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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptySex 16 Out 2020, 18:16

Relembrando a primeira mensagem :

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Fukai Himitsu. A qual não possui narrador definido.


Equipe One Piece RPG

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Fukai
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyQui 29 Out 2020, 00:49


Fukai acaba entrando em uma conversa divertida com a atendente, ainda que originalmente o jovem estivesse um pouco incomodado com a curiosidade ingênua dela, ele eventualmente começou a achá-la cada vez mais encantadora. Ainda que tanto o café e o bolo fossem doces de mais para o rapaz que preferia gostos mais amargos, ele tinha que admitir que ainda sim eram realmente saborosos, principalmente para Fukai que teve poucas chances de comer bolos tranquilamente nos últimos anos.

O desenrolar da conversa leva a algumas outras perguntas que Fukai começa a responder com mais calma e até mesmo um olhar de saudade. -Sim, essas coisas são verdades… Bom, talvez essa torre não seja tão alta assim e os anos tornaram a muralha menos imponente, mas ainda são lugares magníficos.. Nesse momento a mente de Fukai iria, ainda que por um momento, viajar a época que ele era criança, ele lembraria as figuras dos seus pais e do seu irmão mais novo, nos poucos momentos que tiveram juntos, andando pela muralha ou visitando e prestando suas homenagens em frente ao Castelo Longdong. -Eu diria que ainda sim a coisas mais incrível que eu lembro de Kano seja o Castelo Longdong, uma gigantesca construção de granito negro com um dragão esculpido de forma que pareça realmente um dragão enrolado por toda a extenção da torre, é belo de uma forma muito diferente, é encatandor, mas também é imponente, feroz.. Por um instante o olhar de Fukai parecia se focar nos olhos da atendente, mas na verdade ele parecia ver além dela, ver em seu próprio passado, uma memória a muito perdida. Mas logo essa sensação desaparece.

Após conversas mais um pouco com a atendente, enfim ela se afasta da mesa delas. O rubor no seu rosto faz Fukai ficar com um sorriso meio bobo no rosto, ele acabou se deixando levar de mais. Gorgon decide finalmente responder a pergunta do espadachim, sua voz era firme e convicta, mas se combinado com o conteúdo dela, não soava mais que ensandecida e despreocupada para o jovem, infelizmente agora não era mais a hora de reconsiderar nada, pois seu alvo enfim saia da mansão Clemente.

As preocupações principais de Fukai não era se seu plano funcionaria, se não funcionasse ele daria um jeito, mas sim que o ímpeto selvagem de Gorgon acabasse estragando tudo, mas para sua agradável surpresa o brutamontes parece bastante disposto ao ouvir e a seguir seu plano, realizando sua parte com maestria, por mais que andar ativamente perseguindo eles não fosse lá um grande feito, serviu para seu intuito. Fukai por outro lado desempenha bem o suficiente seu papel, mesmo que por um momento ele quase tenha caído em uma briga com os subordinados de seu alvo, Lorenzo, por sorte o próprio homem acabou acreditando em toda a atuação do jovem e dispensou alguns de seus subordinados, por um instante um olhar frio passa pelos olhos de Fukai, mas dura apenas o suficiente para ser imperceptível, e logo é substituído por um olhar de genuína preocupação.

Conforme, por fim, o grupo alcança um beco ideal para se matar algumas pessoas sem muito alarme. Contudo, Lorenzo enfim se vira e indaga Fukai sobre a pessoa que o teria mandado. Essa era talvez uma das maiores falhas no plano do rapaz, já que qualquer passo em falso poderia resultar nele ser desmascarado, por sorte assim que o jovem pretendia apostar em alguma resposta, a figura de Gorgon desponta no final do beco, atraindo as atenções para si. Rapidamente quatro dos subordinados avançam sobre as ordens conjuntas de Fukai e de Lorenzo, Fukai sente felicidade por ver que seu plano funcionou até o último momento, seu sorriso se torna ainda maior e mais sombrio quando vê o corpo do capanga boxeador cair e pintar de sangue a parede logo ao lado, esse mundo é cruel afinal, disso Fukai nunca poderia esquecer.

-Ele era um traidor… Eu juro!. Diria Fukai ao ter enfim seu disfarce desfeito pelas suas próprias ações e ouvir indagações de um dos outros capangas, sua voz nesse momento soava cheia de zombaria, e seu sorriso não destoava nem um pouco. Infelizmente a sequência de golpes acaba quebrando tanto a guarda do rapaz, que acaba sentindo o sabor agridoce do sangue subir em sua boca quando um forte soco é acertado no seu queixo, quanto sua tranquilidade, já que ele percebe o ímpeto assassino e capacidade de combate das pessoas que ele estava enfrentando. O olhar do jovem se torna ainda mais frio e focado nesse momento, mas então um leve, e ainda sim firme, aperto afasta Fukai para trás, abrindo espaço para Gorgon passar.

Então um completo massacre se revela em frente a Fukai. Gorgon abre caminho pelos três capangas derrubando um a um, o que faz com que o jovem lembre das palavras que o homem proferiu a apenas alguns momentos atrás “Quantos forem necessários” já não parece mais uma ideia tão louca para Fukai. Mas o ímpeto do bárbaro é quebrado por um tiro disparado pelo último dos capangas ainda em combate, ao mesmo tempo Lorenzo brada e brande uma espada ameaçando o rapaz. Mas Fukai entende que a maior ameaça naquele momento é o atirador que estaria constantemente limitando e minando as opções de combate deles se continuasse de pé, e por isso é ele que se torna o alvo do espadachim, a despeito do próprio Lorenzo.

Uma sequência bem executada de golpes consegue deixar o atirador gritando de dor no chão, mas também acaba abrindo uma oportunidade para que Lorenzo tome a iniciativa de atacar, forçando Fukai a uma posição defensiva que o induz a um momento de descuido, ao pisar em falso em uma tampa de lata de lixo, derrubando-o e permitindo que o oponente perfure seu ombro direito. O sorriso sádico e palavras de zombaria que partem do seu alvo inflamam ainda mais o desejo de lutar de Fukai que se botaria então de pé, rangendo os dentes para aguentar a dor, tomaria uma longa respiração e responderia o homem com o mesmo tom cínico de antes. -Ah sim, você vai nos derrotar? Você e mais quantos?. Diria abrindo os braços para destacar todos os capangas de Lorenzo caídos no chão, e sua vantagem numérica que ruiu um a um.

Mas Fukai não pretendia esperar a resposta de seu inimigo e se envolver em alguma forma de discussão verbal, muito pelo contrário, o jovem tomaria impulso e avançaria rapidamente em direção ao seu inimigo, pois agora o tempo era essencial. O forte cheiro de sangue banhando suas narinas sensíveis parecia estimular uma tênue intenção assassina que nascia em seu coração e se refletia em seu olhos, o ajudando a manter a calma e raciocinar. Pela troca anterior de golpes Fukai na verdade estava ciente que ele próprio não era o suficiente para derrotar Lorenzo, mas talvez sua astúcia fosse, por isso o primeiro golpe de Fukai seria um corte simples da direita para a esquerda, empunhando a espada com suas duas mãos, tentando suprimir e ignorar o ador que provavelmente o rapaz sentiria do seu braço direito. O golpe firme na verdade não pretendia ser verdadeiramente rápido, ainda que as ações de Fukai parecessem que ele estava dando o melhor de si e usando o máximo das duas capacidades, ele deixaria Lorenzo defender e desviar seu golpe com facilidade, o mesmo se repetiria no segundo golpe que seria um corte da direita para a esquerda, retornando a espada a posição original em que estava.

Após Lorenzo bloquear ou esquivar esse segundo ataque, Fukai por fim faria seu verdadeiro movimento, um olhar de desespero apareceria no seu rosto por um pequeno momento, o ápice de toda sua atuação até agora, enquanto isso seu terceiro ataque seria na verdade feito com muito mais velocidade com o intuito de pegar o oponente de surpresa, limitando suas possibilidades de defesa a um bloqueio imediato e despreparado, ao qual Fukai usaria, realizando novamente um corte na vertical, da esquerda para a direita, para forçar a abertura da guarda de Lorenzo. Todas essas ações seriam feitas calculando a aproximação de Gorgon, para que o terceiro golpe acontecesse quando o bárbaro já estivesse próximo. -Agora Gorgon…. Diria Fukai se jogando para o lado e por tanto saindo do caminho do bárbaro, esperando que o homem se aproveitasse da abertura criada por ele para eliminar o oponente deles, ou ao menos lhe infligir pesados danos. Após essa sequência de golpes, independente do resultados da quebra de guarda ou ataque de Gorgon, Fukai tomaria distância do combate e pararia para analisar a situação.

Claro que nessa troca de golpes Fukai poderia também ser atacado, nessas situações ele tentaria esquivar dando pequenos passos para o lado caso fossem golpes na vertical, prezando por se manter longe das paredes para não acaba encurralado, ou então se abaixando ou pulando caso fossem golpes na horizontal, dependendo da altura do ataque. Para golpes na diagonal, ou que Fukai não pudesse esquivar indo para os lado, se abaixando ou pulando pois a área do golpe seria muito grande, Fukai daria longos passos para trás, saindo do alcance de Lorenzo por um momento, apenas para ir novamente para frente. Após qualquer esquiva, ou mesmo se fosse acertado por um golpe, Fukai continuaria a sua sequência de golpes visando abrir a defesa de Lorenzo, atuando de forma que parecesse cada vez mais desesperado e encurralado, apenas para poder realizar seu movimento final.




Narração
"Pensamentos/Citações/Lembranças"
-Falas de Fukai.



Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptySab 31 Out 2020, 01:46




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~ Em algum lugar, muitos anos atrás ~


O pequeno garoto estava bastante empolgado, corria driblando pessoas e quaisquer outros obstáculos; suas roupas eram bem comuns e simples, uma camisa azul, bermuda preta e chinelos; o longo cabelo voava ao vento.

- Não corra querido! Vai acabar tropeçando. - A mãe do menino vinha logo atrás, bem preocupada e exausta.

Era cedo, estava frio e nublado, provavelmente choveria em algum momento daquele dia. Ainda assim havia uma consideravel movimentação no porto, muita conversa e acima de tudo um enorme navio descendo ancora.

- Veja mãe! Eles chegaram! - Disse o garoto, eufórico e tentando recuperar o folego. Ele apontava para o navio que havia acabado de chegar na ilha. Tratava-se de um galeão fortemente armado, dele vários soldados de Ilusia Kingdom começaram a descer, com suas armaduras reluzentes e disciplina invejável.

Os olhos do garoto pareciam brilhar. - Eles são tão legais! Quando eu crescer quero ser tão forte quanto eles mãe. - Dizia com convicção. - Não, mais que isso, eu serei o homem mais forte do mundo todo! -

A mãe colocou um sorriso no rosto e começou a alisar o cabelo do pequenino. - Por que o mais forte do mundo? -

- Porque assim eu serei capaz de sempre protege-la, proteger o papai e todos os meus amigos. - Um largo sorriso se formou no rosto dele.

- Então este é o seu sonho? Tenho certeza que um dia você irá alcança-lo... Mas para se tornar bem fortão mesmo, você precisa começar a comer todas as verduras. - Ela riu.

- Isso nãoooooo! - E o garoto saiu correndo...


~ Atualidade ~


As coisas parecem esquentar naquele beco mal iluminado, Fukai consegue resistir a dor e ainda por cima zomba do seu adversário, que desfaz o sorriso em uma expressão de desgosto, parecendo que diria algo. Porém, o jovem não dá tempo para Lorenzo falar nada, impulsionando-se na direção do oponente e atacando sem hesitar; segura a katana com ambas as mãos, e desfere o primeiro golpe, há firmeza, mas pouca agilidade no seu movimento, algo intencional. Lorenzo consegue esquivar-se afastando o corpo para trás, quase que deslizando. - Então será assim? - Enquanto diz isto, ele ergue a espada e cruza com a lâmina de Fukai, bloqueando o segundo ataque, que vinha da direção oposta. - Isto é tudo?!? - A confiança do pirata parece crescer a cada instante, alimentando-se da atuação perfeita de Fukai, que vai fazendo Lorenzo realmente pensar que está levando a melhor no duelo.

De repente, Fukai desvencilha sua katana da espada de Lorenzo, e tomado por um momento de adrenalina, consegue encaixar o terceiro [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] exatamente como planejava, sentindo sua lâmina passar pelo tórax e abdômen do pirata; o sangue jorra, o homem urra de dor, enquanto vai recuando e equilibrando-se para não cair. Neste momento, Fukai chama por Gorgon e se joga para o lado, dando espaço para que o brutamontes avance; e ele vem a todo vapor, passando ao lado do espadachim e batendo de frente com Lorenzo.

- ARGH! VOCÊ VAI... - Ele não tem chances de terminar a frase, pois Gorgon golpeia sua face com a clava; o golpe empurra Lorenzo para trás, derrubando-o no chão. Ele até tenta, mas parece encontrar dificuldades em se levantar. - Es-espere um pouco! Cof cof! - O medo do pirata enfim se faz presente, talvez por conta da dor imensa que está sentindo.

Fukai que estava em alerta também começa a sentir algo estranho, a força do seu corpo parece estar sumindo, seus dedos fraquejam ao segurar o cabo da katana, as pálpebras vão ficando pesadas e percebe que está suando bem mais do que o normal. Gorgon se aproxima de Lorenzo devagar, o pirata ainda está caído, então o bárbaro ergue sua clava acima da cabeça, pronto para finalizar com o oponente.

- SE VOCÊ FIZER ISTO, ELE VAI MORRER! O SEU AMIGO VAI MORRER! OLHE PARA ELE! -

Gorgon parece hesitar quando escuta tais palavras, e olha para trás. Fukai se sente zonzo, a visão vai ficando turva, sua boca está seca e falar parece algo difícil; cai de joelhos e deixa a katana escorregar dos dedos. Apesar do jeito selvagem do brutamontes, ele parece ter um ponto fraco, que é importar-se demais com os aliados; ele corre e se aproxima de Fukai, segurando o jovem antes que este desabe no chão. - EI! O que aconteceu?!? - Pergunta ele, primeiro para Fukai e depois para Lorenzo, bem confuso.

O pirata ergue-se aos poucos, mostrando um sorriso manchado de sangue, tossindo e cuspindo ainda mais sangue, enquanto ri de tudo aquilo, uma risada bem irritante. - O que você acha, cabeça de latão?!? Olhe para o ombro dele! - Gorgon vê o ferimento da estocada que Fukai levou, não parece nada tão grave, porém, Lorenzo explica. - Minha espada é banhada em veneno! KAKAKAKAKA! Eu posso não ter um físico tão forte e nem ser extremamente habilidoso na esgrima, mas do que isto importa? Se com UM único golpe eu me torno o vencedor! KAKAKAKAKA! -

Fukai vai perdendo a consciência aos poucos; o rapaz ainda lembra de ver Gorgon colocando-o para deitar no chão e se levantando, indo na direção de Lorenzo, mas depois a escuridão tomou conta e desmaiou.


~ Muitas Horas Depois ~


Aos poucos Fukai vai abrindo os olhos, e encontrando certa resistência neles, que parecem incomodados com a iluminação do ambiente. Quando consegue adaptar-se, percebe que é apenas alguma engenhoca presa ao teto, provendo luz artificial ao cômodo em que está. Ao que tudo indica está em uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], nota uma janela e vê que o lado de fora está escuro, já anoiteceu. Pelos arredores há outras duas camas vazias, duas mesas cheias de papelada e algumas plantas, além de alguns armários... Conforme verifica o local, vê que também está sendo observado; bem na porta de entrada do quarto, há uma pequena [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] com roupa escolar; quando os olhos de Fukai encontram com os da garota, ela se assusta e sai correndo, fechando a porta.

Analisando-se, Fukai sente que já está bem melhor, percebe que o ombro foi enfaixado e não está com as mesmas roupas de antes; agora está trajando uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] hospitalar azul comprida.

A porta do quarto volta a se abrir, desta vez uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] idosa adentra no cômodo, ela caminha em direção de Fukai com um sorriso típico de vovós e traz consigo uma aura tranquilizante.

- Não se preocupe meu filho, você está seguro agora. - Ela encosta a mão na testa do rapaz. - Sua febre passou... Como está se sentindo? O seu ombro ainda dói? -

Ela fica ao lado da cama, observando-o; não está usando roupas de enfermeira e nem nada do gênero, mas sim uma grossa blusa amarela de botões, e uma saia comprida marrom.


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Fukai
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyDom 01 Nov 2020, 22:38


O campo de batalha é brutal, e cada movimento é um risco que deve ser tomado com completo cuidado. Por sorte a astúcia de Fukai se prova uma de suas melhores armas, encenando toda uma encenação que induz seu inimigo a um pequeno erro, um pequeno e fatal erro. Os golpes de Gorgon são brutais e logo derrubam Lorenzo sem que esse possa retrucar ou contra golpear, mas ao mesmo tempo uma fraqueza começa a tomar conta de Fukai, inicialmente o rapaz acreditava que fosse consequência da batalha prolongada e do estresse do momento, mas logo aquela sensação começar a engolir ele, o fazendo pensar que tinha algo errado. É então que a sentença de Lorenzo cai em seus ouvidos como o ressoar de sinos e trovões.

Ao contrário do esperado de uma pessoa normal, um frio olhar aparece no rosto de Fukai, o hesitar de Gorgon faz brotar um último sopro de calor no seu coração, em contraste com seu corpo que esfria rapidamente, e com o calor suas forças também se vão. -Eu não me importo, mate ele. Se eu morrer, de minha parte da recompensa pra aquela atendente, diga que é pra ela ir pra Kano. Cada palavra é proclamada com um ranger de dentes, abrindo suas saídas da garganta de Fukai a força, mas o espadachim persistiria o necessário para dizer cada uma delas antes de se entregar a escuridão que o chama. Nós seus lábios um sorriso de calma permaneceria, um homem pode ser morto, mas nunca deve temer a morte. A última cena que passa pela visão do rapaz é a de Gorgon indo em direção a Lorenzo acabar com tudo aquilo, e então tudo se torna escuridão.

Após um tempo desconhecido, a sensação de mal estar toma de assalto os sentidos de Fukai que aos poucos retornam. Suas pálpebras pareciam pesar toneladas conforme o rapaz desejava cada vez mais abri-las. Aos poucos suas forças começaram a retornar, o que tornou a tarefa até então monumental de abrir os olhos, novamente um movimento fútil. mas também infeliz, pois o rapaz teve a sua visão tomada de forma brusca por um forte luz que pairava logo acima, fazendo Fukai ter o ímpeto de fechar novamente seus olhos, mas a esse impulso ele resistiria mantendo seus olhos abertos apesar do desconforto.

Ao observar o ambiente muitas coisas passam rapidamente pela cabeça de Fukai, de coisas realmente preocupantes, como o estado atual de Gorgon a coisas muito mais fúteis sobre a localização da sua espada e de seus pertences que foram substituídos por roupas hospitalares, ao pensar nesses últimos o rapaz daria mais uma olhada no ambiente, procurando por sua espada ou qualquer outra coisa que poderia ser utilizada como arma. Ele também percebeu a garotinha o observando e correndo assim que ele acordou, mas se ele não tivesse em uma situação muito aquém do habitual, aquela garotinha deveria ter ido notificar alguém responsável, um adulto, de que ele acordou, por tanto no momento era melhor esperar.

A suposição de Fukai é comprovada quando entra uma senhora no quarto, de roupas simples ela não se aparentava em nada com uma médica ou enfermeira, mas pelas suas palavras era muito provável que foi ela que tratou de seu ferimento. Ao ouvir as palavras da senhora o próprio Fukai olharia pela primeira vez para o seu recente ferimento, tentaria mexer seu braço para ver quais movimentos provocariam dor ou incômodo. Mas independente do que seus testes com o braço revelassem, Fukai disfarçaria em um sorriso agradecido. -Muito obrigado, estou muito melhor. Desculpa a indelicadeza, mas você se importa em me responder como eu vim parar aqui? Quem exatamente é você? Onde estamos exatamente?

Enquanto falava faria menção de levantar, e se não fosse impedido, levantaria fazendo uma tradicional saudação de seu país ao juntar as mãos, uma em palma aberta e a outra em forma de punho, e fazer uma pequena reverência. -Muito obrigado, meu nome é Fukai Himitsu, e eu lhe devo minha vida, por tanto pode me dizer o que precisar que eu farei para recompensa-la. Pela primeira vez suas palavras seriam completamente sinceras, Fukai pagava suas dívidas. Após ouvir a resposta da senhora, Fukai continuaria. -Se importaria de me informar onde estão meus pertences? Diria olhando para o roupão hospitalar e o achando um pouco impróprio.



Narração
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


____________________________________________________

"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyQui 05 Nov 2020, 00:54




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Ao movimentar o braço, Fukai sente um leve desconforto, mas não é algo realmente preocupante e não se trata de dor, mas sim algo mais voltado para uma ardência. O jovem então disfarça e agradece sorrindo, mas logo dispara diversas questões para que a idosa responda. - Sim, posso responder sim. - Ela vê Fukai levantando-se da cama, mas começa a explicação antes que o jovem faça ou diga alguma coisa.

- Você teve muita sorte jovenzinho... Gorgon te trouxe aqui ontem de tarde, você estava em péssimas condições, um veneno muito forte havia se espalhado pelo seu corpo, mas minha neta conseguiu produzir um antídoto, ela é uma garota muito esperta. - A idosa se senta na cama da frente, dá uma rápida pausa olhando para a janela e prossegue com um olhar distante. - Ele te deixou aqui e pediu para cuidarmos de você, depois saiu sem dar nenhuma explicação... Ficamos preocupadas, aquele homem costuma se meter em tantos problemas, mas ele tem bom coração... É só por causa dele que tudo isto continua de pé. - Ela sorri, mas há certa tristeza em sua face e voz. - Eu me chamo Ophelia, sou a dona do Orfanato Pequenos Heróis, e a propósito, estamos nele agora mesmo. -

Algumas dúvidas são respondidas e agora Fukai tem mais clareza; o rapaz faz uma saudação e reverencia Ophelia, agradecendo novamente e se apresentando adequadamente. Mas uma preocupação permanece, que é a falta dos seus pertences.

- Venha comigo. - É a resposta dela, começando a guiar Fukai. Os dois deixam a enfermaria, saindo em um corredor de paredes bem coloridas, com vários desenhos infantis desenhados; acabam de sair do último cômodo ao fim do corredor, Ophelia segue em frente e leva o rapaz adiante, passam por três portas fechadas, até que chegam em uma espécie de salão circular; nota-se diversos brinquedos espalhados pelo chão e alguns sofás, também há diversas crianças de idades variadas, são pelo menos umas vinte e estão brincando entre si.

- Quando o irmaozão vai voltar? - Pergunta um pequeno garoto moreno, dando alguns leves puxões na roupa de Ophelia. Ela se agacha, alisando o cabelo dele e sorrindo. - Logo ele estará de volta, não se preocupe pequenino. - Após se levantar, ela começa a bater palmas. - Já está tarde crianças! Hora de dormir! - Anuncia em voz alta, mas preservando seu tom gentil.

As crianças se agitam e começam a se encaminhar para os dormitórios, algumas até olham com curiosidade para Fukai, mas ainda assim obedecem. Em meio as crianças Fukai vê a menina de antes, que bisbilhotava a enfermaria.

- São uns amores, não acha? Uma pena que carreguem histórias tão tristes e trágicas. Este orfanato é tudo o que estas crianças ainda tem. - Ela suspira, atravessando o salão e ingressando em um novo corredor, seguem por ele até o final, onde há uma porta trancada; e ela abre.

Aparenta ser um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] comum, com diversos pôsteres e coisas espalhadas, além de duas camas. - Este era o quarto do meu filho... E depois foi o de Gorgon também. - Comenta a idosa mantendo um misto de alegria, tristeza e saudades em suas expressões.

- Quando o meu filho nos deixou, passamos por grandes problemas financeiros e quase tivemos que fechar o orfanato, mas Gorgon começou a nos patrocinar coletando as recompensas de procurados perigosos; ele sempre retorna com novos ferimentos e muito dinheiro. -

Fukai percebe que suas roupas estão dobradas acima da cama à direita, estão limpas e cheirosas, o furo no ombro também foi costurado. A katana está logo ao lado das roupas, assim como seu dinheiro.

- Quando pequeno ele era um garoto bem extrovertido e brincalhão, ele dizia que se tornaria o homem mais forte do mundo e protegeria aqueles que ama, mas ele presenciou algo que nenhuma criança deveria ver... A morte dos pais dele, pelas mãos de alguns criminosos quaisquer. - Enquanto fala, ela perambula pelo quarto, arrumando certas coisas que estão fora do lugar. - Após tamanha tragédia, eu criei ele assim como aquelas crianças que você acabou de ver, mas não foi o suficiente para preencher o vazio no coração dele. -

A idosa se aproxima da porta e diz apenas mais algumas coisas antes de sair.

- Eu sei que é pedir demais, mas por favor, ajude-o. Ele é muito importante para todas nós, com isso a sua dívida estará paga... Eu vou verificar as crianças, estarei no meu escritório se precisar de algo, fica um cômodo antes da enfermaria. -

Ela fecha a porta ao sair do quarto, deixando Fukai sozinho para refletir sobre tudo aquilo. O jovem poderia descansar ali, traçar novos planos e definir seu destino.

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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyQui 05 Nov 2020, 23:55


As explicações da senhora não são surpreendentes para Fukai, ele já esperava que fosse Gorgon que o tivesse trazido até ali buscando uma cura para o veneno da espada de Lorenzo. Quando Ophelia comenta que foi sua neta que fez o antídoto para rapaz, um raro olhar de interesse apareceu em seu rosto por um momento, mas ele decidiu não interromper a explicação, que em seguida puxou sua atenção para a saída repentina de Gorgon, ainda que sem explicar nada fosse o jeito do brutamontes, a descrição da senhora dava a entender que o homem foi resolver algum outro problema, e ao lembrar de Lorenzon ainda vivo quando Fukai desmaiou, e sua total ignorância sobre o que aconteceu depois naquele beco sangrento, um pequeno peso vindo da preocupação pressionou sobre o peito de Fukai.

Ao avançar pelo orfanato, Fukai presta na verdade pouca atenção nos detalhes, algo raro para o rapaz. Seus pensamentos voltam a pensar no que poderia ter acontecido com Gorgon, mas também pensa nessas crianças felizes a sua maneira, com bem menos oportunidades e mimos que ele teve quando da mesma idade. Os passos dos dois enfim os levam a um outro quarto, lá Fukai vê seus pertences limpos e remendados sobre a cama. As últimas palavras de Ophelia rendem apenas um aceno leve de cabeça de Fukai que deixa a senhora fechar a porta e ir, emergindo ainda mais fundo em seus pensamentos.

O rapaz então vestiria suas roupas, quase que no automático, as ajustando e arrumando alinhadas, botaria novamente seus brincos e sentaria no chão do quarto, de frente para a janela, sob seu colo repousaria a sua katana, recém adquirida, mas já repleta de lembranças. Seu olhar se dirigia ao céu enquanto ele ajustaria sua respiração, os últimos eventos tinham sido intensos até mesmo para o rapaz, sua quase morte, e todas as vidas que ele tirou, as pessoas que ele conheceu, durante um tempo tudo isso passaria pela sua cabeça.

“Durante essas últimas horas eu semeie muito karma. Eu tinha pensando em me desvincular dessas relações, mas eu sou um mortal no fim das contas, e como um mortal eu estou preso ao destino”. Mais e mais pensamentos preenchiam a cabeça do rapaz que voltava cada vez mais a ter o semblante pensativo de um erudito. “Seja Gorgon, esse orfanato, a senhora que salvou minha vida e sua neta que eu nem conheço, a jovem atendente que eu tinha marcado um encontro e não compareci, os homens que eu feri e talvez matei, os seus filhos, talvez essas crianças acabem agora nesse mesmo orfanato, sob o mesmo teto que eu, e aqui estou eu, o assassino dos pais delas. Ainda sim, tudo isso são coisas que eu não posso evitar, mas também não posso simplesmente deixar ser, pois isso é me entregar ao karma”.

Por um momento Fukai poderia jurar que viu linhas que o conectavam a cada pessoa que se conectavam com outras diversas coisas, isso era o karma, sem o karma o mundo não poderia existir, mas deixar o karma se desenvolver como desejasse era também perigoso, um karma plantado deve ser colhido. Seu mestre sempre lhe instruiu a abandonar a vida e se tornar alguém livre dos laços mortais, pois assim estaria livre das obrigações do mundo. Mas agora Fukai entendia que pra ele isso era impossível, se ele plantasse um karma ele deveria colher. Seu olhar cairia enfim em sua espada, com um suspiro ele diria “O lojista não deu um nome a você em suas histórias fabulosas para poder vende-la… Pois bem, você se chamará Ressentimento, pois é você a lembrança de todo o karma sangrento e brutal que eu acumulei e irei acumular”.

Com um suspiro final, Fukai dissiparia todas suas incertezas e escolheria um caminho para trilhar. Independente da hora que fosse, Fukai levantaria e abriria a porta do quarto. Ao sair buscaria retornar o caminho, em passos silenciosos e calmos, passaria pela frente do escritório de Ophelia, onde, em frente a porta se curvaria em uma postura de agradecimento e voltaria para o quarto em que estava, pretendo sair pela janela do mesmo.

Do lado de fora Fukai começaria a andar atento a sinais de Gorgon. O primeiro caminho que faria o levaria em direção a mansão dos Clemente, temendo que o brutamontes tivesse invadido o lugar. Se ali não tivesse nenhum sinal de Gorgon, partiria para o porto mais próximo, lembrando sobre os comentários do informante do bárbaro que falavam sobre uma carga de Lorenzo. No caminho também aproveitaria para procurar por Gorgon na própria casa do informante, passando pela sua frente enquanto caminhava entre os portos, assim Fukai passaria toda sua noite até o amanhecer.

Se os primeiros sinais do sol viessem antes que um sinal do paradeiro de Gorgon, Fukai voltaria a casa do informante, desta vez batendo na porta, de uma forma completamente oposta a de Gorgon, pois suas batidas eram firmes, mas tranquilas. Continuaria a bater na porta até ser atendida, ignorando qualquer forma de xingamento ou interrogação que o morador viesse a indagar. Após ser atendido Fukai diria. -Bom dia. Onde está o grandalhão que vive lhe pedindo informações?. Ao mesmo tempo que falaria, sutilmente moveria a bainha da sua espada para ficar no caminho da porta, a impedindo de fechar por completo, se o homem se negasse a responder Fukai ele diria. -Você tinha três tentativas, uma já foi.. Próxima. Indagaria ao informante. Se o homem continuasse a se negar a responder, ele continuaria. -Uma restante. Por gentileza continue.. Se o homem mais uma vez se negasse a responder, Fukai chutaria a porta com o intuito de abri-la por completo e repetiria. -Você gostaria de reconsiderar sua resposta?. Enquanto elas palavras eram faladas, um frio som de metal raspando faria o fundo, era a melodia da espada que saía de sua bainha. Seu olhar era frio e a intenção assassina era quase tangível, claro que na verdade, quase tudo era uma atuação de Fukai, ele não pretendia atacar o homem, ainda que a cena pudesse convencer muitos do contrário.

Durante todo o momento Fukai continuaria atento aos seus redores. Se ele fosse atacado durante sua caminhada ou qualquer outro momento, buscaria se afastar esquivando para trás, ou para os lados se suas costas estivessem bloqueadas, buscando uma posição melhorar para avaliar a situação antes de atacar. Caso o ataque fosse realizado por armas de fogo, por outro lado, Fukai buscaria uma cobertura, tal como uma mureta ou algo próximo, para se proteger dos tiros enquanto analisaria a situação.

Caso, enfim, achasse uma pista de Gorgon, ou o informante tivesse dicas de onde ele poderia estar, se dirigiria ao local, mas manteria certa distância e cautela ao se aproximar, observando o momento antes de agir precipitadamente. Fukai só tomaria uma ação imediata se enfim reconhecesse que Gorgon estaria em perigo de alguma forma, como em um combate. Se fosse essa situação, Fukai avançaria abandonando a cautela, calcularia os principais alvos, seja aqueles que tivessem com armas de longa distância ou posicionados de forma que tirassem proveito dos pontos cegos de Gorgon, Fukai miraria no mais próximo. O primeiro movimento seria alvejar dois ataques horizontais, um da esquerda para a direita, e então um da direita para a esquerda, visando atingir o peito do alvo, mas todos os golpes seriam dados de forma que pudessem ser esquivados com certa dificuldade. Então o terceiro ataque seria desferido de volta da esquerda para direita, inicialmente visando o peito do alvo como os outros, mas então sofreria um pequeno desvio no percurso para visar o pescoço do alvo visando pegá-lo desprevenido. Independente se esses ataques acertassem ou não, Fukai desferiria mais um ataque, dessa vez na vertical, desferido com as duas mãos no punho da katana, de cima para baixo. Após isso Fukai ergueria o punho da sua katana a altura da sua cintura com a lâmina inclinada para cima, um olhar feroz cintilando em seus olhos.



Narração
Pensamentos
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptySab 07 Nov 2020, 02:11




Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas

Sozinho no quarto, Fukai troca de roupas e recupera todos os seus pertences, no processo acaba imergindo em seus próprios pensamentos, refletindo sobre tudo pelo que passou recentemente e buscando uma maneira de encarar tudo aquilo. O espadachim de Kano passa um tempo ali, pensando sobre muitas coisas... Até que enfim toma uma decisão! Ele começa deixando o quarto e segue pelos corredores do orfanato, furtivo como um felino; vê um ambiente bem mais tranquilo do que antes, as crianças já devem estar dormindo, Fukai para diante do escritório da Ophelia e se curva, como uma forma de agradecer mais uma vez por terem salvo sua vida.

Libertando-se de tudo o que lhe incomodava, Fukai retorna ao quarto e salta pela janela, saindo em um pequeno jardim cheio de flores, mas logo alcançando as ruas de Las Camp mais uma vez. Está bem tarde, e isso pode ser comprovado tanto pela ausência de pessoas nas ruas, quanto pelo céu escuro e razoavelmente estrelado; há postes espalhados pela cidade provendo iluminação artificial, então Fukai consegue avançar mesmo estando tão tarde.

O primeiro lugar que o espadachim verifica é a mansão dos Clemente, há de fato algo de incomum ali, muitas das janelas estão destruídas, porém a mansão em si está silenciosa e apenas olhando é impossível saber se Gorgon está lá dentro ou não. Fukai passa por lugares familiares, como em frente à lanchonete onde comeu anteriormente e que agora está fechada, também passa em frente da casa onde conseguiu informações, mas não vê nada de incomum, e nisso o tempo vai passando gradativamente. Uma ou outra pessoa é vista caminhando pelas ruas, em sua grande maioria sozinhas, além de alguns moradores de rua dormindo no chão; por conta do horário está bem frio e o vento castiga aqueles que ousam se aventurar pelas ruas.

Após algum tempo andando, Fukai chega em um dos portos da ilha, onde vê algo bem incomum: Um navio mediano todo acabado, com buracos na proa e velas rasgadas, também há manchas de sangue seco por todo o deck do porto, algo definitivamente aconteceu ali. Por outro lado, não há ninguém pelo local, nenhum sinal de Gorgon.

Fukai segue em frente com a busca, acaba passando diversas vezes em frente da grande universidade de Las Camp, que por sinal está fechada; também se depara com um hospital enorme, mas não chega a adentra-lo; e ainda verifica mais dois portos, que diferentes do primeiro estão bem normais, até que vê os primeiros sinais do amanhecer, acabou andando a madrugada toda. Seu trajeto termina na porta de uma casa, mas não uma casa qualquer e sim a casa onde conseguiu as informações sobre Lorenzo. Fukai bate na porta e escuta uma voz masculina gritar lá de dentro. - QUEM É??? - Leva alguns segundos e o homem abre a porta, suas olheiras são enormes, parece cansado e franze a sobrancelha ao ver Fukai. - Tsc! Eu me lembro de você. - Ele escuta o questionamento do rapaz e responde de maneira ríspida. - Não faço ideia! - E teria fechado a porta na cara de Fukai, isso se o espadachim não tivesse impedido ao colocar a bainha de sua espada na fresta.

- Você é um saco eim garoto! Igualzinho aquele lunático, por que não deixa isso de lado e segue com uma vida mais tranquila? -

Apesar da resistência do homem, Fukai começa a ameaça-lo com um semblante assustador, e acaba tendo de chutar a porta e sacar sua katana para fazê-lo reconsiderar. - Ou! - O homem começa a coçar o cabelo todo bagunçado; nota-se que o interior da casa é cheio de papeis espalhados por todo o chão. - Que seja então! Vou te contar tudo o que sei e aí você me deixa em paz! - Ele dá um longo suspiro.

- Você já deve estar ao menos ciente da confusão que rolou no porto, certo? - Ele pergunta, mas prossegue sem se importar com a resposta. - Eu não sei todos os detalhes, mas Lorenzo irritou os Clemente na hora da transação e houve muito derramamento de sangue... Os Clemente capturaram Lorenzo e mataram boa parte de sua tripulação, além disso roubaram toda a carga que negociavam. -

Ele retira um maço de cigarros e um isqueiro do bolso, coloca um dos cigarros na boca e o envolve por chamas; em seguida oferece para Fukai. - Quer? - Mas independentemente deste aceitar ou não, ele continua com a explicação, soltando bastante fumaça em meio as palavras. - Mas os Clementes foram longe demais, não pelo que fizeram com Lorenzo, e sim por causa da carga... Lorenzo comandava o seu próprio navio e cometia diversos crimes por todo o West Blue, mas tudo isso sob as ordens de alguém bem mais perigoso do que ele, um homem conhecido como "Mikhail, o Peçonhento". - Ao proferir tal nome, ele fecha o punho com força, parece irritado.

- Todos no West Blue temem ele... Ele já foi um renomeado cientista que trabalhava para o governo mundial, especializou-se no manejo e na produção de produtos químicos, seus estudos permitiram diversos avanços na área cientifica; mas alguma coisa aconteceu, ninguém sabe ao certo o quê, mas foi algo que mexeu muito com ele... Aquele homem se tornou completamente insano, passou a usar humanos vivos como cobaias e mostrou-se cada vez mais sádico, até que finalmente resolveram fechar o laboratório dele e prendê-lo... Mas não adiantou de nada, ele fugiu e se tornou um dos foragidos mais perigosos do West Blue; começou a tecer suas teias, comercializando produtos químicos extremamente mortais para criminosos de todos os tipos, dês de piratas até mafiosos; e por causa dele muita gente já morreu da pior forma que se pode imaginar... -

O homem cessa a história, parecendo se acalmar um pouco com isso. - Bom, você deve estar se perguntando qual a importância disso tudo, certo? Quando os Clemente capturaram Lorenzo e roubaram toda a carga de produtos químicos, Mikhail ficou sabendo quase que no mesmo instante e contactou outra tripulação pirata menos conhecida; esses piratas atacaram a mansão dos Clemente poucas horas depois da confusão no porto, resgataram Lorenzo e também a carga roubada... Os piratas fugiram para Toroa, bom, ao menos é o que os meus contatos acreditam, e eles não costumam errar. - O homem dá uma pausa, parecendo se distrair ao longo dos pensamentos.

Nesta pausa, olhando para o interior da casa, Fukai consegue ver um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] em alguns dos papeis jogados no chão. Logo o homem retoma o assunto.

- O grandalhão veio até mim e eu expliquei a mesma coisa que acabamos de conversar, depois disso ele saiu sem dizer nada, mas tenho certeza que ele partiu para Toroa Island, indo atrás do Lorenzo e do pirata que atacou os Clemente. - Ele olha bem nos olhos de Fukai. - Serei sincero com você, eu não acho que ele irá voltar com vida, mesmo se por um milagre consiga derrotar todos os piratas e capturar Lorenzo, isso só vai deixar Mikhail ainda mais irritado... - Ao terminar de falar, ele dá outra tragada no cigarro e encerra o assunto recuperando sua postura mais ríspida. - Isso é tudo o que eu sei! -

Agora o jovem espadachim tem uma dica de onde poderá encontrar Gorgon, mas o grande problema é como irá fazer para chegar em Toroa Island e estaria realmente preparado para o que está por vir?

Obs:
 


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyDom 08 Nov 2020, 01:39


Conforme a noite passava, o semblante de Fukai se tornava cada vez mais taciturno, a preocupação pesava cada vez mais em seu peito. O vento frio batia no rosto e corpo do jovem, mas para ele era irrelevante no momento, poucas pessoas andavam na rua aquela hora, o que criava um contraste com a agitação das horas em que o sol estava no céu. Diversos detalhes estranhos são observados por Fukai, mas ele não consegue encaixar as peças com precisam, e a incerteza só serve para inflamar ainda mais a preocupação que inunda sua mente.

Enfim as opções do rapaz se esgotam, a não ser uma, o que de forma muito irônica o faz recordar de um evento a poucas horas atrás. O vento frígido bate nos cabelos rubros de Fukai conforme ele alcança a casa do informante, batendo na porta para anunciar sua chegada, sendo obrigado a realizar algumas ameaças fictícias para que o homem começasse a falar o que sabia, curiosamente quando o homem decidiu falar, aparentemente ele não pretendia mais esconder informação alguma.

Durante todas as falas do homem Fukai se manteria calado, negaria o cigarro quando fosse oferecido apenas com o balançar negativo da cabeça. Após toda a fala do informante, o rapaz diria. -Bom, agora eu aceito um. Diria dando um sorriso amigável, completamente oposto ao olhar frio e ameaçador de segundos atrás. Guardaria a katana na bainha e acenderia o sorriso, após tragar uma vez diria. -Muito obrigado. Pago minhas dívidas, e você pode considerar que devo-lhe por essa informação. Espero que você não se importe quando eu vier buscar sua ajuda no futuro. Diria Fukai por fim, fazendo uma reverência simples com um sorriso sincero de agradecimento no seu rosto e se virando para sair da casa com o cigarro ainda nos lábios.

O caminhar de Fukai dessa vez não era mais rápida, pelo contrário, era devagar, seus pensamentos por outro lado não, sua mente parecia passar por uma tormenta. Se Gorgon realmente perseguiu aqueles homens, provavelmente já era tarde, se Gorgon atacasse indiscriminadamente, como geralmente era sua atitude, então ou ele está morto ou foi capturado nesse momento. Os passos de Fukai involuntariamente o levariam a passar pelo caminho que levava cafeteria de antes, onde ele arrastaria seu olhar por um momento, como quem estende uma promessa de forma silenciosa. O cigarro seria fumado com tranquilo durante todo o caminho, o calor da fumaça que preencheria o pulmão contrastaria com o ar frio da manhã e com o a fria intenção assassina que pulsava no coração do rapaz.

Enfim seu caminho o traria de volta ao orfanato, ele jogaria o restante do cigarro em algum canto antes de chegar em frente a casa. Bateria com calma na porta, esperando que alguém atendesse. Se não tivesse nenhum movimento, Fukai esperaria que os primeiros sinais do acordar da casa aparecessem antes de repetir a batida, e voltaria a repetir enquanto não fosse atendido. Se alguém, que não fosse Ophelia, o recebesse, Fukai diria. -Olá, posso falar com Ophelia, por gentileza? E esperaria ser guiado até onde ela está no momento. Se fosse a própria por sua vez que o atendesse, ou fosse levado até ela, diria -Precisamos conversar. Pra ser mais exato, preciso de dois favores.

Esperaria a resposta de Ophelia, se ela se negasse a me ajudar, daria de ombros e se despediria, saindo do orfanato em direção ao porto onde encontrei o estranho barco na noite passada. Ao chegar procuraria por barcos que parecessem barcos de transporte de mercadoria e perguntaria. -Bom dia. Qual seria seu destino meu amigo? Caso a resposta fosse Toroa Island estenderia a pergunta. -E quanto cobraria por uma carona? Independente do preço informado, a não ser claro, que fosse de graça, Fukai emendaria. -Não existe a possibilidade de um desconto meu amigo? Quem sabe se eu trabalhar pelo transporte? Caso a resposta do destino não fosse Toroa ou o valor informado fosse maior do que o rapaz tinha e não houvesse forma de desconto, ele partiria para o próximo barco que se encaixasse com o que ele desejava, caso aquele porto não o servisse, partiria para os outros que ele visitou durante a noite.

Já se Ophelia concordasse com seus pedidos, o rapaz iria direto ao ponto com o primeiro. -Você falou que foi sua neta que me curou do veneno certo? Pois bem, eu preciso que ele me ensine tudo que ela puder sobre. Imagino que você não se interesse pelos detalhes? Diria Fukai deixando claro, com o tom de sua voz, que os detalhes envolviam informações que eram melhor não serem reveladas. -Também gostaria de saber se você tem algum contato ou forma de me botar em um barco que vá para Toroa Island, muito provavelmente foi esse o destino de Gorgon. Diria por fim Fukai, esperando então a resposta da senhora.




Narração
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyDom 08 Nov 2020, 15:40









|Conhecimento é poder|



Las camp. O centro de conhecimento do West Blue. Infestado pelo cheiro de perfume doce das universitárias e hormônios a flor da pele. - Minha essência predileta. - Pensou Alex enquanto inspirava bem fundo. - Sabe... Sinto que hoje é meu dia. Finalmente me livrei dos malas dos meus irmãos, não estou mais preso as rédeas de minha querida mãe..., mas... Me falta algo. - Ele encarou suas próprias mãos por um bom tempo. - Parece que esse tempo parado drenou toda minha força... Terei que ser cuidadoso. - Ele suspirou – Cacete... Você ganhou dessa vez, minha velha. Vou ter que seguir fazendo as coisas do seu jeito. - Ele sorriu de forma levemente sádica. - Por outro lado, isso só deixa as coisas mais divertidas. - Ele olharia ao seu redor, impulsionado pela sua curiosidade. - O que tem pra fazer por aqui? Essa é uma ilha do governo, então temos duas opções: Um esquema de corrupção por baixo dos panos de algum órgão grande ou uma organização criminosa com esquema de tráfico ou revolução. De qualquer forma, não vai ser parado aqui que eu vou encontrar algo. - Ele ajeitaria suas roupas e seu penteado e se colocaria a caminhar.


Primeiro, ele viajaria pela cidade, em busca de uma loja de armas, mais especificamente uma loja de armas que tivesse artigos ninjas a venda. Enquanto buscasse por suas ferramentas de auto defesa, o menino Fate observaria seus arredores por algum acontecimento interessante. Geralmente a sujeira acontece sob a luz do dia e passa despercebida por olhos destreinados, mas Alex sabia que quem procura encontra. Se avistasse algo, ele apenas observaria de longe o máximo que pudesse, gravando qualquer detalhe importante e no fim, ou caso fosse abordado, ele apenas sairia andando como se nada tivesse acontecido, retornando a sua busca.

Ao encontra a loja, ele usaria do seu conhecimento sobre atuação para impor sua presença, ajeitando sua postura e adotando uma expressão mais séria, tirando vantagem de seus dois metros de altura. Ele encararia o vendedor por de trás de seus óculos escuros e se aproximaria do balcão com as mãos em seus bolsos. -Bom dia... Gostaria de comprar uma bolsa de kunais e uma bolsa de senbons, por favor. - Ele aguardaria o vendedor buscar as armas ou pedir pelo dinheiro e seguiria dizendo: - Certo... Tem um problema... É que... Eu não possuo toda a grana. MAS ESCUTE! Eu sei que você cuida de suas armas com muito esmero e que são produtos de muita qualidade, então eu queria muito possui-las. Peço um desconto! 70%! O que acha? -Ele assumiria uma postura mais humilde.  Ele sabia que uma oferta absurda é o primeiro passo para uma pechincha bem sucedida. O intuito era deixar uma forte impressão com a primeira oferta e ameniza-la, reduzindo até chegar na real oferta. Se ela negasse a oferta, o que com certeza ocorreria, Alex seguiria dizendo: - Então que tal 60%? - Novamente, ele jogaria a isca, buscando uma segunda recusa, e se ela viesse, ele continuaria. - 45%! Por favor! Eu estou desesperado!  - Mais uma vez, o seu intuito era apenas lhe preparar para o preço final. - Tudo bem, minha última oferta... 35% de desconto... E venderei todas as armas que conseguir nas caçadas para ti, recebendo apenas 10% do preço em retorno. O que acha? - Ele voltaria ao seu semblante sério, aguardando sua resposta. Se o vendedor aceitasse a proposta ou alguma das propostas anteriores (O que era difícil, quase impossível) Ele apertaria a mão do vendedor e diria: - É um prazer fazer negócios com você... Errr... - Ele aguardaria o vendedor responder com seu nome. -Certo! - Ele repetira o nome do vendedor. - É prazer conhece-lo, me chamo Bennedict. Bennedict Cumberbatch.- Se o vendedor negar mais uma vez, ele daria sua última proposta, reduzindo o desconto da oferta anterior para 30%, oferecendo os mesmo termos.

Por fim, ele colocaria o dinheiro combinado sobre o balcão, agarraria suas armas e partiria em busca da tão bem falada Universidade de Las Camp. Até onde ele sabia, as pessoas costumam vender drogas e respostas de exames por essas bandas, então era bem provável do menino Fate encontrar alguém com a boca na botija. Ele caminharia pelo campus enquanto não levantasse suspeitas, e no fim ele se buscaria pela biblioteca, ele fingiria estar buscando por um livro, enquanto esperava alguém fisgar a isca. Podia parecer um grande desperdício de seu tempo, mas Alex era um homem livre agora, não tinha obrigações e nem deveres, então o mesmo poderia investir todo o tempo que quisesse.




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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptySeg 09 Nov 2020, 16:44




Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas

Fukai

Após toda aquela conversa, Fukai acaba aceitando o cigarro e sente o gosto do tabaco preencher sua boca. Ao agradecer o informante e comentar que poderia voltar futuramente, ele se mostra indignado. - Tsc! Está me achando com cara de informante? Se bem que... Se eu começar a cobrar por todas as informações que eu dou, poderia realmente ser um bom negócio... - O homem fica ali em meio a sua reflexão, quase que falando consigo mesmo, sem dar tanta importância para a reverência e nem para partida de Fukai.

Conforme caminha pelas ruas de Las Camp, o jovem nota o crescente número de pessoas saindo de suas casas; eventualmente passa diante da lanchonete onde comeu outro dia, e vê pela janela três pessoas no interior do estabelecimento, além da doce e curiosa atendente fazendo seu serviço.

O jovem espadachim acaba retornando ao orfanato, que fica em uma das extremidades de Las Camp; é uma construção de apenas um andar, mas é extensa e possui dois jardins, algo incomum de se ver no restante da cidade que não preza tanto pela natureza. Poucos segundos após bater na porta, ela se abre revelando a figura de Ophelia, uma senhora já na terceira idade e relativamente alta.

- Você voltou. - Ela diz, com seu sorriso acolhedor. Já Fukai comenta que precisa de dois favores. - Oh... Entre. -

Ophelia adentra no orfanato e guia Fukai até seu escritório; no trajeto se vê poucas crianças no salão e nos corredores, mas olhando por uma janela avista o restante delas no pátio de trás do orfanato, estão brincando de pega-pega. Chegando no escritório, Ophelia senta-se em uma cadeira logo atrás de uma grande mesa; é uma sala pequena, com diversos livros organizados nas quatro estantes, cada uma posicionada em uma das extremidades do cômodo, há também alguns vasos de flores espalhados, duas grandes janelas com visão para o jardim de trás, além da mesa e da cadeira onde a idosa deve resolver todos os seu assuntos; acima da mesa há um Den Den Mushi e muita papelada. - O que eu posso fazer por você? - É o que ela pergunta assim que se senta.

Fukai faz seus dois pedidos e depois dá espaço para o silencio tomar conta da sala. Ophelia que permaneceu quieta apenas escutando, agora se levanta e parece pensativa, caminha até uma das janelas e olha fixamente para o jardim, até que finalmente resolve dar um fim ao suspense, manifestando-se. - Minha neta pode sim te ajudar, ela me ajuda a dar aulas para as crianças, gosta de ensinar... Mas eu não sei se consigo te ajudar com a viagem. - E apesar disso, alguma lembrança parece surgir na mente dela. - Ah sim! Talvez o Miaumiau possa te ajudar com isso, ele tem muitos amigos no porto... Eu vou tentar entrar em contato com ele. - A mulher sai do escritório e dá um sinal para Fukai lhe acompanhar; ela o guia até o jardim de trás, atravessam em meio as crianças e adentram em uma pequena construção separada do restante do orfanato. Fukai percebe tratar-se de uma espécie de pequeno [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].

- Querida, está aqui? - Pergunta Ophelia. E logo surge uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] de óculos, ela se levanta saindo de trás do balcão; seu cabelo é enorme e tem uma coloração entre o azul escuro e preto, os olhos são azuis e está usando um jaleco branco, que serve de sobretudo.

- Estou aqui sim vovó, aconteceu alguma coisa? - Não demora até ela notar a presença de Fukai. - Você é o rapaz que eu tratei. Vejo que está bem melhor. -

- Ele precisa da sua ajuda, quer estudar. - Ao dizer isso, Ophelia se volta para Fukai. - Esta é a minha neta, Victoria. -

- Estudar? Por mim tudo bem, o que exatamente você deseja aprender? - Victoria sai de trás do balcão e se aproxima de Fukai, bastante curiosa.

Enquanto isto Ophelia se encaminha para a saída. - Vou trazer alguns biscoitinhos. -

Alex Fate

É uma bela manhã ensolarada, há poucas nuvens no céu e o clima está em torno dos 20° graus. Alex está sozinho no pátio de um condomínio, falando consigo mesmo enquanto trama seu próprio futuro; mas não perde muito tempo por ali, até porque tem grandes planos em mente; percebe a necessidade de equipar-se antes de tudo e isso o leva para as ruas de Las Camp, que por sinal estão bem movimentadas. Os olhos atentos de Alex Fate buscam algo de incomum na cidade, mas inicialmente tudo o que vê são muitas pessoas andando, dês de jovens até adultos mais velhos, alguns bem vestidos e outros nem tanto; há também muita conversa, é difícil focar-se em uma sem parar de andar, mas em meio a tantas conversas pessoais ou bobeiras do dia-a-dia, consegue filtrar algo possivelmente interessante.

- Você ficou sabendo? Recentemente houve uma briga sangrenta lá no porto! - Comenta um adolescente moreno trajando uma camisa branca e calça preta.

- Sério? Você sabe dos detalhes? - Questiona um outro garoto que caminha ao lado do primeiro, este mais gordinho e todo de preto.

- Não faço ideia, mas dizem que os Clemente estão envolvidos. -

Alex não consegue acompanhar o restante da conversa, pois os dois garotos seguem pelo caminho contrário ao seu, e além do mais acaba por avistar exatamente o que procura, uma loja de armas. É uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] comum, que aparenta uma casa qualquer, mas em frente há uma placa escrita:

"Sonho Carmesim"
- Armas -
- Roupas -
- Poções -
- Antiguidades -
- Informações -
- Muito Mais -

Ao adentrar na casa, Alex muda sua postura ficando mais sério, e percebe logo de cara a escadaria que leva ao segundo andar; já olhando para a esquerda vê um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] com uma cortina vermelha aberta. Ao se aproximar, se depara com uma jovem garota, ela é loira e tem a pele clara, seus olhos são levemente avermelhados, traja um robe vermelho, mas não é possível observa-la da cintura para baixo graças ao balcão. - Seja bem-vindo. - Ela diz assim que nota a presença do cliente, com uma voz tão suave, que traz uma estranha sensação de relaxamento ao corpo de Alex, ou seria pelo forte cheiro impregnado no local? Que lembra maça e hortelã.

Acima do balcão há algumas garrafas, e atrás dela muitas coisas são visíveis. A misteriosa garota está com um sorriso que transborda confiança, o braço esquerdo encontra-se repousando no balcão e sua cabeça no punho esquerdo, está sentada em uma poltrona vermelha bem confortável e provavelmente muito cara.

- Que peculiar... - Ela comenta, logo após escutar o pedido do ninja. Sem sair da poltrona, ela estica o braço até a gaveta ao lado e apanha duas bolsas pequenas, que logo são colocadas acima do balcão. - Sessenta mil. - Anuncia.

O valor ultrapassa a pouca economia restante de Alex, e isso o leva a entrar em uma negociação com a jovem atendente. Mas ela ri ao escutar a proposta inicial, aumentando ainda mais seu estranho sorriso e mantendo toda a tranquilidade do mundo. - Você realmente acha que eu aceitaria algo assim? - Mas a resposta de Alex acaba sendo uma nova proposta mais em conta, que ainda assim ela recusa. - Sem chances. - O astuto ninja continua reduzindo o valor, até chegar na sua proposta de 35%.

- Você é persistente... Gosto disso. - Os olhos da garota encaram os de Alex por alguns segundos, ou seriam minutos? E o silêncio toma conta da loja, dando um ar de suspense, até que ela resolve responder. - Muito bem então, elas são suas. -

Após tanta insistência, Alex consegue alcançar seu objetivo. O ninja e a jovem garota dão um aperto de mão, enquanto que mais assunto é puxado por Alex. - Lilith. - Responde a atendente. A mão dela é gelada, uma estranha sensação percorre pelo corpo de Alex, e este sente um incomodo frio na espinha, mas volta ao normal com o fim do aperto de mãos. Apesar de tudo, ainda se apresenta com um nome falso e encerra a conversa adequadamente. - O prazer foi tudo meu... Estarei a sua espera... Bennedict Cumberbatch. - Ela começa a frase com um tom normal, mas termina citando o nome em meio a um sussurro; ela dá mais algumas risadinhas, enquanto observa Alex colocar o dinheiro em cima do balcão, pegar as duas bolsas e sair da estranha loja.

Retornando às ruas, o ninja agora se encaminha para a famosa universidade de Las Camp; teve sucesso na barganha e gastou apenas 39.000 Berries, então ainda carrega alguns berries consigo, além de duas bolsas pequenas cheias de armas de arremesso, [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] oval cinza claro e [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] preta retangular.

A ULC é uma construção de fácil localização e não demora mais de 10 minutos até Alex encontrá-la. Uma enorme universidade, com a biblioteca aberta para todos, e é exatamente para lá que o ninja vai. O pátio da universidade é relativamente grande, nota-se a presença de muitos estudantes, com seus belos trajes que certamente chamam a atenção de Alex, principalmente as garotas que usam saias. Mas não há apenas estudantes por ali, a presença de alguns marinheiros também é notável, além de outras pessoas comuns como Alex. Talvez pelo tamanho, por sua aparência ou até pelas roupas, o ninja acaba atraindo bastantes olhares curiosos, mas ninguém o aborda.

A [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] é enorme, talvez não tão bem iluminada, mas ainda assim muito organizada e limpa, com muitas... Mas muitas estantes cheias de livros. É para este local que Alex se encaminha, não entra na construção da ULC pela entrada principal, mas sim por uma outra entrada, que dá em um corredor extenso, levando-o diretamente à biblioteca.

Chegando no local, o homem vê algumas pessoas explorando os corredores; há um balcão próximo da entrada, mas não nota a presença de nenhum atendente; tudo está bem silencioso. Conforme se aventura pelos corredores, encontra algumas pessoas lendo, outras apenas caminhando, mas nada de incomum; poderia encontrar tudo que é tipo de livro por ali, a variedade é assustadora, mas não é exatamente o que Alex procura.

Indo mais para os fundos da biblioteca, fingindo estar em busca de algum livro, seus olhos avistam algo que pode ser o que busca; bem aos fundos há um grupinho de quatro rapazes jovens, estão sussurrando algo entre eles, e por algum motivo Alex sente que há algo de errado naquele grupo. Mas antes que possa sequer pensar em se aproximar, um outro acontecimento parece estar em curso... Uma jovem vem correndo no sentido oposto ao seu, ela está abraçando um livro e parece desesperada; acaba por esbarrar em uma muralha, ou mais especificamente em Alex, e cai no chão. - Ai! M-me desculpa! - Diz ela, bastante preocupada, recolhendo o livro e levantando-se às pressas.

É uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] bem incomum, seja pelo seu vestido ciano que se estende até os pés, ou por seu longo cabelo arrastando no chão, até a chamativa capa roxa e os adornos dourados que carrega consigo. Ela se levanta e volta a correr sem dar nenhuma explicação, tão ligeira que Alex não tem chances de impedi-la; nota-se que logo atrás vem um homem careca pouca coisa menor (1,94) que o ninja, mas com muito mais músculos e cara de poucos amigos; ele está claramente perseguindo aquela jovem e passa por Alex empurrando-o em uma das estantes, com isso acaba derrubando vários livros e causando muito barulho; as duas figuras disparam pelos corredores e se afastam, mas o ninja ainda conseguiria correr atrás deles se assim desejar, ou poderia simplesmente deixar para lá.

Obs:
 


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyTer 10 Nov 2020, 16:15









|Zorra na biblioteca |



Como havia comentado mais cedo, Alex realmente estava em seu dia de sorte. Por simplesmente caminhar pelas ruas da cidade, conseguiu uma pista para algo que poderia ser interessante, além de arranjar um bom negócio com uma bela moça numa linda manhã. - Briga no porto... Os Clementes... Família Mafiosa...? Talvez eu devesse checar o porto a noite. - Pensou Alex. Tudo estava indo bem demais, bem demais para ser verdade. Ninguém o abordou no caminho, o tempo não fechou, e as saias das estudantes eram curtas o suficiente, o que fez o leve ceticismo de Alex gritar bem alto, fazendo-o rir discretamente para si, por um breve momento.

Dentro da biblioteca, o rapaz Fate encontrou a cena que ele buscava: A extrema monotonia de uma biblioteca, um local onde os alunos fazem de tudo, menos estudar. Já que aquele era um espaço público, todo tipo de gente podia entrar e sair e fazer seus negócios sujos bem ali sem levantar o mínimo de suspeitas. - Quer dizer... Tem uns soldados escoltando, mas desde quando as pessoas se importam com a autoridade de soldados? - Ele refletiu, dando os ombros após questionar a efetividade da marinha. A dinâmica de poder de sua terra natal deixa claro para qualquer criminoso que você só deve se preocupar os azulzinhos com o rank de capitão para cima.

Enquanto nada ocorria, a atenção de Alex brevemente se voltava para os livros em sua frente. A coletânea de grandes títulos, tais como: A saga de Hairy Poter, Anoitecer, e 48 tons de bege. - Cacete... Só tem pseudo-romance adolescente aqui? - Ele exclamou sussurrando, pois respeitava as regras da biblioteca.  Sua frustração fora bem breve, pois antes que pudesse seguir com suas reclamações sobre o acervo do local, ele se deparou com aquilo que ele buscava: Um bando de vagabundos. Conhecidos por sua tendência a consumir a erva cannabis em alta frequência e cursar disciplinas na area de humanas, esses rapazes nunca estão tramando algo de bom, além de possivelmente estarem ligados, direta ou indiretamente, ao tráfico de drogas regional. - Bingo... - Ele sussurrou, encarando a rapaziada que segurava seu bilhete dourado. - Será que eu consigo arrancar uma grana del-! - Ele pensou, se preparando para se aproximar dos meninotes, quando de repente, teve seus pensamentos interrompidos por uma bela dama. Alex a encarava enquanto ela se desculpava e recolhia seu livro, atordoado por breves segundos pelo repentino acontecimento. Antes que ele pudesse abrir a boca para responder a dama, ela partiu.

Segundos após de encontrar plena serenidade no rosto daquela moça, Alex foi levado ao inferno. Um brutamontes surge do meio do nada, como se fosse um gorila saltando do meio das arvores, e o derruba. - Mas que merda?!? Porra, sempre tem um brutamonte. - Ele pensou enquanto se recolhia. Ele claramente estava perseguindo a dama, e aquela era sua oportunidade de se tornar o cavaleiro branco daquela moça.

Num breve momento de hesitação, ele olharia em direção aos possíveis trombadinhas que ele estava prestes a abordar e soltaria um sonoro “Tsk”, em frustração. - Que se foda... Eles acabaram com meus planos. - Primeiro, ele rapidamente observaria a distância entre ele e o careca. Se não estivesse muito longe, ele tentaria um de seus arremessos especiais. Primeiro ele agarraria um livro com a mão direita e três kunais com a esquerda. Depois, ele viraria de costas para os dois, cruzaria seus pés, passando o direito por de trás do esquerdo, e giraria seu torço em sentido anti-horário, esticando seu braço esquerdo para trás o máximo que pudesse, e o direito por cima de seu ombro esquerdo. Uma técnica de arremesso simples, inspirada pela mesma utilizada no esporte de arremesso de disco. Tentaria faze-lo o mais rápido que pudesse, e tentaria gerar o máximo de força centrifuga ao girar utilizando seu torço e pés, arremessando os objetos imediatamente após. O primeiro, o livro, servia apenas para disfarçar a intenção de seu ataque sorrateiro, onde ele jogaria o mesmo gritando: - EI! SEU CARECA DESCEREBRADO! - Mirando sua nuca. Já o segundo, as kunais, serviam apenas para tentar reduzir sua mobilidade, com um ataque mirando suas pernas. Se obtivesse sucesso, Alex apenas se voltaria para os livros derrubados e os colocaria de volta na estante, fingindo estar disfarçando.

Caso eles estivessem muito distantes para um arremesso, Alex pegaria um livro mesmo assim e correria atrás deles, pegando o corredor ao lado. Ele utilizaria de suas grandes pernas para dar longas passadas para tentar tomar a dianteira e interceptar o careca. Se conseguisse, ele esticaria sua perna bem a sua frente, tentando faze-lo tropeçar. Alex pretendia manter-se discreto, mas aquele ato desrespeitoso o incomodou bastante, ferindo seu ego.

Caso ele ficasse de frente para o bruta montes no fim de qualquer um dos casos, ele diria. - Me desculpe! -  Se precavendo para não ser atacado de repente, e demonstrando uma expressão de pena e arrependimento.  - Mas você tem que aprender a ter um pouco mais de respeito pela biblioteca, seu babuíno. - Ele mudaria sua expressão completamente, demonstrando o seu desprezo e a raiva que sentia. Se o careca tentasse voltar a perseguir a garota, Alex puxaria duas kunais de sua bolsa e novamente as arremessaria o mais rápido que pudesse contra as pernas do careca. Se o mesmo fosse para cima dele, Alex se afastaria, tentando esquivar para os lados quando fosse necessário e empurrar o brutamontes pra longe se o mesmo chegasse muito perto. Se ele sacasse uma arma de longo alcance, Alex tentaria usar as estantes como cobertura e fugiria, se mantendo afastado o suficiente para o careca se manter em sua investida sem perder interesse. Por enquanto ele apenas observaria o seu oponente, tentando leva-lo a exaustão antes de começar a pensar em uma estratégia.  


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas - Página 2 EmptyTer 10 Nov 2020, 23:21


O dia em Las Camp começa a se tornar movimentado novamente, para Fukai isso é uma visão que o deixa com um leve gosto de nostalgia em sua boca, gosto esse que se confunde com o amargor da fumaça do tabaco provindo do cigarro que o rapaz aceitava do informante que a pouco descobriu seu talento natural, tão aproveito por Gorgon e Fukai, cujo o qual parecia desconhecer.

Os passos do jovem não eram necessariamente apressados o que lhe dava tempo para observar os rostos na multidão, diversos olhares e diversas vidas se encontrando por apenas um momento. Sua passagem pela frente da cafeteria, e seu olhar que se atrasava um pouco na figura curiosa e simpática da atendente, escondia uma promessa de histórias que nunca se concretizaram. Enfim o rapaz chegava no prédio em que tinha partido durante a noite, retornando junto aos raios de sol do amanhecer.

Recepcionado na entrada pela própria Ophelia, Fukai é convidado para seu escritório. O avançar do rapaz pelo orfanato faz com que um pequeno, e raro, sorriso de tranquilidade aparecesse em seus lábios. A alegria daquele lugar era quase contagiante, a calmaria, um ambiente que contrastava com a vida que o rapaz viverá e viveria pelos próximos anos, e por tanto ele não pode deixar de se demorar um pouco em seus passos, observando e sentindo a suavidade do momento.

Ao chegar em fim no escritório de Ophelia, as palavras da gentil senhora resgata Fukai de seus devaneios. Após esperar a resposta dela com sua habitual tranquilidade, Fukai se alegra ao receber resposta positiva para seus dois pedidos, principalmente para o primeiro, pois sua fama excepcional lhe tornava difícil se misturar entre as pessoas e desfrutar dos prédios e arquivos da universidade de Las Camp. Ainda que o segundo não fosse uma certeza, e sim uma promessa, a boa vontade da senhora surpreende mais uma vez Fukai que guarda mais essa bondade em seu coração.

Seus próximos passos o levam, acompanhando Ophelia novamente, em direção a um recluso laboratório no mesmo pátio do orfanato. Ainda que simples e compacto, a visão do local para Fukai é na verdade deslumbrante, tudo é muito mais elaborado do que o pequeno quartinho com alguns vidros estranhos e caixas de madeira com materiais aleatórios que sua antiga mentora tinha. Ainda que contido, no fundo dos olhos de Fukai a mais genuína curiosidade brilhava como chamas abrasadoras.

Ophelia anuncia sua neta, logo uma moça de cabelos azuis chamada Victoria surge, ela parece hospitaleira, mas soa um ar de séria e até certo ponto fria. Fukai não consegue deixar de reparar em sua mente Victoria e a atendente que ele conheceu no dia anterior, as duas eram realmente belas, mas a sensação que passavam era completamente diferente. -Olá, me chamo Fukai. Muito prazer e muito obrigado por antes. Diria o espadachim com um leve aceno de cabeça. Ainda que seu olhar passasse por toda a garota, ele não expressaria nenhum interesse ou mostraria sinais de a estar comparando com outra.

Após ouvir as indagações da jovem, mas antes que ele possa responder, Ophelia anuncia que iria sair para buscar algumas coisas. Fukai então espera a saída da senhora antes de prosseguir. -Na verdade meu interesse é em aprender a tratar envenenamentos… E também a fazer venenos. O tom de voz de Fukai iria de uma suavidade para um frio assassino por um instante ao completar sua frase, por um momento a cena de sua quase morte dançaria em sua mente e ele não poderia evitar de levantar a sua mão até a altura do seu ombro que foi perfurado, um frio emanando de seus olhos.

Fukai então buscaria um lugar para se encostar ou mesmo se sentar e esperar as explicações de Victoria. Seus olhos rubros continuariam atentos a garota, ainda que vez ou outra se desviassem vislumbrados por algum novo detalhe que Fukai ainda não havia notado no laboratório, a curiosidade do jovem duraria pouco antes de sua atenção retornar a jovem em sua frente. Durante todo o momento Fukai estaria disposto a realizar qualquer tarefa que a jovem lhe ordenasse, agindo de forma simples e rápida, seja para entregar algo para ela, misturar frascos ou qualquer outra atividade. A todo o momento Fukai se manteria atento também aos mínimos detalhes de movimento e aos cuidados tomados pela jovem, Sempre que uma ação, por menor que fosse, não tivesse seu sentido descoberta pela mente astuta do mesmo, ele indagaria a sua tutora de cabelos azuis, buscando uma explicação para a finalidade daquela ação ou comportamento.




Narração
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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