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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!

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MensagemAssunto: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyQui 30 Nov 2017, 19:24

Relembrando a primeira mensagem :

Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Bartolomeo Khan. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyDom 10 Dez 2017, 11:47



Olhos Dourados ascende!

A engenhosa sociedade Mink!



Cinco





    Longshoot me explicava um pouco mais sobre Kyanon Island, e o porquê de não haver humanos na ilha. Shizuka era uma espécie de ditadora mink que desejava acabar com toda a raça humana e criar um mundo baseado em humanoides, começando por Kyanon, que, atualmente, era uma ilha totalmente selvagem. Longshoot alertava que estávamos sendo observados, mas, por conta da altura, provavelmente ninguém nos ouviria. Ele continuou a contar seus atos, citando uma resistência formada por ele e outros minks, que planejavam acabar com aquela má liderança que exercia Shizuka.

    - Agora chega de conversa, vou simular sua fuga e rezar para que não me matem por deixá-lo fugir, quando chegarmos ao chão corra sem olhar para trás, pois se perceberem que estou cooperando com você não teremos chance! - alertou.

    - Eu vou colaborar com você, Longo. - assenti.

    Então começamos um pouso bastante turbulento. O humanoide me chacoalhava e balançava como se estivéssemos lutando. Nos aproximávamos dos galhos das árvores, onde Longshoot começava, de forma altruísta e focada, a me proteger. Os galhos rangiam e quebravam nas costas desprotegidas do nativo, e, apesar dos pesares, estávamos amortecendo a nossa queda. De costas para o chão, Longshoot me liberava, mas se contorcia de dor. Eu não sabia se aquilo era verdade ou não, era assustador. Hesitei em fugir, mas ouvi ruídos vindos da densa floresta que me rodeava.

    Olhei para minhas opções de fuga, procurei alguma forma de sair daquele local sem correr riscos. Um rio estava a meu dispor para fugir, mas não queria ter incertezas sobre o futuro de Longshoot, então olhei para o meu arredor em busca de um local para assistir o que viria a seguir e ainda assim, ficar seguro. Árvores. Elas tinham muitos galhos e facilitavam a escalada. Era isso. Decidi não falar nada para Longshoot, afinal, os outros mink poderiam estar perto, e eu estaria perdendo tempo para me esconder.

    Tentaria me apressar para escalar, deixando uma impressão de que eu já havia me enfiado mata a dentro quando os outros minks chegarem. Caso eu tivesse alguma dificuldade para subir, mudaria de ideia e correria pela estrada, e se me vissem, talvez não desconfiassem de Longo, afinal, estava contorcendo-se de dor. A impressão que eu gostaria de deixar era que eu era alguém muito mais forte que ele e consegui escapar sem dificuldades. Caso a segunda opção fosse a que eu tivesse tomado, procuraria seguir na direção daquela grande árvore. Eu não sabia o que tinha para lá, mas com certeza haveria mais minks com ideais parecidos com o de Longo. Ou não.


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Yamazaki Raizo
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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptySeg 11 Dez 2017, 02:37

Bartolomeu estava horrorizado com o estado em que o mink se encontrava, contorcendo-se de dor, e ao ouvir sons de movimentação na mata o jovem Khan tentou desesperadamente subir nas árvores, com intenção de esconder-se e assistir qual seria o destino do mink porém em segurança. Mas ao tentar subir, devido ao nervosismo que a situação causava no jovem, ele quebrou os galhos disponíveis das duas primeiras árvores que tentou escalar, e ao perceber que o som se aproximava cada vez mais optou por seguir a trilha deixando Longshoot nas mãos do destino.

Depois de uma breve corrida, ao olhar pra trás Khan pôde ver três seres humanoides, dois levantavam Longshoot e carregavam-no e o terceiro apenas fitava o jovem Khan correndo, como se segui-lo não fosse uma opção para o mink, talvez o plano de parecer forte teria dado certo.

Khan seguiu a trilha por alguns minutos, enquanto alguns mosquitos o incomodavam, além do mormaço úmido e quente da floresta, que dificultavam a respiração. Distraído com os insetos e com alguns espinhos que hora ou outra agarravam-se nas suas roupas o garoto sentiu uma leve sensação de estar sendo observado, ao olhar os arredores se deparou com uma cena única: mais um ser humanoide, porém dessa vez o ser lembrava uma menininha, um lêmure humanoide que tinha traços infantis femininos em sua expressão. E apenas fitava o garoto sem dizer nada, e quando os dois trocaram olhares, a menina mink fez uma expressão de espanto de uma forma jamais vista anteriormente pelo jovem Khan.


Representação Visual:
 


Após alguns segundos apenas encarando o jovem, ela disse, pausadamente:


- É você... O herói dos olhos dourados... Venha comigo!


A menina mink também estava na trilha em que Bartolomeu seguia, mas o que aconteceu em seguida foi quase mágico, usando um cajado a menina tirou uma cortina de cipós da lateral da trilha, revelando uma passagem secreta. Ao olhar através da passagem a vista era deslumbrante, era uma vila inteira escondida na mata, Bartolomeu viu dezenas de minks coelhos, texugos, lêmures, todos trabalhando e se assemelhavam muito às pessoas do campo, cada um entretido com seus afazeres, havia também moradias semelhantes à tocas de animais feitas de madeira e cipós algumas no chão e outras suspensas no ar, usando as árvores como pilares. A mata não era fechada naquele espaço, mas rodeava a vila de forma que era impossível vê-la sem achar a passagem que a menina revelou à Bartolomeu, e enquanto o jovem Khan observava tudo isso a menina começou uma explicação:


- Minha avó contava histórias de que um herói de olhos dourados iria nos salvar, ela só não me contou que seria eu que iria encontrá-lo, é você o herói não é ?


E olhando para Bartolomeu a mink lêmure demonstrava toda a sua esperança no jovem rapaz. A cada momento que se passava Bartolomeu se via cada vez mais envolvido com a história daquele lugar e mais uma vez o jovem herói precisaria escolher entre apenas sair daquela ilha, ou ajudar aqueles seres que pareciam precisar de ajuda já à um bom tempo.

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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptySeg 11 Dez 2017, 08:35



Olhos Dourados ascende!

A engenhosa sociedade Mink!



Seis





    Numa tentativa desesperada, procurei escalar o tronco e não atrapalhar tudo. Olhando para a árvore, com galhos perfeitamente colocados para alguém subir como se aquilo fosse uma escada, achei que seria algo fácil, mas a execução era digna de vergonha. Meus pés e braços pareciam desgovernados com o nervosismo, e isso era estranho. Eu não ficava nervoso tão facilmente, mas a ideia de que Longshoot sacrificou sua vida por mim era perturbadora. Mas ainda havia uma chance de salvá-lo, eu deveria correr e torcer para que eles entendessem aquilo como uma fuga e que todos os méritos caíssem sobre mim e minhas incríveis habilidades.

    Torcendo para que fosse isso que acontecesse, corri estrada adentro, e, em determinado ponto, olhei para trás. Dois mink carregavam Longo no colo, enquanto um me encarava, assumindo que seria fútil correr atrás de mim. Um choque percorreu meu corpo ao lembrar das palavras de Longo ainda no ar. Corra sem olhar para trás! Sem olhar para trás! Será que isso era realmente necessário. Sempre soube que meus olhos dourados eram características persuasivas e manipuladoras, talvez servisse para reforçar que eles deixaram Longo com alguém de um nível muito maior.

    Tentando ignorar aquela situação e desaparecendo pela selva, travei uma batalha de resistência contra espinhos e mosquitos. Eu era perfurado em todos os cantos, e levava minha mão para o local quando sabia que aquilo não era obra dos espinhos. O zumbido dos insetos também me incomodava, mas eu tinha que seguir em frente, não importa o que houvesse. Caminhei como se não houvesse amanhã, e isso significava calma. Sim, calma. Antes eu estava correndo como se não houvesse amanhã. Andar é algo mais tranquilo que correr. E foi nessa caminhada que encontrei um outro humanoide.

    Primeiro me veio uma sensação de ser observado. Olhei futilmente para a copa das árvores, mas não consegui ver nada, afinal, as folhas deixavam aquilo tão denso que nem mesmo o sol se fazia presente. Procurei cada vez numa altura menor, até que, em último instante, encontrei uma garotinha lêmure. Encarei a menina esperando o pior. Um grito, um pedido de ajuda, uma declaração de guerra, um golpe na velocidade da luz. Mas o que recebi foi o olhar mais arregalado de todo o universo. Chegava a ser cômica a maneira que a garota mostrava seus olhos animalescos.

    - É você... O herói dos olhos dourados... Venha comigo! - falou pausadamente.

    - Vocês me conhecem por aqui? - perguntei incrédulo.

    Aceitei seguir a menina. O jeito que ela falara não parecia de espanto, mas de surpresa. E ela me chamou de "herói", isso era bom. Caminhei com ela pela mesma trilha, mas nos deparamos com uma parede de cipós e lianas. Olhei para os lados, confuso, cogitando uma confusão por parte da garota, mas o que veio a seguir me impressionou mais ainda. Ela batia o cajado no chão e, magicamente, os cipós abriam o caminho para gente, como se formassem um portão natural. Ela era uma espécie de maga? Minks, não param de me surpreender, hein.

    Uma vila escondida, um elo perdido, uma sociedade dentro de outra sociedade. Minks de diversas formas dividiam o trabalho como se estivessem numa grande fazenda, cooperando e ajudando uns aos outros. O Sol batia naquela área, o céu era visto. As árvores rodeavam aquela área, de forma que não havia como descobrir a existência daquele local se você não estivesse com uma Mink lêmure de olhos arregalados que possuísse um bastão mágico que controla cipós. Eu estava admirado e surpreso com a forma que aqueles humanoides conseguiam realizar as coisas.

    Isso me levava a outro pensamento. Uma sociedade, qualquer que seja, consegue se desdobrar para levar uma vida relativamente agradável. Um exemplo são esses minks, com suas capacidades, eles contornaram o problema que Shizuka e conseguiram estabelecer uma sociedade secreta, onde suas leis não eram ditatoriais e eles recebiam visitantes. Eu ainda não fora notado, o que certamente seria diferente caso estivesse com os mink do partido ditatorial. Enquanto eu viajava nos devaneios, a menininha me contava mais sobre o fato dela me conhecer.

    - Minha avó contava histórias de que um herói de olhos dourados iria nos salvar, ela só não me contou que seria eu que iria encontrá-lo, é você o herói não é?

    - Você já viu alguém com os olhos iguais ao meu? - perguntei arregalando os olhos da mesma forma que ela fez antes, mas com um sorriso no rosto, brincando - Também contavam essas histórias para o meu povo. Quando eu nasci, eles me colocaram como um semideus. Mas eles não contavam com uma coisa: eles eram os vilões. Eu tive que abandoná-los para realizar a verdadeira justiça e salvar o mundo. - eu queria acender a chama de esperança nela, da mesma forma que fiz com Longo - Você pode me levar para sua avó, ou para algum líder daqui? Eu tenho informações sobre um tal de Longshoot. Ele me salvou mas foi pego. Provavelmente estará em apuros em breve, precisamos ajudá-lo.

    Eu seguiria a garotinha onde quer que ela fosse. Eu a julgava de confiança. Crianças não tinham maldade no seu coração, então eu poderia ser eu mesmo com elas. Deixaria meus olhos visíveis a qualquer um, e encararia aqueles que me fitassem em prol de exercer uma pressão psicológica. Se a lêmure ouvira essa história, provavelmente muitos outros já ouviram falar sobre mim também. Eu estava basicamente num templo que esperava a minha chegada. E eu não iria os decepcionar!


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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyTer 12 Dez 2017, 22:55

Após entrar na vila oculta, ao arregalar seus olhos para a menina, com intenção de fazê-la rir, sem querer, Bartolomeu atraiu a atenção de todos para si. Os minks que apenas o olhavam com o canto dos olhos, ao ver o par dourado de olhos brilhantes que o garoto possuía, começaram vir de todos os lados, chamando uns aos outros e dizendo entre eles:

- Vejam, o Olhos Dourados está aqui!

E os primeiros minks que se aproximaram do rapaz, encostavam as palmas de suas mãos no peito, ombros e costas do garoto, e os outros que se aproximavam desses minks, encostavam as palmas de suas mãos nas costas deles e assim sucessivamente, formando uma grande rede, todos conectados uns aos outros.



Representação Visual:
 



E abrindo caminho entre eles, um mink leão albino, que aparentava ser o líder da aldeia, aproximava-se do garoto, e segurando uma arma exótica com a mão esquerda, encostava a palma da sua mão direita no peito do jovem, que sentia o peso da mão do mink sobre o seu corpo:

- Seja bem-vindo à resistência, Olhos Dourados! Eu sou Moku, atual líder da resistência, e desde muitas e muitas folhas cinzentas atrás, sua chegada é profetizada entre nós. Ande por onde quiser, come, beba, descanse e quando estiver pronto vá até os sábios, Meela vai acompanhá-lo até eles, e eles te guiarão sobre seu destino.

Ao dizer "folhas cinzentas" Moku provavelmente se referia ao outono, possivelmente era assim que eles marcavam o passar dos anos. Era possível ver frutas de todos os tipos, amontoadas em cima de forragens de palha ao lado das moradias da aldeia. As moradias suspensas no ar tinham escadas que facilitavam o acesso até elas, e no seu interior havia um tipo de rede, na qual era possível repousar. Parecia que Bartolomeu finalmente poderia suspirar aliviado depois de tudo o que acontecera. E depois que todos se dispersaram, a menina lêmure,
olhando com seus enormes olhos empolgados para o garoto, dizia:

- E então, por onde vamos começar ?




Mink Leão Moku:
 

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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptySab 16 Dez 2017, 14:58



Olhos Dourados ascende!

A engenhosa sociedade Mink!



Sete





    Minha atitude inocente, sem a menor intenção de me aparecer, acabou gerando um momento bastante diferente, pelo menos para mim. Arregalei meus olhos brincando com a mink lêmure, mas acabei expondo meus olhos cor de ouro para todos, que, antes apenas olhando disfarçadamente, agora anunciavam uns aos outros minha presença, e se aproximavam. Senti como se eu estivesse paralisado, todos vinham em minha direção como se eu fosse uma fonte de esperança, e colocavam as mãos em meu peito, ombro, costas, e cada vez mais minks se aproximavam e faziam o mesmo, criando uma teia.

    Eu estava lisonjeado com aquilo, mas ainda assim sentia que o peso que caia sobre mim era muito grande. Uma sociedade inteira dependendo e colocando suas esperanças em mim? Isso era muito, até mesmo para mim. Em dado instante, a onda de humanoides abria espaço para um ser diferenciado. Um leão branco segurando uma arma cortante se aproximava com uma expressão esperançosa. Sua pata direita, branca e pesada, encostava em meu peito, e sua voz, tão pesada quanto, apresentava o grande líder.

    - Seja bem-vindo à resistência, Olhos Dourados! Eu sou Moku, atual líder da resistência, e desde muitas e muitas folhas cinzentas atrás, sua chegada é profetizada entre nós. Ande por onde quiser, come, beba, descanse e quando estiver pronto vá até os sábios, Meela vai acompanhá-lo até eles, e eles te guiarão sobre seu destino.

    Folhas cinzentas. Que bela maneira de se referir ao outono. Alguns nativos usavam "há muitas luas" para se referir ao tempo pretérito. Era interessante como diferentes sociedades desenvolviam próprios hábitos e culturas. Sorri de modo positivo, retribuindo a confiança. Moku me passava uma boa impressão, e ao mesmo tempo me deixava com mais medo de Shizuka. Ou ela era um humanoide extremamente grande e forte ou ela era dona de uma mente super poderosa, dotada da capacidade de controlar uma nação inteira.

    Moku mencionava frutas e outros alimentos, mencionava também a minha livre circulação, e eu aproveitei para dar uma olhada enquanto digeria toda aquela ideia. As frutas pareciam orgânicas, eram de muito boa qualidade e as casas estavam lá, caso eu quisesse visitar alguém. Haviam redes para dormir, mas eu não me interessei muito naquilo naquele instante, afinal, eu dormi uma viagem da Grand Line até o West Blue. Decidi que daria uma volta para conhecer a sociedade, usando a menina lêmure como guia.

    - Meela, eu quero saber mais sobre a Shizuka e sobre os minks como um todo. Me leve para alguém que saiba me contar mais sobre a espécie de vocês. E depois, me mostre tudo o que você conhece daqui, eu quero me sentir em casa.


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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptySeg 18 Dez 2017, 05:31

O jovem herói se impressionava com a cultura e os costumes daquele povo, desde sua crença até o modo em que se referiam ao passar do tempo, tudo era novo e extremamente diferente para o rapaz. Após receber as boas-vindas do líder da aldeia, Bartolomeu decidiu conhecer melhor sobre o povo e seus costumes:


- Meela, eu quero saber mais sobre a Shizuka e sobre os minks como um todo. Me leve para alguém que saiba me contar mais sobre a espécie de vocês. E depois, me mostre tudo o que você conhece daqui, eu quero me sentir em casa.



E com uma voz meiga, Meela respondeu:


- Você está falando com a pessoa certa! Eu sei tudo sobre nosso povo e sobre a luta contra a tirania de Shizuka.


E então com um olhar mais penetrante e com um tom mais sério em sua voz, Meela começava a contar a história de seu povo, enquanto passeava pela aldeia levando o jovem consigo:


- Tudo isso começou muito antes de eu nascer, essa ilha era habitada por humanos, não havia  minks por aqui, nossa raça vem de uma das ilhas da Grand Line e para dominar a ilha, os primeiros minks à pisar aqui tiveram que travar uma batalha contra os humanos que habitavam a ilha e expulsá-los. Ninguém tem certeza sobre quantas folhas cinzentas atrás isso aconteceu, mas depois disso, nosso povo tem crescido muito, e os antecessores de Shizuka fizeram bem ao governar e proteger nossa ilha e nosso povo, porém desde que Shizuka a mink coelha assumiu o trono, ela tem obrigado todos à fazerem coisas que não querem, por exemplo, afundar navios que se aproximam sejam eles uma ameaça ou não, ela também força todos à matar qualquer ser vivo que não seja mink, entre outras coisas.

Graças aos sábios, que perceberam a falta de prudência de Shizuka, os guerreiros mais fortes que se opuseram à ela foram guiados para cá pelos sábios, junto com o máximo de minks que puderam trazer, o restante ainda sofre nas mãos dela. Isso já dura à tanto tempo que eu nasci aqui na resistência, e quando nasci fui escolhida pelos sábios para aprender seus ensinamentos, hoje vejo que não foi em vão.

O ensinamento mais importante que recebi foi que um herói de olhos dourados viria para trazer consigo, liberdade e igualdade para a ilha, tirando Shizuka do seu trono e impedindo seu plano maligno. E sendo sincera, ao olhar pra você eu senti que a profecia se referia à você, não por causa dos seus olhos somente, mas a aura envolta de você me trás essa sensação.



Após passear por toda a aldeia, através das casas onde havia fácil acesso às frutas e comida em abundância, Meela parou de andar e virando-se de frente para o garoto concluiu seu discurso:


- Essa é toda nossa vila e isso é tudo o que sei sobre a história de nosso povo. Não queremos forçá-lo à nada, você pode muito bem sair da aldeia à qualquer momento, mas se quiser saber ainda mais sobre a história e a profecia os sábios ficarão satisfeitos em instruí-lo mais ainda, eles ficam aqui, pode entrar quando quiser.



Meela apontava a mão para a entrada de uma toca subterrânea, a entrada era em meio as raízes de uma grande árvore, com muitos cipós e ervas daninhas entrelaçadas o que dificultava a visão de seu interior. Bartolomeu podia sentir uma leve corrente de ar um pouco mais gelada que o ambiente na superfície, e em meio aos cipós e raízes ele podia ver uma luz azul bem fraca vindo de dentro da toca, que dava a impressão de ser muito profunda.

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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyQua 20 Dez 2017, 11:22



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A engenhosa sociedade Mink!



Oito




Pedi uma breve explicação sobre a situação da ilha, sobre o que eu estava para enfrentar, sobre a profecia que muitos diziam que eu era o enviado. Meela não tardou em responder, explicando tudo o que sabia. E não era pouco. Compreendi que os Mink eram nativos de uma ilha na Grand Line, e vieram para cá há um tempo. Os humanoides travaram uma batalha com os humanos que viviam aqui e acabaram vencendo, e, até então, isso era bom para os Minks, afinal, eles tinham um local para morar, mas quando Shizuka entrou no poder, o clima ficou mais pesado. Havia muita tristeza no significado daquela história, e eu me senti mais pressionado a ajudar eles.

Meela, no final, disse que confiava em mim para tal ato, pois eu, aparentemente, carregava uma aura heroica comigo. Eu havia perdido a conta de quantas vezes eu havia ouvido aquilo, e o quanto aquilo já não tinha o peso que deveria ter. Era como se eu estivesse acostumado a ser uma espécie de messias, o peacebringer do mundo. As vezes eu sentia falta da ação, de sentir realmente que eu era um herói. Eu sentia falta do primeiro amor, do início do romance, da primeira impressão sobre aqueles fatos. Eu devia recuperar aquilo. - Meela, pode ficar tranquila. Eu vou ajudar vocês. Vou fazer o máximo. Nem que eu tenha que ficar aqui por meses, anos, eu vou acabar com o império de Shizuka.

A garota também apontava uma espécie de gruta, onde sábios me esperavam como se fossem oráculos. Senti um formigamento na palma das mãos, de onde eu venho, isso é um bom sinal, é sinal de que há aventura por vir. Ajeitei o cabelo loiro e separei a franja em duas, minha testa suja com folhas e barro não faziam jus ao semblante limpo que eu tinha naquele lugar. Eu era muito bem vindo, e eu sentia como se a minha família estivesse perdendo em me tirar de casa. Os Khan ainda iriam perceber que o maior erro deles foi me deixar escapar e conhecer o mundo. Eu estava convicto que algo em mim significava algo para o mundo, e nada melhor que pular de cabeça nessa história.

- Eu vou visitar os sábios. - me aproximei aos passos curtos e incertos. Cipós se trançavam e dificultavam a vista do interior, a não ser pela fraca luz azul. A cor fria combinava com a corrente de ar também gelada que vinha de seu interior, e, no mesmo instante, senti os meus pelos arrepiarem, numa intenção natural de quererem esquentar o meu corpo e reagirem à uma impressão grandiosa que eu tinha sobre aquilo tudo. Olhei para trás uma última vez antes de adentrar na gruta subterrânea. Sorriria para Meela e para quem mais que estivesse lá, acompanhando os passos do emissário da paz.

Uma vez dentro da gruta, procuraria seguir em frente, moldando meus passos conforme a trilha se desenhava. Ficaria atento a qualquer movimento e som brusco, meus olhos dourados estariam atentos, auxiliados pela luz azul que eu via anteriormente. Procuraria alguma espécie de templo, um altar, um grupo de eremitas velhos que pudessem falar de olhos fechados com um espírito saindo de sua boca. Um oráculo. Uma bola de cristal. Cartas mágicas. Livros. Eu tinha tanta expectativa para aquilo, e, com curiosidade, segui em frente.

Assim que me encontrasse em algum lugar diferente da trilha, ou se encontrasse os tais sábios, me apresentaria, sem me ajoelhar, afinal, eu que era o emissário, não eles. - Sou Bartolomeo Khan dos olhos dourados. Vim aqui para saber sobre a profecia e ser guiado para a batalha contra a ditadora Shizuka. - minha postura seria ereta, confiante. Eu não diria que eu me achava o suprassumo, mas eu sabia que eu não era qualquer pé rapado. Apesar de não me ajoelhar, eu respeitava a autoridade local e trataria os sábios com o devido respeito, mas também deixando minha dignidade no alto.

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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyDom 24 Dez 2017, 03:36

Bartolomeu se despedia de Meela e adentrava na misteriosa gruta, acompanhando com os pés a sinuosa trilha à sua frente. A luz azul que tinha um brilho fraco no exterior da gruta, ficava cada vez mais forte e à medida que o garoto adentrava, a luz do sol era substituida pela luz azul da caverna.

Ao olhar nas paredes e teto da gruta, Bartolomeu pôde perceber que cristais emitiam tal luz, e ela era refletida num pequeno feixe de água que passava pelo interior da caverna, provavelmente era uma mina de água que seguia por baixo da terra até unir-se com o rio que havia próximo da ilha.

Bartolomeu percebeu também, que à medida que entrava a corrente fria de ar ficava levemente mais forte, o que sugeria que a caverna tinha outro acesso, além da entrada utilizada pelo garoto. Bartolomeu continuou andando até chegar na parte mais ampla da caverna, o teto era bem alto e o interior da caverna naquele ponto era bem amplo, e sentados em cima de dois grandes cristais haviam dois minks, um babuíno e um roedor, e pela postura em que estavam eles pareciam estar meditando.

Ao se aproximar, o garoto se surpreendeu pois os minks abriram os olhos e o roedor começou falar de maneira curiosa, pois ao terminar uma frase o babuíno completava sua fala, e vice-versa.


- Bem vindo Arauto! O destino escolheu você...


- Para provar que a justiça e liberdade vem de onde menos se espera!


E levantando-se dos cristais, os dois se aproximaram do garoto enquanto continuavam as frases combinadas:


- Sabemos que você é fruto do povo que foi tratado com hostilidade nessa ilha à tempos atrás...


- Mas nos foi revelado que no lugar de ódio, nosso povo seria pago com compaixão, porém...


E ao se aproximarem do garoto, os dois ajoelharam-se em apenas um joelho e com uma mão no peito e a outra estendida, concluíram a apresentação:


- Cabe à nós instruí-lo e guiá-lo, para que aprenda as habilidades necessárias e então possa livrar nosso povo dos nossos próprios pecados, Ren irá ensiná-lo á controlar seu corpo...

- Shu o ensinará controlar sua mente, e ao absorver essas experiências, seu espírito estará pronto para a guerra que vai decidir os nossos destinos!



E levantando, os dois ficaram em posição de reverência, mesmo em pé, demonstrando o maior respeito possível


- Como já lhe foi dito, você é livre pra escolher entre ir e ficar, e se escolher ficar você é livre para escolher com qual professor vai começar ser instruído...

-Estamos felizes de sermos escolhidos pelo destino para o instruirmos nas habilidades que precisa!



Do lado do Mestre Shu (roedor) havia dois cristais parecidos com os assentos que ficavam no fundo da caverna onde os mestres estavam meditando, e entre esses dois cristais havia uma especie de tabuleiro feito de cristais também.

Do lado do mestre Ren (babuíno), havia um pequeno lago que não parecia ter se formado naturalmente, tudo na caverna parecia ter sido elaborado por alguém, e havia uma trilha de cristais que possibilitava atravessar o lago andando por cima dele, porém apenas alguém com muita habilidade física e equilíbrio conseguiria.


Corredor da Gruta:
 
Interior da Gruta:
 
Mestre Shu:
 
Mestre Ren:
 

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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyTer 26 Dez 2017, 11:55

A luz azul da gruta parecia um detector de metais. Conforme eu estava mais perto do meu objetivo, mais forte ela ficava, assim como o detector de metais apitaria com mais frequência. Assumi que eu estava no caminho certo, e continuei a caminhada tomando total cuidado para não pisar em algum lugar errado, e, por isso, estava olhando para todos os cantos, até que algo realmente diferente foi captado pelos meus olhos. No teto da gruta, haviam cristais inseridos na rocha, e eles eram os responsáveis por emitir a luz, que refletia por um feixe de água. A umidade do local também era algo a ser notado, talvez houvesse água por perto.

Continuei a minha caminhada, sendo acompanhado pela fria corrente de ar, que a cada passo ficava mais forte. Utilizei um raciocínio lógico e assumi que haveriam outras maneiras de sair ou entrar naquela gruta. Continuei andando com um pouco de receio do que estava me esperando. Meus passos, ainda assim, eram decididos e eu carregava comigo o peso enorme de ser o herói de uma grande nação. Enquanto pensava nas inúmeras formas de me comportar na frente dos sábios, me deparei com uma parte diferente da caverna.

Olhei para todos os cantos, avaliando aquela área ampla e com o teto alto, com cristais espalhados e dois minks meditando sobre essas pedras. Um era um babuíno, com pernas e braços magros e uma juba alva vasta, contrastando com o pelo azul marinho quase negro e o nariz vermelho. O outro sábio era um roedor, com uma aparência normal, exceto pelo seu tamanho e postura, que se parecia mais com um humano. Me aproximei sem querer atrapalhar a meditação, mas ambos abriam os olhos no mesmo instante, me fazendo dar alguns passos recuando.

- Bem vindo Arauto! O destino escolheu você... - Para provar que a justiça e liberdade vem de onde menos se espera! - começaram, um completando a frase do outro. Eu era o Arauto, escolhido do destino para provar que a justiça e liberdade buscavam seus representantes nos quintos dos infernos. Eu estava, de certa forma, sem reação, afinal parecia que aquilo tudo era uma grande peça, e que eles haviam ensaiado muito. - Sabemos que você é fruto do povo que foi tratado com hostilidade nessa ilha à tempos atrás... - Mas nos foi revelado que no lugar de ódio, nosso povo seria pago com compaixão, porém... - ambos estavam diante de mim, e ainda assim continuavam as frases combinadas, fazendo meus olhos sentirem que eram bolinhas de pingue pongue, indo de um lado para o outro, num movimento que não mudava. Eles se ajoelhavam perante mim, e eu começava a me sentir no local que eu sempre deveria ter vindo: onde me tratam como a pessoa importante que eu sou - Cabe à nós instruí-lo e guiá-lo, para que aprenda as habilidades necessárias e então possa livrar nosso povo dos nossos próprios pecados, Ren irá ensiná-lo á controlar seu corpo... - Shu o ensinará controlar sua mente, e ao absorver essas experiências, seu espírito estará pronto para a guerra que vai decidir os nossos destinos!

Eu estava lá para ser treinado pelos dois monges, para me preparar contra a guerra contra Shizuka. Meu corpo havia de ser treinado, para que eu pudesse combater aqueles que se opuserem às minhas ideias. Não fazia o meu estilo chegar na porradaria, então eu via a importância de treinar com o mestre Shu, que iria me treinar em relação ao controle da mente. Desde pequeno eu sempre fui da seguinte política: tente mudar o próximo com a conversa, e caso não seja possível, desça-lhe a porrada! Ainda assim, eu tinha que ser muito mais cauteloso, afinal, um povo inteiro dependia de mim para seu bem estar, e eu tinha toda aquela pressão sobre as minhas costas. Eu sabia que haviam riscos de morte ao enfrentar Shizuka, mas era o meu destino. Eu nasci para trazer justiça ao mundo. Eu deveria entrar nessa história de corpo e alma. Da forma que Shu e Ren disseram que iriam me treinar.

- Como já lhe foi dito, você é livre pra escolher entre ir e ficar, e se escolher ficar você é livre para escolher com qual professor vai começar ser instruído... - Estamos felizes de sermos escolhidos pelo destino para o instruirmos nas habilidades que precisa! - as pessoas viviam me dizendo isso. Eu tinha a opção de ir ou ficar, eu sabia disso. Por que eles ainda achavam que eu iria dar para trás? Eu não era esse tipo de pessoa. Eu iria enfrentar todos os mink e faria o meu melhor para que a justiça fosse estabelecida. Então era hora de começar o treinamento, e, para o primeiro momento, eu iria treinar a minha mente com o mestre Shu, o treinamento da mente. - Eu vou começar com o treinamento mental. Mestre Ren, espero por mim.

Dito isto, meu treino estava para começar.

Aprendizado - Lógica

- O que eu tenho para lhe ensinar hoje é muito simples, mas muito importante também. - Shu começava a falar caminhando em direção ao tabuleiro, onde alguns números estavam dispostos de forma a desenharem algo abstrato, haviam vários quadrados, alguns com números, e a maioria vazio - Suponho que já tenha ouvido falar em Kakuro, o irmão mais velho do Sudoku. O seu objetivo é simples: colocar os números de 1 a 9 de modo que eles não se repitam na seqüência da linha e na seqüência da coluna, e, somando, sejam iguais ao número da dica. Pode parecer confuso, mas isso é o treino básico de lógica. - o humanoide começava a falar, e, para mim, parecia grego. Minha cara de interrogação talvez tenha sido entendida pelo mestre, que respirou fundo antes de voltar para a definição de lógica.

- Lógica é uma forma de pensamento acertado. É você juntar informações para chegar a uma conclusão certeira, sem nenhuma sombra de dúvidas, embasando-se nas situações que você já tem conhecimento. Por exemplo 'Shu é um Mink. Minks são seres vivos. Logo, Shu é um ser vivo'. Entendeu? Isso é lógica. - isso estava começando a fazer sentido para mim. Lógica era uma forma de pensamento específico, baseando-se em outros pensamentos, e poupando tempo àquele que a tem em prática. Isso era o que qualquer estrategista precisava ter. Como eu nunca aprendi o conceito de lógica antes? Eu não era tudo isso que eu estava pensando. Comecei a meditar sobre o que haviam me falado, colocando isso nas situações que aconteceram agora a pouco.

- Existe uma história sobre um emissário da paz com os olhos dourados. Eu tenho os olhos dourados. Essa história é sobre mim. Lógico. - falei em voz baixa, assimilando o básico da coisa. Lógica não era apenas sobre ter conhecimento de algum jogo, mas sobre como raciocinar de forma mais rápida, entender as coisas que, à primeira vista, parecem sem sentido. Eu precisaria disso para ser um estrategista, e ainda mais, porque Shizuka também sabia bastante sobre Lógica, afinal, ela era a líder de um povo inteiro. Eu havia entendido o que era lógica, e agora estava pronto para jogar o tal do Kakuro. O tabuleiro, magicamente, se transformava em algo estranho, com quadrados vazios e quadrados com números, e estes últimos, estavam com uma linha na diagonal, apontando para onde tudo deveria ser preenchido.

Tabuleiro:
 

- Você deve preencher os quadrados vazios, de forma que, por exemplo, os números na primeira coluna somem 4 em seu total, sem que eles se repitam. Ou seja, as únicas opções são 1 e 3 ou 3 e 1, afinal, 2 e 2 não é permitido, pois são números repetidos. Boa sorte. - esse era o exercício de lógica. Então estava na hora de começar a pensar. Na primeira coluna, haviam duas opções, já citadas pelo mestre. Analisei as duas com a mão no queixo, de forma a priorizar minha mente. Três e um... Não havia como fazer isso, pois a primeira linha precisava ter uma soma total de três, e, se eu colocasse três no primeiro quadrado, somente o zero satisfaria essa equação, mas zero não era um número permitido.

- Primeira coluna: Um e três. - falei, e mestre Shu assentiu. Continuei o raciocínio. A primeira linha estava incompleta, apenas com o número um. Faltava, para que a soma fosse três, o número dois, e ali o coloquei. A segunda linha, no segundo quadrado, pedia o número um, afinal, a soma deveria ser quatro. - A segunda coluna é: dois, um e... - ainda havia um número faltando, este, quando somado com dois e um, deveria resultar em sete. - Quatro! - vibrei comemorando, e Shu também estava feliz com o meu acerto. Ele esboçou um sorriso camundonguesco e assumiu outra postura séria - Agora um enigma: dois adultos e duas crianças querem atravessar o rio. Eles constroem uma balsa, mas ela só suporta o peso de um adulto ou duas crianças. Qual é o mínimo de vezes que a balsa precisa cruzar o rio para levar todos até a outra margem?

Um enigma. Era um problema de pensamento e lógica. Haviam duas crianças e dois adultos. A balsa precisava ir e voltar, por isso, precisava de dois tripulantes na primeira viagem. Só havia uma opção para isso. Duas crianças iam na primeira viagem, uma ficava do outro lado, enquanto a outra retornava a balsa. Um adulto faria a terceira viagem, sozinho, ficaria do outro lado da margem e deixaria a criança voltar para a margem com os outros. Totalizando quatro. A quinta viagem seria, novamente, das duas crianças, onde novamente uma ficaria na outra margem, enquanto a outra faria a sexta viagem para buscar o outro adulto. O homem faria a sétima viagem sozinho, e deixaria que a criança voltasse para pegar a outra na oitava viagem. A nona viagem traria as duas crianças juntas, para que então, todos ficassem do outro lado do rio. Expliquei tudo isso para Shu, que balançou a cabeça. - Essa foi fácil, mestre.

- Agora o mais difícil enigma que alguém pode encarar: o pai do padre é filho único do meu pai. O que o padre é meu? - senti como se um raio congelante estivesse subindo pelas minhas entranhas e golpeando meu cérebro com um gancho gelado. Misturar relações familiares deixava tudo mais complicado, fazia uma salada mista de palavras e associações, pequenos detalhes e uma confusão gigantesca. A primeiro momento, pensei em desistir, largar mão daquele aprendizado, mas segui em frente, tentando raciocinar aquilo que ele havia me dito. O pai do padre é filho único do meu pai. Então o pai dele só tem um filho, que, seguindo a definição de lógica, Shu era filho do homem. Logo, o padre era filho de Shu! - Você é pai do padre!

Shu assentia com um sorriso um pouco mais animado, curvando-se com as palmas das mãos coladas, finalizando nosso aprendizado.

Fim do Aprendizado

O cansaço mental era também uma forma de desgaste. Eu, por algum motivo, achei que começando pelo treinamento da mente, iria poupar-me mais para o que viria a seguir, com o mestre Ren, mas, de forma inesperada, aprender mais sobre o raciocínio lógico me fez sentir um grande cansaço, e agora eu estava sentado em um dos cristais dando uma respirada, sentindo a brisa gelada e esperando assim um momento ideal para que o Mestre Ren pudesse me ensinar mais sobre o treinamento do corpo. - Quando você estiver pronto, mestre. Na verdade, só deixa eu dar uma descansada. - assim que eu me sentisse disposto, e Ren estivesse livre para me ensinar, começaria o aprendizado.

Histórico:
 

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Última edição por Leo em Sex 29 Dez 2017, 11:13, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptyQui 28 Dez 2017, 15:39

Bartolomeu sentia cada vez mais que tinha um dever naquela ilha, e por mais que ainda restassem dúvidas no coração dos próprios sábios que previram seu retorno, para o garoto era cada vez mais claro que era ele quem iria libertar aquele povo.

- Eu vou começar com o treinamento mental. Mestre Ren, espero por mim.

Ao instruí-lo, o mestre Shu percebia que o garoto era mesmo diferente, pois cada palavra pronunciada pelo mestre parecia ser absorvida facilmente pelo garoto, na sua expressão era possível ver compreensão, e seus comentários eram coerentes com o assunto ensinado. Mas os ensinamentos foram rígidos o bastante para fazê-lo ficar cansado, e se sentir fadigado mesmo que apenas psicologicamente.

Ao terminar o aprendizado para dominar sua mente, o outro sábio se posicionava com uma expressão empolgada no olhar, e o garoto percebendo isso, alertou o sábio:

- Quando você estiver pronto, mestre. Na verdade, só deixa eu dar uma descansada.

E o mestre Ren empolgado respondeu:

- Não se preocupe jovem mestre, descanse até estar disposto, assim que estiver pronto, farei seu corpo chegar ao limite e ultrapassá-lo.

O mestre Ren dizia isso ao garoto com uma expressão desafiadora e empolgada no olhar, diferente da postura de sábio que ele havia mantido até o momento, e isso claramente incomodava o mestre Shu, que observava seu parceiro com um tom de crítica no olhar. A caverna estava repleta de cristais, tanto no solo quanto no lago, emergindo de dentro da água posicionados um pouco acima da superfície do lago, provavelmente essa iria ser a arena usada pelo sábio para ensinar o garoto à controlar seu corpo.

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MensagemAssunto: Re: Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink!   Olhos Dourados ascende! A engenhosa sociedade Mink! - Página 2 EmptySex 29 Dez 2017, 12:06

Após uma sessão de treinamento mental, meu corpo estava pedindo por um pouco mais de ação, e era isso que o mestre Ren prometia, me fazendo crer que ele faria meu corpo superar seus limites e fazer coisas que eu não imaginava. Após um breve momento de descanso, me senti revigorado mentalmente para continuar a aprender, e me levantei para ficar na mesma postura extrovertida que Ren mostrava ter. Shu censurava o babuíno com o olhar, pude perceber isso, mas apenas fiquei na minha, querendo saber o que o humanoide tinha para me oferecer. Caminhamos em direção ao lago artificial onde cristais emergiam e submergiam, e uma trilha arriscada nos dava a opção de tentar atravessar aquela água.

Aprendizado - Acrobacia

Nos dirigimos até o local onde eu aprenderia a agir como um verdadeiro macaco: me pendurando por aí, dando cambalhotas no ar, andando em cabos e coisas do tipo. De certa forma, eu estava mais ansioso por esse treino do que pelo anterior, e, justamente por essa preferência, acabei escolhendo realizar o treino mental primeiro. Eu gostava de participar de uma boa conversas, um papo cabeça, mas a ideia de ser treinado por um macaco falante era muito legal. Ren era um babuíno velho, mas ainda aparentava muito flexível e ágil. Seu maxilar avantajado e seus lábios extra móveis trabalhavam juntos da língua numa espécie de preparação primata para o treino que estava por vir. Enquanto esticava o braço, seguindo os passos do mestre, ouvia ele falar - Jovem Khan, durante a sua jornada, você vai encontrar obstáculos. Tanto mentais quanto físicos. É por isso que Shu e eu estamos aqui. Você já sabe como passar pelos obstáculos de lógica, e agora é hora de aprender a como proceder numa situação de enrascada, quando o único corredor é uma corda no precipício.

- A acrobacia não é algo complicado como parece. É tão fácil quanto andar, depois que se aprende. Você precisa agir naturalmente, utilizar o seu equilíbrio, os seus instintos, ser corajoso o suficiente para ter a sua visão do mundo distorcida, ficando de ponta-cabeça. Você precisa aprender a ver o mundo de diversas posições, e saber usar a criatividade para caminhar sobre ele. - explicou. Ren subiu em uma estalactite e ficou pendurado por lá, então saltou para um cristal um pouco mais baixo e mais fino, onde ficou equilibrado sobre um dos braços - Não existe só uma maneira de superar obstáculos. Você só precisa enxergar o mundo com outros olhos.

Da maneira que o macaco falava, parecia realmente fácil, mas ele era um macaco, isso era parte do instinto dele. Tentei concordar e fazer o que ele sugeria, pensar em diversas formas de me locomover, olhando por todo o lado procurando trilhas alternativas para correr um percurso. Imaginar não era difícil, mas como meu corpo conseguiria realizar aqueles movimentos? Eu não sabia nem mesmo o básico. - Vamos começar com o simples. Um salto mortal. Suba nessa degrau. Você vai dar um salto impulsionando seu corpo e tentando cair de pé, ok? - assenti com a cabeça e ele fez uma demonstração, saltando e usando alguma espécie de força para dar uma pirueta no ar e cair de pé. Suspirei e fui, eu estava crente de que conseguiria.

Saltei e joguei meu tronco para frente, e depois para baixo, mas não consegui mais nada além disso, caindo de cabeça no chão duro. O mestre dava algumas risadinhas, me provocando a tentar novamente e conseguir. Pulei e joguei meu corpo para frente, depois para baixo novamente, mas não conseguia fazer força para colocar as pernas para baixo novamente. - É muito difícil! Mas eu vou conseguir. Eu só preciso arranjar uma forma de trazer mais impulso para o meu movimento. - comentei, mais uma vez colocando os pés no degrau e saltando. Dessa vez eu havia progredido, eu havia caído de costas, mas nada além disso. Não era hora de desistir, e tentei fazer isso mais uma vez. Com as repetições, eu já fazia os movimentos de imediato, pegando prática e facilidade.

Com um salto já inclinado, consegui virar o meu corpo e fazê-lo ficar de pé, mas o equilíbrio me faltou, e eu cambaleei até cair. Ren sorria complacentemente, me fazendo acreditar que estava realmente indo bem. Tentei uma, duas, três vezes mais e o resultado parecia não mudar. Insistir, insistir, insistir! Mais uma vez tentei, após tantas quedas. O salto mortal fora executado, encolhi meus braços e concentrei-me em cair de pé, e assim aconteceu, finalmente! Caí de pé e não acreditei que havia conseguido. Eu deveria tirar a prova real e conseguir realizar o movimento mais uma vez. Com determinação e força de vontade, realizei o movimento, confirmando que eu não estava mais precisando da sorte para conseguir executá-lo. Eu conseguia dar um salto mortal!

- Muito bem, agora vamos fazer uma caminhada plantando bananeira! - falou o homem macaco, pulando sobre as duas mãos e caminhando sobre elas com tranquilidade, as pernas em cima eram responsáveis pelo equilíbrio, nunca estando totalmente juntas e fechadas. Tentei fazer o mesmo, espalmando as mãos no chão da gruta e jogando minhas pernas para o alto. Nas primeiras tentativas, eu fazia um ângulo de 160 graus entre minha perna e meus braços, e não conseguia ficar muito tempo, voltando a ficar de quatro naquele local gelado. Não desisti, acreditando que eu conseguiria em algumas tentativas. Eu percebia que eu precisava de mais força para conseguir ficar de ponta-cabeça, e assim o fiz.

Minhas pernas agora iam longe demais, e eu dava uma pirueta com as mãos no chão, era um tanto quanto vergonhoso fazer aquilo e cair numa posição tão humilhante e vulnerável. Eu deveria equilibrar o meu peso e a energia colocada. Após repetições e repetições, consegui ficar, ainda que parado, de ponta-cabeça. Andar era um desafio a mais, e era incrivelmente mais fácil do que dar um salto mortal. Após algumas tentativas falhas, consegui finalmente dar alguns "passos" com as mãos, e fazer Ren acreditar que eu estava pronto para realizar a travessia do lago artificial. E nos dirigimos para lá, onde, segundo ele, seria o teste final daquela aula.

Havia muita água ali, e diversos rochedos emergiam como pequenos bastões, finos e espaçados, me obrigando a saltar para poder alcançar o próximo passo. Ren começava o percurso. Para ele era muito fácil, ele estava acostumado com essas coisas, saltando para lá e para cá, utilizando toda sua maestria com as acrobacias. Ele saltou no primeiro rochedo, tão fino quando uma moeda de ouro, mas sua base se alongava e dava sustento, garantindo que Ren conseguisse ficar em pé sem quebrar aquela estrutura. Parecia fácil, ainda mais quando ele saltava e pousava com os braços abertos, buscando equilíbrio.

Essa era a chave para o sucesso: abrir os braços, usar o peso do meu corpo para me estabilizar. Assisti o homem atravessar com nenhuma dificuldade, me fazendo pensar quanto tempo ele demorou para conseguir aquele resultado. Enfim, não havia tempo para ficar pensando nos outros, eu deveria fazer o meu, conseguir os meus próprios feitos e melhorar para a batalha que estaria por vir contra a ditadora da ilha. Eu não conseguia colocar o pé no primeiro pilar sem que eu saltasse, e isso era um tanto quanto arriscado, mas o equilíbrio fazia parte do treinamento.

Arrisquei um salto levando o pé direito na frente, em prol de conseguir um posicionamento melhor e um equilíbrio perfeito. Mas nem tudo são rosas, e eu não consegui impulso necessário, muito menos o equilíbrio, e eu caí no lago misteriosamente artificial pela primeira vez. Encharcado e insatisfeito, procurei a minha segunda tentativa. Aos poucos eu ia melhorando, tentativas iam e vinham, e eu, vagarosamente, ia melhorando o meu equilíbrio. Gradativamente, eu conseguia passar para outros pilares, mas ainda assim era uma tarefa um tanto quanto complicada.

Meus músculos estavam ardendo de tantos movimentos, e cair na água já não causava o mesmo choque que na primeira vez. Era difícil eu ficar seco, afinal, não houve uma tentativa em que eu não havia mergulhado nas águas geladas da gruta. Entretanto, eu estava tentando, dando o meu melhor para encontrar o meu ponto de equilíbrio, abrindo os braços, ficando sobre somente uma perna, as vezes arriscando saltos mortais para conseguir alcançar outro pilar — posso dizer que dez porcento deram certo. Eu estava falhando, mas era isso que me fazia ser melhor.

Aaaargh! Que droga! Eu não consigo! – esperneava, me preparando para mais um round de quedas. Ir rápido era uma boa dica, afinal, a falta de equilíbrio poderia me ajudar a passar mais rápido para os outros pilares. Saltei para o primeiro, estabilizando meu pé direito. Aproveitei a cinética, que me empurrava para frente, e me joguei no segundo pilar, usando o centro do meu pé esquerdo para ficar de pé. Avancei então para o terceiro, que era um pouco mais alto, agarrando-o com as duas mãos e me lançando direto para o quarto pilar. Por um instante, assumi que eu havia me precipitado em usar as mãos para ganhar velocidade, mas, instintivamente, dei uma estrelinha de uma mão só no quarto pilar.

O quinto e o sexto estavam um do lado do outro, e eu consegui ficar de pé lá abrindo um espacate. Aquilo não estava sendo confortável, então eu fiz força para alcançar, com as mãos o próximo pilar que estava perto. Me ergui, e dei um jeito de colocar a planta do meu pé esquerdo. Devido a falta de velocidade, tive que encarar meu peso e me equilibrar. Para me auxiliar nessa tarefa, lembrei daquelas pessoas que usam varas gigantescas para balancear o próprio peso, e abri os braços, simulando uma daquelas varas. Com o apoio da cintura, consegui me equilibrar e passar para o penúltimo pilar com um pulinho. Era hora de arriscar. Preparei um salto mortal e fui para o último passo como se não houvesse amanhã.

Infelizmente eu ainda precisava de prática, e acabei mirando errado, fazendo meu pé escorregar e eu cair na água gelada. CHEGA DE TREINO POR HOJE!

Fim do Aprendizado

Eu estava com o cabelo molhado e as calças também, o resto de minha roupa estava no meu colo, aguardando que tudo ficasse seco para não criar fungos e mofos. Higiene, não é mesmo? Agora eu estava pronto, já havia feito tudo o que eu deveria fazer por aqui. Ainda assim, arrisquei perguntar mais um pouco para os mestres. - Mestre Shu, Mestre Ren, vocês tem alguma coisa para me falar? Alguma coisa sobre o que vai acontecer comigo? Uma espécie de oráculo, sei lá? - caso houvesse alguém para me dizer o que eu estava a enfrentar, ouviria e esperaria ser liberado daquela mensagem, caso contrário, anteciparia minha volta para a superfície, tentando prestar atenção, durante o caminho de volta, numa possível segunda entrada para a gruta. Talvez aquilo pudesse ser um ponto fraco daquela base de resistência Mink.

Uma vez na superfície, procuraria algum lugar para arranjar equipamentos, talvez uma manopla. Procuraria Moku ou Meela, ou então qualquer outro mink que se despusesse a falar comigo. - Vocês tem ferreiros por aqui? Eu queria uma manopla para poder lutar melhor, eu posso até pagar, eu tenho dinheiro comigo. - caso não houvessem representantes naquela ilha para me vender uma manopla, apenas procuraria Moku para nos reunirmos e debatermos sobre nosso ataque à Shizuka. E sobre o resgate de Longo. Eu nunca esqueço alguém que fez algo por mim.

Histórico:
 

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Última edição por Leo em Qui 08 Fev 2018, 12:54, editado 2 vez(es)
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