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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Corvus oculum corvi non eruit

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MensagemAssunto: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptyQua 05 Ago 2020, 13:34

Relembrando a primeira mensagem :

Corvus oculum corvi non eruit

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Fellippo Augustus. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptySex 21 Ago 2020, 22:29


Não podia mais fingir, meu pai teria vergonha de mim. O modo como Liang e eu trabalhávamos juntos, sua beleza, as reações meigas e extremamente tímidas da garota, tudo isso estava ganhando meu coração. Sabia que isso não deveria ocorrer e faria com que de fato não ocorresse. Não seria novidade me apaixonar; nem tampouco seria mais inédito eu me cansar da pessoa com tamanha rapidez. Em todo caso, deixava de lado esse sentimento, a garota era gentil demais pra ser alvo de minhas maquinações, embora ainda não a tivesse descartado. "Sabe como é, não é? Grandes belezas, maiores ilusões!". Sua personalidade poderia ser apenas uma forma muito inteligente de esconder algo muito mais intrigante; era a hipótese que surgia em minha mente. Minha racionalidade e minha fraqueza por mulheres travavam uma intensa batalha, mas a razão se sobrepunha a sua rival. Liang era o que era. Não diferente das outras na qual eu já me relacionei, meras distrações ou engrenagens do meu jogo.

Continuaria tratando-a de maneira gentil, em todo caso. Era como eu gostaria de ser visto e como planejava conquistar as pessoas nas patentes inferiores. Talvez, no futuro, num lugar mais alto na hierarquia, ser temido valeria mais a pena do que ser amado. Mas não era o caso de agora. Ser hostil não me ajudaria em nada. Enquanto caminhava rumo ao local designado por Ayuka, notava a presença dos caçadores entregando meliantes em troca de recompensa. Respeitava o modo como os ditos lidavam com a vida e suas ambições. Não seria eu que os julgaria por fazer justiça em troca de dinheiro - não muito diferentes dos fardados que nos acenavam educadamente. Contudo, a ganância dos mercenários era explícita. A dos marinheiros, revestidos numa túnica de moralidade, pouco era questionada. "Uma pena os caçadores serem tão pouco valorizados, sem metade da relevância dos marinheiros... acho que me daria bem como tal".

Pouco depois chegava as instalações da academia, notando os outros aspirantes também chegando. Agora, a sargento voltava a falar, explicando como ocorreria o teste. Sua fala explicava que a etapa atual seria para demonstramos nossas habilidades de combate. Ela nos encaminhava cada um para uma porta, então antes de me separar de Liang, falaria. - Vai dar tudo certo, Liang! - Usaria um tom de voz mais contido, sorrindo. Assim que adentrava a sala bem equipada, um marinheiro me abordava. - Sou atirador, senhor! - Diria respeitosa e sucintamente, respondendo seu questionamento. O mesmo me explicava como ocorreria o teste, então acenaria com a cabeça para demonstrar que de fato estava entendendo. Tudo me soava bem simples, mas acreditava que a execução teria que ser excelente para que me destacasse dos demais. "Tiro ao alvo com cronometragem... Nada que eu já não tenha feito! Por sorte não vou precisar lutar corpo a corpo, seria facilmente vencido!". Sabia dos meus defeitos; atirar não era um deles, pelo contrário. Desse modo, caminharia até onde se encontravam as armas. Buscaria uma pistola e com elas em mãos, diria. - Tudo certo, vamos lá!

Esperaria que o marinheiro me mostrasse os alvos para então começar. Minha técnica podia não ser perfeita, mas sabia como manejar uma arma de fogo. Desse modo, verificaria se o revólver já estaria devidamente municiado e então seguraria o cabo com minha mão direita. Embora não tivesse aptidão com a mão esquerda, a mesma me fornecia mais estabilidade nos tiros, então a usaria para apoiar o cabo, utilizando a palma da mão. Rapidamente, engatilharia a arma e aproximando minha cabeça, fecharia o olho esquerdo, enquanto observaria o alvo pela alça de mira. Feito isso, puxaria o gatilho, visando acertar o centro do alvo ou onde estivesse determinado que deveria atingir. Repetiria o procedimento nos restantes dos alvos, me movimentando se precisasse ter um melhor posicionamento, sem alterar o método de tiro. Senec ficaria orgulhoso de ver seu pupilo fraco e totalmente inapto para as artes marciais conseguindo ser letal. Ao término do processo, aguardaria as orientações do marinheiro.
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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptySeg 24 Ago 2020, 15:41




Corvus oculum corvi non eruit

Las Camp ~ ??:?? ~ 24º



Os alvos eram dispostos ao longo da sala, porém não apenas de forma horizontal e reta perante a parede, mas com uns mais a frente e outros mais atrás. Seria tecnicamente mais fácil acertar os mais próximos, sendo os mais afastados os mais complicados, porém, algo para dar aquele sabor de esforço, todos os alvos estavam em movimento lateral. Como um pêndulo eles iam e viam para a esquerda e também para a direita, sem nenhuma interrupção ou alteração na velocidade. Inclusive, algo que poderia ser observado com mais calma, alguns alvos mais a frente interceptava o trajeto de outros alvos mais atrás. O soldado terminava de montar aquele estande de tiros e ficava ao lado de Fellippo. Um sorriso sarcástico saía sem querer de seu rosto. – Heh. Essa eu quero ver. – Também olhava ele de canto de olho.

A iluminação provinda do teto, feita por poderosos canhões de luz, era o suficiente para manter aquele ambiente muito bem observável, por assim dizer, não deixando falhas naturais ou locais para erro dos participantes. As paredes eram bem polidas, pareciam até novas! Porém dois detalhes não passavam despercebidos: no chão um médio corte laminar e exatamente no centro da parede ao fundo um único furo.

O rapaz que lhe aplicava o treinamento puxava do arsenal um longo rifle, ele o polia com paciência e se sentava em um banco próximo a parede atrás de Fellippo. – Pode começar.

O início tímido do garoto era bem simples, ele até conseguia acertar três alvos, porém todos os tiros passavam de raspão na borda e atingiam a parede. Os tiros tinham força o suficiente para perfurar qualquer parede normalmente, porém naquela as balas apenas batiam e caíam no chão. – Tente assim. – Disse o marinheiro que se levantava, mirava e atirava, tudo em questão de segundos. A bala do rifle de precisão rasgava o ar e acertava um único alvo, o mais ao fundo, que parecia ser o mais impossível de acertar. – Não preste atenção no alvo, mas sim na trajetória da bala. – Proferiu antes de retirar a capsula da bala da carga e se sentar novamente. O som dos tiros ecoava pela sala e um zunido crescia aos poucos antes de se calar.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptySeg 24 Ago 2020, 18:27


Minhas tentativas haviam sido medíocres. Talvez estar na média ainda fosse melhor que obter o desempenho que alcancei no teste de tiro ao alvo. Poderia até tentar colocar a culpa na arma ou no ambiente, mas a execução dos tiros do marinheiro que aplicava o exercício denotava que a falha tinha sido em minha técnica; nada que já não soubesse de fato, apesar das justificativas que buscava encontrar para minimizar minha sensação de incapacidade, acionando o maldito tique, pressionando meus lábios um contra os outros. “Que raios de tiros foram esses, Fellippo? Foram ridículos, você é melhor do que isso!”.

Conversar comigo mesmo com sinceridade e rigor sempre surtia efeitos. Em tudo que li sobre psicologia, a capacidade da crença foi a que mais me chamou atenção. Crer não é apenas religião; crença é sobre tudo o que aceitamos como verdade. E crer, em todos os casos, acionava no corpo humano inúmeros estímulos poderosos. É o que sempre buscava fazer, acreditar na minha capacidade de me tornar um grande líder, internamente já me sentindo como tal. Sempre me fizera bem.

- Ok, obrigado pela demonstração, sr! – Diria respeitosamente, realizando uma continência bem enérgica. – Irei tentar novamente. – Agora, o tom de voz saía mais suave, quase como se dissesse para mim mesmo. “O que ele diz dizer com ‘focar na trajetória da bala’?”. Enfim, talvez as aulas de tiro não fossem as que mais me dediquei enquanto aprendia com Senec. Meu gosto pelo academicismo superava com pompa o meu apreço pelo combate. Em todo o caso, o momento agora era de sintetizar tudo o que havia aprendido sobre uma arma de fogo. Deixava que as lembranças dos meus treinos voltassem, enquanto ia acalmando meu corpo com uma respiração mais compassada e profunda.

Pronto. A confiança surgia novamente devido a calma que meu corpo alcançou. Entendia o que o rapaz havia dito, estava pronto para começar. Observava com minúcia o movimento pendular que os alvos realizavam. Tinha estabelecido um planejamento para começar os disparos: buscaria primeiramente acertar os alvos da frente, mais fáceis. Embora não fossem dizer muito sobre minha capacidade, aumentaria minha confiança e me permitiriam ter uma noção maior do movimento dos alvos mais distantes e assim aprimorar a qualidade e eficiência dos disparos.

Dessa forma, com a arma carregada, observaria a amplitude do movimento dos alvos. Ao encontrar o ponto central do movimento, esperaria que o alvo se encontrasse na totalidade de uma das extremidades da sua trajetória, então atiraria, mirando no ponto ao centro outrora identificado. Repetiria assim os movimentos para com os outros alvos, identificando sempre observar qual era o centro de seu movimento, e como dito pelo marinheiro, não mais focando em acertar o alvo em seu ponto atual, mas sim me concentrando na trajetória da bala, que seguiria seu caminho reto até tentar acertar o alvo quando estivesse na metade de seu percurso pendular. Se obtivesse êxito nas tentativas, principalmente em relação aos alvos mais difíceis, diria ao marinheiro. – Acho que eu aprendo rápido, não é Sr? – Questionaria retoricamente, com um sorriso convencido no rosto. – Peço perdão pela ousadia, é sempre bom comemorar uma vitória, mas... já estou pronto para as próximas ordens, sr! – Falaria, me colocando em posição de sentido.

Se não obtivesse êxito nos disparos iniciais, buscaria alterar aos poucos algum dos pontos que fixei para efetuar os tiros. Ou seja, se observasse que o tiro estivesse passando depois que o alvo chegasse ao centro, não aguardaria que o alvo atingisse a extremidade do seu movimento, antecipando em alguns segundos a puxada do gatilho. Faria o oposto se percebesse que o tiro atingisse a parede antes do alvo ter passado, aguardando alguns segundos para então atirar. “Eu vou acertar esses alvos e vou entrar na Marinha! Ser poderoso não é e nunca será só um objetivo supérfluo; não é só minha vocação, como também é minha devoção ter tudo o que esse mundo pode me oferecer. O topo é meu!”.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptyQua 26 Ago 2020, 19:20




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Las Camp ~ ??:?? ~ 24º



A genialidade em entender o movimento dos alvos de forma mecânica para com os alvos posteriores frente a parede era ímpar, certamente o marinheiro percebeu isso pois esboçou um sorriso de canto de boca ao ver o primeiro disparo acertar na metade do disco, o que seria um grande avanço para quem acertou apenas de raspão. – ... – Murmurou o soldado enquanto guardava a arma que polia e pegava outra, menor e aparentemente mais potente a queima-roupa.

Fellippo mantinha sua calma inumana e preparava outro disparo. A respiração era crucial naquele momento, além de é claro a paciência em esperar o tempo correto. O gatilho era puxado e a bala metálica cortava o ar. Ela perfurava o disco mais próximo e parava no de trás. O soldado se impressionava novamente em como a evolução vertiginosa do garoto. – Interessante... – Bradou em baixo tom de voz. A bala acertava na borda interior do alvo central, ou seja, mais dois ou três centímetros adentro ele conseguiria acertar o alvo em cheio. Realmente incrível!

Os próximos disparos eram seguidos por falhas graves, errando os alvos, e outros erros menores, porém bem melhores do que os anteriores. Ele estava pegando o jeito, porém lentamente.

O cano da arma já estava quente, sentia isso mesmo, além de ver que não havia mais munição. Um cartucho voava lentamente até sua direção. O marinheiro havia se levantado e pego, ele contava os tiros, e entregou-o jogando para Fellippo. – Um bom atirador sempre conta suas balas! – Enunciou com propriedade.

Mais um “turno” de teste, ele tinha os mesmos alvos frente a ele na mesma movimentação rítmica de antes, porém alguns deles marcados por balas que ele disparou. O marinheiro usou, desta vez, a arma em que terminava de limpar. “Boom!”. O disparo rugiu como uma besta naquela sala fechada. Ele era muito mais alto do que o normal e a explosão fez o braço do soldado retrair levemente. – Que gracinha...! – Sorriu ao contemplar a destruição daquele tiro. Três alvos foram completamente quebrados e o mais ao fundo perfurado perfeitamente em seu centro. – Você está indo bem, mas lembre-se: concentre-se na trajetória de sua bala e não no alvo. – Ele novamente proferiu, com o mesmo olhar simples e direto de antes. Sua voz era calma e bem pacífica.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptyQua 26 Ago 2020, 21:18


O marinheiro me mostrava outro erro meu: não prestar atenção no cartucho. Com um aceno de cabeça o agradecia, pouco tempo depois dando mais uma demonstração de suas habilidades de tiro. Muito ouvia falar sobre como aprender com os próprios erros era um bom meio de crescer. De fato, seria tolice não tirar algum ensinamento de alguma falha; mas inteligência mesmo seria observar o erros dos outros e evitá-los. O rapaz não me dava essa alternativa, então estava claro que tinha que analisar meu comportamento para melhorar e finalmente passar naquele teste. "Focar na trajetória, não no alvo... focar na trajetória, não no alvo!". Repetia tal frase como um mantra em minha mente, meditando no que o marinheiro estaria pensando com tal frase. Não me parecia muito viável pedir maiores orientações sobre sua frase, afinal eu mesmo disse que era atirador, então supostamente deveria captar sua mensagem. Minha performance havia melhorado, apesar de seu conselho enigmático não ter sido devidamente colocado em prática. Em alguns momentos tentava trazer a mente as lembranças de como o marinheiro havia se preparado para o disparo. Além de uma certa inveja, poucos detalhes mostravam-se importantes para que eu pudesse levar em consideração.

Decidi então revisitar minhas aulas, analisando anteriormente às aulas práticas. Apesar de dar muita ênfase na realização efetiva dos exercícios, na maioria das vezes, Senec sempre embasava suas aulas com conhecimentos teóricos. Recordei que em relação a melhoria da mira, quatro tópicos eram essenciais, mas só me lembrava de três: a empunhadura correta da arma, respiração e movimentos bem controlados e, claro, muita prática. "Essa última é a mais importante, com certeza. Não estaria aqui tentando decifrar se primeiramente não tivesse esquecido. Droga!". Novamente, meus pensamentos negativos iam tomando conta, minha racionalidade estava sendo prejudicada. Ainda bem que meu treinamento me deu, em especial, uma grande habilidade: a inteligência intrapessoal. Rapidamente conduzia minha respiração com mais controle e voltava a nutrir pensamentos menos reativos, entendendo que meu descontrole só me prejudicaria. "Você não pode voltar no tempo, mas pode fazer melhor daqui pra frente. Não se lamente!". Novamente, a crença retornava aos meus pensamentos, mentalizando tal frase no mais profundo do meu ser.

Como um raio atingindo o solo, uma lembrança surgia em minha memória. "Visada... é isso! Como pude não lembrar??!". Embora um termo simples, era carregado de um ensinamento muito importante. A totalidade do que fora ensinado pelo tutor não retornava, mas a lembrança da palavra trazia consigo informações que poderia colocar em prática. Embora tivesse melhorado, havia passado longe de descobrir o que o marinheiro queria que eu fizesse, mas agora não; sabia, em tese, o que deveria ser feito. Estava esquecendo um fator muito importante na prática do tiro: olhar diretamente o alvo me fazia ter uma noção errônea do posicionamento e da trajetória do projétil. Deveria olhar mais alinhadamente e rente ao revólver e assim teriam no meu campo de visão, em linha reta, três pontos importantes: a massa de mira, a alça de mira e os alvos. Embora não lembrasse detalhadamente de todos os termos técnicos referentes a visão humana, sabia que só poderia ter a visão nítida de um dos três pontos. Já tinha em mente qual era o ponto correto.

Talvez a demora para que pudesse retornar aos tiros, enquanto tentava relembrar os ensinamentos trouxesse estranheza ao rapaz que aplicava o teste. - Pois é senhor, estava tentando visualizar seus movimentos anteriores. Quanta precisão, não me espanta que já seja um oficial, fico honrado por estar sob sua supervisão. Agora que aprendi com o senhor, vou demonstrar que estou apto a me tornar um marinheiro! - os elogios embora sinceros, traziam consigo a finalidade de minimizar e justificar o tempo em que estive raciocinando. E como dito anteriormente, na psicologia sabe-se como um elogio sincero e um sorriso poderia trazer afinidade entre as pessoas. Verificando que o cartucho estivesse cheio e devidamente colocado, me posicionaria novamente a frente dos alvos. Utilizaria das duas técnicas: o estudo da movimentação dos alvos, mas principalmente de focar na alça da mira, o que me possibilitaria uma maior precisão. Assim estando centralizado em relação aos alvos, me certificaria de estar com a respiração controlada e profunda. A empunhadura também seria checada, a mão direita para segurar com mais firmeza e a esquerda para apoiar e fornecer maior estabilidade. "Vamos então à prática!". Com os braços a frente do tórax, observaria a movimentação dos alvos. Analisado novamente o ponto central anteriormente utilizado para tentar precisar onde deveria atingir, observaria não mais onde iria atirar diretamente, mas sim pela alça da mira e então apertaria o gatilho, focando novamente nos alvos mais próximos primeiro e depois nos mais distantes. Embora o foco estivesse na alça de mira, não poderia deixar de utilizar meu campo de visão periférico para novamente tentar encontrar os extremos do movimento do alvo.

Ficaria atento a execução dos tiros, tentando sempre aperfeiçoar a questão do foco na mira. A falta de prática talvez pudesse ainda me fazer pecar em alguns aspectos, mas buscaria não desistir das técnicas que Senec havia me ensinado, repetindo incessantemente até que os projéteis da munição acabassem. Utilizaria dos mesmos ajustes feitos na tentativa anterior do teste em relação a antecipação ou postergação do disparo em relação a onde se encontrava o alvo, mas sabendo agora que não deveria atirar sem estar com o foco na alça da mira, não mais pecando em olhar diretamente para o ponto em que desejava acertar. - Agora eu acho que deu certo, heheheh! Como disse... não havia como errar mais tendo as habilidades do senhor como exemplo! Vamos para a próxima etapa? - Sorriria, novamente num tom elogioso. - Estava tão focado que até esqueci de me apresentar. Sou Fellippo Augustus! Como posso chamá-lo, senhor? - Questionaria, realmente notando que nem sequer sabia o nome daquele que estava me testando.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptyQui 27 Ago 2020, 15:04




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Las Camp ~ ??:?? ~ 24º



A saraivada de balas era disparada e atingia os discos como se fosse teleguiado. Os disparos eram feitos muito bem direcionados e eles conseguiam atingir os discos a média e longa distância. A arma estava quente em sua mão e era como se uma leve e fino tecido fumacento esbranquiçado saísse do cano do revólver.

- Muito bem. – Bradou novamente o soldado, que finalizava de limpar aquela arma e a guardava no estande. Ele puxava de um bolso de sua farda um pequeno papel e caneta, anotava algumas coisas e entregava ao rapaz. Seus olhos eram bem intensos, por assim dizer. Ver como ele cresceu suas habilidades e capacidades naquele teste o surpreendeu bastante.

A sala era tomada pelo cheiro de pólvora e pelo zunido dos tiros. A janela gradeada também revelava que o sol queimava fora do prédio, fora isso nada mais. Um silêncio tomava conta do ambiente, ambos os rapazes se olhando. – Me chamo, Ogeid. Tenente Ogeid. – Proferiu com um sorriso escondido, bobo, porém escondido. Ele estendia a mão na direção de Fellippo e continuava a falar. – Você vai obter sua resposta amanhã, rapaz. Volte aqui logo cedo, às sete horas! – Finalizava com um aperto de mão. Sua farda impecavelmente bem passada e limpa, junto com uma medalha dourada brilhante que indicava sua patente, ao lado de seu sobrenome.

A porta se abria e a mulher que lhe aplicava o treinamento conversava com outros jovens, que também estavam se alistando naquele dia. Ela via Fellippo próximo a porta e o chamava, com um acenar de mão. Se aproximando ela proferia sem demora. – Vocês terminaram seus testes. Voltem amanhã cedo e procurem pelos oficiais indicados nos papéis que receberam. Terão um dia de descanso antes da resposta. Aproveitem bem cada segundo, pois se vocês forem aprovados... – Fazia uma pausa dramática. – Bem... o tempo dirá! Hahahah. – Sorria malignamente. Ela saía da academia junto de um outro soldado, aparentemente de menor parente, que lhe dizia algumas coisas próximas ao seu ouvido.

Liang e mais dois outros rapazes estavam ali, juntos. Ambos os rapazes não haviam sido vistos nos testes anteriores, mas a jovem garota parecia ter desenvolvido um tipo de coleguismo bem comunicativo, afinal eles conversavam sem parar. – E aí? Como foi o teste de vocês? Eu achei bem difícil e acabei me machucando... – Disse a moça ao olhar o músculo posterior de seu braço direito. Uma mancha roxa estava ali. – Mas está tudo bem, amanhã melhora! Nada que um bom sono não resolva! Hihih. – Ainda que seu rosto soado e cansado fosse bem visível, além de arfar entre grandes conjuntos de palavras, ela tinha um sorriso angelical encantador. Os outros dois jovens acenavam com a cabeça e sorriam. – Se não fosse pela maça que o marinheiro usou eu acho que estaria morto agora. Ele usou como se fosse uma espada! – Os olhos estavam arregalados com sua expressão de espanto. O outro nada dizia, mas ele tentava sinalizar com suas mãos para o rapaz ao seu lado, que traduzia algo como: - Ele não teve problemas no treinamento, até conseguiu rasgar a farda do marinheiro. – O jovem se dava conta no que acabava de traduzir do mudo e realizava. – Caramba, você é forte mesmo! Tomara que venha para meu batalhão! Hahaha! – Os três sorriam.

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptyQui 27 Ago 2020, 21:38


Ter sucesso não era para mim um objetivo. Pode-se parecer estranho ao pensar que faria qualquer coisa para conseguir o poder que desejava. Mas não era o fato de querer que me faria obter sucesso. A realização dos meus planos, das metas, do próprio sucesso em si seria não um objetivo, mas as consequências dos meus atos, de cada uma das minhas ações. E para quem sabe que sucesso é resultado, fracassar tampouco seria diferente. O que faria de mim um vencedor, sem dúvidas, seria me mantar calmo diante das dificuldades, entendendo que poderia mudar meus resultados e assim então melhorar e triunfar. É o que fiz hoje; foi o que eu tive que fazer durante toda minha infância. Contudo, a exaltação do marinheiro com meu desempenho era mais empolgante para os ouvidos do que os comentários apáticos de Senec. "Mais um degrau superado! Qui vincere? Augustus vincit!". Arranhava um pouco de uma língua estranha que meu tutor me iniciara, embora não tivesse muito interesse; entretanto, a frase em si colocava-me como o vencedor, visualizando mentalmente minha imagem sentado diante do trono máximo da Marinha, no cargo de Almirante da Frota.

Os cumprimentos de Ogeid, revelando seu nome e patente, faziam meus olhos despertar certa chama. Tenente. Um cargo considerável, superior. Se a sargento já me fizera pensar em como me tornaria um aliado, mal podia esperar para contar com a consideração do oficial Ogeid. - Certo, tenente Ogeid! Agradeço a paciência e os ensinamentos. Não posso deixar de demonstrar gratidão, o senhor contribuiu e muito para que eu, mesmo sendo testado, conseguisse me desenvolver. Estarei aqui amanhã. - o tom de voz era tranquilo, com um sorriso sincero em minha boca, enquanto realizava uma continência para deixar o local. Realmente a paciência e as demonstrações dos tiros por parte dele foram cruciais para que pudesse completar os treinos e gratidão tornava os ególatras humanos um pouco mais nobres. Independente do que minhas palavras causassem no tenente, sabia que estava sendo honesto - mesmo que pensando também em conquistar seu respeito por motivos, digamos, não tão nobres.

Agora Ayuka me parecia um pouco menos reluzente e importante, posto que havia conhecido uma pessoa mais relevante na hierarquia da Marinha do que ela. Sua beleza era de fato magnífica, mas ainda assim o modo como se comportava, ainda numa patente tão baixa, gradativamente fazia com que o brilho em meu olhar fosse se esvaindo enquanto a fitava. Prestava atenção no que dizia, mas sua tentativa de parecer tirana ainda me soava algo muito superficial, uma mera máscara que devia esconder seus medos, que deveriam ser grandes. "Psicologicamente falando, embora todos tenham necessidade de serem vistos como importantes e amados pelos outros, a autoaceitação é mais fundamental ainda. Que um dia ela perceba isso!". Não poderia deixar de fazer algo que amava muito: analisar o comportamento alheio, suas motivações, seus anseios.

Findo o discurso da sargento, notava a bela Liang com mais dois aspirantes, conversando energicamente. Conseguia ouvir o que diziam. Sabia que seria comum que Liang, sendo como era, encantasse mais alguns rapazes. Seu sorriso encantador era alvo dos meus olhares, e embora não sentisse nenhum tipo de rivalidade com aqueles rapazes, um pouco do meu ego pedia para que fosse lá e me mostrasse próximo da garota. Aproximando me dela, com um sorriso no rosto, diria. - Liang, que bom te ver! Pensei que já tivesse sido aprovada, hahah. Não me surpreenderia que deixassem você se alistar hoje, com medo de perderem uma jovem talentosa como você. - inicialmente, pouco daria atenção aos outros rapazes, como forma de garantir a atenção dela exclusivamente para mim. Posteriormente, falaria. - Aaa... senhores, peço desculpa pela falta de educação! Sou Fellippo Augustus, fiz as primeiras etapas do teste com Liang, não pude deixar de me exaltar, mas por favor, deixe-me conhecê-los. - aguardaria que os rapazes se apresentassem. Havia notado anteriormente que um deles aparentemente não falava, sendo interpretado pelo outro rapaz.

Com a apresentação dos mesmos, tendo o dia de folga e desejoso de aproveitar aquele que sentia ser o último como um mero civil, diria. - Estamos com o dia livre, pessoal. O que foi feito está feito, agora só nos resta aguardar. Algum de vocês gostaria de ir tomar alguma coisa, ou sei lá, distrair um pouco a mente? Aceito sugestões também, qualquer coisa, heheheh. - Se por algum acaso ainda estivessem pouco animados com a proposta, persuadiria. - Receio que se não fizermos nada para esquecer da decisão, hoje será um dia muito longo, os minutos passarão beeeem devagar. Já pensou como seria maravilhoso espairecer um pouco e o dia passar correndo? - utilizaria de todo o meu poder de convencimento para tentá-los a sair.

Se os mesmos aceitassem, iria com eles procurar um bar. Não buscaria um com muita gente, visto que as confusões seriam mais fáceis de ocorrer e tudo o que eu menos desejava agora era manchar minha reputação, atrapalhando meu alistamento. Encontrando um, iria até o balcão do mesmo ou falaria com alguém que pudesse fazer o pedido. - Eu quero uma dose de whisky! E vocês, vão de quê? - questionaria. Contudo, se os mesmos recusassem de fato meu convite, ficaria um pouco menos propenso a comemorar algo. A bebedeira sozinha não faria sentido, embora minha companhia fosse a que mais me importasse. "Se eu for beber sozinho, perder a mão e me embebedar, ficarei a minha própria sorte de acordar amanhã. Não é sensato.". Mas o que poderia fazer? Em minha mente, rapidamente vinha a memória da biblioteca, os conhecimentos que ainda não tinha. Ciente de que não poderia utilizar a estrutura da Marinha para isso, procuraria na cidade do conhecimento algum local que pudesse me fornecer o que desejava: aprender. Embora tudo o que já havia lido fora trazido por Senec, ouvira falar que a ULC, com todo seu renome, era famosa por ter uma biblioteca pública e de qualidade.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptySex 28 Ago 2020, 16:26




Corvus oculum corvi non eruit

Las Camp ~ ??:?? ~ 24º



O pequeno grupo se animava com a ideia de Fellippo. Se apresentariam no caminho, afinal o dia continuava a passar e permanecer ali não era muito bom para a mente. Eles não eram marinheiros para usufruir de suas instalações, não demoraria para algum soldado aparecer e tirá-los dali. – Bem, vamos nessa! – Se animou o rapaz, intérprete, que também acompanhava a alegria que o mudo exclamava. Lian não era diferente, seus olhos brilhavam na direção do herói atirador, ela sorria e acompanhava Fellippo bem de perto enquanto saíam dali.

Fora do quartel da marinha eles viam como a rua ainda estava movimentada. Uma boa parte do dia já havia passado e o fim do dia se aproximava lentamente. O sol “bocejava” enquanto ia dormir. A tardezinha era bem mais fresca do que o calor do dia, sendo assim a brisa arrepiava os pelos dos rapazes. Liang entrelaçava os dedos de suas mãos, o mudo cruzava os braços e o falador... bem, ele não parava de falar. – Me chamo Akade, sou o melhor.... quer dizer, serei o melhor boxeador deste mundo! – Os braços pareciam agarrar o céu com o tamanho do sonho do rapaz. Ele continuava: - Meu colega forte aqui se chama Olaf, ele é espadachim, um dos melhores que já vi. Heh. E olha que estou sendo modesto... – Olaf batia com força seu cotovelo na costela de Akade. – !!! – Parecia se sentir envergonhado com os dizeres de seu amigo.

Passeando pela cidade no fim do dia eles viam como ela era bem mais bonita durante a chegada da noite. As lojas deixavam os luzeiros brilhantes e piscando em várias cores. – Que lindo! – Liang comentava enquanto olhava para uma loja de brinquedos. Metros a frente a música e barulho de gritos e cantoria tomava conta da rua. – Um bar! – Akade ergueu a voz e tomou a frente.

O lugar em que os jovens chegavam era bem normal, porém a animação que aqueles homens demonstravam estava longe de ser normal. – Um brinde para o Jonas! – Bradou um senhor barbudo sobre uma mesa, todos os outros o acompanhavam ao cantarem uma música rimada e bem peculiar.

"Velas ao vento, homens ao remo
Navegando em alto-mar
Ouro e tesouro é o que queremos
Os marinheiros afundar
Em terra dançamos, bebemos olhando
Belas mulheres a bailar
Saquear, roubar, partir,
É o que vai nos divertir!
"

O mudo expressava algo bem incomodado, ele proferia através de seus sinais para Akade. – Olaf está desconfiado que estamos no meio de uma festa de...– Sua voz era inaudível quando o grande grupo gritou em alto e bom tom, todos com as canecas de cerveja na mão e os punhos tatuados erguidos ao alto: - Viva a pirataria!

Liang sem pensar duas vezes agarrava o braço de Fellippo, o abraçando. Olaf cerrava os olhos e os punhos enfurecido e Akade mudava completamente sua feição alegre e boba para uma bem mais centrada. – Os lixos que prenderemos estão aqui. – Sussurrou Akade, sério.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptyDom 30 Ago 2020, 00:43


A ideia tinha sido aceita. Embora fosse uma simples sugestão, gostava do fato de que as pessoas obedecessem a mim e apoiassem aquilo que eu dizia. Podia, dessa vez, não ser algo extraordinário, mas era um começo, o ponto de partida para que eu pudesse me destacar e tornar-me um líder. Os olhos brilhantes de Liang e seu sorriso esplendoroso valiam igualmente ou até mais que a sensação de liderança naquele momento, mas rapidamente ouvia a dupla de rapazes se apresentando, esvaindo tais pensamentos de luxúria. Akade e Olaf pareciam ser uma dupla complementar; um muito falante e o outro literalmente nada falante - de fato, dois jovens bem curiosos. "Pelo menos parecem possuir um desejo ardente de serem importantes... Posso usar isso para meu proveito, mexer com o brio deles em algum momento. Me serão úteis...". Não sentia que nutriria por eles sentimentos além da vontade de que me fossem subservientes. - Prazer em conhecê-los, Akade, Olaf! - sorriria bem discretamente, usando um tom de voz sutil. O lusco-fusco que acometia a cidade de Las Camp, ainda bem movimentada, permitia notar uma beleza mais extravagante do que do período diurno. As cores se destacavam mais, as luzes das fachadas do estabelecimentos eram mais chamativas. Realmente linda, porém, não o suficiente para que meu olhar deixasse de fitar a jovem de Kano. "De fato, talvez seja mais difícil do que pensei deixar de olhar a Liang tão sentimentalmente... Você não é assim Fellippo, você sabe que os sentimentos deturpam a razão e te tiram o foco!". A contradição era nítida, entretanto a dificuldade de cessá-la já ia me fazendo perder um pouco a paciência comigo mesmo.

Logo, avistávamos o bar, enquanto o tagarela do Akade fazia questão de dizer o óbvio. Embora o lugar não estivesse muito cheio, o que era o que eu queria, ainda assim a presença de alguns homens com o ânimo elevado era suspeita. Geralmente, tal animosidade era fruto de muito álcool e excesso de bebida resultava em confusão. Eu, desarmado, com mais 3 jovens aspirantes talvez não fossemos páreos para eles. Ainda assim, estava atento para buscar mais informações sobre tais indivíduos. A canção que entoavam já preenchiam quase que totalmente o que minha intuição estava apontando. Os trechos de "saquear, roubar, partir" já era o suficiente para que entendesse o que de fato eram. Além disso, momentos depois, o brado de "Viva a pirataria" irrompia no estabelecimento, interrompendo mais uma falava do muito falante e previsível boxeador. Ainda que estivesse preocupado com os piratas, Liang se acomodante entre meus braços acendia em mim um sentimento diferente. Me sentia de fato o protetor dela, mesmo que soubesse que isso poderia me prejudicar. Em um breve surto momentâneo, a sensação de seu corpo ao meu fazia com que eu pensasse até mesmo em começar uma briga para que me mostrasse valente para ela, rapidamente saindo de cena. "Essa garota ainda vai me arrumar problemas... Mas por que mulheres tem que ser tão irresistíveis e graciosas?". A pergunta retórica me fazia pensar que não era apenas a beleza de Liang o que me atraía, mas, como sempre, o fato de eu querer provar ser capaz de conquistá-la. Assim, ainda que fosse linda, sabia que quando a conquistasse provavelmente não mais a enxergaria tão sentimentalmente assim.

Meus companheiros estavam visivelmente incomodados por estarem na presença dos nossos futuros rivais, já que seríamos defensores da justiça. Realmente, eu também não gostava da ideia de dividir o bar com piratas, já que se isso fosse de alguma forma descoberto pelos nossos superiores nos prejudicaria. De certa forma, bem próximo a meus colegas, falaria. - Olha, realmente não é um bom lugar para ficarmos. O que acham de comprarmos uma garrafa de Whisky e irmos beber em algum lugar mais tranquilo? - falaria quase que sussurrando. - Liang, sua casa fica perto daqui? Seria incômodo que fossemos até lá para confraternizamos um pouco? - o tom de voz seria despretensioso, não demonstrando nenhuma maldade em relação ao questionamento, embora fosse mais uma aparição da minha lábia e necessidade de seduzir. Se por acaso Liang achasse estranho a pergunta, diria então. - Ok, sem problemas, desculpe-me se pareceu outra coisa... Eu não tenho uma casa, estava dormindo numa pousada, então algum de vocês dois tem algum lugar mais tranquilo para bebermos? - questionaria, sem mostrar que estava tentando conseguir me tornar mais íntimo da garota.

Aceitaria outras sugestões também, desde que não fossem relativas a ficar no bar. Do jeito que Akade era falastrão não tardaria muito para que alguma palavra mal-colocada fosse ouvida pelos piratas e ocasionasse um tumulto. Se Liang ou algum dos outros rapazes aceitassem minha proposta, os seguiria até o local onde acreditávamos ser mais tranquilo para conversarmos um pouco e fazermos o tempo passar, não antes de solicitar a garrafa de Whisky. - Por favor, gostaria de uma garrafa de Whisky. - solicitaria ao responsável pelo atendimento do bar, ouvindo atentamente a quantia que a pessoa me cobraria e já disponibilizando o dinheiro, acreditando não ser superior a quantia que carregava comigo. Embora soubesse que tentaria ser o mais discreto possível, ficaria atento em relação aos piratas. O fato de não ter uma arma não me encorajava muito. Se por acaso eles decidissem em conjunto que não queriam ir embora sob pretexto algum, falaria. - Ok, seja feita a vontade de vocês... Mas lembrem-se, nós somos os penetras aqui, de qualquer forma. E pensem bem, se um oficial passa aqui e nos vê bebendo num recinto desses, o que acha que aconteceria com a nossa aprovação? - deixaria a pergunta no ar, tentando convencê-los a ir embora dali, mesmo que fingisse ter aceitado a ideia deles de continuar ali.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit - Página 2 EmptySeg 31 Ago 2020, 14:52




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Las Camp ~ ??:?? ~ 24º



Akade ouvia os dizeres de Fellippo e se sentia ofendido por aquilo. – Eu devo estar te interpretando mal, só pode... – Suas mãos estavam fechadas, em punho, e seus olhos irritados em fúria. – Como você pode aceitar isso? Eles são P-I-R-A-T-A-S! Piratas! – Seus olhos corriam por cada um de seus futuros colegas de serviço. – Vocês podem ir, mas eu não vou aceitar nada disso... – O rapaz dava passos a frente do grupo, na direção do velho que segurava um caneco grande cheio de bebida.

Olaf parecia querer seguir ele, mas não o fazia. Ele estava travado, por alguns segundos, olhava para suas mãos e em seguida, com elas ainda erguidas a frente de seu peito ele olhava também para Fellippo e Liang. Apenas acenava a cabeça positivamente e acompanhava Akade em sua epopeia de coragem e heroísmo.

O bar não notava nem um pouco a presença dos quatro garotos que estavam frente a porta de entrada. Ainda não haviam entrado, mas Akade já abriu a porta. O provável dono do bar, que tremilicava do outro lado da bancada enquanto medrosamente segurava alguns copos e garrafas, parecia aliviado quando via aquela figura entrar no bar com uma postura destemida e épica, típica de grandes guerreiros. O que de fato não demoraria a ser.

Liang se soltava do braço de Fellippo, ela o olhava como se esperando por algo. Via também os dois rapazes entrarem no bar de mãos vazias, mas com planos de acabar com aquela festa de piratas. A porta dupla se fechava e apenas o casal estava ali. – E agora?

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