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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyDom 2 Out 2016 - 17:50

Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Niyah Fonseca. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyDom 2 Out 2016 - 19:11


Em uma cabana caindo aos pedaços abro meus olhos apôs ter sido carregada pela mink raposa que havia salvado de Lauren. Sejamos francos, no final eu havia sido salva, já que a torturadora estava prestes a me acertar um golpe fatal e a mink de nome Marie Antoinette foi quem eliminou o meu alvo.

Ao menos consegui carregar algumas sacolas comigo daquele local. Estavam cheias de dinheiro e isso me alegrou. Tinha grana e agora poderia começar a fazer mais coisas. Não havia contado ainda quanto havia pego ao todo nas 23 bolsas que carreguei comigo. Tive que aguentar meu peso e o peso das sacolas. Felizmente com a ajuda da mink raposa, cheguei nessa outra cabana tranquilamente e com todos o meus bens. Tanto os recém adquiridos como os antigos, como minhas ultimas laranjas restantes, meu par de sais e minha adaga.

A cabana estava praticamente caindo aos pedaços. Cheia de buracos nas paredes, vidros quebrados, mas serviria como esconderijo temporário, ao menos até que meu corte estivesse cicatrizado.

Olhei para a mink raposa, analisando-a muito bem. No calor do momento, não pude analisa-la e muito menos notar suas peculiaridades, a única coisa que sabia era que ela não conseguia se comunicar com humanos e por eu ser poliglota conseguia entende-la perfeitamente, quando ela não tentava falar como humana.

- Você... Muito obrigado por me ajudar. Ajudamos-nos mutuamente, mas no final eu quem fui salva por você  - Olhei para a ferida que havia sido fechada pela mink – Obrigado pelo curativo também.

Olhei ao redor cansada, queria dormir um pouco, para poder recuperar minhas forças, mas estava com medo. A mãe de Alex ainda estava por ai e se eu fosse encontrada dormindo, poderia ser morta em um instante. O que fazer? No momento não tinha muitas opções a não ser descansar por algumas horas pelo menos.

- Será que seria pedir muito, que você vigiasse a cabana enquanto eu descanso um pouco? Preciso recuperar minha energia perdida.

Não sabia exatamente o que esperar de resposta, mas sendo ela positiva ou negativa, apenas balançaria a cabeça , apoiaria-me em algumas de minhas sacolas de berries e tentaria cair no sono.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyQui 6 Out 2016 - 1:01


Longe de todos, em um lugar que talvez nem mesmo Niyah tivesse capacidade para voltar à civilização.
A madrugada já pairava, uma bela lua minguante estava quase no centro do céu e o luar pintava ao chão da casa em tons de osso e prata, suas aventuras no dia anterior foram o suficiente para gastar toda a energia que tinha armazenada pelos próximos seis dias.
Teve tantas coisas para fazer que acabou esquecendo da dependência da sua língua pelo gosto da laranja. Podia até mesmo notar a língua grudando no céu da boca ao falar e uma das poucas coisas que conseguia se concentrar era no fato de estar mais cansado do que com vontade de chupar laranjas.
Era um verdadeiro dilema, mas escolhera simplesmente agradecer a sua nova amiga.
A outra mink apenas respondia com um simples aceno o agradecimento e o outro para o fato de não se importar de ser a primeira na vigília.
Nunca tinha dito, mas gostava de ficar sozinha olhando para a lua e pensando com as estrelas. Perdia seus olhos no luar por alguns minutos e já conseguia ver sua amiga ferida dormindo, sorria e voltava a olhar para cima, por entre a janela quebrada que as separava de todo o caos do mundo lá fora.
Por horas refletiu o que eram estrelas, ouvia muito dizer que eram cavaleiros montados em dragões que vigiavam todos e contavam ao governo mundial os crimes não vistos. Depois de ter matado por sua amiga, ela era uma criminosa? Não sabia responder. Não quis pensar mais naquilo, dava-a arrepios.
Deitava ao lado de sua amiga, em um dos cantos da velha cabana. Um ou duas horas depois pegava no sono e acordava abraçada em sua amiga, sentia-se confortável ali em seu abraço, mas tinha vergonha de tudo aquilo. Levantava as pressas, mas não acordava Niyah, procurava comida pelas redondezas e acabou achando várias frutas, um coelho que perseguiu por horas e uma gorda lebre. Sempre amou frutas, esperava que sua nova amiga não se importasse em comer laranjas, era a única coisa que conseguia em abundancia na ilha.
Horas depois a felina mortal acordava, sentia calor, sua testa estava pingando e o sol batia em sua face. Mas nada daquilo importava quando via empilhado duas ou três dúzias de laranjas, por momentos indagou se aquilo não seria um sonho. Antes de achar uma respostas a sua amiga órfã voltava com um coelho e uma lebre segurados pelos rabos, um em cada mão.
– Você finalmente acordou! – falava ainda na porta da cabana, na sua própria língua, parecia surpresa com o tanto que sua amiga dormira, era quase o meio da tarde do dia seguinte. – Algumas vezes cheguei-te a pulsação para ver se ainda vivi... – se lembrava da perna no meio de sua frase e interrompia seu próprio pensamento subitamente – sua perna está melhor? Devia te ensinar como cuida disso, o que acha? – olhava para as laranjas e parecia um pouco envergonhada –... olha, eu só conseguir achar essas duas lebres aqui e laranjas... tive de tomar cuidado para que não achassem-nos, então tive que roubar a plantação de laranja e caçar... não sei cozinhas, nem temos uma fogueira, não liga de comer cru, não é?

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Última edição por Nosferatu Zodd em Sex 7 Out 2016 - 2:21, editado 1 vez(es) (Razão : Correções.)
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyQui 6 Out 2016 - 7:40


Não notei muito nos detalhes da cabana naquela noite, lembro apenas de deitar sobre minhas bolsas de dinheiro e adormecer. Acordei com o sol na minha cara, aparentemente já passava do meio dia o que me surpreendia, mas não me incomodava. Espreguicei-me e olhei ao redor, notando mais a cabana agora mais iluminada.

Era uma cabana simples e possuía alguns vidros quebrados, mas o que me chamou mais atenção, foi uma pilha de laranjas que não havia estado lá noite passada. Eu estava animada. Queria chupar uma laranja e saciar o meu vicio o mais rápido possível, mas me controlei. Por mais que aquela fosse a ilha das laranjas, não era garantia de que conseguiria carregar tudo aquilo. Noto então que Marie já esta acordada e carrega uma lebre e um coelho em cada mão. A fome bate, meu organismo, depois de toda a adrenalina noturna, finalmente se acalma e nota que apenas havia comido algo noite passada. Ou seja, eu estava com fome. Ouço tudo que a garota tem a falar antes de tentar me levantar, porém não consigo me levantar, pois minha perna não permite, ainda estava ferida e apesar de melhor do que antes, estava limitando meus movimentos.

- Posso preparar algo para nós. Sei cozinhar – digo olhando ao redor, procurando por pedaços de madeira soltos, gravetos ou palha ou até mesmo grama seca – Me traga alguns galhos e pedaços de madeira, gravetos ou palha por favor. Mas se não achar tudo bem – tive uma outra ideia, não seria o ideal, mas poderia funcionar se necessário – Ah, e me dê a lebre e o coelho enquanto procuras pelas coisas.

Esperaria ouvir a resposta dela, eu iria preparar algo simples, porém conseguiria cozinhar algo para nós. E se não conseguisse tinha outra ideia em mente. Assim que ela me entregasse a lebre e o coelho, retiraria minha adaga de sua bainha presa a minha cintura. Limparia a carne, retiraria o pelo de ambos e em seguida cortaria as unhas fora, pois não eram comestíveis. Colocaria as partes que não usaria de lado. A melhor forma de se comer aquilo seria cozido, mas não sabia ainda se a garota conseguiria encontrar a madeira para fazer o fogo necessário para aquecer a comida, então pego a carne de lebre primeiro.

Carne de coelho e mais dura, então comê-la crua seria muito ruim. A de lebre era dura também, porém menos. Cortaria então as patas da lebre fora e as descartaria. Não teríamos como comer elas se fossem crus, mas o peito tinha uma ideia que não seria saudável, mas ao menos era a melhor do momento. Do peito do animal, fatio a carne em tira finas e pequenas, tentando retirar o Maximo da carne possível, para depois descartar a carcaça, os orgãos e a gordura indesejada. Feito isso, coloco tudo sobre minhas pernas esticadas e tento pegar duas das laranjas do monte mais próximo que ela havia trazido. Cortaria-as no meio e espremeria todo o suco sobre a carne, isso acabaria me sujando, mas poderia me lavar depois. O primeiro prato estava pronto. Era um sashimi the lebre. Não era muito saudável, mas para o moento era o que teríamos.

Caso a mink raposa trouxesse os gravetos, tentaria acender uma pequena fogueira com a técnica do atrito, esfregando uma mão na outra em um graveto até que o atrito gerasse calor e a chama se iniciasse. Em seguida, eu cozinharia ambas as carnes, depois de ter retirado os pelos, unhas e órgãos que não poderiam ser comidos. Colocaria-os sobre o fogo, espetados em um dos pedaços de graveto se possível. Assim que tudo estivesse pronto e cozido, espremeria duas laranjas sobre a carne para adicionar um pouco de sabor, já que sal não tínhamos. Depois pediria para ela se servir e começaríamos a comer.

- Bom... você disse que pode me ensinar a fazer curativos. Por acaso sabe fazer primeiros socorros? Se puder me ensinar, ficaria muito grata – e comeria mais e mais saciando minha fome e ao mesmo tempo meu vicio por laranjas.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptySex 7 Out 2016 - 3:15


Marie apenas escutava o pedido de Niyah, um ar de decepção era estampado em sua face, sempre preferiu comer suas presas cruas, seria ela uma selvagem ou sua amiga havia esquecido que não era uma humana? Não teve coragem de perguntar, apenas foi até a sua companheira de fuga, colocou suas caças ao seu lado e com um giro de calcanhares voltava da mesma direção que veio, dobrando a esquerda ao sair da cabana.
A felina, mesmo que suave, conseguia ouvir seus passos. Tinha ótimos ouvidos, mas contara apenas três se distanciando e conseguia ouvi-la voltar à porta, com uma pressa de quem havia se lembrado de algo muito importante:
– Você não vai tentar ascender uma fogueira aqui dentro, não é?
Parecia perplexa com a ideia, a cabana em que estavam era de madeira e, mesmo que não fosse, a fumaça que a fogueira causaria seria mais que o suficiente para matar as duas.
Seus lábios abriam um largo sorriso, no fundo ela queria ter intimidade para gargalhar da ideia de sua amiga. Sentia-se grata por ela não poder cozinhar e apenas terem a escolha de comer como um verdadeiro predador, seguindo até Niyah e pegando o coelho com a boca e o levantando por sua pele.
Sua boca salivava ao sentir o cheiro de sangue da sua presa, olhava para sua amiga para em busca de um olhar que completasse o seu e acabava se deparando com uma cena bastante estranha.  Parava e observava. Niyah empunhava uma arma e usava aquilo para arrancar a pele da sua comida, limpava o animal como todo o cozinheiro que se prestasse faria, mas tudo aquilo era novo para Marie. Nunca conheceu um outro jeito de comer, se não aquele que as raposas tinham ensinado para ela. Apenas aprendeu que poderia comer algumas frutas no lugar de sempre se dar ao trabalho de caçar por acidente, mas nada muito além disto.
Abria a boca e em um movimento sobre-humano pegava a presa com a mão esquerda antes que ela caísse no chão, colocando-a ao lado da cozinheira e se sentando no outro lado da sala e observando tudo aquilo com um bárbaro vislumbrava um mágico.
A felina mortal cortava, limpava e fatiava. Por fim, lavando-as com laranja maduras e doces o bastante para completarem o local com o seu aroma topical. Mas toda aquela coisa parecia não importar, as tiras, por mais que muitas, eram pequenas demais e misturar frutas com carne não deveria ser a ideia mais inteligente que a menina-raposa viu na sua vida.
Tentou lutar, pensou em comer as patas que sua amiga jogara fora, mas não conseguiu, no fundo aquele cheiro de laranja doce e sangue pareciam ser tentador demais. Acabou cedendo.
Sua reação começou com um longo espanto enquanto mastigava, prolongando-se em um ascendo com a cabeça um pouco antes de engolir e em uma explosão de felicidade ao deglutir o delicioso alimento. O peito da lebre gorda, rendera diversas porções, muito mais que o suficiente para alimentar as duas garotas. Deixariam o coelho e as patas da lebre para depois, quem sabe não fossem realmente necessários.
Comiam e se saciavam, findando em uma pergunta sobre primeiros socorros, talvez para quebrar o silêncio, de Niyah.
– Sei sim, quer aprender? –Sorria, satisfeita com a nova experiência – Mas teremos de ser rápidas, precisamos sair daqui o quanto antes... Quem sabe sair da ilha o quanto antes...

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptySab 8 Out 2016 - 10:47


Estranhei o jeito que a garota comeu. Não por ser muito primitivo, mas por mesmo sendo bem humanoide ela continuava com seus instintos primitivos superiores aos demais. Talvez eu fosse mais civilizada que ela, por minha mãe ter sido uma cozinheira e meu ai um humano. Isso seria uma boa justificativa para explicar a situação.

Apôs terminar de comer, ouço que a mink propôs me ensinar sobre a habilidade de primeiros socorros, coisa que havia tentando aprender com a mãe de Alex, mas havia falhado miseravelmente em entender tal aula. Ao menos eu possuía um embasamento teórico inicial que poderia me vir a ajudar a aprender de fato agora com a mink raposa.

- Por favor, me ensine. E sim seremos rápidas. Ao menos uma hora e meia de aula deve ser o suficiente para que eu aprenda o básico e me recupere mais do ferimento.

Sentei-me de forma mais confortável, pernas cruzadas e cauda balançando de um lado para o outro atrás de mim. Minha cauda sempre fazia esse movimento quando eu estava focada ou curiosa ou os dois.

INICIO DA APRENDIZAGEM DE PRIMEIROS SOCORROS

- Certo... – disse Marie ficando de joelhos e limpando a garganta logo em seguida – Aqui vai a teoria básica para você.

Suas primeiras falas foram em seu linguajar animal, já que não falava muito bem a língua dos humanos. Pude entendê-la claramente, porém a mink tentou falar de forma “normal” para explicar as coisas. Mas não consegui entender absolutamente nada do que ela havia dito. As vezes algumas palavras que sem estar no meio da frase não faziam o mínimo de sentido. Marie notou que eu não estava conseguindo compreende-la e a mesma voltou então a falar em sua língua normal, aquela que poucos conseguiam entender. Eu era uma desses poucos.

- Cuidado com a higiene e a limpeza são sempre seu primeiro passo. Nunca vá mexer em uma ferida com as mãos sujas, isso pode piorar a mesma – Com sua unha afiada de raposa, desenhou no chão cinzento de terra um quadrado e depois ela apontou para o mesmo – Esse quadrado representa tecidos. Tecidos podem ser usados para fazer os curativos e ataduras. Sempre use tecidos limpos para tal feito, mas para você aprender como usar um e fazer curativos, usaremos uma de suas sacolas de dinheiro.

Marie pegou a menor das sacolas, uma que estava aberta já. Retirou o conteúdo de dentro e deu para que eu guardasse em meus bolsos. Rasgou ainda mais a sacola para que então pudesse virar um pedaço de pano grande. Em minha panturrilha a raposa começou a enrolar a tecido.

- Enrole a ferida com o pano, pressione e aperte para estancar o sangue. Depois deu um laço ou um nó. - a mink demonstrou sua explicação rápida e simples e em seguida voltou seu olhar para mim novamente – Em alguns casos você precisará fazer o que se chama torniquete. Empreste-me a bainha de sua faca.

Retirei minha faca da Bainha e entreguei a ela. Sem prensar duas vezes, a raposa olhou desfez o laço, Mas continuou a pressionar a ferida. Depois colocou a bainha e fez um nó sobre ela, mantendo bem apertado, mas de forma que conseguisse girar a horizontalmente 360 graus.

- Torniquetes servem parar interromper o fluxo sanguíneo e com eles consegui-se impedir a perda excessiva de sangue. Mas cuidado, não aperte demais ou você pode impedir o fluxo sanguíneo para sempre. E sempre o faça-o acima do ferimento, ou não funcionará.

Ela apertou levemente o torniquete feito em minha perna, girando a bainha para a direita, logo em seguida comecei a sentir minha perna formigar, sinal de que o fluxo de sangue na região estava diminuindo. Logo ela desfez tudo e me entregou os objetos.

- Agora é sua vez. Faça em mim.

Tentei imitar tudo que ela fez em mim, exatamente como foi feito, porém em seu braço. Enrolar a faixa foi fácil, o problema era fazer o tal torniquete, demorei 10 minutos para conseguir fazer o primeiro que desse certo e funcionasse. Depois ela me pediu para repetir e novamente demorei para conseguir executa-lo. Acabei conseguindo no final, porém não era rápido e isso seria crucial em situações de risco. Tentei novamente uma terceira vez e dessa ultima vez consegui fazer um pouco mais rápido, mas ainda sim não tão rápido.

- Agora o próximo tópico será...

Seguimos esse mesmo processo de aprendizado para vários outros tipos de ferimentos e de como cuidar deles. Depois da teoria eu praticava nela e assim sucessivamente ate ter coberto todos os tópicos importantes relacionados ao tema.

Ela me explicou sobre como utilizar band-aid e o que eram. Mostrou utilizando um pedaço do tecido utilizado anteriormente. Ela falou de fraturas e como lidar com elas a priori. Utilizando um de meus sais como o item necessário para imobilizar a perna ou um braço. Explicou a diferença entre fratura exposta e aberta. Explicou a respiração boca a boca e massagem cardíaca. Ela demonstrou em mim e eu nela e acredite, não fiquei muito animada de ter que ‘beijar’ alguém para salvar suas vidas. Aprendi também sobre ataques epiléticos, desmaios e convulsões e como lidar com a situação, que precauções tomar e não tomar.

Ao final ela tinha coberto todos os temas. Eu tinha praticado cada um deles pelo menos 3 vezes e tinha conseguido executar corretamente pelo menos 1 vez cada um. Não sei quantas horas tinham passados, devido a minha curiosidade e desejo para aprender e eu nem ligava para o tempo naquele momento e dessa vez eu acreditava ter aprendido alguma coisa de verdade.

FIM DA APRENDIZAGEM DE PRIMEIROS SOCORROS


Tentei me levantar depois de ter ficado apenas sentada me movimentado pelo chão para recuperar do ferimento. Felizmente consegui ficar de pé, mas será que conseguiria andar? Não saberia até tentar.

Tentaria dar um primeiro passo, para saber o quão bem eu conseguiria andar, depois se conseguisse, tentaria andar mais e mais para ver o quão melhor minha perna já estava. Se ela estivesse apenas um pouco melhor, começaria a arrumar minhas coisas para sair daquela cabana, mas caso não estivesse bem ainda, ficaria ali sentada por mais um tempo. Eu tinha um plano do que fazer quando estivesse recuperado, mas será que Marie iria ir comigo? Ou assim que eu melhorasse ela iria embora? Não me importava com o que ela decidisse, já que para mim só importava sair de Conomi.


- Então, Marie, o que fará agora?
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyDom 9 Out 2016 - 4:48


A dificuldade para locomoção não era um problema. Não mais. Descobrira isto quando ariscava um primeiro passo, após um longo período de repouso. Uma sutil dor minava do corte, mas a lesão já havia sido recuperada pelo corpo e já tinha capacidade suficiente para um pequeno trote. Um trote coxo, porém, ainda sim, um trote. Iria doer um pouco mais que o normal, mas não existia chances de voltar a abrir em um estágio tão avançado de cicatrização.
Após uma sessão de aprendizado da arte dos primeiros atendimentos que uma vítima deve ter, a dupla de minks viam pela janela o inicio do por do sol de uma ilha do blue oriental. A descida do sol tornava o céu rosado e dourado, podia sentir que aos poucos a luz ia se esvaindo e a escuridão da lua minguante, já pairada no céu, começava a usurpar a claridade do dia. A noite começava a nascer.
Ao horizonte, por entre a mata, conseguia ver o mar e fina a névoa que se formava dentro da cabana por estar próxima a ele. Marie não tinha a melhor memória do mundo, mas podia refutar com facilidade o fato daquilo não ter acontecido na noite passada. Não se esqueceria de um ambiente tão fantasmagórico. Estaria cansada demais ou algo estava de estranho estava acontecendo ali...
... torcia para seus instintos estarem errados.
Niyah puxava assunto. Aquilo acabava arrancando uma arfada de susto de sua companhia que estava com seus olhos perdidos por entre os vidros quebrados da janela.Com o susto corria seus olhos com agilidade para sua amiga, subitamente se acalmando e lembrando que havia esquecido de falar o que ouviu ao caçar.
– Ah! – erguia as sobrancelhas ao se recordar do fato, logo desviando seu olhar para o chão, olhando para as bolsas de dinheiro roubado e voltando a falar na sua linguagem animal – acabei me esquecendo de avisar: quando caçava o coelho encontrei um casal de raposas que me contaram sobre ter ouvido caçadores falarem sobre um corpo nas redondezas e que tinha uma caçadora de recompensas colocando a cabeça de um mink ou dois – fazia uma expressão pensativa, sem duvidas o casal se contradizia – a prêmio no mercado negro. Também ouvi lendas da fêmea, sobre a existência de um caçador de animais com um triângulo de ferro perambulando a floresta com um facão gigantesco. Seu macho desmentiu e disse ser só uma lenda boba.
A mink raposa parava e refutava, lembrando-se de que a pergunta da sua amiga acabava não sendo esta, mas, mesmo assim continuando:
– Não tenho vontade de descobrir... Também ouvi algo sobre navios, mas não me importei muit...
Niyah e Marie tomavam um susto ao ouvir, na parte de trás da casa, pesados passos e um arrastar cortante por entre a mata. Marie corria até a única saída da porta olhando para o lado esquerda, direção onde ficava a floresta. O sol já havia se posto, a escuridão teria tomado conta se não fosse o triste brilho prateado da lua.
– Niyah – pegava a amiga pela mão e a forçava a andar –, precisamos ir!

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyDom 9 Out 2016 - 7:54


Agora eu estava prestando mais atenção em Marie, ela parecia meio distraída. O que não era bom de forma alguma, já que eu ainda não estava 100% para poder usar de meu máximo potencial para batalhar e correr. Em seguida ela começou a contar sobre uma lenda e uma caçadora de recompensas procurando por uma mink. Eu sabia que a caçadora era a mãe de Alex e se ela estava por perto, isso era sinal de que Alex não havia conseguido distrair ela o que para mim era ruim. Sabia que precisava sair dali, mas precisava me organizar antes... Ouço um barulho de trás da casa e Marie me puxa para corrermos.

Subitamente solto a mão dela, não ria a lugar nenhum sem meu dinheiro que havia me sacrificado tanto para conseguir. Correria da melhor forma possível para todas as bolsas que ainda tinha. 22 ainda fechadas e uma eu havia aberto e colocado em meus bolsos durante o treinamento. Abro as outra 22 as pressas e concentro todo o dinheiro dentro das demais. Sabia que tinham 38.000 dentro de cada uma e eram 23 bolsas, então eu possuía ao todo 874.000 berries nas bolsas. Fora o que já possuía em meus bolsos junto as 5 laranjas que já carregava. Assim que estivesse tudo em uma sacola só, eu pegaria uma sacola vazia para colocar 5 ou 6 laranjas novas das que a minha amiga mink havia colhido. Com o dinheiro em uma sacola e as laranjas em outra, carregando uma em cada mão, virar-me-ia para a raposa.

- Agora podemos ir.

Tentaria andar o mais rápido possível até a porta, para sair por ela. Sabia que eu ainda estava mancando e também sabia que corria o risco de me atrasar mais, devido ao fato de ambas as sacolas juntas, não estarem tão leves assim. Tinha que trocar todas essas moedas depois por notas. Algo para se fazer no banco, mas precisaria antes de mais nada sair dali.

Assim que passasse pela porta, tentaria ir o mais rápido possível para o meio da floresta, com o objetivo de atravessa-la e em algum momento chegar a praia, para que por lá, distante de tudo e todos, eu pudesse me organizar melhor e planejar algo. Torcia também para que Alex aparecesse junto a Agnes, a raposa que conseguia sentir o cheiro da planta rara que havia recebido da gêmea do mau. Para que ela deveria aparecer? Motivo especifico nenhum, mas seria bom tê-la por perto, para me certificar que a mãe dela estaria longe. Pois tanto Alex, quanto sua irmã não queria que eu matasse ou tentasse matar a mãe delas, mas se eu precisasse, não teria medo de tentar.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyTer 11 Out 2016 - 16:10


Niyah lembrava que não podia deixar suas sofridas conquistas para trás, afinal não teria significado algum ter aguentado aquele corte em sua perna para acabar deixando suas conquistas ao léu.
Marie encarava-a tentando entender o que estava acontecendo ali, precisando de longos segundos para entender que sua amiga mink tinha voltado para pegar o dinheiro. Este papel realmente vale nossas vidas? Indagou desgostosa.
Coxeava até as bolsas, eram muitas bolsas, mas estavam todas em uma só pilha. Não precisou mais que estender o braço uma ou duas vezes para puxar as bolsas mais distantes para o centro do monte.
Abria as vinte e duas que tinha em sua frente e notava que em muitas delas apenas haviam algumas gordas notas com uma esqueleto com um chapéu e roupa pirata, outros nem tão gordas com um mink urso-polar com um bigode e as mais humildes com outro mink vestido de bobo da corte; representando, respectivamente, dez mil, cinco mil e mil berries.
Notou diversas moedas, mas não eram tantas o suficiente para se somadas encherem mais do que um terço da bolsa que carregara consigo, facilitando o armazenamento de tudo em apenas uma das bolsas.
As notas foram de fácil manuseio, contudo as moedas resistiam em pular por entre seus dedos e muitas vezes precisando serem recolhidos por Marie, quando Niyah não conseguia pega-las no ar. A mink raposa fazia o serviço com visível descontentamento, mas entendendo que precisariam daquele dinheiro se quisessem sobreviver na sociedade humana.
Ao ver a Felina Mortal findar, sua companheira corria até a porta, mas Niyah não satisfeita, coxeava até o outro lado da sala - ignorando a inquietude de Marie e os firmes passos que não estavam há mais do que dez metros da cada - carregando uma das bolsas que acabara de esvaziar e introduzindo nela um pouco menos de meia dúzia de laranjas. Os passos cada vez mais próximos e o silêncio macabro da floresta ajudavam a perder as contas todas as vezes que se prestou a perder tempo contando aquilo.
Tinham se passado pouco mais de dez segundos fazendo aquilo, contudo parecia tempo suficiente para escutar uma pesada respiração proveniente dos passos que cada vez estavam mais e mais altos. Ele estava perto.
A mink raposa tomava das mãos de sua companheira que coxeava menos a cada passo a sacola de moedas e dizia algo em total idioma animal “eu levo isto pra você”, puxando a bolsa e o braço com cada uma das mãos e a obrigando a segui-la.
Quando pisaram para fora da casa conseguia ver as árvores cobertas de negro em todas as direções que olhavam e no mesmo momento que os corvos notavam a presença das duas começavam seu contigo.
A grasna dos corvos pareciam uma orquestra funebra. As duas, por entenderem o que animais falavam, escutava-os praguejando que morressem para comerem seus corpos, mas aquilo não era nem de perto o pior, quando saiam da casa, conseguiam ver por entre as árvores e a névoa um brilho opaco de uma enorme lâmina suja de sangue seco refletindo o pouco que conseguia da lua.
Niyah conseguia ver com mais detalhes ainda devia a uma de suas capacidades inatas, via um homem de dois metros e quinze com uma pirâmide de ferro em sua cabeça, sem sua camisa e com seu tórax marcado por manchas de sangue, que pela falta de machucados para aquilo, julgava não ser dele. O homem era enorme, com músculos aparentes e um projeto de lâmina mal feita tão grande quanto o medo que aquele monstro despertava na pequena mink infame.
Sentia um fio de suar frio escorrer por entre seus seios e arrancar-lhe um forte arrepio que prendia seus pés ao chão por tempo suficiente para que o monstro passasse em uma clareira e também aterrorizasse Marie que por reflexo puxava a mão que ainda segurava de Niyah enquanto corria.
A única coisa que conseguia fazer era também correr.
Buscava correr até mar, talvez a pior ideia que tivera na noite, correr de um perseguidor na direção de um lugar que iria diminuir suas rotas de fuga e deixasse-os em campo aberto era loucura. No entanto, mesmo assim corria para lá, sabia onde ficava, pois precisava apenas seguia a direção que sua janela estava. Coincidentemente era exatamente o lado que era obrigada à correr para fugir de seu carrasco.
Corria por entre a floresta, já não tinha oportunidade de tentar ver se sua perna doía ou não, mas parecia não doer mais e mesmo se doesse era melhor abrir o machucado do que enfrentar aquela aberração.
Corriam, corriam e corriam. Ao som dos corvos desejando sua morte as seguiam para qualquer lugar que fossem e até mesmo vendo alguns seguiram pelo céu o enorme homem. Nada mais justo que seguirem o homem que os daria corpos frescos.
Talvez cinco minutos de corrida intensa chegavam à praia, conseguindo ouvir a cada segundo o triste canto das ondas distantes da praia e a leve brisa do oceano. A areia da praia era fofa e a nevoa muito mais densa. Olhava para os dois lados e via praia até perder de vista nas duas direções, esperando encontrar seus amigos, mas apenas via o enorme monstro sair por entre as arvores e caminhar com calma na direção das duas.
Os dados estavam lançados, o que Niyah fará?

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos EmptyQua 12 Out 2016 - 10:15


Ter que sair correndo não era algo que estava for a de meus planos, porém ao mesmo tempo, não era algo que eu queria ter de fazer. Felizmente consegui trazer comigo todo o meu dinheiro e junto dele consegui trazer algumas laranjas. Felizmente eram notas de dinheiro o que faziam com que eu pudesse soca-las facilmente em apenas uma sacola. Não havia dado tempo de contar as laranjas, mas havia conseguido pegar algumas para carregar comigo.

Saindo da cabana vimos um homem muito alto e grande com uma espada afiada e banhada em sangue seco. Fiquei aliviada por um momento. Não era a mãe de Alex, apenas outra pessoa, uma pessoa que eu não precisaria me segurar para lutar se necessário, mas Marie me puxou e saímos correndo rumo a praia, enquanto ouvíamos os malditos corvos fazerem um estardalhaço gigante. As vezes não gostava de poder entender os animais. Pois eles conseguiam ser bem inconvenientes. Chegamos a praia e estávamos sem saída, vimos apenas o homem sair da mata logo atrás de nós.

Parei e pensei: “Se consegui correr, isso significa que minha perna já está boa”. Lutar a noite não seria um problema para mim, mas poderia acabar sendo para ele. Ou não. Não tinha como eu saber. Tentei descobrir o que o tal home queria. Olhei para todos os lados, pensando em formas de fugir. Procurando caminhos ou algo que me ajudaria naquela situação, mas tentaria puxar uma conversa, mantendo minha calma como sempre fazia, buscando tomar o controle da situação.

- Ora... Você veio nos matar? Duas pobres garotinhas indefesas? – fingia uma fragilidade que eu não tinha – Pode nós dizer o que precisas. Talvez possamos acabar com as coisas de uma forma... diferente, não acha?

Tentando seduzir aquele homenzarrão? Sim, as vezes era necessário se jogar sujo para conseguir o que queria. Não sendo eu uma marinheira, qualquer coisa era valida. Esperei para ouvir uma resposta, sendo ela boa ou ruim. Se ele não respondesse nada, eu ficaria parada por mais um tempo, apenas o observando, para entender como o mesmo se movia e agia.

Se ele viesse para cima de mim, correndo ou caminhando, tentando brandir sua espada contra mim, eu tentaria correr para o lado de minha perna boa, com dois objetivos. O primeiro era testar minha perna, para saber se já estava de fato recuperada e o segundo, evitar o golpe e me reposicionar. Se a raposa não se mexesse, eu a empurraria para o lado oposta ao qual eu iria, para que a mesma pudesse também evitar um possível golpe. Em seguida, eu soltaria as sacolas no chão e puxaria minha adaga de sua bainha que estava por dentro de meu shorts, usando o impulso de ambas as minhas pernas, correria para cima dele, visando cortar com minha adaga o Maximo de pontos possíveis do corpo dele. Sabia que não atingiria minha velocidade máxima, visto que correr na areia é mais difícil e eu não tinha era uma eximia corredora, apesar de ser rápida. Assim que os cortes estivessem feitosusaria do corpo dele, para pegar impulso com ambas as minhas pernas e saltar para longe, dando um mortal no ar e caindo em pé no chão, algo que conseguiria, devido a minhas habilidades acrobáticas.

Caso ele não viesse para cima de mim, eu esperaria para ver o que o homem faria, mas não esperaria para sempre. Aproveitaria a espera para poder checar se minha perna ferida estava boa de fato e em seguida partiria eu para cima dele, correndo em linha reta. Se ele fosse me atacar, eu tentaria desviar rolando para o lado oposto de onde o golpe vinha e em seguida tentaria fazer o maior número de cortes possíveis nele antes de seu próximo ataque. Depois desviaria pulando e dando um mortal para trás.
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