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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: BOOH!   BOOH! EmptySeg 26 Out 2020, 13:10

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Cindy Vallar. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptySeg 26 Out 2020, 21:41




Mau pressentimento.



Cindy acordaria e retiraria a sua máscara de solda para observar os arredores.

Lembrava de ter se deitado embaixo de um coqueiro em uma árvore de Baterilla e ter adormecido de tão cansada após ter enterrado o primeiro nativo de Zomana que encontrara em um ano.

O desgaste físico e psicológico a haviam exaurido após escalar a árvore mais alta do South Blue para que a divindade Vashu pudesse vê-lo do céu mesmo sem que ela conseguisse projetar o cântico pra chamá-la.  Mas ela realmente não sabia se o seu antigo Mestre, que aparecera do nada a desafiando antes de se revelar apenas para testar se a última Amazona de Zomana ainda era capaz de representar a nação, poderia realmente ter o seu lugar no paraíso entre os guerreiros do Império daquela forma.

Nem se a sua ideia ofenderia Vashu.

Aquela era apenas uma das coisas que a assombravam.

Após ter sido inserida no treinamento de Karatê Tritão com Zaki ela começara a observar cada vez mais o oceano e a tentar entender a sua profundidade. A dificuldade que possuía em compreendê-lo para conseguir dominá-lo a faziam refletir ainda mais sobre a grandeza do mesmo.

E todo o desconhecido do colosso azul também a assustavam.

Sua sobrancelha esquerda se arquearia e as pupilas dos dois olhos escorreriam para o mesmo lado, com um ar paranoico, encarando aquela direção. As pupilas lentamente começariam a se deslocar para a direita e então acelerariam de vez junto com um movimento brusco do seu pescoço se virando também para a direita, desta vez com a sobrancelha deste lado se arqueando em desconfiança. As pupilas tremelicando buscando parar após o movimento rápido.

''Eu estou com um mau pressentimento..''

Afinal, aonde estavam seus amigos?

Quando relaxara na biblioteca estava sendo observada pelo seu antigo Mestre e foi atacada de supetão pelo mesmo. Será que poderia estar sendo observada por outra pessoa? Será que em Baterilla os nobres eram como os de Briss Kingdom e a perseguiriam por mesquinharias?

Procuraria pelos seus companheiros e começaria a caminhar pela ilha sempre olhando por cima dos ombros...

''Eu preciso de um navio para partir para a Grand Line... E dar uma última olhada nesta ilha... Mas, antes, preciso encontrá-los... Talvez tenha algo de errado por aqui.''

Colocaria a máscara de solda no rosto. Seus amigos poderiam estar por perto ou até mesmo longe, mas levantaria-se para procurá-los.

Poderia ser algo da cabeça dela, mas sentia que estava prestes a embarcar em uma aventura mal-assombrada.






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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyQua 28 Out 2020, 16:40




Booh!

Baterilla ~ Noite~ Brisa



O que a cidade tinha de bela durante o dia a noite engolia e tornava peculiar, talvez até mesmo... assustador? Cindy já acordava com uma mau pressentimento, não sabia ao certo o que estava por vir, mas podia sentir que a brisa lhe tocando não era tão amigável quanto a brisa do dia. Seus amigos não estavam próximos, na verdade, não conseguiria lembrar ao certo sua última interação com eles.

O mar realmente lhe chamava atenção, as ondas claras que batiam nas pedras durante o dia se tornaram escuras, apenas o reflexo do luar e um pouco da espuma era visto. A tranquilidade do bater nas pedras fora trocada por agressividade, as ondas pareciam engolir as pedras.

Seus olhos se perdiam no oceano por alguns segundos, tempo o suficiente para perceber que algo olhava de volta para ela. Talvez apenas o mar agindo como sempre agiu ou realmente alguém estava a observar a garota.

Andando em busca de Clap, Droid e Zaki, Cindy não percebia que ajudava a montar aquela cenário sombrio em que se encontrava, afinal, uma garota silenciosa, com o rosto escondido e agindo de forma suspeita realmente assustaria o transeunte desavisado. Baterilla era de muitas belezas, entretanto quanto mais andava por aquele bairro, mais estranho lhe parecia. De longe só pareciam ser casas peculiares, mas chegando mais perto perceberia que muitas eram abandonadas, uma ou outra pessoa olhando torto pela janela, afinal estava tarde. Andando pelos becos veria um homem do lado de fora de uma mansão fumando um charuto.

- Procurando algo? Só vai encontrar encrenca. A rua é perigosa nesse horário. Se quiser... pode entrar. O homem peculiar apontava para a mansão e era possível ver várias luzes acesas e um grande número de pessoas bebendo e comendo lá dentro. - Aceitamos todo tipo de pessoas aqui. Mais cedo apareceram alguns feridos, procura alguém em especial? Dizia enquanto tragava seu charuto e dava um pequeno sorriso. O homem era peculiar, por mais que a aparência de Cindy não fosse nada convidativa para uma conversa, ele não deixava de falar e questionar.

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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyQua 28 Out 2020, 21:35




Histórias de Fogueira.



Não sabia se o vento noturno soprando da terra do mar era o que lhe causava frio ou se tudo o que sentia eram calafrios na espinha por estar sendo observada.

Por dentro de sua máscara sua respiração ofegava, embora ela nunca admitisse isto caso alguém notasse, e os seus passos que costumavam ser precisos e certeiros até mesmo se permitiram um tropeço rápido seguido de mais um olhar rápido por cima dos ombros. ''Eu dormi até a noite...'' pensaria enquanto buscava ajeitar o ritmo dos passos e manter a compostura. ''Isto me lembra...''

Em sua terra natal já havia sentido medo antes.

Em um dos seus treinamentos de acampar em simulações de territórios inimigos a sua mestra já havia lhe contado histórias de fogueira.

Histórias de fogueira eram uma mistura de ensinamentos morais e filosóficos bem como medo induzido propositalmente nas amazonas. Um meio de ensiná-las a lidar com pavores desconhecidos e imprevisíveis que iam muito além de situações de combate.

Várias destas histórias passavam pela mente da pirata conforme se sentia observada andando na cidade sob o luar. Apertaria os dedos fechando as mãos com força. Alinharia a coluna e respiraria fundo olhando para o alto. Ajeitaria a postura e começaria a andar como se marchasse, tentando transmitir ao máximo a sensação de ser a fortaleza que costumava ser - mas por dentro estaria absolutamente diferente.

- Mas Mestra! - A pequena Cindy Vallar levantava a mão, ainda criança, em uma noite de fogueira. - Por que alguém desarmado e sozinho iria adentrar um local escuro com um perigo desconhecido sem lamparinas?? - Questionava o absurdo da história que acabara de ouvir e sobre como as atitudes impensadas colocavam os protagonistas em risco desnecessário.

A história da mente de Cindy era interrompida e logo ela ouvia um estranho chamá-la.

Parava de caminhar no meio de um passo, apoiando a ponta dos dedos do pé de trás em um princípio de andejar quando foi interrompida, olhando de lado para o homem que a chamava.

Virou-se completamente para ele e ouviu o que ele tinha para falar.

''Aceita todo tipo de pessoa...'' franzia o cenho e o observava bem. ''Alguém ferido...'' fazia bastante sentido para a Amazona que Clap e Zaki tivessem restrições de locomoção dentro da ilha e que talvez só fossem aceitos em poucos lugares como acontecera em Briss Kingdom. Este afunilamento de opções tornava sensato para ela o fato de haver uma grande chance de os dois estarem ali dentro. E, se existia a chance de estarem ainda por cima feridos, ela tinha de ao menos conferir.

Caminharia em direção ao homem e pararia a sua frente, ficando com o ombro apontado para ele e o encarando de lado, bem de perto, como que em um jogo de intimidação. Ficaria três longos seguros de queixo erguido como se o medisse. Entretanto, na verdade, tudo o que estaria fazendo seria tentar criar um escudo em torno de si ao buscar assustá-lo.

Mas nem mesmo este escudo hipotético, nem mesmo os argumentos que dissera para si sobre as chances dos companheiros estarem ali dentro, e nem mesmo a hipótese de eles estarem assustados poderiam justificar a ação seguinte de Cindy: Ela adentraria a mansão, ficando de costas pra o homem que a convidara.

O pavor a cercava como vespas circundam a luz, e sua barriga se remexia como se uma orquestra de vermes usassem seu intestino como violinos.

Talvez a pequena Cindy Vallar, bem nova, numa fogueira com a sua mestra, perguntasse a razão de a Cindy mais velha se colocar em uma situação como aquela.

A qual sua mestra provavelmente responderia: - Por que se não não haveria história, Cindy!

E da mesma forma que enfrentava o desconhecido do oceano, Cindy adentraria o bar mesmo com os riscos e o medo por uma simples razão. - Eu adoro histórias!! - Diria a voz da pequena, desafiadora.

A garota observaria os seus arredores e enxergaria bem o bar, indo até o balcão em busca de um cardápio e apontando para o prato mais barato junto com uma dose de bebida alcóolica.

- E por isto mesmo deveria ouvir com cuidado, Cindy. Para não virar mais uma delas. - Tentaria buscar a razão dos seus arrepios.






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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyTer 03 Nov 2020, 01:08




Booh!

Baterilla ~ Noite~ Brisa



Cindy não percebeu, mas antes de entrar o sorriso amigável daquele homem era substituído por um sorriso malicioso.

Silêncio, mais uma vez ele... Era irônico, pois o silêncio gritava assim que a garota entrava na mansão. Todas as pessoas que falavam alto, riam e comiam simplesmente encaravam a menina. O problema era: estariam eles encarando a garota por seu jeito de vestir ou havia algo mais macabro acontecendo na mansão.

Os olhares acompanhavam Cindy até ela sentar-se no balcão, em seguida as vozes voltavam a ocupar o lugar do silêncio. O garçom era um homem alto de cabelos brancos e muito bem vestido. Com tranquilidade atendia a garota que apontava para comida e depois para a bebida. -Oden pequeno e rum... Ótimo. Repetia o pedido algumas vezes para não esquecer e avisava na cozinha o pedido.-Não poderá se alimentar no balcão, favor dirigir-se até aquela mesa. Apontava para uma mesa mais no canto próxima a um longo corredor escuro com algumas portas e bem no meio dele uma grande escadaria. O garçom caminhava com a jovem até o local e novamente o silêncio tomava conta. Até que ela sentou-se.

O homem que estava do lado de fora anteriormente andava agora pelas mesas com seu charuto em mãos, todos sorriam e o cumprimentavam animados. Volta e meia conversando com outras mesas ele olhava para Cindy e seu sorriso malicioso retornava. O tempo passava e o garçom trazia a comida de Cindy.

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O cheiro do Oden era encantador, tomava conta do local e deixava todos com água na boca, o rum entretanto não era tão saboroso, era meio velho, tinha um gosto estranho, mas pelo preço não havia muito o que reclamar. O estranho homem se dirigia até a mesa, os olhos de quase todas as pessoas lá dentro acompanhavam seus movimentos.

- É um prazer ter você para o jantar... hmm Maravilhoso não é mesmo? A forma como o homem falava era preocupante, na verdade parte de sua frase não parecia ser direcionada para Cindy, aquele sorriso estranho mais uma vez tomava conta de seu rosto. - Desculpe meus modos, sou Aku Lecufier, dono daqui. Nosso lema é... Antes mesmo que pudesse terminar sua frase, em uníssono as pessoas que ali se encontravam respondiam. TODO CONVIDADO ESTARÁ SEMPRE CONOSCO. Era um tom macabro, mas em seguida todos voltavam a comer e ninguém mais olhava para a garota.

Cindy ouviria um baralho metálico caindo por trás dela e algumas batidas com um som abafado vindo do andar de cima. Assim que ouvia, o homem disparava em direção ao segundo andar sem titubear muito.

Uma mulher na mesa em frente a de Cindy a olhava intensamente, não era um olhar perigoso, era um olhar amigável, assim que percebesse que Cindy estava olhando em sua direção faria movimentos simples com a cabeça tentando indicar o corredor que estava atrás da jovem, mais especificamente uma das portas na esquerda. Quando o companheiro dessa mulher voltava para a mesa ela disfarçava o olhar.

Cindy perceberia também que as cortinas e porta de entrada estavam fechadas. Algo estranho estava acontecendo naquele lugar.

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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyQua 04 Nov 2020, 21:14




Corredor Escuro.



Cindy nunca havia visto o silêncio ser usado contra ela de forma externa antes.

Ao descobrir que precisaria se dirigir até uma mesa afastada próxima ao corredor escuro ficou bastante assustada. Entretanto, o mais macabro era a forma como podia ouvir o farfalhar das próprias roupas e o ranger dos próprios passos graças ao insosso silêncio que congelava as vozes ao seu redor.

Ouviu o som dos talheres de madeira ecoar pelo local... Ouviu a saliva estalando conforme seus lábios se afastavam, bem como a contração do maxilar conforme aproximava a comida da boca...

A orquestra fantasmagórica dos não-sons não lhe era nada aprazível, e a forma de Cindy se portar a obrigava a encarar pontos fixos para não sentir que estava sendo observada e nem mesmo demonstrar medo para os clientes macabros daquele estabelecimento. Evitava o contato visual conforme comia devagar, com a postura ereta, se forçando ao máximo para não pensar no que havia no corredor escuro...

Até que Aku Lecufier a cumprimentou.

Por debaixo da mesa seu pé tremeria de pavor, mas ela buscaria manter a mesma expressão firme para o homem, lhe entregando um sorriso e meneando com o pescoço para cumprimentá-lo de novo. ''Eu não gosto nada dele...'' o pensamento percorreria sua mente em forma de arrepio na espinha, mas a feição permaneceria impassível.

Ouviria o lema deles com atenção, e algo na palavra ''sempre'' a faria se preocupar.

Guardaria os talheres no bolso pensando nisto.

Ouviria o som macabro e o homem arrancando. A mulher lhe comunicando com o olhar faria com que todos os alertas de Cindy apitassem internamente.

Todo aquele espaço a faziam ficar cada vez mais claustrofóbica. E o corredor escuro parecia se estender ao infinito conforme projetava o próprio terror para dentro dele. Travaria o maxilar e evitaria mover o rosto para demonstrar o desespero, mas seus olhos salpicariam em todas as direções e sua respiração ficaria presa para não soltar ganidos assustados...

Respiraria fundo com calma e se dirigiria contra o corredor escuro.

Usando a sua audição aguçada buscaria prever os possíveis perigos que poderiam surgir das penumbras... Buscaria utilizar a sua alta capacidade de aceleração para evitá-los e continuar seguindo em direção à escada.

Uma vez de frente para a escada continuaria com o mesmo estado de alerta...

Buscaria subir nela em ziguezague ou de alguma outra forma que pudesse perceber que evitaria os possíveis perigos, até mesmo utilizando suas habilidades acrobáticas para evitar os degraus se necessário.

''Zaki... Clap...'' diria para si mesma.

Aquelas eram as suas únicas razões para trocar a sua claustrofobia por uma claustrofobia ainda mais assustadora rumando dentro do corredor sombrio onde as bordas eram incertas mas a escuridão apertava fixando as fronteiras do medo...






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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyQui 05 Nov 2020, 23:41




Booh!

Baterilla ~ Noite~ Brisa



Algumas escolhas são feitas por pura curiosidade, outras por ingenuidade.

Cindy decidiu acreditar no olhar da mulher e andar em direção à escuridão. Quem em sã consciência iria escolher a escuridão? Bem, talvez sanidade fosse algo que faltasse em Cindy também, ou ela era apenas vítima de sua curiosidade.

Em passos leves subiu a longa escada, seu destino era incerto, mas estava preparada para encarar o que viesse... se conseguisse ver. Todos os sons estavam ao alcance da firme audição da jovem. Envolta pela escuridão do segundo andar, Cindy encontrava-se e mais um corredor. Normalmente após um certo tempo os nossos olhos se adaptam à escuridão, entretanto o oposto parecia acontecer, quanto mais olhava, mais escuro estava, se não fossem os sons dos talheres no térreo nem mesmo a direção da escada a garota conseguiria ver.

Alguns passos dentro do breu e a garota já perdia a total noção do que havia ou não em sua frente. De longe, no meio da escuridão ela ouvia o som abafado da voz de Aku, porém não conseguia entender tudo o que dizia. - temos mais uma. Deve estar com essas coisas... Era a única coisa que a garota conseguia entender. Ele estava exaltado, era possível ouvir alguns sons de batidas até que o silêncio retornava.

Da mesma direção onde se encontrava Aku uma porta se abria e passos eram dados na mesma direção que a garota se encontrava. Antes que pudesse reagir, num instante de distração, sentia uma mão gelada puxando seu pescoço trazendo-a para dentro de algum cômodo. Não era possível saber quem foi, apenas sentia seus dedos finos enroscados em seu pescoço. Do lado de fora os passos continuavam e na medida em que eles se aproximavam a figura misteriosa apertava o pescoço de Cindy. Até que os passos finalmente encerravam e a figura largava a garota.

Ouvia os passos da figura indo em direção a porta e em seguida o som da tranca. -Eu sabia que ele ia ser caridoso, me trouxe você! Finalmente... obrigado senhor. A voz era falha, trêmula e parecia um cochicho. A garota via por alguns segundos as roupas da pessoa, a qual tentava acender um fósforo, toda vez que tentava o fogo se extinguia com facilidade, até que finalmente acendeu o fósforo e o colocou em algumas velas ao seu redor em uma estante, no chão e próximo da cama. Era um quarto simples com um grande armário tampando a parede da esquerda, uma cama de solteiro com um colchão fino, mais para trás um balde transbordando algum líquido, pelo cheiro deveria ser urina ao lado desse balde... outro.

Agora com mais iluminação Cindy conseguia não só ver o quarto, mas também ver o olhar desesperador do homem, bem como sua careca, mas o mais estranho era seu sorriso, desdentado, não combinava com seus olhos, parecia um riso de desespero, o riso de alguém que já não tinha mais nada. - Bem vinda... tão jovem... suculenta. Agora é comida de verdade. O homem engatinhava na direção de Cindy, agora com as luzes conseguia ver uma pequena faca em sua mão esquerda. E ao fundo do quarto via seu pequeno droid jogado.

O homem ia em sua direção e sua intenção de matar era palpável.

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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptySex 06 Nov 2020, 10:33




Expectativa.



Imersa em escuridão e silêncio, todos os gestos de Cindy Vallar ecoavam como gritos em sua audição aguçada. Cada movimento de suas roupas, cada estalar dos seus ossos, cada distorção nos seus músculos...

Engoliu em seco e soou como um carro capotando.

Respirou fundo, e suas narinas pareciam abrigar gritos fantasmagóricos agudos em contraste com o silêncio.

Antes que pudesse afundar-se ainda mais na escuridão ao seguir a voz do homem que parecia comandar aquela casa foi fisgada pelo pescoço por algo de tão insólito que a deixou absolutamente sem reação.

Nos instantes em que foi presa pelo pescoço e sufocada seu coração se acelerou instantaneamente e ela podia sentir diversas memórias do passado a assombrando.

Foi levada por um instante ao pior dia de sua vida, em Zomana, quando o Governo Mundial a capturou e uma corda foi presa em torno do seu pescoço, com sua vida se sustentando por um fio conforme sua traqueia era amassada ao sentir o cheiro doce e enjoativo de todas as pessoas que já conhecera se transformando em carvão.

Tentou soltar um ganido exaltado sem sucesso. As sombras deram local a projeções do seu inconsciente, flashes alaranjados do crepúsculo de Zomana tomaram conta do local e ela perdeu completamente a razão.

Até que foi solta.

Buscou reaver o ritmo correto da respiração se curvando para baixo e massageando o pescoço... Ouvia o que o homem dizia de uma maneira distante... Até que este acendeu o fósforo.

E ela pôde vê-lo diretamente nos olhos.

O homem careca e bizarro com uma faca na mão que rastejava na direção dela, cujo qual os baldes com os detrimentos se encontravam no fundo da sala...

Cindy faria uma careta e poria a coluna ereta novamente, olhando-o de cima para baixo.

''Agora que a escuridão já se foi..'' pensaria recuperando-se. ''Eu não tenho mais medo.''

Este era o problema com as expectativas: Qualquer peso, por mais leve que fosse, quando sustentado durante muito tempo, acaba por se tornar exaustivo e pesado. A escuridão criava pesos imaginados, e a expectativa projetava tais pesos no tempo. A ansiedade de Cindy se configurava por tudo o que não havia, tudo o que não existia, e tudo o que ela projetava, com as expectativas fazendo com que o tempo corresse antes do próprio tempo, fazendo com que tudo se tornasse aterorrizante para ela.

Mas nada que um terror real, concreto, imediato, palpável, não pudesse destruir.

Ali estava o que ela estava temendo: Um bizarro homem franzino com uma simples faca na mão.

''Eu sou muito mais assustadora'' pensaria tirando a sua máscara de solda do rosto com uma mão e pegando uma tonfa com a outra. Seu pescoço marcado por grotescas cicatrizes estaria ainda mais vermelho.

Arremessaria a máscara de solda contra as velas buscando apagá-las. Pegaria a segunda tonfa e se prepararia para lutar no escuro.

''Ele possuía fósforos para enxergar melhor... Eu não preciso disto.'' pensaria ao se concentrar na audição aguçada. ''Irei projetar o escuro contra ele, ao meu favor.''

Ouviria o homem rastejando: Não deveria ser muito difícil acompanhá-lo com a audição.

Ouviria o som de sua faca cortando o ar no silêncio.

Se concentraria em sua respiração.

Utilizando suas habilidades acrobáticas buscaria saltar por cima do homem e sumir de suas vistas.

Permitiria apenas que o mesmo ouvisse seus passos pesados, mas se movendo rapidamente em outra direção, fazendo com que os ecos e os espectros de Cindy o fizessem refletir sobre onde ela poderia estar.

Se aproveitaria desde momento também para lançar o balde de urina que havia visto antes em possíveis velas que poderiam estar acesas.

Naquele quarto, Cindy seria a coisa mais assustadora de todas.

Com uma das tonfas com o lado mais extenso apontado para o oponente buscaria fazer um movimento rápido de braço para acertar a mão atacante do inimigo antes que ele pudesse acertá-la fazendo a tonfa girar em direção ao seu pulso. Em sequência, com a outra tonfa, buscaria acertar dentro da boca do oponente com um ataque direto em forma de estocada, finalizando ao girar a tonfa na primeira mão e virá-la para o lado menos extenso, infligindo um golpe contra a têmpora do inimigo a fim de apagá-lo.

Estaria atenta para ataques além daqueles desferidos com a faca, buscando usar o lado mais extenso das tonfas para manter uma distância entre ambos, buscando desferir golpes contra o mesmo sempre que ele se aproximasse.

Caso ele não se movesse para atacá-la em momento algum, a própria Cindy tomaria a dianteira, buscando usar sua aceleração dentro das sombras para fazer com que ele não soubesse de onde ela viria, apenas para fazer da sua forma típica e atingi-lo diretamente, pela frente, usando o máximo do seu bojutsu ao girar as tonfas de baixo para cima e de cima para baixo em revezamento a fim de esmagar a criatura que rastejava, sempre atenta para usar suas ações de defesa caso o jogo virasse contra ela.

''O Droid significa que meus amigos estão próximos...'' diria para si mesma.






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''.....''

- Cindy Vallar  

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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyQua 11 Nov 2020, 04:55




Booh!

Baterilla ~ Noite~ Brisa



Destemida, o escuro que tanto temia ia embora trazendo a razão de volta aos olhos da garota, um homem bizarro ia em sua direção, como uma grande guerreira ela sabia que tinha que se defender. Saltou facilmente por cima do homem, o qual tentava acompanhar com um movimento estranho de seu pescoço, não era muito bem coordenado e nem muito ágil. Cindy agora tinha o balde com urina em suas mãos, o cheiro forte impregnava suas narinas, era urina acumulada de dias. Ao jogar a urina nas velas acabou que algumas gotas respingaram em seus sapatos, mas conseguiu usar a escuridão ao seu favor.

Diferente do corredor, ali Cindy tinha sons para se prender, ela conseguia acompanhar muito bem os movimentos do homem esguio que a caçava no escuro. Antes mesmo que o homem conseguisse completar o seu ataque ele foi desarmado e abusado por Cindy. A garota atingia sua frágil mão, seguida de sua boca desdentada e por fim sua têmpora. Isso foi o bastante para que o frágil corpo do homem simplesmente caísse duro no local.

Aquele momento de vitória foi ótimo para a moral de Cindy, entretanto aquele foi o adeus aos sons que a guiavam, novamente estava presa no breu, uma escuridão impensável, agora também com cheiro de urina forte em todo canto. Aproximar-se-ia de onde o seu droid companheiro estava e enquanto tateava-o no escuro conseguiu finalmente fazer com que ele voltasse a ativa.

Aos poucos o Droid foi se recuperando, a luz em seu visor piscava alta, finalmente Cindy tinha alguma referência, conseguia finalmente ver um pouco mais novamente, entretanto apenas aquela pequena linha à frente dela. Assim que destrancou a porta Cindy via o Droid mover-se em sua frente de lá para cá várias vezes até conseguir entender a mensagem, eles estava a guiando para algum lugar, entretanto cada rodada que ele dava o barulho ficava mais evidente.

Segurando o pesado Droid Cindy acompanhava seus movimentos com a cabeça indicando uma das grandes portas do corredor. Ao abrir a porta, a luz do Droid logo encontrava Clap, o pato estava acorrentado em seu pescoço contra uma parede, seu semblante era triste, parecia extremamente cansado. A única luz que funcionava no local era a do Droid, as demais luzes não acendiam mais.

O local em que o pato estava era bizarro, olhando rapidamente ao redor veria alguns livros com capas grossas e cheios de anotações, uma grande escrivaninha com mais anotações. O resto da sala eram apenas correntes penduradas nas paredes em todos os cantos, não encontrava chaves para livrar seu triste amigo de lá.

Alguns segundos após entrar na sala, Cindy ouviria diversos passos lentos subindo as escadas, eram aproximadamente 10 pessoas.

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MensagemAssunto: Re: BOOH!   BOOH! EmptyQua 11 Nov 2020, 08:25




Marcha lenta.



As realidade era partida em cinco frações.

A bile que Cindy sentia em sua boca graças ao terror de que era acometida. As luzes exíguas das velas. O cheiro terrível de urina. Os calafrios em sua pele. Os sons do oponente.

Ao apagar as velas e imergir na batalha, todos os seus sentidos restaram dormentes, sobrando apenas o cheiro terrível de urina após o oponente ter caído.

Com o fim dos barulhos dele, a própria realidade de Cindy voltava a ser apenas o cheiro terrível de urina, a única coisa em que poderia se concentrar ali.

Aos poucos, o terror começou a cercá-la novamente, e o medo que havia superado quando este se corporificou-se como o homem banguela retornou a ser assustador quando se dissipou em torno dela, sem corpo, o fantasma anti-sensorial que a circundava.

Seu droid se acendeu como um zumbi, e aquele foi o seu único guia. Pegaria sua máscara de solda e a vestiria, o acompanhando até a sala seguinte.

Caminharia pelo corredor escuro com cada passo tão carregado de tensão que era como se andasse sobre uma corda bamba, apenas se certificando de que estava segura ao fim de cada passo, nunca antes.

Sua realidade agora eram o tato adormecido, o cheiro de urina, a luz fraca do visor do droid, a falta de gosto no paladar e os assustadores sons ao seu redor... ''Estou sendo ouvida lá embaixo?'' o próprio pensamento já fez ela errar um passo de nervosismo. ''Se estou, o que isto significa?'' buscaria voltar a caminhar a passos de corda bamba.

Correria em direção ao animal preso pelo pescoço e o abraçaria com força, tentando transmitir a segurança e a paz que sequer possuía para o mesmo.

Afagaria a sua cabeça como sempre fazia, e o observaria preso pelo pescoço com uma expressão incrédula e triste.

Por um instante, no jogo das sombras, veria a si mesma enforcada na imagem do animal.

Olharia ao redor e veria os livros. Buscaria as chaves em vão. E então os passos...

Uma marcha lenta, de dezenas de pés, começaria a acompanhá-la.

Talvez se estivessem correndo em sua direção fosse ainda menos assustador. Mas a forma como os passos eram vagarosos, como que certos e predatórios, a assustavam ainda mais. A sensação de que vinham devagar pois não precisavam correr, como a própria inevitabilidade do tempo, a faziam sentir sua ansiedade se projetando novamente.

Com calafrios ela buscaria nos bolsos os talherers que havia pego minutos antes, quando ouvira o grito de guerra em que diziam que todos que são recebidos ficavam ali para sempre. ''Eu não preciso de chaves'' diria para si mesma afiando o olhar com sua determinação e buscando ser maior do que o medo para resgatar Clap.

Usaria suas capacidades de arrombamento através dos talheres que havia guardado para libertar seu companheiro do seu sofrimento. Caso os talheres não fossem o suficiente, buscaria outros objetos na sala que pudessem servir como mecanismos de arrombamento.

Caso conseguisse, começaria a desesperar-se sobre a marcha que crescia em sua direção.

Tentaria controlar a respiração e ser mais forte do que o pavor.

''Clap está exausto e sou apenas eu e o droid... Sozinha eu poderia enfrentá-los, mas não sei o que eles fariam com Clap enquanto isto...'' começaria a olhar ao seu redor e encarar os livros. Pegaria um deles apenas por pegar, enquanto pensava. ''Talvez eu devesse trancar a porta e deixar que eles passassem... Talvez nem mesmo a notem no corredor escuro...'' buscaria ler algum dos rabiscos com a luz do droid para entender melhor onde estava, apenas para ter uma ideia geral.

Mas, antes mesmo de começar a ler, ao virar das primeiras páginas, um pressentimento terrível lhe tomaria. ''E se forem livros de receitas?'' lembrou-se do canibal. Vômito subiria. Lembrou-se do Oden, feito de um misterioso peixe, que havia comido havia pouco. ''ZAKI..''

Tiraria a máscara de solda para vomitar a comida e buscaria ler os rabiscos apenas para ter certeza do seu pressentimento.

De qualquer forma, independentemente do que lesse, já havia chegado a sua conclusão: Precisaria sair correndo dali. Ir na velocidade máxima até a porta seguinte ou ao fim do corredor ou a onde quer que fosse, ser mais rápida que os passos, pois ainda faltava resgatar um companheiro e ela precisava ter certeza de como ele estava.

Caso Clap estivesse liberto, buscaria puxá-lo correndo, independentemente do cansaço do mesmo, junto com o Droid, para que os três avançassem no corredor.

Caso Clap estivesse preso ou cansado demais para se mover, ela só teria uma opção: Parar na frente da porta, tonfas em mãos, máscara de solda no rosto, como se Cindy fosse um escudo, observando bem os arredores, e aguardando ver o primeiro oponente que surgiria, caso surgisse, buscando até mesmo saber se ele era um oponente.

O certo é que, a todo o momento, os passos lentos em sua direção, independentemente da forma como ela agisse, estariam avançando em sua direção como uma marcha fantasma. Os vinte pés da morte. Avançando como ponteiros enferrujados rangendo no ecoar da escuridão. Mais do que o cheiro da urina, os calafrios, o gosto do vômito, a escuridão contínua ou talvez justamente a mistura de tudo aquilo: Sua realidade seria a terrível massa homogênea e sonora que caminhava...






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