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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O lobo em pele de cordeiro

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ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptySeg 31 Out 2016, 16:43

Relembrando a primeira mensagem :

O lobo em pele de cordeiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Jack Dracul. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hidan
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptyQui 24 Nov 2016, 23:22

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O estripador sorria, satisfeito, por conhecer a face da primeira dama que não perdeu sua essência ao fel amargo do próprio sangue nas primeiras notas do hino da vida e da morte que entonava ao brandir sua lâmina cinza e brilhante. Surpreso, fazia o que mais cabia à situação: sorria. No seu breve encontro, não teve muito tempo para flertar com a pomposa e imponente ruiva que batalhava com ele e a moça, do caos preso aos olhos, como se não fossem nada. Pouco cortejou, mas muito viu. Seu rosto angelical carregava a volúpia nos lábios e o inferno nos olhos. Picadinha fina e por baixo do seu coque ruivo bem apertado crescia uma fortaleza vermelha. Uma donzela que valia por mil hoplitas empunhando seus escudos atrás dos seus elmos com crina entralhada em penas de aves da cor que arrancaria ao virar ao avesso seus antagonistas, coincidentemente, a mesma cor das suas madeixas; rubro, como sangue.

O santo lobo branco ladrou frente aos enormes muros de escudos dourados e nem com a melhor das suas mordidas foi capaz de abrir uma boa fenda por entre suas defesas, logo o esquadrão de um membro só se reformulou e já investiu contra um lobo de sua alcateia. Ferida, a loba do caos bêbada de vingança, avançava para outro abocanhar. Não iria só.

A espada em seu punho havia descrito um voo em liberdade para o gramado que Jack sabia estar à sua direita, mas não desgrudaria os olhos da policial nem um segundo que fosse. Tinha pleno saber de sua destreza em ambas as mãos e sua afiada capacidade de atirar tão bem quanto brandia a espada, com qual foi capaz de parar um potente golpe no último segundo. Recuaria um ou dois passos para dar oportunidade da outra ceifadora tomar dianteira do embate, porém não manteria seu corpo inerte, tinha pleno saber que um alvo parado era a mais fácil das miras entre qualquer atirador de facas saltimbanco, para ela, seria não menos, que uma sentença de morte: jogaria seu dorso para trás e iniciaria um recuo onde se projetava para trás e para os lados, sem ter um ponto fixo para se manter por mais do que uma piscadela.

Aos pulos, a adrenalina tomaria conta da cabeça do estripador. Tinha a mente tão afiada para estratégias de combate quanto uma foice. Precisava apenas empunhar bem os fatos que tinha em sua frente, pensando numa estratégia nos poucos segundos onde sua mente, bêbada do calor do momento, voava para um gavião e o tempo corria como uma lesma, para, no fim, fatiar. Entre um salto, o flutuar nas plumas do vente e o baque surdo ele analisaria a situação. Olhou a arma em sua mão, perscrutando abruptamente uma maneira de usar seu próprio estilo de luta contra ela e como uma lufada do vento que sentia entre um pulo e outro a verdade submergiu. Seus olhos seriam tomados por um semblante perverso que apenas uma criança conseguiria expressar de tão caricato e puro, em seus lábios, finos, seu sorriso acompanharia.

Investiu, certo que a outra representante do fim dos tempos iria atacar frontalmente, contornaria o inimigo nos segundos onde suas vistas estivessem ocupadas atirando contra o alvo hostil. Correria com os passos de um lobo fugaz que era, abusando ao máximo das capacidades dos tendões encrostados nos tornozelos para que descrevessem uma corrida silenciosa e extremamente rápida. Um verdadeiro predador sabia ser silencioso e preparar o mais ardiloso bote onde precisaria exercer o mínimo de combate possível com sua presa, resguardando sua integridade ao máximo para, no dia seguinte, matar outra e, no próximo, mais uma. Durante o percurso descreveria o semicírculo que iniciava da parte onde Jack estava, afunilava até ter o mínimo da distância que conhecia tão bem, seu braço somado com a sua foice, até parar nas costas da policial mantendo a distância mínima.

Nas costas dela, seguraria a foice com as duas mãos, mantendo o espaço de quatro dedos entre uma e outra e deixando a última dez centímetros ou mais do final do cabo. Jogaria os seus dois braços para trás, deixando que sua canhota se aproximasse ao máximo do seu ombro correspondente. Conseguinte o movimento de mãos, giraria o tronco, alguns graus para a esquerda, e num jogo rápido de quadril alavancaria o golpe. Próximo a metade do arco do movimento, estenderia os braços e esperaria acertar em alguma região de suas costas. Repetindo o golpe quantas vezes fosse capas para abrir fazer jorrar o carmesim de suas entranhas. Não sabia a real importância dos órgãos que os ossos resguardavam lá dentro, mas sabia que teria de manter a virgindade de corte em seu rosto para que ela fosse enviada com êxito para o paraíso.

Em mente teria um plano de esquiva para qualquer situação onde pudesse notar algum tipo de perigo: inicialmente, focaria em não se manter parado em nenhum momento que fosse, se não o período onde atacaria; mas ao primeiro sinal de hostilidade quanto à atiradora ou a qualquer outro inimigo usaria de saltos para trás, cambalhotas e rolamento para esquivar de todo golpe não vertical e acima do dorso, descreveria impulsos acrobáticos ao ar em golpes horizontal abaixo do tronco e se necessário saltaria para o lado mais propício em casos de tiros, coronhadas ou estocadas.
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Nosferatu Zodd
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptySab 26 Nov 2016, 22:06

{Editei o post sem querer e é isso, foi mal avaliador...}

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Última edição por Nosferatu Zodd em Qua 30 Nov 2016, 17:03, editado 3 vez(es)
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Hidan
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Hidan

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptyDom 27 Nov 2016, 13:47

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As foices gêmeas dançaram tão bem quanto apenas as tesouras das parcas teriam tamanha sintonia em seres distintos, mas interligados pelo simples prazer de ver a morte rente ao seu rosto. A sina dos monstros que as portavam jorravam aos montes; sangue. E a dança ficou apenas mais magnífica a cada passo coreografado do corpo de bailarinos composto, nada menos, de loucos. O pratear reluzente corria de um lado para o outro, corrompidos pelo carmesim, porém, apenas nesse momento, completos. A dança dos diabos à luz do sol, diabos que foram crescendo até no grand finale uma delgada lâmina esgueirar a presa e dar o solene bote digno de, não menos que, uma cascavel renascida em aço. Mordeu e instituiu três lindas bestas dançando durante o encerar do segundo ato, outrora, como um bom desfecho a surpresa tinha que florescer do fim mais inesperado possível. O extraordinário tinha que acontecer para promulgar o termino do festim das três sanguinárias lâminas, e, logo, o acaso cuidou disso.

O encerar do segundo ato desabrochava o clímax da dança. Uma virada de jogo digna de não menos que uma pessoa capaz de bloquear um dos melhores golpes que o estripador executou fora do campo de treinamento com o seu pai. O cano da garrucha poderia intimidar qualquer outro homem, mas não Jack. Passou bons anos estudando a bíblia, porém já nos primeiros, entendeu o quanto as asas negras em suas costas representavam muito mais que meros adereços. Um anjo é um ser sem livre arbítrio, um mensageiro direto do seu deus. Uma criatura de tamanha pureza que o mero contato dela contra a sociedade humana, corrompida, era o maior sinal de que sua divindade tinha escolhido sua família para a guerra do fim dos tempos, contudo apenas Jack atendeu esse chamado. O vão circular no gélido ferro, por onde a munição correria até beijar a testa do estripador, era uma coisa insignificante contra a vontade maior que o celestial resguardava. O estandarte da guerra entre os impuros apenas tinha sido levantado, parar, agora, não era uma opção.

– GUHEHE! Temos uma boa dançaria aqui! Branco, não corte esse lindo rostinho; vou levá-la ao reino de Deus! Bradaria, sorridente, tentando olhar nos olhos da imponente moça e depois olhar para a ceifadora. O lobo era, acima de tudo, um anjo, juramentado, outrora, ainda tinha os instintos de um verdadeiro caçador da floresta; mesmo que tivesse de perder uma pata, nunca deixaria que uma armadilha de um caçador de outra espécie prendesse-o. O estripador não seria, de nenhuma forma, diferente. Como um lobo que morde sua pata ao ver-se presa em uma armadilha de urso até ter o seu membro arrancado para ver-se livre, o ceifeiro escolheria sua própria do que ser morto por uma artimanha de terceira e, se tivesse de escolher, morreria lutando.

Como resposta ao movimento da atiradora ambidestra, Jack aproveitaria da maneira que segurou a foice para sua tentativa de empalar a policial pela retaguarda para empurrar a arma batendo o cabo da foice na arma. A ideia, inicial, era apenas mover o necessário para que sua pele se vesse longe de outro disparo, principalmente a de sua testa. Num jogo fugaz de mãos, correria os dedos da mão esquerda até segurar a parte contraria do exato lugar que anteriormente tinha suas falanges dos dedos presa. Feito isto, bateria com a palma da mão esquerda para que a foice girasse para baixo e amoleceria o pulso da destra para facilitar o movimente de rotação anti-horária da arma onde o simples objetivo era fazer a grande haste de madeira que seu instrumento de matar bater na pistola. Acertando o revólver com a madeira foice, pularia para o lado oposto do que o utensílio se deslocaria, no caso para a direita de Jack.

Na fatídica hipótese de ser impossível esquivar a rota do disparo teria de ter uma estratégia de emergência para não estar desprevenido: no caso do golpe ser literalmente eminente, giraria o punho para ter a lâmina da foice virada para a direção da mão da invasora, assim Jack puxaria com todas as suas forças a foice para baixo para decepar a mão antes do dedo responder ao impulso nervoso de atirar. Visaria um golpe limpo, contudo não hesitaria em dar mais de um puxão para que a foice decepasse por completo. Durante o golpe saltaria para o lado direito, visando o simples objetivo de não ter o sangue tingindo suas vestimentas de custosa lavagem e evitaria ser acertado se algo desse errado em seu amputar.

Executando qualquer uma das duas evasões com êxito parcial ou pleno, partiria para o ataque sem pestanejar. Não era chamado de estripador por qualquer motivo, sua purificação se via plena quando as vísceras de suas vitimas estiverem mais a mostra do que sua própria pele. Do lado esquerdo da vitima começaria a catarse carmesim da policial, colocando sua foice na horizontal, segurando a arma com as duas mãos separadas por um espaço onde pudesse exercer plena capacidade de golpear com uma base forte, na destra, e uma manipulação coesa no membro mais dentro, na canhota. Jogaria o ombro esquerdo para trás, travando o quadril na mesma base que tinha pulado e arqueando os joelhos enquanto movimentava ter uma estrutura de uma verdadeira fortaleza, mas manter sua flexibilidade de um lince. Num jogo de quadris, que se repetiria dezenas de vezes, impulsionaria os golpes da foice que exerceria uma bela dança indo e voltando, picando toda a área pertencente ao flanco.

Como sempre, estaria preparado para esquivar de golpes, seguindo o plano: para coronhadas preferiria apenas saltar para o lado oposto ao que o golpe nascia ou, simplesmente, inclinaria a coluna para frente e erguê-la-ia no lado nascente do golpe; para tiros ficaria preparado para saltar para o lado esquerdo usando o máximo de sua desenvoltura como acrobata para descrever um belo e preciso salto; quanto ao restante dos golpes seguiria sua tática padrão de efetuar um rolamento ou saltar para trás em golpes que visassem sua cabeça e não fossem verticais, pularia para o lado esquerdo em casos de golpes verticais e para os horizontais que visassem suas pernas, apenas, saltaria alto o suficiente para sair da área incisiva do ataque.

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Emilly B. W. Sinclair
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Emilly B. W. Sinclair

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptyTer 29 Nov 2016, 00:09

Frente aos meus trêmulos olhos a alcateia de lobos dançou uma fantasmagórica ciranda. Cada um deles, tinha em suas faces transformada em borrões que apenas se viam nítidos quando olhava-os como um ser único. Todos eram um único lobo e, ao mesmo tempo, eram lobos únicos. Cada um representava, com o seu próprio traço, o lobo da morte, mensageiros, algozes da paz, mas, ao encalço, em cada lobo uma a morte crepitava de um jeito diferente, único. A ciranda mortal dos lobos que rosnavam contra a ursa e a atacavam de tantos lados que nem mesmo ela era capaz de revidar.

Seria, eu, mais um lobo? Meus pés diziam sim. Colocando-se um na frente do outro, ligeiros como um coiote atrás de seu pássaro travesso, correndo para o combate como se fosse um prego atraído pelo imã da carnificina. As mãos, torpes, correriam até a velha bainha branca casada há pouco com uma nova e mortífera amante; a esquerda enrolar-se-ia na bainha e usou o dedão para empurrar a espada para fora de seu local de repouso, a direita envolver-se-ia na bainha com as falanges e num esplendoroso saque alongou toda a extensão do delicado pedaço de aço para fora, cortando o ar.

Frente à vontade do verdadeiro rei do mar, meu corpo nunca ficaria parado. O corpo de um reles mensageiro do mar frente aos seus infiéis em terra firme traria sua mensagem:

Moça, desista, está lutando contra o seu destino grunhiria alto o bastante para que a moça escutasse, contudo sem elevar o tom de voz padrão, abusando de toda a capacidade persuasiva do meu corpo, natas e inatas. Você, como todo o seu povo, perecerá frente ao sal. É a vontade do Deus Afogado .

Prosseguiria corrente até o alvo onde meu próprio instinto me guiou. Lutando ao lado dos lobos que irão vestir o caos como manto e o brindar o sangue dos errados em suas próprias taças. Ainda durante o trajeto, libertaria a bainha e fugiria os dedos para a parte inferior da bainha projetando a espada em um arco até mudar do vertical ao transversal, colocando-a na linha do ombro canhoto. Correria preparada para ser alvejada com algum disparo das pistolas que via presas aos punhos da inimiga da matilha, no primeiro caso tentaria colocar o lado mais expeço da espada contra o golpe para impedir que a munição invada meu corpo ou, apenas, saltaria para qualquer um dos lados se visse uma arma sendo apontada para mim.

Ao atingir a moça, giraria a espada da transversal para a esquerda até que ficasse na mesma posição no lado oposto, com o simples objetivo de confundir o golpe que não brotaria ali. Parando no lado direito, em um movimento ágil, giraria a espada para que sua ponta ficasse na direção da antagonista e encostaria as pontas dos dedos da mão canhota na costela esquerda. Somente ai, estocaria visando acertar a axila de cima para baixo, usando o fato de ser menor que quase todos como vantagem.

Ao atacar usaria o principio de colocar a arma para contrapor o golpe, nos casos onde isso posse viável. Nas exceções descreveria saltos, rolamentos e pulos para evitar que minha carne fosse profanada, escolhendo sempre o melhor para a ocasião.

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Branco Pondus
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptyTer 29 Nov 2016, 10:51

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< "Lobo da estepe, eu acredito na tua dor." >


Estávamos no clímax, apresentando um ballet sutil e desejando o bruto tango. Mas nós éramos os protagonistas, encenando com perfeição os papéis que nos foram dados, e nós que sairíamos vitoriosos daquele palco. Os movimentos da moça eram mais concretos, movimentos de quem treinou arduamente os mesmos ângulos, dia após dia, sem a beleza do improviso, sem se deixar levar pela tensão e pelo ódio. Esse era seu erro: Uma bailarina sem coração, sem objetivo e sem alma. O destino já estava escrito, no arder dos meus olhos e no sangue da donzela que, em breve, purificaríamos com compaixão.

— Tu acreditas que com a tua pólvora tens poder contra mim? — Diria, inerte, com o olhar um pouco mais calmo. — Eu não posso morrer, pois eu, por vocês, morri há muito tempo.

Percebendo a locução do estripador para comigo eu visualizei o estrago na moça, obedecendo, quase cegamente, as ordens do meu mais novo aliado, por motivo de respeito e grande empatia. Ao perceber o movimento de escape do ceifador eu, imediatamente, esquivaria em um curto forçar de pés para minha esquerda, deixando que a foice "escorregasse" no ar, com um pouco mais de força do que costumava, me seguindo, em um ângulo que atravessaria o braço estendido da moça, visando cortá-lo. Imediatamente, independente de qualquer coisa, eu pularia contra a minha adversária, voltando ao meu estilo original de usar a foice e tentando aplicar dois cortes laterais subsequentes em suas coxas. Eu tentaria manter-me o mais próximo possível, ganhando a vantagem da minha arma de curto alcance contra a dela de alto alcance, tentaria ceifar, em qualquer oportunidade, alguma das mãos que seguravam as armas, para torná-la uma presa cada vez mais inofensiva, para que purificássemos a fêmea sem o estardalhar de mais ferimentos em nossa carne, ferramentas tão preciosas. Caso a mulher levasse sua atenção para o estripador eu rapidamente tentaria usar da oportunidade para atacá-la pela retaguarda, visando um golpe vertical em suas costas, como uma machadada, com o intuito de penetração e não corte, algo atípico em lutas usando foices, mas que se mostrava eficiente em alguns casos. Caso ela voltasse a atenção para mim eu tentaria desarmá-la com um golpe horizontal, o ângulo que mais abrangia a área que se segurava uma arma, não tentaria me esquivar, perdendo minha energia, mas não queria ser atingido novamente, levando em conta que a dor e o desgaste físico ainda se aplicavam à podridão da minha carne. No caso de ser acertado de novo, em qualquer lugar, lutaria contra a dor e o desgaste e avançaria, quase como um berseker, sem temer à morte, que já não podia fazer nada contra mim, e, controlando a fúria, atacaria-a com golpes horizontais, tentando não acertar o seu rosto. Se eu não fosse atingido apenas manteria a guarda e executaria as investidas planejadas.


OFF:
 

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Marvolo
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 5 EmptyQua 30 Nov 2016, 01:55

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Como um peão girou e, não diferente de um, caiu. Inevitável.

O bom e único olho via o mundo como uma arte abstrata. Turvo. Confuso. Ébrio. Nada fazia sentido - como nunca tinha feito -, de um jeito novo. O falso e o verdadeiro fundiam-se, numa festa de várias cores que, juntas, não significavam nada. O antigo mundo sem nexo existencial, agora pecava até na falha sensação visual que provia. Uma massa colorida e disforme, sem significado algum e, acima de tudo, vazia.

Largado ao chão fingiu ser um tapete de pele. Já não era tão diferente de um, ambos já não tinham vida. Recipiente. Carcaças sem essência ou resignação. Peças que em um passado longínquo foram vivas, um pretérito livre dos açoites do destino.

Bebeu do ar uma lufada, oxigenando o cérebro confuso pelo baque, estabilizando o seu estado pelo simples prazer da comodidade de esperar pela morte de, uma maneira, minimamente, digna. Tossiu, cobrindo o escarro com o dorso da mão desarmada. Inspirou fundo e, depois, um pouco mais, após a segunda golada de ar, intercalando com várias cadeias de piscadelas com o único olho útil até relembrar o motivo de ter saltado para uma justa que não o pertencia. Nenhum? Indagou, submerso até a garganta pelo dilúvio de questionamentos, rápidos, simulavam o disparo cuspido pela pistola que silvou alto, mas não tanto quanto o caos dentro de sua mente. Alguma vez houve motivo? A tormenta estiou, todos os tiros de dúvidas pararam e caíram; a resposta bateu à porta.

... nunca. Decidido quanto a incerteza, tinha o melhor ônus possível: se perdesse morreria, nada mais justo, nada mais vantajoso. Continuaria. Apoiaria o punho, ainda fechado, contra o chão e projetaria o corpo para uma estocada em qualquer uma das coxas. Rompendo as fibras do músculo com apenas uma das mãos até ter toda a ponta da espada dentro da pele, descrevendo um golpe desenvolto, formoso e fluido. Seguiria cortando suavemente o músculo até no momento exato que seu olho visse toda a ponta já dentro, serpenteando a mão livre até o cabo da empunhadura e batendo com a palma da mão para impulsionar o corte para algo mais selvagem, porém mais danoso.

Subsequente, o espadachim sem nome, puxaria a espada para fora girando o pulso para abrir o ferimento e estocando mais duas vezes nas regiões periféricas ao corte. Preparado sempre para golpear a arma caso ela fosse apontada para ele, contrapor golpes que notasse com seus bons sentidos golpeando de volta na arma que o ameaçava e, no último caso, saltaria e rolaria.

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