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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap 4: O Silêncio dos Inocentes

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyTer 24 Nov 2020, 17:50

Relembrando a primeira mensagem :

Cap 4: O Silêncio dos Inocentes

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Duncan Dellumiere. A qual não possui narrador definido.


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PepePepi
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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptySeg 18 Jan 2021, 18:59


Narração
Sensação térmica: Frio
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Ambos no fim da tarde


Duncan e Yumi
A situação parecia mais controlada num geral, afinal, Duncan simplesmente aceitava ficar mamando a pirata. Não havia muito o que acontecer ali então.

Naomi também estava bem passiva. Ela pedia para que M-4 a soltasse também depois de ter gritado para o seu superior e para a pirata acharem um quarto. A comandante dos revolucionários estava para fazer algo e soltá-la acabou vendo que Yumi fora solta naturalmente. Morgana parecia mudar também um pouco a expressão enquanto soltava Katie.

Não chegaram a ver os fantasminhas saindo da sereia e nem mesmo da pirata, mas claramente, pelo menos com Morgana, algo havia mudado. Foi quando os três fantasminhas, ou seja, todos com exceção do que estava na pirata apareciam. Não dava tempo de fazer muita coisa, pois eles entravam em todas as revolucionárias ali. Morgana começava a gritar e correr, atropelando Duncan e a pirata, fazendo-o parar de mamar. A pirata fazia massagem em sua parte de trás do corpo reclamando um pouco da dor de ser atropelada.

Naomi sentia pela primeira vez a sensação ruim que era ser possuída. Seu corpo começava a se mexer contra a sua vontade e isso era muito estranho, ela sentia seu dedo se mexendo e parecia em partes até que ela mesma fazia isso por conta própria. Quando menos esperou, lágrimas começavam a brotar de seus olhos e ela sentia-se soluçando.

Yumi se aproximava de Eclipse chorando, que além de ver como a menina agia de forma diferente, via que Katie saía de cena, enquanto M-4 ficava parada no começo.

Quando Naomi se aproximava mais de Duncan, ele conseguia ver que ela estava realmente soluçando e chorando de maneira mais triste do que ele jamais vira. – Senpai... – Ela o abraçava meio sem jeito já que ele estava no chão ainda um pouco emaranhado com a pirata. – Por favor, esqueça o que eu falei. – Falava a menina empurrando a pirata para trás com um pouco de delicadeza enquanto começava a segurar a cabeça de Duncan em seu colo. M-4 como uma boa ajudante, puxava um pouco a pirata para deixar Eclipse e Naomi a “sós”, claro que ela e a pirata ainda estavam ali a poucos metros, mas a comandante queria dar um pouco de espaço para os dois.

Naquele momento o fantasma saía da pirata e de M-4, mas nenhum dos dois conseguiam ver aquilo. Yumi em particular não conseguia fazer nada além de ver tudo que o fantasma estava fazendo com seu corpo.

– Eu sei que não sou tão chamativa quanto a pirata, quanto Katie, ou tão forte quanto a comandante. – Naomi continuava falando chorando, com algumas poucas lágrimas caindo no rosto de seu superior. – Mas eu te amo mais do que tudo nesse mundo. – Falava ela num tom que parecia realmente doer enquanto falava. – Pensava que você se afastaria quando eu gritei, mas vê-lo aceitando aquele.... seio... – Falava ela olhando com raiva para a pirata que imediatamente cobria o peito começava a lentamente se arrastar para sair de perto dos dois. – Vê-lo aceitando aquilo com tamanha tranquilidade me machucou muito mais do que imaginava.

Ela soluçava um pouco mais deixando um pouco mais de lágrimas caírem no rosto de Duncan. – Por favor, fique comigo, esqueça elas. – Falava Naomi se aproximando e beijando a testa de Eclipse. Após o beijo, mais algumas lágrimas escorriam do olho de Yumi, até que ela sentia o controle voltando ao seu corpo.

Wesker, esse é o último post seu falando tudo que pensa e babando, boa sorte


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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptySeg 18 Jan 2021, 19:37


O Eclipse

We are +18






Agora sim, o plano parecia ser bom. A situação era constrangedora demais para poder piorar e minha boca estava totalmente coberta, nada de ruim poderia acontecer. Mas a vida… Vocês já sabem, não é? - Aiaiaiaiaiai! Meu machucado! - Reclamava da dor quando Morgana esbarrava em nós e acabava, mais uma vez, liberando minha boca - Ah não... - Dizia preocupado ao perceber que meu plano fora por água abaixo. Nesse momento, olhava para a cara da pirata e ficava ainda mais vermelho.

Podia novamente observar a cena. Enquanto Katie também ia embora e M-4 continuava parada, Yumi se aproximava. Ela parecia bem triste, até demais na verdade, e aquilo me preocupava um pouco. Para piorar, ela vinha em minha direção. Eu logo recebia um abraço da garota que posteriormente afastava a pirata, e aquilo me preocupava cada vez mais.

E a vida, essa sim é uma caixinha de surpresas… E aquele dia estava cheio delas. Não demorava para que Yumi começasse a falar - A… Comandante? Oi? - Não conseguia conter, estava de fato incrédulo sobre como Yumi estava comparando M-4 com Katie e a pirata. Ela por acaso achava que tínhamos alguma coisa? Começava a ficar cada vez mais desconfortável. Sentia a vermelhidão aumentar à medida que eu tentava olhar com o canto de olho para M-4, mas tinha vergonha só em pensar na expressão que a garota teria caso tivesse ouvido aquilo.

Eu não sabia direito o que estava acontecendo, se a garota também havia surtado ou qualquer outra coisa, mas sabia que precisava sair daquela situação. Antes que eu conseguisse fazer alguma coisa, entretanto, ela continuava falando. E para o meu horror, agora começava uma declaração - É O QUE? - Dizia logo após a primeira frase. Naquele momento, até mesmo esquecia por alguns instantes de todo o resto da maluquice que estava acontecendo.

Não é mais necessário dizer que as coisas sempre podem piorar. A esse ponto, acho que ninguém mais tem dúvidas disso. Yumi não demorava para falar de como havia se machucado ao me ver com o seio da pirata na boca, de como havia se sentido mal. Isso tudo só me fazia ter certeza que todas haviam realmente visto aquilo e me causava uma queimação incomoda devido a vergonha. Para responder a fala da atiradora, entretanto, eu não sabia o que fazer. De certa forma era uma coisa boa, estava tão estático com aquela declaração inesperada que não conseguia falar, mas sabia que não duraria muito.

- Yumi.. - Dizia olhando para a garota - Isso… Você... - Tentava medir as palavras, mas não era possível - Tá muito estranha, sério - Babava - Você é tipo uma irmãzinha pra mim, sei lá? E não me acha meio velho demais pra você não? Vai se dar melhor com um cara da sua idade - Ainda não controlava o que estava dizendo - Eu nunca namorei, não sou disso. Eu prefiro conhecer uma mulher aqui e outra ali, sou um cara do mundo, sabe? Não sou um homem de uma só - E era então que a imagem de uma pessoa me vinha a cabeça - A menos que essa uma seja a... - Não podia me permitir de terminar essa frase em público. Na verdade, nunca havia pensado muito nisso. Por isso mesmo, para que parasse de falar, acertava um soco com força em minha própria face.

- Aaaaaaaaaah, filha da puta! Doeeeeeu!




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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyTer 19 Jan 2021, 06:33



Nem mesmo M-4 poderia ser tão forte pra me soltar só com o olhar, então quando finalmente caí dos tentáculos, fiquei olhando sem entender nada. E bastou esse momento pra que fosse eu agora o alvo da invasão.



— Não, peraí, que ce tá fazendo? Me solta!



Debatia, tentando recuperar o controle do meu próprio corpo, sem saber se seriam minhas as palavras que sairiam da boca ou se não conseguiria nem mesmo controlar minha voz. então começava a sentir umas sensações esquisitas, um formigamento aqui, uma contração involuntária ali, sensações que vinham surgindo, como uma enxurrada. O que era meu e o que não era? Já não mais conseguia identificar com clareza. Minha visão borrava e, como se estivesse vendo a um cinema 3-D extremamente realista, sentia a aproximação até Duncan e palavras começavam a sair de minha boca.



— Essa não sou eu, não escute!




Tentava falar, mas o que era dito era algo completamente diferente. Minha cabeça doía enquanto sentia as sensações que o fantasma desejava. Ou eram meus próprios sentimentos que ele estava trazendo à tona? Eu realmente me sentia inferior às outras mulheres presentes no nosso barco, eu realmente aprecio a companhia de Duncan...



— Por que estou sentindo tudo isso?



Minha cabeça estava confusa, até raciocinar era difícil, a enxurrada de emoções estava muito forte. A recusa de Duncan, no entanto, apesar de doer, trazia também certo alívio. E ao perceber esse alívio é que tinha certeza que estava sendo somente manipulada. Agora eu estava com raiva, constrangida e um bocado vingativa. Por um instante, focava minha mente, deixando meu corpo completamente à mercê do possuidor. Se ele conseguia ter acesso às minhas memórias, pensamentos e sentimentos, o contrário também deveria poder acontecer. Tentava buscar qualquer informação de como controlá-los, prendê-los ou expulsá-los.


Se conseguisse obter sucesso, usaria toda minha força de vontade e autocontrole pra gritar pra M-4 o que fazer. Independente de conseguir ou não minhas tentativas, tentaria à força logo em seguida retomar o controle do meu corpo, inclusive me socando no processo, se fosse necessário, enquanto gritava:



— SAI DO MEU CORPOOOOOOOO!!! INFERNO!!!



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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyTer 19 Jan 2021, 15:24


Narração
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Ambos no fim da tarde


Duncan e Yumi
Duncan se declarava um galinha. Essa era a forma que ele arranjara para responder a alguém se confessando. Apesar de até mesmo fazer o impossível, sentindo o espírito de todos a sua volta para meramente salvar aquela moça que se declarava para ele. O que poderia ser mais forte para ele do que o sentimento de desespero que sentiu para salvar Yumi? Aparentemente havia alguém, pois, por mais difícil que fosse para ele admitir, quando sua boca começava a abrir para assumir que amava alguém, preferiu se autoflagelar a simplesmente admitir que gostava de alguém. Seu sangue galinha era mais forte, tão forte, que após se socar percebeu que não parecia babar mais.

Já Naomi estava uma confusão de sentimentos. Sentia que as falas que saíam de sua boca não eram completamente mentiras. Yumi tentava relaxar, porém isso só deixava as últimas lágrimas escorrerem por seu rosto e caírem em cima de Duncan. O fantasminha já havia ido embora e não havia qualquer sinal ou resquício dele por perto além daquela cena completamente bizarra que estavam vivenciando.

Naquele momento ouviam passes firmes de alguém se aproximando da direção que Katie havia saído. O capitão de Morgana aparecia com Katie nos ombros ainda de toalha. Ele olhava a cena estranha que estava tendo ali e começava a sorrir. – Bom, não sei que jogo vocês estão jogando, mas essa aqui escapou claramente fora de si. – M-4 se aproximava dele e pedia que ele entregasse Katie, ele fazia aquilo meio surpreso da pequena aguentar tranquilamente. – Achei melhor colocá-la para dormir antes que perdesse o controle do que poderia ocorrer. – Complementou e M-4 agradecia partindo com Katie para outro local.

Com a saída de M-4 e Katie, o homem olhava para Duncan. – Bem que o meu colega falou que você estava saindo da sua vigília lá embaixo. Já que nós ficaremos com o corpo de Diarmuid, achamos justo que você fique com a lança dele. – O homem dava uma pausa olhando para um lado específico e depois apontava para lá. – Não me engano aquele cara... Hugo, de vocês revolucionários está com a lança. Ele estava na forja do navio a última vez que o vi. Ele não parecia muito feliz quando pegou a lança em si, mas comentou depois que ela é mais forte do que as que existiam no carregamento da marinha que vocês roubaram. – Falava o homem saindo.

Assim, ali ficavam os três. Duncan deitado no chão com a cabeça no colo de Naomi que percebia que não havia mais sinal de fantasminha algum. – Vamos esquecer isso tudo, ok? – Falava a pirata meio constrangida com a situação, ela se levantava meio apressada tropeçando por causa da velocidade, querendo dar um pouco de privacidade pros dois.


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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyQui 21 Jan 2021, 16:51



A rejeição de Duncan machucava. Não que eu quisesse de fato estar com ele romanticamente. Após a saída do fantasma, meus sentimentos desanuviavam um pouco, e já percebia com um pouco mais de clareza o que havia sido bagunçado por eles e o que de fato não existia. Entretanto uma ferida foi tocada, que era a de sempre parecer mais nova e raramente ser levada a sério no ponto de vista sexual. E à medida que tudo se acalmava por um lado, por outro eu sentia meu sangue fervendo cada vez mais. Aproximava meu rosto do major, não como se fosse beijá-lo, mas sim com uma expressão zangada, de desafio.



— ESCUTA AQUI, DUNCAN DELLUMIERE! VOCÊ SE ACHA O CONQUISTADOR, O GALANTEADOR, MAS NÃO É COMO SE TODAS CAÍSSEM AOS SEUS PÉS. AQUILO QUE ACABOU DE ACONTECER NÃO ERA EU, ESTÁ BEM? E PRA SUA INFORMAÇÃO, EU TENHO 22 ANOS E SOU MAIS VELHA QUE VOCÊ... SEU PIRRALHO BABÃO!


... O BEBÊ QUER MAMAR, É? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK



Fazia uma imitação da voz da pirata. Afastava meu corpo do major, virando-me em 180 graus subitamente e olhando nos arredores, buscando sinal dos fantasminhas.



— ONDE VOCÊS ESTÃO, SEUS ARROMBADOS? EU PEGO VOCÊS, CACETE!!




Terminava de explodir, buscando por sinais deles. Não havia visto para onde haviam ido após sair de meu corpo, não sabia se M-4 ainda estava possuída ou para onde havia ido. Como o caçador
chegara nesse meio-tempo trazendo a médica consigo, ao menos sabia que Katie estava desmaiada em segurança, se é que poderíamos falar isso. Tentava puxar de minhas memórias qualquer coisa sobre fantasmas e exorcismos. Se eu já tivesse ouvido falar sobre isso, tinha certeza que acabaria me lembrando.



— Katie-senpai, está tudo bem?



Tentava acordá-la, checando seus sinais vitais e avaliando se estava tudo bem. Tentava ignorar meu surto de raiva há pouco e as coisas embaraçosas ditas antes. Sentia meu rosto ainda corado, parte pela vergonha, parte pelo fervilhar de meu sangue. Somente me sentiria mais tranquila agora após pegar os pequenos bastardinhos.



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Última edição por Akuma Nikaido em Sex 22 Jan 2021, 09:41, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyQui 21 Jan 2021, 19:51


O Eclipse

We are Revolution




[font=Georgia]

Cacete...” Praguejava massageando a região do meu rosto onde eu mesmo havia atingido com um soco. Foi nesse momento que percebi que a baba havia ido embora junto com aquele impulso de falar o que eu pensava assim que me viesse à mente. Isso era bom, mostrava que a violência de fato resolvia todo o tipo de problema que pudesse ter.

Respirava aliviado ao perceber que toda aquela maluquice havia acabado. Logo o sujeito do grupo de Morgana voltava carregando Katie desmaiada, mas eu decidia deixar isso para lá por hora desde que ele não a tivesse machucado para isso. Sabe-se lá o que estava acontecendo com ela e já havíamos tido problemas e confrontos demais por um dia, não é? Aparentemente não era o que Yumi pensava.

Em uma espécie de surto, a atiradora aproximava seu rosto do meu e começava a berrar. Ela tentava negar a veracidade do que havia dito, algo natural após se tomar um fora. A pobrezinha não havia entendido que aquele surto nos fazia falar o que realmente pensávamos e agora, depois de tudo, tentava negar com base em gritos e falácias.

- Ok... - Era tudo o que eu respondia com uma expressão claramente confusa e sem querer puxar muita discussão com a garota, enquanto me afastava um pouco dela. Por dentro, entretanto, eu pensava “Dando um surto desses após levar um fora? Realmente, muito madura a atitude. Se ela tem 22 anos eu não sei de mais nada” Dava de ombros. Yumi não era a primeira pessoa do mundo a dar um surto psicótico após não ter o amor correspondido, e não seria a última também. Decidia apenas dar um tempo para a garota se recuperar e logo poderíamos voltar ao normal. Por fim, a garota parecia perseguir alguma coisa que não me importava muito.

Olhava então para o homem que agora já havia deixado Katie com M-4 e fazia uma expressão um pouco envergonhada. Sem emitir sons, eu apenas balbuciava para ele - Mulheres... - Tentava, entretanto, olhar com o canto dos olhos para saber se Katie estava realmente bem. Depois disso, começava a prestar atenção no que ele tinha para dizer.

- Aquela lança… Sim. Ela realmente me parecia diferente de qualquer outra arma que eu já vi. Amanhã encontrarei o Hugo… Preciso de um descanso agora - Respondia a ele, deixando “Pegar a lança” na lista de tarefas que organizava em minha cabeça. Aquela entretanto, não era a única informação relevante. O fato dele ter dito que ficariam com o corpo de Diarmuid me fazia crer que eram eles os tais caçadores de recompensas. A questão ali era saber até quando eles seriam confiáveis.

A pirata era a próxima a se levantar. Ela parecia tremendamente envergonhada pelo que havia acontecido, sensação que eu havia esquecido graças ao surto de Yumi mas que voltava à tona após olhar para ela - Esquecer do que? - Respondia tentando quebrar um pouco o gelo, mas sabendo que difícilmente adiantaria. Aquela de fato havia sido uma situação bem estranha e vergonhosa.

Por fim me levantaria e recolheria minha lança que provavelmente deveria estar caída em algum lugar por ali. Não sabia o que fazer com a toalha de Katie e por isso simplesmente a deixava no banheiro, pouco antes de ir na pia lavar meu rosto que provavelmente ainda estaria sujo de baba. Após pensar um pouco eu me lembrava do que estava para fazer antes de toda a maluquice com as mulheres do navio, e então ia em direção a Willey sentindo minha barriga roncar novamente.

- Dia maluco... - Diria a ele ou a quem quer que estivesse cozinhando - Pode me dar uma porção disso aí agora e outra depois que eu terminar de comer? Fiquei de levar a comida para alguém - Diria. Esperaria então pela entrega da refeição e comeria devidamente, para depois disso pegar o segundo prato e levá-lo até a arqueira dos escravistas.

Chegando novamente na prisão, eu a tiraria das correntes que prendem suas mãos, deixando apenas as que prendem as pernas (caso tivesse), mas diria antes disso - Não tente nada, ok? Já tive um dia muito estressante hoje - Esperaria então para que ela comesse e logo depois puxaria um balde qualquer para perto dela por fins que acreditava não precisar explicar. Caso ela parecer querer, eu ajudaria a tampa-la da melhor forma possível mas tentando não olhar muito para o que estava acontecendo, apenas tentando garantir que não seria atacado. A qualquer momento, caso cruzasse com Hugo, diria a ele que só buscaria a lança no dia seguinte.

Ao fim de tudo, eu prenderia a mulher novamente com as correntes e então levaria o prato de volta para a cozinha, onde lavaria caso fosse necessário. Depois disso, voltaria à prisão apenas para pegar novamente os livros. Ao olhar novamente os títulos, selecionava um e então decidia deixar os outros organizados perto da cama de Yumi, como uma oferta de paz para a garota.

Aprendizado - Toxicologia

O livro que eu havia escolhido dessa vez fugia um pouco da temática dos outros, ou ao menos era o que eu pensava. A verdade é que ter ciência de quem eram os caçadores de recompensa fazia com que eu entrasse novamente em estado de alerta, por mais que M-4 parecesse confiar neles. Por isso mesmo, havia decidido que o melhor a se fazer seria pensar em formas de combatê-los mais efetivamente quando atacassem e, quem sabe, identificar algum tipo de plano que eles possam ter.

Por isso mesmo toxicologia parecia ser a escolha perfeita de livro. Com ele, poderia entender melhor de venenos que poderia usar em batalha futuramente e, não só isso, poderia identificar caso os caçadores quisessem nos atacar de uma maneira mais furtiva como, quem sabe, envenenando a comida já que viviam entre nós.

Me sentaria na cama em uma posição confortável, me encostando na parede ou na cabeceira, com o auxílio do travesseiro caso fosse necessário. Feito isso, começaria a ler. Prestaria atenção em cada página, podendo ler e reler caso fosse necessário para um melhor entendimento do conteúdo do livro.

Manteria-me atento também à quaisquer exercícios ou atividades que o livro propusesse, realizando-os mentalmente sempre que possível. Ao final, revizaria em minha cabeça o conteúdo aprendido e iria reler caso percebesse que ainda havia alguma lacuna a ser preenchida. Em todo caso, só pararia a leitura quando realmente percebesse que havia conseguido concluir o aprendizado.

Fim do aprendizado

Ao fim da leitura, deixaria o livro no chão ao lado da cama ou em alguma mesa de cabeceira próxima. Tentaria identificar as horas perguntando para alguém ou pela posição dos astros e da lua. Caso já fosse tarde o suficiente, iria dormir. Aquele havia sido um dia maluco e eu estava mais do que ansioso para encerrá-lo. Amanhã, pegaria a lança com Hugo e tentaria resolver as pendências que o dia de hoje havia deixado.



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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptySab 23 Jan 2021, 03:21


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Ambos no fim da tarde


Duncan e Yumi
Naomi não aceitava com facilidade aquele não de Duncan. Ela dava uma bronca nele, zombava da situação ridícula que ele havia passado com a pirata e ainda contava a sua idade para ele saber que não era tão bom assim chutando a idade de mulheres.

Aquele “showzinho” de Yumi era visto por basicamente todos, pois ela gritava com o Eclipse ao mesmo tempo que o caçador chegava com Katie. Por isso, logo após aqueles gritos todos, ela checava como a médica estava e tentava acordá-la, sem sucesso, até mesmo porque M-4 partia com ela para talvez quem sabe colocar umas roupas.

Duncan via que a menina havia perdido a cabeça. Realmente não havia muito o que falar ou fazer ali além de concordar com a pirata quanto esquecer aquilo tudo. Ele já havia decidido que deixaria a lança para o futuro e por isso partia em direção a comida que era o seu objetivo primário antes de toda aquela confusão ocorrer.

Não era Wiley que estava na cozinha. Era um dos “homens de Morgana”. A comida estava cheirando muito bem, ele parecia estar preparando o jantar. Duncan pedia por duas porções e quando era servido via que era peixe, onde já ouvia logo em seguida umas reclamações do cozinheiro que podia entender aos poucos como “sem reclamações, é basicamente tudo que tem aqui nesse fim de mundo”.

Apesar da pouca variedade do prato, Duncan não podia reclamar. Pois ele era delicioso. Era difícil falar se era a fome ou a habilidade do cozinheiro. Por isso, sair com o outro prato em mãos até chegar aonde os presos estavam era quase uma tortura, pois o cheiro do prato aumentava o seu apetite.

Falando para a moça não se mexer, tudo que viu de reação dela foi um ok com a cabeça bem rápido. Ela olhava para a comida com tamanho afinco que talvez a única preocupação deveria ser com ele mesmo não ser atacado para ser devorado. Após solta ela devorava o prato a ponto de começar a chorar enquanto mordia a comida.

Quando a arqueira acabava, ela parecia grata a Duncan. Ele parecia falar para que ela fizesse as necessidades, mas com uma negativa da cabeça ele a ouvia cochichando que já havia feito...

Indo para o quarto dos revolucionários, Duncan começava a ler o livro de toxicologia do lado da cama de Yumi, que poderia estar ali dormindo ou não, pois não sei o que ela fará no próximo post. O filho de uma bela mãe queria provocar a menina apaixonada ficando próxima dela.

Ficava lá por várias horas lendo numa luz ruim para ler por causa do povo que dormia por ali. Forçar seus olhos o cansavam ainda mais do que era possível imaginar. Principalmente porque ele não havia dormido por mais de vinte e quatro horas no decorrer da leitura daquele livro.

Quando acabou não precisava nem indagar se era tarde ou não para ninguém. Todos talvez sem contar Naomi estavam dormindo. Ouvia exclusivamente o barulho das ondas do mar se quebrando e uma pequena chuva que ocorria. Um ou outro roncando.

Deitou-se em sua cama e apagou até a manhã seguinte, onde podia acordar novamente de forma natural... a não ser que Naomi o acorde no meio da noite para fazer alguma coisa Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 1439049992


Ganhos Não divididos da aventura anterior:
 

Ferimentos:
 

Contagem dos sobreviventes:
 

Legenda:
 


Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyDom 24 Jan 2021, 04:07


O Eclipse

We are Revolution






Por mais que o tempo e as coisas que vi tivessem me tornado uma pessoa mais fria do que eu era no começo da jornada, era difícil não me comover pela cena da arqueira se alimentando tão avidamente, chegando até mesmo a chorar. Aquilo, de certa forma, fazia com que um embrulho no estômago fosse gerado em mim, fazendo com que eu fixasse mais na cabeça a ideia de um dia criar uma prisão “mais humana” para aquelas pessoas.

Além disso, em minha mente também se iniciava um debate filosófico. Se aquelas pessoas estavam presas, era porque Yumi era contra matá-las. Eu, por outro lado, achava que seria mais fácil limpar o mundo de pessoas como eles. Começava a me questionar até que ponto deixar pessoas naquelas condições era mais moralmente aceito do que matá-las em batalha, e pensava se a garota não se arrependeria dessa escolha caso olhasse a situação naquela prisão.

Deixando isso de lado, decidia me concentrar em outras coisas e por isso mesmo ia em busca de um novo aprendizado para um problema mais urgente. O conteúdo do livro era denso e a iluminação, junto do horário, tornavam ainda mais cansativo. No fim das contas, entretanto, eu acreditava que havia conseguido aprender com sucesso todo aquele conteúdo.

No outro dia, pela manhã, eu finalmente acordava. Estava mais descansado e, sem dúvidas, torcendo para que fosse um dia menos maluco dessa vez. Levantando-me preguiçosamente da cama, tentava verificar como estava meu corpo desta vez. Iria primeiramente atrás do café da manhã, que comeria com afinco. Mesmo que fosse mais peixe, estava agradecido simplesmente por termos bons cozinheiros conosco.

Depois disso buscaria pelo médico dos caçadores, para quem eu perguntaria sobre meus curativos e como deveria trocá-los no banho. Com as instruções em mente, eu pegaria os itens indicados e iria me lavar pela primeira vez em algum tempo, coisa na qual nem havia pensado com a loucura dos últimos dias.

Com todos os preparativos prontos, seria o momento de finalmente começar os meus afazeres. Ainda não me sentia confortável para ir até uma das garotas pedir desculpas pelo ocorrido e, por isso mesmo, a primeira tarefa seria ir buscar a nova lança com Hugo. Assim, andaria pelo navio procurando pela forja. Isso me lembrava que eu ainda precisava conhecer melhor a embarcação, mas sabia que depois do que aconteceu ontem isso não era uma boa ideia.

- Bom dia Hugo - Diria caso encontrasse o ferreiro - Ontem o líder do outro grupo me disse que você tinha uma coisa pra mim… A lança de Diarmuid? - Perguntava de forma quase retórica, esperando que ele me dissesse onde eu poderia pegar aquela arma tão peculiar. Era, de fato diferente de qualquer outra lança que já havia visto. Feita de um metal enegrecido e belo, entalhada com detalhes que deixavam sua aparência ainda melhor. A ponta da arma, entretanto, não se parecia com o que eu me lembrava de enfrentar durante a luta. Me perguntava como um homem como Diarmuid havia colocado as mãos nela.

- Dun...can…

Ao segurar a lança eu ouvia pela primeira vez em quase um quase a voz do meu pai, mais especificamente naquele dia do qual eu jamais me esqueceria. Era uma fala seca, de voz fraca e um pouco “engasgada”, do momento em que Donald Dellumiere havia acordado assustado olhando para o meu rosto após cortar sua garganta na calada da noite. Ele falava baixo o suficiente para que ninguém além de mim escutasse e, desta vez, não parecia que seria diferente.

Ao escutar aquela voz eu imediatamente sentia um arrepio percorrer todo o meu todo até que finalmente caía de joelhos, com os olhos arregalados e a lança ainda em mãos. Aquele homem era, sem dúvidas, o maior fantasma do meu passado - A culpa… Foi sua… - Aquelas palavras eram, sem dúvidas, novas. Desenterravam uma culpa que eu havia escondido no fundo do meu coração - Se não tivesse roubado… Ela estaria viva… E eu… Também…

Aquela altura, eu tremia totalmente. O medo e a culpa trazidos por aquelas palavras faziam com que lágrimas saíssem de meus olhos e minha respiração ficasse pesada e acelerada - Falhou com sua mãe… Traiu o seu pai… - Sentia o suor escorrer frio por meu corpo - Quanto tempo até deixar que seus amigos morram também? - A voz aos poucos parecia ganhar mais força, mais vida, enquanto eu ficava a ponto de cair no chão.

Conseguia enxergar uma aura negra vinda da lança de Diarmuid, algo ali me atraía. As palavras, entretanto, impediam que eu sequer me erguesse do chão - Foi você… - A culpa é sua… - Assassino… - Eu era seu pai… - Ouvia aquela voz ganhar muita força em minha cabeça, me atormentando com as culpas que eu mais temia e que pensava há muito já ter enterrado.

- Deixará os seus companheiros morrerem também… Ou os matará você mesmo… - Nãão! - E era por um breve momento que meu cérebro voltava a funcionar, talvez movido pelo ódio de todas aquelas palavras. Um instante breve, mas longo o suficiente para que eu pudesse puxar algo do meu bolso. Algo que caía junto de um gorro de natal. Um pedaço de papel, mas ao mesmo tempo era muito mais que isso…

Spoiler:
 

Uma foto com meus amigos na ilha de Tresze. Mais do que isso, uma lembrança forte e iluminada o suficiente para me livrar do transe daquela arma das sombras. Em sequência, me lembrava também daqueles que não estavam na foto. M-4, Azura, Zhac, Faust, Lenora, seguidos de Snowflake, Katie, Willey e, por fim, todos os outros que estavam conosco ali. Companheiros que eu havia feito desde aquele fatídico dia. Pessoas que, assim como eu, acreditavam que o mundo podia ser melhor.

Conseguia novamente parar de tremer - Não me arrependo do que fiz. Minha mãe não morreu porque eu tentei ajudá-la, morreu porque você é podre… E você morreu por isso, velho! - Apertava o cabo da lança, com força nos braços e determinação nos olhos. Juntava minhas energias para me colocar novamente de pé - É contra pessoas como você que eu luto e continuarei lutando, até a minha última gota de sangue. Não carrego arrependimentos comigo. Sei dos meus crimes e dos meus acertos, e viverei com eles. Você, por outro lado, irá embora!

Sentindo a força voltar ao meu braço bom por um instante, eu o usava para girar a lança em minha mão, o que dispersava totalmente a névoa negra que a encobria naquele momento. A voz havia parado, e agora a lança parecia novamente uma arma bela e poderosa, que eu não hesitaria em usar. Me abaixando, recolhia tudo o que havia deixado cair no chão e guardava com carinho após dar mais uma olhada na foto, sem saber ao certo se aquela conversa havia acontecido só na minha mente ou se Hugo havia escutado.

- Obrigado Hugo, farei bom uso dessa arma - Dizia ao ferreiro antes de me retirar. Iria em busca de M-4 agora, tentando evitar pessoas como Yumi, Katie ou a pirata - Comandante, tem algo que precise ser feito fora do navio? - Pediria por uma ordem ou uma missão, na esperança de que pudesse me afastar de tudo. Um tempo longe de multidões seria até bom para respirar após o ocorrido com a lança. Em todo caso, iria para o local indicado por M-4.



Post: XX ~ Rename: O Eclipse ~ Location: XXX

Notes: •Ganhos:

•Perdas:

Legenda: Falas
"Pensamentos"

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Historico (Geral):
 

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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyDom 24 Jan 2021, 10:50



Por mais que eu procurasse os fantasminhas, não conseguia encontrá-los em lugar nenhum. Aos poucos a minha raiva com eles ia diminuindo, me deixando focar em outras coisas. E voltava, então, a procurar Morgana, para que pudesse conversar com ela.



— Esses arrombadinhos... Fizeram essa confusão toda e agora sumiram como se nada tivesse acontecido. Mas eles que aproveitem... Vou estudar sobre como capturar fantasmas e na próxima vez eles estarão fritos...



Pensava, em voz alta, enquanto procurava a sirena. Quando finalmente a achasse, a cumprimentaria, dizendo:



— Morg-san! Finalmente expulsamos esses fantasmas. Alguma ideia do porquê eles apareceram aqui ou o que buscavam? E como você está? Rolou coisa demais nessas últimas 24 horas, mal pude te ver e saber de você...




Ia conversando com a moça, ouvindo suas histórias, perguntando mais sobre seu povo, sobre o que passaram, sobre o que ela própria vivera desde que saíra de sua ilha natal. Por fim, após conversarmos bastante, entraria na parte crucial de nossa conversa.



— Entendo... E hoje, Morg-san? Está satisfeita com o rumo de sua vida? Participar do grupo de caçadores te traz felicidade? Eles te tratam bem? E por bem, digo bem mesmo, e não melhor do que os outros te tratavam. Como você realmente merece ser tratada. Com dignidade, respeito, amizade.



Antes de abordar essa última parte, disfarçadamente ia checando o terreno, a fim de ver que estávamos a sós e não havia ninguém por perto que estivesse nos ouvindo. Deixaria a voz abafada e baixa o suficiente para que apenas a mulher me ouvisse, de toda forma. Se as condições não fossem propícias, a chamaria antes pra caminhar comigo, fazendo uma ronda, e aguardaria até que estivesse ok com relação a isso. Havia observado a dinâmica dos caçadores por pouco tempo, mas até então a impressão que me fora passada era que Morgana era tratada como alguém inferior, quase uma escrava, apesar de um pouco melhor. Se fosse realmente isso, queria resgatá-la das mãos deles. E essa talvez fosse uma boa oportunidade.



Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyTer 26 Jan 2021, 04:42


Narração
Sensação térmica: Frio
Localização: Farol
Naomi a noite
Duncan já está no almoço do dia seguinte


Duncan e Yumi
como vou narrar em ordem cronológica, a parte do akuma tá antes e só depois a do wesker

Naomi via o seu amado partir em direção a cozinha. Ela havia comido torta o suficiente para que não fosse necessário isso, ela decidia então partir em outra empreitada. Queria recrutar Morgana para os revolucionários.

O primeiro passo para isso era achar a sereia. Isso foi relativamente fácil, ela era chamativa o suficiente no navio para se destacar. Yumi chegava e indagava sobre os fantasminhas, o que fazia a sereia olhar para todos os lados preocupada por um instante pensando que eles haviam voltado. – Se queriam algo, já conseguiram. – Falava ela respirando fundo ao perceber que não havia nenhum nas redondezas. – Bem? – Respondia ela meio sem jeito. Ela estava ainda se recuperando do tanto que havia apanhado. A ignorância era uma benção, pelo livro que haviam conseguido dos piratas, Naomi poderia simplesmente afirmar que conseguiriam mais vendendo a sereia para um escravista do que com a recompensa de Azura.

A história de Morgana era bem simples, clichê e triste. Foi escravizada por boa parte de sua vida. Ela não conseguia mencionar muito sobre costumes dos tritões, pois era algo tão antigo em sua vida que ela cultivava mais costumes humanos mesmo. Ela mencionava novamente que fora “liberta” quando um grupo pirata acabava com os nobres que a escravizaram.

Aquele grupo era cruel e ela claramente não queria muito citar o que havia acontecido com ela. Mas citava que outro grupo pirata acabava com esse e um terceiro acabava com o segundo. Ela era passada sempre de um grupo para o outro até cair no Pillagers of the fog. Os Pillagers são piratas/caçadores de acordo com ela. Se denominam piratas inteligentes, pois conseguem ter liberdade desde que saíam por aí prendendo outros piratas, não querem abusar da população porque isso é perda de tempo, eles querem apreciar o mar, beber e achar tesouros, como naquelas histórias de piratas mais infantis, com o X no chão e tudo. Era claro enquanto a sereia falava, que eles não eram santos ou qualquer coisa do tipo, mas eles não eram simplesmente cruéis, o que os tornava um passo tão superior aos outros grupos que ela conhecera que Naomi entendia bem melhor o porquê de ela ser tão fiel aquele grupo.

Durante toda aquela história, aos poucos Morgana ia ficando mais calma na presença da revolucionária. Afinal, até então ela sempre parecia mais na defensiva, algo que foi provavelmente cravado em seu corpo com toda a história que vivera até chegar aquele dia. Aos poucos Naomi ia conhecendo uma faceta menos frágil, pois a sereia conseguia ir contando tudo com mais tranquilidade.

Quando Yumi fazia a pergunta derradeira para a sereia, já era de noite. O céu estava bonito. Morgana a olhava meio que tentando entender a pergunta. Ela claramente estava um pouco cansada depois de contar toda aquela história. As duas estavam a sós no convés, pois o resto já havia ido dormir.

Com a pergunta, Naomi viu que Morgana a olhou tentando lê-la por um tempo. Uma coisa aquela sereia não era, burra. Aquele conjunto de fatores ditos pela Yumi não eram simplesmente jogados. Rumo de vida, caçadores, respeito, tudo veio numa sequência muito clara de que ela queria algo ali. – E o que é ser tratada com respeito, dignidade e amizade? – Perguntava ela um pouco séria com a pergunta. – Atravessar alguém com uma lança pelas costas é amizade? Ser racista é tratar com respeito? Prender quarenta pessoas em celas minúsculas é dignidade? – Perguntava a sereia lembrando de coisas simples que havia visto os revolucionários fazerem no pequeno espaço de tempo que se conheciam.  – Você saberia me explicar? Para te responder melhor. – Falava ela.

Duncan estava tocado pela situação de fome da arqueira. Se a pouco mais de um dia havia visto um outro lado de Melissa, agora começava a ver outro pessoa cruel em uma situação de desespero. Um debate psicológico passou em sua mente por um tempo, indagando-se sobre o que poderia fazer com aquelas pessoas.

Após aprender Toxicologia, dormiu e acordou com sua barriga já roncando. Foi atrás do café da manhã, mas pela hora que dormira e pelo tempo que passara nisso, acabava acordando na hora do almoço. Como previa, havia peixe no almoço. Ninguém parecia reclamar na verdade.

Percebia que já havia mais alguns revolucionários em pé. A maioria ainda bem machucado, não que ele estivesse muito melhor. Seu corpo estava pedindo arrego mesmo sem ter feito nada de importante além de dar alguns passos para ir almoçar.

Por causa disso, decidia ir ao médico antes de ir até Hugo. Porém, não conhecia nada daquele navio ainda. Assim, ele foi na árdua missão de conhecer a embarcação. Ela era realmente gigantesca. Havia quatro pisos inferiores. No convés havia cômodos em ambos os lados, onde no centro era livre por causa dos mastros. O cômodo da proa era a cozinha, enquanto o da popa era o quarto do capitão, que no caso era o capitão de Morgana, havia do lado do quarto dele também um armazém, onde eram colocadas velas e cordas extras para o navio navegar tranquilamente.

O primeiro piso possuía uma forja, que era onde Hugo estava, ela ficava ali pois assim o vapor dela podia escapar com maior facilidade por uma abertura que aproveitava da saída da cozinha acima também. No resto daquele primeiro piso era basicamente aberto, pois em suas bordas ficavam os canhões. Assim, o piso estava cheio de material para encher os canhões, pólvora, e etc.

No centro do primeiro piso havia a escada que levava para o segundo piso. Descendo ali você chegava em um cômodo central. Nele havia um corredor que levava para a enfermaria caso fosse em direção a proa. Indo em direção a popa se via os quartos e banheiros. Aquele corredor junto com os banheiros Duncan já conhecia muito bem por causa da cena que causou ontem.

No final do corredor, de ambos os lados, havia a escadaria para o terceiro piso, que era composto primeiramente por cômodos e armazéns de comida ou itens. O piso era basicamente o corredor central que havia cômodos para ambos os lados, na própria ponta dos corredores havia a escadaria para o quarto piso. Nos armazéns havia muitas algemas, provavelmente por causa dos escravos. A comida Duncan percebia que estava realmente se esvaindo rapidamente. Afinal, havia muitas bocas para alimentar naquele barco.

O quarto piso Duncan conhecia muito bem, pois ficavam os escravos. Não havia mais nada naquele piso que precisasse ser comentado.

O médico dos caçadores não estava na enfermaria e por isso que Duncan acabou explorando todo o navio a procura dele. O homem, no entanto, estava simplesmente andando pelo farol. Aparentemente o grupo havia ido buscar suas últimas coisas dentro das cavernas. Quando ele viu Duncan perguntando sobre seus ferimentos, a primeira reação foi se surpreender com o fato dele estar andando por aí. Ouvia outro comentário também, de que ele havia ensinado Yumi para que não precisasse ficar tratando os outros mais ainda, então que ele poderia perguntar para ela na próxima vez. De qualquer forma, ele explicava para Duncan que se ele já conseguia andar por aí, para simplesmente aguentar a dor, tomar um banho tendo cuidado para não abrir os pontos e pronto, pois já era um milagre ele estar em pé.

Com o banho tomado, não que importe quando você usa a mesma roupa depois, Duncan ia na direção da forja e após cumprimentar Hugo pegava a lança e tinha umas alucinações muito loucas. Ele ficava falando sozinho por um tempo e quando finalmente se viu livre da imagem de seu pai, viu que não só o revolucionário o olhava meio estranho, como M-4 estava ali olhando-o também. – Pelo visto acabou. – Comentava ela caçoando dele, como se ela estivesse esperando ali por muito tempo. Será que estava?

De qualquer forma, Duncan via que M-4 carregava diversos itens com ela. Todos eram entregues para ele. – Vocês... roubaram. Não sei se é o termo que quero usar, mas vocês pegaram esses itens dos escravistas que estavam com Melissa. Você é o de maior patente que estava por lá, você que saberá dividir esses espólios entre vocês. – Comentava a comandante. Duncan via que os den den mushis, o dinheiro, o caderno, tudo estava ali, até o kit de costura de Melissa e os panos dela. – Não sei se você vai dividir eles agora ou não, mas se for, estou te esperando no farol. – Falava ela já saindo. – Vou fazer um favor para Katie e te tirar de perto por um tempo. Vamos treinar. – Comentava ela saindo, mas ele ainda ouvia que ela havia continuado falando. – Espero que conheça rokushiki e Haki.


Ferimentos:
 

Contagem dos sobreviventes:
 

Embarcação:
 

Legenda:
 


Histórico:
 

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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Cap 4: O Silêncio dos Inocentes   Cap 4: O Silêncio dos Inocentes - Página 7 EmptyTer 26 Jan 2021, 21:37



Após encontrar com Morgana e nos certificarmos de que não teríamos mais fantasmas nos interrompendo, eu começava a conversar com ela. A sirena ainda estava se recuperando do que acontecera, mas era fácil perceber que aquilo não a abalara. Não porque ela fosse extraordinariamente forte ou tenaz (embora provavelmente o fosse), mas sim porque já passara por coisas muito piores durante sua vida.



— Não posso dizer que consigo entender totalmente o que passou, Morg-san... Por mais que eu tenha sofrido quando pequena, por mais que tenha passado fome várias vezes... liberdade foi algo que eu sempre tive. Posso só imaginar por tudo isso que passou até agora.



Tentava confortar, ao mesmo tempo que buscava conforto. Escutar, ao mesmo tempo em que era ouvida. Algo em Morgana ao mesmo tempo me fascinava e me assustava, e não conseguia exatamente explicitar. Mas quando olhava pra ela, via não somente um ser que passara a vida enjaulada, se não física, psicologicamente, mas também enxergava o motivo pelo qual me juntara à revolução. Morgana era um lembrete constante pelo que eu lutava. Por quem eu lutava. E, ainda assim, suas perguntas mostravam como podíamos facilmente nos perder em meio a nossa causa.



— Não posso dizer que saiba todas essas respostas... Eu provavelmente tenho menos experiência de vida do que todos aqui. Até poucos meses atrás eu nunca nem havia saído de minha ilha natal. Minha vida era resumida em um cenário tão pequeno...




Olhava séria pra Morgana, com um semblante um pouco envergonhado inclusive. Eu sabia que havíamos passado uma péssima impressão e, sinceramente, talvez não fosse somente impressão.



— Posso falar por mim, mas não consigo afirmar o que direi. Ainda estou em busca dessas mesmas respostas. Quero aprender mais, crescer como pessoa e ajudar a fazer a diferença. Aqui nesse grupo sinto que tenho minhas opiniões aceitas, mesmo quando discordam de mim. Sei que posso contar com todos para me defender e para me ajudar. E sei que, embora nem sempre sejamos as pessoas mais sensatas ou racionais desse mundo, todos queremos torná-lo um lugar melhor e mais justo.



Ideais. No fundo, sabia que tudo que eu dizia eram palavras, e isso contava muito menos que nossas ações. O capitão de Morgana falara mais cedo comigo a mesma coisa que a sirena me dizia, embora que com outras palavras. Mas a prisão realmente era algo correto? Poderíamos julgar e tirar a liberdade de outra pessoa? Mas se não fosse isso, como faríamos? Tirar a vida seria o mais correto? E se o deixássemos livres e eles cometessem outros crimes, não seríamos nós os responsáveis por isso?



— Eu também não concordo com algumas soluções que tomamos, Morg-chan. A verdade é que nós precisamos de mais pessoas com pontos de vistas diferentes. Com a capacidade de pensar diferente e nos ajudar a retomar o rumo correto quando deslizarmos. Alguém que busque conosco essas respostas e que seja nossa companheira e amiga. Uma família, não forjada por laços de sangue, que são superficiais e facilmente quebrados. Mas moldada por amizade, companheirismo e amor.



Pela primeira vez tratava a sirena de uma maneira mais informal, mais próxima e, ao mesmo tempo, estendia a mão para ela, me aproximando devagar. Se notasse alguma recusa ou temor, interromperia o avanço, me mantendo a uma distância que não a incomodasse. Mas se ela permitisse, aproximaria-me até tocá-la, abraçando-a como a quem reencontra com um ente querido que não via a muito tempo.



— Se você é feliz com quem está, esqueça o que estou dizendo. Você merece se sentir bem e realmente desejo que isso ocorra. Mas se não for esse o caso, junte-se a nós, Morg-chan. Precisamos de você. Eu... eu preciso de você.



Concluía meu pedido. Se estivesse abraçada a ela, me afastaria lentamente, olhando-a de perto nos olhos e aguardando para ouvi-la, entender o que tinha a dizer. Do contrário, caso estivesse longe, manteria a mesma distância, inclinando-me levemente para frente como que em expectativa com o que ela diria. Eu gostava muito de Duncan e de M-4, mas o fato de serem meus superiores e desde o começo termos uma relação assim fazia com que, por mais próximo que ficasse dos dois, sempre houvesse algum distanciamento. Já com Morgana, a situação era diferente. Pela primeira vez desde que fui embora de minha ilha, eu me sentia completamente à vontade.



Objetivos:
 

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