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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 E Deus Disse: Que Haja Surras

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MensagemAssunto: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptySeg 04 Jan 2016, 17:21

Relembrando a primeira mensagem :

E Deus Disse: Que Haja Surras

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Ada Spice Rock. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyQua 20 Abr 2016, 03:10

[quote="GM.Davy"]

   






Perdão.



Heh? Palhaço. - No momento em que se virou de costas, o coração de Edgar batia em alta velocidade. Seus músculos estavam um tanto quanto travados, e ele teve que fazer o maior esforço do mundo para não olhar para trás, conforme caminhava apenas confiando completamente na capacidade da sua voz e das suas ações de prender a atenção do inimigo. No momento em que ele disse ''he? palhaço.'', o corpo inteiro de Edgar congelou, e ele sentiu sua barriga se revirar. Tinha certeza de que havia uma bala se aproximando de suas costas, e de que, a qualquer momento, uma bala atravessaria seu peito e ele estaria morto. E com dois buracos no peito. ''Não olhe pra trás, não olhe pra trás, não olhe pra trás.. Se olhar pra trás ele vai perceber que você está fugindo..''

Sequer viu o momento em que pegou a vela e sacou a espada, com a mente só voltando a captar as coisas no momento em que estava diante do inimigo, com uma vela na mão e a katana na outra, a mão posicionada ao lado da orelha e se movendo lentamente na direção do oponente durante o lançamento da vela.

- DESGRAÇADOOOO!!! - Ele finalmente se deixava berrar. A vida era uma das coisas pelas quais Edgar mais prezava, e, sendo assim, não poderia simplesmente deixar que aquele homem matasse pessoas sem dar explicações. Teve de se segurar para não voar em cima dele antes, o que não era tão difícil assim, uma vez que ele tinha uma arma apontada contra seu peito.

A vela voou na direção do homem, e, por algum motivo, ele rebateu ela para o lado. Edgar não tinha esperanças de acertá-la, era péssimo de mira, mas ela foi uma ótima distração.

Correu na direção do homem, e, antes que ele pudesse mirar o rifle novamente no padre, este já havia acertado o rifle com a katana, e o puxado da mão do oponente.

Acertou a cabeça dele a primeira vez, e sentiu o cabo da arma afundando a superficial camada de pele que separava o cabo sólido do crânio. Acertou a segunda vez, e sentiu essa camada afundando ainda mais. E então a terceira, que foi quando ele rompeu tal camada e o sangue começou a sair da cabeça do homem.

Com o homem no chão e desarmado, não fazia sentido continuar com aquilo. Por isso Edgar segurou o ímpeto por vingar aquelas vidas, e fez o que um bom Onista faria: Poupou aaquela vida.

- Bem, agora explique-se! - Diria Edgar, apontando a katana para o pescoço do homem.

Foram ordens do Sir Alonne... Ele me pediu para cuidar do setor da igreja, e arranjar um ponto estratégico como atirador. Eu tinha cartão verde para cuidar de quem me atrapalhasse... Por que hoje a noite, nós vam... - E então o homem caiu desmaiado.

- É, acho que passei dos limites... - Disse Edgar, enquanto começava a guardar a katana.

Passou uma das mãos sobre o cabelo e fechou os olhos, começando a massagear a têmpora direita. ''Mas que diabos eu vou fazer?''

Edgar, antes de tudo, olharia para o alto. Tentaria deduzir que horas eram a partir do sol. Quanto tempo será que faltava até a noite? Após isso, se viraria para o homem que havia desmaiado.

''Isso vai ser problemático... Eu não posso descer vários metros de escada com um cara desmaiado nas costas e simplesmente dizer que dois bispos estão mortos aqui em cima... Ou melhor, até posso. E é bem capaz de as pessoas até mesmo acreditarem em mim. Mas tenho uma forte impressão de que este não é o caminho.. Além de quê, eu preciso descobrir o que esse homem tentou esconder... E eu não sei o que as pessoas poderiam fazer com ele.. Nem até onde eu poderia controlar..'' continuaria a esfregar as têmporas com as mãos. ''Acho que a melhor forma é me prender com ele, e descobrir seja lá o que for acontecer.''

Antes de tudo, fecharia a porta que unia os outros lugares daquela torre altíssima à parte em que estava com o homem, procurando alguma forma de impedir que as pessoas entrassem através dela definitivamente.

Edgar olharia ao redor, a fim de achar alguma espécie de corda ou algo do gênero. Assim que encontrasse, iria na direção do homem e tiraria o charuto da boca dele, amarrando as duas mãos dele nas costas em um nó bem feito. Após isto, se afastaria alguns metros do homem e o enxergaria bem, pensando em possíveis formas para ele fugir. Não parecia haver nenhuma.. Desconfortável, andou na direção do homem e chutou a espingarda dele para longe. Só por via das dúvidas. E, além disto, observou bem ele. Procuraria qualquer coisa que houvesse em seus bolsos, em suas meias, calcanhares e mangas. E tiraria tudo dele, afastando aquelas coisas e as pondo longe do homem junto com a espingarda.

Caso não achasse nada com que amarrar o homem, tiraria a própria camisa dele e tentaria improvisar uma corda com ela. E, além disto, com as calças do homem, improvisaria uma corda para prender as pernas dele, além de amarrar os cadarços dos dois sapatos do homem entre eles, de forma a dificultar ainda mais a sua locomoção.

Se afastaria novamente, e encararia mais uma vez o homem. É, aquilo parecia bom o suficiente para ele não fugir.

''Droga..'' diria levando uma mão ao peito, fechando um dos olhos e rangendo os dentes de dor. ''Eu não posso esforçar muito o meu peito...'' pensaria. Há pouquíssimo tempo havia se deixado ser penetrado por uma katana, a mesma que carregava consigo, e por isso não poderia se esforçar tanto. Além disso, a sua gripe era um sério agravante, e ele sentia sua pele muito mais sensível por causa dela. ''Se eu não tivesse uma forte impressão de que isso é o que Deus quer que eu faça, eu já teria fugido e deixado tudo como está...''

Falando em Deus, ver aqueles cadáveres fazia ele se lembrar de algo. Edgar se ajoelharia no chão, e encostaria a testa no piso. - Peço perdão por este homem, senhor. Por ele ter matado. E peço perdão pelo meu atraso também.. Eu deveria ter chegado a tempo de salvar os dois bispos.. Mas eu irei... Irei recompensá-lo. Eu juro que irei... Nem que eu tenha de ficar horas aqui...

Precisava descobrir o plano dele, e o motivo de aquele ponto da torre ser um local ideal para concretizá-lo. Pegaria a espingarda, se agachando com cuidado para não forçar o peito, e se viraria na direção da parte aberta da torre. Usaria a mira da arma, caso ela tivesse alguma, para olhar ao redor. Tentaria ver qualquer indício do que aconteceria naquele dia, olhando ao redor. Começaria investigando lugares altos, pois se precisavam da torre mais alta da igreja para ele, provavelmente teria outras pessoas em locais altos também. E, então, desceria aos poucos, vendo todos os pontos em que pudesse ver com cuidado. Ficaria ali por longos minutos... Investigando tudo o que pudesse....

''Cof, cof.'' pensaria ''Maldiçãao, eu estou tão gripado que até minha mente está tossindo.''






               
-

               









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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyQui 21 Abr 2016, 13:27


Leon Strongheart

Wait What?!




Não tinha um nome?! Isso é raridade nesses dias, mas nada que fosse me impedir de fazer o favor pra a velha, não sei quanto tempo fiquei ali, mas ela me ajudou mais do que eu poderia ter lhe pedido e ao que parecia eu a havia agradado e entretido também, um ótimo resultado para ambos. Quando saí por aquela porta pequenina novamente, demorei para me acostumar com a claridade, quanto tempo havia ficado ali dentro? Não que importasse muito, agora tinha de voltar a encontrar Ada.

Calmamente cheguei ao bar, só naquele momento percebi que aquele dia mal havia começado e já haviam sinais da tormenta nessa cidade, e o pior de tudo? Bem pelo que parecia só a nossa presença a estava anunciando. Fiquei parado apenas observando o que estava acontecendo, as armas apontadas para mim, possivelmente as perguntas e Ada mais uma vez me confundindo um pouco pelo jeito de agir... realmente não sabia dizer se ela era bipolar ou doida, em alguns momentos podia jurar que eram duas meninas diferentes.

Não queria ter de ceifar mais vidas ali sem motivo e pior ainda, não queria já chamar atenção sem nem ao menos ter tido a chance de começar a bolar o plano para saquear a ilha, isso não seria nada bom. "Bela merda!!" Era exatamente o que se passou em minha mente naquele momento, teria de tentar resolver isso sem problemas, mal estava curado da facada e agora tinha uma chance de virar uma peneira ficando todo furado. Me manteria calmo, não sei te dizer se meu cenho não fecharia com tudo aquilo acontecendo, mas eu tentaria não me mostrar agressivo no momento - Oe... - Falei acenando com a cabeça em uma espécie de cumprimento, ou quase isso, entender de tal forma não caberia a mim. - Eu vim para  entregar uma mensagem para o Royce, da velha Merchant Hag, se é que um de vocês é o Royce... Fora isso ia pegar uma garrafa de vinho para ver se realmente vale a pena saquear aquela loja famosa e... levar essa peituda ai de volta para o navio para não causar mais problemas!! Ainda temos que planejar o saque e eu não ligo para o que vocês estão fazendo ou fizeram aqui, quanto mais marinheiros tiverem matado, menos marinheiros para me atrapalhar são, então...  Como fica tudo agora? -

Estava um pouco apreensivo com aquelas armas, ficava atento para os dedos nos gatilhos, não queria ser pego de surpresa e se fosse preciso, ai menor sinal de que iriam atirar, me jogaria para o lado, para rolar no chão e procurar abrigo atrás de uma mesa, balcão ou qualquer coisa que tivesse por ali. Claro esperava não precisar fazer isso e se eles se mostrassem cooperativos conosco, eu ficaria mais tranquilo e após suspirar aliviado iria para junto de Ada - Cada uma em... Vamos ter que mudar essa nossa sorte uma hora dessas!-



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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptySex 22 Abr 2016, 16:51

A cidade voltava a sua movimentação cotidiana. O almoço quase encerrado, muitos voltavam para seu trabalho ou seus afazeres. Havia apenas um grupo de pessoas, no campo de visão de Edgar, que não parecia se mover. Do outro lado da cidade, uma outra torre de igreja se erguia, ainda maior que aquela onde o religioso estava. Com a mira do rifle, o onista conseguia discernir uma, duas, três, quatro silhuetas. Estas estavam imóveis, e nada mais chamava a atenção de Edgar nas alturas.  Após olhar para um beco que estava atrás do bar onde estavam Ada e Leon, ele viu uma carruagem coberta com um pano, mas não conseguia ver o que ela carregava. Este veículo era escoltado por meia dúzia de homens com ternos, estes provavelmente eram os mesmos que haviam saído da igreja.

Edgar examinava cuidadosamente o resto da cidade, em busca de alguma dica do que estava acontecendo; após um certo tempo, viu um grande destacamento de marinheiros, com ao menos vinte integrantes, descendo uma larga avenida. Talvez a marinha estivesse ciente do que iria se desenrolar a noite. Tirando isso, mesmo com o varrimento minucioso do religioso, não podia se reparar em mais nada de interessante. Por sorte, Edgar ainda possuía um refém que poderia abrir a boca. Este, por coincidência, começou a se mover quando o religioso abaixou a arma. Ele se contorcia, tentando se liberar de seu atamento improvisado, formado de uma camiseta e uma calça.

Nghhhh... Droga... Merda, ele me viu. Tudo bem, tudo bem, vou contar o que está acontecendo. Só não me mate, por favor. Sir Alonne, nosso capitão, está planejando um assalto à loja de vinhos. Sabe, aquela famosa. Antes de ir roubar mesmo, nós vamos tomar conta do resto da cidade para, a noite, atacar. Bem, falei tudo que sei, AGORA ME SOLTA!

Enquanto isso, os companheiros de Edgar estavam na situação oposta; eles estavam em clara desvantagem naquele bar, e deveriam ser muito cautelosos ao interagir com os homens. Inteligentemente, os dois tentavam sair da enrascada com palavras e bom humor, método que parecia funcionar com os atiradores, mas não com o homem do tapa-olho. As palavras calorosas e cômigas de Ada pareciam ter aliviado o clima tenso, e os homens abaixaram suas armas.

O homem de tapa-olho suspirou, ele parecia ao mesmo tempo aliviado, cansado e decepcionado. Ele pôs a mão sobre o rosto e respirou fundo, antes de se virar a seus subordinados e dizer:

São só piratas. Muito bem. Vocês não vão nos prender, acho, mas não podemos nos dar o direito de soltá-los agora. Podem ir chamar seus amigos para nos atacar, ou trocar informações por dinheiro. O que menos queremos agora é fazer um escorregão.

Foi neste momento que Leon interrompeu o caolho, e começou a abrir completamente todas suas intenções. Cada frase dele fazia o líder abrir mais sua boca e olhas, até que seu rosto fique completamente estupefato embasbacado. Logo após o final da fala de Leon, o caolho sacudiu sua cabeça e respondeu, novamente sério:

Certo, certo, vamos por partes. Primeiramente, o nosso chefe se chama Royce; Sir Royce Alonne. Aliás, se você for um amigo da Marchant Hag, também é um amigo nosso. Porém, me parece que nós atingimos um impasse; nós também estamos organizando um saque hoje a noite. Se for no mercado dos vinhos, como suponho que seja, temo que vocês terão que vir conosco, e ter duas escolhas. Ou se aliarem a nós, ou serem eliminados por nós.

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyDom 24 Abr 2016, 02:37

Sorria com tudo o que Leon dizia. Por quê Leon não havia me contado antes sobre esse plano? Estava naquela cidade há pouco tempo e as coisas já estavam tão... Excitantes. Sua fala me fazia pensar, e acabava percebendo duas coisas: A primeira era que daquele tamanho todo, Leon realmente devia ter uma ótima vista dos meus peitos. Viram só? Até os grandões tem alguma coisa funcionando dentro das calças “Maldito tarado!”. A segunda coisa é que eu deveria estar preparada para mais lutas naquele dia, seja contra marinheiros ou contra aqueles homens. Hoje realmente nos tornaríamos piratas.

Ouvia a fala do tapa-olho que parecia querer uma boa briga tanto quanto eu. Infelizmente para ele eu achava que seria muito mais empolgante ter todas aqueles pessoas como aliadas que como inimigas. O homem parecia decidido a não nos deixar sair dali tão facilmente, e a nos levar até o seu chefe. Sor Alone Royce... Sor... Um título de nobreza para um pirata? Talvez este também fosse uma figura interessante. Todas as possibilidades que aquilo abria começava a me animar ainda mais. Levantava a mão livre mais uma  vez, como uma estudante esperando por sua vez de falar:

- Perguntinha! Vamos continuar deixando uma trilha de marinheiros mortos até o seu chefe? – Dizia aquilo de modo sarcástico. Não importando qual fosse à resposta eu logo pularia da cadeira erguendo as duas mãos para o alto e dizendo animada – Yay! Aliança pirata! – Depois disso daria mais um gole no vinho e então entregaria a garrafa para Leon dizendo – Tudo bem grandão! O resto é todo seu. – Então esperaria que Leon saboreasse o vinho. Só agora parava para pensar e perceber que meu braço havia finalmente se curado. Do contrário, eu teria sentido uma dor imensa com aquele pulo. Saber daquilo me dava ainda mais segurança na situação, se esse tal de Royce fosse um problema, agora eu teria mais facilidade em cuidar dele.

- Ei, tapa olho! Você ainda não me disse o seu nome... E já podemos ir? Não queremos deixar o Alonne sozinho.

Dizia aquilo com um sorriso no rosto e em tom levemente sarcástico no final. Esperaria pela resposta do homem e então, antes de partirmos, procuraria em volta por outra garrafa de vinho ou dinheiro que pudesse ter na loja, e os pegaria para mim. Quando finalmente pudéssemos partir dali eu os seguiria pelo tempo que fosse necessário. No caminho tentaria observar bem os meus arredores para saber para onde estava indo, e se haviam mais criminosos daquele grupo se juntando a nós.

No caminho começaria a me lembrar de Edgar. O que será que o padre estava fazendo naquele momento? Poderia ser um problema e tanto se ele acabasse vendo toda aquela confusão de cadáveres que nossos novos aliados haviam feito. Uma pena, mas talvez isso só tornasse as coisas mais interessantes. Gostava do padre e não pretendia lutar com ele, se ele quisesse eu talvez tivesse a possibilidade de dar a chance de ele se resolver com o líder de tudo isso enquanto fugimos com o dinheiro e a bebida.

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Última edição por Wesker em Dom 24 Abr 2016, 13:31, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyDom 24 Abr 2016, 03:38


   






Se Deus te dá um cadáver...



Edgar observava quatro silhuetas na torre do alto de uma outra igreja, e, além disso, uma carruagem estranhamente escoltada por 12 pessoas. Em pleno horário de almoço? Seja lá quem estivesse naquela carruagem, deveria ser alguém MUITO importante. E, sendo alguém tão importante, por que não estava sendo escoltado por marinheiros? ''Estranho..'' pensava Edgar.

Se fosse qualquer outra pessoa no lugar dele, saberia exatamente o que fazer: Atiraria nas quatro silhuetas do outro lado da cidade, e então, em uma das rodas da carruagem, para que pudesse derrubar os 12 guardas sem dar tempo para eles resgatarem a pessoa que estava ali dentro, forçando ela a fugir e matando ela também. Não importaria quem fosse, a possibilidade de ela ser uma vilã já era o suficiente para matá-la.... Em nome dos outros... Mas não.. Edgar balançou a cabeça para afastar aquele pensamento. Não era aquele tipo de pessoa, não mais. Não queria nunca mais ser Carrasco, agora era apenas Padre. Edgar Murphy. Com nome próprio, e não maataando ninguém por vontaade própria.

Sentindo as mãos coladas ao rifle, com a bochecha encostada na arma enquanto seus olhos encaravam a lente que o permitia olhar para as pessoas em que ele mirava, ele parou por um instante. A imagem de Hikari veio em seus olhos. A garotinha havia lhe dito no navio havia pouco tempo, que matava quantas pessoas fossem necessárias se fosse para defender os amigos. ''Se eu não matar eles agora, quantas pessoas eles poderão matar na hora de tomar a cidade? E se eu falhar?'' soltar a espingarda ficou estranhamente mais difícil. Seus dedos pareciam mais colados a ela. Seu olho mirando se apertou, em um semblante sério. O dedo se contorceu mais, comprimiu mais o gatilho...

- Bem, a minha mira é uma porcaria de qualquer forma. - Falou, se afastando da arma com um enorme esforço e forçando um sorriso no rosto.

Nghhhh... Droga... Merda, ele me viu. Tudo bem, tudo bem, vou contar o que está acontecendo. Só não me mate, por favor. Sir Alonne, nosso capitão, está planejando um assalto à loja de vinhos. Sabe, aquela famosa. Antes de ir roubar mesmo, nós vamos tomar conta do resto da cidade para, a noite, atacar. Bem, falei tudo que sei, AGORA ME SOLTA! - O homem chamava a atenção de Edgar, que se virava para olhá-lo.

Edgar encararia o homem, levando até mesmo uma das mãos até o queixo. Fazendo um biquinho, ele começaria a alisar o queixo com o dedo indicador, inclinando o pescoço de lado. Raciocinaria sobre o que poderia fazer ali.

A bem da verdade, Edgar não tem nenhuma habilidade de estratégia. Mas a sua mente extremamente criativa, junto com o ímpeto de insanidade que ele tem como uma ''inspiração de Deus'' o fazem ter ideias absurdas, que ele só consegue pôr em prática pois é motivado por uma espécie de loucura. Sua Fantasia.

Após pensar e imaginar possibilidades, teria uma ideia.

- Bem, eu te solto se você me disser mais uma coisinha... - Ele diria para o homem, encarando ele bem. - Onde diabos se encontra o seu chefe, o tal do Alonne? - Perguntaria para o atirador.

Caso ele não lhe desse uma resposta, teria de continuar:

- Bem, é o seguinte: Eu já tenho uma ideia ou duas de onde ele possa estar. Tudo o que você vai fazer é facilitar o trabalho pra mim, e ganhar uma chance de fugir enquanto toda essa porcaria é lançada no ventilador.. - Diria com sua voz penetrante - Bem, poucas pessoas tem a oportunidade de não serem presas após um assassinato como esse.. E eu te soltar agora significa exatamente isso... E, bem, caso você negue... Eu serei obrigado a te desmaiar e fazer você acordar apenas quando estiver preso... - A todo momento, diria com um certo distanciamento. Cerca de 2 metros. Queria poder antever qualquer movimento dele, caso ele se desamarrasse e tentasse atingi-lo, mas, ao mesmo tempo, estar perto o suficiente para caso ele tivesse alguma arma de longa distância.

No caso de ele se soltar, Edgar usaria a própria espingarda do homem para cobrir distância entre os dois e bateria ela contra a cabeça do homem, caso ele viesse de mãos limpas ou com arma de curta distância. E, caso ele viesse com arma de longa distância, acertaria a arma com a espingarda para então atingi-lo na cabeça. Continuando o espancamento até ele desmaiar.

Ao fim de tudo, caso ele tivesse dado as informações ou não, Edgar diria:

- Bem, eu não sou do tipo de matar. Então, já que você já fez tudo o que podia fazer por mim, não tem mais por quê mantê-lo preso. Vire de costas para mim e eu te desamarrarei... - Falaria, com um tom que soaria mentiroso. Caso o homem virasse de costas ou não, acertaria a espingarda na cabeça dele até vê-lo desmaiar. - Eu não vou dizer para ninguém que você está aqui, pois você me ajudou, mesmo sendo um assassino. Eu deixarei nas mãos de Deus que você seja achado ou não. - Diria desamarrando o homem enquanto ele estivesse desmaiado.

Após isso, caminharia na direção de um dos cadáveres e escreveria sobre as roupas do bispo com o próprio sangue do morto:

''Querem tomar a cidade para roubar a loja de vinhos. Atiradores nos pontos altos como torres de igreja. Carruagem estranha com escolta atrás de bar estranho próximo a mim.''

No segundo cadáver, escreveria:

''Me mataram para tomar a torre. Um outro padre enviou essa mensagem. Ele está indo atrás do Sr Alonne para impedir o roubo da loja. Onismo é a verdadeira religião.''

E então, após ver que o sangue havia secado - como antigo Carrasco sabia algumas propriedades do sangue. E que, uma vez com ele seco, era mais difícil de se tirar até que tinta. - iria pegar o cadáver por um dos braços e arrastá-lo até o canto da torre. Com algum esforço, ergueria o corpo até a beirada da torre, e o lançaria para o chão, o fazendo descer todo o caminho da torre até lá embaixo. Em outras palavras, se aproveitando de um dos ensinamentos do Onismo em que haveria acabado de pensar: Se Deus te dá um cadáver, faça um super correio.

O cadáver lançado do alto da torre cairia do chão e chamaria grande atenção das pessoas ao redor. Horrorizadas, elas muito provavelmente chamariam os marinheiros que estavam passando ali perto. Que, eventualmente, leriam a mensagem de Edgar e seriam avisados sobre tudo o que estava acontecendo na cidade.

Lançaria o segundo cadáver na direção do chão. Sairia do alto daquela torre o mais rápido possível. O mais provável seria que as pessoas dentro da igreja saíssem para ver a confusão que o cadáver lançado provavelmente iria criar, e, por isso, também muito provavelmente poderia sair desapercebido de dentro da igreja, mas, assim que estivesse fora dela, andaria o mais devagar possível, por mais difícil que fosse, levando em conta o seu nervosismo.

Aquela era uma ideia criativa e funcional, sim, com toda a certeza. Mas não uma estratégia. Estratégias são bons planos, com grande chance de vitória. Aquilo era apenas um improviso, uma forma de fazer as coisas provavelmente acontecerem, e darem mais ou menos certo. E se sua roupa se manchasse de sangue? E se alguém lhe perguntasse o que estava fazendo? E, bem, e se lhe perguntassem por que ele carregava uma espingarda e descia com toda aquela velocidade as escadarias da igreja? A vida de Edgar Murphy era um eterno improviso inspirado por Deus.

Correria com toda a velocidade para fora da igreja, e, uma vez fora dela, desaceleraria e começaria a caminhar. Caminharia lentamente até um beco, onde se sentaria e respiraria fundo, parando para pensar um tanto quanto escondido, e avaliando a situação ao redor. Não podeeria esforçar muito seu peito...

- Próximo passo: Eu vou até onde está o Sr Alonne e vou impedi-lo. - Diria. Caso o atirador tivesse lhe dito a localização do Sr Alonne, caminharia até ela. Caso não, caminharia até a carruagem.

Caminharia com a espingarda em mãos, e a katana sobre a cintura. Seu olhar determinado e seus passos sem nunca hesitar, embora que não soubesse bem o que faria quando chegasse à carruagem. ''Eu me sinto meio errado por desmaiar um homem e estar com sua espingarda... Mas bem.. Vamos entender que a espingarda que ele me deu foi um dízimo. Um dízimo que vai fazê-lo virar um Onista.''






               
-

               









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''.....''

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyDom 24 Abr 2016, 23:12


Leon Strongheart

Wait What?!




Quando cheguei aquele bar, só esperava poder saborear o vinho para testar a qualidade da mercadoria e então voltar ao barco junto dos demais para finalmente poder planejar tudo, mas ao que parecia outra peripécia de Loki estava apenas começando e estávamos fadados a isso. Pelo menos Ada não tinha aqueles trecos como Katsu, se ela travasse agora, poderíamos estar perdidos, felizmente com essa baixinha eu poderia contare ela se mostrava entusiasmada.

Ao ouvir as opções que o homem do tapa-olho passava, juro que podia sentir uma de minhas veias saltando na testa e se não fosse por Ada me passando o vinho, não sei se conseguiria me segurar em socar aquelas palavras de volta na boca dele, junto dos dentes. Pegaria o vinho e tomaria umas boas goladas, tentaria apreciar o sabor mesmo com minha cabeça a todo vapor no momento, tentaria me concentrar no que meu paladar me passava e depois no ardor em minha garganta que podia vir junto com o frescor daquele néctar, realmente degustava aquilo para ver se realmente seria um bom saque aquele.

- Muito bem! Primeiro... Se não fosse aquela Oba-chan vocês estariam engolindo os dentes agora por nos ameaçarem, porém se estão com Royce, tenho um recado dela para ele, então nos levem a seu encontro o quanto antes! - Diria compenetrado e sério, encarando no fundo do olho que aquele homem ainda tinha, eu estava falando a verdade, meus punho coçava com a vontade de bater nele, mas eles poderiam acabar sendo úteis. É claro que não queria dividir o saque com outro bando pirata, nem iria, mas eles realmente poderiam servir a nós de uma maneira melhor, assim como imagino que eles nos queiram usar da mesma forma, afinal... somos todos piratas.

Após mais umas goladas naquela garrafa, continuaria - Agora, quanto ao saque! Sim é ao mercado de vinho e como fica ao lado daquele QG, acho que uma parceria realmente poderia beneficiar ambos bandos... Acho que poderemos trabalhar dessa maneira, pois então vamos, agora que teremos mais gente envolvida nisso, temos muito oque planejar e... não sei vocês, mas tenho uma pulga atrás da orelha me dizendo que em pouco tempo isso aqui vai estar cheio de marinheiros! - Eles provavelmente já teriam causado mais movimentação da marinha do que poderia querer, isso já iria dificultar nossos planos, era melhor não deixar que eles fizessem mais merda dessas - Tsc! - O dia realmente havia começado muito bom para ser verdade.

Esperaria a confirmação e então iria indo para a saída do lugar para acompanhá-los - Sejamos rápidos, por que depois dessa brincadeira de vocês ali com aqueles marinheiros, já vamos ter um pouco de trabalho extra mais tarde! - Diria para aquele homem quando partíssemos e então me aproximaria de Ada falaria em tom mais baixo - Acho que isso até que pode nos ajudar, mas... vamos ficar de olho abertos! E por sinal, onde foi Edgar?! -


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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptySeg 25 Abr 2016, 20:59

O trato não era feito facilmente. O comentário sarcástico de Ada e a intimidação de Leon não pareciam agradar os homens nem um pouco, muito menos o caolho. Este cerrou seus punhos e agarrou o cabo de sua espada, franzindo suas sobrancelhas. Os atiradores pareciam estar levantando suas armas novamente, prontos para atacar. Mas o clima tenso foi logo dissipado pela empolgação da mulher, que fez os capangas sorrirem novamente, e o homem de tapa-olho relaxar. Logo, Leon começou a firmar o que poderia se tornar um trato, uma aliança pirata. O caolho olhava atentamente, sua feição ainda seríssima, e ele respondeu:

Muito bem. Saibam, senhor e senhora, que vocês fizeram a decisão certa. Sir Alonne pode se provar muito generoso quando ele deseja, e sua força é equivalente à metade dos guardas desta ilha perdida. Pois bem, me sigam, e não irão se arrepender.

O líder abriu a porta dos fundos, revelando um beco estreito e escuro, onde estava uma carruagem. Esta era coberta por um pano preto, com mais homens protegendo-a. O caolho começou a guia-los até o veículo, até que ele virou a direita e soltou três cavalos, dizendo:

Espero que não se incomodem em cavalgar.

Leon, Ada e o homem de tapa-olho subiram nos animais, enquanto os outros ficaram para trás, guardando a carruagem. Enquanto avançavam pelas ruas quentes de Micqueot, os dois pareciam ter repentinamente se lembrado do padre, Edgar. Ele havia desaparecido tão rápido, sem dizer nada, onde estaria?

No topo da torre da igreja, o onista continuava seu interrogatório ao atirador; mas o homem parecia ter percebido que falara demais, e se recusava a liberar mais informações. Mas, com a nova oferta generosa do religioso, o homem respondeu, envergonhado de si mesmo:

Tudo bem, tudo bem. Eu falo. Ele está no extremo sul da ilha, em uma mansão antiga e aparentemente abandonada. Vai saber que é o lugar certo quando vir uma enorme pedra, rodeada por um lago bem grande. Agora, pode me soltar?

Mas o padre não deixaria as coisas tão fáceis para o atirador. Um golpe forte com o cabo da arma em sua nuca, e o assassino desmaiou, e foi desatado apenas neste estado.  

Edgar deixava suas mensagens com sangue; eram informações de valor inestimável, que poderiam desmanchar todo o plano de assalto do tal Sir Alonne, e, consequentemente, o de Leon e Ada. Os cadáveres transformados em pombos-correios, eram atirados do topo da torre. Uma atitude extremamente imprudente, já que, daquela altura, um corpo em queda poderia muito bem matar alguém. Um depois da outra, as mensagens eram entregues, e Edgar deixava o palco daquela carnificina, descendo as escadas até o térreo.

O onista seguiu o caminho indicado, avançando rapidamente e deixando para trás as pessoas próximas à igreja, que descobriam com gritos e berros sua mensagem. Logicamente, os marinheiros eram chamados, analisavam os cadáveres, liam as letras em sangue, e iam examinar a torre da igreja. Lá, o atirador foi preso, mas ninguém sabe quem havia o abatido. Mas uma coisa era certa: este assassino guardaria rancor de quem o derrotou, e lhe mentiu, dizendo que não seria preso.

Sobre os cavalos, Leon e Ada observavam a bela paisagem; um lago cristalino, uma pedra de ao menos 5 metros, e uma mansão de madeira aparentemente abandonada. Enquanto cavalgavam, o caolho pareceu estar cerrando seus olhos, tentando ver algo de longe. Ele varria a região, até bufar e resmungar para seus convidados:

Tem alguém aqui. Vamos cuidar dele.

Os três animais galoparam pela colina, até alcançar o lago, onde um homem com uma espingarda e uma katana andava. Ele parecia determinado, e o caolho apertou o cabo de sua arma. Rangendo os dentes, ele se aproximou do estranho. Mas... Leon e Ada reconheciam aquela pessoa. Sim, sem dúvidas, era Edgar. O que ele estava fazendo lá?

O homem de tapa-olho desceu de seu cavalo, e gritou:

O que está fazendo aqui, forasteiro?

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyTer 26 Abr 2016, 21:56


Leon Strongheart

Aliança pirata?




O clima começava a ficar um pouco pesado, não me surpreendia em nada aquilo, pessoas desconhecidas se ameaçando, um flagrante de assassinato, qualquer pessoa comum teria gritado, entrado em choque e julgado eles, mas para a sorte deles eramos apenas eu e Ada ali. Não demorou muito para o caolho entender que um confronto ali não seria nada proveitoso e finalmente nos mostrar o caminho por uma porta dos fundos, saímos e demos de frente com uma carruagem em um beco, onde haviam mais homens."Ainda bem que evitamos essa dor de cabeça..." Lembro-me que foi exatamente o que pensei quando dei de frente com aquilo.

Logo o homem nos fez cavalgar, um bom jeito de se viajar em terra firme, não que eu tivesse muito conhecimento sobre isso, mas não seria nada mal pegar aqueles cavalos para nós... Hmm... Teria de modificar o barco para poder deixá-los lá... É talvez não seja uma boa ideia afinal!" Logo conclui que não seria viável no momento e comecei a apreciar mais o passeio, a paisagem daquela ilha realmente era agradável, realmente tinha muitos lugares para conhecer mundo a fora, talvez o velho estivesse certo em querer que eu fizesse meu próprio caminho, que ele nunca saiba que eu cheguei a pensar nisso em algum momento.

Alcançamos um lugar diferente, já parecia não estar mais na cidade, um lago cristalino agora tomava quase toda a atenção do lugar, fora ele uma enorme pedra que chegava a ser maior que eu e uma casa que mais parecia abandonada, mas não tivemos muito tempo para apreciar isso tudo, logo o nosso guia pareceu avistar alguém e fomos de encontro a figura junto dele. Quanto mais nos aproximávamos, a silhueta ia se revelando e para minha surpresa, olha onde esse padre doido havia ido parar.

Ao ouvir o homem gritando com ele não pudia conter um sorriso, seria isso ironia do destino? Esse cara estava fadado aos mesmos causos que nós? - Hahahaha! Então foi aqui que você veio parar... Estava perguntando para onde tinha ido agora pouco para Ada! - Desceria do cavalo e apoiando a mão sobre o ombro do homem para acalmá-lo, voltaria a dizer - Não se preocupe, este é Edgar e ele está conosco! - Diria olhando para Edgar e dando uma piscada com um olho para ele, tentava dar um sinal para ele não arranjar problemas agora, mas do jeito que ele é meio pirado, talvez precisasse de mais do que isso - Edgar, estamos indo encontrar esse tal de Royce! Tenho um recado da velha da loja de costuras para ele e ao que parece eles querem fazer algum tipo de parceria conosco, não sabemos direito ainda! Vamos, junte-se a nós! Só vai precisar dividir o cavalo com a Ada, já que são companheiros Onistas! -

Você pode até para agora e perguntar... "Por quê levar o cara que tentou incendiar nosso navio, por uma causa qualquer que fizesse sentido na cabeça dele, junto conosco até esse Royce? Ainda mais sabendo que ele poderia atrapalhar no saque!" Bem, melhor um doido conhecido que um desconhecido, Edgar poderia até mesmo nos ajudar mais tarde, pense comigo. Ele pode enxergar esse Royce e seu bando como pecadores e querer pará-los, isso seria interessante para nós que poderíamos fugir com todo o saque para nós, além disso é mais fácil usar dele agora que conhecemos o que o motiva, do que ter que lidar com um homem que tem recursos e capangas como o Sor Royce. Sabendo disso, é melhor apostar as fichas em Edgar no momento.

Tudo ali se acalmando eu voltaria a montar no cavalo e seguir o homem até seu chefe, assim eu esperava que ocorresse, mas nunca se sabe, então procuraria ficar atento a um possível conflito entre o homem do tapa-olho e Edgar, se esse fosse o caso eu tentaria nocautear o desconhecido antes que isso pudesse vir a acontecer, batendo forte contra sua nuca com um soco, para então poder falar melhor com Edgar.


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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyTer 26 Abr 2016, 23:19


   






Judas



Desceu as escadarias tão rapidamente, que nem mesmo percebeu o momento exato em que desceu elas. Quando realmente voltou à sua consciência, estava respirando fundo e desesperadamente em um beco, com as costas coladas na parede, enquanto imaginava qual seria o futuro daquele homem. Falando nisso, o que será que as pessoas estavam aachando daa mensagem que dizia ''Onismo é a verdadeira religião''?. Os gritos de pavor e desespero que elas davam não pareciam ser um indicativo muito bom.. Mas bem, talvez fossem gritos de entusiasmo. Não é? Não é?!?!

Um tanto quanto assustaado, e recuperando a respiração após descer aquela torre, Edgar se fazia estas perguntas.

- Próximo passo: Eu vou até onde está o Sr Alonne e vou impedi-lo. - Disse para si mesmo, se levantando. A gripe e o buraco no peito que ainda não estavam recuperados poderiam atrapalhar em sua caminhada, mas teria que chegar lá. Teria de conseguir. A cidade inteira dependia disso, e ele sabia que estava no lugar certo e na hora certa pra ajudar a cidade pois era um enviado de Deus.

Assim que chegou ao lago, percebeu que nem a sua gripe nem a sua dor no peito o haviam atrapalhado tanto assim. Estaria ele melhorando? Mas ainda sentia a pele tão sensível...

Sorrindo, percebeu que, talvez, Deus estivesse fazendo com que ele não sentisse nada para que pudesse completar sua missão. Sorriu, e sentiu o sol tocando em sua pele. ''Parece que tudo vai dar certo.. Nada de ferimentos dessa vez... Nada de linhas tortas..''

- O que está fazendo aqui, forasteiro? - E foi neste momento que o seu coração gelou. Talvez Deus realmente quisesse escrever aquela história em linhas tortas.

- Hahahaha! Então foi aqui que você veio parar... Estava perguntando para onde tinha ido agora pouco para Ada! - Ele se virava, e podia ver o navegador do Errante Nortenho, o próprio Leon.

Arregalaria os olhos graças a sua péssima habilidade de mentir.

- Não se preocupe, este é Edgar e ele está conosco! - Ele descia do cavalo, e colocava as mãos ao redor do ombro de Edgar, que tinha os olhos ainda mais arregalados. - Edgar, estamos indo encontrar esse tal de Royce! Tenho um recado da velha da loja de costuras para ele e ao que parece eles querem fazer algum tipo de parceria conosco, não sabemos direito ainda! Vamos, junte-se a nós! Só vai precisar dividir o cavalo com a Ada, já que são companheiros Onistas! -

A cabeça de Edgar simplesmente se revirou. Havia deixado a maldita tripulação do Errante Nortenho pra checar o topo de uma igreja, e sem querer havia se metido em uma das maiores tramas da ilha. E, coincidentemente, conforme as histórias se afunilavam e ele chegava ao fim da trama, ele acabava por reencontrar eles novamente. ''Royce? Quem é Royce? Será um dos companheiros de Alonne? Muito provavelmente.. Este é o lugar exato que foi descrito. E se homem armados estão ao redor desta casa, só pode significar duas coisas: Ou eles estão a fim de dar suporte ao Alonne, ou estão no exato oposto disso... Merda.. Isso é complicado demais. Deveria eu confiar em piratas assassinos, ou apenas dar um tiro pra cima para assustar os cavalos e me aproveitar do momento para derrotar todos?''

Aquele era um dilema extremamente bizarro. Nem mesmo Deus estava lhe dando, naquele momento, um sinal do que realmente deveria fazer. Levantaria a mão que carregava a espingarda, sentindo o som do vento entrando no cano dela como uma flauta, e seu dedo fazendo o gatilho se remexer para os lados de forma estranha. O baque seria ouvido por todos, quando a espingarda batesse em seu ombro, parada.

Abraçaria Leon de volta, colocando seu braço ao redor da cintura dele.''Esta é uma posição perfeita para acertar a espingarda no olho dele'', pensaria. Mas aquele não era o momento para aquilo.

Se Deus havia posto eles em sua vida, e o feito confiar neles, não era atoa. Aquilo era um teste, e teria de confiar neles mais uma vez naquela encruzilhada.

- Oh, Leon!! - Diria, com um sorriso falso. E, com o canto dos olhos e de forma nada discreta, encarando o homem com o tapa-olho do outro lado. - Ora só, parece que nós nos encontramos, não é? Hehehehe.. Muito bom ter achado você... - Falaria, virando o rosto para Leon e para o homem, completamente assustado, e morrendo de medo de dizer algo comprometedor.

- Quanto ao que eu estava fazendo.. Hm.. Bem... - Começaria, se dando tempo para inventar uma história. - Eu entrei em um lugar, e pedi para assoar o nariz, pois eu estou muito gripado. Me disseram que apenas clientes poderiam usar o banheiro, e então eu perguntei onde eu poderia usar um banheiro público. E um homem mal-educado me disse ''Bom.. Existe um lago onde alguns mendigos tomam banho''.. E eu vim parar aqui. - Daria um sorriso falso e assustado, cutucando Leon para fazê-lo rir e encarando Ada, pra fazê-la rir também. ''Pensando melhor.. Ele conhece a ilha e os mendigos dela bem melhor do que eu.. E se parecer uma mentira?'' - Bem, não foi bem alguns mendigos. Era só um. E foi só uma vez. Hehehehe... - Diria, com sua péssima capacidade de mentir.

Andaria na direção de Ada, e tentaria subir no cavalo dela, se encostando à garota e abraçando sua barriga com bastante força, a fim de não cair.

Colocaria a espingarda em suas costas antes disso, obviamente.

- BEM... VAMOS LÁ!! - Diria para todos. E, sussurrando, no ouvido de Ada, diria: - Sorria como se eu estivesse dizendo algo sexual ao fim da minha frase para disfarçar... Mas... Avance o cavalo mais rápido que todos os outros para que possa me dizer que diabos estamos fazendo aqui, para que as nossas histórias não entrem em discordância...






               
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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyQua 27 Abr 2016, 01:10

A negociação parecia ter se saído bem. É claro que Leon quase iniciou outra carnificina ali algumas vezes com seus comentários, mas nada que eu não pudesse contornar. Apesar de tudo, o jeito que aquele cara falava, sua aparência e todos os homens que ele comandava pareciam indicar que ele era um espadachim bem forte... Quem sabe eu não pudesse me resolver com ele depois? Seria um bom passo para nos tornarmos melhor que nossos pais velhotes. Ahh, não sabia? O nosso pai também é duas pessoas, assim como nós. Mas é claro, nós somos mais divertidas e bonitas também. Certo Ada?

”Nunca concordamos tanto em algo. E cá entre nós, o Leon vai bater nele se nós não fizermos isso primeiro.”

De todo modo, a briga com aquele cara teria de ficar para depois. No momento aquelas pessoas seriam mais uteis para nós como aliados, apesar de que eu não me sentia muito disposta a dividir meu primeiro saque com alguém, e podia sentir que Leon pensava a mesma coisa. Talvez tivéssemos planos semelhantes para aquelas pessoas. Me pegava imaginando se aqueles homens eram realmente fortes como diziam “Equivalente a metade dos guardas da ilha, é? Interessante...” “Será que esses cãezinhos só ladram? Ou também mordem?

O caolho abria uma porta aos fundos e atrás desta eu via uma carruagem, com muitos homens protegendo-a. “Uou, me parece que esse Alonne não gosta mesmo que se metam em seus negócios.” Minha curiosidade em saber o que havia dentro daquela carroça era grande, mas eu sabia que descobrir não seria uma boa escolha a se fazer no momento. Tudo o que tinha então, eram especulações. Ouro? Armas? Quem sabe o próprio Royce estaria ali dentro. Alguns cavalos eram puxados e entregados a nós, eu nunca havia montado em um animal como aquele antes, talvez fosse aquele o momento mais perigoso de minha estadia naquela ilha até agora. Ficar com um braço imóvel novamente não era exatamente algo que estava nos meus planos.

Durante o caminho Leon me perguntava sobre o paradeiro de Edgar e, coincidentemente, era exatamente nisto que eu estava pensando naquele momento. Apenas fazia um movimento de ombros indicando que não fazia ideia do paradeiro do padre, mas imaginava que provavelmente havia ido para aquela igreja gigantesca perto do bar. Chegávamos perto do lugar onde Royce provavelmente estava. Um grande lago, uma pedra que fazia Leon parecer tão pequeno quanto Hikari e uma mansão. Uma paisagem bela, realmente digna de um nobre “Sir Alonne... Quem exatamente é você?” Pensávamos aquilo, curiosas sobre a origem de alguém com aquele titulo e com tantos seguidores. E mais importante, tentávamos descobrir como este acabou se tornando um pirata. Era nesse momento que meus pensamentos eram interrompidos pelo caolho, que parecia ter avistado alguma coisa. Era...

”Edgar?”

Bom, a boa notícia é que havíamos finalmente encontrado o padre. A má notícia era que o caolho não parecia muito feliz com isso. Por sorte Leon pensava mais rápido que eu dessa vez e começava a agir, nesse momento começava a ter certeza de que estávamos planejando as mesmas coisas. Calada eu assistia o padre tentar apoiar a mentira contada pelo ruivo, nada que tivesse muito sucesso. Bem provavelmente ele era uma pessoa incapaz de mentir daquela maneira sem nem mesmo saber o que está acontecendo. Via o padre me encarando e tentava rir, para talvez ajudar a disfarçar aquela mentira falha. Mas sabia que aquilo não seria simples assim, cutucaria o homem do tapa-olho, e diria em voz baixa, ainda que provavelmente os outros fossem acabar escutando também... Fazia parte da intenção:

– Não ligue pra ele, é meio maluco. Mas é um ótimo aliado, e tem a única religião que condena a franja do Nnoitra. Acredite, quando ver a franja, vai entender na hora porque ela é condenada. – Em seguida me voltaria para o padre, sorrindo, e diria – Venha Edgar! Precisamos conversar mais, pensei em um ou dois mandamentos novos para o Onismo.

Veria Edgar subir no cavalo, e sentiria seus braços envolvendo com força minha barriga. A outra provavelmente acharia isso um absurdo “PADRE, TARADO, DESGRAÇADO! TIRE AS MÃOS DAÍ AGORA!” Por sorte eu não era igual a ela, e não iria estragar toda a nossa encenação simplesmente por algo como aquilo. Ouvia o padre falar animado com todos, e depois sussurrar em meu ouvido. Como havia sido pedido, um sorriso malicioso surgia em meu rosto quando ele terminava de falar, mas infelizmente eu não confiava o suficiente em minhas habilidades de cavalaria para arriscar sair daquela formação. Talvez pudéssemos conversar em voz baixa, mas em códigos. Sobre um assunto que provavelmente aqueles homens não entenderiam. Começaria a falar em voz baixa.

– O que achou da ilha do vinho? Pensamos em conseguir só um pouquinho para você usar no Onismo. O primeiro pecado nos rodeia aqui, mas pretendemos nos aproveitar dele primeiro, e depois talvez você possa expurgar estes pecados. O que me diz?

Dizia aquilo ainda sorrindo como se conversássemos normalmente sobre a religião de Edgar, só esperava que ele conseguisse entender ao menos um pouco do que eu estava falando ali. Agora talvez eu já pudesse atualizá-lo do resto dos acontecimentos sem usar códigos, já que desta vez não se tratava dos meus planos. Olharia em volta, dando um tempo para o padre absorver a informação e tentar decifrá-la. Depois disso, diria para que todos ali pudessem ouvir:

– Ei, tapa-olho. Esse seu chefe que estamos indo visitar, Royce Alonne... É realmente um nobre para ser chamado de Sir? Um nativo de Lvneel? Ou talvez Dawn Island, no East Blue?

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MensagemAssunto: Re: E Deus Disse: Que Haja Surras   E Deus Disse: Que Haja Surras - Página 3 EmptyQua 27 Abr 2016, 17:25

O encontro era inesperado para todos: Ada e Leon pareciam ter ficado bem felizes em reencontrar Edgar, mas o padre não parecia tão satisfeito. Ele havia se afastado da tripulação, mas ela parecia sempre voltar ao seu encontro. O onista havia ido até a mansão com intenções completamente opostas de seus companheiros: matar Alonne. E, pelo jeito, Leon e Ada estavam mais inclinados a se aliarem ao homem. Edgar estava em um dilema.

Frente a frente com o navegador, o religioso levantou sua espingarda, e, ao mesmo tempo, o caolho desembainhou sua espada. O clima havia ficado mais tenso, e foi apenas acalmado quando o padre pôs a arma sobre seu ombro. Com isso, abraços e cumprimentos foram trocados, e apenas o caolho continuava reservado:

É bom você não causar nenhum problema por aqui, padre. Se não controlar sua loucura, pode deixar que nós a controlaremos na base da força. Aliás, eu não sei o que você estava fazendo aqui, e sorte sua encontrar com esses seus amigos. Não toleramos pessoas desconhecidas em nosso perímetro. Muito bem, sigam-me, irei lhes apresentar ao grande Alonne.

Os cavalos se aproximavam lentamente da entrada da mansão, enquanto Edgar e Ada conversavam discretamente. Algumas mensagens codificadas eram dadas, para que os dois pudessem entender toda a situação; o caolho aparentemente estava curioso em saber o que os dois estavam falando, mas ficou quieto. Afinal, não desejava ser um incômodo. Após o final da pequena conversa, Ada se virou para o homem de tapa-olho e lhe fez perguntas sobre Alonne. Este franziu suas sobrancelhas enquanto respondia, sério:

Sir Alonne não gosta que falemos de sua vida... anterior. Mas, acho que posso falar algumas coisas sobre ele. Afinal, vocês não são do governo, nem conectados a nobreza. Bem, seu nome real não é Sir Alonne, mas sim Montblanc Royce. Há anos, ele participava da corte de Lvneel como herdeiro. Mas, logo, um maldito Azrel nasceu, e retirou a coroa da cabeça dele. Indignado, nosso líder iniciou uma revolta, um golpe de estado, mas foi derrotado e exilado. Agora, ele está recuperando suas forças, para um dia retomar Lvneel para si. Droga, acho que falei demais.

Com essas palavras, os quatro desceram de seus cavalos e começaram a entrar no local. Era suntuoso, e parecia ter sido decorado de um jeito improvisado para parecer um palácio ou um castelo. Um longo tapete vermelho ornava o chão, o teto possuía alguns lustres repletos de velas, estátuas em forma de cavaleiros faziam fila em volta dos visitantes. Atrás destas esculturas, várias janelas deixavam a luz entrar, estas ficavam a dois metros do chão. No canto mais longe da entrada, havia uma escada de madeira em espiral, que levava ao segundo andar, e outra ao porão. À direita e à esquerda dos visitantes via-se duas entradas, que estavam fechadas por grandes portas de ferro. No final do corredor, erguia-se um trono, feito em pedra bruta, e visivelmente construído em cima da hora. Sobre ele estava sentado uma figura inesquecível.

Ainda maior que Leon, o homem era robusto e imponente. Seu corpo inteiro era coberto de uma armadura negra, polida perfeitamente. Seu elmo possuía a forma da cabeça de um leão, e o resto era extremamente bem trabalhado, vestes de batalha dignas de um lorde. Mas a armadura era coberto de arranhões, amassados, manchas de sangue. Parecia usada, e o tempo havia desgastado um brilho há muito apagado. Mas este homem, sem duvidas, era alguém com quem se deve tomar cuidado; um cavaleiro em uma armadura reluzente é um homem que nunca teve seu metal realmente testado.

Ao ver os visitantes, o cavaleiro sacou uma espada tão grande quanto ele, a fincou sobre o chão, e se ergueu lentamente, apoiado sobre a arma. Por alguns segundos, o silêncio reinou, com Sir Alonne encarando o trio. Logo, o antigo nobre falou, sua voz retumbante preenchendo toda a sala, e fazendo os corações dos três vibrarem:

Estes são os nossos aliados? Muito bem. Fique de olho neles, Eygon, para evitar qualquer... traição. Senhores, senhora, bom conhece-los. Vocês terão sua recompensa, no momento certo. Dispensados. Aguardo vocês hoje a noite, neste mesmo lugar.

Após estas palavras, Eygon, o caolho, puxou os três para fora da sala. Não parecia muito sensato desobedecer uma das ordens deste Sir Alonne. Fora da mansão, eles puderam perceber, pelo céu, que já estava no meio da tarde. Mas Edgar percebeu uma coisa ainda mais interessante para ele; atrás da mansão, havia um bote, provavelmente usado pelo enorme cavaleiro. Não havia nenhum guarda por perto, parecia tão simples de apenas ir pegá-lo...

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