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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Apresentação 7 ~ Falência Premeditada

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ADM.Tidus
Duque Azul
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MensagemAssunto: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptyTer 15 Dez 2020, 15:53

Relembrando a primeira mensagem :

Apresentação 7 ~ Falência Premeditada

Aqui ocorrerá a aventura do(a) caçadora de recompensas Karelina Lawford. A qual não possui narrador definido.


Equipe One Piece RPG

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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptyQui 31 Dez 2020, 00:27




Ergui uma sobrancelha em sinal de desgosto para a doninha que surgia na cena sem ser convidada. - Quem lhe chamou… - A sobrancelha tremulou aborrecida enquanto a voz era entonada amargamente. - Arrf… - Dei-me por vencida deixando os ombros caírem enquanto suspirava. Peguei um pedaço da sobremesa na ponta dos dedos e faria a bolota felpuda engolir, em seguida teria dado uma colher cheia para a tenente.

- Se recorda como compartilhar pode tornar as experiências mais prazerosas? - A princípio eu perguntava sobre o ato de dividir a salada de frutas com a marinheira, porém meu olhar seria apontado na direção da ruiva que se afastava. - Ela não é uma garota ruim, apenas tem o mesmo interesse que você. - Comentava num tom sereno ainda fitando a ruiva. - É desagradável ter duas pessoas queridas brigando por minha causa. - Voltava o olhar na direção da tenente fitando-a com ter a voz calma soou um pouco entristecida, mas na sequência esboçava um pequeno sorriso afável, demonstrando que estaria tudo bem se a Nervosinha ainda não pudesse compreender, mas se a marinheira mostrasse algum interesse em melhorar sua relação com a ruiva iria lhe entregar o copo e a colher, incentivando que ela oferecesse um pouco da sobremesa para a Atrevidinha.

>><<

Meu olhar era lentamente direcionado escada a baixo, fixando-se na figura medíocre jogada no chão, meus olhos estariam a brilhar cruelmente e um sorriso sádico ganharia forma em meus lábios bem devagar. - Finalmente está em uma posição apropriada. - Os orbes cor de âmbar eram preenchidos da satisfação, fazendo questão de demonstrar o quão contente eu ficava ao contemplar superiormente a coadjuvante naquela pose.

>><<

- Não é uma idéia ruim. - Meu olhar afiado fixou-se ao horizonte contemplando um prazeroso futuro no qual a coadjuvante era brutalmente atacada por Vick, esbocei um sutil sorriso contente. - Mas não será necessário. - Sem justificativa apenas recusei a "gentileza" de Vick, tomando o segundo shot.

- Ara ara… Apenas lhe confidenciei um segredo, e vossa pessoa tira tais conclusões, quanto convencimento. - Cobria parcialmente os lábios utilizando as costas das mãos enquanto desviava o lado, permitindo que minha voz fosse entonada com ligeiro deboche, eu havia dado a entender todos os motivos para Sulian acreditar que minha pessoa se interessava por ela, porém em momento algum disse claramente tal fato e usava de tal brecha para provocá-la. - Além disso propõe a sua professora um convite tão indecente… - Fingia estar abismada com a loira deixando os olhos bem abertos de encontro a Sulian. - Talvez por não conseguir lidar com vossos afazeres sozinha. - Deixava escapar um risinho abafado bem sarcástico enquanto novamente meus olhos eram desviados.

As implicâncias não seriam prolongadas, logo me abaixaria encarando-a em igualdade, apoiando gentilmente minha mão em seu rosto. - Eu consigo me enxergar em seus olhos. - Aproximava nossas faces admirando carinhosamente os olhos esverdeados de Sulian, afagando a bochecha da loira com o polegar, não haveria qualquer malícia naquelas palavras afetuosas, então me permitiria a rir de forma divertida. - Como minha discípula vossa pessoa tem a obrigação de superar-me. - Meu semblante tornaria-se rigoroso com as sobrancelhas sendo franzidas, mantendo bastante seriedade na voz. - Então evite uma jornada solitária. - A envolvi por trás da cabeça afagando seus cabelos com os dedos, as sobrancelhas foram abaixadas tornando meu olhar apreensivo a voz sutilmente entristecida exibia meu receio, o medo de Sulian seguir exatamente meus passos, desejando protegê-la dos malefícios que o mundo poderia lhe causar, e principalmente… Protegê-la de si mesma, com bastante cuidado penteava a franja da loira por cima da cabeça dando-lhe deixando-a sentir meus lábios calorosos em um beijo demorado.

- Poderia transmitir minha mensagem para as outras? - Pedindo para a loira dizer sobre as alunas terem o dever de me ultrapassar, enquanto apoiava as mãos acima dos joelhos me levantando. - E não brinque tanto com os sentimentos das pessoas. - Repreendia a loira por sua atitude travessura, porém a tonalidade leve de minha voz faria parecer um conselho. - A propósito… - Voltava a encará-la com seriedade no olhar, desejando chamar sua atenção para um comentário muitíssimo importante. - Vosso cabelo está bagunçado… - Abracei a barriga com o braço direito enquanto o dedo indicador esquerdo era apontado em direção ao topo de sua cabeça, se minha aluna fosse astuta poderia se recordar do momento que lhe afaguei. - Exceto se for muito engraçado… Pff! - Claramente minha pessoa estava tentando conter a risada enquanto inflava uma das bochechas com ar e virava o rosto a fim de falhamente esconder o semblante arteiro, entretanto minha aluna poderia ver um discreto sorriso cumplicioso formado no canto dos lábios.

Caso a loira fique irritada. - Não fique tão aborrecida, ou terá rugas ainda jovem. - As palavras seriam proferidas com minha pessoa ainda tentando conter a vontade de rir. - Venha cá, irei ajudá-la, como um pedido de desculpas. - Diria independente da reação de minha aluna, sorrindo gentilmente meus braços seriam abertos esperando que a loira se virasse de costas se aproximando, sendo bastante atenciosa iria abaixar as mechas desorganizadas, percorrendo com os dedos através dos longos cabelos loiros. - Você tem um cabelo muito bonito e sedoso, aposto que deve dar muito trabalho cuidar dele. - Elogiava a loira já esperando por alguma resposta excessivamente confiante, e se assim ocorrer simplesmente iria sorrir, fitando-a com olhos carinhosos, pois seria um comportamento bastante familiar. - Caso em algum momento minha pessoa seja presenteada com uma filha, eu poderia ter o privilégio de batizá-la como Sulian? - Perguntaria numa tonalidade de voz séria, mas não abandonaria uma gota sequer de toda a gentileza e afeto que desenvolvi pela loira. Se a resposta for positiva mesmo que sarcástica ou arrogante, iria abraçá-la cruzando os braços a frente de seu tórax de forma que minhas mãos pudessem apertar carinhosamente os ombros da loira, puxando-a com cuidado enquanto me aproximava para um abraço repleto de ternura. - Obrigada... - Agradecendo baixinho pois a genuína felicidade abafava minha afetuosa voz, se possível permaneceria nessa posição por algum tempo, mantendo o queixo apoiado sobre a cabeça da loira, contendo as lágrimas que desejavam escapar dos olhos alaranjados estando a reluzir como um caloroso por do sol.

Estando recomposta iria enxugar as lágrimas acumuladas abaixo dos olhos com a lateral do dedo indicador, me abaixando novamente e se for o caso utilizaria o polegar para secar os olhos de minha aluna, aguardando-a ficar melhor. - Então, o que vossa pessoa planejava? - Dizendo enquanto expressaria um semblante divertido, sendo cúmplice da travessura orquestrada por Sulian.

Quando a ruiva fosse tomada pelas chamas da raiva eu me afastaria um passo, assistindo a caçada com as costas da mão prostrada na cintura. "Vê-las brincar é sempre reconfortante." Nada como vislumbrar minhas alunas se divertindo de forma tão saudável e inocente, enquanto uma persegue a outra com claras intenções hostis trazia bastante leveza ao meu espírito.

>><<

Ver a ex-principal modelo com seu rosto enfaixado deixava-me bastante surpresa, fiquei boquiaberta por não conseguir acreditar no quão drástica havia sido a mudança. - Ooh… Vossa pessoa fica muito melhor com essas faixas, pois elas cobrem sua face odiosa, por gentileza não as remova jamais. - Elogiava com toda a sinceridade de meu ser o novo acessório da coadjuvante, incentivando-a veemente a permanecer com tal adorno. - Se possível também cubra a boca, pois assim vossa voz terrivelmente irritante será abafada. - Acenava em afirmação com a cabeça querendo ajudar a coadjuvante a esconder seus defeitos, além do próprio rosto é claro. - Ops! Eu falei em voz alta? - Percebendo que o microfone ainda estaria em minhas mãos no momento da consultoria de moda, afinal a morena me surpreendia tanto com sua mudança positiva que me faria esquecer momentaneamente da cerimônia.

>><<

Não tinha qualquer expectativa na danceteria apenas desejava esquecer um pouco dos problemas em Tuntz Tuntz, ficando próxima das garotas num ambiente onde dificilmente assuntos sentimentais seriam mencionados. - Vossa pessoa consegue fazer melhor. - Diria num ar de desinteresse para a ruiva após suas prováveis inúmeras tentativas óbvias de flerte. Caso Laiane não entenda minhas palavras. - Se jogar aos meus pés em qualquer oportunidade não me cativa nem um pouco, é apenas patético. - Não desejava ser ofensiva, apenas exibia a razão de minha apatia, desde que sou capaz de lembrar-me os mudanos vivem se rebaixando a minha vontade enquanto imploram por uma mísera parcela de minha atenção, bom, nos mil primeiros ocorridos era satisfatório, porém após dezenas de milhares de vezes não me faz sentir nada além de tédio. - Se esqueceu de meu conselho? - Perguntava num tom malicioso enquanto arqueava sugestivamente a sobrancelha. Com a ruiva se lembrando ou não minha pessoa faria questão de explicar em detalhes. - Vossa pessoa precisa despertar os sentimentos lascivos que adormecem no interior da outra. - Dizendo calmamente iria laçar a cintura da ruiva apertando-a gentilmente entre meus dedos, então a puxaria com um pouco mais de força, fazendo nossos corpos se aproximarem intimamente, deixando uma de minhas coxas encaixada entre as de Laiane. - Precisa deixá-la sem palavras. - A voz perversa era sussurrada de maneira adocicada bem próximo ao ouvido da ruiva, erguendo-a pela cintura a fim de deixá-la na ponta dos pés. - Fazê-la se eriçar por inteira. - Mordiscaria-lhe a ponta da orelha, puxando-a até que escapasse de meus dentes, enquanto a mão livre iria percorrer de sua cintura deslizando pelas costas, a fim de alcançar-lhe os cabelos rubros por trás do pescoço onde meus dedos seriam fechados expondo a pele alva do pescoço quando os cabelos fossem puxados. - Fazê-la estremecer. - Permitindo a ruiva sentir minha ardência ao beijar-lhe o pescoço abaixo da orelha, então manteria faria nossos rostos se aproximarem com os olhares conectados. - Fazê-la se entregar de corpo e espírito… - Minha voz era abafada pela libido, os olhos fechados, desejando colher os lábios de Laiane em um beijo intenso, mas, antes do ato meus olhos seriam abertos, comigo ainda mantendo-a presa por seus cabelos vermelhos evitando maior proximidade. - Reflita. - Libertando a ruiva de suas amarras iria lhe exibir um sorriso travesso enquanto a observava por cima do ombro, acenando com as costas da mão antes de afastar-me.

Para variar, a Nervosinha estava… Nervosa, a fim de conter maiores nervosismos, sim, ficou repetitivo, mas é sempre bom enfatizar quando se trata do nervosismo da Nervosinha… Vocês entenderam, não se façam de estúpidos ou ficarei nervo… Argh!

Iria permanecer na companhia da tenente, dançando e conversando durante boa parte do tempo, até a mesma sentir-se confortavel o suficiente para ficar a sós com o restante da garotas, então eu poderia finalmente apreciar alguns drinks na única presença de meus pensamentos.

Caso as garotas permaneçam na danceteria até tarde da noite. - Peçam a vossos responsáveis para buscá-las. - Oferecendo o baby den den mushi a garotas e assim poderem ligar, se nem todas tivessem tal privilégio eu iria me dispor a levá-las, antes de retornar a minha residência.


Histórico:
 
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Objetivos:
 

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Furry
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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptyQui 31 Dez 2020, 11:06




Poky ao menos foi capaz de ler o clima… Isso ou foi o pedaço de laranja de dentro da salada de frutas que Kare pegou entre seus dedos e ofereceu para ele que o fez sair correndo… Bem é claro que é possível que Kare já não se recorde sobre o ódio mortal de Poky por laranjas. No fim tanto faz, a doninha foi embora correndo para Longe daquele demônio de olhos laranjas que lhe ofertava esta mesma  maldita fruta. De boca cheia Marian podia apenas ouvir o que Kare tinha a dizer e mesmo que a ouvisse ainda temia em acenar concordando com algo enquanto apenas mantinha um olhar fragilizado apontado para as mãos de Kare que seguravam o copo. O pequeno corpo da tenente parecia tremer um pouco. As palavras de Kare não eram ruins, não estavam erradas, elas nunca tinham firmado nada e a tenente sabia muito bem disso. Kare era livre assim como ela, mas estava ali se importando com os sentimentos dela e não agindo mesmo que possuísse a liberdade.

Marian não respondeu nada, ela não sabia como pôr em palavras, mas tomou o copo das mãos de Kare e ''correu'' até Laiane. - Eu não vou perder. - Ela afirmou com um olhar duro para a ruiva, ambas tinham a mesma altura e a forma como a tenente fez pareceu uma afronta para a ruiva que crispou a testa. - E voc… - Marian enfiou a colher na boca. - Não vou perder, mas… - Era demais, ela realmente não conseguia por isso em palavras, mas sua mão agarrou a mão da ruiva e puxou-a para perto antes de devolver o copo para Kare, ao chegar perto ela soltou a mão da ruiva, ou tentou, pois a mesma deu um suave aperto retendo um pouco mais a mão da Marian antes de permitir que a deixasse. - Também foi querer ganhar na boquinha da Kare-Sama. - Imediatamente após isso ela mudou e com uma postura bastante fofa enrolando uma mexa do cabelo enquanto balançava o corpo de um lado para o outro abriu a boca e fechou os olhos e se Kare a servisse. - Hnmmm, delicia. - - A proxima… É você que compra. - Laiane não deixou de sorrir. - Vou escolher uma ainda melhor que a sua, hehe. - Duvido. - Era um pouco melhor, um tipo de luta amistosa e talvez até mesmo um pouco divertido para Kare que podia ver as duas belas garotas ''duelando'' para mimá-la.

>><<

- Ora ora, devido aos gostos da professora e a existência de minha incrível pessoa é só essa a conclusão possível. - Sulian respondia com Altivez, mas a piscada que deu a Kare mostrava que gostava daquele jogo tanto quanto a morena…. Sim, esse é certamente um tipo de esporte feminino da alta sociedade. - A professora parece gostar muito de indecências. - Enquanto ainda dançavam sua mão deu uma escorregadinha até perto da bunda de Kare como se houvesse ''ameaçado''. - Assim como eu. - Afirmou também adorar umas indecências. - Não tenho problemas nenhum em dar conta sozinha à professora, mas essa foi uma lição que aprendi hoje. Dividir é importante não é? - Aparentemente ela estava ciente do que havia ocorrido antes entre Marian e Laiane.

A personalidade de Sulian era forte e ela simplesmente entrava no jogo com Kare sem se abalar. O tempo que haviam passado juntas lhe deu a confiança para se permitir a ser assim, mesmo que no seu íntimo admirasse a morena como sua musa, agora, ao menos um pouco ela sentia que eram também amigas.

- Bem é clar… - Ela estava prestes a se gabar por seus olhos quando parou ao sentir o toque de Kare em seu rosto, rapidamente percebendo o clima ela se calou, respeitava e admirava a outra no fim das contas. Foi um instante breve, mas ela fechou os olhos e forçou o rosto contra o gentil toque da mão de Kare que acariciava-lhe a face. Neste ponto Laiane e Marian já estavam quase formando uma aliança de extermínio de Loiras. Sulian voltou a abrir os olhos, seu rosto virou para cima olhando direto nos olhos de Kare, mantendo-os agora bem abertos. - A professora acordou humilde hoje? Querendo ser superada assim? - Não era deboche, era apenas algo que ela falou devido a surpresa pelas palavras que deixaram os lábios de Kare. Sua mão que antes estava perto de agarrar a bunda de Kare agora deitou-se sobre a mão de Kare em seu rosto, mas apenas por um breve instante. Elas sem perceberem haviam parado de dançar e apenas estavam ali uma de frente para a outra.

As próximas palavras foram rapidamente entendidas por ela. - A professora não precisa ser solitária. Você pode ficar aqui, com a gente. - Talvez por serem mais parecidas as coisas eram rapidamente entendidas pela loira que já havia percebido que o tempo que Kare ainda permaneceria na ilha estava rapidamente chegando ao fim. As palavras da loira haviam sido ditas levemente abafadas contra o ombro de Kare agora que estavam abraçadas, seus corpos mais uma vez começavam a baloiçar alternando o peso de um pé para o outro em uma dança lenta.

Claro que a loira não entendia todas as circunstâncias de Kare, ela não sabia dos motivos da morena, pois se soubesse não teria dito aquelas palavras, pois pedia para a morena algo que no momento era impossível, ainda que pudesse não ser totalmente desagradavel. Afastaram-se um pouco e Kare deu-lhe um beijo demorado na testa, a pontinha dos dedos de Sulian tocavam a bochecha de Kare durante toda a duração do beijo.

Ao afastar-sem a loira imediatamente virou o rosto de lado e depois de costas para Kare por alguns pequenos segundos, a morena teria ouvido-a dando uma fungada enquanto levava a mão aos olhos, mas quando a loira voltou a olhar para Kare estava como se nada tivesse acontecido e assim como sua professora ela também odiava se mostrar frágil na frente dos outros. - Hunf, até parece que eu, Sulian Alvinova sou uma garota de recados. - Com o rosto repleto de orgulho virado para o lado com o nariz empinado ela o disse. - Além de que… Tenho certeza que vai significar muito mais se for dito por você. - A pose arrogante ficava um pouco engraçada com o topete loiro bagunçado, fazendo-a parecer uma calopsita. - Hnm, vou pensar nisso. - Ela se recusava a baixar seu orgulho, pois brincar com o sentimento dos outros era muito divertido. - Ahhh… A culpa é sua. - Ela virou-se de costas e com pressa começou a puxar a franja para baixo, mas logo parou olhando para Kare com um semblante enfezado, que logo se suavizou. A franja não estava ok ainda e Kare prontificou-se a corrigir. - Na verdade não dá nenhum. - Ela ergueu o rosto orgulhosa. - Ele é simplesmente perfeito por natureza, assim como eu. - Talvez o deus que havia feito Kare houvesse esquecido de destruir o molde completamente? Sulian poderia ser uma boa irmã para Kare? Talvez … Com certeza melhor do que seus irmãos haviam sido, embora fosse-lhe ser difícil dividir a atenção do papai e da mamãe. Estranho como Kare pregava a divisão que nem mesmo ela conseguia. - Hnmmm. Se a professora voltar e me deixar ser a madrinha. - Sulian de certa forma concordou com uma condição. - Na verdade a professora deve voltar de qualquer forma. - Kare nunca havia dito para elas que partiria, mas essas palavras não eram necessárias para a loira. - Ou pelo menos escrever. - Quando ela disse isso a jovem ligou o foda-se para as aparências e agarrou Kare em um forte abraço amarrotando-a a roupa.

Afastando-se. - Aliás… Hnm, a roupa da professora está um completo desalinho. - Algumas pessoas podiam não ter jeito, mas isso não queria dizer que ela não tivesse dado profunda importância para tudo que Kare havia lhe dito.

No fim, ela ainda foi perseguida por alguns bons minutos pela Ruiva. - Acho que todas elas parecem te amar. - Marian, com o rosto deitado sobre o peito de Kare enquanto dançava disse de repente.

>><<

O resultado das palavras de Kare ao longo do dia talvez pudesse ter sido um tanto inesperado durante a balada. Ela havia sido deixada ''sozinha''. As garotas haviam quase todas se dispersado, embora vez ou outra aparecessem. Caroline é claro havia se desculpado, pois precisava ir para casa cuidar dos seus irmãos e por tal não pode ir a festa. Vick havia ido embora junto a Poky, mas então havia a Nervosinha e a Atrevidinha, sendo que haviam estas duas então porque Kare estava sozinha?

Laiane havia tomado Marian em seus braços e dançavam na frente de Kare que estava agora podendo ter um showzinho que as duas faziam questão de dedicar para ela. Junto a mesinha circular Kare via as duas garotas dançando à sua frente, Nervosinha um pouco dura era conduzida pela ruiva que vez ou outra cochichava algo no ouvido da tenente que acabava em todas as vezes olhando para Kare enquanto mordia o lábio inferior. Sim… De algum jeito havia acabado assim… Talvez a culpada fosse Sulian? Ou haviam sido as palavras de Kare?

Dançando juntas elas dedicaram-se a provocar Kare, negando a participação da morena em alguns momentos apenas indicando um sinal negativo com a pontinha do dedo indicador.

Uma, duas, três… Já haviam sido algumas doses que a tenente havia bebido. Dançavam ainda à frente de Kare, uma à frente da outra a menos de 1m da morena quando Laiane finalmente roubou um beijo. Pega desprevenida Marian se afastou, seu coração martelava no peito. Assustada ela olhou para Kare e se não visse desagrado acabaria por não resistir a Laiane que a puxava novamente para mais um beijo, este mais demorado que roubou o ar da tenente que não parava de sorrir após o beijo. Laiane ao pé do ouvido de Marian falou algo e empurrou-a para Kare junto a mesa ficando atrás da tenente que agora estaria no meio entre ela e Kare.

Na pontinha dos pés a tenente passou a mão por trás da cabeça de Kare lhe puxando para um beijo, este seria demorado e ela parecia não querer que acabasse, ainda nos braços de Kare ela teria se virado agora para Laiane e ela mesma tomou a atitude de abraçar a ruiva beijando-a, enquanto rebolava lentamente contra o corpo da morena. Ela estava tomando coragem, e finalmente deu um passa para o lado puxando Laiane para os braços de Kare que sem rodeios jogou seu braço ao redor do pescoço puxando a boca de Kare para si, o surpreendente era que a mão da nervosinha também empurrava a morena para o beijo.

Os lábios da ruiva tinham um gostinho de morango, macios e bem carnudos, estavam bem húmidos e seu beijo era bastante molhado e sem qualquer pudor, seus dedos entrelaçados nos cabelos de Kare puxaram com suavidade expondo o pescoço da dançarina aos beijos dela. A esquerda Laiane estaria beijando o pescoço e a direita Marian fazia o mesmo. Laiane puxou nervosinha para dançar e desta vez ambas fizeram um sinal com o dedo chamando Kare para junto delas.

>><<

Alvida não apareceu. Não houve quaisquer solicitações para Kare prestar algum trabalho naquela semana. Todavia as coisas ainda assim pareciam bastante agitadas.  Poder-se-ia dizer sem impossivel sair de casa. Era provável que aquelas que mais ''sofriam'' com isso eram Marian e Laiane que precisavam deixar a residência todos os dias para trabalhar e passar por uma barreira de repórteres que recusaram-se a sair da frente da residência, mesmo quando foram severamente ameaçados por Vick. A presença constante das duas jovens na residência fez circular alguns boatos interessantes por entre os paparazzis. (Considere esta parte apenas se você aceitar que a Laiane durma ai.)

As questões entre as três, se Kare permitisse, ter-se-iam quase totalmente resolvidas. Bem, havia ainda uma certa disputa entre as duas, mas essa de maneira alguma poderia ser motivo de reclamação para Kare se é que você me entende.

As coisas estavam assim por um motivo simples… Kare de certa forma havia forçado em Bast e em Chords os seus caprichos. Um dueto, não um duelo. Ela disse isso que ela havia dito antes mesmo de saber se seria ou não a vencedora do festival. É claro que os colunistas não deixaram a população esquecer do que havia acontecido no mês anterior na praça Chords. Sim, Bast e ela havia aceitado duelas caso ela vencesse o festival. Inicialmente as pessoas acreditavam que aquilo não ocorreria e que havia sido apenas uma forma de Bast ensinar a Kare o seu lugar. Certo, eles acreditaram nas palavras de Bast de que a morena era incapaz de tocar. O festival aceitava que se dançasse e cantasse, mas no fim o que importava era a música, a melodia e a técnica, em menores partes havia estes outros aspectos como conquistar o público por exemplo.

As pessoas eram simples no fim das contas. Kare havia lhes dado um show que os estimulou, mesmo quando queriam odiá-las. A crítica é claro depreciou o espetáculo como uma apresentação vulgar, mas aqueles que a assistiam queriam algo assim, não desejavam vê-la em roupas sem graça de aspecto sério enquanto tocava músicas clássicas, pois no fundo eles já tinham muito disso. Kare estava ali para causar, para ser polêmica e impopular e diferente dos críticos sérios, os paparazzis a adoravam e vendiam sua imagem e enquanto isso as pessoas comuns que tinham vidas simples e cinzas se permitiam viver através de Kare em um mundo cheio de cores brilhantes repleto de curvas e estradas perigosas.

Na frente de sua casa ela seria sempre bloqueada por Paparazzis que desejavam fotos, Marian, Vick e Laiane eram o mesmo. Cada uma portando-se de forma distinta. A tenente fugia, Laiane apenas sorria enquanto se desvencilhava posando para eventuais fotos, mas sem nunca falar nada sobre Kare e sempre sobre o atelie e seus próximos trabalhos. Não, ela não tentava roubar a atenção de Kare, era simplesmente uma chance de cuidar do seu futuro que ela não podia deixar passar. Vick por sua vez os olhava com tanta frigidez que os caminhos para ela se abriam assim como o mar vermelho um dia fez.

O que você vai tocar? O que vai vestir? Quando vocês combinarem que seria um dueto? O que aconteceu com a disputa? Ainda haverá aposta? O que você fará se Perder? Ou se Ganhar? Você não acha que é muita depravação ter duas belas garotas todos os dias na sua casa? (Essa era uma mulher já mais velha que olhava com raiva para Kare) Sim, verdade, tem muitos homens descontentes de você estar monopolizando duas beldades! ( Este era invejoso)

Chords explicou. Ele anunciou a todos que nenhum show seria feito. Certo, ele não queria ceder a uma forasteira. As pessoas, no entanto, cobraram Bast. Sim, Bast devia honrar a sua palavra e por fim Bast cobrou Chords e por fim ele teve que ceder. Havia se passado 3 dias nesse ponto e mais uma semana seria para preparar tudo.

Foi no quarto dia que o assistente de Bast apareceu na residência de Kare para tratar dos detalhes. Ele não foi educado, sequer a cumprimentou. Apenas trouxe um contrato, na verdade dois.

O primeiro dizia que Kare deveria admitir publicamente a derrota antes de qualquer competição, com isso Bast mostraria benevolência para ela e empregaria as queridas estudantes de Kare dando-lhes todo o suporte para elas. Também havia uma quantidade de dinheiro razoável.

O segundo estipulava os termos da competição. Este havia vindo com um aviso que quando Kare perdesse as suas alunas jamais conseguiriam trabalhar em Tuntz, pois Bast teria a completa certeza de esmagá-las até não restar nada.

O show teria dois grupos provendo a abertura. O show deles seria o final e seria realizado em um estilo similar ao que havia sido no festival Fish, mas desta vez no teatro Chords. Telões de transmissão seriam instalados e ingressos vendidos. Kare poderia reivindicar alguns ingressos para si para pessoas que desejassem ceder um camarote de 20 lugares.


Alvida não falou nada mais.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptySab 02 Jan 2021, 10:28



Quando a Nervosinha retornou coloquei a colher no copo e lhe afaguei carinhosamente os cabelos no topo da cabeça numa demonstração de alegria por ser compreensiva. - Claro, com todo prazer. - Respondia a atitude meiga da ruiva num tom igualmente fofo porém com um pitada maliciosa na voz, meus dedos gentis envolviam a face da Atrevidinha por baixo do queixo, porém eu oferecia o copo com a colher para a tenente, lhe dando uma piscadela cumpliciosa deixando-a fazer as honras. Não conseguiria conter a risada travessa após ver Laiane se deliciando com a colher de sobremesa oferecida pela marinheira. - Por acaso foi desagradável? - Dizendo sarcasticamente na possibilidade da ruiva ficar surpresa com a inocente brincadeira, arqueando uma das sobrancelhas ao encará-la num ar de convencimento. - Uma garota tão adorável não merece ser recompensada? - Iria cochichar para a tenente enquanto esconderia a boca com a mão desejando causar alguma apreensão na ruiva. Caso a Nervosinha não seja contra a idéia eu voltaria a envolver a face de Laiane em meus dedos, aproximando os lábios de sua bochecha alva, em seguida iria fitar a marinheira aguardando-a fazer o mesmo, para então ambas beijarmos o rosto da ruiva. No mais eu não teria problema e dar na boquinha nas duas, principalmente se eu continuar a ser chamada de Kare-sama, dar a salada de frutas… Não pensem besteiras.

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Cruzei os braços um tanto enfezada por escutar a loira orgulhosa falar tão abertamente de sua depravação. - Vossa pessoa não compreendeu a intenção de minha mensagem, ambos os envolvidos devem aproveitar mutuamente a experiência e… - Durante a explicação formal percebia que estava conversando a respeito de um assunto vulgar com aquela pirralha, praticamente me engasguei com as palavras seguintes impedindo-as de serem proferidas. - Eu não devia falar disso! - Inspirei fundo inflando as bochechas com ar. "Porque elas crescem tão rápido…" Eu não queria aceitar que minha irmãzinha havia se tornado uma mulher. Espera… Eu a chamei do que!?

Entrelacei os dedos ao segurar as mãos por cima do cóccix. - Naturalmente eu não acredito que vocês sejam capazes de realizar tal feito. - Enchia-me de orgulho ao responder o descaso de Sulian, permitindo-me a sorrir convicta. - Mas nesse caso eu terei falhado como mestra hmm… - Desviava o olhar para o alto ficando reflexiva sobre o assunto. - Este é um terrível dilema. - Deixando a loira escutar meus pensamentos em forma de palavras, por um lado minha grandiosa pessoa não poderia ser superada, entretanto pensar assim era o mesmo que admitir um fracasso. "Porque eu sou tão incrível?" Lamentava-me por ter sido amaldiçoada com a absoluta perfeição em todas as ações de minha vida. - Deixarei que vossas trajetórias sejam responsáveis por responder o quão excelente sou. - Sorria ingenuamente ao dizer tais palavras onstentando bastante orgulho pelo quinteto de desengonçadas.

As costas dos dedos afagariam com bastante cuidado e carinho a bochecha de Sulian, me sentia feliz e ao mesmo tempo orgulhosa. - Agora não estou mais solitária. - Decidi apenas apreciar o olhar da loira que estava a se preocupar tão carinhosamente comigo. - Eu poderia aprender uma ou duas coisas contigo. - Eu havia claramente me precipitado, aquela garota pensava em mim antes de si, era o suficiente para me fazer perceber que dificilmente ela trilharia o mesmo caminho problemático que eu.

- Eu não poderia esperar menos de minha aluna. - A resposta de Sulian era bastante apreciada aos meus ouvidos, afinal não só ela como as outras deveriam quando se impor. - Mas, temo não ter uma oportunidade tão boa quanto agora. - Ficava um tanto desapontada, a loira poderia notar a apreensão entristecida na voz devido a possibilidade de minha pessoa não conseguir transmitir tal mensagem às outras alunas.

Meus olhos caiam fitando as vestes amassadas. - De fato estão. - As palavras não tinham um tom de reclamação ou repúdio, apenas enfatizavam o óbvio. - Mas isso mostra o quão feliz seu abraço as deixou, então tudo bem. - Fechei os olhos num semblante meigo, sorrindo genuinamente contente. Não teria o menor receio de envolvê-la novamente em um afetuoso abraço apertado antes de alinhar as roupas.

>>><<

"Ok… Conseguiu minha atenção." A sobrancelha arqueada em sinal de curiosidade ornava meu olhar cobiçoso contra as duas mulheres atraente me atiçando com uma dança sensual, Involuntariamente o canto do lábio era mordiscados, a proibição por si só me fazia querer participar e as duas estavam tão provocativas. Os lábios da Nervosinha sendo roubados pela ruiva me fizeram esboçar um pequeno sorriso maléfico, eu não enxergava qualquer motivo para desgostar do ato. - Oooh… - Porém a atitude da tenente me surpreendia por completo, vê-la tomar a iniciativa fez meu olhar ser atentamente fixado a dupla.

Era como deliciar-me com o sabor do pecado, um morango carnudo e suculento fácil de apreciar, fui praticamente enfeitiçada pela perversão naqueles lábios, retribuindo toda a obscenidade de seu beijo, mordiscando-lhe o lábio inferior enquanto puxava até sentí-lo lentamente escapar de minha boca, como se chupasse uma saborosa fruta.

- Suas diabinhas fogosas. - Suspirei em meio um gemido libidinoso enquanto apertava os dedos em seus cabelos curtos logo acima da nuca, elas me faziam sorrir de pura satisfação enquanto eu deleitava o caloroso toque de suas bocas no pescoço. Quando elas terminassem confesso que minha pessoa estaria bem acesa, erguendo o rosto da marinheira ao puxar seus cabelos com um pouquinho de força, então iria conduzir Laine até a o pescoço da Nervosinha. - Imagine o quão prazeroso é ter esses lábios apetitosos cobrindo todo seu corpo com beijos. - A tenente iria escutar meu sussurro ardente com os lábios bem próximo de sua orelha, instigando-a ter pensamentos mais indecentes aproveitando para assoprar sutilmente a região entre orelha e pescoço, após a breve provocação iria tomar os lábios da marinheira em mais um de nossos beijos intensos, após alguns segundos iria conduzir a Atrevidinha para se conectar a nós.

A princípio ter duas belas mulheres compartilhando meu colchão não trazia apenas relaxantes e calorosas noites de sono, os abutres insistentes conseguiam me irritar com suas perguntas tediosas sobre o dueto, agora me aborreciam como se eu devesse qualquer satisfação sobre as visitas recebidas em casa, bom, eu precisava brincar um pouco com seus sentimentos caso contrário iria surtar de raiva. - Sim… Tem razão…- Abaixei o rosto permitindo que a longa franja cobrisse meus olhos numa atmosfera depressiva. - É completamente inapropriado ter duas senhoritas tão belas me visitando todos os dias… - As palavras eram ditas num lamento desiludido, como se houvesse percebido um grave erro. Praticamente me arrastaria a passos lentos na direção do invejosa como se o espírito da vida houvesse abandonado meu corpo. - Eu preciso de mais. Sim. Muito mais. Um harém com todas as beldades da ilha à minha completa disposição. - Ergui o punho cerrado levantando a face ostentando meu semblante vitorioso reluzindo determinação. - Lhe agradeço profundamente por ser o responsável que me fez perceber tamanho ultraje. - Minhas mãos seriam prostradas acima dos ombros do invejoso, atribuindo a ele toda a culpa de minha pessoa desejar criar um harém com as mais belas mulheres de Tuntz Tuntz. Então me afastaria sorrindo agradecida, assim eu poderia me divertir um pouco com os mundanos amaldiçoando o invejoso.

Claro… A ""agradável"" visita do novo cãozinho. - Quem lhe deu permissão de sentar? Sintá-se grato por ter entrado. - Diria tais palavras hostis caso o assistente tentasse se acomodar na residência, pois devido a sua falta de finesse eu faria todo o possível para tornar a estadia dele o mais breve e insuportável, o primeiro contrato era simplesmente amassado e jogado por cima de meu ombro em completo descaso, o segundo seria lido em minucias para ter certeza de que não haveria qualquer artimanha antes de minha pessoa assiná-lo, caso houvesse simplesmente me recusaria, se tudo estivesse nos conformes iria entregar o contrato assinado ao cãozinho do santo.

Porém se o assistente quisesse permanecer após o contrato ser entregue. - Saía! - Elevando o tom de voz ríspido, mas se não for suficiente. - Devo lembrá-lo de que vossa presença é neste recinto é motivo de repúdio? Se insistir, irei considerar uma tentativa de agressão e ficarei profundamente contente em lhe ensinar bons modos, vossa pessoa tem o que precisa, então simplesmente desapareça de minha frente e certifique-se de que eu nunca mais tenha o desprazer de observar vossa mediocridade. - Manteria o olhar gélido fixado no assistente, deixando-o escutar minha doce voz o ameaçando. Se fosse necessário não teria qualquer objeção em enxotar o assistente a chutes, contando com o auxílio de toda a delicadeza ostentada por Vick.

Caso o assistente deixe a residência sem maiores agravantes eu iria apanhar o contrato amassado, para guardá-lo após desdobrá-lo.

Antes que eu pudesse dedicar todo o foco para o dueto, havia um detalhe simplesmente impossível de se ignorar. - Precisamos comprar roupas apropriadas para vossa pessoa, se for de seu agrado podemos ir até o ateliê de Des. - Dizendo a Vick, afinal eu não permitiria que minha convidada fosse até o teatro ver o meu show, contemplar a minha vingança, trajando trapos. Caso Vick discorde eu insistiria alegando que certas ocasiões exigem vestes adequadas, porém não teria problema de comprar roupas formais com um alfaiate menos renomado. Com tal pendência resolvida. - Desejo comprar alguns discos do falso santo. - Caso Vick perguntar o motivo eu responderia que desejava "estudar" meu adversário, talvez por me conhecer tão bem Vick também possa questionar a razão de tanto esforço para derrotá-lo. - Naturalmente eu venceria mesmo com os braços quebrados, mas, o Sr. Santo me deixa tão excitada, ao ponto de minha pessoa querer estilhaçar tudo que lhe é motivo de orgulho. - Arranhando superficialmente minha bochecha enquanto mordiscava a pontinha do dedo do mínimo eu ficava a devanear com o ruivo caindo de joelhos à minha frente completamente desiludido, as bochechas logo se ruborizavam e um sorriso lascivos ganhava forma em meus, sem perceber minha voz séria entonada um tanto erótica. O falso santo não só tentou me fazer esperar em uma fila, como também havia menosprezado minha tão magnífica pessoa, e agora desejava tocar em minhas alunas, ele praticamente implorava para ser esmagado dezenas de vezes igual um inseto asqueroso, como alguém tão amável quanto eu poderia negar tal desejo?

Sobre os ingressos, assim que os recebesse iria segurá-los formando um "leque" a frente de meus olhos brilhando prazerosamente, abafando a risada maléfica que escapava. - Voltarei em breve. - Avisando a quem estivesse comigo provavelmente na residência, caso Vick opte por acompanhar-me não recusaria, antes de tudo iria me dirigir a residência do Jovem Luthier, contando com sua "cortesia" de não recusar a visita de minha adorável pessoa pois seria uma exorbitante falta de requinte simplesmente fechar a porta sem convidar-me para entrar e oferecer uma xícara de chá, caso o nobre anfitrião venha a me receber. - Gostaria de desculpar-me antecipadamente com vossa pessoa, eu havia dito que lhe daria ingressos na primeira fila para assistir minha apresentação no Chords, porém como a principal estrela somente me foi concedido ingressos ao camarote exclusivo. - Aquela era uma terrível circunstância, eu precisaria de muito esforço para não gargalhar orgulhosamente, ostentava um sorriso debochado no canto canto da boca enquanto o deboche iria praticamente escorrer de minha boca durante a fala. Assim iria deixar dois ingressos com o Jovem Luthier.

O restante dos ingressos seria dado a Vick, a Poky… - Estará mais seguro na posse de vossa pessoa. - Imediatamente desisti de entregá-lo a bolota felpuda deixando-o com Vick. Convidaria Alvi, Nervosinha, o quinteto de desengonçadas, até mesmo a ex-secretária e… Errrrr… a Coadjuvante também… "Espero não me arrepender…" Estranhamente a idéia de entregar o ingresso a Poky parecia menos insensata agora.

"Faltam tantos…" Observava os tickets excedentes tentando me recordar que poderia ser convidado. "O jovem guia." Após gastar alguns segundos de minha preciosa vida pensando a existência dele era recordada. Os outros 6 eu daria ao quinteto e a Nervosinha, deixando-as escolherem alguém de seu agrado.


Histórico:
 
Perdas e Ganhos:
 
*Ferimentos*:
 
Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptyDom 03 Jan 2021, 11:50




Sulian não pode deixar de rir ao perceber a ''confusão'' de Kare ao interromper-se em seu sermão. - Tenho certeza que nós duas iríamos aproveitar muito bem, mas a professora parece estar um pouco tímida hoje. - Ainda assim, mesmo com as provocações a loira era alguém com que era difícil se irritar, pois realmente parecia uma irmã mais jovem cheia de ímpeto, mas que retia ao mesmo tempo imensa admiração por sua irmã mais velha. - Assim você nos deixa cheia de problemas professora… - As bochechas de Sulian inflaram. - Professora Injusta. - A reclamação era sobre a afirmação de Kare sobre a trajetória delas afirmar o quão excelente a primeira parte era. - Só de pensar já fico nervosa. - Kare com essas palavras havia colocado bastante pressão em sua aluna.

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Um ambiente escuro iluminado de maneira superficial por luzes multicoloridas. Uma música elevada e animada tocava, algo bastante diferente do estilo clássico que estava tocando. Claro que era uma banda em um palco distante, uma música que pelos instrumentos lembraria a composição de uma banda de rock, mas com uma melodia mais alegre e menos densa. O ritmo bem marcado parecia combinar bastante com a frequência de movimento das luzes que vinham do teto. Um homem negro acima do palco com um cabelo estiloso cantava cheio de impeto.


Em meio a essa vibe duas mulheres dançavam lançando seus olhares de soslaio para Kare. Cara uma com um copo em sua mão enquanto dançavam próximas. Kare apenas a assistia, coloridas por luzes azuis e vermelhas, como dois lados opostos que agora começavam a se misturar. Será que alguém estava mirando propositalmente aquelas luzes nelas? Kare por sua vez vestida com uma peruca rosa, encostada na mureta do segundo andar ao lado de uma mesinha redonda alta podia beber assistindo-as.

Haviam outras pessoas ao redor, mas de alguma forma as duas pareciam alheias a qualquer uma destas ainda que de perto estivessem sendo assistidas. Bem, as pessoas reconheceram Kare, não era como se uma única peruca pudesse a disfarçar, mas tal reconhecimento apenas contribuiu para que ninguém ousasse intervir com a dupla, embora ainda fossem comidas por muitos olhares. Quando se aproximaram de Kare estavam rindo, Marian bateu o copo sobre a mesa e após ter reunido sua coragem avançou sobre a ruiva.


Kare foi incluída não muito depois. O sorriso nos olhos de Laiane era brilhante. - Delícia. - O lábio macio dela estava preso nos lábios de Kare que puxava-os com leveza para trás, impossível de conter-se avançou com um beijo ainda mais sedento, agora imitando o que havia lhe feito, puxando seu lábio antes de começar a descer seu beijos em direção ao pescoço da dançarina.

Elas nada responderam para Kare, mas ao serem chamadas de diabinhas pareceram rir e quase ao mesmo tempo subiram o pescoço de Kare uma de cada lado em uma lambida até terminarem mordendo a pontinha da orelha da morena. A mão de Laiane segurava os cabelos de Kare enquanto a tenente achou uma brecha na roupa e arranhou a superfície das costas dela. Na frente Kare era agraciada pelo toque duplo das duas.  


Havia um brilho diferente nos olhos de Marian quando Kare ergueu seu rosto ao puxá-la pelos cabelos, tinha ali um pouquinho de arrogância, Marian parecia querer desafiá-la a algo. Um sorriso que não mostrava os dentes contornando o canto de sua boca. Era um rosto insolente que de alguma forma fazia parecer que ela queria ser disciplinada. - Esses lábios não são pra mim. - Respondeu ela e voltou a beijar Kare, mas não impediu que a ruiva continuasse a beijar o seu pescoço. - Nossos lábios. - A ruiva havia sido conduzida por Kare para juntar-se ao beijo, mas nervosinho fugiu e deu apenas um selinho na ruiva dizendo a seguir aquelas palavras. - Hoje são para Kare-sama. - A ruiva completou o que a nervosinha começou e então deu um selinho molhado em Kare. - Hoje essas duas bocas. - A nervosinha avançou sobre Kare a beijando com gosto, enquanto em seu ouvido a ruiva continuava. - Vão beijar por inteirinho. - Trocaram, os lábios macios, vermelhos e carnudos da ruiva abraçaram os lábios de Kare, sua língua perversa dançava no interior da boca da morena. - Esse corpo delicioso. - Marian lambeu o interior do ouvido de Kare enquanto sussurrava essas palavras para dentro voltando distribuindo beijos no rosto de Kare antes de puxar o rosto da morena roubando a boca para si. - Foi isso que decidimos, hoje Kare-sama. - A ruiva roubou a boca de Kare para si. - Vai ser abusada. - Por nós duas. - Ao completar isso ambas dividiram os lábios de Kare, uma em cada lado, suas línguas molhadas entrelaçam-se à frente da boca da morena.

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- Certo, é bom que você perceba o quão inapropriado é. - pobre entrevistador… Incapaz de entender as profundezas caóticas que habitam aquele ser à sua frente. - Então agora você deve par….. OIIII? Mais? - A cor parecia fugir do rosto do paparazzi que havia perguntado, enquanto outros ali próximos começavam a ter fantasias estranhas passando por suas cabeças. - Um Harém hã? - Outro falou, parecia devanear em um sonho erotico enquanto tirava algumas notas. - Eu...eu...eu… - O que havia questionado ficou sem conseguir confrontar Kare após a resposta que ela havia dado. - ISSO É UM ULTRAJE, COMPLETAMENTE INAPROPRIADO. VOCÊ DEVIA SER PRESA.   - Talvez ele fosse um tanto religioso de mais… Ou talvez extremamente invejoso.

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- Não é como se eu tivesse pedido algo pra alguém como você. - havia um claro desprezo na voz do novo secretário de Bast que sem se importar com a advertência de Kare se jogou no sofá do lado oposto. - A coisa é simples. Se você expulsar não tem show. E eu aceito um café. - poderia ser descrito como o cúmulo do abuso. Do mesmo modo que Kare planejava tornar aquilo desagradável o mesmo aprecia aplicar-se a outra parte. - Realmente uma barbara sem qualquer requinte. - disse ele de testa franzida após ver Kare amassando o contrato. Ele estava prestes a se levantar para pegar quando. - Aqui, seu café Senhor Antunes. - ele foi pego de surpresa, pois não havia esperado que de fato fosse servido. - Gostaria de algo mais para acompanhar? Talvez alguns biscoitos? - ele ergueu a sobrancelha ainda mais surpreso. - Ahh, sim. Por favor.

Assim ele foi distraído por Vick enquanto Kare tomava tempo a tediosa tarefa de ler. Por fim até mesmo se esqueceu de juntar o contrato amassado e deixou a residência. - Que sujeito simples. - Vick pareceu desapontada.


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Deixaram a residência para fazer compras. - A senhorita não vai comprar um novo conjunto? - Vick questionou. - Não faço questão das roupas do Senhor Desmond Senhorita, ficarei bem com algo mais simples. Já que é um momento da Senhorita ficarei bem usando algo que lhe agrade. - Vick realmente não era apegada muito a essas coisas, mas era bom que a empregada estava sendo mais aberta Kare. - Apenas peço que não seja nada muito colorido. - manifestou-se apreensiva por fim.

Claro que as compras não foram tão simples. Kare havia saído de um ponto que era apenas uma fofoca interessante para o ponto em que havia se tornado a coisa real. Se antes a seguiam apenas para causar rebuliço e vender fofocas descabidas ela agora era seguida por ter tornado sua presença realmente consciente. Assim não foi muito fácil transitar, Khot teve que se esforçar um pouco para conseguir despistar os curiosos antes que elas pudessem se mover com mais tranquilidade, mas inevitavelmente eram encontrados. - A Senhorita deveria se disfarçar. - Vick aconselhou após ter começado a se irritar com a perseguição. - Ou acabarei deixando alguns deles inconscientes.

Ao total foram gastos 3kk. Nas roupas para Vick e em três discos de Bast. O que deixou o vendedor sem saber como reagir.

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Dois dias antes do dia prometido os ingressos chegaram e junto a eles o prêmio que Kare havia solicitado.... Um fabuloso chocalho..... Era cedo pela manhã e Kare neste dia desfrutava uma refeição junto de Nervosinha e Laiane que haviam chego a pouco. - Acab.. - Laiane ia reclamar, mas Marian colocou a mão sobre o braço dela. - Até depois Kare. - Aparentemente quem agora ensinava lições sobre dividir era Marian. - Passaremos a manhã aqui, então… Não demore muito ou iremos nos divertir sem você. - Onde ela havia aprendido a falar daquele jeito?

Não havia como evitar. Kare já estava se divertindo a alguns dias com a dupla e essa na verdade era uma oportunidade que ela não podia perder. A porta à sua frente não demorou para abrir. Atrás de Kare há ao menos uma dezena de curiosos. A frente dela um mordomo com o olhar cheio de desagrado e antes que Kare pudesse dizer qualquer coisa. - Por favor entre. - Assim que Kare entrasse ele fecharia a porta. - Imaginei que vossa pessoa teria o bom senso de não aparecer aqui cercada de abutres. - Ele reclamou com desagrado, afinal Valelot era alguém que preferia manter sua localização em segredo.

- Certo. Parecem desculpas realmente terríveis, ein? - O pequeno Valelot olhava com uma cara azeda para os ingressos. - Mas nesse dia… Não sei se vamos poder ir… Você sabe, sou uma pessoa muito ocupada e não tenho realmente tempo para esse tipo de coisa… - Certo. Ele Estava azedo e tentava recusar o convite. Certo, ele não queria dar o braço a torcer. - Mas ficamos felizes em saber que o Violino desempenhou seu papel com perfeição. - Mordomo rapidamente tentava virar o assunto já que o pequeno Valelot não parecia ainda possuir o traquejo necessário para lidar com este tipo de embaraço. - O jovem mestre e eu faremos o possível para prestigiá-la neste dia importante e agradecemos a consideração por lembrar de nós e vir pessoalmente até aqui. - O velho lançou um olhar para o garoto que pareceu ficar um pouco embaraçado, mas saltou do sofá fazendo uma pequena mensura. - É assim como o mestre diz. Faremos o possível para ir. - O que havia sido essa reação? Porém de alguma forma eles haviam cedido.

Ao voltar para casa haveriam duas beldades vestidas apenas com roupas íntimas deitadas sobre a cama de Kare. - Estamos lhe esperando. - Começaram a se levantar. - Preparamos um banho também. - Sim… Ser Karelina Lawford era algo realmente terrível.

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O dia chegou. Tiveram de ir muito antes para o teatro para evitar a aglomeração de pessoas. O camarote para os convidados de Kare já estava pronto e nele havia alguns comes e bebes. O camarim não poderia ser chamado de o melhor. Aparentemente ainda havia algum boicote contra sua pessoa, parecendo apenas um camarim simples. Uma jovem de semblante meio ''morto'' estava no interior. - Você é a Senhorita Lawford? - Ela se moveu em direção a Kare. - Sou Silphy. Aqui, preparei um pouco de chá para a Senhorita. - De olhos mortos um pouco embaçados, cabelo preto curto e um rosto jovem. Esta era Silphy. O chá estava quente e tinha uma coloração laranja para marrom. Embora o camarim não fosse grande coisa pareciam ter mandado uma assistente para ela?

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Levaria duas horas até o começo do Show. Kare poderia passar esse tempo no camarim, ou assistindo junto dos seus acompanhantes no camarote. Claro que durante a metade do segundo Show alguém a chamaria para o camarim a fim de se preparar. Fosse antes, ou fosse agora Silphy estaria lá esperando-a com a xícara de chá.

- Hnmm… Parabéns. - Esta foi uma felicitação de Sophie, sendo recebida caso Kare tivesse ficado no camarote. Sophie não a encarava diretamente, algo parecia ter acontecido. Ela deu uma respirada profunda. - Na próxima… Tocaremos juntas? - Parecia ser um pedido honesto. Alvida podia ser vista mais atrás e havia um olhar duro no rosto dela.

Valelot e o mordomo apareceram. Khot estranhamente foi o único que recusou, embora tenha se curvado profundamente para Kare. Ele pareceu ficar sem jeito no meio daqueles que eram os amigos da morena. Cada uma das alunas ao chegar teria pulado sem muito pudor para abraçar Kare, dizendo palavras como: Acaba com ele, Depois vamos comemorar de novo ein? (Essa era Sulian) A sim, o convite ainda está de pé. (Novamente era Sulian que dava uma piscadinha para Kare.)

Vick vestia-se com a roupa escolhida por Kare e Poky lutava com o Mini terninho no qual ele havia sido ''enfiado''. Ele não gostou muito daquilo, mas Vick o repreendia dizendo que seria só por hoje, então ele teria que aguentar.

- Sei que não é o momento. Mas descobri algumas coisas que podem te interessar. - O capitão da marinha havia aparecido. Marian o trouxera. - Ah, certo. Antes disso. Parabéns… Não sou muito bom com essas coisas. - Ele estava ''disfarçado'', pois provavelmente não seria bom ser visto andando tão intimamente com Kare.

Elizabeth trouxe sua irmã mais nova que olhava com olhos muito brilhantes para Kare. Sulian havia trazido o amigo que já havia comentado e ele realmente era um rapaz bem apessoado e olhava para Kare com bastante desejo… Será que Sulian havia lhe dado algumas ideias erradas? Caroline estava sendo acompanhada pela mãe enquanto Milena também havia trazido um namorado, mas este parecia bem tímido.

Laiane e Marian pareciam se dar bem agora, mas ainda mantinham o desejo mútuo de mimar Kare. Assistir Nervosinha nesses momentos era como assistir a uma flor que finalmente estava desabrochando após um longo tempo.Era uma sensação boa que possivelmente podia deixar a morena bastante tranquila com o futuro. Marian ainda lhe amava, isso não havia mudado e as vezes durante as noites passadas Kare teria ouvido essas palavras sussurradas em seus ouvidos enquanto a marinheira achava que ela estava dormindo, todavia vê-la agora passava uma sensação de segurança de alguém que não iria desmoronar em breve.


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A vez de Kare se aproximava. Logo seria chamada ao camarim para se preparar e não muito depois ao rufar de tambores ela e Bast adentraram ao palco. Claro que se fosse do desejo de Kare teria conseguido encontrar Bast por trás das cortinas antes de realmente subir ao palco.

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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptySeg 04 Jan 2021, 08:05



- Esta é a principal vantagem de tê-las como aprendizes. - Abafava uma risada travessa enquanto conversava com a loira, não me sentiria nem um pouco culpada por jogar nos ombros de minhas alunas tamanha responsabilidade, inclusive daria a entender que estava me divertindo com tal situação. - Mas vocês não irão envergonhar-me. - Diante o futuro incerto eu acreditava que o quinteto de desengonçadas teria uma vida promissora. "Eu realmente preciso falar com as outras." Permita-me a ficar pensativa por alguns instantes, eu nutria orgulho por aquelas garotas, e julgava importante fazê-las compreender o peso de tal responsabilidade.

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Nada teria a comentar sobre o quão instigante era estar refém daquelas despudorada, meus ouvidos eram prazerosamente cativados pelas provocações, enquanto o corpo não escondia os sinais da excitação ao arrepiar-se com tantos estímulos, sentindo minha face arder pela líbido estaria a expor um indecente sorriso. - Façam o seu pior. - Após os arranhões, beijos impertinentes e outras atitudes vulgares minha pessoa deixava-se entregar às tentações, as palavras ditas como um suspiro tinham a finalidade de atiçar as diabinhas, afinal após ser vítima de seu ataque luxuriosamente combinado eu não ficaria satisfeita com poucos beijos.

To be continue...

>><<

Eu poderia simplesmente relevar a atitude irritante do assistente e assim o dueto ocorreria sem maiores empecilhos, contudo. "Verme repugnante." Estar diante de um ser tão desprezível agindo como se fosse digno de ter sua existência notada por mim fazia meu sangue ferver, minha pessoa não conseguia suportar tamanho ultraje. - E porque eu desejaria participar de tal espetáculo? - Ergui uma sobrancelha confrontando o assistente quando o mesmo ameaçou cancelar o dueto, desejando lhe causar alguma dúvida. - Você foi enviado por seu superior, o próprio santo tem interesse que tal apresentação seja realizada o quanto antes, porém tal fato não se aplica a mim. - Manteria-me bastante calma ao conversar com o assistente permitindo a ele contemplar um sorriso aparente repleto de malícia estampado em minha face. - Os repórteres iriam adorar saber que o escolhido por Deus está com muito medo de enfrentar-me e utiliza de diversos métodos desonrosos para evitar tal embate. - O assistente provavelmente teria bastante conhecimento de como a imprensa na ilha se alimenta de intrigas, e que bastaria apenas dizer as palavras corretamente para fazer a situação dançar o meu ritmo. - Como o santo se sentiria ao ser intensamente pressionado por seus próprios fiéis exigindo alguma satisfação? - Meu olhar seria preenchido por um brilho perverso cravando-se ao assistente desejando admirar seu iminente desespero. - Mas claro que alguém tão influente poderia facilmente se livrar do culpado e manter sua reputação intacta, recorda-se de vossa antecessora? Que por anos o acompanhou, dedicando sua total obediência. - A doçura inebriante presente na voz aveludada não esconderia a satisfação de atormentar a mente do sujeito, a fim de ajudá-lo a compreender como o ruivo não teria o menor dos receios ao se livrar de um cãozinho incompetente. - E como os fiéis seguem veementemente as palavras de seu ídolo, vossa pessoa deve imaginar onde suas raivas e frustrações seriam descontadas, correto? - A frieza ostentada por meu par de âmbares afiar-se-ia contra o assistente como se sua existência medíocre fosse a única coisa capaz de ser enxergada naquele momento. - Vossa pessoa realmente tem motivo para se orgulhar, afinal possui um cargo ser cobiçado por inúmeros habitantes. - As palavras entonadas com puro cinismo fariam o assistente se recordar o quão fácil seria substituí-lo.

Tendo exposto meu ponto de vista iria simplesmente cruzar os braços recusando-me a sequer tocar nos contratos. - Se compreende vossa situação então pare de sujar meu sofá. - Esboçando um pequeno sorriso presunçoso teria utilizado de toda minha educação ao pedir que o assistente ficasse de pé. Entretanto, os braços teriam permanecido cruzados aguardando por uma atitude específica do assistente, mas caso o mesmo seja tão incompetente a ponto de não deduzir sozinho. - Naturalmente uma bárbara sem requinte jamais se dignaria tanta burocracia, existe algo que vossa pessoa deseja retratar? - O assistente praticamente invadia meu recinto, portou-se como um reles marginal, e ainda tinha a coragem de ofender minha grandiosíssima pessoa,  eu não poderia perdoá-lo sem antes escutar um vexaminoso pedido de desculpas.

Com o assistente implorando meu perdão o contrato seria assinado, porém eu tentaria me aproveitar bastante da situação para fazê-lo se rebaixar ainda mais. - Poderia repetir? Eu não escutei, talvez se vossa pessoa se ajoelhar abaixando a cabeça sua voz não ficará obstruída. - O sorriso aumentaria tanto em tamanho quanto beleza, pois eu não seria capaz de ocultar o quão gratificante era menosprezá-lo. Se assim ocorrer eu iria tranquilamente cruzar os pés acima de sua cabeça para usá-lo como apoio, e minha educada pessoa não poderia deixar de atender o pedido de um hóspede tão querido, despejando lentamente o café próximo ao rosto do assistente. - Espero que vossa pessoa tão sofisticada não cometa a gafe de recusar a hospitalidade de sua anfitriã. - As palavras seriam ditas de forma bem gentil enquanto eu estivesse a "servir" o café. - E por obséquio tenha a decência de não manchar o chão com seus fluídos asquerosos. - Dizendo num tom repleto de repúdio, enquanto voltaria a ler o contrato utilizando meu descanso de pés não muito confortável.

Os aborrecimentos não eram apenas causados pelo assistente, os mundanos eram aglomerados aos montes, sinceramente como eu poderia culpá-los? Finalmente percebiam minha grandiosidade e agora disputavam para me idolatrar, mas graças ao pedido de Vick eu teria me dedicado a não chamar tanta atenção, usando perucas, chapéus e óculos escuros quando eu fosse sair com ela. Durante o tempo que minha pessoa ficasse sozinha  aproveitaria para escutar atentamente os discos do ruivo.

Na residência do jovem Luthier. - Está equivocado Sr. Mordomo, o violino ainda não cumpriu sua função. - Dizia sem muita sutileza na forma de falar ao contrariar o mordomo ácido, testemunhar aquela criança irritante ficando sem palavras deixava-me revigorada, finalmente ele havia perdido sua pose irritantemente soberba, e até mesmo seu escudeiro parecia mais sútil ao falar comigo. Educamente me levantaria apoiando as mãos sobre as coxas, então daria as costas para a dupla. - Realizarei um espetáculo que fará o Jovem Luthier se gabar por ter construído o violino. - Comentava antes de sair, não iria insistir para ambos se fazerem presentes em minha apresentação no Chords, nesse momento eu não seria cínica, era apenas um amigável comentário de uma pessoa orgulhosa para outra, antes de deixar a residência iria fitar o Jovem Luthier por cima do ombros exibindo a ele um presunçoso sorriso desenhado no canto de meus lábios, a fim de fazê-lo se recordar de meu objetivo, que basicamente consiste na absoluta derrocada do Santo.

Ao retornar para casa. - Hmmm… Aparentemente minha pessoa se antecipou. - Reclamava num tom de provocação pois não seria nem um pouco desagradável encontrá-las realizando indecências com tão poucas vestes em minha cama. Após a "longa" e "exaustiva" viagem eu finalmente retornei ao conforto do lar e agora estava sendo intimada por duas cativantes senhoritas para banhar-me, realmente uma lástima… Quando as duas diabinhas começassem a remover as poucas peças de roupas que lhe cobrem eu iria erguer os dedo indicador acenando negativamente bem devagar. - Vocês deverão permanecer assim. - A oportunidade me proporcionava a brilhante idéia fazê-las entrar na banheira trajando apenas as roupas íntimas, afinal a imagem de ambas completamente ensopadas naquelas vestes… Como poderia ser ruim?

>><<

O tão esperada noite onde todos os habitantes da ilha finalmente perceberiam o quão insignificante é seu ídolo quando comparado a mim chegou, optei por assistir a maior parte da abertura no camarote, desfrutando a companhia dos convidados exclusivos, apesar de minha pessoa ter sido surpreendida quando encontrou o Sr. Capitão. - Certo, também tenho algo que lhe interessa saber, mas não por uma boa causa, deixemos tais assuntos para amanhã. - Eu sinceramente esperava escutar alguma desculpa como "Estou muito ocupado trabalhando." por parte do marinheiro, confesso que fiquei um pouco mais contente pela presença dele, bom, eu não iria arruinar minha grandiosa noite conversando sobre "trabalho" por isso o Sr. Capitão teria de esperar para descobrir maiores detalhes.

- Eu detesto duetos e performances em grupo. - Respondia a coadjuvante com certo receio na voz, não demonstrando qualquer vontade de apresentar-me novamente com ela. - E provavelmente eu precisaria sequestrar o Santo para voltar a este palco. - Era um desabafo sincero, pois após tantos atritos provavelmente o Sr. Prefeito faria de tudo para impedir meu retorno ao Chords, não era a mais amigável das respostas, porém fiz o meu melhor na tentativa de demonstrar algum apreço pela coadjuvante, dando a entender que o maior problema seria agendar o show no teatro ao invés de sua presença.

Quando a abertura estivesse prestes a terminar eu iria até o camarim, se é que posso chamar esse cubículo assim, e… "Esse chá está envenenado, não está?" Refletindo ao receber a cortesia de meus anfitriões, não seria difícil imaginar que o pseudo santo tentaria sabotar minha astronômica performance, porém eu me questionava se ele seria estúpido o suficiente para tentar algo tão óbvio, mas ao direcionar minha atenção a servente. "Sim! Definitivamente está envenenado!" Aquele olhar mórbido extinguirá qualquer interesse que eu poderia ter pela bebida, mesmo se minha pessoa tivesse a absoluta certeza sobre a integridade do chá eu o recusaria. - Aprecio vossa gentileza, porém estou apressada. - Formalmente recusaria a bebida. - Se possível assista o dueto, vossa pessoa terá uma gratificante surpresa. - Dizia a servente enquanto estaria a sorrir maleficamente. "Talvez ela seja útil." Graças às informações cedidas pela secretaria eu suspeitava que aquela garota estava sendo vítima do ruivo, então porque não deixá-la testemunhar seu algoz sendo humilhado publicamente?

Figurino ok! Maquiagem ok! A unha tá ok! Agora é só fazer o santo perceber sua estupidez. Perfeitamente arrumada eu deixaria o camarim, buscando pela presença do ruivo, desejando encontrá-lo pouquíssimo antes do espetáculo. - Como vossa pessoa está? - A princípio eu perguntaria de maneira bem carismática como se de fato estivesse preocupada e interessada sobre o bem estar do falso santo. - Eu me pergunto como é a sensação de estar prestes a ter uma vida prestigiosa ruindo como um castelo de areia, deve ser bastante desesperador saber que tanto esforço e dedicação para manter a idolatria não valerá de nada, e tal tragédia causada por uma mera forasteira que a pouco tempo nem mesmo cantar sabia… - Apoiando o dedo indicador dos lábios meus olhos laranjas e brilhantes seriam desviados para cima comigo permitindo que a irritante voz fofa fosse responsável por contar uma fábula, cujo qualquer semelhança com a realidade seria meramente coincidência. (Só que não)

- Se eu estivesse vivenciando tal experiência catastrófica facilmente me deixaria cair nas correntes da frustração, raiva, rancor, e utilizaria qualquer recurso ao meu alcance para esmagar a razão de tanto aborrecimento… Mas felizmente algo tão absurdo quanto essa história jamais ocorreria na realidade, não é mesmo? Principalmente com alguém agraciado por uma dádiva divina. - Eu estaria bastante entusiasmada ao proferir cada palavra, sentindo-me como uma inocente criança enérgica compartilhando ficções mirabolantes de sua imaginação. Obviamente minha pessoa desejava aflorar os mais nocivos sentimentos do ruivo, o medo de perder tudo após eu ter conseguido forçar um dueto contra ele, a frustração por poder ser publicamente envergonhado graças a alguém que a pouco mais de um mês era apenas uma desconhecida, a raiva dessa mesma pessoa desafiar inúmeras vezes sua autoridade na frente dos fiéis.

E como nessa ilha os mundanos demonstram um grande fascínio por me tocarem sem consentimento após algumas brincadeiras inofensivas eu tomaria cuidado para não ser golpeada covardemente pelo ruivo, avançando um ligeiro passo em direção ao palco. - Aparentemente estão nos anunciando, você não vem? - Fingiria ter desviado por puro acaso, apenas para poder deixá-lo ainda mais indignado. - Ah! Antes que eu me esqueça, por gentileza não se deixe levar por minhas palavras. - Abandonaria toda a atitude ingênua, mesmo não sendo necessário iria revelar que minhas ações até agora ostentavam a finalidade de irritá-lo antes do dueto. - Afinal seria muito vexaminoso você usar o nervosismo como desculpa após ser vergonhosamente derrotado na frente de milhares de pessoas. - Com o mais amável dos sorrisos ornando meus sedutores lábios iria novamente provocar o Sr. Santo, enquanto meus grandes olhos alaranjados teriam o deleite de contemplar a provável reação eufórica do ruivo.

No palco eu teria previamente solicitado um suporte para o violino e também um pequeno banco ou algo semelhante onde pudesse depositar uma caixa enfeitada com o chocalho em seu interior.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptySeg 04 Jan 2021, 12:49




O espetáculo podia ser perdido? Ela poderia perder tudo o que havia construído? Ou talvez poderia mesmo se atrasar e ter que refazer boa parte do trabalho que até então havia desenvolvido. Todas estas eram possibilidades bem reais, mas nenhuma delas importava a frente da necessidade de botar aquele pedaço de lixo no seu devido lugar.

Foi você que quis… Menos do que você, tenho certeza de que o maravilhoso Bast não deseja dividir o palco… Ninguém vai dar bola pra o que esse bando de abutres… Bem.. Ela bem… É… - Ele foi capaz de começar a imaginar o que Kare lhe descrevia, claro… A verdade podia ser diferente, era provável que se ele tivesse virado as costas e agido primeiro a falar com os repórteres do lado de fora nada daquilo descrito por Kare iria se concretizar, mas… As palavras… O tom e o olhar da mulher a sua frente começaram a fazê-lo suar frio conforme sua imaginação pintava o quadro por ela descrito.

Kare tinha mais sorte do que juízo, se aquele não fosse um simples secretário, se ela estivesse se deparando talvez com alguém no nível de Vick a situação poderia ter saído bastante do controle ao ponto de nem saber-se ser possível retornar ao ponto de confrontar Bast diretamente em um tempo breve. Sim… Certamente se fosse Vick não teria sido levada pela melodia da dançarina.

Todavia ele não era Vick e por tal motivo se rebaixou a apoio de pés. Parecia estar passando um pouco mal, sua face branca lhe dava um aspecto de alguém que estava prestes a vomitar. Ele tremia com o misto de raiva e medo, não sabia se estava certo ou errado, mas ele poderia voltar para Bast e contar alguma mentira, dizer que Kare havia ficado com medo, mas que era orgulhosa demais e por isso preferiu o segundo contrato… Sim, contanto que ele mentisse para Bast ele tinha certeza de que ficaria bem, ele apenas precisava fazer o demónio a sua frente ficar contente para não falar nada. Ainda assim a humilhação era muito para alguém que estava orgulhoso de poder ser o braço direito de Bast.



Vick limpou a garganta chamando a atenção de Kare. - Espero que a Senhorita lembre que sou eu a responsável pela limpeza. - Ela arrumava o óculos no rosto, este que refletia um brilho perigoso enquanto encarava a xícara na mão de Kare. Sim… Vick não queria ter o trabalho desnecessário de esfregar o chão apenas porque Kare estava se importando com um peixe pequeno. A mão da empregada permanecia estendida para frente esperando que Kare lhe devolvesse a xícara. Após o pálido assistente deixar a residência sobre pernas trêmulas: - A Senhorita precisa ter mais consideração pelos meus esforços. - Vick a repreendeu.

(Bom com isso a cena do post anterior fica reescrita, mas de toda forma ele saiu sem o contrato amassado)

>><<

- A hora não podia ser mais perfeita. Certo? - Laiane perguntou para Marian ao lado. - Uhum, foi perfeita. - As duas jovens pareciam estar bem atiçadas pelo tom de voz que usavam ao se levantar vindo até perto de Kare enquanto começavam a remover suas lingerie, sendo prontamente impedidas. - Mas se ficarmos com roupas molhadas podemos ficar doentes, Kare-sama vai nos esquentar? - Brincava a ruiva ao continuar se aproximando com um sorriso malicioso agarrando a roupa de Kare por um lado enquanto Marian agarrava do outro.

To be Continue!!!

Claro que a semana de Kare não seria apenas mordomias e mimos por duas beldades. Próximo ao dia do show ela fora chamada ao teatro. Aparentemente a apresentação seria acompanhada por uma orquestra e era importante que eles ensaiassem a música que quer desejava tocar para que fossem capazes de acompanhá-la nós momentos que ela desejasse acompanhamento.

>><<

- Concordo. Hnmm, almoço? - Capitão, capitão, que safadinho capitão… Ele estava pedindo um encontro? Obviamente não era que ele pensava que seu convite houvesse parecido, era apenas o horário em que ele conseguiria dispor de tempo livre.

- Sim… Mas o chá, eu fiz para você por favor tome. - A pequena jovem insistia tentando correr pra ficar a frente de Kare com a xícara em mão. Se Kare mais uma vez recusasse ela parecia nervosa e mais uma vez pediria. - Você precisa tomar...

Kare deixaria o camarim ouvindo o que parecia ser um choro repleto de negativas junto ao som de porcelana quebrando. Foi difícil para a jovem entender os sentimentos que Kare desejava passar através de suas palavras, tudo que sentia nesse momento era a antecipação pela dor que acreditava estar por vir e a qual seria provavelmente ainda pior se Kare saísse vitoriosa.

>><<

- Com Ichos ao meu lado eu estou sempre bem. - Haviam pessoas próximas, não estavam sozinhos. Assistentes de palco passavam de lá para cá atarefados, mas é claro que ouvidos e olhos se espicharam na direção daquela inusitada dupla. Bast nesse tipo de ambiente precisava manter sua aparência.  

Bast a ouvia em silêncio até o fim. - Desculpe… Estava rezando, você disse alguma coisa? Ouvi alguns zumbidos no vento. - Estava claro que ele havia escutado, não era possível ignorar palavras ditas tão próximas a si e ele nem de longe seria capaz de ser tão distraído quanto Kare, mas mesmo assim agiu com indiferença as provocações da morena.

Falando nisso… Onde estava o assistente dele que em lugar nenhum poderia ser visto? Obviamente caso Kare perguntasse, a resposta seria negativa. - Não sei de quem você fala.

- Felizmente há poucas pessoas tão vis quanto você, se todos no mundo pensassem assim tudo seria um caos, mas através da graça de Ichos podemos agir de forma superior. - Esse papo religioso podia ser algo extremamente desagradavel de engolir, talvez Kare, nem mesmo em seus dias mais loucos, conseguiria permitir que tamanha ladainha saísse de seus lábios.

Ainda assim, não era tão importante fazê-lo perder a compostura, pois o simples prazer de estar ali podendo tripudiar seria possivelmente do agrado da morena independente de com Bast se portasse ao ouvi-la.   - Felizmente hoje você perecerá ante o julgamento de Ichos. - Aquele realmente estava sendo pintado como o duelo entre o bem e o mal, e isso não apenas por aqueles dois, mas como também pelo anunciante que agora estava anunciando o último show da noite com palavras que muito recordavam este embate de tempos imemoriais.

O anunciante parecia estar chegando ao fim do anuncio, o público ouvia em silêncio mortificado a anedota anunciada pelo apresentador que contava o trajeto fantástico que os havia levado até ali. Como um bardo, ele narrou os acontecimentos.

>><<

Kare foi a primeira a entrar no palco, indo quando fora completamente anunciada. Um discurso foi após isso feito para apresentar Bast. Algo cheio de floreios que ressaltava a digníssima jornada que aquele homem santo havia traçado para chegar até ali. Se Kare era rubro negro Bast era branco e dourado, ao menos assim era na história do Bardo que abria o evento.

Estranhamente não houveram aplausos. Nem para Kare, nem para Bast. O clima tenso não permitia tal demonstração. Olhar para a plateia era como olhar para o mar em forte recuo, as coisas podem parecer calmas, mas no fundo você sabe que uma tsunami virá. Um silêncio profundo repleto de tensão. Silêncio por aquilo que faltava, um silêncio por aqueles que não falavam, e outro daqueles que se apresentavam. Nesse momento o teatro parecia engolir em seco.

O rangido quando Kare moveu a cadeira os fez suar, seus corpos ficaram rígidos. Havia sido esta a adaga que rasgava o silêncio de forma cruel, porém teria Kare sequer percebido este clima?  

As luzes se apagaram. Tudo ficou escuro e mais uma vez o silêncio desceu. Kare sabia que assim que começasse a tocar ela seria iluminada, o mesmo aconteceria para Bast e por outro lado a luz jamais seria lançada sobre o público. No alto à direita ela poderia ver o camarote onde aqueles que havia convidado estavam sentados de forma comportada…. Exceto Poky que pulava no parapeito enquanto acenava entusiasticamente para Kare.

O teatro era tal qual ela lembrava-se dos ensaios. Um grande palco de madeira de mogno, cortinas pesadas e aveludadas vermelhas, ornamentação dourada e prata, dezenas de luzes de cor laranja deixavam o interior com um brilho caloroso com combinava bastante com o mármore e gesso da construção. Logo a frente do palco em um nicho mais baixo estava a orquestra. De costas para o público estava o mastro que seria aquele com quem Kare havia ensaiado.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptyQui 07 Jan 2021, 11:03



- O assistente do santo não vale uma poça de café no chão, que deprimente. - Minha pessoa distorcia as intenções nas palavras de Vick utilizando-as para menosprezar o sujeito mal educado, mantendo o doce tom de voz debochado. Assim entregaria a xícara para Vick pois não desejo ofendê-la.

Quando o assistente saísse da residência. - Victória, não me faça perder a autoridade novamente. - Direcionava o olhar afiado contra a morena, mantendo certa calma ao proferir as palavras rigorosas num tom de voz gélido, então deixaria o cômodo a passos rígidos.

>><<

- Sem objeções, apenas encontre um restaurante adequado. - Dizia sem muita empolgação em resposta ao convite do Sr. Capitão, pois acho impossível minha pessoa conseguir almoçar tranquilamente em algum restaurante durante os próximos dias na ilha.

"Que irritante." Massageava as têmporas tentando acalmar-me após ser vítima do ataque histérico. - Vossa pessoa não tem qualquer astúcia, fico ofendida por você tentar enganar-me assim. - A atitude da servente era tão óbvia, ela praticamente confessou que a bebida estava adulterada com a insistência, esse comportamento estúpido me fazia aconselhá-la a ser mais sútil. - Nós duas sabemos que eu não beberei, mas se está com tanto medo de sua punição você mesma deveria tomá-lo, isso lhe dará algum tempo de fuga. - Aparentemente o fato de minha pessoa ter sido babá de algumas pirralhas na ilha me deixou mais sentimental, pois de alguma forma eu desejava ajudar a servente, ou talvez minha pessoa simplesmente deseja presentear o Sr. Santo com mais aborrecimentos, provavelmente a segunda opção. - Se estiver receosa indica que sua punição não é tão ruim quanto aparenta. - Dizia após suspirar um pouco. "Tomara que agora ela se cale" O camarim minúsculo já era irritante o suficiente, eu não precisava de uma pirralha insuportável choramingando em meus delicados e tão sofisticados ouvidos.

>><<

As respostas escolhidas pelo Sr. Santo não poderiam ser mais monótonas, iria preguiçosamente bocejar cobrindo a boca com os dedos sem a menor finesse. - Está tentando me fazer adormecer antes da apresentação com tal conversa tediosa? - Comentava num tom de voz apático enquanto o dedo deslizavano dedo indicador abaixo dos olhos limpando as lágrimas de sono. - Me questiono como vossa pessoa consegue. - O olhar abatido permenacia direcionado ao ruivo. - Sendo obrigado a sempre fingir inocência e bondade, apenas para agradar os mundanos, sem receber qualquer reconhecimento pois o falso toda a credibilidade é  dignada ao suposto Deus. - Manteria o o volume baixo na voz permitindo que apenas o ruivo escutasse tais palavras, ao mesmo tempo cruzei os braços inclinando a cabeça lateralmente encarando o Sr. Santo num ar de dúvida e marasmo. - Na verdade dispenso respostas. - Abanava o ar em sinal de descaso por não dar importância a vida do músico. - Até mesmo porque após essa noite vossa pessoa não precisará fingir, você deveria me agredecer por libertá-lo de tanta chatice. - Fechei os olhos enquanto acenava positivamente com cabeça  acreditando estar fazendo um gigantesco favor ao Sr. Santo.

No palco se eu estivesse próxima do ruivo durante o momento que o mesmo era anunciado pelo cerimonialista. - É, com toda essa pressão você realmente precisa vencer. - De resvalo iria fitar o santo praticamente cochichando ao dar a entender que a derrota seria ainda mais impactante após tanto enaltecimento e floreio.

No momento de nos apresentar-mos. - Damas primeiro, correto? - Aproveitava-me do cavalheirismo que o escolhido por Deus deveria ser obrigado a ostentar para tomar as honras  iniciando o dueto.

Se a orquestra houvesse seguido estritamente minhas instruções eles começariam a tocar assim que minha pessoa estivesse a caminhar até o centro do palco, podendo ser ouvir majoritariamente o som de piano, tambores, violoncelos e baixos, dando origem a uma melodia grave e abafado, o perfeito contraste dos tons mais agudos emitidos naturalmente pelo violino. "Exibido." Pelo canto dos olhos observei discretamente a bolota felpuda saltitante, mas ao invés de estar enraivecida eu deixava um breve riso discreto escapar, mesmo sendo tão espalhafotoso Poky ainda era minimamente adorável acenando de forma alegre em meio ao silêncio opressor.

Permitia que a orquestra permanecesse a tocar por longos segundos, a fim de acostumar o público com as batidas pesada além do ritmo rápido, sem pressa minha pessoa desfilava ao seu destino, desenhando semi-círculos amplos com as pernas durante cada passo, enaltecendo o balançar do quadril durante o despojado caminhar orgulhoso. ~~ Você já conhece. ~~ Antes do violino agraciar o público, os mundanos escutariam um verso cantado de maneira bem debochada e confiante.

O violino gentilmente deitado em minha clavícula seria escutado estando firmado graças ao queixo, a principal finalidade da orquestra era a de valorizar a sonoridade de meu instrumento responsável por cativar o público com uma rápida melodia dançante, que magistralmente seria tocado produzindo uma música complexa com diversos acordes alternados perfeitamente para harmonizar com toda a orquestra, elevando o volume e timbre do violino ao pressionar o arco com mais força nas cordas durante o intervalo entre as batidas dos tambores.


Além da despojada tonalidade arrogante a platéia seria contemplada com minha voz ecoando impetuosamente em seus ouvidos, além de uma generosa pitada agressiva.

~~Retornei para fazer ferver.
A dose que te entorpece.
Fazendo meu cãozinho enlouquecer. ~~


A seguir eu provocaria o público ao dançar lentamente circulando a área iluminada pelo holofote, "arremessando" lateralmente o quadril enquanto iria transpassar um pé por trás do outro girando algumas vezes, até aproximar-me da platéia, em seguida desceria dobrando os joelhos, erguendo-me devagarinho enquanto estaria a rebolar, agraciando o público com a malícia incrementada na canção.

~~ Sou a deusa da perdição.
Quando se aproximar tome cuidado.
Abaixe a cabeça  ao meu lado.
Porque essa garota má gosta de destruição, ão, ão, ão.

A perversão da minha voz vai te enfeitiçar.
Você não sabe como reagir.
Sou um retrato perfeito, impossível resistir.
Você sente a voracidade em meu rosnar, nar, nar, nar. ~~

Nesse momento a melodia iria gradativamente alterar-se até um lento ritmo, os instrumentos graves da orquestra aos poucos deixariam de ser escutados, dando lugar principalmente a harpas, flautas transversais além do piano sendo suavemente tocado, meu violino por sua vez também teria desacelerado em harmonia com a leve melodia da orquestra, enquanto os fãs iriam se deleitar na doçura de minha angelical voz, a coreografia acompanharia a canção assemelhando-se a uma graciosa valsa, comigo dando pequenos saltos entre os limites da iluminação com as pernas esticadas  e girando nas pontas dos pés assim que pousasse.

~~ Então mantenha seus olhos em mim agora.
Você vai gostar do que verá.
Nível inacessível
Minha soberania é indestrutível.

Agora em minhas mãos tenho tudo.
Então não pode lidar com o que sou.
Estando comigo se considere sortudo.
Confesse que minha presença te abalou.  ~~

Entretanto toda essa fofura logo seria dissipada no término da estrofe, com a música retomando ao ritmo enérgico, suas batidas e os tons graves fornecidos pela orquestra abafada por meu violino, porém durante a estrofe a seguir haveria um interessante aditivo a minha performance, cortesia do Sr. Santo.

Durante meu encontro com o ruivo eu deveria ter percebido a artimanha por trás de suas composições talvez eu não estivesse tão atenta aos detalhes técnicos e me deixei levar por sua aura magnética que fazias os mundanos admirá-lo, mas durante a minuciosa análise de seus discos eu teria notado tal sutileza por assim dizer, pois ambos temos algumas competências em comum.

Se antes a melodia era descrita como complexa, agora ela atingiria um nível praticamente divino, ou talvez diabólico de plenitude, em meio a festividade de acordes céleres haveria uma oculta repetição de padrões sonoros, destacados principalmente quando minha pessoa simplesmente parasse de atritar o arco contra o violino, puxando três cordas com as pontas das unhas de forma ritmada, para que a vibração anteriormente imposta fizesse a melodia fizesse o volume do violino diminuir gradativamente, enquanto o arco seria suavemente pincelado no ar acompanhando a sensual coreografia, antes que a sonoridade de meu instrumento se extinguisse eu voltaria a tocá-lo com o arco, criando assim uma sequência de padrões visuais e auditivos, a canção por sua vez receberia uma tonalidade imponente no intuito de deslumbrar o público com minha voz ardente.

~~ Ninguém vai me derrubar.
Eles podem tentar mas sou eu que irá usar a coroa.
Oportunidade você pode pedir outra.
Te desejo boa sorte mas irá destronar. ~~

Se minha abordagem for bem sucedida o público teria sido induzido a um transe hipnótico, que não somente os deixariam vulneráveis a mensagem e sensações proporcionadas pela música,  como também os padrões sonoros afetariam suas frágeis mentes facilitando que eu  pudesse praticar algumas diabruras com seus olhos.

A coreografia contaria com uma drástica diferença de ritmo, variando desde o ápice de minha velocidade até os lentos passos envolventes num ínfimo intervalo de tempo, jogando as pernas circularmente ao lado do corpo, terminando com um pé atrás do outro, para então girar ao redor do calcanhar conectando os passos, o objetivo seria aproveitar-me do público possivelmente entorpecido e assim fazê-los enxergar a imagem atrasada dos movimentos, como se partes de meu corpo estivessem a multiplicar-se.

~~ Irei encarar.
Até conseguir isso.
Irei te desafiar.
Porque estou nisso.
Vários prêmios conquistar.
Somente vencendo e  vencendo.
Ninguém irá me  destronar. ~~

Terminando o início do dueto eu não deixaria o centro do palco, permanecendo com o violino empunhado demonstrando meu interesse de continuar tocando durante sua performance, enquanto o sádico olhar era afiado contra o ruivo, deixando-o contemplar o pequeno sorriso perverso que se desenharia no canto de meus lábios atraentes. - Hunpf! - Arqueava uma sobrancelha como se o desafiasse a fazer melhor, desejando poder vê-lo finalmente apreensivo após minha pessoa exibir seus talentos hipnóticos e ilusórios aliados a música, mérito dominado pelo mesmo.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptySex 08 Jan 2021, 21:35




- Certo… Certo  eu não valho mesmo. - o homem estava nervoso. Achava inicialmente que sua posição faria a mulher se encolher, mas agora quem era usado de capacho era ele mesmo, sua situação só não estava pior, pois aparentemente ele não valia nem o trabalho de uma empregada limpar o chão. Trêmulo e sem cor, ele deixou a casa quase correndo.

Após fechar a porta, Vick encarou o olhar severo de Kare. Não havia resposta que ela pudesse dar naquela situação, pois não havia opção a não ser dar razão ao que Kare estava falando e também sem esperar respostas a morena virou sobre os calcanhares galgando casa a dentro deixando Vick que prestava uma leve vênia em desculpas.

>><<

- Mas… mas… - ela era jovem e havia passado já por muitas coisas, sua mente já não encontrava-se na melhor das condições em uma situação que estava sendo usada a um propósito descartável. Mas para que isso importa? Bem, em nada. Nenhuma dessas coisas tinha haver com Kare, a jovem para ela não tinha significado ou importância, mas então porque?

De alguma forma havia uma semelhança entre a jovem e umas certas aprendizes sem talento. O corpo, o rosto, a idade. Qualquer um desses permitiria que a situação daquela garota e de uma das cinco a qual havia ensinado pudesse ser invertida. - Eu não quero enganar é só chá pra você. - Talvez ainda não a respeitasse o suficiente para armar planos mais eficientes? Ou talvez Bast apenas não possuísse pessoas hábeis ao seu entorno.

Kare deixou o camarim com a nervosa jovem para trás encarando a xícara com uma face séria. Após a porta se fechar, houve então o som da porcelana espatifando-se no chão, seguido por não muito depois o som de algo maior e mais pesado caindo em um "tum" abafado.

>><<

- Não estou. - respondeu Bast sem muita articulação. Provavelmente tendo associado às palavras de Kare com alguma indireta.

- Eu não preci… - Bast começou a responder Kare, seu tom não era baixo apenas para ela, mas sim para que todos os funcionários próximos pudessem ouvir, todavia antes que tivesse tempo Kare.o cortava. Certo… se continuasse a ouvi-lo ela acabaria dormindo mesmo sem o chá.

- Essa noite você perceberá a sua tolice.

>><<

- Não há qualquer dúvida sobre isso. - agora sem outras pessoas próximas Bast respondia apenas para Kare. - De toda forma, meus parabéns por ter chego tão longe, mas aqui é o vosso limite.

Kare havia sido "permitida" a iniciar. A cada passo desenhado o grave aumentava, o som retumbante e denso preenchia agora o Chords aumentando em intensidade a cada requebrar de Kare. Os sons vibrantes fundiam-se a tensão do ambiente retumbando junto aos corações apertados e acelerados daqueles ali que presenciaram a apresentação. Era um clima quase assustador, a frente, no palco, sob luzes carmesins uma mulher de face perigosa avançava na direção deles. O som pesado e "caótico" era um plano de fundo excelente para a figura daquela mulher, os corações daqueles que observavam aceleraram antes que eles percebessem o motivo, sentiam algo trancado em suas gargantas e suavam antes mesmo de Kare começar. Chegará agora à beira do palco, ali com ar imponente parou a observar o mar de mundanos a sua frente. Quase 10k pessoas estavam com olhos fixos diretamente nela. Haviam também aqueles que assistiam do lado de fora. Aquele era o momento em que Kare havia-se tornado o centro das atenções da ilha. O momento final daquele mês e meio que havia passado ali. Sim… um mês e meio, talvez esse pudesse ter sido o maior tempo que a jovem havia passado para realizar algo em toda a sua vida.

O arco foi às cordas e ela começou. Antes de traçar a música cantou, sua voz chamou a atenção com aquela simples frase. Em crescente o som do violino surgiu alegre a agitado por cima da base grave. Uma ginga dançante com passos marcados nas graves batidas rimbombantes da orquestra.

A música seguia no que era desejado de Kare. Um ritmo pesado envolto em sua sensualidade junto a uma letra instigante e repleta de soberba. Bast aguardava em silêncio, em um ponto agora escuro do palco. Kare era boa, na opinião dele, mas não ainda ao ponto que ele sentia necessidade de se preocupar, pois até então seguia com fé em seus próprios trunfos.

Kare seguia acompanhada pelos olhares. As luzes que a seguiam alteravam suas cores em intervalos, todas cores fortes, como vermelhos, azuis, laranjas. O nervosismo pouco a pouco se dispersava, substituído pela luxúria emanada da mulher. Esse era o momento também escolhido para a quebra de ritmo, uma melodia mais lenta e harmônica entre a orquestra e Kare preencheu o lugar permitindo que os corações roubados pela luxúria agora se apaixonassem pela mulher de voz angelical. Os corações agitados agora sentiam-se abraçados em um embalo tranquilizante guiados em um um tour pelo corpo de Kare.

Assim novamente foram guiados aos salões caóticos da música cheia de perversão da jovem, como cordeirinhos foram conduzidos ao ponto de serem subitamente engolfados pelo ritmo agressivo.

Agora era chegado o momento dela finalmente revelar para Bast. Isso não era algo que ela já não pudesse fazer, mas sim algo que não havia percebido ser capaz, ou que fosse aplicável em tal situação. Mas havia ao seu lado agora um exemplo disso, alguém que lhe permitirá ampliar seus horizontes, mas que não teria sido possível se não fosse a bagagem e esforço colocado antecipadamente pela jovem em acumular habilidades para melhorar suas performances. Sim… estranhamente Kare era alguém bastante aplicada, alguém que não havia se dado por satisfeita em só dançar, só cantar, ou só tocar. Kare foi alguém que buscou ser completa par conquistar todos os públicos.

Algo fora da esfera da ilha, algo que a própria ilha não estava acostumada. As apresentações clássicas e comportadas, aquele palco que havia sido a casa de música de classe estava sendo agora incendiado por uma devassa… bem… Chords, o prefeito, estaria arrancando seus cabelos nesse momento se não estivesse atônito com a ereção que acontecia suas partes no camarote privativo do qual assistia.

Bast não interviu durante a música, certo. Ele estava evitando algo que pudesse "manchar" a sua imagem. Kare encerrava sua parte com o que parecia uma forte provocação. Bast olhou-a com seriedade. Sim.. aquilo o havia pego desprevenido.

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Cercado de luzes claras Bast tocou. Não havia orquestra no início, apenas a balada suave de um menestrel tirada de seu alaúde. Um ritmo suave sem muitas complexidades, mas que imediatamente trazia à tona sentimentos de perda, de tragédia e de tristeza.

Bast o Bardo musicista. Era assim que lhe conheciam. Suas músicas dispensaram intrincadas melodias, sua música transmitia-se bela em sua simplicidade. Sem voltas, sem firulas, ele tocava agora a tragédia. Um Bardo, sim. Esse era uma definição bastante precisa para ele. - Sir Savien, Sir Savien. O que vou lhes contar agora é a trágica história deste homem que amou, lutou e sofreu uma terrível traição. Aproximem-se então amigos, pois esta é a trágica vida deste nobre e incompreendido herói.

Bast começou a contar/cantar sobre Savien. O rei de uma cidade, mais que isso, o seu protetor. Em um lugar com outras seis cidades. As tragédias que aconteceram e a guerra os dominou, o caminho da aliança contra um mal comum. Cantou sobre o amor de Savien por Ilyana, como ele e sua amada lado a lado lutaram contra o mal, sobre o filho que perderam e a morte de sua dela devido a traição que sofreu. Era uma música inédita, não uma dos discos que Kare havia ouvido. Talvez fosse o mínimo esperado neste momento. A verdade era que Bast havia planejado outra música, mas depois de ver que Kare também estava usando de hipinose em meio a sua música ele percebeu que não deveria leva-la de forma leviana. Todavia a metrica não era impossível de ser replicada, os padrões simples agiam sobre o ritmo lento de uma história triste, misturado Kare poderia distinguir os acordes destinados a manipulação.

A melodia simples de Bast carregou a todos a dor, o sofrimento, e a consternação de Savien.

Quando Bast terminou as pessoas que o ouviram estavam chorando com a dor da vida e da morte, da loucura e da insensatez. Todavia aquela havia sido apenas um capítulo da vida de Savien, aflitos o público desejou saber o que estava por vir naquela história, mas Bast entregava o palco novamente a Kare.

A jovem tinha certeza agora, do início ao fim Bast havia usado de hipnose para estimular todos os sentimentos que desejava naquele que o ouviram e que não possuíam um espírito forte, mas mesmo aqueles que conseguiam resistir acabavam sendo guiados pela atmosfera a sua volta.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptyDom 10 Jan 2021, 15:59



Eu desejava atrapalhar a performance do Sr. Santo, permitindo ao público vislumbrar o descomunal abismo responsável por separar nossos talentos, mas confesso ter me deixado levar pela seriedade do ruivo de imediato percebi que a música escolhida não estava nos discos. - Ohh… - Um pouco surpresa logo deduzi se tratar de algo exclusivo. "Tão apelativo desde o início." Sentia-me ansiosa, as pontas dos dedos tremiam, enquanto eu apenas fitava o bardo e seu bandolim. "Essa música está arruinando a atmosfera que me dei o trabalho de criar." Não havia outra conclusão a ser tirada, o Sr. Santo propositalmente escolheu uma canção triste para sabotar-me. "Tão sórdido…" A frequência cardíaca disparava, sentia as fortes batidas martelando no peito, naquele momento fiquei totalmente sem ação somente visualizando a platéia ser arrastada pela melancólica estória contada pelo ruivo. " Sim… Sim! Resista, se debata, tente o seu melhor, caso contrário não seria nem um prazeroso dizimá-lo." Fiquei maravilhada pela dedicação do Sr. Santo em tentar inutilmente me sobrepujar, as bochechas ruborizadas enalteciam o largo sorriso lascivo estampado em minha face, não conseguia desviar o olhar carregado de fascínio e cobiça direcionado ao ruivo em meio a ardente respiração ofegante. "Hã!? Já terminou?" Fiquei tão atenta ao Sr. Santo e sua música  que acabei esquecendo  de interferir na apresentação do mesmo.

Quando a apresentação do bardo foi encerrada minha pessoa se dirigia ao centro do palco. - Francamente, você ainda se chama de santo. - Ao passar pelo ruivo iria reclamar num tom de desabafo, afinal ele deveria ser o responsável por levar a esperança aos seus fiéis, porém sua performance os fazia sofrer.

Ter me deixado distrair pela canção do ruivo tinha seu preço, agora minha pessoa precisava libertar a platéia da prisão amargurada imposta pelo suposto, não que seja um problema de fato, no máximo é um esforço irritante que minha pessoa gostaria de evitar.

Antes de prosseguir iria sinalizar para a orquestra permanecer em silêncio, em seguida calmamente caminharia até o limite do palco permitindo que toda a graciosidade ostentada por mim se fizesse presente em cada passo, então sentar-me-ia na borda do palco cruzando as pernas, no intuito de  transmitir a sensação de proximidade com os fãs.

Com o violino devidamente prostrado na clavícula minha pessoa encarregar-se-ia de acolher confortavelmente as almas aflitas, permitindo-os escutar a gentil sonoridade do instrumento, iniciando com a exata melancolia trazida pelo ruivo, que gradativamente iria suavizar-se e assim de forma bem natural toda a apreensão presente nas profundezas da platéia se dissiparia, enquanto minha pessoa teria tempo de planejar melhor os mínimos detalhes da performance.

Seguindo o fluxo da composição a música retornaria a sua origem trágica, comigo reproduzindo a melodia inédita tocada pelo santo, talvez esse detalhe pudesse ser negligenciado, mas, eu adoraria ver o semblante do ruivo e as reações da contemplando minha capacidade de copiar o escolhido por Deus, no ápice do amargor minha pessoa continuaria a história de Savien, enfatizando o quanto a sequência de acontecimentos trágicos foram responsáveis por fazer alguém tão brilhante desmoronar, o quanto ele estava mergulhado em aflição, permitindo-se afundar cada vez mais no aterrorizante desespero, subitamente o violino deixaria de ser escutado. - No ponto mais baixo de sua decadência Savien não tinha qualquer expectativa de viver, a cruel vida havia lhe tirado seus amores, sua confiança totalmente destruída por aqueles que se diziam companheiros, Savien havia aceitado seu trágico destino e estava decidido a abandonar tudo que havia conquistado em sua magnífica existência. - Como uma legítima contadora de história até mesmo o papel de bardo eu roubava do ruivo, num tom melodioso e distante eu não estaria a cantar, mas sim narrando a vida do protagonista. - Contudo… - O violino seria novamente escutado com minha pessoa prolongando propositalmente a continuação da música, a fim de instigar a curiosidade nos fãs. - Savien era um rei, e um rei não pode simplesmente abdicar de seu trono num momento crítico, ele ainda possuía obrigações a serem cumpridas, e uma razão para permanecer lutando. - A melodia tenebrosa não mais estaria presente na canção, e como os primeiros raios solares cortando o céu nebuloso após uma devastadora tempestade, as notas musicais auspiciosas iluminariam toda a angústia presente nos corações só público, aquecendo-os com uma pequena chama esperançosa indicando que o tormento estava prestes a ser encerrado.

Eu poderia ter ficado satisfeita apenas por reproduzir a performance de uma divindade, mas algo tão simplório me parecia tão tedioso, a diversão estava mostrar-me superior, exibir ao público que mesmo um santo era facilmente superado por mim, a estrutura da melodia se manteria muito semelhante, com minha pessoa reproduzindo os mesmo padrões que praticamente enfeitiçaram os fãs, porém a minha versão seria bastante suavizada, com os acordes sendo tocados com mais leveza, como se o arco afagasse as cordas do violino, a transição das notas seria ligeiramente acelerada desejando criar uma alegre harmonia inspiradora, a jornada de Savien vigorosamente entonada por minha cativante voz, retratando seus digníssimos atos, sobre como o povo deu forças ao seu rei no momento de crise, que por sua vez não podia simplesmente abandoná-lo, afinal ainda haviam pessoas precisando de proteção, assim a heróica história do rei destruído fora continuada, a coroa era pesada mas este fardo havia sido o responsável por manter acesa sua vontade de viver, enquanto a população solicitava ajuda Savien se recusou a desistir, e do ponto mais baixo da jornada o rei ascendeu ao triunfo levando prosperidade as pessoas que o salvaram do abismo.

De fato uma história bonita, porém os fãs não vieram me assistir por causa de palavras enfeitadas, e claro, minha pessoa faria questão de atender vossas expectativas, após a tentativa de contaminar a platéia contando a triunfante história de Savien, minha pessoa levantar-se-ia do palco caminhando até o suporte onde o violino seria repousado, então a orquestra receberia outro sinal, indicando que deveriam retomar com a música.

E por puro acaso a minha performance seria continuada com uma pesada batida dos tambores em conjunto das teclas graves do piano, provavelmente assustando a todos com o som abrupto enquanto estão imersos na pacificidade. ~~ Hey! ~~ Encarei o público por cima do ombro exibindo um confiante sorriso. ~~ Estão ansiosos? ~~ Os provocava num tom de entusiasmo. ~~ (Vai começar!) ~~ A continuação do verso era cantando simulando um eco abafado enquanto eu girava o corpo ao redor dos pés.

Passado o possível susto a orquestra iria tocar sozinha, trazendo uma composição essencialmente grave que se manteria acelerada, sendo possível escutar o som agudo produzido por clarinetes e  flautas porém sem qualquer intenção de suavizar a música, e sim potencializar a sonoridade dos instrumentos graves, tornando a melodia bem festiva, saxofones teriam uma notável presença na melodia com sua entonação naturalmente rouca.

Seguindo o ritmo acelerado da música eu avançaria pelo palco enquanto estaria a dançar de forma bem fluídica como se o desfile fizesse parte da coreografia, movimentando livremente os braços desenhando alguns padrões no ar, enquanto o restante os acompanharia na dança cativante, balançando circularmente o quadril durante os versos cantados com certa arrogância presente em minha voz ousada, e durante o intervalo entre os versos eu iria simplesmente congelar em poses provocantes com a posição das mãos propositalmente desviando a atenção para algumas regiões do corpo, como rosto, busto, cintura, antes de retomar a desenvolta coreografia.

~~ Me veja fazer mágica.
Quando eu quebro seus espíritos audaciosos.
Eles me chamam de trágica.
Pow pow você sabe.
Eu não me canso, não paro.  
Me mostre o que quer, e te deixo na vontade.
Eu só crio problemas,  mesmo assim você paga caro. ~~

Então a prepotência que até estão estaria bastante presente em minha voz iria desaparecer, agora eu começaria a cantar bem devagar deixando o público contemplar cada detalhe de meus lábios sensuais ao proferir cada palavra da música, deslizando as mãos pela face, percorrendo o pescoço, a lateral dos, até a cintura, a coreografia por sua vez também seria executada lentamente instigando os olhos da platéia, enquanto teriam o privilégio de se deleitar com toda a doçura presente na voz perversa, cantando devagarinho especialmente para eles, podendo apreciar alguns sussurros retidos ostentados na canção.

~~ Eu sou fria. (Tão fria)
Quando eu começo a rebolar.
Explodo sua euforia. (Euforia)
Nesse jogo você irá viciar.  

A depravação que te consome.
Você está prestes a ouvir meu nome.
Tocando na sua cabeça enquanto a consciência some.~~

Então os fãs seriam contemplados com o retorno do ritmo dançante, deixando-os sentir a imponência de minha voz sarcástica entonada com generosa voracidade, os ousados passos de dança agora seriam incrementados com algumas pisadas repetidas em intervalos constantes de tempo criando assim um padrão sonoro com o salto colidindo contra o chão.

~~ Amo agir sem pensar em consequências.
Principalmente quando envolve indecências.
Agora vem me ver dançar.
Você sabe que irá delirar.

Tá prestando atenção.
Então vem provar.
Você tem bom gosto se curte a tentação.
Essa batida tudo vai congelar.
Não tem igual, não fique se contendo.
Vou mostrar o que você andou perdendo. ~~

Antes de prosseguir com a performance eu iria ilustrar último verso da música, e se as sutilezas por trás da apresentação fossem executadas de maneira adequada eu teria deixado a platéia bem suscetível a brincadeiras, não somente dançaria sobre o holofote agora sem o violino para atrapalhar, a liberdade dos movimentos era absurdamente maior, eu poderia percorrer toda a área iluminada enquanto atiçava os olhos mundanos com a cativante coreografia, jogando as pernas em arcos laterais e ao firmar o pé no chão arremessava o quadril de um lado para outro girando o corpo entre cada jogada, arriscando alguns saltos acrobáticos entre as bordas da região iluminada.

Então o espetáculo iria ascender, aproveitando-me da vulnerabilidade do público eu iria subitamente abandonar o holofote entre os versos da música, contornando-o parcialmente imersa na escuridão em seguida pequenos saltos seriam realizados de volta ao foco brilhante e aos olhos dos fãs minha pessoa iria magicamente "desaparecer" e "reaparecer" em locais diferentes, se possível iria sincronizar os sumiços com o exato momento que as luzes mudassem cor.

Além do pequeno showzinho ilusório eu também me certificaria de estimular os ouvidos do público com uma tonalidade bem lasciva na canção, sem me importar de gemer vulgarmente em algumas sílabas propícias.

~~ Se o seu negócio são as festas.
Então aproveite minhas propostas indigestas.
Têm curtição.
Têm devassidão.
Vem cair na ilusão.
Eu adoro uma celebração.
Eu vivo na ostentação.
Só curtição.
Só diversão.
Eu não tô de enrolação.
Mergulhando na perversão. ~~

Os habitantes da ilha me vêem como um ser corrupto, depravado, totalmente inadequado para estar em Tuntz Tuntz, sendo assim eu teria o maior prazer do mundo em mostrar a eles justamente o que esperam de mim, uma música essencialmente obscena, cantada com arrogância pois minha pessoa sentiasse muitssimo contente por irritá-los.

E para encerrar esse trecho eu o faria de maneira absurdamente impactante, estando a um passo de cair do palco eu iria virar-me de costas para a platéia empinando o quadril enquanto a região superior do corpo era inclinada frontalmente. ~~ Agora entendeu? ~~ O deboche praticamente escorria pelo canto dos lábios comigo encarando os mundanos por cima do ombro num ar soberbo. ~~Então destrava. ~~ A coreografia atrevida não poderia ser diferente da canção, sendo assim eu iria rapidamente jogar o quadril para esquerda e direita, em seguida desceria flexionando os joelhos com as pernas abertas, o bumbum pareceria ter-se encaixado perfeitamente acima dos calcanhares. ~~ Seu fogo acendeu? ~~ Num único movimento subiria,  golpeando o quadril para cima que além deixá-lo muito bem arrebitado iria arremessar a "cauda do vestido" por cima de minhas costas, revelando um minúsculo short  preto bem justo nas curvas do bumbum cujo as polpas estavam nitidamente exibidas. ~~ Eu esfrego na sua cara! ~~ Cantava com bastante prazer, sem me importar de  ser sarcástica ou vulgar, pois eu me fartava com o doce sabor da vingança, profanando o principal teatro de Tuntz Tuntz cujos os organizadores tentarem impedir minha deslumbrante presença, além de me fornecerem um camarim de mer…

"Vocês querem isso, não querem?" Mordiscava lentamente o lábio inferior sem esconder a satisfação estampada no sorriso que se desenhava em meu semblante. Imaginar toda a repercussão  que essa inocente travessura causaria na ilha era motivo para motivar-me a ser o mais provocativa possível, deslizando as mãos por trás das coxas  iria afundar os dedos na região descoberta das nádegas salientando as curvas voluptuosas até as pontas dos dedos escaparem exibindo  a firmeza do local aveludade.

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Do bumbum as mãos alcançariam os joelhos onde iria equilibrar-me para então começar o show, projetando lateralmente a bunda de um lado para outro e logo seguida desenharia alguns círculos laterais da esquerda até a direita, depois invertendo o sentido da obscena rotação, fazendo-o subir e descer rapidamente deixando os fãs se admirarem a região que era evidenciada pelo shortinho apertado. Nesse momento eu não faria uso de técnicas hipnóticas, pois convenhamos, é realmente necessário?

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Encerrando a segunda parte da performance eu iria permanecer parada com o queixo apoiado nas costas do dedo, e a outra mão continuaria segurando o joelho esticado, em seguida  iria "chicotear" somente o farto bumbum para trás e para frente fazendo a cauda do vestido cair por cima das curvas perfeitamente esculpidas, enquanto minha pessoa estaria toda trabalhada no deboche encarando os mundanos por cima do ombro com o clássico sorriso irritante de garota rica e mimada. Assim deixaria o íntegro santo prosseguir.


Histórico:
 
Perdas e Ganhos:
 
*Ferimentos*:
 
Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptySeg 11 Jan 2021, 12:27




Foi uma surpresa. Havia ao menos alguém na ilha que havia sido capaz de surpreender Kare. Talvez não fosse algo tão drástico, capaz de roubar o chão da morena, mas ainda assim por alguns instantes a charmosa dançarina se viu perdida em seus pensamentos. Era delicioso observar a presa já presa na teia se debater até o fim enquanto sua morte lentamente se aproximava. Uma situação exitante do modo errado, mas é de Kare a quem falamos.

Bast podia ser sem graça nos momentos em que atuava, mas era bem sabido por Kare que esta era apenas a fachada em sua superfície, mas neste momento, no palco com ele mostrando sua seriedade em enfrentá-la, se debatendo até o fim e lutando desesperadamente para não cair… Não seria prazeroso de outra forma certo?

Bast havia contra-atacado com perfeição os ânimos do público, era uma música que seguia o completo oposto da linha por Kare criada. Não era algo voltado à diversão, mas sim para criar profundos sentimentos e grande reflexão. Lúgubre.. Sim, essa era uma palavra bastante apropriada. A ansiedade deste combate indireto permeia todas as partes do corpo da dançarina que perdeu-se em seu "fascínio" ao observar Bast despertando somente após a conclusão da balada.

Chegada a vez de Kare fazer seu movimento. A sua frente uma parede de opressão se erguia, pessoas havidas por uma continuação, havidas por descobrir o que Savien fez, tomadas pela dor daquele personagem que nunca haviam visto, mas que de repente se sentiram próximas. A lanceira no entanto, era um gênio diabólico e o tempo que "perderá" anteriormente não foi agora totalmente desperdiçado.

Em um mundo de silêncio apenas o toc….toc...toc… do salto atingindo o mogno envernizado era ouvido. Cada passo era capaz de fazer o coração daqueles que assistiam pular em seus peitos. Iluminada por uma luz azul profunda, ela aproximava-se da beirada, chegando bem próxima à orquestra. Cada sinuoso movimento era acompanhado por pessoas sustentando sua respiração, só a aproximação silenciosa de Kare já era, de algum modo, capaz de ir soltando as firmes amarras que Bast havia usado. Havia naqueles que a assistiam o temor misturado a excitação, as incertezas de o que ela faria a seguir era algo que "atormentava" a mente de todos. A falta de ações drásticas imediatas dela era o mais preocupante.

Então ao sentar as pessoas ficaram confusas. Sim… Ela estava simplesmente sentado enquanto observava as pessoas à sua frente. Um pequeno burburinho surgiu após alguns instantes conforme mais e mais espectadores cochichavam com seus pares, mas logo eles pararam. Uma música triste emergiu preenchendo a todos.

Aqueles que estavam em pé se sentaram, embalados pelo choro derramado em forma de notas. A melodia de Bast na verdade não era nem um pouco difícil de ser reproduzida, não ao menos quando se tratava apenas da sonoridade. A verdade era que muitos artistas na ilha já haviam reproduzido os acordes de Bast. Covers, iniciantes e invejosos. Sim, muitos haviam tentado, mas de alguma forma mesmo que os acordes fossem simples havia algo que eles não entendiam e sempre falharam em atingir o mesmo resultado que o bardo.

Por isso, no mesmo instante que Kare começou a tocar as pessoas exalavam sua decepção, algo como: E lá vamos nós denovo. Um sentimento de perda em que viam a jovem se afundando ao tentar fazer algo que não era da sua natureza. Sim… Eles ficaram tristes por ela, e lamentaram por sua ingenuidade, este era um sentimento praticamente unânime… A não ser na face de Bast nas costas de Kare oculto pelas sombras.

Ainda que imersos em decepção, as pessoas nada disseram e a assistiram. Não havia mais expectativa naquele momento, mas mesmo assim elas prestaram atenção sem interesse. Bem, ao menos era assim inicialmente, pois sem começar a notar estavam mais uma vez sendo embalados por uma melodia que atingia os seus íntimos. A dor de Savien mais uma vez os preenchia, ainda que Kare nem houvesse começado a cantar.

Savien havia retornado, sua dor e sua coragem. Ele era um rei, assim como Kare.. Sim… talvez fosse uma história empática? Mais provável que não, mas o Savien de Kare não deixava de herdar algumas de suas características. O bravo Savien se ergueu, uma história cheia de tristeza, mas também repleta de significados, a mensagem que o importante era nunca desistir, que devia-se ter força de seguir em frente e vencer as dificuldades, superar os outros e continuar a avançar, pois há sempre aqueles que estarão do seu lado e para estes você precisa estar igualmente presente.

Essa, no entanto, não era a história verdadeira de Savien, mas as pessoas pareceram não se importar e a compraram. Seus corações mais uma vez se aqueceram em comemoração às superações daquele homem e esse era o momento que Kare deixava a borda e mais uma vez se alçava ao topo.

O maestro era alguém profissional, mesmo que as atitudes de Kare fossem atípicas ele não havia perdido o foco e estava durante todo o tempo atento, foi assim que ao mínimo indicativo de Kare ouviu-se três suaves batidas da batuca no pedestal a sua frente e então a orquestra voltou. A atmosfera calma e alegre foi atingida pelo duro golpe do ribombar dos tambores, o som grave agitou os corações junto ao salto de Kare.

Dessa vez Kare os dava o que eles queriam. Sim, para ela as "calúnias" proferidas sobre sua pessoa ser o mal na terra, ser despudorada e depravada nada mais eram do que os desejos ocultos dos mundanos, desejos que eles proferiram como impropérios apenas para se esconderem de suas próprias indecências.

Kare tornou-se aquilo que eles intimamente desejavam. Sua luxúria e todos os seus pecados foram amplamente expostos em um nível que já não era mais possível conter… Mãos taparam os olhos dos seus filhos, fosse dentro do teatro, ou daqueles que assistiam pelos telões do lado de fora, os maridos, sábios, desta vez haviam vindo preparados, pois momentos antes de perceberem ser a vez de Kare começar arrumam desculpas para se afastar de suas esposas, foi assim que uma estranha roda de pervertidos surgiu do lado de fora do Chords com muitas pessoas lançando olhares de estranho para aquele grupo localizado bem à frente de um dos painéis da direita… Talvez esse fosse o surgimento de um fã clube secreto? E aquela foi a primeira reunião histórica de tal grupo?

Kare era diferente do que a ilha estava acostumada, um diferente polêmico, um diferente proibido e tentador. Algo que muitas pessoas por pudor negariam apreciar, mas que em oculto adoravam. Naquele tempo que esteve na ilha ela havia alcançado Bast, porém o Santo era alguém que estava habituado a permanecer no topo, alguém que havia tornado-se complacente em sua posição e já não tinha mais necessidade de ir além. O mesmo aplicou-se para Sophie. Bast havia contado com a ignorância das pessoas para manter sua posição e agora começava a pagar este preço, possivelmente por sua própria ignorância.

Talvez fosse Kare a única humilde? Embora esta fosse uma humildade escrita em linhas muito tortas.

A parte de Kare terminou com algo no mínimo ultrajante? Muitos diriam isso, mas esses mesmos teriam provavelmente algum acervo oculto em sua posse. O câmera que não era nenhum amador deu o foco perfeito naquele momento, claro… Kare havia orientado direitinho a linha de visão. Arrebitada ela indicou o que deveriam assistir, a música naquele momento havia sido "esquecida", o que importava era… Sim, vocês sabem.

O câmera trabalhou bem no zoom do seu den den mushi de gravação, nesse momento gritos alcançaram o palco, mas ninguém na plateia gritava, por mais que se olhasse as pessoas ali no interior estavam todas em silêncio como era de se esperar de frequentadores do Chords. Esses gritos então? De onde eram? Na frente de um certo telão, onde uma raba descomunal balançava e um grupo de quase 300 indivíduos se aglomeravam, fogos de artifícios estouram em suas calças e brados retumbantes eram cantados por suas bocas. O dia seguinte do show seria um dia que ficaria para história na ilha, pois aparentemente todos os cartórios enfrentam grandes filas de mulheres bravas com semblantes fechados e homens cabisbaixos ao seus lados. Mas está é uma outra história.

Kare terminou sua apresentação com o que ficou conhecido por ``Venia d´law''. O forte requebrado que arrumou seu vestido foi por fim considerado a melhor e mais criativa vénia de agradecimento ao público, ainda que entre elas, muitos lamentaram.


>><<

Bast foi impassível. Ele tinha uma mente forte e não deixou se abalar. A verdade era que o público gritou dentro do Chords gritou, outras vozes haviam se erguido pedindo silêncio, mas os gritos continuaram por algum tempo. O maestro batia com sua batuca pedindo calma e Bast apenas esperou. Em meio a comoção algumas coisas foram perdidas de vista. Passando ser ser visto devido a comemoração havia um certo camarote com uma agitação diferente. Alguns funcionários corriam em desespero cheios de urgência… Porque você pergunta? Bem… Neste dia as apresentação de Kare também passariam a ter uma classificação etária… Proibido de assisti-la devido a infartos fulminantes. Chords não pode ver o fim do espetáculo e no dia seguinte haveria manchetes curiosas sobre o que poderia ter acontecido ao regente da cidade que precisou ser levado às pressas para o maior hospital da ilha.


- Vulgar. - Bast que passava ao lado de Kare disse apenas isso, mas Kare tinha certeza de algo… Sim… havia uma marquinha vermelha abaixo de uma de suas narinas.

Dois acordes ressoam pelo teatro e alguns poucos segundos as pessoas se calaram. A história de Bast ainda tratava de Savien. Claro que Kare havia intervindo e por isso a história se modificou. As pessoas inicialmente achavam que Bast apenas ignoraria as falas de Kare e contaria o que Savien fez, e como ele superou o mal, por um momento achavam que teriam dois finais similares para uma mesma história. Claro que, Bast o Santo da ilha daria um final feliz a Savien, ninguém tinha dúvidas, mas….

Savien nunca conseguiu superar a traição, nem a perda de sua amada. Manteve-se forte por anos, mas Savien era humano e a amargura em seu coração era uma ferida incapaz de cicatrizar. O veneno contido e nunca extravasado foi o consumindo até sua loucura. Savien isolou-se, mesmo que por fora parecesse bem e sociável ele nunca mais se abriu para ninguém. Por fim atingiu seu limite, a loucura acumulada explodiu e consumiu a todos do reino. Savien liderou uma nova guerra contra aqueles que o haviam traído. Incansável e incapaz de ouvir o clamor do povo por misericórdia ele continuou. A terra foi arrasada, mas mesmo assim não era capaz de parar Savien.

Os deuses por fim intervieram e Savian para toda a eternidade foi sentenciado. Uma vida vazia, de dor e incapacidade, uma vida onde ninguém o reconheceria ou veria seu rosto, uma vida onde ela lamentava pela eternidade tudo que perdeu.

Medo!

Essa era a expressão do público naquele momento. A história de Savien não falava de superação e sim de punição, era algo que nenhum deles antes havia esperado de Bast. Um forte medo guiado pelos anos de doutrina religiosa cravou-se profundamente em seus corações. Bast terminou a música com um rosto mortalmente sério. Ninguém falou, ninguém aplaudiu, ninguém se mexeu. Fosse dentro do Chords ou fora dele. Mesmo a doninha hiperativa permaneceu estática pela atmosfera opressora. - Não se confundam com deuses. - Bast falou e seu virou de costas para a plateia pronto para deixar o palco.

>><<


Off: Conversando com a Meliante conhecida por Alicia, percebi que uma questão do post pode ter ficado bem sutil de entender. Então segue uma explicação Off. Em termos técnicos Kare mostrou-se superior ao Bast, a música/história cantada por Bast em sua construção e desfecho não só era sua apresentação como também carregava significado de ameaça religiosa para aqueles que assistiam, um tipo de recado/ameaça para não se deixar enganar por Kare, para não reconhecê-la, não lhe dando a vitória ou poderá ter uma retribuição divina terrível por ir contra os deuses. Resumindo, foi uma artimanha para vencer pelos juízes.










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MensagemAssunto: Re: Apresentação 7 ~ Falência Premeditada   Apresentação 7 ~ Falência Premeditada - Página 3 EmptySeg 11 Jan 2021, 19:16



"Então… Você admite a derrota." Observava o público de soslaio um tanto intrigada pela atitude do bardo, ao meu olhar o trunfo utilizado por ele nada mais era do que uma demonstração de quão desesperado o santo estava para adquirir a simbólica vitória com a platéia.

- Ara ara… - Lacei a cintura logo abaixo do busto com um braço enquanto apoiava o cotovelo livre acima do punho. - Irá perder a oportunidade de contemplar-me ajoelhada reconhecendo vossa magnífica vitória? Ou talvez haja outro motivo para o santo de Tuntz Tuntz não honrar sua palavra? - Provocaria alto o suficiente para o público escutar num tom despreocupado enquanto o ruivo abandonava o palco após ter se declarado o vencedor de nossa disputa, porém minha tão amável pessoa gentilmente o lembrava de uma certa aposta que nos impedia de simplesmente virar as costas aos espectadores. Bom, o santo estaria livre para sair de qualquer maneira, porém haveria o risco de manchar a integridade de sua honra.

"Se tivesse me escutado e não agisse com tanto convencimento..." Suspirei desapontada deixando os ombros caírem pois anteriormente eu já havia informado ao ruivo que assim como qualquer outra pessoa ele estava abaixo de mim, e somente era questão de tempo para o restante da ilha perceber.

Nessa situação o caminho mais fácil que eu consegui imaginar era voltar a cantar e assim poder quebrar o terror imposto pelo santo contra seus fiéis, fazendo-os se esquecerem momentaneamente da ameaça, mas… Não seria o suficiente para me satisfazer, eu desejo fazer o ruivo saborear o amargo gosto da absoluta derrota, e tal prazer não me seria concedido caso eu simplesmente voltasse a apresentar sem que o mesmo pudesse se defender.

Entretanto eu não poderia descredibilizar o bardo, ele havia conseguido enevoar os olhos dos fiéis impedindo-os de enxergar a nítida realidade, bom, não é um grande problema, e sim apenas outro ínfimo aborrecimento que minha pessoa gostaria de poder evitar. - Se vossa pessoa for capaz de me responder uma pergunta irei admitir que fui derrotada. - Com toda a naturalidade e desinteresse do mundo eu fazia uma proposta absurda ao outro competidor, porém apesar de ser uma aposta extrema eu possuo a total certeza de que o santo não será capaz de responder, portanto não haveria qualquer motivo para ficar preocupada. Ao mesmo tempo que o peso do acordo seria generoso o suficiente para cativar a atenção do ruivo, antes de receber uma resposta prosseguiria com a pergunta. - Qual a maior diferença entre nós e qualquer outro artista em Tuntz Tuntz nesse momento? - A polêmica pergunta era feita na mesma tonalidade apática.

Se por um acaso do destino o ruivo acertasse a resposta eu pediria por uma detalhada explicação, que seria atentamente escutada comigo buscando por brechas em suas palavras e assim usá-las contra o mesmo.

Seguindo com o planejado muito provavelmente o Sr. Santo não conseguiria, até mesmo porque é uma pergunta completamente pessoal, minha pessoa também não iria esperar por tanto tempo, apenas aguardando alguns segundos para que a dúvida e interesse pudessem ser plantados nas mentes dos fãs, na sequência meu dedo indicador seria apontado na direção da platéia. - Eles. - Dizendo agora com mais convicção tanto na postura quanto na voz, abaixava a mão antes de prosseguir. - Não é exagero dizer que agora somos as pessoas mais importantes da ilha, afinal todos estão com seus olhos presos a mim e a você. - Dizia em plena confiança. - Mas tal prestígio só nos é concedido por causa de cada uma das pessoas que assistiram o dueto. - Através do canto de meus olhos observava a vasta multidão com um certo apreço. - Qual seria a importância de talento, habilidade, esforço e até mesmo o nosso embate se não houvesse ninguém para contemplar? - Era uma pergunta retórica com a principal intenção de fazer o público tirar suas próprias conclusões.

Inspirei profundamente erguendo a face plena então caminharia até o centro do palco com a coluna perfeitamente ereta e os ombros abertos. - Qual outro desfecho um rei que ergue sua espada contra os súditos teria além da solitária miséria? - Faria minha voz ser escutada num tom melodioso de poesia utilizando a performance do Sr. Santo ao meu favor. - Mesmo uma divindade aprecia de seus fiéis, então por qual motivo castigar os adoradores tão preciosos? - Aparentando apreensão minha voz aflita ecoaria, questionando a injusta punição. Nesse trecho haveria uma opinião bastante pessoal, afinal a idolatria dos fãs é muitíssimo agradável, e se alguma divindade contestar ficarei muito feliz em provar que estou certa.

Encerrando a romantização dos fatos. - Mesmo porque se o suposto Deus não desejasse minha presença neste teatro o mesmo teria se encarregado de impedir. - Errr…. É mais forte do que eu, não pude conter meu nariz sendo arrebitado e o irritante tom de voz esnobe enquanto daria de ombros esbanjando arrogância. Tal atitude poderia irritar os mais fanáticos por minha pessoa estar desmerecendo a religião, mas também poderia os induzir a seguir minha linha de raciocínio, pois se Ichos quisesse teria intervindo. Caso ele exista com toda a certeza está contemplando-me de camarote.

Assim como a composição de uma música tem suas variações de intensidade, o mesmo poderia ser dito do discurso feito por mim, que fora iniciado com sutileza progredindo para alguns picos de tensão, e agora seria a vez do impactante refrão. - Quanto a você. - O amável semblante soberbo estampado em minha face daria lugar a uma expressão rígida, com o par de orbes laranjas fixados vorazmente contra o ruivo. - Não se confunda com Deus. - Lhe retribuía as pesadas palavras que foram despejadas em cima da platéia num tom opressor.

O confronto deixaria de ser apenas verbal quando minha pessoa avançasse caminhando com imponência na direção do santo desafiando tudo que o mesmo representa. - Essa apresentação nada tem haver com deuses ou qualquer misticismo, é um confronto direto entre dois artistas, então não perca seu tempo tentando influenciar os fãs com vossa autoridade. - Não somente confrontaria o ruivo como também o acusava de agir com egoísmo em sua tentativa de amedrontar o público.

Minha pessoa não possui o menor interesse em subjulgar uma divindade fictícia por tal razão o foco seria direcionado para onde deveria ter estado durante todo o tempo, no duelo entre dois músicos. - Sendo assim porque vossas pessoas não dizem o nome do artista que irá lhes agraciar com outra canção? - O semblante hostil teria sido desfeito no momento que minha pessoa retornava sua atenção à platéia, a doçura presente na voz iria acariciar-lhes os ouvidos enquanto um gentil sorriso adornaria minha face angelical.

"Eu acho que vou vomitar…" Agir com tanta fofura usando palavras floridas era irritante o suficiente para me causar náuseas, entretanto tal sofrimento se fazia necessário pois um certo ruivo pirracento quis trapacear, mesmo com minha pessoa tendo sido bastante sincera, enfatizando inúmeras vezes sua mediocridade quando comparado a mim. O longo e cansativo monólogo teria objetivos bem simples, devolver o poder de escolha para o público fazendo-os entender sua importância no dueto, além de livrá-los do medo e assim poderem decidir com sinceridade.

"Eu deveria ter optado pelo fácil…"A partir deste ponto minha pessoa perdia completamente o controle sobre a situação, ao contrário do que teria acontecido se caso eu tentasse convencer a platéia com outra música, isso era motivo o suficiente para deixar-me ansiosa. "Mas…" Esse suspense, a insegurança, de alguma forma era tão excitante. "Se fosse de outra forma como eu poderia deleitar-me com o desespero dele?" A respiração pesada parecia apertar-me o peito, a possibilidade de admirar o ruivo completamente desiludido por sua derrota me estimulava a prosseguir, mesmo podendo perder tudo eu não conseguia parar, pois a recompensa despertava minha ganância. "Porque…? Eu que sempre soube lidar com qualquer obstáculo me sinto tão viva por não ser capaz de prever o clímax." Mordiscava a ponta do lábio inferior contendo o sorriso que relutava em ganhar forma.


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