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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Blue Rondo à la Turk

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MensagemAssunto: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyQui 14 Dez 2017, 18:36

Relembrando a primeira mensagem :

Blue Rondo à la Turk

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionário Axell Belmont. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptySex 29 Dez 2017, 17:54

DUNA III



Meus dentes se apertavam em resposta a dor lancinante vinda  de diferentes partes. A situação atual era delicada, três haviam me acertado suscetivamente e pela primeira vez na batalha eu tinha sofrido dano de verdade. ~ Atenção, Axell. Atenção. ~ Refletia ao ver minha própria posição na duna. Quatro homens me cercavam, minha movimentação estava debilitada graças a um deles, diferentes armas com diferentes alcances. A resposta vinha instantaneamente junto com o plano de ataque, tudo se formava na minha cabeça com único estalo.

Pararia e me manteria em posição de defesa por alguns instantes. Queria mostrar pra eles que estava apreensivo, formulando um plano, mas antes que eu pudesse transparecer alguma conclusão eu apenas aceleraria em direção ao chicoteador. Correr e me movimentar era fácil pra mim, e alcançar o máximo de minha velocidade logo de cara não era nada demais. O ataque seria simples, usaria minha técnica Rumble Tumble para eliminar o chicoteador em um ou dois tempos. Como estaria me movimentando rapidamente em sua direção ele não teria como puxar minha perna e seu chicote estaria inutilizado por, pelo menos, algum instante. Seria nessa lacuna que eu agiria.

Quando tivesse o alcance necessário, pularia com meu corpo girando e deixaria minha meitou pegar toda a força de meu corpo e do movimento. - Ruuuumble! - Um golpe giratório na altura do peito. Era agora que as coisas ficariam interessantes. Se ele se esquivasse ou defendesse eu giraria novamente em sua direção, como dois ataques contínuos, tudo parte do mesmo movimento. Se ele esquivasse eu daria outro giro na mesma direção, se ele defendesse eu usaria isso para defletir minha movimentação e ir na direção contrário, dessa vez, na altura da garganta. - TUMBLE! - Se ainda assim eu não o tivesse derrotado, contaria que estaria próximo o suficiente, e aplicaria uma forte cabeçada bem no meio de seu rosto.

Entretanto, se conseguisse abater ou inutilizar o braço do chicoteador com a primeira parte de minha técnica eu aproveitaria minha movimentação e saltaria na direção dos dois lanceiros, tentando golpear não seus corpos, e sim suas lanças, partindo-as logo abaixo de suas pontas. - TUMBLE!

De qualquer forma, eu me prepararia para lutar com os três que o sobraram. Se a situação permitisse eu reiniciaria a luta. Giraria minha espada com um movimento suave e completo a medida que flexionava meus joelhos e assumia posição de combate. Meus olhos encarariam cada um deles até parar no que estivesse mais próximo. - Eu já matei quantos de vocês? - Queria que viessem pra cima de mim. - Acho que mais que meus dedos podem contar. - Sorriria com malícia e sadismo forçado, e então, esperaria eles virem.

Se a luta continuasse em seu ápice eu não só acompanharia o ritmo como deixaria tudo ainda mais frenético. Me movimentaria alinhando minha posição com o que estivesse mais próximo, esperaria ele se aproximar e então correria em sua direção, se fosse o espadachim, eu tentaria o acertar antes que ele conseguisse fazer o mesmo em mim, uma batalha de amplitude, e pra isso eu esticaria todo meu braço, costas, ombros e abdômen. E com um golpe rápido de esgrima eu acertaria uma estocada em sua barriga. Se fosse um dos lanceiros eu mudaria minha posição no último instante e então atacaria. Assim que minha espada atingisse seu corpo eu me aproximaria de minha arma ainda fincada e empurraria o corpo de meu inimigo apoiando a sola de meu pé em seu peito na direção do próximo que estivesse mais perto. Seguraria minha espada nessa ação, deixando ela firme na minha mão enquanto o corpo iria por si só. Enquanto ela saísse do corpo eu atacaria o próximo com toda minha força, praticamente um golpe clássico de samurai, desembainhando minha espada e já golpeando no mesmo movimento. A diferença é que a bainha seria um cadáver.

Se o segundo oponente ainda estivesse no chão eu me adiantaria e chutaria a mão de sua arma o quanto antes e sem demora o finalizaria fincando minha espada de cima para baixo. No caso de ainda puderem batalhar eu lutaria de modo objetivo. Indo para cima de meus oponentes, os encurralando e obrigando que recuassem. Defenderia com firmeza, tentando os desarmar ou quebrar suas posições defensivas, e quando conseguisse contra atacaria com solidez, sempre tentando um único golpe para matar.

Durante toda a luta um alerta estaria ligado na minha cabeça, era como se minha visão periférica estivesse ligada em 200% o tempo todo. O homem da alabarda, ele era forte, isso era claro, pra sobreviver ao meu ataque ele não deveria ser qualquer um. Eu estava esperando que ele aparecesse a qualquer momento, provavelmente quando tudo estivesse embolado ou quanto eu vacilasse. Ficaria atento a isso, se ele me atacasse eu não tentaria defender, e sim golpear sua mão de ataque. Olho por olho. Uma vez que eu fizesse isso iria pra cima dele com tudo, intercalando ataques com minha espada com chutes e joelhadas, quando ele vacilasse eu o finalizaria antes que sumisse de novo.

Quando esses inimigos fossem derrotados eu já esperaria os próximos erguendo novamente minha espada. Se possível eu tentaria subir mais a duna, mas se avistasse alguém vindo eu apenas me manteria na mesma posição tentaria fazer a melhor leitura possível do cenário. Casso fosse atacado por novos oponentes eu tentaria me defender o melhor que pudesse, usando e todo meu bloqueio e extensão de minha arma para isso. Me aproximaria do oponente para diminuir o poder de seu golpe, o empurraria, e torceria minha arma na sua, qualquer coisa para o desestabilizar.  A medida que o conflito se desenrolasse eu mudaria minha posição, tentando ao menos sair da desvantagem de altura em relação a duna.



Rumble - Tumble:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyQua 03 Jan 2018, 05:04



Todos guardas que cercavam Axell estavam tensos e apenas uma pergunta se passava por suas cabeças. “Por que esse demônio está atacando nossa caravana?” A breve pausa de Axell apenas servia para aumentar a tensão que aqueles homens ofegantes sentiam, mas logo aquele momento onde todos ficaram imóveis se transformava em uma explosão de movimentos na qual o homem de cabelos azulados e olhos dourados sía em disparada na direção do guarda que segurava o chicote.

Os dois lanceiros e o espadachim tentaram intercepta-lo, e apesar de ambos lanceiros conseguirem atingi-lo, suas estocadas nem mesmo eram capazes de parar o Cachorro Louco, quem dirá perfura-lo. –RUUUUMBLE! – Gritava ele enquanto saltava. O seu alvo estava em um nível acima da duna, e por isso se abaixar não era uma boa opção. Esquivar para os lados também não era o ideal e usar o chicote naquela situação era quase impossível. Assim só lhe restava recuar fazendo com que a meitou atingisse areia e a espalhasse. Mas o ataque do revolucionário não havia acabado, e com mais um giro veio o – TUMBLE!! – que cortou com sucesso ambas as penas do homem que não havia recuado rápido o suficiente. – AHHHHHHHRRRRRGHHHHHH!!!!

Voltando-se para os três guardas restantes, no entanto, Axell viu o espadachim com a espada erguida sobre a cabeça e uma energia amarela passando por sua espada enquanto ele corria contra si. A resposta, claro, foi rápida. Com um ataque leve mas veloz e certeiro, a espada do Cachorro Louco penetrou o abdômen do espadachim e atravessou suas costas como em um golpe de esgrima.

Naquele momento o espadachim aprendeu uma lição valiosa. Se for atacar alguém, seja rápido. Não o dê a oportunidade de contra-atacar. Pena que essa seria a última lição que receberia em sua vida.

- Eu já matei quantos de vocês? Acho que mais que meus dedos podem contar. – Para os dois lanceiros restantes, o sorriso zombeteiro de Axell parecia ser o sorriso do mais terrível monstro que vivia na face desse planeta. Aos seus pés estava o corpo do espadachim e atrás o chicoteador rolava de um lado para outro gritando de dor e se esvaindo em sangue. O pensamento de fugir apareceu em suas mentes e rapidamente, em um piscar de olhos, havia se enraizado e brotado, mas antes que pudessem fazer algo...

Um alerta soou na mente de Axell e pela sua visão periférica ele pode ver uma adaga perigosamente próxima ao seu pescoço saindo da tempestade de areia e avançando em uma velocidade incrivelmente rápida. Agindo por instinto sua espada foi em direção a mão do oponente buscando corta-la. Uma troca de golpes que poderia ser mortal para o revolucionário, e quase o foi. A adaga cortou a lateral de seu pescoço que começou a sangrar profusamente e de fato não fosse que ao cortar o pulso do oponente houve uma alteração angular minúscula no golpe do soldado, a adaga teria encerrado sua vida.

- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!! – Griatava Samir ao sentir que perdia a única mão restante. O ódio inundava sua mente e ameaçava sobrepor sua racionalidade, mas por fim ele conseguiu se controlar e ao invés de se arremessar sobre o adversário tentou recuar, mas Axell não estava disposto a deixa-lo partir e mesmo com a ferida grave em seu pescoço mantinha-se atacando de todas as formas possíveis, o acertando várias vezes de raspão, até que quando Samir sentia que não haveria escapatória e o ódio começava a ceder lugar para o desespero de sentir a proximidade da morte, um cometa vermelho parecia cair bem na sua frente em cima do Djin.

- DADDY’S GIFT!!!

Não era cometa algum. Quem finalmente chegou na cena havia sido Noel, o velho todo de vermelho. Usando um golpe (técnica) com o seu bastão cercado por uma cor vermelha, ele parecia ter descido dos céus e acertado Axell bem na cabeça. O golpe havia sido tão forte que o revolucionário havia afundado na areia abrindo um profundo buraco (cinco metros +-).

- Volte ao acampamento e trate dessas feridas. Veremos o que pode ser feito. – Disse o velhinho para Samir com uma voz bondosa. – Vocês dois procurem por sobreviventes e os tragam de volta. Partiremos assim que a tempestade passar. Vão.

Virando as costas o idoso pretendia subir a duna novamente quando pausou seus passos e olhou para trás, para o buraco em que Axell estava. – OHH? Interessante, interessante...


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Última edição por GM.Wild Ragnar em Sex 15 Jun 2018, 09:32, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyQua 06 Jun 2018, 11:09



Um brilho distante, distante e vermelho, o tipo de coisa que não fazia muito sentido. Não quando se está lutando contra um grupo de contrabandistas de escravos. No meio de uma tempestade de areia. Ou quando acabou de levar uma maldita facada no pescoço. Por instinto tentei me proteger, igual uma tartaruga faz entrando dentro de sua carapaça.

O impacto foi gigantesco, meu corpo simplesmente afundava no terreno e eu agradecia aos ventos por isso ser areia. - Arghhh. – Tentava me levantar e sentia o liquido quente escorrendo pelo meu pescoço. – Merda. – Sem perder tempo tiraria minha camiseta, bateria ela no ar para tirar o excesso de areia, a dobraria cuidadosamente e só então a enrolaria com certa pressão em volta de meu pescoço e finalizando com um nó. Eu sabia que não iria aguentar muito mais se tivesse um buraco vazando.

Observaria em volta. O desgraçado tinha literalmente me afundado no solo. – Não importa. – Respiraria fundo e depois aceleraria minha respiração. Correria em direção a uma das paredes do buraco e então saltaria em sua direção, me apoiaria brevemente enquanto que, ao mesmo tempo, viraria meu corpo na outra direção, e então saltaria. Repetiria o mesmo movimento, sempre tentando afundar minha mão e meus pés na areia, e quando necessário usando minha espada para cravar e ganhar mais firmeza. Escalar coisas nunca havia sido difícil.

Chegando lá em cima nem me preocuparia em tentar acha-lo no meio dessa tempestade. Encheria meus pulmões lentamente até inflar igual uma boia. - EEEEEEEEEEEEEEEYYYYY -   Concentrado tentaria localizar alguma movimentação diferente. – VOCÊ ACHOU QUE SÓ ISSO IA ME DERRUBAR? – E então me chacoalharia igual um cachorro, bateria uma ou duas vezes minha roupa e o que tinha sobrado do meu cabelo para tirar a areia do meu corpo. – Maldito, me deixou empanado.

A partir de agora a luta seria reiniciada, era um momento diferente do anterior, menos caótico e mais estudado. Além disso, uma ampulheta havia sido virada para mim, eu sabia que só um pano não estancaria esse sangramento. Por deus, como eu gostaria que Tidus estivesse aqui para me remendar.

Agarraria minha meitou com as duas mãos e faria um arco a desembainhando em minha cintura, passando-a por trás de meu corpo até parar firmemente a frente do meu queixo. Estava em guarda, preparado para bloquear qualquer golpe. Me manteria atento, tentaria ver alguma coisa sobre o terreno a minha volta, ainda que ele estivesse constantemente se alterando, também tentaria ver qualquer movimentação, ainda haviam inimigos menores a serem derrotados.

Para qualquer um que viesse a me atacar eu me reservaria somente a defender, bloqueios firmes e com a intenção de afastar meus oponentes com o impacto. Caso algum deles vacilassem, eu os atiraria no buraco logo atrás de mim, seja os deslocando, ou simplesmente esquivando e deixando eles passarem direto. Mas se o grandão viesse, eu o defenderia e o encararia bem olho a olho, precisava entender qual era a do desgraçado antes de uma luta até a morte. – Quem são vocês?





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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptySex 08 Jun 2018, 22:16



Durante sua difícil subida pelo buraco em que afundou, Axell podia se sentir meio tonto, afinal havia sido uma bela pancada que tomara na cabeça. Como se estivesse alucinando, até mesmo uma lufada de ar frio poderia ser sentida, assim como era possível minúsculos flocos de neve caindo. Mas não era alucinação alguma.

No momento em que saía do buraco era como se tivesse sido transportado para outro mundo, ou ilha ao menos. A tempestade de areia havia passado, mas o que vinha atrás dela, ou mais corretamente dizendo, a sua continuação, não era muito melhor. Uma tempestade de neve. De uma hora para outra o clima tinha passado de calor ao frio, de amarelo arenoso para alvo da neve.

Noel parecia ter sido pego de surpresa também, olhando espantado para o clima e a paisagem que tomava forma a sua frente. Atrás dele, mais acima na grande duna em que estavam, apesar da tempestade de neve também atrapalhar um pouco a visão, Axell podia enxergar um pouco melhor agora. Alguns soldados armados continuavam no perímetro, enquanto atrás deles havia um círculo com vários camelos abaixados\deitados. Mais para o interior, conseguia ver o topo de uma tenda que aparentemente era firme o suficiente para resistir a tempestade.

Ouvindo a pergunta do espadachim que havia tomado uma posição defensiva, o homem todo de vermelho parecia despertar de um sonho. - Nós? Apenas uma caravana de mercadores tentando dar o fora dessa ilha. Agora que o rei está morto e Isís assumiu o poder, por mais que possam a vir ter uma resistência, a realidade é que não há mais lugar aqui para nós. - Dando uma pausa ele se apoiava no seu bastão como se estivesse cansado. - Uhh, o papai aqui está ficando velho para essas coisas! Mas você… ahh posso ver que é um jovem bem forte! Veja como derrotou meus homens, matou tantos!! A perda, meu coração sangra…

De uma forma bem caricata ele colocava a mão no peito enquanto fazia uma cara de tristeza. - Mas nem tudo precisa acabar assim, um homem com as suas habilidades vai ser valorizado por onde passa, e eu sou um empregador generoso. Certamente eu ficaria muito mais tranquilo tendo alguém como você ao meu lado. E então, o que me diz? Sr… ?

Finalizando com uma proposta de emprego, e buscando saber o nome daquele homem, Noel olhava com um sorriso no rosto, convencido que após mostrar sua própria força, e em seguida fazendo uma oferta generosa seria capaz de convencer o rapaz a sua frente a trabalhar para si. Afinal de contas, poucos resistiam a tática do pau e da cenoura.

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptySab 09 Jun 2018, 02:56




A pancada tinha sido forte demais, além da tontura crescente eu estava alucinando. De repente tudo mudava, o tom alaranjado caótico da tempestade do deserto era trocado pra um quase acolhedor branco da neve. Um arrepio percorria minha espinha enquanto eu admirava boquiaberto tudo aquilo. Meu olhar corria, a paisagem estava lá, do jeito que eu lembrava antes, ou pelo menos o que eu conseguia ver antes. Tudo estava se modificando, e de certa forma, era lindo.

Mesmo com o sentimento mudado junto com todo aquele cenário eu não podia simplesmente desistir da luta, havia um dever moral gigantesco envolvido, e eu nunca viraria as costas, aquelas pessoas precisavam ser resgatadas. Sendo assim eu deixava minha admiração de lado e voltava a ver o campo de batalha como um todo. Ainda haviam alguns soldados vivos, e com certeza eles estavam abalados com toda essa matança. Eu estava ferido, e com esse sangramento aguentaria só por mais alguns minutos em ritmo intenso. E ainda tinha o velhote, ele era forte, mas olhando bem, não parecia estar fisicamente em dia.

Ao questionar sobre o que significa tudo isso as palavras do senhor me surpreendiam. Se o rei estava morto e sua filha tinha assumido o trono, significava que a Red Legion tinha conseguido superar a crise. ~ Merda... Eu deveria estar com eles. ~ Apesar da boa notícia algo não parecia certo e uma angústia invadia meu peito, era raro sentir esse sentimento e por consequência era sempre difícil lidar. Mas tentando não deixar isso transparecer, continuava a ouvir.

Quando acabasse de falar eu daria um tempo, como se tivesse realmente ponderando a oferta. Meu olhar ia de alvo em alvo, primeiro os soldados, depois Noel, e por fim os escravos. Daria um passo à frente e abaixaria levemente minha arma. –  Axell. Axell Belmont. – Sentia um arrepio tomar a minha pele descoberta por causa do frio. – Talvez tenha ouvido esse sobrenome antes, mas se não, aí vai. – Começaria a caminhar lentamente em sua direção, sempre de olho nos soldados, mas principalmente focado no boss. – Sou filho do Vice Almirante Dominic Belmont. – Um pequeno sorriso de canto. – Ele me vigia por todo canto por anos, ele pensa que eu não sei, mas acompanha cada passo que eu dou. Sempre cuidando de seu filho mais novo. – Pararia calmamente e suavemente começaria a me agachar – Também sou um promissor major revolucionário. E se hoje você está saindo dessa ilha é graças ao meu grupo de amigos revolucionários. Red Legion, já ouviu falar? – Começava a sentir minha energia sendo canalizada pelo meu corpo, crescente tal qual minha vontade de matar todos eles.

- Apesar de tudo isso... – a aura negra começava a envolver meu corpo. - Seu maior problema sou eu. – A ponta da espada miraria rapidamente seu peito com um movimento sútil, e serviria como um gatilho para liberar toda minha técnica. Rasgaria o ar como um raio e só pararia quando minha estocada atravessasse seu peito.

Se ele defendesse ou se esquivasse eu tentaria agarrar sua roupa ou algum de seus membros para não me distanciar muito. Se não conseguisse, cravaria minha espada no chão ou simplesmente voltaria o mais rápido possível. Estando próximo daria um novo golpe, segurando minha meitou com uma única mão a deixaria leve como um graveto, um corte de lado a lado usando toda minha amplitude e mais rápido do que nunca. – oooOOOOOARRRRGH! – Se eu percebesse que ele fosse defender eu aumentaria o peso da espada para 500 quilos. Assim que sentisse o contato das armas ou se esquivasse eu imediatamente – VAI AONDE?! – UM SOCO. Meu punho vindo direto de meu sentimento mais puro de vencer alguém, não só por mim, mas por todos aqueles homens e mulheres.

Durante todo esse percurso em que eu falava me manteria atento ao movimento dos soldados. Se eles viessem para cima de mim e eu percebesse que conseguiria finalizar minha técnica antes de me alcançarem eu não faria nada. Se eles fossem me atingir eu defletiria o ataque para o alto, defenderia com tanta força que suas armas seriam lançadas para cima.  Se tentassem me atrasar enquanto eu lutasse contra o Noel eu os usaria como escudo, sempre defendendo, mudando de posição e fazendo atacarem uns aos outros.



Técnica:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyTer 12 Jun 2018, 14:39



Ao ouvir o homem de vermelho a sua frente, Axell logo associava as notícias à Red Legion e com isso a sentir uma certa ânsia de estar com eles, fazendo parte daquilo. Mas logo, porém, o arrependimento dava lugar a determinação e ao seu senso de justiça. Trabalhar para aquele escravista? Que piada... começando a descrever suas origens e quem era, uma energia negra começava a emanar de si enquanto se preparava uma pose de ataque.

Vendo e escutando Axell, Noel não podia evitar franzir o cenho enquanto um senso de irritação o cobria. Mas abaixo dessa sensação, havia mais outra. Crise. Ajeitando sua própria posição, uma energia vermelha pulsante emanava do seu corpo, cobrindo o bastão. Rapidamente ele pensava em uma técnica de combate para derrotar o jovem a sua frente, e mais ainda, entrega-lo ao tal Vice-Almirante, se livrando de qualquer problemas, quer seja com marinheiros ou revolucionários.

“Sim, isso é melhor. Que pestinha, me fazendo ter tanto trabalho. Tsc. Espero que ao menos tenha uma recompensa gorda sobre sua cabeça.”

Quando Axell se moveu, era como se em seu lugar um relâmpago negro surgisse, de tão rápido que homem avançava para atacar, mas seria isso suficiente?

Mesmo só vendo um borrão, Noel já estava preparado e se posicionou levemente de lado enquanto imediatamente girava seu bastão de forma frontal, fazendo que ele se movesse de cima para baixo repetidamente, acertando a espada de Axell uma, duas, três vezes e a forçando para a direção do chão.

E o bom velhinho não tinha terminado. Soltando a mão esquerda da arma, ele usava a direita para passa-la por trás da nuca, enquanto com um jogo de pernas fazia um giro para esquerda de 360 graus. Nesse momento a mão esquerda voltava a segurar o bastão e com um movimento de ombros, o bastão atingia o queixo de Axell de baixo para cima, fazendo com que por um instante sua visão esbranquiçasse.

O revolucionário deveria ter voado para longe, para o alto, para trás. Deveria ter apagado. Mas uma resiliência incrível mostrava o porquê muitos o conheciam meramente como o Cavalo Louco. Agarrando praticamente às cegas nas vestes de Noel, ele ainda aproveitava a força do golpe recebido para levar a sua Meitou de encontro à lateral do torso de Noel.

Percebendo o golpe, e sabendo que não teria como bloquea-lo, o escravista resolvia trocar dano por dano, fazendo um simples movimento de reversão, movendo o bastão que havia ido de baixo para cima, de cima para baixo, atingindo o topo da cabeça de Axell, e fazendo com que a visão dele agora ficasse negra ao invés de branca.

Mas não importava. A espada ainda chegava a sua lateral, rasgando roupa, pele, carne. Um terrível corte aparecia ali, e sangue jorrava manchando a neve de vermelho. Antes mesmo que pudesse cambalear para o lado, ele era surpreendido com um soco que o acertava no saco e o fazia sair rolando para trás.

Mesmo sem ter sua visão, Axell havia atacado novamente como podia. Agora ambos estavam caídos, e com sua visão retornando aos poucos podia ver três soldados correndo na direção de Noel. E quanto ao bom velhinho? Ele ainda estava vivo e consciente, mas desejava estar morto.

A dor que sentia nas partes intimas era tão grande, que ele soltava o bastão, colocando suas mãos na reta de suas bolas e girando prum lado e pro outro no chão, com os olhos marejados, escorrendo lágrimas. Sem conseguir nem falar, só conseguia pensar “OHHHH! As crianças nesses dias não têm respeito! Não tem respeito algum! AHHHHHHHHHHHH!”
Movimentação do Noel:
 

HP:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyQua 13 Jun 2018, 02:50





A energia simplesmente fluía por mim e por minha meitou, era como respirar. Quando percebi já estava colado em Noel, o que eu não tinha percebido é que ele era rápido também. Uma sequência de golpes rápidos desviava a trajetória do meu golpe e me deslocava como um todo. Em seguida, e a mercê da movimentação de meu inimigo eu apenas observava os movimentos extremamente ágeis, mas pra quem está na linha de tiro, pareciam minutos até se concretizaram. Com um giro hábil o bastão parou direto no meu queixo, instantaneamente senti meu cérebro chacoalhar dentro de meu crânio. Minha visão clareou, eu quase tinha desmaiado. Porém minha alma continuava na batalha. Sem nem entender como eu agarrava suas roupas.

Como se minha vida dependesse disso – e talvez dependesse mesmo – meus dedos se entrelaçavam em suas vestes. Agindo praticamente por instinto a partir daqui jogava meu braço para trás, puxando a meitou para mais um ataque. Naquele instante não entendia o que realmente estava acontecendo, não importava, ele era feito de carne como todo mundo e se fosse cortado deixaria de existir. De repente, outra pancada. Dessa vez mais forte e efetivo, minha visão se escurecia quase por completo. Mas no final, antes de me perder de vez, sentia a sensação única de metal cortando carne. Empolgado e usando o que restava de minha resiliência, mais um soco, forte e firme como todos meus golpes tinham que ser.  

Inconsciente. Inconsciente, caído na neve, mas com um sorriso singelo no rosto. Eu estava meio fodido. Provavelmente deveria haver uma mancha vermelha na neve, direto do meu pescoço, quase pintando o branco com tinta vermelha como a porra do Picasso. Também não conseguia enxergar quase nada, por deus, quem bate na cabeça do inimigo? – Velho desgraçado...

- Argbjhj. – Tentaria me levantar usando minha meitou como apoio. A visão escurecida e confusa não era confiável agora, entretanto minha audição funcionava quase em seu normal. O velho estava fodido, o corte tinha sido profundo. – kiehehe – ria baixo, enquanto me deliciava com seus gritos e grunhidos de agonia e assistia em baixa qualidade os soldados restantes indo ao seu amparo.

- Parece que o saco do Noel precisa de um remendo. – Diria como se tivesse em plena vantagem, mesmo com um único olho aberto para evitar a visão dupla.

Juntaria saliva na boca e cuspiria para o lado. Faria Chaos pesar menos que 100 gramas e a apoiaria com seu lado não cortante em meu ombro. Caminharia devagar em direção ao aglomerado, respirando fundo e concentrado em não me desequilibrar. – Ei. – Daria dois tapas de leve contra meu próprio rosto, só precisava ficar consciente mais alguns minutos.  – Vamos acabar logo com isso, ajunte seus restos, pega sua bengala e vamo nessa. – Olharia para os soldados. – Deem o fora daqui, vocês não tem chance contra mim.

Pararia a mais o menos 5 metros do velhote. Assumiria uma posição descompromissada, ela teria seu  propósito. Ficaria parcialmente de lado, de peito estufado, minha mão direito seguraria minha espada, que apesar de meu estado, estaria totalmente firme. Em uma posição clássica de esgrima eu esperaria o homem se levantar e também daria tempo para meu corpo se recuperar, cada segundo valia a pena agora.  

Quando ele começasse a se levantar eu reuniria energia em meu antebraço, tudo armazenado como uma bomba bem na base da meitou. Me manteria estático, inabalável até que ele finalmente chegasse perto, quando seu ataque e seu alcance com seu bastão finalmente entrassem em ação eu daria um leve passo para frente em sua direção, encurtando o seu espaço de ataque, apertaria meu maxilar e deixaria toda energia acumulada explodir  em um estalo. Miraria o disparo no braço que estivesse segurando a arma, ou no mínimo, no lado de seu corpo que estivesse sustentando o bastão naquele momento.

O coice da técnica me jogaria para trás. Esperando esse impacto eu me flexionaria levemente e deixaria a neve me arrastar para trás mais do que o normal. Me brecaria fincando a espada na neve e fazendo ela ganhar peso para não ir longe demais. No instante em que parasse, ou que estivesse quase parado, e como se tudo fosse um movimento único eu faria um rolamento em sua direção, mergulhando como em uma piscina olímpicam e quando alcançasse o fim do movimento e com o máximo de amplitude, apontaria a meitou direto em sua barriga gorda. Uma estocada de cima para baixo.

Sem gritar nem uma palavra, mas com a garganta travada de concentração e tensão eu faria a espada cravada pesar uma tonelada e afundar para baixo  igual uma âncora. A soltaria, confiando em seu poder. E então, por fim, agachado a sua frente, esperaria ele olhar para baixo, um gesto mínimo que fosse, e eu saltaria como uma rolha em direção a seu nariz ou queixo, uma cabeçada firme para descontar o que maldito tinha feito comigo agora pouco.

- Fica no chão.



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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyQui 14 Jun 2018, 01:26


Rolando na neve, segurando suas bolas, Noel tinha a sensação que não havia dia mais triste que aquele. Ele era um homem que nem mesmo se incomodava com calor ou frio. Rico em experiências, tanto em combate quanto fora dele. Mas nenhuma delas havia sido tão dolorosa como aquela. Aos poucos as lágrimas paravam de escorrer, e com a vista clareada ele via aquele maldito garoto em pé, com a espada erguida no ombro perto de si.

Dois dos seus homens haviam se colocado entre eles, mas suas pernas tremiam. Ele sabia bem que não era por pura lealdade que estavam ali, e sim porque apesar de estarem com medo de Axell, temiam também fugir e acabarem sendo perseguidos por si caso conseguisse ganhar essa luta.

Não. Não caso conseguisse, mas sim quando conseguisse. Agora tinha noção do estilo de Axell, e não mais lutaria evitando ferir fatalmente o rapaz. Sentindo a dor dar lugar a fúria, ele começava a se erguer acumulando energia por todo corpo, esticando os braços e segurando o bastão a sua frente na horizontal, enquanto ele próprio se posicionava na pose do cavalo. – EU PRETENDIA DEIXA-LO VIVER ENTREGA-LO AO SEU PAI, MAS AGORA, DEFINITIVAMENTE VOU MAT... GHUK!!– Como em um rugido ele começava a colocar para fora a raiva que sentia e... era atingido.

Enquanto ele rugia, Axell avançava um passo e dava uma estocada que parecia não fazer sentido. Não iria alcança-lo. Mas o que Noel não esperava era a rajada de ar comprimido que sairia dela. Mesmo sendo parcialmente bloqueada pelo bastão, a maior parte dela o atingia em cheio, cortando seu peitoral. Fazendo força nas pernas para não ir para trás, ele tentava não perder o inimigo de vista para não permitir outro ataque.

E isso mostrava sua utilidade, pois logo via o revolucionário saltando em sua direção armando mais uma estocada. Sem querer deixar o golpe anterior se repetir, ele abaixava o bastão e o erguia com força, visando atingir Axell de baixo para cima e faze-lo desviar o percurso do ataque. Em seguida uma estocada rápida contra o pescoço dele, e fim de jogo. Devido a diferença em tamanho das armas, ele conseguia atingir o inimigo em seu braço estendido que segurava a meitou, forçando o membro de Axell  para cima.

O que ele não esperava era que de repente, um peso enorme surgisse vindo da espada. Completamente anulando seu movimento, forçando seu bastão para baixo, o adversário continuava a avançar pelo ar, e o que antes era uma estocada virava um golpe que penetrava seu torso e o partia ao meio. Olhando para baixo enquanto sentia sua vista turvar, via o topo de uma cabeça vindo, e algumas palavras pareciam estar sendo ditas, mas ele não conseguia entender bem...

A luta havia acabado. O corpo de Noel jazia no chão, partido ao meio. Sangue tanto dele quanto de Axell manchava a paisagem branca que se formava ao redor. Os dois soldados que haviam recuado quando Noel começou a se levantar, começavam a fugir correndo duna acima em direção ao acampamento. Um deles no entanto, de cabelos loiros, se virava novamente para Axell, jogava a lança no chão e se ajoelhava colocando a testa no misto de neve e areia que formava o solo agora.

No topo da duna, um dos soldados pegava um escravo e colocava uma espada contra seu pescoço, pretendendo faze-lo de refém, mas mãos algemadas vinham por trás e passando por cima de sua cabeça, apertavam seu pescoço contra as correntes, o sufocando. Essa cena se repetia contra outros guardas, mas alguns conseguiam matar seus agressores enquanto pegavam um camelo, planejando sumir.

Samir, o homem que teve a mão decaptada, atravessava o pescoço de uma das duas grandes aves presentes. Depois, puxando uma mulher pelas cordas em seu pulso, a colocava no colo e subia em cima da segunda ave, disparando para longe dali.

Enquanto em volta da tenda principal todos escravos eram homens, dentro da tenda sete mulheres cativas com coleiras em seus pescoços ainda estavam vivas, assustadas e sem saber o que estava acontecendo.


Dados Extras:
 
E como fiquei indeciso entre duas musicas magnificas pra esse post, fica essa de bônus para comemorar o fim do natal do Axell (seis meses depois, mas fazer o que neh auehuahuaeh).


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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptySex 15 Jun 2018, 03:30


Puro instinto. Posicionado eu via Noel se aproximar, ele balbuciou algo, eu não dei ouvidos. Um disparo, um mergulho para frente e uma estocada. E depois era só deixar a gravidade e a maldição fazer o resto. O doce som de carne sendo rasgado e de restos caindo sobre o chão era recompensador, não só por vencer mais um adversário, mas principalmente por confirmar que minhas habilidades estavam sim tendo impacto na vida de pessoas que realmente precisavam. Eu iria salvar todos eles, e sem a ajuda de ninguém.

Enquanto eu tentava achar um jeito de tocar o menos possível nas entranhas de Noel e salvar minha espada mergulhada em sangue um efeito dominó se iniciava. Ainda meio zonzo das pancadas eu observava com uma sobrancelha arqueada um soldado largar sua lança e se ajoelhar perante a mim, completamente rendido. – hmm – A cascata continuava, sem medo de represálias póstumas os soldados finalmente podiam se rebelar e mostravam ter um espírito ainda ardente apesar de toda dificuldade vivida. Um sorriso orgulhoso se abria em meu rosto, era por momentos como esse que eu passava por toda essa merda de revolucionário dia após dia.

Porém nem tudo eram flores, alguns soldados levavam a melhor e começavam uma fuga. Em minha atual condição muita coisa tinha de ser ponderada, mesmo isso não sendo de meu feitio. ~ Sangrando desse jeito eu não vou conseguir ir muito longe. Não vale a pena se arriscar pra capturar esses. ~ O pensamento parecia óbvio, mas era como se meu subconsciente precisasse deixar tudo muito claro pra eu não fazer nenhuma burrice impulsiva, tipo sair correndo a pé atrás dos camelos. Eu precisava ter calma.

Até que Samir apareceu, o desgraçado parecia ter vidas infinitas. Eu olhava, distante, o homem matando um dos pássaros e levando uma das escravas como refém. – Ok. Então é isso. – Tudo o cuidado tinha ido por água abaixo, era hora de voltar a agir.

Caminharia até a tenda, talvez lá tivesse algo que me servisse nessa perseguição. No entanto o que encontrei foi bem diferente. Abrindo a cortina de uma vez, sem camisa, com um tecido rasgado amarrado num pescoço ensanguentado e com uma espada cheia de restos mortais eu com certeza não devia ser uma visão muito reconfortante para aquelas mulheres. – Err... Vocês estão livres, venham aqui fora, por favor. – O tom educado poderia soar meio estranho pela falta de prática.

- Fique perto de mim. – Diria firmemente para o soldado. Apesar de tudo, comigo é onde estaria mais seguro no momento.

- Atenção a todos! -  Aumentaria o tom de minha voz para que todos me escutassem. – Eu não faço ideia pelo que passaram nas mãos desse grupo, mas quero deixar claro que acabou. – Deixaria que o vento carregasse o peso de minhas palavras, imaginava o quanto aquilo poderia significar. – A única coisa que eu peço em troca é um pouco de ajuda. Um de vocês foi levado como refém e eu vou trazer de volta. É isso. – E como se eles não tivessem acabado de ser libertos, eu começaria a dar ordens, era uma merda, mas eu precisava disso. - Eu preciso dos melhores guerreiros, água, roupas pra mim, um lenço e alguém pra me remendar... por favor digam que alguém aqui entende de primeiros socorros.  

Cairia sentado no chão e pela primeira vez em muito tempo deixaria minha guarda baixar e o ar fluir livremente pelo meu peito. – Não sei se ouviram, mas eu sou o major revolucionário Axell Belmont. – Faria um leve movimento com os dedos simulando uma reverência. – Não esqueçam de pegar o outro soldado, ele correu pro acampamento.  

Puxaria pela roupa o soldado loiro com força o suficiente para que ele desmoronasse e ficasse ao meu lado no chão. – Eu vou ser bem claro com você. Ou me obedece, ou eles te matam. Se ferrar comigo, eu te mato. – Apontaria para os restos de Noel com a minha cabeça, mas sem perder o contato visual. – Entendeu, certo? Preciso que me diga pra onde o maneta foi, eu sei que você sabe, vocês não estariam andando a esmo pelo deserto. Devem ter um ponto máximo até onde aquele pássaro consegue ir até ter que sei lá, reabastecer. Se acharmos Samir e ele devolver a escrava você sai vivo.  

Tudo isso deveria levar poucos minutos, e estando tudo pronto ou não eu iria começar a viagem sozinho ou acompanhado. Caso não tivesse ninguém com conhecimentos em primeiros socorros eu iria atrás de um isqueiro ou algo que produzisse fogo controladamente. Levaria pelo menos 8 homens contando comigo e com o soldado, eu ficaria na carona enquanto ele cuidaria da direção do camelo.  Por fim, e quase como uma tradição, daria um golpe firme com minha espada para tirar o excesso de sangue e a embainharia de uma vez. – Me ajudem com a geografia daqui e tentem não morrer. O... – Esperaria seu nome – vai indicar o caminho, mas se tiverem outras opiniões, digam, vocês também conheciam Samir e sabiam das rotas de todo o grupo. – Nesse momento eu estaria segurando uma faca de um dos soldados abatidos contra suas costas, de modo que ele pudesse sentir a ponta da lâmina roçando contra sua pele. E em minhas costas carregaria sua lança, em parte para arma-lo em caso de alguma emergência, em parte pra mata-lo com sua própria arma caso ele pisasse fora da linha. – VAMOS!
 





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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyDom 17 Jun 2018, 14:51



Avaliando a situação, Axell tentava se manter calmo para não agir de forma impulsiva. Sua ferida no pescoço sangrava profusamente apesar da camisa enrolada ali no local, e ele sabia que não duraria muito tempo no deserto dessa forma. Mas ver Samir guiando uma mulher e a carregando para longe em cima de algum tipo de pássaro (super pato selvagem de alabasta), o fez agir novamente. Subindo a duna ele ignorava os escravos que abriam caminho cheios de medo, assim como o guarda que vinha andando de cabeça abaixada atrás de si. Entrando diretamente na tenda, ele podia ver alguns baús, uma mesa com papeis bagunçados e caídos, assim como tapetes lustrosos que cobriam o chão. No entanto, o que mais chamava atenção, claro, eram as sete lindas mulheres encoleiradas ali dentro.

– Err... Vocês estão livres, venham aqui fora, por favor. –

Apesar de ouvirem suas palavras, a única coisa que as moças fizeram foi se encolherem umas contra as outras, olhando com olhos arregalados aquela aparição sangrenta.

- Fique perto de mim. – O soldado por outro lado, dava um passo mais para perto sem pensar duas vezes. Suas pernas estavam bambas? Sim. Mas ele havia visto o que ocorrera com o outro lanceiro que fugira para o acampamento mais cedo. Havia sido morto pelos escravos. E por mais que Axell fosse assustador, não tinha lhe matado, e talvez fosse seu único caminho de escapar daquilo com vida.

- Atenção a todos! Eu não faço ideia pelo que passaram nas mãos desse grupo, mas quero deixar claro que acabou. A única coisa que eu peço em troca é um pouco de ajuda. Um de vocês foi levado como refém e eu vou trazer de volta. É isso.

Alguns escravos, os mais corajosos, ainda arriscavam olhar para cima, para ele, mas a maioria parecia não entender muito bem o significado daquelas palavras, permanecendo em silencio e sem se moverem. - Eu preciso dos melhores guerreiros, água, roupas pra mim, um lenço e alguém pra me remendar... por favor digam que alguém aqui entende de primeiros socorros.  

Os segundos pareciam se arrastar sem que ninguém se manifestasse, até que de trás de Axell, uma voz feminina baixinha soou. – Você vai mesmo resgatar a Jasmine? – quem falava era uma mulher vestida de azul, enquanto dava um passo à frente e depois mais outro. As outras seis avançavam cautelosamente também, mas atrás dela, como se a mesma fosse capaz de protege-las.

Mulher de Azul:
 

- Se, se você for atrás dela, podemos tentar trata-lo. Acredito que dentro de um desses baús tenha um kit. Aquele bastardo do Samir queria leva-los também, mas estava com muita pressa para isso. Hunf.

Naquele momento Axell sentia as forças se esvaírem e caía no chão arfando levemente. O soldado ao seu lado franzia os olhos levemente, mas ao olhar pelo acampamento, fazia o oposto do que passara em sua cabeça. Se abaixava para tentar ajudar o djin a se erguer.

– Não sei se ouviram, mas eu sou o major revolucionário Axell Belmont. Não esqueçam de pegar o outro soldado, ele correu pro acampamento.   -

Apenas após ouvirem tais palavras, um dos escravos se manifestava. Era um Mink cão, preto e de focinho fino e alongado. Muito magro, mas com os músculos bem definidos, estava usando apenas uma tanga. No seu ombro esquerdo, tinha uma tatuagem clara, mesmo dentre todos seus pelos. – Ele já está morto. Nós estamos mesmo livres? Se estivermos, gostaria que pudéssemos retirar nossas correntes, assim como as delas. – A voz profunda do Mink parecia ser o toque final que faltava para os escravos ainda receosos olharem para cima. Com o focinho todo sujo de sangue, que não era dele, ele esperava a confirmação do major revolucionário para então ir pegar um molho de chaves no corpo de um soldado morto, e com isso começar a soltar os homens.

Mink:
 

Quanto ao soldado que tentava erguer o major, bem, sendo puxado pelas roupas, ele caía ao chão e ouvia uma bela de uma ameaça. – Não senhor, não precisa se preocupar! Só peço que independentemente do resultado me deixe partir. Sou apenas um soldado contratado para lutar com bandidos senhor. Tenho família para sustentar, filhos para criar!! Por favor, senhor, por favor, não quero deixar meus meninos órfãos. Nessa ilha é muito difícil conseguir uma profissão decente quando não se tem contatos, se é pobre, é só por isso que virei guarda senhor. Eu te levo até onde Samir ta indo, eu te levo!

Aparentemente em desespero, o homem loiro começava a balbuciar e implorar por sua vida, e sem nem mesmo dar a chance de Axell responder ou manda-lo parar, revelava o que sabia. – Hoje mais cedo o senhor Noel recebeu notícias e começou a se preparar para sair de Raimbase urgentemente, não sei os detalhes senhor, mas por algum motivo viemos pelo deserto para encontrar com alguém na cidade de Erumalu. É tudo que eu sei, eu juro!

Olhando com olhos esperançosos para o major, o homem acabava o seu relato. Nesse momento a mulher de azul voltava com um kit em mãos, mas não era ela quem começava a cuidar do major, e sim uma de vermelho. Os levando para dentro da tenda, os remendos começavam.

Mulher de Vermelho:
 

Apesar do ferimento no pescoço ser o mais grave, do topo da sua cabeça escorria um pouco de sangue, assim como seu corpo estava cheio de cortes e perfurações. Mostrando competência acima da média, a mulher tratava todos de forma prática, como se estivesse acostumada a fazer aquilo.

- Eu era uma medica antes de ter sido capturada por piratas e vendida devido minha beleza. Essa é a primeira vez em mais de seis meses que pratico minha profissão. Você disse ser um major revolucionário. Pode nos levar a um de seus esconderijos para que possamos nos ajeitar? A maioria daqui não tem para onde ir, ou para onde voltar... – Obviamente emocionada, lágrimas escorriam por seu rosto enquanto ela fazia aquele pedido.

A nevasca finalmente parava de descer, acalmando de forma que a neve caía agora lentamente. Ainda assim, o frio que trazia consigo era intenso, e todos ali começavam a tremer. A mulher de azul, que havia se afastado durante o tratamento, voltava nesse momento carregando consigo uma pilha de roupas pretas. – Você poderia nos dar licença? Essas roupas são muito inconvenientes e gostaríamos de nos trocar.

Outro pedido. Outra dose de coragem. Aparentemente das sete, aquelas duas eram as mais corajosas, já que as outras cinco nem mesmo ousavam olhar Axell nos olhos ou fazer algum barulho na sua frente. Pareciam cordeiras prontas para o abate.

Já do lado de fora, os ex escravos haviam descarregado os camelos restantes, achando um pouco de comida, agua, e ouro. Sim, bastante ouro. Aparentemente Noel estava levando consigo tudo que tinha na ilha. Pena que tantos outros camelos haviam “escapado”.

– BURURURURURU! BURURURURURU! Coronel Mark chamando major Belmont. Coronel Mark chamando major Axell Belmont!

– BURURURURURU! BURURURURURU! Coronel Mark chamando major Belmont. Coronel Mark chamando major Axell Belmont!


Assim que a tempestade acalmava, o den den mushi começava a tocar, como se sincronizado. A noite começava a chegar, com a terra escurecendo aos poucos. Do meio dos ex escravos, o mink cachorro vinha carregando uma lança com mais dois homens em seu encalço portando espadas, eram os que tinham se voluntariado para seguirem noite a dentro com o major atrás de Samir.

Após estarem prontas, as sete mulheres agora não tinham muitos pedaços de pele a mostra além dos olhos e mãos. Na verdade, seria difícil saber quem era quem. Duas delas saíam da tenda e olhando em volta, uma caminhava até o mink, falando algo com ele e depois indo até o meio do povo e conversando com um homem de pele escura.

Mulheres:
 

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 2 EmptyTer 19 Jun 2018, 02:04



Jasmine? – Minha mente parecia ficar mais lenta, as informações não eram processadas na mesma velocidade. A garota, claro que era a garota que tinha sido levada. A mulher de azul dava um passo à frente ao mesmo tempo que as outras se encolhiam, isso sim me chamava a atenção. – Eu vo... – Meu corpo finalmente começava a entregar os pontos e eu desabava no chão. Uma onda de raiva me banhava, odiava passar por essas situações, me irritava admitir que eu tinha um limite, simplesmente me tirava do sério. Respirei fundo e tentei mais uma vez. – Eu vou trazer ela de volta.

Ainda no chão eu ouvia a voz destoante de um dos libertos, meus olhos o encontraram e se estreitaram ao analisar sua figura. Já tinha visto minks antes, mas esse tinha algo de especial, não só fisicamente, ele parecia ter o espirito forte também. Suas palavras mexiam comigo, cada vez mais eu entendia a responsabilidade crescente com todos eles. – Você o matou, as chaves são suas. – Eu não queria parecer líder de nenhum deles, não queria dar permissão alguma, a simples ideia disso me dava nojo, e mesmo sabendo que o mink talvez não tivesse essa intenção eu preferiria deixar seu destino em suas próprias mãos. ~ O ato de se livrar das correntes... se eu fosse ele eu gostaria disso. ~  Mas eu não era, nunca tive minha liberdade negada.

Deixando todo esse sentimentalismo de lado eu voltava a trabalhar. E só com um pouco de pressão o soldado ao meu lado falava tudo que eu esperava ouvir, inclusive um bom motivo para eu não o matar quando tudo isso acabasse. Era estranho, mas de algum modo eu acreditava no que ele estava dizendo, porém, ainda sentia que ele omitia algo. Ao menos ele me dava algum caminho a ser percorrido, e isso parecia me bastar no momento. Não sei, minha mente estava enevoada, era muitos nomes, personagens, lugares e situações novas. Durante toda sua fala eu mantinha em silêncio, observando sua feição e tentando distinguir se o que ele estava falando era realmente verdade. Também estava tentando entender toda aquela situação, mas isso ele não precisava saber. – Certo. – Diria por fim.

A mulher de azul voltava e com ela uma figura igualmente marcante, dessa vez vestida de vermelho. Passava pela minha cabeça o porquê delas estarem vestidas assim, que tipo de jogo elas estavam sendo submetidas? Apesar da resposta ser óbvia e fazer minha veia pulsar de raiva eu não conseguia deixar de imaginar.

De volta a tenda eu me sentava e esperava meu tratamento. Só agora eu percebia o quão fodido eu realmente estava, cortes por todo lado, arranhões e pancadas, muito mais além do ferimento no pescoço. Entretanto nada disso importava, ficar ferido era parte do meu cotidiano, desde pequeno passava por essa mesma situação e era sempre Tidus que me remendava. – Arghh. – Uma espécie de grunhido escapava ao sentir o pescoço sendo remendado. Ao mesmo tempo ouvia sua voz e tentava de algum modo ver seu rosto. Seu pedido me surpreendia e por um instante eu fiquei sem reação. – Eu vou ver o que eu consigo fazer. Obrigado pela ajuda. – Eu queria dizer algo a mais, deixar o meu lado mais falante se soltar, mas alguma coisa me prendia e eu não queria machucar mais aquelas mulheres. Quando elas pediram para eu dar licença eu fiz um breve aceno de cabeça, peguei minhas coisas, fechei as cortinas e sai. – Claro.

Os primeiros passos do lado de fora me transportavam para um outro mundo brevemente. A neve parando de cair e o ar gelado preenchendo meu corpo finalmente clareavam minha mente. Ao redor as coisas também pareciam progredir. Os escravos estavam pilhando tudo e parecia que muito dali poderia ser aproveitado. Era verdade que me interessava algumas armas e alguns itens mais específicos, mas deixaria esse momento para eles. ~ Essa quantidade de ouro sendo transportada pelo meio do deserto? Com a quantidade de guardas que ele tinha. ~ Caminharia em direção ao acampamento. ~ Noel estava em um movimento de tudo ou nada. ~

Primeiro um susto, confusão, só depois eu entendia da onde vinha o som – cacete – o baby den den mushin estava a tanto tempo comigo que eu nem lembrava de sua existência. Pegaria ele e refletira por um segundo sobre tudo que eu estava sentindo, sobre o que estava acontecendo e... sobre o que esperavam de mim. – Mark!! Espero que traga boas notícias, porque eu tenho várias. A primeira é que eu acabei de matar uns 30 contrabandistas de escravos e libertar todo um povo, você tinha que ver, foi demais ZIHEHAEHEAH -  Recuperaria brevemente o folego sem deixar que ele começasse a falar. - As más é que eles precisam de um lugar para ficar, eu preciso de ajuda pra resgatar um deles que foi sequestrado e algumas crianças vão ficar sem presente esse ano. Não sei se o nome Noel lhe é familiar, mas eu parti ele ao meio. – O tom debochado escondia o quão afetado emocionalmente eu realmente estava. Uma armadura a muito tempo usada.

Falando com Mark eu notava uma movimentação ao fundo. O mink parecia ter se voluntariado para nossa pequena saga junto de mais alguns homens. E mais ao fundo as duas mulheres já vestidas pareciam organizar alguma coisa. Assim que eu acabasse a conversa com Mark me dirigia para lá e tentaria entender o que estava acontecendo, se tinham algum plano ou algo a dizer. Iria ouvir antes de falar, e principalmente, perguntaria os malditos nomes das principais figuras.






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Perdas: Cabelo maneiro
Vantagens: Aceleração e adaptador
Desvantagens: Má fama
Perícias: Acrobacia, corrida, luta de rua, alpinismo e furtividade
Relações: N/A
Localização: Alabasta
Extra:
Ferida no pescoço: 1\8 (cicatrizar completamente)
Feridas gerais: 1\4 (não deixarão cicatrizes)
Podem ser reabertas se atingidas antes de serem recuperadas por completo
HP -> recupera a medida que os ferimentos recuperarem
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