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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptyQua 13 Dez 2017, 16:02

Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Gagleu. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptySex 15 Dez 2017, 16:14

Gagleu Post: 01 Ganhos: -X- Perdas: -X-
Novos Desafios.



Foi a primeira vez que eu viajei em uma embarcação que eu poderia realmente chamar de navio. Grande, barulhenta, com tripulação e uma força de cortar as águas do mar inigualáveis – parecia tão forte quanto os meus socos, diga-se de passagem, e de fato a primeira impressão que eu tive do navio Destroyer era que se eu fosse um navio também, eu com certeza gostaria de lutar contra ele. Infelizmente eu era um anão, então isso só poderia acontecer dentro dos meus sonhos. Dormir, inclusive, fora algo difícil para mim nos primeiros dias de viagens já que explorar todo canto daquela embarcação fora uma aventura e tanto – a parte de ter que derrotar alguns dos tripulantes em uma brava queda de braços foi a melhor, conquistar um espaço ali dentro foi bem empolgante.

O tempo passou e eis que finalmente chegava a um novo desafio, Shells Town. Cantarolava uma música qualquer enquanto partia, animado, ao porto da ilha. Finalmente iria me alistar na marinha, a rotina de treinos pareceu infinita e o fato de não estar ajudando em nada me incomodava um pouco. Felizmente tudo havia acabado e agora podia partir para aventuras, diversão onde aplicaria a justiça em segundo plano, ajudando as pessoas em primeiro.

Como um adorador de geografia local, eu estaria prestando atenção aos mínimos detalhes ao meu redor como o tempo e clima que fazia, casas, construções, estabelecimentos, veículos e transeuntes no geral. Meu principal objetivo era encontrar o Quartel General da ilha, para me alistar. Tal pensamento me fazia recordar de um episódio, onde um bando pirata atacou e ateou fogo em um quarto de minha terra natal e com a chegada de um grupo de marinheiros, conseguimos contornar a situação. E é por esse e outros motivos que eu havia decido ingressar na marinha. "Mas que infelicidade eu esquecer minha Cimitarra." – Consequentemente me vinha a memória o fato de ter esquecido minha arma branca, ganha por um dos marinheiros em um gesto de incentivo.  

Era um mundo totalmente novo, estava mais perdido que adão no dia das mães. Precisava me informar a respeito de tal localização, para isso procuraria por um mural de informações visando tomar conhecimento do meu destino, se tudo desse certo, e eu esperava que desse – porque ainda não criei um plano C – após olhar as diretrizes, seguiria para o quartel. Outra estratégia era encontrar alguém com vestimentas brancas e azuis – características comuns a de um marinheiro – para o caso de encontrar me aproximaria e me apresentaria. – Olá, companheiro. – Diria em um tom audível, também acenaria com os braços, aos pulos, virando cambalhotas, algo que demonstrasse minha presença e vontade. – Eu sou um aspirante a marinheiro, quero muito ingressar e ajudar as pessoas, será que poderia me dirigir ou passar a localidade do quartel? – Perguntaria de maneira amistosa, acreditando fortemente encontrar uma resposta que acrescentasse algo em minha busca.

Se fosse feliz em encontrar meu destino, me dirigiria até o local e procuraria por um guarda ou responsável e me apresentaria. – Olá, vim me alistar, como posso proceder? – Perguntaria na expectativa de ter um posicionamento positivo. Para o caso de insucesso, continuaria minha procura sistematicamente por algo que acrescentasse em minha busca, se não encontrasse alguém com as vestimentas de um marine, passaria a abordar transeuntes comuns, e ignoraria por completo quem não tivesse nada a acrescentar.




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Joestar
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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptySeg 18 Dez 2017, 19:41

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Ele tinha o tamanho de um coelho e o coração de um leão. O jovem Gagleu não era nada menos que a personificação de um herói aventureiro num corpo tão pequenino que poderia simplesmente ser passado despercebido pela maioria. É claro, essa maioria não inclui os tripulantes do Destroyer que foram derrotados pela sua força esmagadora. Quer dizer, ao menos pro seu "tamanico", esse que tornou cada palmo do navio uma descoberta nova, afinal o anãozinho se atentava aos pequenos detalhes.

Isso também se valeu em Shells Town. O desembarque trazia novos ares, empolgação e expectativa, mas bastou outros barcos aportarem para o cais se tornar um caminho tortuoso demais para o pequeno herói. Era uma terra de "gigantes" passando por todos os lados e por isso ele não conseguia observar os arredores com precisão. Era o horário mais agitados da ilha e os comerciantes começavam a montar feiras por ali mesmo. Um detalhe interessante sobre o início dessa aventura é que mesmo ele sendo tão detalhista, acabara por esquecer a excêntrica lâmina que lhe fora dada por um marinheiro num episódio passado.

Gagleu até tentou encontrar murais, mas só via calças e algumas calcinhas por baixo do vestido acidentalmente ounão e portanto falhou. Ter vinte e cinco centímetros não era um mar de rosas, porém ele bolou um terceiro plano: perguntou para três jovens juntos com roupas de marinheiro. Logo notou que eram gêmeos e mal notaram sua presença, quase tropeçando na criaturinha. O caso é: escapar de um ponta pé não foi a pior parte e sim o que viria depois. Os irmãos se olharam e gargalharam, chamando a atenção de todos para a minúscula existência diante deles. Aquele que estava no meio, disse:

— Ouviram isso, Lerry e Jerry? Esse gnomo quer ser um marinheiro! HAHAHA! — Até mesmo os cidadãos riam até chorar. As crianças mais escandalosas rolavam no chão enquanto apontavam em deboche. Os outros dois irmãos responderam ao mesmo tempo algo como "ouvimos sim, Gary" enquanto caíam na gargalhada. — Escuta aqui, pintor de roda pé. Alguém fraco como você jamais vai ser um marinheiro. — Ele concluiu e esperou a reação de Gagleu. O que nosso herói faria diante disso?


Aparência deles.

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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptySeg 18 Dez 2017, 23:21

Gagleu Post: 02 Ganhos: -X- Perdas: -X-
Embate.



– Hahahahahaha. – Riria juntamente de meus anfitriões. Olhava ao redor, tomando conhecimento dos moradores de Shells, também aos prantos. Animava-me à ideia de trazer divertimento, de qualquer modo que fosse, para a vida destas pessoas. Tratar do meu tamanho com deboche não me ofendia, não tinha motivos para me envergonhar, eles estavam lidando com a verdade e com a minha realidade. – O pintor de roda pé se chama Gagleu, muito prazer... Realmente, essa é inovadora, eu nunca tinha ouvido essa antes, né. – Diria aos risos, com um toque de ironia e com as mãos sobre a barriga. – Jamais é uma palavra um pouco forte, não acham? – Indagaria aos trigêmeos com um riso ainda estampado no rosto.

Não podia deixar a atitude dos trigêmeos mudarem o meu pensamento ante a organização da marinha. Muito antes, eu havia presenciado atitudes muito nobres por parte de outros marinheiros, e era o que eu priorizava. – Bem, se meu tamanho é ou será um empecilho, só o tempo dirá, né? O que eu posso entregar a vocês, por ora, é a minha palavra como homem que doarei o máximo de mim para enfrentar qualquer dificuldade que venha a me deparar em meu caminho. – Faria uma pausa. – Então, poderiam me ajudar a encontrar meu destino?! – Perguntaria uma última vez. Se a resposta por parte dos trigêmeos fossem positiva, eu seguiria as instruções respeitosamente. Se não, daria de ombros para algo que não me acrescentaria em nada e tomaria rumo novamente do meu objetivo.

Tomaria agora o cuidado para não ser pisoteado, devido ao fato anterior que quase resultou em pisões por falta de planejamento de minha parte. Manteria-me a uma distância segura dos pés dos transeuntes que viessem a entrar em meu caminho. Minha abordagem seria um pouco mais diferente agora. Faria o máximo de esforço possível para encontrar alguém de idade pelas ruas de Shells Town, no meu entendimento quanto mais idade, mais maturidade deveria existir. Para o caso de encontrar essa pessoa, me aproximaria e perguntaria. – Com licença, pode me informar onde fica o quartel general da marinha, nesta ilha? – Diria de modo educado. Com a mesma estratégia de antes de chamar a atenção, gesticulando com os braços, em um tom audível e se necessário, aos pulos. Caso obtivesse uma resposta positiva, seguiria prontamente as diretrizes passadas. Outra estratégia era procurar por um trabalhador fixo do local. Como um ambiente que recebia embarcações diariamente, imaginava que deveria existir alguém que cuidava de um possível controle de entrada e saída. Procuraria por alguém com pranchetas em mãos ou algum outro detalhe que chamasse a atenção. Para o caso de o(a) encontrar, colocaria-me em seu encalço e o(a) abordaria. – Olá, amigão(a), será que pode me passar onde fica o quartel da marinha desta ilha? – Escutaria atentamente o que tivesse para me dizer o(a) profissional e acompanharia o rumo direcionado.

Se conseguisse chegar ao meu destino sem sustos, minha primeira reação seria parar por um breve momento e observar a construção que compunha o quartel. "Finalmente... Pai... Mãe... Comandante... Aqui estou." – Demoraria um pouco. Passado o momento de exclusão em meus devaneios, procuraria por uma eventual entrada do local e pela presença de alguém com as características comuns de um marinheiro. Bateria com as duas mãos juntas, em um eventual ponto de entrada, colocando força suficiente para causar barulho e chamar a atenção. Apresentaria-me para o primeiro que me recebesse. – Olá, meu nome é Gagleu, estou aqui com o objetivo de me alistar. Como prosseguir? – Perguntaria, seguindo possíveis orientações que fossem me dadas.




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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptyQua 27 Dez 2017, 04:06

O escarnio não fora cômico, embora todos os três irmãos uivassem risos como se um gênio da comédia houvesse reencarnado no que bradou a troça. O melhor a ser feito seria se abster, todavia Gagleu não tardou em ignorar o óbvio e formular uma replica ao vazio: nenhum dos irmãos parou de gargalhar para ouvi-lo, logo, discursou em vão. Um pouco depois, com algum devaneio de sanidade açoitando a pequenina mente do anão teve conhecimento de que ali ele não seria mais que uma chacota e partiu em busca de marinheiros mais receptivos.

Outra vez, o anão vadeou pelas ruas.

Uma leve brisa do ar cortava para oeste. Acalentando sutilmente sua face e assaltando seu olfato, trazendo o cheiro do mar que não estava muito longe dali e alguns vestígios de um odor de peixe do cais. As casas eram construídas em pedra caiada, pintada de cores terrosas, e lajeada por telhas de barro avermelhado. As ruas estavam limpas e bem ordenadas, com calçadas de arenito contornando as laterais de onde um transito espaçado de uma ou outra carruagem acontecia, para uma circulação segura de pedestres. Homens montados, normalmente por uma espécie de cavalo pintado que parecia fazer sucesso entre os nobres pra-lá-do-Farol. E por mais inusitados, ocorriam com mais frequência que as tais carruagens.

O murmurinho do povo vinha acalorado – mesmo que ele acabasse por diminuir drasticamente com o distanciar do porto. Gagleu optou por subir a rua no lugar de contornar pela rua em espiral que circundava toda a ilha e chegava ao seu cume num lugar que o anão não podia sequer sonhar em imaginar o que era. Quanto mais subia, mais o caminho mostrava o quanto ele poderia ser tortuoso para alguém com pernas tão curtas. Ao final da rua, existia um tinir metálico de aço sendo trabalhado, ele pôde notar, mesmo parecendo que todas as outras casas fossem nada mais que moradias privadas de um povo culturalmente estranho para o nortenho.

A rua estava uma plena balburdia, mas o pequeno filete de “calçada” deixava-o longe do inacreditável rebuliço que os cavalos normais faziam ao conhecer aquela criatura preta-e-branca. Isto é, Gagleu não precisou se preocupar com os transeuntes, embora parecesse que todo e qualquer idoso daquela ilha tivesse escondido em algum lugar remoto ou ele estava entretido demais com todo aquele mundo novo que o rodeava. Sem muitos objetivos, ele seguiu o tintilar do ferreiro. Em algum lugar da sua cabeça havia a crendice que todo o ferreiro tinha de ser velho, barbudo e com a pele enegrecida pelo trabalho. Por que não apostar nisto?

Com um pouco mais de esforço nas suas pequenas coxas ele subiu mais e mais a rua. Galgando seu objetivo ao se prostrar de fronte para uma cabana rústica de madeira no meio de uma cidade composta de tijolos e concreto.

O aspirante a justiceiro subiu os degraus aos saltos e empurrou a porta de madeira. Blim, tocou o sino, alertando a visita. Uma lufada de ar quente açoitou a face do garoto. A fornalha bruxuleou e o ferreiro com seu umbigo colado na bancada de tijolos que os separavam virou em direção à porta:

– Oi? Bem-vindo... – levantou a máscara de solda. Era um homem feito, com um ou outro fio cinza entregando sua idade; o mais velho que tinha visto há um bom tempo ali – amiguinho? Está perdido? – ouviu-o – O quartel? Você não consegue ver o quartel murado no topo da ilha? Se bem que... eu acho que você não consegue ver mesmo, né?, bom eu vou levar você lá... – bateu as mãos sujas de fuligem no avental grosso, mas ao secar o suor com as costas da mão deixou um vulto negro em sua testa. – eu vou ter que esperar o aço esfriar... então eu te levo lá... – andou até ele e estendeu a mão para erguê-lo. A mão estava suja, mas pareceria ser muito mais seguro que qualquer um daqueles animais exóticos que transitavam na sua.

– Temos de ser rápidos, então eu vou levá-lo. – Sorriu, por baixo de sua barba ruiva e espeça. Ele tentava ser gentil, mas andou com pressa até o quartel. “Você sabe, o nosso grande Tenente nos salvou, mas sempre é bom não dar sorte ao azar”, ele disse, pouco depois começou a contar coisas específicas demais e terminou com “o trabalho edifica o homem” e gargalhou.

Chegaram a um portão com uma gaivota. Duas sentinelas guardavam o portão. Chegaram junto de uma tropa com quinze soldados e um supervisor que rondava em volta do Quartel General e passara por eles para mais uma volta em torno da muralha.

– Eae, bonitão, o que você quer? – Indagou uma das sentinelas.

– Trouxe um novo marinheiro – apontou pra o anão.

O outro marinheiro puxou um den den mushi da bolsa e ligou:

– Câmbio. Tem um maluco com um anão falando que ele quer ser marinheiro, deixa entrar ou não.

– Câmbio. Fala desligo quando terminar a sua frase, animal. Sim, sim, pode deixar entrar. Não estamos aptos a selecionar tanto quem ingressa na marinha. – o caramujo pausou, fechou o cenho e falou com mais rispidez a frase de encerramento: – câmbio desligo.

– Ouviu ele? Vai lá na secretária que eles lhe explicam o que fazer para ser marinheiro – disse o ferreiro, abrindo o portão por si só.
Shells Town:
 

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Última edição por Hidan em Dom 14 Jan 2018, 11:36, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptyQua 27 Dez 2017, 17:32

Gagleu Post: 03 Ganhos: -X- Perdas: -X-
Alistamento: I.



Desde que havia chego à ilha de viés militar, pude finalmente contemplar sua beleza geográfica e gostava do que enxergava: poucas árvores, a brisa do mar que me dava sono e que não poderia me dar sono e até o cheiro de peixes eu enxergava com bons olhos, ou melhor, sentia. E assim, igualmente a montanha, os becos e vielas, os transeuntes no geral, gozando da região como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para converter em minha intima substância, faria também descrições e análises, que, uma vez feitas, poderão ser uteis no futuro.

Após finalmente chegar ao topo, minha respiração se mostrava ofegante. Inseria-me em um estabelecimento e era surpreendido pelo toque do sino, deixando-me alerta e fazendo com que olhasse para o objeto. A rajada de ar quente, muito provavelmente proveniente da fornalha, era um boas-vindas em um mundo totalmente novo. "Incrível!" – Pensava comigo ao tomar conhecimento do ambiente. Sequer havia herdado o interesse do meu pai pela carpintaria, porém, moldar o aço no fogo, era incrivelmente interessante e como não tinha nenhuma habilidade técnica, colocava em minha lista de objetivos para um futuro não tão distante. "Quem sabe um duelo de madeira contra o aço, né?" – Pensava comigo. – Obrigado por me receber. – Agradecia pela receptividade do ferreiro. – Depende do ponto de vista, né?! – Respondia ante o comentário homem, que por sorte, se prontificou a me acompanhar.
     
"Linda, linda e linda!" – Fitava a construção à minha frente com uma gaivota destacada, era visível que eu estava maravilhado em alcançar meu destino. – Mil vezes obrigado. – Soltava um comentário aleatório com destino ao ferreiro, sem deixar de encarar a construção. Diante dos dois marinheiros, a primeira lição: Quando chegasse o momento de usar aquele item, falar 'desligo' sempre ao término de uma frase. Antes de adentrar o quartel, realizaria uma completa mesura em sinal de respeito ao ferreiro que em um gesto nobre me trouxera até meu destino. – Mil vezes, muito obrigado por me acompanhar, em breve farei uma visita ao senhor, com sorte, já como marinheiro. Boa sorte com o aço, né. – Despediria-me antes de adentrar o local.

De pé, na porta, embeberia meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e cantaria lento, para mim só, vagos cantos que componho naquele momento único. "Lá vem, lá vem o marinheiro, como ele vem faceiro, todo de branco, com o seu bonezinho, ô ô ô." – Passado o momento de desnorteio, procuraria pela secretaria, anteriormente mencionada. Em meus sonhos sempre imaginei um ambiente lotado de marinheiros, fortes – na maior parte anões – em diversas atividades em um único espaço de um quartel. Seguindo esse pensamento, esperava não ter dificuldades ao encontrar outro marinheiro, logo que encontrasse, o abordaria. – Com licença, amigão, será que pode me passar onde fica a secretaria, né? – Diria em um tom audível para o meu anfitrião. Assim que obtivesse minha resposta, seguiria as possíveis orientações prontamente.

Se conseguisse encontrar meu destino, minha primeira ação seria se apresentar. – Bom dia, meu nome é Gagleu, sou membro do clã Tworf e com meus 18 anos completos consegui a permissão para sair em busca dos meus objetivos, hoje, estou aqui para me alistar, espero contribuir, como proceder, né? – Perguntaria para o(a) responsável pela secretaria.

Longe de mim ser desrespeitoso, mas procuraria por um apoio ou suporte alto, como uma pilastra ou um balcão ali existente e me apoiaria nele para o meu pronunciamento. Caso não conseguisse encontrar meu destino, continuaria com a mesma abordagem para o primeiro marinheiro que avistasse. O objetivo era iniciar o quanto antes, não fazia pouco caso com nada que fosse me dado, desde ficar responsável por limpar o banheiro até proteger alguém importante, não mediria esforços, meu principal objetivo é ajudar e ser útil, por isso, seguiria sem pestanejar quaisquer atribuições que fossem me passadas.




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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptySab 30 Dez 2017, 06:30

O ferreiro insistiu para que ele mesmo mostrasse o caminho até a secretaria ao pequeno aspirante, segundo ele era o trabalho de qualquer cidadão de bem fazê-lo se ele quisesse se dar ao luxo de se auto intitular um cidadão. Em algum momento ele podia ter citado a palavra “civismo” no meio de um murmúrio que parecia bastante com o ronronar gutural de uma besta, entretendo poderia bem ser “cinismo” ou uma infinidade enorme de palavras. Entre a conversa e o uivo do vento, eles atravessaram o pátio, passaram por outro que estava entreaberto e encontraram um balcão abandonado paralelo à parede direita. Alguns bancos em fileira estavam dispostos para que se alguém precisasse pudesse esperar com certo conforto, as cores variavam em linhas descendentes entre azul e branco. Impaciente, o ferreiro apertou incessantemente a sineta:

– Alguém? – Pim. – Alguém? – Pim, pim. – Eu trouxe um novo recruta, me atendam logo! – Pim, pim, pim.

– Ei, ei, ei... Pare com isto! – Apareceu um marinheiro atrás descendo as escadas que o balcão escondiam. Seus óculos escuros propunham uma bebedeira na noite anterior, a voz arrastada gritavam aos sete ventos. – Então quer dizer que tem algum trouxa nesse mundo ainda? – Riu, e abaixou-se para pouco depois se levantar com um contrato nas mãos. – Assine aqui, rap-... anão? Bom, tanto faz... assine aqui. – Colocou-o sobre o balcão e apontou. – Aqui você vende sua alma para nós e depois de assinar você irá ao sótão matar uma ratazana que está acabando com o meu sono – arfou fadigado. –... eu odeio aquela maldita...

– Então amigão, eu vou indo nessa, tudo bem? – um sorriso nasceu e rasgou sua pele acobreada em rugas, maltratada pelo edificante e árduo trabalho da forja.
Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptyDom 31 Dez 2017, 01:27

Gagleu Post: 04 Ganhos: -X- Perdas: -X-
Alistamento: II.



– Ok, obrigado e até mais, né. – Despediria-me do gentil ferreiro, dirigindo minha atenção à folha do papel em minha frente. Fitaria o contrato e tomaria-o para mim, lendo o conteúdo para tomar conhecimento do que se tratava e então assinaria um simples, porém, sucinto, Gagleu. – Meu nome é Gagleu, muito prazer! – Estenderia minha pequena mão em um comprimento em sinal de respeito. – Qual o nome do senhor? – Perguntaria ao meu anfitrião, entregando o contrato em mãos, independente de sua resposta. – Sótão, não é? – Por último, despediria-me do responsável visando ingressar em minha primeira tarefa. – Com licença, né.

Depois de entregue o contrato, se tudo tivesse ocorrido bem, eu sairia em busca do sótão mencionado anteriormente. Possivelmente meu primeiro momento como um aspirante a marinheiro. Estando nos limites do quartel, um sentimento de alivio e afirmação tomava conta de mim. A vontade era conhecer cada detalhe desta maravilhosa instituição, porém, tinha uma primeira e, não menos importante, tarefa a ser cumprida. Começaria abordando o primeiro marinheiro que avistasse, em um tom audível. – Bom dia, campeão, sabe me dizer onde fica o sótão por aqui? O rapaz que me recebeu reclamou de uma ratazana estar dando problemas, sabe como é, né! – Esperava não ter dificuldades em encontrar minha resposta, se necessário, cutucaria seu pé, ou, puxaria suficientemente o pedaço de sua calça que eu alcançasse. Após ter adquirido minha resposta, seguiria as instruções passadas. Continuaria o processo sistematicamente até encontrar meu destino.
 
Tomando o máximo de cuidado possível, sempre com atenção, esperava chegar ao sótão sem sustos. O sótão que imaginava, ficava em uma parte superior, então esperava ter o acesso através de uma porta básica ou uma escada de entrada que pudesse usar para alcançar o meu destino. Usaria de minhas duas mãos, no objeto de abertura, como uma maçaneta, por exemplo, e com força suficiente faria um movimento para cima visando abrir e adentrar o espaço.

Ficaria atento a movimentos bruscos. Um ligeiro movimento que eu visse pelo canto do olho tornaria como um sinal a ser investigado mais a fundo. Sons como toques ou arranhões correndo pelas paredes era algo que eu estaria atento. Procuraria por excrementos e fezes do animal, assim como uma possível rachadura ou buraco no cômodo. Tentaria identificar barulho, se conseguisse descobrir o barulho que ratazanas fazem ao caminhar, seria possível compreender um eventual caminho que ela faz, tornando mais fácil de a encontrar. Por ultimo, procuraria por um ninho. – Psiu, psiu, psiu... Kikikiu... Gatinho, gatinho... – Pronunciaria sutilmente aos passos sorrateiros pelo cômodo.

Se tivesse sucesso em encontrar a criatura, procuraria me afastar e me esconder atrás de algo e manteria os olhos fixos nela. Meu objetivo era chegar por trás silenciosamente e escalar o animal – que esperava ser maior do que eu, se não, do mesmo tamanho ou não muito menor – escalado a criatura, eu iria iniciar uma investida com um soco com o punho direito na região da nuca. Para facilitar a escalada, procuraria segurar seu pelo para reforçar minha ação. Outra alternativa, se conseguisse ter escalado a criatura com êxito, seria agarrar suas orelhas e puxar para trás com força e tomar seu pescoço como destino, onde aplicaria uma gravata com o intuito de por a criatura para dormir.

Se por algum motivo eu fosse encontrado primeiro e chamasse a atenção do animal e estivesse em sua mira, eu iria procurar correr sempre para as direções opostas a possíveis investidas. Fosse simplesmente rolando ou até cambalhotas e mortais para casos extremos.  



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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptyQua 03 Jan 2018, 06:06

No formulário de alistamento, não havia nada de errado, nada fugia de perguntas sobre alergias e doenças que ele podia ou não transmitir aos seus outros companheiros de farda. Salvo exceções, nos tópicos sobre pulgas e carrapatos em minks, tudo havia sido preenchido. Selando o contrato, o anão cedeu sua mão ao cumprimento, sendo respondido com um dedo mindinho que, ainda sim, era grande para o tamanho reduzido da mão do espadachim.

– O prazer é todo meu, baixinho – respondeu letárgico pelo colateral do abuso de álcool. Com os movimentos lentos e movendo sua pupila com tanto cuidado quanto podia. – meu nome? – ruminou a pergunta. – Godric, meu nome é Godric, novato. Vamos, vamos, aprece-se com seus afazeres que eu ainda tenho de preparar uma luta que avalie suas capacidades... – pensou em voz alta: – talvez tenha alguma arma do tamanho dele no armazém... talvez coloquemos alguém baixinho para lutar contra ele... Fred, sim, ele é baixo o bastante... – olhou para o garoto, vendo-o partir em busca do porão que ele não havia avisado que era apenas necessário que ele seguisse a escada que ele havia descido.

Godric arqueou a boca, mas não se deu ao trabalho de ir atrás do anão. Ele tinha toda a convicção de que ele iria arrumar um jeito de descobrir que ele estava de frente para o seu objetivo e não fez nada mais que esperar. O regresso fora eminente, voltando dessa vez ao lado de um marinheiro um tanto menor que a grande maioria dos outros e o balconista do quartel saldou-o com uma tentativa de animação:

– Grande Fredinho, você não via acreditar que eu ‘tava pensando em você: não haverá ninguém melhor para uma luta com esse anão, não acha? – abriu um sorriso, olhando para baixo para o militar que era quase do tamanho do balcão.

– Muito engraçado, Godric, mas por que você não avisou p’ro novato que ele não precisava ficar procurando por um soldado que mostrasse o lugar do sótão, sendo que a porra do caminho é logo atrás de você? – Gagleu já havia notado, aquele era a voz rapaz que o havia permitido entrar no quartel. – Agora eu não posso nem almoçar que um dos animais que me rodeia começar a fazer merda.

– Calma, calma, chefinho, o garoto saiu antes que eu pudesse avisar. O quê eu poderia fazer?

– Quem sabe ir atrás. – girou sob seus calcanhares. – novato, quaisquer problemas com o soldado Godric avise diretamente a mim e ele pegará ficara preso no quartel até que esqueça como é a cor da calçada. Procure por Sargento Atlas, entendido? Dispensado. Termine seus afazeres. – eles já haviam se apresentado antes, talvez fosse uma piada de mau gosto, mas ninguém se dignava a chamar Fred pelo seu nome de guerra.

A escada subiu em espiral, alcançando um segundo andar. Passou por fora do corpo do edifício do quartel e o circundou até entrar novamente em uma salinha escura e claustrofóbica. De certa forma, a distância explicava o porquê da demora que deixara o ferreiro impaciente.

Sem muito tempo para contemplação, o espadachim teve o pleno discernimento de que o soldado que o tinha alistado ficava ali no seu tempo ocioso: um local pequeno, repletos de documentos que ficavam em armários de ferro tingido de azul, à luz da janela, no não, pousava um colchonete puído que ficava a frente de uma televisão de tubo com um den den mushi como antena. Em cima de uma mesa, outro caramujo mostrava o monitoramento das atividades no balcão de alistamento e pareciam só emitir bem o ruído que a sineta fazia ao baqueada. Sentiu o odor doce de alguma guloseima escondida, mas não sabia de onde originava. O soldado outrora repreendido mostrou-o o caminho até uma escada de madeira e um alçapão no teto que fora aberto com o solavanco consequente de um forte puxão na corda que pendia dele. Sem demora, encarou, outra vez, a fileira de degraus que seguiam, dessa vez, em linha reta até o seu objetivo.

Para o anão, seria um tanto complicado subir aqueles degraus, no entanto ele parecia bem acostumado em galgar desafios humanos mesmo com o seu pequeno tamanho. Sobrepondo a sua falta de estatura com suas habilidades circenses de acrobacia e temperando com a empolgação que só apenas um novo engajado na carreira militar poderia ter.

– Boa sorte; você só precisa tirar ela dai se cima que eu darei conta do resto.

O aspirante a marinheiro subiu. O sótão era um lugar com o teto baixo, com um modelo curvilíneo apenas aos olhos mais atentos. Parecia que aquele lugar não poderia de maneira alguma ser frequentada por nenhuma criatura com mais de um metro e meio, embora o acrobata não tivesse total certeza de que o chão de madeira – que rangia um lamurio de cortar o coração com os pisos de uma criatura com menos de uma dezena de quilos –, detinha a capacidade de comportar qualquer ser humano sem que ele transpassasse o chão e voltasse para a área de lazer do marinheiro.

À sua volta, os mais diversos móveis se empilhavam. O número variado de modelos de mobílias e a desorganização que eles apresentavam faziam aquele lugar ter a semelhança de um encontro dimensional de diversos locais completamente diferentes um do outro. Em algum canto uma máquina de música começou a tocar uma música antiga e ruidosa, como se quisesse apenas amedrontar o pequeno. Noutro, ouvir o farfalhar das garras do seu perseguido contra o piso, obrigando-o a vadear naquela direção, com toda a cautela que o medo deixava-o ter.

Um guincho, um pulo contra o espadachim desarmado e o chão cedeu. Gagleu acordou horas mais tarde, numa enfermaria composta apenas de leitos vazios e lençóis brancos. A primeira coisa que seus olhos conseguiram identificar foi um bilhete fincado por uma miniatura de uma espada:

“Você pegou a ratazana de jeito, mas não esperava que fosse acontecer da forma que aconteceu, enfim não desista de ser um marinheiro. Boa parte das vezes temos mais momentos de glória do que momentos de desmaio... enfim, eu não sei mais o que escrever, mas o Fred está aqui do meu lado e eu quero fazer parecer que eu tenho mais talento com as palavras do que realmente tenho. Bem, sem enrolação, arme-se e desça ao pátio quando achar que está pronto para a sua última fase do teste, você é quase um marinheiro.

Ass. Godric”

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MensagemAssunto: Re: Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!    Um anão em Shells Town, o que pode dar errado, né?!  EmptyQui 04 Jan 2018, 02:11

Gagleu Post: 05 Ganhos: Katana Perdas: -X-
Alistamento: III.



Uma visão embaçada, dor de cabeça, e algumas dores no corpo. Eu tinha os olhos pouco abertos, com pouco esforço, porém, conseguia confirmar que estava em uma espécie de enfermaria através das macas dispostas no local. – Argh! Argh! – Colocava a mão direita na testa por um breve momento. "Como vim parar aqui?" – Martelava essa pergunta em meu pensamento. Alguns momentos depois de me acostumar com os lençóis brancos que irritavam um pouco a minha visão, abria os olhos completamente, deixando minha visão um pouco mais nítida. Conseguia identificar agora uma espada fincada em um pedaço de papel. Um bilhete.

"Uau! Eu vou poder usar essa espada só para mim, será?!" – Estava deslumbrado, atônito diante do objeto fincado à minha frente. Lembrava-me da época em que ganhei minha primeira cimitarra e passava horas manuseando a arma branca ao léu, foi um excelente período da minha infância. Agora, teria outra companheira e queria utilizar com as melhores das intenções e da melhor maneira possível. Tomaria a espada para mim e colocaria atrás das costas, em uma bainha improvisada que utilizava minha espada antiga.

Armado, seria a hora de me encontrar com Atlas no pátio. Procuraria pela porta de saída da enfermaria, querendo me retirar. Todavia, dirigiria-me para um eventual médico/enfermeiro ou qualquer outro responsável pelo espaço e agradeceria pelo tratamento recebido. – Obrigado por terem cuidado de mim, agradeço de coração, continuarei minha caminhada para me tornar um marinheiro, até mais, né! – Diria confiante, com uma completa mesura em sinal de respeito. Tomaria o cuidado necessário para sair sem ter qualquer agravante – como uma tontura forte ou algo similar. – Mais uma coisa, sabe-me dizer como chego até o pátio? – Aproveitaria para confirmar minhas expectativas, e então sairia em busca do meu destino. Para o caso de não ter ninguém responsável pela enfermaria, depois de me retirar eu abordaria alguém próximo a mim a fim de encontrar a localização do pátio. – Com licença, pode confirmar onde fica o pátio. – Perguntaria, tentando chamar a atenção.

Quando enfim encontrasse o pátio, procuraria por Atlas. – Olá, sabe me informar onde está o Sargento Atlas?. – Perguntaria para o primeiro companheiro de marinha que encontrasse em minha frente. – Sargento Atlas? Muito prazer, meu nome é Gagleu e estou no processo do alistamento da marinha... E então, podemos começar a segunda parte do alistamento, né? – Indagaria. Fitaria o homem da cabeça aos pés, buscando definir suas características, visualmente, se era um homem alto ou baixo, gordo ou magro, "fraco" ou "forte", e por aí iria, se usava alguma arma ou tinha suas mãos nuas. Faria uma completa mesura em sinal de respeito e esperava maiores instruções. 



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