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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Belle Époque I: Fonctions

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MensagemAssunto: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptySex 12 Maio 2017, 13:54

Relembrando a primeira mensagem :

Belle Époque I: Fonctions

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Victarion Greyjoy. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptySeg 22 Maio 2017, 00:25

A peleja rendera mais do que esperava. Tenho que parar de subestimar as pessoas... prometia a si mesmo toda vez que vencia, numa prese continua; já a tinha de cor. Tatearia o curativo, apenas para ter certeza que ainda ardia e expressar a dor com uma careta. Lembrar-se-ia da moça apenas no desfecho do ato: ela fala bastante... ela não estava brava comigo? ponderou, pousando a mão onde quer que ela estava antes de lhe causar dor, observando a dança dos lábios rosados e a conclusão harmoniosa que saía tropeçando deles. Sentiu desejo. Estou perdido...

Assaltaria a caixa, ergueria seu novo presente na altura da cabeça de Mathilda e devanearia sobre ele continuar formosa, mesmo que não fosse tão bela sem seu rosto. Cada vez queria que sua vida durasse mais, mesmo sabendo que se o destino não a escolhesse para cumprir um fardo ela apenas estaria na primeira linha dos mortos. Fardo. Levantaria, cauteloso. Conte-me como irá morrer, garota, desafiaria silenciosamente, descalçando as partes remanescentes da sua armadura. Deixando-as no chão. Pegaria as roupas dos braços da donzela e seguiria para o banheiro mais próximo para retirar o restante dos tecidos que escondiam sua nudez, com exceção de sua roupa íntima e o cinto com a bainha outra vez solitária, vestiria o vestuário oferecido e prenderia a insígnia na aba esquerda do paletó.

Regressaria onde tinha deixado as moças ajeitando seu tapa-olho e com o olho azul a perscrutando a face da garota-albina para buscar, em vão, entender a reação que teria ao vê-lo com a sua nova roupa. Não importava o que visse, apenas concluiria que todos tinham odiado tanto quanto ele. Deve ser por isso que agentes morrem aos montes, quem foi o idiota que escolheu um terno no lugar de uma armadura? com certeza alguns dos seus chefes, o mais idiota deles, promulgou.

– Vamos? – convidou, apenas por educação. Só ela sabia o caminho.

Victarion seguiria a moça com cabelos cor de neve. Caminhado ao seu lado e prestando atenção no caminho, nos cheiros e nos sons que fazia cada coisa tornar-se única ali, para, aos poucos, se habituar a caminhar pelo quartel por conta própria. Obviamente, prestaria atenção em tudo que achasse importante ouvir, principalmente se o tema fosse ele. Na hipótese da sua companhia descrever algum procedimento de segurança que fosse preciso ser feito para prosseguir, repetiria o que ela fizesse, tendo o bom senso de dar suas próprias informações pessoais.

Quando finalmente chegasse à sala da senhora Misa, pessoa cujo o mestiço tinha quase certeza ser a mesma líder sistemático que o fizera lutar por um pedido inocente, diria, de imediato:

– Um nome por uma cabeça – balbuciou o brado secreto que tinham lhe instruído dizer ao seu superior, após ter rogado êxito em seu alistamento. O desprazer de fazer aquilo era palpável, embora Victarion gostasse de caçar. – pondero ressaltando que não mato fêmeas ou filhotes, da sua raça ou de qualquer outra – umedeceria seus lábios rachados com a ponta da língua e engoliria a saliva. –, mas se os desejar, os trarei. Vivos. Mas os tratei. –
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyTer 23 Maio 2017, 03:14

Irromperam ao salão da Sra. Misa, passando por um corredor longo e estreito, guardado por dois guardas mal-encarados, alguns den den mushi de vigilância e um portão de carvalho lustrado e polido. A sala do outro lado era aconchegante, quente e confortavelmente mobiliada, com tapetes de ursos brancos do norte e velas de cera de abelhas queimando em uma mesa. Na parede, atrás da mesa, estava pendurado uma pele gigantes e felpuda, com um mapa das ilhotas do East Blue pintados na parte interna do couro. Embaixo do mapa, comendo biscoito e tomando chá, dessa vez quente, estava Misa, com os mesmos olhos que fingiam a cegues de sempre, estudando o seu novo recruta.

As velas existiam às dezenas e para cada uma existia no mínimo dois agentes do governo em algum lugar. Alguns anões, outros minks e muitos humanos. Aos sentidos comuns apenas a pequena Misa parecia estar ali, atrás da mesa, tomando chá, mas para os sentidos de Victarion, era possível saber que se sacasse uma arma ali, homens sairiam como ratos de sua toca. Com sorte, confiavam pouco em novos recrutas e muito menos no cavaleiro meio-homem ou a demonstração de poder há alguns minutos causou certo temor.

Senhor Vicatarion! Um prazer vê-lo bem. — sorriu, como se nada tivesse acontecido, como se ela não tivesse apostado sua vida há pouco (ela é com certeza bipolar).

Um nome por uma cabeça. Pondero ressaltando que não mato fêmeas ou filhotes, da sua raça ou de qualquer outra, mas se os desejar, os trarei. Vivos. Mas os tratei. — Cravou, sem floreios ou meias-cortesias.

É um prazer vê-la também, Sra. Misa — remedou, fazendo caretas.

Uma cabeça, hum? Será útil. Sim, sim. Muito útil. Mas não agora. Temos alguns “probleminhas” políticos para que se resolvam antes que eu possa mandá-lo atrás dos criminosos e começar uma coleção de cabeças no meu escritório. Crânios de verdade seriam ótimos no halloween. Leon, anote isto. — As sombras se moldaram no canto esquerdo abaixo do mapa e atrás da comandante. Ele puxou um bloco de notas de um dos bolsos da calça e uma caneta em um dos paletós e anotou. Deu um passo para trás e sumiu.

Bom, vamos direto ao assunto, pois há muito a fazer e eu pretendo dormir antes do sol nascer: você deve conhecer a família Megazord, então, na noite passada, um projeto de um cientista desta família foi roubado. Ele está com medo e pretende voltar para um castelo da família no arquipélago das focas, nos arredores de Conomi Island. Eu avisei para ele que lá é um lugar perigoso e que há grandes chances dos seus salteadores serem revolucionários, mas ele insiste em ir para lá. Falei que poderíamos guarnecer sua mansão, mas ele disse que não confia nos nossos homens e que nós acabaríamos vazando informações de suas pesquisas para baratear o preço. Como ele é uma criaturinha inflexível e fofa, teremos de seguir seus desejos. Antes um ou outro agente morto, do que um nobre, não é mesmo? — Ela riu e olhou para Victarion, se existia um top dez de quem mais odiava ele, ela estaria ocupando as cinco primeiras posições, fácil.

Atualmente, ele têm se escondido dentro de um submarino, embaixo do O Rei Mecânico, falem com o capitão e eles o levarão até ele. Vão lá e o levem para a sua ilha. Sigam as ordens dele, a menos que seja para proteção própria ou dele. Quero-o vivo e inteiro quando chegarem lá. — dispensou-os com a mão e a porta a qual entraram, voltou a se abrir.

Mas antes que saísse lembrou de dizer: — Ah, antes de irem, passem no armazém de armas, apresentem suas insígnias e recebam espadas como premiações por se filiarem ao governo. — bebeu mais um gole do chá fumegante e olhou-os com um olhar travesso de um felino: — Boa sorte; é certo que precisarão...

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyTer 23 Maio 2017, 08:40

O desapresso de sua chefe foi palpável. E a culpa é minha, aceitou, já escorrendo para fora da sala com a mesma rapidez que tinha se infiltrado. Tinha fé que se a sua chefe visse-o menos iria esquecer seu rosto e o desgosto que tinha na visão. Quis acreditar que ela se sentiria feliz se ele voltasse com uma missão bem sucedida, até perceber que ela esperava que ele morresse em alguma empreitada. Infelizmente, não posso morrer. Meu fardo é maior que todos os maus-agouros, lamentou, almejava poder morrer, já que pelo menos alguém se importasse com isso. Mas o destino nunca é uma escolha. Agora, era torcer para que esquecesse sua fisionomia.

Esconderia as mãos nos bolsos da calça, curvando um pouco a coluna. O peso sob eles estava cada vez maior. Deslizaria os olhos pelo chão. Estava chateado, era normal que ele se culpasse pelo desafeto alheio. Fungou, notando só agora o quanto o clima se diferia dentro e fora do ninho-dos-ratos. Pararia, por um segundo, para se concentrar e tentar rastrear a localização do tal armazém de armas; era o que fazia, rastreava. Se rogasse hesito, não precisaria seguir Mathilda, caso contrário não pensaria duas vezes antes de fazê-lo.

Arrastaria os pés pelo caminho, até chegar ao local e procurar algum agente responsável pela entrega de armas aos novos membros ou qualquer um que parecesse atender aquilo. Óbvio que a moça albina serviria como cobaia para ter plena certeza de que não precisaria trocar palavras em vão. Torcendo para que ela soubesse quem era o certo ou estivesse disposta a falar com estranhos gratuitamente. Tudo isto escondido atrás de um “primeiro as damas” com seu usual tom de voz sussurrante e uma cortesia velada com as mãos.

Quando chegasse sua vez, diria, um pouco mais alto que o seu comum:

– Outra espada, como a da moça... – escorregaria a mão esquerda do bolso e apontaria para o alvo do comentário com o dedão. – por favor.

Pegaria a arma e esconderia sua nudez na bainha oleada, casando-as numa onomatopeia delgada, outrora, reconfortante. Na possibilidade, por qualquer motivo, da espadachim não tomar iniciativa ele mesmo o faria, indagando se estava no local correto a quem julgasse ser o funcionário e pedindo por uma arma no local indigado.

Armado e, mais do que nunca, pronto, seguiria para o porto. Esperava ser capaz de encontrar o pátio cujo lutara bravamente apenas pelo cheiro da planta que exalava da enfermaria próxima a ele, após isto seria preciso apenas não ser cego para encontrar a saída. Passando por ele, saberia o caminho da sua nova casa, mas não o seguiria para lá, apenas observaria a distância e recordaria da lufada de sal que o recepcionara ao sair pelas portas de sua casa, pela manhã. O cheiro de sal delatava, não menos, que estava próximo de uma das extremidades da cidade, mas torcia para detectar alguma nuance que pudesse caracterizar como o porto, como cheiro de especiarias ou o cheiro de homens do mar, se não falha sua memória, tinham condições sanitárias péssimas devido ao seu medo de se afogar, segundo seus livros de tragédia onde, no fim, todos morriam, de alguma maneira, afogados. Inevitável.

Claro, como sempre, se não conseguisse encontrar, esperava que Mathilda tivesse mais louros que ele e se os dois falhassem incitaria a dama a perguntar para algum notívago que perambulasse nas ruas com um cutucão nela e uma apontada com o dedão ao cidadão. Sendo óbvio que não iria incomodar nenhuma pessoa hostil e deixaria que sua lâmina bebesse a luz o luar ao primeiro sinal de perigo e partiria em defesa de sua companheira de missão, brandindo a lâmina em arcos que visavam o rosto. Sabia que ela iria morrer, todos iriam, um dia, mas ela não seria tão cedo se dependesse dele; haviam poucas pessoas bonitas no mundo, não queria ajudar no decréscimo dessa ínfima porcentagem por negligência.

– Já pensou sobre como você irá morrer? – puxou assunto, sórdido. Era péssimo naquilo, mas odiava caminhar em silêncio quando tinha alguém para conversar; acabava pensando em coisas trágicas que podiam acontecer com ele. – Sabe... eu penso nisso com certa frequência... digo, não na sua morte, claro... você entendeu... deixa. –

Por um momento quis mentir tão bem quanto dançava armado a um gume. Na verdade, queria fazer várias coisas tão bem quanto duelava, ou tão bem quanto achava que lutava.

Quando finalmente chegassem ao porto, tentaria ler, de longe, os nomes dos navios. Seu olho negro era certamente melhor para aquilo que o cor-de-gelo, mas não tinha porque liberta-lo em uma situação como aquelas. Uma boa caminhada não mataria ninguém. Levando o tempo que levasse, caminharia com calma, analisando os barcos e procurando o navio do “O Rei Mecânico”. Pela ideia que tinha de nobres, era esperado que fosse o navio mais fabuloso de todo o porto, embora possa ser um navio comum, já que ele pretendia descrição, ou seja, os dois extremos seriam o foco, já que seriam as duas táticas obvias a serem adotadas, mas, claro, Victarion podia estar errado.

Em algum momento ele encontraria, mesmo que tivesse que ler o nome de cada barco atracado, e quando o momento chegasse entraria no navio, procuraria o capitão ou solicitaria sua presença e bradaria, melancólico:

– Somos os novos seguranças do nobre lá em baixo. Chame-o e fale que viemos em nome do Agente M. – era sabido que um agente não fala o nome da sua chefe, ou sua sexualidade. Não seria o mestiço o primeiro a quebrar o estereótipo que tinha em sua cabeça. – avise, também, que pretendemos ficar lá embaixo com ele, será melhor para a segurança dele.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyTer 23 Maio 2017, 21:26

Usando seus super-sentidos, Victarion achou o armazém das armas tão rápido quanto uma formiga acha um pedaço de chocolate. Andaram por pouco tempo, passando apenas pelo pátio interno da fortaleza onde um ou outro maluco treina naquele frio, um deles sem camisa, embora seu porte físico não fizesse jus ao esforço que estava fazendo e já encontrando o armazém. O menino-urso era tão bom em achar as coisas como um cão de caça, embora havia se tornado um cão do governo há um curto período para já ser tão bom nisso.

Vendo-se entre a descortesia entre assumir sua timidez e negar o cavalheirismo do seu amigão-urso, Mathilda teve de colocar sua timidez no bolso, por poucos instantes, e arriscar um tremulo:

É-é a-aqui que eu pego minha espada?

Sim, sim, garota. Foi bem difícil achar espadas do tamanho de vocês. — Esbofeteou a própria pança, gargalhando por baixo de sua barba crespa. — Aqui. Pegue.

A garota recuou, guardando seu presente no embrulho específico em sua anca esquerda e o moço avançou, para ter o seu.

Outra espada, como a da moça... por favor. — Murmurou, apontando para trás de seus ombros, onde tinha certeza que Mathilda tinha parado.

Por favor? Pare com isso, rapaz. Vi com meus próprios olhos o que você faz com um brinquedinho desses nas mãos. Eu tenho é pena de quem tiver o desprazer de ver isso em suas mãos e estar embaixo da bandeira errada. Tenho é de agradecer por estarmos do mesmo lado. — Gargalhou dessa vez, estregando a mesma espada que ele usou para ganhar a luta com o perna-de-pau. —, se não teria de te matar. — O ar ficou drasticamente pesado enquanto ele encarava o mink com o brilho opaco de uma alma escura, até que sorriu e tudo voltou a ser como era.

Apenas um maluco não se assustaria, o que incrivelmente era uma intersecção das duas existências em plena distinção que por algum motivo virara uma dupla. A intimidação falhada deixou o velhote cabisbaixo e depressivo, e ele chorou quando foi finalmente abandonado pela dupla. Ambos sabiam seguir para a saída, então a experiência dos dois convergiu e eles foram para a entrada tão rápido quanto era possível ir sem correr.

Na busca do porto, o mink usou novamente suas peculiaridades naturais e o que sabia sobre encontrar coisas para chegar ao porto. Na metade do caminho, enquanto poucas pessoas perambulavam, o amigo-urso puxou assunto da pior maneira possível. Se existe um dos tipos de perguntas que faz qualquer pessoa parecer um serial killer, a que Greyjoy fez era a melhor de todas.

Boquiaberta e incrédula com a pergunta, a única palavra escapou pela bocar aberta. Escutou sua meia explicação e seguiu, tentando acreditar que ele não tinha perguntado aquilo e tomando cuidado para não ser levada para nenhum beco para ser esquartejada.

Decorrente ao ato, o silêncio reinou e, aos poucos, a madrugada foi entrando e o frio fez-se pleno. Apenas chegaram ao porto por volta da segunda metade da primeira hora do inicio da madrugada. Precisaram procurar por mais meia hora, passaram por todos os navios fabulosos e os mais comuns; deixando sobrar apenas o navio mais feio que já vira em toda a sua existência. Ele caia aos pedaços e navegava graças à aversão dos deuses do mar por aquela quinquilharia. A dupla quis acreditar que aquele navio não era o navio do renomado membro da família Megazord, mas estavam errados.

Bastou que os dois humanos de porte grandes pisassem no convés para solicitar a um marujo que esfregava o chão com um pano sujo, parecia que o navio ia afundar e a qualquer sinal de brisa os mastros pareciam que iam se dobrar à sua vontade.

Não tardou e o capitão adentrou ao convés. Victarion sabia pelos seus passos que ele olhou pelo olho mágico da cabine e ao ver o mulherão que o esperava voltou e sabia que ele era manco; o vislumbre da perna de pau confirmou o que seus ouvidos tinham relatado. Para a quebra do deleite do gordo líder, quem falou com ele foi o homem negro que parecia uma das criaturas que saia diretamente dos lábios dos piratas que enlouqueciam ao ver os monstros de Organ Island. Beliscou-se para confirmar que não estava enlouquecendo e só assim engasgou:

Submarino? Não, não, não tem submarino nenhum... — Negou até ouvir de seus visitantes a citação do termo “agente”.

Ah, você é um cão do governo? Sim, sim, o espertalhão disse que vocês viriam. Venham comigo, o bom marujo James levará vocês até ele. — Como ele não chamou ninguém para ajudá-lo, se supunha que ele era o próprio marujo James e que falava dele mesmo na terceira pessoa. Tropeçou até a amurada e estapeou ela dezenas de vezes, fazendo algum tipo de língua oculta baseado em intercalações de socos e tapas. A mística língua do soco-soco-bate-bate, temida em todos os cantos do mundo como uma língua de piratas e mercenários (a aventura é minha e não existe código morse nela. Apenas aceite).

Segundos depois, um monumental submarino alaranjado submergiu. Quando o alçapão abriu, uma escada se formou na estrutura externa do submarino, calculando exatamente o final da amurada como se fosse um dos degraus da escada. Do topo, uma senhora loira de meia-idade, vestida com roupas formais de escritório e apertava uma prancheta contra seu peito.

Bem-vindos. Senhor N os espera na biblioteca, os levarei até lá. Depois, poderão seguir suas acomodações, espero que gostem, já que viagem perdurará uma semana (aka 4 posts). Se tiverem algo a reclamar, informe-me. Partiremos imediatamente, James.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyQua 24 Maio 2017, 03:05

Podia não entender tanto de logística de submarinos, mas tinha a certeza de que aquilo devia ser caro demais em um mundo em eterna guerra. Subiria o olho até o final da escada, desceria e assentiria que nunca irá entender como as pessoas precisam tanto reafirmar seu poder. Apenas o lampejo do conhecimento de que sua existência se devia a mais um desejo supérfluo daquelas o entristecia o suficiente para que deixasse escapar um suspiro. Se tivesse investido mais dinheiro na minha pesquisa, alguém antes de mim poderia estar vestindo o meu fardo...

Fardo. Pesado, o olho solitário fugiria para Mathilda, tentando procurar acalento em sua beleza. Tolice, confirmou, ao ver-se errando. Sem qualquer outra coisa para fazer, convidou-a com a mão para seguir primeiro pelas escadas. Seguiria atrás dela na escada, se ela aceitasse o convite, do contrário seria ele mesmo o primeiro a chegar ao topo, mas não sem antes tomar o devido cuidado para não sobrecarregar sua ferida ainda em tratamento. Quando isso vai cicatrizar...? questionou sua consciência. Pelo silêncio, nem ela tinha a resposta; em breve... firmou, incerto.

Quando chegasse ao topo, tocaria seu machucado com a destra, grunhiria baixo e a vestiria a mesma mão com o pano o bolso. Com a canhota, estenderia mecanicamente para cumprimentar a receptora. Acenaria com a cabeça caso fosse retribuído. Era apenas uma formalidade, porém havia alguns tipos de pessoas que gostavam deste tipo de cortesia. Não havia custo algum em fazê-lo, mas aprendera com Misa que uma descortesia poderia custar bastante na complexa sociedade humana.

Lembrar-se da sua chefe, o recordou, mais uma vez, que estava em uma missão suicida e sentiu falta dos dias mais fáceis, onde o cheiro e os sons da floresta o cercavam e caçar sua comida era o maior dos seus problemas. Gosto mais de árvores do que de pessoas... teceu o comentário, mas não o disse. Ninguém iria entendê-lo, de qualquer forma.

O cumprimento sendo recíproco, ou o avesso, voltaria a ter as duas mãos nos bolso antes de seguir arrastando os pés, a senhorita loira. Perguntando-se se deveria ter falado alguma coisa durante o cumprimento, bom, se tivesse, já é tarde. Não que saber que tardava não o fizesse remoer aquilo pelo caminho a fora.

Quando, finalmente, estivesse dentro da tal biblioteca, expressaria o mais pleno silêncio, enquanto observava o que os outros conversavam. Cumprimentaria o nobre quando chegasse a sua vez e iria estuda-lo, mas não com as vistas de todos, para não ser tão aparente tentaria perceber as nuances do seu tom de voz e os odores que exalava. Pelas expectativas que tinha daquela missão, algo trágico aconteceria. Algo trágico sempre acontece... no fim, esperava que ele ao menos fosse só sequestrado e não sofresse muito antes de ser encontrado. Quem sabe só uma mão a menos, ou uma orelha...

Posterior às formalidades e possuindo o conhecimento necessário para saber onde dormiria. Despiria suas vestes e dormiria, como sempre, nu. A dificuldade de pegar no sono era grande, mas a falta do conforto que tinha ao dormir protegido com aço deixava um vazio em sua alma. Agora, que nem mesmo estava próximo à sua armadura, tudo piorara. A falta que aquelas placas fariam, poderiam ser excrecências em casos de emergência. Talvez fosse mera insegurança, mas em tempos onde piratas eram tantos e a luta contra eles era um embate contra sombras, dormir dentro de uma prisão era melhor que dormir ao relento. Prisão... a palavra o assaltou das memórias posteriores ao seu pesadelo, obrigando-o a olhar suas mãos, mais uma vez, para ter certeza de que não havia correntes ali. Quando viu apenas as cicatrizes, respirou aliviado; lembrou-se que os dias fáceis foram antecedidos por tempos horríveis e aquilo o confortou.

Pegou no sono.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyQua 24 Maio 2017, 16:41

Victarion estendeu a mão em um cumprimento e foi respondido com um olhar desconfiado por trás dos óculos de armação fina. Ela não se negou à cortesia, nem se negaria a qualquer um que fosse, apenas não esperava por aquilo ou ficara surpresa com o tamanho do segurança que haviam mandado para o seu chefe. Pouco importa. Ela respondeu ao cumprimento, embora sua mão só fosse suficiente para cobrir metade dos únicos dois dedos que conseguia alcançar.

Entrou e os convidou com alguma cortesia formal demais e que ela cuspia devagar de menos para qualquer não nobre entendesse. Victarion ficou entre se devia ir ou ficar, mas Mathilda avançou ― ou arriscou ou entendeu, era mais fácil acreditar que ela apenas chutara ― e o herói em aventura seguiu sua donzela.

A secretária de anime ecchi entrou no alçapão e foi engolida pelas sombras, mas a dupla não tardou antes de também entrarem. Se não fosse o salto batendo nos degraus de ferro que compunham a escada, seria impossível definir que não estava sozinho naquela travessia. Passaram por um salão inicial, completamente escuro, que foi apresentado como uma espécie de antessala que existia por segurança, apenas pessoas autorizadas conseguiriam passar por ali sem ser fuzilado ou envenenado por algum gás tóxico. Desceram mais um lance de escadas, após serem autorizados a entrar por uma voz robótica e ressonante, passando pelo refeitório, salão de jantar, um quarto vazio, um dormitório simples, outro dormitório mais luxuoso, desceram mais uma vez, para só assim entrarem na biblioteca (o submarino é muuuito grande, como pode ver).

A biblioteca, como tudo ali, era enorme, mas aquele lugar era excepcionalmente maior que todos os outros. As centenas de estantes enfileiradas e sempre menores que três metros de altura eram coroadas pelo teto, que começava no exato final das estantes. Embora extenso, a biblioteca não era muito alta, o que era bastante previsível já que estavam dentro de um submarino. À esquerda das escadas que o levaram lá, existia uma mesa sufocada por livros abertos e fechados e formavam um labirinto para o ratinho que parecia estar a tanto tempo perdido ali que já até tinha barba.

Marie, olha, olha eu consegui inventar uma pílula de crescimento! ― Falou o rato. Espera, o rato está falando?

Muito bom, estes sã-...

Olha! ― O rato voltou a falar, tomou a pílula e cresceu incríveis 5cm, mas voltou a encolher imediatamente, mais devagar do que cresceu.

Infelizmente, só funciona comigo... Mas, heim, o que você ia falar?

Estes são seus novos seguranças, mandados pelo governo.

Oh! Prazer! ― Disse Mickey acenando.

Ela voltou para o casal, pegando Mathilda respondendo o aceno, tímida e Victarion encarando o seu protegido devaneando tragédia, como sempre.

E aos senhores, este é o grande Briot Ruffini. Da prestigiada família Megazord, os anões gigantes com seus vinte, seis centímetros e treze milímetros ― (Ela fala como se fosse algo muito impressionante). ― e, como podem ver, o meu senhor é um gênio e já consegue até usar o seu DNA gigante ao seu favor. Bom, chega de enrolação, esta tarde e todos iremos dormir. Sim, isto inclui você, Briot.

― [b]AAAAAAAAAAaaaah não...

― [b]Bem, vamos logo ao dormitório de vocês.

― [b]Hey! Se vocês quiserem vir aqui na biblioteca, vocês podem pegar qualquer livro, sabe, pra passar o tempo! ― Gritou, enquanto saíam.

Voltaram pelo caminho que vieram e pararam no quarto deles. Duas camas beliche, uma escrivaninha, com abajur, alguns lápis, canetas e penais para todos os tipos de gostos e tamanhos. A cadeira de madeira não aguentaria o peso de nenhum dos dois, mas aquilo não parecia problema para o rapaz que se despiu e foi dormir. Mathilda fingiu não perceber, mas cogitou forte a ideia de cavar um buraco para esconder sua cabeça. No fim, ambos dormiram.

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyQua 24 Maio 2017, 23:59

Sugaria o ar, novamente. Sobressaltado, correria a pupila de um lado ao outro, como um relâmpago, procurando evidencias de lembranças não vividas, enquanto seus sentidos aguçados acordavam de uma só vez e o nauseavam. Argh... transmutou a dor em lamento, apertando as mãos contra suas têmporas. Suado, sentiu e, conseguinte, percebeu que tremia e resfolegava como nunca. Sentia medo, embora tentasse se acalmar pensando que tudo aquilo foi só um sonho.

Com sua visão ainda colapsando, encararia as palmas das mãos. Queria ver o suor que o seu tato sentia, mas só distinguia a mão do resto do ambiente pela palidez da sua pele. Piscava e ora via seu sonho e ora via a realidade. Mais uma vez, sonhou com seus companheiros de cela, dessa vez acordado. Guinchavam, raspavam e lutavam contra ele pelos restos do prato, obrigando-o a se debater nos grilhões e tingir seus pulsos com o carmesim do seu próprio sangue.

De volta à realidade, lembrou-se do sonho anterior a aquele e remeteu que, dessa vez, também estava acorrentado. Recordara os relatos sobre suas marcas serem frutos da sua rebeldia selvagem, infantil, e concebera que seus sonhos mentiam, enquanto abraçava seu próprio corpo. Sentia calafrios que o diziam que seus tutores mentiram, pesando sob o olhar que deixava perdido entre o chão e suas meias-conclusões.

Erguer-se-ia, abrupto e desnudo, como uma montanha sem relva. Arrastaria os pés para o banheiro mais próximo, arrancaria os pelos que se alongaram no período que dormira com as próprias garras e voltaria para vestir suas roupas e seguiria para a biblioteca. A leitura era sempre sua melhor companhia, uma maneira de viver vidas mais verdes, sem o tom negro que o fardo dera à dele. É sempre bom ter um motivo para sentir-se triste além da medíocre autopiedade, consolou-se.

Passaria por onde tivesse que passar, desceria onde deveria descer e quando chegasse ao seu destino procuraria pelas prateleiras a seção de tragédias épicas. Vários dos títulos já tinha como bagagem, acordara consigo mesmo que não iria reler nada com a infinidade de variedades que tinha para ler. Isto incluía suas obras preferidas. Algo novo... perambularia de um lado ao outro, passando o dedo indicador esquerdo pela estante e parando num título que chamara sua atenção: O Dançarino de Wano. O nome chamou atenção. Poucas vezes vira um livro que não fosse do east blue, uma obra sobre um reino do novo mundo era tentadora. Os dedos se alongaram e, como larápios, quando viu, já tinha o objeto em mãos. Voltaria para seu dormitório. Encararia a cadeira e ponderaria se ela o aguentaria, na dúvida, sentaria no chão, com as pernas cruzadas, encostando suas costas em uma das paredes e apoiando o livro no seu colo.

Mergulhou no livro. Parou no primeiro capítulo, após ler a descrição de uma justa entre um samurai com uma espada e outro com duas, se é que posso chamar aquela humilhação de justa. A fome de poder rugiu fundo em sua alma; Victarion precisava aprender a lutar com as duas mãos. O prólogo do livro, ensinara por alto como ele podia fazer aquilo. A leitura poderia esperar.
“...a escrita foi o primeiro passo para a dança das duas lâminas, horas e horas por dia, aprendendo à dançar um penal sobre um pergaminho com ambas as mãos antes de dançar o aço no ar...”.
Obstinado à ser tão bom quanto o herói fantástico, pegaria um penal, buscaria algum bloco de notas ou um caderno e começaria a treinar sua destra. Começaria escrevendo todo o alfabeto com sua mão prendada, caprichando na letra o máximo que conseguia na letra, na primeira página. Pularia uma folha e repetiria o processo dezenas de vezes com a mão que pretendia treinar, numa letra menor. A cada trinta repetições voltaria e compararia com a primeira folha, faria isto para visualizar as letras que tinha mais dificuldade e escreve-las duas vezes mais do que escreveria todo o resto. Seguiria repetindo o processo até conseguir uma caligrafia semelhante entre as duas mãos, nesse ponto passaria a transcrever frases para se acostumar com a conexão das letras.

Quando sentisse câimbras na mão, leria um pouco do livro ou iria perambular pela embarcação, tentando conhecer a tripulação que mantinha aquilo, considerando que o navio era grande demais para ser mantido por um anão e uma senhora. No instante que percebesse que sua mão estava voltando a ficar boa, voltaria ao trabalho. Obrigar-se-ia a fazer aquilo até pegar no sono ou em algum caso de emergência onde o nobre ou sua assistente solicitasse a presença dos agentes.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyQui 25 Maio 2017, 02:02

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Após fazer sua depilação diária para não parecer um yeti, quebrou o jejum com carne e ovos, e seguiu para a biblioteca. Após alguma leitura a epifania veio para o ajudar a ocupar seu tempo ali. Voltou para o seu quarto para treinar sua mão direita num caderno que achou na escrivaninha e ficou lá reaprendendo a escrever por horas e mais horas.

Os dias se arrastavam, uma ou outra vez acontecia algo importante, onde, na imensa maioria, era um avistamento de alguma espécie raça do mar. Briot reunia toda a tripulação para mostrar as fotos como se fossem as coisas mais impressionantes do mundo, alguns até eram, outros eram alguma fusão grotescas de espécies terrestres.

Perambulou pelo lugar, quando sua mão doía muito para continuar transcrevendo livros e livros e treinando o desenho de letras complexas e emperiquitadas. A tripulação era compostas unicamente por humanos, o que era bastante estranho para um nobre anão e todos pareciam ignorá-lo tão bem quanto trabalhavam.

O cozinheiro, um homem de boca avarento, impetuoso e esguio, com olhos grandes e brilhantes, era um mal ouvinte e um pior orador; Victarion nunca sequer ouviu a voz dele algum que não fosse grunhidos para seus subordinados. Sob suas ordens serviam mais meia dúzia de aprendizes, uns tão parecidos com os outros tanto nos trejeitos quanto nas vestimentas, que era inútil tentar aprender o nome de cada um.

A manutenção do navio era feita por cinquenta serviçais, diziam-se não eram escravos, mas se não eram, estavam bem próximos disso. O mais engraçado de todos era um anão sem nariz, ora ou outra ele dava uma pirueta ou fazia alguma graça quando o Victarion passava por ele.

De novidade, descobriu um quarto trancado, não ousou viola-lo, mesmo que ela produzisse barulhos estranhos, que, durante a noite, pareciam com gritos humanos. O bom senso negou a curiosidade de investigar aquilo.

No segundo dia, ponto onde o mink já não conseguia mais melhorar sua escrita e apenas tentava por ser megalomaníaco e cada vez parecia regredir, Mathilda já estava consumida pela curiosidade do porque dele tanto fazer aquilo e, enfim perguntou:

O que você tanto escreve aí?

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptyQui 25 Maio 2017, 03:05

O segundo dia treino perdurou um século. As transcrições infindáveis já se moldaram num trabalho maçante, onde já tinha atingido um patamar de fadiga mental onde não sabia se estava melhorando com as intermináveis repetições que se forçava a fazer metricamente. Fato este que deixou Victarion cada vez mais propenso a cobrar um resultado muito maior do que conseguia e a iniciar uma autossabotagem de stress pela sua mania de grandeza e necessidade de perfeição pelo fardo que zelava.

Muitas vezes a raiva era tanta que o primeiro a pagar o preço era o inofensivo lápis, perdendo as contas de quantos partira ou esmagara. A sensação de vê-los em pedaços e seguir à procura de outro, o ajudava muito quanto a enorme vontade de rasgar as folhas com uma só patada.

Trancafiado em seu próprio universo de muralhas invisíveis, a pergunta pegou-o desprevenido.

O sobressalto o puxou de volta para o dormitório que sequer lembrava-se de estar. A voz dela era doce aos ouvidos, embora todas as vozes de fêmeas humanas eram, em sua cabeça idealizadora, tão doces quanto; a dela tinha algo que a diferia de todas as outras donzelas e por falta de vocabulário o mestiço apenas classificava como “muito doce”. Fitaria a interlocutora, com os olhos pesados de cobranças e mais cobranças. Abriria a boca, mas nenhum som ousaria sair. Parecia que a realidade era um tanto quanto menos atenuante do que seu mundinho de perfeccionista e todas as palavras queriam sair e ao tentarem ao mesmo tempo, anularam-se. Fechou a boca, novamente, engoliu seco e só abriu para balbuciar:

– Eu... eu? O que eu estou fazendo? – repetiu, débil, ganhando tempo para conseguir pronunciar a resposta que estava na ponta da língua, mas teimava em não sair. – Eu estou... eu estou... tentando aprender a usar as duas mãos em combate... – pairou o olhar na folha e mordiscou a mazela que havia se tornado. – acho que já está bom por hoje.

Levantaria para se espreguiçar. Apertaria o cinto da bainha e o vislumbre de sua arma o incitara uma ideia:

– Mathilda... você está ocupada? – sabia que se estivesse ela não puxaria assunto, perguntou apenas para usar o seu tempo de resposta para reavaliar sua ideia e ver se ela realmente era possível. Não encontrou melhor maneira de fazer aquilo: – O que você acha de pelejarmos um pouco? – giraria o cinto, mudando a bainha de lado e fazendo os devidos ajustes para ter a espada pendendo em sua anca como se fosse destro. – Você e eu, com nossas mãos menos destras... o que acha?

Sabia que existia uma sala vazia em algum lugar do submarino, pois recordara de ter passado por ela em algum momento antes de conhecer Briot. Com ou sem a campainha da humana, iria lá. Quando, enfim, encontrasse, poderia iniciar seu treino, mas não sem antes de fazer aquecer seus músculos, libertando o aço e deferindo, com as duas mãos, golpes lentos e extremamente dolorosos para os músculos, pela necessidade de manter a arma no ar por mais tempo do que em um golpe comum.

Seguindo a linha de pensamento de que ela concordara em treinar, após o aquecimento, treinaria golpes simples e bloqueios tão simplórios quanto. Intercalando entre um bloquear e o outro atacar. A viagem duraria muito tempo e eles poderiam ter um treino mais complexo a cada dia, seguindo o bom senso de deixar claro que não era para nenhum dos dois sair machucado se não fosse por acidentes, e, mesmo assim, evitaria ao máximo inventar coisas muito espalhafatosas para que não machucasse sua companheira de treino e esperava uma reciprocidade no ato. A linha de progresso seria tentar melhorar a cada dia, respeitando o limite de ambos. Quando estivessem próximos ao final do treino diário, iriam focar nos pontos fracos de cada um. Treinaria até ver seu corpo completamente esgotado, mesmo que tivesse que seguir sozinho, caso Mathilda não acompanhasse seu ritmo.

Na hipótese dela não aceitar, não barganharia, lutaria com um oponente imaginário. Inventando golpes que bloquearia, maneira de atacar e não se controlaria muito com forçar progresso, dando seu máximo nas horas de treino. Faria o possível para não deixar a espada escapar de suas mãos com um golpe mais forte. Seguiria o mesmo planejamento de progresso que faria acompanhado, só que, dessa vez, procurando por suas falhas sem ajuda de ninguém. Aplicando esta mesma estratégia caso ela desista do treino por qualquer motivo que fosse, concordaria com sua escolha e partiria para o treino contra seus próprios fantasmas.

Respeitaria a cicatrização do seu ferimento. Após o treino, deixaria que sua companhia tomasse seu banho primeiro, poria suas roupas para lavar e quando estivesse de banho tomado, sem seus pelos e vestido procuraria alguma coisa para comer no refeitório. Se fosse solicitado sua presença em qualquer momento que fosse, não negaria, porém, claro, iria após estar vestido.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptySex 26 Maio 2017, 04:00

O convite pegou Mathilda de surpresa, mas aceitou os termos de bom grado (não é como se ela tivesse outra coisa para fazer) e seguiu o nobre herói subaquático.

No começo de tudo, os dois eram excepcionais em serem péssimos, mesmo que Victarion fosse um pouco melhor com sua destra do que ela com sua canhota, graças ao seu treino de caligrafia. Por alto, ambos eram tão ruins quanto podiam ser. As horas de treino, contrapondo as horas de pratica caligráficas, fluíram como um rio e cada dia o treino deixava um sabor gostoso de necessidade de aprendizado fundido com determinação e cansaço. Por incrível que parecesse, a habilidade manual da moça era bem melhor do que a dele, embora ele fosse mais vigoroso e um tanto mais forte. Já no segundo dia, quando ela se tornava cada vez mais hábil na manipulação da espada, já era possível notar que ela daria uma boa batalha com sua destreza e agilidade de lince.

Os dias não se arrastaram, não como antes. O número de vezes que Briot os importunava caiu pela metade, ele também parecia ocupado, passando cada vez mais tempo dentro do quarto lamuriante ― assim Mathilda chamava o quarto que parecia chorar durante a noite.

Na véspera do dia da chegada, o ânimo dos tripulantes subiu gradativamente. A comida parou de ser racionada e tímidos banquetes nasciam. Ainda assim, nenhum tripulante parecia falar, ou ter qualquer capacidade de comunicação além dos três conhecidos do protagonista.

Uma noite escutou um grito, tentou achar que era mais um dos seus pesadelos, até ouvir Mathilda saltar de beliche de cima com sua camisola de seda branca, tão pura e fina que as velas brilhavam através do tecido. Pousou como um gato, um pé e depois o outro e nenhum barulho proveio do seu passo. O mink já estava acostumado com a semi-nudes de sua companheira de quarto e seus passos leves que não emitiam som algum, a surpresa nascia dela também ter ouvido o grito.

“Você ouviu?”, sussurrou “você ouviu isso?”. Antes que pudesse responder, a luz de um candeeiro incidiu pela porta, pondo a moça a pular de volta para sua cara e se enfiar em suas cobertas. Um segundo depois, a secretaria entrou olhou de relance, viu os dois parados na escuridão que era o final do quarto e presumiu que ambos ainda dormiam. Ela saiu sussurrando para seu pulso, não baixo o bastante para que Victarion não ouvisse: “Eles continuam dormindo.

O sono daquela noite fugiu, junto com a vontade de treinar a mão esquerda de Mathilda, no dia posterior. Mesmo assim, acabou indo, brava, pelo fato de Victarion não ter sequer insistido quando ela disse que não iria (famoso doce). Durante o treino, enquanto as espadas estalavam beijos uma na outra, a espadachim-branca começou a contar às coisas que havia percebido para o espadachim-negro. Segundo ela, suas suspeitas faziam-na crer que toda a tripulação não tinha língua e que, de alguma forma, parecia que todos sabiam muito mais do que falavam, era como se estivessem dormindo cercado por olhos que brilhavam na escuridão, ao mesmo tempo, parecia que ninguém se importava com o que eles faziam ou falavam; para a tripulação, eles não existiam. “As paredes têm ouvidos e os ouvidos são paredes”, sussurrou por último antes de um estrondo acontecer e uma luz vermelha começar a piscar em todo o submarino.

Emergência, repito, emergência. Pacientes 13, 14, 98 e 99 fugiram, estão seguindo para a biblioteca. Emergência. Repito. Emergência. Emergência. Emergência. ― O caos envelopou todas as ações, apenas a voz do den den mushi alto-falante era escutada. A tripulação prendeu a respiração até que o primeiro corajoso passar correndo pelo corredor, do lado de fora da sala que o casal usava para treinar. Depois dele o som era tomado pelas dezenas de pés que batiam contra a grade de ferro e a bolha calamitosa explodiu.

Venham comigo. ― A secretária surgiu entre as pessoas, como se tudo aquilo não a afetasse ou como se ela tivesse o poder de ignorar todos os corpos que se exprimiam pelo corredor.

A dupla embainhou suas espadas e passaram a bainha para o lado de suas melhores mãos. O trio correu para a biblioteca por uma passagem secreta dentro da própria sala vazia. A secretaria colocou a palma da mão espalmada em um lugar da parede, um feixe de luz vermelha leu a informação apresentada e a porta de um elevador nascera frente aos seus olhos. Os três entraram, quando a porta estava prestes a se fechar, ouviram gritos e um rosnado selvagem que o mink conseguia entender como um grito pela liberdade ou uma ordem por tal.

Quando chegaram à biblioteca, o anão estava catatônico. Sentando em uma almofada vermelha em posição fetal e balbuciava nada que fizesse sentido pleno. “Não. Perdido. Fracasso. Morte.”. A secretária tomou as rédeas, pegou a almofada e os levou para uma escada circular que desembocava numa sala escura. Andarem algum tempo à mercê do barulho do salto dela e encontraram uma sala de controle, cheia de botões que brilhavam em vermelho na sala completamente dourada.

Ela pousou a almofada com o grande nobre (rs) em uma cadeira, apertou alguns botões. Todos tinham lugares e cinto. Após um avisou ela apertou um botão grande e vermelho e a sala onde estavam foi ejetada. Correram pela água até atingirem a superfície, subirem alguns metros e descerem num impacto duro contra a praia. Todos desmaiaram pela velocidade, mas o mink e sua companheira resistiram até o impacto e viram demais: uma explosão gigantesca aconteceu embaixo da água.
...

Victarion acordou com a boca cheia de areia e sangue, ouviu algo rastejar para fora do mar e voltou a desmaiar.

Vic-ta-rion... ― Ouviu um anjo cantar (literalmente, cantar) seu nome, pronunciando lentamente cada sílaba dele como se se deliciasse com aquilo.

Vic-ta-rion... Victarion... VICTARION! ― Sentiu alguém sacudi-lo pelos ombros. Abriu os olhos, instintivamente, e viu Mathilda esbofeteando seu rosto na ida com a palma da mão e na volta com as costas dela.

Pronto, ele já acordou. ― Comentou, parando de bater.

Ok. Bom, finalmente estamos no Arquipélago das Focas, mas estamos na ilha errada. Precisamos chegar até aquela montanha ali. Pelos meus cálculos, se andarmos dez quilômetros pode dia, poderemos chegar lá em cinco dias. ― Apontou pelo vidro uma montanha sobrepunha todas as árvores dezenas de vezes.

Nós devemos tomar cuidado com essa floresta... Dizem... Dizem...

Nada. Nada dizem. Vamos logo, temos uma longa viagem a percorrer. Aqui dentro temos bolsas com cabanas e comida, mas só para o meu senhor e para esta uma que vós fala. Vocês, grandões, a floresta os proverão.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 2 EmptySex 26 Maio 2017, 23:11

Submerso em sua própria existência, afogava-se. Almejava a morte com todo o traço de vontade que ainda se agarrava ao seu corpo. O silêncio o preenchia. Sentir nada nunca foi tão bom quanto no momento de sua morte, viver nunca foi tão fácil quanto no momento de sua morte; libertador. Suspirou aliviado quando ouviu a morte chamar seu nome. Olhou para trás, mas antes de ver, sentiu, as mãos frias envolvendo suas bochechas e o puxando para mais perto de um rosto sem forma. Conhecia bem a história, o beijo da morte. Deixou-se levar. Ouviu seu nome mais vezes, de um lugar e de lugar nenhum. E quando a morte estava próxima, a dor germinou.

Regressara à vida com a única sensação igualitária do mundo: dor. Vivo, estou vivo... não comemorou. Olhou nos olhos da humana, piscou os olhos e mexeu o maxilar, tentando voltar a raciocinar enquanto a sua cabeça era abalada pelo despertar dos seus sentidos. Era doloroso viver, embora, ele mesmo já soubesse que não poderia ser morto por qualquer um menor que seu fardo; cada vez mais, tudo parecia menor que ele, um mundo envolto eu seu negro, em segredo, invisível. Temeu viver para sempre.

Condensou as próprias ponderações com as de todos. Estava óbvio que o melhor era não depender do nobre e de sua vassala. Os segredos tinham afunilado a confiança que pouco conseguia encontrar em homens, machos ou fêmeas. As constatações de Mathilda vieram para que enfim percebesse que a floresta estava cheia de lobos, silenciosos e sem língua. O urso mata a alcateia, recordou quem era, mas não deixou-se levar por sua prepotência, identificava certa astúcia na fêmea e notável desequilíbrio no macho bem-nascido. Somados representavam perigo, farejou no ar.

Libertaria o cinto, num clic. Ajeiraria o tapa-olho, arrastaria os cachos para trás do cabelo e olharia para o sol, ou para a lua, e tentaria predizer quanto faltava para penumbra partir ou chegar.

– Eu baterei o caminho – murmurou, com seu típico ímpeto melancólico e desanimado. – não esperem por mim...

Levantaria e mexeria a espada na bainha, bem sabia que poderia custar sua vida se aquela lâmina agarrasse em um momento inapropriado. Por mais que não gostasse, ele sabia o que estava fazendo e nada poderia ser melhor do que deixa-lo solto em uma floresta. Pra ele, cada crocitar, rugir e ladrar era muito mais que demonstrações de selvageria. Numa floresta, ele teria ouvidos em todos os cantos se os animais seguissem seu fluxo natural. Partiria, uma caçada livraria sua cabeça dos pressentimentos terríveis que estava tendo ali.

Possuía certo receio de deixar os três sozinhos e por isto apenas se distanciaria um perímetro que conseguisse ouvi-los e estivesse apto a responder um pedido de socorro, por precaução bateria o perímetro rumo à montanha, se encontrasse algo, voltaria para o trio e os avisaria. Enquanto batia o caminho, buscaria o cheiro de presas com as narinas e iniciaria sua caçada, ainda prestando atenção nos sons que o grupo emitisse e não negaria um pedido de ajuda.

O rapaz-urso possuía uma técnica de caça bem mais animalesca do que humanizada, por isso acabava nunca sendo furtivo para dar ao animal alguma capacidade de reação. Conhecia-os para saber bem que era aquilo seu último desejo; lutar por sua vida e os animais que não faziam aquilo, como cervos e outros animais que fugiam diante ao perigo, eram covardes e não mereciam que um urso os comesse.

No instante que farejasse algum animal de porte médio ou grande, macho e adulto, poria sua lâmina para fora de seu descanso e daria a prova do que estava prestes a acontecer com um golpe no ar. Correria. Por mais que não fosse um caçador furtivo, o mestiço tinha suas nuances e usaria táticas de cerco para ter os animais em armadilhas. Flanqueando eles se dessem perseguição e buscando encurrala-lo aos pés de um monte, ou de um desfiladeiro, ou, até mesmo, de alguma árvore grande como um carvalho.

Quando o embate entre os dois animais começasse, o meio-homem, abriria as perdas e flexionaria seus joelhos enquanto arrasta a perna direita para trás. Esperava que o animal ao ver-se encurralado avançaria. Caso contrário o urso-negro faria isto para ele, usando da cautela e do seu tamanho para não deixar que ele fugisse.

No instante do golpe, jogaria a espada para cima, desceria a arma enquanto joga seu peso e golpearia a cabeça de sua presa, voltando o braço para cima e repetindo o golpe até partir o crânio que alvejava.Tomaria cuidado com movimentos muito bruscos seu ferimento ainda estivesse em processo de cicatrização. Todo golpe que lhe fosse deferido contra o mestiço, seria respondido com outro golpe com a parte mais larga da espada, visando apenas bloquear o golpe e não dar uma morte mais dolorosa à sua caça. Variaria a angulação da espada com a variação do golpe do oponente, porém a única estratégia possível para uma investida de um animal era respondendo com uma estocada entre os olhos deste, jogando todo o seu peso na espada para que o impacto entre as duas velocidades não o atirasse metros para trás.

Se o animal escapasse Victarion iria segui-lo até conseguir. Era uma clara idiotice deixar o trio para trás, mas a personalidade impetuosa não admitia que ele não fosse o melhor caçador de todos e, como um, não podia deixar que sua presa escapasse. No momento que ele escolhe uma caça, ou ele, ou a caça morre, mas ele não podia morrer vestido em seu fardo. Devido a isto, se por algum motivo percebesse o grupo de sua audição, tentaria rastreá-los com o cheiro de Mathilda, que já devia conhecer bem pelo tempo de convivência, se não assim seria pelas características que conseguia recordar da noite que chegaram ao submarino, conheceram o nobre-anão e Victarion teve o cuidado de reparar em como poderia rastreá-lo caso ele fosse sequestrado.

Ao abater a caça, a arrastaria pela floresta de volta ao acampamento, no caminho se encontrasse presas menores e que fossem fáceis de abater, não pensaria duas vezes. Buscaria saber escutando o barulho da floresta se existia algum de perigo próximo, instantaneamente escutou algo se arrastando na praia de novo e um beijo gélido percorreu seu corpo, num calafrio. Ao deixar a caça no acampamento do trio, se eles tivessem montado um, voltaria para buscar lenha seca para uma fogueira, com seus conhecimentos saberia procurar qual árvore proveria uma lenha mais útil. O urso-negro e a lince-albina dormiriam coberto pelas estrelas, mas teriam uma fogueira para olhar enquanto variavam os turnos de vigília. Se sentisse fome, não se importaria de comer a carne crua, mas não negaria se alguém conseguisse cozinha-las.
Histórico:
 

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Última edição por Hidan em Sab 27 Maio 2017, 20:11, editado 1 vez(es) (Razão : errei o nome do meu personagem ahsua)
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