One Piece RPG
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» Bellamy Navarro
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 01:27

» Mini Aventura - Agyo Shitenno
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 01:05

» (Mini) Gyatho
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 01:02

» (MEP) Gyatho
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:55

» [MINI-Tenzin]Here we go again
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:53

» [M.E.P]Tenzin
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:43

» Mini - DanJo
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:42

» [Extra] — Elicia's Diary
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor GM.Noskire Hoje à(s) 00:27

» M.E.P DanJo
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:27

» Mini Aventura - No Mercy
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:20

» [Mini-Rosinante-san] O homem que quer ser livre
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:15

» Retornando para a aventura
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:13

» Começo
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 00:12

» Bizarre Adventure: Smooth Criminal
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Ventus Ontem à(s) 21:38

» Aaron DeWitt
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor ADM.Ventus Ontem à(s) 20:55

» Apenas UMA Aventura
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor Mirutsu Ontem à(s) 19:08

» [M.E.P] Ichizu
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor Ichizu Ontem à(s) 13:38

» [MINI-Ichizu] O Aprendiz de ferreiro
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor Ichizu Ontem à(s) 13:37

» Cap I: Veneno de dois Gume
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor Noelle Ontem à(s) 13:02

» mini-aventura
Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Emptypor guatemaia Ontem à(s) 09:55



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG

Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


Compartilhe
 

 Le voleur de coeurs - Un conte

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte
AutorMensagem
Jin
Designer
Designer


Data de inscrição : 02/11/2011

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptySeg 25 Dez 2017, 15:22

O O médico respondia-me, com uma risadinha que interpretei como um maldoso sarcasmo, mas ainda assim proporcionando um alívio reconfortante. "Ufa..", pensava, indiferente a seu riso que me parecera zombaria; perda de tempo é a pior dor que poderia ser sentida para alguém que está determinado a conquistar algo, e isto vai de encontro às minhas metas: eu desejava poder como jamais havia desejado antes, como um sedento, e cada segundo sem ele era como mais um corte que surgia ao meu corpo, como se Pietro ainda não tivesse me castigado o bastante. Precisava reclamar minha indenização ao mundo pelo sofrimento que este me proporcionara, e o poder era o que causaria isto. Imaginava em minhas mão, tão real e palpável como um objeto: ilhas inteiras sob meu domínio, pessoas importantes ao um estalar de dedos, autoridade e até reinos inteiros... da forma que havia visto no sonho! Como minha mãe disse, ela não queria que eu me tornasse isto... já basta de fracasso, não serei mais este mendigo fedorento e moribundo; ela quer que eu alcance meu trono e construa meu império, deveria ser isso que estava a tentar me dizer, pois não há outra alternativa, pelo menos em minha perspectiva... Entretanto, contraditoriamente, estava entre as quatro paredes de um maldito quarto de hospital, limitado por precisar recuperar-me destes ferimentos. Começava a pensar sobre como aquele cheiro de hospital era uma bosta, e que de tanto tempo ali este já se impregnava em minha roupa, quando o ruivo à minha frente sugere o aprendizado de algo relacionado a medicina. Até agora calado, provavelmente provocando apreensão ao rapaz, levanto minha sobrancelha em leve curiosidade. Porém, até que mataria o tédio... aliás, pensando melhor, é ótimo para saber onde golpear os otários; cômico que, nas minhas mãos, até o que foi criado para salvar vidas pode ser usado para terminá-las, mas é a mais pura verdade.

- Manda aí. - dizia, já com um sorriso malicioso estampado pela ansiedade de aprender, visto que serviria para finalizar lutas mais rapidamente.

~ Aprendizado de Perícia - ANATOMIA HUMANA ~

O cara se virava para a porta, indo embora sem mais trocar uma palavra. "Fez isso só pra me sacanear?", me questionava, formando uma carranca, certo de que este não voltaria mais tão cedo. Já com insatisfação suficiente para cruzar meus braços, o homem voltava à sala após umas dezenas de minutos, com um livro em suas mãos. Ele se prostrava ao lado da cama, aparentemente procurando uma página em específico, concentrado. Alguns instantes se passavam, e ele finalmente entregava a enciclopédia em minhas mãos, empolgado.

- Aqui, leia! - solicitava, entusiasmado.

Entre o mofo e as teias de aranha que já se formavam entre as páginas amareladas, notavam-se algumas imagens peculiares; pedaços avermelhados, ramificações estranhas e afins. Começava a ler, estranhamente ávido para descobrir o que seria aquilo. "O corpo humano, quando não apresenta nenhuma deficiência, apresenta duzentos e seis ossos, divididos entre curtos, laminares, irregulares, pneumáticos e sesamoides [...]", descrevia o livro, em um linguajar que nunca antes havia conhecido, mas não me desanimando a descobrir o que eram aqueles formatos estranhos. "[...] os curtos são equivalentes em suas dimensões (largura, comprimento e espessura), e por terem esta forma proporcional, estão em nossas mãos e pés, para nos proporcionar equilíbrio, membros que essencialmente necessitam desta característica". Seguia-se de uma imagem de uma mão humana, em sua forma esquelética:

Spoiler:
 

"Já os laminares...", prosseguia, "são planos, localizados em partes específicas da cabeça, para proporcionar proteção e, pela sua forma, também são perfeitos para inserção de músculos, que veremos mais a frente", continuava, mostrando-se didático. Seguia lendo este, que explicava sobre os alongados, que são longos e achatados, sendo usados para preencher as costelas; irregulares, que possuem formas complexas e incomuns, presentes nas vértebras (coluna); sesamoides, servindo como apoio para os tendões, para as plantas dos pés e das palmas, e nos joelhos, nas patelas - ossos na extremidade dos joelhos, contava a página amarelada -; os pneumáticos, ocos por dentro e com pequeno peso em comparação com seu volume. Dizia-se que este último se encontrava na... esfenoide, mas não fazia a mínima ideia do que era isso, e a enciclopédia sequer fazia questão de explicitar.

- Cara... com todo o respeito, mas o que merdas é esfenoide? - perguntava, com certa marra.

- É o osso que fica por dentro de seu rosto, "atrás" do nariz, em sua base. - dizia, soltando uma leve risadinha de desdém.

- Ah, tá... Hahaha. - afirmava que havia entendido, soltando uma gargalhada por lembrar que fora bem ali que acertara a fuça de Pietro.

Voltava o olhar ao livro, percebendo que a página havia terminado. Lentamente, ainda absorvendo o conhecimento, devolvo-o ao doutor, ainda inexpressivo, sem balbuciar palavra alguma.

- Terminou, né? - indagava, obtendo a resposta com meu leve balançar vertical de cabeça. - Certo, eu continuo daqui. Esse volume é muito técnico daqui para frente, e é melhor que eu explique para que você entenda. - anunciava, fazendo com que eu me sinta burro com sua fala, irritando-me. Tentando ignorar minha irritação, prestava atenção ao ruivo:

- Certo. Como você viu, esse é o sistema esquelético. Porém, existem outros, que são o cardiovascular, respiratório, digestório, nervoso, sensorial, endócrino, excretor, urinário, reprodutor, muscular, imunológico, linfático e tegumentar. - as nomenclaturas me soavam como comidas estragadas, sendo péssimo aos ouvidos. Bocejava, notando que ainda seria longo, mas valeria a pena...

- O cardiovascular, que basicamente tem como principal o coração, é o responsável por bombear sangue e oxigênio por todo o corpo. Sem ele, haveria um acúmulo desses nutrientes em uma parte só, sem distribuir pelo corpo. - demonstrava uma notável expressão de surpresa, percebendo que as partes avermelhadas que havia visto na enciclopédia realmente eram partes do nosso físico. - Ele depende de canais presentes por toda a extensão de nosso corpo, que são as artérias e as veias. Os primeiros são os canais que saem do coração para o corpo, e os segundos são os que fazem a operação inversa. - até agora, conseguia entender bem, talvez por este estar sempre gesticulando e vociferando de maneira clara, indicando onde ficava cada órgão que este citava. Assentia com a cabeça, sério, e este prosseguia ao meu sinal: - Passando para o respiratório, que é o responsável pela aquisição de gás oxigênio para o sangue, retirando da atmosfera. Em troca, expulsamos o gás carbônico de nossas células para fora. O sistema em questão depende da cavidade nasal, basicamente sendo nossos narizes e o que está além dele, e os pulmões. Na prática, você respira e o ar passa pela faringe, um tubo após a garganta. Após, passa pela epiglote e laringe - que servem para contrair ou deixar alimentos passarem -, esta última que também é a detentora das cordas vocais. Por fim, o oxigênio passa pela traqueia, que serve como um filtro. Finalmente, chega aos pulmões, que são a central de comando deste processo, fazendo contato direto com o sangue, para que este encaminhe o gás para as outras áreas e também retirando das células o gás carbônico que havia citado antes, mandando-as para fora. - ele recuperava o fôlego, ironicamente fazendo alusão ao que acabara de explicar. - Depois, tem o sistema digestório, que decompõe os alimentos para que sirvam como nutrientes ao corpo. É como um decodificador: ele "quebra" a comida para que suas partes mais nutritivas nos sirvam. Executa este processo por meio do ácido clorídrico... - interrompia-o, assustado: - Como assim? Ácido dentro do corpo?! - questionava, surpreso. - Exatamente. Porém, o revestimento do estômago nos protege de qualquer mal que o envolva, fique tranquilo. - elucidava, acalmando-me e levando minha mão a barriga, ingenuamente e comicamente acariciando-a. - Porém, existem muitas partes dos alimentos que não interessa ao nosso corpo. Esses aglomerados, nosso metabolismo joga fora por meio da urina - xixi - e fezes, que significa cocô ou merda... - impedia-o de avançar, com outra dúvida. - O que é metabolismo, cara? - tal questionamento fazia-o levar as mãos ao rosto, em decepção. - É o conjunto de transformações que acontecem dentro da gente... a respiração, cocô, xixi, o bombeamento do sangue, tudo isso. - clareava minha mente.

As aulas se sucederam por mais alguns momentos, revisando até mesmo o que ele já havia dito, avançando e voltando várias vezes, de forma que não conseguisse deduzir quanto tempo havia se passado. Um certo entusiasmo havia nascido em mim pela matéria em questão; o tema, misteriosamente, me interessou. Não por poder salvar alguém, mas por ficar mais fácil derrotar os incômodos. Ele explicou sobre todos os sistemas que ainda restavam, e eu percebia que entre um sistema e outro haviam pontos cegos, vãos entre eles; como no diafragma, uma porção muscular que apoia as respirações, oferecendo espaço para a entrada de ar nos pulmões. Se golpeado, gera uma instabilidade no humano, por impedir a entrada de ar e por este estar também logo acima do estômago, acertando um elo entre os sistemas respiratório e digestório.

- Por fim, agora que ensinei tudo, lhe proponho um teste: eu vou falar um membro, e você vai me falar onde ele está... é o máximo que dá para fazer com você nessas condições. VALENDO! FÊMUR!

Ainda raciocinava o que ele havia me falado, quando começo a rebuscar ferozmente o que me pedira subitamente, rapidamente apontando para o osso que habitava nas coxas, em meu corpo. Olhava Dimitri, buscando alguma aprovação, encontrando seu polegar levantado em afirmação.

- PATELA! - sem sequer ter tempo para suspirar, a atividade voltava.

Fechava os olhos, procurando em minha mente tal osso. Após certos instantes, arregalava os olhos, em sinal de que havia achado, posicionando minha mão sobre o joelho, levando o médico a repetir o mesmo gesto de antes.

- BIGORNA!

Desta vez, sem mesmo pensar, apontava para meu ouvido esquerdo, lugar em que tal ramificação se encontrava.

- Está pronto. - respondia, em réplica.

~ Fim do Aprendizado de Perícia - ANATOMIA HUMANA ~

Felicitava-me pelo aprendizado, esboçando um sorriso no rosto. Era uma das raras vezes em que de fato sentia real orgulho pela conquista, sentimento saudável e apropriado quando em doses moderadas. Fazia tempo que não me sentia digno de tal emoção. Amortecendo o impacto deste aprendizado, reerguia minha guarda. Caso alguém que não fosse o médico ou sua auxiliar aparecessem, fingiria um pigarro misturado com tosses, tampando minha boca e cerrando meus olhos até que o(s) sujeito(s) saísse(m) de cena. Mesmo que tentassem interagir comigo, dissimularia continuando a tossir, intensificando o ato, como se estivesse a piorar.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 25
Localização : Las Camp - West Blue

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptyTer 26 Dez 2017, 09:26



Oskar von LaMartine

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Aceitando de forma informalmente o pedido de Dimitri, Oskar ficou ansioso para aprender algo que pudesse lhe ajudar em suas lutas, pois sabendo quais os pontos mais frágeis do corpo, acertá-los seria melhor numa lua. E assim o médico fora buscar um livro do tema a ser aprendido, com coisas mais básicas, como ossos e músculos, que o rapaz leu tirando algumas dúvidas que lhe vinham a mente, depois o médico lhe explicou sobre o funcionamento dos sistemas do corpo humano, parte por parte, e por último realizou um pequeno teste com o rapaz, que ao ver que concluíra o aprendizado estava se sentindo orgulhoso, um sentimento que a muito não sentia.

Enquanto o LaMarine e o Dr. Mikhailov estavam empenhados no aprendizado deste novo conhecimento, o Marinheiro que tinha a intenção de capturar o arruaceiro, achou que seria melhor ter um colega de profissão consigo, pois não sabia se o médico sabia lutar, e se o faria ao ver se paciente sendo capturado. E então usando um Den Den Mushi, chamou seu companheiro, que demorou bastante para chegar, já que estava do outro lado da ilha procurando o suspeito.

Ao mesmo tempo que o aprendizado de Oskar terminasse, o outro Marinheiro chegava no terceiro andar, e tendo reforço, os dois Marinheiros rapidamente entraram no quarto onde Oskar ainda estava deitado. - Mãos para o alto, os dois. – Disse o Marinheiro que chegara antes, apontando sua arma para o rapaz, enquanto o outro apontava sua própria arma para o médico. - Você Dr. não se mexa, a não ser que seja comparsa desse maldito, e então vai ter que ir junto dele para a prisão. E você seu arruaceirozinho de merda, vem conosco para a prisão. – Ordenou o Marinheiro, pegando Oskar pelo colarinho da roupa de hospital, e o pôs de pé apenas com sua força bruta. Assim que o platinado estava de pé, o homem que o pôs de tal forma rapidamente botou seu dois braços para trás e os prendeu com a mão, como uma algema manual, e o forçou a andar. - Comece a andar, filho da puta. – Ordenou o Marinheiro. - Espere um momento senhor, ele é meu paciente, não pode levá-lo assim. – Disse um Dimitri irritado pela intromissão dos homens. - Quer apostar que posso? – Disse o mesmo Marinheiro apontando sua arma para a cabeça do médico. - E o que ele fez de tão grave que vocês não podem nem esperar ele acabar o tratamento? – Perguntou o médico, sentindo-se intimidado pela arma que apontava para seu peito.

Oskar poderia dar a resposta a pergunta de Dimitri ou não, já que sua boca estava livre para que pudesse falar o que quisesse, e sendo como era, era fato de que alguma coisa ele falaria, então com irritação, o marinheiro voltaria a se pronunciar. - Cale a boca e comece a andar, a não ser que queira que seus miolos fiquem espalhados no chão agora. – Gritou o tenente já se irritando com toda aquela falação. E assim, o homem fez Oskar ir andando, mesmo sendo devagar, pois o aspirante a pirata ainda não estava tão bem assim da costela para que pudesse andar corretamente, e o Marinheiro não estava com pressa naquele momento, sabia que o arruaceiro estava ferido, e que se não tomasse cuidado e suas feridas se abrissem novamente, este poderia morrer, e isso ele não queria, pois a morte do platinado deveria vir pelas mãos de Pietro ou Thor.

Legenda:
Tenente da Marinha
Dimitri


Histórico:
 

HP: 32 | 44 SP: 62 | 62 POSTS: 10 POST NARRADOR: 10

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Jin
Designer
Designer
Jin

Créditos : 4
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 02/11/2011
Idade : 18

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptyTer 26 Dez 2017, 23:04

Ainda estava a organizar em minha mente o aprendizado que acabara de adquirir, fitando o médico. Imaginava que, se apenas um tópico de toda a medicina fora tão dificultoso de aprender, nem conseguiria mensurar o assunto em sua totalidade. Cirurgias, cérebros, hormônios, doenças... arquivar tudo isto numa única mente é certamente surpreendente. Bom, foda-se, não preciso saber de tudo, só o que me favorecerá... Imergia em minhas ambições, já formando um sorriso de canto a canto, distante, no mundo da imaginação... Mares de dinheiro, ouro, joias valiosas de nomes impronunciáveis, diamantes, mulh... "PORRA!", repudiava no íntimo, em desacordo com a última "riqueza" citada. Antes mesmo que pudesse repreender-me mais, como ocorreria costumeiramente, era interrompido por um sonoro "mãos para o alto" de um homem... Autoritário, irredutível, cheio de si. "Marinheiro", já podia deduzir. Com seu companheiro menos exaltado ao lado, exibia sua arma em punho, esta que quase possuía a capacidade de falar, verborrágica, ansiosa e reclamante por sangue fervente, dependendo de um sutil puxar de dedo para ceifar minha vida.

Completamente indiferente ao fato de ter uma arma apontada na direção de minha cabeça, minha expressão facial fechava como mau tempo, relembrando mais uma vez de toda a desonra que essa maldita instituição trouxera a minha família, que não mais existe exatamente por culpa destes. A prepotência era tanta que até mesmo meu médico não escapava de sua tirania, posteriormente me exercendo voz de prisão. As dores da infância visceralmente tentavam reabrir-se como feridas, da mesma forma que as do meu corpo intentavam fazer no instante que os dois me colocavam de pé brutalmente, condenando-me às algemas e me forçando a andar, mesmo limitado pelos ferimentos. Cabisbaixo e com olhos entreabertos, bufava como um touro ao ver vermelho, porém sem maiores reclamações, esforçando-me para seguir caminho mesmo que ainda estivesse dolorido. A sensação e o "clima" emocional do ambiente eram intensos, levando o ruivo a questionar aqueles porcos sobre suas autoridades no calor do momento, sendo respondido violentamente, como um coice de cavalo e desnecessariamente sendo ameaçado pela moral do tal suposto agente da justiça: a arma. Sim, sua - única - moral, pois sem ela, não garantiria respeito algum; pelo menos não o meu. O doutor voltava a indagar, perguntando o que eu teria feito de tão hediondo. Não me importava muito com aquela baboseira toda de gratidão e seu "blablablá", mas Dimitri merecia no minimo meu respeito, raro presente que lhe dera por lembrar-me de minha mãe:

- Não se preocupe, cara. Já fez muito por mim. - respondia, apenas inclinando levemente minha cabeça em sua direção, sem sequer conseguir olhá-lo.

Não pela vergonha, dane-se isso, mas por associá-lo a dona Anna von LaMartine, e jamais conseguiria observá-la após ser capturado. O fracasso era grande demais, estava preso. Precisava honrá-la com tesouros roubados e conquistas arrancadas; sim! Era isso que minha progenitora estava a avisar-me no sonho. Não mais poderei falhar. Voltava a caminhar de forma sofrível, devagarinho.

Não haviam forças para atacar, me levando a apenas continuar. A fraqueza provocada por anestesias seguidas de anestesias se tornava custosa no exato instante, formando uma bola de neve. Já não mais suspirava como um animal; agora, estava letárgico, sem reação. Pensava em alguma solução, mas não parecia haver muito o que fazer. Caso houvesse alguma brecha e estes se distraíssem, tentaria correr em disparada para o mais longe que pudesse, aleatoriamente. Se chegasse perto de algo como uma construção da marinha, mudaria o sentido para outro qualquer. Durante estes momentos de adrenalina, tentaria ao máximo ignorar minha dor - mesmo que mancasse e que as algemas me incomodassem - para que conseguisse despistar os homens, afinal, antes uma - mesmo que pequena - possibilidade de fuga do que a morte certa, pois indubitavelmente, minha última parada seria Pietro Negri... E este faria questão de por um ponto final sobre minha existência.

Se Mikhailov, sua assistente ou alguém que declaradamente ou implicitamente os representasse aparecesse, tencionaria sacudir-me horizontalmente e escapulir das mãos dos soldados imbecis, e em seguida sairia em disparada para qualquer outro lugar, na tentativa de dividir suas atenções entre lidar com os médicos ou impedir que eu escape.



Observações:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

LEGENDA

Ações
Falas
Falas de Terceiros
Peculiaridades, Palavras Estrangeiras, Gírias e Ênfase
Pensamentos



UTILITÁRIOS:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 25
Localização : Las Camp - West Blue

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptyQui 28 Dez 2017, 14:12



Oskar von LaMartine

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Agradecendo a Dimitri, este que o ajudara mais do que Oskar imaginava ser possível para um desconhecido, decidiu partir de cabeça erguida, apesar de evitar olhar para o médico, visto que esse lembrava-lhe sua mãe, e odiaria ter de se mostrar a essa depois de ser capturado, pois em sua concepção, ele deveria ter diversas conquistas, tesouros enormes e brilhantes, e ser alguém de bastante destaque neste mundo. Mas naquele momento a única coisa que tinha para fazer era enfrentar sua captura de cabeça erguida, já que não era um covarde para sair esperneando pela cidade.

A fraqueza que consumia seu corpo por conta das diversas anestesias e os ferimentos que, apesar de em menor magnitude, ainda o incomodavam imensamente, mas seu cérebro procurava qualquer brecha que fosse suficiente para que houvesse alguma forma de escapar dessa situação, que se mostrava um tanto quanto extenuante para o próprio. Mas para seu azar, o homem que o carregava, o Tenente, estava bastante atento quanto a qualquer movimento realizado por Oskar, e segurando suas mãos com u aperto de aço, e o Soldado que viera com este, estava com sua arma em riste, procurando potenciais impedidores da prisão do futuro pirata. Como ninguém gostaria de ter que enfrentar uma arma, pessoa alguma no hospital procurou impedir a passagem dos marinheiros, por mais que quisesse, o que era o caso do Dr. Mikhailov.

Cerca de um quarto de hora teve de ser perdido para que o rapaz estivesse de frente para a entrada da prisão, esta que se encontrava a uma boa distância do hospital onde ocorrera a captura, escondida por altos muros, como se quisessem esconder os criminosos do resto da população, o que era completamente comum, considerando que estes eram a escória da humanidade, segundo o discurso da Marinha. A entrada da instituição não era nada espalhafatoso, muito pelo contrário, era simples até demais, apenas uma cabine de controle com um espaço em aberto para a passagem de prisioneiros, e a passagem era protegida por nada mais e nada menos que 15 guardas, estes que eram localizados em pontos estratégicos da passagem, fora o guarda localizado na cabine de controle, sempre acompanhando tudo através de câmeras de segurança, estas que eram espalhadas pelo corredor onde os criminosos têm de passar, e com um rádio cem suas mãos, pronto para chamar reforços, caso seja necessário. E na entrada, o Tenente entregou Oskar para um guarda da prisão, e este começou a levar o mais novo criminoso para dentro da prisão, não houve problema algum durante a passagem do rapaz, que como estava de certa forma inutilizado, somente observava a construção, talvez procurando brechas para que pudesse planejar uma fuga posteriormente.

Depois de passar pela entrada, entrou em outro corredor, esse sendo bem escuro, de forma que o rapaz nada pôde enxergar, mas como os guardas conheciam as localidades comum da grande prisão, não tinham dificuldade alguma em passar pelo corredor escuro, e o guarda que levava Oskar não era diferente. Ao final da passagem, esta se abriu em um grande salão, que por ser iluminado, cegou a visão do aspirante de pirata por alguns segundos, e ao abrir teve uma visão bem surpreendente do local aonde ficaria. O local das celas era um salão redondo, com uma pequena torre de comando estando bem no centro, e por toda a extensão do salão, nas paredes, se encontravam as celas, estas sendo individuais, trancadas por grades bastante resistentes, e eram tantas que Oskar não conseguiu contar a quantidade, e era por rampas que se chegavam nas celas, e em outras rampas se podia chegar em outros locais da prisão, como o corredor que acara de passar, o refeitório, o pátio da prisão, e outros locais exclusivos aos guardas.

Subindo por uma das rampas, o guarda levou o rapaz a uma das inúmeras celas do local, esta que ficava no topo do salão, e era para sua surpresa até que agradável, havia uma cama, uma mesa com uma cadeira para se sentar, uma prateleira acima da cama, uma pia com espaço para itens de higiene, um armário e uma privada para suas necessidades. - Esta vai ser sua nova morada, aproveite. – Disse o guarda sarcasticamente para Oskar, enquanto abria a porta da cela, e depois o jogava dentro desta, sem as algemas finalmente. - Esteja atento aos avisos que vão chegar no alto-falante, se não os cumprir será punido. – Voltou a falar o guarda, que depois virou para o local de onde viera e voltara para onde viera, deixando o rapaz finalmente sozinho depois de ser capturado. Este ainda tinha consciência de seus ferimentos, e agora deveria sozinho decidir o que deveria fazer com o que tinha no momento.

Legenda:
Guarda da Prisão

Histórico:
 

Considerações:
 

HP: 35 | 44 SP: 62 | 62 POSTS: 11 POST NARRADOR: 11

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Jin
Designer
Designer
Jin

Créditos : 4
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 02/11/2011
Idade : 18

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptySex 29 Dez 2017, 17:17

Me via cada vez mais condenado ao destino que me possuía, quase sentindo o bafo quente do demônio que eu veria após a morte, com suas garras ferventes imobilizando-me. Talvez até com um tridente, quem sabe. Era conduzido por aqueles insetos marinheiros, já irritado, porém sem me dar ao luxo de demonstrar a birra. Seguia cabisbaixo, contendo-me para não golpeá-los com o que quer que tivesse à disposição; se ao menos pudesse usar uma foice, eles veriam do que sou capaz... Para o meu desgosto, não havia nenhuma brecha que pudesse utilizar; os caras do hospital não vieram, e os porcos que me levavam não davam mole. Ainda com aquela roupinha tosca de hospital, minha zombaria normalmente se faria presente se a pessoa a ser zoada não fosse eu mesmo. Um pirado do hospício - por causa dessa merda de camisola - caminhando pelas ruas com dois agentes o levando preso... mais um dia normal nessa ilha maldita. Cena tão deplorável que me me fazia pensar na morte, pois ainda não havia refletido sobre Ela, mesmo que parecesse algo provável. Apenas fora alvo de uma vaga citação em minha mente, mas não de uma profunda análise. Aliás, acredito que eu simplesmente não ligaria para a morte em si, mas atentaria-me ao fato de não ter enriquecido e nem me tornado alguém muito poderoso...

Aquele curto espaço de tempo - que mais se assemelhara a horas a mim - soou como uma daquelas longas caminhadas pela neve de Fernand Ice Island, que intrinsecamente misturava-se com o gelo, como se fossem carne e unha. Sob à luz do luar, minhas madeixas platinadas ganhavam outro tom: eram como se fossem súditos da própria lua; uma unidade à distância. Minha cabeça iluminada era como uma isca de peixe para as pobres vítimas das traquinagens que fazia com meu pai... Bons tempos... os passos imprimiam pegadas ao solo gélido, como um histórico; tudo naquela ilha agora me parecia épico, nostálgico. Entre o turbilhão de pensamentos que me percorria a mente, uma grade surgia à minha frente. Grande, imponente, encorpada... aquilo realmente me causava um mau pressentimento. Cadeia; pior que morte. Arregalava levemente os olhos em direção àquela estrutura, não mais cabisbaixo. O marinheiro que me acompanhava simplesmente me entregara de bandeja a outro, como se fosse um produto. Meu novo acompanhante - acredite, este foi o substantivo menos amigável que encontrara para ele, e ainda assim me causou nojo ter de imaginá-lo assim - me encaminhava pela simplória entrada daquele lugar que eu já tinha certeza do que era. Avistava um guarda ali e outro acolá; "Um bando de gatos pingados para vigiar essa merda", pensava sarcasticamente, sem conseguir despir-me de tal característica mesmo neste momento tão inoportuno... Percorremos outra área, esta em total breu, de forma que não avistasse nada. Porém, o guarda seguia indiferente, guiando-me. "O doente está aqui há tanto tempo que já decorou o ambiente... HAHAHA!", maliciava, segurando o riso por fora. De repente, um clarão me cegava e, passado alguns instantes, visualizava: um enorme salão com várias pequenas salas, que aparentavam ser celas, confirmando o que antes havia deduzido. Eram como vitrines de escárnio, exibindo e humilhando aqueles seres ironicamente. Um outro inferno.

Subia por uma rampa, notando muitas outras por ali também. Parecia ser escolhida aleatoriamente, mas minha cela estava no topo; "pelo menos na prisão, eu sou o rei", contentava-me. Cama, pia, armário e privada, tudo no mesmo cômodo. Era mais do que eu tive nesse últimos anos, muito mais. O imbecil lançava mais algumas palavras em desdém, retirava minhas algemas e me jogava cela adentro. "Filho da puta!", ecoava na mente. Formava uma carranca, enfurecendo-me e bufando. "Pode até ser confortável, mas prisão, NÃO!", lamentava, em ira. Sentava na beirada da cama, e em um movimento impulsivo, socava a parede próxima:


- GRRRR! - Não seguraria tanta raiva por tanto tempo, não sem fazer isso.

Ainda estava ferido, mas não conseguira continuar com a cautela nesta situação. Após refletir um pouco sobre o que faria, os materiais higiênicos me dão uma boa ideia. Tentaria procurar por uma escova de dentes. Caso encontrasse-a, me viraria de costas para a parte aberta do local e golpearia-a contra a parede, tentando formar uma lâmina com seu cabo, mesmo que não fosse uma arma muito ofensiva. Esconderia no armário, pronta para ser usada. Se ela não se partisse de modo a se tornar um objeto pontiagudo - seja por sua resistência ou o que for -, desistiria e buscaria por uma lâmina de barbear ou qualquer outra figura que claramente possuísse potencial cortante. Caso aparecesse alguém no momento que estivesse a fazer algum ato suspeito, rapidamente largaria ao chão e disfarçaria, perguntando se o sujeito deseja algo de mim, sério e o mais intimidador que conseguisse. Se por ventura algum aviso ou ordem fosse direcionada pelo alto-falante, a(o) seguiria, irritado por ter de seguir regras e normas, mas determinado a sair dali antes que me matassem, como deveria ser o objetivo daquela instituição fodida.

Observações:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

LEGENDA

Ações
Falas
Falas de Terceiros
Peculiaridades, Palavras Estrangeiras, Gírias e Ênfase
Pensamentos



UTILITÁRIOS:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 25
Localização : Las Camp - West Blue

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptySab 30 Dez 2017, 02:42



Oskar von lamartine

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Assim que se viu sozinho na cela em que fora posto, Oskar deixou sua fúria reinar sobre a razão, e deu um soco com todas suas forças na parede onde sua nova cama se encostava, devido ao soco, as grades de sua própria cela e outras ao redor, reverberaram em resposta ao impacto que chegou a elas. Depois de desferir o golpe contra a parede, este percebeu que não conseguiria se controlar, então resolveu fazer algo que pudesse lhe ajudar, mas primeiro, foi preciso caminhar por toda a extensão da cela por uns 5 minutos, mesmo que ainda sentindo seu ferimento na costela arder, pois não deveria estar se movimentando. Enquanto caminhava teve uma ideia que poderia lhe ajudar, usar algum dos instrumentos que haviam no local para forjar algum instrumento que pudesse lhe ajudar, então rapidamente foi na pia e jogou todos os objetos que ali estavam em sua cama, para depois sentar-se nesta e olhar um por um.

Para seu azar não havia nada que lhe desse esperança de ter serventia, o que chegava mais perto era uma escova de cabelos e uma escova de dentes, mas o cabo da escova de dentes era de silicone, ou seja, não teria modo modificá-lo, e o cabo da escova de cabelos quebrou no meio, em sua primeira tentativa de quebrar apenas as pontas a fim de tornar um objeto perfurante. E para piorar sua situação, por ele não ter observado sua cela corretamente, este não percebeu que uma câmera posta na parte superior da mesma estava lhe observando, ou seja, não demorou muito até que este tomasse uma dura dos guardas, em sentido literal, pois o guarda abriu a cela e com um cassetete o acertou 4 vezes entre as costas e a cabeça, o deixando meio atordoado. E foi nesta situação adversa que algo de alguma apareceu para Oskar, uma agulha estava jogada aos seus pés, não sabia se estivera lá desde antes ou o guarda a deixara cair, mas o que lhe interessava era que tinha algo em mãos que tinha alguma serventia.

Depois de pegar o item, no alto-falante, uma ordem surgiu, dizia para os presos se dirigirem ao refeitório, todos algemados e em fila se encaminhavam ao local, e quem saísse da linha formada, levava uma pancada com o cassetete em cima da patela com bastante força. Isso servia para intimidar os mais corajosos e os arrogantes, e dava certo, pois logo todos se encaminhavam em silêncio para o refeitório. Já neste local, ainda mantendo a mesma fila, foram até uma cantina e começaram a retirar suas refeições, mas Oskar só pôde ver o alimento quando estava na sua vez, pois os homens que estavam na sua frente eram todos maiores e mais largos, não lhe dando chance alguma de observar a comida que viria a comer, mas mal sabia que se arrependeria ao vê-la.

A comida da prisão deixava a todos os novatos desgostosos, e o novo prisioneiro não era uma exceção, pois o alimento era uma pasta de uma cor que estava entre o cinza, o laranja e o amarelo, resultado da mistura de vários tipos de comida, como arroz, macarrão, legumes, verduras, carnes e outras coisas que era melhor nem se comentar. De qualquer forma, o rapaz teve de pegar a comida, pois era isso ou apanhar e piorar sua situação, que já não era nada boa.

Ao final da refeição, todos foram obrigados a voltarem para suas celas e esperarem mais tempo antes de descerem para o pátio, a hora mais aguardada por todos os penitenciários. E esse tempo ocioso, Oskar poderia usá-lo da forma que preferisse, poderia olhar a agulha que achara de forma mais detalhada, se cuidar ou até mesmo dormir, mas isso era uma decisão que somente ele poderia tomar.

Algumas horas depois, o alto-falante novamente voltava a ser anunciado, mas dessa vez ordenava a descida dos presos para o pátio, por ser novo no lugar, um guarda veio buscar o aspirante a pirata em sua cela, e apressava o mesmo para que descesse, e este pôde observar que o esquema da movimentação para irem ao pátio era o mesmo do refeitório.

Histórico:
 

Considerações LEIA:
 

HP: 35 | 44 SP: 62 | 62 POSTS: 12 POST NARRADOR: 12

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Jin
Designer
Designer
Jin

Créditos : 4
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 02/11/2011
Idade : 18

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptySeg 01 Jan 2018, 17:31

Dividir para conquistar... Havia ouvido algo parecido pelas ruas; até que faz algum sentido: somente alcançarei o que almejo se dividir as etapas em módulos, e o estágio atual do plano é como sair dessa merda. Depois do piti inicial - ridículo, diga-se de passagem -, colocava-me a buscar por artefatos que possam ajudar em possíveis combates. A busca incessante fez com que meu corpo reclamasse, intensificando minhas dores; dane-se, precisava achar algo, nem que fosse um maldito cabo de vassoura. Um cara da rua, principalmente um que está preso, tem de usar o que estiver à disposição: um caco de vidro, um pedaço de madeira ou a porcaria que for, desde que dê para surrar a fuça de alguns imbecis se necessário. "Aliás, pensando bem...", começava a olhar a situação por outro ângulo; apanhava cada material de limpeza da pia e os atirava sobre a colcha da cama, sentando-me e analisando-os minuciosamente. Para meu desgosto, no máximo um papel higiênico se encontrava naquele apanhado; pente de cabelo, escova de dentes, crem... "ESPERA!", abrilhantava-se uma miraculosa ideia em minha mente, quase formando uma lâmpada acesa em sinal: a escova não poderia ser usada para tal fim, visto que parecia ser mole demais para isso. Olhei para o pente como um tesouro perdido, saltando-me aos olhos e desenhando um esperançoso sorriso em minha face; certo, agora o trabalho é comigo. Agarrava-o firmemente, golpeando sua extremidade sobre a parede, fazendo com que infelizmente este rachasse ao meio, tornando-se inutilizável. "Porra!", pensava, desinteressadamente largando o objeto sem nem olhar para onde este iria, como uma criança mimada faria com um brinquedo que não mais lhe interessa. Me jogava na cama bruscamente, levando minhas mãos ao rosto, tampando-o. "Merda...", lamentava, em decepção. Precisava dar um jeito de poder intimidar os guardas ou até mesmo outro prisioneiro para potencialmente conseguir atingir a fuga, porém, sem uma arma, dificilmente conseguiria, para não dizer nunca. Como se não bastasse, um daqueles porcos se deu a liberdade de invadir minha cela. Parecia que, de alguma forma, sabia o que eu estava tentando fazer; confirmando o que havia pensando, este golpeava-me repentinamente com um cassetete. A primeira porrada fora o suficiente para que eu arfasse, perdendo até mesmo a capacidade de contar quantas outras investidas se sucederam. Ele se virava e partia em direção a saída de meu alojamento, ao passo que eu me inclinava em direção ao solo, de tanta dor, recostando meus joelhos no chão.

- Arrrghh... - grunhia.

"Filho da puta", pensava, levando minha mão às costelas - que querendo ou não sofreu o impacto dos golpes -, em busca de algum afago ou mesmo diminuição da dor, em uma tentativa desesperada. Droga. Deveria ter imaginado que havia alguma câmera ou escuta por perto, e o fato de ainda não ter a(os) encontrado incomodava-me mais. Ainda com a visão turva pelo acontecido, avistava uma agulha ao solo, como uma recompensa pelo preço que acabara de pagar. Indiferente ao trajeto que ela percorreu até chegar aqui, a catava do piso ladrilhado sem nem pensar duas vezes, com a mão que apalpava meu ferimento. Fechava os olhos, ofegante, mas transmitindo um leve sorriso. Levantava-me vagarosamente, enquanto uma ordem surgia ao alto-falante. "Que porcaria!", lançava em protesto; dizia para nos agruparmos no refeitório, como soldadinhos de chumbo, algemados e em fila. Aquilo me enlouquecia por dentro, mas contia-me e ia em direção ao desagradável ambiente lá fora, antes guardando a agulha no topo da prateleira, em uma superfície lisa. Marchava junto aos outros detentos, já algemado. Era desconfortável a sensação de ter as mãos imobilizadas, e o fato de ter de me acostumar com isso me irritava. Os carcereiros acertavam em cheio quem quer que tentasse sair das fileiras em direção ao salão, como se fôssemos animais. Que se foda se fizerem com outros, mas se tocarem em mim novamente, dificilmente me conterei. Finalmente chegava à cantina, retirando uma comida... pastosa e com uma aparência odiável. Sentia vontade de reclamar, mas sabia que só ganharia ironias em troca. Fitava aquela bosta por alguns instantes, retirando a bandeja com aquilo em cima logo após, para evitar alarde desnecessário. Sentava-me e comia, enojado. O alimento desfazia-se na boca, tornando-o mais nojento.

Ao terminar aquilo que juravam ser uma refeição, a ordem era retornar às celas. Cumpria-a sem pestanejar, tendo minhas algemas retiradas. Parecia ser mais um tempo vazio, livre. Estirava-me na cama, posicionando-me de lado, com a parte saudável tocando a superfície da cama. Até me recuperar, deveria ficar o mais quieto possível; necessitava encontrar uma forma para conseguir tal regalia. Talvez, se fingisse ser pelo menos um pouco "gente boa" e pedisse uma folga para um daqueles idiotas... Porém, neste momento, eles já deveriam saber que tentei forjar uma arma improvisada, e por isso devem estar com a atenção redobrada... De uma forma ou de outra, o tempo passava enquanto eu descansava, inconformado, e logo chegava a hora: a voz misteriosa ordenava que, novamente, nos aglomerássemos no pátio, que eu ainda não sabia onde ficava. Um guarda aparecia, e logo eu me perguntava no íntimo "o que teria feito desta vez", mas logo pude perceber que este seria apenas um guia. Lembrando-me do que havia projetado, perguntaria:


- Cara, não é por nada, não, mas "cê" poderia me dar uma folguinha? A minha captura foi bem difícil, e eu ainda estou bem ferido... Precisava de repouso... - diria, tentando atribuir o máximo de complacência e usando de tons de voz leves, gesticulando em direção ao ferimento da costela. Forçar aquilo era particularmente difícil para mim, mas minha indiferença precisava ser deixada de lado o máximo possível naquele instante.

Caso a resposta fosse positiva, pensaria em como estes são todos patéticos, pediria para que meus grilhões fossem retirados e retornaria à cela, descansando na cama e tentando dormir. Se fosse contrária, desceria ao pátio disciplinadamente - uma merda agir assim, acredite quem quiser - e repetiria o procedimento com outro agente quantas vezes fossem precisas, usando das mesmas artimanhas. Caso me batesse(m), iria ao chão, tentando causar algum sentimento de culpa nele(s) por estar indefeso, e firmemente pediria para que parasse(m).

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

LEGENDA

Ações
Falas
Falas de Terceiros
Peculiaridades, Palavras Estrangeiras, Gírias e Ênfase
Pensamentos



UTILITÁRIOS:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 25
Localização : Las Camp - West Blue

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptyQui 04 Jan 2018, 04:12



Oskar von LaMartine

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Assim que terminou de comer a repulsiva refeição oferecida pela prisão onde estava alojado, Oskar dera início a volta para a cela, da mesma forma que viera, organizado, pois não estava a fim de receber novas punições. Assim que chegou em seu destino, deitou-se na confortável cama que estava a sua espera, e sem nada para fazer no momento, cochilou.

Acordou algum tempo depois, escutando a ordem para que fosse ao pátio, dita pelo alto-falante, então levantou-se da cama, mas não gostaria de descer, precisava de repouso, ou então, teria graves complicações em seu ferimento. - Cara, não é por nada, não, mas "cê" poderia me dar uma folguinha? A minha captura foi bem difícil, e eu ainda estou bem ferido... Precisava de repouso... – Disse o rapaz para o guarda que viera o buscar, este estava acompanhado por outro guarda, e os um deles o olhou com deboche. - Oh, então a mariquinha precisa de descanso, é? Hmm, não sei não o que acha, parceiro? – Falou o guarda debochado, falando no final com o guarda que estava lhe acompanhando. - Deixe-o aí, pelo menos ele estando na cela, podemos observá-lo corretamente. – Disse o outro guarda, fazendo com que o zombeteiro interrompesse a ação de abrir a cela onde Oskar se encontrava. - Aproveite o descanso, princesa. – Falou o zombeteiro dando as costas ao rapaz e indo para o pátio, tomar conta dos presos que tiveram de descer. Sabendo que não podia fazer esforço nenhum, além, de agora ter ciência de que era observado, o aspirante a pirata, provavelmente tornaria a se deitar na cama, sem nada para fazer por enquanto.

Cerca de uma hora depois, Oskar escutou um sinal sonoro, e pouco tempo depois, o barulho de gente chegando as celas passou pelos ouvidos deste. Mais 10 minutos se passaram até que todos os presos estivessem em suas celas, e os guardas voltassem para a torre de vigilância, localizada no meio do salão, onde atualmente se encontravam. Assim que o silêncio reinou, o ceifeiro escutou alguém lhe chamando da cela que estava do lado direito da sua. - Psiuuu. Ei cara, aqui do lado. – Chamou um outro prisioneiro. - Eu sou Marcel, como se chama? E está preso aqui por qual motivo? – Perguntou o outro preso, dando um leve sorriso direcionado ao futuro pirata.

Legenda:
Oskar
Guarda 1
Guarda 2
Marcel


Marcel:
 

Histórico:
 

HP: 28 | 44 SP: 62 | 62 POSTS: 13 POST NARRADOR: 13

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Jin
Designer
Designer
Jin

Créditos : 4
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 02/11/2011
Idade : 18

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptySex 05 Jan 2018, 12:11

O intervalo entre a ordem da caixa de som e a chegada dos guardas à minha cela fora tão curta que até mesmo me fizera pensar que estes estavam a me esperar ao lado de fora. Logo um deles se posicionava para abrir o portão, e eu lançava meu pedido de descanso. O primeiro, zombeteiro, se esgueirava para uma segunda opinião de seu colega mais racional, este que por sua vez concluía que dali seria mais fácil de manter o monitoramento. Coitado. "Nada me impedirá de escapar dessa maldita gaiola, retardado.", escarnecia. De fato, ter um monte de marmanjos na minha cola me observando por uma câmera que nem mesmo sei o paradeiro complicaria mais meu plano, mas nada impossibilitante.  

Os dois se viravam deixando ao relento um último deboche, e finalmente iam embora em direção ao pátio. Assim que pude perceber seus afastamentos definitivos, guardei minha apreensão aos confins de meu ser e me lancei à cama, deixando escapar um suspiro de alívio. Enfim, sozinho... Aliás, quase sozinho, pois ainda deveria haver um ou quem sabe mais desocupados me monitorando sabe-se lá de onde. Independentemente, ajeitava-me sobre a cama lateralmente, de forma que não houvesse maiores danos às costelas. Uma hora ou outra, eles com certeza deixariam de manter toda essa atenção em mim; são muitos detentos para se ter cautela, e acredito ser pouco provável que a cadeia tenha estrutura para manter tantos vigilantes a nos observar.  

Poria-me a pensar... os saudosos dias em Fernand Ice Island. Na verdade, acho que minha saudade parte diretamente da ausência dos meus pais, e não de minha família. Roubos em lojinhas de bairro com meu pai ao lado, a neve, que de tão constante parecia ser personagem principal, e não coadjuvante, a luz do luar refletindo sobre minhas madeixas platinadas enquanto corria pelos iglus... Tempos que não mais voltarão; esta época morreu junto com uma parte de mim, enterrados um ao lado do outro. O que restou foi a ambição, a indiferença, a zombaria; não que eu já não fosse assim mesmo quando criança, mas em outra intensidade completamente diferente: eu ainda era humano naquele momento. Permanecia em um olhar distante, fitando a parede ao lado da cama, como se pudesse ver o passado a partir dela, semelhante à uma bola de cristal. Em poucos instantes, a típica marcha daquela prisão se fazia presente mais uma vez, me fazendo retornar à realidade. Demoravam cerca de mais dez minutos para que enfim todos estivessem quietos, quando um sussurro se prostrava, deixando-me de orelha em pé:


- Psiuuu. Ei cara, aqui do lado. - começava a procurar de onde partia tal murmurinho, em uma expressão facial de curiosidade. Logo notava que provinha da cela ao lado; direita, eu diria. - Eu sou Marcel, como se chama? E está preso aqui por qual motivo? - "uma social na cadeia? Fala sério...", pensava, sarcástico.

Até entendo que a prisão pode deixar os homens carentes e solitários, mas será que ele não poderia chamar o cara do alojamento do outro lado dele? "Por que eu?", lamentava, revirando os olhos. Apesar dos pesares, decidia responder; que mal faria? No máximo serviria para passar o tempo. Ainda deitado, replicava:

- Err... Oskar, Oskar von LaMartine. Bati pra cacete num marinheiro aposentado... E você? - retornava, tentando soar como algo gentil ao imaginar que talvez esse tal de Marcel poderia me ajudar no futuro.

Sabia que deveria tomar cuidado com o que quer que falasse. Contar que estourei Pietro não fará muito mal; não havia mais como negar perante os marinheiros. Falando nisso, seria como um deboche dizer sobre esta situação bem aos olhos das câmeras, uma afronta, o que me causava risos, quase chegando à um leve entusiasmo. Foda-se, quem sabe o que estes vermes estariam planejando neste momento? Talvez até mesmo minha execução.

Esperaria pela próxima resposta do presidiário ao meu lado, me prontificando e aguçando os ouvidos. Caso ouvisse a aproximação de alguém do lado de fora ou avistasse um guarda, lançaria a infame onomatopeia "xiu" para que Marcel escutasse, esperando que o suspeito passasse para voltar a conversar. Aparentemente, eu ficaria aqui no papo com esse cara até que me recuperasse completamente. Esse será meu passatempo.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

LEGENDA

Ações
Falas
Falas de Terceiros
Peculiaridades, Palavras Estrangeiras, Gírias e Ênfase
Pensamentos



UTILITÁRIOS:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Raiden Fuji
Narrador
Narrador
Raiden Fuji

Créditos : 26
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 7010
Masculino Data de inscrição : 17/09/2017
Idade : 25
Localização : Las Camp - West Blue

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptySeg 08 Jan 2018, 05:16



Oskar von LaMartine

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Pensando no motivo que levara Marcel a ir falar consigo, Oskar, ainda deitado em sua cama para que pudesse descansar, respondera de volta as perguntas que lhe foram direcionadas, e ainda perguntado a este ao final de sua resposta o que este fizera para ter de passar seus dias confinado em uma gaiola, como este denominara o local onde se encontrava. - Bom, eu tive que matar uns caras ai, eles eram meus antigos paceiros, mas quiseram me entregar para a Marinha, e eu os apaguei. Mas um tempo depois a Marinha descobriu que eu cometi os assassinatos e me prendeu. – Respondeu o azulado ao rapaz, mas logo voltou a se pronunciar. - Então cara, eu e outros presos estamos planejando uma fuga dessa prisão... – Ia dizendo Marcel, mas logo teve de parar de falar pois um guarda chegara ao local onde estavam. - Ei, seus idiotas, vão falar alto assim mesmo? Tá querendo ser descoberto palhaço? – Disse o guarda, batendo com uma espada na grade, como se quisesse parecer estar chamando atenção dos dois, o que era verdade, mas os motivos não eram os que deveriam ser. - Relaxa, cara. Ninguém vai descobrir, a não ser que abra a boca indevidamente, não é mesmo, meu caro amigo Oskar? – Disse o detento, olhando para o aspirante a pirata com um sorriso, e logo após isso, o guarda saiu do local, voltando para a sala de controle.

Pouco depois da saída do guarda, os dois presos estavam deitados em suas camas, sem nada para fazer, pois no ainda não era o momento da fuga, esta, que Oskar não tinha ideia de quando seria, mas não por muito tempo. - Ei mano, acorda cara. Tiver um contratempo, vamos ter que adiar nossa fuga. Se prepare, o guarda vai chegar aqui logo. – Disse Marcel, que parecia estar levemente alterado. O que o vizinho de cela do rapaz disse, rapidamente se concretizou, e o guarda que aparecera antes estava de volta. - Rápido idiotas, vamos. Vou levá-los até a sala das armas, já fui descoberto. Precisamos ir para lá o mais rápido possível. Eu sei que você é um atirador Marcel, mas e você novato, qual tipo de arma você usa? – Perguntou a Oskar, enquanto libertava este de sua cela. - Não importa, quando chegarmos você escolhe a que vai usar. – Disse o homem, se virando para o caminho que os dois recém-soltos deveriam seguir e começou a correr, sendo seguido de perto por Marcel, este que gritou para o rapaz. - Vamos Oskar, não temos o dia inteiro. – Gritou o azulado.

Legenda:
Marcel
Guarda

Histórico:
 

HP: 39 | 44 SP: 62 | 62 POSTS: 14 POST NARRADOR: 14

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Objetivos Futuros:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Jin
Designer
Designer
Jin

Créditos : 4
Warn : Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 02/11/2011
Idade : 18

Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 EmptyTer 09 Jan 2018, 19:10

Minha resposta logo chegou, trazendo à tona uma declaração um tanto peculiar, que certamente causaria reações adversas a muitas pessoas diferentes: o tal do Marcel era um assassino, e o mais curioso era que matara seus próprios companheiros. Deveria ser alguém como eu, no mínimo, ainda mais por falar com tamanha naturalidade sobre o ocorrido. A dúvida que restava era se ter alguém como eu bem à cela ao lado seria algo positivo ou negativo, afinal, se eu bem me conheço, uma irritação moderada já seria o suficiente para decepar a cabeça de algum sujeito, a não ser que seja mulh... "PORRA!", reprimia-me de imediato, como habitualmente acontece quando estes tipinhos de pensamentos surgem.

Para minha surpresa, mudando totalmente minha opinião sobre Marcel e minha chateação com sua potencial inconveniência, ele sugere uma... fuga. "Finalmente começou a falar na minha língua!", comemorava com um sorriso de uma ponta a outra, pouco antes de um vigilante golpear vigorosamente as grades da jaula, deixando para trás um despretensioso aviso. "Descobertos?", raciocinava, como se estivesse mastigando palavra por palavra. "Um guarda normalmente não teria só essa reação... teria sido como quando eu estava querendo formar uma arma com a escova: no mínimo tomaríamos uma surra daquelas de deixar o corpo mole!", deduzia, sem conseguir encontrar um possível álibi para tal. Estranhamente, o presidiário respondia o guarda em um tom amigável, ironizando sobre alguém possivelmente denunciar a atitude, e eu o respondia apenas com um balançar horizontal de cabeça, como se quisesse dizer "não".

O homem saía de cena, deixando-nos à sós. Não conseguira encontrar um motivo plausível para esse cara agir tão levianamente... Algo cheirava mal nesta situação, mas convenhamos: se "cheira mal", é muito bom para um criminoso. Um rato deve gostar do esgoto, naturalmente.

Era como um liquor que refrescava minha memória, associando às traquinagens com meu pai... Aprender a navegar, assaltar lojas de doces, furtar de vizinhos de bairro... Um verdadeiro abecedário para criminosos, que eventualmente só teria horário para acabar quando nas mãos de dona Anna, minha mãe. Nero foi um pai diferente; liberal e imaturo, mas por outro lado divertido e envolvente, e por estes motivos, particularmente considero que cumpriu sua missão.

Em meio aos meus vagarosos pensamentos, Marcel repentinamente me chamava, me despertando e deixando-me em estado de alerta com a chamada. "Guarda... guarda corrupto...", chegava à conclusão com a fala do presidiário; agora tudo faria sentido. Enquanto olhava para o teto da cela, deitado, divagava: "Um maluco assim deve ser muito diferente da marinheira que mamãe deve ter sido... todo marinheiro é iludido com essa ideia escrota de justiça, que jamais será realmente alcançada, mas ela deveria ser diferente... Acredito nisso", atestava. O vigia logo surgia, espreitando de forma esguia. O foco se virava totalmente para o mesmo, este que declarava que nos levaria para o arsenal e em seguida perguntava sobre meu estilo de luta. Balbuciava:

- Eu s... - era interrompido por um famigerado "não importa". Que merda. A forma como nos chamava me irritava; somente eu poderia fazê-lo de tal forma!

De uma hora para a outra, assim que as gaiolas fora abertas, davam início a uma voraz corrida. Logo ouvia o azulado se sacudindo completamente ao acompanhar o passo do corrupto, após me convidar a juntar-me a eles, o que me levava a tentar segui-los na mesma velocidade. Se não me engano, o cara tinha dito algo sobre terem o descoberto, então não teremos muito mais tempo se este for o caso.

Avistava aquele borrão azul se movimentando para lá e para cá, como se um pombo tivesse feito o favor de manchar a cabeça do cidadão, por mais que parecesse ser natural. Era particularmente hilário, mas procurava ao máximo me conter para que meu caráter zombeteiro não sobressaísse.  

Seguindo-os, caso no meio do caminho encontrasse alguém que tentasse nos parar, tentaria desviar sucessivamente para as laterais de forma que não fosse no sentido contrário aos meus comparsas, e procuraria voltar a avançar junto aos dois. Somente pararia caso estes também o fizessem por algum motivo, afinal, eu não saberia continuar sozinho até a sala de armas.

Ao chegar lá, perguntaria à dupla por alguma foice, e pegaria a que mais saltasse aos olhos; uma longa, com lâmina curva, de preferência. Caso não houvesse, pegaria qualquer outra arma, observando-a com desdém, mas dando preferência total às de contato físico; "Quem não tem cão, caça com gato...", pensaria.

Depois, voltaria a segui-los para onde quer que fossem. Seria mais seguro acompanhá-los com que arriscar-me sozinho, tanto pela desvantagem numérica tanto por desconhecer a totalidade do local. Se entrassem em combate por algum motivo - encurralados ou afins -, lutaria com avidez. A oportunidade soava como única, e faria de tudo para concluí-la! Caso estivesse munido de uma foice, procuraria por cabeças, sempre por elas. As deceparia em movimentos transversais, inclinando a arma para trás da nuca do indivíduo e puxando em minha direção novamente, guilhotinando. Se estivesse com qualquer outra arma, usaria-a do modo que convém usá-la - seja atirando, cortando ou o que for -, sempre no intento de atingir-lhes na cabeça. 

Sempre estaria atento às ações de meus parceiros, marchando junto a eles. Imitaria-os também caso finalmente intentassem fugir, seja pulando pelas grades, rastejando ou o que mais fizessem.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

LEGENDA

Ações
Falas
Falas de Terceiros
Peculiaridades, Palavras Estrangeiras, Gírias e Ênfase
Pensamentos



UTILITÁRIOS:
 


Última edição por Jin em Sex 12 Jan 2018, 10:26, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 3 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Le voleur de coeurs - Un conte
Voltar ao Topo 
Página 3 de 7Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: East Blue :: Shells Town-
Ir para: