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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 E Deus Disse: Que Haja Surras

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AutorMensagem
Roy Collins
Estagiário Orientador
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Roy Collins

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MensagemAssunto: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptySeg 04 Jan 2016, 17:21

Relembrando a primeira mensagem :

E Deus Disse: Que Haja Surras

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Ada Spice Rock. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Wesker
Revolucionário
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyTer 03 Maio 2016, 21:11

Minha troca de golpes com Eygon continuava equilibrada, nenhum dos dois lados cedia e o som de metal batendo em metal podia ser ouvido constantemente. O perigo de um de nós dois cair naquele lago permanecia constante, mas isso não parecia importar a ninguém naquele confronto. Na verdade a única coisa que parecia importar naquele momento era quanto tempo o adversário aguentaria continuar com aquela luta. O maior problema que eu estava enfrentando na luta? Bem...

”O filha da puta é rápido. Tenho de admitir isso.”

Pensava aquilo enquanto defendia os golpes executados pelo caolho, cada vez mais velozes. A movimentação continuava até que o adversário finalmente me acertava com um chute no tórax e me fazia recuar. Tossia algumas vezes após ser atingida, aquela gripe não me ajudava muito na luta, mas ao menos sentia que os efeitos de Fernand Ice já estavam acabando. Mas os efeitos do chute não pararam naquela tosse, sentir a força daquele pé por pouco não havia feito com que eu colocasse para fora o vinho que havia tomado mais cedo. Apesar de ter sido atingida, eu sorria:

”Veja só, parece que se mover desse jeito também causou alguns danos nele.”

Foi o que a outra disse, conseguia ver que o adversário havia ficado muito cansado depois de toda aquela troca de golpes, e eu não era a única com dificuldades para respirar naquele momento. E nesta mesma hora outra coisa me chamava a atenção, o tapa olho estava bem próximo do lago, havia se afastado para me evitar e de tão concentrado na batalha nem havia percebido onde tinha ido parar. Meu sorriso aumentava, ficando novamente tão sádico quanto no início da luta, estava determinada a sair como a vencedora de todo aquele confronto, e viver como uma verdadeira pirata deve viver.

– Muito bem Eygon. Vamos ver quanto tempo você consegue continuar fugindo.

Ao final daquela frase eu começaria a avançar novamente contra o espadachim, colocando a minha katana a frente do corpo para que esta chamasse sua atenção, mas tomaria o cuidado de manter sempre a minha mão esquerda próxima da bainha da espada enquanto a soltava aos poucos. Ao me aproximar usaria a katana para tentar um corte diagonal da direita para a esquerda e de cima para baixo, mirando no tronco do caolho. Não esperava que aquele ataque acertasse, eu esperava que ele tentasse evita-lo de algum modo, e seria aí que começaria a minha verdadeira estratégia. Caso Eygon bloqueasse o ataque, eu pegaria a bainha da espada e a levaria diretamente contra o maxilar do inimigo, tentando desestabilizá-lo. Logo em seguida eu tentaria me aproveitar da possível distração causada no inimigo para tentar atingi-lo com uma estocada da katana mirando no ombro do braço com que este segurava a katana. Em seguida tentaria usar a bainha para atingir a parte de trás do joelho esquerdo do inimigo, usando em seguida o meu joelho para atingir a sua região intima e tentando finalizar com um corte horizontal mirando em seu tórax, e em seguida tentaria dar um “tronco” em seu corpo, tentando jogá-lo no lago.

Caso ele tentasse se esquivar do primeiro ataque da minha katana, tentaria usar a bainha para ataca-lo em sua rota de esquiva, mirando sua cabeça ou sua barriga (o que estivesse mais próximo). Dando certo, logo em seguida eu tentaria acertar Eygon com um corte horizontal da direita para a esquerda mirando seu peito, seguido de outro golpe com a bainha da espada mirando seu estômago. Em sequência eu tentaria atingi-lo com um chute do meu pé direito em seu joelho esquerdo, e tentaria finalizar com um “tronco” tentando empurrá-lo na direção do lago.

Caso o inimigo tentasse me atacar em algum momento antes, após ou durante o meu ataque (não dando tempo para que eu execute meus movimentos), eu tentaria me defender e continuar contra-atacando sempre que possível, para que ao menos pudesse deixa-lo ainda mais cansado. No caso de golpes verticais ou em linha reta (como estocadas) eu tentaria mover-me para um dos lados a fim de me esquivar e se necessário tentaria ainda colocar a katana a frente do ataque para pará-lo. Juntamente dos meus movimentos de esquiva e bloqueio eu tentaria contra-atacar com a bainha, tentando usá-la para golpear os dedos da mão com que o inimigo segurava a espada. Em seguida tentaria usar a espada para tentar contra-atacar com um corte vertical de baixo para cima mirando no olho bom do adversário.

Se Eygon tentasse algum golpe horizontal eu tentaria bloqueá-lo com a espada em vertical ao mesmo tempo em que tentaria usar a bainha da katana para atingir o queixo do caolho. Logo em seguida me aproveitaria do golpe para tentar atingir o adversário com um chute de minha perna esquerda mirando o seu joelho direito, e por ultimo tentaria atingi-lo com uma estocada mirando em seu tórax. Por ultimo, no caso do inimigo tentar me atingir com um golpe em diagonal eu tentaria bloqueá-lo com a katana posicionada na diagonal oposta e ao mesmo tempo tentaria usar a bainha da espada para atingir o seu pescoço. Com o bloqueio bem sucedido eu tentaria empurrá-lo para a direção do lago com minha espada e em seguida tentaria atingi-lo com um corte diagonal de cima para baixo e da esquerda para a direita que atingisse o inimigo de seu ombro até a cintura.
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyQua 04 Maio 2016, 02:39


Leon Strongheart

Bring him Down




Veja bem, posso afirmar com franqueza que o momento que mais me sinto vivo e livre, é quando entro em uma luta com um oponente poderoso, alguém que tenho que superar e que me leva aos limites, minha alma incendeia quando isso acontece e dor, cansaço, emoção, alimentam essa chama que existe dentro de mim. Porém, por trás dessa chama a algo que não consigo controlar e por isso, para mim também é um dos momentos mais complicados da definição de minha existência, que vaga entre uma linha tênue separando a razão e o controle, da fúria e destruição, se não tomar cuidado aquela chama pode queimar tudo e ao despertar desse estado, não posso nem imaginar o que pode ter acontecido.

Dito isso, pararei de pestanejar, pois em minha frente um oponente desses se elevava, um guerreiro que expunha no metal, todos os desafios enfrentados em seu caminho. Em minha barriga eu tinha apenas minha primeira marca, porém Baldur tratou de me criar para enfrentar e viver por momentos como esse e a semelhança da aura de um grande guerreiro que Royce emanava enchia meu peito com o furor. Pude perceber que meus socos rápidos contra seu elmo realmente não passavam de lufadas da maresia na cara de um marinheiro, porém seu propósito foi cumprido e a abertura para o ataque contra sua perna foi possível. Ele resistiu assim como eu tive de lidar com aquele chute que de tamanha força que me tirou o ar dos pulmões e me jogou para trás, mas ele agora teria de lidar com o metal que provava sua carne. Não tive tempo nem ao menos para poder pensar que havia conseguido uma vantagem naquele embate e recuperar o ar arfando forte, que já vi aquela espada enorme em meu encalço, não tinha tempo de escapar daquele golpe ileso, poderia ser mortal e no melhor dos casos, de o ferimento não me matar, liberar a besta por trás da chama em meu coração, porém não era agora que me aproximaria dos deuses e do salão de eterna batalha, a lâmina estava sem fio.

Esse fato não tornava essa arma menos perigosa, já ouviu falar dos machados sem fio que cortam na base da força e peso? Pois é, poderia ser o caso dessa espada no caso de um golpe realmente bem dado e para dificultar meu oponente era bom na arte da esgrima, aquele golpe parecia o corte de um espadachim empunhando uma clava de guerra. A pancada foi tão forte que mais uma vez fui parar longe e agora levantar foi pesaroso - Aaargh! - Urraria levando a mão não afetada até o ombro, doía imensamente, mas em um combate não se deve manter caído e mesmo que cambaleando me levantaria.

Ao que podia perceber Edgar lutava também, a sua maneira diferenciada, mas lutava bravamente. Só não entendia por que diabos ele gostava tanto de atear fogo as coisas!!! Porém a situação dele estava bem pior que a minha e eu não podia demorar muito para agir, mesmo esperando que ele tentasse se desvencilhar do agarrão ao colarinho e a espada que descia faminta para mandá-lo ao encontro de seu deus, eu não podia ficar parado. Cerraria os dentes e tentaria não deixar a dor me atrapalhar, além de ter de salvar um companheiro, aquilo era um oportunidade única naquela batalha, a meus olhos, Royce estava todo aberto e mesmo protegido pela armadura, era minha chance de devolver algumas pancadas. Disparei, disparei como se fosse eu que estivesse na frente daquele golpe, como se corresse para me salvar e a toda minha velocidade eu flanquearia os dois, para o lado contrário ao que Royce segurava Edgar. Procurava evitar as chamas e ficar atento também a possível investida dele contra mim, usando de minha mobilidade para esquivar e me colocar na melhor posição possível. Com o alcance, não perderia muito tempo e já pendulando, fazendo a força se acumular com o movimento sincronizado de pernas, quadril e corpo, percorrendo o caminho doto até o punho, desferiria o upper mais forte que conseguisse contra a parte da armadura que protegia a costela, provavelmente não lhe causaria tanto dano, talvez nem ao menos chegasse a marcar o metal, mas esperava que conseguisse juntar força e peso em meu golpe, suficiente para projetá-lo sobre a perna ferida, aquele era seu ponto fraco no momento e fazê-lo fraquejar sobre ele, seria um grande triunfo.
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Após o golpe, se ele ainda não fosse ao chão, tomando cuidado para poder escapar de sua retalhação, que certamente viria uma vez que toda vez que eu o acertava, ele tratava de me responder a altura, eu evitaria o possível golpe tentando tirar meu corpo da área de ação ao mesmo tempo em que chutaria a junta de seu joelho bom, com a sola do pé para colocar meu peso contra o membro dele tentando, novamente, se não trazê-lo ao chão, fazer que ficasse mais baixo e seguiria o chute com outro soco poderoso na arte do boxe, que usa todo o balanço e envergadura para torná-lo mais forte, de envergadura eu também o tinha nesse caso e desferiria o cruzado com toda força onde outrora eu havia amaçado o elmo, se fosse preciso eu amassaria aquele elmo até ele não caber mais na própria cabeça de Royce e mesmo que ele não se machucasse eu ia fazer seu mundo balançar. Eu estava disposto a trocar esse golpe com o homem, tão perto seria difícil usar aquela espada para me dar um golpe fatal, ainda mais depois de estar atacando Edgar, então mediria força com ele agora, soltando esse golpe mesmo que ele viesse com uma pancada para esse embate, poderia levar o golpe, provavelmente aquilo aconteceria, mas eu o acertaria em cheio liberando toda a dor e raiva do momento.

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Após meus golpes, com todo o ambiente que Edgar estava montando e seus ataques imprevisíveis e tortuosos dele a meus olhos, eu não podia me dar ao luxo de ficar perto de Royce e voltaria me afastar do homem, para não ser pego em fogo cruzado.


Post: 010~ Rename: -X- ~ Location: Miscqueot Island - North Blue 

Notes: •Ganho: Perícia Costura
•Perda: -20.000 berris
• Vício: 8/10
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• Isqueiro: 8 usos

Legenda: -falas-
"pensamentos"

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyQui 05 Maio 2016, 18:28

A luta estava em seu ápice. Todos os combatentes haviam sido prejudicados: seja socos, chutes, golpes de espada, cansaço, ou até mesmo perigo de vida. A batalha com certeza possuía seu preço; mas quem sairia no lucro? Isto só poderia ser descoberto com o desenrolar da luta. A mansão de madeira começava a ser engolida pelas chamas, que se espalhavam pouco a pouco pela grama da paisagem. O incêndio seria enorme, se não fosse contido.

Em meio ao fogo, Sir Alonne segurava firmemente o colarinho do padre, e erguia sua arma para o golpe final. Edgar fechava seus olhos, quase aceitando o destino que Deus lhe havia imposto. Mas algo havia o motivado a lutar. E Leon ainda não havia tombado, tanta era sua determinação. O contra-ataque começou a se desenrolar. O padre se liberou do punho do cavaleiro, e, surpreendendo todos, correu sobre a espada. Era um movimento ligeiro, e Sir Alonne não se moveu por alguns segundos: provavelmente estava boquiaberto atrás daquele elmo.

Mas ele não possuía muito tempo para observar Edgar; logo, Leon chegou pertíssimo do cavaleiro, e socou com toda sua força sobre a couraça de seu inimigo. Pela primeira vez, Sir Alonne fraquejou. Ele não absorveu o golpe como se fosse nada, mas teve de dar um passo para trás, trocando a perna de apoio. O ruivo pôde ouvir um grunhido baixo de dor vindo do interior do elmo, o que era estranhamente satisfatório. Enquanto isso, o padre repetia o movimento anterior, se balançando sobre o lustre. Ele estava prestes a usar o fogo novamente.

Sob Edgar, Sir Alonne não tinha tempo nenhum de olhar para cima. Leon preparava mais um golpe sobre seu elmo, e o soco atingiu o metal com força, fazendo um som alto retinir no salão incandescente. Parecia que o cavaleiro estava mais fraco; os golpes de Leon finalmente pareciam surtir algum efeito. A cabeça de seu inimigo foi para trás, como se ele houvesse realmente sentido a dor. Mas esta impressão durou pouco. Enquanto Leon recuava, tentando ficar a uma distância, segura, o cavaleiro perseguiu-o, golpeando com sua espada sem fio na perna do ruivo. Este caiu no chão com um baque, sentindo seu joelho direito latejar.

O padre terminava seu plano, derrubando o lustre sobre o cavaleiro. Várias velas grudaram sobre seu elmo, a cera quente escorrendo e praticamente cobrindo o metal inteiro. O calor dentro da armadura, e do cérebro de Alonne, devido às provocações, deveria estar fervendo. Nem um homem orgulhoso como aquele poderia aguentar tal inferno. Ele retirou o elmo, finalmente revelando seu rosto. Seus cabelos eram de um loiro quase branco, como se o tempo houvesse apagado seu brilho. A face era coberta de cicatrizes, o nariz, quebrado, a pele, em carne viva. Era um guerreiro que havia passado por mil batalhas.

Edgar havia aterrissado sobre o chão, e, antes que ele consiga se reerguer, a enorme mão de Sir Alonne o agarrou firmemente. Ele aproximou seu rosto do padre, e este pôde ver seus olhos aterrorizantes: eles eram de uma cor alaranjada, como o por do sol que reluzia sobre sua armadura. O olhar sem vida do cavaleiro parecia penetrar no mais profundo da alma de Edgar, e o congelaram completamente. Sua voz retumbante vibrou as paredes da mansão, e pareceu por um momento ter parado as chamas.

Você me depravou de meu elmo; meu orgulho. Um padre, não é? Nada mais justo que você passar pelo inferno para expurgar seus pecados.

O elmo coberto de cera fervente se aproximava do rosto do religioso, que sofreu uma dor incrível, nunca antes provada. O calor intenso queimava sua testa, e parecia alcançar o consciente do padre. Ele logo foi jogado ao chão, o elmo ao seu lado, e lá ficou, de joelhos. Sir Alonne apenas virou suas costas para o expurgado, e caminhou em direção de Leon, que em pouco tempo estaria rodeado de chamas.

Fora da mansão, a luta não era menos intensa. Eygon não havia percebido a presença do lago justo atrás dele; e aquilo seria a oportunidade perfeita para que Ada se desse melhor. A primeira investida foi dela, que tentou cortar o peito de seu adversário. Como esperado, o golpe não teve sucesso, com uma esquiva ágil para o lado. Ada já esperava por este movimento, e golpeou com a bainha no rosto de seu adversário, que curvou sua cabeça para o lado com o impacto. Logo em seguida, o caolho tentou cortar a cabeça da mulher em dois; mas o golpe foi bloqueado, e ela contra-atacou com três, todos desviados com graça. Mas ela logo mudou sua sequencia, e começou a atacar rapidamente, mal dando tempo para que o cansado Eygon respirasse. Mas, um momento, Ada sentiu o impacto de sua sola do pé atingindo o joelho do caolho, que fraquejou. Foi então muito simples dar um tranco sobre ele e derrubá-lo no lago. Se não fosse por aquilo, o ataque teria sido perfeito.

Quando os corpos se colidiram, e Eygon começou a sentir os respingos de água em suas costas, ele teve uma ideia. Uma ideia que complicaria muito com a vida de Ada. Os dois colados um ao outro, o caolho envolveu Ada com seus braços, puxando-a consigo dentro do lago. Os dois caíram, entrando nas águas estranhamente profundas. Lá, a mulher continuou enroscada com o espadachim. Este claramente tentava fazê-la desmaiar, tentando aproximar seus dedos de sua garganta. Do canto do olho, no meio daquela confusão, Ada pôde ver de soslaio a silhueta. Era um crocodilo, algo bem incomum, que se aproximava dos dois combatentes.

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptySex 06 Maio 2016, 11:18


   






Já que está no inferno, dance com o diabo...



A cera quente cobria sua pele, enquanto era esfregada através de sua testa. Sentia todas as células epidérmicas de sua testa sendo incineradas, e, naquela imensidão laranja composta por chamas e fumaça, um pouco mais de calor em contato direto com seu corpo não era apenas um pouco mais de calor, mas a intensificação de todo o calor ao seu redor. E a concentração dessa intensificação. Quando percebeu, estava de joelhos no chão. Nem mesmo percebeu quando o ar aquecido começou a escapar como vapor de sua garganta seca, através dos seus lábios quebrados. E tudo virou uma escuridão laranja e retorcida em um blur, conforme seus olhos se reviravam dentro das órbitas, desesperadamente.

- AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!! - Suas pernas se contorciam para os lados, ainda de joelhos, e seu corpo inteiro tombou para a frente, o obrigando a colocar as mãos no chão para não cair de cara. A cera quente grudada em sua pele, aquecida ainda mais pelo calor ao seu redor, junto com a dor cálida do seu couro preso a uma massa incandescente, que não se enrijecia para que ele pudesse removê-la por causa do calor ao redor... A sensação era simplesmente de agonia. Expurgação era a palavra correta para o que ele estava passando. E toda aquela dor agoniante e excruciante, e o fato de estar despejado em um inferno sem qualquer perspectiva de saída....

.....Era como estar de volta à infância.

Nem mais, nem menos. Através de oito anos, sua vida fora simplesmente dor e agonia, exatamente como cera quente sendo aquecida por uma casa em chamas sobre sua testa. A única diferença, é que toda aquela dor havia sido distribuída ao longo dos anos, sempre uma coisa incomodando sua mente, sempre o vapor acumulado em sua barriga o lembrando da fome, sempre a eterna falta de perspectiva. Lembrou-se de um por um, de cada um dos seus assaltos. E então, de quando a fome o fez virar Carrasco, lembrou-se da exata variação de peso da espada conforme cortava a cabeça das pessoas ardendo em sua cabeça mais uma vez. E, quando virou Padre, e assistiu-se contando para uma platéia de pessoas uma sorte de mentiras em que nem ele acreditava, sentia sua garganta ressecada e cansada.

Era exatamente como toda a sua vida, e era também como estar em casa. Pois desde sempre havia sido o inferno para ele. E todos os erros que havia cometido, de certa forma, haviam sido graças às condições em que estava. Caso não fosse Carrasco, poderia ser qualquer um de seus antigos companheiros ladrões mortos por ele. E, naquele momento, sentindo novamente toda aquela dor, enquanto arfava de quatro rodeado pelo farfalhar das chamas, ele perceberia que havia acabado de ser curado por Sir Royce. Seria liberto de todos os seus arrependimentos e ressentimentos, e de todo o ódio de si mesmo. Toda aquela dor permitiria que Edgar se compreendesse, e, por fim, se perdoasse. Não era culpado por nada do que havia feito, e o retorno de toda a dor o faria lembrar-se disso.

Observava Sir Royce caminhando na direção de Leon, que estaria rodeado pelas chamas. Ele estava de costas e sem o elmo. Toda a dor concentrada na sua testa o impeliria a um sentimento raivoso: E se ele saltasse sobre aquela figura sem elmo e com a nuca exposta, e enfiasse a katana nele, torcendo ela dentro de sua pele e ossos até que ela o atravessasse, o obrigando a morrer afogado no próprio sangue?

Sacaria a katana, a segurando com uma mão. Com a outra mão e um dos joelhos, levantaria-se, ainda sentindo toda aquela dor na testa o colocar para a frente...

'' - Sir Montblanc Royce... - Diria mentalmente, com um dos olhos fechados e o outro aberto, sentindo a cera quente fazendo sua pele berrar em socorro e vingança. Mas, conforme levaria a segunda mão até a katana, suas mãos gritariam de volta um sonoro e lento ''não''... Pois, toda a sua vida, ele fora ninguém. E agora que finalmente se sentia perdoado, e tinha controle sobre todo aquele inferno graças ao Onismo, ele poderia segurar sua katana como Edgar Murphy e fazer uma escolha. ....Muito obrigado.'' - Mentalizaria mais uma vez, colocando a segunda mão na katana.

Com a katana na frente do corpo e apontada para o oponente de costas, na posição mais comum de um espadachim, ele encararia Sir Royce.

- SIR MONTBLANC ROYCE... - Gritaria aquele nome ao invés de Sir Alonne, de forma a trazer à tona um fantasma dele da mesma forma que ele havia trazido os seus. Uma forma de fazê-lo se virar e prestar atenção em si. - EU TE DESAFIO PARA UM DUELO. UM CONTRA UM. O VENCEDOR DEFINE O DESTINO DO PERDEDOR...

Aquele era um convite que, pela experiência que Edgar havia tido com Sr Alonne, sabia que seria irrecusável. E, além disto, uma forma de ganhar tempo para Leon. Caso o oponente concordasse, como ele acreditava que faria, diria para Leon:

- Vá ajudar a Ada, Leon. Eu resolvo daqui pra frente. - Diria mentindo. Aquela era a sua forma de fazer Leon sair do combate e ficar seguro do lado de fora, sem realmente ofender sua honra de guerreiro.

Conforme caminharia na direção do oponente que provavelmente estaria imerso em fúria, teria o pensamento que embasaria todo o seu plano de combate: ''Se o calor de fora já seria o suficiente para fazer alguém desmaiar usando uma armadura... E quanto ao calor de fora junto com seu elevado calor corporal após se cansar em um combate?''

E já que estava no inferno, dançaria com o demônio. Mas não lutaria, não. A melhor forma de vencê-lo seria fazendo-o suar enquanto se movimentava, sem nunca arriscar atacá-lo. Venceria aquele combate 100% no modo de defesa. Literalmente dançando.

Entraria no alcance da arma do oponente, mas de forma que ainda estivesse seguro na distância, e o encararia.

- O que foi? Está com medo que eu te vença e que você seja exilado maisss uma vez? - O provocaria, a fim de fazê-lo atacar.

Estaria atento aos pés, às mãos, à cabeça, e principalmente à espada do oponente. Estaria preparado para receber qualquer ataque que viesse dele, e não apenas aqueles que ele faria com a katana. Já havia visto ele usar as mãos e os pés enquanto lutava mais de uma vez, e aquela era outra vantagem que Edgar Murphy possuía: O oponente nunca o havia visto lutar, mas ele já havia visto o oponente lutar.

Caso o oponente o atacasse com um ataque vertical, Edgar saltaria ou correria para um dos lados, de forma a se esquivar do golpe. Caso os lados estivessem bloqueados por algo, daria um salto para trás, mas apenas em último caso, e usando de toda a sua habilidade acrobata para dar o salto mais longe o possível, embora que raso.

Caso o oponente o atacasse com um golpe horizontal, se lançaria ao chão e faria um rolamento, de forma a passar por baixo do ataque. Mas, caso o ataque fosse um horizontal com pouquíssima altura, Edgar usaria suas habilidades acrobáticas para dar uma cambalhota por sobre o ataque, caindo em pé de forma segura. Se o ataque fosse horizontal, mas ao mesmo tempo frontal, faria um rolamento de costas para um dos lados, de forma a se esquivar do golpe e enquanto passaria por baixo dele.

Se o oponente tentasse atacá-lo com um ataque diagonal, Edgar saltaria para o lado de forma a se esquivar do ataque, saltando quantas vezes fossem necessárias para sair do alcance da arma.

Uma vez tendo se esquivado dos ataques, retornaria à área de alcance da arma, como se estivesse prestes a atacar o oponente mais uma vez. Mas, apenas para fazer com que o oponente o atacasse mais uma vez, e ele pudesse se esquivar de mais um golpe. A todo momento estaria atento às chamas, a fim de não pisar nelas, e, caso em algum momento, estivesse encurralado entre as chamas e algum ataque do oponente, correria na direção do ataque e saltaria na direção dele, apoiando a espada sobre o ataque e dando uma cambalhota por cima do mesmo com o auxílio da arma.

Caso o oponente tentasse agarrá-lo mais uma vez, faria a mesma coisa: Correria na direção do agarrão e usaria a espada para se apoiar sobre o ataque, dando uma cambalhota sobre o mesmo.

Repetiria as ações de esquiva e de defesa até ver que o oponente estava suando e em seu limite, até chegar naquele ponto em que sua experiência em combate lhe diria que o oponente poderia desmaiar a qualquer momento com o calor e o cansaço. Neste ponto, correria na direção da porta de saída e diria:

- BEM.... AGORA EU POSSO VER POR QUE NÃO MERECERIA SER REI DE LVNEEL, E POR QUE VOCÊ ESTÁ AMALDIÇOADO ATÉ O FIM DE SUA VIDA COM O FARDO DE NÃO TER UM SANGUE SAGRADO O SUFICIENTE... MAIS SAGRADO QUE O DE AZRAEL... VOCÊ É SIMPLESMENTE ALGUÉM FRACO, QUE NÃO CONSEGUE NEM MESMO VENCER UM GUERREIRO COM METADE DO SEU TAMANHO, E QUE SEQUER TENTOU ATACÁ-LO... VOCÊ FOI EXILADO DE LVNEEL, ROYCE MONTBLANC, E EM BREVE PERDERÁ TODO O SEU REINO AQUI EM MICQUEOT... E ISSO TUDO PORQUE VOCÊ É FRACO!! - Berraria, a fim de fazê-lo se irritar e pô-lo no seu limite. - VOCÊ SEQUER MERECE O MEU ATAQUE DE MISERICÓRDIAA...

Se estivesse correto, a forma como aquele homem demonstrou ser arrogante até aquele momento, faria com que ele corresse com tudo na direção de Edgar. Neste momento, Edgar esperaria até que ele estivesse perto o suficiente para correr na direção das chamas que tapavam a saída, mas, antes que alcançasse as chamas, e de forma a, talvez, estar em um dos pontos cegos do inimigo, daria um rolamento para trás, passando por debaixo das pernas do mesmo, o fazendo achar que estava perseguindo Edgar, de forma a correr até fora da casa indo atrás dele. Seu objetivo seria fazer o oponente correr com a armadura através de um mar de chamas até o lado de fora da casa, procurando por Edgar. Sendo que Edgar estaria o tempo inteiro atrás dele, parado.

Assim que o oponente atravessasse todo aquele caminho, e passasse por ainda mais calor, ele muito provavelmente desmaiaria do lado de fora da casa. Ou estaria tão cansado que estaria quase derrotado.

Edgar apostaria tudo em dois fatos: O primeiro é de que o oponente relutou em tirar o elmo até mesmo com ele queimando sua cabeça, o que revelava o quanto ele era orgulhoso com a armadura e evitava tirá-la. E o segundo fato é o de que o oponente era tão orgulhoso, que sua raiva poderia fazê-lo até mesmo perseguir Edgar através do fogo.

Caso tudo tivesse ocorrido dentro dos conformes, Edgar guardaria a katana e correria na direção das escadas, saltando por cima qualquer chama que aparecesse em seu caminho usando sua acrobacia, a fim de chegar até a parte de cima da casa, de onde procuraria alguma janela de onde pudesse pular fazendo um rolamento com a sua acrobacia, de forma a diminuir o impacto.






               
-

               











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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptySeg 09 Maio 2016, 22:59


Leon Strongheart

Bring him Down II




O chão veio rápido ao encontro de meu corpo, ou o contrário, o golpe de Royce havia sido forte o bastante para me tombar daquele jeito e agora meu joelho latejava, estaria ele devolvendo o ferimento em sua perna? Não... aquilo estava mais para ironia do destino. Porém aquela dor, aquela dificuldade que senti enquanto me colocaria de pé para evitar ser consumido pelas chamas, aquilo só mostrava o quanto aquela batalha estava rumando a seu fim. O palco estava realmente formado, tomado pelas chamas, pelo calor, tudo minuciosamente preparado para este ato principal, até mesmo a agonia que o grande homem causara a Edgar, era um dos detalhes cruciais para findar tudo ali.

Não me deixaria abater ali... não por uma dor como aquela... não com ele vindo até mim... não com aquela chance de socá-lo desprotegido de seu elmo. Não. Ignorando a dor, me colocaria de pé, levaria os braços a frente e fitaria nos olhos daquele homem, ele tinha meu respeito, era um guerreiro de verdade e tenho certeza que se o caso fosse outro, poderia ficar horas ouvindo sobre suas batalhas em frente a uma fogueira, assim como fazia com Baldur e seus guerreiros. Porém, hoje cabia a meus punhos o levarem para essa derrota e com tudo preparado estava na hora de dar o show que os deuses estão esperando.

- Vamos terminar logo com isso! - Disse com um sorriso quando comecei a ir em direção dele também. Faria isso tomando cuidado, com passos devagar observando ele e ganhando um segundo para me preparar realmente para lutar independente da dor que sentia. Novamente queria encurtar a distância, pois isso me dava vantagem contra sua imponente arma, porém dessa vez não tinha um momento tão oportuno como tive enquanto ele focava Edgar, então ao me aproximar me concentraria em criar essa oportunidade, esperava e ansiava por ela, para poder finalmente descarregar tudo o que tinha nesses próximos ataques. Por isso estava preparado para poder me esquivar de um golpe do homem, procurando me posicionar da melhor maneira, me esquivar não me afastando, mas me aproximando, usando do próprio golpe do homem para começar os meus.

Assim que percebesse uma brecha, o momento que eu esperava, seja com ele me atacando ou por qualquer outro fator adverso, eu avançaria trazendo o todo o peso que carregava em meus punhos, o peso de meus sonhos, de meus novos companheiros, o peso de minha família e de meu antigo fracasso que levaram Baldur a me jogar nesse mar gelado para me tornar um verdadeiro homem. - AAAAAAARRRRRRRG!-Rugia enquanto brandia o primeiro soco, cruzado de esquerda, apertava o punho com tamanha força que eu mesmo me machucando com a unha afundando na própria carne dos dedos, a esse ponto eu dava cada golpe como se fosse o último. - AAAAAARRRRRRG!- Urrava com o segundo golpe, um cruzado de direita, um golpe igual ao anterior, porém espelhado para que seu cérebro balançasse o mais forte que eu pudesse causar.



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E finalmente, o ápice do momento vinha no calor desse último golpe por vir, mal acabara o cruzado de direita e já dava um passo para trás pisando forte contra o chão, reunia tudo que tinha, toda a força que alcançava transbordando por minha musculatura e foi nessa hora que aqueles momentos únicos na vida de um guerreiro, aconteceu comigo, tudo que havia vivido me levou aquele momento, e por um segundo tudo parecia correr de vagar, a dança das chamas, minha respiração, as batidas em meu peito e foi assim que parti com meu golpe mais forte, novamente contra sua cara, só que agora sem ter metal para amassar...



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- Dairyu no Tekken!! - E mais uma vez eu alçaria voo em direção de meu inimigo, o momento do tudo ou nada, onde não há mais volta e como o disparo de uma arma socaria o que esperava ser o meu ultimo golpe naquele confronto. Esse era meu tributo para os deuses, a oferenda mais sincera que poderia fazer e em honra a Royce, aquele golpe eu buscava ser sua passagem de entrada para Valhalla, se fosse sua hora assim seria, mas não seria maior honra para alguém como ele, meu maior ato de respeito com um inimigo.


Post: 011~ Rename: -X- ~ Location: Miscqueot Island - North Blue 

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•Perda: -20.000 berris
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• Isqueiro: 8 usos

Legenda: -falas-
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptySeg 09 Maio 2016, 23:53

Tudo estava dando certo, a troca de golpes continuava a acontecer e a cada novo ataque eu percebia o adversário ainda mais cansado. Finalmente sentia meu pé acertando seu joelho, e percebia que estava na hora de dar o golpe final naquela luta. Sorria, o mesmo sorriso sádico de antes. Não demorava para que meu corpo se jogasse contra o corpo do adversário e ele começasse a cair na direção da água. Tudo teria dado certo, mas Eygon queria divertir por mais algum tempo...

”Desgraçado!”

Só poderia pensar em dizer aquilo, pois naquele momento tudo o que podia fazer era prender a respiração e esperar que estivesse embaixo d’água. E em poucos segundos eu ficava submersa, sentia a água gelada daquele lago nortenho tocar a minha pele e eriçar os poucos pelos que ainda restavam em meu corpo. Dia bom para um mergulho... Se eu não estivesse no mais frio dos quatro Blues. Aquela sensação, o frio que tocava meu corpo, era o suficiente para que eu começasse a perder o controle do corpo. Aos poucos a mudança de temperatura fazia com que as coisas ficassem mais escuras e logo não era mais eu no controle daquele corpo...
Primeira Personalidade

Eu estava de volta no comando. Vamos pontuar o que estava acontecendo, tudo bem? Em primeiro lugar eu estou congelando novamente, mas desta vez, ainda estou molhada só para completar. O meu cabelo? Encharcado. Tudo bem que eu estava no meio de uma luta, mas qual a maldita necessidade daquilo? Agora eu teria que gastar horas penteando de novo, e não teria tempo para fazer isso enquanto estivesse nessa ilha. Minha vontade? Eu queria xingar o maldito caolho até que eu ficasse sem voz, mas infelizmente eu também não podia fazer isso sem me afogar.

”E não se esqueça do dentuço ali.”

Ahhh, claro. Pra completar, tem um maldito crocodilo embaixo d’água louco para conseguir um pedacinho de mim. Más notícias largatão, você não vai conseguir. Mas posso te dar um bom tira-gosto com um tapa-olho de brinde. A raiva poderia ser vista em meu rosto por alguém que enxergasse bem debaixo d’água. Estava determinada a acabar com aquilo, mas o que fazer? Meus golpes não teriam o mesmo efeito ali embaixo e o maldito Eygon estava fazendo de tudo para acabar comigo ali, eu precisava responder a altura. Naquele ambiente, a única coisa que poderia realmente ferir aquele homem seria...

”O crocodilo!”

Sim, eu deveria arriscar e usar a criatura a meu favor. Mas primeiro deveria garantir que o caolho não conseguiria me fazer desmaiar, pois se conseguisse, com toda a certeza seria o meu fim. Soltaria a bainha da espada da mão esquerda e usaria esta mão para segurar os dedos do caolho que iam em direção a minha garganta. Tentaria usar a espada para dar uma estocada mirando o inimigo, tentando atingir sua perna. O objetivo ali era simplesmente fazê-lo sangrar, limitar sua movimentação embaixo d'água e talvez atrair a criatura para ele. Neste momento, eu sorria. Era como se naquela situação de necessidade eu e a outra estivéssemos compartilhando o corpo ao mesmo tempo. Tinha sentimentos que nunca antes havia experimentado, sabia que não eram meus. Mas ao mesmo tempo, ainda sentia que era eu no comando daquele corpo.

”Vamos lá amiguinho... Está na hora do lanche.”

Nesse momento apenas tentaria segurar a mão de Eygon e mantê-lo distante. Soltaria a espada também, e usaria ambas as mãos para tentar me desvencilhar das do inimigo. Caso conseguisse me libertar eu usaria a perna direita para chutar a empunhadura de minha espada, tentando afundá-la ainda mais na perna do inimigo. Me aproveitaria do chute para dar um impulso e começar a nada para longe do crocodilo, indo em direção a margem para que pudesse sair da água assim que possível. Pretendia limitar a movimentação do inimigo e deixá-lo para trás para que ele pudesse ser o único alvo do habitante daquelas águas.

Na possibilidade de Eygon tentar impedir minha fuga segurando alguma parte de meu corpo, eu tentaria dar um soco ou chute (o que estivesse mais fácil de ser executado) mirando sua cabeça e tentando usar seu corpo como impulso para que eu pudesse nadar ainda mais rápido. Golpearia quantas vezes fossem necessárias, e assim que fosse solta voltaria a nadar para fora daquele lago.

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyTer 10 Maio 2016, 21:17

A batalha havia atingido seu clímax. Sir Alonne, o honrado cavaleiro despido de seu elmo, Edgar, expurgado pela força, Leon, seu sangue fervente pela luta, Ada e Eygon, lutando pela sobrevivência. Todos eles corriam perigo de vida a todo momento, mas nenhum fraquejou ou hesitou. Até mesmo rodeados pelo inferno, ou afogados, ninguém sequer pensou em desistir. Isto é a verdadeira honra do guerreiro. Uma batalha como aquela poderia ser recordada por anos em cantigas e contos, um  exemplo de luta.

O enorme cavaleiro avançava sobre Leon, seus passos irregulares retumbando pela sala em brasas. O ruivo, apesar de toda a dor, conseguiu se reerguer, novamente com a guarda levantada, e encarou os olhos alaranjados do guerreiro. Havia apenas um sinal de vida dentro deles, algo muito distante. E a batalha prosseguiu. Assim que Sir Alonne ergueu sua espada, Leon agilmente correu para sua frente, grudando em seu adversário, e socou seu rosto duas vezes; desta vez, os golpes pareciam ter impacto. A cabeça do cavaleiro ia para trás, mas seu corpo permanecia em uma posição impecável. Após a série, Leon pulou para trás, e começou a preparar novamente sua técnica mais forte. Sem dúvidas, agora ela teria um efeito muito maior. A cabeça estava descoberta, e o golpe deveria ser devastador.

Logo, Leon começou a voar em direção de seu inimigo. Focado completamente, aquele golpe seria seu trunfo. Mas Sir Alonne não deixaria o ataque vir tão fácil. Ele também preparava alguma técnica, e sua espada se ergueu. Ele a rodou uma, duas, três vezes, até que ele começou a se lançar em direção do ruivo. Os dois se atiravam um contra o outro, investindo de uma maneira que as defesas eram ignoradas. Por um momento, os dois ficaram no ar, se encarando, até que o choque ocorreu.

Edgar, que estava se recuperando do choque, mal conseguiu perceber o que aconteceu. Tudo que ele pôde ver foi que Sir Alonne deslizou pelo salão inteiro, arrancando lascas enorme do piso, até bater com força sobre a parede de madeira, e ficar escondido pelas fumaça. Do outro lado, o religioso viu apenas Leon voando para fora da mansão, como uma bola de canhão.

Se o choque for analisado mais atentamente, pode se ver que ninguém teve vantagem. Os dois golpes atingiram seus alvos ao mesmo tempo; o soco de Leon acertou o rosto do cavaleiro com força, amassando sua bochecha e jogando-o para trás. Enquanto isso, a espada de Sir Alonne golpeou o peito do boxeador, que foi propulsado para fora da mansão, tanto era o impacto.

Edgar se reergueu neste momento, recuperado daquele dano moral, e se virou para a silhueta do cavaleiro. Ao ouvir seu nome, o enorme guerreiro deu um passo a frente, destacando-se da fumaça. A menção de seu real nome pareceu fazer seus olhos se viraram para o céu, como uma súplica a Deus. Mas o convite para um duelo foi tudo que ele precisava para se alegrar. Seus olhos pareceram ter retomado o brilho, e ele esboçou um sorriso. Seu rosto, apesar de estar cansado, sangrento, e repleto de cicatrizes, estava radiante.

Ele logo se aproximou de Edgar, e os dois começaram a dançar em meio às chamas. De fora da luta, poderia se ver apenas duas silhuetas lutando agilmente, graciosamente, pelas chamas. A arma de Sir Alonne raspava no corpo do padre várias vezes, mas este sempre conseguia desviar do golpe, e entretinha uma batalha sem pausas, estranhamente bela. As chamas se apertavam sobre o duelo, e faziam a armadura e espada do cavaleiro reluzirem, assim como seus olhos, que brilhavam como nunca. Aquela luta satisfazia Sir Alonne, e ele parecia estar feliz com aquele combate. A noite já havia caído, mas o tempo não se move no inferno.

Aquela dança quase artística durou no mínimo meia-hora, até que o corpo do cavaleiro começou a fraquejar, assim como os pilares da mansão. O fogo os havia escalado, e, pouco a pouco, o teto começou a ruir. Foi neste momento que o padre decidiu encerrar a luta. Ele correu em direção das escadas, pulando as enormes labaredas que bloqueavam seu caminho, deixando Sir Alonne para trás. Edgar gritava provocações, mas elas de nada serviam contra o cavaleiro. Por aquele duelo, ele parecia ter encontrado a paz consigo mesmo; como ato final, o guerreiro abriu um sorriso cansado, e moveu seus lábios, formando as palavras: "Obrigado".

O religioso então fugiu da mansão, passando por uma das janelas abertas e aterrissando sobre a grama. Bem a tempo para ver a mansão ruindo e desabando sobre o honroso cavaleiro. As chamas haviam consumido tudo ali, e a cena era até sublime; na escuridão da noite, um ponto brilhante tremeluzia, e fazia todos em volta o temerem.

No lago, a luta continuava. A fera chegava cada vez mais perto, curiosa com os novatos em seu território, e via uma cena de luta desesperada. Fracos por causa do ambiente, os dois se debatiam sob a água, todos querendo fugir e recuperar seu fôlego. As mãos geladas de Eygon se aproximavam do pescoço da mulher, e o apertavam, enquanto Ada tentava jogá-los para longe, deixando sua bainha cair no fundo do lago. Mas ele não desistia, parecendo mais um animal que um humano. Seu olho brilhava com um tom avermelhado, e não passava nenhuma emoção além de ódio.

Para a sorte de Ada, o caolho não parecia estar pensando muito bem. Em um golpe rápido, ela fincou sua katana sobre a coxa do homem, que berrou de dor, perdendo todo o ar em seus pulmões e engolindo muita água. Logo após, a mulher se impulsionou sobre a arma, presa no corpo de Eygon, e chegou à superfície. O caolho não a segurou, pois estava muito ocupado com outra coisa; atrás dela, Ada pôde o espadachim lutando como um louco contra o crocodilo. Ele se debatia como um peixe fora d'água, tentando espantar a criatura, e sacudia sua espada sem nenhuma técnica, como se houvesse esquecido tudo. Se ela se virasse, poderia ver seus olhos agora inundados de medo.

Finalmente, a mulher alcançou a beira do lago, e pôde respirar novamente. Arrastando-se para a grama, ela rolou para longe daquele lugar e ficou deitada, tentando se recuperar. Olhando para o lado, ela pôde ver a água se avermelhando, e um tapa-olho boiando. Eygon não mais vivia.

Leon havia aterrissado ao lado de onde Ada descansava. Os dois observaram o desenrolar da cena, como espectadores fascinados por um show. A mansão ruindo e sendo consumida pelas chamas dava uma certa sensação de tranquilidade e paz, e os dois sabiam que havia acabado. Mas uma certa coisa deixou todos em volta boquiabertos.

Após a extinção das chamas, que durou vários minutos, e restava apenas fuligem, fumaça e carvão, via-se uma silhueta, imponente, se destacando. Após uma análise melhor, podia se ver que se tratava de Sir Alonne, ajoelhado, apoiado sobre sua espada, e o rosto virado para cima. Tal como uma estátua, ele parecia estar orando para algo há muito perdido. Teria o grande cavaleiro Sir Royce Alonne falecido?

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyTer 10 Maio 2016, 23:25

A luta contra Eygon estava próxima do fim. Embaixo d’água, sentia quando minha katana perfurava a perna do caolho que trocava a sua expressão de ódio por desespero. Ele não havia conseguido conter o grito e agora a água começava a entrar em seus pulmões. Naquele momento, eu já sabia que a luta estava finalmente acabada. O caolho não teria condições de sair de debaixo d’água a menos que um milagre acontecesse, e o crocodilo se aproximava cada vez mais. Não perdia tempo, assim que percebia aquilo eu me impulsionava usando a minha própria arma e começava a nadar para longe dali.

”Acabou...”

”Para nós pelo menos. Para aquele largatão está apenas começando!”

Em uma breve olhada para trás, podia ver que o caolho já havia começado a enfrentar o crocodilo. Percebia que ele estava desesperado pois sabia tão bem quanto eu o que ia acontecer e, para alguém que a poucos segundos sentia tanta vontade de matar alguém, se desesperar antes de sua própria morte era no mínimo hipócrita. Logo eu estava finalmente na superfície, respirava fundo como se todo o ar estivesse prestes a acabar. Me arrastava para a grama e logo me afastava do lago. Arfava, estava cansada e meu fôlego nunca havia sido dos melhores.

”Bom, ao menos nós nadamos melhor que o nosso amiguinho cegueta.”

Sorria. Olhava para o lado e via a água tomar um tom avermelhado, e um tapa-olho muito familiar flutuando. De fato, o medo havia sido mais forte que Eygon “Sim. O medo... E talvez aquele crocodilo.” Sorria novamente. Fechava os olhos e respirava fundo, logo em seguida os abria novamente... Bem a tempo de ver um ruivo de mais de dois metros vir voando e cair ao meu lado – Você vem sempre aqui? – Brincava. Só agora percebia o que estava acontecendo, a mansão estava em chamas. Talvez a religião de Edgar tivesse alguma associação ao fogo. O casarão ruía, Royce não havia sido capaz de derrotar aqueles dois. Mas espera aí...

– Droga, onde está o Edgar?

Só agora percebia que o padre não estava junto com o resto do grupo ali fora. Teria ruído junto com Royce e a mansão? O padre era maluco, claro, mas eu gostava dele e havia sido a primeira adepta da sua religião. Começaria a me levantar depois de um tempo, tentando olhar em volta para procurar pelo onista. Via uma silhueta dentre toda aquela fumaça e fuligem, por um momento me sentia aliviada mas logo percebia que era grande demais para ser Edgar. Ele estava ali, Sir Royce Alonne, imponente como no momento em que lhe conheci. Morto, como um verdadeiro cavaleiro. Ele... está morto, não está?

”Quantas mansões precisamos desabar em cima desse cara?”

Sentia um calafrio, se aquele homem realmente ainda estivesse vivo e em condições de lutar seria um problema. Eu já estava muito cansada, e sem uma espada as coisas seriam ainda mais difíceis. Olhava novamente para o lago, como se esperasse que minha espada fosse aparecer ali boiando, sabia que era uma esperança inútil. Daria um passo à frente, se Edgar realmente estivesse morto já havíamos tido perdas demais por um dia. Daria outro passo, e depois mais um, gritaria:

– Sir Royce Alonne! Ainda quer nos enfrentar?

No fundo algo me dizia que não teria uma resposta...

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyQui 12 Maio 2016, 01:38


   






Lâmina limpa.



Do lado de fora da casa, enquanto observava as chamas intensas - cujas quais o calor até mesmo conseguiam alcançá-lo através do ar -, ele observava enquanto a casa ruía. No reflexo de seus olhos dilatados em horror e confusão era possível ver a altura da língua de labareda misturando-se ao marrom da casa e ascendendo em uma dança farfalhante e infernal, lambendo a escuridão da noite de Wars Island, mergulhada na escuridão. De boca aberta, ele permanecia assistindo àquela cena. ''Ele... Ele disse obrigado?'' pensava consigo ''Eu.. Acabo de matar outra pessoa?'' sua barriga se revirava em nojo. Logo agora que havia consigo sua redenção e expurgação? Logo agora que já conseguia se perdoar? Ele sequer merecia o nome Edgar Murphy? ''Eu o insultei e cansei tanto que no final ele preferiu morrer? E por que... Por que ele me agradeceu?'' se perguntava, sem entender de forma alguma o que estava acontecendo.

Tudo o que sabia é que mais uma pessoa havia morrido, e que era graças a ele. E as chamas e o calor à sua frente o convidavam a seguir adiante, novamente em direção ao inferno, e desistir. Abaixaria os olhos e encararia sua espada, tão limpa que até mesmo podia refletir a luz das chamas e seu próprio rosto. Não havia utilizado ela para dar nenhum ataque durante a luta, e nem mesmo havia chegado perto de usar sua lâmina para ferir o oponente. Se segurou em todos os momentos em que cogitou, e manteve-se no caminho que acreditava ser o certo. Ele não era Carrasco, pois sua lâmina estava limpa. Mas, de alguma forma, sentia-se como o mesmo. Sentia-se como se houvesse acabado de matar o desgraçado.

Por isso permaneceu parado, encarando as chamas, e cogitando pisar na direção do inferno. Pensando sobre quais possibilidades levariam aquele cavaleiro orgulhoso a se matar daquela forma, refletindo profundamente sobre a morte e sua necessidade. Sobre o mundo e suas perversidades. E sobre o quanto Deus parecia ignorar esforços e nos pisar contra o chão às vezes.

Se todos temos de morrer alguma hora, seria aquela a hora perfeita para que ele morresse? Se aquela fosse a hora perfeita para que ele morresse, a culpa poderia ser de Edgar? Sequer havia uma hora perfeita para morrer? Nestes momentos, é difícil de acreditar que Deus está realmente comandando algo, e que o mundo não é composto por retalhos de entropia e caos se cruzando e formando coisas aleatórias.

Edgar manteve-se parado, observando a casa. ''Ele quis morrer. E todos nós temos o direito de decidir o fim das nossas histórias... Eu só fui o responsável por tornar o fim da história dele algo grandioso... Ou não. Talvez a minha humilhação tenha feito ele perceber que não havia por que continuar. E eu o tenha matado com palavras.''

O Carrasco poderia não estar mais vivo filosoficamente, mas o espírito dele mantinha uma espada sacada. Bem às costas de Edgar. A arma posicionada em um ângulo em que pudesse cortar a resistência do ar, as veias, músculos e ossos que compunham o pescoço de forma lisa. Mirando exatamente na gola de Edgar. Julgando Edgar como mais um dos Ladrões.

Valia a pena se lançar nas chamas e encerrar sua sina?













Após bastante tempo refletindo, as chamas haviam sido extintas e Edgar apenas encarava os restos dela. Também em meio aos restos, ele pôde ver Sir Alonne se destacando em meio aos destroços. Ele estava ajoelhado, e olhando para cima. Será que ele estava vivo?

Aquilo reacendeu uma chama no coração de Edgar, e ele correria na direção dele, até ficar de frente para a fumaça, sem ter coragem de olhar para ele. Não podia ter certeza sobre ele estar vivo.. Não ainda... Se ele estivesse morto, aquilo abalaria a fé de Edgar.

- Bem... - Começaria, cruzando as mãos em uma prece. - Em nome do Senhor, eu gostaria de dizer que Sir Alonne é um filho da puta. - Diria, de olhos fechados e concentrado em uma prece. - Sir Alonne nada mais é do que o responsável por toda a desgraça de Sir Montblanc Royce. Sir Alonne é a versão distorcida e amargurada dele, e nada além disso. Caso vocês não saibam, Sir Montblanc Royce iria ser rei. Sim, o Rei de Lvneel. E ele tinha tudo para conseguir. Mas devido a uma idiotice de sangues, ele acabou perdendo. E esta derrota foi uma ferida enorme no seu orgulho, que cicatrizou-se mal, se distorcendo em Sir Alonne. Acontece, que não existe apenas um reino no mundo, e que, em algum momento, todos os reinos foram construídos. E Sir Alonne, alguém que há muito havia perdido o orgulho e só conseguia pensar em orgulho e em uma falsa redenção, acabou esquecendo-se disso. E concentrando toda a sua energia em algo negativo. Como resultado, ele acabou construindo um reino idiota e com pensamentos fúteis. Com pessoas ruins ao seu redor, e atraindo possíveis traidores. Um reino poderoso, pelo que soube. Com capacidade até mesmo de tomar uma cidade protegida pela marinha.... Por isso, gostaria de perguntar para vocês... Será que se ele tivesse tentado ajudar alguma ilha necessitada e criar o próprio reino, e se munir de homens honrados e de boa índole, e cercar-se por pessoas boas e que queriam fazer o seu plano crescer... Será que ele não estaria agora de pé? Vencendo o combate? Sir Alonne é como a fumaça sufocante e descartável de tudo o que fora Sir Montblanc Royce, e sua armadura desgastada não chega nem perto do que já foi o luzir da armadura de Sir Montblanc Royce. E ele poderia nunca ter existido... Talvez, se tivesse continuado Sir Montblanc Royce pra sempre, pudesse ter construído algo de útil com a sua armadura... E é por isso, que se você ainda estiver aí, eu te peço para que se levante, Sir Montblanc Royce. Um homem sem um pingo sacro no sangue, mas com a capacidade milagrosa de criar um exército e então um reino. Um homem que é muito mais do que ódio e rancor, e que se tivesse continuado no caminho da honradez seria certamente rei. Por favor... Não esteja morto... - Rezaria, ainda de olhos fechados, e esperando que ele se levantasse com vida.

De qualquer forma, com ele estando vivo ou morto, manteria-se parado, esperando que os marinheiros viessem checar as chamas, para que pudesse entregar ele para a marinha, para que pudesse finalmente se tornar um caçador de recompensas.






               
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyQui 12 Maio 2016, 18:27


Leon Strongheart

Burned out!




O choque das forças, a vontade incorruptível de vencer o oponente naquele momento decisivo e final. Apenas podia agradecer por Royce ser um verdadeiro guerreiro que se entregou completamente àquele momento também. Não pude diferenciar direito naquele instante a sensação de acertá-lo e de ser acertado, por um milésimo de segundo meu punho fazia parte da cara dele e a espada de Royce de meu peito, ainda bem que ela não tinha mais fio. Eu fui arremessado e não vi mais do que um borrão de madeira e chamas passarem até finalmente o céu sobre mim e cai deitado, afinal... ele havia sido derrotado?

Fiquei ali por um tempo e logo Ada aparecia ali ao lado, toda ensopada e ofegante, mas mesmo assim, sem perder o bom humor o que me arrancava um sorriso. - Luta dura também? Royce é forte... incrivelmente forte! - Dizia enquanto via a mansão não suportar mais e ruir ao chão, parte de mim esperava que Edgar e Royce não estivessem la dentro ainda, o padre por ser um companheiro naquela luta e Royce... bem, a esse ponto já o admirava e reconhecia, ele merecia um lugar entre os deuses e guerreiros honrados que terminaram seus papéis nessa terra, porém não sabia o que havia sido do homem.

Me colocaria de pé com dificuldade, a mão apertando o peito no lugar do golpe, arfava com um pouco de dificuldade e carrancas surgiam em meu semblante, causadas pela dor. Ainda assim caminharia para perto das chamas da mansão, sacaria a caixa de cigarros do bolso da calça e tomaria um antes de reacomodá-la, acenderia ele em uma labareda e levaria a boca para dar uma tragada profunda - Tsc!Não vi ele saindo de lá, nem ele e nem Royce! - Responderia a garota e apenas esperaria ali para o fogo cessar, aproveitando aquele cigarro, até mesmo oferecia para ela, ela merecia um por ter saído vitoriosa - Não há oque fazer, além de esperar... Quer um? - Enquanto esperava procuraria pela bandeira que Eygon havia ficado quando eu havia entrado, provavelmente estaria ali fora em algum canto, esperava que não houvesse sido muito prejudicada pela luta dos dois ou pelo fogo, além disso por meu casaco de peles que eu havia largado a entrada.

Assim que as chamas se extinguiram e apenas fumaça e os restos carbonizados da mansão reinavam ali, aquela cena me fez arregalar os olhos... Royce ainda estava vivo?! Ou ainda... haviaa morrido naquela maneira?! - Mas o q... Nem completar a fala conseguiria e sairia desse estado ao avistar Edgar fazendo mais uma de suas loucuras. Assim como os dois me aproximaria para ver melhor o que acontecia e ao chegar bem próximo do homem, empurraria seu peito com a sola de minha bota para averiguar seu estado. - Acho que não podemos ficar muito mais tempo aqui Ada! Temos que voltar ao navio e a marinha deve estar chegando aqui, se não por causa de Edgar, mas por causa da fumaça! Acho que podemos levar isso... Royce não vai mais precisar!- Diria a moça tomando a enorme arma do inimigo e entregando a Ada - Ela não tem corte, mas podemos dar um jeito nisso depois! - E então tomaria também as soqueiras metálicas da armadura dele, mesmo castigadas também poderiam vir a ser úteis. Se por acaso o homem desse sinais de vida, socaria ele por puro reflexo para fazê-lo apagar.

Depois que pegasse tudo que conseguisse, juntaria minhas coisas e me despediria de Edgar, talvez de vez agora, vai saber o que o destino iria guardar para esse cara e nós, parecia que nosso caminhos se cruzariam novamente, era o que sentia. - Edgar! Foi uma ótima luta, não acredito que sua ideia maluco deu nisso... tsc... temos que ir!- Esperaria Ada se despedir do homem e caso percebesse movimento da marinha chegando por ali chegaria perto de Edgar apoiaria uma mão sobre seu ombro e diria - Me desculpe por isso, mas é para seu próprio bem! - E então o puxaria com essa mão enquanto com a outra o socaria na boca do estômago com bastante força e começaria a correr dali chamando Ada - Isso é para seu bem padre, não quer ser associado a piratas, quer?! Boa sorte amigo! - E então correria fugindo da marinha, para voltar ao porto onde o barco estava ancorado.


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Notes: •Ganho: Perícia Costura
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• Isqueiro: 8 usos

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 5 EmptyQui 12 Maio 2016, 22:18

Após o incêndio, apenas cinzas restam. Por alguns segundos, os três combatentes ficaram sem reação, absolutamente atônitos. Da fumaça, a mesma figura imponente se mantinha, mesmo após tudo que passou, impecável como sempre. A fumaça subia pouco a pouco, revelando o que ela cobria: lá estava Sir Alonne, parado, o rosto virado para cima. o chão em volta dele era negro, coberto de fuligem. No centro daquele solo devastado, o cavaleiro fincava sua espada, e continuava imóvel. Se ele não estava morto, o que estava fazendo?

O primeiro a esboçar uma reação foi Ada, que se levantou, apesar de seu cansaço, e gritou para Sir Alonne, tentando descobrir se ele estava vivo. Seu chamado ecoou pela planície, mas o cavaleiro não atendeu; não àquele nome. Um calafrio percorreu a espinha de todos em volta. Era como se eles examinassem ruínas de uma civilização há eras perdida, e aguardavam um sinal de vida.

Logo foi a vez de Leon agir. Após pegar a bandeira do chão, o pirata começou a se movimentar. Ele foi o único a ousar se aproximar daquela cena, e seus passos lentos reviravam as cinzas no chão. Frente a frente com o exímio guerreiro, o ruivo pôde examinar seu rosto mais atentamente. Sua bochecha inteira estava negra, queimada, e seu nariz ensopado de sangue. Porém, apesar de todas suas feridas e cicatrizes, ele parecia mais radiante do que nunca: seus olhos brilhavam com um laranja resplandecente, e sua boca esboçava um ligeiro sorriso. Aquele homem estava... em paz.

Mas Leon pouco se importou. Em um gesto rude, ele tentou chutar o peito de Sir Alonne, para afastá-lo de sua espada, mas o velho cavaleiro ainda estava vivo. E ainda tinha um estado suficiente para não ser indefeso. Ele agarrou a perna do ruivo e o jogou para o lado, fazendo-o rolar por dois metros. Suas sobrancelhas se franziram e sua voz retumbante ecoou pelo local, porém desta vez mais fraca.

Ainda não morri, novato. Não sou um tesouro para se pegar espólios de guerra. Nunca aprendeu a lutar com honra?

Suas palavras congelaram todos em seus lugares, espantados. Aquele homem ainda arranjava forças para atirar um gigante daqueles para o lado? E ainda lhe dava uma lição de moral? Aquele, realmente, era um entre um milhão. Seu movimento de defesa não havia modificado sua posição, tendo mexido apenas seu braço.

Mas eu renuncio à batalha. Seu companheiro padre aqui me derrotou, e eu devo aceitar meu destino. O que vai fazer, padre? Minha sina está em suas mãos.

Apenas neste momento Edgar se aproximou de Sir Alonne. Novamente, o religioso discursava com maestria, rogando perdão pelo Sir Montblanc Royce, aquele escondido no fundo da alma de Sir Alonne. Suas palavras pareciam fazer o olhar de Sir Montblanc ficar cada vez mais distante, como se ele se lembrasse de algo. Ao término de seu discurso, Edgar pôde ver algo chocante: uma lágrima escorria pela bochecha queimada de Sir Royce.

Você... é um bom homem. Me lembrou de meus fundamentos, e me impediu de trilhar ainda mais o caminho da desonra. Um bom duelo... era tudo que eu precisava.

Com estas palavras, que quase se transformaram em um suspiro, o cavaleiro que sempre se manteve altivo, imponente, tombou. Sua armadura retiniu sobre o solo chamuscado, mas sua espada prosseguiu fincada. O homem ainda estava vivo, mas finalmente atingira seu limite. Aqueles três haviam derrubado um gigante, tanto físico quanto espiritual.

Desta vez, Leon conseguiu pegar o que queria. Ele despiu o cavaleiro de suas manoplas, enquanto Ada retirou a enorme arma do chão. Os armamentos em mão, os piratas se viraram para Edgar, e Leon se despediu, assim como sua companheira. Logo após dizer adeus ao padre, o ruivo percebeu um destacamento de marinheiros se aproximando, provavelmente indo investigar o incêndio. Ali foi o adeus entre os três; um soco bem dado no estômago, e os piratas desapareceram, correndo para longe. Ficou Edgar, só, curvado sobre sua barriga, quando os marinheiros rodearam-no.


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