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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - Um começo forçado

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptyQui 22 Fev 2018, 17:49

Relembrando a primeira mensagem :

I - Um começo forçado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Cross Hornigold. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptySex 01 Jun 2018, 22:04




Khan exprimia uma reação um tanto quanto curiosa frente às ideias que o marinheiro proferira, deixando Hornigold até mesmo intrigado por um segundo, mas logo as gargalhadas do homem se transformavam um monólogo sobre justiça, pondo em xeque não apenas a ideologia do marinheiro, mas também a própria definição de justiça – Ohh… ingênuo… quem sabe eu realmente seja, mas não ao ponto de imaginar que eu possa proteger todos de tudo... – responderia ao velho, assim que o homem fizesse sua pausa – Mas mesmo não sendo “inocentes”, as pessoas merecem tratamentos que sejam justos, isso é justiça… executar um homem por roubar comida pra alimentar sua família é tão descabido quanto julgar uma pessoa pelo título que ela carrega... ser uma pessoa “importante” não implica que ela obrigatoriamente irá explorar as outras, e caso o faça, justo será ela responder como qualquer outro, independente de sua importância… um pensamento assim por ser ingênuo, mas nem por isso está errado… – assim terminava sua fala, permitindo que o velho tomasse a palavra novamente,  e enquanto isso ponderava se somente ele se metia nessas situações inusitadas ou seus colegas também.

O velho prontamente retomava sua fala, dessa vez expressando sua “abordagem” em relação ao sistema responsável por governar e garantir a ordem mundial, de modo que aparentava não falar somente de sua visão ideológica, mas também de sua própria experiência. O marinheiro, que tentava se manter atento às proximidades, novamente se preparava para responder, mas era surpreendido por uma explosão que o fazia instintivamente sacar sua katana. Ao passo que a poeira começava a se dissipar Hornigold passava a entender o que havia acontecido e observando o redor, junto ao som de uma espada voltando para sua bainha, o marinheiro entendia que o velho, de algum modo, havia salvo sua vida. Por outro lado, o mesmo não podia ser dito de outras pessoas que estavam no local, considerando que, mesmo uma parte estando a salvo ou apenas feridas, muitos haviam sucumbido sob dos escombros.

De modo inabalado, Khan iniciava sua marcha em direção a saída à medida que retomava seu discurso. Por um breve momento o homem, que agora demonstrava discordar não somente do Governo Mundial e da Marinha, mas também dos Revolucionários, se apoiava no marinheiro, como se naquele momento o considerasse um igual - ao menos era esta a impressão que Hornigold tinha -, que até certo ponto entendeu o que o velho queria dizer, até mesmo reconhecendo um pouco de razão em seus pensamentos. Entretanto, tudo isto se desfazia à medida em que Khan prosseguia em sua fala e em suas ações.

Khan já se encontrava na saída quando o dono do bar aparecia aos seus pés, em um estado tão deplorável que tinha dificuldade até mesmo para pedir ajuda. Antes que Cross pudesse ao menos pensar em se mexer o velho finalmente manifestava sua verdadeira filosofia e arrancava a cabeça do homem comum único e ágil movimento. Aquilo pegava Hornigold de surpresa, que mal pôde acompanhar o movimento de Khan, de modo que o marinheiro se via em uma situação que já imaginava ter conseguido evitar, ”Ok… isso complica as coisas...” ponderava Hornigold enquanto escutava o novo discurso de Khan, que agora era acompanhado por mais quatro pessoas, dos quais dois facilmente reconhecia como sendo as pessoas dos cartazes que carregava. ”Melhor avisar a Capitã… o teste dela vai ter que esperar....” pensava por fim enquanto o velho proferia suas últimas palavras e se retirava do local.

O marinheiro permanecia parado esperando que todos se retirassem, mas Alexia e Judal não se juntavam ao velho em sua retirada, e ainda, o homem começava a se aproximar das pessoas que haviam sobrevivido, o que no mesmo instante servia como catalisador para que Hornigold alterasse seus planos, ”Pelo jeito a Capitã também vai ter que esperar....” pensaria rapidamente enquanto tentava se posicionar o mais rápido possível entre os dois revolucionários e os sobreviventes que ainda estavam no local.

– Yoo… seria ótimo se vocês acompanhassem o velho Khan… – diria para os dois, mantendo um olhar calmo, mas começando a sacar a Yukifuri – Caso contrário não vejo outra opção senão… “salvá-los”... – completaria sua fala terminando de sacar sua katana e observando so dois, obviamente fazendo referência às palavras do velho.

Apesar de suas palavras, Hornigold não tinha muitas esperanças de que pudesse resolver aquilo sem entrar em confronto com os dois, mas ainda que estivesse em menor número, já estava mais confiante pelo fato de não precisar lidar com Khan. Desse modo, se manteria atento para um possível ataque de um dos dois. Sabendo  que Judal provavelmente atacaria com sua lança, cuidaria para uma possível estocada, caso em que tentaria se esquivar lateralmente com o menor movimento possível para que então pudesse imobilizá-la com uma mão e então tentar parti-la ao meio com sua katana - considerando haver uma superfície onde possa segurar sem se ferir -. Quanto a mulher, não esperava que ela pudesse atacá-lo de onde estivesse, mas por precaução tentaria observar suas ações para possíveis investidas.





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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptyQua 06 Jun 2018, 14:41

~Narração~



Uma nova tensão se iniciava e Judal de via freado por Hornigold que já sacava sua arma rente ao combate, o lanceiro apenas ria para ele de uma forma amigável enquanto ouvia seus dizeres logo lhe respondendo com a maior naturalidade. - Sem problemas cara, é só você sair da frente que eu acabo com o serviço aqui e já vou. - Sua fala não tinha ironia ou nem um tipo de chacota, era como se na cabeça de Judal matar inocentes fosse algo normal do dia a dia, afinal em seus pensamentos aquilo seria na verdade um favor.

Os dois se encaravam por alguns segundos e a ação logo começava sem aviso nenhum de uma rápida estocada de Judal que com maestria mirava no coração de Cross, e teria acertado se o marinheiro não estivesse esperando por aquilo e velozmente esquivado para a esquerda já segurando o cabo da arma que passava por seu lado e prestes a partí-la em dois, seu oponente no entanto não parecia preocupado, em fato possuía um sorriso no rosto, este que transparecia a vitória e o fato de que Judal não estava sozinho. Yukifuri que antes descia em direção a haste de madeira agora parava no ar devido ao braço de Cross que agora se encontrava preso em um chicote controlado por Alexia.

Cross apenas olhava para a mulher sem tempo de reagir contra Judal que imediatamente passava por debaixo da própria lança dando um giro horário no próprio eixo e desferindo um potente chute direito nas costas de Cross que levava o impulso necessário para que a ruiva lhe puxasse e enrolasse por completo em seu chicote, era difícil discernir se a mulher tinha força bruta imensa ou se utilizava de uma técnica de imobilização muito boa de forma que Cross não consegui mover um músculo e se encontrava completamente rendido.

- Ooooh, de perto você até que é bem charmoso. - Dizia a mulher em um tom sedutor em cima de um dos escombros de forma que adquiria altura suficiente para apoiar seu rosto no ombro de Cross ficando bem próximo dele enquanto a mão do lado oposto deslizava pelo braço do rapaz chegando até seu queixo e virando sua cabeça para ficar face a face com Alexia. - Acho que vou fazer de você meu brinquedo. - Muitos naquela situação não conseguiriam decidir entre frustração ou alegria, especialmente o garoto de mais cedo, Waco, mas de canto de olho Cross podia ver que Judal já não se importava mais com o marinheiro e já se dirigia para exterminar os sobreviventes.

Tudo parecia acabado, mas eis que um familiar som rasante de metal cortando o ar se espalhava pelo ambiente, sim, era a espada de Astrid que chegava cortando as amarras de Cross o separando de Alexia, qualquer um naquela situação já estaria se perguntando como a marinheira arremessava bem as coisas sendo uma lutadora corpo a corpo, mas o fato é que aquela lâmina milagrosa sempre aparecia em situações desesperadoras, e junto a arma vinha sua dona Astrid que já recuperava sua arma ficando de costas para Cross e encarando e chicoteadora.

- Yoo Cross, parece até que a gente só se encontra nas piores situações. E você sua vagabunda, é melhor ficar long… - Então se atrapalhava um pouco nas palavras. - Qu… Quer dizer, por que não enfrenta alguém sem a sua vantagem numérica? - Dizia ela demonstrando algum tipo de rancor em sua voz.

- Ohh, entendi o que está acontecendo aqui. Pode vir garotinha. - Respondia a ruiva já empunhando um outro chicote e demonstrando um sorriso malicioso enquanto Judal voltava sua atenção ao marinheiro com uma espécie de felicidade em seu rosto por a luta não ter acabado tão rápido, agora era dois contra dois, o que fará a ilustre dupla de marinheiros?
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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptySeg 11 Jun 2018, 22:02




O procurado respondia às palavras de Cross como se não percebesse suas ações como a mais pura crueldade, mas sim como apenas uma tarefa cotidiana, ”Hmm… parece que não tem jeito... ” pensava o marinheiro, percebendo que o cenário tomava o pior rumo possível. Após alguns segundos encarando o homem, Hornigold percebia a já esperada estocada vindo em sua direção e prontamente agia em contra-ataque, preparando-se para partir a arma de Judal ao meio, este que apesar da situação não parava de sorrir, como se seu temperamento se nivelasse até mesmo ao do marinheiro.

Logo o motivo da calma de Judal se revelava. Na intenção de acabar rapidamente com o confronto contra o homem, Hornigold acabava por esquecer a presença de Alexia, que imediatamente impedia seu movimento de ataque. Este breve momento servia para tornar a luta incrivelmente mais complicada para o marinheiro, que, após uma sucessão de movimentos combinados entre os dois revolucionários, se via completamente aprisionado pelo chicote de Alexia, de modo que se via completamente indefeso perante seus adversários, ”Ohh… e agora… imagino se alguém poderá me defender...” pensava enquanto a mulher se aproximava cada vez mais, com a esperança de que a explosão de momentos antes levasse alguém a investigar aquele bar.

A mulher continuava a se aproximar do marinheiro, mesmo já estando perto o suficiente para quase abraçá-lo, e revelava suas intenções do que pretendia fazer com o homem, – Ohh… é a cicatriz, não é?... eu sabia que vocês gostavam… – comentava incrivelmente descontraído - e até mesmo indiferente - ao passo em que tentava observar as ações de Judal, notando que o homem seguia em sua missão de acabar com os sobreviventes presentes no local, o que de certo modo acabava por deixá-lo mais inquieto do que a sua própria situação.

O marinheiro se atinha a observar tudo que acontecia sem poder apresentar a menor resistência, mas logo a falha não se mostrava mais a única opção, pois o homem conseguia escutar um som que, apesar de surpreendê-lo por escutá-lo naquela situação, era bastante familiar. Sem demora a espada de Astrid aparecia, partindo precisamente as amarras que outrora impediam os movimentos de Hornigold, quem logo tomava sua posição de costas para sua companheira, incerto se ela realmente sabia arremessar ou se era extremamente afortunada, mas, independente do caso, satisfeito por ter dado certo.

– Yo… se não te conhecesse diria que anda me seguindo, ahaha… – comentaria para Astrid aproveitando o breve momento de pausa gerado pela reunião – Mas fico feliz por ter aparecido... – diria por fim ao perceber que novamente voltava a ser o foco da atenção de Judal, algo que estava feliz de ser, uma vez significar que os sobreviventes continuariam sendo sobreviventes.

Desta vez o marinheiro pretendia fazer o primeiro movimento, mas antes tentava tomar uma breve noção do posicionamento de todos ali presentes, para que pudesse evitar novamente ser surpreendido por Alexia, ainda que Astrid estivesse ali para ajudá-lo. Como de costume, iniciaria o confronto com sua técnica característica, ”Attacco dei Giganti” pensaria enquanto corria em direção ao homem para executar sua técnica. O marinheiro sabia que não possuía a vantagem do alcance, considerando que Judal se valia de uma lança, e por isso desta vez planejava se manter o mais próximo possível do homem, para que tentasse impedir o máximo de sua movimentação, tanto para ataque quanto para defesa. Independente de ter obtido sucesso em seu golpe ou não, rapidamente buscava sacar sua segunda katana com a mão que estivesse livre, para que efetuasse um segundo corte, no sentido contrário do primeiro, na tentativa de pegar o homem de surpresa.

Se percebesse uma nova estocada vindo em sua direção, tentaria realizar um movimento parecido ao da primeira vez, girando seu corpo lateralmente para que a lança passasse reto. Entretanto, não aproveitaria o momento para quebrar a arma de Judal, mas sim para se aproximar dele antes que pudesse recolher sua arma para efetuar algum tipo de bloqueio. Com sua katana em mãos, tomaria um impulso na direção de Judal, de modo que não só se aproximasse, mas passe por ele e se posicionasse logo atrás, efetuando um rápido corte horizontal seguindo a linha logo abaixo da lança, para que fosse forçado a soltar a mesma caso quisesse se abaixar. [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Se o homem tentasse lhe golpear de outra forma - ou Cross tivesse se posicionado atrás de Judal com sucesso - aproveitaria para pôr um pouco de distância entre si e seu adversário, a fim de dar início à sua próxima estratégia. Antes disso, porém, tentaria observar como Astrid estava na luta contra Alexia, preparado para ir ajudá-la se necessário. Caso contrário, tentaria se aproveitar dos escombros e da poeira que tomavam o local, decorrentes da explosão. Com as duas katanas empunhadas, tentaria cortar e derrubar algum escombro que estivesse por cair, para que jogassem a poeira pelos ares, e então, se ainda houvesse tempo, passaria a desferir alguns ataques rente ao chão, para que o ar liberado pelos golpes fizessem a poeira levantar.

Era um plano que dependia de muitos fatores, mas que se desse certo poderia conceder uma vantagem considerável para o marinheiro, uma vez que podia se valer de sua audição para identificar os movimentos de seu adversário, ainda que sua visão estivesse limitada, algo que imaginava não ser verdade para Judal. Se desse certo, tornaria a escutar com atenção qualquer sinal de movimento de Judal, fosse através de seu andar, respiração ou até mesmo do esfregar de sua roupa, para que pudesse ter noção de seu posicionamento e então, em um único impulso, lançar uma estocada na direção do homem, tomando cuidado com a altura do golpe, para que não acabasse passando por cima do homem.

Se por fim o plano se revelasse complexo demais para dar certo - ou o azar de Hornigold prevalecesse - o marinheiro não via outra opção senão olhar o homem profundamente nos olhos, com expressão séria e olhar congelante e dizer: Hmm… isso foi constrangedor….





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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptySex 15 Jun 2018, 04:23

~Narração~



- Claro. - Respondia Astrid em um tom sarcástico para com a brincadeira de Cross. - Quem mais salvaria seu rabo se eu não estivesse aqui? - A presença da loira ali passava uma forte segurança aos aliados e de certa forma uma tensão aos inimigos, Alexya parecia irritada dando a entender que seu foco tornaria-se a recém chegada espadachim, alguns civis mais astutos já não se prendiam pelo medo e começavam a guiar outras pessoas a retirar sobreviventes dos escombros e se dirigir para longe dali onde seria mais seguro, ao longe, graças a sua excelente audição Cross podia ouvir o som de alguma luta se seguindo e metal se chocando, mas por mais que as vezes em lutas o tempo pareça passar mais devagar, Hornigold não tinha essa janela toda e iniciava sua investida antes que fosse tarde demais.

No momento em que observava o marinheiro investindo Judal desta vez fazia uma movimentação diferente e balançava sua lança em arco cortando Hornigold no abdômen com a ponta de sua arma no intuito de fazer o espadachim recuar, mas este não era o caso e Cross seguia seu avanço mesmo com o sangue escorrendo para efetuar seu golpe, o jovem revolucionário estava muito confiante de que faria seu oponente recuar de forma que no final de seu movimento sua guarda ficava completamente exposta abrindo a brecha perfeita para Cross finalizar seu oponente, ou seria se o primeiro golpe do marinheiro não fosse uma finta que não passava de uma mão vazia balançando o vento, seu verdadeiro ataque vinha com a mão direita segundos depois, segundos esses que davam reação o suficiente para um recuo do lanceiro que evitava sua derrota.

Mas esta não era a primeira vez que Cross utilizava de sua técnica em um combate, e muito menos a primeira vez que a havia errado, já tendo previsto a esquiva do oponente o próximo movimento de Hornigold era um veloz saque cortante que ainda sem muita base ou dinamismo conseguia ferir levemente o peitoril de Judal de uma ponta a outra trazendo a luta à um equilíbrio de forças tão grande que até mesmo os danos infligidos teriam sido iguais.

A luta se seguia e Judal já continuava seus ataques com uma rápida estocada mirando o peito do Marinheiro que novamente já previa aquilo utilizando-se da mesma esquiva lateral já tentando uma aproximação com seu oponente, o revolucionário no entanto era perspicaz o suficiente para reagir a tal situação invertendo sua empunhadura de forma que no momento em que empurrava com o braço direito e puxava sua lança com o esquerdo o cabo da arma girava rapidamente em um sentido anti-horário acertando Cross em seu prévio ferimento e impedindo-lhe o avanço fazendo-o deslizar uma certa distância.

Enquanto tinha seu recuo forçado o soldado aproveitava para observar a situação de sua companheira que parecia não ter uma boa compatibilidade com sua oponente que com um segundo açoite remanejava e facilmente esquivava da trajetória dos golpes de Astrid, ao fundo o som de luta ouvido anteriormente se intensificava e era cada vez mais frequente e alto o som de lâminas se degladiando.

O desfecho parecia estar se encaminhando , ao mesmo tempo em que Judal avançava furiosamente Hornigold usava do ambiente para criar uma cortina de fumaça, nenhum dos dois podiam se ver mas cada um achava seu jeito de “sentir” seu oponente e ambos atacavam com uma estocada, seus caminhos se cruzavam terminando com cada um andando em direções opostas, e enquanto Cross sentia um leve ardor abaixo de sua axila devido ao golpe de Judal ele também notava ter acertado seu ataque no mesmo ponto.

Nenhum havia caído ainda e a luta parecia extremamente equilibrada, até a interrupção de algo que de certa forma poderia ser inesperado, ao mesmo tempo em que Whim auxiliava Astrid acertando Alexya com seu bastão um bumerangue mirando Judal era arremessado por Kind que se Cross olhasse em sua direção veria que o jovem estaria com um sorriso vitorioso estampado em seu rosto.

- Tsch, não temos mais tempo para perder aqui. - Dizia Judal observando agora sua desvantagem e o fato de todos os civis já terem evacuado. - Alexya! Vamos recuar! A execução do plano é mais importante. - Enquanto o homem tentava escapar Kind investia em sua direção mas logo era rebatido pelo cabo da lança. Antes de partir Judal parava em cima de um escombro fitando Cross. - Você foi um oponente digno, qual seu nome? - E se o marinheiro dissesse o revolucionário logo responderia e iniciaria sua fuga. - Não esquecerei.

- Não deixem eles fugirem! - Exclamava Astrid já dando a início a uma perseguição que por hora se encontrava sozinha em tal.
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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptyDom 01 Jul 2018, 21:07




A chegada de Astrid causava grandes mudanças na situação em que Hornigold se encontrava, e ao passo em que o marinheiro apreciava a presença da loira no recém formado campo de batalha, os revolucionários, especialmente Alexia, pareciam se enfurecer. Entretanto, o que mais animava Hornigold era o fato de que, com a distração causada por Astrid, os civis conseguiam aproveitar aquela pequena pausa para fugirem do local, só esperava que eles não acabassem envolvidos no confronto cujos sons vinham do lado de fora do bar.

Sem muito tempo para ficar parado Hornigold logo iniciava seus movimentos, e mesmo sendo atingido pela lança de Judal e sentindo a lâmina deslizando por seu abdômen o marinheiro não continha sua investida. A sua técnica não se mostrava a mais efetiva, mas isso não o incomodava, afinal, já havia se preparado para isso, e assim conseguia desferir um segundo golpe que retribuía o dano recém recebido, de modo que sua katana deixava um rastro no peito do homem, onde o acertara.

A segunda onda de ataques se iniciava sem grandes demoras e Judal, assim como Hornigold havia previsto, lançava uma estocada em sua direção. O marinheiro já havia planejado um contra ataque, mas para sua infelicidade dessa vez seus planos não eram de muita ajuda. A sua esquiva tinha sido bem sucedida e, confiante de que poderia acabar a luta com aquele golpe, já começava sua tentativa de aproximação, porém, desta vez Judal era mais rápido e, com maestria, não só impedia o avanço do marinheiro como novamente acertava seu abdômen, forçando Hornigold a recuar, ”Hmm… essa lança é mais incômoda do que imaginei… ” pensava enquanto tomava sua distância do revolucionário.

Aproveitando o breve momento de recuo Hornigold observava Astrid em seu confronto com Alexia, ”Oh… acho que é a primeira vez que vejo ela ter dificuldade... ” ponderava despreocupadamente, sabendo que de algum modo Astrid sempre saía vitoriosa, passando então a conferir rapidamente seu ferimento enquanto notava a luta fora do bar se intensificando.

Judal não parecia disposto a se estender muito naquele confronto e logo tratava de investir contra o marinheiro, que por sua vez se fazia valer do ambiente para dificultar os sentidos do revolucionário. Hornigold executava seu plano com sucesso e lançava ao ar uma cortina de poeira e fumaça, o que servia como prelúdio da próxima troca de golpes entre os dois homens. Se alguma vez uma batalha já foi equilibrada, essa poderia ser o exemplo perfeito. Sem dúvidas Hornigold havia acertado o revolucionário, por outro lado, o revolucionário também havia acertado Hornigold, e como se não bastasse, no mesmo lugar.

Nenhum dos dois havia sofrido golpes fatais, mas certamente teriam problemas futuramente para tratar o ferimento se sofrerem de cosquinha. Independente disso, a luta ainda não havia terminado e Hornigold se preparava para continuar, mas o preparo do marinheiro desta vez era em vão, visto que, mais uma vez, a luta era interrompida. Inesperadamente Judal era atacada por um bumerangue, ”... essa luta fica cada vez mais estranha...” pensava o marinheiro observando o bumerangue, logo percebendo a presença de Kind e Whim no bar.

– Hey… agradeço a intenção, mas uma luta de um contra um não é algo em que alguém deva se meter… – diria no momento em que olhasse Kind, claramente incomodado com a intervenção - ainda que calmo -  que, embora fosse para ajudá-lo, deixava seu oponente obviamente em desvantagem. Oponente que não demorava para perceber a situação em que agora se encontrava e já anunciava à Alexia para que saíssem em retirada, que mesmo com a investida de Kind não via problemas em sua fuga, – Oh… Cross Hornigold… nos vemos por aí, hah… – diria por fim enquanto guardava as katanas novamente na cintura com seu jeito lento e calmo, em contraste com Astrid que logo vociferava para que não deixassem os dois escaparem.

– Hey Astrid… a Capitã já sabe o que ta acontecendo?... se não for ela, não sei quem conseguirá derrotar Khan... – começaria a falar enquanto acompanhava a loira e procurava ao redor por possíveis civis precisando de ajuda – Se precisar posso ir avisar… assim já dou um jeito nesses ferimentos... – comentaria despreocupadamente, embora toda aquela movimentação fizesse com que os ferimentos o incomodassem ainda mais – Ainda mais que não precisa de quatro marinheiros pra capturá-los… – diria se referindo a Kind e Whim, caso estivessem acompanhando – Ou tem alguma outra ideia?... – falaria por fim, esperando pela resposta de Astrid para que então decidisse se iria em busca da Capitã no navio ou então, caso não fosse necessário, se seguiria acompanhando Astrid.





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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptyQua 15 Ago 2018, 19:43

~Narração~




Os marinheiros continuavam em sua corrida já quase com os revolucionários sumindo de vista, durante o percurso Cross percebia que os estragos no exterior não eram tão graves assim, os ataques pareciam ser focalizados em endereços específicos, aqueles com maior concentração de pessoas, para ser preciso. Em meio aquela perseguição Cross colocava seus pensamentos à mesa enquanto seguia seguia Astrid junto dos outros dois recém-chegados, a loira nem ao menos olhava para trás durante as falas do homem, mas não tardava para responder firme e cheia de convicção.

- Do que está falando? Não importa quem vai conseguir derrubar aquele velho, a capitã está sumida desde que chegamos e nós somos a última linha de defesa, se fugirmos agora serão as pessoas comuns à ficarem em nosso lugar enfrentando a morte de frente, agora não é o momento pra crises de auto estima! - Talvez tais palavras fizessem efeito no marinheiro, ou quem sabe ele já compartilhasse do mesmo pensamento desde o princípio, o fato que todos continuavam seguindo Astrid que caçava os revolucionários com toda sua vontade, em meio à isso Cross se dirigia à Kind com um certo incômodo, o marinheiro não gostava da forma como sua luta fora interrompida e reclamava de tal, este era o único momento em que Astrid parava de correr, os outros demoravam um pouco para perceber isso e parar e no momento em que Kind e Whim passavam pela loira ela os golpeava com a bainha da espada levando-os ao chão. - O idiota aqui tem razão, nunca! Se intrometam em uma luta minha. - Dizia ela com uma expressão irritada logo tornando a correr e deixando aqueles dois na sarjeta. - Vocês dois tratem de evacuar os civis, deixem os revolucionários com quem os enfrentava em primeiro lugar, vamos Cross. - Naquele momento o olhar de Kind para Astrid se transmutava de interesse e admiração para raiva, mas nenhuma resposta vinha do homem, ele apenas ficava ali aceitando as ordens calado enquanto que Cross após observar aquela cena simplesmente continuava seguindo a loira.

Mais alguns metros de corrida e os fugitivos paravam logo à frente, à medida que se aproximava o mesmo som de metal tintilando só se agravava na audição de Hornigold, e finalmente ao chegar no local que ele entendia do que se tratava, era a Tenente Riven em uma frenética luta contra Khan, de início ambos pareciam equilibrados, o florete da oficial era quase tão rápido e preciso quanto o de sua capitã, mas o velho revolucionário não ficava para trás, muito pelo contrário, cada vez mais Khan ia fazendo pressão, o modo de luta do criminoso não era convencional e as palavras do garoto Waco ecoavam na mente de Cross que observava aquela cena. Enquanto que Riven se mantinha unicamente na defesa com seu florete, Khan utilizava diversas espadas de diferentes formas para atacar alternando-as quase que instantaneamente, ele começava com uma katana em um corte simples que já era bloqueado, neste momento já não era mais a arma japonesa em suas mãos e sim uma espada gigante que já descia de cima para baixo, mais uma vez a Tenente desviava só para ver Khan soltando sua arma no chão e já investindo com duas lâminas curvas em alta velocidade, e assim o ritmo se seguia, sempre que Khan acrescentava uma arma em seu estilo a anterior era jogada/ricocheteada para o ar ou fincada no chão para serem usadas quando fosse mais conveniente, sendo as empunhando com a mão ou com as dobras do cotovelo e joelho o velho era praticamente imprevisível, a cada lâmina acrescentada Riven era ainda mais pressionada até um ponto em que começava a ser ferida.

No momento em que percebiam a chegada de seus subordinados ambos os superiores se afastaram um do outro dando uma pausa na luta, Khan parecia um pouco cansado, ofegante, mas a situação de Riven era muito pior, não se tratava apenas de cansaço, cortes se distribuíam por seu corpo e sua roupa branca começava a manchar-se de sangue.

- Judal! Alexia! - Exclamava o velho. - Mudança de planos! Executem as detonações finais, não poderemos “salvar” à todos mas nosso trabalho aqui já estará concluído após isso.

- Sim! - Respondiam os revolucionários já correndo em retirada do local e muito provavelmente indo em direção ao alvo final, neste momento a Tenente Riven olhava seus arredores e percebia os dois recrutas ali observando a cena.

- Vocês dois! - Chamava-lhes a atenção. - Esqueçam a caça ao tesouro! Apenas garantam que aqueles dois não consigam o que querem. - Sua condição não era das melhores, seus ferimentos não pareciam superficiais e Riven até mesmo necessitava se apoia no próprio florete para se manter de pé, Astrid percebia isso e insinuava uma contestação.

- Mas Tenen…

- Não se preocupem comigo minha vida não é importante para vocês nesse momento! Aqui vai suas primeiras missões como integrantes da frota! Protejam os civis dessa cidade a qualquer custo, agora vão!!!

Mais à frente quase sumindo de vista Judal e Alexia dividiam seus caminhos, enquanto o homem parecia ir em direção às minas no centro da cidade a mulher se dirigia à estação de Zepelins à jato, Riven já se preparava para retomar combate com Khan que de uma forma até honrosa esperava para que ela se preparasse, o tempo estava correndo e Croos precisava fazer uma rápida decisão.

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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptyTer 28 Ago 2018, 19:04




Enquanto o grupo de Cross seguia no encalço dos revolucionários, o marinheiro casualmente aproveitava o breve momento de “calmaria” - se é que assim podia chamar - para expor sua opinião sobre qual rumo deveriam seguir. Astrid não demorava em rebater as palavras de Hornigold, que na verdade já esperava por uma resposta parecida, cada vez mais acostumado com o jeito da loira, ainda assim, o fato da Capitã estar desaparecida não era algo pelo qual esperava e, ainda que admitisse haver a impressão de que Kendra não fosse muito ortodoxa, o fazia se questionar sobre o que poderia ter acontecido.

Independente da dúvida que pairava sobre o atual paradeiro da Capitã, Hornigold continuava acompanhando Astrid, assim como continuava seus comentários, desta vez referindo-se aos irmãos que haviam se juntado por último ao interromper ambas as lutas ao mesmo tempo. Dessa vez os comentários do homem pareciam carregar mais importância para Astrid, que não demorava em interromper a perseguição para levar tanto Whim quando Kind ao chão com a bainha de sua espada, demonstrando ser uma das raras vezes em que concordava com Cross, que diante daquela cena apenas pronunciava: – Ohh… – e observava enquanto a loira exclamava ordens aos dois marinheiros, agora caídos, como se fossem seus subordinados, ”Depois dessa acho que nunca mais vão se meter em outra luta...” pensava enquanto voltava a acompanhar Astrid na busca pelos revolucionários.

Não muito adiante Hornigold começava a escutar um som de metal que já não lhe era mais estranho, e tudo que precisava para confirmar suas suspeitas estava há alguns metros a frente, onde finalmente encontrou a Tenente Riven, quem, em sua acelerada luta contra o velho Khan, se mostrava ser a origem de todo aquele barulho. E de fato era uma luta acelerada, tanto que Hornigold precisava se atentar ao máximo para tudo que acontecia ao mesmo tempo, correndo o risco de deixar passar algo importante no menor desvio de olhar. Enquanto a Tenente demonstrava grande maestria, era o velho que chamava a atenção do marinheiro. O estilo de luta de Khan era algo que para Hornigold, um ferreiro - quase - de nascença, podia ser equiparado à arte. Nenhuma de suas espadas - independente do estilo e origem - eram desperdiçadas, pelo contrário, eram controladas com extrema maestria, passando a impressão ao marinheiro que o velho não lutava, mas sim executava uma dança tão exótica quanto mortal.

”O homem pode ser louco… mas se eu não admitir que é uma das melhores coisas que já vi, o mesmo pode ser dito sobre mim...” pensava o marinheiro diante da visão dos dois lutando, algo que rapidamente era interrompido com sua chegada. Nesse momento que Cross finalmente pôde ver o rumo que a luta estava tomando, observando que, mesmo Khan apresentando sinais de cansaço, claramente era a Tenente quem estava na desvantagem.

Ainda que a luta entrasse em uma breve pausa, o plano dos revolucionários parecia estar se movendo ainda mais rápido, visto que agora o velho dava início as “detonações finais” e tanto Judal quanto Alexia partiam para tomar as últimas providenciais, ou ao mesmo assim acreditava Hornigold.

Em contrapartida, Astrid e Hornigold também recebiam novas ordens, – Oh… ok… – respondia o rapaz de modo emaranhado, considerando que as ordens que recebia era exatamente o que planejava fazer desde o começo, de modo que a caça ao tesouro era sua última preocupação naquele momento, arriscando até mesmo a dizer que já havia se esquecido desse detalhe. Astrid, por outro lado, parecia não gostar da ideia de deixar a Tenente lutando sozinha, mas quanto a isso Hornigold não podia fazer nada, ”... não posso reclamar de Whim e Kind se metendo na minha luta só pra fazer a mesma coisa minutos depois… só posso esperar que a Tenente faça o melhor e que seja o bastante...” pensava o marinheiro, acenando com a cabeça em concordância enquanto escutava as palavras da Riven para Astrid, e então saindo novamente em perseguição assim que ela terminasse, esperando que Astrid fizesse o mesmo.

Mais a frente os dois revolucionários dividiam seus caminhos, deixando Hornigold em uma possível encruzilhada. Porém, o marinheiro ainda não havia terminado a sua luta, tornando aquela uma das escolhas mais fáceis possíveis, – Vou atrás do Judal… tome conta da outra… e tome cuidado… – diria a Astrid, caso a loira estivesse junto. Se não estivesse, manteria sua escolha a mesma, não por uma questão estratégica, mas por não acreditar haver diferença, afinal, as chances eram de que, mesmo que apenas um houvesse sucesso, o número de mortes aumentariam.

Desse modo, Hornigold seguiria para as minas no centro da cidade, rumo que Judal parecia tomar, com o máximo de cautela possível, sabendo que se “detonações finais” significava o que ele achava que significava, cada momento naquelas minas poderia ser seu último.






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MensagemAssunto: Re: I - Um começo forçado   I - Um começo forçado - Página 10 EmptyQui 30 Ago 2018, 19:59

~Narração~



A ordem da Tenente nem ao menos era necessária e o jovem marinheiro já iniciava novamente sua perseguição, o que lhe movia não era a recompensa e sim o pensamento de salvar as pessoas, ou quem sabe o simples desejo de finalizar sua luta, o fato era que novamente Cross seguia os criminosos, dessa vez com Astrid logo atrás. À medida que se retirava ele podia ouvir em sua retaguarda o recomeço da luta entre Riven e Khan, dessa vez não só o som de metal se chocando mas também o ar sendo cortado, as fortes pisadas do velho, o som que suas lâminas emitiam ao serem arremessadas ao ar e até mesmo a carne da Tenente Riven sendo cortada era audível, tudo de uma forma que até o momento em que se afastou do local Cross podia acompanhar a luta através dos sons como se a estivesse observando com os próprios olhos.

Por fim a bifurcação acontecia e uma escolha se mostrava na frente do Marinheiro, as palavras de Khan até mesmo faziam um certo sentido neste momento, um herói não pode salvar a todos, deve escolher quem viverá, mas heróis tendem a viver uma vida solitária, e por isso acabam falhando no final. Cross não era assim, desde que entrara na Marinha estava cercado de pessoas dispostas a ajudá-lo - mesmo que para seus próprios propósitos - e dessa vez não era diferente.

- Deixa aquela vagabunda comigo! - Respondia Astrid que acompanhava Cross logo atrás, e quanto à ordem de cuidado, ela retrucava com sua forma provocativa de sempre. - Claro, você também, eu não vou estar lá pra resgatar a donzela dessa vez. - E assim a dupla se separava cada um com seu próprio alvo.

A perseguição se seguia por mais alguns metros, Judal sempre a frente e mantendo uma distância segura de Cross, enquanto corria atrás do criminoso o Marinheiro podia ouvir de fundo alguns conflitos paralelos e pessoas gritando, aquilo tudo parecia ter se estendido por uma boa parte da cidade e a Marinha se encontrava atuando em diversos locais. Assim que se aproximavam das minas Judal fazia um sinal com a mão previamente de sua entrada no local, passos de terceiros eram escutados, e antes mesmo que Cross conseguisse seguí-lo até o interior ele se via cercado por onze figuras encapuzadas que bloqueavam sua passagem, quatro deles portavam espadas, três mostravam adagas, dois deles não aparentavam portar armamento algum enquanto os outros dois engatilhavam revólveres. A situação de Cross não era exatamente a das melhores, mas assim como dito antes Hornigold não estava sozinho, e mais uma sequência de passos pesados podia ser ouvida logo antes do som de metal se chocando com a cabeça de um dos homens de adaga que ia ao chão no mesmo instante, e ao olhar bem para o agressor seria impossível para Cross não reconhecer aquele ilustre topete, mãos sempre machucadas e um sorriso bobo, era Obryan, que adentrava no cerco ficando costa a costa com Cross.

- Yoo Cross! - Dizia o rapaz com uma voz - em sua cabeça - descolada. - As coisas parecem interessantes por aqui, por que não me chamou antes? - As falas do rapaz pareciam meio estranhas, e se Cross “não o conhecesse bem” poderia dizer que ele estava imitando Astrid. - Os encapuzados em outra mão não pareciam nem um pouco abalados por ter seu companheiro derrubado, apenas mantinham suas armas firmes apontadas para os dois soldados sem se pronunciarem, isto é claro até que o primeiro grito era dado: “Peguem eles!!” Era o que dizia um dos atiradores, e assim o cerco ia se fechando cada vez mais, os inimigos mais próximos não estavam mais distantes do que cinco metros, e poderiam iniciar uma investida a qualquer momento. Obryan por outro lado aparentava um tanto nervoso, o rapaz havia treinado por anos e sua primeira missão já o colocava em uma real batalha de vida ou morte, seria necessário um sangue muito frio para não sentir nada com tal, os sentimentos do rapaz no entanto não se tratavam de apenas medo, não, tinha algo muito além, empolgação, após anos treinando ele finalmente havia se tornado um marinheiro, e mal podia esperar para entrar em uma situação daquelas onde poderia usar seu corpo e força para proteger tantos inocentes.

- Vamos acabar rápido com isso. - Bradava o rapaz de pompadour erguendo seu bastão na altura dos ombros. - Cinco pra cada está bom pra você? Ou prefere seguir em frente e deixar esses caras comigo?
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