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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Tríade Selvagem

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MensagemAssunto: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem - Página 3 EmptyDom 5 Jul - 14:46

Relembrando a primeira mensagem :

Tríade Selvagem

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Shaanti Mochan. A qual não possui narrador definido.


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Furry
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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem - Página 3 EmptyQua 12 Ago - 12:34





Asa Negra

11


Ao ver-se lutando contra crianças ela se viu mudando sua postura, algo automático que vinha agora do seu dia a dia. Uma possível luta mais hostil havia logo sido deixada de lado para um lado mais tutor assumir. Esse seu lado foi ainda mais estimulado devido aos agressores não estarem virando seus ataques em direção a Emily ou gutinho… Bem… Esse pato maldito sempre arrumando confusão. - Via o pato correr enquanto perseguido pelo pirralho afobado.

- Se eu estivesse exagerando, isso já teria acabado.  - Responderia Emily após afastar mais um dos agressores enquanto continuava a bater nos mesmos, seria mais fácil afinal, conversar após tê-los adequadamente cançado. - Além de que. Eles sabem usar Haki. - Recordava-se da explicação que havia lhe sido dada pela Nanika outrora e percebia que aquele primeiro ataque só poderia ser isso.

Sem ainda chegar ao fim daquilo presenciava o retorno "triunfal" do pato que aparentemente havia feito um amigo peludo no breve período que passara afastado, todavia tudo que Shaanti conseguia pensar era que aquele leão teria dado um belo jantar, ainda mais após os peixes delgados que havia conseguido anteriormente.

Estava prestes a reclamar com o pato quando alguém mais chegou ao local e por estar apenas respondendo aos ataques a ruiva parou esperando algum movimento do sujeito, embora pelas palavras do pirralho galinha era provável que ele fosse ser também um incômodo, mas…

Ao vê-lo socar o pirralho toda a guarda mantida por Shaanti relaxou, abandonando por completo a postura combativa e ficando mais uma vez em pé com o corpo relaxado dando a Emily um olhar vitorioso. - Viu? - O que Shaanti queria dizer era que seus métodos de ensino eram justos e até mesmo aplicados por outras pessoas. O pequenino com essa atitude já havia ganho mais um em respeito com a tritã que aprovava seus métodos para com crianças indisciplinadas. - E você criticando o peteleco que dei antes. - Completaria a frase para Emily antes de olhar para o pequeno novamente.

E vendo o pato querer bancar o Herói novamente a tritã moveria a mão prendendo o bico do mesmo entre os dedos. - Mais um Quack e você vai acabar que nem o pirralho ali, ainda não me esqueci que você fugiu do serviço antes, então fica ligado bicudo.

Com o novo sujeito parecia ser muito mais fácil conversar, não que Shaanti fosse alguém em que isso fosse fácil desde o princípio. - Ta tranquilo, eu já tava cansada de só andar mesmo, dar uma surra em uns moleques ajuda a relaxar. - Movia o pescoço e os ombros com um sorriso cheio de presas no rosto. - Achamos uma música. - Shaanti deu os ombros. - Em uma concha boiando no mar de nuvens perto da praia. - Apontaria com o dedão para Emily. - Ei pirralha, mostra ai, é mais fácil.


….

- Hnmmm, de que tipo de bebida estamos falando? Se você me oferecer chá te chutarei pra fora da montanha. - "Aceitou" o convite com sua simpatia de sempre, não tinha nada a perder e também imaginava que nada a ganhar, ao menos até o momento seguinte.   Então não era histórinha pra boi dormir… - Seus olhos focaram-se na criatura, não havia gaguejando como Gutinho, mas isso talvez se desse pelo simples fato de nem mesmo ter tentado falar e apenas ficado observando a criatura inesperada a distância. E então após um breve momento sorriu. - Sim, um desses vai servir. - A tempos, desde que havia vistos os Ferus em Mawakun a tritã passou a desejar possuir uma criatura feroz só sua, algo que impusesse respeito a sua chegada, afinal em sua posição atual não lhe era muito fácil ter respeito, isso era algo muito mais difícil de conseguir do que o medo, pois mesmo possuindo formas de comprovar que não era uma reles tritã ela ainda enfrentava as dificuldades de aceitação.

- É… - Respondeu a Gutinho, seus olhos agora se estreitando e o sorriso correndo para apenas um dos cantos da boca. - A bebida parece boa agora. Essa era outra coisa que eu estava querendo encontrar. - Não faria questão de esconder do sujeito que desejava um grifo. - Aquele é seu? - Esperou a resposta antes de chegar no que desejava perguntar. As desavenças anteriores, a luta, a canção, essas coisas já haviam ficado à sombra da memória da tritã, pois tudo que corria agora por seu corpo era a pura e simples eletricidade vinda do desejo. - Existem outros? - Outra pergunta simples e direta.

Se o Pequeno disse-se que ali não era o melhor local para conversarem ela não reclamaria e apenas seguiria com o mesmo para a tribo que ele havia dito. Também se apresentaria caso o mesmo insistisse no tópico visto que até então não o teria dito seu nome, e também os nomes de Emily e Gutinho caso a mesma já não tivesse feito. - E esse aqui é o pato. O carrego para casos de emergência. - Ela não especificaria a emergência, mas para ela era certamente a escassez de comida embora os outros pudessem interpretar como quisessem. - Sim sim, você chama de Rogers eu de pato, Já tivemos essa conversa. - Responderia caso Emily a retrucasse sobre o nome. - Alias… EIII! - Chamaria em direção ao Pirralho afobado - Você ai afobado, porque tava perseguindo o Pato?



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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem - Página 3 EmptySeg 17 Ago - 21:43


Shaanti lamentava-se de seu jantar felinesco indo embora enquanto o pato causador de confusões estava são e salvo para o tormento da ruiva. - QCKKK - Roger era interrompido no meio de seu discurso inspirador ao rapaz que era repreendido por Kaynã, as bochechas dele inflaram por ter seu bico preso nas mãos de Shaanti, e rapidamente Roger pareceu diminuir de tamanho por conta das ameaças proferidas pela tritã, resultando num pato com aquela carinha de gol contra, e com isso descobrimos o motivo de Shaanti não ter idéias sensatas, pois provavelmente essa parte de seu cérebro é destinada exclusivamente a guardar rancor e informações para serem usadas contra os demais seres vivos.

- Canção em uma concha? - Kaynã questionou confuso, era no mínimo inusitado para ele imaginar que uma canção poderia trazer Shaanti até aquelas montanhas. Porém seguindo as instruções de Shaanti a pequena Emily rapidamente fez o tone dial tocar, e o poema esclareceu os possíveis questionamento do líder da tribo, em contrapartida a profecia lhe gerava outras dúvidas. - Isso me lembrou a antiga lenda do rei pássaro, é uma história bem conhecida nessas montanhas, mas seus detalhes caíram no esquecimento a mais de 100 anos, talvez o Velho Hyeki poderia te contar melhor essa história. - Kaynà coçava o queixo pensando alto ao mesmo tempo que parecia conversar com a dupla de Shaanti e Emily… Ah verdade, tem o pato também.

Os ânimos se acalmavam por ambas as partes, afinal tanto Kaynã quanto Shaanti desejavam evitar o embate, embora o mesmo não pudesse ser dito de um certo adolescente com os hormônios aflorados ainda sobre o efeito da adrenalina. - Você deu sorte estrangeira, se o Kaynã não tivesse chegado eu ia te acertar de jeito. - Ele confrontava a tritã, o rapaz realmente acreditava em suas palavras, mas aos olhos e ouvidos dos demais ali presentes era como escutar as palavras vazias de alguém que não sabe a hora de parar. - Você deveria agradecer a ela por estar vivo seu pirralho inconsequente. - Kaynã dava um "soquinho" na testa do garoto utilizando apenas os dedos indicador e médio dobrados simulando um punho pequeno, e a cabeça do adolescente era empurrada para trás ficando com a testa vermelha devido ao golpe. - Agradecer? Ela bateu na gente, no povo da nossa tribo, como eu vou agradecer uma estrangeira qualquer por isso!? - Ele ficava enfezado, devido a sua natureza agressiva o jovial rapaz não se importaria de atacar o sujeito a sua frente, mesmo com a enorme diferença de forças, mas pelo simples fato de respeitar Kaynã, ele se comportava da maneira que podia, e demonstrava um mínimo de boa vontade em tentar entender as palavras do "pequeno" (como diz Shaanti). - Exato! Se ela não tivesse se segurado, vocês provavelmente estariam todos mortos agora. - As palavras eram soadas com alguma relutância por parte de Kaynã, mas logo em seguida ele era preenchido por uma boa sensação de alívio, um pequeno sorriso de alegria formou-se em seus lábios enquanto seus olhos percorriam serenamente a trupe de adolescente com apenas alguns hematomas, e talvez uma ou outra costela quebrada, mas estes danos teriam sido ainda piores se não fosse pela índole de Shaanti, por bem ou por mal eles estavam inteiros, e vendo que os rapazotes estavam bem deixava Kaynã verdadeiramente tranquilo, como se toda a preocupar deixasse os ombros largos do homem durante alguns segundos. - Hnummpff! Atéparexiqueeusheriamortoporexaixtrangeira! - O adolescente resmungava tentando falar alguma coisa, mas estava aborrecido demais, e por isso nem conseguia abrir a boca para falar, fazendo suas palavras soarem de maneira difícil de compreender, como um xiado resmungão, o mais difícil para o pirralho era admitir para si mesmo que Kaynã estava correto, afinal Shaanti havia apenas aquecido o corpo ao lutar contra a trupe de adolescente em desvantagem numérica. - Agora peça desculpas a está gentil moça por ter sido um idiota. - As palavras de Kaynã eram ditas num tom de maior leveza, porém ele não parecia brincar, sim, era realmente uma ordem séria. - O QUE!? - E praticamente reaprendendo a falar o jovem rapaz exclamou perplexo. - Anda pirralho, sem perder mais tempo. - E como um incentivo extra Kaynã laçou as costas da cabeça do pirralho com as mãos, e firmou o aperto na nuca, fazendo o garoto se curvar na frente da tritã. - ...desculpa…- Disse o adolescente baixinho, quase que num sussurro inaudível. Depositou a disso Kaynã o soltou, e o pirralho envergonhado se reuniu com os membros de sua equipe de guerreiros para ver se precisavam de ajuda.


Kaynã parou alguns segundos olhando para Shaanti após a tritã ter aceitado a bebida. - Uma pena, há um chá ótimo para acalmar e relaxar os nervos feito com as ervas colhidas nessa montanha. - Ele brincava com a maneira nada amigável de Shaanti. - Mas a bebida que estou falando é a Pinã Alhuba, é feita com três frutas colhidas aqui nas montanhas, é parecido com cerveja, ou como é mesmo o outro nome que o povo do mar azul usa… Sá-kê? Sim, isso. - Voltando a falar seriamente com Shaanti, mas sem perder o ar de leveza melodiosa em suas palavras, e claramente ele não comparava o gosto das bebidas, mas sim queria explicar que se trata de algo alcoólico.

O grifo por sua vez observava Shaanti e Gutinho, principalmente para o garoto, devido ao escândalo feito por ele, mas o animal se monstrava um tanto indiferente aos gritos e alvoroço, talvez por estar acostumado a lidar com situações semelhantes ou ainda piores, o olhar do animal parecia bem sereno, com seus olhos dourados brilhando um pouco graças aos raios de sol que recaiam sobre si, o grifo parecia apenas analisar o comportamento da dupla. - Sim, este é Asghar, o encontrei uns 10 anos atrás quando ainda era um filhote, mas ainda sim ele causava bastante problema na tribo, assustava os animais e devastava plantações, foi bem difícil acalmá-lo, mas depois descobri que ele roubava nossos alimentos para levar até outras aves ferida, então nos tornamos bons amigos, não é verdade Asgh?. - Apesar de não ser questionando a respeito da história do animal, Kaynã ainda sim a contava, apesar de ter resumido bastante a versão. - AAARSH. - O grifo respondia o homem, fazendo um aceno de afirmação com a cabeça e arrastando sua pata no chão.

Em resposta a pergunta seguinte Kaynã apenas afirmou com a cabeça. - Mas quando adultos são animais ferozes, e territorialistas, não há muito deles, para a sorte dos moradores, eles podem dar conta de uma pequena tropa sem problemas. - Kaynã apenas informava o quão perigosos os grifos daquelas montanhas poderiam ser, não desejava assustar Shaanti, até porque essas informações provavelmente apenas a motivará a tritã.

- Rogers! - Emily respondeu de maneira atravessada quando Shaanti apresentou o pato sem dizer o nome, e em seguida ela cruzou os braços emburrada, revirando os olhos e desviando o rosto, notando que Shaanti ainda se recusava a chamar o Rogers de Rogers. - QUACK! QUACK! QUACK! - E bom, o bravo herói dispensava qualquer apresentação feita por outras pessoas, e estudava o peito orgulhoso enquanto batia no peitoral para se apresentar formalmente a Kaynã. Nesse meio tempo os dois adolescentes que fugiam do leão puderam retornar em segurança, sem maiores hostilidades. - Ele é o lendário herói das histórias aqui na montanha, Rojhar o Pato Heróico. - O tal pirralho afobado respondia Shaanti com um sorriso indo de orelha a orelha e os olhos brilhando de empolgação, parecia uma criança encontrando seu ídolo. - QUACK! QUACK! - Roger por sua vez parecia querer mostrar a Shaanti que os pirralhos estavam certos em idolatrá-lo, o pato prostrou as asas na cintura se erguendo majestosamente com sua capa vermelha esvoaçante. -WOAAAAH!- A dupla de afobados ficava ainda mais empolgada com a pose de Roger. Kaynã por sua vez coçava as costas da cabeça constrangido, olhando para Shaanti com o canto dos olhos, tentando buscar palavras para se desculpar e justificar tamanha atitude imatura.

- Quer dar uma volta nas costas do Asgh? É a maneira mais rápida de cruzarmos essas montanhas, e depois que repousarem em minha tribo posso levá-los até a pessoa que sabe mais a respeito da canção na concha? Os pirralhos ali podem levar suas crianças em segurança. - Ofertou Kaynã, tentando unir o útil ao agradável, afinal Shaanti havia demonstrado algum interesse no grifo, então julgou ser uma boa idéia deixá-la voar durante alguns minutos nas costas do animal. E se Shaanti aceitasse. - Eu também vou! - Uma pequena Emily sorridente e intrometida erguia seu bracinho para cima querendo chamar atenção, naturalmente ela não perderia por nada o passeio de grifo pelas montanhas.


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Furry
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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem - Página 3 EmptyTer 18 Ago - 12:43





Herói x História x Bebida

12



Aquela era basicamente a natureza de sua relação com Emily, uma vida que havia se disposto a seguir para poder trazer novamente a alegria ao coração da menina enquanto ela mesma buscava espiar os seus pecados passados aproveitando-se das chances que a vida lhe proporciona para tal. Seu jeito rude no entanto era algo que talvez nunca fosse perder, mas em seu cerne havia se tornado uma pessoa boa, mesmo que relutava em admitir isso.   - O pato aqui engoliu ela no mar, imaginei que podia ter sido carregada por um rio de alguma ruina antiga, então viemos explorar. - Conforme continuava a explicação viu-se perdendo em objetivos mais obscuros, seus olhos começando a brilhar e seu rosto sendo tomado pela face da ganância. - Nunca se sabe os tesouros que é possível roubar de ruínas… hunHun, hehehe, quero dizer as histórias fantáaa-aaacthin-cas que podemos descobrir, hahahaha, se sabe. - Movia o nariz de um lado para o outro coçando-o. - Essas coisas velhas soltam poeira de mais. - Esse obviamente havia sido o motivo do súbito espirro e não a mentira deslavada que contava. - Agora é crime ter alergia? - Indagava caso houvesse "desaprovação" de Emily.

Deixando esses pequenos detalhes de lado ela voltaria a olhar pro homem-pássaro-sênior em resposta ao que ele falava. - Então realmente tem uma lenda? - Um sorriso surgiu no canto de sua boca desviando o olhar para Emily cheio de convencimento, afinal a ideia de procurar rio acima por mais pistas era sua e obviamente desejava os louros por isso. Suas palavras eram desnecessárias e foram usadas apenas para chamar a atenção ao seu ego sendo inflado fato ainda mais evidenciado por seu peito estufado e os punhos fechados apoiados em suas ancas.

Todavia o seu tempo de vanglória tranquilo não duraria muito já que o filhote de periquito briguento mais uma vez começava a esbravejar, enquanto o ouvia levou seu mindinho a orelha para coçá-la, afinal devia estar com os ouvidos entupidos e estava por tal entendendo mal o que ele falava. - Do jeito que ele é fraco devia agradecer ao mundo por ainda estar vivo. - Shaanti completaria as palavras do homem-pássaro-senior aproveitando para caçoar do periquito.

Ainda assim, lá no fundo Shaanti via a si mesma quando mais jovem nos anos que havia treinado com Toch na ilha dos tritões, sempre querendo briga e sempre sendo uma má perdedora, não que atualmente ela houvesse se tornado melhor nisso, mas como nunca perdia acabava por não se preocupar muito com tal detalhe insignificante e assim no ápice de sua hipocrisia. - É foda quando não se sabe perder, HAHAHAHAHA. Mas se quiser eu te dou outra chance Periquito, até amarro minhas mãos nas costas. - Se Shaanti se importava com ele ser uma criança? Não, nem um pouco afinal era tão ou mais infantil que estes.

Olhando para Emily a tritã falou apenas com os lábios, mas sem produzir qualquer som. - Gentil viu? Eu sou Gen-til. - aquela era realmente uma sensação boa a qual ela poder-se-ia facilmente acostumar.

- AHHNNNN? VOCÊ DISSE ALGUMA COISA?  - Shaanti colocou a mão em concha ao redor do ouvido. - PODE REPETIR??? - continuou a implicar com o periquito até que ele gritasse um pedido de desculpas, não se importando caso o mesmo fosse proferido junto a ofensas, mas também não dando bola se o mesmo apenas saisse resmungando, afinal o fez apenas para própria diversão.

A menção do chá fez apenas Shaanti bufar em desprezo. - Eu pareço alguém que precisa relaxar? Ahn??  - Se alguém afirmasse que sim. - E você de um óculos. - Hahaha, saquê e cerveja tem porra nenhuma a ver, mas entendi o ponto. Aceito a oferta. - Aceitava por fim o convite, não havia motivo afinal para recusar bebidas grátis.


Ouvindo o que ele tinha para dizer dos grifos o sorriso de Shaanti apenas crescia enquanto olhava para Gutinho. - Quando mais feroz melhor não é pirralho? HAHAHAHAHA. - A risada diabólica brotou de seu peito e informou ao homem-pássaro-senior. - O pirralho ali não parou mais de falar que quer um grifo já que a pirralha tem o pato. - Assim poder-se-ia ver quão benevolente na verdade Shaanti era e quão grande era sua presteza a até mesmo se dispor a arrumar um grande e feroz grifo comedor de pessoas para Gutinho.


A história sobre o pato no entanto era… Estranha para dizer o mínimo, ao ponto de Shaanti virar seu olhar desconfiado para Emily lembrando-se da ocasião em que ela havia escolhido o nome do pato e de o quão rápido e espontâneo o mesmo havia sido. Aos ouvidos de Shaanti Rojhar e Rogers eram parecidos demais para ser apenas uma coincidência. - Você tirou o nome dele de algum livro? - Questionou Emily suspeitando que a aparência de "heroi" do pato poderia ter motivado aquela escolha de nome.  

Fosse qual fosse a resposta ela apenas acenou em concordância, mas vendo o pato mais uma vez se gabar a tritã direcionou seu olhar mais uma vez para o grandão. - Espero que você tenha bastante bebida. - respirou profundamente tentando conter a vontade de dar um soco naquele pato metido.

>><<


- Voar ahn? - Olhou para o grifo e se viu gostando da ideia. - Vou, mas você que vai na carona. - Deu uma cutucada no peito do grandão avisando que seria ela que pilotaria o grifo. - E não se preocupa, não há nada que eu não possa pilotar, hahahahah, não é pirralha? - Dirigiu a Emily um olhar ameaçador.

- Só uma coisa antes. EI PIRIQUITO. - Chamou pelo moleque de antes erguendo sua mão direita pro céu e começando a liberar uma grande quantidade de água de sua manopla ativando sua técnica Suimon - Jūsui esperando-a carregar completamente o que levaria uns 6s, tempo utilizado para proferir a sua ameaça. - Se ficar faltando um pedaço que seja do meu pato ou do meu pirralho…. - Não terminaria a frase com palavras, mas sim arremessaria a massa concentrada de água em uma rocha a distância limite para que a explosão gerada quase chegasse no local em que estavam e após a explosão terminar. - Me entendeu? - falou com uma voz séria. Shaanti não se importaria com ataques feitos nela, mas não haveria qualquer perdão para eles se fizessem algo para o pato ou Gutinho enquanto ela não estava.

- Acho que agora ele deve parar de implicar. - Falaria para o grandalhão. - E então homem-pássaro, posso pilotar? - Essa seria sua preferência, mas caso ele fala-se não ser possível daria os ombros. - Depois então. - Já no Grifo alcançaria Emily para ele, deixando a garota sentada a frente dele ou no meio de ambos e então pularia para a parte traseira do animal. - Vamo que a sede é grande. - ansiava a bebida.


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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem - Página 3 EmptyTer 25 Ago - 19:24


Até mesmo a mais bondosa das pessoas das pessoas pode sofrer com alguns problemas de saúde, e Shaanti não era diferente, nem mesmo o espírito enorme espírito aventureiro da tritã a deixava imune de uma súbita crise alérgica, que nada tem haver com qualquer motivação por parte da mesma, mas claro sempre há pessoas para discordar, e uma certa garotinha resmunguenta coçava a garganta ironizando a explicação dada pela tritã em relação ao espirro. - Deve ser alergia aos cupins. - Dizia Emily como se não quisesse responder a tritã diretamente, deixando implícito qual mensagem realmente queria passar, mas claro que graças a capacidade lógica invejável da tritã ruiva somada com sua habilidade de decodificar mensagens, Shaanti facilmente entendia que Emily a chamou de cara de pau.

- Eu tirei o nome de um livro que mamãe lia pra mim antes de dormir, mas não era um pato, quando eu ainda era criança. - Emily respondia a dúvida da tritã a respeito da origem do nome Rogers para o pato. Entretanto. - QUAC!? - Roger cruzava as asas como sem se fossem braços na frente do corpo e questionava garotinha ficando bem confuso, e parecendo um tanto implicante. - QUIÉ AGORA? - Emily confrontava o pato aborrecida, a clássica visão de uma pirralha que fica aborrecida ao ser chamada de criança.

Ao ter conhecimento sobre a existência da lenda a bondosa e extremamente madura Shaanti era contagiada pela alegria genuína de poder se gabar com a garotinha, afinal a brilhante idéia de investigar a tal profecia partiu única e exclusivamente de Shaanti Moochan. E bom, a tritã mantinha sua pose irradiando orgulho pelo ambiente, mas, era completamente ignorada… - Rei pássaro? Essa história tem haver com a última parte do poema? Ele é quem manda nessas montanhas? Mas e o resto da profecia significa? - Os olhinhos de Emily reluziam tanto quanto o sorriso satisfatório de Shaanti, a garotinha metravalha Kaynã com perguntas querendo saber tudo de tudo a respeito da tal lenda, afinal a história mirabolante era muito mais chamativa para uma criança tão sonhadora igual Emily se comparada a tritã orgulhosa. - QUACK! QUACK! QUAACK! - Roger também se interessava pela história, o pato erguia sua asa ao horizonte e com a outra simulava estar segurando um cetro, bem, ele é um pássaro, e a idéia de ser o rei pássaro parecia atraí-lo bastante. - Como eu disse, essa é uma história bem antiga, muitos detalhes se perderam… - Kaynã coçava as costas da cabeça sem saber como fugir daquela garotinha que mais parecia uma interrogadora. Emily por sua vez não ficava desanimada com a resposta do homem. - Então nós podemos resgatar a história perdida, isso não é DEMAIS! Shaanti? - Emily esboçava uma grande sorriso nos lábios voltando sua atenção para a tritã, e… - Suas costas estão doendo? - Perguntava a garotinha confusa para a ruiva que parecia estar alongando a coluna.

- Igual uma martelada na cabeça. - Emily retrucava baixinho a implicância da tritã, que se gabava por ser chamada de gentil, porém a garotinha relembrava o episódio em que a Shaanti a ameaçava com um martelo. Então um silêncio prevaleceu logo após Shaanti negar a necessidade de tomar chá para acalmar-se. - A gente precisa realmente responder ela? - A resposta afirmativa era tão óbvia para Emily que ela ficou sem saber se haveria ou não necessidade de responder. - QUAACK QUACK! - Roger por sua vez tinha uma reação parecida com a da pequena garota, e os dois ficaram se entreolhando por alguns segundos. - Sim, sim, você deve ter razão. - E aparentemente chegaram em um consenso.

Tamanha é a bondade da cavaleira do coração chamada Shaanti, preocupada em atender as vontades de Gutinho que por sua vez não possuía um animal para chamar de seu, enquanto Emily possuía o pato. - Porque você só lembra da pior parte? - Shaanti observava o pirralho franzino se encolhendo aparentando ficar ainda mais magricelo, ele queria bastante um grifo, mas a tritã enfatizava toda a ferocidade desses animais, fazendo o jovem rapaz ficar acuado.

O Garoto-Piriquito havia ignorado a tritã quando a mesma o provocava para gritar um pedido de desculpas, mas o adolescente raivoso se recusava a dar essa satisfação para a estrangeira, e apenas afastou-se em meio a resmungos irritados tendo certeza de que a tritã havia escutado as desculpas. Porém a tritã ainda havia mais algumas coisas para dizer, ou nesse caso ações para realizar, a manopla da tritã fora envolvida por película de água que centrifugou em torno de seu punho dando forma a uma esfera de lâminas aquosas. - O QUE FOI AGORA ESTRANGEIRA? - Respondia o adolescente no mesmo tom de "gentileza" que foi chamado. Quando a tritã ergueu o punho para trás estando prestes a disparar sua ameaça, sentiu o braço atrás da linha das costas, um aperto sólido cravou-se nas costas de sua mão cerrada. - Ela quer dizer para vocês tomarem cuidado com nossos visitantes quando for guiá-los até a tribo. - Kaynã disse num tom bem amigável, enquanto sorria de maneira divertida para o rapazote. O adolescente a princípio olhou com estranheza para os dois, percebendo que havia algo errado, não conseguia ver totalmente o vortex de água criado pela manopla devido a posição de punho de Shaanti em relação ao próprio corpo, mas como era Kaynã dizendo ele apenas ficou com um semblante obstinado acatando a ordem. - Tá. - Disse enquanto acenava rapidamente em afirmação com a cabeça, e então voltou sua atenção para o restante dos adolescentes.

Na sequência sentia a força opressora contra seu punho aumentar, os dedos de Kaynã tremiam fechando-se cada vez mais em torno da mão de Shaanti. - Pode pensar o que quiser de mim, mas não vou deixar que você ameace aquelas crianças. - Todo o ar amistoso que Kaynã havia se dissipado, a voz do homem soava com rispidez próxima aos ouvidos de Shaanti, não havia raiva em suas palavras, ele falava calmamente, se a tritã o observasse iria sentir o olhar de Kaynã semelhante uma fera selvagem que analisa cuidadosamente um invasor aproximando-se dos filhotes. - Entendo que você não confia em nós, mas pode simplesmente acompanhar seus garotos. - A rigidez na voz de Kaynã diminuía, mas não perdia a seriedade, lembrava a tritã que a mesma não precisava ir com ele se não quisesse. Olhando atentamente Shaanti notaria que parte da mão do sujeito havia sido revestida por um manto enegrecido, mas somente a próxima da palma, quando a tritã ficasse calma mais Kaynã soltaria seu punho, revelando uma pequena poça avermelhada de sangue na superfície da manopla, que escorria pelos dedos da ruiva. Em contrapartida Kaynã abria e fechava a mão no ar querendo amenizar um pouco a dor de ter diversos cortes espalhadas na palma da mão mas nenhum dos ferimentos parecia profundo.

- Err… Pilotar? Não acho que tem como pilotar um animal. - Emily coçava a as costas da cabeça com a pontinha dos dedos, inclinando lateralmente a cabeça enquanto fita Shaanti, a pequena Emily não negava o fato de Shaanti ser uma exímia navegadora, mas entre barcos e grifos havia uma drástica diferença. - Talvez quando você ganhar a confiança do Asgh, mas ainda sim teria que me convencer primeiro. - Kaynã negava o pedido da tritã, e ali ficava claro uma das diferenças, os animais possuíam suas próprias vontades, e nem todos são dóceis a ponto de deixar qualquer um os "pilotar" e também era notável um ar de ciúmes por parte de Kaynã sobre deixar que outra pessoa conduza o grifo pelos céus.

Mesmo após a desavença Kaynã ainda sim teria oferecido ajuda a Shaanti para montar no grifo, demonstrando não ser do tipo que guarda rancor facilmente, apesar da tritã provavelmente recusar, tanto o homem quanto a ruiva caberiam na cela, com Kaynã sentado na frente conduzindo o grifo, e a pequena Emily ficaria sentada atrás de Shaanti, com seus bracinhos envolvendo a barriga da tritã e a segurando firme. - Kaynã o Asgh pode voar muito, muito, muito rápido? - O espírito aventureiro de Emily estava no ápice. - Nada nessas montanhas é capaz de superar a velocidade do Asgh. - O homem sorria mostrando os dentes, olhando por cima de seus ombros em direção a garotinha, que por sua vez ficava apenas mais maravilhada e ansiosa pelo passeio.

O grifo não se incomodava que as duas estranhas subindo na cela, principalmente por Kaynã lhe acariciar próximo do bico, tentando dizer para o animal que estava tudo bem. E erguendo suas longas numa envergadura de quase cinco metros, o grifos às bateu ao mesmo tempo que pulava fazendo uma nuvem de poeiras ficar abaixo de si, e em alguns instantes já estava voando tranquilamente, com suas asas se movendo num ritmo constante. - QUACKQUACKQUACKQUACK! - E…. Um pato de capa vermelha aparecia ao lado do grifo, batendo suas asas desesperado, movendo freneticamente suas pernas como se quiser correr no ar. - Roger! Você também sabe voar!? - Emily exclamou boquiaberta com o pato acompanhando os primeiros metros de vôo do grifo. - QUAAAAAAAAAA….- E a resposta veio logo em seguida, o pato caia no chão. POF! Fazendo outra nuvem de areia surgir, e com isso talvez Roger aprenda a não se deixar levar pelo momento. - QUACK! QUACK! - Rapidamente o bravíssimo herói se erguia do chão se debatendo para tirar o poeira do corpo, demonstrando estar bem, fingindo que nada aconteceu. - E-eu… Também queria… - Pobre Gutinho ficando de joelhos no chão com a mão erguida tentando alcançar o tão desejado grifo, mas infelizmente para ele não havia como mais uma pessoa caber na cela.

A viagem foi rápida, cerca de 10 a 15 minutos, mas só demorou todo esse tempo pois Kaynã deixava o animal voar livremente pelos céus, em alguma momentos o grifo simplesmente planava no ar com suas asas estendidas, dali podiam enxergar praticamente toda a ilha, com os raios de sol alaranjados iluminando suas costas. - O Asgh sabe fazer alguma manobra? - Claro que o fato de estar voando num grifo acima das montanhas na ilha do céu não poderia ser suficiente para agradar totalmente uma criança empolgada. - Se segurem! - E sim, o grifo sabe fazer manobras, Kaynã rapidamente demonstrava isso, fazendo o animal descer rapidamente quase que na vertical, e em seguida subir numa velocidade ainda maior, fazendo um loop longo para trás, Emily gritou super animada, só não ergueu seus braços pois os usava para se segurar em Shaanti, e a tritã por sua vez poderia apenas firmas as pernas no grifo para não cair.

Após o breve passeio eles chegavam a tribo, haviam cabanas de pano com arcabouço de madeira espalhadas por uma região plana, onde havia mais sinais de plantação, a maioria parecia se vestir da mesma maneira que os adolescentes encrenqueiros, porém também havia pessoas usando roupas do mar azul, e também outras pessoas sem o par de asas característico dos celestiais, mas este eram minoria. - Chegamos, está é minha casa. - Kaynã apresentava sua tribo para Shaanti, era possível notar um ar de orgulho irradiando do homem nesse momento. E quase meia hora depois chegariam Roger e Gutinho acompanhados pelos adolescentes.


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Pequenas desavenças e desentendimentos

13


"Cu-pin? - Na verdade, mesmo com os amplos conhecimentos adquiridos durante sua jornada a tritã encontrou certa dificuldade em entender imediatamente o trocadilho que Emily havia feito. - Hnnmmm. - Um ronco baixo começou a ser produzido por sua garganta dada sua concentração. - Ahhhh. - Porém o momento que entendeu também foi o momento que # surgiram em sua testa. - CARA DE PAU AQUI É VOCÊ PIRRALHA.

Deixavam isso de lado em bem do prosseguimento do assunto, mas aparentemente para tal grupo a ação de prosseguir com uma conversa calma e civilizada era completamente impossível. - Certo, certo pirralha, não precisa ficar assim por causa do pato. Tenho certeza que o pequeno aqui tem algum suco bem docinho pra você quando chegarmos. - Implicava de forma indireta antes de olhar pro homem-pássaro-senior. - Leite com biscoitos seria pedir demais né? - Afinal crianças tinham que comer isso.

E logo o maravilhoso lado de ser criança se manifestava, pois Emily conseguia se abaster por completo de tudo aquilo deixando tudo de lado e animar-se com as possibilidades da aventura. Shaanti não desgostava nem um pouco deste lado da garota, apenas olhando-o com o canto dos olhos disfarçadamente enquanto sorria ao ver que novamente estava conseguindo alcançar aquilo qual havia prometido a si mesma. Era-lhe impossível não ter seu coração se aquecendo com o brilho daquele sorriso que tão sincero brotava no rosto de Emily e mesmo para a durona tritã foi impossível não ter uma lagrima teimosa a escorrer-lhe pela face. Porém… Emily habilmente quebrava todo aquele encanto ao caçoar da ruiva. A lágrima no rosto imediatamente secou evaporada pela súbita raiva. - QUE PORRA DE DOR NAS COSTAS, SE NÃO ENTENDE NADA. HANN. OLHA DIREITO. - Shaanti estufou ainda mais o peito afastando as pernas e flexionando um pouco os joelhos. - Isso aqui é uma pose arrojada, han? Ta vendo? A-rro-ja-da. - Falou pausadamente para ver se a pirralha sem senso estético poderia entender. - AHHHH, deixa pra lá, você é criança demais pra entender essas coisas.

>><<

Shaanti olhava para Gutinho, bem, ele também era uma criança e talvez por isso não fosse capaz de entender as nobres intenções que Shaanti possuía ao constantemente lembrá-lo da natureza feroz de uma besta selvagem. A razão principal era todavia a mais óbvia… Ela estava apenas se divertindo em implicar, todavia. - É fácil gostar de algo por seu lado bom, mas o lado ruim sempre vem junto. - Cruzou os braços à frente do peito abaixando o queixo de encontro ao mesmo enquanto acenava de olhos fechadas apreciando sua enorme sabedoria. - Você tem que pensar que vai estar montando em algo mais feroz do que eu. - Proferiu sem qualquer razão ou intenção, seja motivar ou desmotivar, era apenas uma constatação e o que o pirralho fosse tirar disso era com ele.

Shaanti havia adquirido o prazer por aplicar lições, todavia seus métodos de ensino talvez não fossem os mais adequados, pois os havia aprendido com Toch seu antigo mestre que também não era nenhuma flor a ser cheirada. O aperto em seu braço a fazia interromper, instintivamente fez força contra sentido ainda mais o aperto do Pássaro-Sênior se apertar. Sua voz calma indicava algo muito distinto das intenções que ela sentia.

O olhar feral que recebeu na sequência era na verdade muito mais agradável que a fala mansa; Shaanti gostava daqueles olhos. Ela entendia bem o que ele queria dizer e por isso logo cessou sua força. Não estava irritada, nem com os moleques, nem com o próprio Kay, na verdade tão pouco estava nervosa até então. Os motivos que lhe haviam feito agir daquela maneira eram completamente diferentes.


Não haveriam desculpas ou lamentos em suas palavras, mas ainda assim justificar-se-ia em respeito aos sentimentos do Pássaro-Senior. - Acho que você entendeu errado Ahn? - Olhou para o sangue em sua manopla. - Quer que o pirralho de uma olhada? - Sua voz estava mais calma do que tinha sido até então, afinal aquele não era exatamente um momento de brincadeira. - Aquilo não era uma ameaça. Era uma lição, algumas pessoas são cabeças dura demais para aprender apenas com palavras. - Shaanti não só havia sido uma dessas como possivelmente ainda era. Shaanti coçou a cabeça com a outra mão enquanto pensava melhor, mais voltada ao outro lado se gostaria de alguém se metendo nos métodos de ensino que aplicava em Gutinho. - Hnmm. - Apoiou um punho fechado na palma da outra mão em uma reverência de lutador, mas não teria ainda as desculpas proferidas. - Não me meterei, mas na proxima pode ser algo como você mesmo disse, alguém que não irá pegar leve. - Justificou-se apenas, querendo fazer que ele entendesse o que estava para fazer.

>><<

- Hnm, sim… Pilotar… Conduzir talvez? - Shaanti não havia considerado muito os termos a serem utilizados nesse caso e por fim deu os ombros. -Vocês entenderam, parem de se fazer de besta. - Ouvia a recusa do homem-pássaro e novamente dava os ombros. - Sem problemas, isso é mole. - Respondeu confiante em convencer ambos.

Montava com Emily atrás de si e…. Talvez por ser a primeira vez era realmente um pouco incômodo no início, mesmo ante sua coragem e robustez a tritã era uma criatura do mar, e segundamente da terra… Os domínios do ar nunca lhe haviam sido algo pensável. O frio na barriga, a força do vento a instabilidade., felizmente havia treinado em Mawakun e por mais estranho que fosse ter-se-ia visto acostumando rapidamente. - Você vai cair… - Como esperado de uma "mãe zelosa" acabou por imediatamente preocupar-se com Emily quanto a aceleração da ave, mas já era tarde. Apertou suas pernas e só pode franzir o cenho quando a viu também pedir por manobras áreas….. - Puta merda… Desse jeito vou ter que arrumar dois grifos. - Começava a perceber que o pato seria deixado de lado. Pobre pato. - R.I.P.

- Os grifos são o que tem de mais feroz por aqui? - Obviamente era uma pergunta que ela não poderia deixar de fazer, motivada por sua ganância e também pelo desejo de ser a melhor. O bombadinho já tinha um grifo e por tal era razoável Shaanti desejar algo ainda mais poderoso para poder se exibir. A pergunta era feita ainda durante o voo enquanto Shaanti perscrutar o horizonte em busca dos animais, mas também aproveitando para se localizar na ilha já que duvidava que fosse ter maneira melhor do que essa. - São só vocês nas montanhas? - Bem, haviam caminhado um bom tempo por uma rota que não parecia lá muito usual para encontrá-los e dada as suas vestes dava pra perceber que eram um povo que havia se isolado das cidades seja lá pelo motivo que fosse.


>><<

Shaanti desceu e ergueu as mãos para ajudar Emily a desmontar. Não tinha comentários sobre o lugar, nem muito sobre as pessoas afinal estas não eram coisas que lhe chamavam a atenção. - Certo, e onde está aquela bebida que você me prometeu? - Certo, essa era afinal a prioridade máxima. - E um suco bem docinho pra criança aqui. - Como Shaanti havia descartado mesmo o espaço de seu cérebro responsável pelas decisões responsáveis lhe sobrava espaço para armazenar o tripúdio de modo que nunca esqueci esse tipo de coisa.

- Que foi? - Reclamaria caso Emily a chutasse ou algo similar. Possivelmente por ela ter ofendido o pequeno ao "cagar" para a tribo que ele mostrava com orgulho. Afinal a tritã já havia se hospedado no palácio dourado de Mawakun e embora não fosse esnobe ou acostumada ao requinte não havia maneira de um monte de ocas lhe impressionar.   - Isso faz parte do meu charme. - Responderia caso fosse chamada de grosseira dando junto um sorriso cheio de dentes.

Acompanharia o pequeno se ele os chamasse, ou também sentaria por ali mesmo se fosse o caso para aguardar os outros. Sabia que Emily provavelmente estaria com pressa de perseguir a lenda, mas a pressa da tritã agora era em beber. - Calma ai pirralha, a lenda ta perdida a umas boa centenas de anos, não vai ser algumas horas que vai mudar isso. - Despejaria "bom senso" em Emily, mas a verade era somente que queria beber e se isso fosse jogado em sua cara não negaria. - Algum problema nisso? To com sede, aguentar vocês não é fácil, quanto mais sóbria. HAHAHAHAHAHA. - Falava da boca pra fora, apenas pela diversão em implicar.

Após sentados e com a bebida em mãos. - Aquilo que você usou lá trás. - Sorveu a bebida e se fosse do seu agrado. - AHHHHHHH, FINALMENTE ALGO QUE PRESTA. AGORA SIM, ESSE É UM BOM LUGAR. - Ergueria o copo em brinde a Kaynã feliz com a sensação que percorria sua garganta. - Espero que tenha bastante disso ai porque eu sei beber. - Bebeu mais um longo gole e entregaria o copo para ser servida denovo com um sorriso contente no rosto. - Ah, certo, certo. Aquilo era Haki? - Para explicar sobre o que falava gesticulou um abre e fecha com sua mão livre e apontou para a mão dele que havia sido ferida.


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Mesmo tendo de lidar com imenso desaforo a tritã era o honrosa o suficiente para deixar a raiva no passado, e ainda se preocupava com a pirralha irritante, pensando no melhor para mantê-la saudável e alegre, realmente um exemplo de integridade por parte de Shaanti. - Mas é claro, biscoito e leite jamais poderia faltar para as crianças. - Kaynã sorria mostrando os dentes, não vendo a pergunta de Shaanti como um incômodo.

A inocência, para Emily, uma benção, a pequena garota de feição adorável conseguia cativar o melhor lado das pessoas mesmo em ambientes hostis, a natureza sonhadora era motivo de satisfação para aqueles que obsevavam tamanha alegria. Porém a mesma inocência era cruel, e podia ser dita como uma maldição, aquela pequena garotinha fazia os olhos de Shaanti suarem ao expressar sua sinceridade, e logo em seguida isenta de empatia naquele momento Emily tirava sarro da nobre tritã que apenas esbanjava confiança com sua pose arrojada, incompreendida a ruiva se viu sem esperança de fazer aquela pequena garota compreender a grandeza de suas ações.

Não bastando apenas se dedicar pelo bem estar alheio, a tritã altruísta também aproveitava das oportunidades inusitadas para instruir Gutinho, fazendo o garoto ter uma visão diferente para enxergar a vida. - Você… - Ele engolia a seco e abaixava a cabeça com o olhar direcionado para a tritã. - Acho que você tem razão… - Era um pouco difícil admitir, afinal os grifos ainda lhe pareciam muito assustadores, mas não queria simplesmente discordar de Shaanti, mas sim porque Gutinho enxergava algum sentido na fala da tritã a respeito de ser fácil gostar de algo se ignorar os defeitos e problemas.

Porém, nem todo mundo era capaz de compreender atitudes tão peculiares apesar da boa intenção, e mesmo com o conflito de opiniões com Kaynã não fazia Shaanti perder seu apreço pela gentileza. - Não precisa, por sorte não parece ter nenhum corte profundo. - Kaynã balançou a mão no ar em sinal de negação, querendo livrar qualquer preocupação de Shaanti e também amenizar o clima pesado, como Shaanti não havia dado continuidade a sua técnica destrutiva, os danos sofridos provavelmente eram os menores possíveis. - Aquelas crianças ainda têm muito a aprender, mas se antes disso o pior acontecer... - Kaynã manteve um olhar afetuoso para os garotos, porém seus olhos se perdiam ficando enviados, um ar sombrio recaiu sobre o rosto do homem, ele cerrou o punho ferido até estremecer de força e algumas veias saltaram do braço, não completou a fala, demonstrando ser uma opção que não gostava de considerar, dando a entender que resolveria com métodos violentos.

Diretamente das profundezas abissais até a elevadas altitudes celestial Shaanti estava a voar alcançando alturas que pouquíssimos ou nenhum outro membro de sua espécie alcançava, acima das nuvens da ilha no céu. Durante a subida pode enxergar que na montanha mais próxima havia grandes rochas presas na "crosta" em espaçamentos distintos que podiam servir de plataforma seja para escalar ou descer ao redor da montanha.

Estando bem distante de suas raízes era para Shaanti difícil não ficar desconfortável e sentir o friozinho na barriga durante o vôo, sensação essa que ficava mais intensa devido a sede por adrenalina que parecia não caber no pequenino corpo de Emily. Entretanto quando o animal alado estabilizou o vôo a ruiva pôde ter até mesmo uma conversa casual. - Se não são os mais ferozes, os grifos brigam pelo domínio dos céus, há outras espécies que me deixam em dúvida sobre essa pergunta, mas o que há de mais feroz voa pelos céus, isso eu posso afirmar. - Kaynã respondia sem de fato responder, mas tentava dizer que havia animais alados tão ferozes quanto os grifos, e que tais bestas eram as mais perigosas na região.

Estando numa posição privilegiada em relação ao ambiente Shaanti podia ter uma ampla visão geográfica, com algumas outras montanhas de mesmo calibre da que Kaynã morava, pouco menores ou maiores e também variando na amplitude formando uma espécie de cadeia montanhosa, porém um corpo montanhoso se destacava das demais, ficando mais centralizada entre as montanhas que podia enxergar, está em questão possuía uma coloração mais escura acinzentada, e também era nitidamente mais alta do que as demais, com um detalhe inusitado, haviam grossas raízes que espalhavam-se pelas superfície da montanha, adentrando e saindo da crosta percorrendo do topo até a base e bastante regiões verdes indicando a presença de marcante de vegetação. E como se aproveitasse da paisagem para ilustrar suas palavras. - Há outras tribos vivendo nessas montanhas que pode ver, mas não somos muitos. - Dizia considerando as diversas tribos como parte de um todo.

>><<

Já na tribo as implicâncias inocentes da pequena causadora de aborrecimentos parecia dar uma folga para a tritã, muito provavelmente porque a própria também não ficava surpresa, afinal não era um local grandioso por suas construções imponentes, e como Shaanti não tinha nenhuma atitude desrespeitosa Emily se isentou de aborrecê-la. Kaynã as encaminhou para uma oca no centro do que parecia ser uma praça, com um círculo de pedra amplo para se acender fogueira, a construção era de tecido erguido por estacas de madeira, e não havia porta, estava aberta, no interior havia apenas um tapete marrom de pele curtida.

- Você sempre fala isso. - Emily ficou enfezada por Shaanti preferir beber antes de ir atrás da lenda perdida. - Eu sei, mas… Ash! Huunpf! - Cruzou os braços sentando acima do tapete, ela sabia que Shaanti tinha razão em suas palavras, mas nem por isso tornarva sua ansiedade menor, e por não conseguir argumentar decidiu lidar com a própria aflição ficando quieta e emburrada, até ansiedade diminuir.

Poucos minutos depois Kaynã retornava com uma cabaça amarrada na cintura e uma tigela havendo biscoitos acima junto de uma garrafa, ele sentou-se na outra extremidade do tapete deixando a dupla a sua frente de costas para a entrada da oca, então colocou a bandeja de biscoitos na frente de Emily, eles não haviam um formato uniforme, por serem feitos a mão e alguns estavam mais torrados e crocantes do que outros indicando que haviam sido assados, contendo também alguns pedaços de frutas, Emily apoiou suas mãos no chão enquanto inclinou o corpo para frente o observando atentamente com os olhinhos piscando de interesse Kaynã enchendo um copo com leite de cabra, então a garotinha se serviu pegando um biscoito com as duas mãos e os comeu. - Obrigada Kaynã! - Falava de boca cheia fechando os olhos e depois sorrindo feliz ao degustar os biscoitos que não estavam quentes mas cheiravam bem e pareciam bem gostosos ao paladar da garota.

Então para o líquido sagrado tão aguardado por Shaanti era servido em uma cumbuca, Kaynã despejava a bebida alaranjada quase vermelha até a borda e entregava para a tritã, parecendo um suco, o sabor cítrico era predominante porém era possível sentir uma pequena acidez, junto do gosto característico do álcool, mas por fim era o sabor doce que ficava no paladar, a bebida a princípio não parecia ser tão forte quanto saquê, mas uma apreciadora de bebidas como Shaanti poderia supor que os sabores adocicados mascaravam o álcool. - Só toma cuidado para não exagerar. - Kaynã sorria mostrando os dentes de satisfação, o mesmo também gostava de apreciar boas bebidas, e tinha a cortesia de alertar Shaanti.

A cabaça era grande provavelmente cabendo bons 5 litros em seu interior. - Espero que seja o suficiente durante nossa conversa. - Kaynã comentava em resposta a Shaanti dizer que sabe beber, não tendo intenção de desafiá-la ou ofender, apenas desejava que a bebida na cabaça fosse suficiente para manter a tritã hidratada durante a pequena reunião.

- Ha-ki… - Kaynã franziu o cenho num semblante pensativo. - Sim, sim, isso mesmo, aqui nós chamamos normalmente por outro nome. - Se justificando do porquê não havia entendido a pergunta de imediato. - Apesar da complexidade é uma técnica conhecida nessas montanhas, os pirralhos de antes ainda estão aperfeiçoando ela. - Kaynã também explicava que o Haki era algo de senso comum nas demais tribos, talvez pela comunidade ser pequena então o conhecimento é rapidamente disseminado.

- Ei Kaynã, tem algum vulcão aqui? A fortona aqui disse que vai dar um SOCÃO na lava! - Com algumas migalhas na bochecha Emily segurava metade de um biscoito na mão socando o ar para cima, implicando com a fortona Shaanti. - Por essa região, não, mas há constante deslizamento de pedras que muitas vezes um bom soco seria útil. - Kaynã sorria sem graça em quebrar as expectativas de uma garotinha tão alegre e ""adorável"", felizmente ou infelizmente Shaanti a princípio não teria lava para socar, para a sorte da lava, afinal os poderosos murros da tritã não teriam problema algum em subjugar as forças da natureza, certo?

- Mas então, vocês foram expulsas da ilha de baixo? - Kaynã perguntava com certa casualidade, olhando atentamente para a tritã um tanto curioso com a resposta, deixando implícito também o fato de ter conhecimento sobre as pessoas exiladas de Parthenom.



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