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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Corvus oculum corvi non eruit

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MensagemAssunto: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptyQua 05 Ago 2020, 13:34

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Fellippo Augustus. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptyQua 05 Ago 2020, 14:09


Sábio é aquele que afirma não saber, reconhecendo a infinidade de conhecimentos que lhe fogem do alcance. Contudo, conhecer mais a respeito de si mesmo é uma fonte de poder inesgotável. E, em toda minha vida, metas, objetivos e ensinamentos foram minuciosamente planejados para que todo o potencial que havia dentro de mim fosse pouco a pouco lapidado. Meu falecido pai abdicou de sua vingança e incumbiu que eu fosse o representante dele na busca pelo poder que jamais obteve, pelas riquezas que jamais conquistou e pelo prestígio que nunca alcançou.

Fui ensinado para que, diante de uma dificuldade, não me lamentasse pelo o que havia ocorrido, mas sim que atentasse para o que estava impossibilitando-me de conseguir o que queria. Pessoas? As convença de fazer o que você quer, fazendo-as acreditar, indiretamente, que seus desejos e necessidades serão supridos se agirem como você sugeriu. Saber reconhecer o que motiva o próximo é tão importante quanto compreender suas próprias ambições, pois dá as ferramentas necessárias para manipular o ser humano, movido por seus anseios emocionais. “No fim da guerra, o general colhe os louros das conquistas, sob o cadáver daqueles que seguiram suas ordens. Muitos serão lembrados postumamente, mas só o general contemplará, em vida, toda a glória e todo o poder que resultou daquela vitória.”

Não haveria forma melhor de se tornar poderoso do que se manter vivo e elaborar as estratégias para aqueles que morrerão para lhe dar as vitórias. Mesmo que tivesse treinado para lutar e soubesse da importância também de estar presente nas batalhas, minha paixão era liderar mais distante, observando os movimentos de meus adversários e agindo com sabedoria para derrota-los, mais pela inteligência do que pela hostilidade. A Marinha é um exemplo de instituição que premia os poderosos, não necessariamente os mais fortes individualmente, mas aqueles que sabem liderar e que vencem suas batalhas. "Justiça é o que se faz na Marinha. Poder é o que se conquista liderando aqueles que fazem justiça."

Por isso, julgando-me suficientemente apto, caminharia pelas ruas de Las Camp, onde seguiria para o Q.G. da Marinha. A cidade reconhecida por sua capacidade de promover e proporcionar uma educação de qualidade teria em mim um inteligente defensor, que apesar de interesses egoístas, ainda sim valorizaria a defesa das leis àqueles sem condições para se defender, mesmo que através de práticas não tão moralistas, afinal, boa parte das vezes os fins justificariam os meios. Continuaria caminhando até que chegasse à fortaleza dos marinheiros, meus futuros companheiros. Ao chegar ao local, buscaria encontrar algo que parecesse ser uma recepção, mas se não a encontrasse, procuraria abordar um marinheiro que pudesse me dar tais informações. - Com licença, nobre marinheiro. Sou Fellippo Augustus, tenho 18 anos e acredito ser capaz de auxiliar a Marinha nessa luta pela justiça! O que devo fazer para me tornar um marinheiro? - Falaria, mantendo o tom de voz firme e então escutaria o que tal pessoa me orientaria a fazer.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptySeg 10 Ago 2020, 18:37

Narração - Corvus oculum corvi non eruit
~ Las Camp - 07:48 - 23°C - Post 01 ~

Mais uma manhã se iniciava na cidade de Las Camp, acompanhada por um clima ameno, visto que o Sol ainda estava encoberto por algumas nuvens esbranquiçadas. Apesar do horário, as ruas da metrópole já se encontravam bem movimentadas, com todos os diferentes tipos de pessoas seguindo para suas tarefas do dia-a-dia. Os estabelecimentos abriam vagarosamente suas portas para mais uma jornada e a grande cidade enfim começava a funcionar.

Dentre essas pessoas que caminhavam pelas ruas, estava Fellippo Augustus, um jovem com grande ambição pelo poder e por influência, que enxergava a Marinha e o Governo Mundial como um degrau para que pudesse atingir o patamar de um grande prestígio que um dia poderia atingir. O jovem de cabelos negros andava com confiança pela cidade onde havia passado uma boa parte de sua vida, perdido em seus pensamentos sobre a glória que em algum momento poderia obter.

O Quartel General da Marinha de Las Camp era um prédio simples, sem nenhum detalhe que fosse digno de chamar a atenção. Muitos diziam que era demasiado pequeno, uma vez que a cidade sob sua jurisdição tinha um notável número de habitantes e uma área de relativo tamanho. A entrada da edificação era constituída por uma porta dupla de madeira, que prontamente dava acesso a recepção.

O recinto era constituído por um balcão com diversas folhas de papel e um Den Den Mushi, onde se encontrava um Marinheiro fardado. Além disso, em um canto da sala estavam localizadas algumas cadeiras, onde estavam presentes dois homens e uma mulher. O Marinheiro, que Fellippo podia perceber que era o recepcionista do Quartel, prontamente respondeu ao ouvir a sua pergunta:

- Ah sim, mais um recruta! Parece que vocês tiraram o dia hoje para vir até aqui... - deixando a entender que os outros três presentes na sala também estavam no local para fazer o teste de admissão - Mas um homem a mais sempre é bom, ainda mais com a bagunça que está nessa cidade. Enfim, peço que você preencha essa ficha aqui com as informações que são pedidas. Somente coisas básicas para que conheçamos um pouco melhor. Pode esperar com eles ali e entregar o papel ao Marinheiro que vier lhe buscar. É um prazer poder contar com jovens como você para o bem da nossa cidade, Fellippo! - o homem fazia um sinal de positivo com um sorriso no rosto.

O rapaz podia observar que os dois rapazes conversavam em voz baixa entre si e que a mulher se sentava um pouco afastada, ainda preenchendo a própria ficha. Fellippo tinha a liberdade de puxar conversa com qualquer um deles se quisesse, ou apenas completar o próprio documento. De todo modo, após alguns minutos apareceria uma mulher, com os trajes tradicionais da Marinha, dizendo - Bom dia a todos, eu sou a Sargento Ayuka e vou ser responsável pelo teste de admissão de vocês. Se não tiverem nenhuma dúvida, podem me entregar o questionário e me seguir em direção ao local onde faremos os testes.

Histórico:
 

Ayuka:
 

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptySeg 10 Ago 2020, 23:00



A manhã que se iniciou em Las Camp estava agradável. O clima ameno e a presença de nuvens facilitava minha caminhada até o Q.G. da Marinha, evitando que chegasse suado ou notadamente cansado até minha apresentação, afinal havia aprendido que as primeiras impressões e a imagem ditariam boa parte de meu sucesso na busca por poder. Mas não apenas por isso, não poderia deixar de me sentir o que acreditava ser, um rapaz bonito e sedutor que almejava ser alvo de desejo de lindas mulheres - que querendo ou não, também era pra mim uma demonstração de poder e influência. "Péssimo vício que você me deixou, hein pai? Mas sei que nunca o amor de uma mulher irá me distrair do meu objetivo, jamais!".

Entendia o quão perigoso era a doença do amor e por isso minha vontade de conquistar mulheres sempre fora um vício superficial, para saciar a vontade da carne e reforçar minha própria imagem. Logo via a figura do Q.G., que embora não fosse muito imponente e não carregasse traços de grandiosidade, seria o local que marcaria o início de tudo aquilo que almejei durante todos esses anos de preparação. Rapidamente encontrei a recepção do local, conseguindo notar um oficial que parecia estar apto a me auxiliar no alistamento, enquanto me aproximava do balcão onde o mesmo se encontrava. As pilhas de papéis próximas a ele, de certo modo, me faziam repensar um pouco sobre a burocracia em que entraria. "Mas, pensando bem, num mundo de pessoas tão egoístas, regras e deveres servem para controlar esses desejos individualistas. Pois é... sorte de quem faz as regras!".

O marinheiro ouvia atentamente o que eu questionei e então me retornava com importantes informações, num tom positivo e amigável, o que me fizera respondê-lo na mesma intensidade. - Obrigado, oficial! O prazer é todo meu de poder ajudar cada vez mais essa linda cidade dos malfeitores! Espero conquistar o privilégio de ser seu companheiro nessa luta pela justiça! - Diria, com muita determinação em minha voz, deixando transparecer um sorriso enorme em minha face. Não podia deixar de notar um ponto importante na fala do oficial, além do formulário - mais concorrentes. Não poderia tratá-los como tal inicialmente, mas era o que de fato eram. Um dia, no topo, provavelmente teria que batalhar contra outros marinheiros pelo posto de Almirante de Frota. Mas agora, no começo de minha jornada, o mais sensato seria tentar ser amigável e conquistar o respeito desses outros aspirantes, mostrando que poderia exercer liderança e usá-los como peças no meu jogo de poder.

Aos poucos ia preenchendo meu formulário. Notava que os dois homens que também iriam se alistar já estavam socializando, enquanto a outra concorrente parecia ainda estar preenchendo o documento entregue pelo marinheiro. Como desejaria conquistar as pessoas, e com mais anseio mulheres, me aproximaria da garota e buscaria deixar uma boa impressão. - Com licença, senhorita! - Diria, sorrindo calorosamente, sabendo da importância do mesmo nas relações humanas. - Sou Fellippo, e você, como se chama? - Aguardaria a resposta para então continuar. - Se possível, me conte mais de você, o que te motivou a estar aqui? - Questionaria, enquanto aguardaria por sua resposta. Talvez pudesse parecer um pouco invasivo, mas entendendo o comportamento humano, não podia deixar de saber que falar de si sempre seria algo que as pessoas adorariam fazer, reforçando o seu próprio egoísmo e recebendo o que nem sempre era comum, um ouvinte interessado.

Após esses minutos, notava uma linda mulher se aproximando do ambiente. Seus trajes com o símbolo da marinha ornavam perfeitamente com seu belo rosto, de traços finos e maravilhosos olhos verdes. "É, a Marinha sabe escolher lindas mulheres!". Assim que se aproximou, logo começou a falar, deixando claro sua patente. A sargento Ayuka agora seria responsável pelo teste de alistamento, nos pedindo as fichas anteriormente preenchidas. Embora sem estar com dúvida alguma e muito confiante para a próxima etapa do alistamento, tomaria a dianteira para tentar me destacar inicialmente dos demais aspirantes e conquistar um lugar especial no coração de minha superior. - É um prazer conhecê-la, sargento Ayuka! Me chamo Fellippo Augustus e será uma honra participar desse teste sob sua supervisão! Servir à Marinha é meu sonho, então não hesitarei em conquistá-lo! - Procuraria usar um tom cordial em minha voz, visando denotar honestidade no que dizia, sem segundas intenções. - Mas o teste, como será realizado? - Perguntaria, enquanto ficaria de prontidão para ouvir suas ponderações e ordens.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptyTer 11 Ago 2020, 12:53

Narração - Corvus oculum corvi non eruit
~ Las Camp - 08:00 - 24°C - Post 02 ~

Conversar um pouco parecia ser a melhor opção para Fellippo. A oportunidade de socializar um pouco, mesmo que fosse com o objetivo de conquistar o respeito de seus futuros companheiros era uma ideia válida naquele momento de tensão, antes de um teste. Como era de se esperar, graças a sua personalidade naturalmente sedutora, o jovem abordara inicialmente a senhorita que preenchia seu próprio formulário. A moça pareceu se assustar um pouco com o comentário, e sua timidez era visível no ruborescer de sua face:

- Éh… eu sou Liang... - dizia a moça, encarando o lápis que segurava para completar o questionário - Vim do país de Kano para estudar na Universidade de Las Camp e… bom, estou atrás de um emprego para ajudar nas despesas... - ainda sem encarar Fellippo diretamente - As coisas aqui são muito caras… e está difícil de se achar uma vaga em outro lugar... - A jovem dama ainda parecia bem insegura com as palavras, talvez pela própria ansiedade da prova que estaria por vir, ou mesma por seu constrangimento exacerbado.

Os minutos que se passaram a partir disso vieram com a chegada da Sargento. A mulher ouvia as palavras do aspirante a Marinheiro, antes de responder -  É bom tê-lo aqui também recruta, mas peço que responda apenas o solicitado. Acredito que todos aqui possuem os mesmos anseios por isso. - com um semblante levemente fechado -  Quanto aos testes, serão aplicados exames físicos e de combate para testar a habilidade de vocês. Não tendo mais nenhuma dúvida, vamos até o local para que possamos começar.

O pequeno grupo entrava em direção ao interior do Quartel General. O local em si não era muito grande, mas era uma perfeita oportunidade para que o jovem de cabelos negros pudesse guardar alguns locais de interesse para um futuro próximo. Durante a breve caminhada, fora possível ver os recintos indicativos de um refeitório, uma biblioteca e um corredor cujas portas indicavam diferentes dormitórios. Apesar disso, o trajeto se estendeu até o final do prédio, de onde saíram para a parte externa novamente.

Da porta dos fundos do quartel era possível de se ver o muro que cercava o Quartel. No perímetro interno deste, tinha um terreno de tamanho razoável. Pertencente a essa espaço estava presente uma área com alguns barris e algumas paredes, como que formando obstáculos. Fellippo podia observar que a maioria desses objetos estavam cobertos com tinta colorida. Essa parte do terreno estava circunscrito por uma pista de corrida de tamanho mediano. Por fim, em um canto do território era possível se ver algumas barras de musculação.

- O primeiro teste de vocês vai ser o físico, para termos uma noção de que tipo de treinamento tiveram antes de entrar aqui. Quero que deem dez voltas na pista, façam cinquenta barras, cinquenta abdominais e cinquenta flexões. O tempo dos senhores será cronometrado para avaliarmos o desempenho. A ordem será Liang, Fellippo, Halland e Driss. Caso não tenham nenhuma dúvida podem começar ao meu sinal.

O objetivo do teste era claro, expor sua forma física da melhor maneira possível para que pudesse impressionar a avaliadora. Estando todas as dúvidas resolvidas, as provas finalmente se iniciariam. Era uma questão de tempo até o fim da bateria de exercícios de Liang e o nome de Fellippo ser finalmente chamado.

Histórico:
 

Liang:
 

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptyTer 11 Ago 2020, 19:01



Liang, natural de Kano. Conhecia algumas coisas do tal país, como a existência de uma enorme muralha e o fato de ser detentor de uma grande quantidade de habitantes. Agora, estava conhecendo uma dessas cidadãs, uma linda e recatada garota proveniente de lá, que deixava transparecer em seu rosto a timidez por eu ter iniciado repentinamente um diálogo com ela. Sua beleza, guardada em reações mais contidas, ainda sim eram dignas de minha admiração. "Liang... Que bela garota! Parece ser doce, inocente... não consigo imaginá-la sequer lutando!". Antes que pudesse continuar a conversa, fui interrompido.

A sargento Ayuka se apresentava e despertava em mim também um certo interesse, não apenas por ser linda, mas por possuir um cargo mais relevante. Ouvindo o que disse à ela, naturalmente se impôs, como reação natural a imparcialidade e seriedade no qual se esperava de uma líder. Entendia a razão pela qual Ayuka havia respondido de maneira indiferente e sabia que com mais oportunidades desvendaria, provavelmente, um lado mais amável ou que mostrasse alguma fragilidade. E seria aí que conquistaria sua consideração e, quem sabe, seu coração. - Claro, sargento Ayuka! Obrigado, não tenho mais dúvidas! - Diria, fazendo um aceno tradicional com a cabeça, como sinal de respeito. Mostraria em minha feição que suas palavras não haviam ferido meu ego, mantendo-me com uma postura confiante. Estava pronto para fazer os testes que Ayuka citou.

Enquanto caminhava pelos espaços internos do Q.G., um certo detalhe me chamou a atenção - a biblioteca. Senec, o tutor que me preparou para me tornar um grande e influente líder, sempre incentivou a leitura e a busca pelo conhecimento. Estar diante de uma biblioteca me fazia pensar nas coisas que ainda precisava e desejava conhecer mais. "São tantos conhecimentos em que ainda preciso me aprimorar... como posso ser um líder se minha oratória ainda deixa a desejar, se minhas expressões não conseguem ludibriar aqueles com quem converso? Preciso aprender mais!". Na busca pelo poder nada alcançaria se não tivesse o conhecimento necessário para identificar e aproveitar as oportunidades - muito menos para criar tais oportunidades. Mesmo sabendo e me sentindo alguém privilegiado intelectualmente, tinha noção de que a aprendizagem deveria ser constante em minha vida. Além da biblioteca, o refeitório e um corredor que me apresentavam a presença de dormitórios, locais de convívio em que deveria interagir para ganhar mais notoriedade.

Ao fundo do prédio, após ter caminhado por seu interior, Ayuka nos levava até um terreno na parte externa do Q.G., onde encontrava alguns objetos que mais pareciam obstáculos, além de uma pista de corrida numa outra porção do terreno. Antes que pudesse observar mais todo o local, a sargento chamava atenção pra si. Seu discurso dava a todos ali presente o conhecimento sobre como se daria o teste físico. Embora não fosse minha maior qualidade a capacidade física, ainda assim acreditava ser capaz de realizar meus exercícios. E mesmo me sentindo capaz de realizá-lo, achava que a Marinha ainda era falha em escolher seus soldados. "Tudo bem, força física é importante, mas... é mais fácil lapidar um guerreiro, do que um líder!". Refletia o quanto bons líderes e leais homens não haveriam sido dispensados apenas por não conseguirem passar pelo teste físico. E Liang... Aquela garota iria aguentar todo o percurso? Não era meu problema, nem me importava que a mesma não passasse, mas não deixaria de mostrar meu apoio, para reforçar a visão que queria que Ayuka enxergasse de mim. - Boa sorte, Liang! Acredito em você! - Diria, dando um sorriso largo e um sinal positivo com o meu polegar.

Independente de como Liang reagisse e performasse no exercício, eu era o próximo e faria o que Ayuka nos havia ordenado. Primeiro, a corrida em torno da pista. Ligeiramente começaria meus movimentos, procurando manter uma velocidade constante e média, tal como um trote um pouco mais acelerado. Meu corpo alto e esguio não contribuía muito para que a atividade fosse feita com majestosidade, mas também não era o fim das coisas. A altura da sétima volta, imagino que sentiria-me um pouco ofegante, efeito que já era esperado, mas que acreditava não demonstrar nenhum sinal de incapacidade física. Ao terminar as voltas finais com um pouco mais de dificuldade, imediatamente iria para o próximo exercício. "A sargento disse 10 voltas e depois, 50 barras, não é? Exigente essa Ayuka, vai dar trabalho pra conquistar!". Não poderia deixar de soltar um leve sorriso depois de tal reflexão. Já na barra, utilizaria um pequeno impulso para alcançar e já encaixando minhas mãos na superfície de metal. Cruzando os pés e dobrando levemente os joelhos, começava a puxar meu corpo para cima, flexionando os braços. Manteria-me focado em minha respiração enquanto executaria os movimentos de maneira ritmada e bem feita. Não apenas para o exercício de barra, mas os abdominais e as flexões exigiriam de mim o mesmo empenho e atenção para com minha respiração. Obviamente, imaginaria que as etapas seguintes seriam feitas com um pouco mais de dificuldade, pelo cansaço que iria se acumulando, então procuraria realizar todos meus movimentos de maneira mais compassada. Ao término do presente teste, me dirigiria a Ayuka. - Pronto, sargento! Aguardo as novas ordens! - Diria, enquanto me colocaria numa postura ereta. Talvez por alguma razão pudesse falhar em executar adequadamente algum dos exercícios, mas não desistiria até que completasse o número de repetições solicitado por Ayuka, mesmo que não consecutivamente.


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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptySeg 17 Ago 2020, 15:09




Corvus oculum corvi non eruit

Las Camp ~ 08:07 ~ 24º



O ambiente escolhido para o treinamento parecia ser muito bem planejado para aquilo. O campo de terra batida e baixa com poucas partes rochosas indicava um cuidado com os soldados que ali treinavam, além de várias linhas de marcação espalhadas e indicadas para que haja uma melhor organização nas atividades ali executadas. Não era de se esperar menos de uma instituição grande e bem conhecida como a marinha. Durante o alistamento daquele pequeno grupo de civis soldados passavam ao fundo, uns fardados outros não, mas a maioria em um trote em grupo cantarolando cantigas militares. O cansaço era facilmente sentido naquele grupo que voltava de seu exercício matinal.

A moral dos participantes era elevada, e como o foco além do treino era a Liang, o jovem não conseguia deixar de observá-la e notar suas qualidades naquelas tarefas relativamente simples para qualquer um que queria se alistar em um grupo de grande empenho e requisitos mentas e principalmente físicos. Ela se saia muito bem, até melhor do que outros imaginavam. Fora a primeira a terminar todos os exercícios, retirando até uma expressão de surpresa da soldada que aplicava o treinamento. – Ótimo, aguarde os outros.

Passaram-se alguns minutos e os outros apareciam frente a sargento. – Perfeito, vocês se saíram bem. – A expressão de ironia era visível e, talvez, bem desafiadora. – Agora vamos separar grupos para realizar pequenas tarefas em conjunto aqui no quartel. Coloquem a cabeça para funcionar e tentem trabalhar em equipe. – Continuou a sargento, com o mesmo tom ameaçador e bem irônico de antes. – Liang e... Augustus, vocês vão cuidar do lavatório. – Ela expressou com seriedade. – Depois de terminar seu próximo destino será a academia. – Ela olhou para o prédio atrás da quadra onde exercia o teste de alistamento. – Fica aqui mesmo. Podem ir! – Ordenou.

A garota olhava para Fellippo e parecia confusa, mas seguia a direta ordem e caminhava até o local indicado.

O lavatório estava uma verdadeira zona. Roupas e fardas jogadas em uma enorme cesta de plástico. Viam também vários produtos de limpeza espalhados sobre prateleiras na parede sobre as máquinas de lavar roupa e tanques. O chão estava molhado e pacotes de sabão guardados em armários sob a pia. Haviam alguns esfregões no canto do quarto e a pequena janela portava um incenso que dava um alívio inútil ao forte cheiro de suor e roupa molhada. – Acho que é aqui. – Disse a garota. – Vamos começar logo que acabaremos rapidinho... – Continuou, agora olhando para Fellippo com uma expressão de motivação, além de um sorriso simples no rosto.

Histórico:
 

NARRAÇÃO - III

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptyTer 18 Ago 2020, 22:12


A garota de Kano realizava com maestria as atividades que nos foram passadas. Agora, aos meus olhos, a tímida Liang carregava em sua alma algo diferente – próxima, para mim, ao espirito de um samurai. Talvez estivesse exagerando, e provavelmente o estava, mas a surpresa com a performance dela não podia me deixar menos impressionado. “Quantos mistérios tens, Liang? De fato, um rosto não traduz a essência de uma pessoa”. A máxima empregada era mais um dos inúmeros conhecimentos que me foram ensinados pelo tutor Senec, trazendo à tona memórias do dia em que tal aprendizado ocorreu.

~ HISTÓRIAS DE UM SÁBIO E SEU PUPILO:  O MENINO E O MENOSPREZO ~

CAPÍTULO I

Ainda era manhã na cidade de Las Camp e o jovem Fellippo dormia sobre sua suntuosa cama. Abruptamente, todos seus sonhos iam se desfazendo, com a figura de um velho careca e com uma longa barba ocupando sua visão. O tapa dado em sua cabeça por Senec o despertava de seu mundo onírico, com a realidade sendo dolorosa, a ponto de gritar. – PRECISAVA FAZER ISSO, SEU VELHO IDIOTA? – O menino Augustus, no auge de seus sete anos, ainda não havia se acostumado com o rigor de seu mestre. O tutor, com seu semblante misterioso, limitava-se a dizer. – Levante. – O tom lacônico foi o suficiente para dispersar a raiva da criança, que buscava esconder suas emoções.
CAPÍTULO II

No quintal da bela casa, um pequeno dojô poderia ser notado. Junto ao velho estava um menino, bem menor que Fellippo – não aparentava mais que 5 anos, franzino que era. A expressão na face de Augustus era fácil de ser interpretada: presunção. – Não pode facilitar pra mim, Senec. Meu pai te paga bem para me tornar um líder! – Dizia a criança, prepotente.

CAPÍTULO III

O que se seguiu foi um massacre proporcionado pelo simplório menino. O arrogante anfitrião mal o acertou e apanhou a ponto de gemer de dor no piso de madeira do dojô. Senec, sempre sábio e moderado em seus dizeres, se aproximava de Fellippo. – Se não conhece a si, nem ao seu inimigo, dificilmente ganhará uma batalha, muito menos uma guerra. Jamais julgue a fragrância pelo seu frasco, tolo pupilo.

~ FIM DA HISTÓRIA ~

A memória de tal acontecimento me proporcionava inúmeras emoções: o ensinamento trazia-me uma sensação de sabedoria; a surra que levei, essa me enraivecia. "Senec... Por onde será que anda esse velho ser?". Minha relação com meu tutor não era recheada de afeto - era puramente profissional, um cidadão pago para me ensinar, deixando de fazê-lo quando não mais recebia. Contudo, a pessoa que me tornei agradecia o fato de ter aprendido com ele praticamente tudo o que sabia, tudo aquilo que me levaria ao topo. No momento em que todos concluíram seus exercícios, Ayuka voltava a falar. Seu tom era sarcástico, apontando um certo escárnio em como havíamos feito o percurso. Quando a sargento proferiu com quem me juntaria, abri um sorriso, rapidamente desmanchado por tomar ciência do que faríamos. E aquele que me acompanhava desde muito novo se fazia presente: a mordida de lábio, imparável, automática. O gatilho era simples, bastava eu me sentir contrariado ou muito desafiado. "Mas que tolice de exercício é esse? Medir quem está apto a ingressar para lutar pela justiça? Não é possível?!". A minha feição demonstrava um pouco do meu descontentamento, mas pouco a pouco entendia que o contexto não estava em si na tarefa, mas numa execução conjunta entra a dupla, testando habilidades de trabalho em grupo.

- Liang, vamos nessa! - Diria, no tom mais empolgado que conseguisse proferir. Ao chegar no local onde seria feito o serviço sujo, a situação era deplorável. Roupas suadas, um ambiente fétido, com o odor de suor e roupas molhadas. Mesmo diante desse local, Liang se portava gentil e positiva. Estava realmente surpreso com a dignidade da mesma, em dúvida se poderia fazer dela uma aliada ou uma peça de meu tabuleiro. Prontamente, responderia. - Claro, Liang. Vamos deixar essas roupas bem limpas e esse chiquei... lavatório brilhando. - Disse, enquanto uma ideia irrompia em minha mente, rapidamente sendo verbalizada. - Então Liang, o que acha de você ficar com a limpeza do lavatório e eu com as roupas? Acredito que dividindo fica mais fácil terminarmos mais rápido! - Liderar era o que eu de fato deveria fazer, conquistar mulheres "Aaaah, isso é o que eu amo fazer!".

Se a minha proposta fosse aceita, rapidamente me encarregaria de recolher todas as roupas sujas espalhadas no local. Confesso que não tinha experiência com essas atividades, digamos, domésticas, contudo não acreditava que seria difícil de fazê-lo. Conferiria que nenhuma farda fosse deixada para trás, fazendo uma rápida vistoria pelo ambiente. Assim, colocaria todas no cesto de roupa e caminharia até o tanque, onde procuraria um sabão e algo para me auxiliar a esfregar as roupas. Se não encontrasse nada, esfregaria com as mãos na borda do tanque mesmo. Se Liang precisasse em algum momento da água do tanque, cederia a ela o mesmo, sem pestanejar. Feito isso, procuraria um pino que pudesse interromper a água de vazar pelo ralo do mesmo. Posteriormente, encheria o tanque até onde fosse seguro que ele não transbordasse e despejaria a quantidade de roupas que ali coubessem. Jogaria o produto de limpeza que encontrasse e sentisse um cheiro bom; mas, preferencialmente, procuraria um sabão que dissolvesse na água ou algum líquido similar. Aguardaria alguns poucos minutos as roupas ficarem de molho. Repetiria o processo quantas vezes fossem necessárias para finalizar as roupas. Além disso, lavaria o cesto, visando colocar as roupas já limpas naquele recipiente, onde depois estenderia ao sol, em algum lugar que pudesse encontrar. Enquanto as roupas ficassem de molho, puxaria assunto com Liang, se a mesma não estivesse muito ocupada para me responder. - Então, Liang, como é Kano? É um belo país? - Questionaria. Estava tentando conquistá-la indiretamente, buscando informações que me tornassem mais íntimo dela e a deixando mais segura de conversar comigo, mas de fato estava curioso sobre seu local de origem.

Se a jovem optasse por inverter os procedimentos, acataria. Ceder em algumas simples atitudes poderia cativá-la, atingindo o desejo mais profundo do inconsciente humano: a necessidade de se sentir importante. Realizando o que pedia, faria com que Liang achasse ter meu respeito e cada vez mais me vendo como um bom companheiro. Isso não apenas era o que um bom líder faria, mas era atitude que eu, um propenso líder totalmente desejoso de influência, não hesitaria em fazer. A máscara de minhas boas intenções deveria ser mantida; embora não muito profissional em encenar, conhecer o comportamento humano e seus gatilhos emocionais era minha arte, quase um hobby. Começaria a limpar o chão molhado. Jogaria produtos mais fortes para promover a aquele imundo lugar um cheiro e uma aparência mais asseada. Buscaria utilizar algum recipiente para despejar mais água no piso, a fim de diluir melhor os produtos e então pegaria os esfregões, colocando muita força em meus braços para retirar qualquer possível sujeira que estivesse em meu caminho. Percorreria toda a extensão do lavatório, não me limitando a esfregar apenas o chão, buscando eliminar qualquer imundice que notasse, para tornar meu trabalho o mais perfeito possível.

Acabando antes que Liang em qualquer das ocasiões, a ajudaria a finalizar suas atividades, para que juntos terminássemos mais rápido a segunda parte do alistamento. Concluído, olharia nos seus olhos e diria, apresentando um sorriso. - Obrigado pelo empenho, Liang! Não tenho dúvidas de que será uma marinheira exemplar. Espero poder ser seu companheiro de farda, hahahah! - O meu sedutor instinto se dividia: conquistá-la por ser quem era, ou então, conquistá-la para usufruir do que era. - Agora, vamos a academia? - Diria, mantendo o mesmo sorriso.

Assim, iria até o local outrora indicado por Ayuka. Chegando ao local, buscaria encontrar a sargento. Se não a encontrasse, esperaria sua chegada. Se a mesma estivesse lá, falaria com ela. - Concluímos a etapa, sargento Ayuka! Liang foi uma ótima companheira. - Fazendo uma postura ereta, seguiria. - Perdoe-me a intromissão, mas já poderia nos dizer qual será a próxima etapa do teste, sargento? - Perguntaria, atento ao que ela poderia me dizer.

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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptySex 21 Ago 2020, 15:06




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Las Camp ~ ??:?? ~ 24º



Ver a dupla trabalhando em conjunto e pensar que o ego de muitos atrapalharia em uma tarefa tão simples e básica realmente era louvável. Dispor de suas capacidades e habilidades para, em conjunto, contribuir para um bom exercício de sua tarefa dava a Fellippo alguns pontinhos extras com a Liang, que sorria envergonhada sempre que olhava para o rapaz se esforçando. Era dava o melhor de si, era visível isso afinal seus cotovelos e joelhos já estavam vermelhos de tantos movimentos mecânicos e rítmicos que faziam em constância. Não era diferente do aspirante a marinheiro que, com o calor e fedor, já sentia suas juntas doloridas e suas costas queimavam em dor.

Depois de bons longos minutos os esfregões caíam no chão e a última máquina parava de bater a roupa. – Terminamos... – Disse em um tom bem cansado. Ela ouvia sobre a possibilidade de trabalhar novamente com Fellippo sendo sua dupla e sorria envergonhada novamente. – Seria um prazer, hehe. – Mas abaixava o rosto e olhava para o chão, com os indicadores se entrelaçando e as gordinhas bochechas corando em vermelho. Caminhavam juntos pelo quartel da marinha, viam várias outras partes da mesma, a caminho da academia, que antes não puderam notar. Viam um grande prédio onde o que a princípio caçadores de recompensa entregavam procurados por malotes de dinheiro, afinal alguns dos que estavam ali tinham seus braços e pernas, e em alguns casos até a boca, algemados sem dó. Marinheiros passavam por eles e por educação cumprimentava o casal.

Não demorando muito enfim chegavam à academia, onde viam não só a sargento como outros rapazes e moças que também estavam se alistando naquele dia. – Agora é a última e mais importante etapa do teste de vocês. A aptidão para combate! – A mulher apontava para algumas salas que estavam localizadas na parede atrás dela. – Vocês terão um teste simples e rápido, mas que terá um grande peso em seu sucesso ou fracasso. Um marinheiro experiente fara este último teste com os senhores. Podem se dirigir as salas e boa sorte. - O grande grupo começava a se direcionar às portas, eles se dividiam e cada um entrava em uma delas. Haviam oito no total.

Notava-se que a academia em que ali estavam era muito bem equipada e preparada para qualquer treinamento militar em que os marinheiros teriam. Não só isso como também tinha aparelhos e locais especiais para cada tipo de treinamento. Alguns soldados dividiam aparelhos com outros enquanto jogavam conversa fora.

Na sala, longe dos outros e apenas dividindo espaço com um rapaz jovem, alto e magro, estava Fellippo. O soldado voltava sua atenção ao rapaz. – E então? Qual o seu estilo de combate? – Perguntou aguardando uma resposta, mas não demorou para voltar a falar. –Independente do que seja temos armas a disposição de você por aqui. Será um teste bem simples em que você terá alguns alvos para acertar em um certo limite de tempo, ou teremos que lutar por alguns instantes. É bem simples. – Sua feição gélida e sem emoções dava um pouco de receio a quem não estivesse atento aos detalhes. A sala de concreto liso era bem grande e ampla, as luzes no teto brilhavam forte ante ao chão impecavelmente limpo e polido. Na parede diversas armas eram expostas, desde espadas até rifles. O que não faltava era diversidade. – Podemos começar?


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MensagemAssunto: Re: Corvus oculum corvi non eruit   Corvus oculum corvi non eruit EmptySex 21 Ago 2020, 22:29


Não podia mais fingir, meu pai teria vergonha de mim. O modo como Liang e eu trabalhávamos juntos, sua beleza, as reações meigas e extremamente tímidas da garota, tudo isso estava ganhando meu coração. Sabia que isso não deveria ocorrer e faria com que de fato não ocorresse. Não seria novidade me apaixonar; nem tampouco seria mais inédito eu me cansar da pessoa com tamanha rapidez. Em todo caso, deixava de lado esse sentimento, a garota era gentil demais pra ser alvo de minhas maquinações, embora ainda não a tivesse descartado. "Sabe como é, não é? Grandes belezas, maiores ilusões!". Sua personalidade poderia ser apenas uma forma muito inteligente de esconder algo muito mais intrigante; era a hipótese que surgia em minha mente. Minha racionalidade e minha fraqueza por mulheres travavam uma intensa batalha, mas a razão se sobrepunha a sua rival. Liang era o que era. Não diferente das outras na qual eu já me relacionei, meras distrações ou engrenagens do meu jogo.

Continuaria tratando-a de maneira gentil, em todo caso. Era como eu gostaria de ser visto e como planejava conquistar as pessoas nas patentes inferiores. Talvez, no futuro, num lugar mais alto na hierarquia, ser temido valeria mais a pena do que ser amado. Mas não era o caso de agora. Ser hostil não me ajudaria em nada. Enquanto caminhava rumo ao local designado por Ayuka, notava a presença dos caçadores entregando meliantes em troca de recompensa. Respeitava o modo como os ditos lidavam com a vida e suas ambições. Não seria eu que os julgaria por fazer justiça em troca de dinheiro - não muito diferentes dos fardados que nos acenavam educadamente. Contudo, a ganância dos mercenários era explícita. A dos marinheiros, revestidos numa túnica de moralidade, pouco era questionada. "Uma pena os caçadores serem tão pouco valorizados, sem metade da relevância dos marinheiros... acho que me daria bem como tal".

Pouco depois chegava as instalações da academia, notando os outros aspirantes também chegando. Agora, a sargento voltava a falar, explicando como ocorreria o teste. Sua fala explicava que a etapa atual seria para demonstramos nossas habilidades de combate. Ela nos encaminhava cada um para uma porta, então antes de me separar de Liang, falaria. - Vai dar tudo certo, Liang! - Usaria um tom de voz mais contido, sorrindo. Assim que adentrava a sala bem equipada, um marinheiro me abordava. - Sou atirador, senhor! - Diria respeitosa e sucintamente, respondendo seu questionamento. O mesmo me explicava como ocorreria o teste, então acenaria com a cabeça para demonstrar que de fato estava entendendo. Tudo me soava bem simples, mas acreditava que a execução teria que ser excelente para que me destacasse dos demais. "Tiro ao alvo com cronometragem... Nada que eu já não tenha feito! Por sorte não vou precisar lutar corpo a corpo, seria facilmente vencido!". Sabia dos meus defeitos; atirar não era um deles, pelo contrário. Desse modo, caminharia até onde se encontravam as armas. Buscaria uma pistola e com elas em mãos, diria. - Tudo certo, vamos lá!

Esperaria que o marinheiro me mostrasse os alvos para então começar. Minha técnica podia não ser perfeita, mas sabia como manejar uma arma de fogo. Desse modo, verificaria se o revólver já estaria devidamente municiado e então seguraria o cabo com minha mão direita. Embora não tivesse aptidão com a mão esquerda, a mesma me fornecia mais estabilidade nos tiros, então a usaria para apoiar o cabo, utilizando a palma da mão. Rapidamente, engatilharia a arma e aproximando minha cabeça, fecharia o olho esquerdo, enquanto observaria o alvo pela alça de mira. Feito isso, puxaria o gatilho, visando acertar o centro do alvo ou onde estivesse determinado que deveria atingir. Repetiria o procedimento nos restantes dos alvos, me movimentando se precisasse ter um melhor posicionamento, sem alterar o método de tiro. Senec ficaria orgulhoso de ver seu pupilo fraco e totalmente inapto para as artes marciais conseguindo ser letal. Ao término do processo, aguardaria as orientações do marinheiro.
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