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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 2º Epic - Challenging Gods

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Kerigus
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Kerigus

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MensagemAssunto: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptySeg 26 Mar 2018, 16:34

Relembrando a primeira mensagem :

2º Epic - Challenging Gods

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionários Raymond King Walker, Tidus Belmont, Frisk Dreemurr e Elsa Volkerball. A qual não possui narrador definido.


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ADM.Tidus
Duque Azul
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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyQui 17 Maio 2018, 19:53


Power of a Haki Master

Diante a imponente aura de Amarath todos tiveram suas próprias reações e tiraram suas conclusões, contudo a maioria não parecia se sentir intimidado por aquele homem por algum motivo, talvez por não desconfiarem de quem se tratava ou simplesmente por sequer ter cogitado a ideia de revidar se necessário. Contudo minhas preocupações também diminuíram um pouco ao ativar o meu haki da observação e sentia a sinceridade que suas palavras transmitiam. - “Um marinheiro aposentado, mas certos hábitos nunca mudam.” - Todo cuidado era pouco e as aparências enganavam, mas por hora seria mais interessante seguir conforme a música, querendo ou não ele podia ser de grande ajuda dado nossa situação atual.

O fato de Dormaru me conhecer ou o nome da minha família não chegava a me surpreender, era provável que a maioria dos marinheiros conhece-se, contudo mencionar que conheceu meu avô foi inesperado. - “Ein, então ele pertence à mesma geração dele?” - Aquela informação me despertou um pouco de curiosidade, era sempre interessante saber mais a respeito das gerações passadas da perspectiva de alguém que não pertence a família. Conforme a conversa avançava o senhor comentou sobre o seu passado, era difícil entender o que levou alguém a deixar a marinha para servir como comandante de um exército particular, seria a idade? Dinheiro? Ideais? Baseado no restante das informações a última opção parecia a mais provável. - “Dar um passo para trás… ” - Talvez entre todos ali eu fosse aquele que entendesse melhor esse sentimento. - “As vezes precisamos ter uma visão de fora, sem se prender a rótulos, nomes ou legado.” - Suspirei pensativo, não era hora nem lugar para pensar nas escolhas do passado e do julgamento futuro.

Ao mencionar a respeito do Haki do Rei a jovem dos cabelos prateados pareceu confusa, o que de certa forma também me surpreendeu. -  Han? -  Arqueei uma das sobrancelhas e depois cobri o rosto brevemente com uma das mãos. - Hahahaha, então você não sabia. - Balancei a cabeça enquanto o largo sorriso em meu rosto diminuía. - Bem, eu não sei dos detalhes mas quando Mark nos enviou para resgatá-la de Ross ele mencionou que assim como Ray você também havia despertado o Haoshoku. - Cocei a cabeça tentando me lembrar de mais alguma coisa. - Não sei muito mais do que isso, contudo aparentemente as pessoas do alto escalão parecem ter interesse nisso. - Ergui um pouco o braço direito com a palma da mão aberta ilustrando que estava falando de alguém bem acima de nós.

O papo com o marinheiro aposentado foi avançando até que Elsa lhe fez um pedido corajoso e ousado. - “Ehn?” - Dei um leve tranco para trás com os olhos arregalados, Aramath nos treinar? Certo que não tínhamos outras opções e o tempo era curto mas…  Será? Por mais que aparenta-se ser uma boa pessoa e não sentisse hostilidade em sua aura era difícil confiar totalmente em alguém que havia acabado de conhecer. - “Tsc… Por mais que ainda não consiga confiar totalmente em um estranho, que escolha temos?” - Suspirei fundo e concordei com a cabeça. Surpreendentemente o ex-marinheiro concordou até que rápido com a ideia, mas antes precisaríamos aceitar duas condições, a primeira parecia simples e ao mesmo tempo curiosa. - Visitá-lo em Climax Island? - Questionei visivelmente intrigado. - Perdoe a intromissão mas existe um motivo específico para isso? Quer dizer, acho que você não deve estar falando de uma visita casual entre velhos amigos, não é? - Esbocei um leve sorriso sarcástico no canto dos lábios e aguardaria uma resposta, afinal de contas aceitar um pedido estranho como esse sem questionar seria imprudência e nada sincero.

A segunda condição para o treinamento ser realizado ficou no ar, aparentemente envolvia a capacidade de Volkerball usar a determinação do rei por mais que sequer tivesse a consciência de portar tal poder. - “Nós vamos realmente ficar bem com isso?” - Cocei discretamente o canto do rosto com o indicador direito, demonstrando não estar muito seguro sobre isso. Após usar algum tipo de hipnose em Elsa, Dormaru veio até onde eu e Frisk estávamos, aparentemente queria fazer uma demonstração do seu poder ou testar os nossos. - Hehe, para ser sincero minhas costelas ainda doem só de lembrar da última vez que enfrentamos um usuário dos dois Hakis. - Abri um leve sorriso amigável no rosto como de costume, por mais que naquele momento lembranças horríveis da batalha contra Aard estivessem sendo revividas. - Mas por que não? É uma oportunidade rara poder testemunhar a força de uma lenda viva. - Removi um filtro de cigarro do bolso do casaco e o levei até a boca. - E também. - Acendi o cigarro com um dos fósforos de Lincoln e dei uma longa tragada. - Eu preciso mesmo treinar para o que nos espera em nossa próxima parada. - Soltei um pouco de fumaça enquanto falava e puxei minha Tentetsutou com a mão direita, removendo-a lentamente da bainha.

Deixei a lâmina apontada para baixo com o punho levemente torcido. - “A espada é apenas a extensão do seu braço.” - Dei outra tragada no cigarro enquanto me lembrava de velhas lições e sentia o peso da espada em minhas mãos, seu equilíbrio não se comparava ao de lâminas comuns, nada mais digno para uma arma considerada lendária. A fumaça que preenchia meus pulmões se revirava até serem soltas pelas narinas como um dragão bufando. - Vamos lá, Frisk! - Com um sorriso no rosto avancei na direção do velho usufruindo de toda velocidade proporcionada pelo Soru, sentia que desta vez estava mais rápido do que o habitual, podia ser só impressão ou talvez eu estivesse me acostumando em usar aquela habilidade. Assim que me aproximasse o suficiente do meu alvo ergueria o braço direito que carregava minha espada e efetuaria um golpe horizontal da direita para a esquerda na altura do tórax, durante a execução do movimento utilizaria o Haki para tentar ler a sua aura e tentar prever o que faria a seguir, sendo assim antes do golpe chegar ao seu destino tentaria mudar o trajeto baseado no que havia sentido previamente com a leitura da sua aura.

Se o golpe inicial fosse frustrado utilizaria meu trabalho com os pés juntamente ao Soru para me movimentar para o lado mais aberto, projetando-me ao seu lado ou costas e continuaria atacando sem permanecer muito tempo no mesmo lugar, ou seja, após efetuar um ataque tentaria ir para outro lado e ataca-lo, sempre dando prioridade a ir na direção que julgasse mais segura baseado na leitura de sua aura. Os golpes iriam variar entre estocadas em pontos abertos e golpes cortantes diagonais, horizontais e verticais, tomaria cuidado também com o cenário, como estávamos em um espaço limitado tinha de tomar cuidado com as paredes - e as plantas, tendo isso em mente se em algum momento estivesse ficando sem espaço pularia na lateral do trem e usaria a parede como apoio para avançar mais rapidamente para o outro lado em um rasante. Não utilizaria dos poderes da minha Akuma no Mi no combate, por mais que o velho tivesse pedido para ir com tudo minha habilidade não seria compatível com o ambiente, uma vez que o trem poderia acabar sendo danificado, além disso estava interessado em treinar um pouco apenas com a espada como antigamente.

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Volker
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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptySex 18 Maio 2018, 23:09

Tal como o próprio velho havia dito, a simples razão dele não ser mais um marinheiro já soava como um fato mais do que suficiente para compreender que ele não era nosso inimigo ali, ainda sim somente as circunstâncias geradas pelo seu Haki já nos dava o tom do quão perigoso ele seria se simplesmente não acreditássemos em suas palavras. Sua idade não parecia corresponder a fragilidade natural de um homem, mas sua memória sim nos remetia a alguém que realmente havia vivido plenamente por anos. – Isso é tempo mesmo... – comentava com uma pitada de humor ao notar que ele lembrava-se do avô de Tidus, mais ainda ao corroborar com minha informação de que ele havia de fato permanecido em Climax como Comandante do Exército de lá, ainda que não nos desse de forma completa os motivo de ter partido de lá por um tempo. – Eu jogo os meus verdes, uma hora cola. Vai que dá certo? – respondia os comentários de Amarath, enquanto ouvia de Tidus sua explicação referente ao suposto Haki do Rei que possuía.

Eu sinceramente não consigo associar um momento ou situação em que o tenha usado, antes de encontrar vocês passei por maus bocados, vivendo tudo no limite. Em diversos momentos, eu mais reagia as situações que vinham a minha frente. Pensar com total clareza era difícil. – virava o rosto para o lado, enquanto dizia aquelas palavras amarguradas, reviver aqueles momentos difíceis era algo bem delicado, ainda mais quando simplesmente não havia vontade em explorar aquilo, voltava o pensamento as dificuldades, mas retrocedia sempre que me aprofundava nas memórias. Suspirava de forma pesada, retomando ao raciocínio e a atenção para com Dormaru, que concordava em nos treinar, ainda que deixasse claro que não seria tão simples quanto aprender botânica. – Quais são suas condições? – perguntava mais pela educação do que por curiosidade, se dependesse de mim, estaria disposta a aceitar o que viesse, mas a primeira das condições era infinitamente mais tranquila de se lidar que a segunda.

Seguir até Climax quando tudo se resolvesse não seria o pior dos cenários, mas sequer tinha tempo de ponderar ou simplesmente responder ao primeiro pedido. Estranhamente me sentia enclausurada daquela realidade, os sons por um momento pareciam ter sido abafados enquanto minha respiração abruptamente se tornava instável e uma sensação desconfortável de desmaio fazia com que tudo se tornasse negro por alguns segundos, tempo suficiente para tudo aquilo culminar em terror e uma sequência de lembranças me apunhalarem como agulhas obrigando-me a despertar com um frio na espinha. Não ouvia mais ninguém senão Dormaru, como se sua voz tivesse se tornado fantasmagórica, mal o enxergava pela vista subitamente cansada que embaçava minha visão como se toda minha vitalidade estivesse sendo sugada e minha presença ali sendo esmagada pouco a pouco. – Libertar-me? – movia os lábios em um sussurro arrastado e mudo apenas eu me escutava e aquilo parecia apavorante.

Vontade? Qual é a minha vontade? – respirava de forma ofegante, com os pensamentos a correrem feito flechas numa mente confusa, entendia o que o homem queria, mas em alguma parte de mim uma dúvida persistente nublava algo que já não era uma surpresa. O que me movia afinal de contas? Lutava pela revolução, pelas pessoas. Isso não bastava? No íntimo sabia que não, sabia que não podia ser apenas isso, havia algo a mais, algo que não enxergava por completo. – Esperamos por uma pessoa e apenas uma pessoa. – a memória de Pallidmane em Terralegre sugia de forma repentina, trazendo consigo toda aquela carga emocional como se pudesse reviver cada minuto do que havia vivido, mas diferente de alguns segundos atrás o terror não me permitia afastar-me daquelas lembranças. Meus dedos se fechavam, arranhando a madeira e contorcendo meus lábios em um medo visível a todos. – Desde que nós a encontramos...sabíamos que era especial. – o rosto de Mario surgia em seguida, em uma sobreposição de flashes, o seu sorriso antes de morrer abafava os sons dos Minks que protegiam o poço de Lázaro, pessoas pelas quais lutei para proteger, ainda me odiassem.

Na escuridão das memórias estava novamente coberta de sangue e enfaixada de forma precária, detestava e lutava contra, mas já havia mergulhado de cabeça naquela ferida. Luto por puro egoísmo? Talvez Auernov estivesse correto, talvez eu mascarasse minhas intenções com palavras bonitas e amigáveis de uma forma tão convincente a mim que já não separava aquela mentira da verdade. – Não beba, ou será igual a todos eles... – o pensamento voltava as árduas batalhas, onde poderia ter usado o poço para vencer, mas não o fiz pois sabia que era assinar a realidade de que era tudo aquilo que os dois guardiões haviam dito sobre mim, poderia ter fugido inúmera vezes mas nunca o fiz, poderia ter desistido mas nunca o fiz. Havia algo além do meu bem estar que me impedia de ser egoísta, mas voltava ao ciclo da defesa das pessoas e sentia meus ossos trincarem e as batidas do coração se tornarem audíveis como um tambor.

Podia sentir a chuva e a lama, podia sentir tudo o que vivi, tudo o que lutei, chorei, sofri, venci e perdi. Nada parecia tão sufocante e tão repulsivo quanto a morte de Janeth. – Não..não...não não! – cerrava os  dentes, enquanto as imagens vinham de forma excruciante, desde o riso de Ross a cena grotesca daquela execução da qual apenas eu havia sido testemunha, os demais só sentiam a perda, a tristeza. Eu havia sentido tudo de forma ilimitada e as memórias pareciam se reorganizar aos poucos, pedaço por pedaço até aquele momento único onde raios haviam cruzado os céus e minha voz havia emitido o som de minha alma, ali em um gancho a menção do passado retornava conforme contemplava a memória em câmera lenta. – O que move você? – lembrava da voz de meu pai, como em uma conversa de anos atrás. Não lembrava minha resposta, mas podia deduzi-la pelo seu riso. – Chegará um momento em que você vai descobrir verdadeiramente o que a faz lutar com pleno afinco. O que não permite a você desistir, o que fará seus oponentes temer cada vez que você se levanta.

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‘EU NÃO DAREI AS COSTAS AOS MEUS AMIGOS, MEUS IRMÃOS!’ – lembrar daquele trecho fazia a neblina de minha mente se esvair, tudo havia estado conectado, mas sempre dava meu jeito de manter tudo àquilo da forma que estava. Companheiros, amigos? Não, era muito mais que aquilo, desde o primeiro dia como revolucionário, do primeiro ao último vínculo, eu nunca os havia considerados como amigos verdadeiramente. Eram meus irmãos, não de sangue, mas de coração. Família, aquela estrutura tão poderosa na qual eu me considerava privilegiada de poder viver e sentir, eu nunca havia inibido aquelas que conheciam a serem considerados meus irmãos. Família, era o que movia pois seu significado estava em meu pensamento ligado a eternidade, a certeza de que sempre estarão ao meu lado e quando não fosse possível, que lutaria por eles até o fim. - O que eu faço. Quando encontrar o que me move? – eu podia enfim ouvir minha voz. – O que fazer? – podia relembrar o rosto de todos, desde meu pai e irmãos de sangue, até Mindy, Marco, Victoria, Tidus e Frisk.

Mova o que está ao seu redor!

O medo deu lugar a esperança, a claustrofobia me incomodava, mas desta vez não de uma forma opressiva, ela me fazia querer lutar para sair dali. A respiração ofegante parecia ritmar minha alma em um ímpeto desenfreado, sentia frio, mas reconhecia sua natureza, era meu poder, mas não apenas isso havia algo a mais nele, algo que já existia em outra forma. Voltava a ouvir o que estava ao meu redor, mas mantinha os olhos fechados não em medo, mas em concentração. Relaxava por completo, fazendo minhas mãos se abrirem e, além disso, emanava uma aura de frio, não era ela que eu queria, mas não me importava mantê-la escondida. – Eu ainda tenho muito pelo que lutar. – Kim ainda estava preso, Lampião estava em perigo, eu não podia cair. – Eu ainda tenho muitas razões para viver. – Lembrava de Montecristo e a promessa feita, Ross ainda estava vivo e impune por seus crimes e enquanto vivesse os Minks de Terralegre lá ficariam a mercê de seus desejos. E então agia, da forma clássica a qual haviam incutido em e em meus irmão de sangue o apelido de filhos da serpente. Não havia razão para alarde, gritos e histeria, você pode ver o perigo e a ausência de medo pelo olhar de uma víbora, que nunca acredita em sua inferioridade.

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Então abriria os olhos, agudos e destemidos, com a frieza de alguém que não aceita a derrota tão evidente que tornaria a pele gélida por onde as rachaduras surgiriam, nele não havia apenas o frio, mas o calor da determinação a vontade de superar aqueles desafios todos, nenhuma palavra seria emitida, não fazia o meu estilo liberaria assim o meu espírito perante a aura opressora de Amarath. Todos que me tentaram quebrar falharam, ainda estou de pé, ainda estou viva e não vou aceitar tão facilmente uma derrota. Se conseguisse utilizar o Haki para me soltar daquele estado em que Dormaru havia me colocado, diria logo após sentir que tivesse conseguido. – Mais alguma condição? Amarath?



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~The winter has come
The blood and soul has aceepted their fate
The young viper, now mature, put their children in the hunt
They want to hunt by your lead
Their dreams, liberty and fate
Winter calls with your voice and only the phalanx can survive it!~


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Última edição por Volker em Ter 29 Maio 2018, 17:07, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptySab 19 Maio 2018, 13:00



2º EPIC — CHALLEGING GODS!

Após um momento de bastante tensão, causado pelo poder esmagador do Haoshoku de Dormaru-san, o clima foi aliviando um pouco depois que ele começou a responder às nossas perguntas e explicar um pouco melhor o motivo de estar ali. "Ainda não consigo confiar nesse velho, mas pelo menos por enquanto, ele não é um inimigo." Chara ainda se mantinha cauteloso, o que era compreensível. "Vamos aproveitar a chance então. Não é todo dia que se encontra um Mestre dos Hakis." E com isso, nós entrávamos em acordo. Era algo um pouco arriscado, talvez, mas treinar com Dormaru certamente traria resultados.

A conversa continuava, e logo o assunto era nada mais nada menos que o Haki de Elsa-san, que aparentemente também possuía o Haoshoku, tal como Ray-san. - Essa é nova pra mim. - eu sorri, sem conseguir me lembrar bem se Mark-san tinha falado algo a respeito desse poder dela. Talvez eu não estivesse prestando atenção na hora. De certa forma, era reconfortante saber que tínhamos mais alguém com esse Haki conosco, agora que Ray-san tinha ficado pra trás em Alabasta por conta da condição dele. E por falar em condições, o velho senhor parecia ter algumas em se tratando de nos treinar.

A primeira era um pouco estranha. - Visitá-lo em Climax? - eu olhei para Tidus-san, meio confuso. Por que exatamente ele iria querer que fizéssemos isso? Não que eu me importasse muito, mas nós sequer o conhecíamos direito. - Isso quer dizer que nos considera amigos, Dormaru-san? - eu disse, sorrindo, em tom de brincadeira. Aquele homem era astuto como poucos, então de certo que não pretendia apenas nos convidar pra tomar uma xícara de café quando chegássemos lá. Em contrapartida, eu também não tinha como adivinhar o que seria, então só podia aceitar os termos do treinamento, por enquanto.

Depois disso, ele pareceu fazer alguma coisa com Elsa-san, dizendo o que devia fazer para despertar o Haki adormecido dentro de si. Meu chute é que ele estava usando seu próprio Haoshoku pra forçá-la a usar o dela, mas não dava pra ter certeza. Por fim, ele nos convidou pra lutar, provavelmente pra testar nossa força ou algo do tipo. - Heh, vamos ver o que o senhor sabe fazer, então. Mas antes... - eu olharia para trás, para onde Missu e Mindy estavam antes, cochilando. Se íamos lutar ali, o ideal era que elas ficassem o mais afastadas possível, então se eu julgasse necessário, as moveria com delicadeza pra tentar não acordá-las, colocando-as num canto mais seguro. - Ótimo. Vamos mostrar pra ele, Tidus-san! - eu sorri.

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O oponente dessa vez estava num nível completamente diferente. Dormaru era, no mínimo, tão forte quanto Aard, e se eu tivesse que chutar, diria que ele era ainda mais poderoso que o pirata. A nossa única vantagem era o fato de que ele não pretendia lutar para matar, e considerando o local em que estávamos, provavelmente controlaria a força de seus golpes. Ele não ser um monte de músculos sádico e psicopata também ajudava bastante. A nossa única chance de fazer alguma coisa naquela luta era o trabalho em equipe - eu já tinha lutado muitas vezes ao lado de Tidus-san, e esse seria o nosso trunfo.

Em minhas mãos, as armas quase gélidas que um dia pertenceram a Aard ainda me traziam lembranças ruins. Mas elas eram fortes, como nenhuma outra que eu já tivesse usado. - É pra ir com tudo, sim? - dei um sorriso nervoso, partindo pra cima junto com o Duque Azul. Tidus-san era mais rápido que eu, por conta de seu Soru, mas eu também tinha uma daquelas técnicas à minha disposição. Avançaria pelo lado contrário ao espadachim, de forma a dificultar a defesa do ex-marinheiro, e lançaria um Rankyaku na sua direção após cobrir a perna com o Haki do Armamento. Dormaru se defenderia, sem dúvidas. E era essa a ideia.

- Desculpa, Dormaru-san! - eu lançaria o chute cortante, e no momento seguinte, começaria a avançar também na direção do velho. Era uma tática um pouco suja, o que me deixava meio envergonhado de usar, mas como o ataque era de longa distância, ele colocaria as suas plantas em risco se simplesmente saísse da frente. Isso o forçaria a bloquear o Rankyaku, e talvez gerasse uma abertura para mim ou Tidus-san. Além disso, eu conseguiria ver o seu Busoushoku em ação, o que deixava as coisas ainda mais interessantes.

A parte mais complicada era lidar com o seu Kenbunshoku. Se ele conseguia ler minhas intenções, não adiantava muito fazer planos complexos ou tentar pegá-lo de surpresa, então esse segundo avanço seria mais focado na força bruta. Eu cobriria um dos braços no Busoushoku antes de saltar para atacá-lo, e pouco antes de golpear, trocaria a armadura negra de lugar, passando-a para o outro membro e atacando com esse, num soco rápido usando toda a minha aceleração. Não esperava acertar sozinho, mas com a ajuda de Tidus-san, talvez a chance de fazê-lo aparecesse. Além disso, a luta não acabava ali.

Eu duvidava que o ex-marinheiro fosse ficar só desviando ou bloqueando nossos ataques, sem revidar uma única vez. Ao mesmo tempo, não tinha muitas esperanças de evitar um de seus ataques, dada a diferença de nossas habilidades. Por isso, a ideia era deixar que um de seus ataques me acertasse, de modo que ao invés de focar na esquiva, eu usasse toda a minha força e velocidade pra tentar tocar alguma parte de seu corpo nesse momento, fosse com os pés ou as mãos. E aí, ativando o poder de minha Akuma no Mi, eu conseguiria surpreendê-lo, mesmo que apenas um pouco. Ou ao menos, era o que eu esperava.

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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptySeg 21 Maio 2018, 23:34

Uma aula sobre Haki


Ambos Tidus e Frisk apresentavam uma certa desconfiança perante o estranho pedido do velho. Visita-lo em Climax Island? Para que? Perante essas perguntas Aramath abria um leve sorriso e respondia como se não fosse nada demais, e mesmo usando seu haki, Tidus não conseguia perceber mais nada por trás das intenções do homem. – Sim. Clímax é uma ótima ilha, e um velho como eu tende a se sentir solitário. Acreditam que meu último discípulo nem mesmo fala comigo?? Hekhek, aquele pequeno bas... enfim, tudo que eu quero é realmente apenas que apareçam para dar um oi e conhecer o lugar, conversar com o povo. Afinal de contas se eu ensina-los haki, de certa forma também se tornarão discípulos meus, de Dormaru Amarath. Claro que tem que me visitar, hek hek.

Era obvio que o homem não estava falando toda a verdade, mas também era que ele não desejava mal algum aos três ali. Frisk ainda brincava sobre serem amigos, ao que o velho gargalhava. – HEKHEKHEKHEKHEK, claro claro, não vejo mal algum nisso.

Antes de começarem o treino Tidus relembrava a condição que Aard os tinha deixado, enquanto Frisk ia até Mindy e Missu, as afastando do local de forma que não fossem afetadas. As duas estavam em um sono pesado, e aparentemente não haviam sido afetadas pelo Haokushoku de Dormaru anteriormente. Com tudo preparado, os dois revolucionários partiam para a ação.

O primeiro a desferir um ataque era o Duque Azul, que avançou rapidamente usando o soru e desferiu um golpe na horizontal na altura do tórax, mas no meio do movimento a espada fez uma curva para cima pois com seu Kenbunshoku pode ver que o velho pretendia criar uma camada de Busoushoku naquela região e acreditava ser o suficiente para bloquear o golpe.

No entanto, mesmo mudando a direção de seu ataque, era como se o velho soubesse com antecedência e criasse uma camada ao invés no local que seria atingido. E era isso. A espada atingia a área enegrecida pelo haki do armamento mas não cortava. Não feria. Os ataques consecutivos seguiam o mesmo padrão, por mais que ele usasse de tudo, soru, jogo de pés, habilidades com a espada, Kenbunshoku, coordenação com Frisk que havia chegado logo após o primeiro ataque, nada disso funcionava, porque por mais que o velho nem mesmo se movesse, seus golpes simplesmente não penetravam.

Como se antecipasse todos eles Dormaru criava camadas justamente onde seria atingido, mesmo quando o revolucionário mudava a direção de seus ataques. E o pior de tudo, era que com Frisk acontecia a mesma coisa, a única diferença, sendo que cada vez que os ataques realizados pelo jovem atingiam a camada recém criada de Dormaru, pequeninos raios negros saiam do local do impacto.

Primeiro foi o Rankyaku, depois um soco fruto de uma finta. Ambos bloqueados sem que o homem nem mesmo se movesse. Frisk esperava um contra ataque para poder surpreende-lo com sua habilidade, mas tal ataque não veio. O velho apenas permanecia ali parado, até que finalmente se movia, revestindo uma mão com haki e agarrando a espada de Tidus pela lâmina. – É uma bela espada que tem aí jovem Belmont. Essa ponta feita de Kairouseki será de ajuda contra qualquer usuário de akuma que enfrente. – E com uma velocidade incrível ele puxava a arma, girando a cintura e arrastando Tidus junto. Sua movimentação era rápida, e Frisk só pode ver um borrão e ali estava ela, a ponta da espada de Tidus encostando em sua testa e lhe tirando as forças por uma fração de segundos antes que desencostasse e tudo voltasse ao normal.

- Vejam bem. O verdadeiro terror do haki da observação é que desde que o seu seja maior que o do oponente, ler suas intenções é brincadeira de criança, e com isso é possível pensar na melhor forma de atacar ou defender. Mesmo que você usasse o seu Tidus, eu podia antecipar cada um dos seus movimentos pela intenção que você emanava, e com isso ver a forma mais simples de me defender. O mesmo com você Frisk. No momento em que planejou usar sua habilidade quando eu lhe atacasse, eu soube disso, e por isso usei a espada do Tidus.

Se calando por alguns momentos para deixar que suas palavras fossem compreendidas ele prosseguia. – Já o terror do Busoushoku é o fato que é capaz de criar na sua pele uma camada de armadura que a deixa negra. Tal armadura pode ser quebrada se a força do oponente e do Busoushoku dele for maior que o seu. Vamos dizer que eu e Frisk invertêssemos de lugar. No momento em que ele bloqueasse, já que meu haki é superior, sua armadura se quebraria, e como consequência ele tomaria todo o dano do meu golpe. Em outra situação, se vocês fossem tão fortes quanto eu, não seria possível para mim bloquear sem me mover, além do haki eu também teria que colocar força por trás dos meus movimentos. De fato, por mais que estivesse “parado” eu tive que fazer uma certa força com o corpo para não sair cambaleando com seus golpes.

Ele parecia prestes a continuar falando, quando atrás de si sentia uma energia ser emanada. Era Elsa, que após firmar sua determinação, encontrando suas raízes conseguia utilizar o próprio Haokushoku para quebrar o do velho, emanando uma camada fria em conjunto. Erguendo as sobrancelhas em surpresa ele olhava para a moça de forma satisfeita. – Ohhhh?! Então você conseguiu. Isso foi rápido hekhek, realmente fiquei surpreso. Mas não, você conseguiu alcançar a segunda condição, então sinta-se livre para se juntar a nós. Eu estava contando aos seus amigos sobre os terrores dos hakis após faze-los experienciar por conta própria.

E mudando a posição de forma que ficasse de frente para os três ele continuava. – O motivo que eu usei essa abordagem no nosso embate foi por que desde que aprendam ambos os hakis, com um pouco de treinamento é possível que façam o mesmo. E para você que é espadachim Tidus, olhe isso. – Pegando uma vaso de planta ele ativava o haki do armamento novamente, mas dessa vez a armadura negra se estendia da sua mão pelo vaso, até cobrir completamente a própria planta. – Estender o haki do armamento para objetos inorgânicos é possível, em níveis muito avançados, até mesmo plantas consigo cobrir. E isso não é tudo. – Com uma tensionada do corpo, sua pele inteira, até mesmo seus fios de cabelo enegreciam com a cor peculiar do haki. – Eu não usei essa forma pois não teria motivo para usar a observação assim, e também porque ela está um pouco mais distante da realidade de vocês. Mas essa é a forma final. No entanto vocês devem ver o haki do armamento como uma energia, a energia da alma, a força dela. Quanto mais você usa, mais energia se gasta, e eventualmente precisará descansar para recupera-la.

- O haki é a capacidade de sentir a energia espiritual dos outros. Kenbunshoku. E através disso se é capaz de se sentir até o que seu espirito pretende, almeja, o quão forte é. – Apontando para Tidus ele falava, apontando para Frisk em seguida e continuando. – O haki também é a capacidade de utilizar sua energia vital, ou em outras palavras essa força de vida espiritual para emana-la em torno de si e com força de vontade endurece-la. Esse é o Busoushoku, que com isso é capaz de aumentar sua força e sua capacidade de defesa grandemente, além de ser capaz de anular efeitos de akumados. – E por fim apontando para Elsa ele prosseguia. – E o haki também é, para alguns poucos, a capacidade de dominar a vontade do próximo. Haokushoku. Através disso se é capaz de deixar pessoas com a vontade fraca inconscientes, e até mesmo dominar animais ferozes. Tudo que você precisa é ter uma vontade mais forte que a deles.

Dando uma suspirada ele erguia os dedos um por um enquanto recitava. – Presença; espírito de luta; intimidação. Cada um de vocês aqui já sabe como fazer uso de um deles, ou ao menos tinham despertado um deles mesmo que não soubessem. Agora quero que relatem o que já conhecem sobre essas habilidades e como aprenderam usa-las, depois se sentem e reflitam sobre o que eu disse, sobre o que seus companheiros disseram e por fim me perguntem qualquer dúvida que possam ter.

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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyTer 22 Maio 2018, 22:47


Haki Again(1)

A resposta de Amarath sobre o motivo pelo qual queria que fossemos até a sua terra natal me intrigou, por mais que não fosse capaz de sentir más intenções vinda de sua aura, no fim das contas o Haki não era exatamente um detector de mentiras e sendo mestre na arte ele poderia facilmente encontrar uma forma de esconder suas reais intenções. - “Discípulos de Dormaru Amarath, huh, isso até que soa bem.” - Esbocei um leve sorriso e balancei a cabeça, era bem provável que havia muito mais por trás daquelas palavras, mas ao mesmo tempo não acreditava que ele queria o nosso mal, pois se fosse o caso jamais teria concordado em nos ajudar em primeiro lugar. - Bem, se essa é sua condição nós lhe faremos uma visita assim que colocarmos ordem na casa. - Mantendo uma postura amigável me virei em direção a Frisk. - Não é?

Após o diálogo nosso pequeno teste teve início, como esperado assim como Aard, Dormaru conseguiu prever a trajetória do meu ataque e pará-lo com o sua habilidade em armamento, contudo o esforço que ele fez foi quase nulo. - “Mas o que... ?!” - Arregalei os olhos surpreso com a diferença de poder, podia sentir que naquele momento não passava de um mosquito querendo pica-lo. Independente do quão rápido eu fosse e de onde tentasse atacar o velho conseguia parar tudo cobrindo seu corpo de forma cirúrgica no exato momento, por mais que já tivesse visto outros fazendo a mesma coisa a diferença da maestria era bem visível. - Tsc. - Retorci o rosto e preparei outro ataque, porém antes que o fizesse o ex-marinheiro finalmente se moveu e agarrou a lâmina da espada com as mãos nuas, ou melhor, coberturas por sua armadura negra. - “Ahn?!” - Pela primeira vez em nosso combate senti um frio se esgueirando por minha espinha como um animal peçonhento, aquele homem foi capaz de segurar minha espada com uma única mão como se não passasse de um graveto?! Nem mesmo o pirata que aterrorizou Alabasta foi capaz de tal sem no mínimo destruir suas manoplas e machucar os dedos de ambas as mãos.

Em um piscar de olhos a espada já não estava mais em minhas mãos e a ponta agora se encontrava contra a testa de Frisk, uma derrota completa, em meu rosto a expressão de surpresa perdurava, por mais que já tivesse enfrentado oponentes poderosos no passado nenhum deles se comparava nem de longe a aquele homem parado bem diante aos meus olhos. - “O real significado da palavra poder...” - Talvez pela primeira vez tivesse entendi o que essas palavras significavam. - “Era disso que você falava, Dom?” - A expressão de pavor aos poucos dava lugar a um sorriso torto, tirei a bituca de cigarro dos lábios e logo o seguida o jogaria pela janela - se houvesse uma ali, caso contrário apenas apagaria a ponta e guardaria no bolso para jogar fora em outro momento.

Após sua demonstração esmagadora Amarath começou a nos explicar algumas informações básicas de cada Haki e como o seu domínio sobre essa arte podia subjugar facilmente outros usuários. - “Então enquanto eu tentava ler suas intenções ele já estava um ou dois passos à frente.” – Levei a mão direita até o queixo, aquela informação era nova, por mais que já tivesse enfrentado outros usuários desse Haki todos me superaram com força física, mas Amarath não, ele superou meus atributos físicos apenas usufruindo da força do seu espírito e a leitura do meu.  A seguir tínhamos uma explicação a respeito do armamento, aquela parte já me era nova já que só fui instruído na arte do Kenbunshoku. - “Isso quer dizer que essa armadura pode ser rompida por uma mais forte? Não, seria inocência considerar o armamento apenas como uma armadura, ele está mais para uma lança e um escudo.” - As palavras de nosso novo mestre ilustravam bem o cenário que adentraríamos cada vez mais daqui pra frente, tanto o Kenbunshoku quanto o Busoushoku se tornariam quase obsoletos em um combate direto contra alguém que tivesse um domínio maior do que o nosso, isso só mostrava que mesmo após aprender a forma de usar esse poder ainda teríamos muito chão para percorrer até nos tornarmos verdadeiros mestres capazes de combater os grandes, um  aprendizado eterno talvez fosse a melhor forma de descrever.

Em determinado momento durante a explicação Elsa despertou de seu transe trazendo consigo um tipo de presença, não era imponente e feroz como ao de Dormaru, mas aquela era a prova definitiva de que ela também era uma portadora da determinação do rei. - “Hoo… Parece que era verdade, impressionante como as notícias correm rápido dentro do exército.” - A manifestação de Elsa despertava minha curiosidade, o quanto o exército revolucionário sabia sobre nós? Até onde eles estavam infiltrados? A que tipo de informação eles tinham acesso? Por mais que já fosse um Major ainda existia muito que não sabia da própria organização que servia.

A breve pausa na explicação proporcionado pelo despertar da jovem Volkerball chegava ao fim e Amarath prosseguiu com a explicação juntamente a uma nova demonstração, uma que particularmente despertou meu interesse. - “O vaso está...” - Arregalei os olhos, espantado em ver o que antes era um frágil vaso sendo envolvido pela armadura negra do haki. As surpresas não terminavam ali, além de cobrir um objeto com sua aura o próximo passo foi revestir seu corpo inteiro! Sim, sua pele inteira foi engolida pela blindagem impenetrável do seu Haki. - Uma verdadeira armadura impenetrável. - Murmurei enquanto olhava curioso e ao mesmo tempo espantado, era a primeira vez que via alguém usar aquela armadura em tal proporção, todos até agora foram capazes de usar em pequenas regiões e de maneira controlada, mas aquilo? Aquilo era poder bruto em toda sua essência.

Um a um os hakis foram sendo explicados, aquele capaz de sentir uma presença e ler sua aura, aquele que transforma a energia vital em poder, espírito de luta, por fim aquele com a capacidade de subjugar a vontade de outros seres com sua determinação e intimidação. O conceito de Haki acabava sendo profundo e abstrato, um poder místico que vem do interior, a força do próprio espírito, energia vital? Provavelmente existiam diversas forma de entender a real origem desse poder. Ao final da explicação Amarath agora nos pedia para compartilhar nossas experiências com esse mesmo poder, por mais que tivesse aprendido recentemente a usar um deles já fazia um bom tempo desde que o vi em ação pela primeira vez.

-Vejamos… - Levei a mão até o queixo e comecei. - Minha primeira experiência com essa habilidade foi logo quando chegamos na Grand Line, mais especificamente em Cactus Island. Em meio a um combate fui surpreendido por uma garota que possuía o poder de uma Akuma no Mi do tipo logia, também foi minha primeira experiência com esse tipo de poder, ela podia se transformar em Neon. - Nesse momento voltei o olhar na direção de Elsa. - Se me lembro bem ela se chamava Oberyn, acredito que deva ser uma parente sua. De qualquer forma… - Retomava minha posição inicial -  Meus golpes atravessavam seu corpo, com exceção dos que eram realizados com a Meitou do meu irmão. Mas durante a batalha um de nossos comandantes presente no local demonstrou ser capaz de revestir seu corpo com uma energia negra, na época sequer sabia que aquilo se tratava de Haki, mas foi ali que aprendi que essa habilidade também permite tocar os corpos intangíveis dos usuários Logias. Já o da observação eu me deparei com isso em Little Garden, Ornen era um brutamonte que também era capaz de usar os dois Hakis e assim como Amarath ele era capaz de prever meus movimentos e revestir a região do seu corpo antes do golpe alcançá-lo, era quase como se ele fosse capaz de prever o futuro, mas diferente de Dormaru ele só conseguia cobrir uma unica parte por vez.

Fiz uma pequena pausa para que os outros pudessem absorver as informações e talvez questionar alguma coisa antes de prosseguir. - Eu só fui usar o Kenbushoku na luta contra meu primeiro mestre em Alabasta, na época não éramos aliados e estávamos em lados opostos por mais que lutássemos pela mesma causa. - Abri um leve sorriso, lembrando-me do episódio. - De toda forma, na ocasião eu simplesmente tive uma sensação do que ele faria, meu corpo agiu por instinto baseado naquela sensação, foi como a predição de Ornen. - Cruzei os braços tentando me lembrar de mais alguma informação relevante. - Bem, depois de alguns eventos terminamos amigos e Razor me explicou melhor como esse poder funciona, na verdade não sinto que consiga explicar em palavras o que aprendi naquele dia, é o tipo de coisa que você sente, entende? - Olhei curioso para os demais, por mais que aquelas palavras pudessem não fazer muito sentido, ou será que era o mesmo com eles? - Enfim, ele me colocou para meditar, limpar a mente e me conectar com a natureza, não apenas a ela mas a toda a vida que me rodeava, todo ser vivo possui uma aura, uma intenção. Pouco a pouco fui capaz de sentir como se estivesse me conectando com a aura de outras pessoas, suas emoções fluíam através de mim, todos estavam assustados, preocupados e inseguros com a morte do rei… Era como ler seus corações, não, era como se pudesse senti-los. - As memórias e os sentimentos que senti naquela ocasião retornavam lentamente. - Também percebi ali que o Haki da observação vai além dos cinco sentidos, mesmo sem poder ver ou ouvir eu podia sentir onde tudo e todos estavam. - Com aquilo concluída todo conhecimento básico que possuía sobre Haki, na verdade como havia mencionado anteriormente era difícil de colocar em palavras, agora restava saber como os demais viam essa habilidade e o que sabiam.
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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyQua 23 Maio 2018, 22:29

Era muito complicado separar as sensações naquele instante após sentir-me livre do “transe” gerado pela aura intimidadora de Dormaru. Embora claramente sentisse um extremo alívio, era como se todo meu corpo estivesse em outra ‘página’ a qual só podia sentir segundos após ouvir as palavras do ex-marinheiro. O suspiro trazia consigo todas as demais sensações, mas diferente de antes, o terror e a angústia davam lugar a uma confiança e determinação estranhamente elevada a qual precisava conter rapidamente, pois notava que transmitia tais coisas através da aura fria que emanava. – Hmmmf...parece que isso sempre foge do meu controle. – avaliava ao erguer a mão a altura dos olhos, observando a camada branca de gelo que havia se formado de forma singela, aparentemente toda vez que a situação me pressionava emocionalmente eu transmitia minhas emoções através o poder da Hie Hie, tal constatação me fazia dobrar o lábio em indecisão. – Isso pode ser muito bom em algumas ocasiões, mas péssima em outras. Preciso aprimorar isso o quanto antes, embora algo do tipo só venha pela experiência em combates. – coçava a cabeça, levemente preocupada pelo trabalho que isso poderia dar, mas seguia a convite de Amarath a acompanhar a explicação.

Experimentar?! – repetia a palavra em um misto de surpresa e divertimento, aparentemente não havia sido a única a ser testada. – Espero que pelo menos tenha sido mais agradável que o meu. O que deve ser bem provável! – erguia o dedo, mostrando uma leva indignação, mas ao mesmo tempo mostrando que mantinha o bom humor apesar de tudo. Atenta, ainda que em meio a brincadeira, prestava atenção nas palavras do homem, especialmente a suas demonstrações. Referindo-se a Tidus, ele mostrava uma variação do uso do Busou, cobrindo o vaso de planta com uma armadura negra. – Isso é interessante... – comentava em meio a surpresa, embora não fosse tão evidente quanto a de Tidus. – Cuidado pra não babar. – brincava em relação a expressão do revolucionário, mas não podia dizer que não partilhava de tal espanto, até porque Aramath mostrava-nos algo ainda mais impressionante – Ah sim, isso eu já consigo entender com facilidade! – respondia a última menção, ao trazer o Haki ao patamar de energia, removendo-o do sobrenatural tão mais compatível com as frutas do diabo.

Sentia-me aquém em muitos dos aspectos ditos pelo velho, sabia muito pouco da parte teórica, e da prática gozava de menos ainda, não possuía nem o Busoushoku e o Kenbunshoku e sequer dominava o Haoshoku. Se tinha razões para desgostar daquilo, era um sinal de que ao menos estava no caminho certo, o incômodo era o melhor sinal de que ansiava pela melhora, ainda que a trilha fosse longa, uma bela história não é feita de poucas páginas. – Presença, Espírito de Luta, Intimidação! – repetia as palavras mentalmente, avaliando o pedido de Dormaru com cautela e atenção, respondendo após Tidus, que dava seu parecer das experiências vividas primeiro que todos, como um bom aluno eficiente. – Provável... não existem muitas mulheres com o nome de Oberyn pelo oceano. – erguia uma das sobrancelhas, observando o Duque de soslaio enquanto tecia o comentário sarcástico. – Mas eu não sabia que ela havia comido uma fruta também...por que você não me contou isso antes, ao invés de ficar fumando pelos cantos?! – levava os comentários pela surpresa e indignação, havia a muitos anos me separado de meus irmãos, especialmente Oberyn, a mais velha. As notícias a respeito do embate dela com Tidus e os demais havia sido noticiada de forma muito superficial, a ponto de desconhecer os detalhes.

Eu te entendo. – sorria em resposta ao comentário sobre ser incapaz de descrever algo com palavras, enquanto terminava de ouvi-lo para que pudesse assim, explicar o que havia vivido. – A primeira menção ao Haki surgiu quando ainda estudava acupuntura , sem dificultar as coisas, acreditamos que a energia que flui pelos pontos que estimulamos assume ou possuir diversas características, podem se resumir em sensações, emoções, benefícios e malefícios, assim como podem assumir a perspectiva do Haki, uma energia controlável que flui além do nosso corpo se desejarmos. – dava de ombros, com um suspiro saudoso. – Mas na época isso era...abstrato demais para entender. – dava uma breve pausa e continuava com as memórias. – Desde que pisei na Grand Line, não vi até o momento a utilização dos outros Hakis, mas acho que já devo ter visto situações parecidas. Meu pai meditava todo o dia no navio, nunca entendia a razão daquele hábito diário, ainda mais quando todos diziam que ele estava “treinando”, curiosamente ele sempre sabia o que acontecia por toda a embarcação. Fora isso...agora eu me lembro de Terralegre, me lembro de meus amigos me perigo, lembro de não ser capaz de lidar com toda aquela situação de forma física até que. – gesticulava como se mostrasse uma explosão. – Tudo foi rápido, me concentrei no mais perigoso e ataquei, nem percebi que havia desmaiado os demais. – Ficava em silêncio por uns segundos. - É isso! Agora em relação as dúvidas, creio que eu tenha perdido a parte do Haki de Observação, poderia repetir? Além de que, sobre o armamento, o mesmo poderia ser feito em minhas agulhas? Digo, manter o Haki mesmo que eu as arremesse?



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~The winter has come
The blood and soul has aceepted their fate
The young viper, now mature, put their children in the hunt
They want to hunt by your lead
Their dreams, liberty and fate
Winter calls with your voice and only the phalanx can survive it!~


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Última edição por Volker em Ter 29 Maio 2018, 17:08, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyQui 24 Maio 2018, 21:58



2º EPIC — CHALLEGING GODS!

O velho ainda era uma figura no mínimo misteriosa, pra ser sincero, e eu ainda tinha minhas dúvidas quando a questão era confiar ou não ele. Pelo menos, racionalmente falando. Por algum motivo, eu não conseguia imaginar Dormaru nos apunhalando pelas costas depois de tudo o que tinha sido conversado ali. Dessa forma, diante do seu convite para visitá-lo em Climax como um pupilo, eu podia dizer até mesmo que me sentia um pouco animado com a ideia. - Sem problemas, então. Vou tentar trazer algum souvenir se tiver a chance. - respondi a Tidus-san e sorri, contente, antes de começar a luta-treino...

...e por mais que eu não esperasse conseguir derrotar o ex-marinheiro, considerando a diferença gritante nos nossos níveis, eu também não esperava que a vitória dele tivesse sido tão unilateral. Mesmo atacando em conjunto com Tidus-san e tentando utilizar a minha habilidade pra parar um pouco os seus movimentos, eu simplesmente fui bloqueado em cada ataque. E pra completar, ele usou o seu Kenbunshoku pra prever as minhas intenções, e não atacou uma vez sequer para que eu pudesse tentar um contra-ataque.

"Ele nem sequer tá levando isso a sério..." Era um pouco frustrante, até, mas como eu já sabia que ia terminar mais ou menos assim, consegui aceitar com um sorriso no rosto. "Lutar conosco deve ser tão difícil pra ele quanto passear com um cachorrinho." Eu suspirei, depois do fim do que era pra ter sido uma luta. E por falar nela, num momento em particular, quando Dormaru usou a espada de Tidus-san e a encostou em minha testa, eu senti minhas forças se esvaírem bem rápido. O efeito do Kairouseki era realmente assustador em usuários, e isso só me lembrava de que era uma boa ideia ficar bem longe daquilo no futuro.

E assim, mais uma vez, ficava bastante claro para nós que mesmo que tivéssemos ficado bem mais fortes se comparados a quando começamos a nossa "jornada", ainda estávamos longe do topo. Mas dessa vez, eu não deixaria esse pensamento me abalar. "Não é porque eu estou encontrando cada vez mais pessoas fortes por aí que as coisas mudaram. A solução continua sendo ficar mais e mais forte também. Principalmente agora, que eu tenho uma promessa a cumprir." Olharia de relance para Missu, só para checar se ela continuava dormindo junto a Mindy depois da nossa troca de golpes com Dormaru. Parando pra pensar agora, não era sempre que eu tinha a chance de vê-la dormindo assim. - Heh. - Eu sorri, satisfeito.

O velhinho logo começava a explicar sobre tudo o que tinha feito durante o teste, em especial sobre o seu uso de ambos os Hakis, que tinham se mostrado presentes em toda a luta. - Quando ele coloca desse jeito, realmente faz parecer que nada que nós tentássemos ia funcionar. - eu comentei com Tidus-san, depois da explicação do Kenbunshoku. A capacidade de ler a aura dos outros era útil de tantas maneiras que eu nem sabia por onde começar. Após isso veio a parte do Busoushoku, o Haki que eu tinha aprendido com Anutops, e o nível de Amarath estava claramente acima do do Mink que havia me ensinado a usar aquele poder. O choque entre nossos Hakis deixou claro que eu ainda estava a anos-luz de distância daquela força.

Depois foi a vez de Elsa-san de conseguir lidar com a sua parte do treinamento, emanando uma aura parecida com a do ex-marinheiro, ainda que um pouco mais fraca. Haoshoku, assim como tinham dito. - Tá tudo bem, Elsa-san? - diria me aproximando um pouco, ajudando-a caso fosse preciso; quem sabe o quanto da mente dela aquele teste tinha exigido. Dormaru continuava com a explicação, dessa vez mostrando a capacidade do Busoushoku de envolver outras coisas, assim como Anutops tinha feito com a sua arma uma vez durante o treinamento. Isso significava que mesmo que ele não tivesse ficado na frente do meu golpe, antes, poderia ter revestido as plantas e as mantido a salvo mesmo assim - eu tinha sido ingênuo demais.

A aula continuou, com o velho falando um pouco mais sobre cada um dos Hakis, que coincidentemente, cada um de nós possuía. E por fim, pediu para que nós falássemos um pouco sobre a nossa experiência com aquele poder. Tidus-san começou falando, e em seguida, Elsa-san. Eu fiquei por último, mas ainda tinha bastante coisa para dizer: - As primeiras vezes em que eu vi esse poder de perto foram nas mesmas ocasiões em que Tidus-san. Não posso falar muito da luta contra Ornen, já que eu estava preso na dimensão de bolso do usuário anterior da minha fruta, sozinho contra ele. Mas na guerra de Cactus, eu mesmo lutei contra o Comandante Jared, já que ele saiu de controle graças ao poder de sua fruta. - expliquei.

Ainda me lembrava bem da forma de lobisomem do Comandante, de como atacava inimigos e aliados sem distinção, e principalmente de como tive de lutar junto a um homem que hoje admirava bastante pra sair vivo. - Inclusive, foi nessa batalha que eu conheci o Till-san. Ele me ajudou quando Jared tentou me atacar, e eu fiz o mesmo, ainda que soubesse que éramos inimigos naquela guerra. Foi ele também que me ensinou que mesmo na Marinha e no Governo, existem pessoas boas, por mais corrupta que a organização seja. - eu sorri ao lembrar do Comodoro, e olhei para Elsa-san com o mesmo sorriso no rosto. Imaginava se era coincidência eu acabar me dando bem com pai e filha, daquele jeito. Chegava a ser engraçado.

- Mas a primeira vez em que eu usei Haki foi na minha luta contra Amon. Mesmo depois de enfrentar Aard e o senhor, acho que aquela ainda foi a luta mais complicada da minha vida. Eu não podia usar meus poderes porque precisava proteger Missu enquanto trocava golpes com ele, e pra completar, a Akuma no Mi do desgraçado o deixava usar veneno. - eu estremeci, lembrando de quão perto da morte tinha chegado naquele dia. Se não fosse por Elsa-san e Missu, eu provavelmente não estaria ali agora. - Foi despertar esse poder que me ajudou a vencer. Meu braço ficou coberto pela armadura negra, e meu ataque foi muito mais forte do que qualquer um que eu já tinha usado antes. Por mais que eu nem conseguisse me manter de pé depois da luta, foi esse golpe que me deixou derrotá-lo antes que fosse tarde demais. - terminaria.

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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyDom 27 Maio 2018, 00:43

Uma aula sobre Haki 2


Os três revolucionários compartilhavam suas respectivas experiências com o haki, primeiro Tidus, depois Frisk, e por fim Elsa. O Duque Azul até mesmo narrava seu treinamento como podia. Durante todo esse tempo Aramath permanecia calado, apenas escutando, isso é, até as perguntas de Elsa serem feitas.

- Como eu disse anteriormente, cada um de vocês tem um tipo de Haki, e através do relato de vocês fica claro o porquê. Não foi uma escolha, mas sim aquilo ao qual eram mais propícios a despertar em um momento de desespero. Mas essa é apenas uma teoria, outros diriam que despertaram o tipo que lhes seria mais útil no momento. Talvez seja ambos. – Falando até aí ele fazia uma pausa tendo um olhar pensativo no rosto, mas após balançar a cabeça de levinho ele voltava a falar. - O ponto é que o Haki de fato é algo muito abstrato para quem não o despertou, e até mesmo para aqueles que se tornam “mestres”, é difícil explicar todos os pormenores. Mas dois fatos são certos. – Ao dizer a palavra mestres ele fazia uma cara irônica, como se tirasse sarro do termo, e depois erguia a mão levantando um dedo por vez a medida que continuava a explicar. - O Haki é despertado em momentos de desespero. Ou melhor, de superação. O segundo fato é que desde que se desperte um tipo, treinar e desenvolver tanto ele quanto os outros passa a ser possível, a não ser que você não tenha o Haokushoku claro. E terceiro, quanto mais se usa, mais proficiente nos tornamos. Ou seja, de certa forma, o treinamento nunca acaba. Mas como cada um deles funciona como uma energia limitada que precisa de descanso para ser reabastecida, é preciso considerar bem quando usar, treinar, gastar. Imagine se você usa toda essa energia visando treinar, e logo após aparece um inimigo poderoso?

Deixando a pergunta no ar por um instante, ele apontava para Elsa. - E sim, com proficiência o suficiente é possível disparar coisas imbuídas do haki do armamento. Flechas, adagas, sebons. No entanto treinar os hakis pela primeira vez é particularmente difícil, e talvez tenhamos tempo de treinar apenas um deles. Enquanto Tidus e Frisk têm apenas uma escolha cada um, você precisa se decidir em qual dos três quer ser treinada.

- Como eu disse a eles, o terror do haki da observação é que desde que o seu seja maior que o do oponente, ler suas intenções é brincadeira de criança, e com isso é possível pensar na melhor forma de atacar ou defender. Mesmo quando Tidus usava o dele, eu podia antecipar cada um dos movimentos dele pela intenção que ele emanava, e com isso ver a forma mais simples de me defender. O mesmo com Frisk. No momento em que planejou usar a habilidade de akuma quando eu o atacasse, eu soube disso, e por isso usei a espada do Tidus para para-lo.

- O treinamento é basicamente o que Belmont narrou, se sentar e meditar, buscando perceber e se conectar com tudo aquilo que está a sua volta, os seres vivos, sentir suas auras e finalmente ver o que essas auras emitem. Suas intenções. Imagine que na aura de um ser haja camadas de intenções sobre como agir, aquelas conscientes que te fazem pensar em um futuro próximo, como aplicar um soco, ou até mesmo comprar um escravo quando chegar em Pindorama. E camadas mais profundas, do seu subconsciente, como por exemplo o fato que se fosse atacado com um soco, se esquivaria para direita, mas se fosse um chute bloquearia com os braços. Ou então que se te vissem comprando um escravo, você desmentiria.

Quão mais avançado no Kenbunshoku você for, mais camadas você conseguirá ver. Primeira as mais aparentes, depois aquelas mais profundas.

- Isso serve para você também Frisk. Sente-se e esvazie a mente. Tente afastar todos pensamentos e focar no no som da sua respiração, na daqueles ao seu redor, na das plantas e siga o que foi dito.

Após se dirigir ao celestial ele olhava para Tidus. - Já o treinamento para o haki da armação é o oposto. Ao invés de se concentrar em nada tentando perceber tudo, quero que você veja as coisas que te fazem lutar. Aquilo que faz seu sangue ferver, que te faz prosseguir. Aquilo que faz com que seja capaz de superar a si mesmo em uma situação difícil. Visualize tudo isso e coloque atrás de um ataque. Eu cobrirei minha mão com um armamento fraco e que pode ser quebrado. Se for capaz de dar socos, vai fazer isso até que consiga ativar seu haki do armamento, por mais que sua mão doa. Atrás de cada um deles, coloque o peso de suas crenças, coloque seu espírito de luta. Se não puder socar, use o dedo indicador e o medio para simular uma espada e dê estocadas até conseguir.

Com isso ele erguia uma mão aberta para Tidus, sua coloração negra com o armamento ativo. Voltando-se para Elsa ele finalizava. - Agora é sua vez, devo erguer minha outra palma, vai se sentar como Frisk ou pretende desenvolver mais o controle sobre o Haokushoku?





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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptySeg 28 Maio 2018, 00:03


Haki (2)

Cada um dos presentes assim como eu compartilharam suas dúvidas e experiências relacionadas ao Haki e logo em seguida Amarath entrou em cena expondo sua teoria do motivo de termos despertado o Haki. - “Aquilo que éramos mais propícios?” - Arqueei uma das sobrancelhas um pouco curioso e pensativo, talvez todos já fossemos propensos a despertar uma dessas habilidades dependendo de nossos hábitos? Personalidade? Talvez fosse uma possibilidade, conectar-me com a natureza e meditar por longos períodos sempre foram hábitos devido o caminho da espada que requer tanto um corpo treinando quanto uma mente afiada. Além disso minha teoria sobre o aprendizado contínuo e possivelmente eterno parecia ser verdade. - “Acho que não tinha como ser diferente.” -  Esbocei um leve sorriso e cruzei os braços.

Como Elsa dormiu demais e chegou apenas no segundo período de aula, Dormaru teve de explicar novamente a primeira parte que a garota tinha perdido, enquanto isso levantei minhas próprias hipóteses baseado no que os outros tinham dito de suas experiências passadas. - “Aparentemente Frisk teve uma experiência similar a minha no seu despertar, contudo a situação parecia bem mais desesperadora, um legítimo caso de superação que lhe salvou da morte certa.” - O caso do jovem alado aparentava ter sido ainda mais extremo do que o meu, talvez ele tivesse tido mais dificuldade para despertar o poder latente ou simplesmente o poder do armamento requisitava algo mais? Para falar a verdade sua história se assemelhava mais a de Volkerball do que a minha, como um último ato explosivo que desbloqueou um novo poder.

Independente de qual fosse o motivo nosso mestre prosseguiu com a explicação, primeiro dizendo aos outros dois o que deviam fazer para dominar o poder da observação, suas instruções foram bem similares a de Razor, ao menos na essência, meditação e concentração. Por outro lado o meu treinamento parecia que iria seguir outro caminho. - O que me faz lutar? - Indaguei com dúvida no olhar, aquela era uma pergunta simples mas ao mesmo tempo profunda, digo, todos possuem motivos rasos e simples para fazer isso, mas bem lá no fundo sempre existe um motivo maior, algo por baixo de nossas máscaras superficiais. - “Aquilo que consegue me tirar do sério… O que mais me frustra...” - Olhei para a palma da mão aberta de Amarath com um olhar profundo como quem sequer estava prestando atenção naquilo que estava bem na sua frente.

Após algum tempo pensando meu punho direito finalmente se moveu e foi de encontro com a palma da mão enegrecida de Dormaru. - “O que me move?” - Essa pergunta ainda se repetia em minha cabeça e meus olhos antes vazios agora expressavam determinação, mas no fundo ainda havia dúvida. - “Justiça?” - Um motivo nobre e real, ma não era superficial demais? Muitos lutam pelo mesmo.- “Luto para proteger.” - Meus punhos continuavam a se mover para frente e para trás carregando meus sentimentos, mas tudo aquilo ainda era trivial, eu precisava ir mais fundo. - “Lembre-se do que Frisk disse, uma situação desesperadora que colocou sua vida em risco, um único momento de tudo ou nada.” - Aos poucos fui relembrando momentos de dificuldade onde minha vida correu risco, não só a minha mas a de pessoas que me eram importantes, até que um em especial fez meu coração gelar - “Eagle...” - O xerife de Cactus Island, aquele foi a primeira vez que me senti destruído de diversas formas diferentes, o massacre que sofremos em suas mãos e mais, ver bem diante aos meus olhos meu único irmão ser supostamente morto... Aquele que jurei proteger. - “Aquilo… Aquilo nunca mais vai se repetir!” - Meus olhos que antes deixavam transparecer minhas dúvidas agora transmitiam ainda mais da minha determinação, era quase como se estivesse colocando para fora a frustração que senti naquele momento por minha incapacidade em protegê-lo.

Meu espírito estava em chamas, o sentimento amargo que senti em vida pouco a pouco consumia meu coração, o breve momento que quase me fez desistir da minha própria vida para que pudesse ao menos vinga-lo. - “Axell, Eagle… Ornen!” - Aos poucos fui percebendo que minha maior frustração não era quase ter perdido meu irmão, isso poderia soar mesquinho mas no fundo do meu coração o que mais me frustrava não era isso, mas sim o simples fato de ter perdido, o sabor amargo da derrota… O pior sentimento que já senti foi a impotência diante a um adversário muito mais poderoso. - “Aard!” - Sim, aquele que me proporcionou a mais amarga de todas as derrotas e que quase destruiu meu espírito de luta. - “Eu nunca mais...” - Arregalei os olhos e depositei ainda mais força em meus punhos, espremendo cada gota de poder que pudesse ainda estar escondido em algum lugar. - “Serei humilhado de tal maneira!” - Tentava ir além a cada ida e vinda que meus braços realizavam pondo todo meu espírito, garra e frustrações passadas em meus golpes. - “Irei proteger a todos e mais importante, protegerei a minha justiça!”

Não sabia ao certo quanto tempo demoraria para liberar aquele poder ou pelo menos entendê-lo corretamente, mas independente de quanto demorasse continuaria me dedicando assim como fiz para entender o Kenbushoku, se porventura chegasse ao meu limite faria pequenas pausas para tomar fôlego, comer uma fruta e então retornaria aos exercícios até que sentisse um progresso por mais mínimo que fosse, havia muito em jogo para sequer cogitar a desistência.
 

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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyTer 29 Maio 2018, 17:01

Enquanto os demais pareciam refletir de uma forma mais pessoal o que fora dito por Dormaru, me mantive atente a sua explicação referente ao haki de observação, a qual não havia pegado no início fora algumas outras dúvidas. De fato, era possível ter certa afeição as experiências vividas não só por Tidus, como também por Frisk, especialmente a do rapaz uma vez que estava no local quando ele despertou o armamento, ainda que na ocasião não tivesse compreendido nada a respeito. Sobre a própria variante do haki, sentia-me aliviada em saber que poderia o manter ativo em minhas senbons quando as arremessasse. – Sim, isso é bem mais interessante! – respondia com certo furor ao ter a expectativa correspondida. Até mesmo a noção de que sempre precisaremos treiná-lo, correspondia e muito as teorias que lia a respeito da energia existente em nossos corpos e a necessidade de sempre nos manter preparados e constantemente buscar uma evolução em nossas qualidades. – Quanto mais lutarmos, mais poderoso nosso Haki se torna então. – confirmava tal informação, espreguiçando-me enfim antes de me levantar.

A explicação do proceder do treinamento já havia sido em parte explicada por Tidus, embora Dormaru fizesse questão de expor sua perspectiva do fato e de como trabalharíamos ele me dava uma escolha. – Por mais que seja tentador explorar minha capacidade de sobrepujar oponente através da minha vontade, eu já possuo algo que me permite lidar com múltiplos oponentes. – observava minhas mãos, antes de voltar a observar Amarath. – Eu vou me sentar próximo ao Frisk, não sou exatamente a melhor duelista numa curta distância, ter a capacidade de antever as ações soa mais interessante no momento. – sorria, antes de caminhar para perto do rapaz. – Parece que somos nós outra vez. – diria em tom divertido, antes de procurar um local bom o suficiente para que pudesse me sentar. – Hmm ele fala as coisas com tanta naturalidade, perceber e conectar-se ao que está ao nosso redor e sentir suas intenções pode ser mais complicado do que parece, ou talvez... – levava uma das mãos ao queixo, enquanto observava ao redor, pensando. - ...quanto mais eu me preocupar com isso, mais difícil eu posso tornar as coisas. – estalava os dedos, após encontrar o local desejado.

Buscaria um local relativamente amplo ou do qual pudesse mover as coisas para longe de mim e assim me sentaria no centro, se Frisk quisesse esta próximo, o convidaria a permanecer sentado de frente pra mim. – Meditação tende a ser muito complicada se mantivermos nosso foco nos problemas que nos cercam, concentre-se exclusivamente em você. – diria abertamente ao rapaz, sentando-me logo em seguida. Manteria uma posição com as pernas cruzadas e coluna reta, sem relaxar a postura. – Ok! Vamos lá. – Descansaria as mãos em meu colo e inclinaria levemente o queixo para baixo para facilitar a respiração. Graças ao temperamento, buscava a calmaria em minha mente usando até mesmo o som da locomotiva como um instrumento de relaxamento para que aos poucos passasse a me focar exclusivamente na respiração. Em silêncio, inspiraria e expiraria apenas pelo nariz concentrando-me totalmente em tal processo até me sentir desconectada dos problemas e do ambiente físico que me cercava. – Se nada mais for físico, então tudo será apenas energia, a mesma que flui por mim. – o pensamento surgiria após alguns instantes, o suficiente para notá-lo, compreendê-lo e rapidamente retornar ao foco em minha respiração.

Não buscaria de imediato a conexão expressada por Dormaru, tentava naquele instante sentir através da meditação unicamente as presenças. Se sentasse junto de Frisk, havia armado toda a situação para que o jovem fosse o primeiro a ser sentido nessas condições e pudesse aos poucos começar a compreender como funcionava o processo. Se o objetivo esvaziar a mente, então seria uma busca plenamente silenciosa e de compreensão rápida e instintiva. Achava que neste tipo de circunstância estivesse em melhores condições de obter um bom desempenho e assim, caso conseguisse sentir a presença das pessoas ao meu redor, rapidamente romperia meu foco, para então retomá-lo logo em seguida para solidificar cada pequeno avanço até o ponto em que passasse a arriscar conciliar a sensação com um pensamento comum, diferente ao inicialmente praticado. Se conseguisse e Dormaru questionasse algo a respeito, levaria alguns segundos para me retirar da meditação e assim respondê-lo sobre todo o processo e o que havia obtido, para então ouvir um próximo passo ou uma dica, caso ele estivesse interessado em partilhar alguma antes de retornar a meditação.



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The blood and soul has aceepted their fate
The young viper, now mature, put their children in the hunt
They want to hunt by your lead
Their dreams, liberty and fate
Winter calls with your voice and only the phalanx can survive it!~


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MensagemAssunto: Re: 2º Epic - Challenging Gods   2º Epic - Challenging Gods - Página 6 EmptyQua 30 Maio 2018, 15:52



2º EPIC — CHALLEGING GODS!

Dormaru continuava a sua explicação sobre o Haki, falando um pouco sobre o momento em que tínhamos despertado nossos poderes. Eu ainda não entendia muito bem o que ele queria dizer com "o que eu era mais propício a despertar no momento", mas era um fato que se não fosse por aquele poder, eu não teria conseguido derrotar Amon e salvar Missu. "Um poder que só pode ser despertado quando é preciso ir além dos próprios limites..." Acho que isso resumia bem a ideia geral. Naquela luta, por conta do meu forte desejo de proteger a todos, eu consegui usar aquela força que esteve dormente até então.

E então, por fim, era chegada a hora de começar o treinamento de fato. A ideia de treinar Haki novamente não era das mais agradáveis, pra ser sincero - se o velhinho fosse tão rígido quanto Anutops, eu não tinha a menor dúvida de que as próximas horas iriam requerer muito esforço. Felizmente, porém, o método de treinamento para o Kenbunshoku era um tanto quanto diferente do método do Busoushoku, pelo menos nessa parte do início. - Meditação, é...? -  eu me perguntei, imaginando como seria a experiência.

Dessa vez, também, eu teria uma parceira de treinamento, ao contrário de quando treinara o Haki do Armamento - Elsa-san decidira aprender a usar o da Observação também, o que era uma escolha sensata quando se pensa nas vantagens que ele pode trazer quando dominado. Eu sorriria para a médica, com quem tinha criado laços bem fortes desde o nosso primeiro encontro em Alabasta - parecia até que já nos conhecíamos há muito tempo, mesmo que não tivesse acontecido há tanto tempo assim. Sentaria à sua frente, com as pernas cruzadas, e então fecharia os olhos para me concentrar na meditação.

Dormaru dissera para esvaziar a mente e me focar naquilo que estava ao meu redor, e Elsa-san deixou claro que era importante não pensar demais nos problemas que nos cercavam. Isso me deixou um pouco confuso a princípio, mas era um bom ponto de partida. Eu respiraria fundo, tentando não focar a mente em nada em específico, apenas relaxando os nervos. Precisava afastar meus pensamentos das distrações que pudessem surgir, mas apenas isso não bastava. Eu também precisava entender o que exatamente eu estava fazendo.

O Kenbunshoku é, basicamente, o poder de sentir e ler a aura das coisas ao nosso redor, podendo até mesmo prever as suas intenções baseando-se nisso. "Colocando desse jeito, talvez não seja tão diferente de sentir a presença de alguém ou a sede de sangue de um adversário." Em outras palavras, o primeiro passo era sentir. Assim, me concentraria primeiro na pessoa que estava mais próxima de mim, no caso, Elsa-san. Mesmo com os olhos fechados, procuraria sentir sua presença, sua energia, sua aura. E então, aos poucos, me estenderia pelo vagão, como que buscando com os olhos da mente encontrar a presença de todo mundo: Tidus-san, Dormaru, Mindy, Missu. Não pensaria em mais nada além disso.

E então, conforme fosse conseguindo sentir alguma coisa - isso é, se conseguisse - procuraria também entender um pouco melhor o que estava sentindo. Novamente, começaria por Elsa-san, que era quem estava mais perto. Eu conseguia sentir sua aura, vê-la? Se sim, o que ela me dizia sobre Elsa-san? Não se tratava apenas de encontrar uma presença, agora, mas sim de conseguir entender algo sobre aquela pessoa apenas sentindo a sua aura. Não importava o que exatamente, eu só precisava sentir algo de diferente pra saber que estava no caminho certo. E assim seguiria, tentando, enquanto o treinamento durasse.

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