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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato I - Uma Ilha Ferida

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyQua 05 Out 2016, 16:57

Relembrando a primeira mensagem :

Ato I - Uma Ilha Ferida

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Max Köhler Van Der Wertheimer. A qual não possui narrador definido.


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Shinra Kishitani
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptySeg 19 Ago 2019, 17:41


Teddy's Bar
Post: 5 | Localização: Bar do Teddy | Favelas de Las Camp




Apenas percebi o tom amarelado da água após o primeiro gole, mas já era tarde demais e eu já tinha sentido o gosto terrível daquele projeto de água. "Céus, espero que estar com as vacinas em dia valha de alguma coisa" era o que eu pensaria, apenas para em seguida questionar se de fato havia me lembrado de tomar as últimas doses que precisava. O ambiente ao meu redor não era nada parecido com os locais que eu usualmente frequentava, mas suportar certa insalubridade me parecia um pequeno sacrifício em troca de expurgar uma das causadoras da doença em que aquela ilha se afundava. Tentando esconder um pouco meu nojo, eu tentaria agir de maneira um pouco mais sutil naquele ambiente, já que imaginava a possibilidade da minha aparência e posição social já serem motivo o suficiente para chamar uma atenção indesejada para minha pessoa.

As palavras do rapaz ao meu lado passaram com o vento pelos meus ouvidos, e mesmo que mal captando o que havia expressado, me interessei levemente por seu carisma, afinal eu esperava apenas ser expulso do local antes que pudesse sequer ser servido. A aparência moribunda do rapaz estava me enojando, mas algo dentro de mim me dizia o contrário sobre ele. "Talvez esse aqui valha ser higienizado, não me parece ser tão mal assim" pensaria, enquanto caía em devaneios sobre como a purificação daquelas favelas podia ser de algum bem para Las Camp, afinal aquele parecia um antro de doenças tanto literais quanto metafóricas. Me mantive em um estado de devaneio por alguns momentos, até ser capaz de observar a chegada de dois grupos que cometeram a façanha de obter a minha atenção.

Os rapazes de preto me passaram uma impressão de perigo, suas bandanas com caveiras me levaram a pensar se eles eram piratas ou apenas uma gangue local. Percebi que haviam de fato falado algo, mas a entrada de outro grupo me fez distrair totalmente da situação, não prestando atenção a qualquer coisa que saía da boca dos valentões de preto. Imaginei que o outro grupo fosse formado por membros do crime organizado, já que pareceram tomar conta da situação com um comportamento mais responsável e calmo do que o grupo de preto demonstrava. Observando a situação, parecia ser hora de tomar ação, e eu tentaria fazer isso da maneira mais delicada possível.

Ao observar o ambiente, cheguei à conclusão de que o rapaz do meu lado era a melhor chance que eu tinha de obter informação sobre o ambiente, para apenas em seguida decidir se de fato seria viável tomar alguma iniciativa com algum dos dois grupos que estavam no bar. -Fiquei sabendo que a supressão do governo tá mais complicada por aqui, também espero que os negócios voltem a prosperar- diria tentando me aproximar do rapaz moribundo, apenas para em seguida tentar me informar sobre a situação -Então esse grupo de preto é o tal bando do careca? Eles não me parecem tão durões quanto os boatos diziam-. Embora tentasse falar isso, eu estaria convicto de que o grupo parecia de fato ameaçador até demais. Em seguida me apresentaria -Ah, a propósito, meu nome é Max- sendo em seguida um pouco sincero afim de tentar ganhar um pouco da confiança da pessoa com quem conversava -Deve estar na cara, mas eu não tenho o costume de andar muito por aqui-, em seguida tomaria mais um gole da água suja, completando -Estou buscando uma certa coisa, algo que eu não posso encontrar na outra parte da cidade-. Minha meta até então era tentar sugerir algo ao homem, talvez fingido querer comprar algum material roubado por Karoline, assim podendo me aproximar da ladra.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyQua 28 Ago 2019, 17:24

Max Köhler

Aquele não era um dos melhores lugares para se estar, mas até o momento passava a impressão de que muitos dos encrenqueiros que habitavam a ilha passavam por ali. O lugar estava longe de ser igual aos que o jovem Max frequentava e isso fazia com que o rapaz escondesse dos presentes ali, um certo nojo que estava sendo gerado em si. Ele observava a tudo atentamente antes de fazer qualquer aproximação e tinha sua atenção tomada pelos dois grupos que apareciam por ali, com isso o atirador já mentalizava o seu alvo de questionamentos. Após um tempo de reflexão o rapaz se aproximava do moribundo que estava próximo idealizando que seria a forma mais viável de conseguir as informações que queria - Meu trampo tá rendendo, o governo tem pegado só os peixe pequeno ele soltou um sorriso enquanto deu um gole na bebida que estava consigo e em seguida fez uma careta - Isso aqui é horrível, mas vicia! dizia de forma desajeitada.

O rapaz passou a olhar bem para Max como se estivesse procurando identificar alguma coisa no atirador que lhe fosse estranho enquanto que o mesmo lhe perguntava a respeito de um dos grupos que estavam por ali - Cê não é daqui mesmo né? fez uma pergunta rápida, mas sem necessidade de resposta já que ele novamente se preparava para dizer algo - Eles são de uma gangue saca? São peixe pequeno se comparado com o bando do careca explicou entre goladas em sua bebida. Os homens estavam se divertindo tomando suas bebidas e gritando enlouquecidamente - Aí o chefe disse “Você não tem culhões mesmo” e desceu a porrada naquele idiota do Frank! um dos homens que estava de preto contava um relato que fazia todos os outros rirem - Vocês tinham que ver a cara dele, o medroso se cagou inteiro e ficou implorando pela mamãezinha! todos não se continham em rir daquela situação apresentada. O moribundo apenas soltou um suspiro e voltou sua atenção novamente para Max - O bando do careca controla uma boa parte dessa favela, é melhor cê não se meter com eles fez um alerta ao atirador. Não demorou muito para que o rapaz se apresentasse - Eu sou o Dylan poupou as palavras e voltou a escutar o que o rapaz ainda tinha a dizer - Tu tem cara de playboy pra dizer a verdade sorriu na direção de Max - Acabou de chegar uma mercadoria até a mim, quer ver a parada? realizou um convite ao rapaz. Do lado de fora algumas coisas verdadeiramente estranhas aconteciam, alguns portais surgiam em alguns pontos do céu e se fechavam sem mostrar nada como se fosse a obra de espíritos, de um deles surgia um raio que assustava a todos que estavam por perto, mas para todos que estavam dentro do estabelecimento só restava o poderoso som de um trovão.
   
Offzão:
 

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Ato IV: Aranhas e mais aranhas
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Última edição por Vincentão em Seg 02 Set 2019, 17:50, editado 1 vez(es)
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Shinra Kishitani
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptySab 31 Ago 2019, 19:44


Info Gathering
Post: 6 | Localização: Bar do Teddy | Favelas de Las Camp




As palavras saíam da boca do rapaz, mas meu foco no momento era naquele ambiente miserável ao invés de nele.  A minha atenção, ou a falta dela, me levava apenas a entender partes do que o moribundo dizia. Tentava cada vez mais demonstrar simpatia pela pobre alma, mas um lapso dentro de mim emergia cada vez mais, como uma chama que desejava varrer a imundice daquele valão cheio de porcos doentes. Tentava respirar fundo e conter o meu desejo higienista, já que parecia me dizer cada vez mais claramente que aquilo se tratava apenas de um antro de ratazanas corruptas pelo mal doentio que tomava conta daquela ilha. “Contenha-se. Haverá tempo para a guerra, da mesma maneira há tempo para a diplomacia” pensaria, acalmando o impulso dentro de mim que apenas dizia para colocar uma bala na cabeça daquele verme.

O homem me observou como se me analisasse, e novamente senti uma ânsia de vômito ao imaginar um ser tão doente me examinando como se fosse um igual à minha pessoa. Obviamente percebeu que eu de fato não era pertencente a aquele lugar, coisa que eu concordava e inclusive me sentia agraciado por ser verdade. Ouvia o rapaz dizer que a gangue era composta apenas de peixes pequenos, o que fez com que a apreensão que eu sentia no ambiente diminuísse consideravelmente, afinal ainda não estava tão perto do meu objetivo quanto esperava. O bando do careca atualmente representava atualmente a coisa mais semelhante que eu poderia ter de uma pista quanto ao que se tratava de encontrar a localização de Karoline.

O grito dos idiotas no bar agora não me passava mais aquela presença ameaçadora, mas sim a de marginais que pareciam ter mais bolas do que cérebro. Isso me irritava profundamente, além de parecer me motivar mais ainda a voltar aos pensamentos higienistas, coisa que novamente tentava evitar. Rapidamente me desinteressava da ideia de tentar entender sobre o que gritavam e gargalhavam, como um fazendeiro rapidamente passa a se desinteressar em ouvir o relinchar das bestas e apenas suporta-las. Voltava então a pouca atenção que tinha para o homem com quem conversava. Tentaria em seguida extrair o máximo de informação do indivíduo, mas o jovem parecia já fazer isso naturalmente pra mim, então dessa vez me esforçaria para manter sequer um pouco de foco no que ele de fato falava.

Me alarmei ao descobrir que o meu alvo era de fato bem maior do que eu esperava, inclusive tomando conta de uma parte considerável daquela fração mais carente da cidade. Isso era de certa maneira desanimador, visto que eu planejava confrontar o grupo, tendo o propósito de encontrar a tal Karoline. Imaginava agora que deveria mudar meu plano de ação, tomando ações cada vez mais sorrateiras ou então ser capaz de trazer mais poder de fogo à ocasião em questão. Isso tomou conta do meu pensamento por alguns momentos, até que finalmente pensasse “Calma, um passo de cada vez. Vamos primeiro ver o que conseguimos aqui”, e em seguida continuaria ouvindo o até então miserável jovem sem nome com quem dialogava.

Finalmente se apresentando, obtive a informação de que o nome do rapaz com quem conversava era Dylan, algo bem simples, e sinceramente bem previsível para alguém daquela parte da cidade. Em seguida ouvia a oferta que finalmente esperava, além que de fato confirmar que de fato estava interagindo com um criminoso. Era o momento de tomar iniciativa, e eu manteria em mente que as coisas daqui para frente poderiam ficar um tanto quanto mais intensas, de maneira inclusive a qual poderia esperar algum confronto consequente.

Deixando o papel de ouvinte, aceitaria a oferta do rapaz através de um aceno com a cabeça. Então me expressaria em conjunto com um sorriso -Bem, não tenho nada a perder-. Em seguida observaria os arredores de maneira desconfiada, e então continuaria enquanto tirava o sorriso do rosto -Então Dylan, só tenho um pedido. Podemos fazer isso em um lugar mais quieto? Não gosto de resolver essas coisas em lugares barulhentos-, após isso esperaria pela resposta ao meu pedido.

Independentemente da sua resposta, o tipo de mercadoria afetaria intensamente a minha reação na situação. Iria desde um -Interessante, realmente tem algo muito bom aqui- no caso de contrabando ou itens ilegais, até algo como -Entendi, mas acho que não tem nada de tão especial aqui- no caso de simplesmente ser algo completamente normal e nada ilegal. Na ocasião de realmente ser algo ilegal, me mostraria interessado no seu produto, inclusive questionando -Se eu quiser bem mais do que isso que você tem, onde posso conseguir?-, em seguida complementando -Pode-se dizer que eu tenho um interesse especial na sua mercadoria, e estou disposto a investir uma quantidade considerável de dinheiro nisso-. Faria de tudo para obter mais informações, mas sempre com uma atitude sutil e tentando não chamar tanta atenção.

Off:
 

Histórico de Max:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyTer 03 Set 2019, 20:22

Max Köhler




Max continha seus desejos de limpeza em frente ao marginal, seu estômago se revirava o dando vontade de vomitar ao se ver sendo analisado pelo moribundo. O rapaz ficara mais tranquilo ao ver que os homens que estavam por ali, não eram tão assustadores e somente um bando de idiotas que só pensavam em brigas. Ao saber de toda a influência que o bando do careca tinha naquela favela, se desanimou instantaneamente já imaginando que teria de mudar seu plano de ação caso quisesse insistir na captura de Karoline.

Após ouvir a proposta, ele sequer evitou perder tempo e logo aceitou ao menear a cabeça positivamente na direção de Dylan - Cê fez uma boa escolha ele se levantou da cadeira onde estava sentado, caminhando na direção do espadachim. Max soltou mais algumas palavras e em seguida olhou de forma desconfiada para seus arredores, para fazer um questionamento ao rapaz - Fica de boa, eu nunca trampo em lugares cheios deu com os ombros - Não se pode confiar nesses babacas, tem muito rato por aqui primeiramente foi até o balcão e depositou uma quantia de dinheiro, depois fez um sinal para que o loiro o seguisse.

A dupla saiu do local e assim começou uma caminhada pela favela tranquilamente somente sendo perceptível que algumas pessoas encaravam Max - Tá perdido por aqui? comentava um homem, visto que Dylan não era o único que achava que o rapaz não deveria estar ali. À medida que caminhavam por aquela favela alcançavam locais cada vez mais escuros na onde o sol sequer pegava, dando um ar sombrio a região sendo praticamente um lugar perfeito para se realizar alguma operação ilegal. O número de pessoas diminuía ainda mais também, apesar de não haverem muitos civis ali a quantidade que tinha no momento era praticamente inexistente um detalhe que poderia preocupar o rapaz.  

Spoiler:
 


Não demorou muito para que Dylan fizesse um sinal para Max, assim os dois entravam em um beco que dava um acesso direto a uma grande porta onde se localizava um velho galpão - Vamos lá, nós já chegamos ele saiu logo abrindo a porta e cedendo a passagem para que o espadachim pudesse entrar no lugar. Bastou apenas que o jovem passasse pela entrada e que as luzes fossem acesas que 2 silhuetas surgiam o rendendo sobre o chão - Bom trabalho Dylan, esse aqui agora tá preso uma das pessoas era uma mulher [color:f8f1= #666633]- Obrigado, agora nós devemos interrogá-lo disse de forma sorridente. O outro era um homem também de cabelos negros e uma barba rala utilizando um terno preto assim como a sua companheira loira - Eu vou caçar algumas cordas, não descuidem ele soltou Max e saiu em busca do objeto [color:f8f1= #666633]- Desculpa amigo, nós somos do Governo Mundial e você está sendo pego para responder algumas perguntas ele disse tranquilamente enquanto se aproximava do espadachim.  

O que vinha a seguir era até um tanto surpreendente, Dylan retirava uma máscara que revelava seu verdadeiro rosto retirando aquela aparência moribunda - Você veio justamente na minha direção querendo saber de atitudes criminosas e também de pessoas que cometem atos ilegais, por quê? ele perguntou seriamente [color:f8f1= #666633]- Pretendia cometer algum crime? Se filiar ao bando do careca? prosseguiu com os questionamentos. Logo, o outro homem voltava para amarrar o jovem em uma das pilastras que existiam ali - Não demore a responder, as coisas podem ficar feias para você continuou a falar - Estava querendo comprar alguma arma? disse por fim. Ele era um bom ator, visto que todo aquele tom que utilizava antes e as gírias sumiam rapidamente sem deixar nenhum traço aparente.  

Dylan:
 

Agentes:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptySab 15 Ago 2020, 15:02


Ambush
Post: 7 | Localização: Sala Sinistra | Favelas de Las Camp



O fato de que Dylan não negociava em lugares públicos quebrou um pouco a expectativa que eu vinha construindo daquela figura marginalizada, afinal ele não parecia ser tão burro quanto eu pensava. Na realidade, eu me questionava se o ingênuo ali não era eu, já que parecia ter esse costume de me meter em situações no mínimo duvidosas sem nem tomar conta disso. Mas o que importava naquele momento era que ele se apresentava como um caminho para encontrar a ladra, o que consequentemente era um caminho para dar um descanso pra minha consciência.

Não vou mentir, fiquei bem aliviado por sair daquele bar. O barman e um membro de uma das gangues explicitaram a existência de uma suposta trégua dentro do estabelecimento, mas eu era cínico quanto ao apreço que criminosos teriam a contratos sociais e acordos que dependiam de certa diligência moral. "Aquilo parecia um barril de pólvora prestes a explodir, e sinceramente quero estar longe quando alguém atear fogo no pavio", era o que eu imaginava sobre a situação. Na realidade todo o cenário criminoso naquela parte da cidade parecia estar tomado por certa tensão, e cada vez mais eu começava a sentir que esse tal bando careca seria um obstáculo extremamente incômodo nessa minha caçada à ladra.

Havia emergido tão profundamente nos meus pensamentos que percebia apenas tardiamente que estávamos em uma região ainda mais deserta da cidade. Aquele lugar me dava certa insegurança quanto a como eu poderia lidar com Dylan, já que a ausência de testemunhas no local se apresentava como uma faca de dois gumes. Por um lado, eu já não tinha a preocupação de atrair olhares com minhas roupas de riquinho e de trazer atenção indesejada, já que o lugar era deserto. Mas por outro lado Dylan também poderia se utilizar da mesma vantagem para fazer o que bem quisesse comigo, sem testemunhas e sem intervenção externa, eu estaria por minha própria conta e risco. Até o momento eu acreditava que na pior das hipóteses tudo se resumiria a uma briga com apenas dois elementos, mas céus, como me enganei.

Eu havia de fato entrado pela porta que me foi indicada, e pude sentir a adrenalina tomando conta do meu corpo no exato instante em que as luzes foram jogadas no meu rosto e palavras me foram impostas conforme me rendiam. Primeiro achei que eles eram sequestradores, na pior das possibilidades traficantes de escravos ou de órgãos humanos, entretanto essa preocupação se esvaiu quando se apresentaram como membros do Governo Mundial. Sentia que minha preocupação agora era tomada por uma onda indignação.“É isso que os Agentes fazem? Vão atrás de civis? Céus, até uma criança consegue imaginar um plano de ação melhor que esse”. Ouvia as palavras do suposto agente após sua transformação. Tentava prestar atenção nas perguntas do homem, ou ao menos o máximo que eu fosse capaz, e ao tomar noção da situação me sentia apenas decepcionado, realmente não acreditava na forma com que aqueles agentes estavam jogando o tempo e o esforço deles fora.

Um suspiro era como começaria meu monólogo que posteriormente se transformaria em uma série de inquisições quanto ao trabalho dos agentes naquele local. Entretanto, a arte de lidar com pessoas é uma coisa delicada, então me introduziria de forma com que seguisse as demandas iniciais dos agentes. - Coletar informações e colher rumores sobre o cenário criminoso é o trabalho de vocês, certo? Imagino ter chamado atenção com minha aparência se destacando em um ambiente tão pífio, mas minhas atividades estão longe de serem ilegais. Enfim, creio que meus objetivos não são tão diferentes do que os do Governo Mundial - diria em um tom seco, respondendo a primeira pergunta. O segundo questionamento dele me faria rir caso eu não sentisse nojo da simples possibilidade de ser associado a um bando pirata. - Céus, me equiparar a um criminoso é um insulto pessoal. Acho que você consegue responder a sua própria pergunta só de olhar a minha aparência, eu não sou do tipo que se mete com esses pobres ladrões de esquina - seria minha resposta à segunda interrogação de Dylan. - Vir nessa região comprar uma arma é no mínimo pedir pra ser assaltado ou enganado. Sei bem onde me munir, embora não acredite que alguém como eu tenha necessidade de andar armado - explicaria sendo um pouco hipócrita, já que naquele exato momento eu estava armado.

As questões dos agentes estariam respondidas, e agora era hora de tentar tirar algo deles, o que me parecia improvável devido à natureza do ofício que exerciam. Tentaria abusar das circunstâncias e da minha aparência deslocada para domar aquele jogo de informações. - Mas é isso que o Governo Mundial tem feito ultimamente? Prendendo civis por fazer as perguntas certas nos lugares errados? - questionaria os agentes. - Suponhamos que eu planejasse fazer parte do bando do careca e que vocês decidissem usar alguma evidência plantada como chantagem para que eu fosse um informante. Quanto tempo acham que um homem de terno e de alta-classe demoraria para levantar suspeitas lá? Eu seria uma bomba-relógio - explicaria aos poucos, tentando trazer certa razão aos agentes. - Mas ignorando toda essa situação, um homem fazendo perguntas pode ser perigoso por si só. E se hipoteticamente eu fosse membro de alguma família de Newberry City? Estariam em maus lençóis por me interrogarem assim - jogaria um pouco mais com suas mentes, até chegar a uma conclusão. - Mas por sorte, todas essas são situações hipotéticas e longe da realidade. Então vou me ater a lhes dar mais um pouco de informação de graça. Eu estou caçando a ladra Karoline, esse é meu propósito aqui - com essa última tacada o solo estaria arado e pronto para uma colheita.

Minha posição estaria possivelmente esclarecida, então não enrolaria mais até fazer um acordo que me tirasse daquela situação. - Eu vou lhes fazer uma proposta. Eu ajudo na captura de Karoline, e em troca só peço uma recomendação na sede do Governo Mundial e 10% da recompensa da Ladra - explicitaria a minha posição. Dinheiro não me era problema, então o que estava de fato em jogo era a possibilidade de começar com certa vantagem uma carreira como Agente do Governo. - Caso aceitem, deixo a cargo de vocês a ordem dos fatores - concluiria, então aguardando a resposta deles.

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptySeg 17 Ago 2020, 22:32

NARRAÇÃO
~ Las Camp - 25° C - 11:53 ~


O galpão dava luz a duas sombras que rendiam o jovem bem aparentado. O outrora simplório Dylan mostrava sua verdadeira faceta: um agente do governo bem articulado, o oposto do que havia se apresentado. Não tardava para que Max começasse a se explicar, ainda preso nos braços da agente loira e de seu parceiro de cabelos negros. Os agentes ouviam seus questionamentos sendo respondidos com palavras bem postas por parte do atirador, que argumentava com sua voz diferente do comum – algo em seu tom fazia com que sua fala retumbasse diante do local quase que vazio, atraindo seus algozes. Com os olhares fixos e sem expressarem reação, Dylan e seus companheiros continuavam atentos ao que dizia o garoto. Não mais numa posição defensiva, Max utilizava de todo seu conhecimento para formular hipóteses e questionamentos desconcertantes, com a visível intenção de não apenas impor respeito, como adquirir informações sobre sua pretensa caça: Karoline. Ainda com expressões apáticas em suas faces, os agentes aos poucos iam afrouxando os braços, fornecendo ao garoto uma maior liberdade.

Ao final de sua fala, Dylan postava-se a frente do jovem e preparava sua réplica. – Percebe-se que você é culto... fala de maneira eloquente, utiliza premissas bem fundamentadas e se posta com autoridade, mesmo sob a pressão de seus inimigos. – Disse o rapaz, demonstrando sinceridade no que falava. Contudo, ao final de sua fala, deixava transparecer um sorriso sarcástico, voltando a proferir. – Pena que sua inteligência é ofuscada por tamanha prepotência!! Acredita que você, um civil, saberia mais como um agente deve agir do que nós, que treinamos para realizar tal ofício? Não seja tão pretensioso! – Mais intrépido, Dylan continuava. – Sabe muito da influência dos mafiosos, mas desconsidera o tamanho e influência do Governo Mundial ao redor do mundo, hahahahah! Soa deveras pedante! – Dizia o agente, que parecia comandar a missão, carregando sua frase de termos eruditos, como se quisesse demonstrar sua inteligência perante o jovem.

Uma mesa redonda de madeira estava ao centro do galpão. Quatro cadeiras estavam dispostas ao redor dela, em condições deploráveis. Levando Max até uma das cadeiras, os outros presentes no local se assentavam, ouvindo agora uma proposta que o atirador tinha em mente. Ao término de sua fala, Dylan acenava com a cabeça para a agente de madeixas loiras, como se estivesse dando à ordem para que a mesma respondesse o rapaz. Com sua voz doce, iniciava. – Bobinho, não somos marinheiros, nem tampouco caçadores. Somos o serviço de inteligência do Governo Mundial, servimos ao propósito de manter a justiça, através de diplomacia e jogo de informações! – Sua frase fazia surgir leves sorrisos na face dos outros dois à mesa. – Em raras exceções, como em flagrantes, utilizamos do combate e da força física, então não ache que perseguiremos a ladra Karoline só porque nos pede! – Dizia, intransigente. Levantando-se da cadeira, Dylan continuava o discurso. – Sobre a recomendação ao Governo Mundial... sua inteligência pode nos ser importante! Com disciplina, acredito que consiga tornar-se um agente. Mas... não ache que será fácil, ter conhecimentos é essencial, mas pô-los em prática com maestria e sem hesitações, isso é o que nos torna agentes! Você teria interesse em passar pelo processo de admissão, garoto? - Propôs, enquanto todos os olhos voltavam-se para Max, aguardando sua resposta.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyTer 18 Ago 2020, 12:03




Boastful Green Eyes

Post: 8| Localização: Galpão Sinistro | Favelas de Las Camp



Imaginava que aquilo bastava para convencer aqueles que se apresentavam diante de mim, e tudo indicava que eu tinha conseguido. Eu percebia  que suas posturas de interrogatório pareciam ter sido substituídas por gestos corporais mais abertos e menos tensos, ao menos de um ponto de vista físico-psicológico eu poderia até dizer que eles estavam convencidos.  Os elogios que Dylan me pareceu o último prego no caixão daquela situação, mas senti o peso das consequências de minhas palavras logo em seguida. O rosto do agente me pareceu mudar de expressão enquanto o tom e a cadência da sua fala entravam em uma marcha contra-argumentativa. Havia experienciado essa situação diversas vezes, fosse em discussões com meu pai ou com o Dr. Freud, a partir daquele momento aquela era uma batalha perdida para mim.

Eu tinha depositado confiança nas minhas palavras, talvez mais confianças do que elas merecessem, e aparentemente caí na armadilha de ser levado pelo meu próprio discurso. Meu erro fatal foi acreditar que poderia seduzir agentes do governo, o relaxamento de suas posturas corporais havia me dado um fio de esperança, entretanto não demorou muito para perceber que eu havia dado um passo maior que a perna, talvez ter me detido a me livrar de acusações fosse o bastante. Fui obrigado a ouvir palavra após palavra de seu sermão quanto à minha prepotência ao assumir que saberia como fazer o trabalho melhor do que aqueles que foram treinados no ofício. Levar esse tipo de sermão também não me era muito incomum na época de escola, já que eu costumava desafiar constantemente professores que pareciam pegar no meu pé. No fim levei as palavras de Dylan não com rancor, mas como uma crítica a um erro que cometi durante um exercício de oratória. Qualquer que fosse sua intenção, eu apenas tomava o comentário como um adversário apontando a jogada me levou à derrota. Após o final de sua frase tentaria encaixar um breve comentário - Vejo que o nível erudição discursiva se mantém alta dentro das patentes do Governo. Foi só uma tentativa de praticar um jogo verbal com vocês, e me alegro de saber que sabem muito bem se manterem firmes. -.

Já sentado na mesa, que estava em condições horríveis, pude ouvir agora o contra-argumento da moça de cabelos loiros, que aparentemente com o consentimento de Dylan começou a quebrar ponto-a-ponto a proposta que eu havia feito. Seus argumentos eram sólidos, e meu pseudo-blefe havia se apresentado inútil, de fato eles não tinham obrigação alguma de caçar a ladra, e eu havia apostado errado ao supor que também estavam atrás de informações sobre Karoline. No final eu realmente não poderia esperar algo tão específico de um grupo de inteligência do governo, já que provavelmente deveriam estar ocupados com algum tipo de tarefa ou missão. Creio que diante de um choque tão duro de realidade me via sem mais pistas sobre a fugitiva. Minha única escolha parecia ser me enfiar naquele barril de pólvora novamente e buscar alguma informação no bar, porém Dylan foi misericordioso o suficiente para considerar a segunda parte da minha proposta.

Eu tinha estabelecido aquela segunda condição apenas como uma carta pra se ter na manga, aliás sempre é vantajoso ter um bom nome dentro dos ranques do governo. Todavia, essa segunda condição agora parecia ser a solução para o beco sem saída onde eu me encontrava. Ainda assim relutava, já que a própria natureza do trabalho como Agente do Governo me trazia memórias sobre meu pai, mais especificamente sobre a última vez que vi ele vivo.

| Flashback  On |



Fazia poucas semanas desde que havíamos nos mudado para aquela casa imensa em uma das vizinhanças nobres de Las Camp, mas parecia que o tamanho da casa era proporcional à solidão que eu sentia naquele espaço. Já haviam se passado alguns meses desde que minha mãe havia brigado com meu pai, e até então eu não tinha tido mais notícias dela. Papai parecia bem ocupado com seu trabalho na ULC, então grande parte do contato que eu tinha com outras pessoas se dava apenas na escola.

Foi durante a tarde de um dia de inverno que vi papai chegando em casa com um senhor com ar de eloquência e rigidez. - Filho, esse é o Dr. Freud, ele vai te consultar duas vezes na semana enquanto eu estiver fora viajando. - pude ouvir meu pai dizer de forma a tentar manter certo ânimo em sua expressão facial, mas eu sentia algo de errado naquele discurso. Não era a primeira vez que meu pai contratava um Psicanalista, entretanto eu tinha noção de que esse tipo de consulta era cara, ao menos cara demais para que um funcionário da ULC pudesse pagar, e o mesmo se aplicava à casa. - Espera, que tipo de viagem? - eu perguntava com certa melancolia, sabia muito bem que o motivo da briga dele com a mamãe também envolveu algum tipo de viagem. - Bem, não importa tanto assim, eu devo voltar em algumas semanas, no máximo em alguns meses. - ele havia dito tentando me animar. Fiquei de certa forma desconfiado sobre tudo que estava acontecendo, mas na época só tinha 13 anos, então não entendia muito bem a situação como um todo.

[...]

Se passaram semanas, depois meses, e então mais de um ano até que tivesse ideia do paradeiro de meu pai. A notícia chegou através de um homem barbudo em um terno bem-ajustado. Ele me disse que meu pai tinha sido vítima de uma baixa em combate, e no ínicio não pude acreditar muito bem que aquilo era verdade, imaginei ser algum tipo de golpe ou algum trambiqueiro. Apenas depois de ouvir as notícias da boca de Dr. Freud que fui entender bem a situação. Meu pai tinha habilidades que interessavam o Governo Mundial, e recebia uma quantia significativa para trabalhar como agente. Ele estava envolvido com operações sigilosas, então nem eu sabia o motivo das viagens dele. Depois daquilo terminei sendo acolhido e adotado pelo meu psicanalista, e tudo ficou bem por um tempo.

| Flashback  Off |



Trabalhar como agente era algo perigoso, mas era do meu conhecimento que aqueles a serviço do Governo Mundial desfrutavam de privilégios quanto ao acesso de informação e de recursos. Desde o dia do Ataque da Deusa da Morte eu havia dedicado minha vida a ter certeza que nenhum criminoso causasse tanta destruição e desgraça em uma população inocente, logo uma afiliação ao governo poderia me fornecer as ferramentas certas para ter certeza que meus objetivos pudessem ser alcançados. - Vocês parecem terem sido treinados eximiamente. Então creio que tentar realizar o processo seletivo venha a ser um investimento frutífero. - diria ao aceitar a proposta de Dylan. - Por acaso, me dediquei tanto ao nosso joguinho de informações anterior que me esqueci do código de etiqueta básico. Meu nome é Max, qual é o de vocês? Não sei se é seguro fornecerem seus nomes reais, é claro. Apenas um pseudônimo basta. - explicaria para a garota loira e o outro agente que acompanhava Dylan, já que de fato precisava de um jeito melhor de me referir a eles do que “Moça loira e aquele carinha ali”.

De qualquer forma eu ainda precisava saber onde me alistar como agente, então procederia falando mais um pouco - E quanto ao local de alistamento? -. Então seguiria as instruções que me fossem delegadas. Caso eles não fossem me acompanhar, levantaria a mão em um aceno e me despediria - Au revoir, Messieurs et Mademoiselle. Espero que nos vejamos novamente no futuro. - e estaria sendo sincero ao dizer isso, fazia tempo que não me divertia assim.





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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyQua 19 Ago 2020, 21:24


Narração II
~ Las Camp - 25° C - 12:09 ~


O aluno de Dr. Freud analisava o comportamento de todos naquele diálogo. Suas palavras talvez tivessem se prolongado mais do que deveriam, munindo seus ouvintes de contra-argumentos poderosos. Mas seus erros não haviam sacramentado sua ruína; pelo contrário, sua oratória conquistou de certo modo o líder dos agentes. A proposta feita por Dylan trazia pensamentos distintos ao atirador. As lembranças de seu falecido pai, que morreu exercendo a profissão, irrompiam em sua mente. No entanto, os privilégios que sabia ser oferecidos para aqueles que se aliavam ao Governo Mundial mexiam com o âmago do jovem. Pouco tempo depois da indagação do agente, Max respondia positivamente.

Além do aceite ao convite de Dylan, o psiquiatra fazia questão de mostrar seus modos. Questionava como poderia se referir aos presentes naquela sala. – Nicólla. – Disse o rapaz de sobretudo preto. – Leona. – Foi o que a senhorita de cabelos loiros limitou-se a dizer. O agente-chefe agora sorria. – Dylan foi como me apresentei, mas me chame de Tyler, ou ninguém no Q.G entenderá quando se referir a mim. – Então agora o jovem Kohler estava diante dos requeridos nomes; ou quem sabe, apenas seus codinomes.

- Leona, quero que vá até o Q.G com o Max! Eu e Nicólla continuaremos na missão de... – A pausa em sua voz escondia a finalidade do que ali estavam fazendo. – Enfim, leve-o até lá, entrarei em contato caso haja alguma novidade no caso. – Ordenou Tyler, recebendo um aceno positivo de cabeça de Leona. Saindo do galpão em que estavam, a dupla caminhava pelas vielas e becos daquela pobre região de Las Camp. O progresso proporcionado pela famosa Universidade Las Camp não havia atingido a cidade em seu todo; a desigualdade ainda era latente. Os olhares maldosos e vis pareciam penetrar as almas de Max e da garota, que com suas vestes despojadas e finas nada combinavam com o ambiente decadente da favela.

Aos poucos iam surgindo construções mais belas. O sol daquela quase tarde estava radiante e intenso, embora a brisa fresca do Mar do Oeste minimizasse o calor daquele dia. A figura do Q.G já ia surgindo aos olhos de Max; nada de grandioso. Uma estrutura simples e compacta, mas o símbolo da Marinha em seus muros conferiam respeitabilidade e imponência à estrutura. Uma pequena e metálica porta de entrada estava logo a frente. Embora não fosse de simples acesso, a figura de Leona possibilitava que Max adentrasse sem muitos problemas. O garoto, se não estivesse absorto em seu mundo particular, poderia notar inúmeros marinheiros caminhando pelas instalações do local. À medida que iam avançando, menos fardas iam sendo vistas; o traje da moda agora eram ternos e roupas mais sociais. Estava no local onde os agentes ficavam. Adentrando o local, uma recepção, alguns jovens esperando em cadeiras – eram 3, sendo duas garotas e um homem. – Aguarde aqui, Max! – Disse a agente. Ela falava com o rapaz atrás do balcão e rapidamente trazia consigo um papel e uma caneta. – Preencha isso e boa sorte. Alguém virá para pegar o papel e dar início ao alistamento. – Falou Leona, sorrindo discretamente e se afastando. Aos poucos ia saindo da recepção, penetrando mais profundamente as áreas daquele local. O papel que estava nas mãos de Max tinha os seguintes componentes:

Formulário de Alistamento:
 

Agora estava o jovem com o papel e caneta na mão. Seus possíveis concorrentes ou futuros companheiros, como quer que o garoto enxergasse, estavam praticamente finalizando suas fichas. Max poderia conversar com eles se o desejasse, já que todos se mostravam visivelmente ansiosos e inquietos.


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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyQui 20 Ago 2020, 22:19




Waiting Room

Post: 9| Localização: Recepção | QG da Marinha em Las Camp



Tudo que eu pudesse ter feito havia sido feito, então agora era só esperar e deixar acontecer, era só laissez-faire, laissez-aller e laissez-passer. E na verdade esse era um dos contrastes que me agradavam entre um jogo de informações e uma briga física, nessa batalha de palavras tudo que preciso fazer depois de argumento é deixar acontecer, isso é o oposto de toda atenção e diligência necessária durante uma batalha. Fosse no fundo por eu gostar da oportunidade de não precisar me esforçar tanto, ou fosse pelos meus ideais pacifistas, o fato é que sempre que possível eu sempre tinha as palavras como arma preferida. No fim aquele revólver na minha cintura era meramente uma contingência, uma última defesa. Mas isso não era desculpa para não saber atirar, já que manusear armas de fogo foi uma das várias coisas que o Dr. Freud me ensinou.

O fato é que o ambiente me parecia mais leve, e agora finalmente tomava conhecimento dos nomes do companheiro de Dylan. Nicólla não me despertou muito interesse, me parecia ordinário em todas as formas possíveis, entretanto talvez fosse exatamente que o tornasse apto para exercer uma função que exige discrição. “Bem, o fato é que ele me parece o tipo de cara que não despertaria olhares em nenhum ambiente específico. Imagino que eu poderia usar de tal discrição em um ambiente como aquele bar cheio de criminosos” refletia, ao notar que minha aparência até então tinha se mostrado mais como um fardo do que de alguma utilidade. Eu precisava aprender em breve alguma forma de transformar esse fardo em uma vantagem, ou ao menos o atenuar até lá. Imaginava qual dos dois caminhos poderia tomar.

Já Leona me parecia o oposto de Nicólla, pra mim ela se destoava como um sol naquela sala. Na minha percepção sua aparência era que ela se assemelhava como um ímã que atraía olhares em sua direção. Não sei se esse era o motivo dos outros me parecerem tão desbotados ali, mas observar aquela moça terminou me dando uma idéia para transformar a forma com que eu lidava com minha aparência. “Se eu chamar muita atenção, posso terminar desviando os olhares para mim, e apenas para mim. Isso de fato pode se mostrar como uma vantagem para terceiros” eu imaginava alegremente, era uma ideia boba, mas tinha sido o suficiente para me distrair por alguns instantes.

A conversa já parecia estar perto de acabar quando eu voltei a prestar atenção no que me diziam. Pelo que entendi Dylan e Nicólla continuariam a investigação deles ali, enquanto isso Leona me levaria ao Quartel General, onde deveria me alistar, e de fato eu a seguia enquanto imaginava se meu curto devaneio teria feito com que perdesse algum detalhe importante da conversa. “Não pensa demais nisso, deve ter sido só bobagem” eu repetia para mim mesmo enquanto atravessávamos as regiões mais pobres de Las Camp.

Sendo bem sincero, aquele mundo de pobreza era uma coisa a qual eu sempre fui alheio, e por muito nem imaginava que sequer existisse. Eu percebia que me afundava mais em reflexões sobre a desigualdade em Las Camp desde que tomei noção da situação social. Na realidade não era muito difícil de imaginar o motivo de tanta pobreza, já que a ULC servia como um parque de diversões para jovens de famílias nobres, a Máfia devorava todo esse dinheiro circulando na ilha e causava toda essa miséria. Eu evitava pensar muito sobre isso, mas aqueles criminosos de certa forma eram também vítimas de um sistema econômico brutalizado e violento.

A visão da região mais bela da cidade ia me arrancando de meus devaneios mórbidos, enquanto uma certa sensação de aconchego tomava conta de mim. Eu estava de volta ao meu mundo, e ao observar o sol da tarde sentia que toda minha aventura em um bar cheio de criminosos já era uma memória um pouco distante. Me sentia seguro ali, afinal foi o lugar onde cresci, e essa sensação de segurança me fazia aos poucos esquecer sobre as favelas de Las Camp. Havíamos chegado ao Quartel General da Marinha antes que eu pudesse perceber, e agora notava melhor o ambiente ao meu redor, talvez por estar menos absorto em meus pensamentos. Pude inclusive observar a forma com que o número de marinheiros diminuía enquanto caminhávamos, coisa que não me incomodou em nada, já que eu achava aquelas fardas particularmente ridículas.

Finalmente chegamos no nosso destino, que parecia uma recepção. Apenas acataria as orientações da agente silenciosamente, tomando meu tempo para analisar as feições dos outros que estavam presentes no recinto. - Ah, ok. Espero que nos vejamos em breve - diria a Leona após tomar o formulário e a caneta em mãos. Antes que ela fosse embora, adicionaria mais um comentário enquanto sorriria nervosamente - E por acaso, obrigado por não terem arrancado minhas unhas nem nada do tipo. Imagino que aquela situação poderia ter terminado de um jeito bem menos agradável pra mim. -. Não estava mentindo nem um pouco ao dizer isso, já que aquele tinha sido o interrogatório mais tranquilo do mundo. Em seguida acenaria como um gesto de despedida, e focaria minha atenção no formulário a ser preenchido.

Formulário:
 

Preencheria o documento dessa forma, e então guardaria a caneta e o papel dentro de um dos bolsos do meu paletó. Meu próximo movimento seria me aproximaria do rapaz do balcão de recepção, pedindo um pouco de informação para ele. - Bom dia. Com licença, você saberia me informar se há algum lugar próximo onde eu possa comprar o Sea-Gull Newspaper? - eu agradeceria conseguindo ou não a informação - Obrigado, tenha um bom dia. -. Se conseguisse a informação, iria comprar o jornal apenas se o local fosse próximo da sala onde eu estava.

Conseguindo ou não o jornal, sentaria e aguardaria alguém vir pegar o documento que preenchi. Caso reclamassem de alguma informação ausente eu me desculparia e preencheria corretamente - Perdão, creio que não prestei muita atenção ao escrever. Vou evitar que se repita. -. Caso contrário, entregaria o documento do jeito que havia sido preenchido.





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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptySex 21 Ago 2020, 20:34


Narração III
~ Las Camp - 26° C - 12:24~

Max era um gênio, sua capacidade não poderia ser subjugada por ninguém. Contudo, como todos os gênios, o garoto possuía seus traços de excentricidade. Seus devaneios, sempre pensando a frente dos problemas, o fizera perder alguns pontos importantes da conversa com os agentes. Talvez sua distração não fosse apenas fruto do período em que perdeu seus pais; quem sabe, a própria admiração do seu intelecto, a formulação de suas hipóteses no seu mundo das ideias em detrimento ao mundo sensível, essas sim fossem o que culminassem nos lapsos de atenção que recorrentemente ocorriam com o psiquiatra.

Qual fosse o motivo que o levasse a se abstrair da realidade, sua jornada continuava aparentemente intacta. Ao questionar o recepcionista sobre o jornal, o mesmo encontrara sob uma pilha de relatório o folhetim da manhã passada. - Garoto, só tem esse de ontem! Se bem que não mudou muita coisa, de novo falando de alguma coisa sobre como a ULC está inovando e blá blá blá e sobre aquela tal Karoline. Pode ter certeza que o de hoje e o de amanhã não estarão muito diferentes, hehehe! - O rapaz entregava o jornal, sem dialogar além disso, retornando ao preenchimento de um dos muitos papéis que se encontravam em sua mesa. No periódico, a manchete era "Universidade de Las Camp sempre inovando! Confira as novidades no método de ensino na universidade mais conceituada dos blues!!!". A chamada em letras garrafais poderia chamar a atenção de Kohler, ou talvez nem o visse. Pouco abaixo, numa outra notícia, estava lá a foto de Karoline. O título da notícia era breve e dizia: "Ladra vem causando confusões em Las Camp! A marinha não irá pará-la?".

Alguns minutos depois de pegar o jornal, uma figura aparecia na recepção. O sujeito vestia-se elegantemente, trajando um terno azul marinho feito sob medida. O tecido parecia fino, nem mesmo a máfia de Newberry possuía um artigo tão luxuoso. Em seu rosto, uma barba chamativa em sua mandíbula quadrada, olhos compenetrados e poucos expressivos. Limitava-se a dizer. - Entreguem-me os papéis! - Sua voz era grossa e seu tom impositivo. Um por um iam entregando os formulários, enquanto o mesmo mantinha-se calado. Ao olhar os formulários, certa surpresa o fazia esboçar alguma reação mais expressiva. Colocou um dos formulários por último, e nome a nome, foi chamando os candidatos. - Sou Alexander, sou o responsável pelos agentes de Las Camp, eu mesmo irei realizar o recrutamento de vocês. Mason, Anne, Julie... caminhem até o final do corredor, primeira porta a direita, aguardem lá. - Sua postura cada vez mais ereta, inflando os pulmões.

O único que não fora chamado era ele, Max. O agente caminhava até o loiro e cruzando os braços a frente de seu corpo, começava. - Não é possível, garoto. Não é possível!!! - Sua reação era de raiva. - Como posso acreditar no seu "rápido raciocínio dedutivo", se nem seu nome você lembrou de escrever! - Bradava, jogando o formulário contra o colo do jovem. As desculpas dadas pelo psiquiatra só inflamaram o sermão de Alexander. - Não importa qual seja sua desculpa, não me interessa. Pediam-se poucas informações, um teste simples, básico. Se sua mente não é capaz de preencher um formulário, como quer que eu deixe você participar do alistamento? Devo te chamar do quê? Dr. Ninguém? Sr. Coisa Nenhuma? Faça-me o favor! - A avalanche de reclamações atingia Max. - Como se chama e quem te deu a indicação pra participar do teste de admissão hoje? - A respiração pausada o fizera acalmar os ânimos, mas sua voz ainda demonstrava indignação com o erro bobo, mas totalmente desleixado cometido pelo garoto.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Uma Ilha Ferida   Ato I - Uma Ilha Ferida - Página 2 EmptyDom 30 Ago 2020, 20:42




John Doe

Post: 10| Localização: Recepção | QG da Marinha em Las Camp



Leona ter partido sem sequer prestar atenção na minha gratidão foi algo que me deixou de fato um pouco decepcionado. Talvez tivesse cometido o meu recorrente erro de depositar expectativas de forma precipitada em qualquer um que apresente certa solidariedade. Afinal para eles eu não deveria ser nada além de um rostinho bonito que apareceu do nada, e talvez eu devesse começar a desconstruir essa expectativa de forma a desidealizar o modo com que projetava neles algo equivalente a uma base de apoio emocional. De qualquer forma, ela já havia partido, e eu já estava me direcionando ao recepcionista, onde esperava encontrar alguma edição do jornal.

Ler era um hábito que eu havia desenvolvido como contra-medida para manter a solidão a uma distância segura. Pensando bem, eu até me impressionava como eu tinha conseguido passar de meio-dia sem abrir um livro ou bater os olhos em um jornal. O rapaz por trás do balcão havia me entregado um jornal do dia anterior, o que o tornava de certa forma um pouco inútil pra mim. “Livros mais velhos que 3 anos estão tão atrasados quanto jornais do dia anterior, senão obsoletos.” era o que havia aprendido com Dr. Freud. Não vou dizer que não era cansativo seguir uma lógica tão rigorosa, mas a indústria da informação segue uma filosofia de belicosidade tão intensa quanto a militar por si só. Um soldado não se equipa com armamento obsoleto, da mesma forma que um cidadão informado não deve se munir com informação atrasada. Essas reflexões tomavam conta de mim por tempo o suficiente para que eu sequer prestasse muita atenção no jornal que me fora dado. “Mais tarde busco uma gaivota e tento comprar a edição de hoje, aproveito que tenho dinheiro sobrando.” imaginaria, então me desafogando dos meus pensamentos e retornando ao dito mundo dos vivos.

Não demorou muito para que um homem elegante entrasse na sala, elegante até demais, me parecia um nobre ou um mafioso com recursos abundantes. Pessoalmente eu não me vejo como alguém diretamente preconceituoso, mas tenho noção o suficiente pra saber quando estou na presença de alguém importante, ou ao menos pensava isso até ser pego de surpresa por Dylan. O portador da barba protuberante se apresentou como Alexander, um dito “Líder” dos Agentes de Las Camp, o que largava à minha imaginação se ele era mais Comandante de Campo ou um Chefe de Inteligência. Fosse ele quem fosse, parecia se tratar de alguém com quem eu deveria evitar qualquer conflito possível, e não pensava isso só pela aparência intimidadora. Os outros candidatos tiveram seus nomes chamados, e foram se retirando da sala, até que restasse apenas eu no recinto. O dia já tinha sido cheio de aventuras, e tudo que eu fazia agora era rezar para que aquele não fosse mais um momento de tensão.

Minhas rezas terminaram sendo mais uma premonição, e o discurso em tom de raiva começou a sair dos lábios do Agente. Os argumentos pareciam ficar cada vez mais inflamados depois que eu tentei me esquivar por trás de uma desculpa, de maneira que a situação se tornava quase um Dejavu do sermão que havia levado de Dylan no armazém. “Céus, não é possível, esses dois devem ser parentes ou algo do tipo. Eu pareço despertar uma raiva realmente selvagem neles” me divertia imaginando, enquanto não me importava tanto com as reclamações que ouvia. Sinceramente, não era a primeira nem segunda vez que eu me distraia em algo importante assim, e creio que estaria longe de ser a última. Com o tempo sermões de professores e amigos haviam se mesclado ao meu cotidiano, de forma que eu raramente me importava com isso. Minhas proezas iam desde coisas simples como esquecer o gás do fogão aceso até não explicitar uma referência em um trabalho da escola e ser acusado de plágio. Algumas situações eram mais fáceis de lidar, outras mais complicadas, e essa parecia pertencer à última categoria.  Por fim ele me perguntou quem tinha me indicado para a vaga, o que poderia ser uma saída para os meus problemas, mas não contaria muito com isso depois da forma que Leona havia me tratado.

Respirava, tentava imaginar uma forma de sair daquilo, mas pouca coisa me vinham em mente. Admitir o erro tinha se mostrado uma opção inviável, era algo explícito demais para que eu saísse sem punição, punição que obviamente viria através da reprovação no processo seletivo. Como não podia me dar ao luxo de assumir responsabilidade, o melhor que podia fazer agora era tentar virar o jogo, ou ao menos deixa-lo mais equilibrado. Isso não tinha dado tão certo mais cedo, então tentaria não ser muito ganancioso e ser um pouco mais sútil.

Limparia a garganta, e então começaria a me explicar aos poucos. Teria como ponto de partida as suas perguntas - Nomes têm certo peso, não concorda? Existe um razão pela qual é comum que militares usarem codinomes em operações. Mas não vou enrolar, meu nome é Max Köhler Van Der Wertheimer. Fui indicado por um grupo de Agentes, ou ao menos foi assim como se apresentaram. Os nomes são Leona, Nicólla e Dylan. - responderia, então tomando um instante e em seguida encaixando outro comentário. - Perdoe minha imprudência, mas notou quanta informação eu te dei? Não muita, né? Podem parecer só quatro nomes, um meu e três pertencente a supostos agentes. Imagino que o meu possa ser de certa utilidade depois de uma busca sobre meus registros civis, mas os outros três são comuns e não são acompanhados de sobrenome algum. - faria uma breve pausa para tomar mais fôlego e continuaria - Meu argumento é, esses quatro nomes só tem valor pra você porque você tem os meios extremamentes específicos para saber quem são. Eu daria meu nome sem pensar duas vezes para um amigo, um vendedor, ou até um oficial da Marinha, mas entendo que meu nome aqui é mais que um nome, é uma história. Entregar meu nome é entregar quem sou, assim como colocar um nome falso é mentir sobre a minha identidade. Mas conversar agora com você também é uma forma de explicitar minha identidade, não? Não confie na minha palavra de qualquer forma, pode confiar no nome - . Tomaria fôlego por uma última vez a fim de encerrar meu contraponto  - Entendo que foi um erro irremediável não colocar meu nome no formulário, mas no fim também é o gesto que importa, não? Eu poderia ter colocado um nome falso ou algo tipo, mas creio que não colocar meu nome é uma ofensa maior ainda, é uma recusa. Não deve existir perigo maior para o Governo Mundial do que um recruta sem passado, sem nome. Espero que compreenda que não foi minha intenção, embora também possa dizer que alguém com propósitos mais ambiciosos poderia até ter feito algo do tipo para chamar a sua atenção, coisa que eu obviamente nunca faria. Enfim, é isso, perdão a distração importuna. - encerraria.

Em seguida aguardaria a reação de Alexander, caso ele se enchesse de ira, me conteria a ficar em silêncio apenas concordando com seu julgamento, no máximo comentando - Sim Senhor, compreendo sim - . Na ocasião da situação estar mais calma, agradeceria a compreensão de Alexander - Obrigado pela compreensão -, seguindo então as suas instruções. Caso o desenrolar da cena fugisse a ambos os casos, me manteria calado e observaria com atenção como os eventos se dariam.





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