceiro passo

 

Zed havia ali completado sua inscrição ao sugerir o nome cômico de Explode-e-queima-tudo Zed, certamente um nome que para ele soaria genial, mas sem dúvidas ali naquele momento causou uma risada discreta de Hana, que havia deixado o papel da inscrição dele no local correto, a atuação de Zed em relação ao seu objetivo ao adentrar a marinha seria digna de aplausos e sem dúvidas muitas risadas, isso é se fosse uma peça de comédia , uma vez que dificilmente seria capaz de convencer alguém de verdade, a menos que essa pessoa fosse extremamente ingênua e crédula, devido a forma como sua falta de habilidades como ator poderiam entregá-lo fácilmente por meio de sinais claros em sua fala.Mas, sem dúvidas o que mais divertiria a garota, além do nome criado pelo rapaz ou seu objetivo padrão improvisado, sem dúvida seria a forma como ele havia fácilmente ficado sem jeito com a sua atitude energética, seria difícil não ver em seu rosto que ela havia achado algo fofo.

A garota realmente acreditava saber julgar bem as pessoas, portanto seria difícil para ela acreditar que mesmo que aquela não fosse a verdade, que o garoto havia algo maligno dentro de si, suas atitudes agressivas, para ela não passariam de um meio para que pudesse afastar as pessoas, fruto provavelmente de um passado trágico ou de algo que possa ter machucado seu coração de forma intensa, Hana não queria pensar muito sobre o assunto, mesmo que chegasse pudesse tirar uma conclusão precipitada por si mesma. A garota havia ali sido gentil em oferecer dividir parte do que ela havia preparado para si mesma para o restante do dia mas o rapaz claramente com a fome maior que os modos não conseguiu impedir a si mesmo de comer totalmente o que ela havia ali preparado, como havia o garoto de resistir em frente a uma fome tão avassaladora e uma comida tão boa quanto? Era visível ao rapaz pelo bico que a garota havia feito de que ela realmente queria ter dividido e não simplesmente entregado e Zed por um momento poderia até mesmo jurar que pela forma que ela recolheu seus lábios até que iria chorar ali e prontamente se desculpou. A garota fecharia a “ marmita” e colocaria em um canto e talvez a falta de uma resposta direta da garota fosse o pior para Zed por um tempo, enquanto ela viraria as costas para pegar as vassouras, não pareceu a ele que ela estava tão chateada quanto aparentou em um primeiro momento.

-Eu te perdôo, se você me pagar uma refeição com seu primeiro salário… Mesmo que possamos almoçar no refeitório… Eu havia preparado essa refeição especialmente para hoje… Não é tão fácil achar frutas com boa qualidade nesse frio.


Diria a garota colocando a mão atrás da cabeça e a coçando rapidamente, seu rosto corava levemente e ela desviaria o olhar levemente, como se estivesse um pouco sem jeito
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Caso Zed topasse a “ punição” a garota abriria um grande sorriso que ali era belo de se ver, e a culpa que o rapaz tinha provavelmente poderia ali sumir por completo, no entanto o que era improvável poderia acontecer de ele por algum motivo se recusar a devolver a garota de alguma forma a refeição, em que ela havia sido gentil em lhe oferecer. Zed poderia pensar que era só a entrada que ele limparia, mas claramente ali era justamente o começo, Hana levaria Zed para que pudesse também retirar um pouco da neve da entrada, com uma pá que ela havia apresentado a ele que já estava um pouco coberta pela neve próxima do local de onde ele havia entrado a pouco tempo para que realizasse o trabalho. Em um primeiro momento seria possível ver que a garota ajudaria o rapaz com o mesmo empenho que ele, era um trabalho cansativo para que uma pessoa só fizesse e talvez, mesmo que não fosse de sua obrigação a garota ali havia resolvido ajudar por se lembrar do quanto foi trabalhoso quando ela teve de fazer isso sozinha, talvez devido ao pedido da garota fosse difícil enxergar por completo que a moça era uma pessoa de um coração bom até demais, mas o fato de dividir o que tinha e até mesmo colocar-se a trabalhar junto ao rapaz, poderiam mostrar esse lado ao rapaz, e isso era algo positivo pois se ligaria muito a sua primeira impressão sobre como eram as pessoas que trabalharia no futuro e isso talvez pudesse aliviar um pouco o seu coração em relação ao que iria lhe esperar. Em um momento de trabalho, seria possível que o rapaz reparasse que ela havia parado, como se estivesse ali totalmente perdida em seus pensamentos.

A feição da garota certamente era algo engraçado, já que ela olhava para o ar, como se enxergasse algo e tinha uma feição engraçada que poderia fazer Zed pensar o que se passaria na cabeça dela?

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Mal saberia Zed que naquele momento ela pensava sobre o nome que o rapaz havia colocado em sua ficha e  pareceu se divertir novamente ao pensar na idéia. Assim que terminaram o serviço a garota chegaria próxima do rapaz

-Explosion-kun, a partir da próxima etapa, um superior deve cuidar para que as demais etapas ocorram, afinal eu ainda sou uma oficial, uma  das três etapas para que você possa adentrar a marinha incluem um trabalho para ajudar o Qg, eu pensei que te colocar para varrer e remover um pouco a neve seria menos degradante do que te jogar para a lavanderia, ainda mais com um frio desses haha. De qualquer forma é bem provável que eu tenha de ser sua oponente no teste de combate, que faz parte da admissão, o último dos passos você deve se juntar a um treinamento de rotina, mas é bem provável que o sargento te explique novamente, já que eu não posso admiti-lo sozinha.



Dizia a garota em um tom alegre e extremamente amigável a Zed, como se ambos pudessem se conhecer por todo um período de infância ou algo similar, devido a proximidade que a garota fazia parecer que tinham, mesmo que tivessem acabado de se conhecer.Definitivamente Hana era alguém bem singular quanto a personalidade e isso poderia chamar a atenção positivamente do rapaz… Ou não. Conforme adentraram novamente o Qg, Hana lembraria de retirar a  neve antes para que não sujasse o que haviam acabado de limpar e o jovem de temperamento explosivo, poderia acabar repetindo a ação pelo mesmo motivo. A garota tomaria a dianteira, não era tão alta quanto ele mas, também não era tão baixa, sua postura conforme andava era ereta e talvez se ele se atentasse demais ao modo como ela andava perdesse alguns detalhes sobre as salas que ele passaria, conforme andou. Haviam pequenas placas fixadas ao teto de forma a indicar a direção de locais como armazém, refeitório, enfermaria,campo de treino e até mesmo vestiários pelo corredor que haviam seguido antes que pudessem chegar, caso a boa aparência da garota fosse menos distrativa para o rapaz do que o local novo, ele poderia saber para onde estavam indo, antes de chegar e seria para o campo de treinamento.


Quando chegaram ao campo de treinamento, Zed poderia ver que ali encontravam-se os mais diversos equipamentos de combate como armas, espadas de diversos tipos dentre outros possíveis equipamentos que poderiam ali satisfazer todos os estilos de combate possíveis. Havia um circulo envolto de pequenas pedras que lembravam muito o que se fazia ao redor de uma fogueira de acampamento para que o fogo não se espalhasse, apesar de ser a céu aberto, não cairia tanta neve naquele local ou se caia, fácilmente poderia ali naquele momento tornar-se água, se  aspirante a marinheiro fosse atento, poderia ver que o chão ali parecia ser feito de um material similar ao concreto e que haviam alguns ralos para escoar chuva e qualquer outro detrito possível nas demais situações, a menos que colocasse a mão ou alguma parte diretamente do corpo ao chão, Zed poderia entender o motivo, devido ao encanamento de gás passar por baixo daquela parte do campo, o solo da região acabava tendo uma temperatura considerável, em especial pelo modo como a tecnologia não era avançada o suficiente para que não houvesse esse tipo de efeito. Ao fundo havia um homem alto que o loiro poderia reconhecer como  o sargento que havia visto mais cedo no bar, aquele definitivamente era o Sargento Ao, que olhava para ambos com um olhar de superior e um sorriso no rosto, se colocaria a falar interrompendo qualquer conversa que a garota e o rapaz pudessem ter naquele momento.

Sargento- Hana, estava  cuidando do processo de admissão de outro recruta? Se você quer tanto fazer o meu papel, seja promovida primeiro. Devo supor que devo contar com pelo menos a parte do trabalho você o fez passar, certo? Vamos para a parte pesada então, vamos andem, peguem uma arma e vão os dois pro centro do círculo, já que você queria tanto cuidar do processo de admissão desse menino, vai passar pelo mesmo que ele.


A forma como o sargento falava era dura e pouco cortês, havia poder em sua voz e em sua postura, que se mostrou diferente do tratamento que ele pôde presenciar mais cedo, quando ele tratou a população de forma completamente diferente dos soldados ali dentro do Qg.
Era possível que o aspirante a marinheiro naquele momento pudesse ver que a garota por um momento havia travado e que tremeu levemente com a bronca, aquilo havia certamente a deixado abalada, mas em seu rosto ela buscou não demonstrar e quis se mostrar firme e forte ao bater continência.

-Sim, senhor!

Diria a garota em um tom alto, porém facilmente perceptível de que não era um tom firme e confiante.Nesse momento a garota  buscaria pegar o rapaz pelo pulso o levando mais próximo através de um puxão leve, o fato de ela preferir ali puxá-lo ao invés de falar para que o acompanhasse, mostrava claramente que ela queria evitar falar no momento o máximo possível. Se dirigiram até dois estandes de armas, em uma havia armas reais e  no outro estande havia armas de madeira para treino.

-E… Explosion-kun, escolha uma para que seja sua e uma para que faça o combate de treino comigo, elas têm um peso similar, então não deve atrapalhar na hora de manusear, deixe separadinha para que você venha pegar assim que for aprovado, deve ter um marcador ou algo do tipo, pra que ninguém mexa, não se distraia com possíveis outros candidatos e… Não pegue leve comigo, eu não vou pegar leve com você, são espadas de madeira, nada do que acontecer deve demorar para sarar haha…

A garota dava as instruções para o rapaz de forma quase chorosa, mas cheia de uma ternura imensa, ela havia deixado a sua bainha e sua arma que estavam presas a cintura ao lado da espada que Zed havia escolhido para ser sua, devido a ausência de um marcador, para que ninguém causasse algum incômodo maior ao rapaz durante sua admissão e pegou uma espécie de Katana de madeira, junto a uma bainha de mesmo material se dirigindo ao centro do círculo. Assim que ambos estivessem dentro do círculo o sargento se aproximou e com um movimento de sua espada fecharia tanto Hana quanto Zed em um círculo de chamas. Zed poderia se perguntar se aquilo era fruto de uma técnica de espada ou de algum material como óleo ou algo similar que ele havia usado, pois as chamas eram bem intensas e rapidamente a temperatura se eleva dentro do círculo. Hana parecia desconfortável ao observar as chamas, mas manteve sua postura firme ao focar-se em Zed, havia poucas aberturas em sua postura, mas ainda existiam, seus pés estavam bem separados e ela estava próxima  do círculo, de modo que suas capacidades de esquiva dentro do pequeno local eram limitadas o rapaz tinha a iniciativa.

O sargento então se dirigiu a um ponto mais alto do campo para que pudesse observar e bradou.

- Comecem, se ambos estiverem de pé por dois minutos, eu não irei reportar aos superiores a transgressão de Hana, e irei considerá-lo aprovado. Se eu ver você oficial pegar leve de alguma forma, você será exonerada imediatamente!

E com a situação desconfortável que havia se colocado a frente deles, o combate iniciaria, o que faria Zed frente a garota e aquela situação? Ao certamente havia se mostrado uma pessoa completamente diferente, o que poderia frustrar o garoto pela forma como a garota havia se abalado com aquilo, teria ele a percepção para notar que as chamas a incomodavam de forma profunda? Qual seria o plano de combate de Zed? Todas perguntas que só ele poderia através de suas palavras e ações responder.








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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptyQui 19 Abr 2018, 22:40





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 4 - A pessoa de falsa generosidade





Quando a garota disse que só aceitaria as desculpas se lhe pagasse um almoço com seu primeiro salário, Zed fechou a cara e resmungou algo baixinho, um almoço sairia bem mais caro do que um lanche desses, mas fazer o que, ele comeu a comida dela e o mais justo a se fazer era devolver. O jovem aceitava a proposta antes de seguir junto com a marinheira para fazer a limpeza do local. Ao menos o belo sorriso que a garota abria ao ouvir sua resposta já valia bem mais do que o preço de um almoço.

Foi ingênuo quando achou que precisaria limpar somente a parte interna, assim que terminou de passar a vassoura no salão de entrada, Hana levou o garoto para a parte de fora onde deveria tirar um pouco da neve que atrapalhava a passagem para o QG. Mesmo não tendo pedido por ajuda, a marinheira ajudava o rapaz a fazer a cansativa e chata atividade, Zed poderia muito bem pedir para que ela deixasse tudo com ele, mas sinceramente ele não tava muito feliz com a ideia de trabalhar retirando neve debaixo de neve, por isso se Hana estava afim de lhe ajudar, ele não pagaria de bom moço e a impediria de fazer.

Duas pessoas fariam um trabalho bem mais rápido e consequentemente acabariam mais cedo, até que momentos antes de terminarem por completo a remoção da neve a garota permaneceu parada com um olhar viajante em direção ao horizonte, algo que o garoto julgou ser um pouco estranho, mas talvez ela estivesse apenas cansada de continuar lhe ajudando. Ele seguiu sozinho fazendo o pouco que restava do trabalho até que quando terminou a marinheira veio em sua direção lhe passar as instruções para a atividade seguinte.

Explosion-kun? Repetiu ele em sua cabeça sem entender porque ela estava lhe chamando assim, nem sequer havia explodido alguma coisa na frente dela ainda, e que tipo de intimidade é essa para lhe dar apelidinhos e um sufixo carinhoso? Mais uma vez achava estranho, mas não julgava o comportamento da garota. Ela seguiu explicando como deveria funcionar a próxima etapa de alistamento, até que mencionou a parte de que provavelmente ela seria a sua adversária.

- Minha oponente? Desculpa, mas eu não… - Começou a dizer tentando interromper a marinheira, mas ela continuou falando até conseguir terminar o restante da sua explicação, que incluía mencionar o sargento, fazendo assim o interesse de Zed acender em meio a todo esse frio e até mesmo ignorar a parte de que teria que enfrentá-la. - Então veremos o sargento? Hmmm, ótimo.

No passado essa personalidade super amigável de Hana faria Zed se sentir bastante confortável ao lado dela, pessoas que ele não precisava fazer esforço para se aproximar sempre foram as suas preferidas, mas agora esse tipo de comportamento lhe deixava de certa forma incomodado, achando que talvez essa não fosse a sua verdadeira personalidade e só está agindo assim para conseguir se aproximar dele por algum interesse maior. Zed certamente não iria dizer nada a respeito, tampouco demonstrar que estava incomodado com o jeito dela, apenas não se abriria tão facilmente ou seria igualmente amigável como se fossem best friends forever desde o útero das mães.

Quando decidiram voltar para dentro do QG, Hana precisou alertá-lo para tomar cuidado ao entrar para que não sujasse de novo o que havia acabado de limpar, ele não era idiota para fazer isso, mas como estava um pouco distraído por estar analisando o comportamento da marinheira acabou se distraindo no que se diz respeito a isso. Enquanto seguia a garota para onde ela o levava, Zed ativou seu modo de percepção para observar melhor a maneira como ela agia, talvez assim conseguisse enxergar algo que não fosse verdadeiro nela, por conta disso acabou não prestando muito atenção no caminho que estava fazendo, mesmo que em alguns momentos ao olhar para os lados tivesse notado placas como refeitório e enfermaria. No fim, quando alcançaram o campo de treinamento, Zed desligou sua tentativa, provavelmente falha, de descobrir algo na marinheira e se focou em observar o local onde estavam.

Ficou surpreso ao ver a variedade de armas e equipamentos de combate que encontravam-se ali, sem dúvida alguma todos os estilos de luta poderiam ser satisfeitos com isso. O círculo envolvido por pequenas pedras também chamava bastante a sua atenção, mesmo que ainda não sabendo a função delas a não ser demarcar melhor o círculo. E lá estava ele mais uma vez debaixo dessa desgraça chamada neve, esta que nada mais é do que uma chuva fresca que quer parecer mais bonitinha, no fim molhava do mesmo tempo, mas ao menos caía de forma bem mais lenta, desde que não estivesse em uma nevasca. Apesar de estarem sob céu aberto, a temperatura dessa área não estava tão baixa quanto deveria, o que fez Zed levar as mãos ao chão de concreto para sentir melhor o calor que subia por ele, foi assim que entendeu que o encanamento de gás estava passando ali por baixo, só não sabia ainda o motivo para tal.

Quando olhou mais uma vez para o cenário, percebeu ao fundo o Sargento Ao, não esqueceria do rosto dele tão cedo, uma vez que já considerava procurá-lo enquanto estivesse em Shells Town. Zed sorriu para ele, mas diferente dos sorrisos feitos por Hana, esse apenas transparecia seu desconforto ao ver o marinheiro encarando-os com todo aquele ar de superioridade. Isto era aquilo que costumam chamar de rindo de nervoso.

A forma como sargento falava com Hana era algo que lhe fazia ferver por dentro, não havia nem um pingo de respeito na maneira como ele dirigia a palavra a ela, mesmo que a patente dos dois deixasse claro que ele era o superior dela, ele parecia fazer questão de esfregar isso o tempo todo para a garota, tentando diminuí-la e consequentemente tirar dela toda a felicidade que ela estava até agora transparecendo. Se julgasse o sargento apenas pela imagem que tinha dele de hoje mais cedo, Zed teria se decepcionado, por isso ele tentou fazer o mesmo com Hana, esperando que talvez ela pudesse mais tarde demonstrar quem ela realmente era por trás desse sorriso… Pois ninguém consegue sorrir o tempo todo.

Enfim, era notável o quanto a garota havia ficado abalada com a presença e a maneira como seu superior lhe havia tratado, quando ela o puxou para que a acompanhasse até a área das armas, Zed pode sentir que a energia que extravasava dela até agora pouco havia mudado, tornando-se mais inconstante. Haviam ali dois estandes de armas, um com as armas de verdade e outro com as armas de madeira, a pedido da garota, ele já seguiu em direção as espadas de verdade para estudar qual delas poderia pegar caso fosse aprovado, e provavelmente não teriam muitas variedades para espadas do seu estilo de combate, por isso não demorou muito até escolher a zanbatou que julgou ser de melhor qualidade, ainda que nenhuma delas chegasse perto de ser melhor que a sua antiga. Deixou ela separada e marcada como Hana havia sugerido.

Ainda desconfortável com a ideia de ter que enfrentar a marinheira, uma vez que jamais havia treinado ou lutado com outra mulher, Zed seguiu até a parte das espadas de madeira e pegou uma das zambatous de madeira, que por já estar acostumado sabia que aquelas que fossem mais pesadas eram as de madeira maciça, portanto traziam melhor desempenho para o seu estilo de combate.

- Se não vai pegar leve comigo, então use a sua espada de verdade. - Pediu ele depois de um longo período em silêncio, e de fato ele estava falando sério, pois olhava nos olhos de Hana durante cada palavra. - Não ligo para ferimentos que você possa me causar, mas quanto a isso garanto que sou bastante resistente. Também não se preocupe com os que posso causar a você, continuarei usando essa espada de madeira, será suficiente… - Completou de maneira a tentar tranquilizar a garota, mesmo que fosse soar como uma forma machista de subestimá-la. A verdade é que Zed não tinha a intenção de feri-la de forma alguma e enfrentar uma espada de verdade trazia a ele o real desafio que queria ter.

Não sabia se ela iria aceitar a sua proposta de combate, principalmente por ainda estar bastante abalada por causa das palavras do sargento e todas as palavras que usou para explicar a ele o treinamento tinham junto um tom de choro. Independente de como a marinheira lutaria, Zed seguiu até o centro da arena junto com ela e carregaria sua espada de madeira apoiada em seu ombro. Assim que ambos estavam devidamente posicionados, Ao com um movimento de sua espada faria o cenário ao redor arder em chamas, prendendo-os em um círculo de fogo.

Quando viu as chamas se erguendo ao seu redor junto com o cheiro e o calor único que elas eram capaz de proporcionar, Zed sentiu o prazer percorrer suas veias em forma de adrenalina. O que o sargento estava querendo com aquilo, lhe intimidar? Hahaha, botasse ele pra lutar debaixo d’água então, otário. Antes que o confronto tivesse início, o espadachim puxou a enorme espada para frente do corpo e a apoiou com a ponta no chão enquanto segurou-a no cabo com as duas mãos. Nesse instante ele fechou os olhos, então esperava que mesmo tendo o início do combate, Hana iria respeitar sua postura e não atacar, isto porque naquele momento Zed estava rezando.

“Guie meus pés com sua leveza,
Mova minhas mãos com sua destreza,
Proteja meu corpo com sua armadura,
E torne minha alma impetuosa como a sua,
Entrego-a por inteiro ao Senhor,
Minha espada é a sua espada, Susano’o.”


E ao abrir os olhos, Zed encarou Hana de uma maneira completamente diferente, seus olhos vermelhos em conjunto com o fogo brilhavam de uma maneira tão intensa que nem mais pareciam ser olhos humanos, quem sabe um cenário um pouco mais escuro pudesse trazer até medo para a marinheira mais experiente que ele. Ele percebeu o desconforto dela assim que a encarou com seriedade, porém não era algo causado por ele, e sim pelo fogo que ardia ao redor deles. Não sabia qual era o nível de combate da garota, mesmo confiante no poder dos deuses sobre ele, não poderia subestimá-la, ainda que a postura de combate dela apresentasse algumas aberturas que pudessem ser exploradas.

Mais uma vez o desgraçado do sargento dirigiu suas palavras de maneira rude para Hana, que cada vez mais se sentia oprimida naquela situação, e agora com as ameaças que o sargento estava fazendo era ainda mais provável que ela fosse ficar abalada, consequentemente diminuindo o desempenho dela no combate. Era quase como se o maldito tivesse total intenção de deixá-la mal e por isso fazia de tudo para que ela tivesse o baixo desempenho necessário para conseguir prejudicá-la da maneira que desejava.

Zed sabia que teria uma chance maior de sucesso se avançasse em linha reta com a espada posicionada da maneira correta para tentar aplicar um corte horizontal em cima da marinheira, conhecendo o tamanho da espada que usa em combate, ele conseguiria fazer isso quase que a média-distância, e sabendo que Hana estava com a esquiva debilitada devido ao círculo de fogo, ela não teria muito espaço para tal ação, mas ainda que fosse possível, não subestimando a capacidade dela de desviar e contra-atacar, Zed também poderia tentar ser rápido o bastante para puxar a espada de volta para si e aproveitar do tamanho dela para usar como um escudo, podendo talvez conseguir bloquear o ataque dela e assim abrir novamente a vantagem para o seu ataque,

Mas não era isso que Zed faria, aquilo tudo estava errado, não era o combate que ele queria ter, enfrentar alguém afetado emocionalmente por algo que não foi ele que causou lhe incomodava, ter que lutar contra outra mulher lhe incomodava, e principalmente ter que fazer tudo isso para ser avaliado por um filho da puta não só lhe incomodava como lhe deixava puto. Por isso Zed largaria sua espada de madeira no chão e independente se Hana seria capaz ou não de começar a lutar para lhe atacar, ele não faria nada.

- Eu me recuso a fazer esse combate! - Bradou Zed em alto tom ainda mantendo os olhos firmes em Hana e ao fogo dançando atrás dela. - Não vou enfrentar uma oponente que não está em perfeito estado emocional para isso, principalmente quando o babaca do superior dela fez ameaças indicando prejudicá-la caso falhe. - E então mirou seus olhos intimidadores para detrás das chamas, em direção ao sargento Ao de onde quer que ele estivesse observando. - Se todos os marinheiros que sobem na hierarquia forem uns merda como você, então eu não tenho motivo nenhum para continuar tentando me alistar, porém, me alistando ou não, Sargento Ao, seu verme que rasteja em bosta de cavalo, se você se acha tão melhor que a garota aqui, então vem você mesmo me enfrentar, mas só toma cuidado para não perder e ser exonerado quando relatarem sua derrota vergonhosa para um civilzinho qualquer.

E após essas palavras completamente impulsivas e movidas unicamente pela sua emoção atual de raiva, Zed desafiava para um combate o único ali que desde o início tinha vontade de enfrentar. Não fazia a menor ideia de qual era o nível de um sargento da marinha ou se ele era muito mais forte que ele, foda-se, preferia mil vezes apanhar desse merda do que ver alguém que não quer lutar ser forçado a lhe enfrentar. Entrar na marinha era uma solução rápida para seus problemas atuais, mas não entrar também não é o fim do mundo, se necessário buscaria outra forma de sair da ilha e quem sabe até se alistar em outro QG… Só que não importa, pois no momento todos seus objetivos foram atualizados e sua única vontade era a de conseguir acertar um golpe bem dado na cara desse sargento babaca.


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Através do fogo e das chamas: O Quarto passo

 

Para o rapaz, talvez devido ao seu passado toda a atitude de Hana era para ele bem estranha a garota era amigável demais, gentil demais para que ele não desconfiasse, não só se aproximava rápido demais, como inclusive era audaciosa o suficiente para dar um apelido ao garoto de temperamento explosivo, talvez não por ser tola mas por saber até onde poderia ir com suas brincadeiras, em todo caso talvez fosse de sua natureza ser dessa forma e talvez isso pudesse de mostrar quando mesmo sem que precisasse ela tivesse pego  para ajudá-lo em uma tarefa que talvez sobre outro superior teria que fazer sozinho e de fato limpar a neve enquanto ela continuava a cair do céu poderia parecer que se estava enxugando gelo, uma vez que era uma tarefa realmente ingrata e trabalhosa.

A garota havia tomado a frente no momento em que haviam ali adentrado o Qg, havia sido cuidadosa o suficiente para lembrá-lo sobre as roupas e teria ali sido super atenciosa com ele, coisas que só levantavam ainda mais a suspeita do garoto, que havia prestado atenção no modo como a garota caminhava, talvez se ele tivesse se dedicado a olhar mais sobre o quartel, poderia aprender a andar por lá melhor sozinho, caso precisasse mas não parecia que ficar naquela cidade era algo que ele desejava por muito tempo, tão pouco poderia ali crer que não haveria alguma assistência caso precisasse, devido a garota que se mostrava extremamente prestativa a ele. No entanto, por mais que outras pessoas pudessem olhar a garota devido as suas curvas ou outro motivo menos decente, o que o loiro havia procurado era algo mais específico, fosse no seu jeito de andar ou qualquer outro sinal de que ela poderia não estar sendo totalmente honesta com ele,e nesse momento ele poderia ali perceber de forma extremamente sutil enquanto ela andava que havia sim algo que ela escondia, e esse era o motivo para que ela usasse luvas, em um dos movimentos que a garota fez andando, foi possível para que ele observasse que parte parte da mão dela que estava levemente exposta tinha marcas de queimadura, marcas que  zed duvidou que terminasse ali e não pudesse cobrir sua mão por completo, mas devido ao pouco que viu, talvez naquele momento pudesse pensar que era algo pequeno.


Frente a proposta do garoto, de enfrentá-lo com uma espada real a garota naquele momento havia lhe dito com uma voz gentil que poderia soar um pouco zombeteira mas em momento algum soaria como falsa.

-Você é cruel, Explosion-kun… É só um treino, se você não liga, eu ligo… Eu não quero machucar alguém que seja da marinha… Além do mais, se você se machucasse como me pagaria o almoço? Haha

Porém, no momento em que ela havia virado as costas para ele,  aos poucos  ele poderia ver que o sorriso que ela tinha em seu rosto rapidamente havia se tornado uma expressão um pouco mais séria, dura consigo mesmo e a respiração dela pareceu claramente pesada, como se tivesse preparando a si mesma mentalmente. As palavras do sargento eram cruéis e opressoras e não só isso o fogo parecia ser o que mais afetava a garota naquele momento, o medo através de seus olhos era bem claro e mesmo que a sua postura de batalha fosse bem estável, ela não tinha medo de Zed, mesmo que seus olhos para muitos pudessem ali ser assustadores para muitas pessoas, ali havia tornado-se claro para Zed o motivo para que a garota ficasse tão desconfortável com o fogo ao seu redor, mesmo que ela não precisasse dizer uma única palavra, o modo como ela evitava ficar próxima das beiradas e o que o loiro havia visto mais cedo, tornaria fácil para que o rapaz ligasse os pontos de que ela tinha medo do fogo, por mais irônico que fosse alguém que cozinhasse tão bem ter.  Seu plano de batalha estava completamente formulado, usaria da fraqueza demonstrada ali a sua vantagem junto ao alcance maior de sua arma em relação a garota,  mas aquilo não era certo, não poderia levantar a sua espada contra o que acreditava estar errado, do contrário o único golpeado ali seria seu orgulho e certamente  não era essa a atitude que o rapaz teria, de forma corajosa não só derrubaria sua espada, mostrando que não lutaria pelo que ele não acredita, tendo seus ideais firmes e bem estabelecidos.

Em meio a toda aquela situação era possível ver que a garota havia ali caído a sua frente, de joelhos em uma posição completamente vulnerável, estava fragilizada pelo medo que sentia, tanto do fogo que a cercava, tanto do fogo como pela coragem que o rapaz havia demonstrado, naquele momento seria possível para o aspirante a marinheiro, caso olhasse para a garota a visse através de seus olhos azulados fazer com que algumas lágrimas começassem a cair.

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Tal situação poderia fazer com que a cólera dentro de si fosse ainda maior, e o Sargento ao ouvir suas palavras não poderia também estar de outra forma, afinal quem seria esse rapaz que o desafiou? O homem de alta estatura andava na direção do círculo e nesse momento, Zed poderia ali ter recuperado ou não a sua espada que havia jogado ao chão, pressentindo o combate, esta decisão caberia somente a ele. O silêncio do homem gritava conforme havia se aproximado e com um movimento de sua mão, o círculo de fogo havia se desfeito por completo e vendo a situação que havia causado a garota rapidamente havia se erguido e pediria desculpas pelo garoto que havia acabado de conhecer.


-Sargento o perdoe, é apenas um recruta, a culpa é minha, não faça nada a ele por fa….


A voz da garota realmente estava abalada e era visível o medo que ela tinha, ainda assim havia se colocado a frente dele, alguém que sequer conhecia, ela poderia não ter a patente mas ali representaria perfeitamente tudo o que ela acreditava ser da marinha, Hana se preocupava com as pessoas, queria protegê-las e o seu jeito de ser era algo que sem dúvidas traria a tranquilidade as pessoas que a cercavam, se houve alguma dúvida sobre o caráter da garota, seria difícil que ela ainda pudesse permanecer. O sargento por sua vez era o completo oposto do que a garota mostrava e sua atitude era a mais desprezível de todas naquele momento, mesmo que a garota estivesse ali a implorar pela piedade do sargento em relação ao recruta para o homem seu orgulho era mais importante e pelo seu orgulho o homem faria o que nenhum deveria fazer a frente de Zed dando um forte tapa na garota  com as costas da mão, a fazendo ser jogada  cerca de dois metros de distância de onde estavam ali. O barulho do tapa poderia ecoar diversas vezes na cabeça de Zed, como poderia alguém ser tão baixo quanto aquele homem era?

- Calada! Esse pirralho precisa de uma lição! Aprender a respeitar a quem deve, só há uma pessoa que pode me derrotar aqui e esse sou eu mesmo. Você quer entrar pra marinha? Vamos fazer dessa forma então, me acerte um único golpe e você passará pelo teste de combate.


A voz do homem era irritante, mas nada ali seria mais irritante do que sua atitude, naquele momento o homem havia jogado sua espada para longe, tomando a espada de madeira que Hana havia deixado cair no campo de batalha para si olhando o rapaz profundamente em seus olhos, era possível que Zed pudesse sentir o ódio do homem direcionado a ele, sabia que se ele não provasse ali que era o escolhido pelos deuses teria um grande sofrimento em terra, não poderia subestimar o oponente que teria a sua frente naquele momento, sua entrada para a Marinha dependia disso, mas mais importante que isso, ele precisava dar aquele maldito golpe muito bem dado no homem, não poderia ser derrotado sem que pudesse fazer isso.

Aquela situação havia gerado um alvoroço por parte dos oficiais que estavam chegando ao campo de treinamento naquele momento e era possível para que Zed pudesse ver que muitos corriam prontamente na direção da garota para tentar ajudá-la, apesar dela recusar a ajuda para que pudesse se erguer, evitando todas as perguntas sobre quem havia feito aquilo com ela o que mostrava que a garota era alguém muito querido, em especial pelos marinheiros mais novos, que provavelmente tiveram um tratamento similar ao que Zed havia tido, isso talvez o fizesse sentir que ele não era de fato especial, mas sim que aquilo era algo que fazia parte da marinheira e diferente de Ao, todos que se mostravam preocupados davam uma imagem completamente diferente da marinha ao qual poderia se formar na cabeça do rapaz naquele momento, vários olhares vinham da multidão e vários comentários poderiam ser ouvidos de cantos aleatórios em meio ao burburinho comentários como: “ Esse novato esta enfrentando o sargento Ao?”, “ Eu lembro que eu tomei uma surra dele no meu exame de admissão, se não fosse pela Hana eu provavelmente não teria conseguido pagar pelos remédios para me recuperar”, “ Será que foi ele? Ela se meteu em confusão de novo?”

Os comentários distraiam ambos os lados, mas era notável que o mais afetado era o sargento que procurava com os olhos os “ engraçadinhos”, como lidaria Zed em frente a um oponente que claramente se mostrava detentor de uma força grande se comparada a ele? Não parecia que o homem tomaria a iniciativa, mas teria ele a coragem de arriscar contar com isso?









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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim EmptyQui 19 Abr 2018, 23:58





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 5 - Medo






O que é o medo? Medo é o único sentimento em comum entre todos os humanos, e mentiroso é aquele que diz ser um homem sem medo. Mesmo o mais poderoso Yonkou teme por algo, pode isso ser a sua queda do topo ou algo banal como um pequeno inseto. Medo é algo individual, o que pode ser assustador para um pode ser prazeroso para outro, porém a razão dele é a mesma para todos; o medo é um instinto de sobrevivência, é um alerta de sua mente para algo que ela considera uma ameaça, ele nada mais é do que um mecanismo natural de tudo aquilo que está vivo. Mas como surge o medo? Cada pessoa desenvolve seus medos de sua maneira, não existe um padrão para a origem todos os tipos de medo, você pode ter medo de cobras por já ter sido trancado em uma sala cheia delas ou mesmo nunca tendo visto uma você pode ter inconscientemente ao longo dos seus anos desenvolvido a ideia de que elas são mais assustadoras do que qualquer outro animal. Muitas vezes as pessoas sentem medo mesmo que não exista uma origem para ele, por exemplo, o escuro, por que tantos o temem? Uma criança que passa a vida inteira debaixo das luzes e uma que convive apenas com a luz natural, ambas podem vir a desenvolver o mesmo medo, nenhuma delas teve um trauma relacionado ao escuro, porém para ambas ele representa a mesma coisa: o desconhecido.

Não saber o que te espera é uma causa comum para se sentir medo, você nunca sabe o que a escuridão pode estar escondendo e dentro dela pode estar qualquer um dos nêmesis de sua mente. Sabe qual é o medo mais comum entre todos os seres vivos? Acertou se respondeu a morte, pois tudo que está vivo nasceu com o propósito de crescer, sobreviver e procriar, uma gazela foge ao ver um leão pois sabe que poderá morrer, seu instinto grita para que ela se afaste o mais rápido possível, então esse é o motivo para nós, raças desenvolvidas, temermos a morte? A princípio sim, seria fácil responder dessa forma, mas o que nos difere de uma gazela que foge do leão para não morrer é a nossa capacidade de pensar, pensar além da morte, pensar além do nosso propósito, pois se o medo da morte existe por que precisamos sobreviver para viver, então porque idosos que já viveram tudo que precisavam ainda continuam a temer a morte? E a resposta novamente é: o desconhecido.

Desconhecer é temer, desconhecer é odiar, desconhecer é evitar, e por desconhecer nossas próprias capacidades, por não saber se somos ou não hábeis para enfrentar aquilo que não conhecemos o suficiente é que nós sentimos medo. Então ter medo é um sinal de fraqueza? Não, às vezes o medo é um sinal de sagacidade, pois é aquilo que lhe faz sobreviver, é aquilo que te faz fugir do que você não é capaz de vencer.

---/Flash Back/---

O cenário era o dojo de treino que havia dentro do navio ao qual Zed havia passado a maior parte de sua vida. Ele segurava uma enorme espada de madeira e logo a frente dele estava Akamio, sua mãe, segurando uma espada também de madeira só que muito menor do que a dele. O suor e a respiração ofegante de Zed, alguns anos mais jovem, indicavam que ele já estava treinando há algum tempo, enquanto sua mestre não demonstrava nenhum sinal de cansaço.

- Assim você nunca vai conseguir derrubar a minha espada. - Disse a mãe sobre o treinamento que estavam fazendo, aquele que derrubasse a espada do outro primeiro era o vencedor. - Em uma luta real você sabe o que acontece com o espadachim que perde a sua espada?

- Na maioria das vezes é a morte…

- Então me diga, Zed, você está com medo de perder? - Perguntou ela ao filho ofegante.

- Não, você é minha mãe… Por que eu deveria ter medo de você em um treinamento? - Respondeu ele logo dando uma pausa para devolver a ela outra pergunta.

- Entendo… Então se você não conseguir derrubar a minha espada você ficará o resto do mês sem comer qualquer tipo de carne. - Ameaçou ela abrindo um sorriso malvado no rosto. - E agora, está com medo?

- Não! To com raiva! - Disse irritado fechando a cara para ela. - Por que você tá fazendo isso?

- Ouça, filho, sempre que entrar em um combate você precisa enxergar seu adversário como alguém mais forte do que você, pois muitas vezes ele será e você não terá outra opção a não ser enfrentá-lo. - Explicou ela para tentar fazer o aluno entender a proposta deste treinamento. - Já vi grandes guerreiros perdendo batalhas fáceis por excesso de confiança, por acharem que seus adversários eram fracos demais para lhe oferecer qualquer perigo, perderam por não terem medo.

- Então você está querendo que eu me torne um covarde? - Perguntou o aprendiz em um tom de indignação.

- Não, um covarde é aquele que foge quando tem medo, mas eu quero que você lute quando estiver com medo. Quero que use o medo para agir com cautela em cada movimento que você faz, quero que tema a capacidade desconhecida do seu oponente, quero que sempre espero o pior, quero que ao atacar já espere que o seu inimigo será bom o bastante para desviar e lhe contra-atacar, pois se realmente acontecer, você já estará preparado, exatamente o que aqueles que lhe subestimam não são capazes de enxergar. Não estou pedindo para você não acreditar na sua força, você sempre pode vencer, apenas quero que entenda que se você não temer o potencial de seus adversários, mesmo quando sabe que você é mais forte que eles, isso pode lhe trazer a derrota.

- Mas como eu terei coragem para enfrentar um inimigo mais forte se estiver com medo dele? - Perguntou Zed com seu tom ingênuo do início da adolescência.

- Talvez você tenha entendido errado, Zed…

---/Fim do Flash Back/---

Quando viu as queimaduras que subiam pelo braço de Hana e o comportamento dela perante o fogo, Zed logo entendeu que ela era o seu oposto, enquanto ela teme o incontrolável poder que o fogo carrega, ele vê isso como algo fascinante. O poder divino que há dentro das chamas não é algo que meros mortais são capazes de suportar, para Zed, temer o fogo significa não ter fé na proteção dos deuses, não ter fé em Amaterasu, por isso que ele entendia o medo de Hana, por isso cabia a ele como um representante da deusa na terra, proteger aquela garota assustada de todo esse poder que ela não tem como enfrentar.

Quando desafiou o Sargento Ao para um combate, o jovem loiro já tinha noção de que provavelmente era mais fraco que ele, por isso ao ver que o marinheiro havia aceitado seu desafio a adrenalina explodiu em seu interior percorrendo cada centímetro do seu corpo e fazendo seu coração bater tão forte que parecia estar usando seu peito de tambor. Nesse momento Zed sabia que estava com medo, e por isso ele sorriu, encarando Ao nos olhos sem demonstrar a intenção de recuar.

Era tão insano a proposta de um recruta enfrentar um sargento que Hana, agora ainda mais assustada, tentava convencer seu superior a desistir da ideia de enfrentá-lo, foi nesse instante que ela recebeu um tapa no rosto dado por Ao, tapa este que jogou-a no chão e a fez calar a boca na mesma hora. O marinheiro disse algumas palavras que envolviam saber respeitar e aprender uma lição, mas Zed nem prestou atenção, seu punho havia se fechado com tanta força na sua espada que se não fosse madeira maciça provavelmente teria quebrado. Como se já não estivesse com raiva antes, agora Zed estava quase explodindo de dentro pra fora, controlando-se para não partir para cima de um oponente que conhece tão pouco. Ele estava tremendo, mas não sabia por que motivo, se era a adrenalina, se era o medo do combate ou se era de raiva. Talvez fossem os três.

- Bata nela de novo e eu juro que só saio daqui pro necrotério ou pra prisão… - Falou Zed em um tom de ameaça enquanto controlava sua voz para não explodir em gritos.

Acertar um golpe era tudo que ele precisava para sua admissão na Marinha, mas a essa altura ele já havia até se esquecido que o objetivo principal do combate era esse, ele queria arrebentar a cara desse desgraçado e nada mais importava. Com base nos treinamentos que já tivera com Akamio, esse sargento não chegava nem perto, mas não sabia até onde sua mãe estava pegando pesado quando treinava com ela, e essa falta de informação trazia a insegurança a Zed se seria ou não capaz de vencê-lo.

Assim que ergueu sua enorme espada de madeira em posição de combate, o garoto observou a postura do adversário para saber por onde atacar. Tentava ignorar também todos os ruídos das conversas de quem também estava ali no local observando tudo, era óbvio que ninguém apostaria suas berries no underdog, todos ali sabiam que o sargento era mais forte, e era exatamente por isso, que Zed sabia que podia vencer.

Da mesma forma que faria se tivesse realizado aquele ataque contra Hana, o espadachim aparentemente tendo a oportunidade de dar a iniciativa, tentaria correr em linha reta fazendo uso da sua Aceleração para desferir um corte horizontal com a espada à uma média-distância, abusando do limite do tamanho de sua arma. O corte seria feito na altura do peito do sargento e da esquerda para a direita, sendo a mão direita a usada por Zed para tal movimento. Na sequência do ataque, o loiro já estaria na expectativa de uma esquiva e uma reação do adversário, por isso tentaria também desviar pulando para trás ao mesmo tempo que colocaria a ponta da espada no chão para poder ter um apoio para um segundo movimento, dessa vez tentaria usar a perna esquerda para dar um chute de baixo para cima que se desse certo poderia ser mirado tanto na espada do marinheiro como no rosto. Se tivesse sucesso nesse movimento ou não, Zed sabia que estaria em maus lençóis por estar posicionado no ar e isso dava uma chance para Ao lhe acertar, por conta disso já imaginando que o oponente também pensaria nisso, Zed assim que tivesse realizado o chute com a perna esquerda já estaria preparado para girar seu corpo ainda usando a espada como apoio para assim tentar um chute giratório com a parte da frente da sua perna direita, onde esse chute iria acertar não importava, pois era apenas uma forma de forçar o inimigo a desviar ou bloquear, pois assim quando sua perna esquerda voltasse a tocar o chão, poderia então se impulsionar para trás e recuar de forma defensiva para pensar em um novo ataque ou um possível defesa.

No caso de todas as suas esquivas terem dado errado desde o seu primeiro ataque, então Zed não teria muito o que fazer, apenas resistiria ao máximo possível de dano tentando uma defesa com o braço usando seu reflexo ou então usando a espada como escudo para bloquear um segundo ataque do sargento depois que o primeiro já havia acertado. Como não tinha ainda muita noção do quão veloz e forte era seu inimigo, todos os seus primeiros movimentos eram apenas para estudar como o marinheiro lutava, podendo talvez achar uma possível abertura no estilo de combate dele.

Certamente Zed tinha noção de que isso não seria fácil, era muito melhor para ele ter enfrentando a Hana super tiltada por conta do seu medo de fogo e conseguido uma admissão tranquila do que ter que passar por esse combate que independente do resultado seria comentado por todo o QG pelo resto da semana. Qualquer pessoa consciente dos seus limites saberia que isso é loucura e nem pensaria em desafiar um superior, então seria Zed alguém que não tem medo de perder? Não, ele tem medo sim, e é por ter medo que ele tem confiança total para enfrentar de frente essa batalha.

No momento que aquela batalha havia se iniciado, Zed ouviu a voz de sua mãe ecoar em sua cabeça: “Só quem tem medo conseguirá ter coragem.”



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Última edição por Shinsuke em Qua 25 Abr 2018, 12:16, editado 6 vez(es)
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