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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Nascer da Anarquia

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MensagemAssunto: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyQua 13 Abr 2016, 12:15

O Nascer da Anarquia.

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civis Reddo Taiga e Hideki Zagan. A qual não possui narrador definido.


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Vytror
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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyQua 13 Abr 2016, 15:43

Can I make it better, with the lights turned on?

Vício: 01/10 Posts

A Despedida



-10 mil...20 mil....30 mil....40 mil....50 mil - dizia Red em voz alta a contar o dinheiro que ganhara ao longo dos anos com combates de boxe, ele tinha fama em Dawn Island, infelizmente não era da boa fama, pois fazia uns meses que ele tinha morto dois homens, homens que espancaram a sua mãe Valkyria, ele matara-os por vingança e nunca se arrependeu de tal coisa, ainda sentia ódio por tais homens mesmo que os já tivesse morto, e portanto descarregava o ódio que continha nas lutas de boxe que fizera até agora no qual ajudou em vários combates. Red então com o dinheiro todo contado das lutas começara a vestir-se, com a sua roupa habitual, uma camisa de alças branca acompanhado com a sua típica jaqueta preta que combinava com suas calças já que eram da mesma cor, calçou seus ténis de desporto vermelhos e pretos e então saiu do seu quarto pela última vez.

Red só se conseguia de lembrar das memórias que tinha ali, de ele brigando com a sua irmã Julia que estava desaparecida fazia 5 anos mas já não o magoava a pensar nesse tema, o que mais magoava era o pai dele ainda estar desaparecido na tentativa de procurar Julia no qual provavelmente já estava morta. Lembrava-se de quando fugia de casa em um lençol pela janela quando estava de castigo no qual situava-se mesmo na parede onde a sua cama estava, conseguiu-se lembrar até quando ficava horas e horas a praticar basquetebol atirando a bola contra a parede e depois sua mãe e irmã virem brigar com ele para parar e o pai a rir-se de fundo. Red sentia-se livre mas vazio ao mesmo tempo por ir abandonar tudo aquilo, mas em troca, iria ganhar a maior liberdade de sempre, ele queria fazer algo grandioso e nunca faria ficando ali, então assim, com sua maleta que só continha as suas roupas de inverno e de verão, foi-se embora, descendo as escadas de madeira por uma última vez, o típico som das escadas a ranger quando se pisava dava-lhe nostalgia, mas ele tinha de superar aquele sentimento, e então seguiu para a cozinha.

Q
uando entrou na cozinha, vira sua mãe a preparar sua última refeição naquela casa, ela estava de costas preparando a comida, mas mesmo assim dava para ver seu longo cabelo vermelho que quase chegava-lhe aos calcanhares, no qual Red sempre achara muito bonito, dava para ver que tinha seu avental branco posto devido ao nó que estava por detrás das costas, quando Red via cabelo vermelho, lembrava-se logo do seu Pai, pois era o único que continha cabelo negro. Red aproximou-se da sua mãe, dera-lhe um beijo na bochecha e dissera: -Bom Dia mãe - e então dirigiu-se à mesa de madeira que se situava na cozinha, puxou de uma cadeira e sentou-se pondo sua maleta no chão de lado dele. Red não esperara muito, simplesmente uns 5 minutos, e quando recebeu sua comida, seus olhos encheram-se de brilho, os olhos vermelhos dele pareciam Vermelho vivo, pois ele estava perante sua comida favorita, um belo de um Hamburguer no pão com tomate, alface, cebola, pickles e cebola juntamente com ovo estrelado e umas batatas fritas. Red começara a deixar escorrer baba pela boca, e então começara a deliciar-se da sua comida, quando acabou, pegou na sua maleta, e arrumou tudo o que tinha sujado.

Ele fora em direção à porta principal de sua casa, ele estranhava pois não via sua mãe para despedir-se em lado nenhum  no qual fazia-o bastante triste, pois a última recordação que ele queria daquela casa era sua mãe a abraça-lo, mas então ele não quis mais saber, abriu a porta e pôs-se fora de casa, mas no momento que ia fechar a porta, sentira a mão macia da sua mãe nesse momento, Red virou sua cara para vê-la mas no momento que fez isso, ela já estava a abraça-lo a chorar pois conseguia ouvir os soluços. Nesse momento foi que Red apercebeu-se que sua mãe iria ficar sozinha até que o Pai deles voltasse, no qual o punha bastante triste, mas sem mais demoras disse: -Mãe.... Eu vou ficar bem, quando vires-me eu serei um grande pirata, e eu juro que vais voltar-me a ver, pois eu não posso morrer até encontrar o Pai e ter o meu nome ouvido por todo o lado... Ouviste? Eu vou voltar, com uma tripulação fortíssima e com o meu nome a ser ouvido em todo lado. Adeus Mãe - mal acabara tais palavras, dera um forte abraço na sua mãe e então iria embora.

Provavelmente o que Red iria fazer primeiro seria procurar algo que o fizesse derrotar seus oponentes mais forte, portanto iria precisar de uma loja de armas ou manoplas ou no pior dos casos um ferreiro para fazer as manoplas, assim sendo iria procurar pelas ruas no qual ele já conhecia bem algum ferreiro ou loja de armas, caso não encontrasse após uma grande pesquisa iria perguntar a alguém que não o olhasse com nojo ou medo devido à sua má fama e então iria dizer com um sorriso bem aberto: -Hahaha, que belo dia uhm? Será que poderia dizer-me onde fica o ferreiro ou loja de armas mais perto? - e então esperaria a resposta e iria por onde diziam. Caso não respondessem ou não encontrasse ninguém, Red iria procurar por um restaurante para ver se aceitavam que ele comprasse comida para levar na sua maleta, caso não o deixassem Red iria comer o máximo que podesse ali e então naquele momento iria pensar o que fazer para chegar ao primeiro passo de se tornar um grande pirata


Para Narrador:
 

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Última edição por Vytror em Qua 13 Abr 2016, 19:17, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyQua 13 Abr 2016, 18:07












Liberté!




Finalmente o sol dedilhava suavemente a pele ressecada e pálida do jovem que havia acabado de fugir do inferno, um inferno onde o demônio era uma pessoa da mesma raça que o sofredor, uma pessoa que recebeu bondade, mas que devolveu toda a perversidade que havia conseguido imaginar, fazendo com que a bondade materna herdada no leito de morte de sua mãe ficasse desorientada, o garoto já não sabia o que era bom, ou o que era melhor. A liberdade retornou para Hideki, o qual até estranhava tal evento, primeiramente pensou que aquilo era um sonho, mas logo se lembrou de que a única coisa que restava na cabeça do mesmo enquanto adormecia eram os pesadelos dolorosos, que se assemelhavam muito com suas reais torturas.

Os pés calçados com sapatos que o mesmo roubara do navio em que estava finalmente tocaram o chão daquela ilha, uma ilha desconhecida, mas visivelmente habitada, já que uma grande cidade podia ser vista ao horizonte, uma cidade diferente das demais, uma cidade envolta em um enorme muro, talvez quisessem se isolar de algum problema, ou, talvez, se isolar do resto do mundo.

A situação do recém-liberto não era das melhores, mas após tanto tempo o corpo do jovem já parecia ter se acostumado com todos aqueles ferimentos e a falta de nutrientes, que já havia diminuído graças a um saque que o mesmo fizera selvagemmente na cozinha do navio, tudo que ele havia encontrado entrou rapidamente para dentro da barriga do mesmo, sem seleção alguma. As roupas também saqueadas eram bem folgadas no corpo magricelo e jovial, mas era confortável, algo que foi perdido desde que saíra forçosamente de sua vila.

O local do desembarque fora uma região litorânea muito tranquila e mais elevada que o resto da ilha, permitindo uma bela visão, a qual se tornava mais bela ainda nos olhos ainda assustados de quem esteve aprisionado durante um longo tempo. O som relaxante do farfalhar das árvores fez com que as lembranças de sua antiga vila e de seus familiares viessem até a mente do jovem enquanto lágrimas rolavam pelo rosto quase doente. As pernas fraquejaram perante o céu límpido, fazendo com que uma posição sentada fosse adotada e que os antebraços pudessem finalmente encontrar a face para enxugá-la.

Um arrepio pareceu dizer ao mudo para se afastar da entrada de seu inferno, por isso o mesmo levantou-se com a ajuda do apoio de seus braços, fazendo com que as mãos ficassem mais sujas do que já estavam. A floresta cedeu uma generosa sombra para o garoto que andava preocupado entre os troncos das árvores, naquele momento ele só queria salvar sua liberdade, logo temeu que aquilo fosse mais uma das torturas psicológicas do monstro, mas aquilo estava indo longe demais, certamente era verdade que grande parte ou quase todo o bando fora aprisionado pela marinha, representada pelo seu salvador indireto e amedrontado que apenas cedeu à forma de se libertar daquelas correntes atrozes.

Hideki iria procurar primeiramente algum tipo de rio ou poço, ele queria água para se banhar e assim ficar mais apresentável, pois ele certamente seria visto com maus olhos pelas pessoas da cidade, as quais não o ajudariam. Também tentaria cuidar de seus ferimentos com o que conseguisse encontrar, ele percebera que deveria ter pegado alguns suprimentos médicos no navio, mas já era tarde, ele planejava nunca mais pisar dentro de seu tártaro flutuante, lavaria os ferimentos com a água corrente caso encontrasse-a e também tentaria cobrir seus ferimentos com um pedaço de pano de sua roupa ou qualquer outra coisa que não fosse agressiva a sua saúde, como folhas medicinais por exemplo.

Após cuidar de seu corpo e aparência o planejado era ir até a cidade ou qualquer outro tipo de habitação que encontrasse antes, ele precisava de ajuda, talvez de um emprego, qualquer coisa e após isso pensaria o que fazer de sua vida, se é que ainda existia vida após tal acontecimento. Entretanto ele desejava encontrar a pessoa certa, pois não queria ser a vítima de outros monstros e ele se tornaria um desses monstros para se salvar ou quaisquer outros inocentes, não queria que ninguém passasse por aqueles sofrimentos novamente.

Aquela seria a renovação da vida de um jovem, um segundo nascimento para uma única pessoa, mas com personalidade diferente, na verdade sem personalidade definida, ela tornou-se um emaranhado de bondade, determinação, sapiência e atrocidades. Cada coisa fora herdada das pessoas mais importantes de sua vida, em lados positivos ou negativos, por isso necessitava de outros aspectos para que pudesse ser definido novamente, queria ser diferente sem mudar, ser um eu que emergiu de outro eu destroçado.


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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyDom 17 Abr 2016, 02:33

O Nascer da Anarquia

- Trecho I: O Tigre plebeu e o Lanceiro Moribundo



Red Tiger
Red finalmente iniciava sua jornada, em busca de seu pai e da notoriedade e liberdade que a vida de pirata lhe traria. Nem mesmo o amor por sua mãe e a saudade que sentiria de tudo aquilo que conhecia e amava acalmaria seu espírito selvagem. Se ficasse naquela ilha apenas como mais um plebeu qualquer, acabaria desperdiçando sua vida lutando apenas para satisfazer seus próprios instintos, morrendo sem nunca ter alcançado nenhum objetivo.

Despedindo-se de sua mãe que, sem muitas palavras apenas o abraçou com todas as forças, olhando-o como que o abençoasse e respeitasse sua decisão; ao mesmo tempo, porém, deixaria, apenas com aquele olhar, Red saber que ela sofreria incessantemente de saudade e preocupação entre as poucas vezes em que receberia notícias dele.

Conhecendo a cidade baixa como a palma de sua mão, Red começou a mover-se para a primeira coisa que faria em sua jornada: comprar uma boa arma. Caminhando por entre ruas bem pavimentadas, algumas ruas sem pavimento, vielas e becos, ele pôde observar a totalidade daquela parte do que havia dentro das muralhas, entre regiões com certa organização e outras lotadas de barracas e construída de forma completamente caótica.

Todavia, havia a constante rotina dos plebeus. Logo após o meio-dia, as crianças brincavam na pouca sombra que conseguiam encontrar - muitas vezes deslocando-se alguns quarteirões para aproveitarem-se da sombra da muralha -, comerciantes varriam seus estabelecimentos e trabalhadores cuidavam de seus afazeres, em uma harmonia familiar, como sempre havia sido.

Dito isso, não havia melhor lugar - ou outro -  para encontrar o que o boxeador procurava além de uma loja de esquina com grandes letras vermelhas na fachada, que diziam: "Fight Club!", provavelmente a única loja na ilha especializada em equipamentos de combate corpo-a-corpo, certamente a única na cidade baixa.

- Bom dia, senhor, em que posso ajudá-lo? - um homem pequeno e um tanto esquisito falava, virando-se para ele antes de perceber quem ele era. - Ah, Tiger. - uma mistura de desprezo e temor aparecia repentinamente em seu rosto. - O que quer aqui? - voltou a arrumar algumas mercadorias dentro do pequeno depósito do qual saíra, nos fundos da loja.

Hideki Zagan
Em outro local daquela mesma ilha, uma figura lastimável fugia de um velho navio, ancorado não em um porto, mas simplesmente com a âncora baixada extremamente próxima da costa, fazendo com que o navio ficasse encalhado, denotando que ninguém viria para buscá-lo. Com roupas velhas e grande demais, Hideki gastou um pouco mais da pouquíssima energia que lhe restava para nadar desastradamente o pequeno trecho que o separava da costa de Dawn Island - não que ele soubesse onde estava -.

Subnutrido devido à todo o sofrimento que passara, apenas sua instável determinação lhe guiou floresta adentro, arrastando os pés, semiconsciente. Seu estado era tão deplorável que não sentia mais fome ou frio, cansaço ou dor; tudo o que sabia era que a única forma de não morrer era continuar andando, a despeito dos espinhos que rasgavam as roupas e arranhavam seu corpo, dos galhos que machucavam seus pés e das folhagens altas que lhe impediam a passagem.

Por fim, caiu desmaiado, de súbito, seu rosto batendo com força no macio chão coberto por várias camadas de folhas secas.

Quando acordou, olhou diretamente para um teto de telhas marrons acima de si. Estava deitado sobre uma esteira no chão, completamente nu, exceto pelas bandagens que cobriam seus inúmeros ferimentos e por uma coberta que lhe tapava até o pescoço. Ao seu redor, quatro paredes de barro constituíam a mais simples cabana que ele havia visto, sem janelas e apenas com um vão retangular como porta.

A única coisa estranha que notava, era que o chão estranhamente quente, o que quase o fez aconchegar-se e dormir novamente. No entanto, seus temores o impediriam de fazer isso.

Levantando-se, notaria que seu corpo havia sido lavado e, saindo da cabana, notaria apenas floresta para todos os lados. Em seu campo de visão - cerca de dez metros na diagonal para a esquerda -, um homem careca e musculoso, com uma grande barba branca, cortavam lenha ritmicamente, vestindo apenas suas calças cinzas e nada nos pés. O machado em suas mãos era bastante velho, mas a lâmina certamente era afiada.

Logo atrás do homem, havia três estacas de dois metros de altura cravadas na terra a intervalos de três metros. Nelas, cipós entrelaçados formavam um cordão onde as roupas do jovem repousavam. Cinco metros diretamente a frente da cabana, um pedaço de carne assava lentamente.

Se reparasse na estrutura da cabana, veria uma espécie de canaleta que se iniciava na frente e terminava atrás. Dentro dela, era possível ver o fogo queimando tranquilamente.


Histórico:
 
Histórico:
 
OFF:
 
Avisos:
 
OFF2:
 

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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyDom 17 Abr 2016, 04:38

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Vício: 02/10 Posts

Despertam o Tigre!



A despedida tinha sido dolorosa,nunca mais iria comer os hamburguers da sua mãe, nunca mais iria receber o conforto da sua mãe, nunca mais iria ver sua casa, não iria mais receber noticias de sua mãe até voltar a Dawn Island, mas nada fez Red mudar sua decisão, ele tinha 100% a certeza que tinha de encontrar seu pai e de se tornar um pirata, então para tal objetivo, ele necessitaria uma boa arma para combater pessoas que iria certamente encontrar no futuro. Como ele já conhecera muito bem a cidade, pois ele fora criado lá, era certamente uma nostalgia que dava quando caminhava por várias ruas, pois se lembrava das brincadeiras que ele tinha com a sua irmã Julia. Red fazia a sua caminhada, a observar tudo e todos, faziam sempre a mesma coisa levantar, comer, trabalhar, comer, dormir, e isso era puro tédio, portanto Red sentia pena deles, por não ter a liberdade como ele tinha naquele momento.

Ele andara até mais do meio-dia, a sua barriga já estava a dar sinais de fome, mas Red ainda continuava à procura de uma loja digna para comprar sua arma, mas enquanto tentava procurar, só visualizava as crianças que brincavam sob a sombra que a muralha projetava, Red então andou à procura da tal loja, mas só via pessoas que deviam ser donos de lojas que não lhe interessavam a varrer o chão, ele achara bastante entediante, não conseguira imaginar quão aborrecido deveria ser passar minutos ou até horas simplesmente a varrer o chão. Quando finalmente encontrara a loja, Red só conseguia ver as grandes letras vermelhas a dizer: "Fight Club!" , ele gostara bastante disso, pois Vermelho era a cor favorita de Red, portanto era logo uma loja que chamava-lhe bastante à atenção.

Red foi recebido com desprezo, como fosse algum tipo de monstro, no qual deixara-o a roer-se por dentro, ele não o recebera como um cliente, mas sim como fosse lixo, isso estava-o a irrita-lo cada vez mais, o recebeu mal e ainda tinha ido para outro sitio como fosse ninguém, ele só conseguia pensar: »Eu já estou habituado de tratarem-me assim, mas tratem-me assim em público, não em uma loja que deveria ser tratado com respeito....É ISSO, já sei!«. O rosto de Red acabara de iluminar-se, um sorriso enorme apareceu, parecia algum Tigre que tinha acabado de encontrar seu jantar. Red então aproximaria-se e começaria a dizer num tom ameaçador: -Eu acho que não me deveria falar assim... Eu sou conhecido como Red Tiger por alguma razão sabe? Eu queria vir aqui só para comprar uma arma e ser bem respeitado, mas nem isso sabe fazer? - começaria então a estalar os dedos - Eu acho que deveria aprender uma lição, ou se não, podemos esquecer este evento todo, e poderia-me dar uma das suas melhores manoplas, que tal? - diria Red ainda com um tom ameaçador a tentar intimidar o vendedor. Caso a intimidação falhasse, e o Vendedor o tentasse expulsar da loja, Red iria brigar para conseguir as tais manoplas, se ele fosse chamar a Marinha, Red mesmo assim tentaria roubar a Manopla, e tentaria enfrentá-los, pois seria uma boa luta no qual Red ansiava.


Para Kobayashi:
 

Para Jarok:
 

Objetivos de Aventura:
 

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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyDom 17 Abr 2016, 14:36












arigatô!




A fuga do navio fora desesperadora, mas ainda assim carregava a maior esperança do jovem, a esperança da liberdade tão almejada. Ficar inerte não iria contribuir em nada, ele estava abandonado, por isso nadou desajustadamente utilizando as poucas energias que ainda restavam para conseguir chegar até na área litorânea da ilha desconhecida pelo mesmo.

Ao alcançar a terra firme alguma força desconhecida lhe cedia energia e fazia com que o mesmo continuasse a andar, a floresta logo acolheu o ser em condições deploráveis com seus galhos retorcidos e afiados, os quais pareciam torturá-lo da mesma forma que o capitão desumano, entretanto a dor não importava mais, nem a fome ou o cansaço, ele sabia que deveria continuar, deveria viver e lutar da mesma forma que seus pais queriam, mas em certo momento a determinação não bastou e os ferimentos tomaram a situação, fazendo com que tudo ficasse escuro, escuro como no inferno de onde ele havia saído.

Após essa escuridão a esperança brilhou novamente perante o garoto, uma esperança rústica e um pouco suja, ele estava em uma cabana muito simplória, mas ainda assim aconchegante. O corpo nu do jovem nunca esteve tão descansado após aquele acontecimento desastroso, as bandagens seguravam o ferimento e pareciam abraça-lo graciosamente, o solo quente dava-o ainda mais conforto, como se sua mãe o abraçasse após tanto tempo. Tudo aquilo fazia se sentir tão relaxado que a sonolência tentou puxá-lo para o mundo dos sonhos, mas a consciência não o deixou e a realidade deixou preocupado com tudo aquilo, queria saber o que estava acontecendo ali.

Hideki levantou-se subitamente, uma dor forte apareceu em suas costas com o movimento descuidado, as mãos apertaram o cobertor humilde e então o jovem reparou que estava lavado e tratado. Ficou um pouco envergonhado ao perceber que alguém havia lavado-o enquanto estava completamente nu, mas ainda assim não conseguiria expressar sua gratidão com palavras ou gestos.

A nova posição possibilitou que o jovem avistasse o ambiente em que se encontrava, ele estava em uma pequena cabana no meio da floresta e um homem musculoso cortava lenha no exterior da cabana, provavelmente ele foi o responsável pelo tratamento e salvação. Não achava habitual ser salvo por um lenhador ou algo do tipo, mas logo deduziu que ele era uma pessoa muito gentil, mesmo com aquela aparência ele se preocupava em tratar, cobrir, lavar as roupas e aquecer uma pessoa que havia encontrado na floresta, muitos iriam abandoná-lo e outros provavelmente teriam muito pouco cuidado.

O jovem iria tentar se cobrir com o cobertor ou com outra coisa que encontrasse por ali e então tentaria sair da cabana, isso se conseguisse se movimentar direito, tentaria a todo custo caminhar ao menos se apoiando onde conseguisse, mas se não conseguisse a única coisa que poderia fazer seria aguardar, talvez caísse durante o processo fazendo barulho. A atuação seria essencial naquele momento e um receio crescia devido à mudez, mas esperava que o compreendesse.

O primeiro ato que faria se o homem percebesse-o ali seria se curvar, dessa forma expressaria sua gratidão, mesmo sem palavras. Testaria se o homem conseguiria conversar com o mesmo usando linguagem de sinais e após confirmar se o mesmo soubesse disso pediria suas roupas com a linguagem, caso o mesmo soubesse, ou com um simples apontar de dedo. Não sabia como reagir muito bem e por isso estava envergonhado.






Objetivos:
 

Jarok:
 

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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyTer 19 Abr 2016, 04:16

O Nascer da Anarquia

- Trecho II: O orgulho de um velho homem e a gentileza no ostracismo



Red Tiger
Tratado com um desprezo absoluto pelo dono de uma das lojas mais conhecidas na cidade baixa entre aqueles que viviam para lutar, Red ficou furioso, chegando perto de partir para cima do vendedor de meia-idade, mas logo teve uma ideia simples e que colocaria aquele homem em seu lugar.

- Eu acho que não me deveria falar assim... Eu sou conhecido como Red Tiger por alguma razão sabe? Eu queria vir aqui só para comprar uma arma e ser bem respeitado, mas nem isso sabe fazer? - o tom de voz e a forma como Tiger se portava amedrontaram o homem de uma forma bastante extrema. No entanto, embora o suor frio lhe escorresse pelo rosto e ele começasse a ficar pálido, não se encolheu perante a presença intimidadora do boxeador, preferindo por ficar semi paralisado na frente do mesmo. - Eu acho que deveria aprender uma lição, ou se não, podemos esquecer este evento todo, e poderia-me dar uma das suas melhores manoplas, que tal?- Nesse ponto, Red estava praticamente encostado no homem, falando de cima em sua orelha.

Apesar do temor, o ordinariamente comum velhote não se deu por vencido.

- N-não! - ele gritou. - Essa é a minha loja, a loja que herdei de geração pela minha família e não importa quantos assassinos entrarem aqui dentro e me ameaçarem, nunca desonrarei essa memória, não importa o que fizerem comigo! - ele gritou, demonstrando o tipo de determinação que certamente não pertencia a qualquer um. - Se quiser comprar algo terá de pagar; se quiser me roubar terá de passar por cima de mim. - ele olhava para baixo, pálido e quase chorando, mas mantinha sua posição.

Independente da atitude que tomasse, ao sair para a rua ele sentiria um forte e delicioso cheiro de churrasco, localizando uma espécie de loja aberta, onde a refeição era servida sobre uma bancada, com bancos altos de madeira sobre a calçada para os clientes sentarem. A loja ficava pouco mais de meia quadra para dentro da cidade, na esquina oposta de uma rua perpendicular àquela onde Red estava.

Hideki Zagan

Cobrindo-se com o cobertor, bem aconchegante e limpo apesar de pequeno e da aparência não muito agradável, Hideki se ergueu e saiu da cabana, com um forte sol do meio-dia lhe dando as boas-vindas a um novo mundo, onde uma pequena parcela da gentileza que um dia dispensara lhe era retornada.

"Tac... Tac... Tac...", a batida do machado na madeira era rítmico.

Suas pernas tremeram conforme, de forma tímida, começou a andar na direção do homem. O fato de ser mudo lhe deixava apreensivo que as pessoas simplesmente desenvolvessem algum tipo de preconceito com ele, o que poderia levar a alguma atitude cruel. Felizmente, aquilo era apenas seus instintos de proteção criados por uma vida na qual recebera mais sofrimento do que felicidade.

Soltando um ruído de surpresa, aparentemente não percebendo a presença do jovem atrás de si, o homem virou e, com um sorriso sincero, disse:

- Que bom que você finalmente acordou. Ha! Ha! Ha! - apoiando seu machado no chão, liberou uma risada alta com sua voz grossa e potente, parecendo genuinamente feliz. - Com a febre que estava, pensei que acabaria muito mais para acordar se não acabasse morrendo.

Literalmente incapaz de expressar sua gratidão com palavras, Hideki se curvou demoradamente, talvez esperando que o homem adivinhasse que ele não podia falar.

- Ora, não há necessidade para isso, meu amigo. - o homem prontamente falou. - Se não ajudarmos uns aos outros, o que será deste mundo? - percebendo que agora o garoto agitava as mãos de uma forma não aleatória, ele ergueu as sobrancelhas, compreendendo: - Acho que isso é o tipo de coisas que pessoas surdas e mudas utilizam, não é? Não entendo isso, mas fique tranquilo, acho que consigo compreendê-lo de outra maneira. E você, consegue me escutar?

Após as explicações mudas de Hideki, ele diria:

- Pegue suas roupas na corda. Não são muito boas, mas eu diminui elas para caberem melhor em você. Infelizmente, de todas as coisas que sei fazer com poucos recursos, roupas não é uma delas. - assim que Hideki estivesse vestido, concluiria: - Venha comer. Não sei como consegue ficar em pé com músculos tão pequenos. - atrás da fogueira onde a carne cozinhava, havia uma mesa e dois bancos de madeira. Sobre ela, em uma bandeja grossa, esculpida rusticamente em madeira, ele pôs a carne, cortando-a em quatro pedaços iguais verticalmente e depois fazendo um grande corte horizontal com sua grande faca de caça, no total, oito pedaços suculentos de carne.- Coma o quanto quiser. E não tenha pressa.


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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyTer 19 Abr 2016, 17:50

Can I make it better, with the lights turned on?

Vício: 03/10 Posts

Desculpe!


Red estava muito aproximado do velhote para ver se a sua intimidação e sua má fama fazia algo que ajudasse para ter alguma coisa de graça, pois devido à sua preguiça ele não queria já gastar os 50 mil berries que ele continha em sua maleta, mas não tinha sido com todo o seu sucesso, mas Red ainda respirava como um tigre faminto pela sua presa desejo para finalmente comê-la, mas quando dera por si, ele pensou para si próprio »Eu estou atacando um velhote! Isto nem posso considerar uma luta ou mesmo um desafio! Está certo que quero ser um pirata, mas se eu lutar com o velhote simplesmente serei considerado de um covarde, e eu não quero ser tratado como um! Vou arranjar uma briga com outra pessoa, eu quero alguém digno e que não se chore ao lutar« - nesse mesmo momento que Red acabara de pensar nisso, ele olhou para o velhote e começou a sentir pena pois ele estava bastante pálido e quase a chorar, mas mesmo assim tinha coragem.

Red então diria - Desculpe pelo incómodo, admiro sua coragem, e portanto vou pagar pelas manoplas -  assim dando um grande sorriso ao velho, juntamente com duas tapas nas costas, mas mesmo assim falou -mas não fale comigo como fosse algum tipo de monstro, isso irritou-me bastante, o que o salvou, foi a sua enorme coragem que inspirou-me - diria ainda sorrindo, depois de tal coisa iria perguntar ao senhor -Qual sua melhor manopla que tem por aqui? Que por favor chegue até ao valor de 35.000 berries, pois necessito do resto para suprimentos. - se o senhor aceitasse e tivesse manoplas com esse valor Red em um ato de simpatia iria de dar gorjeta de 5,000 Berries pelo incómodo e confusão e então iria pôr as manoplas na mão e iria sair dizendo assim À porta curvando-se como desculpa -Desculpe pelo sucedido! - e então abandonaria o estabelecimento à procura de um sitio para comer, caso encontrasse algum, iria sentar-se e iria perguntar se dava para comer e levar comida do local por uns simples 10 mil berries, caso obtivesse a resposta negativa, ele iria abandonar o sítio e então iria procurar por um restaurante mais barato, pois sua barriga já estava a dar horas de fome, mesmo que tivesse comido à pouco tempo.


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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyTer 19 Abr 2016, 19:51












mahalo




O corpo do jovem havia melhorado, mas ainda estava frágil e dolorido, as forças pareciam ter empurrado-o para fora da cabana para agradecer o homem com um simples curvar demorado e sincero, o qual fez com que os ferimentos doessem um pouco mais que antes.  O homem musculoso que cortava rapidamente a lenha mostrou-se extremamente gentil, disse que estava preocupado com o jovem já que a temperatura corporal do mesmo estava bem elevada e isso fez com que pensasse que a recuperação seria bem maior.

O agradecimento do garoto foi respondido com mais gentileza ainda, o coração do mesmo doía toda vez que as palavras gentis saíam da boca do homem, ele tinha medo de que toda aquela bondade atraísse o sofrimento para ele assim como atraiu as torturas para a vida do jovem. A imagem da mãe de Hideki parecia repousar sobre o homem cujos aspectos corporais eram totalmente opostos ao dela, exceto na expressão alegre, aquilo fez o garoto chorar de maneira silenciosa e pensar novamente nos ensinamentos de sua mãe, reformulados devido aos últimos acontecimentos lastimosos da vida: “Tenho de ser bondoso para ser recompensado, tenho que proteger quem merece, mas não posso esquecer-me de mim mesmo. Peço desculpas por não entender seus desejos corretamente, mas creio que já entendo como devo fazer o bem.”.

O cortador de lenha realmente não sabia falar a linguagem de sinais, queria muito poder agradecer de maneira mais apropriada, mas aquilo era o máximo que podia fazer no momento.  As perguntas sobre ele poder ouvi-lo e sobre aquilo ser linguagem de sinais foram respondidas com um sinal afirmativo da cabeça, o qual fez os últimos resquícios de lágrima desaparecem enquanto um leve sorriso chegava à boca do jovem, a qual só era visitada sentimentos ruins durante os últimos meses.

Após aquele primeiro contato o homem disse para o jovem vestir as roupas, as quais foram adequadas para o porte corporal do jovem subnutrido. Hideki fora vestir as roupas de forma silenciosa ainda estando um pouco envergonhado e grato ao mesmo tempo e assim que todas as roupas foram colocadas o homem convidou-o para comer, o local onde a primeira refeição digna do jovem era composto por uma mesa e dois bancos de madeira com uma fogueira ao fundo, o fogo que estralava faria o jovem se lembrar de todas as torturas com fogo, um calafrio se espalharia pelo corpo do mesmo e após respirar o garoto se dirigiria até a mesa para comer os suculentos pedaços de carne sentado de costas para a fogueira.

No início o jovem comeria sem nem pensar duas vezes, o corpo clamava por aquele alimento, entretanto após comer um pouco se lembraria de que aquela era provavelmente a única caça que o homem teria para aquele dia e por isso evitaria comer tudo, sabia que o homem não se importaria se ele comesse tudo, mas o jovem era bondoso e sensato. Após terminar de comer o jovem ficaria olhando para o céu enquanto apalpava sua grande cicatriz no rosto claramente provocada por uma queimadura.

Após seu possível momento reflexivo o garoto iria chamar o seu salvador para uma área com bastante terra fofa e após procurar um graveto ou outra qualquer tipo de coisa escreveria no chão, nem que fosse com o dedo seu nome, “Hideki” e então apontaria algumas vezes para o nome e para ele mesmo sucessivamente, tentando indicar que aquele era o nome dele. Esperava que o senhor lhe dissesse seu nome, pois ele iria guardar aquele nome com uma eterna gratidão.



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MensagemAssunto: Re: O Nascer da Anarquia   O Nascer da Anarquia EmptyQui 21 Abr 2016, 04:28

O Nascer da Anarquia

- Trecho III: Vislumbre de uma outra vida e O Almoço na floresta



Red Tiger
Percebendo que estava simplesmente usando suas habilidades para amedrontar um velho que lhe despreza apenas por que certas notícias chegaram até ele de maneira errada, Red decidiu parar de oprimir o pobre homem.

- Desculpe pelo incómodo, admiro sua coragem, e portanto vou pagar pelas manoplas. - falou, dando dois tapinhas nas costas do homem, o que o fez se tremer todo, tentando recuperar a compostura. - Mas não fale comigo como fosse algum tipo de monstro, isso irritou-me bastante, o que o salvou, foi a sua enorme coragem que inspirou-me. Qual a melhor manopla que tem por aqui? Que por favor chegue até ao valor de 35.000 berries, pois necessito do resto para suprimentos.

- Deixe-me ver. - o velho foi até os fundos da loja, no depósito e, procurando por alguns minutos, encontrou um par novinho de manoplas. Eram bastante simples e sem grandes detalhes, mas o couro era o amálgama perfeito entre rígido e flexível. - Em todos esses anos, nunca falhei em encontrar exatamente aquilo que serve melhor ao cliente. - o velho falou. - Experimente essas, Tiger. Creio que ficarão perfeitas em você. E estão dentro do preço: apenas vinte e cinco mil berries.

- Desculpe pelo sucedido! - Red despediu-se após experimentar as manoplas e pagar o homem, lhe dando cinco mil extra pela injustificada pressão psicológica que lhe aplicou.

Assim que se viu na rua, o boxeador sentiu um delicioso cheiro de churrasco, dirigindo-se calmamente em direção à loja aberta onde três funcionários trabalhavam entusiasmadamente, servindo três clientes sentados nos bancos e outros que vinham apenas pegar comida para viagem.

No entanto, assim que pôs o pé para atravessar a rua em frente a loja, dois rapazes de idade similar a dele fizeram a curva correndo. Um deles vestia um quimono gasto e o outro um capuz cinza-claro. Dois homens uniformizados os perseguiam, um era careca com quase dois metros de altura - que não possuía armas - e o outro era loiro e magro, portando uma espada.

Poderia ser uma oportunidade de descontar sua raiva latente em alguém para abrir o apetite.

Hideki Zagan

De tão bem assada, a carne soltava-se completamente dos ossos, deixando-os brancos e brilhantes. Com apenas o som dos pássaros, os dois comeram sob a copa das árvores, observando o lindo sol que iluminava aquele magnífico dia floresta adentro. O sabor e a textura da carne não somente nutriam o corpo do jovem mudo, como seu espírito, que lhe fazia se perguntar se toda a bondade daquele mundo estava dividida entre sua mãe e aquele homem.

Acreditando que aquela seria a única comida que o homem teria naquele dia, Hideki começou a comer com a intenção de apenas satisfazer sua fome, deixando com que sobrasse comida para mais tarde. No entanto, ele logo percebeu que a quantidade de carne era bem maior do que sua própria fome. Em sua frente, o homem devorava os pedaços de carne com voracidade, regozijando-se naquela tarefa, como se comer fosse sua atividade favorita.

- Ah, é mesmo. - ele se levantou rapidamente, indo até os fundos da cabana, ocultos da visão do rapaz. Logo o som de metal raspando em pedra foi ouvido, e o homem voltou até a mesma com duas grandes canecas de madeira - grande o suficiente para que Hideki tivesse que usar as duas mãos para segurar - e um balde de metal cheio de água.

- O meu poço fica lá atrás. - o homem explicou. - Francamente, foi quase um sacrifício encontrar um bom lugar para cavá-lo, mas valeu a pena. - sorriu. Não parecia se importar nem um pouco com o fato de Hideki não poder falar. - A água está sempre bem gelada.

Depois de comerem, pouco menos da metade da carne sobrou. Pegando apenas um pedaço e tapando o resto com uma espécie de toalha tecida com alguma espécie de fibra, ele levantou-se e fez sinal para o rapaz acompanhá-lo. Seguindo o homem até a parte de trás da casa, Hideki veria o poço, cerca de cinco ou seis metros diretamente atrás da cabana e, logo ao lado dele, uma pequena plataforma de madeira, com um metro e meio de profundidade por dois de largura e um de altura, completamente feita de madeira, inclusive um telhado apesar de ter apenas a parede do fundo.

Sobre ela, uma massa peluda da cor de uma raposa se fazia ver, amontoada sobre um monte de palha. Logo que o homem colocou a mão sobre o animal, seu rabo começou a balançar, evidenciando que de raposa tinha apenas a cor. Era apenas um cachorro vira-lata de médio porte.

- Eu a encontrei no mesmo dia que encontrei você. - o homem disse. - Ah, é verdade, me esqueci de dizer. Você ficou apagado por quase três dias... Não tenho certeza de quão ferida ela está, então não quero deixá-la sozinha por mais tempo do que o necessário. - pegando sua faca, cortou vários pedacinhos de carne, colocando-os um por um, sem pressa, na boca da cadela, que movia apenas o rabo. Aproximando-se, Hideki veria uma faixa enrolada ao redor do tórax da cadela; assim como ele, ela estava bastante cadavérica, apesar dos pelos esconderam bastante esse fato. - Assim, se quiser fazer valer aquele agradecimento de antes, preciso de ajuda para tratar ela.

Pegando um graveto, o rapaz escreveu seu nome no chão, apresentando-se ao homem.

- Hi-de-ki. - o homem leu conforme ele escrevia. - Muito prazer, Hideki. Meu nome é Otto e ela foi batizada Nillie. - o homem informou, acariciando a cabeça da cadela entre pedacinhos de carne.

Encostado nos fundos da cabana havia um carrinho de mão feito de madeira, que Otto forrou com várias camadas de algum tipo de fibra trançada, colocando a cadela em cima.

- Enquanto passeamos pela floresta, procuramos aquilo que precisamos para tratar dela.



Histórico:
 
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OFF -> Hideki:
 
OFF -> Red:
 

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Última edição por Jarok em Dom 24 Abr 2016, 15:39, editado 1 vez(es)
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