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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 E Deus Disse: Que Haja Surras

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MensagemAssunto: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptySeg 04 Jan 2016, 17:21

Relembrando a primeira mensagem :

E Deus Disse: Que Haja Surras

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Ada Spice Rock. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptySab 11 Jun 2016, 19:41

Let's Sail

- Um belo barquinho que o você tem aqui, seu padre. - Diria Soren, sorridente para variar, olhando a pequena embarcação em que estava. - Mas bicho, eu estava aqui pensando aqui com meus botões e eu queria perguntar uma coisa... O que leva um padre a viajar para Wars Island, uma ilha que leva a guerra até no nome? Está pensando em converter a ilha toda? "God's Island". Hahahaha... - Quando dissesse a sugestão de nome, levantaria as mãos a altura da cabeça, como se visualizasse aquilo escrito em um grande letreiro.

Ouviria então o que o padre tivesse a dizer, prestando bastante atenção, enquanto o fitaria profundamente, como quase sempre fazia. Assim que terminasse de dizer, o Sol voltaria a falar. - Da hora, bicho... Eu também tenho uma religião, sabe? Ela se chama LIBERDADE, e é a única que não te prende de nenhuma forma. "Todos os homens nascem para serem livres!" Essa é a minha doutrina. - Tiraria uma maçã do saco, passando em sua camisa como se estivesse lustrando a mesma. - A propósito, meu nome é Soren, mas pode me chamar de Sol. Como se chamam? - Direcionaria a pergunta para os dois companheiros de embarcação, se virando para o lado de um e depois para o de outro quando perguntasse. Daria uma mordida na maçã. Se dissessem mais alguma coisa, prestaria atenção também. Em qualquer momento da conversa, tiraria outra maçã de dentro do saco, oferecendo para os dois. - Aceitam um fruto maçânico? - E se eles quisessem, entregaria para eles.

Assim que a conversa morresse, Soren passaria a olhar para fora do barco, acompanhando com os olhos o movimento das ondas ou, se não houvesse movimento, apenas olhando o horizonte, enquanto comia sua maçã. Cruzaria as pernas, colocando um cotovelo sobre uma das coxas, deslizando os dedos de sua mão por seu cavanhaque, ainda com seu comum sorriso estampando suas feições. - Fico imaginando o que estaria passando nos pensamentos do destino pra colocar a gente juntos nesse barco... - Soltaria, sem tirar os olhos do mar. Fato é de que Soren já começava a imaginar em sua mente o que passaria ao lado daqueles dois indivíduos no mínimo diferentes. Para ele, não podiam estar juntos por acaso.
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptyQui 16 Jun 2016, 18:50


   






Algumas páginas atrás.



Edgar Murphy não acreditava em tal coisa como a sorte, e, sendo assim, quando ele viu a forma como Soren se portava e quais eram os tipos de valores através de suas falas, teve certeza de que não havia sido o acaso que o havia feito ver o garoto e chamá-lo para receber uma carona, mas o próprio Acaso absoluto.

Quando todos subiram no bote, Edgar desceu dele, e libertou o bote sobre as águas, pulando sobre ele novamente.

- Bem-vindos à minha embarcação... Ela se chama.. - Começaria, mas sem realmente ter pensado no nome da embarcação. Mas, devido à história dela e de como ele a havia recebido como um presente indireto do Sir Alonne, e pelo fato de ela simbolizar a amizade entre os dois, ele pôde batizá-la rapidamente. - ... Presente de Boa-fé. - Faria uma mesura para as pessoas no bote. - Nosso rumo é Wars Island, e, como pagamento, eu vou aapenas pedir que vocês me contem suas histórias e seus objetivos, nada além disso. - Voltando a deixar a postura ereta, terminaria: - Eu me chamo Edgar Murphy, e serei o seu anfitrião, navegador, capitão e piloto.

Se sentaria no bote, e começaria a remar com toda a sua força.

- O que eu vou fazer em Wars? Bem.. Para isso vocês teriam de entender minha história... A grande verdade, Merchant Hag e Sol, é que eu sou um dos maiores assassinos que já existiram na terra de onde eu vim. E, talvez, até mesmo um dos maiores assassinos do East Blue. Mas o fato é que eu não era de todo o culpado. Onde eu nasci, eu fui obrigado a roubar para sobreviver durante toda a minha vida, e nunca fui sequer batizado. Para crescer na vida, eu resolvi me transformar um Carrasco trabalhando para a igreja. Com enorme frequência eu matava as pessoas julgadas por crimes simples, como roubo, sem nunca pensar realmente no que eu estava fazendo. Um dia,, fui obrigado a matar um ser humano muito melhor do que eu, e então comecei a me julgar. A fim de compreender melhor, eu me tornei um padre da igreja, e estudei a fundo todos os seus ensinamentos, para que eu pudesse compreender e achar a razão das mortes que eu tinha causado. Mas, ao não encontrar nada, eu fiquei completamente vazio. Até que, um dia, eu li um dos livros proibidos da igeja.. O Diário de Davy Jones.. O idiota só falava besteiras naaquele diário, mas a igreja considerou que tudo o que ele havia feito era um sacrilégio, uma religião feita para louvar a si mesmo... E, quando eu percebi que a igreja se preocupava mais com um idiota na Grand Line do que com as pessoas passando fome ao lado deles, eu percebi também que aquela religião era tão idiota quanto a que Davy Jones havia criado. Eu larguei a vida de padre daquela religião, e criei a minha própria religião, o Onismo. A princípio, ela não tem leis nem regras, mas ela será feita para agradar todas as pessoas do mundo e resolver todos os conflitos. A princípio, ela só tem um mandamento: Não Matarás. E todas as pessoas podem criar novos mandamentos, contanto que eles criem harmonia... Eu estive perseguindo este sonho.. E, nesta ilha, eu acabo de converter alguns piratas ao Onismo e salvei um criminoso que criaria um banho de sangue na ilha, prendendo ele e ganhando o dinheiro pela sua recompensa. E, enquanto eu salvava esse criminoso de si mesmo, ele acabou me salvando também. E é por isso que eu gostaria de saber a história de vocês... Eu preciso criar novos mandamentos... E, pra isso, preciso conhecer pessoas novas... Ilhas novas...

Após contar sua história, checaria a rota mais uma vez enquanto descansaria ouvindo a história deles, para que, por fim, pudesse voltar a remar...






               
-

               











Objetivos:
 

Histórico
Citação :


Ganhos: Bote, 29kk belies (- 180k belies por causa do vinho e dos equipamentos de navegação)
Perdas: Queimadura na testa (já tratada)
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptySex 17 Jun 2016, 17:06

O céu estava limpíssimo, e o sol iluminava os três passageiros. O mar estava excepcionalmente belo este dia, com ondas pequenas levantando o barco suavemente. Na embarcação, Soren se apresentava aos dois outros: Edgar parecia ter gostado de seus ideais, e Merchant Hag apenas soltou uma risada baixa, como sempre. Ela parecia estar gostando da companhia jovial, e até mesmo espiritual que os dois lhe proporcionavam. Mas, é lógico que Edgar tinha que roubar a cena mais uma vez.

Ele se ergueu e começou mais um discurso, declarando toda sua história, suas ambições, e pedindo pelas dos outros. Ele era um homem virtuoso, afinal, e só pedia objetivos como pagamentos. Ele também não esquecia de exaltar sua religião, logicamente. Porém, tudo que ele desejava era mais conhecimento para a construção de seus mandamentos. E a velha logo respondeu:

Kehehehehe... Você é bom com as palavras, garoto! Pois bem, você me convenceu. Vou contar minha história, minhas ambições. E vocês me julgarão depois. Mas, devo dizer, minhas motivações remontam a eras antigas, antes que o mundo se tornasse todo este caos...
Eu venho do mar mais perigoso da Terra: a famosa, ou melhor, infame, Grand Line. Há anos e anos, minha ilha natal era praticamente uma utopia: um rei benevolente, servos leais e poderosos. Enfim, uma era dourada. Mas ela terminou, um certo momento, e fomos privados da coisa mais preciosa do mundo: a luz. Sem ela, nós fomos pouco a pouco perdendo força, e nossas culturas e tradições foram se apagando. A ilha acabou não pertencendo mais a nós. Mas, tudo que precisávamos... era um herói, um guerreiro suficientemente bravo para nos ajudar, para acender a chama. Por isso, minha mãe, e a mãe de minha mãe, e a mãe da mãe da minha mãe, e assim vai, partiram ao mar. Somos os peregrinos da noite. Apenas queremos algum salvador para nossa terra, mas uma má fama nos assola, e nos impede de conseguir nossos objetivos. Dizem que somos amaldiçoados, e guiamos as pessoas para sua morte. Tudo isso, por causa de um erro longínquo de um de meus antigos antepassados...


O silêncio se fez por um, dois minutos. A história da velha era deveras impactante, e deixou todos boquiabertos. Um herói para salvar uma terra? Parecia até um conto de fadas. Mas ainda falatava a história de Soren.

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptySex 17 Jun 2016, 18:32

Sunsays

- E, quando eu percebi que a igreja se preocupava mais com um idiota na Grand Line do que com as pessoas passando fome ao lado deles, eu percebi também que aquela religião era tão idiota quanto a que Davy Jones havia criado. Eu larguei a vida de padre daquela religião, e criei a minha própria religião, o Onismo. - "Ele criou uma religião?" Soren prestava atenção em cada palavra que saia da boca do jovem Edgar, como se tivesse se interessado realmente por aquilo que ele falava. - A princípio, ela não tem leis nem regras, mas ela será feita para agradar todas as pessoas do mundo e resolver todos os conflitos. A princípio, ela só tem um mandamento: Não Matarás. E todas as pessoas podem criar novos mandamentos, contanto que eles criem harmonia... Eu estive perseguindo este sonho... - "Uma religião que não fere a liberdade de alguém?" O Sol levantava uma de suas sobrancelhas, ainda atento, porém um pouco pensativo. "Será que isso existe mesmo?" - E, nesta ilha, eu acabo de converter alguns piratas ao Onismo e salvei um criminoso que criaria um banho de sangue na ilha, prendendo ele e ganhando o dinheiro pela sua recompensa. - "RECOMPENSAS?" A este ponto Soren já estava crendo que aquilo era a mais pura obra do destino. Já pensava em sua mente que a própria divindade do destino havia traçado o caminho dos dois para se encontrarem. Sorria, como sempre. - E, enquanto eu salvava esse criminoso de si mesmo, ele acabou me salvando também. E é por isso que eu gostaria de saber a história de vocês... Eu preciso criar novos mandamentos... E, pra isso, preciso conhecer pessoas novas... Ilhas novas...

- Woooow... - Foi a única coisa que o loiro conseguir pronunciar naquele momento. Era uma história muito interessante, e ela caminhava para coisas maiores. Em sua mente Soren já começava a matutar o que iria responder para o padre, e quando estava quase para dizer algo, a mulher que estava junto deles na embarcação também começou a contar sua história:

- Kehehehehe... Você é bom com as palavras, garoto! Pois bem, você me convenceu. Vou contar minha história, minhas ambições. E vocês me julgarão depois. Mas, devo dizer, minhas motivações remontam a eras antigas, antes que o mundo se tornasse todo este caos... - Neste momento Soren direcionou seu olhar a ela, e começou a dar mais atenção ao que ela começaria a contar. - Eu venho do mar mais perigoso da Terra: a famosa, ou melhor, infame, Grand Line. Há anos e anos, minha ilha natal era praticamente uma utopia: um rei benevolente, servos leais e poderosos. Enfim, uma era dourada. Mas ela terminou, um certo momento, e fomos privados da coisa mais preciosa do mundo: a luz. Sem ela, nós fomos pouco a pouco perdendo força, e nossas culturas e tradições foram se apagando. A ilha acabou não pertencendo mais a nós. Mas, tudo que precisávamos... era um herói, um guerreiro suficientemente bravo para nos ajudar, para acender a chama. Por isso, minha mãe, e a mãe de minha mãe, e a mãe da mãe da minha mãe, e assim vai, partiram ao mar. Somos os peregrinos da noite. Apenas queremos algum salvador para nossa terra, mas uma má fama nos assola, e nos impede de conseguir nossos objetivos. Dizem que somos amaldiçoados, e guiamos as pessoas para sua morte. Tudo isso, por causa de um erro longínquo de um de meus antigos antepassados...

Tão logo ela terminasse de falar, Soren já se levantaria erguendo sua mão como se declamasse certa coisa, entusiasmado. - Caras, o destino não nos uniu em vão. Este encontro já estava escrito nas estrelas! Tudo que vivemos até então só cooperou para que este momento chegasse, maluco... - Faria uma pausa dramática, olhando para os dois com um sorriso mais intenso do que o comum. - A uns 28 anos atrás o sopro da vida pousou sobre uma jovem riponga que acreditava na liberdade a cima de tudo! Foi quando este que foi nomeado Soren Levi Ruth nasceu. A criança, no caso eu mesmo, desde pequena foi ensinada no caminho da liberdade nas crenças dos Libertos, corpo, alma e espirito. "Todos os homens nascem para serem livres. Mas cabe a cada homem buscar a sua própria liberdade!" Cresci ouvindo isso, e esses são os dizeres que regem a minha existência. Chegou um dia em que meus pais, eu, e todos com quem convivia fomos escravizados. Passamos anos e anos naquele sofrimento, privados do nosso bem maior, a idolatrada liberdade. Mas, eu, com 25 anos, consegui fugir das garras daqueles homens maus! E me vi livre novamente como um pássaro, para viver a minha vida como eu quisesse. Mas e aí? Foi quando conheci meu já falecido tio Carter, um caçador de recompensas, que me mostrou que vida livre essa era de homem do mar caçador. - Enquanto falava mudava suas expressões quase como se estivesse encenando aquilo que contava. - E eu sempre acreditei que a única "religião" que não aprisionaria as pessoas de alguma forma seria ela mesma... A liberdade. Mas hoje parece que chegou o dia que o destino havia escolhido. Edgar Murphy, o maluco fundador e difusor do... "Onismo", não é? Me mostrou esta ideia que me chamou a atenção. E... Merchant? Contou sua história de peregrinação e maldição. E tudo isso me fez pensar, então tenho algumas coisas para lhes propor... - Mais uma pequena pausa, fitando ambos os companheiros de embarcação. - Murphy... Tenho algumas ideias de mandamentos para sua religião. Algo como... "Não passarás por cima do bem-estar e da liberdade de alguém para atingir os seus próprios, apenas se este alguém já estiver fazendo isso." E sempre pensar em combater o autoritarismo, além de prezar pelo bem comum e pela liberdade individual. Com isso sua religião será diferente de qualquer outra. E... Se permitir me juntar a você faremos dela um caminho para, como você próprio disse, "agradar todas as pessoas do mundo e resolver todos os conflitos", enquanto caçamos piratas que caminhem no rumo contrário, entregando suas recompensas e usando delas para não só nos mantermos, mas ajudarmos as pessoas. E Merchant, é dai que você entra. Eu sei como é ser tratado com desprezo e ódio por algo que as pessoas dizem de você. E eu não vou te julgar pelo que dizem. Minha proposta é... Junte-se também a nós, vamos quebrar qualquer maldição, e não encontrar um guerreiro herói para sua terra, mas na força da união e, se tudo der certo, nestes ideias únicos do Onismo, acender a chama de luz que seu povo espera a gerações! - Se abaixaria, pegando duas de suas maçãs, estendendo os braços para a direção de cada um dos dois, utilizando as maçãs como um simbolo da proposta. - Posso contar com vocês? - Esperava que eles concordassem com o que havia dito, e cria que eles concordariam, mas ainda sim, bem la dentro, sentia um certo receio de eles acharem que tudo que havia dito era uma total babaquice. Enfim, se eles acabassem por concordar com o que Soren havia dito, ele apenas se abaixaria novamente, pegando outra maçã, levantando-a o mais alto que pudesse sem se desequilibrar. - Então que venham as coisas que o destino planejou para nós!

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptyDom 19 Jun 2016, 15:56


   






Pecado (?)



- Posso contar com vocês? - A maçã vermelha brilhava sob a luz do sol, e parecia extremamente suculenta à mão de Soren.

Na antiga religião de Edgar, a maçã tinha um significado terrível. Em faato, a maçã significava o maior pecado da história da humanidade, que fez com que todos os homens caíssem em desgraça e perdessem a bênção de Deus, e fossem jogados em umaa vida de sofrimento, onde todos são pecadores até que se prove o contrário, e, sendo assim, não sofrem para melhorar a si mesmos, mas para pagar por algo que nem sabem que cometeram.

Enquanto encarava aquela maçã, e o homem que a oferecia, Edgar percebeu o quanto haavia valido a pena largar a antiga religião. Pecado? Não. De forma alguma. Comer a maçã, e ter o direito de sofrer, e escolher o sofrimento próprio, e de decidir exatamente o seu caminho, era o exato oposto de pagar por um pecado. Sofrer, para Edgar, era uma forma de escolher seu próprio caminho, difícil ele como fosse, e superar as adversidades que ele lhe impusesse. Sofrer, para Edgar, era nada mais nada menos que livre-arbítrio, em outras palavras, liberdade. E o Onismo seria uma religião que traria aquilo, ao invés do medo.

Seguraria a maçã e daria uma mordida nela, como que fechando um pacto.

- É bom te conhecer, Soren. Pois eu discordo do seu conceito de liberdade, e da forma como você se desprende de algumas coisas. É inevitável perguntar: Você deixou seus pais e o seu povo para trás a fim de se sentir livre? Para muitos.. Isso seria chamado de covardia. Como o seu espírito se sente livre, sabendo que as pessoas que te deram a vida ficaram presas? Liberdade não é um estado de espírito em que se deve estar sempre.. Mas um que deve ser alcançado. Você deveria salvá-los antes de se sentir livre, e não se sentir livre por se sentir livre.. Se você é diferente disto, então você é só um egocêntrico. - Falaria, percebendo que o som tom poderia ter assumido uma postura um tanto quanto dura. - Mas é exatamente por isso que foi incrível te conhecer. Pois religiões tendem a ser autoritárias, e a sua liberdade tende a ser tão grande que perde dogmas que religiões costumam ter.. Quem sabe nós não tenhamos que achar um equilíbrio entre nós dois, pra que o caminho seja o melhor?

Após dizer isto, se viraria para Merchant Hag.

- E quanto à senhora... O que me diz de contar sua história com mais detalhes? Eu estou disposto a ajudá-la assim que eu souber o que aconteceu.. Na verdade, eu nunca tive medo de maldições. - Verificaria novamente a rota e então continuaria a remar. Caso estivesse fora da rota, tentaria remar até entrar nela novamente, para que pudesse remar sobre ela até Wars Island.






               
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Objetivos:
 

Histórico
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptyQua 22 Jun 2016, 18:14

O sol iluminava aquela discussão tão acalorada e inundada de ideais. Soren respondia à demanda de Edgar, declarando sua história e ambições, porém o padre retrucou, criticando de um certo modo o estilo de vida do Sol. Mas, eles pareciam ter muitas chances de bem se entenderem, visto seus espíritos críticos e, de um certo modo, filosóficos. Será que Soren daria continuação a esse debate? Provavelmente, e essa ação seria a mais aconselhada. Mas, antes, a velha Merchant Hag respondeu à pergunta de Edgar, e à proposta de Soren. Por alguns segundos, ela se manteve em silêncio, ponderando sobre sua declaração, e respirou fundo antes de iniciar.

Bem, primeiramente, vou responder ao jovem padre. A história remonta a eras atrás, antes do nascimento de Will D. Chris, antes que seu avô, e o avô de seu avô conhecessem a vida. Uma pequena ilha, na época, era uma utopia. Seu rei, Gwyn, era benevolente, gentil, misericordioso. Em volta dele, o Panteão o aconselhava em suas ações: graças a esses líderes, os melhores que a Grand Line inteira já encontrou, o reino era próspero, e vida era perfeita. Meus ancestrais viviam em paz, mas o tempo tudo corrói. Todo reino, toda terra, todo homem está fadado a sucumbir sob o tempo. Porém, Gwyn não queria se submeter a ele, à morte. Com a ajuda de uma feiticeira do panteão, uma bruxa, ele almejou a vida eterna, ao lado de seus conselheiros, com a ajuda de diversos rituais desconhecidos e mil vezes proibidos. De mal a pior. Eles conseguiram, sim, almejar a vida eterna. Porém, não foi como eles queriam. Depravados de toda consciência, sanidade, inteligência, eles se tornaram corpos vazios ambulantes. Mas, desta maneira, eles eram perigosos a todos os cidadãos. O exército, tentando conter todos aqueles poderosíssimos guerreiros, acabou morrendo. Mas o sacrifício não foi em vão: o Panteão foi trancado em uma torre na ilha, isolados de tudo e todos. O único problema é a importância desta torre: ela iluminava toda a ilha, que, desde que sua existência é conhecida, vive na escuridão. Além disso, ela também continha todos os tesouros reais, que não é uma quantia a ser ignorada. Desde então, perdemos a luz, e fomos invadidos por clãs de caçadores, que dominaram a ilha, nos deixando sem controle de nossa própria terra. Por isso dou voltas no mundo procurando por alguém que nos salve, erguendo firme um símbolo de revolta para todo o povo: a luz da torre.

Podia se ouvir um respiro fundo, como se ela estivesse um pouco aliviada, ou na beira das lágrimas. Ela esteve carregando o peso da história de sua ilha desde seu nascimento. Um objetivo para sua vida: encontrar um herói honroso o suficiente para salvar sua terra. Ela então prosseguiu seu discurso, a voz trêmula:

Já mobilizamos exércitos de muitos países, bravos heróis renomados, reis e príncipes... mas todos falharam, e perderam sua vida. Por causa disso, rumores escorrem, nos declarando como assassinos, mentirosos, amaldiçoados. Nos chamam de... "Almas negras".
Mas, se vocês quiserem tentar a sorte, podem vir comigo, e tentar derrotar o Panteão, com seus grandes ideais. Mas, devo lhes avisar: será a batalha mais difícil que já viram, ou até mesmo ouviram falar.


Sua história encerrada, podia se ver lágrimas caindo suavemente em sua manta verde. Era um recito emocionante, para os auditores e para o contador. Por alguns segundos, o silêncios reinou na embarcação. Soren e Edgar precisavam de um tempo para pensarem sobre a história.


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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptyDom 31 Jul 2016, 15:32

Maldições?

- ...Quem sabe nós não tenhamos que achar um equilíbrio entre nós dois, pra que o caminho seja o melhor? - Soren ouvia aquelas palavras do jovem padre. De certa forma ele havia retrucado e criticado o Sol e suas crenças, mas não era como se ele não tivesse contornado isso e dado um outro caminho para aquilo tudo, que alias, era interessante também para Soren. Ou não. Quem sabe?

- Hm... - Pegava uma maçã, olhando para a mesma por alguns instantes antes de voltar a falar, com um sorriso bem leve no rosto. - Por que não? - Intensificava então o sorriso, antes de dar uma mordida na maçã.

- E quanto à senhora... O que me diz de contar sua história com mais detalhes? Eu estou disposto a ajudá-la assim que eu souber o que aconteceu.. Na verdade, eu nunca tive medo de maldições. - Enquanto ouvia isso Soren balançava a cabeça, mastigando um outro pedaço de maçã que acabara de morder, concordando.

Foi quando Merchant começou a contar sua história. Uma história milenar, com vários detalhes, sobre o rei de sua terra e o "Panteão" dele. Como eles foram sedentos pela vida eterna e como se tornaram corpos vazios, que só trouxeram ruína. Parava por um instante, e sua respiração pesada era possível sentir de longe, até que prosseguia: - ...Já mobilizamos exércitos de muitos países, bravos heróis renomados, reis e príncipes... mas todos falharam, e perderam sua vida. Por causa disso, rumores escorrem, nos declarando como assassinos, mentirosos, amaldiçoados. Nos chamam de... "Almas negras". - Por um instante Soren teve a impressão que já havia ouvido falar daquele nome, mas era uma memória muito distante, talvez ele tivesse ouvido alguma vez realmente, porém não se lembraria quando. - Mas, se vocês quiserem tentar a sorte, podem vir comigo, e tentar derrotar o Panteão, com seus grandes ideais. Mas, devo lhes avisar: será a batalha mais difícil que já viram, ou até mesmo ouviram falar. - E o silêncio perdurou por longos segundos após a fala dela, enquanto os jovens pensavam. Isso é, até que Soren cortaria aquilo com sua belíssima voz:

- Novamente... Por que não? Murphy já disse não ter medo de maldições, e eu posso garantir que não tenho medo nem da própria morte. Então... - Pegaria a maçã que antes já havia oferecido para ela, esticando o braço em sua direção novamente. - Por que não pega a maçã pra selarmos nossa... "Aliança"? - Diria, fitando-a com seu típico sorriso estampando suas feições joviais.
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptyQui 04 Ago 2016, 09:49


   






Remando e remando e remando...



- Bom... Disse Edgar, um tanto quanto ofegante. [/color] - Parece que tudo está resolvido então.... [/color]

E o tempo seguinte todo foi focado em pôr a máxima atenção possível nos malditos remos. Embora as pessoas façam parecer fácil, remar de uma ilha até outra é extremamente complicado.

No começo, os movimentos não são complicados. Basta controlar a respiração e o ritmo dos remos, sincronizando os dois, que seu único problema será a distância. Mas, após algum tempo remando, as coisas começam a ficar realmente complicadas. A princípio, a resistência dos remos se chocando contra a água só fica um pouco maior, e é como se você estivesse carregando um peso maior. Logo após, esse peso aumenta. E, quando o peso finalmente se estabiliza, você percebe que está carregando MAIS DOIS DESGRAÇADOS dentro do bote e que eles pesam como o inferno. Seus músculos intercostais começam a se aquecer aos poucos, e então mais... E então cada vez mais... E daí o que fica mais pesado dessa vez são os seus próprios braços. E já não é mais possível manter a respiração sincronizada com os braços, já que você sequer entende por que diabos os seus braços estão mortos.

E isso é exatamente o que aconteceria com Edgar, pouco a pouco, atravessando estes estágios.

- OH, SENHOR!! ME DÊ FORÇA PRA CONSEGUIR CHEGAR À PRÓXIMA ILHA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL...

Diria, se esforçando o máximo pra continuar manter o ritmo da respiração e sincronizá-lo com os remos cada vez mais pesados...






               
-

               











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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 7 EmptySeg 08 Ago 2016, 20:34

A viajem prosseguia calmamente, sem nenhuma interrupção ou obstáculo aparente. Porém, algo muito importante ocorria dentro do bote: Soren e a velha Merchant Hag formavam um trato, firmavam um acordo. Ambos concordavam em ajudar a causa da misteriosa mulher, em uma ilha desconhecida, no oceano mais perigoso do mundo. Mas a ambição dos aventureiros, e talvez até mesmo sua imprudência, os guiava para lá. O Sol fora quem aceitou os termos da velha, entregando-lhe uma de suas preciosas maçãs. Merchant Hag agarrou a fruta com seus dedos esqueléticos e soltou uma risada, devolvendo a comida para seu proprietário.

Kehehehehehe... Desculpe, não estou com fome. Fazem muitos anos que eu não tenho fome... Mas eu estou bem contente de ter encontrado pessoas que possam me ajudar... Kehehehehehe...

Após essas palavras, o silêncio reinou na embarcação. O padre era o único a remar, esforçando-se ao máximo para fazer o bote avançar pelas ondas do mar, que estava estranhamente calma. Ele rumava a Wars Island, as pequenas ondas ajudando um pouco Edgar a navegar. Soren olhava para o nada, ou melhor, para o sol, uma entidade tão grosseiramente resplandecente. Após algumas horas, ambos ouviram o som de gaivotas berrando e voando em volta do trio; aquilo só queria dizer que havia terra por perto. E realmente havia.

A frente, via-se Wars Island e sua costa, porém os viajantes estavam defrontando-se apenas com uma praia ao lado de um bosque. Via-se que eram pequenas árvores, com alguns arbustos que estavam em uma simetria visivelmente artificial. Os braços do onista estavam moídos de tanto remar, até que ele enfim pisou sobre terra firme. Soren veio logo atrás, seu saco de maçãs em mão, e Merchant Hag acompanhou mais atrás, sua idade avançada impedindo que ela se mova muito. Os três olharam para o pequeno parque onde eles haviam atracado, e alguns pequenos animais corriam furtivamente por entre as raízes das árvores, mas quem conhecesse aquele biótipo notaria que eram animais que não pertenciam àquela paisagem.

Foi neste momento que eles viram passar um homem de cartola preta e branca, com um terno impecável e uma bengala dourada passando a sua frente. Havia um pequeno riacho, um filete de água quase inexistente, à sua frente, com um pouco de lama. Era algo comum, corriqueiro, que todos estão acostumados. Mas a cena seguinte foi, no mínimo, surpreendente: o homem assobiou, olhando para trás e para os lados, e surgiu um homem magérrimo e correndo. Ele trajava trapos, rasgados e parcialmente destruídos; seus cabelos estavam sujos, assim como sua pele, que estava marcada de diversas cicatrizes e hematomas, além de manchas e calos. A pessoa estava algemada, tanto seus pés quanto suas mãos, e ele estava com a cabeça abaixada. Submisso, ele deitou-se sobre a lama, a corredeira de água, seu queixo virado para baixo. Sem emitir sequer um som, ele deixou que seu mestre pisasse sobre ele e atravessasse o riacho ridículo, como se ele fosse uma ponte. Ambos então seguiram caminho, o escravo mais atrás, escondido de olhos curiosos. O trio não havia sido percebido, e olhou a cena em silêncio.

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