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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptySex 16 Out 2020, 18:16

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Fukai Himitsu. A qual não possui narrador definido.


Equipe One Piece RPG

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Fukai
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptySex 16 Out 2020, 23:21


Ouvi uma vez uma história, nas ruas de uma das famosas ilhas do West Blue, Las Camp, já andou um jovem rapaz, seu nome era Fukai: Seus passos eram despreocupados enquanto ele ajeitava seus trajes, um kimono negro e um manto estampado com um xadrez das cores azul-esverdeado e preto, a expressão em seu rosto era profunda e pensativa. Quem visse aquele rapaz tão bem arrumado e com um ar de um erudito requintado nunca imaginaria o tipo de vida que ele levou nos últimos anos.

Conforme mais passos eram dados e ele avançava para um rumo desconhecido o jovem retirou uma pequena bolsa de seu kimono. O tilintar que acompanhava essa ação denunciou o conteúdo da bolsa. Com um suspiro o rapaz refletia sobre a dinheiro que tinha no momento e sobre como ele não poderia mais depender dos seus métodos anteriores para conseguir mais, métodos esses que incluíam toda a sorte de trambiques e golpes que ele realizava em conjunto com outros membros da seu antigo bando. Mas infelizmente agora seu bando estava desfeito, rápidas memórias esvoaçavam por sua mente, principalmente a de um homem estranhamento semelhante a ele que falava.

-Bom, se algo tem um dono, então esse dono pode muito bem ser a gente.

Outro suspiro afastou suas lembranças. Originalmente essas memórias tinham certo tom de melancolia, mas agora, para o rapaz, era mais uma reminiscência agradável e nostálgica. A solidão já o acompanhava a alguns dias deixando de ser um sentimento incômodo para se tornar parte de seu dia a dia.

Enfim o rapaz decidiu que seus passos não poderiam continuar a serem dados a esmo, ele precisava decidir o que fazer da sua vida. Um simples movimento de mão, que era levantada um pouco acima da altura de sua cintura com o intuito de pousar em algum suporte que não existia mais, o fez franzir o cenho. As lembranças dos últimos anos em que ele esteve portando uma das katanas de seu mestre passaram por sua mente, e também as lembranças dele pegando a katana de volta quando decidiu viajar para prestar respeito para seu pai e mestre. Essas lembranças foram seguidas de uma dor no coração ao pensar que ele agora teria de desembolsar dinheiro para comprar uma que lhe pertencesse.

Por tanto agora a prioridade era em adquirir uma arma, afinal seu jeito refinado de um estudioso na verdade escondia alguém que a muito tinha aprendido sobre a crueldade deste mundo, seus olhos até então vagos começaram a buscar pelas ruas placas que pudessem indicar ferreiros ou lojas de armas que lhe pudessem lhe atender no seu desejo.

Enquanto iniciava sua procura outros pensamentos emergiram e ele não pode evitar de se lembrar do homem extremamente parecido com ele, com seus cabelos e barba rubra e feroz cicatriz no canto direito da testa, e como ele provavelmente ouviria o desejo do rapaz e proclamaria algo como “Pois bem então, vamos roubar algumas espadas” e assim sairia tranquilamente para forçar algum lojista azarado a lhe presentear com uma espada. Fukai não pode esconder um pequeno sorriso que dançou em seus lábios enquanto esse pensamento se desenvolvia. Talvez no fim a solidão ainda o incomodasse.

Se eventualmente o jovem se encontrasse com o que desejava então adentraria o estabelecimento e acompanhado com uma reverência cumprimentaria a primeira pessoa que parecesse um funcionário e estivesse desocupado. -Olá. Desejo comprar uma katana, você poderia me ajudar? Seu tom seria respeitoso, e ele só abordaria alguém que estivesse desocupado. Se por acaso todos tivessem ocupados, então ele esperaria alguém acabar o atendimento ou arrumação que estivesse realizando para iniciar a conversa.

Caso a pessoa abordada o ignorasse ou fosse hostil a ele, comportamentos que não eram necessariamente inesperados, Fukai encenaria sua mais sincera expressão, com um certo tom de ofensa e resignação ao suspirar e falar. -Veja bem, eu pretendo pagar. Neste momento levantando a bolsa de dinheiro e deixando o parco tilintar preencher seu silêncio.



Narração
"Pensamento Interno/Lembrança/Citações"
-Falas de Fukai.
-Falas de Xian (Mestre Espadachim do Fukai).



Histórico:
 

Observações:
 


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"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptyQua 21 Out 2020, 18:02




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Horário: 06:30
Temperatura: 18° C
Localização: Las Camp

Esta história acompanha as jornadas de um jovem espadachim, que curiosamente ainda não possui uma espada; porém isto está para mudar, assim como o rumo da sua própria vida...

A solidão parece acompanhar o jovem Fukai Himitsu naquela manhã fria e cinzenta, o clima torna o cenário bem depressivo, não há nenhum sinal do sol e diversas nuvens cobrem o céu. A grande cidade de Las Camp parece mais vazia do que o normal, talvez seja por conta do horário ou quem sabe até por algum evento inusitado, seja como for ainda é bem cedo e as poucas pessoas que Fukai avista são comerciantes abrindo os seus negócios, além de pequenos grupos de jovens uniformizados, provavelmente caminhando em direção da notória universidade de Las Camp.

O vento parece assoviar uma triste canção, contrastando com as lembranças de Fukai, memórias de seus antigos companheiros, criminosos que foram praticamente como a sua segunda família, mas talvez os laços não fossem tão fortes quanto o jovem pensou, já que esta união simplesmente chegou ao fim em dado momento. As grandes construções da cidade se erguem como monstros para aqueles desacostumados com regiões urbanas, as ruas largas e asfaltadas revelam todo o progresso que ilha vem conquistando, sabe-se lá como ela estará daqui alguns anos.

- Ele deve ser algum tipo de turista. - Comenta uma voz masculina em tom bem baixo. - Que roupas estranhas, ele deve ser daquela ilha... Como era o nome mesmo? - Agora trata-se de uma voz feminina. - Kano! - Responde um outro rapaz.

Fukai nota três estudantes passando ao seu lado, estão indo para o caminho oposto ao seu, mas ainda assim consegue escutar perfeitamente os cochichos deles e percebe que tornou-se o foco do assunto; suas vestimentas de certo chamam atenção e despertam a curiosidade nos mais jovens. Conforme se distancia, o olfato de Fukai se mostra bem afiado e detecta algo bom, trata-se de um doce aroma vindo de algum lugar adiante, provavelmente de uma padaria que Fukai já consegue ver bem no final da rua; sua barriga ronca, não tomou café da manhã ainda.

Mas antes que possa resolver fazer uma parada por lá, acaba encontrando o que desejava, uma loja de armas, ou ao menos é o que placa indica: "Loja de Armas", é exatamente o que está escrito na placa, embora a fachada pareça de uma casa comum. Fukai adentra no estabelecimento pela porta que já está aberta, e ao observar o [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], percebe que de fato trata-se de uma loja de armas, afinal há diversas espadas, machados, armaduras e escudos em exposição. O chão de madeira range aos seus passos, mas no geral é um ambiente aconchegante, a iluminação provem de lampiões e o local está bem mais quentinho do que as ruas de Las Camp. Percebe que há apenas duas pessoas na loja, vê um homem de costas sem camisa e com um estranho capacete repousando em sua cabeça, é bem grande e musculoso, veste uma calça azul bem grossa e usa ombreira com grandes espinhos apenas no ombro esquerdo, parece distraido analisando um pedaço de papel. A outra pessoa é um jovem logo atrás do balcão, usa óculos e traja roupas simples na cor marrom, parecia entediado até a entrada de Fukai no estabelecimento.

- Bem vindo! Em que posso ajudá-lo? - Pergunta ele, claramente empolgado.

Fukai não demora para anunciar o seu interesse em adquirir uma katana. O atendente balança positivamente a cabeça e rapidamente começa a fuçar em diversos cantos do cômodo, como debaixo do balcão, nas prateleiras e armários; logo diversas espadas são colocadas acima do balcão, todas parecem bem similares e simples, mas o jovem revela o seu espirito de vendedor ao ir apresentando cada uma.

- Esta aqui é uma excelente katana! Foi forjada pelo melhor ferreiro do West Blue e nunca utilizada, pois o seu fio de corte é extremamente perigoso, ela é capaz de cortar até mesmo aço nas mãos corretas. - Ele retorna a katana para a bainha e já pega outra. - Já está aqui foi utilizada pelo lendário marinheiro John Armstrong; em um único golpe ele cortou um navio ao meio! Ele doou esta katana para o nosso estabelecimento durante sua aposentadoria, ela ainda está em perfeito estado, aguardando pelo espadachim ideal chegar aqui, e me parece ser você! - Os olhos dele brilham, parece gostar do que faz. - Estas raridades são bem caras, mas você parece uma boa pessoa, então eu posso fazer um desconto e fechamos em 30.000, o que me diz? Não encontrará espadas tão boas quanto estas em qualquer loja não, muito menos por este preço. -

Nota-se que também há outros tipos de espadas a serem apresentadas, como floretes, cimitarras, sabres... No entanto, o monólogo do vendedor é cortado, quando surge uma voz bem máscula e imponente. - HEY VOCÊ! - O grito assusta o atendente e certamente puxa a atenção de Fukai. Ao seguir a origem, o espadachim vê que trata-se do outro [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] presente na loja, seu corpo cheio de músculos revelam as cicatrizes de muitas batalhas. O homem encara Fukai, cerra os punhos aparentando extremamente furioso e dá alguns passos, rodeando o jovem, analisando-o. Fukai suspira e até tenta explicar que pretende pagar, revelando que tem dinheiro, mas isso não parece resolver a situação. Um longo silêncio se forma, o homem continua encarando-o, é como uma estátua de quase dois metros de altura.

- Você... - Desta vez ele não grita, mas o grave da sua voz chama atenção, além de suas palavras serem abafadas pelo capacete. - Me parece um bom espadachim! Eu irei caçar um pirata... - Ele dá uma longa e estranha pausa, antes de enfim finalizar. - Venha comigo! Metade da recompensa será sua. - Dito isto, ele revela o papel que estava analisando, é um cartaz de procurado, há uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] no cartaz e a recompensa pelo alvo é de B$ 4.000.000.

O atendente se recupera do susto que levou e aguarda o desenrolar da conversa, mas parece aborrecido por ter sido interrompido. O que Fukai fará? Quais serão os seus próximos passos? Os dados foram lançados, e o futuro do jovem espadachim começa a tomar forma.

Obs:
 


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptyQui 22 Out 2020, 10:10


Os olhos curiosos que acompanhavam Fukai na verdade não era nenhuma novidade para ele, muito pelo contrário, apenas denunciava a ingenuidade desses jovens que não conheciam o mundo, ingenuidade da qual o próprio Fukai tinha se aproveitado muitas vezes. Um sorriso astuto dançou nos lábios de Fukai ao pensar isso e dar um leve olhar para um grupo de três estudantes, os quais ele podia escutar a conversa que o tinha como assunto, seu olhar era mais como o de um lobo que não come a dias e repentinamente se encontra com um banquete. Mas com um suspiro ele abandonou esse olhar, agora que o bando se desfez ele pretendia seguir outro rumo.

Suas andanças finalmente lhe trouxeram para seu destino, uma loja de armas, que era auspiciosamente o nome na placa. Ao entrar ele foi, para sua surpresa, bem recebido pelo lojista, que lhe apresentou algumas opções de katanas e lhe fez boas propagandas delas, o que se fosse a alguns anos atrás deslumbraria o garoto, mas agora fazia apenas ele arregalar os olhos de forma irônica enquanto tentava achar uma brecha na constante falação do vendedor para apontar alguma das katanas para comprar. Quando enfim o vendedor parecia que pretendia parar de falar, ele anunciou o preço, o que fez o coração de Fukai pular uma batida, afinal aquele preço era mais do que metade do que ele tinha.

Infelizmente antes de Fukai pudesse começar a negociar uma das espadas, o outro homem na loja, uma estranha figura usando um capacete de metal, o chamou e começou a encarar Fukai, o rodeando, o que deixa o jovem um pouco incomodado, ainda que ele não ficasse surpreso com um desenrolar dessa forma. A incomodação de Fukai continua a crescer conforme o silêncio perdurou e até mesmo sua explicação de que ele pretendia pagar foi ignorado, o que leva sua indignação ao ápice, mas antes que ele tomasse a iniciativa de voltar a falar com o homem, o brutamontes enfim decidiu explicar seu interesse pelo jovem.

Ao ouvir a explicação o olhar aborrecido de Fukai foi se tornando cada vez mais brilhante e aos poucos desaparecendo e sendo substituído por um sorriso feliz. Na verdade aquilo era exatamente o que ele pretendia ir atrás assim que tivesse uma arma, caçar procurados por recompensa talvez fosse a melhor forma de empregar suas capacidades no momento, com um sorriso sincero e corajoso no rosto, o melhor que Fukai poderia encenar, juntaria as mãos e saudaria o homem de capacete de metal com um leve aceno de cabeça, uma saudação original de sua terra. -Aceito seu convite meu amigo. Imagino se uma vez que estou fazendo essa parceria com você, alguém tão altivo e feroz, se não seria possível adquirir uma dessas maravilhosas katanas com algum desconto? Nesse momento o rapaz daria rápidas olhadas para o homem de capacete de ferro e para o lojista, esperando para ver suas reações.

Se o homem se pronunciasse para ajudar Fukai a obter algum desconto na arma, esse abriria um sorriso e soltaria mais alguns elogios aleatórios para o homem enquanto pagava. Se não, ele apenas aceitaria a realidade e pagaria os 30 mil por uma das katanas, uma que tivesse a menor história entre as opções dali e faria a mesma saudação para o lojista antes de ir embora da loja. -E então, você tem alguma pista de onde está o alvo? Indagaria Fukai por fim, esperando uma resposta do homem de capacete de metal. Fukai também estaria disposto a acompanhar o homem, o deixando guiar o caminho no momento.

É importante ressaltar que em nenhum desses momentos Fukai deixaria de estar atento, nem com o lojista ou com o homem de capacete de metal, e nem com seus arredores. A verdade é que essa história de chamar alguém para participar de uma caça de recompensas era um dos golpes mais conhecidos de um dos membros do antigo bando de Fukai, e por tanto ele não se surpreenderia nenhum pouco se esse misterioso homem estivesse tentando algo parecido. Por tanto Fukai estaria sempre pronto para esquivar de qualquer ataque que ele percebesse vindo em sua direção, procurando se abaixar ou dar alguns passos para o lado, buscando o melhor ângulo para se desviar de qualquer golpe físico que tivesse lhe visando. Assim como se manteria atento aos sons de tiro e o característico cheiro de pólvora que os acompanhava, pretendo buscar um local para usar como cobertura caso qualquer um desses sinais aparecesse.



Narração
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptySex 23 Out 2020, 03:01




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Apesar de todo o clima de tensão, Fukai que já estava se aborrecendo, descobre o que de fato o homem deseja e acaba se acalmando, passando a lidar muito bem com a situação. E aproveita para não apenas aceitar a proposta, como também tentar conseguir algum desconto na espada. Após suas palavras, o grandalhão lança um olhar ao lojista, que fica um pouco acuado.

- Be-bem... Gorgon é um ótimo cliente, talvez eu possa, vejamos... Érr... Vinte mil berries! Será a minha oferta final. -

Mesmo a contragosto, o vendedor acaba aceitando dar um desconto na katana, pelo visto Gorgon possui alguma moral na loja, e Fukai acertou na mosca. O jovem vendedor opta por entregar uma das katanas que não havia sido apresentada ainda e que consequentemente possui a menor história dentre elas, mas parece exatamente igual as demais; Fukai desembolsa o valor de 20.000 e apanha a arma. O homem do capacete de ferro também parece encontrar o que procurava, uma clava intimidadora, repleta de espinhos; ele coloca alguma quantia acima do balcão e não perde nem mais um segundo, começando a se encaminhar para fora do estabelecimento.

- Voltem sempre. - O tom do vendedor evidência não ter ficado tão satisfeito com o resultado das negociações.

Seja como for, Fukai sai do estabelecimento acompanhando Gorgon, enquanto lança alguns questionamentos ao seu atual companheiro de caçada; o espadachim gostaria de saber se possuem pistas do alvo. Gorgon cessa os passos por um breve momento e se vira para Fukai, fazendo com que o espadachim fique em alerta, pronto para se esquivar de golpes repentinos; já o homem permanece em silêncio, observando-o, até que enfim balança a cabeça positivamente, e sem dizer nenhuma palavra, retoma a caminhada.

O vento agita os fios de cabelo do nativo de Kano, enquanto este vai seguindo o homem do capacete de ferro. Atravessam alguns quarteirões, nota-se que as ruas estão ficando gradativamente mais movimentadas, mas ainda assim estão bem vazias. Após alguns minutos de caminhada, parece que chegam no destino definido pelo bárbaro. Estão diante de uma casa, Gorgon se aproxima e dá algumas batidas na porta, sua mão é pesada, dando a impressão de que está socando aquele pedaço de madeira, mas não é o caso.

- Já vooooou! - Uma voz masculina vem de dentro da casa, até que a porta se abre e um homem se revela, ele está cheio de olheiras e o cabelo todo bagunçado, mas ainda assim traja roupas de alta qualidade, um conjunto bem formal, consistindo em uma camisa branca, terno preto, calça preta e sapato preto. Não parece contente em receber visitas. - Maldição! Você outra vez?!? E quem é esse garoto aí? -

Gorgon parece não se importar com as perguntas e extende o braço, mostrando o cartaz de procurado ao homem. - Localizão! - Diz em voz alta.

- Tsc... Deixe-me ver. - Ele apanha o cartaz e analisa por alguns segundos. - Eu lembro deste rosto, é um dos piratas que fez negócios com o meu chefe, ontem. -

O homem franze a sobrancelha e prossegue. - Esta será a última vez que eu te ajudo e ai minha dívida estará paga, entendeu? Se descobrem que eu vazo informações... Minha vida estaria acabada. -

Gorgon balança a cabeça positivamente e o outro homem suspira, ele se aproxima mais, devolve o cartaz e fala com a voz bem baixa. - Esse pirata ainda está na cidade, e pelo que sei ele vai se encontrar com o Richard Clemente, será daqui a pouco, por volta das oito da manhã na mansão dos Clemente. - De repente, um semblante sombrio assume a face dele, também torna-se perceptível certa preocupação em sua voz. - É melhor você esperar a conclusão das negociações, porque os Clemente estão interessados na carga desse cara e não vão gostar de interrupções. -

Apesar da advertência, Gorgon não parece muito preocupado e dá de ombros, marchando provavelmente em direção ao local indicado.

- Depois não diga que eu não avisei! - O homem ainda olha de relance para Fukai. - É melhor você não andar com ele, ou vai acabar se metendo em problemas. -

A família Clemente é um tanto quanto conhecida em Las Camp, fazem muitos investimentos na infraestrutura da cidade e controlam uma fatia da economia local; por trás dos panos negociam com criminosos, comprando e vendendo cargas ilegais. No passado o antigo grupo do jovem Fukai tentou aplicar um golpe na família Clemente, mas não acabou bem, um dos rapazes ficou sem uma mão como aviso.

Agora o espadachim tem um pouco mais de noção das coisas e precisa decidir o que irá fazer. Poderia acompanhar Gorgon até a mansão e fazer uma abordagem direta - ao menos este parece ser o plano do sujeito -; ou talvez possa ter alguma ideia melhor; ainda há tempo de voltar atrás, seja como for, as coisas devem se complicar logo logo. O homem fica observando Gorgon se distanciar, permanecendo na porta da casa e Fukai está entre ambos.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptySex 23 Out 2020, 10:00


Após conseguir o desconto Fukai se despede do lojista com mais um aceno e um sorriso tímido e envergonhado no rosto enquanto ele claramente podia imaginar as reclamações que o lojista escondia em seu coração. Seus passos acompanham o brutamontes por mais algumas ruas, tendo suas perguntas quase que ignoradas em mais uma das estranhas situações onde o brutamontes demonstrava a total falta da capacidade de se expressar com clareza. Fukai estava começando a entender aos poucos a personalidade do homem, esse que não poderia ser chamado de de um homem de “poucas palavras” e sim de “quase nenhuma palavra”.

Muitos pensamentos preencheram a cabeça de Fukai durante suas voltas pelas ruas de Las Camp, seus cabelos balançando ao vento o davam um ar ainda maior de erudito. O silêncio de seu parceiro até que não era desagradável, mas muito provavelmente contrastava com as ruas que se tornavam cada vez mais movimentadas e barulhentas por onde eles passavam. Enfim a dupla alcançou seu destino, as batidas na porta pareciam ter o intuito de arromba-la e não de anunciar a sua chegada, o que fez Fukai se preparar para um possível combate assim que a porta começou a ser aberta.

Mas a resposta totalmente inesperada e exasperada do dono da casa fez os músculos de Fukai relaxar e um sorriso irônico dançar em seus lábios, o qual se intensificou muito mais ao assistir a interação entre Gorgon e o informante que se contrastavam em diversas frases longas e uma simples e única palavra. O sorriso irônico de Fukai só fez crescer durante a conversa dos dois, isso porque muito provavelmente Gorgon voltaria ali quando tivesse outro alvo, como provavelmente já deve ter voltado antes, e o tormento desse cara não iria acabar tão cedo.

Após as explicações e avisos do “amigo” do Gorgon, Fukai o saldaria na forma habitual da sua terra e diria. -Muito obrigado pelo aviso. Guardarei em meu coração sua preocupação. Após isso voltaria a seguir Gorgon enquanto diria. -Posso discordar dele que devamos esperar toda a transação ocorrer para matarmos nosso alvo, mas não podemos atacar a mansão Clemente meu amigo, não se pretendemos sair com vida disso. Enquanto falava, inconscientemente Fukai deslocaria sua mão esquerda para coçar uma fina cicatriz entre suas costelas do lado direito, uma lembrança de seu encontro anterior com a família Clemente, ele e seu bando perderam muito nesse dia.

Esperaria para ver as reações do bárbaro, se ele ainda parecesse ignorar o jovem então
o mesmo continuaria a falar. -Pense comigo grandão, se por acaso a gente invadir lá e matar todo mundo, quem você vai caçar depois se todos os caras ficarem acuados e começarem a se esconder? Você tem que pensar de forma sustentável. Se mesmo assim o bárbaro parecesse ignorar a lógica de Fukai, o rapaz então começaria a tentar outras abordagens. -Vejo só, que tal tomarmos um café antes? Se o interesse do bárbaro não fosse fisgado dessa vez, o jovem continuaria. -Vamos lá, eu pago. Se ainda sim não funcionasse continuaria -Então que tal comer uma boa carne? Ou beber? E esperaria alguma reação do homem, franzindo seu cenho se continuasse a ser ignorado. -Você quer ir onde, num bordel? Essa última frase já soaria aborrecida, pois Fukai estaria se arrependendo de ter aceito esse convite, mas não era um pequeno perigo que faria Fukai desistir. Inconsciente sua mão esquerda voltaria a coçar sua cicatriz entre as costelas.



Narração
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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Última edição por Fukai em Sab 24 Out 2020, 20:22, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptySab 24 Out 2020, 03:04




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Após agradecer o informante, Fukai resolve acompanhar Gorgon e juntos começam a atravessar a cidade. Durante o trajeto, o jovem tenta convencer seu companheiro a ter um pouco mais de calma e não bater de frente com os Clemente, mas suas duas primeiras tentativas não servem de nada, já que o homem não parece dar muita atenção; isso muda quando Fukai sugere uma pausa, para que possam tomar um café antes da abordagem, e nisso ele parece concordar.

- Certo. -

Os dois param em uma bela e tranquila [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], bem próxima de um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] muito popular em Las Camp, tendo a mansão dos Clemente como destaque. Já dentro do estabelecimento, notam que há uma atmosfera bem agradável, é um local limpo, cheiroso e organizado; dois jovens que parecem um casal estão sentados na mesa mais ao fundo; atrás do balcão há uma linda [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] com um longo cabelo rosa, ela está trajando o que parece ser um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] de trabalho, mas não é um uniforme comum de se ver na ilha, na realidade lembra bastante as vestimentas de Kano; uma yukata preta com diversas bolinhas brancas, bota vermelha e um avental vermelho.

- Sejam bem vindos. - Ela diz com uma voz doce e mostrando um sorriso acolhedor, enquanto vai saindo de trás do balcão, com um cardápio já em mãos.

Gorgon senta-se no assento mais próximo da entrada e da janela, ele encosta a clava na parede e fica observando a mansão de uma forma nada discreta. Após Fukai sentar-se na cadeira da frente, a atendente se aproxima, colocando o cardápio acima da mesa.

Nota-se que ela parece surpresa com a presença de Fukai, já que está lançando olhares constantes para ele, mas ainda assim se afasta. O cardápio apresenta alguns lanches e bebidas com preços generosos, mas antes que possam fazer o pedido, Gorgon chama a atenção de Fukai. - Veja. - E olhando para o lado de fora, ambos veem o alvo da caçada adentrando na mansão dos Clemente, aparentemente está acompanhado de uns 10 capangas.

A atendente retorna trazendo duas xícaras de café que são deixadas na mesa, uma para Fukai e outra para Gorgon. - São por conta da casa. - Ela se adianta, e acaba não resistindo, iniciando um diálogo com o espadachim. - Você é de Kano Country, não é? - Percebe-se que ela está curiosa e ansiosa. - Eu adoro as coisas importadas de lá, e já escutei tantas histórias incríveis! O meu sonho é juntar dinheiro e me mudar para lá. Talvez você possa me contar algumas histórias, o que te trouxe para Las Camp? Como é a vida na sua terra natal? É verdade que lá existem tigres verdes que soltam chamas pela boca? - Ela aguarda respostas, seus olhos parecem brilhar e sua mente viajar para bem longe.

Já Gorgon continua observando a mansão, como se desejasse ir logo chutar aquela porta e sentar a porrada em todo mundo.

Cardápio:
 

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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptyDom 25 Out 2020, 00:27


Por sorte Gorgon enfim aceita a proposta de Fukai para tomarem um café antes de partirem para qualquer plano completamente precipitado, ainda que, no fundo de seu coração, Fukai sentisse que tentava apagar um incêndio com um punhado de flocos de neve ao adiar a impulsividade do bárbaro. Mas essas preocupações não impediriam Fukai de apreciar o estabelecimento que adentravam, agradável em todos os aspectos e estrategicamente em frente a mansão Clemente, mansão essa que o brutamontes não fazia a menor cerimônia ao demonstrar profundo interesse.

Por outro lado o pensamento de Fukai estava em outras coisas, entre as quais na atendente que desviava seu olhar constantemente em direção a ele, calculando mais ou menos o intervalo entre o momento dessas olhadas Fukai também levantaria a cabeça que disfarçava certo interesse pelo cardápio e deixaria seus olhos se encontrarem com o da atendente, ele então daria um sorriso e voltaria a olhar para o cardápio. Eventualmente sua concentração era então quebrada pela exclamação de Gorgon ao avistar o alvo deles entrando, acompanhado de alguns capangas, na mansão dos Clemente, visão essa que levantou mais um problema a ser resolvido na mente de Fukai, mas para isso ele já tinha um plano que poderia servir. -Me diga Gorgon… Você se garante contra quantos daqueles homens? Seja sincero. Indagaria então Fukai, enquanto de canto de olho ele via o avançar da atendente até a mesa deles.

-São por conta da casa. Essa era com certeza uma das frases favoritas de Fukai, o que o fez dar mais um sorriso em direção a atendente, dessa vez provavelmente muito mais sincero que o anterior. Após ouvir as perguntas da moça, o sorriso de Fukai tomou um tom levemente irônico, afinal aquela não era a primeira vez que alguém falava sobre sua terra natal como um lugar místico e exótico, e pra ele era na verdade algo bem engraçado, mas antes de responder ele beberia uns dois goles da xícara de café, como quem ponderasse como responder, após um suspiro ele diria. -Eu vim pra cá por causa de alguns sonhos, dos quais a maioria eu desisti no caminho. Quanto a minha vida lá… Bom… Ela era tediosa nos melhores momentos. E quanto a Tigres Verdes que cospem fogo? Bom, meu tio tinha um roxo na verdade! Falaria por último com um rosto de completa sinceridade. Mas na verdade, ao ver alguma exclamação de espanto vinda da moça ele continuaria. -Não, na verdade eles não existem, mas seria divertida não? Falaria por fim com um sorriso de quem estava apenas fazendo uma piada.

Se a moça continuasse a querer conversar após a brincadeira de Fukai, ele enfim assumiria um olhar de reminiscência enquanto continuaria. -Na verdade, lá existem sim coisas incríveis, não como as coisas místicas que você deve ter ouvido por aí, mas coisas mais simples. O desabrochar de um campo de lótus de inverno por exemplo… Deve ser tão belo quanto um sorriso seu, se eu fosse comparar com algo daqui. Diria por fim com um leve sorriso. -Mas mudando de assunto, e então meu amigo, gostaria de algo para comer? Diria Fukai por fim, se dirigindo a Gorgon, e então continuaria a beber seu café enquanto aguardava alguma resposta. Se o homem por um acaso o respondesse, então ele repetiria o desejo do homem de forma provavelmente muito mais educada para a moça. Se por outro lado não houvesse resposta, Fukai daria um sorriso e diria. -Bom,  acho que meu amigo tem tanta fome que engoliu suas palavras. Me diga senhorita, o que você sugeriria para nósr? Pedindo então a opinião da moça, e continuaria a aguardar a saída de seu alvo da mansão Clemente.

Se a moça continuasse a fazer perguntas, Fukai continuaria a responder, fazendo piadas vez ou outra, deixando pequenos e sutis elogios à moça entre as suas frases, isso sempre com um sorriso sincero e olhar de quem se interessava na conversa. Beberia o café que recebeu até o fim, e caso Gorgon não demonstrasse interesse na sua xícara, a pegaria e beberia também, na verdade o rapaz tinha pego gosto por essa bebida que, do seu ponto de vista, era bastante exótica. Também comeria tudo que foi pedido caso Gorgon não demonstrasse interesse pela comida, mas em momento algum faria menção de pedir mais coisas alguma, como se estivesse completamente satisfeito, ainda que fosse consumir qualquer outra coisa que fosse posta na mesa.

Se a atendente continuasse a mostrar interesse, Fukai olharia para ela, com o mesmo sorriso despreocupado no rosto e falaria. -Tem muitas outras coisas que eu gostaria de fa… Daria uma leve tossida. -Gostaria de lhe contar sobre Kano, mas imagino que estamos atrapalhando seu serviço. Que tal, que horas você sai? Poderíamos dar uma volta, eu te busco aqui na frente. Após isso esperaria que a atendente desse mais espaço para eles prestarem atenção nas movimentações na mansão.

Caso o brutamontes quisesse se levantar a qualquer momento para tentar uma investida louca em direção a mansão, Fukai entraria na sua frente e diria com seriedade. -Precisamos esperar mais, tenho um plano para evitar que o alvo fuja, mas preciso que você me escute e espere. E então voltaria a se sentar na mesa, se o bárbaro decidisse prosseguir com sua invasão inconsequente, então não havia o que fazer, Fukai faria o movimento de virar a xícara para tomar todo o café, o qual ele poderia encontrar já vazia o deixando com um sorriso torto no rosto por um momento, colocaria o dinheiro que devia sobre a mesa e sairia dali com um aceno de despedida para a atendente simpática, pois a situação poderia se tornar mais complicada do que ele desejaria.

Se enfim seu alvo saísse da mansão Clemente e Gorgon ainda estivesse disposto a seguir seu plano, Fukai se levantaria, daria um leve aceno para a atendente e sairia do estabelecimento, preferencialmente sem pagar por nada que ele pediu, mas caso fosse cobrado na saída, daria um olhar totalmente envergonhado e voltaria para pagar rapidamente, como se tivesse totalmente constrangido de ter esquecido. Após sair do estabelecimento Fukai desajeitaria totalmente sua roupa, a deixando completamente amarrotada e começaria a andar cambaleando como um bêbado. Antes de se distanciar diria a Gorgon. -Espere um momento e comece a nós seguir, tente ser o mais discreto que você puder e não se aproxime muito, mas fique no nosso campo de visão. E não se esqueça: Somos aliados, confie em mim.

Logo começaria a caminhar rapidamente, se aproximando aos poucos do grupo do seu alvo e seus capangas, como se fosse alguém completamente bêbado que não sabe o que está fazendo, ele atravessaria rapidamente pelos capangas, antes que esses o segurassem, e se aproximaria do seu alvo, no qual ele tentaria se encostar e se apoiar com o braço esquerdo enquanto falava com o homem, parecendo completamente embriagado. -Olá amigo… Inc… Você é um amigo mesmo… Mas ao se aproximar o suficiente do homem diria com calma e sobriedade totalmente oposta a seu estado anterior. -Cuidado, estamos sendo seguidos e você está em perigo, olhe para trás. E esperaria o homem localizar a figura chamativa de Gorgon que nesse momento deveria estar, pela falta de capacidade que Fukai imaginava que ele tivesse na arte de agir de forma furtiva, se destacando na multidão. Então com um sorriso continuaria. -Seus capangas também não são confiáveis, muitas pessoas tem interesse na sua carga dessa vez, mas um velho amigo me enviou aqui para te ajudar, rápido, quantos desses capangas você realmente confia, um, dois, nenhum? Mande todos que não são confiáveis embora, vamos evitar traições e diminuir a quantia de pessoas para atrair aquele cara para um beco e apagar ele. Diria por fim, voltando a ter o sorriso bobo de sempre e se afastando do alvo como se tivesse sido empurrado, mas voltando a seguir do seu lado e dar risadas como qualquer bêbado.

Claro, Fukai não era idiota de pensar que o homem seria tão burro de realmente acreditar nele assim, mas toda sua atenção era sem falhas, se ele fosse atacar então poderia ter aproveitado a surpresa pra iniciar um ataque agora, mas não o fez. Assim como esperava que a tensão do momento tornasse o homem mais propenso a erros. Caso o homem ainda sim não acreditasse em Fukai, ele daria uma séria olhada e suspiraria como quem vê um homem que já está morto e não sabe, se afastando do grupo como se realmente não os conhecesse e estivesse recuperando sua sobriedade. Parece que ele precisaria então de outro plano.

Se por outro lado sua atuação fosse convincente o suficiente, ele continuaria a cambalear como um bêbado, mas esperaria que ao menos alguns capangas fossem dispensados e continuaria a guiar o homem para algum beco aleatório que ele conhecesse e soubesse que é um local discreto e de pouco movimento. Ao chegarem no beco ele esperaria Gorgon aparecer, e gritaria para que os capangas que estivessem restado, afinal dificilmente o alvo abriria mão de todos seus capangas, alguns deveriam ser de verdadeira confiança, atacassem o brutamontes, seguindo logo atrás deles ao sacar sua katana e a empunhá-la em duas mãos. Seu avanço inicialmente parecia que visava o pescoço de Gorgon em um corte horizontal vindo da esquerda para a direita, mas sutilmente seu golpe desviaria e tomaria a direção do pescoço de um dos capangas, visando desferir uma ferida fatal no seu pescoço e retirá-lo de jogada o mais rápido possível. Se esse golpe errase, então um próximo golpe vindo da direita para a esquerda tentaria atingir outro ponto vital desprotegido do capanga, se esse golpe também falhasse, um último na vertical viria de cima para baixo, com a katana empunhada em duas mãos, tentaria cortar o capanga de cima a baixo.

Caso qualquer um dos seus ataques conseguisse incapacitar um dos capangas, ele continuaria a tentar a mesma sequência de golpes, mas mudando os alvos a cada um que fosse eliminado, se movendo o necessário para ajustar o alcance dos seus golpes. Se ele notasse algum ataque se dirigindo a ele e o ataque fosse na vertical, Fukai tentaria dar alguns passos para o lado mais vantajoso para se esquivar do ataque, evitando ficar encurralado em paredes ou entulhos, ou daria um pequeno salto para trás para se esquivar de ataques dados na diagonal e horizontal. Se por acaso, um de seus inimigos sacasse uma arma de fogo, Fukai avançaria em zigue-zague, mudando constantemente a direção para evitar ser mirado e se aproximaria desse inimigo em específico, visando acertá-lo com algum ataque incapacitante, como descrito anteriormente.

Durante todo o desenrolar desses acontecimentos, Fukai também estaria atento para outros indivíduos estranhos, pessoas que pudessem estar seguindo eles, ou outros caçadores que poderiam estar seguindo seu alvo, ou na sua cabeça, tentando roubar seu dinheiro. Estando pronto para desviar de ataques e se necessário dirigir ataques a esses novos inimigos caso a situação esquentasse, usando das mesmas táticas que foram descritas acima.



Narração
-Falas de Fukai.
-Falas da Atendente.



Histórico:
 


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"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptySeg 26 Out 2020, 20:06




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Fukai começa a engajar-se no bate-papo com a atendente, e as suas primeiras insinuações a deixam bem surpresa. - Sério?!?!? - Mas logo o espadachim revela a verdade por trás da brincadeira. - Pooooxa. - Ela ri da situação. Apesar disto, a curiosidade dela não parece sumir, e isso faz com que Fukai conte um pouco de Kano, inclusive adicionando uma cantada entre suas palavras, o que deixa a jovem mais vermelha do que um pimentão.

Voltando sua atenção para Gorgon, resolve perguntar o que ele deseja pedir, mas o homem não parece tão interessado, talvez tenha perdido o apetite. - Não sei. - É tudo o que ele diz, fazendo com que Fukai tenha de pedir a opinião da garçonete; ela no entanto tem sim uma preferência. - Eu comeria uma fatia de bolo, são a nossa especialidade. - A jovem tenta disfarçar que está corada, indo buscar o bolo. - Espere aqui, irei trazer. -

Quando ela se afasta, Fukai e Gorgon passam a ter alguns minutos de silêncio, no qual o espadachim acaba tomando todo seu café e partindo para a bebida do bárbaro, que nem sequer tocou no copo. O gosto de ambos os cafés estão relativamente agradáveis, porém mais doces do que o normal. Gorgon até olhou para o cardápio e pareceu que pediria algo, mas pelo visto desistiu da ideia.

A jovem retorna trazendo um pequeno prato com uma fatia de bolo rosa. - Pode provar, tenho certeza de que você vai gostar. - Ela diz com certa ansiedade; Fukai come o bolo e sente gosto de morango, está bem doce e macio; para quem gosta de doces está uma maravilha. - E como são as casas de lá? Ouvi dizer que existe uma muralha enorme e uma torre que chega até as nuvens. - E pelo visto ela continua tão empolgada com a conversa quanto antes.

Tentando conseguir algum espaço, o jovem espadachim sugere que se encontrem após o expediente de trabalho dela, vendo que ela começa a corar outra vez. - Por mim tudo bem, eu vou sair daqui as duas horas da tarde. - Ela recolhe as duas xícaras vazias e sorri, correndo para a cozinha.

Novamente a paz e a calmaria habitual do local se fazem presente. E só agora o brutamontes resolve responder a pergunta feita por Fukai anteriormente. - Posso lidar com quantos forem necessários. - Há seriedade no seu tom de voz e provavelmente também no seu olhar oculto, mas antes que Fukai possa dizer algo a respeito, ele continua. - Chegou a hora, vamos! - Apontando com o indicador para a janela, de onde visualizam o alvo saindo da mansão.

Gorgon ergue-se e apanha a clava, se encaminhando para fora do estabelecimento; Fukai também se levanta para sair, mas antes acena para a atendente, que acena de volta sem cobrar pela "refeição".



Já do lado de fora, Fukai passa algumas instruções para Gorgon e tenta conduzir as coisas de acordo com o seu plano; o caçador de recompensas confirma que entendeu balançando a cabeça positivamente. E a caçada começa...

O alvo se chama [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], possui uma recompensa de 4.000.000 por sua cabeça e agora está andando a passos acelerados pelas ruas de Las Camp; ele está sem camisa, traja uma calça simples, um par de botas pretas, um jaleco azul típico de capitães, e diferente da foto usa um tapa-olho. Lorenzo não está só, ao seu redor há dez homens aparentemente perigosos, mas nada disto intimida o aspirante a caçador de recompensas, Fukai, que atuando como um bêbado vai se aproximando e driblando os piratas.

- Tsc, quem diabos é você ?!? - Questiona Lorenzo, já irritado com a aproximação de Fukai.

O espadachim diz algumas coisas e consegue se aproximar o suficiente, alertando Lorenzo de que estão sendo seguidos. - O que ?!? - Ele se espanta e olha para trás, notando com facilidade a figura assustadora de Gorgon a alguns metros de distância. Fukai começa a manipular a mente do alvo, que ingenuamente parece concordar.

Incomodado com a presença do "bêbado", um dos capangas se aproxima e manifesta repúdio. - Chefe, quer que a gente dê um fim nesse bêbado maldito? - E já vai empurrando Fukai para trás.

- Não! Eu tenho outra tarefa para você, leve o Mark, o Ryan, o Josef e o Rick para o navio. Lembrei que antes preciso cuidar de alguns assuntos, mas logo estarei lá. -

O homem fica confuso com aquela decisão, mas não questiona as ordens. - Entendido! - E segue para outra direção com 4 dos capangas, restando apenas 5 com o Lorenzo.

Fukai guia o grupo de piratas por mais três ruas, até enfim adentrar em um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] sem saída, em que não há nada além de alguns latões de lixo. - Preparem-se, tem um maluco nos seguindo, vamos acabar com ele. - Lorenzo diz para os seus cinco homens, que já começam a sacar suas armas. - E que amigo foi este que te mandou para me ajudar? - Ele pergunta, se voltando para o espadachim. Mas independente disto, a atenção dele e dos demais é atraída para a entrada do beco, quando uma enorme figura surge, trata-se de Gorgon empunhando uma clava com as duas mãos.

Tanto Lorenzo, quanto Fukai dão o sinal para atacar. - Para cima dele! - E nisso quatro piratas avançam correndo, acompanhados do próprio espadachim de Kano, que está com sua katana recém-adquirida preenchendo ambas as mãos.

O embate enfim começa, um dos piratas tenta perfurar o peito de Gorgon com uma adaga, mas é bruscamente empurrado para trás por um chute em cheio na barriga, colidindo com o chão e tossindo freneticamente. Um segundo consegue se aproximar o suficiente e acerta um combo de três porradas no peitoral do bárbaro, é um lutador de mãos nuas, mas é surpreendido não por Gorgon e sim por Fukai que vinha logo atrás e parecia que complementaria seu ataque, mas ao invés disto desvia o curso da lâmina, acertando em cheio o pescoço do boxeador, que por ter sido pego desprevenido nem teve chances de se defender; o sangue espirra na parede e o corpo cai bem no canto, o sangue dele escorre pela lâmina da katana, revelando que a mortalidade da batalha não é brincadeira.

- MALDITO!!! O QUE VOCÊ FEZ !!?? - Exclama um outro capanga, que parece bem irritado com a traição repentina; suas mãos apertam com bastante força o cabo de uma marreta de duas mãos.

Mas não havia tempo para conversas naquela batalha, Fukai dispara na direção deste pirata mais esquentado, que não parecia temer o desafio. O primeiro golpe leva sua katana da esquerda para a direita, visava acertar o pescoço do pirata em um corte horizontal; mas o combatente também planejava atacar, erguendo sua marreta e forçando um encontro com a lâmina da katana; quando as duas armas se chocam, a força do homem se mostra superior, conseguindo empurrar a espada para trás, e consequentemente abrindo a guarda de Fukai por um breve momento; seguindo o embalo do movimento, ele ergue bem o martelo para cima e desfere um golpe vertical de cima para baixo. - Toma essa! - Fukai salta para o lado esquerdo, conseguindo evitar o ataque, mas assim que pisa no chão é surpreendido por um outro pirata, e acaba recebendo um gancho de direita bem na boca, cambaleando para trás e cuspindo um pouco de sangue. - Há! - Comemora o lutador, que está com um par de soqueiras.

O gatuno que havia levado o chute consegue se levantar, parecendo ter se recuperado da perda de ar. Uma distância de dois metros separa Gorgon e Fukai dos três capangas; o bárbaro se aproxima do companheiro e coloca a mão esquerda no ombro do rapaz, afastando-o um pouco para trás.

Após isto, Gorgon segura a clava com as duas mãos e avança como um touro na direção dos oponentes; o pirata com as soqueiras toma a dianteira, mas o bárbaro é surpreendentemente rápido, erguendo a clava para cima da cabeça e dando um puxão para baixo com toda sua força, golpeando a cabeça do pirata antes que o punho deste alcance seu corpo; ele então cai inconsciente. Outro capanga vem pelo lado e golpeia as costas de Gorgon com a marreta, um golpe que se fosse em Fukai teria causado um estrago enorme, mas não é o suficiente para impedir o avanço do grandalhão, que apenas bufa de dor. - Argh! - Gorgon revida socando o rosto do pirata e dando uma bela pancada com a sua clava bem no peitoral do homem, jogando-o nos latões de lixo, que acabam tombando com o impacto e causando uma enorme bagunça, o lixo se espalha pelo beco. Aquele com a adaga se assusta, mas ainda assim salta na direção de Gorgon, já o brutamontes intercepta a adaga ao golpear a mão do pirata com a clava, desarmando-o e ainda por cima furando a mão deste, que cai de joelhos gritando de dor. - Ahhhhhhh! - Gorgon passa a clava para a mão direita e com a esquerda agarra o pescoço do pirata, erguendo-o como um brinquedo, pouco antes de arremessa-lo na parede ao lado, com tanta força que ele não deve se levantar por algum tempo.

De repente um disparo é efetuado, acertando a perna esquerda de Gorgon e fazendo com que ele se agache, enquanto pragueja diversos palavrões, claramente irritado. Todos os capangas da linha de frente estão fora de combate, mas ao lado do capitão pirata está um atirador com um mosquete, recarregando a arma para efetuar outro disparo.

- VOCÊ VAI SE ARREPENDER DE ME ENGANAR!!! - Grita Lorenzo, revelando uma espada.

Fukai no entanto avança na direção do atirador, que assustado encontra dificuldades em recarregar; antes que consiga de fato recarregar e disparar novamente, o espadachim consegue ficar próximo o suficiente para lançar um combo de três ataques, dos quais o atirador tenta esquivar-se; até consegue agachar na hora do primeiro golpe horizontal, e evadir o segundo que vinha da direita; mas é no terceiro que ele é pego, ao bater de costas com a parede e perdendo a atenção por um curto momento, que permitiu Fukai descer sua katana em um golpe vertical, provocando um corte profundo no atirador, que cai no chão gritando de dor.

Lorenzo avança furioso, buscando acertar Fukai com um golpe diagonal de cima para baixo e da direita para a esquerda, do qual o jovem caçador consegue evitar ao esquivar-se graciosamente, mas Lorenzo é ágil, investindo e lançando ataques continuamente, horizontais, verticais, diagonais e até estocadas, sempre alterando o padrão; Fukai vai esquivando-se dos ataques com saltos e passos rápidos, mas por ser um beco há pouco espaço para que consiga se mover tão livremente, e acaba pisando em uma tampa de lixo, perdendo o equilíbrio e levando uma estocada no ombro direito, não tão profunda, mas suficiente para causar-lhe dor e derruba-lo no chão com o embalo do golpe. Lorenzo puxa a espada e recua quatro passos para trás, colocando um sorriso sádico no rosto. Fukai sente seu ombro arder, um pouco de sangue escorre; Gorgon se coloca de pé e se aproxima.

Apesar de estar cercado, Lorenzo não planeja se render e na realidade recupera toda a calma. - Quem mandou vocês atrás de mim? Foram aqueles malditos dos Clemente?!? - Ele começa a rir como alguém desprovido de sanidade. - Ótimo! Irei acabar com vocês dois e ir embora desta ilha de merda! - Ele levanta a espada apenas com a mão direita e parece pronto para o combate, que só está começando.

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MensagemAssunto: Re: Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas   Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas EmptyQui 29 Out 2020, 00:49


Fukai acaba entrando em uma conversa divertida com a atendente, ainda que originalmente o jovem estivesse um pouco incomodado com a curiosidade ingênua dela, ele eventualmente começou a achá-la cada vez mais encantadora. Ainda que tanto o café e o bolo fossem doces de mais para o rapaz que preferia gostos mais amargos, ele tinha que admitir que ainda sim eram realmente saborosos, principalmente para Fukai que teve poucas chances de comer bolos tranquilamente nos últimos anos.

O desenrolar da conversa leva a algumas outras perguntas que Fukai começa a responder com mais calma e até mesmo um olhar de saudade. -Sim, essas coisas são verdades… Bom, talvez essa torre não seja tão alta assim e os anos tornaram a muralha menos imponente, mas ainda são lugares magníficos.. Nesse momento a mente de Fukai iria, ainda que por um momento, viajar a época que ele era criança, ele lembraria as figuras dos seus pais e do seu irmão mais novo, nos poucos momentos que tiveram juntos, andando pela muralha ou visitando e prestando suas homenagens em frente ao Castelo Longdong. -Eu diria que ainda sim a coisas mais incrível que eu lembro de Kano seja o Castelo Longdong, uma gigantesca construção de granito negro com um dragão esculpido de forma que pareça realmente um dragão enrolado por toda a extenção da torre, é belo de uma forma muito diferente, é encatandor, mas também é imponente, feroz.. Por um instante o olhar de Fukai parecia se focar nos olhos da atendente, mas na verdade ele parecia ver além dela, ver em seu próprio passado, uma memória a muito perdida. Mas logo essa sensação desaparece.

Após conversas mais um pouco com a atendente, enfim ela se afasta da mesa delas. O rubor no seu rosto faz Fukai ficar com um sorriso meio bobo no rosto, ele acabou se deixando levar de mais. Gorgon decide finalmente responder a pergunta do espadachim, sua voz era firme e convicta, mas se combinado com o conteúdo dela, não soava mais que ensandecida e despreocupada para o jovem, infelizmente agora não era mais a hora de reconsiderar nada, pois seu alvo enfim saia da mansão Clemente.

As preocupações principais de Fukai não era se seu plano funcionaria, se não funcionasse ele daria um jeito, mas sim que o ímpeto selvagem de Gorgon acabasse estragando tudo, mas para sua agradável surpresa o brutamontes parece bastante disposto ao ouvir e a seguir seu plano, realizando sua parte com maestria, por mais que andar ativamente perseguindo eles não fosse lá um grande feito, serviu para seu intuito. Fukai por outro lado desempenha bem o suficiente seu papel, mesmo que por um momento ele quase tenha caído em uma briga com os subordinados de seu alvo, Lorenzo, por sorte o próprio homem acabou acreditando em toda a atuação do jovem e dispensou alguns de seus subordinados, por um instante um olhar frio passa pelos olhos de Fukai, mas dura apenas o suficiente para ser imperceptível, e logo é substituído por um olhar de genuína preocupação.

Conforme, por fim, o grupo alcança um beco ideal para se matar algumas pessoas sem muito alarme. Contudo, Lorenzo enfim se vira e indaga Fukai sobre a pessoa que o teria mandado. Essa era talvez uma das maiores falhas no plano do rapaz, já que qualquer passo em falso poderia resultar nele ser desmascarado, por sorte assim que o jovem pretendia apostar em alguma resposta, a figura de Gorgon desponta no final do beco, atraindo as atenções para si. Rapidamente quatro dos subordinados avançam sobre as ordens conjuntas de Fukai e de Lorenzo, Fukai sente felicidade por ver que seu plano funcionou até o último momento, seu sorriso se torna ainda maior e mais sombrio quando vê o corpo do capanga boxeador cair e pintar de sangue a parede logo ao lado, esse mundo é cruel afinal, disso Fukai nunca poderia esquecer.

-Ele era um traidor… Eu juro!. Diria Fukai ao ter enfim seu disfarce desfeito pelas suas próprias ações e ouvir indagações de um dos outros capangas, sua voz nesse momento soava cheia de zombaria, e seu sorriso não destoava nem um pouco. Infelizmente a sequência de golpes acaba quebrando tanto a guarda do rapaz, que acaba sentindo o sabor agridoce do sangue subir em sua boca quando um forte soco é acertado no seu queixo, quanto sua tranquilidade, já que ele percebe o ímpeto assassino e capacidade de combate das pessoas que ele estava enfrentando. O olhar do jovem se torna ainda mais frio e focado nesse momento, mas então um leve, e ainda sim firme, aperto afasta Fukai para trás, abrindo espaço para Gorgon passar.

Então um completo massacre se revela em frente a Fukai. Gorgon abre caminho pelos três capangas derrubando um a um, o que faz com que o jovem lembre das palavras que o homem proferiu a apenas alguns momentos atrás “Quantos forem necessários” já não parece mais uma ideia tão louca para Fukai. Mas o ímpeto do bárbaro é quebrado por um tiro disparado pelo último dos capangas ainda em combate, ao mesmo tempo Lorenzo brada e brande uma espada ameaçando o rapaz. Mas Fukai entende que a maior ameaça naquele momento é o atirador que estaria constantemente limitando e minando as opções de combate deles se continuasse de pé, e por isso é ele que se torna o alvo do espadachim, a despeito do próprio Lorenzo.

Uma sequência bem executada de golpes consegue deixar o atirador gritando de dor no chão, mas também acaba abrindo uma oportunidade para que Lorenzo tome a iniciativa de atacar, forçando Fukai a uma posição defensiva que o induz a um momento de descuido, ao pisar em falso em uma tampa de lata de lixo, derrubando-o e permitindo que o oponente perfure seu ombro direito. O sorriso sádico e palavras de zombaria que partem do seu alvo inflamam ainda mais o desejo de lutar de Fukai que se botaria então de pé, rangendo os dentes para aguentar a dor, tomaria uma longa respiração e responderia o homem com o mesmo tom cínico de antes. -Ah sim, você vai nos derrotar? Você e mais quantos?. Diria abrindo os braços para destacar todos os capangas de Lorenzo caídos no chão, e sua vantagem numérica que ruiu um a um.

Mas Fukai não pretendia esperar a resposta de seu inimigo e se envolver em alguma forma de discussão verbal, muito pelo contrário, o jovem tomaria impulso e avançaria rapidamente em direção ao seu inimigo, pois agora o tempo era essencial. O forte cheiro de sangue banhando suas narinas sensíveis parecia estimular uma tênue intenção assassina que nascia em seu coração e se refletia em seu olhos, o ajudando a manter a calma e raciocinar. Pela troca anterior de golpes Fukai na verdade estava ciente que ele próprio não era o suficiente para derrotar Lorenzo, mas talvez sua astúcia fosse, por isso o primeiro golpe de Fukai seria um corte simples da direita para a esquerda, empunhando a espada com suas duas mãos, tentando suprimir e ignorar o ador que provavelmente o rapaz sentiria do seu braço direito. O golpe firme na verdade não pretendia ser verdadeiramente rápido, ainda que as ações de Fukai parecessem que ele estava dando o melhor de si e usando o máximo das duas capacidades, ele deixaria Lorenzo defender e desviar seu golpe com facilidade, o mesmo se repetiria no segundo golpe que seria um corte da direita para a esquerda, retornando a espada a posição original em que estava.

Após Lorenzo bloquear ou esquivar esse segundo ataque, Fukai por fim faria seu verdadeiro movimento, um olhar de desespero apareceria no seu rosto por um pequeno momento, o ápice de toda sua atuação até agora, enquanto isso seu terceiro ataque seria na verdade feito com muito mais velocidade com o intuito de pegar o oponente de surpresa, limitando suas possibilidades de defesa a um bloqueio imediato e despreparado, ao qual Fukai usaria, realizando novamente um corte na vertical, da esquerda para a direita, para forçar a abertura da guarda de Lorenzo. Todas essas ações seriam feitas calculando a aproximação de Gorgon, para que o terceiro golpe acontecesse quando o bárbaro já estivesse próximo. -Agora Gorgon…. Diria Fukai se jogando para o lado e por tanto saindo do caminho do bárbaro, esperando que o homem se aproveitasse da abertura criada por ele para eliminar o oponente deles, ou ao menos lhe infligir pesados danos. Após essa sequência de golpes, independente do resultados da quebra de guarda ou ataque de Gorgon, Fukai tomaria distância do combate e pararia para analisar a situação.

Claro que nessa troca de golpes Fukai poderia também ser atacado, nessas situações ele tentaria esquivar dando pequenos passos para o lado caso fossem golpes na vertical, prezando por se manter longe das paredes para não acaba encurralado, ou então se abaixando ou pulando caso fossem golpes na horizontal, dependendo da altura do ataque. Para golpes na diagonal, ou que Fukai não pudesse esquivar indo para os lado, se abaixando ou pulando pois a área do golpe seria muito grande, Fukai daria longos passos para trás, saindo do alcance de Lorenzo por um momento, apenas para ir novamente para frente. Após qualquer esquiva, ou mesmo se fosse acertado por um golpe, Fukai continuaria a sua sequência de golpes visando abrir a defesa de Lorenzo, atuando de forma que parecesse cada vez mais desesperado e encurralado, apenas para poder realizar seu movimento final.




Narração
"Pensamentos/Citações/Lembranças"
-Falas de Fukai.



Histórico:
 


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"Ninguém nasce impiedoso, ninguém nasce para ser cauteloso e astuto.
Tudo isso é causado pelas experiências de vida de alguém."
                                                        - Um jovem medíocre.


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