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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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Roy Collins
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Roy Collins

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MensagemAssunto: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptySeg 04 Jan 2016, 17:23

Relembrando a primeira mensagem :

I - A Step of Harmony

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Shira Yarin. A qual não possui narrador definido.


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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptySex 22 Jan 2016, 10:54

Shira, ou melhor dizendo Yarin, caminhava até a loja de instrumentos musicais. Não do jeito que queria, mas ainda assim o fazia. Subir no telhado não era difícil, já que o garoto estava em um morro cuja altura era compatível com a de algumas casas ali perto. O problema, entretanto, era a bebida. Não conseguia equilibrar-se direito e, por várias vezes, escorregou, ficando a um triz de cair de lá do alto. O barulho obviamente atraía a atenção de muitas pessoas, que observavam, horrorizadas, o bêbado. Era como estar presente em uma tragédia anunciada, onde muitos gritaram, em choque, quando o viram cair dali. Não cair, propriamente dito, mas deixar seu corpo ser levado para baixo, enquanto tentava amortecer o choque no solo. Tentava. Alterado como estava, Yarin acabava topando o joelho com o chão, dando-lhe uma imensa dor momentânea. Nada que o atrapalhasse demais, mas fazia-o mancar agora.

Mancando, o homem adentrava a loja de instrumentos musicais, enquanto os clientes, confusos, saíam para tentar entender a gritaria lá fora. Até mesmo o dono, intrigado, parecia distraído. A ocasião perfeita para Yarin. O musicista pegava o violino mais próximo da entrada e saía como se nada houvesse acontecido. A distração que sem querer causara era-lhe favorável. Mas sua atitude ao sair da loja, não. Várias pessoas encaravam-no, tentando entender o que acontecia. Algumas se condoíam, pois percebiam que estava bêbado. Outros apenas o repudiavam. Surpresos, alguns poucos civis percebiam agora o violino nas mãos do homem. Mas estavam atordoados demais para fazer algo. Para a sorte de Yarin, o dono da loja estava em um ângulo que não conseguia ver o violino em suas mãos. Tudo daria certo, mas, o musicista, irritado com aquelas pessoas lhe encarando, colocava o violino no chão, ao lado de uma lata de lixo, e começava, então, a ameaçar as pessoas à sua volta. Eram, entretanto, pessoas demais, e o jovem não sabia por quem começar, já que nenhuma, especificamente falando, era uma maior ameaça. Sua indecisão fora sua ruína.

Em um bar não muito longe dali, dois caçadores do Ant-Bullet, bem como todos os outros clientes, dentre os quais Kotomine e Nero, ouviam barulhos de alguém pisando no telhado. Os gritos exaltados na rua pouco depois confirmaram que algo estava errado. Tendo pago seus consumos, ambos saíram e foram atrás do ocorrido. E chegaram bem na hora que Yarin ficava ameaçando os civis. Em conjunto, o primeiro saltou rapidamente para trás do deliquente e deu-lhe uma rasteira, fazendo o jovem desabar no chão. O segundo, retirando algemas de seu cinto, rapidamente passava a primeira argola em um braço do jovem que, no meio-tempo, nada podia fazer, a não ser, desesperadamente, agarrar o violino. O guarda notava o movimento e terminava de prendê-lo. O segundo, achando que aquele instrumento realmente era de Yarin, pegava-o e levava-o consigo, confiscando o item. Os poucos civis que haviam visto o furto do homem já não estavam mais lá, pois todos sabiam que era uma péssima ideia ficar por perto durante a ação do clã Ant-Bullet, afinal, eles não importavam-se em machucar inocentes se fosse preciso, desde que capturassem seu alvo.

Yarin quase conseguira seu instrumento. Talvez, se regateasse, até pudesse consegui-lo. Mas o preço havia sido alto. Sua liberdade.
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptySex 22 Jan 2016, 19:40

Página 3 ⁞ Post 06 ⁞ Status: Normal


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The first song

Yarin não estava em suas melhores condições, nem de longe. Suas mente estava são, mas seu corpo não respondia da mesma maneira. Ele troteava nos telhados, pisando em falso e fazendo barulho, por consequência, chamando atenção. Era o de se esperar. Na verdade, nem para tanto, uma vez que ele caía lá de cima, ferindo o joelho. Isso não estava nos seus planos.

Mesmo assim, ele prosseguiu, esse era o seu dever, continuar independente dos custos, tudo para manter a sanidade de Shira intacta. Assim ele prosseguiu até a loja alvo. Ele entrou despercebido, pelo menos aos olhos do dono da loja. O violino estava em suas mãos, finalmente. Ele o possuía. Ele havia cumprido seu papel. Ainda não. Do lado de fora, diversos olhares o observavam, acusatórios, cheios de recusa. Ameaças. Ameaças demais. Talvez, apenas talvez, ele pudesse dar conta, se não fossem tantos, por isso não sabia por onde começar, um erro fatal.

Segundos preciosos foram perdidos, e logo veio o inesperado. Pego de surpresa, sem tempo para reagir, ele era acertado nas pernas, cedendo até o chão, e algemado em seguida com destreza. Mas aquilo não importava, ele devia cumprir seu papel, e mesmo preso tentava chegar ao inalcançável, o violino que repousa diante dos seus olhos. Tão perto, mas tão distante. Ele falharia. Mas a esperança veio com um dos agressores, ele pegou o violino e o levou junto a Yarin. Ele não havia falhado. Não completamente, pois por segundos pode sentir o instrumento em suas mãos, e agora ele o acompanhava.

Dever cumprido. O resto ele deixaria com Shira.


Meus olhos abriam. Não percebi onde estava, minha visão ainda se encontrava turva e dançava contra a minha vontade. Eu havia passado dos limites. Devia ter tomado tantas taças de vinho que não conseguia lembrar de quase nada. Me esforçava, mas não adianta, a única coisa que via eram minhas lágrimas aguando uma grama alta, fora dos limites da cidade. Meu joelho doía, não sabia por que, mas estava inchado, roxo, era intrigante. Tentei levar as mãos até ele, não consegui. Alguma coisa me impedia. Algo havia acontecido. Algo sério.

E não. Não era só o meu joelho que estava dolorido. Minhas pernas também estavam, e meus cotovelos. Rangi os dentes, não conseguia lembrar de absolutamente nada. Nem um único detalhe. Era frustrante. Tentaria olhar ao redor, precisar focar, mas só depois de minha visão passar a colaborar. Pisquei repetidamente em uma tentativa de melhora-la. Aliás, minha cabeça também doía. Talvez fosse a tão chamada resssaca.

Alguém? — perguntei baixo. Tentaria mover-me, pelo menos o tronco e a cabeça para os lados, para assim enxergar os arredores. Se pudesse, ficaria sentado, com as pernas cruzadas.

Dezenas, centenas de hipóteses surgiam em minha mente. Poderia haver várias explicações para me encontrar daquele jeito, mas nenhuma me agradava, e eu não sabia o que era real. Uma lacuna faltava na minha mente, e eu tentava preenchê-la da melhor forma possível que poida, mas nada fazia sentido. Um pedaço da memória me faltava.

Alguém era responsável por tudo aquilo, e eu não fazia ideia de quem fosse, mas esperava que essa pessoa estivesse a me observar, pois se ela havia me feito de refém, prisioneiro, escravo, ou seja lá o que for, não me deixaria sozinho. Pelo menos era isso que eu faria.

O que está acontecendo? — perguntaria a primeira pessoa que me surgisse a vista, nem que fosse uma distorção da minha vista embriagada — Onde estamos? — olharia em volta. Não havia muito a ser feito, era respirar fundo e paciência.

Muita paciência. Uma palavra em errado e sua vida poderia estar em jogo. Em uma situação desconhecida, fechei os olhos e esperei.

Apenas respiraria por alguns instantes. Para dentro, e para fora. Se alguém me perguntasse algo, a resposta seria a mais sincera possível.

Eu adoraria me lembrar do que aconteceu, mas não consigo fazer isso. Não poderia me contar? — falaria calmo, mordendo o lábio devido a dor de cabeça, olhando bem nos seus olhos, como haviam me ensinado como um cavalheiro.

Ainda sentia falta do meu violino, mas já havia chorado demais por ele. Bastava, por enquanto era o suficiente para suprimir a dor.

Por enquanto.



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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptySeg 25 Jan 2016, 18:35


Post: Where: Malkiham Wheater: Time:

Intervenção



O contrato de Kotomine me parecia ótimo, se não excelente. Muito se era ouvido do grandioso zoológico de Malkiham, propriedade de Krieg. Tal fato apenas comprova minhas suspeitas de que o homem estava aos serviços do prefeito. Porém a real identidade do homem ainda me era desconhecida; uma grande desvantagem para mim, pois não confio nele, assim como ele não confia em mim.

Ainda assim, uma pequena dúvida pairava em minha cabeça, me fazendo por o máximo de neurônios para funcionar. Ajudar Kotomine e reforçar as brechas do local, ou aproveitar-me delas e assaltar eu mesmo? Tal pergunta não pode ser chamada de dilema, pois as duas escolhas serão excelentes para mim. Mas qual delas seria melhor? Ainda há muito a ver e ponderar até lá. De qualquer jeito, tenho que aceitar o trabalho.

Enquanto eu refletia sobre a proposta, ouvi um barulho de passos no teto. Era pesado demais para pertencer a um pequeno animal, e muito provavelmente era um ser humano que vagava pelas telhas da cidade. Mas não me importei muito com aquilo; havia mais a se pensar. Assim que me preparava a dar meu veredito final a Kotomine, gritos exaltados irromperam fora da taverna. Não me importava muito com o ocorrido, não parecia de importância para mim. Apertaria a mão de Kotomine, aceitando e assim firmando o contrato. Diria com uma voz baixa, porém firme:

Trato feito.

Não confio muito na palavra de meu mais novo sócio. Confiar um trabalho tão importante a um desconhecido, e ainda lhe prometer uma quantia tão imensamente grande era estupidez, algo que não há em Kotomine. Quais seriam suas verdadeiras intenções?

Levantaria-me, esfregando a sujeira ou restos de comida de minhas impecáveis vestes de couro. Ajeitaria meu chapéu, afundando-o mais em minha cabeça e alisando as abas. Convidaria Kotomine a sair, pedindo-lhe que me guiasse. Segui-lo-ia onde quer que ele me levasse, porém não entraria em nenhum edifício sem certificar-me que era confiável. Antes de partir, lhe diria, sussurrando:

Alguém com quem eu possa trabalhar seria uma ajuda imensa, senhor.

Assim começava meu primeiro desafio, fora das ribaltas do circo e sem o abrigo de uma tenda listrada. E ele era coberto de segredos, assim como gosto.





OFF:
 




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Última edição por GM.Buggy em Dom 17 Abr 2016, 14:46, editado 1 vez(es)
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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyQua 27 Jan 2016, 16:29

Se na taverna Kotomine e Nero faziam um trato, do lado de fora a situação de Yarin era complicada. O jovem, incapaz de realizar qualquer movimento, via que sua missão fora concluída ao ver o violino sendo arrastado consigo e, com isso, abandonava a consciência, deixando-a novamente para Shira. Em vão, uma vez que este tampouco comandava. Estava desfalecido.

Com as mãos apertadas e o acordo de cavalheiros selado, Nero comentava a respeito de um parceiro, ao passo que o gordo homem apenas respondia-lhe, enquanto entregava ao moço um papel em conjunto com dois mapas.

- Quem irá lhe acompanhar, ou quantos, é de responsabilidade sua. Assim como o pagamento pelos serviços deles. Entenda que estou lhe delegando essa tarefa porque vejo potencial em você, rapaz. Se obtiver sucesso, podemos traçar acordo muito mais lucrativos futuramente. Pegue isso e só os abra quando tiver certeza de estar sozinho. Você saberá o que fazer. Boa sorte e não me procure. Isso irá despertar suspeitas. -

Dizia, antes de afastar-se e seguir outro caminho. Se Nero abrisse os papéis, veria que o bilhete continha um endereço em conjunto com uma frase: "O destino é desprovido de significado, a menos que o caminho esteja repleto de conhecimento. A jornada é tão importante quanto seu fim.". Um dos mapas era, obviamente, o da cidade, mostrando seis pontos marcados, mas sem maiores instruções. Já o outro mapa, totalmente em branco no que se refere a legendas, perceptivelmente era o do zoológico. Nero teria, agora, que decifrar o que cada objeto dado deveria significar a ele.

Nesse meio-tempo Shira finalmente acordava novamente. Depois de piscar os olhos algumas vezes e recobrar sua visão, percebia estar em uma cela de pedra simples, de menos de 10m² de área e com grades quadriculadas impedindo-lhe a liberdade. Um par de algemas, a julgar pelo contato do metal frio com seus pulsos, mantinha seus braços presos às costas. Um homem de 2 metros de altura, forte e que carregava consigo uma clava no lado esquerdo da cintura e uma chave do lado direito ouvia-o falar e respondia-lhe secamente:

- Isso é o que acontece quando bêbados fazem cagada. Você vai passar a noite aqui e, se se comportar bem, amanhã sairá com seus pertences de volta. Você está na prisão do Clã Ant-Bullet. Para a sua sorte parece que não é um pirata ou algo do tipo, então não temos o que fazer com você. Apenas cale-se e volte a dormir, sim? -

Apesar de antipático, o brutamontes não parecia uma má pessoa. Shira agora sabia onde estava e porque estava ali, ou ao menos parcialmente. O que faria durante o resto do dia?
Orientações:
 

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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyQua 27 Jan 2016, 21:07

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A prisioner

Estava preso, isso era claro. Não sabia bem os motivos, mas podia imagina-los, o que ficou mais fácil ainda quando o homem ali próximo me disse alguns detalhes da noite passada. E é claro, foi culpa de bebida, isso explicaria a amnesia e um punhado de outras perguntas. Pelo menos, eu teria uma história para contar.

A sala era pequena, mas eu não precisava de tanto espaço, era esguio e calmo, o que era benéfico nessas situações. Eu não me considerava perigoso, nem de longe, era um músico e o máximo que sabia fazer era dar alguns chutes para me defender. Mesmo assim, um homem grande, de pelo menos dois metros de altura, e dono de um porte fisíco invejável guardava a minha cela. Ele portava uma clava ao lado da cintura, o que era no mínimo... Muito, muito intimidador.

E lá estavam as chaves, do lado oposto da clava. Elas balançavam e faziam aquele barulho metálico, o que parecia um chamado da liberdade. Parando para pensar, era hilário, em uma mão o meu céu, na outra o inferno. Sim, eu tinha muito no que pensar, e pouco para fazer, minha mente se mantinha ocupada como podia. Não, eu não seria capaz de rouba-la, seria liberado logo e... Ele tinha uma clava. Isso já era motivo o suficiente para eu ficar quieto.

Enfim, me mantive calado por um bom tempo, absorto, era um dos preços da ressaca.

Bem, se me permite dizer, foi um dia difícil. Você não poderia simplesmente me liberar? Sou apenas um músico, vou arranjar algo para fazer e você vai descansar, todos saem ganhando... — tentava convencê-lo, na esperança de que meus atos não fossem pra lá grande coisa — Aliás, foi o meu primeiro porre, não achei que ia acabar assim — suspirei fundo. Tentava jogar essa para cima dela, fingindo estar extremamente arrependido, isso eu sabia fazer. Sempre fui motivo de piadas por nunca ter ficado bêbado, talvez ele também risse e me deixasse sair. E apesar de tudo, eu era apenas um músico que caiu em desgraça em um dia ruim. Corrigindo, um dia horrível.

Eu até poderia cantar uma música para você, para matar o tédio, e tocar, se tivesse um violino. — mais uma vez suspirei — E essas algemas... Minhas mãos não foram feitas para machucar, prenda meus pés se quiser, mas as deixe livre, por favor, está as machucando, e elas são a única coisa que realmente tenho, se me entende, sem elas não sou nada. — após as tentativas de simpatizar com o homem veria a possibilidade de ter as algemas liberadas, se não conseguisse sair dali. Não custava tentar, até por que elas realmente incomodavam.

Ficaria cantando por um tempo, uma música suave e constante, só para descontrair. E se tivesse algo para tocar, se minhas suplicas o atingissem e sua benevolência me encontrasse, o tocaria. O violino era meu preferido, mas ainda tinha um leque de instrumentos os quais tive alguma experiência antes de achar o ideal para mim.

Mas na vida existem poréns. Muitos poréns. E um homem rude não mereceria que eu não lhe desse trabalho. Respostas ofensivas, repreensas, isso não era aceitável. Uma recusa bem feita sim, aliás, eu não podia culpa-lo por eu estar bêbado, mas poderia por sua ignorância. Fingiria estar dormindo, mostrando os devidos aspectos do sono na forma de atuação, bocejos, espreguiçadas, olhos pesando, e finalmente "dormiria".

Esperaria ele dormir, mas isso só seria possível se ele estivesse próximo a cela, e sendo assim tiraria meus sapatos com os próprios pés, com delicadeza, sem pressa. Minhas mãos estavam algemadas, não me seriam úteis agora. Colocaria toda a perna para fora, e tentaria alcançar as chaves com o dedão, a prendendo junto aos dedos. Tudo seria um processo lento, para assim não fazer muito barulho. Não iria gostar de um encontro com aquela clava. Conseguindo pegar as chaves tentaria me libertar com cuidado, seria difícil encaixa-las na algema, mas tendo sucesso calçaria meu tênis e me mandaria dali. E é claro, pegaria tudo que era meu, mesmo custando algum tempo para procurar ou não. Quando ele acordasse, veria a cela vazia.

Deveria ser tarde da noite quando isso acontecesse, e não esperava encontrar mais pessoas acordadas no caminho, mas no pior dos casos tentaria manter-me escondido, ou se visto, correria como nunca antes, para longe, bem longe, e só pararia quando tivesse certeza de nenhum olhar me encontrar mais. E, eles sendo os brutos que aparentavam ser, jogaria meu corpo paras laterais e para trás afim de esquivar de golpes, sempre buscando brechas para correr.

É claro. Eles podiam ter alguma arma por ali, e eu estava precisando de um par de botas, o que me seria bem conveniente, e se por acaso topasse com um não tardaria a troca-los pelos meus sapatos.



E mais. Se ele fosse extremamente arrogante não acabaria ali. Ele estando dormindo eu voltaria para perto de sua companhia e chutaria com tamanha força, utilizando a ponta do pé, seu pescoço e queixo, em golpes seguidos. O jogaria dentro da cela e o prenderia. Era uma boa vingança.


E se nada desse certo, fecharia meus olhos e dormiria. O dia havia sido longo e cansativo, precisava me recuperar. E com certeza os próximos guardariam mais problemas ainda. A vida sozinho não era fácil.

Iria para o mundo dos sonhos.

Ao acordar, pegaria o que eles me dessem como meu. Não falaria nada, estaria claramente chateado por ter passado a noite em uma cela. Apenas sumiria dali, para um lugar distante. Precisava me divertir um pouco, talvez fosse passar o dia no zoológico para descontrair. Se me localizasse, assim faria.

Off:
 




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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyQui 28 Jan 2016, 13:33


Post: Where: Malkiham Wheater: Time:

Enigma



Música de fundo

Hmmm, então assim começará meu primeiro serviço. Interessante, sim. Seguirei as regras de Kotomine por ora; é a única maneira visível de descobrir o que realmente está acontecendo com o zoológico, e quem aquele homem verdadeiramente é. Ele pode ser um trabalhador no local, mas também um dos assaltantes que está planejando invadi-lo. Não poder ser procurado revela que seu nome é conhecido; porém seria boa ou má fama? Descobrirei tal coisa no futuro, muito provavelmente. Bem, já é mais que hora de começar.

Os papéis e o whiskey em mão, procuraria um local onde possa sentar e ficar só. Se não achasse, apenas sentaria no chão. Andaria pensativo, concentrado, focado. Quem é Kotomine? O que realmente será meu serviço? Perguntas afloram em minha mente, e adoro isso. Assim que estivesse acomodado, abriria os papéis e os poria em minha frente.

Eu já suspeitava tal coisa de Kotomine; uma mensagem em código, a ser decifrada. Um enigma. Pelo jeito, daqui para frente as coisas apenas ficarão mais interessantes. Examinaria cada elemento com cuidado extremo, para não perder nenhuma dica. Neste momento, estaria só com os documentos no mundo; nada mais existiria.

Kotomine não daria todos a mim se algum não possuísse propósito. Todos os elementos são cruciais. Um mapa em branco do zoológico. Claramente meu objetivo final; preenchê-lo. Uma frase podendo ser considerada sem nexo. "A jornada é tão importante quanto seu fim." Visivelmente ela exalta que há um caminho a ser seguido, e sua importância. Um endereço desconhecido. Talvez seja o destino final. Um mapa marcado da cidade. As marcas claramente são lugares a ir.

Todos estão interligados. Olharia não mais para eles individualmente, mas como um conjunto. Um caminho a ser seguido, lugares a ir, um endereço desconhecido. Junte-os Nero, junte-os. Minha mente estaria trabalhando a mil por hora, pensando na lógica atrás destes documentos. Pensaria... até ter a resposta.

Finalmente eu teria desvendado o enigma. Minha mente pularia de alegria, e conteria um grito de "Eureka!". Nestes documentos, me é mostrado que devo seguir um caminho, delimitado pelas marcas no mapa da cidade. Ou seja, devo segui-las. Ao percorrer todo o caminho, deverei encontrar o endereço marcado. A relação entre meu serviço e o zoológico, porém, se mantem um enigma a ser entendido.

Tomaria um gole de meu precioso whiskey. Sinto que irei varar a noite com este serviço, e é bom ter forças para isso. Será uma tarde e noite longas, mas importantes. Quando tomasse um pouco de minha bebida, secaria minha boca com minha manga de couro e levantaria-me, encaminhando-me para a marca mais próxima de mim.

O que haveria nestas marcas? Onde seria este endereço? Qual a relação disso tudo com o zoológico? E, mais importante de tudo: Quem é Kotomine?

OFF:
 







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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyDom 31 Jan 2016, 17:37

Na cela Shira tentava convencer o guarda a liberá-lo, explicando que havia sido o primeiro porre e não tinha noção do que fizera. Inicialmente o homem apenas o olhava, um pouco divertido, mas quando começava a ouvir a canção que saía da boca do musicista, mudava um pouco sua postura.


- Eu realmente não devia fazer isso, irão brigar comigo se virem, mas quebrarei seu galho, sim? Todos já cometemos bobagens no nosso primeiro porre, mas não tente nenhuma gracinha. Já lhe aviso. Venha para a entrada da cela e vire-se, por favor! -


Se Shira o ouvisse, o guarda o libertaria das algemas e lhe entregaria o violino roubado, o qual pensava ser dele. O jovem continuaria preso, mas, ao menos, teria alguma diversão para lhe acalentar a alma antes de passar a noite.

Nero, o qual desconfiava das verdadeiras intenções de Kotomine, sentava-se em um banco em uma praça escura, iluminada apenas pela luz de dois postes, o qual deixavam o local com uma aparência um tanto sinistra. Analisava tudo que lhe era dado e, ao verificar o mapa com os pontos da cidade, percebia algo curioso: todos os pontos marcados nele estavam mais ou menos situados à mesma distância dos outros, salvo por dois mais ao sul, os quais encontravam-se com o dobro de espaçamento.

Tendo refletido tudo e finalmente encontrado uma resposta satisfatória, tomava um gole de sua bebida e caminhava para o primeiro ponto do mapa, mais próximo de si. Caminhava para o leste da praça onde estava, parando menos de trezentos metros depois. Coincidentemente o local que achara quieto para fazer sua análise era perto o bastante do primeiro ponto. Chegava, assim, em um cruzamento de ruas, bastante pacato, uma vez que já passavam das dez da noite. O chão de pedras espalhava-se no local, revelando apenas casas regulares nas esquinas. Um bueiro encontrava-se no meio da rua, sua tampa de metal brilhando ao refletir a luz do luar. Uma bela noite de lua cheia, sem dúvidas. Um poste em cada esquina fazia a iluminação da região, revelando uma única pessoa parada na esquina mais distante de Nero. A claridade, entretanto, não era suficiente para o homem ver maiores detalhes ou saber porque havia alguém parado ali. Mas, considerando a hora, provavelmente era encrenca. Se não para ele, para outra pessoa.

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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyDom 31 Jan 2016, 19:52

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The musician

É claro. Ele riu. Assim como todos os meus outros ex-companheiros faziam por eu nunca ter ficado bêbado. Pelo menos agora ninguém mais iria poder me sacanear por isso. E, mais importante, a primeira parte do plano havia funcionado.

Era agora a hora de seguir para a segunda parte. Nada como uma canção para amolecer o coração do homem, a música era algo poderoso, e eu sabia disso. Não demorou muito para ele ceder ao escutar a minha voz. Ele me fez um pedido, escutei com interesse e abri um sorriso amistoso, o acatei. Levantaria e iria até a entrada da cela, assim como me pedido, viraria para ele soltar as minhas mãos.

Porém, algo não se encaixava nessa história. Ele me daria algo para tocar?

Instantes depois eu via o violino em suas mãos. Eu o pegaria, com cuidado, é claro. Olharia alguns instantes para ele, sem falar nada, aliás, não sabia como aquilo havia parado ali. No entanto, era melhor as coisas tomarem o seu fluxo e rumarem com naturalidade, eu iria apenas toca-lo, teria tempo para me fazer essas perguntas depois, e falar algo para homem poderia ser arriscado. As coisas ficariam do jeito que estavam.

O apoiaria no ombro, mas gostaria de ter o estandarte, era sempre mais agradável usa-lo. E se lhe pedisse, caso não estivesse comigo, ele poderia soltar algo que me explicasse a situação sem a necessidade de perguntas diretas.

Poderia pegar o estandarte para mim? É a peça que usamos para colocar no ombro. — apontaria para ela se estivesse ao alcance da minha vista. Depois, não deixaria de agradecer com uma pequena reverência.

Fazia um tempo que eu não tocava, e eu precisava de um momento para respirar. Um longo suspiro ajudaria a apaziguar qualquer nervosismos que tomasse conta de mim. Mas não havia razão para temer, não importava o lugar ou a situação, se tu tivesse apenas um violino saberia o que fazer. Era um alívio tremendo poder sentir essa sensação. Minhas mãos iriam até o arco do violino e o segurariam com delicadeza, ele estaria apoiado em meu ombro direito e meu queixo encostaria a sua superfície, e logo o mesmo arco correria pelas cordas do instrumento. Seria uma dramática e melancólica, e progressivamente ela iria ficar cada vez mais triste. A intenção era deixá-lo mais receptível a me deixar sair, já que eu não seria alguma ameaça.

Começaria a cantar.

Ela se foi, mas agora está de volta
Com gotas de lágrimas em seus cabelos
Agindo como o inverno, mas andando como o verão
As luzes apagadas, mas você ainda consegue vê-la
Em uma cicatriz profunda, e você sentiu a sua falta
Enquanto a buscava por aí la fora
E ela dançava pelas estrelas
De volta para casa
Inalcançável e distante
Sem nenhum amor, longe de você
Alegre como o amanhecer
...


Eu travaria subitamente. Faria uma cara de espanto. Claro, se a música tivesse surtido algum efeito no homem. Ele devia ter alguma paixão perdida por aí, não acreditava que um homem que tinha alguma bondade como ele pudesse ter o coração tão frio.

Droga! Eu tinha uma apresentação para hoje! Idiota... Idiota! — olharia para ele como quem suplicasse, e é claro, era tudo mentira, mas ele não precisava saber disso — Por favor, você não sabe como foi difícil arranjar esse espetáculo, não sou daqui e a vida não tem sido fácil, era uma oportunidade única, e eu não poderia perde-la, de jeito algum, eu lhe imploro — ficaria com um joelho no chão, segurando o violino com firmeza ao meu lado — Por favor, o mercado para os músicos é difícil, eu teria alguma chance com essa oportunidade... — faria a minha melhor cara de arrependimento, levando as mãos ao rosto algumas vezes em sinal de culpa — Por favor... — repetiria baixo, ainda de joelho.

Forçaria meus olhos a lacrimejarem desde a súplica, deixando escorrer uma lágrima de crocodilo. Com sorte, quem sabe, conseguisse a minha liberdade.

A face do ator surgia.


Spoiler:
 




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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyDom 31 Jan 2016, 22:39


Post: Where: Malkiham Wheater: Time:

Primeira Parada




Agora a noite cai e a escuridão me envolta. Perfeito. Quando o sol se esconde, os segredos se revelam. A escuridão é uma proteção apenas para quem sabe usá-la, e sei transformá-la em minha aliada. Revigorado pelo whisky, saciado pelo leitão, e a mente ocupada com um enigma. Posso dizer que estou a cem por cento, e pronto para o serviço.

Segui meu caminho até chegar na primeira marca. Lá, havia um cenário a ser estudado: um cruzamento de duas ruas, mal iluminado, com alguns postes de luz. Os arredores não revelavam nada de surpreendente, apenas casas normais. Apenas dois elementos me chamavam a atenção ali: o homem postado na outra esquina, e o bueiro no meio da rua.

Ora, aqui é onde Kotomine marcou; então há algo de importante neste local. Apenas tenho que decidir entre o homem e o bueiro. Pense Nero. Kotomine havia dito, antes de nos separarmos, que eu teria que me responsabilizar por meus acompanhantes. Isto quer dizer que ninguém irá me ajudar neste serviço, creio eu. Logo concluo que aquele homem não pode ser um aliado. Além do mais, meu serviço é prevenir um assalto no zoológico, avistando possíveis brechas na segurança. E um bueiro pode muito bem ser usado como uma entrada para o zoológico.

Muito provavelmente o bueiro era a intenção de Kotomine. Mas aquele homem ainda está lá, e não gosto do jeito dele. Será difícil ficar sem me envolver com ele, por bem ou por mal. E, pior: se ele for durão como penso que é, ele não será ludibriado facilmente, e eu não possuo nenhuma arma. Talvez ele até seja um dos que irá assaltar o zoológico, e isto nos faria inimigos. Melhor não arrumar confusão com ele. Mas ainda preciso cuidar deste serviço! Pois assim farei. Se ele me parar, irei inventar alguma mentira. É o meu forte, afinal.

Abaixaria meu chapéu para esconder meu rosto na sombra. Melhor ter uma identidade desconhecida, por enquanto. Poria minhas mãos no bolso e encaminhar-me-ia em direção do bueiro. Chegando lá, agachar-me-ia sobre ele, examinando a tampa. Um de meus olhos estaria sempre fixado sobre o homem, atento a qualquer movimento brusco. Se fosse possível, retiraria a tampa do bueiro, segurando-a com força e levantando-a um pouco, antes de empurrá-la para o lado. Logo, olharia o que havia lá dentro. Caso eu não consiga retirá-la, levantar-me-ia e andaria lentamente em direção do homem, os braços levantados, sinalizando a paz. Frente a frente com ele, pensaria: "Só pode ser ele. Se o bueiro não é a resposta, ele é.", antes de dizer:

A jornada é tão importante quanto seu fim.

Seria apenas um chute, pois Kotomine me disse para não mencioná-lo, mas só deu aquela frase como possível "senha".

Caso, enquanto estivesse cuidando do bueiro, visse o homem me dizer algo ou fazer algum gesto suspeito, erguer-me-ia rapidamente e diria, os braços no ar:

Calma lá, caubói. To só procurando um canalha que se escondeu nos esgotos. Aquele filha da puta me deve uma grana!

Apenas tenho a torcer que o homem seja estúpido o suficiente para cair em tal conto. Apesar que, em cidades grandes, essas coisas acontecem sempre. Não seria anormal, nem natural.





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Última edição por GM.Buggy em Dom 17 Abr 2016, 14:53, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyTer 02 Fev 2016, 12:23

Shira encontrava-se confuso. Tentava entender como e porque havia acabado de receber um violino. Mas não importava muito, afinal, a sorte sorrira para ele. Abusava, um pouco, entretanto, quando pedia o estandarte. O guarda olhava para ele confuso, sem entender.


- Você não tinha isso quando foi preso! Será que não perdeu por aí antes não? Só encontramos esse violino com você! -


Mais uma peça para o quebra-cabeças de Shira entrava, aos poucos, no lugar. O musicista tocava, sentindo toda a liberdade que a melodia lhe trazia. E, vendo que o poder não limitava somente a si, mas também ao guarda, fazia uma súplica, atuando divinamente. O homem levava a mão direita à cabeça, coçando-a e refletindo um pouco:

- Ahhh, garoto! Você me põe numa situação complicada. Vou te ajudar, mas, por favor, volte até as 4 da manhã. Meu turno acaba às 5 e, se a cela tiver vazia ao fim dele, terei problemas com meu superior. Estou dando um voto de confiança porque você parece uma boa pessoa. Não faça com que eu me arrependa! -


E, pegando as chaves da cela, abria-a, dando a liberdade que Shira tanto queria.

Nero, nesse meio-tempo, preparava-se para retirar a tampa do bueiro, após deduzir que ali é onde estaria o local que precisava analisar. Podia ver, em sua superfície metálica, uma inscrição em alto-relevo com apenas os números 3/8. O homem ali encarava-o e, então, aproximava-se. Naquele instante a iluminação batia em seu casaco, revelando um broche do clã Ant-Bullet. Péssima hora para se encontrar com um caçador. Mas, para a sorte do homem, sua mente era astuta e rapidamente bolava uma mentira.

- Está perdendo seu tempo então! Essas entradas estão seladas e você jamais o encontraria lá. É um labirinto! E olhe a hora! Circulando, anda, antes que o prenda por vadiagem!

Respondia-lhe, irritado, o caçador. Mas a ida até o local não fora em vão. Além de perceber que os esgotos não eram uma boa fonte para invasão ao zoológico, Nero obteve a informação de que qualquer um parado à noite podia ser preso por vadiagem. Talvez aquilo fosse irrelevante, ou talvez o homem encontrasse algum valor para aquilo.

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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 3 EmptyTer 02 Fev 2016, 21:11

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A música é poderosa. Sempre foi. Ela tem a capacidade de fazer lágrimas, sorrisos, encantar, e se bem usada pode abrir milhares de portas. Seria rude dizer que conhecia a música como ninguém quando sou apenas um mero noviço, mas posso dizer que já sei brincar com ela.

O homem se irritou comigo ao pedir o estandarte, talvez ele não fosse tão gentil como eu tinha pensado. Porém, ele me intrigou, se o violino estava comigo isso significava que... Ele era meu? Isso não fazia sentido, mas continuei. Minutos depois eu cheguei onde queria, no seu coração, um golpe mental, direto nos seus sentimentos. Como eu disse, eu sabia brincar um pouco com o violino, apesar de não ser nada comparado as pessoas que me ensinaram. E, como não estava nos planos passar a noite em uma cela, com certeza eu não voltaria para aquele lugar.

Foi díficil reprimir o sorriso que queria se alargar no meu rosto ao ouvir o homem falar que estava livre, pelo menos até uma hora antes do seu turno acabar, mas isso não importava, mesmo assim, por sua gentileza eu pensaria bem no seu caso até que a hora chegasse. Sairia da cela com compustura, me levantando devagar e segurando firme o violino. Passaria pelo guarda e faria uma devida reverência a ele, me curvando um pouco em sinal de agradecimento. Ele merecia pelo menos isso.

Pode contar com a minha presença aqui, antes do seu turno acabar. Muito obrigado — agradeceria.

Me mandaria dali em seguida, para longe, já era tarde e eu não tinha exatamente para onde ir, nem fazia ideia, mas seria bom me preparar para alguma confusão, pois se eu não voltasse era capaz do guarda ir a minha procura, e contra aquela clava eu nada podia fazer no meu estado atual. Não ficaria indefeso assim, precisava garantir a minha segurança. Procuraria uma loja de armamentos, se fosse difícil encontrar uma por ali só o tempo diria, mas isso eu tinha de sobra. O violino iria nas minhas mãos, já que não possuía um estojo para o mesmo. Não sei como ele havia parado ali, mas não tinha nenhuma reclamação a fazer. Obrigado entidade da música.

Encontrando uma loja apropriada iria até o vendedor, procuraria por um par de botas para proteger os meus pés contra coisas tipo... Clavas. E, como eu não importava muito com moda não seria estranho vesti-las por ai. Tiraria trinta mil berries do bolso caso alguma estivesse a venda e alegaria só ter isso para bancar com a peça. Logo depois a equiparia. E então estaria pronto para alguma eventualidade.

Eu precisava de três coisas. Essa seria a primeira.

E, é claro, o homem havia me liberado, mas isso não significava que outros na rua não pudessem me reconhecer, e ao sinal de alguém daquele clã, com o mesmo símbolo, eu desviaria o caminho, para onde quer que fosse. E, sendo abordado responderia:

Estou indo dormir, a noite foi longa, shows cansam. Com licença. — responderia com o devido respeito, assim como a devida ignorância.

Sendo um civil, ou alguém não pertencente ao clã de antes, seria mais receptivo:

Estou indo visitar o mar, e tocar uma canção para ele. — abriria um sorriso amistoso. Não esperava que alguém entedesse, mas pouco me importava, era a verdade e eu não tinha vergonha para esconder.

Eu não tinha para onde ir, então, na falta de opções só me restava uma coisa a fazer, ir para o mar. Dessa vez estava saciado, e agora tinha um violino, poderia tocar até os meus dedos não aguentarem, mas não faria isso, não era estúpido a esse ponto. Eu sabia a hora de parar, e quando ela chegasse assim faria.

Então, tocaria para o mar, como fazia todos os dias.
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