One Piece RPG
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» Apenas UMA Aventura
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Mirutsu Hoje à(s) 03:07

» O Ronco do Bárbaro
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Ghastz Hoje à(s) 02:29

» Sangue e Pólvora! O Caminho do Atirador!
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor rafaeliscorrelis Ontem à(s) 23:50

» Nox I - Loucura
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Jin Ontem à(s) 23:18

» Unbreakable
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Hooligan Ontem à(s) 22:05

» Bizarre Adventure: Smooth Criminal
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Achiles Ontem à(s) 21:42

» I - Pseudopredadores
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Domom Ontem à(s) 21:03

» Galeria Volker ~
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Volker Ontem à(s) 19:27

» Untraveled Road
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Layla Morningstar Ontem à(s) 19:07

» Arthas Mandrake
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Wing Ontem à(s) 18:17

» [Ficha] Coldraz Vermiillion
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Coldraz Ontem à(s) 16:42

» Coldraz Anne Stine
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor ADM.Ventus Ontem à(s) 15:59

» Karelina Lawford
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor ADM.Ventus Ontem à(s) 15:57

» O vagabundo e o aleijado
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Tensei Ontem à(s) 15:32

» [Mini - Polyn] Sorriso afetado.
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Polyn Ontem à(s) 15:09

» Bastardos Inglórios
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Dante Ontem à(s) 14:14

» [Ficha] Mikhail Vermillion
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Homero Ontem à(s) 13:43

» [Mini- Alvin] O garoto e a serpente
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Alvin Stigma Ontem à(s) 13:11

» Latiffa Blackheart
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Sunken Ontem à(s) 12:45

» Gato de Convês
Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Emptypor Ainz Ontem à(s) 09:37



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG

Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


Compartilhe
 

 Belle Époque II: Dystopie

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4
AutorMensagem
Kenway
Pirata
Pirata


Data de inscrição : 25/11/2016

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptyTer 09 Jan 2018, 02:05

[justify]
Havia um intruso, Victarion sabia disso com toda a certeza. E também tinha ciência que deveria abordá-lo, e assim o fez, virou as costas e saiu do beco, olhando para a entrada do estabelecimento vislumbrou o homem, que fazia algo simples: deixava suas mãos juntas e próximas ao rosto, soltando seu bafo contra as palmas a fim de fazê-las encontrar calor.

Apesar das ações tão ordinárias, sua aparência fugia dos padrões até demais. Era relativamente esguio, cerca de um metro e noventa e bem magro, aparentando ter um pouco mais de massa devido ao seu casaco pesado. Mas o mais bizarro era o seu rosto, com uma cicatriz de queimadura que cobria do nariz pra cima, além de uma placa de metal presa a frente de seu crânio, que parecia servir como sua própria testa. Seus olhos, ao encararem o urso-negro, pareciam tristes, serenos e cansados ao mesmo tempo. Um sorriso surgiu em sua face, fazendo seus pêlos faciais subirem junto com suas bochechas. — Boa noite. Algum problema, rapaz? — a voz rouca e calma invadiu os ouvidos do mestiço.

O sujeito mais parecia uma aberração, mas não apresentou armas ou qualquer comportamento violento. Mathilda por sua vez se manteve quieta, olhando-o no fundo de seus olhos negros. Terminada a conversa, o esquisitão deixou o local, sumindo nas ruas da cidade, dando espaço para que o casal prosseguisse.

Caminhando em direção a floresta, aos poucos podiam ver construções cada vez menores e simplórias, afastando-se logo da civilização. Olhando aos arredores, puderam ver ao longe pessoas e o que parecia ser uma carroça, Victarion particularmente podia afirmar que se tratavam de homens abastecendo um meio de transporte e se preparando para adentrar a selva, graças a sua visão, o pedido que seria feito a Mathilda fez-se desnecessário.

A dupla esgueirou-se pelas árvores simultaneamente aos fazendeiros, aproximando-se aos poucos deles, os observando com certa dificuldade por entre os troncos. Não tardou até que abordassem os trabalhadores, a moça deu espaço para seu guardião falar, fazendo com que a parada dos cavalos fosse brusca e os animais se assustaram juntos com os camponeses, que se acalmaram não muito depois é, prestes a darem sua resposta, forem interrompidos por uma voz desconhecida. — Ora ora. Se não são os heróis da pátria aqui — falava em um tom meigo doce e sereno, removendo do caminho os panos que cobriam a entrada do carro, o homem pálido mostrou-se aos agentes, puxando os cabelos para trás com a canhota, empunhando a foice apoiada nos ombros ele lábia os lábios enquanto encarava-os com um olhar seduzente, riu sutilmente — Sou Narcisse, prazer.

Outras duas pessoas saíam, um de cabelos tão longos quanto o anterior, porém negros como a noite. Sorria calorosamente mostrando seus dentes alvos, parecia menos debochado e mais amigável, movimentou seu braço esquerdo para frente, de forma a fazer um estalo com seu chicote, recolhendo-o em seguida. O direito, por sua vez, recostou sobre o abdômen enquanto o rapaz inclinava seu dorso de forma a reverenciar — Me chame de Leodegrance Beaufort — declarou, em um tom mais amistoso do que o do anterior. Por último, um ruivo saiu a salto, com duas Ninjaken em mãos — Onde está a escória que está aqui para morrer pela minha lâmina? — gargalhou em escárnio, sua voz era jovem.

A lâmina do urso negro ia contra o pescoço do irmão mais forte, que pôs o cabo de sua foice em frente a garganta, impedindo o avanço do aço frio contra sua carne. Greyjoy não hesitou em prosseguir com seus golpes, presenteando seu adversário com um corte em seu ombro e parte da bochecha, que apenas não fora concluído devido a uma evasiva do ceifador. Que girou de após evitar mais danos, fugazmente indo parar atrás do meio-homem, fincando sua lâmina no ombro do agente e puxando-o para perto de si, levando sua boca próxima a orelha dele, sussurrando — Que olho mais belo você possui, cão do governo — o campo de batalha era estreito, o que dificultava muitos movimentos, Mathilda lutava em desvantagem numérica logo ao lado.

Ouviu-se passos vindos da mata, que pararam a cerca de seis metros do combate, e o dono dos sons reproduziu um som molhado, como se extraísse sucos de uma fruta com sua própria boca, todos pararam no lugar. Victarion rendido e Margolis e seus oponentes estáticos. — Oi, Senhor Agente. Está em maus bocados aí, não? — jogou os restos de uma laranja ao chão — Nos vimos mais cedo. Eu posso até te ajudar, mas só se me prometer que vai me fazer um favor que envolve seu cargo. Me chame de Prezzton. — os irmãos trocaram olhares, como se dissessem um para o outro que aquele intruso era desconhecido. Ninguém deveria saber ao certo sobre essas patrulhas e alguém normal não reconhecia um agente como o homem acabar de fazer.




NPC’s:
 
OFF:
 

Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 20
Localização : Inferno.

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptyTer 09 Jan 2018, 23:12

A valsa do embate pendeu ao lado dos criminosos, no seu primeiro ato. Narcisse Beaufort, o major de nove milhões, pensou Victarion Greyjoy, esforçando-se para recordar e levar seus devaneios para longe da paleta de sensações nervosas do braço lesionado. Tragaria do ar uma lufada, desanuviando suas ideias no rápido milésimo de segundos que ele teria para reagir ao movimento do ceifador; isso vai arder como o próprio inferno, concluiu, tenebroso. A mão destra iria de encontro com o cabo da foice, ou a parte superior se nela não houvesse um gume, empurrando para longe da sua carne o frio do aço com um safanão enquanto facilitava aquilo com um giro de cintura em sentido anti-horário. Em meio ao movimento, aproveitaria da surpresa, para deferir um corte na altura dos olhos do inimigo que pairava atrás do cavaleiro; galgando do golpe apenas para que pudesse recuar passos suficientes para reaver suas ideias.

– Não serei iludido por nenhuma bravata de criminoso – retorquiu, com desprezo e lamento na sua voz, cuspindo cada palavra como se fosse veneno. E em vez de atacar escorregaria os longos dedos da destra para dentro do seu paletó, voltando munido do um frasco de vidro. Chacoalharia, tentando identificar quantas vezes ele poderia usar aquilo. Em vão. O urso-negro não conseguia se concentrar tão bem com o corte no seu ombro gritando em sua cabeça. Removeria a rolha do vidro, com um movimento do dedão, para que ainda mantivesse seus olhos atentos aos seus opositores, e despejaria o conteúdo do frasco nos seus lábios. Bebendo uma golada funda do que quer que tinha lá dentro e torceria para deixar algo para o real motivo de terem lhe dado aquilo; a dor de sua perna. – Todos hão de perecer aqui por terem resistido.

Selaria e guardaria o remédio, se houvesse conteúdo no seu interior. Os dedos do braço do escudo fugiriam ao seu encontro, rápidos como um lince. Retirá-lo-iam do seu repouso na anca do mestiço e laçariam a alça de apoio interna como apenas a força de um herói que deveria salvar a humanidade. Foice, guardou a informação, respondendo uma pergunta importante para sua mente que borbulhava estratégias após a constatação da arma do seu algoz. Ele é rápido; mire as estocadas nas pernas. Ele bloqueia bem; tire-lhe uma das mãos e quebra a arma, respirou fundo, flexionou o peitoral e o ombro do lado do escudo e rezou ao próprio diabo para que o medicamento levasse para longe a dor. Apague as luzes; reine no combate.

Arquearia os joelhos e flexionaria os músculos superiores da perna para não jogar todo o peso apenas nos joelhos, estruturando uma base forte o suficiente para que ele conseguisse aguentar o avanço eminente do seu oponente. Resistir, travou ainda mais seus músculos, como a pedra frente a correnteza. Era óbvio o porquê do caçador não ir de encontro com seu inimigo se devia ao fato de seus dois primeiros movimentos demonstrarem que seu oponente não seria acertado por um movimento, se ele estivesse com o pleno movimento do seu corpo. Não obstante, o cavaleiro não poderia demonstrar que ele havia entendido aquilo – Bernard sempre disse que seu inimigo nunca pode entender por completo sua estratégia de combate, quando o ensinou a desenvolver movimentos secundários ao seu plano principal para não deixar que seu inimigo o lesse como um livro aberto –, obrigando o cavaleiro a tomar uma postura defensiva, mas ainda deferisse algumas estocadas pelos lados do seu escudo, demonstrando um claro estratagema de um cavaleiro que ainda desenvolvia seu plano de ataque e resguardava suas forças.

Neste meio tempo, flexionaria e estenderia o cotovelo, infindáveis vezes, mirando quase sempre nas coxas e nas proximidades dos seus membros inferiores e, sempre que possível, daria uma escudada em seu oponente para, inicialmente, o atordoando. Ao golpear, flexionaria a parte anterior do braço para dar estocadas mais potentes quando estivesse esticando o braço armado para que o gume de sua arma beijasse a carne do antagonista. A todo o momento, usaria da sua visão, agora, afiada, para mirar melhor seus golpes e assim causar uma lesão mais grave.

Ora ou outra, se poria ao empenho de descrever arcos que nasceriam ao lado do seu escudo, colocando a parte direita do seu corpo completamente atrás e atacando ao dar um passo à frente com a perna esquerda e deferindo um forte golpe em arco que apenas serviria para seu opositor bloqueasse e desgastasse o material que compunha o cabo de sua foice. Imediatamente após deferir o golpe, voltaria a sua base de combate padrão: usando o escudo para esconder boa parte do seu corpo.

Os golpes da foice poderiam transpassar o escudo de madeira, por isto o cavaleiro se daria ao empenho de distanciá-lo do corpo cerca de cinquenta centímetros, fincando o escudo no chão para que não fadigasse seu ombro por tê-lo de manter em pé o tempo todo. O escudo apenas pararia de ser apoiado no chão, caso fosse necessário qualquer tipo de locomoção, seja ela para aproximar de seu inimigo que cedera alguns passou ou para recuar perante um avanço do algoz. Quando fosse atacado, Victarion usaria ao máximo todos os seus sentidos animalescos – principalmente o dom da visão cedido pelo olho negro – para premeditar os golpes e entrepor o escudo contra o trajeto do movimento, apenas com o objetivo de obrigar o seu oponente a fincar sua arma na madeira e abrir sua guarda por alguns instantes. Embora, se fosse impossível entrepor o escudo ao golpe deferido pelo insurgente, o Greyjoy gastaria suas forças bloqueando ao batendo o aço da espada no encaixe entre o gume da arma e empunhadura longa, sempre tentativa empurrar a arma para os lados e aparentar uma tentativa de desarme quanto na verdade pretendia ter a mão do seu oponente às vistas.

Na hipótese de seu inimigo acabar desarmado ou com sua guarda aberta por ter sua arma presa ao escudo de Victarion, o agente do governo tentaria a todo custo descrever um golpe em linha reta na direção da angulação do cabo da foice, para tentar arrancar fora as falanges do dos dedos da mão que estivesse mais acessível ao golpe. Seu inimigo poderia ser forte, contudo se ele perdesse os dedos de uma das mãos seria virtualmente possível estimar um embate entre os dois. Puxando o braço para próximo de si, mais uma vez, e descrevendo um arco contra seu oponente, que o urso-negro tinha toda a certeza do mundo que seria facilmente bloqueado pelo algoz do agente, fazendo isso apenas para acertar o longo cabo da foice e tentar parti-lo com o golpe.

Seguiria essa dança o quanto conseguisse, o agente graduado sabia bem que não se cansaria tão fácil e torcia ao máximo pelo seu inimigo ser diferente. Repetindo a estratégia de estocar por pelos lados do escudo e sempre tentando prender o seu inimigo em seu escudo e amputar seus dedos, se ele não conseguisse galgar êxito da primeira vez. Para evitar ser circundado por uma segunda vez, ele matéria seus sentidos atentos os movimentos de todos os homens que ele tinha dado voz de prisão. Após o embate acabar em uma dança compassada onde o próprio ceifador entendia bem o que o cavaleiro queria fazer, se ele acabasse por, mesmo após inúmeras tentativas, não conseguir arrancar os dedos de qualquer uma de suas mãos, as escudadas e as estocadas passariam a fazer o cavaleiro guiar seu inimigo a sua última estratégia: fazer com que seu opositor batesse contra todas as fontes de fogo, na aparente tentativa de acabar colocando fogo nas vestimentas do revolucionário quando na verdade ele apenas queria ter o breu da floresta para que reinasse no terceiro ato do combate.
Histórico:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]




Última edição por Hidan em Sab 13 Jan 2018, 11:37, editado 1 vez(es) (Razão : erro na contagem de post’s do histórico)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Kenway
Pirata
Pirata
Kenway

Créditos : 30
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 25/11/2016
Idade : 19

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptyQui 11 Jan 2018, 13:10

Prezzton era dado como algum louco qualquer, um bêbado que resolveu xeretar onde não deveria, não só por Mathilda e Victarion mas também pelos revolucionários. E, enquanto o combate retomava sua intensidade, ele ria, escandalosamente e o que parecia ser de uma felicidade sincera mesmo que a ocasião não parecesse oportuna para tal. O urso negro aproveitou a oportunidade para arrancar de sua carne a lâmina da foice, ainda tentando desferir um golpe aos olhos de Narcisse, que pôs sua arma na vertical, impedindo que a espada o ferisse.

A carne latejava e expelia um rio de sangue, a ferida estava logo abaixo da clavícula esquerda, tendo como obstáculo para a foice prosseguir a própria escápula, ouviu-se apenas uma risada chata vinda do ceifador, que observava seu oponente beber e um frasco que tirava do paletó, deixando em seu fundo o suficiente para apenas duas doses futuras. A dor não desapareceu, mas tornou-se menos intensa, permitindo que o mestiço avançasse contra seu rival, mirando seus golpes nas pernas do revolucionário, que defendia como podia mas não conseguia evitar todos os ataques, sendo ferido superficialmente diversas vezes, até que arriscou e levou a haste de sua arma de encontro a katana, fazendo-a cair da mão do agente.

Com um sorriso no rosto, contra atacou, aproveitando da oportunidade. O ataque foi vertical, ascendente, cortando superficialmente o abdômen do bem feitor, sendo parado pela madeira do escudo, trazendo à tona a real estratégia de Greyjoy. Narcisse tentou recuperar total posse da foice, falhou, a arma de seu oponente por sua vez estava próxima de seus pés e o homem começava a sentir os primeiros sintomas de sua overdose, sentia suas pálpebras pesarem e uma sensação de cansaço invadia seu ser aos poucos.

O intruso, por sua vez, observava o embate de todos ali. As mãos mexiam em seus pelos faciais enquanto observava Mathilda lidar contra os dois rapazes, ainda que estivesse apenas na defensiva. O esquisito passou pelos combatentes “desarmados” e evitou passar perto do chicoteador e os outros espadachins, indo diretamente em direção a carroça, sentando ao lado do camponês que guiava os cavalos. — Dia agitado não? Não fique assustado camarada, o que sabe sobre toda essa confusão aí de trás? — perguntou ao desconhecido, que suava e, gaguejando, tentou responder — Não sei nada. E-eu juro. — o medo era notado em sua voz.

As ações do ser de aparência asquerosa chamaram a atenção da dupla revolucionária e, mais especificamente, do mais novo que cometeu o erro fatal de tirar os olhos de seu oponente — Fique longe dele, seu desgraç- — a fala fora interrompida pelo golpe da moça, que fincava em seu abdômen sua lâmina, fazendo-o cuspira seu sangue carmesim. Dotado de uma calma tamanha, Leodegrance enrolou a espada com seu chicote, fazendo a donzela considerar soltar o cabo de sua arma. Para todos os lados um verdadeiro caos se instaurava, menos para o do xereta, que ainda lançava sua risada aos ventos.



NPC’s:
 
OFF:
 

____________________________________________________


Spoiler:
 

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG!
Links para ajuda
:
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 20
Localização : Inferno.

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptySex 12 Jan 2018, 05:38

As cortinas se fecharam, após o terceiro ato da valsa entre o herói e o vilão; apresentando a plateia o palatável e emocionante clímax onde o herói via-se frente ao seu algoz, em plena desvantagem, como todo bom clichê, para assim ter seus louros mais dourados ao fim de tudo. Ao público mais refinado, os erros viam-se claros quanto à plena necessidade de fazer o vilão se sobressair frente ao mocinho que detinha todas as artimanhas para contornar os empecilhos e, mesmo assim, tropeçar de uma armadilha para a próxima. Mas a jornada do herói nunca fora bem-quista aos olhos dos mais refinados, e qualquer culpa do Grande Salvador não ter executado sua estratégia com maestria – ou sequer ter tentado – seria depositada no efeito da droga, maldito remédio.

O festival de sensações mundanas no embate deixara o cavaleiro desorientado. O chão pulou para abraçar uma espada e um professor de esgrumia revirou em seu túmulo. Bernard o mataria se ouvisse a menção de que seu pupilo teria um dia deixado a empunhadura de sua espada fugir por entre seus dedos durante uma justa. Por outro lado, o orgulhoso Victarion pendeu a culpar sua letargia advinda da droga como o fator determinante, embora tivesse plena consciência de que aquilo não cessaria a ladainha infindável que teria de ouvir do seu mestre. Eu sou fonte de desgosto póstumo para mais um, remeteu o Greyjoy, lamurioso, querendo do fundo do seu âmago não ter sido ele o escolhido para salvar o mundo, mas eu nunca posso escolher nada.

Tragaria do ar uma solução tola para o colateral do medicamento. Desanuviar suas ideias era cada vez mais difícil, então ele atacou. Largaria a alça do escudo, passando a segurá-lo por suas abas com ambas as mãos. Já que ele apenas possuía o escudo como arma para lesionar seu opositor, daria ao seu equipamento a melhor eficiência no âmbito ofensivo já que ele entendia bem que não adiantaria mais se defender com aquilo se seu inimigo poderia ignorar toda a estratégia que ele quisesse galgando uso de sua agilidade. Nada obstante, tentaria fazê-lo antes que seu oponente desprendesse sua foice do escudo, visando acertá-lo enquanto ele ainda estivesse focado em reaver sua arma e buscar, dessa forma, atacar seu oponente com a guarda aberta.

Descreveria golpes descendentes e diagonais, mirando bater nas cochas do seu oponente para tentar quebrar uma de suas pernas ou as duas. Efetivando o uso pleno de toda a força que sua carcaça poderia reunir com a soma de lesões e colaterais advindos do embate. Era um tanto óbvio que a coisa sensata a ser feita era tentar bater o escudo contra a face do oponente, entretanto o colateral do uso abusivo da droga faria com que ele perdesse boa parte do que cerne sua capacidade de desenvolver estratégias de combates, por deixa-lo letárgico, logo a coisa mais simples que sua mente conseguiria fazer seria atacar uma parte do corpo que ele já tinha anteriormente analisado que seria útil.

Mesmo que numa situação remota: visaria buscar sua espada, visto que ele seria muito mais letal com um gume do que com um escudo. Embasado que ele soubesse onde ela havia caído ele moveria o seu oponente com os potentes golpes de escudo para longe de lá, firmaria um trajeto que passasse por sua espada e voltaria a tê-la presa pelos nós dos dedos da canhota na primeira oportunidade que tivesse. No caso dele ter realmente perdido a arma, ele continuaria investindo fazendo uso do escudo e tentaria reaver sua arma assim que fosse possível, embora não retirasse seu inimigo de suas vistas por um segundo que fosse. Ao reaver sua espada, voltaria a vestir o escudo como ele fora desenvolvido para tal, portando-se como o cavaleiro que era mesmo que tivesse completamente fadigado e dopado. De volta ao porte da espada, atacaria brandindo arcos contra a mão do seu antagonista, focando em arrancar, mesmo que fosse a menos destra das duas. Vez ou outra estocaria nas coxas.

Na hipótese dele conseguir libertar a foice do escudo que a aprisionava antes do cavaleiro reaver sua arma, o agente graduado focaria em usar o escudo para bloquear como faria se estivesse com sua espada: deferindo golpes simetricamente opostos ao no seu oponente, tentando chocar a foice contra o escudo outra vez e prendê-la por mais tempo. Visto que em todo golpe deferido pelo criminoso ele conseguiria o pleno ou parcial êxito, Victarion tentaria se resguardar com as mínimas lesões possíveis, mesmo que sempre focasse em não se machucar. O mesmo valia para caso ele conseguisse o porte do seu gume e voltasse ao alinho que um cavaleiro devia galgar, desta vez variando os bloqueios com o escudo com os bloqueios com a parte chata da lâmina.

Para evitar que ele conseguisse sua arma, o próprio mestiço removeria a arma do escudo antes de deferir o primeiro golpe contra a coxa do ceifador, se conseguisse ser bem sucedido na tentativa o urso-negro fincaria a arma atrás de si e evitaria ao máximo que seu oponente conseguisse transpor a barreira que ele formaria. O agente apenas não a atiraria rumo a floresta por ser excepcionalmente ruim nos treinos de arremesso, evitando ao máximo usar uma coisa que ele não detinha domínio em uma situação de vida-ou-morte.

Na utópica situação de reaver sua arma e a justa iniciar uma troça de golpes, o meio-urso remeteria a estratégia de apagar o fogo para que pudesse tirar vantagem da cara tecnologia que seu olho-negro compunha. Se necessário ele próprio deferiria os golpes contra os focos de luz, se ele não mais detivesse forças para empurrar seu opositor contra.

Baseado em que tudo penderia à falha ao que cerne o cavaleiro-negro, em algum momento o escudo quebraria. Precedente a este momento o Greyjoy focaria em reaver sua arma se sentisse que isso iria ocorrer – ao visualizar rachaduras proeminentes ou ver seu escudo se desfazendo a cada brandir da foice contra a estrutura de madeira. Se tudo desse errado, Victarion atacaria com suas garras e presas, fincando-as no antagonista na barriga e mordendo as laterais do pescoço; se ele sobrevivesse a até mesmo a investida banhada do puro instinto animal do mestiço, nada teria de ser feito, entretendo o cavaleiro lutaria até o fim, nunca desistiria, nem recuaria, não importa o que isso custasse.

Resguardaria Mathilda, se ela clamasse por ajuda, embora fosse um tanto difícil crer que Victarion estivesse em uma situação melhor que a dela. Na utópica hipótese de conseguir empurrar seu oponente contra um dos agressores da sua companheira e sua mente conseguisse entender por completo o que estaria acontecendo ali, ele assim o faria.
Histórico:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Kenway
Pirata
Pirata
Kenway

Créditos : 30
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 25/11/2016
Idade : 19

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptySeg 15 Jan 2018, 02:43

Um revolucionário já havia se calado, restavam dois. Mathilda se via em desvantagem, desarmada como seu guardião, mas Victarion não podia se dar ao trabalho de tomar conta do embate de sua dupla. Prezzton ainda conversava com o civil, sem deixar muito claras suas intenções, ele parecia tentar acalmar o camponês mas ao mesmo tempo aparentava assustá-lo.

Narcisse se viu minimamente desesperado ao perder total controle de sua arma, empunhava a haste com força e puxava a foice tentando retirar a lâmina da superfície de madeira. O agente, por sua vez, aproveitou da oportunidade para usar o próprio escudo como ferramenta para ataques, chocando-o contra as pernas de seu oponente que, aos poucos, recuava. O que deu tempo para o mestiço catar sua arma do chão, empunhando-a novamente ao mesmo tempo que o Revolucionário desvencilhou sua arma do escudo.

Neste momento, a espada de Victarion cortou as tochas que permaneciam acopladas ao meio de transporte, negando luz a todos os presentes incluindo Mathilda. Ele era a única exceção, via o ceifador prateado com perfeita clareza, como um espectro envolto pela escuridão, ele sorria mesmo diante de circunstâncias tão desfavoráveis — Onde está a beleza de nossa dança se sequer posso contemplar a graciosidade de seus passos, Sr. Agente? — perguntou ao Greyjoy, enquanto preparava-se para a luta mais uma vez.

Greyjoy partiu contra Narcisse, mirando diretamente em sua mão, o aço cortou a carne, fazendo com que um grito de dor fosse proferido pelo ceifador, sua mão decepada beijou o chão enquanto sangue jorrava da ferida. A canhota, ainda acoplada ao braço balançou sua arma de forme que rebatessa a espada por pura sorte, dando brecha para que o homem recuasse, cambaleando devido a suas feridas. Ouviu-se passos vindos da carroça, apressados, que vinham de encontro ao mestiço, que tinha sua visão turva pelos efeitos da perda de sangue juntamente com o remédio.

Ainda que seus olhos não contemplassem nitidamente quem estava vindo em sua direção, pôde identificar que era Prezzton, carregando algum objeto em sua mão, cujo qual era entregue ao agente. Uma máscara, juntamente com um papel que nele havia escrito alguma coisa. Foi embora, Mathilda por sua vez terminava a árdua batalha que travava, tendo seu oponente ainda vivo, o fazendeiro se via assustado demais para fugir.



NPC’s:
 
OFF:
 

____________________________________________________


Spoiler:
 

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG!
Links para ajuda
:
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 20
Localização : Inferno.

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptyTer 16 Jan 2018, 09:09

A escuridão moldou forma na vista de todos. Espessa e repleta de um poderio místico, privava os não-dignos do vislumbre por entre a penumbra e concedendo a Victarion, seu criador, a oportunidade única de contornar a agilidade do insurgente. Por entre as sombras, um talho fora deferido pelo gume prateado do Grande Herói e, embebido na mesma falta de luz, um coto nascia. Perto dali, uma mão alçou voo, encontrando repouso apenas após o baque surdo contra o solo e algum sangue jorrou. No quarto ato da dança, finalmente, o cavaleiro-negro detinha algum tipo de vantagem contra seu adversário. O público comum ovacionaria ao vislumbre da reviravolta, todavia o ônus do medicamento gritava na mente do Greyjoy, alternando sua visão entre a nitidez e o desfoque, ao sabor da pulsação cardíaca. E como pulsava. Podia senti-lo das orelhas às pontas dos dedos, forte como um bumbo e desesperadoramente constante.

Estou enlouquecendo, ralhou consigo. Era um tanto quando inóspito a possibilidade de um dos criminosos o gratificaria com um presente pouco antes de partir, por isto o agente ignoraria o ato. Naquele ponto, onde seu sangue esvaia por um corte e seus pensamentos pareciam cada vez mais ralos, desacreditar sua sanidade era um tanto quanto mais provável do que crer na benevolência de um dos vilões. Acabe logo com isso, seu âmago disse, revoltoso com toda a sucessão de improváveis situações que decorriam como se fossem corriqueiras, mas era verdade: aquilo tinha de findar ali e a presa mais forte deve perecer diante do verdadeiro caçador, recitaria o mantra e permitiria que seu braço do escudo relaxasse, libertando os seus dedos da alça do objeto e deixando que o utensílio rumasse ao chão.

Com a destra livre, escorregaria seus dedos para a empunhadura da espada, trocando sua defesa para um ataque potencialmente mais forte. Firmaria sua arma frente ao seu corpo, empunhando-a com ambas as mãos, avançando para um ataque que representaria o esgotamento final de suas forças. Seu último brandir teria em vista que buscar a morte do seu algoz fosse próximo ao impossível, obrigando Victarion a deferiria seu último golpe com a parte chata da espada, na altura da cabeça do seu inimigo usufruindo ao máximo o uso da força bruta para que o impacto possibilitasse desmaiar o insurgente. A vitória do embate lhe bastava, tendo em vista que se ele o matasse, seu dever moral como um verdadeiro caçador levá-lo-ia à obrigação de cuidar do sepulcro do revolucionário.

Ao caso de mesmo no pleno breu seu inimigo lhe desse batalha, o Greyjoy se ateria em deferir golpes contundentes, batendo com a parte sem gume de sua lâmina nas pernas ou em seu braço que brandia a foice, que, em suma, tentariam quebrar a estabilidade dos seus ossos. Em último caso, deferiria outro arco que visaria arrancar a outra mão, atendo-se ao fato de que tentaria leva-lo vivo ao quartel para não ser necessário o embargo de cuidar do sepultamento de um criminoso. Tendo em vista que, mesmo no escuro, ele demonstrava capacidade de macular a carne do herói com sua foice, Victarion se ateria a deferir os bloqueios, deferindo o exato inverso do golpe do seu agressor para tentar anular a força que lhe fora aplicado, buscando sempre abrir a guarda do seu adversário quando ele ousasse atacar e bater com força a parte chata da espada em seu tórax.

Na fatídica hipótese de ser demorado para desmaiar o major, o mestiço não cederia até conseguir fazê-lo, usando suas energias até o esgotamento total, se assim fosse necessário. Conseguindo, enfim, desmaiar seu adversário, Victarion fincaria sua espada com força no ombro do braço que ainda detinha posse da mão, evitando que ele representasse perigo se por ironia do destino acordasse. Com a espada encravada nele, o agente graduado voltaria ao seu escudo e partiria ao resguardo de Mathilda, buscando o gume que também havia fugido e o usando para desmaiar o adversário dela com o mesmo golpe que havia deferido contra o outro insurgente; na altura da cabeça e com a parte sem gume da lâmina. Executando a mesma estratégia de defesa e avisando por voz a sua dupla que era ele quem se aproximava, para não acontecer o pior.

Se o homem que lhe presenteou ainda fosse possível de ser rastreado pelo caçador, Victarion não pensaria duas vezes antes de persegui-lo para dar-lhe luta.

Ao fim do embate, descansaria por alguns segundos, vendaria Narcisse com sua gravata e o arrastaria pelos cabelos até a carroça, depositaria seu corpo lá. Verificaria se o presente era uma alucinação ou não, se não fosse o guardaria para entregar ao líder do quartel. Em seguida, solicitaria que Mathilda redesse o fazendeiro enquanto usaria a espada dela para arrancar as mãos do outro criminoso desmaiado para, só então, o arrastar para a carroça. No final de tudo, sentaria ao lado dos criminosos e pediria para que o fazendeiro guiasse a carroça rumo ao quartel, informando que a sua subordinada segredasse para ele a localização com destino final deles; o quartel secreto do governo.

Durante o trajeto forçaria seu corpo a manter a consciência, apegando-se ao máximo na dor que sentia para não adormecer com seus devaneios. Visaria manter-se acordado, para o caso de algum infortunado resolver se rebelar, punindo-o da maneira mais visceral possível ao instaurar a pena de morte por um crime como aquele. Na ocasião de ser necessário matar alguém, depositaria seu corpo na carroça para que pudesse futuramente enterra-lo quando estivesse com melhor desempenho físico.

Ao alcançar o quartel, o mestiço seguiria rumo ao seu chefe, arrastando o major pelos cabelos. Estregaria o homem, torcendo para que ele estivesse vivo, daria a máscara e a carta, e esperaria que Mathilda trouxesse o fazendeiro, dando-a os louros por vencer os outros dois criminosos. Assim que possível rumaria até a enfermaria, solicitando o tratamento de suas lesões.
Histórico:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Kenway
Pirata
Pirata
Kenway

Créditos : 30
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 25/11/2016
Idade : 19

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptyQui 18 Jan 2018, 01:47

As ações de Prezzton eram, de fato, estranhas e beiravam o comportamento de um ser meramente imaginado, mas pareciam reais. Vicatarion se via já incapaz de perseguir sua presa, que sumia sem dizer nada por entre as árvores, estava mais do que obvio que em suas condições o urso desmaiaria no meio da floresta.

Restava ajudar, ou pelo menos tentar ajudar, Mathilda, que a essa altura tinha o chicote envolto em seu pescoço, negando o ar aos seus pulmões. O agente, ferido, se aproximou aos poucos, retirando a espada de sua dupla que penetrava a carne do ruivo sem vida. A aproximação do Greyjoy distraiu Degrance, que foi então surpreendido pela ação da moça de enrolar o chicote em seu antebraço e puxar, dando brecha para um golpe certeiro em sua cabeça, utilizando a parte lateral do gume da espada.

Com muito esforço, o mestiço e a donzela puseram o corpo morto e o inconsciente na carga da carroça, onde se encontrava comida e armamento. Victarion neste momento viu suas forças se despedirem, deixando sua visão em um completo breu. O herói estava inconsciente, a mercê de sua sorte e determinação para se manter vivo.

...

Os olhos aos poucos se abriram, contemplando um cenário familiar: Uma das camas dos dormitórios que viu mais cedo. Estava sem a parte superior de seu uniforme, sentada próxima a porta, estava Mathilda usando da luz que passava pela passagem entreaberta para analisar a máscara que foi entregue juntamente de um papel mais cedo para seu guardião.


Spoiler:
 

____________________________________________________


Spoiler:
 

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG!
Links para ajuda
:
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : Belle Époque II: Dystopie - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 20
Localização : Inferno.

Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 EmptyDom 21 Jan 2018, 12:13

A luz chegou primeiro. Uma luz difusa, borrada, na qual Victarion pensou poder ser uma janela ampla. Se ele não fosse imortal, aquilo poderia bem ser o caminho para a felicidade póstuma. Mas não era. O mundo nunca fora belo aos escolhidos. Soergueria seu dorso, sentando-se à maca, como se a mão invisível do temor envolvesse sua garganta e o puxasse para cima; insensível à instantânea resposta nervosa causado por o que as ataduras escondiam. Os olhos se arregalariam, ainda à procura do inimigo que se perdeu entre folhas e lembranças ruins. Seu olho negro, desacostumado ao claro, trazia com ele uma explosão de claridade que, instantaneamente, colocou sua cabeça a latejar ao sabor da precursão cardíaca. Ofegaria, tragaria do ar a solução da asfixia dos pulmões, envolto num desespero digno de alguém que temesse morrer. Envolveria o negro do olho com sua pálpebra, restringindo-o da luz, controlaria a respiração e tentaria elucidar seu corpo preparado para um combate que fora prorrogado.

Nada, concluiria, estupefato. A realidade aos poucos se moldava ao que realmente era. A claridade talvez tenha sido apenas o regresso da sua consciência ou uma troça do deus da morte com sua imortalidade. Enfim, sua mente se ateria a dor que sentar trazia e o Greyjoy largaria seu corpo de volta à maca. Daria a si mesmo o silêncio, não queria conversar naquele momento e tinha certeza que Mathilda entenderia. Havia uma clara necessidade de deglutir o nó que se formava em sua garganta todo e qualquer instante que sua cabeça reprisava a cena do seu inimigo escapando por entre seus dedos, esvaindo-se em meio às sombras. Contemplar o pleno vazio que gritava ordens para que ele desistisse por completo do seu fardo. Como se fosse fácil assim, e mesmo sabendo que não era ele cogitou. Como cogitou.

– Eu fico impressionado – contaria uma voz – com o que eu posso suportar. A vida é mesmo um grande fardo. É lamentável como ela não se esvai de mim.

Entrelaçaria os dedos por cima da barriga e mergulharia em outro turbilhão de devaneios mirando o teto. Daria a si mesmo o tempo de esquecer o quanto doía se mover para que tomasse coragem para levantar e seguir até Mathilda. Não importando o quanto doesse e o quanto fosse necessário expressar a dor em sua carranca, ele não reclamaria um momento que fosse. Cada corte deferido pelo insurgente fora merecido. Cada marca em sua carne mostrava o quanto ele precisaria desenvolver suas habilidades para que a humanidade fosse salva sem que ele precisasse ser solvido em dor. Mover-se-ia imponente, austero, firme, como o sangue de urso que corria em suas veias e só abriria os finos lábios comprimidos de cor quando atingisse sua dupla.

– O que... – rouquejaria o começo da frase. Pigarrearia, limpando suas cordas vocais, e prosseguiu: – o que se sucedeu após meu desmaio? Seja minuciosa.

Por coincidência, ou não, escorreria seu olho único para a carta que Mathilda lia. Remetendo ao ocorrido de que o presente do revolucionário com maior recompensa não era, de fato, um delírio de sua mente. Ponderou desacreditar naquilo, não parecia ter o mínimo de sentido aquilo ter sido verdade, afinal nunca sequer cogitou pensar naquele tipo de comportamento advindo um criminoso que fingia querer o bem do mundo enquanto fingia que a solução não era o próprio Victarion Greyjoy. Mesmo se aquilo fosse uma carta de desafio não faria qualquer sentido um rato da revolução pôr-se em brio para desafiar alguém como o caçador-mestiço. Tudo, no fim, poderia ser uma grandessíssima coincidência. Nada obstante, a curiosidade o obrigaria a tentar bisbilhotar a leitura da moça, espremendo o olho azul-gelo, tentando ler, em vão.

– Posso saber de quem é essa carta? – indagaria, cético. Aguardando a resposta conseguinte ao questionamento, embora indiferente dela continuaria: – certo, certo. E quando você terminar eu posso ler? Estou curioso, todavia não hei de ter pressa para findar logo sua leitura, tenho todo o tempo do mundo.

Conseguindo a carta e findando a interação com sua companheira. Victarion pediria um novo uniforme a um subordinado, vesti-lo-ia, subiria as escadas para ter com o líder do quartel e explicar o que decorreu com sua missão. A todo o momento manteria seu olho negro fechado e, dessa vez, recordaria de retirar seu chapéu quando adentrasse à sua sala. Responderia toda e qualquer questão com a verdade, se detivesse a carta que Mathilda estava lendo a entregaria ao seu superior sem qualquer ponderação, explicando que aquilo fora um espólio do embate cedido pelo próprio homem que, segundo o relatório, teria sido um homem que fora rejeitador pelo próprio diabo. Não entregaria a carta se o conteúdo dela não fosse de bom tom a ser apresentado ao seu superior ou se ela fosse indiferente ao que cerne sua missão. Seguiria as instruções que lhe fossem passadas pelo comandante e, na hipótese de nada ser instruído, o cavaleiro-negro regressaria à enfermaria e repousaria até ter forças para treinar seu braço ruim com a agente de madeixas alvas como neve.
Histórico:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 4 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Belle Époque II: Dystopie
Voltar ao Topo 
Página 4 de 4Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: East Blue :: Conomi Island-
Ir para: