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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 To Rejoice

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Wild Ragnar
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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptyQui 22 Mar 2018, 23:37

Spoiler Song:
 


Por um lado, sua obstinação não o permitia largar o osso, por outro, sua querida amiga alegria colocava algum juízo na sua cabeça. Quão irônico era que a loucura o fazia tomar uma atitude sã? Recuar.

O sal da água entrava em contato com suas feridas fazendo com que a ardência no local fosse muito maior do que normalmente seria. Nadando da melhor forma que podia ele ia em direção ao navio que afundava, mas no meio do caminho acabou por encontrar com Leopol e Nielo.

- Vamos sair daqui. Bart não conseguiu escapar. –
Quem tomava a posição de liderança novamente era Leopol que estava serio. Tanto ele quanto o arqueiro demonstravam claros sinais de cansaço e desgaste, com suas respirações pesadas. – Rejoice fica no centro, se ele não conseguir acompanhar tentaremos puxa-lo conosco.

Não era como se o homem estivesse alheio ao estado do bastião da Alegria, no entanto seu temperamento calmo o permitia enxergar as coisas de forma objetiva. Antes de qualquer coisa, precisavam sair dali e retornar a terra.

Acenando Nielo tomava a retaguarda franzindo o cenho ao ver o sangue que saía de Sebastian. Sua preocupação era não apenas para com o estado do novato, mas sim com o perigo que seu estado trazia. Tubarões.

Após mais de quinze minutos de nado, com algumas pausas para recuperarem o folego, o sol começava a nascer iluminando um pouco o cenário. Naquele momento eles podiam ver a cerca de duzentos metros dali a costa que tanto queriam chegar. Infelizmente aquela visão não lhes trazia alívio algum, já que entre eles e a terra, os medos de Nielo pareciam se tornar realidade.

Ao menos duas barbatanas podiam ser vistas cortando a superfície da água, vindo rapidamente em sua direção. E quem sabe quantas mais haveriam abaixo da superfície?
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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptySab 24 Mar 2018, 15:08



Os Contos do Saltimbanco:
To rejoice.


Aye. — Consentiu o saltimbanco, quando proposta a formação que em conseguinte tomariam no trajeto até a costa. A acidez dos mares mostrou-se como impertinência, mais que nunca, vez que se esgueirou às feridas de Rejoice, lhe tornando as entranhas num saleiro. E nas dores em questão não houve grandeza, como quando afligido pelos marinheiros, pois não havia nela propósito. Rangeu os dentes, porém, e seguiu; sob o consolo de que as dores do passado, em sua terra conterrânea, apequenavam as que hoje sentia. Se outrora carregou tamanho fardo em seus flancos, sem a escora de ninguém exceto Raziel, uma ou outra angústia não lhe seria párea à constituição. A psique foi tomada, também, pelas condições de Bart; não era lá dos mais alegres ou disciplinados à causa, mas teve os punhos serventes ao que interessou Sebastian. "A alegria está nestes mares. Que ela te dê um bom descanso." E isto teve de reconhecer.

Uma pernada seguida de outra e a maré lhe levou além, para que à vista estivesse o vislumbre da costa. Quando os raios solares lhe tocaram a pele enfermiça, riu. Eram os portões da alegria abrindo passagem ao seu bastião, dada a longa e tortuosa noite em que a fora devoto. — Mais belo assim. — E de fato alguma beleza haveria de contrastar à morbidez que, inevitavelmente, carregava consigo em corpo e não alma. Houve n'alma, porém, ingenuidade; tanto perturbou-se para com o flagelo humano que a selvageria dos mares lhe escapou do olhar. "Isca de tubarão." Foi o que concluiu, vez que as barbatanas pareceram cortar o mar ao meio em afronta ao trio. — TU-TUBARÕES!!! — Os ares digladiariam por espaço garganta afora, num berro tão alarmante quanto possível. Não apenas no intento de alertar à companhia, mas pelo temor genuíno de um homem ciente do quão implacável a natureza há de ser.

Seguiria por recuar, num tranco breve e desengonçado, às costas de Nielo e Lepol. Lhe eram valorosos companheiros naquele ponto, e sabia. Como humano que é, porém, os instintos haveriam de tomar-lhe o manejo, na carência de uma brecha para racionalizar. Os tempos de caravana proporcionaram ao saltimbanco o convívio, mesmo que breve, à companhia da selvageria animal. Macacos, girafas, leões, tubarões. Eram estes os limites, porém. Pois o único homem capaz o bastante para domá-los fora seu mestre. "O que eu faço? O que eu faço?!" Uma lição que sentiu remorso em cabular.

Quando a conjuntura pareceu-lhe demasiado extrema para se desenrolar em um só dia, sua mente sofreu de um lampejo. "Não pode ser; alegria não faria isso à mim. E foi por ela que eu voltei." De fato, por que sua soberana haveria de fazer-lhe marchar pela trilha da morte, como numa enrascada? Uma ideia que o gênio negou-se a acolher, e Sebastian se pôs a pensar nos instantes remanescentes, antes que as criaturas a brandirem barbatanas pelos mares se tornassem em bravata ao trio. "Barbatanas?" Caiu-se o queixo. Vez que dita nos confortos de um pensamento, a palavra soou-lhe familiar. Sim, tubarões não eram os únicos a carrega-las sobre a cuca, como concluiu o saltimbanco. "Tritões. Têm que ser tritões." Um palpite tornado em aposta, pela carência de fundamento que viu na hipótese de ser descartado pela alegria. "É um risco a se tomar." Seguiria, sem delongas, num mergulho mar adentro, vez que estivesse às costas da dupla revolucionária; de olhos abertos na busca de uma conclusão. Quando fisgassem a silhueta das criaturas, todo o corpo se empenharia a levar-lhe outra vez à superfície.

Se fossem de fato os filhos do mar a rondar-lhes, e não um ou outro tritão, os facejaria sem temor. Tomando a afronta como parte da rota até os portões da alegria, que há pouco se abriram. Com certo pesar nas ações, consequente à fadiga, voltaria a sacar sua lâmina, brandida para além do conforto da bainha pelo punho de batalha. A contração da dorsal e cotovelo destros agrupada à uma breve rotação de cintura acabaria por levar-lhe a ninjaken à linha do peitoral, pronta para o bote vez que retraísse a articulação em questão. E assim o faria, num corte em desfavor aos ares. Desta vez, porém, um flagelo desferido à si mesmo, pois o punho esquerdo estaria à altura do fio de sua lâmina, sujeito à um talho indefensável nas costas da mão. Quando sangue tornasse a escorrer, agora efervescente, Sebastian seguiria por mover o membro de forma a gotejá-lo aos mares. Líquido quente e extraído da fonte; o que acabaria por soar, à Rejoice, mais atrativo aos tubarões que o sangue seco competente às feridas de há pouco. Em conseguinte aguardaria pela investida, de olhos à devorarem o horizonte. Na última das janelas, quando prestes a ser abocanhado pela criatura, nadaria para além de seu alcance, impulsionado pelas pernas e um empurrão contra a superfície sólida mais próxima — fossem os ombros de um companheiro ou mesmo a lateral da fuça do bichano. E um contra-ataque acabaria por perpetuar a arapuca, investido o gume da arma contra as fendas branquiais do tubarão —  região que à vista do bastião pareceu ser frágil — numa estocada; golpe que acabaria por repetir duas ou três vezes, dada a oportunidade.

Quanto aos tritões, era cônscio de que nem todos se tratavam de sujeitos ordinários. "Alguns deles até mesmo carregam os tons da alegria na pele." Portanto na hipótese de os olhos captarem humanoides no mergulho de há pouco, convocaria outra vez a vista no intento de observar-lhes o trajeto e a intensidade em que se encaminhavam ao perímetro. Abordagens agressivas seriam tratadas à imagem de como o saltimbanco planejou lidar com os tubarões; deslocaria o próprio corpo à nado para além dos ataques, tomando a superfície plana da lâmina como último recurso, num bloqueio proposto a decrescer os danos vez que posicionasse a ninjaken em contraponto às ameaças. A amistosidade, porém, seria recíproca. E nesta circunstância Sebastian buscaria entender o que faziam os tritões naquelas águas.





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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptySeg 26 Mar 2018, 16:19



Apesar da situação desesperadora e de perder a cabeça momentaneamente devido ao medo, Sebastian logo a colocava no lugar e se preparava para lutar até o fim. No entanto uma inspiração feliz o fez se lembrar de algo, e torcendo com todas suas forças para que estivesse certo, para que aquelas barbatanas não pertencessem de fato a tubarões e sim a uma outra raça que também habitava esses mares, ele mergulhava tentando verificar se a situação era a pior possível, ou se ainda haviam esperanças.

E mesmo que não imediatamente, a alegria se fez presente. De fato quem chegava ali não eram tubarões, mas sim dois tritões idênticos!! Nadando em volta dos algumas vezes de uma distância segura, ambos tiravam a cabeça da água mostrando seus semblantes.

- Um marinheiro é... – Um deles abria a bocarra, e uma voz estranhamente fina saía dela. A frase incompleta poderia parecer sem sentido para muitos levando em consideração o contexto, mas felizmente para o trio Leopol deu um leve sorriso de alívio.

- Um cachorro cego aos pecados de seu dono. –
Respondendo ao tritão, seu sorriso se expandia mais ainda. – Lenin e Stalin eu suponho? É um prazer conhece-los. Nós somos o grupo enviado para lidar com o navio da marinha que vocês encontraram.

- Imaginamos isso. Vejo que um de vocês está bem ferido, por sorte nós conseguimos farejar e rastreá-los através do sangue. – O segundo tritão tomava a dianteira e se aproximava do trio sem maiores preocupações, agora que sabiam que aqueles eram companheiros revolucionários, a tensão começava a dar espaço para alívio.

- Stalin, acho que vou levar esse jovem rio a dentro até próximo o acampamento para ajuda-lo, você pode acompanhar os outros dois até a margem para garantir que tudo ocorra de forma tranquila? – O segundo tritão tinha um tom de voz mais condizente com sua figura, mas ao mesmo tempo conseguia parecer simpático, se ignorassem a aparência.

- Acompanha-los é sem problemas, mas nem pensem que vou carrega-los. Tsc. – Já Stalin que tinha a voz fina, conseguia demonstrar um alto nível de antipatia e até um pouquinho de agressividade em sua forma de falar. Apesar de aparentemente idênticos, as diferenças não eram poucas.

- OK. Isso já basta. E então? Vamos lá rapaz? – Completava Lenin ao virar-se para Sebastian, visando leva-lo ilha adentro pela água e rio.  


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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptyQua 28 Mar 2018, 14:57



Os Contos do Saltimbanco:
To rejoice.


Quando Sebastian itinerou aos mares, acabou por hesitar na crença ao que lhe veio à vista. "T-tritões? Sim, tritões." Era um homem de fé e sabia que a soberana alegria cuidava dos seus; foi difícil, porém, resistir à uma peça pregada em desfavor dos próprios olhos. Na superfície, sentiu o descarrego de algumas libras de peso na consciência, e abocanhou os ares num respiro que evidenciou-lhe o alívio alma adentro. "Eu sabia. Nunca duvidei de você." Semicerrados pelo contato com as águas salinas, seus olhos buscaram, de soslaio, trazer a nascente do sol ao campo visual; e o horizonte pareceu mais belo que nunca. Que a luz lhe abordasse ao fim da peleja estendida pela noite, quando não houvessem mais alvos à que se rondar; era de fato um feito da alegria. "Sou teu bastião e sei agora que não há o que temer." E o punho de batalha transitou à linha da cintura, repousando a lâmina nos confortos de sua bainha.

A ronda dos tritões não soou-lhe apenas como o florete da alegria a cravejar-se em seus temores, mas também como alento à turbulência que lhe encalçava a mente, consequente ao revés que acabou por tirar dos trilhos a missão. Tubarões teriam sido mais críveis à vista do saltimbanco, comparados aos peixes gêmeos. Sabia, de fato, que a raça era provida de uma melanina aquarela, bem como das nuances que herdavam dos progenitores, fonte de tamanha diversidade raça adentro. E por esta razão, talvez, o senso de humor apurado acabou por ofertar-lhe um riso dos mais zombeteiros. — AHAHAHAHAHAHAHA!!! SÃO IDÊNTICOS! — Os indicadores, tanto destro quanto canhoto, cortaram os ares na busca de um aponto contra a carranca dos supostos irmãos. — AHAHAHA!! PERDÃO!! É QUE JÁ VI DE TUDO, MAS DOIS IDÊNTICOS?! — Seus trinta e poucos dentes pareceram transmutar-se em sessenta e quatro, num arreganho que por pouco não lhe escapa o rosto. Doravante livrou a faceta dos gotejos de água e suor, num afago ao rosto e em paralelo à evidente conclusão: eram por certo bem melhores que os tubarões.

E seguiu, entre um riso e outro, por atentar-se ao que diziam os tritões. — Este sangue todo ao menos teve utilidade. AHAHAHA!! — Quando proposta a quebra de ritmo às pelejas, como pôs na mesa a alegria, não houveram razões para ponderar. — Vou contigo, peixe. Não me agrada manter-me como peneira. — E o faria como no término das viagens de outrora, à companhia da caravana; trajetos cobertos em um ou dois dias e supridos por breves ínterins em favor da trupe e dos cavalos. As romarias, porém, eram sucessivas; ao fim de uma haviam graças ao público e em diante outra haveria de se iniciar, o que levou Rejoice à indagar-se quanto aos frutos de tamanho reboliço ao longo da missão, análoga às viagens que lhe acaloraram a memória.  

Então... Lenin? — Vez que sob o balanço da maré até a costa, tomando os ombros do tritão como escoro a prol de sua panturrilha, seguiria a indagar. — Toda essa bagunça. O navio naufragado e a enxurrada de marinheiros mortos, eu diria que foi um feito e tanto. — Feita a mostra de júbilo, carente da devida dose de modesta, o tom acabaria por ser tomado pelos ares hesitantes. — Mas um deles escapou. Onde é que isso nos deixa? — As proezas haviam, de certo, se mostrado como grandiosas à vista da alegria; buscava entender, porém, a perspectiva revolucionária, que como toda que é mundana tende a ser munida por nuances.

Em diante o saltimbanco estaria a mercê da condução de Lenin, arremedando-lhe os passos até que se visse em território revolucionário. Lá, tomaria as rédeas numa busca por quaisquer companheiros que pudessem tratar-lhe o vigor. Talhos e furos pela extensão do corpo, bem como o sangue a banhar-lhe os trapos seriam o bastante para evidenciar, à vista do exército, as condições em que estava. Quando um bom samaritano acabasse por propôr-se em solicitude seguiria, zeloso, cada uma das indicações, instruindo o sujeito em questão quanto ao amontoado de flagelos da melhor forma que pudesse. Vez que à salvo, pleitearia por uma refeição e uma nova muda de roupas, sob o pretexto de que os instrumentos da alegria requeriam combustível e fineza para prosseguir em sua empreitada de cunho divino. E a promessa que fez ao trio não seria em vão; manter-se-ia incessante em seus serviços, almejando o desfecho dos feitos descontinuados pela fibra marinheira. Portanto os pés, vez que tratado, levariam Sebastian de volta à companhia de Lepol e Nielo. — Rapazes. — Curvaria o tronco à frente numa reverência, à imagem dos moldes teatrais adotados no primórdio de seu ingresso ao exército, bem como tomado pelas mesmas expressões cintilantes. — Qual o próximo passo? — Era de fato prole d'um caso entre a alegria e a megalomania.





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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptySab 31 Mar 2018, 19:01



As reações de Sbastian arrancavam bufadas de impaciência por parte de Stalin e um olhar conformado por parte de Lenin que provavelmente já tivera que aguentar comentários como aquele no passado.

Enquanto se apoiava nos ombros do tirtão e era carregado, ele aproveitava por revelar o fato que um dos marinheiros havia conseguido escapar com sucesso, o que fazia o homem-tubarão dar uma suspirada. – Infelizmente ele não se feriu, do contrário teríamos sentido o cheiro do sangue na água e o encontrado. E como é uma área muito grande para que meu irmão e eu procuremos, é pouco provável que o encontremos, mas assim que eu deixar vocês lá, tentarei caso ainda esteja em água e a sorte esteja ao nosso lado. Mas aconselho que assim que chegar no acampamento avise o que ocorreu para que eles possam verificar a melhor forma de lidar com isso.

Não demorava muito para que os dois se separassem do resto e adentrassem o rio, seguindo contra a correnteza. No entanto aquilo não parecia afetar o tritão, mesmo tendo peso extra nas suas costas e à medida que o sol subia acima da linha do horizonte eles avançavam por uma região coberta por árvores em ambas as margens até que durante uma curva que o rio fazia, Lenin deixava o saltimbanco na margem. – É só ultrapassar essa linha de arvores que em cinco minutos deve conseguir ver o acampamento. Aproveite quando estiver lá e me faça um favor, avise que eu já chequei novamente e além do navio no porto de Hiirowtown, a marinha não tem mais nenhum dentro de nossas fronteiras. Boa sorte jovem! Espero que nos encontremos novamente!

Os ferimentos do rapaz não eram poucos, e a medida que avançava mata adentro deixava rastros de sangue no caminho. Ao finalmente encontrar a construção almejada, conseguiu ver em cima da amurada, na torre de vigia duas armas de fogo apontarem para si. – QUEM VEM LÁ?? – Perguntava uma voz feminina, e após um curto espaço de tempo uma masculina – ABRAM OS PORTÕES!!!

---

Karen e Estevan estavam olhando de forma entediada para a imensidão verde a sua frente. Os revolucionários haviam clareado uma porção de árvores em volta do acampamento e salgado o solo para evitar que alguma vegetação crescesse ali. Essa era uma tática simples para impedir uma aproximação furtiva de inimigos. E em meio aquele tédio eles viram uma figura saindo do meio das árvores, vindo da direção do rio.

Mesmo a quinze metros de distância eles conseguiam ver que o estado dela não era nada bom. Ainda assim apontaram suas armas rapidamente e Karen foi rápida em emitir um aviso, no entanto Estevan conseguiu reconhecer a figura que vinha andando de forma cambaleante.

- Hey hey, aquele é o recruta que Leopol trouxe e que saiu para uma missão contra a marinha com eles! – E após essa realização o próprio gritava pedindo pela abertura dos portões. – Vá chamar Grambos e avisar do ocorrido, eu vou ajuda-lo a ir para a enfermaria. – Completava para a mulher antes de descer correndo da pequena torre e sair pelos portões recém-abertos.

Correndo pelo campo aberto Estevan logo alcançava o Bastião da Alegria, passando um dos braços do mesmo em cima de seus ombros e o segurando pela cintura. – Calma amigo, você chegou até aqui. Só mais um pouco. Estamos quase lá. – O estado todo furado de Sebastian fazia o atirador acreditar que o recruta estava à beira da morte, e por isso o tratava de tal forma.

Praticamente o carregando pelo caminho, eles atravessavam os portões, passando pelo pátio de treinamento até finalmente adentrarem a construção e se dirigirem para a enfermaria. – Mary, esse homem precisa de cuidados urgentes!! – Dizia Estevan para uma medica que ali estava lendo um livro relacionado ao seu ofício.

- Pelos deuses! O que aconteceu com ele? –
Exclamava a mesma enquanto começava a preparar os materiais para trata-lo. Ao mesmo tempo Karen entravam no lugar acompanhada de um homem. O líder dos revolucionários daquele lugar, Grambos!!

- Como ele está Mary? –
A voz grave a autoritária soava naquele lugar.

- Vai ficar bem, só preciso remover as balas e fechar seus ferimentos, além de dar alguns antibióticos. Por sorte não teve nenhuma artéria perfurada, e não há sangramento interno. – Respondia a doutora que já estava examinando seu mais novo paciente.

- Entendo, isso é bom. Isso é bom. – O homem que não tinha seu braço esquerdo afirmava de forma satisfeita enquanto dava um passo a frente se aproximando do saltimbanco. – Prazer em conhece-lo. Me chamo Grambos. – Se apresentava ele. - Ouvi dizer que foi recrutado por Leon e saiu com mesmo na missão de interceptar o barco da marinha que estava escondido em alto mar. Preciso que me conte o que ocorreu. Onde estão os outros? Qual o estado deles? Por favor tente se lembrar de tudo que viu ou ouviu e tente contar os mínimos detal...

- Grambos!! Eu preciso tratar dele, precisa descans...


- Sinto muito Mary mas estamos com uma situação muito delicada em mãos, e cada detalhe pode ser essencial. Se o rapaz aguentar falar enquanto trata ele, é assim que será.

Com isso a medica se calava franzindo os lábios, enquanto Grambos e os outros dois revolucionários olhavam com expectativa para o jovem a sua frente. O que havia acontecido com seu grupo? Teria ele alguma informação relevante?

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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptySeg 02 Abr 2018, 16:26



Os Contos do Saltimbanco:
To rejoice.


Cruzou os circundantes do acampamento a pelejar contra os próprios flagelos, engolindo em seco a cada passo e a cerrar dentes e punhos vez que as dores lhe fisgavam as forças. O vigor que restou na carcaça que via como mero utensílio da alegria, Sebastian dedicou ao consolo dos benfeitores que, defronte aos portões, vieram à seu socorro. — O teu medo é maior que o meu. Nunca estive tão bem! AHAHAHAHA!!! — Afirmou em júbilo às feridas provindas da marcha sagrada em favor da alegria. E acabou por manter o sorriso atrelado à faceta, por maior que fosse a dor. Quando um ou outro resquício de sentido o fez ver-se nos interiores da instalação, um suspiro em desafogo tomou rota dos pulmões à boca e fora. E seguiu, no conforto dos ombros dispostos à si.

Vez que as preces do corpo haveriam de ser atendidas, Rejoice atentou-se à imponência de Grambos tenda adentro. Por maior que fosse o calibre do homem à vista revolucionária, sequer sabia o saltimbanco de quem se tratava, razão pela qual não houveram sinais de embaraço ou espanto em seu semblante. Temia apenas à alegria e, mesmo à serviço do exército, era sua soberana quem visava engrandecer. — Aye, aye. Eu devo aguentar mais um tempo. — Um trejeito iria em desencontro ao que disse a doutora, balançando a mão aberta em displicência e no intento de acuá-la. — Fará bem à ele saber o que aconteceu. Ninguém merece tamanha curiosidade. — E o olhar seguiria por centrar-se à silhueta do general, mesmo que entre um ou outro grunhido de dor.

Quando as vistas se encontrassem e Grambos dispusesse as atenções à Sebastian, daria procedência. — Sim, sim. Sou eu o recruta, mas quem me levou até lá é maior que isso tudo. — E na companhia dos dizeres, um riso e uma tosse enferma, trazendo à cabeça a imagem disforme que viu nos delírios de há pouco, ao fim da zanga. — Enfim. — Em diante a voz tomaria em posse um tom venerado, aos moldes de um bardo a gabar-se de seus próprios desencontros. — Nós passamos a noite na costa. Lepol, Nielo e... Bart. — Certo pesar acabaria por tomar-lhe o tom vez que dito o último nome; mantendo, porém, o devido suspense. — Durante a madrugada, o navio deu as caras. Nós partimos, abatemos o sentinela e embarcamos amurada adentro. — Dada a conjuntura de eventos conseguintes em seu conto, acabou por embromar-se nas palavras. E um breve instante seria tomado, da parte de Rejoice, por não mais que o silêncio, enquanto o saltimbanco pelejasse em desfavor da confusão mental.

Ah, sim. É claro. — Seguiria, num lampejo provindo da breve revisão de ideias. — A priori eram dez agentes da tristeza. Eles caíram em batalha, porque minha hora ainda custa a chegar. — Outro riso e procederia, novamente envaidecido em voz e rosto, bem como carente da submissão e cautela que se espera de um soldado defronte ao seu general. — Mas vieram mais, muito mais. Mais do que eu pude contar no calor da batalha. Brandimos nossas armas outra vez, e Bart levou consigo uma fileira de marinheiros na parte interna do navio, sozinho. Quando a peleja acabou fomos nós a manter-se em pé. — Doravante o conto tomaria rédeas dramáticas, tornando a voz num sussurro provocante e arrastado, e o semblante a ser tomado por ares que transpareciam a tentação do saltimbanco em prosseguir. — Havia um deles, porém, com fibra o bastante para dar continuidade à luta. Era tão vil que me desarmou, mas Nielo e Lepol vieram ao meu socorro. E nós seguimos esmagando a determinação feia e triste daqueles que ainda respiravam, enquanto este homem conspirou. — Visava tornar os dizeres em algo vívido o bastante para dar-lhes à mente o prazer de uma imagem, e neste ponto a retomada do fôlego seria essencial.

A maré estava ao nosso favor. Não parece que ia acabar desse jeito, certo? AHAHAHAHA!!! — O punho entreaberto serpentearia entre as feridas, apontando as que estivessem ao alcance. — Até que os canhões berraram e perdemos todos a pisada. As balas voaram de uma amurada à outra, e o mar mostrou suas presas, engolindo lentamente o navio. — No clímax da narrativa a euforia seria tamanha a ponto de fazer-lhe elevar os braços e sorrir, excêntrico; mesmo que em desfavor do próprio corpo adoentado. — Sim, era aquele homem, tramando enquanto cuidávamos dos últimos soldados. Eu corri até o mastro que sustentava o cesto da gávea, pendendo na lateral do navio, e dei um salto magistral. Foi então que as feridas deram as caras. Eram duas serpentes marinheiras tentando escapar, e mesmo que beirando o custo da própria vida eu abati uma delas. A outra, porém, escapou. A tristeza me surrou tantas vezes que não pude continuar, e então voltei à procura dos rapazes. — E outra vez haveria amargura na voz. — Lepol e Nielo estavam bem. Dois tritões IDÊNTICOS nos resgataram na costa, e foi assim que vim parar aqui. Eles vão sobreviver, e devem estar no caminho até a margem, junto aos peixes. — A história carecia, porém, de um nome em questão; um breve intervalo antecederia a procedência, na expectativa de indagações quanto ao brutamontes. — Bart, ele não teve a mesma sorte. Estava no interior do navio lutando bravamente quando os canhões invadiram, e imagino que os mares tenham lhe abraçado da maneira mais cruel. Ele morreu como um herói, levando consigo dezenas de agentes da tristeza que estavam na embarcação. — E abençoaria os pulmões com uma lufada de ar a preceder a quietude, pois era aquele o desfecho de um conto ainda não resolvido.





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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptyTer 03 Abr 2018, 17:54

A forma de falar de Sebastian não era das mais comuns, e alguns comentários faziam com que os quatro revolucionários ali presentes olhassem para ele de uma forma um pouco peculiar. A medica até mesmo verificava na cabeça do homem sinais de trauma que pudessem ter passados desapercebidos por ela anteriormente.

Ainda assim todos escutavam o relato de forma atenta e ao ouvirem da morte de Bart, suspiraram com pesar. Mais um irmão de armas que morria na árdua batalha que eles travavam. Com o fim do relato um breve silencio tomou lugar antes de ser quebrado por Grambos. – Então foi assim. Você fez bem rapaz, agora descanse e depois coma algo para se sustentar. Esperarei Lepol e Nielo chegarem para entregar-lhes a nova missão, caso se sinta bem o suficiente, pode participar dela, mas se preferir pode esperar que as feridas melhorem.

Com isso ele se afastava do Saltimbanco e chamava Karen e Estevan. – Encontrem dois substitutos para tomar seus lugares na guarda. Quero que se dirijam para a costa para ajudar nossos companheiros a regressarem para casa. Estevan, você fica lá e ascenda um sinal para os tritões, pergunte se avistaram mais barcos da marinha nas redondezas. Isso é tudo.

Se virando ele estava prestes a sair pela porta quando pareceu ter pensado em alguma coisa e se voltou para Sebastian novamente. – Enviarei um desenhista para fazer um retrato falado do marinheiro que escapou. Tem mais algo a acrescentar? Algum comportamento estranho, algo que disseram? – Insistia ele mais um pouco exigindo mais da memória do palhaço.

- Entendo. Descanse então. – Curto e seco ele saía e logo atrás iam Stevan e Karen, deixando a medica sozinha no quarto com o bastião da alegria.

- E então, de onde você é? – Perguntava ela jogando conversa fora enquanto finalizava os curativos e o fazia se deitar na cama para descansar.


Off::
 


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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptyQua 04 Abr 2018, 14:25



Os Contos do Saltimbanco:
To rejoice.

perícia: furtividade


De confrades agora a par dos eventos ocorridos, Sebastian limitou-se a dar vez à voz de Grambos, demonstrando a devida conduta reverente que em verdade limitava-se aos efeitos da fadiga. Seus olhos buscaram o general pela extensão dos dizeres, e o riso se atenuou quando a iminência de uma missão adjacente lhe veio aos ouvidos. Não fossem pelas feridas, teria posto-se sobre os pés à berros, no ânimo de engajar-se na tarefa conseguinte. Para o próprio bem, porém, lembrou-se das repreensões da médica, limitando o regozijo às expressões folieiras que, por vez, tomaram-lhe o rosto. — Aye, aye! É claro, estarei lá. — E a vista voltou-se de canto à doutora, temeroso. — Sim. Depois que ela cuidar das feridas. AHAHAHAHAHA!!! — Submeteu-se, em diante, aos cuidados da moça, como o bom garoto que naquela ocasião buscava ser.

Inteirado às ideias cautelosas do superior, pôs a mente a trabalhar. — Hmm. Um retrato? — Não houve lá muito reparo às aparências ao longo do embate, em especial doravante à ação dos canhões, quando tudo o que fez foi lutar em desfavor das balas borrifadas como água contra si. Espremeu a palma dos dedos contra ambas as têmporas, como quem se empenha em extrair um mísero fragmento de memória mente afora. — Sim, tinha algo a mais na cara dele. — Com afinco recordou-se, por fim, do que havia de peculiar no semblante em questão. — A pele era alva, e parecia um homem crescido, mas jovem. Seu cabelo era tão branco quanto a neve, e tinha olhos estreitos como os de uma coruja. — O esforço trouxe à vista, também, as palavras do soldado. — Ele era peçonhento, como todo agente da tristeza; deixou o companheiro à minha mercê para salvar a própria pele. E disse que não se esqueceria de mim. — No ínterim final haveriam vestígios de vaidade, em rosto e voz. — Não que isso seja um problema. — E um riso a mais seria um belo complemento.

O conto de há pouco acabou por atentar Sebastian aos entraves e deslizes da missão. Soube que o caos, por mais que belo, havia tomado de Bart a vida e mesmo posto sua própria em risco. E a alegria certamente lhe veria com bons olhos se os conflitos por vir se dissipassem a partir de uma resolução menos tomada por complicações. Outra vez tomou o devido tempo a pensar, revisando suas próprias ações, bem como a dos companheiros revolucionários. Foi quando um lampejo tomou-lhe a cabeça, para que o saltimbanco se apossasse das rédeas do que planejava fazer. — Sou das benditas terras de Terralegre. — Teria agido aos moldes de um bardo novamente, não fosse a pressa. E a doutora haveria de perdoar-lhe a insolência, pois na primeira brecha, quando as feridas se vissem como remediadas, deixaria a tenda.

A rota que até lá levou-lhe seria coberta outra vez, agora em sentido contrário, no intento de voltar-se aos portões do acampamento. Lá, pleitearia por passagem com o uso de meias verdades, sob o pretexto de que iria ao socorro da dupla revolucionária, até então ancorada na costa. E assim o faria, de fato, rondando a mata sem o luxo de afastar-se da trilha e, em últimos casos, seguindo o própria rastro de sangue na esperança de topar com os rapazes. Se a busca fosse em vão ou mesmo lhe negassem passagem, ateria a silhueta aos portões, ciente de que hora ou outra Nielo e Lepol tornariam ao lar. Quando seus passos tropicassem com os deles, receberia os companheiros sob o afago de um berro e uma gargalhada, enfatizando o júbilo em vê-los novamente. — Nielo, tem um momento?! — E o moreno abordaria com maior proximidade, clamando por alguns instantes de atenção vez que estivesse livre de flagelos e aberto ao diálogo.

Em nome da causa e da alegria, eu preciso de um favor! — Daria procedência quando à disposição do rapaz, num tom condescendente e de expressões amasiadas, retendo brevemente todo a algazarra que lhe era devida. Havia posto aos olhos a eficácia de Nielo nos primórdios da abordagem ao navio, bem como pelo curso da formação que tomaram amuradas adentro, quando o arqueiro se voltou, sorrateiro, ao cesto da gávea. Mesmo à alguém incumbido a espalhar a alegria mundo afora, dotes como tal seriam úteis, quando a lidar com os indignos de seu bem-estar. — Os truques que fez na missão, se esgueirando como um rato. Quero que me ensine! — E diante de um sinal de complacência, Rejoice guiaria as mãos à bolsa de couro em que carregava seus trocados, tomando um total de quinhentos mil berries em notas graúdas que, posteriormente, seriam entregues ao rapaz; à companhia de um riso que à vista do saltimbanco era tão valoroso quanto. — Pelos seus serviços. — Doravante estaria a mercê de Nielo, empregando esforços em satisfazer-lhe os critérios e absorver as lições.

Ao fim das instruções, Sebastian seguiria por tomar nota de quaisquer informes que a dupla pudesse prover-lhe, propondo também a partida do trio ao encontro de Grambos ao inteirar-lhes dos ditos do homem quanto à nova missão, como faria em conseguinte.





Considerações e Recap de Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptyQua 04 Abr 2018, 23:03

- Nunca ouvi falar. Mas pelo nome deve ser um ótimo lugar para se viver hein. Eu sou daqui mesmo... – A medica parecia ter visto um sinal verde para começar a narrar toda a história da sua vida, de como lutou contra os tritões, de como Stalin e Lenin se uniram aos revolucionários, até que era finalmente interrompida.

Um homem loiro de óculos segurando um lápis e várias folhas de papel em mãos entrou no consultório. – Sou o desenhista. Vamos começar. – Sem se dar o trabalho de jogar conversa fora, ele ia direto ao ponto. A partir daí iniciaram uma série de perguntas sobre a fisionomia do homem, se a inclinação dos olhos estava certo, o sorriso, penteado. Apenas na terceira folha uma réplica quase exata foi feita. Novamente sem usar palavras desnecessárias, ele saía apressadamente.

Outro apressadinho também era Rejoice. Com os curativos feitos, ele mostrava um lado seu que toda sua pompa muitas vezes escondia. Impaciente. O homem simplesmente não conseguia parar quieto. Mesmo sendo dito para descansar, uma ideia lhe vinha à mente e ele partia em direção ao portão e a mata, procurando pelos companheiros de batalha. Após nada encontrar, finalmente voltava ao portão, onde ficava parado na expectativa.

Não foi até quinze minutos depois que Karen, Lepol e Nielo apareciam atravessando a linha das arvores vindos de uma direção diferente da que Sebastian havia trilhado mais cedo. Assim que avistavam o saltimbanco, eles sorriam e retribuíam o afeto com que eram recebidos.

- Claro. O que houve? – Perguntava o arqueiro ao ouvir a pergunta do palhaço. – Sem problemas, mas primeiro preciso informar a Grambos que voltamos assim como comer algo. Tenho no meu quarto um livro muito bom a respeito e mais tarde podemos conversar sobre o tema e treinar um pouco.

Com tais palavras os quatro seguiam para o escritório de Grambos, onde o líder estava conversando algo com o desenhista loiro. Com a entrada dos quatro revolucionários no local, ele repetia as mesmas perguntas que fizera para Sebastian mais cedo. Já acostumados com a rotina, o primeiro a falar era Lepol que dava um passo à frente deixando o corpo reto e rígido de uma forma disciplinada.

– A batalha corria bem até que houve o barulho de um tipo de sino e canhões dispararam abaixo do convés. Tudo virou um caos e o navio começou a afundar. Bart pereceu nesse momento acredito eu. Utilizando o próprio bote que usamos para invadir, um marinheiro de cabelos brancos começou a escapar. Logo após outro marinheiro se juntou a ele, esse com uma insígnia de sargento no peito. Ainda assim, a relação que aparentaram ter um com o outro era como se o sargento fosse o subordinado ao invés do oposto.

- Ahn? E como pode ser isso? – Erguendo uma sobrancelha em surpresa, Grambos batia com os dedos de sua única mão na mesa em forma sequencial.

- Foi possível ouvi-los dizer que a missão daquele navio era servir de suporte e nos encurralar quando a hora chegasse. O sargento perguntava se o que tinham feito estava certo, e o marinheiro de menor patente respondia que sim, que valia a pena sacrificar um navio para terem a chance de escaparem ilesos e avisarem aos outros que a missão estava comprometida.

Com o fim de suas palavras Lepol retornava ao seu local inicial enquanto Grambos cerrava um pouco os olhos perdido em pensamentos, e era Nielo quem quebrava o breve silencio. – Senhor, eu pude ver claramente que quem tocou um pequeno sino de mão foi o marinheiro de cabelos brancos, sinalizando que os canhões poderiam ser disparados. Ele só fez isso após garantir a própria fuga. Além do mais, quando Sebastian os perseguiu, apesar de eu não ter visto a luta inteira, pude perceber que o Sargento assumiu uma postura de defensor. E ah! Quem remava o bote era o sargento também.

Ao ouvir essas informações extras Grambos finalmente se convencia. Fechando os olhos por um segundo, sua expressão traía o cansaço que sentia, mas ao abri-los logo em seguida, apenas uma determinação férrea podia ser vista.


- A dois dias atrás descobrimos que quatro dos nossos eram na verdade agentes infiltrados quando tentaram me assassinar. Durante sua fuga eles mataram cinco irmãos de armas. Desde então uma caçada na ilha inteira tomou lugar, até que finalmente apenas dois sobreviveram. Mas na manhã de ontem eles alcançaram Hiirowtown, tomando asilo na casa do prefeito.

Ao entardecer, um navio da marinha aportou com a desculpa que veio comprar laranjas e arroz. No entanto nós descobrimos um segundo navio mais afastado da costa a espreita, que foi o que vocês atacaram. Tsc.

Infelizmente existe um equilíbrio tênue na ilha no momento e não podemos agir de maneira ideal. Vejam bem, o único motivo que nós somos capazes de reger a ilha é graças ao apoio popular dos moradores daqui. –
Nesse momento sua voz seria tomava um tom levemente zombeteiro, irônico. - Acontece que o prefeito de Hiirowtown é alguém eleito por esse mesmo povo. Enquanto Shirotown é uma cidade com alto índice de suporte, o de Hiirowtown tem caído drasticamente nos últimos meses a medida que a tensão entre Kishimo e nós aumentam. Se invadirmos a mansão, com certeza será visto com mal olhos pela população.

Da mesma forma, se nós atacarmos o barco atracado no porto, também será visto com maus olhos pelo povo que irá considerar que estamos provocando a marinha e o governo mundial, e com isso trazendo morte e destruição a ilha. O único motivo de termos destruído aquele navio é pois ele estava agindo nas sombras. E o ideal seria que ele permanecesse assim.

Mas se os marinheiros saírem da região do porto e forem até a cidade, isso seria considerada uma provocação a nós, o que nos daria motivos para acabar com a raça deles. Já Kishimo sabe que enquanto não podemos invadir sua casa, caso ele tente proteger os agentes quando eles saírem na rua, não hesitaremos em capturar eles, e Kishimo de brinde se tentar interferir. Novamente a opinião publica estaria a nosso favor.

Entramos em um empasse. Os agentes têm que achar uma maneira de chegarem ao porto e ao navio em segurança. Ou possivelmente tentariam ir para onde o segundo navio poderia resgata-los. Nós não sabíamos e por isso estávamos prontos para ambas as opções. Com as notícias de vocês sabemos o objetivo do segundo navio e podemos exclui-lo da equação.

Nós agora podemos focar nossos esforços na casa do prefeito e no navio atracado no porto, no entanto, sempre há a opção de que os agentes consigam de alguma forma alcançar o navio. Se isso ocorrer, uma perseguição mar adentro seria iniciada, e nesse caso é imperativo que eles não saibam que o suporte esperado jamais chegará!

Seria uma grande surpresa quando o segundo navio não aparecer, e essa pode ser nossa oportunidade ideal!

Então ao invés de ficarmos do lado passivo, esperando eles agirem para reagir, tomei minha decisão.


Tendo dito até aí, Grambos dava um leve soco na mesa e se erguia da cadeira em que estava sentado.

- Karen! Vá até Shirotown e reúna vinte homens para navegarem até o local em que o navio da marinha foi afundado. Uma vez que nossos inimigos surgirem contando com suporte deixe-os experimentar um pouco do próprio veneno.

- Julian! Vá até Hiirowtown e de a ordem para que hoje a noite abram uma brecha para os agentes escaparem e alcançarem o navio da marinha. Faça de uma forma que pareça crível, você sabe como. E deixe um brigue preparado para iniciar a perseguição. – Acenando com a cabeça, o loiro de óculos finalmente abria um leve sorriso, sedento por sangue. – Aproveite e leve o retrato falado do marinheiro de cabelos brancos, mande os homens ficarem atentos e capturarem ele se avistado.

- Vocês três! Peguem rações para viagem e um bote para irem rio abaixo até a costa. De lá sigam para Hiirowtown e procurem pelo homem de cabelos brancos. De preferência quero ele vivo. E de forma alguma, ele deve conseguir se comunicar com os agentes ou os marinheiros do porto. O sucesso dessa operação depende de discrição.

Boa sorte a todos. Dispensados. – E assim parecia que aquela reunião tinha chegado ao fim, com Rejoice recebendo uma nova missão. Isso é, até que seu nome soava na sala. – Sebastian não é? Fique para trás por um instante.

Com todos os outros saindo da sala, apenas o saltimbanco e o regente da ilha permaneciam ali. Deixando alguns segundos transcorrerem em silencio, o olhar duro do homem sem braço prendia o recruta no lugar.

- Quando te perguntei se tinha algo de importante, não me contou o que seus companheiros contaram. Foi porque escolheu omitir ou simplesmente porque não reparou em tais detalhes? – Sua voz não era alta, e ninguém fora da sala o ouviria, mas a seriedade com que falava não permitia espaço para brincadeiras.

- Após tudo que eu falei, você vê como tais informações eram importantes? Consegue enxergar isso?


- Informações como essas podem mudar todo um plano, vencer batalhas, poupar casualidades desnecessárias. Salvar vidas. As vidas de seus companheiros. Se você não for confiável para se lembrar de tais detalhes, de informações que podem ser vitais, como espera que seus companheiros confiem suas vidas a você?

Na realidade, mesmo que sério e tendo razão para chamar a atenção de Rejoice, o tom não era um de acusação, humilhação, raiva ou qualquer coisa do tipo. Não, era um que visava alertar, ensinar. Só em ter mandado os outros saírem da sala antes de trazer o assunto à tona, era mostra suficiente disso.

- Espero que mantenha isso em mente de agora em diante. Tem certeza que não se lembra de mais nenhum detalhe? – E ainda mais uma vez ele insistia.

- Pode ir. – Acabando de dizer o que era preciso, Grambos voltava a se sentar, pegando uma pilha de documentos e começando a ler. Não era fácil ser um líder revolucionário. Ou o regente de uma ilha por sinal.

---

Fora da sala...

Leopol estava sozinho esperando por Rejoice quando este saiu do escritório. – Nielo foi buscar suprimentos e algum tipo de livro para te dar. Você foi quem teve maior contato com o Alvo. Tem alguma ideia do que podemos fazer para encontra-lo?

A pergunta era honesta. Mesmo como “líder” do grupo, o fato era que Lepol não tinha muita ideia de como começar a procurar pelo marinheiro. Após alguns instantes Nielo regressava com uma mochila nas costas e um livro em mãos que entregava a Rejoice. – Tente ler no bote e quando estivermos a caminho da cidade treinaremos um pouco. Vamos lá?

- Ah, não precisava. – Apesar das palavras educadas, o arqueiro não fazia menção de retornar o dinheiro entregue pelo Saltimbanco.

Uma nova missão tinha início, uma que demandaria não apenas músculos, mas também mente. Uma brincadeira de gato e rato.

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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptyQui 05 Abr 2018, 18:45



Os Contos do Saltimbanco:
To rejoice.


Enquanto os esquemas eram postos à mesa, Sebastian empregou esforços em acompanhar a extensa narrativa do general. Sua mente era simplista, e o que guiava-lhe para além eram os instintos e a profunda devoção à alegria, portanto tramites não soavam ao rapaz como o próprio forte. Ainda assim se ateve à quietude aos moldes de um e outro companheiro, enquanto a fornalha acesa em sua cabeça chamuscou informações que o saltimbanco buscou assimilar da melhor forma. "Hiirotown. Shiirotown. Kishimo. O prefeito?!" E cada um pormenores reportados com minúcia pelo homem surgiram à vista de Rejoice como fragmentos, para que ao desfecho da prosa pudesse montar o quebra-cabeça em questão. "Então o navio foi muito mais do que parece." Saber que as proporções de sua incumbência no exército eram tamanhas trouxe ainda mais valor ao calibre da missão recém efetivada, levando-o a sorrir em regozijo.

O riso em demasia cessou, porém, quando o cômodo se esvaziou, abrindo espaço à privacidade entre Sebastian e seu general. Cólera cresceu por detrás dos olhos empedrados à silhueta de Grambos, e os punhos se cerraram quando exposto à tamanha insolência. Pelo curso do sermão, lutou contra as tentações de irreverência, pois era cônscio de que o exército haveria de ser uma ferramenta à serviço da alegria, e cortar relações com alguém de tamanha patente hora ou outra puxar-lhe-ia o pé durante o sono. A inquietude acabou por amasiar-se vez que a implacabilidade na voz do general abriu alas à um apelo aos companheiros de Rejoice, e em diante externalizou a mais sincera das réplicas ao homem. — Eu sirvo a alegria, general. — E o que a priori poderia soar como deslealdade teve a devida procedência. — E o exército é a mais confiável das rotas até ela. — Sua vista se voltou à área externa do escritório, como se a buscar por outrém. — Eu prometi lealdade ao pisar no acampamento pela primeira vez, ao testemunho de Nielo e Lepol. E não pretendo desfazer meus votos enquanto a causa não for desonra à alegria. — À imagem de como agiu Grambos, não houve sinal de ultraje na voz; apenas clareza, cautela e uma dose moderada de autoestima.

Como todo fedelho circense eu gosto de uma boa história, e foi o que te dei, em campo e no meu conto. — Doravante a bravura deu adeus ao seu tom, para que se firmasse outra vez na voz hora amistosa, hora peçonhenta. — De onde eu venho a nossa glória importa mais que a de um agente da tristeza, então não houveram segundas intenções na minha falta de detalhes. — Mesmo que a manter a compostura, os sermões lhe atentaram à maneira como Grambos pensava. O que, acidez à parte, soou-lhe como coerente na empreitada em desfavor à fibra marinheira. Portanto pôs-se outra vez a pensar, de emoções e abalos à parte, no intento de resgatar quaisquer memórias não relatadas pela dupla. E de fato houveram instantes que Nielo e Lepol não poderiam reportar, como atentou-se Sebastian, quando pelejou solitário com os marinheiros, entremente a fuga. — Sim, parando para pensar, tem algo mais. "Jovem mestre", foi como o sargento que matei chamou pelo grisalho. — Para além do que disse, não haviam registros à memória que à vista de Rejoice pudessem ser frutíferos à causa. Até que os esforços surtiram efeito e um lampejo levou o saltimbanco a estapear a própria cabeça.  — Aye, aye, aye! É claro, o tritão Lenin! Em nome da alegria, como pude esquecer? Enquanto me trazia até a costa, disse que checou mais de uma vez e a certeza era de que, entre os navios remanescentes da marinha, o único em nosso território era o de Hiirotown. — À parte de toda insubmissão que há pouco serviu-lhe como defesa, descenderia o tronco à frente elevando o dorso à linha da cintura de Grambos, numa reverência. Reconheceu sua tolice e se dispôs a desfazer-se dela, na esperança de um trajeto menos tortuoso ao que visava sua devoção. — Mil perdões! — Deixaria, vez que o general tomasse nota de seu último ínterim, o escritório, se voltando à mata aberta. Mas não antes de ouvir quaisquer tréplicas de sua parte.

Quando na companhia da dupla, não faria rodeios em dar-lhes da mesma satisfação atribuída à Grambos, relatando a nomenclatura partilhada nos dizeres do soldado. — Jovem mestre. — E o quesito de Lepol acabaria por levar Sebastian à queimar neurônios outra vez, ponderando acerca de uma possível deixa à que a alcunha pudesse levar. "Jovem mestre." Na quarta ou quinta vez que o apelido ecoou-lhe mente adentro a alegria agraciou-o com o luxo de um palpite. Lembrou-se d'uma ocasião aonde a caravana teve o prazer de receber a visita de um nobre, e na memória destacou-se a forma como os cidadãos o reverenciaram, num arquétipo ao feitio do sargento perante o grisalho. — Jovem mestre. Sim, talvez seja um nobre?! Esses malditos costumam levar a hierarquia bem a sério, certo? Mas os nobres estão acima da marinha, não importa que patente um mísero soldado possa ter. — O saltimbanco sabia, porém, que nas terras do leste à Grande Linha haviam tantos nobres quanto para além da Montanha Reversa, e outra vez se viu numa encruzilhada. — Eu não conheço Conomi Island tão bem quanto queria. Talvez vocês tenham notícia de um nobre que faz parte da marinha? — E em diante Rejoice lhes daria do devido tempo, se atendo à ação de tomar pelas mãos o tomo entregue por Nielo.

Se neste ponto o que soubessem estivesse limitado ao que repassou, sem pitacos quanto à identidade do soldado ou mesmo alternativas à hipótese que pôs em campo, o saltimbanco haveria de partir numa coleta de informações pela extensão do acampamento. Nela, abordaria os companheiros revolucionários com a cortesia de uma breve introdução, bem como a esclarecer-lhes a ocasião e, por fim, repetindo a questão que há pouco guiou aos ouvidos de Nielo e Lepol: — Tem notícias de um soldado com razões para ser chamado de "jovem mestre?" Como um nobre que tenha ingressado a marinha? — E seguiria em sua teimosia, reprisando a indagação até que houvessem réplicas convincentes ou se esgotasse de silhuetas à que se abordar. Por fim os passos se voltariam à dupla, excitado em partilhar das supostas informações, ou mesmo de mãos a abanar, para que o acompanhassem até o bote. Lá, auxiliaria no desloque dos suprimentos à embarcação, para que em conseguinte fizessem viagem ao destino sugerido pelo general.

Pelo curso do trajeto o saltimbanco evitaria a procrastinação ao aplicar-se à leitura das escritas a cernirem a furtividade, deixando os remos a par da companhia. Os princípios que encontrasse no livro seriam tomados em conta para que, a posteriori, quando adentrassem a mata na rota à Hiirotown, pudesse pôr em prática uma ou outra diretriz num treino funcional em meio ao souto dos bosques. Sem deixar à parte, também, quaisquer lições ou notas que viessem da parte de Nielo, que via como mestre desta arte. Quando a vista abocanhasse os campos de arroz rumaria província adentro, propondo um hiato para que o trio seguisse por avaliar as procedências. Se o interrogatório nos interiores do acampamento desse frutos como o paradeiro do grisalho, Sebastian levaria a dupla a marear às bandas em questão, sem delonga alguma — o que faria, também, se esta informação lhe viesse aos ouvidos mais tarde. Quanto aos intermédios, numa hipótese onde tudo o que conseguissem fosse sua identidade, buscaria descobrir o sítio da morada ou mesmo do quartel em que prestasse serviço, ao questionar a recepção de estabelecimentos variegados ao longo da parte central de Hiirotown. E se sorte não lhes desse as caras e adentrassem a cidade na estaca zero, tornaria a fazer uso da pergunta feita à rodo no acampamento, desta vez a perturbar transeuntes e estabelecimentos na localidade supracitada. Em todos os casos Rejoice estaria cônscio da demanda de cautela, evitando expor mais que o devido e o necessário, bem como a ocultar suas intenções e o ofício como revolucionário.





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MensagemAssunto: Re: To Rejoice   To Rejoice - Página 4 EmptySab 07 Abr 2018, 14:13



- Não sei. Na verdade, existem algumas famílias poderosas dentro da própria marinha com gerações de tradição em ter pessoas nos níveis mais altos. Se o filho de uma dessas famílias estivesse ingressando debaixo, é bem possível que lhe atribuíssem um segurança e uma missão de baixa periculosidade como servir de suporte em uma emboscada. Mas realmente são apenas conjunturas, não sei mais do que você... – Leopol mostrava porque era o líder do grupo ao revelar aquilo que tinha analisado. A realidade é que ele, Nielo e Bart faziam parte da elite dos soldados treinados por Grambos, tanto que foram enviados para lidar com um navio da marinha sozinhos com mais um recruta.

Em seguida Sebastian ainda tentou descobrir mais a respeito de um nobre recém ingressado na marinha através do acampamento, mas seus esforços foram em vão já que as respostas obtidas eram padrão. – Foi mal cara, realmente não sei. – ou então – Eu acho que... hmmm... não consigo me lembrar de ninguém em específico. Desculpas.

Sem ter mais o que fazer, ele partia então com Lepol e Nielo pela trilha até o rio, onde em suas margens Lepol começava a remover alguns arbustos e revelar um bote ali escondido. Estavam prestes a zarpar quando passos corridos foram escutados vindos da trilha que haviam caminhado.

- Lepol!! Lepol!! Arf, arf! – Quem aparecia arfando era um revolucionário que Sebastian tinha até mesmo questionado a pouco. – Grambos, arf, Grambos ele, arf, ele pediu para que eu corresse atrás de você. Arf, arf. Ele disse saber quem é o marinheiro procurado. Arf, arf.

- Então diga homem! Deixe de enrolação! – Quem ficava ansioso era Nielo, mas logo era acalmado por Lepol.

- Calma, não vê que ele correu atrás de nós com todas suas energias e está exausto? Aqui, um pouco de água. – Com isso ele passava um cantil para o homem que tomava longas goladas para molhar a garganta.

- Obrigado. Bom, o acampamento entrou em estado de furor e todo pessoal que estão em descanso forma ordenados a vasculhar pelas florestas, e até mesmo em Shirotown ele vai ser procurado. Aparentemente seu nome é Dorian, Dorian Morris. Reconhecem o sobrenome?

- Morris? Hmmm... eu tenho a sensaç...


- Morris como em Vice-Almirante Georgieff Morris?!?! – Lepol que sempre se mantinha calmo agora erguia a cabeça de supetão da posição que estava guardando o cantil.

- Hehe esse mesmo. Aparentemente seu filho mais novo foi enviado para Loguetown para começar como um cabo raso. A descrição fornecida por vocês bate exatamente com a dele, e há grandes chances que seja, ainda mais baseando no “jovem mestre” que o amigo aqui mencionou.


- Inacreditavel... como pode ser?

- Haha, parece que os céus nos mandaram um belo presente não é mesmo? Por conta disso captura-lo com vida passa a ser prioridade. Enquanto a situação atual com os traidores ainda vai ser resolvida conforme o planejado, todo pessoal disponível deve procurar por ele.

---

A notícia que os três revolucionários agora no bote haviam recebido era chocante, e cada um parecia estar imerso em pensamentos. Sebastian lia o livro fornecido por Nielo, que apesar de bem detalhado e simples de entender não era realmente muito grande, e uma vez que chegaram em uma bifurcação no rio Lepol finalmente se pronunciou.

- A partir daqui podemos ir direto para a cidade pelo rio, e procurarmos lá depois ir para o porto, ou podemos parar ir por uma parte mais pedregosa e parar próximo aos arrozais, passando por eles, e indo em seguida para o porto que é mais próximo.

- Bom, esse é o mapa da ilha. Temos que decidir agora para onde ir e o que fazer.- Dizia Nielo abrindo um mapa e mostrando aos outros dois. – Aqui é onde o navio afundou, e aqui é onde estamos. Baseado nisso ele deve...

- Hm, é uma boa ideia. Vamos lá. - Concordava Lepol.

Uma vez decidido o plano de ação Sebastian ainda conseguia encontrar tempo para treinar um pouco ao desembarcarem tendo Nielo o corrigindo aqui e ali dando-lhe dicas. Aos poucos começava a aperfeiçoar uma nova arte. A da furtividade.

Off::
 
Mapa:
 

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