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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - O bêbado e o soldado

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MensagemAssunto: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptySeg 05 Out 2020, 21:05

I - O bêbado e o soldado

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Alejandro Martínez e James Howlett. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptyQui 08 Out 2020, 17:48

Caminhava de forma serena e paciente pela cidade, não parava de pensar no que deixará para trás, e se aquilo fora realmente o mais sábio a se fazer, de fato não se arrependia, mas seus pensamentos insistiam em voltar ao seu lugar de origem, de forma contínua e incessante. E por isso ele andava, tinha ido embora depois de pensar muito, mas talvez não tenha sido planejado o suficiente no fim das contas. Começara a analisar e percebia que a primeira ação óbvia era se armar, para que pudesse enfrentar qualquer percalço que aparecesse em seu caminho, precisava de um par de pistolas e ao menos uma faca, este seria o mínimo aceitável para o início da jornada, estava com o dinheiro e o propósito, só restava a execução, com isso decidido ele se dirigia a loja de armas.

Caso conseguisse chegar ao local sem problemas, entraria com educação e cordialidade, observaria primeiro todo o ambiente e se dirigiria ao atendente mais próximo e pediria um par de pistolas e a falca, depois verificaria se todos os itens poderiam ser adquiridos com seu dinheiro atual, caso a resposta fosse positivo, efetuaria o pagamento e pegaria as armas, porém se o dinheiro não fosse o suficiente, ele pegará somente o par de pistolas, agradecerá ao atendente e sairá do estabelecimento, não sabendo ao certo para onde se dirigir após isso, talvez esperando que algo acontecesse ou que a ideia simplesmente surgisse depois.

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"Pensamento"
-Fala
Ação




                             

 ''Não se engane, eu realmente não me importo"


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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptyQui 08 Out 2020, 21:47

I




Odeio acordar. Abrir os olhos e perceber que ainda estou vivo é um suplício inefável, um desperdício de sopro divino imensurável por parte do criador. Contudo, desta vez, agradeço ao bom deus ou qualquer outra força cósmica pela maldição de despertar, estava preso em um pesadelo horrível. Não creio que deva narrá-lo aqui, decerto que não o farei, mas isto não diminui a fealdade e horror que a imaginação é capaz de proporcionar. Permaneço deitado sobre mim um lençol fino que está pregado ao meu corpo encharcado de suor. Seria o calor ou pânico? Não faço a menor ideia e, bem, não interessa. Não estou cansado, dormi por várias horas, porém meu corpo está pesado como se houvessem anilhas sobre os membros. Imóvel, me contento em olhar para o teto descascado desse cubículo imundo, do qual, inclusive, fui despejado ontem. Que merda! Minha cabeça está prestes a explodir e meu cérebro parece girar incontrolavelmente dentro do  crânio, estou de ressaca. Grande novidade! Além dos membros pesados e dores de cabeça há também uma dor aguda no lado direito do meu rosto, provavelmente me envolvi em uma briga ontem e, se me sinto dolorido assim, nem me atrevo a imaginar o estado do adversário, não quero parecer arrogante ou exagerado, mas verdade seja dita: o outro cara sempre fica pior.

Por mais que eu queira não posso ficar deitado para sempre. Fecharei temporariamente os olhos e então reunirei as forças necessárias para me erguer parcialmente, curvando o tronco para cima de modo a ficar sentado sobre a cama. Em seguida me arrastarei para a beirada e apoiarei os pés no chão para então ficar de pé. Uma vez de pé, que fique registrado que estou nu, me aventurarei em uma caminhada curta até o banheiro, provavelmente meu corpo tentará me trair me fazendo cambalear, mas tentarei me manter firme em meu propósito. Alcançando o cômodo pretendo urinar e depois dirigir-me a pia e me olhar no espelho para ter uma noção do estrago da noite anterior. A vista não é agradável. Diante de mim, refletido no paralelepípedo vítreo, vejo um espectro em transição para algo ainda mais aberrante, estou feio. Minha barba espessa e negra indica descuido, olheiras roxas que nada tem de belas, os olhos azuis claro, que são o que tenho de mais atraente, estão maculados com linhas vermelhas, como um céu límpido  carregado de relâmpagos vermelhos, há também os hematomas na bochecha , um desenho roxo indistinguível. Só consigo sentir ódio da minha imagem, sinto uma vontade imensa de quebrar esse maldito espelho. Abrirei a torneira e lavarei o rosto, esfregando a palma da mão contra a face freneticamente, como se este gesto, por si só, espantasse toda a feiura e impurezas impregnadas em mim. Feito isso olharei novamente o espelho: nenhuma alteração. A água apenas deixou mais nítido o quão horrível sou. Olho minhas mãos, estão tremendo. Meus nervos vibram mordidos por incômoda eletricidade, um amargor violento me sobe a garganta, começarei a salivar em poucos segundos. Preciso beber algo! São os miasmas invisíveis da decomposição física, mental e espiritual de uma criatura submissa a um vício implacável. Agulhas ferroam minha pele. Preciso beber algo.

Procurarei pela casa por uma bebida decente, normalmente sobram resquícios nas garrafas que trago comigo, mas sei que desta vez será uma busca inútil. Costumo ludibriar meu corpo com cigarros, a nicotina costuma aplacar o anseio. Após a busca infrutífera restará apenas à opção de partir. Tecnicamente estou despejado, sou literalmente um sem teto. Me vestirei com roupas simples, um short preto surrado de tecido leve, camiseta branca sem mangas  e por cima uma camisa fina de botões vermelha com estampa de coqueiros amarelos. Desjejum? Não tenho tempo pra isso. Abrirei a porta de supetão, emergindo imponente para a realidade.  Tenho alguns poucos berries e muitos planos para eles:  primeiro irei até uma loja de conveniências ou mercado qualquer, pretendo comprar um maço de cigarros e um isqueiro, não creio que haverá muitas complicações nessa tarefa, será exigido um valor e eu pagarei desde que não ultrapasse trinta e cinco mil berries. Economizar é preciso.

O próximo passo será encontrar uma taverna. Qualquer que seja entrarei de maneira espalhafatosa, sou razoavelmente grande, minha estatura corrobora com esses pequenos espetáculos vexatórios.  Tendo realizado minha não tão gloriosa entrada tentarei me aproximar do balcão para então pedir a quem quer que esteja atendendo:


- Uma cerveja por favor, tô triste, acabei de ser despejado.

Aguardarei meu pedido ser aceito, assim que colocarem diante de mim a cerveja, seja em um caneco ou na garrafa, vou beber um longo gole e perguntarei logo em seguida:

- Posso fumar aqui?
Histórico:
 

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-Falas

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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptyTer 13 Out 2020, 02:25


O BÊBADO E O SOLDADO
- Nº 01 -




O clima em Wars Island estava relativamente abafado, algo não muito incomum na ilha. Em contraste com a sensação climática, o céu estava relativamente cinza, sendo necessário a conclusão de um especialista para concluir se iria chover, ou se era apenas uma consequência das inúmeras chaminés e a quantidade de fumaça presente na ilha. O dia, entretanto, era mais um no calendário de quase toda a ilha, as lojas estavam abertas, as ruas estavam movimentadas, o bêbado ainda dormia e o soldado se preparava.

- O SOLDADO -

Pacífico, postura correta, paciente, tranquilo, decidido. O soldado caminhava em direção a loja famosa por vender de tudo, Purge Point. Não pensava em seu passado como muitos pensavam, com afeto, com saudade, ele estava decidido e objetivamente pensava no próximo passo lógico de sua recém iniciada aventura. Não era segredo que a loja da família Yamagi vendia armas de uma das fábricas da cidade, afinal de contas a loja vendia de tudo.

Parando por um momento na porta da loja, podia se ler o nome Purge Point logo acima da porta de tamanho industrial, podia se ver de fora os vários departamentos e a alta quantidade de pessoas que ali estavam para fazer algum tipo de compra, mal intencionada ou não em Wars Island se via de tudo um pouco. O Soldado limpava os pés no tapete quase comicamente largo da entrada da loja e se dirigia para dentro da mesma.

Passando por vários departamentos o mesmo sabia onde queria estar, o que queria comprar de forma cordial educada, respeitando a liberdade de todos enquanto passava té encontrar um balcão onde podia-se observar várias armas em uma estante. De todos os tipos, espadas, lanças, pistolas, revólveres e rifles, o Soldado então fazia seu pedido para um dos 2 atendentes atrás do balcão.

"Desculpe senhor, mas tivemos um recente aumento no preço das armas, cada arma seria 30.000 Berries, juntamente da faca." O soldado então pensava no que comprar, porém antes mesmo de que pagasse pela pistola, um homem então indagava o mesmo.

"Se armando, é?!" O largo e grande homem sorria para o soldado, o grande bigode do homem se alargava com o sorriso, seu cabelo era amarrado e o mesmo utilizava um terno relativamente arrumado."Não se preocupe, eu não tenho problema algum com isso, na verdade eu tenho a solução para um dos seus problemas, dinheiro! Você só precisa fazer um serviço pra mim." Ele então aguardava a resposta do soldado.

- O BÊBADO -

Em uma outra localização da cidade o bêbado permanecia em sua cama, já acordado, em meio a dores e pistas do que houve no dia anterior, suor, lençol e seus próprios pensamentos. O lençol encharcado de suor parecia ser feito de chumbo e a ressaca não fazia tanto efeito quanto a sua própria mente que ao mesmo tempo que o repreendia pelos atos do dia anterior parecia quase os apreciar, como se houvesse sido uma boa noite ruim, se algo assim fizesse algum sentido.

O Bêbado se levantava, completamente nú e ia cambaleando, se equilibrando em direção ao seu banheiro, se lembrando aos poucos como se equilibrar e andar normalmente. O mesmo ia em direção ao vaso, embora a embriaguez o fizesse colidir o lado esquerdo de suas costelas com a pia, não que fizesse muita importância, não havia doído mais do que sua cabeça doía e não era mais urgente que sua vontade de urinar.

Após se aliviar na privada da casa e uma série de autocontemplações sobre sua aparência, ou talvez o estado dela na pia do banheiro, o mesmo procurava alguma bebida em casa, pensando que seria uma busca infrutífera, um fracasso, encontrava então uma garrafa verde, de rum e por um momento ao abrí-la, a sequidão comprovava o que temia sobre sua busca. Via então um papel de despejo em cima de uma mesa e embaixo de algumas garrafas, não precisava tirá-las para ver um papel com o qual já estava familiar.

Sem tomar café da manhã, o bêbado se vestia e saía rumo a primeira parada do dia, indo a uma loja de conveniências, o mesmo pagava 30.000 Berries por um isqueiro e um maço de cigarros, algo necessário para engambelar o vício que possuía, que enganava o seu corpo, evitando-o de explodir em uma série de ações guiadas por emoções encharcadas de vontade e cegadas por necessidade.

Próxima parada no caso seria uma taverna relativamente próxima da loja de conveniências, isto é a famosa Purge Point que vendia de tudo para todos. O bêbado entrava de maneira espalhafatosa, porém a falta de importância que dava para tal entrada fazia com que ninguém se importasse com o qual ou quem entrou no bar fazendo barulho. O mesmo sentava no balcão relativamente perto do barman, que colocava uma caneca ao ouvir o pedido do bêbado.

"Pô, sei como é cara, toma uma aí na conta da casa." Dizia o barman, careca, relativamente novo, esguio, utilizando uma camiseta branca e por algum motivo um avental embora não estivesse trabalhando com comida. O bêbado então dava um longo gole, deixando menos da metade do caneco restante. Ao terminar o gole, indagava se poderia fumar ali. O barman acenava que sim com a cabeça antes de servir outras pessoas do outro lado do balcão.

Um isqueiro então era posto na frente do bêbado aceso, o pra quê era claro, para acender o cigarro. Mas e o motivo? O homem que segurava o isqueiro possuia um longo bigode porém era careca, utilizava uma camiseta preta relativamente colada, com um lenço amarrado no pescoço, calças marrons e botas.

" Oui oui, eu te ajudo mon-sieur! Não só com o cigarette, mas com o seu situaçon também! Eu tenho um service que paga très bien, está interessado?! " O homem sorria, aguardando a resposta do bêbado.

Obs:
 

Cigarro/Isqueiro:
 


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" Si vis pacem, parabellum. "

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Última edição por Masques em Sab 24 Out 2020, 12:48, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptyQui 15 Out 2020, 20:02

II


Não sei se devo recapitular, mas acho interessante fazê-lo: fui despejado e saí para beber e comprar cigarros, atitude que eu julgo correta quando se é velho e desempregado. Não reclamei abertamente com o vendedor, mas trinta mil berries por um maço de cigarros e um isqueiro é um tanto abusivo, recolhi minha resignação e sorri sem mostrar os dentes expressando um semi contentamento, se é que isso é possível. Não quero parecer amargurado, mas o céu cinza e ar pesado dessa ilha contribuem com esse dissabor melancólico. Essa linha de pensamento aumenta minha sede e, por incrível que pareça, saciar essa vontade foi a primeira vitória dessa manhã cinzenta. O barman, um carequinha magro de avental, foi bastante amigável: deixou a primeira bebida por conta da casa. Bebi metade da cerveja com os olhos marejados de satisfação, o líquido dourado desceu goela abaixo como áureo manjar divino, bem poético, não? Com um sorriso largo, meio branco e meio amarelo, direi ao barman com perceptível alegria.

- Você é o melhor, campeão!

O que aconteceu depois disso é um tanto curioso, eu estava prestes a pegar um cigarro e acender e um careca bigodudo, calvície parece uma tendência nessa taverna, simplesmente colocou um isqueiro diante de mim e ofereceu um emprego. Impressionante como a sorte muda de uma hora para outra, não é mesmo?  Franzirei o cenho simulando uma expressão desconfiada, mas acredito que eu estou perplexo demais dissimular. Um comentário qualquer sobre despejo culminou em uma proposta, não nego que estou curioso, mas há algo suspeito aqui. Se recusarei? De forma alguma. Não tenho nada a perder, salvo a vida que, honestamente, não vale tanto assim.

- Antes quero saber de uma coisa señor... que tipo de serviço? -  a partir daqui puxarei um cigarro do maço, sem cuidado, porém com maestria manuseando entre os dedos polegar e indicador da mão direita e colocando o filtro entre os lábios. Acenderei o cigarro com o isqueiro que o gentil senhor me emprestou, tragarei de maneira rápida e emendarei a fala soltando fumaça – Só pra eu ter uma noção... sabe como é... ter a certeza de que sou qualificado para o trabalho, não é sempre que escutam minhas conversas e me oferecem uma oportunidade.

Aguardaria uma possível explicação, fitando-o com semblante franzido. A barba e as rugas em determinados momentos me fazem parecer durão, se eu não andasse a maior parte do tempo bêbado me considerariam intimidador, mas o maldito álcool só me faz parecer um desastrado inofensivo. Que sina! Ao fim das palavras do bigodudo careca direi convicto: “Aceito o serviço.” A verdade é que só o fiz explicar porque na minha cabeça pareceu engraçado, como disse anteriormente aceitaria o serviço de qualquer forma.
Objetivos:
 

Histórico:
 

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-Falas

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Última edição por Domom em Qua 21 Out 2020, 21:39, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptySex 16 Out 2020, 23:06

Sem dúvida era ali, o lugar que se podia encontrar de tudo um pouco, a famigerada Purge Point, nome bastante atrativo por sinal, talvez um lembrete para aqueles mais desorientados que por ali se aventuravam, ou simplesmente um nome jogado ao acaso, sua mente se perdia nessas pequenas bobagens enquanto se aproximava a passos firmes e condicionados rumo à loja. Era também sabido por ali que a loja pertencia a uma única família, os Yamagi que vendiam armas de uma das muitas fábricas da cidade, aquelas que acabaram por destruir boa parte do seu lar e tomaram de muitos que viviam em situação degradante, parava ao se deparar com a fachada da loja, “Purge Point”, lia novamente o nome enquanto observava um grande número de pessoas que ali se encontravam, elas transitavam nervosamente pelo ambiente, seguindo um sopro de aleatoriedade que naquele instante Logan achava cômico, afinal em um estabelecimento que de tudo vendia, a todos atendia afinal, pessoas com todos os tipos de intenções ali se encontravam. De certo que um local amplo e com muitas pessoas como aquele não era seu preferido, “mas ok”, pensara enquanto adentrava estabelecimento a dentro.

Seguiu firme e resoluto até onde se encontravam os artigos por ele selecionados, uma bela estante exibia diversos tipos diferentes de armas, certamente com preços tão variados quanto, fazia o pedido com educação e tranquilidade, e ouvira do atendente que houvera um aumento nos preços, por isso nas condições atuais, Logan só poderia levar uma pistola com os recursos que possuía no momento, e não todas aquelas que inicialmente desejava levar, foi neste momento que um homem apareceu ao seu lado, de sorriso fácil e bem vestido, se dirigia a Logan oferecendo algum tipo de serviço, olharia seriamente nos olhos do homem, se dirigiria novamente ao atendente e pediria uma pistola por gentileza, assim que recebesse a mesma, lhe passaria o dinheiro e a guardaria no coldre da coxa direita, em seguida novamente olharia nos olhos do homem e diria: - O nome é Logan, muito prazer. Estenderia a mão e esperava que o homem de sorriso fácil tomasse partido, sinceramente queria que o homem já fosse lhe falando sobre o dito trabalho, de certo que o ouvirá, pois o que ele havia lhe dito era verdade, precisava do dinheiro e recursos, aquela parecia uma proposta boa demais para se recusar, e tão suspeita quanto, por isso ouviria o que o homem tinha a dizer antes de tomar uma decisão.
Objetivos:
 

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptySeg 19 Out 2020, 21:39


O BÊBADO E O SOLDADO
- Nº 02 -




O sol avançava cada vez mais, como faz todos os dias. Neste momento, já havia passado um pouco do pico do dia, simbolizando a décima terceira hora do dia, o clima estava um pouco mais quente porém não estava exageradamente quente, estava um pouco calor. O suficiente para se ver pessoas na rua de regatas e camisetas. O estabelecimentos que fechavam para o horário de almoço reabriam, e a segunda parte do dia se iniciava, para muitos como geralmente acontecia, para o bêbado e o soldado, esse dia seria um tanto quanto diferente.

- O SOLDADO -


Com um movimento levemente sucinto, o soldado pagava o homem e recolhia a pistola, juntamente com a bolsa de munição que era oferecida juntamente das compras de armas de fogo em Purge Point. Guardava-a no coldre enquanto o homem o olhava.

O sorriso do grande homem bem vestido diante do soldado virava uma gargalhada, o mesmo então se apresentava estendendo a mão para Logan; "Bom, olá Logan, meu nome é Frank Pallace e digamos que por hora, é o que precisa saber de mim." Ele então se escorava no balcão continuando a dizer; "O serviço é simples, você apenas tem que me ajudar a chegar no navio, veja bem, eu e meu parceiro não somos exatamente bem-vindos em Wars Island." Frank falava essa última parte de forma mais discreta e baixa.

Ele então se levantava e ajeitava o terno, passando as mãos no paletó de baixo pra cima, o deixando reto e com aparência mais elegante. Ele se aproximava de Logan informando de maneira ainda mais discreta olhando sempre para portas e janelas "Basicamente é um serviço de proteção, para eu e um parceiro de negócios meu." O homem então dava um leve tapa no ombro do soldado e se dirigia rumo á saída da loja afirmando: "Se estiver interessado, venha comigo, buckaroo."

Por mais que Frank estivesse bem vestido, algo nele transpassava uma aura errada, como se ele estivesse altamente fora de caráter em Wars Island, Logan podia perceber isso, assim como provavelmente outras pessoas que o encaravam conforme ele passava também podiam sentir. A janela de oportunidade do serviço diminuía conforme os passos estritos de Frank caminhavam rumo a porta de entrada e saída de Purge Point e cabia ao soldado decidir os seus próximos passos.


- O BÊBADO -

Em um bar não muito longe dali, um barman sorria ao receber um elogio sendo isso algo diferente do que estava acostumado em seu dia a dia, um homem com um sotaque engraçado oferecia um serviço um tanto quanto suspeito a um homem que não estava necessariamente com a sua vida ou seus próximos passos definidos em sua mente.

Uma cara de desconfiança, seguida então de um cigarro, uma tragada e por fim uma pergunta caracterizavam o roteiro de ações do bêbado que por algum motivo faziam o homem careca sorrir durante um momento. "Meu nome é Jacques Remy, echanté." Ele se levantava e então sentava ainda mais perto do homem que aproveitava seu cigarro antes de continuar com sua fala.

"Qualificado? Non, non, non se trata disso meu caro despejado, se trata da falta do que perder, oui?! Eu preciso de certa ajuda para sair dessa espelunca de ilha. Eu e meu amigo de infância viemos aqui para investir e deu errado, agora precisamos sair correndo daqui, entende?" Ele então acendia um cigarro, a após uma longa tragada, expelia a fumaça por suas narinas, batia levemente o copo pequeno de shot no balcão e então virava a bebida sem fazer careta alguma, claramente exibindo que alcool era algo no qual já estava devidamente acostumado.

"Entenda monsieur despejado, façamos um trato, eu e você esperamos meu amigo de infância no bar caso queira o serviço, se non quiser me diga e eu sumirei assim como a fumaça desse cigarette." Por mais que o bêbado não fosse de se surpreender assim, o homem o intrigava. Ele era tão amigável porém ameaçador, como se fosse amigo de um lobo e estivesse sempre com medo do que ele faria com você em um dia ruim.

O barman passava a circular o canto da dupla mais vezes, como se estivesse tentando escutar alguma coisa, assim como alguns senhores que se calaram assim que o esquisito sotaque do homem ecoou pelo bar. Quanto a Jacques, ele passava a mão em sua nuca enquanto mantinha sua cabeça baixa como se estivesse cansado, sem exibir sinais em sua aparência de tal estado.

As cartas de Jacques foram postas a mesa abruptamente, um serviço pegar ou largar, um tanto quanto duvidoso, provavelmente perigoso e com certeza tentando fugir de algo ou alguém era posto diante do bêbado que entre meados de fumaça e os barulhos comuns de um bar iria decidir como proceder com seu dia.

Pistola:
 



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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptyQua 21 Out 2020, 21:20

Aquela sem dúvida era uma oferta sem precedentes, o homem se dirigia a Logan de forma tranquila e aparentemente honesta, disse o seu nome e explicou em pouquíssimos termos a missão a ser desempenhada por ele, resumindo a já curta explicação, deveria proteger o homem e seu parceiro até que os dois estivessem a bordo de um navio, complementava dizendo que ambos não eram vistos com bons olhos pela ilha, provável que estivessem envolvidos com as grandes empresas, supunha Logan, mas sem pensar demais naquilo, não que importasse realmente. Porém o que se passou prontamente pela mente dele foi a possível oportunidade de também embarcar no navio, se fizesse um bom serviço de proteção e se tudo corresse bem, poderia receber a oportunidade ou pelo menos o dinheiro para uma passagem, afinal sair daquela ilha era um de seus principais objetivos e aquela oportunidade se mostrava excelente para tal.

- Pois bem. Diria e seguiria o homem de perto, porém mantendo uma ligeira distância, para conseguir observar bem as pessoas que transitavam por perto de Frank Pallace, ao menos foi este o nome por ele apresentado, ele se portava estranho dentro daquelas roupas, certamente não era um visual ao qual estava acostumado, reparava naquilo e certamente outras pessoas também viam, talvez fosse a aparência ou seu comportamento destoante, não saberia dizer ao certo. “Buckaroo, o que diabos é isso ?” pensava. Porém não importava realmente, naquele momento somente o manter seguro importava, por isso seguiria com foco total, observando o máximo possível para que tudo ocorresse bem, pois aquela era sua oportunidade de ouro.

Objetivos:
 



Histórico:
 

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 ''Não se engane, eu realmente não me importo"


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Última edição por Lurion em Qui 22 Out 2020, 13:11, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - O bêbado e o soldado   I - O bêbado e o soldado EmptyQua 21 Out 2020, 21:49

III

Não nego, o sotaque do careca é engraçado, não é tão difícil conter o riso, mas devo me policiar para não fazê-lo e ,caso aconteça, é bom ter uma justificativa que não manche a pureza desta relação, até então, benéfica. Escuto com atenção a explicação do digníssimo Jacques Remy, deixou claro que está fugindo e que precisa de alguém sem ter o que perder, parece que atendo ao pré-requisito básico, mas não gosto de como o discurso soou vago. Que tipo de investimentos ele e seu parceiro fizeram? De quem exatamente ele está fugindo? Um torpor gélido inexplicável toma conta de minhas entranhas, gostaria que fosse a ressaca, mas a curiosidade acaba de tomar forma em meu âmago, preciso encontrar as respostas certas para romper com essa ansiedade glacial. Estenderei a mão direita para Jacques Remy e direi em firme tranquilidade:

- Alejandro Martínez ou o despejado, deixo o nome a sua escolha. – Espero que ele retribua o aperto de mão, caso contrário apenas a recolherei enquanto dou outra tragada no cigarro, ele aplaca um pouco da vontade de beber, mas não posso resistir ao caneco de cerveja à minha frente. Beberei o restante num gole só e me dirigirei novamente a Remy. – Não tem como negar esse serviço, parece que cumpro todos os pré-requisitos señor... mas me diga, de quem exatamente estão fugindo? -
Aguardarei a resposta com semblante sério, grave. Mas se ele se recusar a responder, não há nada que eu possa fazer. A essa altura já notei a mudança de comportamento nos demais fregueses e inclusive no barman carequinha, tão indiscreto que até eu percebi sua inquietude, acredito que posso ocupar ele um pouco:


- Já que vamos esperar aqui, acho que dá pra tomar mais uma. Hey! Campeão, outra cerveja, por favor! – assim que for servido apoiarei a mão esquerda no balcão, que está com o cigarro entre os dedos, apontarei com o indicador direito para a caneca que chegar e direi com ar zombeteiro. – Só por curiosidade, essa também é por conta da casa ou vou ter que pagar?
Citação :
off: post curtinho, mas não tinha muito o que fazer

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